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AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁGIO INSTITUCIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. ª Ana Paula Picheth 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Após o percurso do módulo teórico sobre a “Avaliação e intervenção 
psicopedagógica institucional”, é dada a hora de vivenciar, de forma prática, um 
processo de estar dentro da instituição. Reconhecer e identificar nesta seus 
entraves e desafios para que, após essa análise, seja possível sugerir um caminho 
corretor que promova a superação e melhoria das referidas relações escolares. 
CONTEXTUALIZANDO 
A teoria sobre o processo de avaliar, diagnosticar e intervir nos processos 
de uma instituição é dependente da apropriação de conceitos que detalhadamente 
foram desenvolvidos no módulo referente ao tema desse estágio. 
Estar na instituição não é para avaliar o aluno em dificuldade de 
aprendizagem de maneira individual, mas sim o contexto de aprendizagem dos 
grupos de alunos, professores, funcionários e de todos em geral. O 
psicopedagogo institucional não poderá fazer avaliação de um, mas do conjunto 
em funcionamento. 
Desde a Entrevista operativa centrada na modalidade de ensino–
aprendizagem (EOCMEA), enquadramento, observação, dinâmicas de grupo, 
técnicas projetivas, cone invertido, levantamento histórico e atitudes operativas, 
há um preparo que agora permite ao aluno-estagiário entrar na instituição e atuar 
como aprendiz e ensinante nos processos diagnósticos e de intervenção. 
Estagiar é a oportunidade de aliar teoria e prática e transformar a si mesmo 
e ao grupo de atuação. Para isso, há regras e procedimentos que garantirão a 
efetividade desses propósitos e que serão trabalhados no decorrer desta aula, 
juntamente com as sugestões e os encaminhamentos das ações necessárias para 
que se inicie a parte avaliativa institucional (aula 1 e parte da aula 2), e, por fim, a 
proposta de intervenção psicopedagógica como resultado final do trabalho de 
estágio. 
TEMA 1 – PREPARANDO O ESTÁGIO INSTITUCIONAL 
Para iniciar essa trajetória, é necessário que você, além de ter assistido a 
todas as aulas deste módulo, tenha conhecimento do documento e do manual do 
estágio. 
 
 
3 
Para desenvolver o estágio em Psicopedagogia Institucional, o aluno-
estagiário deve procurar preferencialmente uma escola da rede pública ou privada 
de ensino, que poderá ser a mesma escola em que se realizou o estágio clínico, 
ou outras instituições nas quais existam processos de ensino–aprendizagem. 
O estágio curricular supervisionado obrigatório possui carga de 60 horas, 
assim distribuídas: 
 2 (duas) horas para videoaulas; 
 6 (seis) horas de observação no local de estágio; 
 10(dez) horas no local de estágio para as sessões diagnósticas distribuídas 
de acordo com cronograma elaborado pelo aluno-estagiário e aprovado 
pelo responsável na instituição. Pode ocorrer duas sessões por semana de 
uma hora cada, contando como hora tanto a hora-aula (50 min.) como a 
hora convencional (60 min.); 
 2 (duas) horas destinadas à devolutiva aos responsáveis pela instituição e 
para os envolvidos no processo avaliativo; 
 40 (quarenta) horas destinadas ao contato inicial para definir local de 
estágio; para estudo teórico; preparação do material; análise dos dados; 
elaboração do memorial reflexivo devidamente fundamentado (na ficha de 
frequência, essas atividades devem ser registradas com datas e horários 
aproximados e conter a assinatura do tutor/coordenador do polo 
presencial). 
O estágio poderá ser desenvolvido em grupo de até no máximo quatro 
participantes. Todos os integrantes do grupo devem pertencer à mesma turma, 
com a mesma oferta (número que aparece ao lado do nome da disciplina). 
Especificamente no estágio institucional, o aluno-estagiário deverá realizar 
um diagnóstico psicopedagógico de uma instituição, envolvendo os processos 
de ensino–aprendizagem e a trama de relações que caracterizam a sua dinâmica 
e o seu funcionamento, assim como um plano de intervenção, considerando os 
aspectos anteriormente citados, e que será consolidado no memorial reflexivo, 
documento a ser entregue como finalização do estágio. 
Para que esse processo aconteça de forma adequada e organizada, alguns 
documentos serão necessários e o esquema a seguir garante lembretes para que 
seu estágio aconteça dentro dos objetivos propostos: 
 
