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Segurança do
paciente cirúrgico
Prof.ª Loreta Lacerda Cáo Toffano
Descrição
Protocolo de cirurgia segura, prevenção de infecção de sítio cirúrgico:
conceito e identificação dos cuidados relacionados à eletrocirurgia e
gestão de enfermagem no perioperatório.
Propósito
O conhecimento sobre protocolos relacionados ao cuidado do paciente
cirúrgico possibilita uma assistência à saúde segura e de qualidade em
todas as etapas de uma cirurgia.
Objetivos
Módulo 1
Protocolo de cirurgia segura
Analisar o protocolo de cirurgia segura.
Módulo 2
Prevenção de infecção de sítio cirúrgico
19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 1/55
Reconhecer a importância da prevenção de infecção de sítio
cirúrgico.
Módulo 3
Eletrocirurgia
Relacionar o conceito de eletroterapia aos cuidados necessários a
sua execução.
Módulo 4
Gestão de enfermagem no perioperatório
Identificar a gestão de enfermagem no perioperatório.
Introdução
A estadia do paciente no centro cirúrgico (CC), por mais que
breve, sempre apresenta um risco à lesão ou até mesmo a
complicações, seja devido a fatores relacionados à
vulnerabilidade, à comorbidade ou ao processo anestésico, seja
devido a diversos procedimentos invasivos que ocorrem em uma
sala da operação (SO), sendo de suma importância a equipe
multidisciplinar preparada e qualificada para atuação nessa área.
Entendemos que os pacientes submetidos a um procedimento
cirúrgico sempre serão expostos a diferentes riscos. Logo, todos
os profissionais envolvidos precisam estar atentos a qualquer
anormalidade, de forma a proporcionar um ambiente seguro
durante toda a permanência do paciente no centro cirúrgico.

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1 - Protocolo de cirurgia segura
Ao �nal deste módulo, você será capaz de analisar o protocolo de cirurgia segura.
Processo cirúrgico seguro
Etapas do procedimento de cirurgia
Segundo Carvalho e Bianchi (2007), o procedimento cirúrgico é hoje em
dia uma das modalidades terapêuticas utilizadas para o diagnóstico e o
tratamento de muitas doenças.
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O ambiente do centro cirúrgico (CC) deve possuir finalidades e objetivos
claramente definidos dentro da estrutura hospitalar, a fim de gerar
atendimento diferenciado, segurança e satisfação ao paciente atendido.
Todo paciente cuidado pela equipe de enfermagem deve ser tratado da
forma mais segura possível, livre de danos, porém, no CC, em especial,
encontra-se em uma situação única de vulnerabilidade.
Nesse sentido, quando submetido ao processo anestésico, é reduzida
de forma considerável a reação a qualquer meio externo, e grande parte
dos cuidados necessários à sua segurança está relacionada à
assistência de enfermagem.
A entrada dos pacientes na
sala de operação constitui
risco para infecção,
comprometimento da
integridade da pele,
temperatura corporal
alterada, dé�cit no volume de
líquidos e lesões relacionadas
ao posicionamento e riscos
químicos, elétricos e físicos.
(MEEKER; ROTHROCK, 1995, p. 18)
Para melhor compreensão e atuação dos profissionais de enfermagem,
devemos conhecer as etapas do processo cirúrgico. Vejamos quais são!
Período pré-operatório
Este é o período que antecede a cirurgia. É caracterizado pelo
preparo do paciente tanto física quanto emocionalmente para o
procedimento cirúrgico.
Período transoperatório
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O período transoperatório começa com a entrada do paciente no
CC e termina na admissão da recuperação pós-anestésica (RPA).
É neste momento que ocorre o procedimento cirúrgico.
Período pós-operatório
Este período é dividido em pós-operatório (PO) imediato (até 24
horas após), mediato (de 24h a 7 dias) e tardio (a partir de 7 dias
de PO). Começa na admissão na RPA e se estende até 90 dias
após a cirurgia.
No período operatório, são necessários cuidados específicos. Logo, é
fundamental que o enfermeiro desenvolva habilidades e competências
de enfermagem cirúrgica para implementar a assistência à saúde de
forma efetiva e segura.
Aliança Mundial para a Segurança do Paciente
Ao longo dos anos, foram elaborados diversos protocolos para
estabelecer a máxima segurança do paciente. Em outubro de 2004, foi
lançada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a Aliança Mundial
para a Segurança do Paciente, que possui alguns desafios globais.
O primeiro desafio global está relacionado às infeções que acometem o
paciente e se vinculam diretamente à assistência prestada. Logo, para
os pacientes cirúrgicos, foram elaboradas estratégias para a prevenção
dessas infecções, logo, para os pacientes cirúrgicos, foram elaboradas
estratégias para prevenção dessas infecções de forma generaliza.
O segundo desafio global tem atenção voltada especificamente para o
paciente cirúrgico, com o objetivo de aumentar os padrões de qualidade
nos seguintes pontos:
As ISC são as causas mais comuns de complicações
relacionadas à cirurgia.
Ainda é uma das causas que levam o paciente cirúrgico a óbito
em todo o mundo. Os protocolos criados visam diminuir
Prevenção de infeções de sítio cirúrgico (ISC) 
Anestesia segura 
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drasticamente esses óbitos.
O conhecimento teórico e prático de toda a equipe é fundamental
para fornecer assistência de qualidade e segurança, evitando
lesões ao paciente cirúrgico.
Hoje em dia, ainda há poucos dados que possam ser analisados
para auxiliar a criação de estratégias para evitar óbitos e lesões
aos pacientes cirúrgicos. Contudo, com os instrumentos criados,
os gestores podem analisar esses indicadores e tomar
providências médicas eficazes.
Mediante esses objetivos, foram criados instrumentos (checklists) para
cada período cirúrgico.
Checklist de cirurgia segura
Quando realizar as veri�cações de segurança
do processo cirúrgico?
Em 2008, a OMS lançou a campanha mundial “Cirurgias seguras salvam
vidas”, com o objetivo reduzir os riscos e promover uma assistência de
cirurgia segura ao paciente. Disso resultou a criação dos checklists,
instrumento para ajudar as equipes e assegurar que elas sigam as
etapas críticas de segurança de maneira consistente, minimizando os
riscos evitáveis mais comuns no paciente cirúrgico.
Para a elaboração e o desenvolvimento dos checklists, foram utilizados
os seguintes princípios:
Simplicidade
Ser simples e fácil de ler e responder.
Ampla aplicabilidade
Equipes cirúrgicas seguras 
Indicadores de assistência cirúrgica 
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Aplicáveis em todos os cenários dentro do CC.
Possibilidade de mensuração
Avaliar em números os eventos ocorridos.
O checklist de cirurgia segura deve ser realizado em três momentos por
todos os membros da equipe cirúrgica (equipe de enfermagem,
anestesista e cirurgião), e marcado com um “x” nas opções
confirmadas. Vamos entender quais são esses momentos:
Antes da indução anestésica, deve-se:
Verificar a identidade do paciente de acordo com a pulseira
de identificação, a confirmação verbal do paciente e o
prontuário;
Identificar o sítio cirúrgico conforme marcação na agenda
cirúrgica, registro no prontuário e exames;
Confirmar com o paciente o procedimento a ser realizado,
com assinatura do termo de consentimento pelo paciente
ou responsável legal;
Verificar segurança anestésica, monitoramento, alergias e
riscos.
