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<p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e</p><p>Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É</p><p>proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem</p><p>autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>100 horas Atualização em Triagem</p><p>em Serviços de Urgência e</p><p>Emergência</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e</p><p>Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É</p><p>proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem</p><p>autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Atualização em Triagem</p><p>em Serviços de Urgência e</p><p>Emergência</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>100 horas</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 4</p><p>DEFINIÇÃO DE TRIAGEM EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA .. 9</p><p>MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO ................... 11</p><p>PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO ............................................................................... 17</p><p>CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO .............................................................................. 19</p><p>5.1 AVALIAÇÃO DO PACIENTE ................................................................................ 20</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO ........................................................................................ 21</p><p>6.1 PRIORIDADE ZERO................................................................................................ 21</p><p>6.2 PRIORIDADE UM.................................................................................................... 21</p><p>6.3 PRIORIDADE DOIS ................................................................................................. 22</p><p>AVALIAÇÃO INICIAL.................................................................................................... 23</p><p>7.1 COMPENSADO ........................................................................................................ 23</p><p>7.2 DESCOMPENSADO ................................................................................................ 23</p><p>7.3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA IMINENTE ................................................ 24</p><p>SINAIS DE ALERTA EM CASO DE TRAUMA........................................................... 25</p><p>ENTENDA A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PELA COR .......................................... 27</p><p>ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO ..................................................................................... 28</p><p>CONCLUSÃO .................................................................................................................... 29</p><p>AVALIAÇÃO..................................................................................................................... 30</p><p>REFERÊNCIAS................................................................................................................. 34</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>4</p><p>01</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Mundialmente, a procura pelos serviços de urgência tem aumentado durante as últimas</p><p>décadas, levando à necessidade de modificação da organização da assistência. (JIMÉNES,</p><p>2003). No Brasil, a transição demográfica, social e epidemiológica faz com que a procura e</p><p>a oferta de serviços de saúde sejam fenômenos que se alteram constantemente, acarretando</p><p>grande aumento na demanda dos serviços de atendimento às urgências e emergências que,</p><p>por sua vez, exigem grande incremento de tecnologias criadas em diferentes áreas e formas.</p><p>Os sistemas de saúde sofrem com condições insuficientes para tratar o elevado</p><p>número de requisições, acarretando em filas cada vez mais extensas. O problema chega a se</p><p>tornar uma mazela social, evidenciado pela baixa renda da maioria dos usuários, tornando o</p><p>sistema público de saúde um serviço precário e por muitas vezes incapaz.