 
 
4 
1. Escolha da instituição; 
2. Carta de apresentação – para que estabeleça o contato formal com a 
instituição (modelo anexo AVA); 
3. Termo de compromisso – depois de ter sido aceito na instituição, preencher 
o termo de compromisso que está na plataforma AVA com os dados da 
instituição; 
4. Ficha de frequência (modelo anexo AVA); 
5. Ficha de desempenho (modelo anexo AVA); 
6. Memorial reflexivo (roteiro de elaboração no manual de estágio). 
Nos anexos dessa aula, serão apresentados modelos das atividades a 
serem desenvolvidas durante o estágio para embasar a escrita do seu documento 
de entrega: memorial reflexivo (informe psicopedagógico, levantamento de 
hipóteses, entrevistas, observação de aula, entre outros). 
TEMA 2 – QUEIXA, OBSERVAÇÃO, ENQUADRAMENTO 
2.1 Queixa 
Iniciar o estágio é primeiramente definir em que instituição poderá realizá-
lo, e, então, entrar em contato com ela. Após o aceite e a entrega da carta de 
apresentação, você deve marcar um horário para conversar com o responsável 
do local, que o acompanhará ou definirá com quem será sua supervisão do estágio 
dentro do espaço institucional. 
Nesse primeiro contato, converse com a pessoa para explicar seu trabalho. 
Explique que seu intuito é, a partir de um indicativo dado por eles, investigar as 
razões impeditivas à efetividade de seus objetivos, e que são as queixas da 
instituição, assim como apresentar um plano de intervenção como sugestão para 
a melhoria dos processos de aprendizagem daquele local. 
Anote a fala desse responsável e acrescente perguntas que julgar 
pertinentes para que juntos definam qual será o grupo-alvo de trabalho na 
investigação diagnóstica institucional. 
Sabendo a queixa, você já definiu seu grupo de ação. Agora, combine a 
oportunidade de estar no espaço institucional para observar esse grupo em 
atividades diversas e assim preencher a carga horária de estágio de seis horas, 
correspondentes à etapa da observação. 
 
 
5 
Normalmente uma instituição revela mais de uma queixa, até porque muitas 
delas são interligadas, e o não funcionamento adequado de um grupo afeta e 
compromete os demais grupos. Cabe definirem juntamente em qual grupo há mais 
urgência em se diagnosticar e intervir para seu bom funcionamento ou onde há 
mais viabilidade de tempo de acordo com as agendas da instituição e do aluno-
estagiário. 
2.2 Observação 
Após a conversa/entrevista inicial, ficou definido entre você e o responsável 
que os principais desafios dessa instituição são: 
 uma determinada classe que apresenta problemas de indisciplina; 
 um grupo de professores que não cumpre seus compromissos burocráticos 
de entrega de notas, avaliações e planejamento; 
 um grupo de funcionários que falta muito e têm problemas de 
relacionamento. 
É importante que um grupo seja escolhido para que então se inicie o 
processo de observá-lo em ação. Supondo que o grupo escolhido foi o de alunos, 
a partir de então você se organiza para que, em seis horas, observe-os em 
momentos espontâneos como no recreio, na entrada, na saída, em aulas 
extraclasse e em sala de aula regular. 
Todas essas observações devem ser registradas com informações 
pertinentes ao que foi relatado na queixa e que você constatou ou não nos 
contextos analisados. 
2.3 Enquadramento 
Enquadrar, em psicopedagogia, representa estabelecer os combinados, 
fazer um “contrato”, mesmo que verbal, sobre como, nesse caso, o estágio 
acontecerá. 
Nessa fase do estágio, você já deve saber quem será a pessoa a qual terá 
que sereportar e que se responsabilizará por você na instituição. Com ela deve 
ficar estabelecido os dias e horários possíveis para cada encontro ou permanência 
sua no espaço escolar, assim como o tempo para cada atividade. Uma sugestão 
 
 
6 
é organizar um cronograma que deverá ser aprovado e seguido, fazendo somente 
alterações previamente combinadas por todos os evolvidos. 
Figura 1 – Sugestão: cronograma de estágio 
 
ESTÁGIO PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL – UNINTER 
Escola ................ 
Aluno-estagiário:....................... 
Responsável na Instituição: .............................. 
 