Antes do início do procedimento cirúrgico:
Toda a equipe deve ser identificada;É necessário obter a confirmação verbal do paciente sobre
identidade, sítio cirúrgico e procedimento;
A equipe deve prever se ocorrerá eventos críticos e
necessidades de materiais para a realização do
procedimento;
Deve-se verificar se foi realizada a profilaxia antimicrobiana
60 minutos antes do procedimento, e se existem exames
de imagem que serão necessários para a cirurgia.
Antes da saída do paciente da sala, deve-se:
Sign in 
Time out 
Sign out 
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Confirmar o nome do procedimento, a contagem dos
materiais utilizados;
Verificar se existe peça de anatomopatologia e se está
identificada corretamente;
Realizar registro e solicitar manutenção se houver
problemas com os equipamentos e materiais;
Verificar medidas para o cuidado na recuperação pós-
operatória.
Os registros de todas as etapas do procedimento cirúrgico devem ser
anotados em prontuário ou impressos específicos da instituição.
Veja as informações que são abordadas no checklist de cirurgia segura
elaborado pela OMS e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa):
Antes da indução anestésica
(Na presença de, pelo menos, membro da equipe de
enfermagem e do anestesiologista)
O paciente confirmou a sua identidade, o local da cirurgia, o
procedimento e seu consentimento?
(   ) Sim
O local está demarcado?
(   ) Sim (   ) Não aplicável
Foi concluída a verificação do equipamento de anestesiologia e
da medicação?
(   ) Sim
O oxímetro de pulso está colocado no paciente e funcionando?
(   ) Sim
O paciente possui:
Alergia conhecida?
(   ) Não (   ) Sim
Via aérea difícil ou risco de aspiração?
(   ) Não (   ) Sim, e equipamentos/assistência disponíveis
Risco de perda sanguínea > 500mL (7mL/kg para crianças)?
(   ) Não (   ) Sim, e 2 acessos intravenosos ou 01 acesso
central e fluidos previstos
Antes da incisão cirúrgica
(Na presença da equipe de enfermagem, do anestesiologista e
do cirurgião)
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Confirmar que todos os membros se apresentaram, indicando
nome e função.
Confirmar o nome do paciente, o procedimento e onde será
aplicada a incisão.
A profilaxia antimicrobiana foi administrada nos últimos 60
minutos?
(   ) Sim (   ) Não aplicável
Prevenção de Eventos Críticos
Para o Cirurgião:
Quais são as etapas críticas ou não rotineiras?
Qual a duração do caso?
Qual a quantidade de perda de sangue prevista?
Para o Anestesiologista:
Há alguma preocupação especificamente relacionada ao
paciente?
Para a Equipe de Enfermagem:
Foi confirmada a esterilização (incluindo os resultados
indicadores)?
Há alguma preocupação ou problema com relação aos
equipamentos?
Os exames de imagens essenciais estão disponíveis?
(   ) Sim (   ) Não aplicável
Antes da saída do paciente da sala cirúrgica
(Na presença da equipe de enfermagem, do anestesiologista e
do cirurgião)
O membro da equipe de enfermagem confirma verbalmente:
O nome do procedimento.
A conclusão da contagem de instrumentos, compressas e
agulhas.
A identificação das amostras (ler as identificações das
amostras em voz alta, inclusive o nome do paciente).
Se há quaisquer problemas com os equipamentos a serem
resolvidos.
Para o Cirurgião, o Anestesiologista e a Equipe de Enfermagem:
Quais são as principais preocupações para a recuperação e o
manejo deste paciente?
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Atenção: Acréscimos e modificações desta lista para a
adaptação à prática local são incentivados.
O protocolo de cirurgia segura deve ser aplicado em todas as unidades
de saúde pela equipe do CC, que deve verificar todos os itens e registrar
em impressos específicos de cada instituição de saúde.
Atividade discursiva
Imagine que você é o enfermeiro de plantão no CC e recebe uma
senhora de 70 anos para uma cirurgia ortopédica. Ao receber a paciente
no CC, realiza o checklist de cirurgia segura que foi padronizado na
instituição. Durante a conferência, percebe que a paciente não havia
retirado a prótese dentária no quarto, por conta da vergonha de ficar
sem os dentes. E a rotina é que os pacientes retirem todas as próteses e
todos os adornos.
Neste caso, que procedimento deve ser realizado para garantir que
esses itens realmente foram retirados?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Assim, como forma de garantir que esses itens realmente foram
retirados, os profissionais de enfermagem que recebem esse
paciente realizam a conferência do checklist. Você removerá a
prótese dentária, embalará e identificará, explicando à paciente o

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motivo pelo qual se deve retirar todos os adornos antes da
cirurgia.
Desa�os da cirurgia segura
Erros graves nos processos cirúrgicos
Um grande problema que ocorre nos processos cirúrgicos é a retenção
de objetos na cavidade cirúrgica, evento que é 100% evitável, quando a
equipe cirúrgica está previamente atenta e treinada. O esquecimento de
qualquer material dentro da cavidade pode gerar complicações para o
paciente, como infecções generalizadas, obstrução e perfuração de
órgãos, e até a morte.
Para evitar esse erro gravíssimo, é dever da equipe de enfermagem
(circulante de sala), instrumentador cirúrgico e cirurgião realizar a
revisão dessa cavidade antes de iniciar o processo de sutura. Ao final do
procedimento, é necessário verificar se todos os instrumentais
cirúrgicos, gazes, compressas e agulhas de fios utilizados foram
retirados.
O enfermeiro tem o papel de liderança na implementação
de medidas para rotina da checagem, que devem ser
registradas em impressos especí�cos.
O instrumentador e a equipe de enfermagem devem verificar a
quantidade de materiais dentro de cada caixa cirúrgica e realizar a
contagem ao final da cirurgia, bem como fazer o controle de pacotes de
gazes e compressas que foram abertas e quantas foram retiradas ao
final do procedimento.
Independentemente do porte e do tipo da cirurgia, incluindo as de
emergência e urgência, a contagem do material deve ser realizada. Se o
número de material não for o mesmo do início do procedimento, o
cirurgião deverá ser notificado imediatamente, para realizar nova
inspeção na cavidade e solicitar exame de raios X, caso necessário.
Atenção!
Os instrumentos que são desmontáveis devem ser cuidadosamente
inspecionados antes e após o uso. Todas as gazes e compressas que
entram em cavidade devem ser do tipo radiopacas, apresentando fita
azul, que aparece em raios X, caso fique dentro da cavidade.
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Dez objetivos essenciais para segurança
cirúrgica
No protocolo criado pela OMS (“Cirurgias seguras salvam vidas”), foram
estabelecidos dez objetivos para os profissionais de saúde que atuam
no CC, com a finalidade de fornecer segurança ao paciente cirúrgico
(BRASIL, 2009, p. 17):
1. Objetivo: “A equipe operará o paciente certo e o sítio cirúrgico
certo.”
2. Objetivo: “A equipe usará métodos conhecidos para impedir danos
na administração de anestésicos, enquanto protege o paciente da
dor.”
3. Objetivo: “A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada
para perda de via aérea ou de função respiratória que ameacem a
vida.”
4. Objetivo: “A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada
para o risco de grandes perdas sanguíneas.”
5. Objetivo: “A equipe evitará a indução de reação adversa a drogas
ou reação alérgica sabidamente de risco ao paciente.”
�. Objetivo: “A equipe usará de maneira sistemática métodos
conhecidos paraminimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico.”
7. Objetivo: “A equipe impedirá a retenção inadvertida de compressas
ou instrumentos nas feridas cirúrgicas.”
�. Objetivo: “A equipe manterá seguros e identificará precisamente
todos os espécimes cirúrgicos.”
