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FISIOLOGIA PROVA
TÓPICOS QUE FORAM DADOS NA REVISÃO ANTES DA PROVA:
TIREOIDE:
- O que é?
É a glândula endócrina mais importante para a regulação metabólica, influenciando
em aspectos como: crescimento, desenvolvimento, consumo de energia e a
temperatura corporal. É composta por dois lóbulos conectados ao istmo.
- Localização: A tireoide está na parte anterior do pescoço, envolvendo a
traquéia e a laringe.
- Funções:
Regulação e função metabólica
Regulação do cálcio
- Moléculas importantes para a tireoide
Tirosina: molécula importante para a produção dos hormônios T3 e T4
Iodo: Ele se liga à tirosina, um aminoácido presente na proteína tiroglobulina, para
formar os hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3).
- TBG e Albumina na tireoide
TBG: Globulina ligadora de tiroxina (TBG), é uma proteína plasmática produzida
pelo fígado. Sua principal função é se ligar aos hormônios tireoidianos na corrente
sanguínea. Alta afinidade e menos concentração.
Função: Transporta a maior parte da tiroxina (T4) e uma parte significativa da
triiodotironina (T3) na corrente sanguínea.
Importância: Mantém a concentração estável dos hormônios tireoidianos e regula a
quantidade de hormônios livres (ativos) disponíveis para as células.
Importância Clínica: Alterações nos níveis de TBG podem impactar a interpretação
dos testes de função tireoidiana e são influenciadas por condições como gravidez e
doenças hepáticas.
ALBUMINA: Função: Também transporta hormônios tireoidianos, embora em menor
quantidade do que a TBG. Baixa afinidade e alta concentração.
Importância: Ajuda a regular a quantidade de hormônios tireoidianos livres no
sangue, contribuindo para a disponibilidade dos hormônios para os tecidos.
Importância Clínica: Mudanças nos níveis de albumina, como na doença hepática
ou síndrome nefrótica, podem afetar a interpretação dos testes de função
tireoidiana.
- 3’ E 5’
Referem-se à posição dos átomos de iodo nos hormônios tireoidianos, o que
influencia a atividade e a eficácia desses hormônios. Essas posições são críticas
para a formação de T3 e T4 e para a regulação do metabolismo celular e da função
tireoidiana.
5’ desiodinase: Enzima que converte T3 e T4 - ativa; Remoção de um átomo I2
(iodo 2)
A T4 é a molécula base e a precursora de T3!!!!!!!!!!!
- Eixo Hipotálamo Hipofisário Tireóide:
“Descreva como ocorre a produção de T3 e T4 (explicar hipotálamo, hipófise e
tireóide)”
R: Eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Tireóide (Eixo HHT):
○ Hipotálamo: Produz o hormônio liberador de tireotropina (TRH).
○ Hipófise Anterior: TRH estimula a glândula pituitária a liberar o
hormônio estimulador da tireoide (TSH).
○ Tireóide: TSH estimula a tireóide a captar iodo, produzir e iodificar a
tiroglobulina, formando T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que são
então liberados na corrente sanguínea.
2. Regulação pelo Feedback Negativo:
○ Níveis de T3 e T4: Quando T3 e T4 estão elevados, eles sinalizam ao
hipotálamo e à hipófise anterior para reduzir a produção de TRH e
TSH, ajustando assim a produção de hormônios tireoidianos e
mantendo o equilíbrio.
Esse sistema de regulação garante que a produção de T3 e T4 seja adequada para
manter o metabolismo e outras funções corporais em equilíbrio.
- T3, T4 e Calcitonina
T3 (Triiodotironina) e T4 (Tiroxina):
● Produção: T3 contém três átomos de iodo e é mais ativo; T4 contém quatro
átomos de iodo e é o principal hormônio produzido pela tireoide.
● Funções: Regulam o metabolismo celular, aumenta a taxa de metabolismo
basal, influenciam o crescimento e desenvolvimento, e afetam a função
cardiovascular e a regulação da temperatura.
● Regulação: São controlados pelo eixo hipotalâmico-hipofisário-tireóide (Eixo
HHT), onde o TRH do hipotálamo estimula a liberação de TSH pela pituitária,
que, por sua vez, estimula a tireóide a produzir T3 e T4. Níveis elevados
desses hormônios inibem a produção de TRH e TSH.
Calcitonina:
● Produção: Produzida pelas células C da tireoide.