6H OBSERVAÇÃO 10H APLICAÇÃO 
20/10/2018 – 10h às 12h 
 
 
 
Total: Total: 
 
É importante salientar que, em todas as etapas do estágio, o aluno-
estagiário estará especificamente ou concomitantemente fazendo observações. 
Observação é o olhar além, ver o outro em ação sem a influência de quem o 
observa, sempre registrando os efeitos da ação observada em âmbito de dinâmica 
e temática. 
 Observação temática: o que é dito, falado e expresso mesmo nas 
entrelinhas. 
 Observação dinâmica: o que o sujeito expressa no seu movimento e que 
não é o estritamente verbal: gestos, tom de voz, postura corporal etc. 
TEMA 3 – EOCMEA: PRIMEIRO LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES 
3.1 EOCMEA 
A Entrevista Operativa Centrada na Modalidade de Ensino–Aprendizagem 
(EOCMEA) objetiva pesquisar a dinâmica (o que o corpo fala), a temática (o que 
é verbalizado) e o produto de um grupo em ação. A intenção não é a pesquisa 
 
 
7 
isolada destes aspectos, mais sim a articulação destes e seu significado. 
(Carlberg, 2012). 
Segundo Carlberg (2012), a EOCMEA deve ser composta 
preferencialmente por três profissionais, já que será aplicada em grupos: um 
coordenador e dois observadores, que funcionarão como uma unidade operativa, 
sem caracterizar uma hierarquia entre eles. 
A sugestão para o estágio é que o grupo de quatro pessoas se divida em 
quem coordena a atividade e a apresenta, quem registra observações gerais, 
quem registra as observações temáticas e quem fará o registro das observações 
dinâmicas. Caso o estágio seja feito de forma individual, a mesma pessoa terá 
que fazer todas as funções. 
Agora, vamos supor que, dentre os grupos apresentados no contato inicial 
com desafios de aprendizagem nessa instituição, seja escolhido o grupo de alunos 
indisciplinados. Baseado nesse contexto, é necessário que se pense e se 
organize alguma atividade para estabelecer o primeiro contato com os alunos por 
meio de uma atividade de EOCMEA. 
Figura 2 – Sugestão de interação para o primeiro contato em atividade de EOCMEA 
 
 
“Boa tarde (Bom dia)! Eu sou (apresentar-se a equipe) e estamos aqui, 
conforme a (professora, orientadora, vice-diretora, gestor(a) etc. – aqui se 
coloca com quem a equipe vai falar) deve ter comentado, para conhecermos 
vocês, o que vocês sabem e o que vocês já aprenderam. 
Para isso, trouxemos alguns materiais* que estão nesses envelopes e vocês 
precisarão se dividir em seis equipes. Cada equipe pegará um envelope com 
partes de quebra-cabeças. Vocês precisarão se comunicar com os demais 
grupos para descobrir onde estão as peças do quebra-cabeça da sua equipe. 
Cada equipe tem uma cor na frente do envelope e deve encontrar o quebra-
cabeça com a cor de fundo correspondente a do envelope. Vocês terão até às 
11h para fazer essa tarefa; agora são 10h”. 
 
*Materiais: seis envelopes marcados, cada um, com uma cor diferente da outra. Seis quebra-
cabeças com uma imagem diferente da outra e com uma cor de fundo ou da borda igual às 
cores escolhidas para cada envelope. Misturar os quebra-cabeças de maneira uniforme nos 
envelopes. 
 
 
 
8 
Cada equipe de estágio deverá elaborar qual atividade será aplicada na 
EOCMEA para seu grupo de ação dentro da instituição. Lembrar que a escolha 
da atividade precisa colocar as pessoas a serem avaliadas em um movimento que 
externe seus desafios, apresentados pelo responsável da instituição no momento 
da entrevista inicial. Para a aplicação da atividade, é necessário ficar clara a 
consigna (o que eles terão que fazer), o tempo para isso e providenciar os 
materiais necessários para tal. 
3.2 Primeiro levantamento de hipóteses 
A atividade da EOCMEA tem o propósito de aproximar o avaliador e grupo 
de trabalho, baseado num olhar de observação que se referenciou na queixa 
trazida pela instituição. 
Durante a realização da atividade, o grupo de estágio registra as 
observações gerais, dinâmicas e temáticas para começar a elencar hipóteses que 
estruturem um sistema de ação para as próximas ações de investigação que serão 
feitas naquele grupo. 
Figura 3 – Sugestão de quadro para registro da atividade da EOCMEA* 
OBSERVAÇÕES 
TEMÁTICAS 
HIPÓTESES OBSERVAÇÕES 
DINÂMICAS 
HIPÓTESES 
 
 
*Ver modelo em material complementar. 
Após o registro, é importante organizar as informações observadas com 
base na análise do contexto. 
Figura 4 – Sugestão de quadro para organização das informações* 
DIMENSÕES HIPÓTESES AÇÕES PARA DIAGNÓSTICO 
Conhecimento 
Relacional 
Funcional 
Estrutural 
*Para melhor visualização desse registro, há um modelo em anexo para conhecimento e 
apreciação. 
 