9. Objetivo: “A equipe se comunicará efetivamente e trocará
informações críticas para a condução segura da operação.”
10. Objetivo: “Os hospitais e os sistemas de saúde pública
estabelecerão vigilância de rotina sobre capacidade, volume e
resultados cirúrgicos.”
Segurança do paciente na mesa
cirúrgica
Você sabe como posicionar o paciente cirúrgico na mesa de cirurgia de
modo que ofereça segurança durante o procedimento cirúrgico e evite
lesões? Confira no vídeo!

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
No período pré-operatório, a meta é que o paciente tenha o maior
número possível de informações referentes à sua condição de
saúde. Muitos fatores podem levar a complicações. Sobre o sign in,
é necessário:
I. Confirmar a identidade do paciente de acordo com pulseira de
identificação, confirmação verbal do paciente e prontuário.
II. Verificar segurança anestésica, monitoramento, alergias e riscos.
III. Considerar que a assinatura do termo da cirurgia por outra
pessoa responsável é um fator de risco para complicações
cirúrgicas.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Parabéns! A alternativa B está correta.
De acordo com o sign in, o enfermeiro deve confirmar a identidade
do paciente, verificando a pulseira de identificação, a confirmação
verbal do paciente e o prontuário, bem como avaliar as condições
do paciente em relação a procedimento anestésico, monitoramento,
alergias e riscos. A questão da assinatura do termo da cirurgia por
outra pessoa responsável não é um fator de risco para a cirurgia.
A I e III.
B I e II.
C I apenas.
D II apenas.
E III apenas.
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Questão 2
Para evitar erros durante o procedimento cirúrgico, é dever da
equipe de enfermagem (circulante de sala), do instrumentador
cirúrgico e do cirurgião realizar a revisão da cavidade antes do
término da cirurgia, verificando a contagem de
Parabéns! A alternativa A está correta.
Antes de realizar o fechamento da cavidade que foi operada, é
dever da equipe médica, do instrumentador e do circulante de sala
realizar a contagem e a conferência de instrumentais cirúrgicos,
gazes, compressas e agulhas de fios.
A
instrumentais cirúrgicos, gazes, compressas e
agulhas de fios.
B instrumentais cirúrgicos e agulhas.
C gazes e compressas.
D agulhas e fios.
E apenas os instrumentais cirúrgicos.
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2 - Prevenção de infecção de sítio cirúrgico
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a importância da prevenção de infecção
de sítio cirúrgico.
Infecção de sítio cirúrgico
De�nição e tipos de ISC
A ISC é uma das principais infecções hospitalares no Brasil e no mundo.
Na maioria das vezes, essa infecção pode ser prevenida e evitável.
Nesse caminhar, um dos objetivos da campanha mundial “Cirurgias
seguras salvam vidas” é a prevenção da ISC, pois é uma das causas
mais comuns de complicações de cirurgias.
Vamos entender o que é a ISC?
É toda infecção que afeta a ferida cirúrgica, podendo se estender em até
um ano após o procedimento cirúrgico. Essa infecção pode ocorrer em
qualquer ferida cirúrgica e está relacionada a diversos fatores, como:
Idade do paciente
Estado nutricional
Presença de trauma
Tempo do procedimento cirúrgico
Local e classificação da cirurgia
Para a classificação da ISC, é necessário entendermos o plano
anatômico e os tecidos abordados no ato cirúrgico. Para isso, vamos
observar a seguinte imagem:
19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico
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Classificação da infecção de sítio cirúrgico.
Como podemos ver, há três tipos de ISC:
ISC super�cial
Afeta pele e tecido celular subcutâneo. Pode aparecer até 30 dias
após a ciruriga.
ISC profunda
Afeta fáscia muscular e músculo. Pode aparecer até 30 dias após
a cirurgia ou até 1 ano, se houver colocação de implantes.
ISC de órgão ou cavidade
Afeta órgãos e cavidade. Pode aparecer até 30 dias ou até 90
dias após a cirurgia, ou se estender até 1 ano, se houver
colocação de próteses.
Veja a imagem de uma ISC do local de amarração da veia safena magna
esquerda após cirurgia cardíaca:
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ISC do local de amarração da veia safena magna esquerda após cirurgia cardíaca.
Classi�cação das cirurgias
Um dos fatores de risco para as ISCs é a localização e o tipo de cirurgia
em relação ao potencial de contaminação. Devido a isso, em 1964, a
National Academy of Sciences (Academia Nacional de Ciência), por
meio do National Research Council (Conselho Nacional de Pesquisa),
elaborou uma classificação para as feridas cirúrgicas, segundo esse
potencial.
Assim, as cirurgias passaram a ser classificadas da seguinte maneira
(SÃO PAULO, 2006, p. 1):
“Aquela que apresenta o sítio cirúrgico sem sinais de inflamação,
sem contato com trato respiratório, alimentar, genital e urinário.
O fechamento deve ser primário com drenagem quando
necessária fechada.”
“Aquela que apresenta o sítio cirúrgico [em mucosas], como os
tratos respiratório, genital, gastrintestinal ou urinário.”
“Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra
importante de técnica asséptica ou grande contaminação do
trato gastrintestinal. Cirurgias que entram no trato urinário com
Cirurgia limpa 
Cirurgia potencialmente contaminada 
Cirurgia contaminada 
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urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias em
que é achado tecido inflamatório agudo não purulento.”
“Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado, corpo
estranho, contaminação fecal, quando há perfuração inesperada
de víscera.” Obrigatoriamente, há presença de exsudato
purulento.”
Para facilitar o entendimento, veja os exemplos a seguir:
Cirurgia infectada 
 Cirurgia limpa
conhecer esses indicadores e critérios de prevenção da ISC:
O enfermeiro deve verificar e analisar esses indicadores para garantir a
segurança do paciente. Se não forem adequados, o profissional de
enfermagem deve realizar reunião com os gerentes dos outros setores
para traçar estratégias, a fim de efetivar as ações dos indicadores. Veja:
Indicadores
Fonte de
informação
Critérios para avaliação
Tempo de
internação pré-
operatória
Prontuário
do paciente
Adequada: se menor ou
24 horas.
Não se aplica à cirurgia
ambulatorial e não eleti
Tricotomia (tempo) Prontuário
do paciente
Verificar
horário da
Adequada: realizada até
antes da cirurgia.
Não adequada: se realiz
Presença de exudato purulento: apendicectomia
supurada e laparotomia exploradora com
extravasamento de fezes na cavidade abdominal.
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Indicadores
Fonte de
informação
Critérios para avaliação
tricotomia e
de início da
cirurgia
mais de 2 horas ou fora
unidade de saúde.
Tricotomia
(método)
Prontuário
do paciente
Adequada: realizada co
tricotomizador ou tesou
Não adequada: lâmina d
barbear, lâmina de bistu
Antissepsia do
campo operatório
com solução
adequada
Observação
direta no
início da
cirurgia ou
registro no
prontuário
Adequada: realizada pri
com antisséptico deger
após alcoólico.
Não adequada: apenas 
um dos antissépticos.
Realização da
antibioticoprofilaxia
até 1 hora antes da
incisão cirúrgica
Prontuário
do paciente
Adequada: quando for
administrado o antibiót
hora antes da cirurgia.
Não adequada: qualque
acima de 1 hora.
Duração da
antibioticoprofilaxia
com menos de 24
horas
Prontuário
do paciente
Avaliar a prescrição do
anestesista nas primeir
horas.
