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Esquizofrenia 1
Esquizofrenia
Aula
Prof Laura Pio
Elaborado por: Nicole Lazzarin - ATM 242
Date
Resumo Realizado
Introdução
Doença grave, de curso progressivo e incapacitante.
Crônica – incurável. 
Diagnóstico clínico: história psiquiátrica, exame do estado mental.
Epidemiologia
Acomete 1% da população mundial. É uma doença estável epidemiologicamente em termos de prevalência e incidência
Sem diferença entre os sexos
Atinge todas as classes sociais
Inicia geralmente aos 20-25 anos de idade
Exposição ao Influenza na gestação
Emil Kraeplin – “demência precoce” x Psicose maníaco depressiva (transtorno maníaco bipolar)
Quatro A’s de Eugen Bleuler - Primeiro psiquiatra a usar o termo “esquizofrenia”.
Asociação (perda de associação das ideias)
Afeto prejudicado
Autismo
Ambivalência (amar/odiar)
Etiologia
Etiopatogenia e fisiopatologia pouco conhecida
Multifatorial (infecções virais, etc).
Hereditariedade (parentes de primeiro graus acometidos).
@08/02/2023
Esquizofrenia 2
Anormalidades estruturais ou funcionais do SNC (lesões não são patognomônicas!)
Sintomas da esquizofrenia 
Sintomas positivos – sintomas mais floridos, que chamam 
atenção. São os que fazem o paciente ser visto como “louco”
Alucinação
Delírios
Discurso desorganizado
Comportamento desorganizado
Emoções inapropriadas
Sintomas Negativos
Alogia – comunicação pobre.
Embotamento afetivo – afeto modulado para o autismo, 
afeto rígido.
Anedonia – falta de prazer para fazer algo.
Avolição – falta de impulso para fazer as coisas.
Limitações de atenção
Diagnósticos - Sintomas mais específicos
Eco (o que eu penso alguém também está pensando), inserção (meu pensamento não é meu, ele foi colocado em mim), roubo (“a 
Clara rouba minhas ideias”) ou irradiação do pensamento.
Delírios de controle (“eu controlo as coisas), influência ou passividade (“estão me controlando”) – em relação ao corpo ou 
pensamentos específicos, ações ou sensações, 
percepção delirante.
Vozes alucinatórias – geralmente de comando, de cunho persecutório.
Delírios persistentes
Alucinações persistentes
Intercepções ou interpelações do pensamento – discurso incoerente (função linguagem alterada), neologismos.
Comportamento catatônico – excitação, postura inadequada, mutismo, estupor.
Sintomas “negativos”
OBS: Possui uma variedade imensa → apresentação clínica, resposta ao tratamento e curso da doença.
Classificação da Esquizofrenia
CID 10
F20.0 Esquizofrenia Paranoide
F20.1 Esquizofrenia Hebefrênica
F20.2 Esquizofrenia Catatônica
F20.3 Esquizofrenia Indiferenciada
F20.4 Depressão pós-esquizofrênica
F20.5 Esquizofrenia residual
F20.6 Esquizofrenia simples
F20.7 Esquizofrenia outra
F20.8 Esquizofrenia NF
Esquizofrenia Paranoide*
Tipo mais comum
Delírios relativamente estáveis – paranoides (ideias de 
perseguição, referência, ascendência, missão especial, 
mudanças corporais, ciúmes).
Alucinações auditivas (vozes de comando, ameaças, risos, 
zunidos, assobios).
Perturbações da percepção
Esquizofrenia hebefrênica*
Inicia mais jovem - crianças
Mudanças afetivas proeminentes.
Delírios e alucinações fugazes e fragmentários – paciente 
bastante desorganizado.
Comportamento irresponsável, imprevisível.
Maneirismo
Esquizofrenia indiferenciada
Não satisfaz nenhum outro subtipo de classificação.
Apresenta aspecto de mais de um tipo de esquizofrenia
Depressão pós-esquizofrênica
Episódio depressivo surgindo após um surto ou início da 
doença
Alguns sintomas esquizofrênicos ainda presentes, mas não 
dominam mais o quadro clínico
Aumento de risco de suicídio
Esquizofrenia residual
Progressão clara do transtorno para um estágio mais tardio
Sintomas negativos proeminentes (retardo psicomotor), 
hipoatividade, afeto embotado, passividade, falta de iniciativa, 
Esquizofrenia 3
Afeto superficial e inadequado.
Pensamento desorganizado/discurso incoerente.
Início precoce (infância/adolescência)
Prognóstico ruim – predomínio dos sintomas negativos
Esquizofrenia catatônica*
Perturbações psicomotoras proeminentes.
Alternâncias entre extremos: hipercinesia e estupor; obediência 
automática e negativismo.
Atitudes e posturas forçadas – durante um longo período.
Episódios de agitação violenta.
Mutismo, rigidez, flexibilidade cérea (põe o paciente em uma 
posição e ele fica - cera), perseveração de palavras e frases.
pobreza da quantidade ou do conteúdo do discurso, 
comunicação não verbal pobre, desempenho social pobre)
Esquizofrenia simples
Incomum
Desenvolvimento insidioso e progressivo de conduta estranha
Incapacidade para atender exigências da sociedade.
Declínio no desempenho total
Delírios e alucinações não são evidentes
Aspectos negativos se desenvolvem sem serem precedidos por 
nenhum sintoma francamente psicótico
Conduta vagante, indivíduo absorto em si, inativo e sem 
objetivo. Maioria dos pacientes mendigos
Fases clínicas da Esquizofrenia
Pródromos
Fase aguda (surto)
Estabilização
Manutenção
Pródromos
Diagnóstico diferencial
Doenças do SNC
Doenças sistêmicas
Medicamentos (corticoide, medicamentos para perda de peso, medicações AIDS)
Transtornos psiquiátricos (transtornos esquizofreniformes, transtornos de humor, transtornos delirantes, transtorno esquizoafetivo, 
transtorno de personalidade, farmacodependência/substâncias psicoativas).
Risco de suicídio
50% tentam suicídio
15% cometem suicídio
Tratamento
Psicofarmacoterapia eficaz
Clorpromazina – década de 50
ECT, psicoterapia de apoio/grupo, terapias ocupacionais, associações de pacientes e familiares.

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