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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Eletricidade aplicada à produção dos raios X. Interação dos raios X com o objeto e formação da</p><p>imagem visível. Análise e interpretação de imagens radiográficas.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreender como realizar a análise de radiografias e a interpretar os achados como descritos</p><p>no laudo médico. Para isso, é necessário conhecer os princípios envolvidos na formação dos</p><p>raios X, o processo de formação da imagem visível e como os fatores de exposição influenciam</p><p>na tonalidade e na qualidade da imagem.</p><p>PREPARAÇÃO</p><p>Procure nas bibliotecas virtuais de sua universidade, livros ou manuais sobre Eletricidade para</p><p>assimilar melhor os conceitos apresentados no primeiro módulo.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Relacionar os conceitos de eletricidade ao processo de produção dos raios X</p><p>MÓDULO 2</p><p>Interpretar o processo de interação dos raios X com os vários tecidos na formação da imagem</p><p>radiográfica</p><p>MÓDULO 3</p><p>Identificar os aspectos radiográficos em padrão de normalidade clínica e em comparação aos</p><p>sinais apresentados em lesões ou patologias</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Raios X são ondas eletromagnéticas de alta frequência e baixo comprimento. Como a alta</p><p>frequência ultrapassa o espectro eletromagnético da luz, os raios X não são visíveis, têm alta</p><p>energia e capacidade de atravessar estruturas materiais. São produzidos sempre que elétrons</p><p>acelerados se descarregam sobre um material metálico pesado. Penetrando em sua estrutura</p><p>química, os raios X são produzidos quando esses elétrons acelerados sofrem frenagem</p><p>próxima aos núcleos ou colidem em elétrons orbitais.</p><p>Portanto, precisamos relembrar conceitos sobre eletricidade para compreender como os raios</p><p>X interagem no corpo e no detector para formar a imagem radiográfica, seja em películas</p><p>radiográficas, ou nas workstations.</p><p>WORKSTATIONS</p><p>Workstation pode ser traduzido como “estação de trabalho”. Em sistemas digitais, o termo</p><p>se refere ao computador no qual é realizada a manipulação das imagens.</p><p>Fonte: © 2020 Adobe Stock. All rights reserved</p><p>MÓDULO 1</p><p> Relacionar os conceitos de eletricidade ao processo de produção dos raios X</p><p>javascript:void(0)</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Veja algumas dúvidas comuns entre os iniciantes das ciências radiológicas:</p><p>O tubo de raios X é radioativo?</p><p>Por que a sala de exames é tão fria?</p><p>Temos que tirar o aparelho da tomada para não contaminar?</p><p>Por que enxergamos a radiografia tão embaralhada?</p><p>Por essas e outras dúvidas, vamos começar nosso estudo apresentando os conceitos</p><p>elétricos associados aos raios X. Isso mesmo: raios X são produtos de interações elétricas!</p><p>Por isso são reguláveis por um sistema de comando, com botões e seletores de tensão e de</p><p>intensidade de corrente elétrica.</p><p>ELETRICIDADE</p><p>Os primeiros estudos sobre fenômenos elétricos são atribuídos a Thales de Mileto. Usando</p><p>um pedaço de âmbar, Thales percebeu que o material atraía pedaços de palha seca quando</p><p>friccionado em couro animal. As descobertas do físico Joseph John Thomson, por sua vez,</p><p>ajudaram a explicar melhor esse fenômeno. Para ele, essa atração se dava em razão do</p><p>elétron: uma partícula leve e facilmente atraída ou repelida.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Fonte: freepik</p><p>THALES DE MILETO</p><p>Tales de Mileto, foi um filósofo, matemático, engenheiro, homem de negócios e</p><p>astrônomo da Grécia Antiga.</p><p>Fonte: Wikipedia.</p><p>Fonte: Pxhere</p><p> Âmbar em formato de resina vegetal.</p><p>ÂMBAR</p><p>A palavra âmbar, em grego, se escreve ηλεκτρο (lê-se elektro). Por isso, foi</p><p>convencionado o nome eletricidade aos fenômenos de atração e repulsão entre</p><p>determinadas partículas.</p><p>JOSEPH JOHN THOMSON</p><p>Joseph John Thomson, mais conhecido como J. J. Thomson, foi um físico britânico.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Você pode fazer um experimento similar com pedaços de papel picotado e uma caneta de</p><p>plástico. Após friccionar a caneta em seus cabelos ou em um pano, aproxime-a de pedaços de</p><p>papel (que são eletricamente neutros). Eles serão atraídos pela caneta (que foi eletrizada) em</p><p>razão do fenômeno de eletricidade estática.</p><p>Eletricidade é o conjunto de fenômenos que envolvem atração e repulsão de partículas.</p><p>Hoje sabemos que carga elétrica é a capacidade que algumas partículas têm de atrair ou</p><p>repelir outras. Do polo negativo do circuito elétrico, o elétron é repelido e ganha movimento. O</p><p>movimento dos elétrons continua em razão da atração que o elétron sofre do polo positivo do</p><p>circuito elétrico.</p><p>Fonte: Wikimedia</p><p>CARGA ELÉTRICA É A PROPRIEDADE DE ATRAÇÃO E</p><p>REPULSÃO ENTRE PARTÍCULAS. CARGAS DE SINAIS</p><p>OPOSTOS SE ATRAEM, CARGAS DE SINAIS IGUAIS SE</p><p>REPELEM E PARTÍCULAS NEUTRAS NÃO</p><p>INTERAGEM.</p><p>BUSHONG, 2010.</p><p>Circuito elétrico é a integração de um ou mais componentes eletrônicos que permite a</p><p>circulação da carga elétrica de forma fechada.</p><p>A circulação de eletricidade em um circuito eletrônico tem motivação potencial, ou seja,</p><p>produzir outra forma de energia (som, luz, calor). Por isso, os circuitos eletrônicos são</p><p>compostos por um gerador de energia (pilhas, baterias ou tomada elétrica), por condutores</p><p>(geralmente fios elétricos) e por um sistema consumidor.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p>CORRENTE ELÉTRICA</p><p>Em um circuito elétrico para produção de raios X, o movimento da carga elétrica não pode ser</p><p>desordenado: precisa ter direção e sentido.</p><p>Como isso é possível?</p><p>Lembre-se de que elétrons podem ser atraídos ou repelidos e que a atração ocorre sempre</p><p>entre partículas de cargas opostas. O movimento ordenado ocorre quando existem dois polos</p><p>elétricos: negativo (catódico), que repele a carga elétrica, e positivo (anódico), que produz</p><p>o efeito de atração sobre o elétron. A isto foi dado o nome de corrente elétrica.</p><p>Corrente elétrica é o movimento ordenado de cargas elétricas em um condutor sob alguma</p><p>diferença de potencial em suas extremidades.</p><p>Imagine uma fila no caixa do supermercado. As pessoas, em muita ou pouca quantidade,</p><p>movem-se em direção ao caixa num determinado sentido. De modo semelhante, esse</p><p>movimento de elétrons em um condutor tem duas características distintas:</p><p>a) A quantidade de elétrons em movimento;</p><p>b) A velocidade ou energia com a qual estes elétrons se movimentam.</p><p>Quando analisamos a quantidade de cargas elétricas que passa pelo condutor em um intervalo</p><p>de tempo, estamos medindo a intensidade de corrente.</p><p>A unidade de medida para avaliar a intensidade de corrente é o Ampère (A), em homenagem</p><p>ao físico francês André-Marie Ampère. Uma pilha (AAA) transporta 15mA (lê-se miliamperes)</p><p>de corrente. Em média, um aparelho de radiologia convencional produz raios X utilizando entre</p><p>50mA até 800mA de corrente.</p><p>javascript:void(0)</p><p>Fonte: Wikimedia</p><p>ANDRÉ-MARIE AMPÈRE</p><p>André-Marie Ampère (Lyon, 20 de janeiro de 1775 — Marselha, 10 de junho de</p><p>1836) foi um físico, filósofo, cientista e matemático francês que fez importantes</p><p>contribuições para o estudo do eletromagnetismo.