Controle glicêmico
em cirurgia
cardíaca
Prontuário
do paciente
e exames
médicos
Adequada: 200mg/dL n
primeiras 6 horas no pó
operatório.
Não adequada: se não f
realizada ou se for maio
200mg/dL nas primeira
de pós-operatório.
Controle térmico
em cirurgia
colorretal
Prontuário
do paciente
Verificar
controle de
temperatura
registrado
pelo
anestesista
Adequada: normotermia
todo o procedimento cir
Não adequada: hipoterm
hipertermia durante o
procedimento cirúrgico
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Indicadores
Fonte de
informação
Critérios para avaliação
Número de caixas
cirúrgicas com
registro de
inspeção
Prontuário
do paciente
ou
impresso
de registro
específico
da
instituição
Adequada: se houver re
presença de indicadore
químicos e biológicos d
processo de esterilizaçã
Não adequada: quando 
registro das condições 
indicadores dos materia
Tabela: Descrição dos indicadores de processo.
Adaptada de Brasil, 2013, p. 21.
Recomendações da Organização
Mundial da Saúde
Pré, intra e pós-operatório
A OMS (WHO, 2016) fez diversas recomendações para o pré, intra e pós-
operatório, a fim de diminuir o risco de ISC. Segundo Mattos (2018),
algumas delas são:
Banho pré-operatório
“É uma boa prática clínica o paciente tomar banho antes da
cirurgia. Um sabonete simples ou antimicrobiano pode ser
usado para este fim (condicional/evidência moderada).”
Momento ideal para a pro�laxia antimicrobiana
cirúrgica pré-operatória
“Administração de profilaxia antimicrobiana em até 60 minutos
antes da incisão, considerando a meia-vida do antibiótico”.
Observação
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 22/55
“Comparando diferentes intervalos de tempo (120min, 60min
ou 30min antes da incisão), não demonstra diferença
significativa, sendo importante apenas observar a meia-vida do
antibiótico para escolher o melhor momento para
administração”.
Preparação mecânica do intestino e uso de
antibióticos orais
“Antibióticos orais pré-operatórios combinados com a
preparação mecânica do intestino devem ser usados para
reduzir o risco de ISC em pacientes adultos submetidos à
cirurgia colorretal eletiva”.
Tricotomia
“Em pacientes submetidos a qualquer procedimento cirúrgico,
cabelos/pelos não devem ser removidos ou, se absolutamente
necessário, devem ser removidos apenas com máquinas de
cortar (tricotomizador elétrico) antes do ato cirúrgico”.
Preparação do sítio cirúrgico
“Soluções antissépticas alcoólicas à base de gluconato de
clorexidina para a preparação da pele do sítio cirúrgico em
pacientes que serão submetidos a cirurgias”.
Preparação das mãos para a cirurgia
“A preparação das mãos para a cirurgia deve ser realizada,
esfregando-as com degermante antimicrobiano apropriado e
água, ou friccionando com preparação alcoólica antes de
calçar luvas estéreis. O tempo do procedimento deve ser de 3 a
5 minutos para a primeira cirurgia do dia, e de 2 a 3 minutos
para as cirurgias subsequentes, se realizadas dentro de 1 hora
após a 1ª fricção”.
Melhoria do suporte nutricional
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“Considerar a administração de fórmulas nutricionais orais ou
entéricas reforçadas com múltiplos nutrientes, com a finalidade
de prevenir ISC em pacientes com baixo peso que passarão por
grandes cirurgias”.
Suspensão perioperatória de agentes
imunossupressores
“Não interromper medicações imunossupressoras antes da
cirurgia, com a finalidade de prevenir ISC”.
Oxigenação perioperatória
“Pacientes adultos submetidos à anestesia geral com
intubação endotraqueal para procedimentos cirúrgicos devem
receber uma fração de 80% de oxigênio inspirado (FiO2) no
intraoperatório e, se possível, no pós-operatório imediato por 2-
6 horas, para reduzir o risco de ISC”.
Manutenção da temperatura corporal normal
(normotermia)
“Uso de dispositivos de aquecimento na sala de cirurgia e
durante o procedimento cirúrgico para o aquecimento do corpo
do paciente, com a finalidade de reduzir ISC”.
Uso de protocolos para controle intensivo de glicemia
no perioperatório
“Utilização de protocolos para o controle perioperatório
intensivo da glicemia tanto para pacientes adultos diabéticos
quanto não diabéticos submetidos a procedimentos cirúrgicos,
para reduzir o risco de ISC”.
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Manutenção do controle adequado do volume
circulante/normovolemia
“Utilização de terapia com fluidos guiada por objetivos no
intraoperatório, para reduzir o risco de ISC”.
Campos e aventais cirúrgicos
“Tanto campos estéreis de tecido reutilizáveis quanto campos
estéreis descartáveis que não sejam de tecido, assim como
aventais cirúrgicos, podem ser utilizados durante cirurgias com
o objetivo de prevenir ISC”.
Suturas revestidas com antimicrobianos
“Utilização de suturas revestidas com triclosan, com a
finalidade de reduzir o risco de ISC, independentemente do tipo
de cirurgia”.
Veja o exemplo de uma ferida infectada:
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Ferida infectada.
Confira agora a importância da esterilização de materiais a fim de
minimizar os casos de infecção. Vamos ao vídeo!
ISC x esterilização de materiais
Veja a seguir a ISC relacionada às falhas do processo de esterilização
dos materiais cirúrgicos processados na CME.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Como forma de prevenção de infecção de sítio cirúrgico, a Anvisa
recomenda que a profilaxia com antibiótico seja feita em até
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Parabéns! A alternativa A está correta.
Conforme preconizado pela Anvisa, para que a profilaxia das ISCs
seja eficaz, deve ser administrado antibiótico em até 60 minutos (1
hora) antes da incisão cirúrgica. Se a profilaxia for realizada muito
tempo antes da incisão cirúrgica, poderá não ter o efeito esperado,
e se for realizada no pós-operatório, poderá haver contaminação do
sítio cirúrgico durante o ato cirúrgico.
Questão 2
(CPCON - Prefeitura de Sapé - PB - Técnico em Enfermagem - 2020)
Sobre os tipos de cirurgias, é correto afirmar que
A uma hora antes da incisão cirúrgica.
B uma hora antes da indução anestésica.
C doze horas antes do início da cirurgia.
D no pré-operatório imediato.
E no pré-operatório mediato.
A
cirurgia potencialmente contaminada é aquela em
que as lesões traumáticas são antigas e
apresentam tecido desvitalizado, corpo estranho,
contaminação fecal, quando há perfuração
inesperada de víscera. Um exemplo é a perfuração
intestinal.
B
cirurgia limpa é aquela que apresenta o sítio
cirúrgico nos tratos respiratório, genital,
gastrintestinal ou urinário, como a nefrectomia.
C
cirurgia limpa é aquela que apresenta o sítio
cirúrgico sem sinais de inflamação, sem contato
com trato respiratório, alimentar, genital e urinário. O
fechamento deve ser primário com drenagem,
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Parabéns! A alternativa C está correta.
Conforme a classificação das cirurgias segundo o potencial de
contaminação, a cirurgia limpa apresenta o sítio cirúrgico livre de
sinais de inflamação, sem contato com as mucosas do trato
respiratório, alimentar, genital e urinário. Já a cirurgia
potencialmente contaminada apresenta o sítio cirúrgico localizado
em mucosas como as do trato respiratório, genital, gastrintestinal
ou urinário. A cirurgia contaminada é originária de lesões
traumáticas antigas e apresenta tecido desvitalizado, corpo
estranho, contaminação fecal, e quando há perfuração de víscera. E
a cirurgia infectada é aquela em que a área a ser operada tem
presença obrigatória de exsudato purulento no sítio cirúrgico.
