Prévia do material em texto
Segurança do paciente cirúrgico Prof.ª Loreta Lacerda Cáo Toffano Descrição Protocolo de cirurgia segura, prevenção de infecção de sítio cirúrgico: conceito e identificação dos cuidados relacionados à eletrocirurgia e gestão de enfermagem no perioperatório. Propósito O conhecimento sobre protocolos relacionados ao cuidado do paciente cirúrgico possibilita uma assistência à saúde segura e de qualidade em todas as etapas de uma cirurgia. Objetivos Módulo 1 Protocolo de cirurgia segura Analisar o protocolo de cirurgia segura. Módulo 2 Prevenção de infecção de sítio cirúrgico 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 1/55 Reconhecer a importância da prevenção de infecção de sítio cirúrgico. Módulo 3 Eletrocirurgia Relacionar o conceito de eletroterapia aos cuidados necessários a sua execução. Módulo 4 Gestão de enfermagem no perioperatório Identificar a gestão de enfermagem no perioperatório. Introdução A estadia do paciente no centro cirúrgico (CC), por mais que breve, sempre apresenta um risco à lesão ou até mesmo a complicações, seja devido a fatores relacionados à vulnerabilidade, à comorbidade ou ao processo anestésico, seja devido a diversos procedimentos invasivos que ocorrem em uma sala da operação (SO), sendo de suma importância a equipe multidisciplinar preparada e qualificada para atuação nessa área. Entendemos que os pacientes submetidos a um procedimento cirúrgico sempre serão expostos a diferentes riscos. Logo, todos os profissionais envolvidos precisam estar atentos a qualquer anormalidade, de forma a proporcionar um ambiente seguro durante toda a permanência do paciente no centro cirúrgico. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 2/55 1 - Protocolo de cirurgia segura Ao �nal deste módulo, você será capaz de analisar o protocolo de cirurgia segura. Processo cirúrgico seguro Etapas do procedimento de cirurgia Segundo Carvalho e Bianchi (2007), o procedimento cirúrgico é hoje em dia uma das modalidades terapêuticas utilizadas para o diagnóstico e o tratamento de muitas doenças. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 3/55 O ambiente do centro cirúrgico (CC) deve possuir finalidades e objetivos claramente definidos dentro da estrutura hospitalar, a fim de gerar atendimento diferenciado, segurança e satisfação ao paciente atendido. Todo paciente cuidado pela equipe de enfermagem deve ser tratado da forma mais segura possível, livre de danos, porém, no CC, em especial, encontra-se em uma situação única de vulnerabilidade. Nesse sentido, quando submetido ao processo anestésico, é reduzida de forma considerável a reação a qualquer meio externo, e grande parte dos cuidados necessários à sua segurança está relacionada à assistência de enfermagem. A entrada dos pacientes na sala de operação constitui risco para infecção, comprometimento da integridade da pele, temperatura corporal alterada, dé�cit no volume de líquidos e lesões relacionadas ao posicionamento e riscos químicos, elétricos e físicos. (MEEKER; ROTHROCK, 1995, p. 18) Para melhor compreensão e atuação dos profissionais de enfermagem, devemos conhecer as etapas do processo cirúrgico. Vejamos quais são! Período pré-operatório Este é o período que antecede a cirurgia. É caracterizado pelo preparo do paciente tanto física quanto emocionalmente para o procedimento cirúrgico. Período transoperatório 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 4/55 O período transoperatório começa com a entrada do paciente no CC e termina na admissão da recuperação pós-anestésica (RPA). É neste momento que ocorre o procedimento cirúrgico. Período pós-operatório Este período é dividido em pós-operatório (PO) imediato (até 24 horas após), mediato (de 24h a 7 dias) e tardio (a partir de 7 dias de PO). Começa na admissão na RPA e se estende até 90 dias após a cirurgia. No período operatório, são necessários cuidados específicos. Logo, é fundamental que o enfermeiro desenvolva habilidades e competências de enfermagem cirúrgica para implementar a assistência à saúde de forma efetiva e segura. Aliança Mundial para a Segurança do Paciente Ao longo dos anos, foram elaborados diversos protocolos para estabelecer a máxima segurança do paciente. Em outubro de 2004, foi lançada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que possui alguns desafios globais. O primeiro desafio global está relacionado às infeções que acometem o paciente e se vinculam diretamente à assistência prestada. Logo, para os pacientes cirúrgicos, foram elaboradas estratégias para a prevenção dessas infecções, logo, para os pacientes cirúrgicos, foram elaboradas estratégias para prevenção dessas infecções de forma generaliza. O segundo desafio global tem atenção voltada especificamente para o paciente cirúrgico, com o objetivo de aumentar os padrões de qualidade nos seguintes pontos: As ISC são as causas mais comuns de complicações relacionadas à cirurgia. Ainda é uma das causas que levam o paciente cirúrgico a óbito em todo o mundo. Os protocolos criados visam diminuir Prevenção de infeções de sítio cirúrgico (ISC) Anestesia segura 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 5/55 drasticamente esses óbitos. O conhecimento teórico e prático de toda a equipe é fundamental para fornecer assistência de qualidade e segurança, evitando lesões ao paciente cirúrgico. Hoje em dia, ainda há poucos dados que possam ser analisados para auxiliar a criação de estratégias para evitar óbitos e lesões aos pacientes cirúrgicos. Contudo, com os instrumentos criados, os gestores podem analisar esses indicadores e tomar providências médicas eficazes. Mediante esses objetivos, foram criados instrumentos (checklists) para cada período cirúrgico. Checklist de cirurgia segura Quando realizar as veri�cações de segurança do processo cirúrgico? Em 2008, a OMS lançou a campanha mundial “Cirurgias seguras salvam vidas”, com o objetivo reduzir os riscos e promover uma assistência de cirurgia segura ao paciente. Disso resultou a criação dos checklists, instrumento para ajudar as equipes e assegurar que elas sigam as etapas críticas de segurança de maneira consistente, minimizando os riscos evitáveis mais comuns no paciente cirúrgico. Para a elaboração e o desenvolvimento dos checklists, foram utilizados os seguintes princípios: Simplicidade Ser simples e fácil de ler e responder. Ampla aplicabilidade Equipes cirúrgicas seguras Indicadores de assistência cirúrgica 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 6/55 Aplicáveis em todos os cenários dentro do CC. Possibilidade de mensuração Avaliar em números os eventos ocorridos. O checklist de cirurgia segura deve ser realizado em três momentos por todos os membros da equipe cirúrgica (equipe de enfermagem, anestesista e cirurgião), e marcado com um “x” nas opções confirmadas. Vamos entender quais são esses momentos: Antes da indução anestésica, deve-se: Verificar a identidade do paciente de acordo com a pulseira de identificação, a confirmação verbal do paciente e o prontuário; Identificar o sítio cirúrgico conforme marcação na agenda cirúrgica, registro no prontuário e exames; Confirmar com o paciente o procedimento a ser realizado, com assinatura do termo de consentimento pelo paciente ou responsável legal; Verificar segurança anestésica, monitoramento, alergias e riscos. Antes do início do procedimento cirúrgico: Toda a equipe deve ser identificada;É necessário obter a confirmação verbal do paciente sobre identidade, sítio cirúrgico e procedimento; A equipe deve prever se ocorrerá eventos críticos e necessidades de materiais para a realização do procedimento; Deve-se