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<p>Anatomia do Sistema Endócrino</p><p>Profa. Dra. Naianne Kelly Clebis</p><p>GLÂNDULA HIPÓFISE</p><p>Os neurônios do núcleo supra-óptico sintetizam o “Hormônio Antidiurético” (ADH/HAD ou Vasopressina) que atua diminuindo a quantidade de água eliminada pelos rins e promove também a constrição dos vasos sanguíneos periféricos (o que contribui para elevação da pressão sanguínea).</p><p>Já os neurônios do núcleo paraventricular sintetizam a Ocitocina que promove a contração da musculatura lisa do útero necessário para o trabalho de parto, bem como, a contração das células mioepiteliais nas glândulas mamárias para que ocorra a liberação do leite materno. No homem a ocitocina causa a contração da musculatura da próstata.</p><p>NEURO-HIPÓFISE</p><p>ADENO-HIPÓFISE</p><p>A Adeno-hipófise pode ser divida em: parte distal (maior parte da adeno-hipófise), parte intermédia (uma faixa adjacente a neuro-hipófise) e, parte tuberal (porção adjacente ao infundíbulo).</p><p>HORMÔNIOS DA ADENO-HIPÓFISE: PARTE DISTAL</p><p>HORMÔNIOS DA ADENO-HIPÓFISE: PARTE DISTAL</p><p>HORMÔNIOS DA ADENO-HIPÓFISE: PARTE INTERMEDIÁRIA</p><p>Não ativa em adultos normais.</p><p>GLÂNDULA PINEAL</p><p>É pequena e é parte do epitálamo. É um órgão mediano, ímpar localizada entre os colículos superiores. A glândula pineal é formada por neurônios, células da glia e por pinealócitos (células secretoras). São esses pinealócitos que secretam o Hormônio Melatonina, o qual é derivado do neurotransmissor seratonina. O hormônio pineal atua retardando a maturação dos espermatozóides, dos oócitos ou ovócitos (vulgarmente chamados de óvulos) e dos órgãos genitais pela inibição da secreção de FSH e LH.</p><p>Além disso, a glândula pineal recebe algumas fibras colaterais da via visual, as quais interferem na velocidade de produção da melatonina. Desta forma, essas fibras “avisam” os pinealócitos quando é dia e quando é noite. Assim, pode-se observar maior produção de melatonina no período noturno do que no diurno (ritmo circadiano) (MARTINI et al.,2009).</p><p>GLÂNDULA PINEAL</p><p>GLÂNDULA TIREOIDE</p><p>Tem forma de “U” e se localiza em ambos os lados da traquéia, próximo a junção com a laringe (SPENCER, 1991). Anteriormente as duas porções da glândula chamada de lobos (lobo direito e lobo esquerdo) se unem. A região de união dos lobos é chamada de istimo da glândula tireóide. A glândula tireóide é formada por folículos tireóideos e tireócitos C.</p><p>Os folículos tireóideos produzem os hormônios tireoidianos. Os hormônios tireoidianos são: a Tireoxina (também chamado de TX ou T4) e a Tri-iodotironina (T3). A produção desses hormônios é controlada pelas concentrações de TSH (Hormônio estimulante da tireóide) no sangue. Os dois hormônios tireoidianos atuam aumentando o metabolismo e o consumo de oxigênios na maioria das células do corpo.</p><p>GLÂNDULA TIREOIDE</p><p>Já os tireócitos C produzem o Hormônio Calcitonina (CT) que auxilia na regulação (diminuição) das concentrações de cálcio (íons) nos líquidos corporais, estimulando desta forma, o crescimento ósseo na infância.</p><p>GLÂNDULAS PARATIREOIDES</p><p>Estão localizadas (quase que mergulhadas) na face posterior dos lobos da glândula tireóide e são, geralmente, em número de quatro (SPENCER, 1991). As glândulas paratireóides são formadas por dois tipos celulares, as células paratireóides ou principais e, as células oxifílicas ou transicionais.</p><p>GLÂNDULAS PARATIREOIDES</p><p>As células principais produzem o Hormônio Paratireóideo (PHT) que atua controlando (aumentando) as concentrações de cálcio (íons), assim este hormônio estimula a ação das células ósseas, em maior intensidade, a ação dos osteoclastos e reduz a excreção de cálcio na urina. Além disso, ele estimula a secreção de um hormônio renal chamado calcitriol que induz a absorção de cálcio no intestino.</p><p>As células oxifílicas são, provavelmente, compostas por células principais imaturas ou inativas, ou seja, não possuem ação secretora (MARTINI et al.,2009).