</p><p>O aumento crescente de pacientes que procuram os Serviços de Emergência (SE) nas</p><p>últimas décadas e a consequente superlotação destes serviços é uma realidade mundial. Nos</p><p>países em desenvolvimento, como o Brasil, este problema torna-se ainda mais grave, pois</p><p>estes serviços se configuram muitas vezes como a principal porta de entrada ao sistema de</p><p>saúde (DURAN, 2011; ANNEVELD et al., 2013). Estudos relacionam a superlotação a</p><p>aumento dos custos, decréscimo na eficiência e na qualidade da assistência, aumento na</p><p>incidência de efeitos adversos e na mortalidade, traduzindo em baixo desempenho do sistema</p><p>de saúde (FOVERO, MCCARTHY, HILLMAN; 2011; MAHMOODIAN, EQTESADI,</p><p>GHAREGHANI, 2014).</p><p>No cenário que se encontram os sistemas de saúde atualmente, não existe mais</p><p>possibilidade de trabalhar com atenção de urgências sem um sistema de triagem ou</p><p>classificação de risco.</p><p>Assim, foram elaborados sistemas de triagem para identificação da prioridade clínica</p><p>de cada paciente que aguarda atendimento, visando facilitar a igualdade de acesso</p><p>(JIMÉNES, 2003).</p><p>Como forma de priorizar o atendimento aos o pacientes mais graves os hospitais vêm</p><p>instituindo nas últimas décadas processo dinâmico sistemas de triagem com objetivo</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>5</p><p>principal de identificar os pacientes com condições mais urgentes e maior risco de morte,</p><p>assegurando atendimento rápido, com tempo mínimo de espera (DURAN et al; 2011; VAN</p><p>DER LINDEN et al, 2012; STORM-VERSLOOT, 2011).</p><p>O primeiro atendimento realizado pela equipe multiprofissional aos usuários de</p><p>saúde é a triagem que tem como objetivo classificar os pacientes de acordo com a decisão</p><p>de prioridades e intervenções terapêuticas individualizadas. A triagem vem para contribuir</p><p>no atendimento favorecendo na redução de aglomerações nas unidades de urgência e</p><p>emergência. (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>A triagem é caracterizada por três categorias “emergente (doença ou lesão de risco</p><p>de vida ou com risco potencial que exige o atendimento imediato), imediato (lesão ou doença</p><p>não-aguda sem risco de vida) e urgente (doença ou lesão secundária que necessita de</p><p>tratamento em nível de primeiros socorros)” (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>Observa-se que a maior parte dos casos que procuram o serviço de urgência e</p><p>emergência não são graves causando a superlotação do setor. A falta de conhecimento dos</p><p>usuários da saúde com relação à finalidade do setor de urgência e emergência, bem como a</p><p>demora e a limitação dos agendamentos na rede pública de saúde, faz com que os usuários</p><p>procurem este serviço por se tratar de um setor que irão encontrar médicos e enfermeiros</p><p>durante todo o período e as pessoas buscam o atendimento de suas necessidades em curto</p><p>espaço de tempo (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>O acolhimento nos serviços de saúde vem crescendo e ganhando importância, pois é</p><p>um método que desenvolve os processos de trabalho em saúde a fim de atender os usuários</p><p>que procuram os serviços de saúde, ouvindo os seus pedidos e assumindo uma postura capaz</p><p>de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários (MORISHITA; SILVA;</p><p>SOUZA, 2009).</p><p>F P et al. Classificação de Risco em uma Unidade de Urgência e Emergência do</p><p>Interior Paulista. Rev. CuidArte Enfermagem, 2016 jul-dez.; 10(2):148-155.</p><p>MAHMOODIAN F, EQTESADI R, GHAREGHANI A. Waiting times in emergency</p><p>department after using the emergency severity index triage tool. Arch Trauma Res.</p><p>2014;3(4):e19507.</p><p>MORISHITA, A; SILVA, E A da; SOUZA, M A M de. Concepção de triagem x demanda</p><p>crescente do atendimento em unidades de urgência e emergência. Revista Ponto de Encontro.</p><p>v. 1. p. 196-209, 2009.</p><p>PARENTI N. A systematic review on the validity and reliability of an emergency department</p><p>triage scale, the Manchester Triage System. Int J Nurs Stud. 2014[citado em 2016 dez. 12];</p><p>51(7): 1062-9. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24613653.</p><p>PINTO D JR, SALGADO PO, CHIANCA TCM. Validade preditiva do Protocolo</p><p>deClassificação de Risco de Manchester: avaliação da evolução dos pacientes admitidos em</p><p>um pronto atendimento. Rev Latino-Am Enferm. 