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SINTOMATOLOGIA - SLIDES COMENTADOS

Notas de aula sobre sintomatologia de doenças de plantas. Define sinais e sintomas, causas e objetivos do patógeno; detalha processos afetados (bioquímicos, fisiológicos, citológicos, histológicos, morfológicos), classificação (primários/ secundários, localização) e exemplos de doenças e agentes.

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Tiago Lopes

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<p>Em vermelho e :</p><p>comentários do professor</p><p>✓Sinais: são quaisquer estruturas ou partes do patógeno presente no</p><p>tecido doente</p><p>Conidióforos, esporangióforos, conídios, esporângios, uredósporos etc.</p><p>✓Sintomas: expressão ou manifestação visual de uma anormalidade</p><p>fisiológica ou morfológica resultante de uma doença</p><p>Pode ser percebida pela visão (anomalias), tato (mole ou macerado), olfato</p><p>(podridão da batata - Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum) ou paladar</p><p>(amargor na melancia - Acidovorax avenae subsp. citrulli)</p><p>Crespeira do pêssego</p><p>(Taphrina deformans)</p><p>Míldio da videira</p><p>(Plasmopara vitícola)</p><p>É o estudo dos sintomas e sinais, visando</p><p>a diagnose de doenças de plantas</p><p>O que é a sintomatologia?</p><p>Por que os sintomas surgem na planta?</p><p>Por ocasionar distúrbios nos processos de síntese de</p><p>moléculas, transporte, transpiração, na distribuição de</p><p>fotoassimilados, etc.</p><p>Obter nutrientes da degradação celular e tissular pela</p><p>liberação de fitotoxínas, enzimas, fitormônios, etc</p><p>MURCHA</p><p>Por promover a perda do papel biológico do órgão</p><p>infectado (colapso celular e tissular). Dessa forma o órgão vegetal</p><p>perde sua funcionalidade, seja pela aquisição de fotoassimilados, transporte de</p><p>nutrientes e outros</p><p>Qual o objetivo do patógeno?</p><p>Esta imagem representa uma planta com a tipificação de um sintoma de murcha causado pela</p><p>síndrome de transporte de água e nutrientes promovido pelo colapso dos vasos condutores,</p><p>ocasionado pela ação de um patógeno.</p><p>Quais os processos que podem ser afetados?</p><p>➢ Bioquímicos: alterações nos conteúdos hormonais (ex.: hiperauxina – grande produção de</p><p>auxina que pode causar a inibição do crescimento da planta ou o superbotamento de partes como</p><p>gemas e ramos), metabólicos e enzimáticos</p><p>➢ Fisiológicos: alterações nas taxas respiratórias, transpiratórias ou fotossintéticas do</p><p>vegetal</p><p>➢ Citológicos: alterações nas células, tais como: citólise (disjunção celular), vacuolose</p><p>(formação anormal de vacúolos), cariólise (degeneração do núcleo) e plasmólise (contração</p><p>protoplasmática por perda de água)</p><p>➢ Histológicos: alterações (tissulares) nos tecidos como consequência de alterações nas</p><p>células: atrofia (hipotrofia = falta de crescimento celular e de tecidos), hipertrofia (excesso de</p><p>crescimento celular e de tecidos) e hiperplasia (excesso de multiplicação celular)</p><p>➢Morfológicos: alterações visíveis na forma e na aparência das estruturas das plantas como:</p><p>mancha, murcha, podridão, cancro, galha, clorose, mosaico e outros</p><p>PARTE FOLIAR</p><p>• Formação