</p><p>TIMO</p><p>É uma glândula endócrina localizada no mediastino superior (cavidade torácica), imediatamente após o esterno numa região repleta de tecido conectivo que apresenta dois lobos. Em recém nascidos e em crianças, o timo é bastante volumoso e de fácil visualização (pode chegar a até 40g até a puberdade). Após a puberdade ele diminui de tamanho. Vários são os hormônios tímicos (Timosina-1, Timopoietina, Timopentina, Timulina, Fator humoral tímico e IGF-1).</p><p>A Timosina é o nome dado ao conjunto de hormônios tímicos (acima), e promove o desenvolvimento e a maturação dos linfócitos (células do sistema linfático responsável pela imunidade) (Relembre na aula de sistema linfático na de Aparelho Cardiovascular).</p><p>Assim, a diminuição do timo com a idade e, consequentemente, a diminuição de seus hormônios, pode aumentar o risco de doenças em pessoas idosas (MARTINI et al.,2009).</p><p>TIMO</p><p>GLÂNDULAS SUPRARRENAIS</p><p>As Glândulas Suprarrenais ou Adrenais possuem forma piramidal e recebem este nome por estarem localizadas acima do pólo superior dos rins. Assim como os rins, as glândulas suprarrenais são retroperitoneais. Morfofisiologicamente a glândula suprarrenal apresenta duas porções: o Córtex renal (externo) e a Medula renal (interna).</p><p>GLÂNDULAS SUPRARRENAIS</p><p>GLÂNDULAS SUPRARRENAIS</p><p>GLÂNDULA SUPRARRENAL - CÓRTEX</p><p>GLÂNDULA SUPRARRENAL - MEDULA</p><p>A Medula da Glândula Suprarrenal é rica em vasos sanguíneos. Na medula da suprarrenal existem dois tipos de células que secretam o Hormônio Epinefrina e o Hormônio Noraepinefrina.</p><p>Esses hormônios atuam na maioria das células e promovem o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, da glicogenólise (quebra do glicogênio em glicose) e da glicemia. Além disso, eles promovem a liberação de lipídeos pelo tecido adiposo.</p><p>PÂNCREAS</p><p>O Pâncreas é um órgão retroperitoneal que está em íntima relação com o duodeno (primeira porção do intestino delgado). O pâncreas é considerado uma glândula mista, ou seja, possui uma porção exócrina que produz sulco pancreático e o liberada diretamente no duodeno e, uma porção endócrina, que secreta diversos hormônios como, por exemplo, a insulina e o glucagon que atuam na regulação das atividades metabólicas do corpo (SPENCE, 1991).</p><p>PÂNCREAS</p><p>A porção endócrina do pâncreas é representada pelas ilhotas pancreáticas (conhecidas também como ilhotas ou células de Langerhans).</p><p>As ilhotas pancreáticas são formadas por diferentes tipos celulares: as células alfa ou A (α-pancreáticas), as células beta ou B (β-pancreáticas) e as células delta ou D (δ-pancreáticas) (DI DIO, 2002).</p><p>PÂNCREAS</p><p>As células alfa pancreáticas produzem o hormônio Glucagon que promove o aumento da glicemia (glicose sanguínea).</p><p>As células beta pancreáticas produzem o hormônio Insulina que tem ação contrária a do glucagon, ou seja, ela controla a utilização da glicose pelas células, diminuindo desta forma, suas concentrações no sangue, além de atuar sobre o metabolismo de lipídeos e proteínas.</p><p>Já as células delta pancreáticas produz a Somatostatina, que atuaria como um neurotransmissor inibindo a produção de glucagon e de insulina (SPENCE, 1991).</p><p>OVÁRIOS</p><p>Os Ovários representam as gônadas femininas e estão situados na pelve. Após a puberdade, os ovários são influenciados por hormônios hipofisários como o FSH e LH (rever tabela de hormônio hipofisários) e passam a produzir o gameta sexual feminino, o ovócito, este evento é chamado de ovulação. Além disso, os ovários produzem os Hormônios Estrógeno e Progesterona que agem sobre os órgãos sexuais secundários, fazendo com que eles se desenvolvem bem como, as características sexuais secundárias. Para entender como estes hormônios são produzidos pelos ovários é necessário conhecer primeiramente o ciclo ovariano.</p><p>OVÁRIOS</p><p>OVÁRIOS</p><p>O estrógeno é responsável pelas mudanças cíclicas que ocorrem após a puberdade (ciclo menstrual) e pelas características sexuais femininas. Além disso, ele promove o crescimento de diversos órgãos entre eles os reprodutores femininos, os ossos, etc. Por esta razão o desenvolvimento da menina (crescimento) tem maior intensidade após a puberdade.