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CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Este material é um compilado dos meus resumos de concurseiro. Sim, eu
também sou estudante e continuo na luta! Ele foi construído durante os estudos
direcionados para as provas de língua portuguesa da banca Fundação Getúlio Vargas
(FGV), que é muito temida por elaborar questões complexas e fora do padrão
convencional.
Definitivamente, a leitura deste conteúdo não substitui um estudo autônomo e
comprometido da matéria por meio da resolução de questões e da compreensão do
conteúdo teórico. Contudo, servirá de norte para que você compreenda melhor o perfil
da banca e o que mais cai, o que proporcionará ganho de tempo e menos frustrações.
Dicas importantes para resolver questões de português FGV:
1. Você se sentirá meio idiota na maioria das vezes. Relaxa!
2. Você vai errar mais do que acertar! Relaxa!
3. Você vai pensar em desistir, MAS SÓ PENSAR!
4. Seu conhecimento da gramática precisa estar bem solidificado;
5. É fundamental abrir sua mente para o universo da literatura e da leitura de textos
com maior nível de complexidade interpretativa. Sem isso, você vai errar a
maioria das questões;
6. Recomendo estudar com um dicionário do lado (não é google, é dicionário),
pois terá que consultá-lo o tempo inteiro;
7. Resolva questões por assunto até entender exatamente o que pode cair em cada
um deles. Certamente, cairão várias questões no seu concurso idênticas a provas
anteriores.
Aviso de direitos autorais: este conteúdo possui diversos trechos dispersos
retirados de questões da banca FGV, das minhas anotações e de comentários de
usuários da plataforma de questões Qconcursos. Infelizmente, não salvei o nome
dos autores e agora é impossível citá-los. Portanto, trata-se de um material
rudimentar, sem qualquer propósito científico ou comercial, representando
apenas um auxílio aos estudantes.
É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A
VENDA DESTE MATERIAL!
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Quer agradecer pela disponibilização deste e-
book?
Então, em vez de deixar os grandes cursos para
concursos mais ricos, abençoe o trabalho deste
professor! Torne-se meu aluno de redação!
(claro, se você puder investir com consciência)
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PORTUGUÊS FGV
(DIVIDIDO POR TÓPICOS MAIS COBRADOS)
Revisão: Tipologia Textual
Publicitário: A tipologia publicitária se destaca pela maestria em persuadir o público.
Por meio de linguagem criativa, imagens impactantes e argumentos convincentes, busca
influenciar o comportamento do leitor, induzindo-o a adquirir um produto, serviço ou
ideia.
Propagandístico: A tipologia propagandística assume a missão de divulgar ideias,
crenças ou ideologias, muitas vezes com cunho político ou social. Utiliza-se de recursos
persuasivos e emocionais, buscando influenciar a opinião pública e mobilizar o público
para uma causa específica.
Fonte da imagem: esquemaria
Informativo / Expositivo: A tipologia informativa se dedica à transmissão de
informações de forma clara, objetiva e imparcial. Seu objetivo primordial é instruir o
leitor, fornecendo-lhe dados e conhecimentos relevantes sobre um determinado assunto.
https://www.minhadiscursiva.com/
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Didático: A tipologia didática assume a função de ensinar, guiando o leitor na
aprendizagem de um conteúdo específico. Sua estrutura é sequencial e organizada,
utilizando linguagem clara e acessível, além de recursos visuais e exemplos práticos para
facilitar a compreensão.
Expressivo: A tipologia expressiva abre as portas para o universo das emoções e dos
sentimentos. Por meio da linguagem subjetiva e dos recursos literários, o autor expressa
suas ideias, opiniões e vivências pessoais, buscando conexão emocional com o leitor.
Narrativo: A tipologia narrativa nos convida a mergulhar em histórias envolventes,
tecidas com personagens, tempo, espaço e acontecimentos. Seu objetivo é prender a
atenção do leitor, transportando-o para diferentes realidades e despertando suas
emoções. Geralmente ocorre no passado. Predominam verbos no Pretérito perfeito e
pretérito mais que perfeito.
TIPOS DE NARRADOR
Narrador personagem
É um narrador que conta os fatos em primeira pessoa do singular, pois ele está
participando dos acontecimentos narrados na história. Esse narrador mostra seu ponto
de vista e revela suas emoções sobre o que está acontecendo. É um estilo de narração que
gera maior conexão com o leitor, porém é limitado no sentido de que ele não conhece
a fundo as emoções dos outros personagens e, por isso, sua visão é limitada.
“Acordo com a luz do sol, o que é muito mais agradável do que as pessoas fazem parecer.
Não fechamos as cortinas ontem à noite. Viro de costas para a janela por instinto e
percebo que o lado direito da cama está vazio.”