de vitaminas e</p><p>hormônios</p><p>• Síntese de proteínas</p><p>• Absorção de luz</p><p>• Trocas gasosas – causam distúrbios</p><p>no processo de FOTOSSÍNTESE</p><p>• Maior transpiração</p><p>PARTE REPRODUTIVA</p><p>• Reprodução</p><p>• Redução na germinação</p><p>• Armazenamento de amido e</p><p>proteínas</p><p>VASO CONDUTOR - CAULE</p><p>• Translocação de fotoassimilados, água e</p><p>minerais</p><p>SISTEMA RADICULAR</p><p>• Absorção de água e minerais</p><p>Oídio</p><p>Mancha selvagem</p><p>Antracnose</p><p>Ponto bacteriano</p><p>Vírus do mosaico do tomate</p><p>Nematóide do nó</p><p>da raiz</p><p>Galha</p><p>Processos fisiológicos afetados</p><p>O QUE É UM QUADRO SINTOMATOLÓGICO?</p><p>“ é o conjunto de sintomas determinados por uma doença.”</p><p>Queima</p><p>Murcha Lesões</p><p>Cancro</p><p>Esse conjunto de sintomas deve ser</p><p>proveniente de um único patógeno</p><p>4 TIPOS DE SINTOMA</p><p>ASSIMÉTRICA:</p><p>apenas uma</p><p>parte do vaso</p><p>condutor ter</p><p>sido afetada</p><p>Sintoma típico</p><p>de rachadura</p><p>• C. m. subsp. michiganensis **</p><p>• Cancro bacteriano do tomateiro</p><p>** Bactéria: Clavibacter michiganensis subsp.</p><p>michiganensis</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS SINTOMAS</p><p>Localização</p><p>Alterações</p><p>provocadas no</p><p>hospedeiro</p><p>Estruturas ou</p><p>processos afetados</p><p>• Primários</p><p>• Secundários</p><p>• Habituais</p><p>• Lesionais</p><p>• Fisiológicos</p><p>• Histológicos</p><p>• Morfológicos</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS SINTOMAS</p><p>Quanto à localização</p><p>❑ Primários (P): resultante da ação direta do patógeno nos órgãos que exibem</p><p>os sintomas. Na imagem: sítio afetado apresenta o sintoma necrótico.</p><p>❑ Secundários (S): exibido pelas plantas em órgãos distantes do local da ação dos</p><p>patógenos. Sintomas reflexos das partes primárias afetadas, se um tubérculo entra em colapso pela</p><p>ação direta do patógeno, a parte aérea reflete o sintoma, murcha por ex.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS SINTOMAS</p><p>Sintomas primários</p><p>Manchas foliares</p><p>Sintomas secundários</p><p>Murchas, alguns</p><p>amarelecimentos e</p><p>outros desvios de cor</p><p>Sigatoka amarela</p><p>Colletotrichum musae</p><p>Ferrugem da folha</p><p>Puccinia triticina</p><p>Ferrugem branca</p><p>Albugo candida</p><p>Murcha</p><p>Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici</p><p>Verticilium dahliae</p><p>Ralstonia solanacearum</p><p>Nanismo amarelo da soja</p><p>Heterodera glycines</p><p>Murcha-de-Ceratocystis</p><p>Ceratocystis cacaofunestra</p><p>Sintomas localizados, alterações não</p><p>distantes do local de infecção</p><p>Afetam a parte primária: vasos</p><p>condutores (1) e raízes (2) e refletem</p><p>na parte aérea: doença como um</p><p>todo</p><p>(1) (1)(2)</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS SINTOMAS</p><p>Quanto às alterações no hospedeiro</p><p>Sintomas habituais: alterações no</p><p>hábito de crescimento da planta</p><p>Superbrotamento, nanismo, desvios de cor</p><p>Sintomas lesionais: não interferem no</p><p>hábito de crescimento, mas alguns</p><p>órgãos são atacados</p><p>Manchas necróticas, podridões, secas de