</p><p>Já a progesterona</p><p>atua principalmente na manutenção das condições ideais para o desenvolvimento do embrião, ou seja, mantém a mucosa do útero em condições favoráveis para a implantação e o desenvolvimento do embrião, aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e inibe as contrações do útero a fim de impedir a expulsão do embrião que se está implantando ou do feto em desenvolvimento.</p><p>CICLO OVARIANO</p><p>Teca: é uma camada de tecido conjuntivo que envolve externamente o folículo secundário.</p><p>Corpo lúteo: após a ovulação, ocorre o aumento das células do folículo rompido devido à ação do LH e netas células, vão se acumulando grânulos de lipídeos que a conferem uma cor amarelada.</p><p>TESTÍCULOS</p><p>Os Testículos são as gônadas masculinas e estão localizados no escroto (ou bolsa testicular).</p><p>Nos testículos existem diversos tipos celulares, entre eles, as Células intersticiais (ou células de Leydig) que representam o maior contingente endócrino deste órgão. As células intersticiais sintetizam e secretam andrógenos, de ação masculinizantes como o Hormônio Testosterona. Estas células a semelhança do que ocorre nos ovários, são estimuladas por outros hormônios, entre eles, o hormônios estimulador da célula intersticial (HECI ou ICSH) que tem ação semelhante ao LH na mulher e, o hormônio Folículo-estimulante (FSH) da hipófise (ver tabela de hormônios hipofisários).</p><p>TESTÍCULOS</p><p>A testosterona secretada pelos testículos (células intersticiais) atua sobre o metabolismo geral do corpo e, induz o desenvolvimento das características sexuais secundárias masculinas como, por exemplo, o crescimento dos pelos pubianos, axilares e faciais (barba), aumenta da laringe, dos seios paranasais e do esqueleto (DI DIO, 2002).</p><p>DEMAIS ÓRGÃO COM ATIVIDADE ENDÓCRINA</p><p>CORAÇÃO</p><p>Nas células cardíacas atriais (cardiomiócitos) podem ser encontrados grânulos densos que secretam o Alfa peptídeo natriurético atrial (ou fator natriurético atrial) que induzem a diurese (produção de urina), ou seja, atuam diretamente nos rins.</p><p>RINS</p><p>Não se sabe até hoje quais as estruturas renais responsáveis pela função endócrina do rim, mas pesquisadores acham que a porção secretora encontra-se principalmente no complexo justaglomerular (na região do glomérulo onde ocorre o processo de formação de urina), localizado no córtex renal.</p><p>Os rins produzem um hormônio chamado Renina que promove a vasoconstricção das arteríolas eferentes no rim (aumentando a filtração glomerular), atua sobre o córtex da suprarrenal (levando à produção de aldosterona) e aumento da absorção de cálcio.</p><p>Além disso, os rins produzem também o hormônio Eritropoetina, que é um fator de crescimento com ação única e específica de estimular a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos. Esse hormônio tem sua produção aumentada em condições de hipóxia (pouco oxigênio do sangue).</p><p>TRATO GASTROINTESTINAL</p><p>Diversos são os hormônios produzidos nos órgãos gastrointestinais como, por exemplo, a gastrina, a secretina e a colecistocinina. Além desses, destacam-se hormônios importantes para a regulação do metabolismo corporal, tais como a grelina e o peptídeo YY3-36,  que regulam o apetite e podem ter um papel fundamental na regulação do peso corporal e na gênese da obesidade.</p><p>PLACENTA</p><p>Além de fazer a conexão entre a mãe e o feto durante a gravidez, produz vários hormônios que ajudam na manutenção da gestação e no preparo das mamas para a amamentação. Alguns desses hormônios são: a gonadotrofina coriônica humana (HCG), o lactogênio placentário (HPL) e o estrógeno e a progesterona.</p><p>PELE e FÍGADO</p><p>Assim como os rins, a pele e o fígado agem em conjunto para produzir a 1,25-di-hidroxi-vitamina D, que é a forma biologicamente ativa da vitamina D. Essa vitamina, juntamente com o paratormônio, age na manutenção dos níveis de cálcio e fósforo no sangue.</p><p>TECIDO ADIPOSO</p><p>O tecido adiposo produz várias substâncias importantes para a regulação dos estoques de energia no corpo, dos quais um dos mais estudados é a leptina, que pode ter ação ainda na regulação da ação da insulina em diversos tecidos.</p><p>Obrigada!</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.jpeg</p><p>image19.png</p><p>image20.gif</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.jpeg</p>

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