2012 [citado em 2016 dez. 12];</p><p>20(6):1041-7. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?pid=S0104-</p><p>11692012000600005&script=sci_arttext&tlng=pt</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24613653</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>36</p><p>SERVIN, S. C. N; PINHEIRO, E; MACIEL, D. O. Protocolo de Acolhimento com</p><p>Classificação de Risco. Hospitais Municipais/ São Luís/MA. Sistema Único de Saúde. 2017.</p><p>Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_acolhimento_classificacao_risco.pdf.</p><p>Acesso em julho de 2019.</p><p>SOUZA C C, TOLEDO AD, TADEU LFR, CHIANCA TCM. Classificação de risco em</p><p>pronto-socorro: concordância entre um protocolo institucional brasileiro e Manchester. Rev</p><p>LatinoAm Enferm. 2011 [citado em 2016 dez. 12]; 19(1):26- 33. Disponível em:</p><p>http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n1/pt_05.pdf.</p><p>STORM-VERSLOOT MN, VERMEULEN H, VAN LAMMEREN N, LUITSE JS,</p><p>GOSLINGS JC. Influence of the Manchester Triage System on waiting time, treatment time,</p><p>length of stay and patient satisfaction: a before and after study. Emerg Med J. 2014 [citado</p><p>em 2016 dez. 12]; 31(1): 13-8. Disponível em:</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23302504.</p><p>STORM-VERSLOOT MN, UBBINK DT, KAPPELHOF J, LUITSE JS. Comparison of an</p><p>informally structured triage system, the Emergency SeveritymIndex, and de Manchester</p><p>triage system to distinguish patient priority in the emergency department. Acad Emerg Med.</p><p>2011; 18(8):822-9.</p><p>VAN DER LINDEN C, LINDEBOOM R, VAN DER LINDEN N, LUCAS C. R. Managing</p><p>patient flow with triage streaming to identify patients for Dutch emergency nurse</p><p>practitioners. Int Emerg Nurs. 2012; 20(2):52-7.</p><p>VAN DER WULP I, SCHRIJVERS AJP, STEL HFV. Predicting admission and mortality</p><p>with the Emergency Severity Index and Manchester Triage System: a retrospective</p><p>observational study. Emer Med J. 2009 Jul; 26(7):506-9.</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_acolhimento_classificacao_risco.pdf</p><p>http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n1/pt_05.pdf</p><p>contato@enfermagemadistancia.com.br</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>37</p><p>Quer nos contar o que achou do curso ou tirar alguma dúvida sobre o material?</p><p>Envie um e-mail para contato@enfermagemadistancia.com.br para que</p><p>possamos melhorar nossos cursos cada vez mais.</p><p>Aguardamos seu contato.</p><p>.</p><p>GOSTOU</p><p>DESTE CURSO?</p><p>ACESSE MAIS NO</p><p>WWW.ENFERMAGEMADISTANCIA.COM.BR</p><p>CURSOS DE ATUALIZAÇÃO EM CURATIVOS, EMERGÊNCIAS, TRATAMENTOS NA</p><p>UTI E OUTROS NA ÁREA DE ENFERMAGEM</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação</p><p>comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Constituem-se as seguintes fases para o atendimento na triagem: primeiro momento</p><p>“A chamada do paciente”, trata-se do momento onde o enfermeiro pessoalmente o chama na</p><p>recepção podendo observar o fluxo da sala e detectar situações de conflito ou urgência; no</p><p>segundo momento “A apresentação” é realizada a apresentação do nome do profissional e</p><p>sua função explicando esta fase do atendimento ao paciente assim como seu objetivo;</p><p>terceiro momento “Coleta de dados” é o questionamento realizado ao paciente sobre a queixa</p><p>atual e duração, antecedentes de real importância, alergias e medicamentos em uso; quarto</p><p>momento “Verificação dos sinais vitais” neste momento é aferido a pressão arterial, a</p><p>frequência cardíaca, a saturação de oxigênio e a temperatura; e no quinto momento</p><p>“Solicitação de exames” de acordo com a avaliação, o enfermeiro pode solicitar a dosagem</p><p>da glicemia capilar ou realização de eletrocardiograma, previamente à consulta médica.</p><p>(GATTI, 2008).</p><p>Os sistemas de triagem têm o objetivo de organizar a demanda de pacientes que</p><p>chegam à procura de atendimentos em serviços de urgências da atenção hospitalar e pré-</p><p>hospitalar, identificando os que necessitam de atendimento imediato e reconhecendo aqueles</p><p>que podem aguardar em segurança o atendimento, antes que haja a avaliação diagnóstica e</p><p>terapêutica completa (JIMÉNES, 2003).