 
9 
É a partir da EOCMEA que o grupo de estágio decidirá quais as próximas 
ações que a equipe avaliada precisa realizar para que se chegue a um diagnóstico 
institucional. 
Pelo fato de essas atividades se tratarem de um estágio e haver demanda 
para conhecer as várias possibilidades de atuação do psicopedagogo na 
instituição, as próximas etapas de aplicação da ação avaliativa se darão de forma 
generalista, ou seja, mesmo que nem todo grupo necessite de todas as ações que 
serão apresentadas, a aplicação da atividade proposta será feita para ampliar o 
conhecimento sobre a avaliação em si. É importante que cada grupo de estágio 
organize e controle o número de horas necessárias ao estágio e as ações que 
serão realizadas para que se cumpra o estabelecido e, no enquadramento, isso 
fique combinado com a instituição de maneira clara e objetiva. 
TEMA 4 – ENTREVISTA: LEVANTAMENTO HISTÓRICO 
4.1 Entrevista 
O que norteia um momento psicopedagógico de entrevista é tanto fazer a 
coleta de informações como observar a dinâmica e a temática do entrevistado, 
para se ter dados comparativos em relação à queixa institucional apresentada. 
A entrevista com conotação de investigação diagnóstica precisa estar 
direcionada às pessoas envolvidas com o grupo escolhido para ser analisado. 
Então, se o grupo for o de alunos indisciplinados de uma instituição, deve-se 
entrevistar alguns deles, alguns professores e coordenador daquela turma. Se 
autorizado pela instituição, seria interessante entrevistar até alguns pais. 
Se o grupo investigado é o de professores, é necessário entrevistar alguns 
deles, a coordenação direta, a direção e alguns alunos. Se o grupo investigado for 
o de funcionários, é preciso entrevistar alguns deles, a direção, alguns professores 
e alunos. 
A seguir, uma sugestão de perguntas para entrevista que devem ser 
adaptadas e substituídas conforme o grupo de análise e pessoas que serão 
entrevistadas, bem como devem ser criadas novas questões. 
 
 
10 
Figura 5 – Sugestão de perguntas adaptáveis para entrevista 
 
 
Nome: ______________________________________ Função:_______________ Data __/__/__ 
 
1. Há quantos anos exerce sua profissão? Quantos anos você tem? 
2. Gosta do que faz? (Gosta de estudar?) 
3. O que mudaria na sua prática hoje? (O que mudaria na sua sala de aula?) 
4. Relate uma situação muito desafiadora que você teve que resolver na escola. 
5. Conte uma história de sucesso na sua atuação (nos seus resultados como aluno). 
6. Você considera justa sua remuneração? 
7. Qual o seu trabalho especificamente (descritivo da função)? Cumpre com todas essas 
obrigações? (Qual você considera sua função comoaluno, direitos e deveres?) 
8. O não aprender de um aluno o incomoda? O que você faz sobre isso? (Quando você não 
aprende ou um colega seu, isso o incomoda? O que você faz sobre isso?) 
9. O que seus familiares dizem sobre você ser professor? (Sobre seu desempenho como 
aluno ou o que eles diriam se você optasse em ser professor) 
10. O que as pessoas pensam sobre essa instituição de ensino que você trabalha? E você, o 
que pensa? (Sobre a que você estuda) 
11. Discute pontos de vista diferentes dos seus? 
12. Se tem algo não muito certo com a educação, quem ou o que poderíamos responsabilizar? 
13. Compartilha suas descobertas e práticas pedagógicas com colegas da escola? (Suas 
experiências e descobertas como aluno) 
14. A coordenação é disponível e apoia o trabalho do professor? (A coordenação e professores 
são disponíveis para com os alunos?) 
15. Se você tivesse que mudar de cargo aqui dentro, qual você gostaria de exercer? Por quê? 
(Substituir se for para aluno) 
16. Percebe-se moderno e atualizado para falar a linguagem do seu aluno? Considera isso 
importante? (Seus professores são modernos e atualizados com as tecnologias e 
inovações? Quais?) 
17. O que dificulta o teu trabalho nessa escola? (O teu desempenho...) 
18. No que é bom trabalhar aqui? (por que é bom estudar aqui?) 
19. O que você mudaria? 
20. Você indicaria essa escola para alguém estudar aqui? 
21. Onde gostaria de estar daqui cinco anos? 
22. Três defeitos seus e três qualidades. 
23. Três defeitos dessa escola e três qualidades. 
24. Você sabe qual o intuito dessa entrevista e do trabalho psicopedagógico nessa instituição? 
25. Se ganhasse o poder de falar e ser ouvido e atendido, o que falaria agora para quem dirige 
essa escola? 
... 
 