● Funções: Reduz os níveis de cálcio no sangue e fósforo
● Regulação: Liberada em resposta a altos níveis de cálcio no sangue para
ajudar a manter o equilíbrio do cálcio no corpo.
- Desiodação
Retirada de uma molécula (T4 vira T3)
A desiodação do T4 em T3 é realizada por enzimas desiodases que removem um
átomo de iodo da T4, transformando-a em T3, que é mais biologicamente ativa.
Esse processo ocorre principalmente em tecidos como fígado e rins e é essencial
para regular a atividade hormonal da tireóide e manter o metabolismo do corpo
equilibrado.
PARATIREÓIDE:
Localização: As glândulas paratireóides são pequenas glândulas localizadas atrás
da glândula tireóide, geralmente em quatro pares.
Função Principal: Regular os níveis de cálcio e fósforo no sangue através da
produção do hormônio paratireoideano (PTH).
Efeito do PTH:
● Aumenta o cálcio nos ossos: Estimula a liberação de cálcio dos ossos para
o sangue.
● Aumenta a absorção de cálcio pelos rins: Reduz a excreção de cálcio e
aumenta a excreção de fósforo.
● Estímulo da vitamina D: Facilita a conversão da vitamina D em sua forma
ativa para melhorar a absorção de cálcio no intestino.
Regulação: A secreção de PTH é regulada pelos níveis de cálcio no sangue—mais
PTH é liberado quando o cálcio está baixo e menos quando o cálcio está alto.
Disfunções:
● Hipoparatireoidismo: Baixa produção de PTH, levando a baixos níveis de
cálcio.
● Hiperparatireoidismo: Excesso de PTH, causando altos níveis de cálcio.
Células: As principais células envolvidas na produção de PTH são as células
principais, que são responsáveis pela secreção do PTH. Além delas, as glândulas
também contêm células oxífilas, mas acredita-se que tenham um papel menor na
produção de hormônios ou na regulação da função das células principais.
CÁLCIO E P
- PTH aumenta o cálcio no sangue e reduz o fósforo.
- A vitamina D aumenta a absorção de ambos os minerais, mas o PTH ajusta
a excreção renal para manter um equilíbrio adequado.
- O equilíbrio entre cálcio e fósforo é essencial para a saúde óssea e outras
funções corporais, e a paratireóide desempenha um papel crucial na
regulação desse equilíbrio.
-
- Fator crucial para a polarização e despolarização da célula.
- A absorção de ambos ocorre no intestino delgado.
- PTH: Aumenta o cálcio no sangue e reduz o fósforo. Sai dos ossos para o
sangue
- Vitamina D: Aumenta a absorção de cálcio e fósforo no intestino.
- Calcitonina: Reduz os níveis de cálcio e fósforo no sangue. Sai do sangue
para os ossos.
ADRENAL ou SUPRARRENAL:
O hipotálamo produz hormônios que controlam a liberação de hormônios pela
hipófise.
1. Hormônio Liberador de Corticotropina (CRH):
○ Função: O CRH é produzido pelo hipotálamo e é liberado na hipófise
anterior (adenohipófise).
○ Efeito: Estimula a hipófise a produzir e liberar o hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH).
Regulação pela Hipófise
A hipófise, localizada na base do cérebro, responde aos sinais do hipotálamo e
libera hormônios que afetam a glândula adrenal.
2. Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH):
○ Produção: O ACTH é produzido e secretado pela hipófise anterior em
resposta ao CRH do hipotálamo.
○ Efeito: O ACTH viaja através da corrente sanguínea até as glândulas
adrenais, onde estimula a produção e liberação de hormônios do
córtex adrenal, como o cortisol.
RESUMO:
Hipotálamo: Produz CRH que estimula a hipófise anterior.
Hipófise: Libera ACTH em resposta ao CRH.
Glândulas adrenais: São estimuladas pelo ACTH para produzir cortisol e
aldosterona.
Feedback Negativo: O cortisol regula a produção de CRH e ACTH para manter o
equilíbrio hormonal.
Glândula externa (cortex - 80%)
Glândula interna (medula - 20%)
CÓRTEX:
Glomerulosa - MINERALOCORTICÓIDES (principal é a Aldosterona). É do externo
para o interno.