3 - Eletrocirurgia
Ao �nal deste módulo, você será capaz de relacionar o conceito de eletroterapia aos cuidados
necessários a sua execução.
quando necessária, fechada. Exemplos: angioplastia
e revascularização miocárdica.
D
cirurgia infectada é aquela em que o sítio cirúrgico
não apresenta sinais de inflamação, e sim de
infecção, sem contato com trato respiratório e
alimentar, apenas com o reto. Exemplo:
hemorroidectomia.
E
nas cirurgias potencialmente contaminadas, há
obrigatoriamente presença de exsudato purulento, a
exemplo da perfuração intestinal.
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Bisturi elétrico
Funções do eletrocautério
Com a evolução de tecnologias, cujo objetivo é minimizar lesões e
agilizar cirurgias, muitos equipamentos foram criados ao longo dos
anos. Um deles é o eletrocautério ou bisturi elétrico, utilizado na unidade
de eletrocirurgia.
Cirurgia com bisturi elétrico cortando os tecidos.
Esse equipamento surgiu da necessidade de agilizar o processo de
hemostasia (controle do sangramento de vasos), proporcionando uma
cirurgia mais segura e mais rápida.
Seu papel é transformar a corrente elétrica de baixa frequência em alta
frequência, em calor, para poder exercer suas funções.
O bisturi elétrico desempenha três funções básicas:
Dissecção (corte)
Mesma função do bisturi frio (de lâmina), porém, já realiza por
meio do calor a cauterização (redução do sangramento) de
pequenos vasos.
Coagulação
Quando aplicado o calor da ponta do bisturi em um vaso que está
sangrando, há um processo de coagulação do sangue desse
vaso, levando à hemostasia.
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Fulguração
Realiza uma coagulação superficial, indicada para remover
pequenas proliferações celulares cutâneas e manchas.
Ciclo de entrada e saída de energia elétrica
Mesmo com o desenvolvimento tecnológico e a inovação no campo da
cirurgia, é necessário usar o bisturi elétrico de forma correta, e
profissionais devem ser treinados para evitar acidentes.
Como estamos falando de um equipamento eletrizado, pois seu
funcionamento depende de corrente elétrica, e sua aplicação em tecidos
ocorre por meio de uma corrente elétrica que aquece a ponteira, o
cuidado maior é para evitar queimaduras, que podem ocorrer durante a
utilização do eletrocautério.
Para entendermos como a energia utilizada no bisturi elétrico funciona,
devemos pensar que tudo que entra no organismo deve sair de alguma
maneira. Logo, a energia que entra no corpo do paciente por meio da
ponta da caneta do bisturi precisa sair. Essa energia procura algum
ponto de saída, que é a placa dispersiva. Se essa placa não estiver no
local correto, a energia poderá sair por outro local, ocasionando uma
queimadura.
Os tipos mais comuns de bisturi elétrico são:
Bisturi monopolar
Necessita da utilização de placa dispersora para poder fazer o ciclo de
entrada e saída de energia elétrica no paciente.
Bisturi bipolar
Seu ciclo de entrada e saída de energia elétrica é feito por meio da
própria caneta do bisturi elétrico.
Unidade de eletrocirurgia
Principais equipamentos eletrocirúrgicos
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Vamos conhecer os equipamentos que compõem a unidade de
eletrocirurgia!
Unidade de bisturi elétrico
É a conexão entre os outros elementos e a fonte de energia, que
converte a energia em monopolar e bipolar. É o cirurgião que escolhe a
intensidade do corte e da coagulação. Nela, conecta-se a placa de
dispersão, o pedal ou a caneta de bisturi. A parte de cor amarela do
display é para a regulação do corte do bisturi, e a azul, para a regulação
da coagulação, veja:
Unidade de bisturi elétrico.
Pedal de acionamento de corte e coagulação
O pedal é conectado quando não há caneta acionada na mão. Tem a
função de corte e coagulação. Deve ser colocado na direção do pé do
cirurgião.
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Pedal de acionamento de corte e coagulação.
Caneta de bisturi elétrico
As canetas de bisturi podem ser acionadas pelo pedal. Em seu corpo,
existem botões para corte e coagulação. São monopolares ou bipolares
e podem ter as ponteiras de diversas formas, de acordo com o local e o
procedimento cirúrgico.
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Caneta de bisturi monopolar.
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Caneta de bisturi bipolar.
Placa dispersiva
É a placa que será colocada em área adequada no paciente, para
dispersar a energia elétrica que entra por meio do bisturi elétrico. Pode
ser de metal ou emborrachada.
Placa dispersiva.
Cuidados na colocação da placa dispersiva
Para a segurança do paciente, o mais importante item da unidade de
eletrocirurgia é a placa dispersiva, pois ela absorverá a energia elétrica
introduzida por meio da caneta de bisturi.
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Queimadura de 3º grau no sítio da placa dispersiva.
Se a placa não for inserida, ou for colocada em local inadequado ou
molhado, o paciente poderá sofreruma queimadura de difícil
cicatrização. É um dos mais graves acidentes relacionados ao processo
cirúrgico.
Essas queimaduras são extremamente graves, pois o processo de lesão
ocorre de dentro para fora, queimando todos os tecidos internos
(peritônio, músculos, aponeurose e tecido celular subcutâneo) e a pele.
As queimaduras são graves, de 3º grau, e precisam de cuidado e tempo
para tratamento.
Na maioria das vezes, é necessária uma nova intervenção cirúrgica para
desbridamento e enxerto, e sempre ficam cicatrizes e sequelas, de
acordo com área afetada. Por isso, o cuidado com a colocação da placa
dispersiva deve ser redobrado e verificado por toda a equipe da sala de
cirurgia. Observe as imagens:
Queimadura na região do flanco (à esquerda) e mesa cirúrgica com exposição da parte metálica de
formato coincidente com o da queimadura (à direita).
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Outros riscos ainda estão associados à utilização do bisturi elétrico.
Confira!
Exemplo
Um bebê teve o rosto queimado durante uma cirurgia. A investigação do
ocorrido concluiu que a utilização de antisséptico inflamável para a
limpeza da pálpebra (local da cirurgia) e as fagulhas geradas pelo bisturi
elétrico durante o procedimento fizeram uma explosão, causando
grandes queimaduras no rosto da menina de um ano de idade (G1 MG,
2018).
Como já sabemos, quando a placa é colocada em local não adequado, a
energia elétrica pode procurar outro local para se dissipar, gerando a
queimadura.
Quando ocorre esse tipo de lesão no paciente
cirúrgico, toda a equipe de cirurgia pode ser
processada judicialmente por imperícia e negligência,
já que é uma lesão 100% evitável se a equipe estiver
atenta para os cuidados na hora da colocação da placa
dispersiva no paciente.
Alguns cuidados devem ser tomados pela equipe de enfermagem na
hora da colocação da placa de dispersão no paciente:
Colocar a placa em local seco, em contato regular e homogêneo, e
em áreas com grande massa muscular, como panturrilha, posterior
de coxa e glúteos.
Não colocar a placa em áreas onde há presença de lesões e
proeminências ósseas.
Evitar áreas com muitos pelos.
Utilizar gel condutor para aumentar a eficiência do contato.
Colocar a placa após o posicionamento do paciente na mesa
cirúrgica, já na posição em que ficará durante a cirurgia.