Narrador observador
É um narrador em terceira pessoa que conta apenas o que vê: ele não participa da
história e tampouco tem conhecimento total sobre os fatos ou o que se passa com os
personagens em termos de emoções, anseios e pensamentos.
Sua narrativa é imparcial e objetiva. Tem poucos detalhes e é comum que prevaleça
uma neutralidade na forma como conta os acontecimentos, uma vez que não possui
intimidade ou conexão emocional com os personagens.
A seguir você confere um trecho de “E se fosse verdade”, de Marc Levy:
“Arthur acionou o controle remoto do portão da garagem e estacionou o carro. Tomou
a escada interna e se dirigiu a seu novo apartamento. Empurrou a porta com o pé,
largou a pasta que carregava, tirou o sobretudo e se jogou no sofá (…).”
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Narrador onisciente
É um narrador em terceira pessoa e que tem total conhecimento sobre os fatos e
personagens. Diferente do narrador observador, ele conhece o passado, o presente e o
futuro dos personagens, bem como seus pensamentos e sentimentos.
Por isso, esse tipo de narrador nos oferece uma visão muito mais ampla e íntima dos
acontecimentos, proporcionando uma riqueza de detalhes muito maior ao leitor.
É muito comum encontrar narradores oniscientes em romances, e há momentos,
inclusive, em que a voz do narrador pode se confundir com a dos personagens, já que ele
conhece tudo nos mínimos detalhes.
“Dentro de pouco tempo já sabia a carta de Mr. Darcy quase de cor. Estudava cada
frase, e os seus sentimentos para com o missivista variavam frequentemente. Quando se
lembrava do seu estilo, ficava cheia de indignação, mas quando considerava a injustiça
com que o tinha condenado e tratado, a sua cólera se voltava contra si mesma. Enquanto
o desapontamento que ele tinha sofrido o tornava objeto de sua compaixão, o afeto de
Mr. Darcy despertava a sua gratidão, e o caráter dele, respeito. Mas Elizabeth não podia
concordar com o que tinha feito.”
Focalização interna: é aquela em que o narrador nos mostra cada detalhe do mundo na
visão do personagem central. Inclusive seus sentimentos e vivências.
Ex.: No canto do pátio que foi jardim, viu uma casinha, a estufa de sua mãe, com a porta
balançando aberta, rangendo com o vento. Caminhou até lá. As rosas brancas raríssimas
que a velha estúpida cultivava estavam completamente secas. A não ser por um vaso, em
que permaneciam viçosas. Da infância à adolescência, quantas vezes foi convidada a
entrar ali e ajudá-la. Mas nunca quis. Os ressentimentos não permitiam.”
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Descritivo: A tipologia descritiva nos presenteia com retratos vívidos e detalhados de
pessoas, lugares, objetos ou eventos. Através de uma linguagem sensorial rica e recursos
expressivos, busca despertar os sentidos do leitor e criar uma experiência imersiva.
Predominam verbos no Pretérito imperfeito.
NARRATIVO e DESCRITIVO:
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizestinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente
andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem
progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos
juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.”
Função referencial – denotativa: informar.
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Argumentativo: A tipologia argumentativa assume a missão de convencer o leitor sobre
um determinado ponto de vista. Por meio de argumentos sólidos, dados confiáveis e
linguagem persuasiva, busca defender uma tese e refutar ideias contrárias
Injuntivo: A tipologia injuntiva nos guia em como realizar uma ação específica. Por
intermédio de verbos no imperativo, instruções claras e sequenciais, busca orientar o
leitor na execução de uma tarefa ou na tomada de uma decisão.
2.
FALÁCIAS ARGUMENTATIVAS (Principais)
1. GENERALIZAÇÃO EXCESSIVA - produz uma conclusão a partir de uma evidência
insuficiente.
Exemplo: “Não há dúvida de que os mais jovens não respeitam, atualmente, os mais
velhos como deveriam; hoje mesmo observei um grupo de rapazes e moças que
empurravam pessoas de mais idade para que pudessem entrar antes na sala de
projeção”
2. FALSA ANALOGIA - quando os elementos comparados são diferentes, em algum
aspecto, para essa analogia.
Exemplo: “As crianças nas escolas são como animais assustados e é necessário
acompanhá-las sempre para que não machuquem umas às outras”;
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3. DEDUÇÕES FALSAS - ocorrem quando alguma das condições de construção do
silogismo não é respeitada.
Exemplo: O pensamento é como um produto do cérebro, logo é um atributo da matéria
orgânica.
4. ARGUMENTO AUTORITÁRIO – quando o uso de um depoimento, que se julga
inatacável pela autoridade do autor, encobre falta de argumentos convincentes.
Exemplo: como o governador já informou sobre o problema e, como o secretariado é
capaz e honesto, todos devemos aguardar o bom resultado do projeto.