ALDOSTERONA: regulação eletrolítica e da pressão arterial
SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA ALDOSTERONA:
O rim recebe pouco sangue. O rim vai liberar a renina, que encontra uma substância que
está presente no sangue chamada de angiotensinogênio e a transforma na angiotensina
tipo I. Essaangiotensina tipo I vai para o pulmão, onde vai encontrar uma enzima chamada
ECA (enzima conversora de angiotensina), fazendo com que a angiotensina tipo I se
fragmente e converta a angiotensina tipo II, que é tipo um mensageiro e tem três principais
funções:
1. VASOCONSTRITORA: os vasos sanguíneos vão se contrair, o que vai aumentar a
pressão arterial.
2. ADH: a angiotensina tipo II passa pela neuro hipófise liberando o ADH, que vai
liberar aquaporina, que permite a reabsorção de água pelo rim.
3. Aldosterona: é como se fosse uma “comandante”, fazendo os rins segurarem mais
sal e água, em vez de mandar eles embora pela urina. Isso aumenta o volume de
sangue que consequentemente vai aumentar a pressão arterial. Quanto mais o rim
retém água, mais sal fica no organismo gerando mais sede.
Quando o oxigênio diminui e não chega, o rim libera eritropoetina. Quando o sangue não
chega no rim, ele libera a renina. SISTEMA SRAA
- A angiotensina II estimulará o córtex da adrenal: excreção de potássio,
circulação sanguínea….
“Qual a enzima que converte colesterol em todos os outros?”
Resposta- Colesterol Desmolase
Fascicular - GLICOCORTICÓIDES (Cortisol - animais domésticos e Cortisona -
aves e silvestres). É entre a glomerular e a fascicular.
Cortisol: hormônio do estresse que está ligado com o sistema nervoso simpático.
Este hormônio está relacionado com efeitos anti-inflamatórios no organismo.
Efeitos dele: promove lipólise, inibe a captação da glicose e a redistribuição da
gordura do abdômen.
EIXO-HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL
H - CRH
|
ADENO - ACTH
|
CÓRTEX CORTISOL
|
TECIDO ALVO
Reticular - ANDROGENOS (androstenediona e DHEA - dehidroepiandrosterona)
- Fraca atividade sozinhos
- No testiculo são convertidos em testosterona
DHEA: Atua como precursor para hormônios sexuais (estrogênios e andrógenos),
regula o metabolismo. É um hormônio esteroide produzido principalmente pelas
glândulas adrenais, e também em menor quantidade pelos testículos, ovários e
cérebro.
MEDULAR (Noradrenalina e adrenalina)
- Efeitos sobre a regulação dos hormônios e sobre a circulação.
- Inicia a cascata de produção com a tirosina se transformando em DOPA.
- A noradrenalina também é sintetizada nos neurônios.
PÂNCREAS
- Funções:
Duas porções: EXÓCRINA / ENDÓCRINA
Porção exócrina: função digestiva e realizam a secreção do suco pancreático para
o duodeno.
Porção endócrina: formada pelas ilhotas de langerhans que secretam a Insulina e
Glucagon para o sangue.
Células que fazem parte do Pâncreas:
CÉLULA ALFA: 20% secretam Glucagon
CÉLULA BETA: 70% secretam Insulina
CÉLULA DELTA: (~ 5%) secretam somatostatina
CÉLULA F: (~ 5%) secretam polipeptídeo pancreático
INSULINA
- Afeta todo o metabolismo de carboidratos, ácidos graxos e proteínas.
Ações:
- Armazena nutrientes em excesso no fígado (glicogênio), tecido adiposo
(gordura) e músculo (proteína).
- Diminui a concentração sanguínea de glicose.
- Redução da glicose sanguínea ( > oxidação).
- Limita a elevação da glicose sanguínea ( gliconeogênese).
PRÉ - PRÓ INSULINA ——> PRÓ - INSULINA ——> INSULINA
retículo endoplasmático rugoso complexo de golgi
● A insulina retira o açúcar no sangue e o glucagon o deposita no sangue.
Regulação da secreção:
- Concentração da glicose
Metabolismo:
- Hepático e renal
Quando houver excesso de carboidratos a insulina estará presente,
desempenhando um papel importante no armazenamento de substâncias
energéticas:
- Aumento de glicose origina a formação de glicogênio no fígado;
- Formação de ácidos graxos e seu armazenamento nos tecidos adiposos,
além de inibição da proteólise.
GLUCAGON
- Função:
Promove a mobilização dos nutrientes;
Aumentar os níveis de glicose no sangue quando eles estão baixos;
Age estimulando a quebra do glicogênio armazenado no fígado em glicose, que é
liberada na corrente sanguínea.
Age de forma oposta à insulina, é hiperglicemiante.