ponteiros</p><p>Vassoura-de-bruxa</p><p>Moliniophthora perniciosa</p><p>Nanismo amarelo</p><p>Barley yellow dwarf virus</p><p>(BYDV)</p><p>Cercosporiose</p><p>Cercospora zeae-maydis</p><p>Pinta preta</p><p>Guignardia citricarpa</p><p>DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS</p><p>Estrutura ou</p><p>processos afetados</p><p>Fisiológicos</p><p>Histológicos</p><p>Morfológicos</p><p>Plásticos</p><p>Necróticos</p><p>Plesionecróticos</p><p>Holonecróticos</p><p>Hipoplásticos</p><p>Hiperplásticos</p><p>➢ Uso dos nutrientes pelo patógeno</p><p>➢ Interferência nos processos de síntese</p><p>➢ Aumento da taxa respiratória</p><p>➢ Alteração da taxa de respiração</p><p>➢ Plasmólise</p><p>➢ Vacuolose</p><p>➢ Granulose</p><p>DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS</p><p>➢Uso de nutrientes pelo patógeno</p><p>• Necessita de carboidratos e proteínas</p><p>➢Aumento da respiração do hospedeiro</p><p>• Aumento na taxa respiratória</p><p>Como exemplo, em centeio a produção de grãos é</p><p>inversamente proporcional à produção de escleródios de</p><p>Claviceps purpurea, agente causal do esporão do centeio</p><p>Plantas de trigo atacadas por Ustilago tritici apresentam</p><p>um aumento de 20% na taxa de respiração em relação às</p><p>plantas sadias</p><p>O hospedeiro ao ter estruturas importantes afetadas, como paredes celulares ou</p><p>organelas - mitocôndria - , tem um déficit em relação ao processo de respiração,</p><p>para haver a compensação, há um aumento do processo respirátorio,</p><p>compensando a danificação de estruturas causada por patógenos</p><p>DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS</p><p>➢Alterações na transpiração do hospedeiro</p><p>Bananeira e tomateiro atacados por Fusarium</p><p>oxysporum tem aumento na taxa de transpiração,</p><p>nos primeiros dias do processo infectivo –</p><p>compensação -.</p><p>As plantas em estádio de murcha tem uma baixa</p><p>taxa de respiração e inibição do sistema de</p><p>transpiração – ocorre pois grande parte das estruturas</p><p>celulares e tissulares estão degradadas -.</p><p>➢ Interferência nos processos de síntese</p><p>Rhodococcus faciens causa a inibição do</p><p>meristema apical, causando superbrotamento</p><p>nominado de fasciação, além de sintetizar</p><p>fitormônios interferidores</p><p>Respiração de tubérculos de batata,</p><p>em duas temperaturas distintas, após a</p><p>infecção por Pectobacterium</p><p>atrosepticum.</p><p>Produção de proteínas e fitormônios que podem afetar processos de crescimento</p><p>Temperatura pode afetar processos respiratórios em</p><p>tubérculos de batatas infectadas por P. atrosepitcum</p><p>Favorável ao patógeno</p><p>DISTÚRBIOS HISTOLÓGICOS</p><p>Estrutura ou</p><p>processos afetados</p><p>Fisiológicos</p><p>Histológicos</p><p>Morfológicos</p><p>Plásticos</p><p>Necróticos</p><p>Plesionecróticos</p><p>Holonecróticos</p><p>Hipoplásticos</p><p>Hiperplásticos</p><p>➢ Uso dos nutrientes pelo patógeno</p><p>➢ Interferência nos processos de síntese</p><p>➢ Aumento da taxa respiratória</p><p>➢ Alteração da taxa de respiração</p><p>➢ Plasmólise</p><p>➢ Vacuolose</p><p>➢ Granulose</p><p>DISTÚRBIOS HISTOLÓGICOS</p><p>São alterações que ocorrem à nível tecidual/celular que podem ser</p><p>visualizados a nível