</p><p>Intensidade de corrente ou amperagem é a quantidade de carga que atravessa uma secção</p><p>transversal de um condutor em um determinado intervalo de tempo.</p><p>O QUE CAUSA O MOVIMENTO DA CORRENTE</p><p>ELÉTRICA? VOCÊ SE LEMBRA DE QUE CARGAS DE</p><p>SINAIS IGUAIS SE REPELEM?</p><p>Elétrons em conjunto repelem-se entre si, fazendo com que haja movimento. Por isso, a</p><p>voltagem também é conhecida como tensão elétrica ou voltagem.</p><p>Quanto maior o aglomerado de cargas elétricas maior será a tensão entre elas, pois a força de</p><p>repulsão aumenta. É simples: quanto mais próximo uma carga é colocada de outra igual, mais</p><p>diferença de potencial elétrico se produz, em razão da maior repulsão entre elas. Este conceito</p><p>foi desenvolvido pelo físico italiano Alessandro Volta.</p><p>TENSÃO ELÉTRICA OU VOLTAGEM</p><p>Tensão elétrica ou voltagem é a diferença de potencial entre duas extremidades de um</p><p>condutor. Quanto mais elétrons acumulados em um dos polos, maior é a energia</p><p>potencial (de repulsão) produzida, causando o movimento da corrente elétrica.</p><p>ALESSANDRO VOLTA</p><p>Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta (1745 – 1827) foi um químico, físico e</p><p>pioneiro da eletricidade e da potência.</p><p>TIPOS DE CORRENTE</p><p>Embora não</p><p>percebamos, existem dois tipos de corrente elétrica. A energia elétrica de uma</p><p>pilha e a de uma tomada de parede são diferentes.</p><p>Mas qual é a diferença entre elas?</p><p>A corrente elétrica que vem das estações de fornecimento trafega em um único fio, invertendo</p><p>sua polaridade 60 vezes por segundo (60 Hz). Por isso é chamada de corrente alternada</p><p>(AC).</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p> EXEMPLO</p><p>Quando as lâmpadas natalinas (pisca-pisca) se apagam, a polaridade da corrente inverte.</p><p>Conseguimos ver isso, porque o circuito é programado com uma frequência baixa. Embora</p><p>pareça constante, a lâmpadas usada em casa também pisca, mas os olhos não percebem</p><p>frequências acima de 50Hz.</p><p>Veja no gráfico a seguir como os tipos de corrente elétrica se comportam em um fio condutor.</p><p>pulsante</p><p>continua</p><p>variavel</p><p>alternada</p><p>t</p><p>i,v</p><p>Fonte: Wikimedia</p><p>A maioria dos eletroeletrônicos precisa de energia limpa, constante e contínua para funcionar.</p><p>Ou seja, precisam de corrente contínua (DC). Celulares, computadores, videogames e outros</p><p>eletrônicos, embora sejam plugados na tomada, precisam de uma fonte de alimentação para</p><p>funcionar. Este dispositivo é o responsável por transformar a corrente alternada em contínua,</p><p>para que o circuito funcione. Nesses circuitos, temos dois condutores com cargas distintas: um</p><p>fio catódico (-) e um fio anódico (+). Inverter a polaridade entre eles pode causar um curto-</p><p>circuito e queimar o dispositivo.</p><p>FONTE DE ALIMENTAÇÃO</p><p>javascript:void(0)</p><p>A fonte de alimentação é um dispositivo que realiza duas tarefas: a) retificar a corrente</p><p>(converte corrente alternada em contínua); b) regular a tensão de saída. Para carregar a</p><p>bateria de um celular, por exemplo, a fonte de alimentação precisa retificar a corrente</p><p>para DC e reduzir a tensão de entrada de 110/220V para 19V antes de a energia elétrica</p><p>chegar à bateria do celular. Caso contrário, o eletrônico pode ser danificado.</p><p>A seguir, exemplos de fonte de alimentação:</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>Fonte: Pixy</p><p>Equipamentos de raios X também são plugados em tomadas convencionais, mas a energia</p><p>fornecida é insuficiente. Fótons de alta energia precisam de corrente elétrica com quilovolts</p><p>para serem produzidos. Para isso, o aparelho tem um gerador de alta tensão, que regula a</p><p>tensão de saída e retifica a corrente para fluxo contínuo.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Para produzir raios X diagnósticos, o equipamento precisa receber corrente contínua, com</p><p>quilovolts de energia e miliamperes de intensidade. Deve ter também um sistema de comando</p><p>que permita a regulagem do tempo de exposição.</p><p>Fonte: Shutterstock</p><p>A PRODUÇÃO DOS RAIOS X</p><p>Agora que já revisamos os conceitos elétricos mais básicos, vamos acompanhar o processo da</p><p>produção de raios X com o auxílio deste esquema:</p><p>Fonte: EnsineMe</p><p>Como visto na imagem, o equipamento de raios X divide-se em três seções:</p><p>Painel de controle</p><p>Gerador de alta tensão</p><p>Tubo de raios X</p><p>VAMOS ENTENDER O PROCESSO?</p><p>Seção 1 (painel de controle)</p><p>Nessa seção a tensão da tomada chega primeiro ao painel de comando do aparelho. Aqui, são</p><p>efetuados alguns controles básicos:</p><p>a) seleção da tensão aplicada ao gerador;</p><p>b) seleção da intensidade de corrente;</p><p>c) ajuste do circuito temporizador;</p><p>d) regulagem do compensador de tensão de entrada.</p><p>Os botões de aquecimento (preparo) do tubo e disparo dos raios X também ficam dispostos no</p><p>painel de comando do aparelho, como na figura a seguir.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Seletores do painel de comando: compensador da tensão de entrada, quilovoltagem,</p><p>miliamperagem, tempo de exposição e os botões de preparo (ready) e disparo (x-ray).</p><p>Seção 2 (Gerador de alta tensão)</p><p>O gerador de tensão recebe a corrente devidamente regulada e realiza três tarefas:</p><p>a) elevação da tensão para quilovolts, realizada por transformadores de alta tensão;</p><p>b) retificação da corrente, realizada por diodos;</p><p>c) seleção do ponto focal, realizada por um circuito transformador do filamento para o tubo de</p><p>raios X.</p><p>Aqui, é importante entender que já estamos trabalhando com alta tensão e qualquer acidente</p><p>pode causar sérios danos à estrutura e colocar em risco a vida do operador.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Equipamento de raios X recebendo manutenção em seu gerador de alta tensão.</p><p>Seção 3 (Tubo de raios X)</p><p>Na última seção, temos o circuito do tubo de raios X. Aqui, vemos os cabos vindos do gerador</p><p>de alta tensão, que produz a diferença de potencial no polo catódico (negativo), para que</p><p>ocorra a colisão dos elétrons produzidos com o disco anódico (polo positivo) do tubo. Vamos</p><p>entender agora essa interação elétrica.</p><p>Fonte: Wikimedia</p><p> Máquina de raio X.</p><p>O TUBO DE RAIOS X</p><p>Raios X são produzidos sempre que elétrons acelerados colidem com um alvo metálico. Em</p><p>outras palavras, precisamos de alta tensão para acelerar os elétrons, que precisam ser</p><p>descarregados contra um anteparo metálico.</p><p>O tubo de raios X é um sistema com dois eletrodos emparelhados, no qual o polo negativo</p><p>produz a tensão e a carga a ser disparada contra o eletrodo positivo. Desta colisão são</p><p>produzidos raios X e calor.</p><p>Fonte: Wikimedia</p><p> O circuito do tubo de raios X.</p><p>Montado dentro de um cabeçote de proteção, o tubo é uma cúpula de vidro temperado,</p><p>encapsulado a vácuo, com dois polos: ânodo (+) e cátodo (–). O vácuo no interior do tubo é</p><p>necessário para que os elétrons não encontrem a resistência do ar no trajeto para o ânodo.</p><p>Cada eletrodo contém componentes essenciais na produção dos raios X.</p><p>Fonte: Shutterstock</p><p> O tubo de raios X.