Inspecionar o fio da placa dispersiva antes de cada uso, para
verificar se não há quebras.
Não deixar a pele do paciente ter contato com superfícies
metálicas.
Verificar no pré-operatório se o paciente tem alguma prótese
metálica. A placa deve ser colocada o mais distante possível da
prótese.
Sempre realizar revisão dos equipamentos antes da cirurgia, bem
como se estão todos conectados corretamente na hora do
processo cirúrgico.
Não utilizar soluções inflamáveis na antissepsia do campo
cirúrgico. Dar preferência a soluções aquosas.
Esterilizar as canetas de bisturi de acordo com o fabricante.
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Treinar periodicamente a equipe sobre a utilização dos
equipamentos, bem como quanto à aquisição de novos
instrumentos.
Atenção!
Pacientes que possuem marcapasso devem ter cuidado diferenciado,
pois a eletricidade dissipada do bisturi elétrico pode interferir na
programação do marcapasso. Nesse caso, é melhor dar preferência ao
uso da caneta bipolar.
Bisturi elétrico
Você sabe a importância de identificar o local correto da placa
dispersiva do bisturi elétrico para evitar lesões de pele por
queimaduras? Assista ao vídeo e entenda.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
No centro cirúrgico, a segurança do paciente no período
intraoperatório deve ser garantida por meio de medidas de
prevenção de eventos adversos. Entre os cuidados de enfermagem
na colocação da placa dispersiva do bisturi elétrico, recomenda-se
A
secar completamente a placa antes de colocá-la no
paciente e retirar toda a umidade da pele.
B
verificar a integridade de fios e conexões da placa
no bisturi, e posicionar a placa sob tecido cicatricial
longe do sítio cirúrgico.
C
retirar completamente a umidade da pele e colocar
a placa sob saliência óssea, distante do sítio
cirúrgico.
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Parabéns! A alternativa D está correta.
Antes de colocar a placa dispersiva do bisturi elétrico, os
profissionais de enfermagem devem verificar a integridade dos fios
e conexões, para garantir o bom funcionamento, e posicionar a
placa em área de contato com massa muscular. O local deve estar
limpo e seco, longe de extremidades ósseas, e o mais próximo
possível da área a ser operada.
Questão 2
A unidade de eletrocirurgia é composta por vários equipamentos,
entre os quais estão
Parabéns! A alternativa E está correta.
D
verificar a integridade dos fios e conexões da placa
no bisturi, e posicionar a placa em área de contato
com massa muscular.
E
colocar a placa em qualquer superfície corpórea e
checar funcionamento do bisturi elétrico.
A
unidade de bisturi elétrico, caneta bipolar e placa
dispersiva.
B
caneta de bisturi elétrico bipolar, pedal de bisturi
elétrico e placa dispersiva.
C
caneta de bisturi elétrico monopolar, pedal de bisturi
elétrico e placa dispersiva.
D
unidade de bisturi elétrico, caneta de bisturi
monopolar, pedal do bisturi elétrico e placa
dispersiva.
E
unidade de bisturi elétrico, caneta de bisturi elétrico
(monopolar ou bipolar), pedal do bisturi elétrico e
placa dispersiva.
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É necessário conhecer os equipamentos da unidade de
eletrocirurgia para evitar possíveis acidentes com o paciente
cirúrgico:
Unidade de bisturi elétrico – aparelho que converte a energia
elétrica em calor.
Canetas de bisturi monopolar ou bipolar – há uma ponta de
metal que entra em contato com o tecido, para realizar o corte
ou a coagulação e pode ser acionada na própria caneta.
Pedal do bisturi elétrico – aciona a função de corte ou
coagulação.
Placa dispersiva – absorve a energia que entrou no corpo do
paciente por meio da caneta.
4 - Gestão de enfermagem no perioperatório
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car a gestão de enfermagem no
perioperatório.
Gestão do centro cirúrgico
Competências do enfermeiro gestor
Para o exercício profissional de enfermagem, o enfermeiro deve
trabalhar pautado em quatro processos:
Cuidar/assistir
Administrar/gerenciar
Ensinar/educar
Investigar/pesquisar
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Para a gestão do centro cirúrgico, é necessário que o enfermeiro gestor
seja responsável por administrar a unidade, exercendo as atividades de
planejamento, organização, direção e controle de todas as equipes de
saúde que trabalham em conjunto no CC e no gerenciamento de toda
assistência que será prestada ao paciente durante sua passagem no
CC.
Para realizar todas essas funções, o enfermeiro deve ter, além do
conhecimento sobre a enfermagem, saberes de gestão e administração,
para facilitar e dinamizar suas atividades e o fluxo de atendimento da
maneira mais eficiente e segura possível.
Conforme descrito por Carvalho e Bianchi (2007), as principais
competências necessárias para o enfermeiro administrar o CC com
eficiência são:
Conhecer todos os métodos e equipamentos utilizados nos
processos cirúrgicos, a fim de garantir o bom funcionamentoe a
segurança.
Necessário conhecimento do paciente e de suas necessidades
específicas.
Necessária para organizar a equipe, fornecendo orientações,
treinamentos e motivação.
Capacidade de resolver situações imprevistas, em que o
enfermeiro decidirá as prioridades das situações, de forma a
sempre privilegiar o bem-estar o paciente.
Como o CC é um ambiente estressante por seu alto nível de
complexidade, o enfermeiro deve gerenciar a unidade de forma eficaz,
Competência técnica 
Habilidade humana 
Liderança 
Habilidades para tomada de decisões 
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para não desgastar os membros de sua equipe.
Componentes da equipe
Equipe de enfermagem
A equipe da gestão do centro cirúrgico é formada pelos seguintes
profissionais:
Enfermeiro
Há o enfermeiro gerente/gestor/rotina do CC, que coordena
toda a equipe do CC, e o enfermeiro assistencial/plantonista,
que auxilia toda a equipe e realiza cuidados diretos ao paciente,
desde a admissão até a alta do CC.
Técnico de enfermagem
Também chamado de circulante de sala, é o responsável por
organizar a sala operatória, com previsão de materiais e
equipamentos para cada procedimento agendado, bem como
por auxiliar toda a equipe durante o ato cirúrgico.
19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico
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Instrumentador cirúrgico
Profissional que auxilia o cirurgião a realizar o procedimento,
fornecendo os instrumentos adequados no tempo correto, para
agilizar e efetivar a cirurgia. É responsável por organizar os
materiais antes, durante e após a cirurgia.
Equipe médica
Assim como a equipe de enfermagem, também compõe a equipe da
gestão do centro cirúrgico:
Cirurgião chefe
É o médico cirurgião principal da cirurgia e coordena todo o ato
cirúrgico.
Cirurgião auxiliar
É o médico auxiliar do cirurgião chefe para a realização do
procedimento.
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Anestesista
É o médico responsável por realizar a anestesia do paciente, de
acordo com o tipo de procedimento, e fica encarregado das
intercorrências e prescrições medicamentosas nas primeiras
24 horas após a cirurgia.
Equipe de limpeza
Realiza a limpeza do CC e de cada sala de operação após cada
procedimento cirúrgico.
Pro�ssional administrativo
A acreditação hospitalar é essencial como medidor da qualidade da
assistência prestada, de forma que as mudanças necessárias possam
ser realizadas, para atender à demanda em saúde da população.
Práticas seguras nos procedimentos cirúrgicos
O enfermeiro gestor deve dimensionar tanto as cirurgias quanto os
profissionais que vão atuar em cada procedimento. Para isso, deve ter
conhecimento das legislações vigentes, a fim de desenvolver normas,
rotinas, checklists e procedimento operacional padrão (POP) na unidade
de centro cirúrgico.