verificar se foi realizada a profilaxia antimicrobiana 60 minutos antes do procedimento, e se existem exames de imagem que serão necessários para a cirurgia. Antes da saída do paciente da sala, deve-se: Sign in Time out Sign out 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 7/55 Confirmar o nome do procedimento, a contagem dos materiais utilizados; Verificar se existe peça de anatomopatologia e se está identificada corretamente; Realizar registro e solicitar manutenção se houver problemas com os equipamentos e materiais; Verificar medidas para o cuidado na recuperação pós- operatória. Os registros de todas as etapas do procedimento cirúrgico devem ser anotados em prontuário ou impressos específicos da instituição. Veja as informações que são abordadas no checklist de cirurgia segura elaborado pela OMS e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): Antes da indução anestésica (Na presença de, pelo menos, membro da equipe de enfermagem e do anestesiologista) O paciente confirmou a sua identidade, o local da cirurgia, o procedimento e seu consentimento? ( ) Sim O local está demarcado? ( ) Sim ( ) Não aplicável Foi concluída a verificação do equipamento de anestesiologia e da medicação? ( ) Sim O oxímetro de pulso está colocado no paciente e funcionando? ( ) Sim O paciente possui: Alergia conhecida? ( ) Não ( ) Sim Via aérea difícil ou risco de aspiração? ( ) Não ( ) Sim, e equipamentos/assistência disponíveis Risco de perda sanguínea > 500mL (7mL/kg para crianças)? ( ) Não ( ) Sim, e 2 acessos intravenosos ou 01 acesso central e fluidos previstos Antes da incisão cirúrgica (Na presença da equipe de enfermagem, do anestesiologista e do cirurgião) 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 8/55 Confirmar que todos os membros se apresentaram, indicando nome e função. Confirmar o nome do paciente, o procedimento e onde será aplicada a incisão. A profilaxia antimicrobiana foi administrada nos últimos 60 minutos? ( ) Sim ( ) Não aplicável Prevenção de Eventos Críticos Para o Cirurgião: Quais são as etapas críticas ou não rotineiras? Qual a duração do caso? Qual a quantidade de perda de sangue prevista? Para o Anestesiologista: Há alguma preocupação especificamente relacionada ao paciente? Para a Equipe de Enfermagem: Foi confirmada a esterilização (incluindo os resultados indicadores)? Há alguma preocupação ou problema com relação aos equipamentos? Os exames de imagens essenciais estão disponíveis? ( ) Sim ( ) Não aplicável Antes da saída do paciente da sala cirúrgica (Na presença da equipe de enfermagem, do anestesiologista e do cirurgião) O membro da equipe de enfermagem confirma verbalmente: O nome do procedimento. A conclusão da contagem de instrumentos, compressas e agulhas. A identificação das amostras (ler as identificações das amostras em voz alta, inclusive o nome do paciente). Se há quaisquer problemas com os equipamentos a serem resolvidos. Para o Cirurgião, o Anestesiologista e a Equipe de Enfermagem: Quais são as principais preocupações para a recuperação e o manejo deste paciente? 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 9/55 Atenção: Acréscimos e modificações desta lista para a adaptação à prática local são incentivados. O protocolo de cirurgia segura deve ser aplicado em todas as unidades de saúde pela equipe do CC, que deve verificar todos os itens e registrar em impressos específicos de cada instituição de saúde. Atividade discursiva Imagine que você é o enfermeiro de plantão no CC e recebe uma senhora de 70 anos para uma cirurgia ortopédica. Ao receber a paciente no CC, realiza o checklist de cirurgia segura que foi padronizado na instituição. Durante a conferência, percebe que a paciente não havia retirado a prótese dentária no quarto, por conta da vergonha de ficar sem os dentes. E a rotina é que os pacientes retirem todas as próteses e todos os adornos. Neste caso, que procedimento deve ser realizado para garantir que esses itens realmente foram retirados? Digite sua resposta aqui Chave de resposta Assim, como forma de garantir que esses itens realmente foram retirados, os profissionais de enfermagem que recebem esse paciente realizam a conferência do checklist. Você removerá a prótese dentária, embalará e identificará, explicando à paciente o 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 10/55 motivo pelo qual se deve retirar todos os adornos antes da cirurgia. Desa�os da cirurgia segura Erros graves nos processos cirúrgicos Um grande problema que ocorre nos processos cirúrgicos é a retenção de objetos na cavidade cirúrgica, evento que é 100% evitável, quando a equipe cirúrgica está previamente atenta e treinada. O esquecimento de qualquer material dentro da cavidade pode gerar complicações para o paciente, como infecções generalizadas, obstrução e perfuração de órgãos, e até a morte. Para evitar esse erro gravíssimo, é dever da equipe de enfermagem (circulante de sala), instrumentador cirúrgico e cirurgião realizar a revisão dessa cavidade antes de iniciar o processo de sutura. Ao final do procedimento, é necessário verificar se todos os instrumentais cirúrgicos, gazes, compressas e agulhas de fios utilizados foram retirados. O enfermeiro tem o papel de liderança na implementação de medidas para rotina da checagem, que devem ser registradas em impressos especí�cos. O instrumentador e a equipe de enfermagem devem verificar a quantidade de materiais dentro de cada caixa cirúrgica e realizar a contagem ao final da cirurgia, bem como fazer o controle de pacotes de gazes e compressas que foram abertas e quantas foram retiradas ao final do procedimento. Independentemente do porte e do tipo da cirurgia, incluindo as de emergência e urgência, a contagem do material deve ser realizada. Se o número de material não for o mesmo do início do procedimento, o cirurgião deverá ser notificado imediatamente, para realizar nova inspeção na cavidade e solicitar exame de raios X, caso necessário. Atenção! Os instrumentos que são desmontáveis devem ser cuidadosamente inspecionados antes e após o uso. Todas as gazes e compressas que entram em cavidade devem ser do tipo radiopacas, apresentando fita azul, que aparece em raios X, caso fique dentro da cavidade. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 11/55 Dez objetivos essenciais para segurança cirúrgica No protocolo criado pela OMS (“Cirurgias seguras salvam vidas”), foram estabelecidos dez objetivos para os profissionais de saúde que atuam no CC, com a finalidade de fornecer segurança ao paciente cirúrgico (BRASIL, 2009, p. 17): 1. Objetivo: “A equipe operará o paciente certo e o sítio cirúrgico certo.” 2. Objetivo: “A equipe usará métodos conhecidos para impedir danos na administração de anestésicos, enquanto protege o paciente da dor.” 3. Objetivo: “A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para perda de via aérea ou de função respiratória que ameacem a vida.” 4. Objetivo: “A equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para o risco de grandes perdas sanguíneas.” 5. Objetivo: “A equipe evitará a indução de reação adversa a drogas ou reação alérgica sabidamente de risco ao paciente.” �. Objetivo: “A equipe usará de maneira sistemática métodos conhecidos paraminimizar o risco de infecção do sítio cirúrgico.” 7. Objetivo: “A equipe impedirá a retenção inadvertida de compressas ou instrumentos nas feridas cirúrgicas.” �. Objetivo: “A equipe manterá seguros e identificará precisamente todos os espécimes cirúrgicos.” 9. Objetivo: “A equipe se comunicará efetivamente e trocará informações críticas para a condução segura da operação.” 