</p><p>CÁTODO</p><p>O cátodo é formado por um conjunto de dois filamentos metálicos montados dentro de uma</p><p>capa focalizadora. Os filamentos são fabricados de tungstênio e produzem uma carga elétrica</p><p>livre por efeito termiônico. Esses elétrons livres são usados para produzir a descarga sobre o</p><p>ânodo. A capa focalizadora mantém o feixe convergente, uma vez que os elétrons se</p><p>dispersam no trajeto. O filamento menor produz um ponto focal pequeno, útil nos exames de</p><p>extremidades e estruturas que precisam de mais nitidez. O filamento maior é usado para</p><p>radiografar estruturas grandes, mais densas ou espessas.</p><p>ÂNODO</p><p>O ânodo é um disco giratório usado como alvo para a descarga da carga elétrica produzida no</p><p>cátodo. Antes, o tubo era montado com um ânodo de alvo fixo. Entretanto, a descarga</p><p>constante no ponto focal fixo desgastava mais rapidamente o alvo, reduzindo a vida útil da</p><p>ampola. Com o disco giratório, produzimos uma pista focal circular, aumentando o campo de</p><p>impacto e reduzindo o desgaste da ampola. Para girar o alvo, é utilizado um motor de indução</p><p>magnética composto por um rotor e estatores, como no motor de ventiladores.</p><p>TUNGSTÊNIO</p><p>Tungstênio é um metal, com número atômico 74 e alta dureza. Seu ponto de fusão é de</p><p>3.422 °C, o que lhe confere maior resistência ao calor. Como os filamentos aquecem para</p><p>produzir os elétrons livres, um ponto de fusão alto garante maior rendimento e</p><p>durabilidade aos filamentos. É o mesmo material usado nas lâmpadas incandescentes.</p><p>EFEITO TERMIÔNICO</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Quando aquecidos, os átomos de um metal sofrem excitação e seus elétrons saltam das</p><p>camadas internas e ficam dispersos nas camadas mais externas. Esse fenômeno é</p><p>denominado efeito termiônico e foi descoberto pelo físico Thomas Edison.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Em razão do pouco uso, aparelhos de raios X odontológicos periapicais e aparelhos de raios X</p><p>veterinários ainda utilizam sistema de ânodo fixo. Neste sistema, o tubo é menor, permitindo a</p><p>produção de aparelhos menores e portáteis.</p><p>TIPOS DE RAIOS X</p><p>Quando acionamos o botão de preparo, o filamento aquece e o disco gira, aguardando o</p><p>disparo. Quando pressionamos o botão de exposição, a tensão é aplicada ao tubo e os elétrons</p><p>livres do cátodo são violentamente disparados contra o disco anódico.</p><p>O que faz a diferença na produção dos raios X é a combinação entre a quilovoltagem e a</p><p>miliamperagem usadas no disparo. Dependendo desta combinação, podemos ter dois tipos</p><p>distintos de produção: por frenagem ou por</p><p>colisão orbital.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Todos os processos descritos aqui acontecem na estrutura atômica da pista focal do ânodo e</p><p>são modelos teóricos usados para explicar fenômenos físicos.</p><p>Vamos entender esses dois tipos de produção.</p><p>PRODUÇÃO DE RAIOS X POR FRENAGEM OU</p><p>BREMMSTRAHLUNG</p><p>javascript:void(0)</p><p>Quando os elétrons do filamento passam próximo aos núcleos do alvo, eles sofrem</p><p>desaceleração (frenagem), e a energia cinética liberada é convertida em raios X e calor. A</p><p>frenagem acontece porque o alvo é composto por tungstênio, que possui 74 prótons em cada</p><p>núcleo. Dessa forma, o poder de atração é muito alto.</p><p>BREMMSTRAHLUNG</p><p>É a radiação produzida quando cargas elétricas sofrem desaceleração. A palavra de</p><p>origem alemã significa: Bremsen= frear e Strahlung= radiação.</p><p>Fonte: Wikipedia</p><p>Na prática, exposições com alta quilovoltagem e baixa miliamperagem aumentam a</p><p>porcentagem de raios X de frenagem. O feixe produzido é muito heterogêneo e difuso, formado</p><p>por raios X de energias diferentes.</p><p>Na imagem, raios X de frenagem produzem mais borramento, muitos tons de cinza — aspecto</p><p>típico em radiografias de abdome e tórax para avaliação pulmonar, por exemplo.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Raios X por frenagem.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Quanto maior a quilovoltagem, maior a aceleração dos elétrons catódicos, maior a</p><p>desaceleração e mais raios X de frenagem são produzidos.</p><p>PRODUÇÃO DE RAIOS X POR COLISÃO ORBITAL OU</p><p>RAIOS X CARACTERÍSTICOS</p><p>Raios X característicos são produzidos quando elétrons do filamento colidem com átomos do</p><p>alvo. Quando isso acontece, elétrons são arrancados e uma vacância é produzida em uma das</p><p>camadas orbitais. O espaço é ocupado por um elétron de camada mais externa e, nesse</p><p>“salto”, o excesso de energia é liberado. Ou seja, em todos os átomos, a emissão</p><p>característica é a mesma.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Raios X por colisão orbital.</p><p>A produção de raios X característicos não depende da quilovoltagem, mas sim do tipo de</p><p>elemento químico do alvo. Elementos de alto número atômico têm camadas mais energéticas,</p><p>e o espectro característico será maior. Exposição com baixa quilovoltagem reduz a frenagem e</p><p>aumenta a porcentagem de raios X característicos. Além disso, maior amperagem produz mais</p><p>raios X, aumentando o número de raios X característicos.</p><p>Exposições com baixo KV e alto mAs tendem a produzir mais raios X característicos pela</p><p>menor quantidade de frenagem e pela maior intensidade de corrente.</p><p>O tubo de raios X não é radioativo, é um dispositivo que produz raios X por interações elétricas,</p><p>por isso produzir raios X gera calor residual. Para evitar danos às peças, a sala de exames</p><p>precisa ser muito refrigerada.</p><p>Por serem ondas eletromagnéticas de alta frequência, raios X não podem ser vistos e não</p><p>causam contaminação física. Uma vez que o equipamento usa eletricidade na produção, basta</p><p>desligar a entrada de corrente elétrica para evitar exposições acidentais.</p><p>Por fim, a imagem é formada pela sobreposição de estruturas com espessuras e densidades</p><p>diferentes. Dependendo do objeto examinado e dos fatores de exposição selecionados,</p><p>teremos uma imagem com muitos tons de cinza diferentes, o que causa o aspecto</p><p>“embaralhado”. No próximo módulo, falaremos da formação da imagem.</p><p>Assista ao vídeo a seguir para entender a diferença entre a produção de raios X</p><p>característicos e de frenamento.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. EM UM GERADOR DE ALTA TENSÃO, A TOMADA FORNECE</p><p>CORRENTE ________ DE BAIXA TENSÃO, QUE SOFRE RETIFICAÇÃO DE</p><p>ONDA COMPLETA POR UM SISTEMA DE ________ E PASSA POR UM</p><p>PROCESSO DE REGULAÇÃO DE TENSÃO DE SAÍDA, REALIZADO POR</p><p>________. A PARTIR DESSE MOMENTO, A ALTA TENSÃO É ENVIADA AO</p><p>TUBO DE RAIOS X.</p><p>MARQUE A OPÇÃO QUE PREENCHE CORRETAMENTE ESTA SENTENÇA:</p><p>A) contínua/diodos/transformadores.</p><p>B) alternada/transformadores/diodos.</p><p>C) contínua/transformadores/diodos.</p><p>D) alternada/diodos/transformadores.</p><p>E) alternada/diodos/diodos</p><p>2. OS RAIOS X SÃO FORMADOS SEMPRE QUE ELÉTRONS ACELERADOS</p><p>COLIDEM BRUSCAMENTE COM UM ALVO METÁLICO E PODEM SER</p><p>PRODUZIDOS POR FRENAGEM OU POR COLISÃO ORBITAL. COM BASE</p><p>NESSAS AFIRMAÇÕES, MARQUE A OPÇÃO QUE MELHOR REPRESENTA</p><p>A VOLTAGEM (V) NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DOS RAIOS X DENTRO</p><p>DO TUBO:</p><p>A) Aumenta a quantidade de elétrons e a energia dos raios X produzidos.</p><p>B) Aumenta a aceleração dos elétrons e a energia dos raios X produzidos</p><p>C) Diminui a resistência entre os eletrodos e a energia dos raios X produzidos.</p><p>D) Aumenta a diferença de potencial no tubo e a quantidade de raios X produzidos.</p><p>E) Diminui a aceleração dos prótons e de energia dos raios X produzidos.