Exemplo: O motorista do carro de luxo que colidiu com o carro do aplicativo e causou
a morte do motorista não merece ser preso, tendo sido sempre um ótimo filho e
excelente funcionário da empresa para a qual trabalha.
5. FALSO AXIOMA – significa uma verdade aparente.
Exemplo: A educação é a base da cidadania.
6. CÍRCULO VICIOSO - quando um aparente argumento é a repetição do argumento
anterior.
Exemplo: “O funcionário Ricardo é o melhor candidato a chefe de seção porque de todos
os que se apresentaram para a votação é claramente o mais adequado”
7. ARGUMENTUM AD POPULUM = FALÁCIA POPULAR (ATAQUES
PESSOAIS)
Exemplo: “O prefeito pretende construir uma nova escola, mas é preciso esperar porque
ouvi dizer que ele bate na mulher”.
8. CAUSA E EFEITO
Exemplo: falácia causa/efeito: “Minha irmã visitou o zoológico no sábado à tarde e à
noite teve febre; os zoológicos são locais sem higiene”
9. ESTEREÓTIPOS:
Exemplo: “Os ingleses não possuem senso de humor”;
10.
SIMPLIFICAÇÃO EXAGERADA
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A) Esta opção apresenta um exemplo de falso dilema, não de generalização
excessiva. O falso dilema ocorre quando se apresentam apenas duas opções,
ignorando outras possibilidades.
B) Esta afirmação parte de uma premissa inicial verdadeira, portanto, não há
falácia argumentativa.
C) O apelo ao absurdo envolve exagerar uma posição ao ponto de ridicularização,
o que não é claramente o caso aqui.
3.
PARALELISMO SEMÂNTICO
A) 'Minha mãe era uma senhora fraca; temente às trovoadas e ao marido;''
Ocorre ruptura de associação semântica entre os termos ao se associar que a senhora fraca
era temente às trovoadas (um fenômeno da natureza) e ao marido (um ser humano). A
associação lógica semântica é rompida.
B) ''O Vilaça levava nos olhos umas chispas de vinho e de volúpia;''
Há ruptura de associação lógica semântica associar que o Vilaça levava nos olhos umas
chipas de vinho (objeto físico: bebida) e de volúpia¹ (um sentimento; algo abstrato)
C) ''Viviam do amor e da bolsa do pai, inesgotáveis ambos;''
É incoerente associar que viviam do amor (sentimento; algo abstrato) e da bolsa do
pai (objeto físico)
D) ''Vivia de lembranças e saudades por todo o ano;''
Aqui há correlação de sentidos. Afirma-se que alguém vivia de lembranças (sentimento;
algo abstrato) e de saudades (sentimento; algo abstrato).
E) ''Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.''
Há quebra de paralelismo semântico quando se associa quinze dias (dias) a onze
contos de réis (dinheiro).
4.
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GERÚNDIO
O emprego do gerúndio na língua escrita é bastante problemático.
A frase abaixo em que o emprego do gerúndio é criticável é:
O ladrão fugiu, sendo detido pouco depois;
Correto: o ladrão fugiu e foi detido (mesmo tempo verbal)
5.
ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS
Há várias estratégias argumentativas que podem ser como uma ''bengala'' para
fortalecer a defesa de uma tese.
• exemplificação (fato-exemplo);
• modalização;
• enumeração;
• fato histórico;
• comparação (dividida em analogia e confronto);
• contraposição;
• causa-efeito;
• testemunho de autoridade;
• definição;
Fonte para complementação de estudos: https://esquemaria.com.br/assuntos/aprenda-
a-perceber-a-resposta-no-texto/
Raciocínio indutivo: parte do específico para o geral; parte da parte para o todo.
Raciocínio dedutivo: parte do geral para o específico; parte do todo para a parte.
6.
Atentar-se a esse tipo de questão:
“Sempre que passamos de uma premissa para uma conclusão, assumimos como
verdadeira uma ideia intermediária”.
Obs.: se você copiar e colar a frase acima no google, encontrará várias questões da FGV
com esse padrão.
8.
HIPERÔNIMOS E HIPÔNIMOS
Hiperônimo é palavra de sentido geral, mais abrangente. Já hipônimo é palavra de
sentido mais específico. Assim, um hipônimo é um tipo, uma classe de um hiperônimo.
Vamos tomar como base a palavra fruta.
https://esquemaria.com.br/assuntos/aprenda-a-perceber-a-resposta-no-texto/
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São vários os tipos de fruta, como laranja, abacate, maçã, limão. Assim, a palavra “fruta”
tem valor mais abrangente (hiperônimo), e “laranja”, “abacate”, “maçã”, “limão” têm
valor mais específico, por isso são hipônimos.