Para auxiliar o enfermeiro na criação do checklist, a Anvisa (BRASIL,
2017, p. 7-9) apresenta a normativa para práticas seguras nos
procedimentos cirúrgicos em serviços de saúde, destacando que esse
profissional deve:
“Manter o sistema de vigilância, monitoramento, prevenção e
mitigação de incidentes relacionados à assistência à saúde,
especialmente dos EA [eventos adversos] cirúrgicos.
19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico
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Notificar os incidentes relacionados à assistência à saúde,
incluindo os EA cirúrgicos ocorridos na instituição, [...], por meio do
sistema Notivisa [sistema de informação da Anvisa] [...].
Reforçar o sistema de vigilância, monitoramento e investigação de
incidentes relacionados à assistência à saúde, além de Never
events [eventos graves] e óbitos ocorridos na instituição [...].
Utilizar métodos para análise de risco e determinação de medidas
corretivas e preventivas para a redução dos riscos, visando à
segurança do paciente em serviços de saúde [...].
Promover o estabelecimento e a sustentação de uma cultura de
segurança, com ênfase no aprendizado e engajamento dos
profissionais na prevenção de incidentes, evitando-se os
processos de responsabilização individual.
Enfatizar as medidas gerais de prevenção de incidentes
relacionados à assistência à saúde, especialmente dos EA
cirúrgicos [...].”
Inspeção da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária
Roteiro para �scalização de unidades de
serviços de saúde
Em 2020, a Anvisa criou, a partir das legislações específicas, um roteiro
de inspeção para gerenciar as fiscalizações das unidades de CC e de
centro de material e esterilização (CME), com a finalidade de padronizar
os relatórios de funcionamento do setor.
Para facilitar a rotina, o enfermeiro deve adequar o CC e o CME, de
acordo com as legislações, estudando-as. São onze páginas que
facilitam a adequação e fiscalização do CC. Veja:
Roteiro Objetivo de Inspeção: Centro Cirúrgico
Unidade de Saúde:
Identificação:
Contato:
Data:
Avaliador:
Data:
Documento: 2
1.2Versão:
Set/2020Data:
Nº Indicador Crit Aval 0 1 2 3 4 5 Marco
Regulatório
1
2
3
Coordenação/
Supervisão NC
Não dispõe de
profissional
responsável
legalmente
habilitado.
Conta com
profissional
legalmente
habilitado, porém não
responde pelas
questões operacionais
durante o seu período
de funcionamento.
Conta com profissional
responsável legalmente
habilitado, que
responde pelas
questões operacionais
durante o seu período
de funcionamento,
porém não está
formalmente designado.
Unidade funcional conta com
profissional responsável,
legalmente habilitado, que
responda pelas questões
operacionais durante o seu
período de funcionamento,
formalmente designado.
Profissional
responsável é
exclusivo do
setor.
Profissional
responsável é
exclusivo do setor e
possui pós
graduação na área.
Artigos 15 e 16
da RDC 63/2011
Dimensionament
o da Equipe NC
Equipe
multiprofissiona
l insuficiente
para o perfil de
atendimento e
demanda.
Possui equipe
multiprofissional,
mas um único
profissional médico
atua como cirurgião e
anestesista.
Possui equipe
multiprofissional,
porém o médico
anestesista ou cirurgião
atende em mais de uma
sala, simultaneamente.
Possui equipe
multiprofissional
dimensionada conforme perfil
de atendimento e demanda.
Existe plano de
contingência para
substituição de
pessoal e equipes
cirúrgicas em
situações de
necessidade do
serviço.
Equipe
multiprofissional
com capacidade
operacional superior
ao atendimento da
demanda.
Artigos 17, 29 e
30 da RDC
63/2011
Capacitação
profissional
NC
Não há registro
de capacitação.
Existem apenas
alguns registros e/ou
não realizam
capacitações
permanentes para
todos os profissionais.
Existe registro das
capacitações realizadas
de forma permanente,
porém com dados
incompletos e/ou não
são abordados todos os
temas.
Existe registro das capacitações
realizadas periodicamente,
contemplando programa com
conteúdo mínimo sobre
normas e procedimentos de
higiene, utilização de EPI, EPC
e vestimentas de trabalho,
prevenção de acidentes e
incidentes, temas específicos
de acordo com a atividade
desenvolvida pelo profissional.
Nos registros constam carga
horária, datas, profissionais
capacitados, instrutores, etc.
Existe
planejamento das
capacitações e há
registro avaliação
percentual de
treinados.
A capacitação dos
inclui incentivo
(financeiro ou não)
da organização para
participação em
eventos científicos da
área.
Artigos 32 e 33
da RDC 63/2011
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Tabela: Roteiro de inspeção.
Brasil, 2020, p. 1.
O enfermeiro gestor do CC deve ter conhecimento das legislações para
adequar a unidade, de modo a realizar uma gestão integradacom a
equipe interdisciplinar, objetivando uma assistência à saúde qualificada
e livre de riscos.
Funcionamento do centro cirúrgico
Documentações
Para o funcionamento organizado do CC, é necessário ter normas,
rotinas e regimentos impressos escritos. Algumas documentações são:
O regimento do serviço de enfermagem é uma normatização
elaborada pelos enfermeiros responsáveis pelo setor e aprovada
pela gerência superior de enfermagem. O objetivo desse
regimento é regulamentar o funcionamento da unidade de CC,
abordando estrutura e atribuições de todos da equipe de
enfermagem, hierarquização do setor, direitos e deveres de toda
a equipe.
São instrumentos administrativos da enfermagem elaborados
pelo enfermeiro do setor, buscando padronizar e orientar todas
as atividades realizadas dentro do CC. Existem manuais
específicos para cada uma das ações dentro do CC.
O mapa cirúrgico é um documento no qual são registradas as
cirurgias que ocorrerão durante o dia. Quem organiza esse mapa
é o enfermeiro gerente do CC. Para isso, ele deve ter
conhecimento das cirurgias, bem como porte, duração,
necessidade de materiais e dimensionamento da equipe, para
Regimento 
Manuais de enfermagem 
Mapa de cirurgias 
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cada cirurgia correr de modo seguro e efetivo. Além de organizar
os horários das cirurgias durante o dia, o mapa evita
complicações de falta de funcionários, cirurgiões estressados e
paciente esperando por muito tempo dentro do CC para o
procedimento.
Existem diversos impressos que devem ser preenchidos pela
equipe do CC, nos quais são registrados todos os momentos e
os acontecimentos do paciente atendido, desde a admissão no
CC até a alta para a recuperação pós-anestésica (RPA).
Recursos humanos
Para que o CC funcione plenamente e de forma segura para o paciente,
o dimensionamento dos recursos humanos dentro da unidade é
fundamental. Afinal, a falta de funcionários acarreta sobrecarga dos
demais e, consequentemente, um risco de lesões aos pacientes que
estão sob cuidados.
Trabalhar de forma harmoniosa e efetiva com todos os membros de
todas as equipes e explicar a função de cada membro é essencial para
uma assistência à saúde qualificada.
É o enfermeiro que gerencia toda a equipe do centro
cirúrgico, não o pro�ssional médico!
A Sobecc (2017) recomenda que o dimensionamento da equipe de
enfermagem deve ser de 20% de enfermeiros e 80% de técnicos de
enfermagem. Além disso, o número de circulantes de sala deve estar de
acordo com o porte da cirurgia.