É sintetizado pela célula alfa e é um polipeptídeo
Pré - pró glucagon ——> Pró - glucagon ——> Glucagon
- “O glucagon é produzido a partir de um precursor chamado pré-pró-glucagon.
Primeiro, o pré-pró-glucagon é convertido em uma forma intermediária
chamada pró-glucagon. Em seguida, o pró-glucagon, assim que chega no
Complexo de Golgi, é transformado em glucagon ativado por enzimas. O
glucagon ajuda a aumentar os níveis de glicose no sangue quando estão
baixos, estimulando a liberação de glicose do fígado.”
- Regulação: estímulos
● Hipoglicemia (> resposta na ausência de insulina)
● Ingestão de proteínas (arginina e alanina) - Em resumo, a arginina está mais
envolvida com a regulação da pressão arterial e função imunológica,
enquanto a alanina está mais focada no metabolismo energético e no
transporte de nitrogênio.
● Colecistocinina (CCK) - a colecistocinina é crucial para uma digestão eficiente
e para a regulação da sensação de saciedade, desempenhando um papel
integrado no processo digestivo e no controle do apetite.
● Jejum;
● Exercício intenso;
Explicando a imagem:
O ciclo se repete para manter os níveis de glicose no sangue dentro de uma faixa
saudável. Em resumo:
Alta glicose no sangue (hiperglicemia) -> Liberação de insulina pelas células beta ->
Redução da glicose no sangue.
Baixa glicose no sangue (hipoglicemia) -> Liberação de glucagon pelas células alfa
-> Aumento da glicose no sangue.
Esses processos são cruciais para a homeostase da glicose e o funcionamento
adequado do metabolismo energético no corpo humano.
POLIPEPTÍDEO PANCREÁTICO
- Produzidos pela células F
- Produção limitada no pâncreas
Ações no TGI:
- Motilidade intestinal e esvaziamento gástrico.
Regulação:
- Estimulada pelos hormônios intestinais, nervo vago e ingestão de proteínas.
- Inibida pela somatostatina.
SOMATOSTATINA
- Polipeptídeo encontrado em diversas áreas do SN, TGI, placenta, células C
da tireoide;
- Existem 2 formas principais;
- Secretada pelas células delta.
Regulação:
- Estimulada pela ingestão de todos as formas de nutrientes e diversos
hormônios.
Ação:
- Inibir a secreção de insulina, glucagon e polipeptídeo pancreático.
- Modular ou limitar as respostas da insulina e glucagon á ingestão do alimento
- Inibir os processos digestivos pelaestimula a produção
de FSH, promovendo a espermatogênese.
FSH: Produzido pela hipófise anterior, o FSH atua nas células de Sertoli para
estimular a espermatogênese e a produção de espermatozoides.
- Andrógenos e Estrógenos:
Andrógenos: Testosterona e DHT são fundamentais para o desenvolvimento das
características sexuais secundárias masculinas, a regulação da espermatogênese,
a função sexual e o metabolismo muscular e de gordura.
Estrógenos: Embora em menor quantidade nos homens, os estrógenos
(principalmente estradiol) são importantes para a regulação da espermatogênese, a
manutenção da saúde óssea e a influência sobre o equilíbrio hormonal e função
cognitiva.
- Reflexo de Flemming:
Permitindo aos machos identificar as oportunidades de acasalamento por intermédio
da sua glândula vomeronasal, permitindo detectar feromônio, que vão ser
responsáveis pelo estímulo sexual, que são substâncias químicas que ajudam na
identificação do estro.
- Componentes do aparelho genital masculino
1. TESTICULO: é um órgão reprodutor onde faz regulação de temperatura
pelas glândulas sudoríparas , músculo cremaster, túnica dartos e plexo
pampiniforme. no seu interior possui como células:
Células de sertoli que são responsáveis pelas espermatogênese e maturação
dos espermatozóides e nutrição.
Células de Leydig: são responsáveis pela produção de testosterona por meio
do hormônio LH e sua molécula biologicamente ativa de di-hidrotestosterona.
2. EPIDÍDIMO: dividido em cabeça, corpo e cauda. Órgão de armazenamento e
maturação dos espermatozóides, possuindo na cauda até 70% dos
espermatozoides.
3. GLÂNDULAS ACESSÓRIAS: ampola, vesícula, próstata e bulbouretrais.
Ajuda na produção do plasma seminal e viscosidade.
4. PENIS: órgão copulador masculino.
- Penis mucocaveroso: cães, gatos, equinos e primatas.