Da mesma forma, são vários os tipos de “verdura” (hiperônimo), como “alface”,
“couve”, “espinafre”, “cebolinha” (hipônimos).
Dessa forma, entendemos que hipônimo é palavra de valor específico, menos abrangente,
do que o hiperônimo.
9.
Futuro do pretérito
a) ação posterior a outra (ele disse que estudaria)
b) dúvida ou incerteza (haveria alguém em casa?)
c) afirmação condicionada – futuro do pretérito dependente de condição (se eu
pudesse, eu casaria)
d) polidez/educação (gostaria de café?)
e) surpresa (quem diria...)
10.
Pronome possessivo
“Nem todo pronome possessivo indica posse. Alguns denotam apenas um vínculo”
O pronome possessivo só indica posse quando há uma propriedade real.
VÍNCULO:
Um marido demasiadamente apaixonado está enganando sua mulher.
Quando eu for morar sozinho, vou levar minha mãe.
É com trivialidades, e quando está desprevenido, que um homem melhor revela o seu
caráter.
PROPRIEDADE:
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Todas as minhas propriedades estão em meu país.
11.
AMBIGUIDADES
Adjunto adnominal X complemento nominal
• Q985054 (FGV/AL-MA);
• Q863521 (FGV/SEFIN-RO);
• Q1924106 (FGV/SEFAZ-BA);
• Q920705 (FGV/Pref. Niterói);
Resumo sobre Adjunto Adnominal x Complemento Nominal para FGV:
Nessas questões, o importante é:
1º Saber CLASSIFICAR:
1. Quando o termo sublinhado estiver ligado a adjetivo, advérbio → Complemento
Nominal. Pronto, "cabô".
2. Quando o termoestiver ligado a substantivo CONCRETO (você consegue
imaginar sem intermediário. Ex.: cavalo. Consigo imaginar sem precisar de mais
nada) → Adjunto Adnominal. Pronto, "cabô".
3. Quando o termo estiver ligado a substantivo ABSTRATO (você só imagina com
um intermediário. ex.: amor: eu não vejo o amor em si. Vejo duas pessoas se
amando) → Aí, depende do valor:
• Se o valor for Agente (pratica a ação) → Adjunto
• Se for paciente (recebe a ação) → Complemento
Exemplos:
"a vacinação da população foi eficiente"
• Vacinação é substantivo abstrato (você vê pessoas sendo vacinadas, e não a
vacinação em si), logo caímos no ponto 3: vamos verificar o valor (agente ou
paciente): a população vacina ou é vacinada? É vacinada. Logo, temos um
complemento nominal.
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Dica extra: se você puder transformar o substantivo abstrato em verbo e o termo
sublinhado virar objeto direto, você estará diante de um complemento nominal.
• "vacinação da população" >> Posso falar: "vacinar a população" (perceba que o
termo sublinhado virou objeto direto, logo o termo original é complemento
nominal)
"a geladeira da minha tia foi cara"
• Geladeira é substantivo concreto, logo caímos no ponto 2: adjunto adnominal.
Pronto, "cabô".
"o amor à mãe é lindo"
• Amor é substantivo abstrato. Ponto 3: a mãe ama ou é amada? Aqui, a mãe é
amada, logo complemento nominal.
• Aplicando a dica extra: transformando em verbo: "amar a mãe é lindo", logo
complemento nominal.
"o amor da mãe é lindo"
• Amor é substantivo abstrato. Ponto 3: a mãe ama ou é amada? Aqui, a mãe ama
(o amor é dela. Ela pratica a ação de amar), logo temos adjunto adnominal.
"ele é fiel à esposa"
• Fiel é adjetivo (está qualificando "ele"), logo complemento nominal. Pronto,
"cabô".
2º Saber O QUE procurar na questão (isso é importantíssimo):
Quando a FGV disser:
Preposição
• Que não pode ser retirada (é exigida/solicitada pelo verbo);
• Fruto de regência;
• Com valor GRAMATICAL;
• Com valor RELACIONAL/FUNCIONAL;
• Sem valor semântico...
➥ Você vai procurar COMPLEMENTOS: VERBAL (Obj. indireto) ou NOMINAL
Se ela disser:
Preposição
• Que pode ser retirada;
• Com valor NOCIONAL (traz noção de...);
• Com valor semântico...
➥ Você vai atrás dos ADJUNTOS: adjunto ADVERBIAL ou ADNOMINAL.