microscópio</p><p>➢Plasmólise: perda de turgescência das</p><p>células, cujo protoplasma perde água devido</p><p>aos distúrbios na membrana citoplasmatica</p><p>➢Vacuolose: formação anormal</p><p>dos vacúolos no</p><p>protoplasma das células, levando à</p><p>degeneração</p><p>➢Granulose: produção de partículas granulares</p><p>ou cristalinas em células degenerescentes do</p><p>citoplasma</p><p>Seção do pecíolo infectado</p><p>com Erwinia amylovora</p><p>Plasmólise do</p><p>parênquima</p><p>xilemático</p><p>Vacuolose e granulose ocasionam alterações</p><p>celulares e desequilíbrio osmótico</p><p>DISTÚRBIOS MORFOLÓGICOS</p><p>Estrutura ou</p><p>processos afetados</p><p>Fisiológicos</p><p>Histológicos</p><p>Morfológicos</p><p>Plásticos</p><p>Necróticos</p><p>Plesionecróticos</p><p>Holonecróticos</p><p>Hipoplásticos</p><p>Hiperplásticos</p><p>➢ Uso dos nutrientes pelo patógeno</p><p>➢ Interferência nos processos de síntese</p><p>➢ Aumento da taxa respiratória</p><p>➢ Alteração da taxa de respiração</p><p>➢ Plasmólise</p><p>➢ Vacuolose</p><p>➢ Granulose</p><p>DISTÚRBIOS MORFOLÓGICOS</p><p>Necróticos</p><p>São ocasionados pela degeneração do protoplasma, seguida de morte de</p><p>células, tecidos e órgãos</p><p>Plesionecróticos:</p><p>Sintomas necróticos presentes antes da morte do protoplasma e caracterizam-se</p><p>pela degeneração protoplasmática e desorganização funcional das células.</p><p>Holonecróticos:</p><p>Sintomas característicos da morte das células, provoca a mudança da coloração do</p><p>órgão ou tecido afetado para marrom ou preto.</p><p>Amarelecimento: ocorre devido à degeneração ou destruição dos cloroplastos das células</p><p>Anasarca ou encharcamento: ocorre em virtude do extravasamento do conteúdo aquoso</p><p>do interior das células e tecidos para os espaços intercelulares</p><p>Murcha: resultante da perda de turgescência das células e tecidos provocada por</p><p>dificuldades na absorção e translocação de água</p><p>Anasarca</p><p>Acidovorax avenae subsp. citrulli (1)</p><p>Phytophthora infestans (2)</p><p>Murcha</p><p>Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici</p><p>Cercospora coffeicola</p><p>Amarelecimento</p><p>Xanthomonas citri subsp. citri (1)</p><p>Cercospora coffeicola (2)</p><p>(1) (2) (1) (2)</p><p>Mancha: morte nos tecidos foliares, que se tornam secos e pardos. Podem ser</p><p>chamados de pinta (mancha-pequena), mancha-anelada, mancha-amarela, mancha-</p><p>zonada e mancha-angular</p><p>Pinta preta</p><p>Alternaria solani</p><p>Mancha angular do feijoeiro</p><p>Phaeoisariopsis griseola</p><p>Pinta bacteriana do tomateiro</p><p>Pseudomonas syringae pv. tomato</p><p>PINTA DIFERE DE ZONA</p><p>Queima (ou crestamento e requeima): caracterizado por um dessecamento (necrose)</p><p>repentino de órgãos aéreos (folhas, flores e brotações)</p><p>Crestamento bacteriano comum</p><p>Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli</p><p>Requeima</p><p>Phytophthora infestans</p><p>Queima das rosáceas</p><p>Erwinia amylovora</p><p>Nome da doença: requeima da</p><p>batateira</p><p>Nome da doença: queima das rosáceas</p><p>frutíferas</p><p>Cancro: sintoma caracterizado por lesões necróticas, evidenciadas por rachaduras,</p><p>mais frequentes nos tecidos corticais de caules, raízes e tubérculos. Eventualmente,</p><p>este tipo de sintoma é observado em folhas e frutos</p><p>Cancro cítrico</p><p>Xanthomonas citri subsp. citri</p><p>Cancro bacteriano do tomateiro</p><p>C. michiganensis subsp. michiganensis</p><p>Cancro do eucalipto</p><p>Cryphonectria cubensis</p><p>Escaldadura: caracterizada pelo descoloramento da epiderme e de tecidos adjacentes</p><p>em órgãos aéreos. O aspecto visual lembra o órgão escaldado por água fervente.