Prévia do material em texto
Bacilos Gram-positivos Profa. Dra. Nívea Neves Sumário FORMADORES DE ESPOROS: Bacillus anthracis e B. cereus Clostridium botulinum, C. tetani, C. perfringens e C. difficile NÃO FORMADORES DE ESPOROS: Corynebacterium diphtheriae Listeria monocytogenes Bacillus Bacillus anthracis Doença • Antraz • Gado, ovelhas, cavalo • Homem Propriedades • Anaeróbio facultativo • Imóvel Transmissão • Cutânea • Digestória • Inalatória Achados clínicos Antraz cutâneo • Mais comum, menos grave • Pequenas bolhas ou protuberâncias • Rosto, pescoço, braços ou mãos Antraz por inalação (pulmonar) • Inalação dos esporos • Febre e calafrios • Dificuldade para respirar • Confusão mental • Tosse, náusea e vômito • Dor de cabeça e no corpo Antraz GI • Ingestão de carne contaminada, quando há lesão na mucosa faríngea ou intestinal • Lesões na cavidade oral até o ceco • Toxinas: úlceras necróticas hemorrágicas e linfadenite mesentérica Arma biológica Outubro de 2001: 1º ataque bioterrorista aconteceu nos EUA, sendo disseminado pelos serviços de correios do próprio país Nesse ato, foram utilizadas cartas com um pó branco dentro, quando abertas as cartas, o pó branco subia, criando uma nuvem, e os indivíduos inalavam esse pó, contendo esporos da bactéria B. anthracis Bacillus cereus Doença • Intoxicação alimentar • Alimentos contendo amido: arroz, leite Propriedades • Móvel • Produz toxina altamente tóxica • Resistente às T de cozimento Transmissão • Ingestão da toxina e/ou microrganismos pelos alimentos • Clínica: vômitos e diarreia Diagnóstico Laboratorial Morfologia: Bacilos grandes Fortemente corados Diagnóstico Laboratorial Superfície áspera irregular com múltiplas extensões onduladas na borda que se assemelham à cabeça de “Medusa” Colônias não hemolíticas Diferenças entre B. anthracis e B. cereus Características B. anthracis B. cereus Semelhança Habitante normal do solo Hemólise em ágar- sangue Não hemolítico Hemólise Motilidade Sem motilidade Móvel Teste da catalase Todas as espécies são positivas As colônias de B. cereus são mais largas, mais mucoide e exibem zonas de hemólise em ágar sangue (setas) B. anthracis B. cereus B. cereus Atividade amilolítica (hidrólise do amido) Amido + Iodo = coloração azul Glicose + Iodo = sem reação Ágar Nutriente com 1% de amido Incubar a 37°C Glicose Zona clara ao redor do crescimento Amilase Iodo (em excesso) Restante da placa adquire coloração azul após a adição de solução de iodo Clostridium Clostridium 4 espécies de importância médica: 1. Clostridium tetani 2. Clostridium botulinum 3. Clostridium perfringens 4. Clostridium difficile Clostridium TODOS SÃO: Bacilos Gram-positivos Anaeróbios estritos Formadores de esporos Catalase negativos C. perfringens: coloração de Gram. Bacilo gram-positivo grande Clostridium tetani Doença = tétano Transmissão: Esporos estão amplamente distribuídos pelo solo Porta de entrada = ferimento (ex.: local onde o prego penetra no pé) Skin-popping: esporos introduzidos ao injetar a droga na pele Clostridium tetani A germinação dos esporos é favorecida por tecido necrótico e pouco suprimento sanguíneo no ferimento Tétano neonatal: umbigo Patogênese Tetanospasmina (toxina tetânica) → exotoxina produzida no local do ferimento Toxina polipeptídica → transportada intra-axonalmente ao SNC Liga-se a receptores de gangliosídeos → bloqueio da liberação de mediadores inibidores (glicina e GABA) nas sinapses espinais Achados clínicos Tétano caracteriza-se por insuficiência respiratória e intensos espasmos musculares (paralisia espástica, tetania): Trismo: contração rígida da mandíbula → impede a abertura da boca → expressão facial característica → riso sardônico e reflexos exacerbados Opistótono: arqueamento pronunciado das costas → fortes espasmos dos músculos extensores dorsais