</p><p>GABARITO</p><p>1. Em um gerador de alta tensão, a tomada fornece corrente ________ de baixa tensão,</p><p>que sofre retificação de onda completa por um sistema de ________ e passa por um</p><p>processo de regulação de tensão de saída, realizado por ________. A partir desse</p><p>momento, a alta tensão é enviada ao tubo de raios X.</p><p>Marque a opção que preenche corretamente esta sentença:</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>A tomada de parede fornece corrente alternada de 110/220V. Dentro do gerador, passa por</p><p>uma ponte retificadora formada por quatro diodos pareados, os quais convertem a corrente</p><p>alternada em contínua. A tensão é regulada na saída por meio de transformadores abaixadores</p><p>ou elevadores de tensão.</p><p>2. Os raios X são formados sempre que elétrons acelerados colidem bruscamente com</p><p>um alvo metálico e podem ser produzidos por frenagem ou por colisão orbital. Com base</p><p>nessas afirmações, marque a opção que melhor representa a voltagem (V) no processo</p><p>de produção dos raios X dentro do tubo:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>Como a voltagem regula a diferença de potencial elétrico dentro do tubo, os elétrons são</p><p>acelerados entre o ânodo e cátodo, colidem com mais velocidade, produzindo feixes de raios X</p><p>mais energéticos e penetrantes.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Interpretar o processo de interação dos raios X com os vários tecidos na formação da</p><p>imagem radiográfica</p><p>FORMAÇÃO DA IMAGEM</p><p>Aprendemos como os raios X são produzidos e como os fatores elétricos influenciam no</p><p>processo.</p><p>Agora, como esses fatores influenciam na formação da imagem?</p><p>A primeira coisa que precisamos entender é que a imagem radiográfica é uma projeção, da</p><p>mesma forma que uma sombra na parede. Veja a figura a seguir:</p><p>Fonte: Wikipedia</p><p> Sombra na parede.</p><p>Utilizando a figura anterior, vamos aprender os princípios de formação da imagem.</p><p>FATORES GEOMÉTRICOS</p><p>A radiografia utiliza princípios similares aos da fotografia: os princípios de imagem projetada.</p><p>Precisamos de três elementos para a formação da imagem:</p><p>FOCO</p><p>Fonte de energia; neste caso, a luz de fonte artificial (lâmpada). Na realização do exame, o</p><p>equipamento de raios X é a fonte de energia.</p><p>OBJETO</p><p>Estrutura material que será projetada; neste caso, é a mão onde a luz incide para formar a</p><p>sombra. Na realização do exame, é a parte do corpo a ser radiografada.</p><p>RECEPTOR</p><p>Anteparo da fonte de energia; neste caso, é a parede ou qualquer superfície em que a luz</p><p>incide e a sombra é projetada. Na realização do exame, é o detector digital ou película</p><p>radiográfica onde a imagem será formada.</p><p>Projeção da imagem de uma sombra</p><p>A luz tem um comprimento de onda alto, entre 400 e 750 nanômetros, o que faz com que seja</p><p>refletida ou absorvida pelo objeto. A sombra é formada na parte posterior do objeto, onde não</p><p>incide luz. No entorno, pelas frestas onde a luz atravessa, é formada a silhueta do objeto.</p><p></p><p>Projeção da imagem do Raio X</p><p>O comprimento dos raios X é muito baixo, entre 10 e 0,01 nanômetros, o que lhe permite</p><p>atravessar alguns objetos. Esse é o diferencial dos raios X: produzir imagens de estruturas</p><p>internas do corpo, o que não é possível por meio de fotografias ou sombras, que mostram</p><p>apenas a silhueta externa.</p><p>No entanto, as imagens projetadas podem nos enganar. A combinação de silhuetas ou da</p><p>sobreposição de estruturas pode confundir nossos olhos.</p><p>A formação de animais com a sombra na parede, na verdade, é uma ilusão de óptica produzida</p><p>pela</p><p>combinação dos posicionamentos das mãos. Na figura a seguir, a posição do coelho forma</p><p>a sombra projetada de uma mão: o pé esquerdo do coelho forma o dedo polegar, as duas</p><p>orelhas formam os dedos médio e anelar, e os dois braços do coelho formam os dedos</p><p>indicador e mínimo da mão.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Ilusão de óptica produzida pela combinação de silhuetas.</p><p>RELAÇÕES GEOMÉTRICAS ENTRE FOCO, OBJETO E</p><p>RECEPTOR</p><p>Ao tirar uma fotografia, você já precisou se afastar um pouco para caberem todos na imagem?</p><p>Esse movimento de tomar distância tem a ver com as relações geométricas entre foco, objeto e</p><p>receptor. Esses conceitos também são utilizados na radiologia, e problemas dessa ordem</p><p>causam efeitos indesejados: imagens borradas, cortadas ou muito ampliadas.</p><p>Para dominar essa técnica, precisamos entender que o tamanho da imagem depende da</p><p>combinação das distâncias entre os três elementos de formação da imagem: fonte, objeto e</p><p>receptor.</p><p>Existem três distâncias que precisam ser consideradas na formação da imagem. Vamos</p><p>acompanhar observando a figura a seguir:</p><p>Fonte: EnsineMe.</p><p> Distâncias importantes na formação da imagem.</p><p>Distância foco-receptor (DFR)</p><p>Distância total, do refletor à parede. Em radiologia, a distância do aparelho até o detector de</p><p>imagem.</p><p>Distância objeto-receptor (DOR)</p><p>Distância entre o rapaz e a parede. Em radiologia, a distância entre o paciente e o detector de</p><p>imagem.</p><p>Distância foco-objeto (DFO)</p><p>Distância entre o refletor e o rapaz. Em radiologia, a distância entre o aparelho e o paciente.</p><p>Observe, ainda na figura a seguir, que a sombra do rapaz parece muito maior que ele. Isso</p><p>acontece em razão do fenômeno de magnificação, que ocorre quando afastamos o objeto do</p><p>anteparo ou quando aproximamos a fonte de energia do objeto.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Sombra rapaz na parede.</p><p>Na realização dos exames radiográficos, o maior cuidado é para que as estruturas sejam</p><p>projetadas no tamanho mais próximo do real. Por isso, essas distâncias são ajustáveis. Para</p><p>facilitar o trabalho dos profissionais de imagem, os manuais técnicos e livros especializados</p><p>indicam distâncias-padrão para cada tipo de exame.</p><p> EXEMPLO</p><p>Por exemplo, para a maioria das radiografias de extremidades, recomenda-se 100 cm de</p><p>distância total (DFR), que varia de acordo com o tamanho ou a posição da estrutura a ser</p><p>radiografada.</p><p>Fonte: Freepik</p><p>FATORES DE QUALIDADE DA IMAGEM</p><p>RADIOGRÁFICA</p><p>Agora que já aprendemos como posicionar aparelho, paciente e detector, vamos entender</p><p>como são produzidos os tons de imagem na radiografia?</p><p>A primeira coisa a entender: a radiografia é monocromática. Em outras palavras, é formada</p><p>por diferentes tons de cinza até chegar ao preto. Ao contrário do que os leigos pensam, a</p><p>radiografia não é preto e branco. Podemos dizer que ela é formada por preto e “não preto”.</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Veja na imagem que as partes “não pretas” têm um tom azulado. Isso se dá em razão da</p><p>coloração do acetato, material plástico sobre o qual é montada a emulsão fotográfica, usada</p><p>para registrar as imagens em processamento químico. Portanto, não se trata de preto e</p><p>branco, mas sim de tons claros e escuros.</p><p>PROCESSAMENTO QUÍMICO</p><p>Processamento químico é um método mais tradicional em que são utilizados compostos</p><p>químicos para realizar a revelação da película, assim como era feito com as fotografias. O</p><p>procedimento ocorre em um ambiente controlado, chamado de câmara escura, para</p><p>evitar artefatos indesejados na imagem latente (não processada e invisível).