</p><p>Escaldadura da cana-de-açúcar</p><p>Xanthomonas albilineans</p><p>Escaldadura do arroz</p><p>Microdochium oryzae (1)</p><p>Rhychosporiu oryzae (2)</p><p>(1) e (2) (1) e (2)</p><p>Estria: lesão alongada, estreita, paralela à nervura das folhas de gramíneas.</p><p>Estria bacteriana da cana-de-açúcar</p><p>Pseudomonas rubrilineans</p><p>Estria bacteriana da folha do trigo</p><p>Xanthomonas translucens pv. undulosa</p><p>Pústula: caracterizada pela elevação da epiderme com posterior rompimento por força</p><p>da produção e exposição de esporos ou aumento/multiplicação desordenada das</p><p>células.</p><p>Pústula bacteriana</p><p>Xanthomonas axonopodis pv. glycines</p><p>Ferrugem do cafeeiro</p><p>Hemileia vastatrix</p><p>Ferrugem da folha do trigo</p><p>Puccinia recondita f.sp. tritici</p><p>Morte dos ponteiros (seca de ponteiros = dieback): morte progressiva de ponteiros,</p><p>ramos ou brotos jovens</p><p>Morte das pontas</p><p>Erwinia psidii</p><p>Mancha aureolada do cafeeiro</p><p>Pseudomonas syringae pv. garcae</p><p>Clorose variegada dos citros</p><p>Xylella fastidiosa</p><p>Inseto vetor de X. Fastidiosa: cigarrinhas (no</p><p>caso do citrus, 12 tipos) que se alimentam</p><p>de partes jovens, deixando grande</p><p>quantidade da bactéria na área consumida.</p><p>Perfuração: queda de tecidos necrosados em folhas semelhantes a furos em</p><p>decorrência da formação de uma camada de abscisão formada ao redor da lesão</p><p>Chumbinho do pessegueiro</p><p>Wilsonomyces carpophilus</p><p>Mancha bacteriana do tomateiro</p><p>Xanthomonas perforans</p><p>Mancha bacteriana do pessegueiro</p><p>Xanthomonas arboricola pv. pruni</p><p>O fenômeno da perfuração ocorre quando a planta percebe a invasão do patógeno e circunda o sítio de infecção com uma</p><p>matriz tissular, formada de suberina (cera). Para fazer o rompimento da lesão, produz enzimas e acidos abscísicos que</p><p>separa a seção infectada da sadia, promovendo o rompimento da lesão.</p><p>Mumificação: seca, escurecimento, enrugamento e, às vezes, endurecimento de frutos</p><p>que permanecem pendurados, tendo o nome de múmia</p><p>Mumificação</p><p>Erwinia amylovora</p><p>Podridão parda</p><p>Monilinia fructicola</p><p>Mumificação</p><p>Erwinia psidii</p><p>Tombamento (damping-off): ocasiona a podridão de sementes (damping-off de pré-</p><p>emergência) e da região do coleto de plantas jovens, o que pode causar a curvatura e</p><p>queda das plântulas</p><p>Tombamento</p><p>Pythium sp.</p><p>Tombamento</p><p>Rhizoctonia solani</p><p>Tombamento</p><p>Phytophthora sojae</p><p>Gomose (exsudação da goma): comum em certas espécies frutíferas, como o</p><p>abacaxizeiro, pessegueiro e citros, quando afetadas por patógenos que colonizam o</p><p>córtex ou lenho.