Diagnóstico laboratorial Não há Colônias em ágar-sangue: apresentam hemólise (tetanolisina) Organismo raramente é isolado a partir do local do ferimento C. tetani: produz esporo terminal → aspecto de raquete de tênis Diagnóstico Laboratorial Provas bioquímicas: Não fermentam glicose, maltose e lactose Prova do sulfeto de hidrogênio positiva (H2S) positiva Prova da produção de gás sulfídrico (H2S): 1ª via As peptonas do meio são degradadas pelas enzimas microbianas a aminoácidos Através da ação da enzima desulfurase da cisteína o aminoácido cisteína perde o átomo de enxofre, que por sua vez é reduzido pela adição de hidrogênio da água para formar o gás sulfeto de hidrogênio Contém grupo -SH Pb(C2H3O2)2 2ª via fermentativa Os microrganismos capazes de produzir a enzima redutase do tiossulfato convertem o tiossulfato em sulfito com liberação de sulfeto de hidrogênio. Os átomos de enxofre atuam como aceptores de hidrogênio durante a oxidação do composto inorgânico 2ª via Para esse teste pode ser empregado o meio de TSI (tríplice sugar and iron) ou o de meio de SIM (sulfito, indol e motilidade) Utilizando o meio de SIM, que contém o tiossulfato como fonte de enxofre e o sulfato ferroso como indicador da produção de sulfeto de hidrogênio O meio é semissólido para permitir a respiração anaeróbia. Nesse caso, inocula-se o meio por punctura e incuba-se em aerobiose por 24h a 35oC Prova de H2S Tratamento Imunoglobulina tetânica (antitoxina tetânica) → neutraliza a toxina Antimicrobianos → incertos Metronidazol ou penicilina G Ventilação adequada e suporte respiratório Benzodiazepínicos → prevenção dos espasmos Prevenção Imunização com o toxoide tetânico na infância (toxina tratada com formaldeído) Reforço a cada 10 anos Vacina em combinação com o toxoide diftérico e vacina pertússis acelular (DTPa) Clostridium botulinum Doença • Botulismo • Toxina botulínica Transmissão • Esporos que contaminam os alimentos • Germinação dos esporos em ambiente anaeróbio Clostridium botulinum Alimentos de maior risco: 1. Vegetais alcalinos: feijões verdes, pimentas, cogumelos 2. Peixes defumados A toxina é relativamente termolábil → prevenção com cozimento suficiente A toxina botulínica impede a exocitose das vesículas pré-sinápticas, bloqueando assim, a liberação de ACh Achados clínicos Fraqueza e paralisia descendentes: diplopia, disfagia e insuficiência muscular respiratória Não ocorre febre 2 formas clínicas especiais: 1. Botulismo de ferida → esporos contaminam o ferimento, germinam e produzem a toxina no local (skin-popping) 2. Botulismo infantil → organismos crescem no intestino, onde produzem a toxina (ingestão de mel) Diagnóstico Laboratorial Geralmente o organismo não é cultivado Ágar sangue, ágar Brucella com 5% de sangue ovino, ágar feniletílico com sangue Colônias de coloração branca acinzentada, com bordas irregulares Em ágar sangue, são β-hemolíticas Diagnóstico Laboratorial Provas bioquímicas: Fermentam glicose, maltose Não fermentam lactose Prova do sulfeto de hidrogênio positiva (H2S) positiva Tratamento e Prevenção • Administração da antitoxina trivalente (tipos A, B e E) • Suporte respiratório Esterilização apropriada dos alimentos enlatados e embalados à vácuo Cozimento adequado dos alimentos → inativação da toxina Descarte de latas estufadas Clostridium perfringens Doenças: Depende da via de entrada no corpo Gangrena gasosa Intoxicação alimentar 1. Gangrena gasosa Também causada por outros clostrídios: C. histolyticum, C. septicum, C. novyi e C. sordellii C. sordellii → também causa síndrome do choque tóxico em mulheres no pós- parto ou aborto) 1. Gangrena gasosa Transmissão: Esporos no solo Células vegetativas: microbiota normal do colo e vagina Gangrena: ferimentos de guerra, acidentes automobilísticos e abortos sépticos(endometrite) 