</p><p>A triagem estruturada faz referência a um protocolo de classificação válido,</p><p>reproduzível e que permite a classificação dos pacientes, baseado nos diferentes níveis de</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>6</p><p>urgência e de priorização da assistência somado à estrutura física e organização profissional</p><p>e tecnológica adequada (JIMÉNES, 2003; DIOGO, 2007).</p><p>Os sistemas de triagem podem se distinguir em relação ao profissional que executa a</p><p>atividade, quanto à existência de algoritmos de triagem (árvores decisionais), à existência de</p><p>protocolos de atuação associados, ao número de categorias de urgência, ao ambiente e</p><p>contexto onde se aplicam e os recursos, equipamentos e meios que envolvem essa atividade</p><p>(DIOGO, 2007). Atualmente, os quatro sistemas de triagem estruturada mais utilizados são:</p><p>National Triage Scale (NTS) da Austrália, Canadian Emergency Department Triage and</p><p>Acuity Scale (CTAS) do Canadá, Manchester Triage System (MTS) do Reino Unido e</p><p>Emergency Severity Index (ESI) dos Estados Unidos (DIOGO, 2007; DURO, LIMA, 2010).</p><p>No Brasil, a triagem organizada assume a denominação de avaliação e classificação</p><p>de risco, que ligada ao acolhimento tem por objetivo identificar os pacientes que precisam</p><p>de tratamento rápido, de acordo com a situação de perigo, a partir de um atendimento usuário</p><p>centrado, impedindo dessa forma práticas de exclusão (ACOSTA, DURO, LIMA, 2012). O</p><p>acolhimento, como diretriz operacional da Política Nacional de Humanização (PNH) do</p><p>Ministério da Saúde, associado à classificação de risco, tem por finalidade garantir a</p><p>humanização da assistência nos serviços de saúde, ampliar o acesso e oferecer atendimento</p><p>acolhedor e resolutivo (BRASIL, 2004).</p><p>A avaliação da classificação de risco é geralmente realizada pelos enfermeiros.</p><p>Autores afirmam que os enfermeiros reúnem as condições necessárias, as quais incluem</p><p>linguagem clínica orientada para os sinais e sintomas, para a realização das escalas de</p><p>avaliação e classificação de risco (JIMÉNES, 2003).</p><p>Para organizar e normatizar os Serviços de Urgência e Emergência, diante da alta</p><p>demanda de usuários, entrou em vigor no Brasil, em 2002, a Portaria do Ministério da Saúde</p><p>nº 2.048 objetivando avaliar e determinar o grau de emergência e urgência e a prioridade</p><p>nesse tipo de atendimento. Função está realizada por profissionais da área da saúde</p><p>graduados e devidamente treinados para atuarem no processo de avaliação. (LAURA, 2016).</p><p>Nas instituições hospitalares, as Unidades de Emergência são consideradas setores</p><p>complexos; cotidianamente superlotados, habituadas à alta demanda, podendo haver, em</p><p>decorrência, desordem e, consequentemente, influência negativa nos atendimentos prestados</p><p>aos usuários. O Ministério da Saúde, baseando-se nesses fatos lançou a cartilha da</p><p>Emergência e classifica-las pelo nível de gravidade e “Política Nacional de Humanização -</p><p>Humaniza SUS”, para acolher os usuários nas Unidades de grau de prioridade do</p><p>atendimento.</p><p>Conceitualmente, na área da saúde, usa-se o termo acolhimento para definir a atitude</p><p>de disponibilidade interna para o encontro com o outro e que permite e promove diálogo e</p><p>compreensão mútua. Nesses termos conceituais, o acolhimento estaria presente nas</p><p>interações de profissionais e pacientes desde o momento em que pacientes e familiares</p><p>chegassem ao serviço de saúde até sua saída, passando necessariamente por todos os</p><p>processos do cuidar. Também se refere às interações entre profissionais e equipe em todos</p><p>os níveis de gestão. (LAURA, 2016).</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>7</p><p>O acolhimento, a partir da análise dos processos de trabalho, favorece a construção</p><p>de relação de confiança e compromisso entre as equipes e promove avanço na aliança entre</p><p>usuários, profissionais da saúde e gestores da saúde.