 
11 
4.2 Levantamento histórico 
O levantamento histórico é uma etapa da investigação diagnóstica que 
objetiva responder a hipóteses levantadas em atividades aplicadas até então. 
Nessa etapa do estágio, após o EOCMEA e as entrevistas, provavelmente 
você já deve ter questionamentos e dúvidas sobre o que foi dito na queixa e o que 
foi trazido pelas pessoas observadas em ação. Ir atrás do levantamento histórico 
e estatístico da instituição talvez possa te esclarecer e responder a questões 
importantes para a avaliação diagnóstica que está realizando. 
São aspectos importantes de serem investigados sobre os aspectos 
históricos: tempo da instituição no mercado; como foi o início; se foi comprada 
pronta ou construída desde a concepção de ideias e planejamento; se é uma 
instituição familiar ou empresarial; se os processos seletivos são criteriosos; qual 
o perfil econômico e social dos proprietários, da clientela, da região onde está a 
escola; imagem social na comunidade; como organiza eventos e a importância 
que dá a eles; em que ou quem a escola inspirou sua visão pedagógica, entre 
outros. 
São aspectos importantes de serem investigados sobre os aspectos 
estatísticos: número de alunos série a série nos últimos cinco anos; motivos 
elencados pelos pais no cancelamento de matrículas; quantidade de alunos que 
encerram o ensino médio em comparação ao número de alunos novos que 
ingressam na instituição; tempo de permanência dos funcionários na escola (por 
áreas de atuação); rendimento dos alunos por ano escolar e por disciplina; 
resultados de avaliações da comunidade quando houver (pesquisas de 
satisfação); como ocorre a captação de novos alunos e como a instituição se 
organiza para o período de matrículas; índice de reprovação, entre outros fatores 
significativos para a análise psicopedagógica diagnóstica. 
TEMA 5 – OBSERVAÇÃO DE AULA (OU DO CONTEXTO EDUCACIONAL 
REFERENTE À QUEIXA) 
Essa etapa da avaliação diagnóstica será definida conforme o grupo 
escolhido para ser elemento de análise. 
Caso o grupo analisado seja o de alunos, a observação será em sala de 
aula e sobre o comportamento dos alunos nessa aula, assim como a metodologia 
 
 
12 
utilizada pelo professor. Se o grupo a ser analisado for de professores, observa-
se também uma sala de aula, mas somente a ação do professor em relação ao 
conteúdo, metodologia e relacionamento com os alunos. Se a equipe analisada 
for a de funcionários, observa-se esse grupo em ação durante um período do dia 
na realização corriqueira de suas atividades. 
Observe, a seguir, uma sugestão de roteiro para observação de aulas 
(estruturar as questões a serem analisadas conforme o olhar esteja focado na 
ação do professor ou do aluno. 
Figura 6 – Sugestão de roteiro para observação de aulas 
 
 
 
 
13 
Figura 7 – Sugestão de roteiro para observação de aulas 
Área de conhecimento: 
 
Assunto: 
Professor: 
Turma: 
Número de alunos: 
Coordenadora responsável: 
 
Didática/Organização da aula e sala de aula: 
 
 Do espaço: 
 Do aluno: 
 Do professor: 
 A aula teve início, meio e fim? 
 