1. Gangrena gasosa Patogênese Organismos crescem em tecidos traumatizados (especialmente músculos) Produzem várias toxinas Pode evoluir para choque e morte Altas taxas de mortalidade Achados clínicos Dor, edema, celulite e gangrena (necrose) na área do ferimento Crepitação indica a presença de gás nos tecidos Hemólise e icterícia são comuns, bem como exsudatos tintos de sangue Diagnóstico Laboratorial Esfregaços de amostras de tecidos e exsudato exibem grandes bacilos Gram-positivos Em geral, os esporos não são observados Diagnóstico Laboratorial Cultivo anaeróbio Identificação por reações de fermentação de açúcares C. perfringens: dupla zona de hemólise em ágar sangue Ágar gema de ovo: prova da lecitinase Provas bioquímicas para espécies de Clostridium Espécie Glicose Maltose Lactose H2S C. tetani – – – + C. botulinum + + – + C. perfringens + + + + C. perfringens em ágar-sangue Colônias de C. perfringens em meio SFP SFP = Meio Agar Shahadi-Ferguson Perfringens Meio contém metabissulfito, que será reduzido a sulfeto pelo clostrídio, e este reagirá com o ferro (citrato de amônio férrico), resultando em colônias de cor enegrecida Reação de lecitinase em ágar TSC com gema de ovo Ágar Tryptose Sulphite Cycloserine (TSC) adicionado de emulsão de gema de ovo Colônias lecitinase positivas são identificadas por meio do halo brancacento em volta das colônias cremosas Tratamento e Prevenção 1ª escolha: penicilina Desbridamento das feridas Os ferimentos devem ser limpos e desbridados Administração profilática de penicilina Não há vacina 2. Intoxicação alimentar Segundo tipo de doença causada pelo C. perfringens Transmissão • Esporos no solo → contaminam os alimentos • Esporos termo resistentes sobrevivem ao cozimento e germinam • Organismos crescem em grande nº em alimentos reaquecidos, especialmente em pratos à base de carnes Patogênese • Microbiota normal do colo, mas não do intestino delgado (onde a enterotoxina atua) 2. Intoxicação alimentar Segundo tipo de doença causada pelo C. perfringens Achados clínicos • Período de incubação varia de 8 a 16 horas • Diarreia aquosa acompanhada por cólicas e um pouco de vômito • O quadro normalmente se resolve em 24h Diagnóstico Laboratorial • Geralmente não é realizado • Não há ensaios para a toxina • Grandes números de organismos podem ser isolados a partir do alimento não ingerido 2. Intoxicação alimentar Prevenção Tratamento Sem medidas preventivas específicas Cozimento adequado dos alimentos Sintomático Não são administrados fármacos antimicrobianos Clostridium difficile Doença: colite pseudomembranosa associada ao uso de antimicrobianos A bactéria é causa nosocomial comum de diarreia Observar as lesões amareladas e semelhantes a placas no colo Transmissão O organismo é encontrado no TGI em 3% da população e em até 30% dos pacientes hospitalizados Maioria dos indivíduos não é colonizada Transmissão via fecal-oral Mãos de profissionais hospitalares são importantes intermediários Patogênese Antimicrobianos suprimem os membros da microbiota normal sensíveis ao fármaco → permite que o C. difficile se multiplique e produza as exotoxinas A e B Exotoxinas = glicosiltransferases → adicionam glicose à proteína G Exotoxina B: despolimerização da actina → perda da integridade do citoesqueleto, apoptose e morte de enterócitos Fonte: Pérez et al., 2013, p. 55 Patogênese da infecção por C. difficile Patogênese Clindamicina → 1º antibiótico reconhecido como causa da colite pseusomembranosa Atualmente, as cefalosporinas de 3ª geração constituem a causa mais comum → ↑ frequência de utilização Ampicilina e fluoroquinolonas também estão comumente implicadas Quimioterapia contra o câncer também predispõe Achados clínicos Diarreia não sanguinolenta associada a pseudomembranas na mucosa do colo Diferenciada de outras