</p><p> ATENÇÃO</p><p>javascript:void(0)</p><p>● O detector enegrece proporcionalmente à quantidade de raios X presentes.</p><p>● Objetos pouco densos permitem que mais raios X atravessem para o detector.</p><p>● A redução ou a ausência de tons escuros indica menos raios X no detector.</p><p>● Objetos densos absorvem mais raios X, impedindo-os de atravessar o objeto.</p><p>A imagem radiográfica é formada em razão da diferença de densidades da estrutura</p><p>examinada.</p><p>Quanto mais mole o objeto (gases, líquido, vísceras, cartilagem ou gordura) mais escura fica</p><p>a sua projeção.</p><p></p><p>Quanto mais duro o objeto (músculo, osso ou metal) mais clara fica a sua projeção.</p><p>Fonte: PxHere</p><p> Radiografia da mão.</p><p>Como se vê na imagem, os ossos aparecem mais claros e são classificados como objeto</p><p>radiopaco, por serem bons absorvedores de raios X. O espaço entre os ossos é escuro em</p><p>razão da presença de cartilagem, classificada como objeto radiotransparente. O gradiente de</p><p>cinza mais para o tom escuro indica objetos com menos densidade. Por sua vez, o gradiente</p><p>de cinza mais claro revela objetos mais densos, como é o caso do tecido muscular entre os</p><p>metacarpos (ossos da região palmar). Entre os dedos fica preto em razão do ar (oxigênio),</p><p>totalmente radiotransparente.</p><p>DENSIDADE ÓPTICA</p><p>Densidade óptica é o grau de enegrecimento da radiografia e está diretamente ligada à</p><p>quantidade de raios X recebida no detector. É controlada por dois fatores: miliamperagem por</p><p>segundo (mAs) e distância foco-filme (DFR).</p><p>Quanto mais o aparelho estiver próximo do paciente, maior a densidade óptica.</p><p>Radiografia com densidade óptica alta é classificada como superexposta. Do contrário,</p><p>radiografia muito clara é considerada subexposta. Nos dois casos, pode ser necessário repetir</p><p>o exame se a falta ou o excesso de radiação prejudicar a visualização das estruturas</p><p>anatômicas.</p><p>Veja a diferença entre radiografias de densidade óptica normal, superexposta e subexposta,</p><p>respectivamente:</p><p>Shutterstock.com</p><p>NORMAL</p><p>Imagem normal</p><p>Shutterstock.com</p><p>SUPEREXPOSTA</p><p>Imagem muito escura</p><p>Shutterstock.com</p><p>SUBEXPOSTA</p><p>Imagem muito clara</p><p>CONTRASTE</p><p>Contraste é a diferença de densidades ópticas entre estruturas adjacentes. Essa diferença cria</p><p>uma linha imaginária que divide os dois tons de imagens, formando o contorno ou a silhueta</p><p>do objeto. Quanto maior essa diferença, melhor esses contornos são visualizados.</p><p>Alto contraste</p><p>Quando a diferença de densidade óptica é alta, temos nitidamente tons muito claros e muito</p><p>escuros na imagem.</p><p></p><p>Baixo contraste</p><p>Quando a diferença entre as densidades ópticas é muito pequena, os limites entre os dois</p><p>objetos são pouco visualizados e os contornos perdidos. Esse conjunto dá um aspecto</p><p>“embaçado” ou “borrado” à imagem, predominantemente formada por gradiente de um mesmo</p><p>tom.</p><p>Veja exemplos de tonalidades:</p><p>EnsineMe</p><p>Alto contraste</p><p>EnsineMe</p><p>Baixo contraste, de gradiente fechado (radiotransparente)</p><p>EnsineMe</p><p>Baixo contraste, de gradiente aberto (radiopaco)</p><p>MAS O QUE FAZ UM TOM AUMENTAR E OUTRO</p><p>DIMINUIR?</p><p>Quanto mais os raios X penetram, mais raios X chegam ao detector. Assim, o fator primário de</p><p>controle do contraste é a quilovoltagem (KV). Se aplicamos alto KV, temos mais raios X de</p><p>frenagem e, consequentemente, mais tons de cinza. Quando ajustamos um KV reduzido,</p><p>somente os tecidos moles são atravessados e os tecidos duros absorvem todos os feixes de</p><p>raios X. Essa combinação cria uma imagem com alta diferença de tons claros e escuros.</p><p> ATENÇÃO</p><p>O equilíbrio é fundamental no controle do contraste. Aumentar mA e KV em uma exposição</p><p>implica maior penetração e mais raios X, deixando a imagem superexposta. Se reduzirmos os</p><p>dois, teremos uma imagem totalmente subexposta por insuficiência de raios X e baixa</p><p>penetração no tecido. A combinação entre eles dá o tom adequado para cada tipo de exame.</p><p>NITIDEZ</p><p>Nitidez é a boa definição das linhas estruturais, contornos e bordas dos tecidos na imagem.</p><p>Como já vimos, o contraste auxilia a produzir essas bordas, mas existem dois fatores que</p><p>também podem contribuir para isso:</p><p>MOVIMENTO DO OBJETO</p><p>Pode ser voluntário ou involuntário. O batimento cardíaco, por exemplo, é um tipo de</p><p>movimento que não podemos controlar. Mas manter a mão imóvel sobre um detector é algo</p><p>controlável, salvo em casos associados a distúrbios motores. Qualquer tipo de movimento do</p><p>objeto durante o disparo produz o oposto de nitidez, o borramento, que é a perda da definição</p><p>dos contornos de um objeto.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Para</p><p>uma imagem nítida, é necessário manter o objeto imóvel durante a realização do exame e</p><p>usar o menor tempo de exposição possível.</p><p>TEMPO DE EXPOSIÇÃO</p><p>Quando longo demais, pode favorecer o movimento durante o processo de aquisição da</p><p>imagem. Imagine um exame do tórax para análise pulmonar que requer apneia inspiratória.</p><p>Neste caso, um tempo longo pode incomodar e até mesmo causar uma hipóxia (baixa</p><p>oxigenação no sangue). Portanto, o ideal é utilizar um tempo de exposição curto, sempre que</p><p>possível.</p><p>DISTORÇÃO</p><p>Distorção é a alteração da geometria natural do objeto. Geralmente ocorre pela incorreta</p><p>disposição entre foco, objeto e detector. É muito comum o paciente se mexer durante o exame,</p><p>e a região de interesse ficar fora do plano. Às vezes, o objeto pode ficar afastado do detector.</p><p>Sempre que aumentamos a distância objeto-filme (DOF), a imagem sofre ampliação.</p><p>Outros fatores podem contribuir para a distorção da imagem:</p><p>O alinhamento incorreto do detector ou do tubo de raios X.</p><p>A estrutura mal posicionada.</p><p>A distância total (DFR) maior ou menor que o padrão.</p><p>Nestes casos, pode acontecer alongamento, encolhimento, redução ou magnificação da área</p><p>de interesse.</p><p>É importante que você esteja preparado ao interpretar uma radiografia. Por vezes, a</p><p>inobservância de alguns dos itens estudados neste módulo pode sugerir pseudopatologias.</p><p>Tenha em mente que a radiografia é uma reprodução do real, mas os fatores ópticos e</p><p>geométricos podem enganar seus olhos.</p><p>No vídeo a seguir, o especialista explica os efeitos fotoelétrico e Compton, relacionando</p><p>as interações com a atenuação no tecido, dando ênfase ao contraste radiográfico e</p><p>densidade óptica.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. MAGNIFICAÇÃO É O NOME TÉCNICO ATRIBUÍDO PARA A DISTORÇÃO</p><p>GEOMÉTRICA NO TAMANHO DA IMAGEM PROJETADA. ESSE</p><p>FENÔMENO OCORRE QUANDO __________ O OBJETO DO RECEPTOR</p><p>OU QUANDO __________ A DISTÂNCIA ENTRE A FONTE DE ENERGIA E O</p><p>OBJETO.</p><p>MARQUE A OPÇÃO QUE PREENCHE AS LACUNAS CORRETAMENTE:</p><p>A) afastamos/reduzimos.</p><p>B) afastamos/aumentamos.</p><p>C) aproximamos/reduzimos.</p><p>D) aproximamos/aumentamos.</p><p>E) afastamos/mantemos.</p><p>2. RADIOGRAFIAS DE TÓRAX E MÃO TÊM CARACTERÍSTICAS MUITO</p><p>DISTINTAS. A QUANTIDADE DE ESTRUTURAS ANATÔMICAS, POR</p><p>EXEMPLO, PROVOCA ESPALHAMENTO DOS RAIOS X E PRODUZEM UMA</p><p>IMAGEM MAIS BORRADA, COM MUITOS TONS DE CINZA. COM BASE</p><p>NESTAS INFORMAÇÕES, QUAL SERIA O FATOR DE QUALIDADE</p><p>RESPONSÁVEL POR AUMENTAR O GRAU DE ENEGRECIMENTO DA</p><p>RADIOGRAFIA E QUAL O SEU CONTROLE PRIMÁRIO?