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Pronto. Geralmente, esses são os pontos mais cobrados. Agora, resolva estas, pois vai
ajudar:
O examinador chutou a bola e pediu para procurarmos a preposição COM valor
SEMÂNTICO, logo vamos atrás dos ADJUNTOS. Já coloque na cabeça que você vai
retirar os complementos (verbal: objeto indireto; nominal).
a) Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você. →
Errado. Aqui, temos um preposição exigida pelo verbo gostar (quem gosta, gosta DE),
que inicia um objeto INdireto (um COMPLEMENTO verbal), logo ela possui valor
gramatical, relacional, é fruto de regência etc., etc. Não é o que procuramos na questão.
b) Nunca chegarás a convencer um rato de que um gato traz boa sorte. → Errado.
Pessoal, quem convence, convence alguém (um rato) DE algo. A preposição é exigida
pelo verbo, logo ela possui valor gramatical.
c) Perdoe seus inimigos, mas não se esqueça de seus nomes. → Errado. Quem se
esquece, se esquece DE. Temos um objeto indireto, logo a preposição tem valor
gramatical. Fora. Estamos atrás da preposição NOCIONAL.
d) Um bebê nasce com a necessidade de ser amado. → Errado. Necessidade deriva do
adjetivo necessário. Se lá o termo ligado ao adjetivo (necessário) é complemento
nominal, aqui (no substantivo necessidade) também o será. Logo, a preposição é
gramatical, pois introduz um complemento.
e) Sempre há um pouco de loucura no amor. → Correto. Ficaria difícil para pensar se
"pouco" é substantivo concreto ou abstrato. Vamos olhar de uma outra forma: lembre-se
de que a preposição iniciada por um adjunto adnominal é nocional porque traz noção
de algo: noção de posse (a geladeira da mãe), de especificação (suco de goiaba)... É
este último valor que acontece aqui: é um pouco DE QUÊ? De arroz? De feijão?
Especifique para mim. "É um pouco de loucura...". Temos um adjunto adnominal. A
preposição, por isso, possui valor nocional (traz noção de especificação).
12.
Valores da CONJUNÇÃO “E”.
Aditivo (João e José chegaram) -
Adversativo (Tentou e não conseguiu)
Conclusivo/consecutivo (Estudou e passou)
Temporal/sequência cronológica (Acordou e tomou banho)
13.
As preposições terão VALOR GRAMATICAL nas situações em que:
Forem OBJETOS INDIRETOS ou COMPLEMENTOS NOMINAIS (substantivos,
adjetivos e advérbios)
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Caso sejam ADJ. ADVERBIAIS, ADNOMINAIS e AGENTE DA PASSIVA, terão um
valor nocional.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/121460348/portugues-fgv-preposicoes
14.
Atentar-se ao uso da perífrase e da paráfrase.
Perífrase é um exemplo de “fazer rodeios”, ou seja, não ser direto e objetivo.
Normalmente, a perífrase é formada por uma expressão que reúne características ou
qualidades que descrevem a palavra que o locutor deseja referir.
Exemplo: “A cidade luz é bela”, neste caso, a chamada “cidade luz” é uma referência a
Paris.
A reescrita sem alteração de sentido tem o nome de paráfrase.
15.
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ILOGICIDADE (INCOERÊNCIA)
QUALIDADE OU CONDIÇÃO DO QUE É ILÓGICO
Ex.:
eu mataria por um Prêmio Nobel da Paz
16.
CONOTAÇÃO, DENOTAÇÃO
Fonte da imagem: Gran Cursos
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Nas alternativas A, B,C,D, a preposição indica "movimento ou direção a um lugar". A
letra E indica apenas localização (Rua Santa Clara).
Todas as alternativas indicam MODO, exceto a alternativa C.
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17.
PARALELISMO SINTÁTICO/SEMÂNTICO
Exemplos extraídos de questões recentes da FGV:
-> As palavras são a mágica da mente; comida é a mágica do corpo e a música é a
mágica da alma.
-> Prefiro a mente aberta por um milagre do que a mente fechada por uma crença.
-> Os dez mandamentos são mal conhecidos, mal compreendidos e mal vividos.
-> Diga “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário.
-> O saber se aprende com os sábios de plantão; a sabedoria se aprende com o
corriqueiro da vida
É fundamental observar se há ordem direta nessas construções: Sujeito + Verbo +
Advérbio.
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No paralelismo sintático, o segundo período "imita" a forma do primeiro:
C. O saber se aprende com os sábios de plantão; a sabedoria se aprende com o
corriqueiro da vida.
Quando aparecer RELAÇÃO SEMÂNTICA buscar:
· Semelhança --> sinônimos. Ex.: velho = idoso
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· Oposição --> antonímia. Ex.: velho – novo
· Hierarquia --> hiperonímia. Ex.: legume – cenoura
· Parte-Todo --> holonímia/meronímia. Ex.: casa – janela
18.
ADJETIVOS DE RELAÇÃO OU QUALIFICAÇÃO/LOCUÇÃO ADJETIVA
O grande "pulo do gato" é colocar o advérbio "muito" no oração e ver se faz sentido, já
que os adjetivos de relação não variam em grau.