</p><p>Para contemplar a humanização nos Serviços de Urgência/Emergência foi</p><p>implantada a Portaria nº 2.395 de 2011, que prioriza o Acolhimento com Classificação de</p><p>Risco, visando diminuir o tempo de espera, acolher a população e atender prioritariamente</p><p>pacientes com maior grau de risco, independente da ordem de chegada. Assim, organiza a</p><p>atenção às urgências, de modo atender a demanda espontânea e/ou referenciada.</p><p>A Resolução 423/2012 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEM confere</p><p>exigência legal ao enfermeiro na competência de execução da Classificação de Risco e</p><p>Priorização da Assistência em Serviço de Urgência, ação a ser desenvolvida com</p><p>conhecimento e habilidade técnico-cientifica. Dessa forma, atende às determinações da</p><p>Resolução COFEN 358/20019d e os princípios da Política Nacional de Humanização</p><p>(LAURA, 2016).</p><p>A enfermagem tem respaldo para “realizar o acolhimento e a classificação de risco</p><p>dos pacientes em qualquer unidade de saúde, seja em caráter hospitalar, pré-hospitalar na</p><p>urgência ou da atenção básica”. (COFEN, 2015, p. 9). Essa função só é permitida à</p><p>profissionais de nível superior, sendo assim, cabe somente ao enfermeiro a realização deste</p><p>serviço na equipe de enfermagem.</p><p>Classificação de Risco é um processo dinâmico embasado em conceitos e escalas</p><p>internacionais que normalmente estratificam os riscos em cinco níveis, apresentando, desta</p><p>forma, melhor confiabilidade na avaliação. Dentre os modelos de escalas destacam-se: a</p><p>escala australiana – Australasian Triage Scale (ATS); o protocolo canadense Canadian</p><p>Triage Acuity Scale (CTAS©); a escala norte-americana - Emergency Severity Index (ESI),</p><p>e o protocolo inglês – Manchester Triage System – protocolo de Manchester (LAURA,</p><p>2016).</p><p>Destes, o Sistema de Triagem de Manchester é o mais utilizado e sua estratégia de</p><p>classificação de risco define-se em cinco categorias diferenciadas em cores. Criado na</p><p>Inglaterra em 1994 determina a prioridade de atendimento e estipula um tempo máximo de</p><p>espera para que o cliente possa ser atendido. A categoria designada pela cor Vermelha</p><p>classifica os casos emergenciais no atendimento imediato (risco</p><p>de morte), sendo o tempo</p><p>do atendimento de zero minuto; Laranja, para casos muito urgentes, atendimento também</p><p>rápido, mas o tempo de espera para o atendimento é de no máximo dez minutos; Amarelo,</p><p>para casos de urgência, estipulando o tempo de espera pelo atendimento em até 60 minutos;</p><p>Verde, usado para casos de pouca urgência, com determinação de tempo de espera máxima</p><p>de 120 minutos; e pôr fim a cor Azul, adotada em casos não urgentes, onde o tempo máximo</p><p>que o cliente pode esperar para ser atendido é de 240 minutos. (LAURA, 2016).</p><p>O protocolo é uma metodologia de trabalho implementada em Manchester,</p><p>Inglaterra, em 1997, e tem como objetivo estabelecer um tempo de espera pela atenção</p><p>médica e não de estabelecer diagnóstico. O método consiste identificar a queixa inicial,</p><p>seguir o fluxograma de decisão e, por fim, estabelecer o tempo de espera, que varia de acordo</p><p>com a gravidade do paciente.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>8</p><p>Apesar da triagem ser uma estratégia para que pacientes graves tenham prioridade no</p><p>atendimento nos SE, impactando na qualidade do atendimento prestado ao usuário, poucos</p><p>estudos associaram a gravidade estabelecida por esta classificação aos desfechos como alta,</p><p>internação e óbito (DALLAIRE et al, 2012; VAN DER WULP, SCHRIJVERS, STEL,</p><p>2009).</p><p>A associação entre as categorias de triagem e os desfechos é importante para avaliar</p><p>se o protocolo utilizado garante a segurança dos pacientes em relação ao tempo de espera</p><p>pelo atendimento médico, como também permite a adequada alocação dos recursos e</p><p>cuidados posteriores visando à redução dos custos hospitalares.</p><p>Na triagem é realizada uma consulta de enfermagem direcionada à queixa, onde o</p><p>enfermeiro está inserido nesse contexto como o primeiro contato da equipe multidisciplinar</p><p>com o paciente, pois ele coleta dados sobre a sintomatologia, início do quadro, antecedentes</p><p>pessoais, medicações em uso, alergias, sinais vitais são aferidos, e detecta possíveis déficits</p><p>de conhecimento nesses aspectos, ou ainda relativos às questões de fluxo e especificidade</p><p>de atendimento do setor. Quando da realização do registro, da entrevista e do exame físico,</p><p>realizados com ênfase na observação do comportamento, expressão verbal e não verbal de</p><p>dor, postura e sinais clínicos, determina-se a classificação da prioridade do atendimento.