- Penis fibroelástico: ruminantes e suinos
- Ereção: está sobre controle do sistema nervoso autônomo, estimulado
-
- durante a excitação onde acontecerá o aprisionamento do sangue no
penis.
- Emissão: movimento do fluido espermático
- Ejaculação: ação física no qual libera o esperma
Espécies com Ejaculação no Cérvix ou Vagina:
- Cães:
- Ejaculação: Nos cães, a ejaculação ocorre em duas fases. A
primeira fase libera o sêmen para a vagina. Durante a segunda
fase, o cão realiza um "prensar" ou "amarrar" (tie) que ajuda a
liberar o sêmen mais profundamente na vagina e também pode
alcançar o cérvix. Esse mecanismo é adaptativo para garantir
que o sêmen permaneça na vagina durante o período de
ovulação da fêmea.
- Osso peniano: Em cães, ele fornece suporte e rigidez durante a
cópula, ajudando a manter o pênis na vagina da fêmea durante
o acasalamento e contribuindo para a formação do "prensar".
- Bulbo peniano: estrutura esponjosa na base do pênis que
aumenta de tamanho durante a ereção. Esse aumento ajuda a
criar o "prensar", facilitando a retenção do pênis na vagina da
fêmea e potencialmente aumentando a probabilidade de
fertilização.
- Gatos:
- Ejaculação: Em gatos, a ejaculação ocorre na vagina. Os gatos
possuem um órgão chamado "papila" ou "espículas" no pênis,
que ajuda a estimular e manter o sêmen na vagina da fêmea
durante a cópula. A fêmea liberará o oocito na hora da cópula.
- Ocitocina: promove a contração dos ductos seminais e promove a
ejaculação.
5. DUCTO DEFERENTE: função: transportar o esperma a partir do epidídimo.
- Termorregulação testicular
É um mecanismo essencial para manter a temperatura ideal dos testículos para a
produção eficiente de espermatozoides. Ela é realizada através da posição dos
testículos no escroto, da ação dos músculos cremaster e dartos, e da rede de vasos
sanguíneos conhecida como plexo pampiniforme. Manter a temperatura adequada é
crucial para a saúde reprodutiva masculina e a qualidade dos espermatozoides.
- Espermatogênese
A espermatogênese é o processo complexo de formação de espermatozoides nos
testículos, e pode ser dividida em várias fases principais:
1. Fase de Multiplicação: Espermatogônias se dividem por mitose.
2. Fase de Maturação: Espermatócitos primários passam pela primeira divisão
meiótica para formar espermatócitos secundários.
3. Fase de Formação de Espermatozoides: Espermatócitos secundários
passam pela segunda divisão meiótica para formar espermátides.
4. Fase de Espermiogênese: Espermátides se transformam em
espermatozóides maduros.
5. Liberação dos Espermatozoides: Espermatozoides maduros são liberados
para os túbulos seminíferos e transportados para o epidídimo para
armazenamento e maturação final.
- Diferenciação sexual:
O sexo do individuo na fecundação:
1) Sexo genetico/cromossomico: XX e XY
2) Sexo gonadal: ovários e testiculos
3) Sexo fenotipico: feminino, masculino e intersexo.
Ducto de Wolff:
O ducto de Wolff desenvolve-se nas estruturas reprodutivas masculinas e degenera
em fêmeas, enquanto o ducto de Müller forma as estruturas reprodutivas femininas
e é suprimido em machos. Ambos desempenham papéis críticos no
desenvolvimento do sistema reprodutivo durante a embriogênese.
- Formação dos órgãos reprodutivos:
Ocorre a regressão dos ductos de muller pela produção do HIM. Os ductos de Wolff
são mantidos pela testosterona, diferenciando-se em epidídimo, ducto deferente e
uretra.
- Formação da genitália externa
A testosterona é convertida em dihidrotestosterona (DHT) pela enzima
5-alfa-redutase. Este hormônio é de fundamental importância para a diferenciação
da genitália externa masculina.
- Sinus urogenital: uretra e glândulas anexas
- Tubérculo genital: penis e prepúcio
- Pregas genitais: escroto
Quando o hormônio mulleriano (AMH) inibe o desenvolvimento do ducto de muller
fazendo com que ocorra o crescimento do ducto de wolff.
- Função do gameta, hormônio e reprodução no sistema reprodutor masculino
Gametas: Os espermatozoides são os gametas masculinos responsáveis pela
fertilização do óvulo. Sua função é transportar o material genético e permitir a
formação do zigoto.