Se não fizer sentido, é relacional. Se fizer, é de qualificação.
As expressões "Porcelana muito inglesa" e "Linho muito português" não fazem
qualquer sentido.
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FGV – MPE/RJ – TÉCNICO– 2016
Segundo o gramático Celso Cunha, os adjetivos em língua portuguesa expressam
qualificações, características, estados e relações; o adjetivo abaixo que expressa relação
é
A) fácil entendimento;
B) linguagem objetiva;
C) profissionais qualificados;
D) prática clínica;
E) informação transparente.
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19.
TROCA DE FRASES NEGATIVAS POR POSITIVAS E VICE-VERSA
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20.
ORAÇÕES COM SENTIDO DE CAUSA OU CAUSA-CONSEQUÊNCIA OU
CONSEQUENCIAE CAUSA
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21.
USO DO “CERCA DE”
22.
TROCA DO O/LHE
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23.
MODIFICAÇÃO DE ORAÇÃO REDUZIDA PARA ORAÇÃO DESENVOLVIDA
ORAÇÕES DESENVOLVIDAS
PULO DO GATO: são desenvolvidas, pois têm conjunção ou pronome relativo.
PERÍODO COMPOSTO
➢ Por coordenação: assindética (sem conjunção) e sindética (com conjunção)
➢ Por subordinação:
✓ oração principal e
✓ oração subordinada
• substantiva, pois pode ser trocada por um substantivo ou pelo
pronome “isto”;
• adjetiva (refere-se a substantivo ou pronome relativo)
• adverbial (circunstância)
ORAÇÃO REDUZIDA
✓ Sem conjunção ou pronome relativo
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✓ Podem vir com preposição
✓ Verbo na forma nominal (infinitivo, gerúndio e particípio)
EXEMPLO:
“Ao (preposição) chegar (infinitivo), avise-me”
Oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo
Forma desenvolvida: “Quando (advérbio) chegar, avisa-me”
Em suma, para desenvolver uma oração é necessário seguir estes passos:
1. Inserir a conjunção ou o pronome relativo
2. Retirar o verbo da forma nominal
B) REDUZIDA: É raro alguém querer ouvir (forma nominal no infinitivo) aquilo que
não quer ouvir. DESENVOLVIDA: / que (conjunção) alguém queira (retirou a forma
nominal) ouvir aquilo.
c) “para serem vistas” é a forma reduzida correta da oração “para que sejam vistas”,
pois a conjunção “que” foi suprimida e o verbo passou para o infinitivo, numa oração
reduzida. Não há prejuízo ao sentido, logo a substituição é adequada.
"Já de cara, eliminamos as alternativas B, D e E, pois não são desenvolvidas. Não há a
presença do 'que' ou do 'se' (conjunção integrante)."
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FORMA REDUZIDA PARA FORMA NOMINAL
A alternativa A é a correta, pois transforma as formas reduzidas de infinitivo
("matutar", "queixar-se" e "temer") para formas nominais ("matutação",
"queixas" e "temor"), mantendo a correção gramatical e o paralelismo de estrutura,
que é um princípio estilístico que diz que expressões equivalentes devem manter uma
forma equivalente.
“Não incorremos em cabotinismo ou ufanismo quando (conectivo) afirmamos (verbo
conjugado com o tempo verbal original) que o Mobral é o mais bem-sucedido
programa de educação de adultos do mundo”. (Arlindo Lopes Correia)
24.
IMPLICAÇÕES LÓGICAS
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“Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado” expressa uma oração
subordinada condicional.
Se persistirem os sintomas, então procure um médico.
Se não persistirem os sintomas, então não procure um médico
Vamos analisar cada alternativa para identificar qual delas expressa a mesma
circunstância:
A) ao contrário do que se previa, conseguiu concluir seus estudos.
Aqui, a oração subordinada "ao contrário do que se previa" expressa uma circunstância
de oposição.
B) quando você chegar ao fim da corda, dê um nó nela e segure-se.
A oração subordinada "quando você chegar ao fim da corda" expressa uma
circunstância de tempo.
C) ao amanhecer, cada gota de orvalho parece uma lágrima.
A oração subordinada "ao amanhecer" também expressa uma circunstância de tempo.
D) todo ser humano evolui à proporção que se esforça para isso.
A oração subordinada "à proporção que se esforça para isso" expressa uma
circunstância de proporção.
E) você pode ser o que quiser, contanto que seja bom.
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A oração subordinada "contanto que seja bom" expressa uma circunstância de
condição, semelhante à oração "Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser
consultado."
Se você for bom, então você pode ser o que quiser.
Tentei substituir o "se" pelo "caso [...]", e a única alternativa em que não deu certo foi a
B.