</p><p>A consulta de enfermagem, por sua vez, tem como objetivo agilizar o atendimento,</p><p>através da diminuição do tempo da consulta médica, cuidando a equipe de enfermagem de</p><p>levantar as primeiras informações sobre o paciente, anotando seus dados antropomórficos,</p><p>tomando sua temperatura e aferindo sua pressão arterial.</p><p>Unidade 2 – Definição de Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>9</p><p>02</p><p>DEFINIÇÃO DE TRIAGEM EM SERVIÇOS</p><p>DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Triagem é o primeiro atendimento prestado pelo profissional aos usuários dos serviços de</p><p>saúde. Tem por finalidade a avaliação inicial, seleção e encaminhamento dos clientes às</p><p>unidades/especialidades adequadas à sua assistência.</p><p>Nos departamentos de emergência, a triagem é desenhada para identificar os casos</p><p>mais urgentes para o atendimento ou potencialmente mais sérios assegurando que estes</p><p>receberão tratamento prioritário seguindo-se os casos menos urgentes. Por norma, os</p><p>recursos são suficientes para tratar todos os pacientes, contudo, os que se encontram em</p><p>estado menos urgentes poderão aguardar.</p><p>O processo de triagem configura-se como elemento intuitivo da prática clínica de</p><p>enfermeiros que atuam em serviços de urgência e emergência. Atribuir um grau de risco ao</p><p>paciente é um complexo processo de tomada de decisão. Segundo a Teoria do Cotinuum</p><p>Cognitivo, para tomar decisões, os enfermeiros utilizam-se do raciocínio clínico que envolve</p><p>um pensamento ordenado e intencional, fundamentado nos conhecimentos teóricos e</p><p>práticos e na experiência pessoal e profissional. Na triagem, a tomada de decisão é</p><p>influenciada por sistemas de apoio ao julgamento clínico, pelo julgamento intuitivo e</p><p>reflexivo e pela avaliação por pares envolvendo enfermeiro e paciente.</p><p>Os sistemas de apoio ao julgamento referem-se ao uso das escalas ou sistemas de</p><p>triagem que norteiam o enfermeiro na avaliação da queixa apresentada pelo paciente. Em</p><p>um contexto de demanda por serviços maior que a oferta e com recursos limitados de</p><p>atendimento, a triagem dos pacientes deve acontecer de forma acurada para garantir o</p><p>cuidado de acordo com a real necessidade do paciente. Assim, a tomada de decisão do</p><p>enfermeiro na classificação de risco deve ser guiada por um sistema de apoio confiável,</p><p>capaz de mensurar com precisão o grau de prioridade do paciente.</p><p>Entende-se que em qualquer lugar de uma instituição de saúde onde ocorre um</p><p>contato entre trabalhador e usuário, existe a produção de um processo de trabalho em saúde</p><p>por meio das relações de acolhimento, de vínculo, com forte conteúdo de intervenção</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>10</p><p>terapêutica. O acolhimento é um modo de desenvolver os processos de trabalho em saúde de</p><p>forma a atender os usuários que procuram os serviços de saúde, ouvindo os seus pedidos e</p><p>assumindo uma postura capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos</p><p>usuários. Esse processo inclui um atendimento com resolutividade e responsabilização,</p><p>fazendo também as orientações para o paciente e sua família em relação ao atendimento e</p><p>funcionamento dos demais serviços de saúde, estabelecendo meios para garantir o sucesso</p><p>desse encaminhamento.</p><p>A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de</p><p>atendimento de urgências o acolhimento e a “triagem classificatória de risco”. De acordo</p><p>com esta Portaria, este processo “deve ser realizado por profissional de saúde, de nível</p><p>superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem</p><p>por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem</p><p>de prioridade para o atendimento” (BRASIL, 2002).