Hormônios: O LH e o FSH, produzidos pela glândula pituitária, regulam a função
testicular e a espermatogênese. A testosterona, produzida pelas células de Leydig,
é essencial para a espermatogênese e o desenvolvimento das características
sexuais secundárias. O AMH é importante para a diferenciação sexual durante o
desenvolvimento embrionário.
Reprodução: Envolve a produção e maturação dos espermatozoides, sua
ejaculação e a fertilização do óvulo, resultando na formação de um zigoto e,
potencialmente, na concepção.
Reprodutor da fêmea:
GnRH: A função do GnRH é fundamental para a coordenação do ciclo menstrual e
para a regulação da fertilidade feminina. Ele inicia e mantém o processo de
liberação de hormônios que controlam a maturação dos ovários, a ovulação e o
preparo do útero para a gravidez. Além disso, desempenha um papel crucial na
regulação do feedback hormonal que garante o equilíbrio do sistema reprodutivo.
FSH (Hormônio Folículo-Estimulante)
● Fase Folicular: O FSH estimula o crescimento e a maturação dos folículos
ovarianos nos ovários. Cada folículo contém um óvulo, e o crescimento dos
folículos leva à produção de estrogênio, um hormônio essencial para o
desenvolvimento do revestimento uterino e a regulação do ciclo menstrual.
● Ação Específica: O FSH atua diretamente nas células da granulosa dos
folículos ovarianos, promovendo a maturação dos óvulos e a produção de
estrogênio.
LH (Hormônio Luteinizante)
● Ovulação: O LH é crucial para a ovulação, a liberação do óvulo maduro do
folículo ovariano. Um pico repentino de LH é responsável por desencadear a
ovulação, que ocorre no meio do ciclo menstrual.
● Fase Lútea: Após a ovulação, o LH estimula a transformação do folículo
rompido em corpo lúteo. O corpo lúteo produz progesterona e estrogênio, que
ajudam a preparar o revestimento do útero para a possível implantação de
um óvulo fertilizado.
Foliculogênese: A foliculogênese é o processo pelo qual os folículos ovarianos nos
ovários das mulheres crescem e amadurecem. Esses folículos são estruturas que
contêm óvulos e são essenciaispara a ovulação e a fertilidade.
● Foliculo ovariano:
- Dupla função: Gametogenese e esteroidogenese;
- Essas transformações levam a secreção de androgenos e estrogenos
(principal o estradiol);
- Célula da Teca
- Células da Granulosa
● Desenvolvimento folicular:
1- Folículo primordial: Folículo imaturo com óvulo e camada de células granulosa
planas.
2- Folículo primário: Crescimento inicial com células granulosa mais cuboidais.
3- Folículo Secundário: Formação de cavidade antral e camada mais espessa de
células granulosa.
4- Folículo Pré-Antral: Há crescimento do folículo com acúmulo de líquido entre as
camadas celulares resultando na formação de vários antros.
5- Folículo antral: O folículo passa a responder ao LH, permitindo a ocorrência da
ovulação.
● Corpo lúteo: Secreta progesterona sob estímulo do LH, preparando o útero
para o início e maturação da gestação.
● Corpo hemorrágico: antes do Cl.
Luteólise:
● Corpo Lúteo: Estrutura formada após a ovulação, produz progesterona
e estrogênio.
● Falta de Gravidez: Sem a gravidez, o corpo lúteo não recebe sinais
para se manter ativo.
● Produção de PGF2α: O útero libera PGF2α (PROSTAGLANDINA)
para iniciar a luteólise.
● Efeito do PGF2α: PGF2α promove a degeneração do corpo lúteo e a
redução da produção hormonal da progesterona.
● Desintegração e Novo Ciclo: O corpo lúteo se transforma em corpo
albicans, levando à menstruação e ao início de um novo ciclo.
Ciclos reprodutivos:
● Ciclo estral: ocorre em animais domésticos, pois possuem
períodos limitados de estro. O ciclo começa no proestro.
● Ciclo menstrual: ocorre em primatas, pois são receptivos a
maior parte do tempo.
Fases do Ciclo Estral: O ciclo estral é dividido em várias fases:
● Proestro (3 a 4 dias):Período de desenvolvimento do folículo, logo
após a fase lútea.
● Estro (12 horas): Período de "cio" ou "heat", quando a fêmea está
receptiva para a cópula e ovula. É a fase em que a fertilização pode
ocorrer.