diarreias pela presença da toxina nas fezes São observados neutrófilos nas fezes Febre e dores abdominais são frequentes Sigmoidoscopia: visualização das pseudomembranas Achados clínicos 2005: cepa mais virulenta de C. difficile Doença mais grave e maior probabilidade de recorrências Responde menos ao metronidazol e apresenta resistência à quinolona ACREDITA-SE QUE O AMPLO USO DE QUINOLONAS TENHA PROMOVIDO A SELEÇÃO DESSA NOVA LINHAGEM! Diagnóstico Laboratorial Presença de exotoxinas em filtrado do espécime de fezes ELISA Teste de Citotoxicidade: células humanas em cultura são expostas à toxina presente no filtrado das fezes → morte das células Teste mais sensível e específico, mas requer período de incubação de 24-48h Cultura das fezes não é indicada → pessoas sem a doença podem ser colonizadas pelo C. difficile A cultura também é um processo demorado → relevância clínica? Tratamento Suspensão do antimicrobiano causador Metronidazol ou vancomicina são utilizados + reposição de fluidos Em pacientes sob risco de morte: remoção cirúrgica do colo pode ser necessária Bacilos não formadores de esporos Corynebacterium diphtheriae Listeria monocytogenes Corynebacterium diphtheriae Doença: difteria Características importantes: Bacilos gram-positivos que exibem forma de clava organizadas em paliçadas ou em formações de V ou L Bacilos em aspecto de contas → consistem em grânulos polifosfatados altamente polimerizados Grânulos exibem coloração metacromática (i.e, um corante cora o restante da célula em azul e cora os grânulos em vermelho) Imóveis Não formam esporos Anaeróbios facultativos Catalase positivo Oxidase negativo Corynebacterium diphtheriae Transmissão: seres humanos são os únicos hospedeiros Encontrados no trato respiratório superior → transmitidos pelas gotículas disseminadas pelo ar Infecta a pele no local de uma lesão cutânea pré-existente Produção de exotoxina: fragmentos A e B Patogênese Resposta do hospedeiro ao C. diphtheriae: 1. Inflamação local na garganta Exsudato fibrinoso que forma a pseudomembrana rígida, aderente e acinzentada, característica da doença Patogênese Resposta do hospedeiro ao C. diphtheriae: 2. Anticorpos capazes de neutralizar a atividade da exotoxina, bloqueando a interação do fragmento B com os receptores → impede a entrada na célula Grau de imunidade: teste de Schick Injeção intradérmica de 0,1 mL de toxina padronizada purificada → inflamação no local após 4-7 dias Achados clínicos Pseudomembrana rígida, aderente e acinzentada sobre as tonsilas e garganta Aspectos inespecíficos: febre, faringite e adenopatia cervical Difteria cutânea: lesões ulcerativas recobertas por uma membrana cinza Diagnóstico Diagnóstico clínico Diagnóstico laboratorial Tratamento específico nunca deve ser atrasado à espera de resultados laboratoriais! Diagnóstico Laboratorial Espécime: swab de garganta Corado pela coloração de Gram e por azul de metileno (revela grânulos metacromáticos): achado de vários bacilos gram-positivos afilados e pleomórficos pode ser sugestivo Cultivo em meio de Loeffler, placa de telurito e placa de ágar-sangue Meio de Loeffler Crescimento mais rápido que outros patógenos aeróbios Usado para melhorar a aparência das características de C. diphtheriae Colônias: pequenas, granulares, cinzas, cremosas e com bordas irregulares Incubação por 24h, a 37°C Placa de telurito Contém sal de telúrio → é reduzido a telúrio elementar no interior do organismo A característica coloração negra-acinzentada do telúrio na colônia corresponde a um critério indicador de diagnóstico Meio seletivo para isolamento de C. diphtheriae Período de incubação: 24h, a 37°C Ágar-sangue Colônias não hemolíticas, acinzentadas Margens estriadas: “margaridas” Diagnóstico Laboratorial Quando o C. diphtheriae é recuperado das culturas,teste