</p><p>A) Contraste, controlado pela quilovoltagem.</p><p>B) Nitidez, controlada pelo tempo de exposição.</p><p>C) Densidade, controlada pela miliamperagem por segundo.</p><p>D) Distorção, controlada pela distância e posição do aparelho.</p><p>E) Gradiente de cinza indica objetos com menos densidade.</p><p>GABARITO</p><p>1. Magnificação é o nome técnico atribuído para a distorção geométrica no tamanho da</p><p>imagem projetada. Esse fenômeno ocorre quando __________ o objeto do receptor ou</p><p>quando __________ a distância entre a fonte de energia e o objeto.</p><p>Marque a opção que preenche as lacunas corretamente:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>É importante que você reveja as relações entre fonte, objeto e receptor na formação de</p><p>imagem projetada. Sempre que afastamos o objeto do receptor, temos uma projeção ampliada</p><p>do objeto. Da mesma forma ocorre quando reduzimos a distância entre a fonte de energia e o</p><p>objeto, aproximando-os.</p><p>2. Radiografias de tórax e mão têm características muito distintas. A quantidade de</p><p>estruturas anatômicas, por exemplo, provoca espalhamento dos raios X e produzem uma</p><p>imagem mais borrada, com muitos tons de cinza. Com base nestas informações, qual</p><p>seria o fator de qualidade responsável por aumentar o grau de enegrecimento da</p><p>radiografia e qual o seu controle primário?</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>A densidade óptica é a medida do grau de enegrecimento da imagem controlada pela</p><p>miliamperagem por segundo (mAs). O contraste é a diferença de densidades entre duas ou</p><p>mais regiões e é controlado pela quilovoltagem (KV). Não confunda.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Identificar os aspectos radiográficos em padrão de normalidade clínica e em</p><p>comparação aos sinais apresentados em lesões ou patologias</p><p>DIAGNÓSTICO POR IMAGEM</p><p>Agora que já aprendemos o processo de formação da imagem radiográfica, temos condições</p><p>para realizar análises e interpretações de imagens radiográficas. Do ponto de vista biológico,</p><p>análise e síntese são processos opostos. Síntese é a união de estruturas simples para formar</p><p>uma estrutura complexa. Análise é o oposto, ou seja, a divisão de uma estrutura complexa em</p><p>outras mais simples. Portanto, a análise radiográfica consiste em dividir a observação em</p><p>critérios, para que sejam estudados separadamente.</p><p>Em seguida, reunimos os achados em cada critério para termos uma síntese do que foi</p><p>observado na radiografia. A análise radiográfica não pode se basear em opinião pessoal, mas</p><p>em critérios concretos, presentes no processo de aquisição da imagem, para entendermos o</p><p>produto final.</p><p>CRITÉRIOS DE ANÁLISE RADIOGRÁFICA</p><p>Vamos praticar alguns princípios de análise radiográfica? Observe as imagens a seguir e reflita</p><p>qual o máximo de diferenças encontradas entre elas:</p><p>Fonte: Freepik</p><p> Nota de 1 dólar verdadeiro.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Nota de 1 dólar falso.</p><p>Veja que a melhor estratégia para identificar notas falsas é conhecer a nota verdadeira. O</p><p>mesmo se aplica à análise radiológica: quando conhecemos o aspecto normal de uma estrutura</p><p>anatômica, reconheceremos possíveis lesões.</p><p>Vamos começar apresentando cinco critérios que devem ser observados durante a análise de</p><p>qualquer radiografia:</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p>Identificação</p><p>Toda radiografia deve estar devidamente identificada, seja em sistema químico (numeradores</p><p>de chumbo) ou em sistema digital. É importante verificar se a data do exame e o número de</p><p>registro do prontuário conferem com os dados do sistema. Além disso, indicações do lado</p><p>direito/esquerdo costumam ser acrescentadas.</p><p>A identificação é com numerador de chumbo “R” (right, direita) e identificação digital no</p><p>software da workstation.</p><p>Fonte: RPACS, EnsineMe.</p><p>Centralização</p><p>A imagem radiográfica deve estar bem centralizada no detector. Para se certificar disso, é</p><p>importante conferir se as bordas da imagem estão equidistantes e checar se toda a</p><p>distribuição da anatomia está associada ao centro do detector de imagem, sem cortes.</p><p>Na imagem, observamos que a coluna torácica não está corretamente alinhada ao maior eixo</p><p>do receptor, o que indica falha na centralização. Esta falha levou ao corte do pulmão</p><p>esquerdo na imagem.</p><p>Fonte: Shutterstock.com.</p><p>Colimação</p><p>É a delimitação da área do objeto que deve ser exposta aos raios X. Diretamente</p><p>associada à centralização, é preciso checar se a colimação está “cortando” alguma estrutura.</p><p>Se sim, o exame não tem validade clínica e será necessário repeti-lo.</p><p>Fonte: Wikimedia.org</p><p>Anatomia e posição do objeto</p><p>É preciso observar se todas as estruturas anatômicas contidas no pedido do exame estão</p><p>sendo visualizadas na radiografia. Além disso, observar se as estruturas anatômicas são</p><p>exibidas na posição adequada.</p><p>Fonte: RPACS, EnsineMe.</p><p>Fatores de exposição</p><p>São relacionados à quilovoltagem (KV), à miliamperagem por segundo (mAs) e às distâncias</p><p>entre foco, objeto e receptor. É necessário avaliar se a tonalidade é compatível com o padrão e</p><p>depois conferir densidade óptica, contraste, nitidez e distorção.</p><p>ANÁLISE RADIOGRÁFICA</p><p>OSTEOARTICULAR</p><p>O estudo radiográfico do esqueleto apendicular é um dos mais importantes na rotina clínica do</p><p>diagnóstico por imagem. Esses exames representam boa parte das demandas em</p><p>emergências, principalmente em ortopedia e traumatologia. Outra demanda crescente ocorre</p><p>na avaliação radiográfica de doenças reumatológicas. Uma radiografia simples, de baixo custo,</p><p>atende à maioria dos critérios na identificação dessas lesões.</p><p>Como sabemos, a matriz óssea é formada por cálcio, um elemento químico de alto peso</p><p>atômico e os ossos são</p><p>bons absorvedores e produzem sombra radiopaca na imagem.</p><p>Ossos longos têm um revestimento externo compacto denominado córtex. A porção interna é</p><p>formada por tecido adiposo (medula amarela) e tecido esponjoso nas extremidades (medula</p><p>vermelha). Por ser menos densa, a região interna é mais radiotransparente. Devido ao</p><p>contraste produzido na radiografia, as bordas externas e internas do córtex ósseo aparecem</p><p>nítidas quando utilizados os fatores de exposição corretos. Veja a imagem a seguir:</p><p>Fonte: Shutterstock.com.</p><p> Bordas corticais opacas e extremidades esponjas transparentes nos ossos longos do</p><p>antebraço.</p><p>Lesões identificadas na análise radiográfica:</p><p>Fissuras</p><p>Processos iniciais de fraturas, “rachaduras”, sem o comprometimento da integridade óssea.</p><p>São popularmente conhecidas como fraturas em “galho verde”.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Na sequência, fratura por estresse (fissura) do rádio.</p><p>Fraturas</p><p>Processos de descontinuidade da cortical óssea e tecido esponjoso. São visualizadas como</p><p>traços radiotransparentes, dividindo o osso em dois ou mais segmentos.</p><p>Fraturas completas mostram uma ruptura total das extremidades da cortical óssea;</p><p>fraturas incompletas, apenas uma parte da cortical óssea se rompe. Quando o trauma divide</p><p>o osso em mais de dois fragmentos, temos a fratura cominutiva, muito comum em</p><p>perfurações por arma de fogo, por exemplo.