● Metaestro (2 dias): Período de desenvolvimento inicial do CL.
● Diestro (15 dias): Período da fase madura do CL
● Anestro: Período de inatividade sexual entre os ciclos, onde não há
sinais visíveis de atividade reprodutiva. Causas ambientais,
nutricionais, patológicas e fotoperíodos.
FASE FOLICULAR e FASE ESTROGÊNICA : PROESTRO E ESTRO
(predominância de estrógenos)
FASE LÚTEA e PROGESTERÔNICA : METAESTRO E DIESTRO (
predominância de progesterona)
SINAIS DO ESTRO:
● edema e hiperemia vulvar
● corrimento mucoso pela vagina
● cadelas: hiperplasia
● inquietação, micção frequente e inapetência
● reflexo de tolerância ao homem (suínos)
● receptividade sexual
FOTOPERÍODO:
- Cabra, égua, gata e ovelhas são sazonais (inativas durante o período
do ano)
- A gata e égua tornam-se anestésicas (sem ciclos estrais) no inverno
devido a diminuição da luz. Voltam no final do inverno ou início da
primavera, pelo aumento da luminosidade.
- A cabra e a ovelha são opostas, no qual o ovário tem uma ativação
associada à diminuição da luz.
-
PUBERDADE: início da fase germinativa, mas não quer dizer que o aparelho
reprodutor esteja com maturidade sexual.
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL:
O sexo do individuo na fecundação:
4) Sexo genetico/cromossomico: XX e XY
5) Sexo gonadal: ovários e testiculos
6) Sexo fenotipico: feminino, masculino e intersexo.
Ducto de Müller (ou Ducto Paramesonéfrico)
Definição e Função:
Localização e Desenvolvimento: O ducto de Müller, ou ducto
paramesonéfrico, é uma estrutura tubular que também está presente em
embriões de vertebrados. Ele é responsável pelo desenvolvimento do
sistema reprodutivo feminino.
Função no Desenvolvimento Reprodutivo:
- O ducto de Müller se desenvolve para formar as estruturas do sistema
reprodutivo, genitália interna e externa.
Formação dos órgãos reprodutivos:
● regressão dos ductos de wolff pela ausência da testosterona;
● permanência dos ductos de Muller pela ausência do hormônio inibidor muller
(HIM);
GESTAÇÃO:
Fatores Maternos:
● idade, raça.
Fatores Ambientais:
● Estação do ano.
Fatores Fetais:
● Peso e tamanho, número de fetos.
RECONHECIMENTO MATERNO DA PRENHEZ (MRP)
Suínos: Produção do estradiol pelos embriões
- o estradiol desvia a secreção da PGF2-alfa para a luz do útero impedindo sua
chegada ao CL;
Ruminantes: Proteína trofoblástica (interferon tau)
- impede a formação da PGF2-alfa por bloquear os precursores
- Pequenos ruminantes: impede que a ocitocina ovariana se ligue a receptores
do útero para produzir a PGF2-alfa.
Equinos: migração embrionária pelos cornos, com produção de estradiol
Cadelas e gatas: não possuem reconhecimento materno, uma vez que é superior ao
período gestacional (MRP= 70 dias /período de gestação 60 dias)
PLACENTA
Placentação: união das vilosidades do córion com o endométrio uterino.
Função:
- Nutrição fetal
- respiração fetal
- excreção fetal
- proteção
Classificação:
1- tipo de aderencia com o miometrio
2- distribuição das vilosidades do corio
3- estrutura histologica
1- DECÍDUAS: o endométrio envolvido na placentação é eliminado, juntamente com
a placenta (carnívoros, primatas e roedores)
ADECIDUADAS: A aderência se desfaz na hora do parto eliminando apenas o
tecido fetal (ruminantes e equinos)
2- Placenta cotiledonária (ruminantes):
As vilosidades do córion concentram-se em regiões denominadas de cotilédones.
Placenta difusa (equinos e suínos):
As vilosidades do córion estão distribuídas por toda superfície placentária.
OBS: nos equinos as vilosidades do corion formam pequenos aglomerados.
Placenta Zonária (canivoros):
As vilosidades coriônicas estão distribuídas ao longo de uma faixa contínua ao
redor da borda da placenta, formando uma zona que cobre a superfície.
Placenta discoidal (primatas e roedores):
As vilosidades do corion, concentram-se em forma de disco, em um dos polos da
placenta.
3-PLACENTA EPITELIOCORIAL: (ruminantes, equinos e suinos)
Separa completamente o sangue materno e fetal.