Recursos utilizados pelo professor: 
 
Metodologia e estratégias utilizadas: 
 
 Segue a proposta pedagógica do MDP de forma a partir de uma situação-problema e 
do conhecimento dos alunos para o desenvolvimento do trabalho? 
 Retoma as aulas ou conteúdos anteriores? 
 Instiga nos alunos a pesquisa sobre o que é estudado? 
 Há interação e participação efetiva dos alunos? (Disciplina pedagógica?) 
 Faz a relação entre o cotidiano e o conteúdo estudado? 
 Estratégia(s): 
 
Disciplina: 
 
 Comportamental do aluno: 
 Comportamental do professor: 
 
Planejamento da aula: 
 
 Como foi organizada a aula ministrada pelo professor? 
 
Atividades propostas: 
 
 No livro: 
 No caderno: 
 Tarefas de casa: 
 
Faz uso ou referência a recursos tecnológicos? 
 
 
 
 
14 
FINALIZANDO 
Chegamos a uma etapa do estágio institucional em que você descobriu a 
queixa da instituição e, a partir dela, organizou o enquadramento, fez seis horas 
de observação do grupo escolhido para análise, realizou a aplicação da EOCMEA, 
levantou o primeiro sistema de hipóteses, fez levantamento histórico e estatístico 
da instituição e organizou a observação de um ambiente escolar (sala de aula ou 
espaço administrativo). Na próxima aula, daremos continuidade a mais alguns 
instrumentos investigativos para, então, realizar a análise de todos esses dados 
coletados, e enfim proceder com o diagnóstico institucional e elaborar o informe 
psicopedagógico com sugestões de intervenção para a instituição. 
LEITURA OBRIGATÓRIA DA DISCIPLINA: 
Texto de abordagem teórica – Atuação psicopedagógica no contexto 
escolar 
PONTES, I. A. M. Atuação psicopedagógica no contexto escolar: manipulação, 
não; contribuição, sim. Rev. psicopedag., São Paulo, v. 27, n. 84, p. 417-427, 
2010. Disponível em: 
. Acesso em: 29 out. 2018. 
Texto de abordagem prática – Relatório de estágio institucional 
BEZZERA, R. de M.; BEZERRA, S. S. de M. Relatório de estágio institucional. 
Relatório de estágio supervisionado (Pós-graduação em Psicopedagogia 
Institucional e Clínica) – Sociedade de Educação, Cultura e Esportes de 
Pesqueira, Instituto Superior de Educação Pesqueira, Parazinho, 2016. Disponível 
em: . 
Acesso em: 29 out. 2018. 
 
 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
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Curitiba: Expoente, 2001. 
BARBOSA, L. M. S. (Org.). Intervenção psicopedagógica no espaço da clínica. 
Curitiba: IBPEX, 2010. 
BARBOSA, L. M. S.; CALBERG, S. O que são consignas? Contribuições para o 
fazer pedagógico e psicopedagógico. Curitiba: InterSaberes, 2014. 
BARRETO, M. F. M. Dinâmica de grupo: história, prática e vivências. 4. ed. 
Campinas: Alínea, 2010. 
BLEGER, J. Psicologia da conduta. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984. 
CALBERG, S. Psicopedagogia: uma matriz do pensamento diagnóstico no âmbito 
clínico. Curitiba:InterSaberes, 2012. 
FERNANDEZ, A. A inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. 
FREIRE, M. Observação, registro e reflexão. Instrumentos metodológicos I. 2. 
ed. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996. 
GASPARIAN, M. C. A psicopedagogia institucional sistêmica. POLITY, E. (Org.). 
Psicopedagogia: um enfoque sistêmico. São Paulo: Empório do Livro, 1998. 
GONÇALVES, C. S.; WOLFF, J. R.; ALMEIDA, W. C. de. Lições de Psicodrama: 
introdução ao pensamento de J. L. Moreno. São Paulo. Ágora, 1988. 
HALL, C. S.; LINDZEY, G.; CAMPBELL, J. B. Teorias da personalidade. Porto 
Alegre: Artmed, 2006. 
MAYER, C. O poder da transformação: dinâmica de grupo. Campinas: Papirus, 
2007. 
MORENO, J. L. Psicoterapia de grupo e Psicodrama. São Paulo: Mestre Jou, 
1999. 
OLIVEIRA, M. A. C. Intervenção psicopedagógica na escola. 2. ed. Curitiba: 
Iesde Brasil, 2009. 
PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difusão, 1986. 
 
 
16 
PICHON RIVIERE, H. O processo grupal. Tradução de Marco Aurélio Fernandes 
Velloso e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009. 
VISCA, J. Clínica psicopedagógica: a epistemologia convergente. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 1987. 
VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: 
Martins Fontes, 2001.