25.
CRASE
Revisão rápida:
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Por via de regra, o uso opcional do acento grave ocorre:
1. Antes de nomes próprios femininos
2. Antes de pronomes possessivos no singular (GABARITO DA QUESTÃO)
3. Depois da preposição "até"
A frase em análise é a seguinte: “No fundo, é um problema técnico que os avanços da
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das
autoridades”. O acento em “à disposição de” ocorre por ser uma locução prepositiva
feminina.
A letra D é a única que apresenta uma locução prepositiva feminina, assim como no
enunciado. Ao analisarmos as demais opções, podemos observar que a letra A, “À
noite”, é uma locução feminina, porém trata-se de uma locução adverbial de tempo e
não prepositiva.
Na letra B, “à vista”, também temos uma locução feminina, mas ela é classificada como
locução adverbial de modo.
Já a letra C não se trata de uma locução, uma vez que a crase é utilizada devido ao caso
de regência. Nesse caso, temos a entrega de algo (o livro) a alguém (à menina).
Por fim, na letra E, “à proporção que”, temos novamente uma locução feminina, mas
dessa vez é uma locução conjuntiva.
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26.
TIPOS DE DISCURSOS
Discurso direto
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- Descreve a fala integral do personagem
- Ex.: João toma banho- Mãe! disse ele. - pegue a toalha!
Discurso indireto
- Paráfrase do narrador que possui total controle sobre o enunciado
- Ex.: João tomava banho, por isso disse para sua mãe pegar a toalha.
Discurso indireto-livre
- Fala da personagem deslocada da fala do narrador, mas sem sinais gráficos.
- Ex.: João tomava banho e gritou, mãe, pegue a toalha.
Gabarito: E
TIPOS DE DISCURSO:
1. Direto: com marca de fala (ex.: travessão)
2. Indireto: narrador conta a história (é a fofoca)
3. Indireto livre: Insere palavras em uma narrativa.
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PALAVRAS QUE A FGV AMA NA TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO
PARA O INDIRETO:
• Amanhã = no dia seguinte
• Ontem = no dia anterior
• Hoje = Naquele dia
• No final do ano = No final daquele ano
• Agora = naquele momento
• Esta noite = n
• Aqui: lá
27.
SIGNIFICADOS DA PARTÍCULA “SE”
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A - Recíproco;
B - Condicional;
C - Partícula apassivadora (são tidas);
D - Pronome denotando a ação do sujeito sobre ele mesmo;
E - Aqui também vejo valor reflexivo, pois não cabe partícula apassivadora (são
divertidos) e nem há reciprocidade.
28.
PREPOSIÇÕES NOCIONAIS E GRAMATICAIS
Preposições gramaticais: complemento nominal e complemento verbal
Preposições nocionais: adjunto adnominal e adjunto adverbial
29.
REVISÃO ANÁLISE SINTÁTICA
Predicativo do sujeito é o termo que atribui uma característica ao sujeito por meio
de um verbo de ligação (ser, estar, continuar, tornar, ficar, parecer, viver etc).
Os predicativos do sujeito podem ser adjetivos, substantivos, pronomes, numerais.
Exemplos:
• A obra é caríssima. (o predicativo do sujeito "caríssima" é um adjetivo)
• Somos estudantes. (o predicativo do sujeito "estudantes" é um substantivo)
• Minha mochila é aquela. (o predicativo do sujeito "aquela" é um pronome)
• Seremos cinco. (o predicativo do sujeito "cinco" é um numeral)
A) O hábito (sujeito) torna (verbo de ligação) até as coisas assustadoras (objeto
direto) suportáveis (predicativo do objeto).
B) O silêncio (sujeito) deles é (verbo de ligação) uma eloquente (predicativo do
sujeito) afirmação.
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C) O silêncio (sujeito) tornou-se (verbo de ligação) sua linguagem materna
(predicativo do sujeito).
D) Os bons homens são extremamente raros. (adjunto adnominal)
E) A sabedoria humana ensina muito se ensina a calar. (adjunto adnominal)
Portanto, a alternativa A apresenta uma função sintática diferente das demais.
Questões sobre a dupla grafia de HIERÓGLIFO:
Q2639800 Q1997146 Q437810Q1004556 Q925241 Q1180686
30.
FRASES INTERROGATIVAS
A FGV se apega muito às expressões diatópicas derivadas da oralidade. O nome técnico
para uma expressão interrogativa na qual a resposta se encontra implícita é Interrogativa
Retórica. Normalmente se inicia com QUEM. Há que ter o conhecimento prévio de que
quando alguém fala essa frase, a resposta está implícita. Outros exemplos: “quem nunca
errou na vida?” “Quem vai me parar hoje nessa festa?”