10. Objetivo: “Os hospitais e os sistemas de saúde pública estabelecerão vigilância de rotina sobre capacidade, volume e resultados cirúrgicos.” Segurança do paciente na mesa cirúrgica Você sabe como posicionar o paciente cirúrgico na mesa de cirurgia de modo que ofereça segurança durante o procedimento cirúrgico e evite lesões? Confira no vídeo! 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 12/55 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 13/55 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 No período pré-operatório, a meta é que o paciente tenha o maior número possível de informações referentes à sua condição de saúde. Muitos fatores podem levar a complicações. Sobre o sign in, é necessário: I. Confirmar a identidade do paciente de acordo com pulseira de identificação, confirmação verbal do paciente e prontuário. II. Verificar segurança anestésica, monitoramento, alergias e riscos. III. Considerar que a assinatura do termo da cirurgia por outra pessoa responsável é um fator de risco para complicações cirúrgicas. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): Parabéns! A alternativa B está correta. De acordo com o sign in, o enfermeiro deve confirmar a identidade do paciente, verificando a pulseira de identificação, a confirmação verbal do paciente e o prontuário, bem como avaliar as condições do paciente em relação a procedimento anestésico, monitoramento, alergias e riscos. A questão da assinatura do termo da cirurgia por outra pessoa responsável não é um fator de risco para a cirurgia. A I e III. B I e II. C I apenas. D II apenas. E III apenas. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 14/55 Questão 2 Para evitar erros durante o procedimento cirúrgico, é dever da equipe de enfermagem (circulante de sala), do instrumentador cirúrgico e do cirurgião realizar a revisão da cavidade antes do término da cirurgia, verificando a contagem de Parabéns! A alternativa A está correta. Antes de realizar o fechamento da cavidade que foi operada, é dever da equipe médica, do instrumentador e do circulante de sala realizar a contagem e a conferência de instrumentais cirúrgicos, gazes, compressas e agulhas de fios. A instrumentais cirúrgicos, gazes, compressas e agulhas de fios. B instrumentais cirúrgicos e agulhas. C gazes e compressas. D agulhas e fios. E apenas os instrumentais cirúrgicos. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 15/55 2 - Prevenção de infecção de sítio cirúrgico Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a importância da prevenção de infecção de sítio cirúrgico. Infecção de sítio cirúrgico De�nição e tipos de ISC A ISC é uma das principais infecções hospitalares no Brasil e no mundo. Na maioria das vezes, essa infecção pode ser prevenida e evitável. Nesse caminhar, um dos objetivos da campanha mundial “Cirurgias seguras salvam vidas” é a prevenção da ISC, pois é uma das causas mais comuns de complicações de cirurgias. Vamos entender o que é a ISC? É toda infecção que afeta a ferida cirúrgica, podendo se estender em até um ano após o procedimento cirúrgico. Essa infecção pode ocorrer em qualquer ferida cirúrgica e está relacionada a diversos fatores, como: Idade do paciente Estado nutricional Presença de trauma Tempo do procedimento cirúrgico Local e classificação da cirurgia Para a classificação da ISC, é necessário entendermos o plano anatômico e os tecidos abordados no ato cirúrgico. Para isso, vamos observar a seguinte imagem: 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 16/55 Classificação da infecção de sítio cirúrgico. Como podemos ver, há três tipos de ISC: ISC super�cial Afeta pele e tecido celular subcutâneo. Pode aparecer até 30 dias após a ciruriga. ISC profunda Afeta fáscia muscular e músculo. Pode aparecer até 30 dias após a cirurgia ou até 1 ano, se houver colocação de implantes. ISC de órgão ou cavidade Afeta órgãos e cavidade. Pode aparecer até 30 dias ou até 90 dias após a cirurgia, ou se estender até 1 ano, se houver colocação de próteses. Veja a imagem de uma ISC do local de amarração da veia safena magna esquerda após cirurgia cardíaca: 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 17/55 ISC do local de amarração da veia safena magna esquerda após cirurgia cardíaca. Classi�cação das cirurgias Um dos fatores de risco para as ISCs é a localização e o tipo de cirurgia em relação ao potencial de contaminação. Devido a isso, em 1964, a National Academy of Sciences (Academia Nacional de Ciência), por meio do National Research Council (Conselho Nacional de Pesquisa), elaborou uma classificação para as feridas cirúrgicas, segundo esse potencial. Assim, as cirurgias passaram a ser classificadas da seguinte maneira (SÃO PAULO, 2006, p. 1): “Aquela que apresenta o sítio cirúrgico sem sinais de inflamação, sem contato com trato respiratório, alimentar, genital e urinário. O fechamento deve ser primário com drenagem quando necessária fechada.” “Aquela que apresenta o sítio cirúrgico [em mucosas], como os tratos respiratório, genital, gastrintestinal ou urinário.” “Feridas abertas acidentalmente ou cirurgias com quebra importante de técnica asséptica ou grande contaminação do trato gastrintestinal. Cirurgias que entram no trato urinário com Cirurgia limpa Cirurgia potencialmente contaminada Cirurgia contaminada 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 18/55 urina infecciosa ou trato biliar com bile infectada ou cirurgias em que é achado tecido inflamatório agudo não purulento.” “Lesões traumáticas antigas com tecido desvitalizado, corpo estranho, contaminação fecal, quando há perfuração inesperada de víscera.” Obrigatoriamente, há presença de exsudato purulento.” Para facilitar o entendimento, veja os exemplos a seguir: Cirurgia infectada Cirurgia limpa conhecer esses indicadores e critérios de prevenção da ISC: O enfermeiro deve verificar e analisar esses indicadores para garantir a segurança do paciente. Se não forem adequados, o profissional de enfermagem deve realizar reunião com os gerentes dos outros setores para traçar estratégias, a fim de efetivar as ações dos indicadores. Veja: Indicadores Fonte de informação Critérios para avaliação Tempo de internação pré- operatória Prontuário do paciente Adequada: se menor ou 24 horas. Não se aplica à cirurgia ambulatorial e não eleti Tricotomia (tempo) Prontuário do paciente Verificar horário da Adequada: realizada até antes da cirurgia. Não adequada: se realiz Presença de exudato purulento: apendicectomia supurada e laparotomia exploradora com extravasamento de fezes na cavidade abdominal. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 20/55 Indicadores Fonte de informação Critérios para avaliação tricotomia e de início da cirurgia mais de 2 horas ou fora unidade de saúde. Tricotomia (método) Prontuário do paciente Adequada: realizada co tricotomizador ou tesou Não adequada: lâmina d barbear, lâmina de bistu Antissepsia do campo operatório com solução adequada Observação direta no início da cirurgia ou registro no prontuário Adequada: realizada pri com antisséptico deger após alcoólico. Não adequada: apenas um dos antissépticos. Realização da antibioticoprofilaxia até 1 hora antes da incisão cirúrgica Prontuário do paciente Adequada: quando for administrado o antibiót hora antes da cirurgia. Não adequada: qualque acima de 1 hora. Duração da antibioticoprofilaxia com menos de 24 horas Prontuário do paciente Avaliar a prescrição do anestesista nas primeir horas. Controle glicêmico em cirurgia cardíaca Prontuário do paciente e exames médicos Adequada: 200mg/dL n primeiras 6 horas no pó operatório. Não adequada: se não f realizada ou se for maio 200mg/dL nas primeira de pós-operatório. Controle térmico em cirurgia colorretal Prontuário do paciente Verificar controle de temperatura registrado pelo anestesista Adequada: normotermia todo o procedimento cir Não adequada: hipoterm hipertermia durante o procedimento cirúrgico 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 21/55 Indicadores Fonte de informação Critérios para avaliação Número de caixas cirúrgicas com registro de inspeção Prontuário do paciente ou impresso de registro específico da instituição Adequada: se houver re presença de indicadore químicos e biológicos d processo de esterilizaçã Não adequada: quando registro das condições indicadores dos materia Tabela: Descrição dos indicadores de processo. Adaptada de Brasil, 2013, p. 21. Recomendações da Organização Mundial da Saúde Pré, intra e pós-operatório A OMS (WHO, 2016) fez diversas recomendações para o pré, intra e pós- operatório, a fim de diminuir o risco de ISC. Segundo Mattos (2018), algumas delas são: Banho pré-operatório “É uma boa prática clínica o paciente tomar banho antes da cirurgia. Um sabonete simples ou antimicrobiano pode ser usado para este fim (condicional/evidência moderada).” Momento ideal para a pro�laxia antimicrobiana cirúrgica pré-operatória “Administração de profilaxia antimicrobiana em até 60 minutos antes da incisão, considerando a meia-vida do antibiótico”. Observação 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 22/55 “Comparando diferentes intervalos de tempo (120min, 60min ou 30min antes da incisão), não demonstra diferença significativa, sendo importante apenas observar a meia-vida do antibiótico para escolher o melhor momento para administração”. Preparação mecânica do intestino e uso de antibióticos orais “Antibióticos orais pré-operatórios combinados com a preparação mecânica do intestino devem ser usados para reduzir o risco de ISC em pacientes adultos submetidos à cirurgia colorretal eletiva”. Tricotomia “Em pacientes submetidos a qualquer procedimento cirúrgico, cabelos/pelos não devem ser removidos ou, se absolutamente necessário, devem ser removidos apenas com máquinas de cortar (tricotomizador elétrico) antes do ato cirúrgico”. Preparação do sítio cirúrgico “Soluções antissépticas alcoólicas à base de gluconato de clorexidina para a preparação da pele do sítio cirúrgico em pacientes que serão submetidos a cirurgias”. Preparação das mãos para a cirurgia “A preparação das mãos para a cirurgia deve ser realizada, esfregando-as com degermante antimicrobiano apropriado e água, ou friccionando com preparação alcoólica antes de calçar luvas estéreis. O tempo do procedimento deve ser de 3 a 5 minutos para a primeira cirurgia do dia, e de 2 a 3 minutos para as cirurgias subsequentes, se realizadas dentro de 1 hora após a 1ª fricção”. Melhoria do suporte nutricional 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 23/55 “Considerar a administração de fórmulas nutricionais orais ou entéricas reforçadas com múltiplos nutrientes, com a finalidade de prevenir ISC em pacientes com baixo peso que passarão por grandes cirurgias”. Suspensão perioperatória de agentes imunossupressores “Não interromper medicações imunossupressoras antes da cirurgia, com a finalidade de prevenir ISC”. Oxigenação perioperatória “Pacientes adultos submetidos à anestesia geral com intubação endotraqueal para procedimentos cirúrgicos devem receber uma fração de 80% de oxigênio inspirado (FiO2) no intraoperatório e, se possível, no pós-operatório imediato por 2- 6 horas, para reduzir o risco de ISC”. Manutenção da temperatura corporal normal (normotermia) “Uso de dispositivos de aquecimento na sala de cirurgia e durante o procedimento cirúrgico para o aquecimento do corpo do paciente, com a finalidade de reduzir ISC”. Uso de protocolos para controle intensivo de glicemia no perioperatório “Utilização de protocolos para o controle perioperatório intensivo da glicemia tanto para pacientes adultos diabéticos quanto não diabéticos submetidos a procedimentos cirúrgicos, para reduzir o risco de ISC”. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 24/55 Manutenção do controle adequado do volume circulante/normovolemia “Utilização de terapia com fluidos guiada por objetivos no intraoperatório, para reduzir o risco de ISC”. Campos e aventais cirúrgicos “Tanto campos estéreis de tecido reutilizáveis quanto campos estéreis descartáveis que não sejam de tecido, assim como aventais cirúrgicos, podem ser utilizados durante cirurgias com o objetivo de prevenir ISC”. Suturas revestidas com antimicrobianos “Utilização de suturas revestidas com triclosan, com a finalidade de reduzir o risco de ISC, independentemente do tipo de cirurgia”. Veja o exemplo de uma ferida infectada: 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 25/55 Ferida infectada. Confira agora a importância da esterilização de materiais a fim de minimizar os casos de infecção. Vamos ao vídeo! ISC x esterilização de materiais Veja a seguir a ISC relacionada às falhas do processo de esterilização dos materiais cirúrgicos processados na CME. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 26/55 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Como forma de prevenção de infecção de sítio cirúrgico, a Anvisa recomenda que a profilaxia com antibiótico seja feita em até 19/07/2024, 23:27Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 27/55 Parabéns! A alternativa A está correta. Conforme preconizado pela Anvisa, para que a profilaxia das ISCs seja eficaz, deve ser administrado antibiótico em até 60 minutos (1 hora) antes da incisão cirúrgica. Se a profilaxia for realizada muito tempo antes da incisão cirúrgica, poderá não ter o efeito esperado, e se for realizada no pós-operatório, poderá haver contaminação do sítio cirúrgico durante o ato cirúrgico. Questão 2 (CPCON - Prefeitura de Sapé - PB - Técnico em Enfermagem - 2020) Sobre os tipos de cirurgias, é correto afirmar que A uma hora antes da incisão cirúrgica. B uma hora antes da indução anestésica. C doze horas antes do início da cirurgia. D no pré-operatório imediato. E no pré-operatório mediato. A cirurgia potencialmente contaminada é aquela em que as lesões traumáticas são antigas e apresentam tecido desvitalizado, corpo estranho, contaminação fecal, quando há perfuração inesperada de víscera. Um exemplo é a perfuração intestinal. B cirurgia limpa é aquela que apresenta o sítio cirúrgico nos tratos respiratório, genital, gastrintestinal ou urinário, como a nefrectomia. C cirurgia limpa é aquela que apresenta o sítio cirúrgico sem sinais de inflamação, sem contato com trato respiratório, alimentar, genital e urinário. O fechamento deve ser primário com drenagem, 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 28/55 Parabéns! A alternativa C está correta. Conforme a classificação das cirurgias segundo o potencial de contaminação, a cirurgia limpa apresenta o sítio cirúrgico livre de sinais de inflamação, sem contato com as mucosas do trato respiratório, alimentar, genital e urinário. Já a cirurgia potencialmente contaminada apresenta o sítio cirúrgico localizado em mucosas como as do trato respiratório, genital, gastrintestinal ou urinário. A cirurgia contaminada é originária de lesões traumáticas antigas e apresenta tecido desvitalizado, corpo estranho, contaminação fecal, e quando há perfuração de víscera. E a cirurgia infectada é aquela em que a área a ser operada tem presença obrigatória de exsudato purulento no sítio cirúrgico. 