</p><p>As fraturas são regeneradas por um processo biológico denominado consolidação óssea. Por</p><p>meio de imobilização ortopédica, a matriz cortical passa por uma remodelação óssea. Na</p><p>imagem radiográfica, uma consolidação é identificada pela maior opacidade nos “rejuntes” das</p><p>margens fraturadas, formando uma calosidade óssea.</p><p>FRATURA COMINUTIVA</p><p>javascript:void(0)</p><p>É uma lesão caracterizada pela perda da continuidade óssea gerando dois ou mais</p><p>fragmentos.</p><p>Fratura cominutiva por arma de fogo. Fonte: Wikimedia.org.</p><p>Fonte: Wikimedia.org.</p><p> Criança em processo de formação de calo ósseo após fratura em “galho verde” no corpo</p><p>ósseo de rádio e ulna distal.</p><p>Luxações</p><p>Processos de desarticulação de um ou mais ossos após evento traumático. Quando a</p><p>desarticulação é momentânea e retorna ao estado inicial, chamamos de entorse. Entretanto,</p><p>quando a estrutura não retorna e ocorre a perda da congruência articular, chamamos de</p><p>luxação. Na radiografia, essas lesões são identificadas pelo aumento anormal do espaço</p><p>articular ou quando a arquitetura está completamente desfigurada na imagem.</p><p>Shutterstock.com</p><p>Luxação anterior da articulação glenoumeral.</p><p>Shutterstock.com</p><p>Luxação da 2ª articulação metacarpofalangeana da mão.</p><p>Shutterstock.com</p><p>Luxação da 5ª articulação metatarsofalangeana.</p><p>Artrite — É um processo inflamatório da cartilagem articular, a artrite produz episódios de dor</p><p>aguda ou crônica. A artrite reumatoide, por exemplo, produz desalinhamento gradativo das</p><p>falanges, erosão das epífises e edemas no tecido mole, aumentando a opacidade local —</p><p>lesões que podem ser identificadas na análise radiográfica.</p><p>Fonte: Shutterstock.com</p><p> Paciente feminino, 45 anos, com dor e rigidez matinal nas duas mãos, típico de artrite</p><p>reumatoide.</p><p>Para a análise radiográfica de imagens osteoarticulares, sugerimos o seguinte roteiro:</p><p>1</p><p>Verifique se as radiografias de estruturas bilaterais sinalizam o lado esquerdo ou o direito na</p><p>identificação. Caso contrário, o exame não tem validade clínica.</p><p>Observe se as bordas ósseas têm boa densidade óptica e alto contraste para diferenciar tecido</p><p>ósseo e tecidos moles adjacentes. A silhueta deve ser nítida, evidenciando o córtex ósseo</p><p>(opaco) e a região medular (transparente), no caso de ossos longos.</p><p>2</p><p>3</p><p>Confira se as articulações estão radiotransparentes e se os espaços articulares aparecem</p><p>abertos. Espaços reduzidos sugerem posicionamento errado ou processos reumáticos, como</p><p>artrite ou artrose.</p><p>Em caso de artrite, verifique se a redução do espaço articular é seguida do aumento da</p><p>radiopacidade na região. Se sim, o quadro pode sugerir caso avançado de osteoartrose.</p><p>4</p><p>5</p><p>Na avaliação de punho, cotovelo, tornozelo e joelho, observe se a imagem inclui as porções</p><p>terminais dos ossos que se articulam. Algumas lesões articulares irradiam para os ossos, como</p><p>as fraturas-luxações de Galeazzi (punho) e Monteggia (cotovelo), por exemplo.</p><p>GALEAZZI</p><p>Uma fratura de Galeazzi é uma fratura da região distal do rádio associada a uma ruptura</p><p>da membrana interóssea e da articulação com a ulna, com uma subluxação da ulna. A</p><p>fratura recebe o nome em homenagem ao cirurgião italiano Riccardo Galeazzi.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>MONTEGGIA</p><p>A fratura de Monteggia é uma fratura da ulna em sua região proximal que desloca a</p><p>cabeça do rádio. Recebe o nome em homenagem a Giovanni Battista Monteggia.</p><p>6. Em traumas por arma de fogo, verifique se a resolução de contraste e densidade óptica</p><p>permite fácil diferenciação entre os fragmentos ósseos e os fragmentos dos projéteis.</p><p>6</p><p>ANÁLISE RADIOGRÁFICA PULMONAR</p><p>Achados pulmonares podem ser preditivos para uma vasta seleção de patologias, o que torna</p><p>necessária uma boa avaliação radiográfica da região. Muito solicitadas em exames</p><p>admissionais, periódicos e demissionais, radiografias de tórax também são utilizadas para</p><p>atestado de saúde.</p><p>Fonte: Wikimedia.org.</p><p> Radiografia pulmonar (tórax), posição posteroanterior, em aspecto normal, em corretos</p><p>parâmetros de centralização, colimação, posicionamento e fatores de exposição.</p><p>Em alguns tipos de profissões, quadros de insuficiência respiratória crônica ou aguda, doenças</p><p>pulmonares crônicas ou alterações morfofuncionais na caixa torácica e aparelho respiratório</p><p>podem ser fatores impeditivos para posse em concursos públicos ou admissão em processos</p><p>seletivos.</p><p>Nos exames periódicos, radiografias de tórax dizem muito quanto à saúde respiratória após um</p><p>ano de atividades laborais e sobre as condições de se manter o colaborador no cargo. Nos</p><p>exames demissionais, por sua vez, também revelam informações importantes quanto às</p><p>sequelas que determinadas atividades laborais podem deixar no organismo.</p><p> EXEMPLO</p><p>Um bom exemplo disso são os profissionais da construção civil que podem desenvolver</p><p>silicose ou asbestose.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>SILICOSE</p><p>É uma patologia pulmonar caracterizada pelo acúmulo de sílica ou fibras plásticas ou de</p><p>vidro.</p><p>ASBESTOSE</p><p>É uma cicatrização do tecido pulmonar causada pela inalação de pó de amianto, também</p><p>conhecido como asbesto.</p><p>A análise de uma radiografia de tórax deve seguir uma sequência bem delineada, visto que</p><p>evidencia vários órgãos de sistemas diferentes. Por isso, com base em material técnico sobre o</p><p>assunto, elaboramos um roteiro para análise e interpretação dos achados na radiografia</p><p>pulmonar. Acompanhe o roteiro a seguir.</p><p>1</p><p>Vias aéreas</p><p>Verificar o trajeto de entrada do ar até os pulmões. A traqueia deve aparecer radiotransparente,</p><p>alinhada à coluna vertebral com calibre aberto (pérvia). Tração da traqueia para os lados</p><p>sugere obstrução mecânica (atelectasia). A carina (bifurcação) fica na altura do botão aórtico,</p><p>com bordas opacas.</p><p>Brônquios e pulmões</p><p>Perceber que o ramo esquerdo é mais horizontal e o direito, mais inclinado. A trama</p><p>broncopulmonar é mais radiopaca ao centro da imagem, esmaecendo em direção à região</p><p>periférica. A porção terminal mais radiopaca sugere processos inflamatórios, como bronquite ou</p><p>pneumonia. Perceber que o tecido pulmonar é uniformemente transparente, em tons cinzas</p><p>mais escuros. A imagem inclui os pulmões repletos de ar, dos ápices aos seios costofrênicos.</p><p>Pulmões enegrecidos em formato de “barril” sugerem hiperinsuflação, comum em doenças</p><p>pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC). Ao contrário, pulmões leitosos (radiopacos), parcial</p><p>ou totalmente, podem indicar processos infecciosos, atelectasia ou derrame pleural.</p><p>"BARRIL"</p><p>Pulmão em barril” é um sinal usado para a hiperinsuflação pulmonar (enchimento</p><p>exagerado). Em Medicina, é comum a utilização de nomes “exóticos” para sinalizar</p><p>aspectos</p><p>patológicos. Pulmões achatados na base, alongados em comprimento e</p><p>arqueados nas laterais se assemelham a um barril de madeira. O sinal da “gaivota”,</p><p>por exemplo, é usado para caracterizar degeneração óssea nas articulações</p><p>interfalângicas.</p><p>Fonte: Wikimedia.org.</p><p>javascript:void(0)</p><p>Fonte: Wikimedia.org.