Vamos conhecer os portes cirúrgicos!
Porte 1
Duração de 1,4 horas.
Porte 2
Duração de 2,9 horas.
Impressos de registro de procedimentos 
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Porte 3
Duração de 4,9 horas.
Porte 4
Duração de 8,4 horas.
Logo, para cirurgias de portes 3 e 4, necessitamos de mais de um
circulante dentro de sala.
Quando dimensionamos adequadamente o quadro de pessoal da
enfermagem, possibilitamos que o ato cirúrgico aconteça em um
ambiente seguro, confortável e asséptico, diminuindo os riscos de
lesões ao paciente e contribuindo para um ambiente de trabalho
harmonioso.
Outra consideração importante no gerenciamento do CC é a
organização da equipe de limpeza da sala operatória (SO). O enfermeiro
deve dimensionar a equipe e o tempo necessário para a limpeza entre
cada procedimento.
A Sobecc (2017) recomenda que o intervalo entre cada cirurgia seja de
no mínimo 30 minutos para limpeza entre uma cirurgia e outra. Isso
garantirá a limpeza correta e segura para o paciente, bem como a
organização da sala para a cirurgia seguinte.
A gestão do enfermeiro em um Centro
Cirúrgico
Veja a seguir as diversas funções do enfermeiro que gerencia o CC,
como pontuar as documentações do CC, assim como a elaboração do
POP do CC.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O enfermeiro é o profissional habilitado para gerenciar as
necessidades do ato anestésico cirúrgico em todas as suas etapas.
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Em relação a essas atribuições, o enfermeiro é responsável por:
I. Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos no
setor.
II. Realizar o planejamento estratégico dos cirurgiões do setor.
III. Cumprir as normas e regulamentos da instituição e as rotinas do
setor.
IV. Manter o controle do mapa de cirurgias e do dimensionamento
das equipes do setor.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Parabéns! A alternativa E está correta.
O enfermeiro que assume a função de gerente do CC tem diversas
funções dentro da unidade:
Participar e elaborar as normas, as rotinas e os
procedimentos que serão realizados na unidade por toda a
equipe multiprofissional.
Realizar o planejamento estratégico da equipe de
enfermagem no setor, para facilitar o fluxo de cirurgias e evitar
erros durante seu trabalho.
Fiscalizar o cumprimento das normas e regulamentos da
instituição e da unidade por todos os profissionais que ali
prestam serviços.
Manter o controle do mapa de cirurgias e do
dimensionamento das equipes do setor, organizando o
agendamento das cirurgias de acordo com o
dimensionamento das salas operatórias, equipamentos
necessários, materiais extras.
Auxiliar outros profissionais na realização da cirurgia.
Questão 2
A I e II.
B II e III.
C I, II e III.
D II e IV.
E I, III e IV.
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De acordo com Carvalho e Bianchi (2007), as principais
competências necessárias para o enfermeiro administrar o CC com
eficiência são:
Parabéns! A alternativa A está correta.
Carvalho e Bianchi (2007) destacam que, para administrar o CC
com eficiência, o enfermeiro deve ter:
Competência técnica – Conhecimento técnico e científico
sobre como gerir o CC e como este funciona.
Habilidade humana – Saber lidar com o trabalho em equipe,
pois atua no dia a dia com uma equipe multidisciplinar.
Liderança – Liderar o setor pelo qual é responsável e motivar
sua equipe a trabalhar de forma efetiva e harmônica.
Habilidades para tomada de decisões – As situações exigem
respostas efetivas e rápidas.
Considerações �nais
Como aprendemos, a equipe de enfermagem é fundamental para que a
permanência do paciente cirúrgico seja segura e eficaz; para isso, deve
ter conhecimento científico e prático, a fim de desenvolver as
competências e habilidades necessárias.
A
competência técnica, habilidade humana, liderança
e habilidades para tomada de decisões.
B
competência científica, habilidade humana,
liderança e habilidades para tomada de decisões.
C
competência técnica, habilidade humana e
habilidades para tomada de decisões.
D
competência técnica, habilidade humana e
liderança.
E
competência científica, habilidade humana e
liderança.
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Os profissionais devem sempre atualizar os conhecimentos na área,
pois lidam com muitos equipamentos e tecnologias inovadoras no
campo da saúde, em constante transformação para melhorar
performance e segurança.
Identificamos que as lesões ocorridas no paciente cirúrgico são
evitáveis e previsíveis. Logo, são de responsabilidade da equipe
cirúrgica e de todos os profissionais de saúde envolvidos, que
respondem legal e eticamente por essas lesões.
Podcast
Para encerrar, ouça acerca da importância das atividades do enfermeiro
no CC e CME.

Explore+
Confira o que separamos especialmente para você!
Acesse normatizações, legislações e cursos específicos da área
cirúrgica no site: Sobecc – Associação Brasileira de Enfermeiros de
Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e
Esterilização.
Pesquise o aplicativo de celular sobre posicionamento do paciente em
mesa cirúrgica para minimizar os riscos: ELPO na APP Store.
Acesse as seguintes resoluções, que dispõem sobre boas práticas de
segurança para o paciente, serviços e estabelecimentos de saúde:
Resolução-RDC nº 50/2002
Resolução-RDC nº 63/2011
Resolução-RDC nº 36/2013
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Referências
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RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E
ESTERILIZAÇÃO. Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e
processamento de produtos para a saúde. 7. ed. São Paulo: Sobecc,
2017.
BISNOTTO, F. M. B. et al. Queimaduras relacionadas à eletrocirurgia –
relato de dois casos. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 67, n. 5, p.
527-534, 2017.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Critérios diagnósticos
de infecções relacionadas à assistência à saúde. 1. ed. Brasília, DF:
Anvisa, 2013. (Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de
Saúde).
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota Técnica
GVIMS/GGTES nº 04/2017. Práticas seguras para prevenção de
retenção não intencional de objetos após realização de procedimento
cirúrgico em serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2017.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Roteiro objetivo de
inspeção: Centro Cirúrgico. Brasília, DF: Anvisa, 2020.
BRASIL. Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a
segurança do paciente: manual – cirurgias seguras salvam vidas
(orientações para cirurgia segura da OMS). Tradução de Marcela
Sánchez Nilo e Irma Angélica Durán. Rio de Janeiro: OPAS/OMS, 2009.
CARVALHO, R.; BIANCHI, E. R. F. Enfermagem em Centro Cirúrgico e
recuperação. Barueri: Manole, 2007.
HOSPITAL diz que fagulha em bisturi elétrico pode ter provocado fogo
que causou queimadura em bebê. G1 MG, Belo Horizonte, 20 set. 2018.
Consultado na internet em: 29 mar. 2022.
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Rio de Janeiro: PEBMED, 2018.
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paciente cirúrgico. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.
MOURA, M. L. P. A. Enfermagem em Centro Cirúrgico e recuperação
anestésica. 9. ed. São Paulo: Senac, 2008.
OLÍMPIO, M. A. C.; SOUSA, V. E. C.; PONTE, M. A. V. O uso do bisturi
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SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenação de Controle
de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre
19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico
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Vranjac. Projeto Estadual de Prevenção de Infecção Cirúrgica. Infecção
em sítio cirúrgico. São Paulo: CCD, CVE, 2006.
SILVA, M. A. A.; RODRIGUES, A. L.; CESARETTI, I. U. R. Enfermagem na
Unidade de Centro Cirúrgico. 2. ed. São Paulo: EPU, 1997.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global guidelines for the prevention
of Surgical Site Infection. Geneve: WHO, 2016.
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