3 - Eletrocirurgia Ao �nal deste módulo, você será capaz de relacionar o conceito de eletroterapia aos cuidados necessários a sua execução. quando necessária, fechada. Exemplos: angioplastia e revascularização miocárdica. D cirurgia infectada é aquela em que o sítio cirúrgico não apresenta sinais de inflamação, e sim de infecção, sem contato com trato respiratório e alimentar, apenas com o reto. Exemplo: hemorroidectomia. E nas cirurgias potencialmente contaminadas, há obrigatoriamente presença de exsudato purulento, a exemplo da perfuração intestinal. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 29/55 Bisturi elétrico Funções do eletrocautério Com a evolução de tecnologias, cujo objetivo é minimizar lesões e agilizar cirurgias, muitos equipamentos foram criados ao longo dos anos. Um deles é o eletrocautério ou bisturi elétrico, utilizado na unidade de eletrocirurgia. Cirurgia com bisturi elétrico cortando os tecidos. Esse equipamento surgiu da necessidade de agilizar o processo de hemostasia (controle do sangramento de vasos), proporcionando uma cirurgia mais segura e mais rápida. Seu papel é transformar a corrente elétrica de baixa frequência em alta frequência, em calor, para poder exercer suas funções. O bisturi elétrico desempenha três funções básicas: Dissecção (corte) Mesma função do bisturi frio (de lâmina), porém, já realiza por meio do calor a cauterização (redução do sangramento) de pequenos vasos. Coagulação Quando aplicado o calor da ponta do bisturi em um vaso que está sangrando, há um processo de coagulação do sangue desse vaso, levando à hemostasia. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 30/55 Fulguração Realiza uma coagulação superficial, indicada para remover pequenas proliferações celulares cutâneas e manchas. Ciclo de entrada e saída de energia elétrica Mesmo com o desenvolvimento tecnológico e a inovação no campo da cirurgia, é necessário usar o bisturi elétrico de forma correta, e profissionais devem ser treinados para evitar acidentes. Como estamos falando de um equipamento eletrizado, pois seu funcionamento depende de corrente elétrica, e sua aplicação em tecidos ocorre por meio de uma corrente elétrica que aquece a ponteira, o cuidado maior é para evitar queimaduras, que podem ocorrer durante a utilização do eletrocautério. Para entendermos como a energia utilizada no bisturi elétrico funciona, devemos pensar que tudo que entra no organismo deve sair de alguma maneira. Logo, a energia que entra no corpo do paciente por meio da ponta da caneta do bisturi precisa sair. Essa energia procura algum ponto de saída, que é a placa dispersiva. Se essa placa não estiver no local correto, a energia poderá sair por outro local, ocasionando uma queimadura. Os tipos mais comuns de bisturi elétrico são: Bisturi monopolar Necessita da utilização de placa dispersora para poder fazer o ciclo de entrada e saída de energia elétrica no paciente. Bisturi bipolar Seu ciclo de entrada e saída de energia elétrica é feito por meio da própria caneta do bisturi elétrico. Unidade de eletrocirurgia Principais equipamentos eletrocirúrgicos 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 31/55 Vamos conhecer os equipamentos que compõem a unidade de eletrocirurgia! Unidade de bisturi elétrico É a conexão entre os outros elementos e a fonte de energia, que converte a energia em monopolar e bipolar. É o cirurgião que escolhe a intensidade do corte e da coagulação. Nela, conecta-se a placa de dispersão, o pedal ou a caneta de bisturi. A parte de cor amarela do display é para a regulação do corte do bisturi, e a azul, para a regulação da coagulação, veja: Unidade de bisturi elétrico. Pedal de acionamento de corte e coagulação O pedal é conectado quando não há caneta acionada na mão. Tem a função de corte e coagulação. Deve ser colocado na direção do pé do cirurgião. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 32/55 Pedal de acionamento de corte e coagulação. Caneta de bisturi elétrico As canetas de bisturi podem ser acionadas pelo pedal. Em seu corpo, existem botões para corte e coagulação. São monopolares ou bipolares e podem ter as ponteiras de diversas formas, de acordo com o local e o procedimento cirúrgico. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 33/55 Caneta de bisturi monopolar. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 34/55 Caneta de bisturi bipolar. Placa dispersiva É a placa que será colocada em área adequada no paciente, para dispersar a energia elétrica que entra por meio do bisturi elétrico. Pode ser de metal ou emborrachada. Placa dispersiva. Cuidados na colocação da placa dispersiva Para a segurança do paciente, o mais importante item da unidade de eletrocirurgia é a placa dispersiva, pois ela absorverá a energia elétrica introduzida por meio da caneta de bisturi. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 35/55 Queimadura de 3º grau no sítio da placa dispersiva. Se a placa não for inserida, ou for colocada em local inadequado ou molhado, o paciente poderá sofreruma queimadura de difícil cicatrização. É um dos mais graves acidentes relacionados ao processo cirúrgico. Essas queimaduras são extremamente graves, pois o processo de lesão ocorre de dentro para fora, queimando todos os tecidos internos (peritônio, músculos, aponeurose e tecido celular subcutâneo) e a pele. As queimaduras são graves, de 3º grau, e precisam de cuidado e tempo para tratamento. Na maioria das vezes, é necessária uma nova intervenção cirúrgica para desbridamento e enxerto, e sempre ficam cicatrizes e sequelas, de acordo com área afetada. Por isso, o cuidado com a colocação da placa dispersiva deve ser redobrado e verificado por toda a equipe da sala de cirurgia. Observe as imagens: Queimadura na região do flanco (à esquerda) e mesa cirúrgica com exposição da parte metálica de formato coincidente com o da queimadura (à direita). 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 36/55 Outros riscos ainda estão associados à utilização do bisturi elétrico. Confira! Exemplo Um bebê teve o rosto queimado durante uma cirurgia. A investigação do ocorrido concluiu que a utilização de antisséptico inflamável para a limpeza da pálpebra (local da cirurgia) e as fagulhas geradas pelo bisturi elétrico durante o procedimento fizeram uma explosão, causando grandes queimaduras no rosto da menina de um ano de idade (G1 MG, 2018). Como já sabemos, quando a placa é colocada em local não adequado, a energia elétrica pode procurar outro local para se dissipar, gerando a queimadura. Quando ocorre esse tipo de lesão no paciente cirúrgico, toda a equipe de cirurgia pode ser processada judicialmente por imperícia e negligência, já que é uma lesão 100% evitável se a equipe estiver atenta para os cuidados na hora da colocação da placa dispersiva no paciente. Alguns cuidados devem ser tomados pela equipe de enfermagem na hora da colocação da placa de dispersão no paciente: Colocar a placa em local seco, em contato regular e homogêneo, e em áreas com grande massa muscular, como panturrilha, posterior de coxa e glúteos. Não colocar a placa em áreas onde há presença de lesões e proeminências ósseas. Evitar áreas com muitos pelos. Utilizar gel condutor para aumentar a eficiência do contato. Colocar a placa após o posicionamento do paciente na mesa cirúrgica, já na posição em que ficará durante a cirurgia. Inspecionar o fio da placa dispersiva antes de cada uso, para verificar se não há quebras. Não deixar a pele do paciente ter contato com superfícies metálicas. Verificar no pré-operatório se o paciente tem alguma prótese metálica. A placa deve ser colocada o mais distante possível da prótese. Sempre realizar revisão dos equipamentos antes da cirurgia, bem como se estão todos conectados corretamente na hora do processo cirúrgico. Não utilizar soluções inflamáveis na antissepsia do campo cirúrgico. Dar preferência a soluções aquosas. Esterilizar as canetas de bisturi de acordo com o fabricante. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 37/55 Treinar periodicamente a equipe sobre a utilização dos equipamentos, bem como quanto à aquisição de novos instrumentos. Atenção! Pacientes que possuem marcapasso devem ter cuidado diferenciado, pois a eletricidade dissipada do bisturi elétrico pode interferir na programação do marcapasso. Nesse caso, é melhor dar preferência ao uso da caneta bipolar. Bisturi elétrico Você sabe a importância de identificar o local correto da placa dispersiva do bisturi elétrico para evitar lesões de pele por queimaduras? Assista ao vídeo e entenda. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 38/55 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 No centro cirúrgico, a segurança do paciente no período intraoperatório deve ser garantida por meio de medidas de prevenção de eventos adversos. Entre os cuidados de enfermagem na colocação da placa dispersiva do bisturi elétrico, recomenda-se A secar completamente a placa antes de colocá-la no paciente e retirar toda a umidade da pele. B verificar a integridade de fios e conexões da placa no bisturi, e posicionar a placa sob tecido cicatricial longe do sítio cirúrgico. C retirar completamente a umidade da pele e colocar a placa sob saliência óssea, distante do sítio cirúrgico. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 39/55 Parabéns! A alternativa D está correta. Antes de colocar a placa dispersiva do bisturi elétrico, os profissionais de enfermagem devem verificar a integridade dos fios e conexões, para garantir o bom funcionamento, e posicionar a placa em área de contato com massa muscular. O local deve estar limpo e seco, longe de extremidades ósseas, e o mais próximo possível da área a ser operada. Questão 2 A unidade de eletrocirurgia é composta por vários equipamentos, entre os quais estão Parabéns! A alternativa E está correta. D verificar a integridade dos fios e conexões da placa no bisturi, e posicionar a placa em área de contato com massa muscular. E colocar a placa em qualquer superfície corpórea e checar funcionamento do bisturi elétrico. A unidade de bisturi elétrico, caneta bipolar e placa dispersiva. B caneta de bisturi elétrico bipolar, pedal de bisturi elétrico e placa dispersiva. C caneta de bisturi elétrico monopolar, pedal de bisturi elétrico e placa dispersiva. D unidade de bisturi elétrico, caneta de bisturi monopolar, pedal do bisturi elétrico e placa dispersiva. E unidade de bisturi elétrico, caneta de bisturi elétrico (monopolar ou bipolar), pedal do bisturi elétrico e placa dispersiva. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 40/55 É necessário conhecer os equipamentos da unidade de eletrocirurgia para evitar possíveis acidentes com o paciente cirúrgico: Unidade de bisturi elétrico – aparelho que converte a energia elétrica em calor. Canetas de bisturi monopolar ou bipolar – há uma ponta de metal que entra em contato com o tecido, para realizar o corte ou a coagulação e pode ser acionada na própria caneta. Pedal do bisturi elétrico – aciona a função de corte ou coagulação. Placa dispersiva – absorve a energia que entrou no corpo do paciente por meio da caneta. 4 - Gestão de enfermagem no perioperatório Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car a gestão de enfermagem no perioperatório. Gestão do centro cirúrgico Competências do enfermeiro gestor Para o exercício profissional de enfermagem, o enfermeiro deve trabalhar pautado em quatro processos: Cuidar/assistir Administrar/gerenciar Ensinar/educar Investigar/pesquisar 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 41/55 Para a gestão do centro cirúrgico, é necessário que o enfermeiro gestor seja responsável por administrar a unidade, exercendo as atividades de planejamento, organização, direção e controle de todas as equipes de saúde que trabalham em conjunto no CC e no gerenciamento de toda assistência que será prestada ao paciente durante sua passagem no CC. Para realizar todas essas funções, o enfermeiro deve ter, além do conhecimento sobre a enfermagem, saberes de gestão e administração, para facilitar e dinamizar suas atividades e o fluxo de atendimento da maneira mais eficiente e segura possível. Conforme descrito por Carvalho e Bianchi (2007), as principais competências necessárias para o enfermeiro administrar o CC com eficiência são: Conhecer todos os métodos e equipamentos utilizados nos processos cirúrgicos, a fim de garantir o bom funcionamentoe a segurança. Necessário conhecimento do paciente e de suas necessidades específicas. Necessária para organizar a equipe, fornecendo orientações, treinamentos e motivação. Capacidade de resolver situações imprevistas, em que o enfermeiro decidirá as prioridades das situações, de forma a sempre privilegiar o bem-estar o paciente. Como o CC é um ambiente estressante por seu alto nível de complexidade, o enfermeiro deve gerenciar a unidade de forma eficaz, Competência técnica Habilidade humana Liderança Habilidades para tomada de decisões 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 42/55 para não desgastar os membros de sua equipe. Componentes da equipe Equipe de enfermagem A equipe da gestão do centro cirúrgico é formada pelos seguintes profissionais: Enfermeiro Há o enfermeiro gerente/gestor/rotina do CC, que coordena toda a equipe do CC, e o enfermeiro assistencial/plantonista, que auxilia toda a equipe e realiza cuidados diretos ao paciente, desde a admissão até a alta do CC. Técnico de enfermagem Também chamado de circulante de sala, é o responsável por organizar a sala operatória, com previsão de materiais e equipamentos para cada procedimento agendado, bem como por auxiliar toda a equipe durante o ato cirúrgico. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 43/55 Instrumentador cirúrgico Profissional que auxilia o cirurgião a realizar o procedimento, fornecendo os instrumentos adequados no tempo correto, para agilizar e efetivar a cirurgia. É responsável por organizar os materiais antes, durante e após a cirurgia. Equipe médica Assim como a equipe de enfermagem, também compõe a equipe da gestão do centro cirúrgico: Cirurgião chefe É o médico cirurgião principal da cirurgia e coordena todo o ato cirúrgico. Cirurgião auxiliar É o médico auxiliar do cirurgião chefe para a realização do procedimento. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 44/55 Anestesista É o médico responsável por realizar a anestesia do paciente, de acordo com o tipo de procedimento, e fica encarregado das intercorrências e prescrições medicamentosas nas primeiras 24 horas após a cirurgia. Equipe de limpeza Realiza a limpeza do CC e de cada sala de operação após cada procedimento cirúrgico. Pro�ssional administrativo A acreditação hospitalar é essencial como medidor da qualidade da assistência prestada, de forma que as mudanças necessárias possam ser realizadas, para atender à demanda em saúde da população. Práticas seguras nos procedimentos cirúrgicos O enfermeiro gestor deve dimensionar tanto as cirurgias quanto os profissionais que vão atuar em cada procedimento. Para isso, deve ter conhecimento das legislações vigentes, a fim de desenvolver normas, rotinas, checklists e procedimento operacional padrão (POP) na unidade de centro cirúrgico. Para auxiliar o enfermeiro na criação do checklist, a Anvisa (BRASIL, 2017, p. 7-9) apresenta a normativa para práticas seguras nos procedimentos cirúrgicos em serviços de saúde, destacando que esse profissional deve: “Manter o sistema de vigilância, monitoramento, prevenção e mitigação de incidentes relacionados à assistência à saúde, especialmente dos EA [eventos adversos] cirúrgicos. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 45/55 Notificar os incidentes relacionados à assistência à saúde, incluindo os EA cirúrgicos ocorridos na instituição, [...], por meio do sistema Notivisa [sistema de informação da Anvisa] [...]. Reforçar o sistema de vigilância, monitoramento e investigação de incidentes relacionados à assistência à saúde, além de Never events [eventos graves] e óbitos ocorridos na instituição [...]. Utilizar métodos para análise de risco e determinação de medidas corretivas e preventivas para a redução dos riscos, visando à segurança do paciente em serviços de saúde [...]. Promover o estabelecimento e a sustentação de uma cultura de segurança, com ênfase no aprendizado e engajamento dos profissionais na prevenção de incidentes, evitando-se os processos de responsabilização individual. Enfatizar as medidas gerais de prevenção de incidentes relacionados à assistência à saúde, especialmente dos EA cirúrgicos [...].” Inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária Roteiro para �scalização de unidades de serviços de saúde Em 2020, a Anvisa criou, a partir das legislações específicas, um roteiro de inspeção para gerenciar as fiscalizações das unidades de CC e de centro de material e esterilização (CME), com a finalidade de padronizar os relatórios de funcionamento do setor. Para facilitar a rotina, o enfermeiro deve adequar o CC e o CME, de acordo com as legislações, estudando-as. São onze páginas que facilitam a adequação e fiscalização do CC. Veja: Roteiro Objetivo de Inspeção: Centro Cirúrgico Unidade de Saúde: Identificação: Contato: Data: Avaliador: Data: Documento: 2 1.2Versão: Set/2020Data: Nº Indicador Crit Aval 0 1 2 3 4 5 Marco Regulatório 1 2 3 Coordenação/ Supervisão NC Não dispõe de profissional responsável legalmente habilitado. Conta com profissional legalmente habilitado, porém não responde pelas questões operacionais durante o seu período de funcionamento. Conta com profissional responsável legalmente habilitado, que responde pelas questões operacionais durante o seu período de funcionamento, porém não está formalmente designado. Unidade funcional conta com profissional responsável, legalmente habilitado, que responda pelas questões operacionais durante o seu período de funcionamento, formalmente designado. Profissional responsável é exclusivo do setor. Profissional responsável é exclusivo do setor e possui pós graduação na área. Artigos 15 e 16 da RDC 63/2011 Dimensionament o da Equipe NC Equipe multiprofissiona l insuficiente para o perfil de atendimento e demanda. Possui equipe multiprofissional, mas um único profissional médico atua como cirurgião e anestesista. Possui equipe multiprofissional, porém o médico anestesista ou cirurgião atende em mais de uma sala, simultaneamente. Possui equipe multiprofissional dimensionada conforme perfil de atendimento e demanda. Existe plano de contingência para substituição de pessoal e equipes cirúrgicas em situações de necessidade do serviço. Equipe multiprofissional com capacidade operacional superior ao atendimento da demanda. Artigos 17, 29 e 30 da RDC 63/2011 Capacitação profissional NC Não há registro de capacitação. Existem apenas alguns registros e/ou não realizam capacitações permanentes para todos os profissionais. Existe registro das capacitações realizadas de forma permanente, porém com dados incompletos e/ou não são abordados todos os temas. Existe registro das capacitações realizadas periodicamente, contemplando programa com conteúdo mínimo sobre normas e procedimentos de higiene, utilização de EPI, EPC e vestimentas de trabalho, prevenção de acidentes e incidentes, temas específicos de acordo com a atividade desenvolvida pelo profissional. Nos registros constam carga horária, datas, profissionais capacitados, instrutores, etc. Existe planejamento das capacitações e há registro avaliação percentual de treinados. A capacitação dos inclui incentivo (financeiro ou não) da organização para participação em eventos científicos da área. Artigos 32 e 33 da RDC 63/2011 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 46/55 Tabela: Roteiro de inspeção. Brasil, 2020, p. 1. O enfermeiro gestor do CC deve ter conhecimento das legislações para adequar a unidade, de modo a realizar uma gestão integradacom a equipe interdisciplinar, objetivando uma assistência à saúde qualificada e livre de riscos. Funcionamento do centro cirúrgico Documentações Para o funcionamento organizado do CC, é necessário ter normas, rotinas e regimentos impressos escritos. Algumas documentações são: O regimento do serviço de enfermagem é uma normatização elaborada pelos enfermeiros responsáveis pelo setor e aprovada pela gerência superior de enfermagem. O objetivo desse regimento é regulamentar o funcionamento da unidade de CC, abordando estrutura e atribuições de todos da equipe de enfermagem, hierarquização do setor, direitos e deveres de toda a equipe. São instrumentos administrativos da enfermagem elaborados pelo enfermeiro do setor, buscando padronizar e orientar todas as atividades realizadas dentro do CC. Existem manuais específicos para cada uma das ações dentro do CC. O mapa cirúrgico é um documento no qual são registradas as cirurgias que ocorrerão durante o dia. Quem organiza esse mapa é o enfermeiro gerente do CC. Para isso, ele deve ter conhecimento das cirurgias, bem como porte, duração, necessidade de materiais e dimensionamento da equipe, para Regimento Manuais de enfermagem Mapa de cirurgias 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 47/55 cada cirurgia correr de modo seguro e efetivo. Além de organizar os horários das cirurgias durante o dia, o mapa evita complicações de falta de funcionários, cirurgiões estressados e paciente esperando por muito tempo dentro do CC para o procedimento. Existem diversos impressos que devem ser preenchidos pela equipe do CC, nos quais são registrados todos os momentos e os acontecimentos do paciente atendido, desde a admissão no CC até a alta para a recuperação pós-anestésica (RPA). Recursos humanos Para que o CC funcione plenamente e de forma segura para o paciente, o dimensionamento dos recursos humanos dentro da unidade é fundamental. Afinal, a falta de funcionários acarreta sobrecarga dos demais e, consequentemente, um risco de lesões aos pacientes que estão sob cuidados. Trabalhar de forma harmoniosa e efetiva com todos os membros de todas as equipes e explicar a função de cada membro é essencial para uma assistência à saúde qualificada. É o enfermeiro que gerencia toda a equipe do centro cirúrgico, não o pro�ssional médico! A Sobecc (2017) recomenda que o dimensionamento da equipe de enfermagem deve ser de 20% de enfermeiros e 80% de técnicos de enfermagem. Além disso, o número de circulantes de sala deve estar de acordo com o porte da cirurgia. Vamos conhecer os portes cirúrgicos! Porte 1 Duração de 1,4 horas. Porte 2 Duração de 2,9 horas. Impressos de registro de procedimentos 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 48/55 Porte 3 Duração de 4,9 horas. Porte 4 Duração de 8,4 horas. Logo, para cirurgias de portes 3 e 4, necessitamos de mais de um circulante dentro de sala. Quando dimensionamos adequadamente o quadro de pessoal da enfermagem, possibilitamos que o ato cirúrgico aconteça em um ambiente seguro, confortável e asséptico, diminuindo os riscos de lesões ao paciente e contribuindo para um ambiente de trabalho harmonioso. Outra consideração importante no gerenciamento do CC é a organização da equipe de limpeza da sala operatória (SO). O enfermeiro deve dimensionar a equipe e o tempo necessário para a limpeza entre cada procedimento. A Sobecc (2017) recomenda que o intervalo entre cada cirurgia seja de no mínimo 30 minutos para limpeza entre uma cirurgia e outra. Isso garantirá a limpeza correta e segura para o paciente, bem como a organização da sala para a cirurgia seguinte. A gestão do enfermeiro em um Centro Cirúrgico Veja a seguir as diversas funções do enfermeiro que gerencia o CC, como pontuar as documentações do CC, assim como a elaboração do POP do CC. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 49/55 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 O enfermeiro é o profissional habilitado para gerenciar as necessidades do ato anestésico cirúrgico em todas as suas etapas. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 50/55 Em relação a essas atribuições, o enfermeiro é responsável por: I. Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos no setor. II. Realizar o planejamento estratégico dos cirurgiões do setor. III. Cumprir as normas e regulamentos da instituição e as rotinas do setor. IV. Manter o controle do mapa de cirurgias e do dimensionamento das equipes do setor. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) Parabéns! A alternativa E está correta. O enfermeiro que assume a função de gerente do CC tem diversas funções dentro da unidade: Participar e elaborar as normas, as rotinas e os procedimentos que serão realizados na unidade por toda a equipe multiprofissional. Realizar o planejamento estratégico da equipe de enfermagem no setor, para facilitar o fluxo de cirurgias e evitar erros durante seu trabalho. Fiscalizar o cumprimento das normas e regulamentos da instituição e da unidade por todos os profissionais que ali prestam serviços. Manter o controle do mapa de cirurgias e do dimensionamento das equipes do setor, organizando o agendamento das cirurgias de acordo com o dimensionamento das salas operatórias, equipamentos necessários, materiais extras. Auxiliar outros profissionais na realização da cirurgia. Questão 2 A I e II. B II e III. C I, II e III. D II e IV. E I, III e IV. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 51/55 De acordo com Carvalho e Bianchi (2007), as principais competências necessárias para o enfermeiro administrar o CC com eficiência são: Parabéns! A alternativa A está correta. Carvalho e Bianchi (2007) destacam que, para administrar o CC com eficiência, o enfermeiro deve ter: Competência técnica – Conhecimento técnico e científico sobre como gerir o CC e como este funciona. Habilidade humana – Saber lidar com o trabalho em equipe, pois atua no dia a dia com uma equipe multidisciplinar. Liderança – Liderar o setor pelo qual é responsável e motivar sua equipe a trabalhar de forma efetiva e harmônica. Habilidades para tomada de decisões – As situações exigem respostas efetivas e rápidas. Considerações �nais Como aprendemos, a equipe de enfermagem é fundamental para que a permanência do paciente cirúrgico seja segura e eficaz; para isso, deve ter conhecimento científico e prático, a fim de desenvolver as competências e habilidades necessárias. A competência técnica, habilidade humana, liderança e habilidades para tomada de decisões. B competência científica, habilidade humana, liderança e habilidades para tomada de decisões. C competência técnica, habilidade humana e habilidades para tomada de decisões. D competência técnica, habilidade humana e liderança. E competência científica, habilidade humana e liderança. 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 52/55 Os profissionais devem sempre atualizar os conhecimentos na área, pois lidam com muitos equipamentos e tecnologias inovadoras no campo da saúde, em constante transformação para melhorar performance e segurança. Identificamos que as lesões ocorridas no paciente cirúrgico são evitáveis e previsíveis. Logo, são de responsabilidade da equipe cirúrgica e de todos os profissionais de saúde envolvidos, que respondem legal e eticamente por essas lesões. Podcast Para encerrar, ouça acerca da importância das atividades do enfermeiro no CC e CME. Explore+ Confira o que separamos especialmente para você! Acesse normatizações, legislações e cursos específicos da área cirúrgica no site: Sobecc – Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Pesquise o aplicativo de celular sobre posicionamento do paciente em mesa cirúrgica para minimizar os riscos: ELPO na APP Store. Acesse as seguintes resoluções, que dispõem sobre boas práticas de segurança para o paciente, serviços e estabelecimentos de saúde: Resolução-RDC nº 50/2002 Resolução-RDC nº 63/2011 Resolução-RDC nº 36/2013 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 53/55 Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO. Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde. 7. ed. São Paulo: Sobecc, 2017. BISNOTTO, F. M. B. et al. Queimaduras relacionadas à eletrocirurgia – relato de dois casos. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 67, n. 5, p. 527-534, 2017. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Critérios diagnósticos de infecções relacionadas à assistência à saúde. 1. ed. Brasília, DF: Anvisa, 2013. (Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde). BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota Técnica GVIMS/GGTES nº 04/2017. Práticas seguras para prevenção de retenção não intencional de objetos após realização de procedimento cirúrgico em serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2017. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Roteiro objetivo de inspeção: Centro Cirúrgico. Brasília, DF: Anvisa, 2020. BRASIL. Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: manual – cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia segura da OMS). Tradução de Marcela Sánchez Nilo e Irma Angélica Durán. Rio de Janeiro: OPAS/OMS, 2009. CARVALHO, R.; BIANCHI, E. R. F. Enfermagem em Centro Cirúrgico e recuperação. Barueri: Manole, 2007. HOSPITAL diz que fagulha em bisturi elétrico pode ter provocado fogo que causou queimadura em bebê. G1 MG, Belo Horizonte, 20 set. 2018. Consultado na internet em: 29 mar. 2022. MATTOS, A. Conheça as diretrizes da OMS para uma cirurgia segura. Rio de Janeiro: PEBMED, 2018. MEEKER, M. H.; ROTHROCK, I. C. A. Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. MOURA, M. L. P. A. Enfermagem em Centro Cirúrgico e recuperação anestésica. 9. ed. São Paulo: Senac, 2008. OLÍMPIO, M. A. C.; SOUSA, V. E. C.; PONTE, M. A. V. O uso do bisturi elétrico e cuidados relacionados: revisão integrativa. Revista SOBECC, São Paulo, v. 21, n. 3, p. 154-161, jul./set. 2016. SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenação de Controle de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 54/55 Vranjac. Projeto Estadual de Prevenção de Infecção Cirúrgica. Infecção em sítio cirúrgico. São Paulo: CCD, CVE, 2006. SILVA, M. A. A.; RODRIGUES, A. L.; CESARETTI, I. U. R. Enfermagem na Unidade de Centro Cirúrgico. 2. ed. São Paulo: EPU, 1997. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global guidelines for the prevention of Surgical Site Infection. Geneve: WHO, 2016. Material para download Clique no botão abaixo para fazer o download do conteúdo completo em formato PDF. Download material O que você achou do conteúdo? Relatar problema 19/07/2024, 23:27 Segurança do paciente cirúrgico https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03605/index.html?brand=estacio# 55/55 javascript:CriaPDF()