</p><p>2</p><p>3</p><p>Coração e vasos basais</p><p>Avaliar a posição do coração pelo índice cardiotorácico (ICT), que não pode exceder 0,5</p><p>(50% do volume total da caixa torácica). O coração deve estar ao centro, ligeiramente à</p><p>esquerda, e os vasos basais ficam laterais às margens cardíacas. À esquerda, formam as</p><p>curvaturas do botão aórtico, artéria pulmonar, átrio e ventrículo esquerdos. À direita, formam as</p><p>curvaturas da veia cava superior e átrio direito. O ventrículo direito fica repousado ao centro,</p><p>sobre o diafragma. ICT maior que 0,5 sugere cardiomegalia ou processos infecciosos que</p><p>causem dilatação dos vasos basais.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>ÍNDICE CARDIOTORÁCICO (ICT)</p><p>Índice cardiotorácico é a relação entre o tamanho do coração no plano transversal e a</p><p>largura total do tórax durante a inspiração profunda. Avalia o aumento da silhueta</p><p>cardíaca.</p><p>CARDIOMEGALIA</p><p>Cardiomegalia é o coração em proporções anormais. Esta doença é consequência da</p><p>hipertensão arterial, doenças coronarianas, doença de Chagas, entre outras.</p><p>Diafragma</p><p>Deve aparecer plano, ao centro da imagem e inclinado nas laterais (seios costofrênicos). O</p><p>lado direito é mais alto devido ao volume hepático, e o lado esquerdo é mais baixo devido ao</p><p>volume cardíaco. Perda de nitidez no centro do diafragma pode sugerir lesão infecciosa na</p><p>base pulmonar. Se a perda da nitidez ocorrer nas laterais, é preciso avaliar a possibilidade de</p><p>derrame pleural. Já um diafragma plano de aspecto arriado sugere hiperinsuflação, típica em</p><p>pacientes DPOC (Doença pulmonar obstrutiva crônica) .</p><p>4</p><p>5</p><p>Esqueleto</p><p>Escápulas devem estar fora do campo pulmonar e clavículas na altura do 3º par costal. Coluna</p><p>torácica e externo aparecem sobrepostos e opacos. Arcos costais anteriores se cruzam sobre</p><p>os posteriores e a contagem deve ser feita pela porção proximal dos arcos posteriores.</p><p>Inspiração profunda mostra entre 9 e 10 pares costais na área pulmonar. Quadro de</p><p>insuficiência respiratória é sugerido quando são vistos 6 pares costais, no máximo. Quadro de</p><p>hiperinsuflação é cogitado quando 10 ou mais pares costais são vistos na área pulmonar.</p><p>Tecidos adjacentes</p><p>Gordura tem aspecto mais enegrecido e músculos são mais opacos por serem mais densos.</p><p>Avaliar coleções de líquido ou edemas, em casos de trauma. Nas mulheres, a silhueta mamária</p><p>produz aspecto radiopaco e pode desfocar o diafragma e os seios costofrênicos, dependendo</p><p>do tamanho e da densidade das mamas.</p><p>6</p><p>Outros dispositivos e acessório</p><p>Marcapassos, stents, clipes cirúrgicos, placas e pinos ortopédicos aparecem radiopacos por</p><p>serem metálicos. Quanto aos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI),</p><p>eletrodos, cateteres, tubos traqueais e sondas podem produzir sombras na imagem e, sempre</p><p>que possível, devem ser afastados do campo pulmonar, com o auxílio da equipe de</p><p>Enfermagem.</p><p>7</p><p>No vídeo a seguir, o especialista aborda as principais incidências para diagnóstico</p><p>pulmonar, relacionando as melhores técnicas para suspeita das principais patologias em</p><p>pacientes de serviços de tratamento intensivo.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. LESÕES TRAUMÁTICAS OCORREM QUANDO UMA ENERGIA EXTERNA</p><p>É APLICADA SOBRE UMA ESTRUTURA ANATÔMICA E SUA FORÇA</p><p>VENCE A RESISTÊNCIA DO TECIDO. QUAL SERIA A PRINCIPAL</p><p>DIFERENÇA ENTRE UMA FRATURA COMPLETA E UMA FRATURA</p><p>INCOMPLETA?</p><p>A) Na segunda, ocorre a ruptura total das duas extremidades corticais.</p><p>B) Na primeira, ocorre a ruptura de apenas uma extremidade cortical.</p><p>C) Na segunda, ocorre a ruptura de apenas uma extremidade cortical.</p><p>D) Na primeira, a lesão ocorre apenas no tecido medular esponjoso.</p><p>E) Na primeira, ocorre a ruptura da pele expondo a parte cortical do osso.</p><p>2. PACIENTE ACD, FEMININO, 37 ANOS, ADMITIDA NA EMERGÊNCIA COM</p><p>FORTES DORES NOS DEDOS MÉDIO E ANELAR DA MÃO DIREITA. NA</p><p>IMAGEM RADIOGRÁFICA, FALANGES PRESERVADAS E BEM NÍTIDAS.</p><p>ARTICULAÇÕES INTERFALÂNGICAS PROXIMAIS COM ESPAÇO</p><p>MODERADAMENTE REDUZIDO E AUMENTO DA OPACIDADE NO LOCAL E</p><p>LEVE EDEMA NO TECIDO ADJACENTE. PELA DESCRIÇÃO, QUAL SERIA</p><p>A PROVÁVEL PATOLOGIA?</p><p>A) Fratura espiral.</p><p>B) Osteoporose.</p><p>C) Luxação.</p><p>D) Artrite.</p><p>E) Fissura.</p><p>GABARITO</p><p>1. Lesões traumáticas ocorrem quando uma energia externa é aplicada sobre uma</p><p>estrutura anatômica e sua força vence a resistência do tecido. Qual seria a principal</p><p>diferença entre uma fratura completa e uma fratura incompleta?</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Em uma fratura completa acontece a descontinuação total da unidade óssea em dois ou mais</p><p>segmentos. Neste caso, a ruptura ocorre nas duas extremidades corticais e no tecido</p><p>esponjoso. Já uma fratura incompleta pode ocorrer apenas na superfície cortical ou uma</p><p>ruptura total de uma das extremidades corticais, sem a descontinuidade total.</p><p>2. Paciente ACD, feminino, 37 anos, admitida na emergência com fortes dores nos dedos</p><p>médio e anelar da mão direita. Na imagem radiográfica, falanges preservadas e bem</p><p>nítidas. Articulações interfalângicas proximais com espaço moderadamente reduzido e</p><p>aumento da opacidade no local e leve edema no tecido adjacente. Pela descrição, qual</p><p>seria a provável patologia?</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>Osteoporose é a perda da concentração de massa óssea e pode ser percebida pela redução</p><p>da opacidade do tecido ósseo. Como artrite é um processo inflamatório nas articulações, pode</p><p>explicar a redução do espaço articular e o aumento focal da radiopacidade.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A interpretação radiográfica é um processo complexo na anamnese e propedêutica clínica.</p><p>Muitos profissionais da saúde sentem dificuldade nessa especialidade por não conhecerem os</p><p>fundamentos físicos das ciências radiológicas aplicados à imagem. Compreender como os</p><p>raios X são formados e de que maneira interagem com o corpo humano é fundamental para</p><p>analisar adequadamente a imagem, descobrir as lesões e encaminhar o paciente para o devido</p><p>tratamento, buscando promover seu bem-estar.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BONTRAGER, K. L; Tratado de posicionamento radiográfico e anatomia associada. 8. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.</p><p>BUSHONG. S. C. Ciência radiológica para tecnólogos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.</p><p>FOWLER, R. Fundamentos de eletricidade. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. Vol. 1 e 2.</p><p>GREENSPAN, A; BELTRAN, J. Radiologia ortopédica: uma abordagem prática. 6. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.</p><p>LEWER, M. H. M. Tecnologia radiológica. Rio de Janeiro: MedBook, 2019.</p><p>EXPLORE+</p><p>RADIOPAEDIA é uma enciclopédia médicaon-line aberta, com vários casos clínicos.</p><p>Embora seja em inglês, vale a pena conferir.</p><p>IMAIOS é um site que disponibiliza recursos de anatomia (e-Anatomy), imagens</p><p>radiológicas e alguns jogos, como o Anatomy Ninja.</p><p>BIODIGITAL é um site com modelos anatômicos em 3D. Alguns recursos podem ser</p><p>acessados gratuitamente fazendo login.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Raphael de Oliveira Santos</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p>

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