31.
SE NÃO / SENÃO
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SE NÃO -> CASO NÃO.
SENÃO -> DO CONTRÁRIO
Escreva SENÃO tudo junto quando significar DO CONTRÁRIO. Assim, na frase “Fale
alto, SENÃO ninguém vai ouvir”, devemos escrever esse SENÃO tudo junto, pois tem
o sentido de “Fale alto, DO CONTRÁRIO ninguém vai ouvir”. Devemos escrever SE
NÃO separado quando pudermos substituir por CASO NÃO.
32.
ABREVIAÇÕES DE PAÍSES
anglo = inglês
nipo = japonês
sino = chinês
França: franco.
Espanha: hispano.
Portugal: luso.
Alemanha = teuto/germano
33.
QUESTÕES SEM DEFINIÇÃO
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Percebam que reflexões aleatórias ou desconectadas da sequência do pensamento
foram responsáveis pela interrupção da narração.
Vou marcar de vermelho os trechos que representam a interrupção:
A) A menina preparou-se para a primeira saída com o recente namorado. Procurou
caprichar no visual e teve muito cuidado com a maquiagem. Olhou-se no espelho. Não
era linda nem feia. Era professora de curso primário e torcia para que seu namorado
a considerasse interessante; (isso está desconectado da sequência do pensamento)
B) No dia seguinte, levantou-se bem cedo para observar as três árvores frutíferas que
havia plantado há uma semana. Viu que as folhas da tangerineira tinham crescido mais
rapidamente que as folhas do pessegueiro e da ameixeira. Decidiu chamar um engenheiro
agrônomo para ajudá-lo;
C) A encomenda chegou na parte da tarde, quando todo mundo já havia saído para a
excursão. Os entregadores descarregaram a máquina na porta da casa e ele dirigiu-se para
lá a fim de pedir ajuda para o transporte para o interior da casa. Como sempre acontece
nessas ocasiões, os homens do carreto estavam apressados e não o auxiliaram.
Decidiu então cobrir a máquina com uma manta até o dia seguinte, quando pediria ajuda;
D) Sentiu sua roupa colada ao seu corpo, destacando seu físico forte. Limpou as mãos no
lenço e preparou-se para receber os convidados. Esse menino é tão exibido, meu Deus!
Lembrou-se da frase da mãe, mas sempre achou que ela era exagerada no diagnóstico;
E) Entrou pela porta da frente e deparou-se logo com uma pequena sala onde deixou sua
mala. O cenário era o mesmo de quarenta anos atrás, com os mesmos objetos antigos
sobre a mesa de centro. Entrou pelo corredor e uma imensa saudade ocupou o seu
coração.
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• A. não sei de que repartição
• B. hesitei se sabia
• C. não me recorda bem o nome
• D. Suponho que Vírgília ficou pouco admirada.
Para acertar esses tipos de questões de comparação da FGV, basta você achar o "padrão"
diferente das demais alternativas.
Percebam que nas alternativas A, B, C e E, todas têm um padrão de comparar apenas
um termo com o outro:
A) Cada ave, com asas estendidas, é "COMO" um livro de duas folhas aberto no céu / o
colorido;
B) O céu é "COMO" o pão de cada dia dos olhos / a religiosidade;
C) A terra é "COMO" o provável paraíso perdido / a solidão;
E) Para quem está morto, todos os dias são "COMO" domingos / a diversão.
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O enunciado pede UMA DEFINIÇÃO. Todas as alternativas apresentam uma definição
da palavra, a alternativa B não faz, só fornece significados, sinônimos.
O termo "ocorrência" é um documento oficial registrado na polícia, este termo não pode
ser substituído por outros sinônimos, não poderia haver substituição por "acontecimento
policial" ou "fato policial", essas substituições mudariam completamente a semântica do
termo.
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Todas as alternativas falam de percorrer um ponto A até B.
Cinema > Casa
Rio > São Paulo
Daqui (localização do autor) > Teatro
Lisboa > Madrid
Como a D não indica nada neste sentido, é a alternativa com valor de lugar que destoa
das demais. Sendo, portanto, nosso gabarito.
em todas as outras alternativas, a palavra sublinhada acompanha um verbo ( advérbio
sempre acompanha verbo) a única alternativa que não está junto a um verbo é a letra C.
Para saber se o adjetivo tem valor de advérbio, é só analisar fazer trocas de masculino
por feminino e ver qual é invariável, vejamos:
A: Ele trabalhou duro / Ela trabalhou duro – invariável (advérbio)
B: Ele manteve firme a posição / Ela manteve firme a posição – invariável (advérbio)
C: Vida curtA / Sossego curtO – variável – NÃO é advérbio D: A vida foge rápido / O
passado foge rápido – invariável (advérbio)
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