</p><p>Gomose do abacaxi</p><p>Fusarium subglutinans f. sp. ananas</p><p>Gomose em damasco</p><p>Pseudomonas syringae pv. syringae</p><p>Gomose dos citros</p><p>P. parasitica ou P. citrophthora</p><p>Gênero Phytophthora</p><p>Podridão (aquosa, mole, seca): desintegração dos tecidos afetados devido à necrose</p><p>e extravasamento do conteúdo celular</p><p>Podridão mole</p><p>Pectobacterium carotovorum</p><p>Podridão parda</p><p>Monilinia fructicola</p><p>Podridão parda</p><p>Phytophthora palmivora</p><p>Phythophthora citrophtora ou hevea</p><p>Seca ou secamento: é o secamento e morte de órgãos ou da planta, tem a</p><p>característica de se processar mais lentamente</p><p>Seca da mangueira</p><p>Peratocystis fimbriata</p><p>Proveniente do colapso do xilema, no qual perde seu papel biológico:</p><p>conduzir água e nutrientes para a planta. Dessa forma ocorre a síndrome</p><p>de transporte</p><p>DISTÚRBIOS MORFOLÓGICOS</p><p>Estrutura ou</p><p>processos afetados</p><p>Fisiológicos</p><p>Histológicos</p><p>Morfológicos</p><p>Plásticos</p><p>Necróticos</p><p>Plesionecróticos</p><p>Holonecróticos</p><p>Hipoplásticos</p><p>Hiperplásticos</p><p>➢ Uso dos nutrientes pelo patógeno</p><p>➢ Interferência nos processos de síntese</p><p>➢ Aumento da taxa respiratória</p><p>➢ Alteração da taxa de respiração</p><p>➢ Plasmólise</p><p>➢ Vacuolose</p><p>➢ Granulose</p><p>DISTÚRBIOS MORFOLÓGICOS</p><p>Plásticos</p><p>Anomalias no crescimento, multiplicação ou diferenciação de células</p><p>vegetais, geralmente levam à distorções nos órgãos da planta</p><p>Hipoplásticos:</p><p>Sintomas que apresentam uma condição de subdesenvolvimento devido à redução</p><p>ou supressão na multiplicação ou crescimento das células</p><p>Hiperplásticos:</p><p>Causado por patógenos que promovem sintomas de superdesenvolvimento</p><p>normalmente decorrente de hipertrofia (aumento de volume) e/ou hiperplasia</p><p>(multiplicação exagerada) das células do hospedeiro</p><p>Clorose (mancha clorótica ou clorose sistêmica): esmaecimento do verde em órgãos</p><p>clorofilados, devido à destruição da clorofila. Diferente do albinismo os órgãos não ficam</p><p>brancos</p><p>Clorose variegada do citros</p><p>Xylella fastidiosa</p><p>Clorose</p><p>Bean common mosaic virus (BCMV)</p><p>Albinismo: é a falta congênita da produção de clorofila, pode surgir como variegações</p><p>brancas nas folhas, mas podendo, em certos casos, tomar todo o órgão</p><p>Albinismo em cana-de-açúcar</p><p>Phytoplasma sp.</p><p>Folhas brancas em grama</p><p>Candidatus phytoplasma cynodontis</p><p>Mosaico: sintomas em que áreas cloróticas aparecem intercaladas com áreas sadias</p><p>(verde mais escuro) nos órgãos clorofilados</p><p>Mosaico do fumo</p><p>Tabacco mosaic virus (TMV)</p><p>Mosaico comum do feijoeiro</p><p>Bean golden mosaic virus (BGMV)</p><p>Mosaico do pepino</p><p>Cucumber mosaic virus (CMV)</p><p>Presente em todas as folhas de todas as plantas acima,</p><p>matizes de cores verde escuro, verde pálido e aspecto clorótico</p><p>Mosqueado: sintoma semelhante ao mosaico, mas ocorre de forma mais tênue. São</p><p>observadas áreas de coloração verde-escura com verde-claro</p><p>Huanglongbing (Greening)</p><p>Candidatus liberibacter asiaticus</p><p>Candidatus liberibacter americanus</p><p>Mosqueado em alface</p><p>Lettuce mosaic virus (LMV)</p><p>Mosqueado em