PLACENTA ENDOTELIOCORIAL: (carnivoros)
O tecido fetal fica em contato direto com o endotelio capilar materno.
PLACENTA HEMOCORIAL: (primatas e roedores)
O tecido fetal fica em contato direto com o sangue materno.
PARTO
Mecanismo do parto:
- 1- Fase de preparo
- 2- Fase de dilatação
- 3- Fase de expulsão ou delivramento*
● Quem define o dia do parto é o feto.
Mecanismo do parto:
estresse fetal – hipotálamo libera o CRH (Hormônio liberador de
corticotrofina) – liberação de ACTH-RH pela adeno-hipófise (Hormônio Liberador
do Hormônio Adrenocorticotrófico) – produção do cortisol fetal pela adrenal
Cortisol fetal: associado adrenalina, produz a maturação do feto.
Esteroidogenese placentária: tem a importante função de manter a homeostase
gestacional e desenvolvimento dos fetos.
● REFLEXO DE FERGUSON:
passagem do feto pelo canal do parto
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liberação de ocitocina hipotalâmica
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aumento da contratilidade uterina
● REFLEXO DO NERVO PUDENDO:
passagem do feto pelo canal do parto
/////////////////////////////////////////////////////////////
compressão do nervo pudendo
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contração abdominais (prensa abdominal)
PUERPERIO FISIOLOGICO:
- Período entre o parto e o restabelecimento das funções normais do útero e
ovários.
- Involução uterina: o útero retorna ao seu tamanho normal
- Restauração endometrial
- Eliminação de lóquios: líquido formado por muco, sangue, resto placentário,
epitélio uterino e líquidos fetais.
SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Constituído por coração e vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares)
- Sistema de DISTRIBUIÇÃO: O sistema de distribuição é responsável por levar o
sangue rico em oxigênio e nutrientes do coração para os tecidos do corpo. Este
sistema é composto principalmente por artérias e arteríolas. As artérias, como a
aorta e suas ramificações, transportam o sangue oxigenado desde o ventrículo
esquerdo do coração para os diversos órgãos e tecidos.À medida que as artérias
se ramificam, tornam-se arteríolas, que regulam o fluxo sanguíneo para áreas
específicas através de contração e dilatação.
- Sistema de PERFUSÃO: é responsável pela troca de gases e nutrientes entre o
sangue e os tecidos. Este sistema é composto pelos capilares, que são os vasos
sanguíneos mais finos e numerosos do corpo. Os capilares formam uma rede densa
em todos os tecidos e órgãos e estão situados entre as arteríolas e as vênulas.
- Sistema de COLETA: é responsável por retornar o sangue desoxigenado e rico em
resíduos dos tecidos de volta ao coração. Este sistema é composto pelas venulas e
veias. As vênulas coletam o sangue desoxigenado dos capilares e o conduzem para
as veias maiores, que eventualmente transportam o sangue de volta ao átrio direito
do coração. As veias maiores incluem a veia cava superior e a veia cava inferior.
• Vasos sanguíneos:
- ARTÉRIAS
- ARTERíOLAS
- CAPILARES
- VÊNULAS
- VEIAS
● GRANDE CIRCULAÇÃO (SISTÊMICA): VENTRÍCULO ESQUERDO →
ÁTRIO DIREITO (Coração para o Corpo)
● PEQUENA CIRCULAÇÃO (PULMONAR): ÁTRIO ESQUERDO → ARTÉRIA
PULMONAR (Coração para o Pulmão)
● Aumenta o Metabolismo = Aumenta Necessidade Sanguínea ( Músculo
Esquelético e Cardíaco
● ISQUEMIA → INFARTO → MORTE CELULAR
● DISFUNÇÃO CARDIOVASCULAR: HEMORRAGIAS, MIOCARDITE
(INFLAMAÇÃO DO MÚSCULO CARDÍACO), VIRAL OU BACTERIANA
● DISFUNÇÃO PODE SER ADQUIRIDA OU CONGÊNITA
● PARASITAS TAMBÉM PODEM COMPROMETER A CIRCULAÇÃO
CONTROLE LOCAL E GLOBAL DO FLUXO E PRESSÃO SANGUÍNEA:
- determinado de acordo com o “gasto de tecido” (metabolismo)
● TECIDO EM ALTO METABOLISMO
● PRODUÇÃO DE CATABÓLICO
● CO2 , H+, ÁCIDO LÁTICO, ETC…
● CONSUMO DE O2