de precipitina (teste de Elek) com anticorpos por difusão em gel são realizados para se verificar a produção de toxina Ensaio de PCR verifica a presença do gene da toxina no organismo isolado do paciente Teste de Elek Provas Bioquímicas Todas as espécies são catalase positivas Oxidase negativas: produção de enzimas oxidativas (na presença de O2 e aminas aromáticas produzem composto colorido) Corynebacterium diphtheriae Tratamento Prevenção Tratamento de escolha: antitoxina Penicilina G ou eritromicina (não substituem a antitoxina) Vacina: 3 doses Administrada aos 2, 4 e 6 meses de idade Reforços aos 1 e 6 anos de idade Diminuição da imunidade: a cada 10 anos Listeria monocytogenes Doença: meningite e sepse em recém-nascidos, grávidas e adultos imunossuprimidos Surtos de gastroenterite febril → importante motivo de preocupação na indústria de alimentos Características importantes Bacilo gram-positivo pequeno, organizado em V ou L (semelhante às corinebactérias) Exibe movimento incomum de cambalhota (diferencia das corinebactérias que são imóveis) Em ágar-sangue: produzem zona estreita de β-hemólise (similar aos estreptococos) Exibe bom crescimento em temperaturas baixas → armazenamento de alimento contaminado no refrigerador pode aumentar o risco de gastroenterite Patogênese As infecções ocorrem em 2 situações clínicas: 1. No feto ou recém-nascido como resultado da transmissão transplacentária ou durante o parto 2. Em mulheres grávidas e adultos imunossuprimidos, sobretudo em pacientes submetidos a transplante renal Patogênese Organismo: distribui-se nos animais, plantas e solo Transmitido aos seres humanos a partir desses reservatórios: Ingestão de produtos lácteos não pasteurizados Carnes malcozidas e vegetais crus Contato com animais de criação e suas fezes Patogênese Patogenia relacionada à capacidade do organismo em invadir células e sobreviver no interior delas E-caderina: medeia a invasão (atravessa placenta, penetra meninges e invade o TGI) Ao penetrar, produz listeriolisina→ permite o escape do fagossomo Achados clínicos Durante a gravidez = aborto, parto prematuro ou sepse Recém-nascidos: meningite aguda após 1-4 semanas do nascimento Em imunossuprimidos: sepse ou meningite Gastroenterite: diarreia aquosa, febre, cefaleia, mialgia e cólicas abdominais, mas com pouco vômito Diagnóstico Laboratorial Coloração de Gram: bacilos gram-positivos semelhantes a difteroides Cultura: colônias pequenas e cinzas, com zona estreita de hemólise em ágar-sangue; ágar Oxford Isolamento é confirmado pela presença de organismos móveis Testes de fermentação em açúcar L. monocytogenes em Agar Oxford Colônias negras, com halos negros • Seletividade: cloreto de lítio e sal • Diferenciação: hidrólise da esculina (íons Fe) Ágar-sangue Zona estreita de hemólise Provas Bioquímicas Catalase positivo Móvel: observação em meios semissólidos Provas Bioquímicas Teste de CAMP positivo (Listeria monocytogenes + Staphylococcus aureus) Provas Bioquímicas Em testes de fermentação de açúcar, Listeria produz ácido e não gás Fermentam glicose, maltose e lactose Tratamento Doença invasiva (sepse, meningite): trimetoprima-sulfametoxazol Combinações com ampicilina e gentamicina ou ampicilina e trimetoprima- sulfametoxazol também podem ser utilizadas Gastroenterite não requer tratamento PREVENÇÃO: • Difícil, porque não há imunização • Evitar exposição de grávidas e imunossuprimidos a animais de criação, produtos lácteos não pasteurizados e vegetais crus Referências BLANCO PEREZ, Ángela et al . Clostridium difficile infections in elderly patients. Rev Col Gastroenterol, Bogotá , v. 28, n. 1, p. 53-63, mar. 2013. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/rcg/v28n1/en_v28n1a07.pdf. Acesso em 08/03/2021. http://www.scielo.org.co/pdf/rcg/v28n1/en_v28n1a07.pdf