pimentão</p><p>Potato virus Y (LMV)</p><p>Roseta: encurtamento dos entrenós de ramos e brotos devido à distúrbios hormonais</p><p>(auxina, citocinina e giberelina) que resulta no agrupamento de folhas</p><p>Roseta da roseira</p><p>Rose rosette virus (RRV)</p><p>Roseta em pêssego</p><p>Peach rosette mosaic virus (PRMV)</p><p>Enfezamento (nanismo, atrofia): falta de desenvolvimento (=subdesenvolvimento) da</p><p>planta ou de alguns órgãos</p><p>Enrolamento da batata</p><p>Potato leaf roll virus (PLRV)</p><p>Vira cabeça do tomateiro</p><p>Tomato spotted wilt virus (TSWV)</p><p>Nanismo amarelo</p><p>Barley yellow dwarf virus (BYDV)</p><p>Galha: desenvolvimento anormal dos tecidos de plantas resultante da hipertrofia e</p><p>hiperplasia</p><p>Galha em coroa</p><p>Agrobacterium tumefaciens</p><p>Galha</p><p>Ustilago maydis</p><p>Fasciação: estado achatado, muito ramificado e unido de órgãos da planta oriundo de</p><p>distúrbios hormonais</p><p>Fasciação em margarida</p><p>Rhodococcus fascians</p><p>Fasciação em gerânio</p><p>Rhodococcus fascians</p><p>Fasciação em bulbos de</p><p>gladíolos</p><p>Rhodococcus fascians</p><p>Bronzeamento: mudança de cor da epiderme, que fica bronzeada devido a ação de</p><p>patógenos</p><p>Enrolamento da folha da videira</p><p>Grapevine lefroll-associated virus</p><p>Morte das pontas</p><p>Erwinia amylovora</p><p>Encarquilhamento (encrespamento): deformação de órgãos da planta, resultado do</p><p>crescimento (hiperplasia e/ou hipertrofia) exagerado das células, localizado em uma</p><p>parte apenas do tecido</p><p>Crespeira do pêssego</p><p>Taphrina deformans</p><p>Epinastia: curvatura para baixo da folha, parte dela, ou do ramo, devida à rápida</p><p>expansão da superfície superior desses órgãos</p><p>Epinastia em mostarda</p><p>Beet curly top virus (BCTV)</p><p>Epinastia em citros</p><p>Citrus exocortis viroid (CEVd)</p><p>Bolhosidade: aparecimento no limbo foliar de saliências de aparência de bolha,</p><p>oriundas de um desbalanço no crescimento do tecido</p><p>Curcubitácea</p><p>Zucchini yellow mosaic virus (ZYMY)</p><p>Bolhiosidade</p><p>Cowpea severe mosaic virus (CSMV)</p><p>Verrugose: crescimento excessivo de tecidos epidérmicos e corticais, geralmente</p><p>modificados pela ruptura e suberificação das paredes celulares. Causa lesões salientes</p><p>e ásperas em frutos, tubérculos e folhas</p><p>Verrugose do maracujazeiro</p><p>Cladosporium herbarum</p><p>Verrugose da laranja</p><p>Elsinoe fawcettii</p><p>Sarna da batata</p><p>Spongospora subterranea</p><p>Superbrotamento: ramificação excessiva do caule, ramos ou brotações florais. Em</p><p>alguns casos os órgãos afetados adquirem formato semelhante ao de uma vassoura</p><p>Vassoura-de-bruxa do cacaueiro</p><p>Moniliophthora perniciosa</p><p>Famosa na região nordeste do Brasil, com grande brotação</p><p>de inflorescência com frutos de cacau. O distúrbio se dá pelo</p><p>desbalanço de citocinina e auxina nas partes</p><p>diferenciadoras</p><p>Calo cicatricial: tecidos especializados formados sobre uma ferida ou corte em uma</p><p>planta. Comum a formação de calos em doenças que causam cancro</p><p>Calo em macieira</p><p>Nectria galligena</p><p>Angiosperma</p><p>Nectria galligena</p>

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