</p><p>O Acolhimento com Classificação de Risco – ACCR - se mostra como um</p><p>instrumento reorganizador dos processos de trabalho na tentativa de melhorar e consolidar o</p><p>Sistema Único de Saúde. Vai estabelecer mudanças na forma e no resultado do atendimento</p><p>do usuário do SUS. Será um instrumento de humanização. A estratégia de implantação da</p><p>sistemática do Acolhimento com Classificação de Risco possibilita abrir processos de</p><p>reflexão e aprendizado institucional de modo a reestruturar as práticas assistenciais e</p><p>construir novos sentidos e valores, avançando em ações humanizadas e compartilhadas, pois</p><p>necessariamente é um trabalho coletivo e cooperativo. Possibilita a ampliação da</p><p>resolutividade ao incorporar critérios de avaliação de riscos, que levam em conta toda a</p><p>complexidade dos fenômenos saúde/ doença, o grau de sofrimento dos usuários e seus</p><p>familiares, a priorização da atenção no tempo, diminuindo o número de mortes evitáveis,</p><p>sequelas e internações.</p><p>A Classificação de Risco deve ser um instrumento para melhor</p><p>organizar o fluxo de pacientes que procuram as portas de entrada de urgência/emergência,</p><p>gerando um atendimento resolutivo e humanizado.</p><p>O Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco não é entendido como um</p><p>processo de triagem, pois segundo o Ministério da Saúde, produz direcionamento à</p><p>classificação de risco e não conduta. O protocolo é entendido como uma classificação e não</p><p>pressupõe a exclusão. Todos os pacientes devem ser atendidos, respeitando a situação de</p><p>gravidade e complexidade apresentada pelo usuário que procurou o serviço de saúde</p><p>(BELLAGUARDA, 2009).</p><p>A importância desse serviço está principalmente em prevenir complicações e</p><p>identificar quadros agudos que implicam riscos de vida. Para o funcionamento adequado do</p><p>Serviço de Triagem, é necessária a integração deste com outros serviços de saúde existentes</p><p>no sistema, estabelecendo vínculos com os mesmos, de modo a permitir o adequado</p><p>encaminhamento dos pacientes.</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>11</p><p>03</p><p>MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>Os objetivos do acolhimento com classificação de risco são "avaliar o paciente logo na sua</p><p>chegada ao pronto-socorro, humanizando o atendimento; desbloquear o fluxo do pronto-</p><p>socorro; diminuir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto</p><p>prematuramente de acordo com a sua gravidade; determinar a área de atendimento primário,</p><p>devendo o paciente ser encaminhado diretamente às especialidades, conforme protocolo".</p><p>O acolhimento como postura e prática nas ações de atenção e gestão nas unidades de</p><p>saúde, a partir da análise dos processos de trabalho, favorece a construção de relação de</p><p>confiança e compromisso entre as equipes e os serviços. Possibilita também avanços na</p><p>aliança entre usuários, trabalhadores e gestores da saúde em defesa do SUS como uma</p><p>política pública essencial para a população brasileira.</p><p>Apesar de o acolhimento ser constituinte de todas as práticas de atenção e gestão,</p><p>elegemos os serviços de urgência como foco para este texto, por apresentarem alguns</p><p>desafios a serem superados no atendimento em saúde: superlotação, processo de trabalho</p><p>fragmentado, conflitos e assimetrias de poder, exclusão dos usuários na porta de entrada,</p><p>desrespeito aos direitos desses usuários, pouca articulação com o restante da rede de</p><p>serviços, entre outros. É preciso, portanto, repensar e criar novas formas de agir em saúde</p><p>que levem a uma atenção resolutiva, humanizada e acolhedora a partir da compreensão da</p><p>inserção dos serviços de urgência na rede local.</p><p>Dessa forma o desafio dessa temática se ancora em:</p><p>1. Ser instrumento capaz de acolher o cidadão e garantir um melhor acesso aos serviços</p><p>de urgência/emergência;</p><p>2. Humanizar o atendimento;</p><p>3. Garantir um atendimento rápido e efetivo</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>12</p><p>A palavra “acolher”, em seus vários sentidos, expressa “dar acolhida, admitir, aceitar,</p><p>dar ouvidos, dar crédito a, agasalhar, receber, atender, admitir” (FERREIRA, 1975). O</p><p>acolhimento como ato ou efeito de acolher expressa uma ação de aproximação, um “estar</p><p>com” e “perto de”, ou seja, uma atitude de inclusão, de estar em relação com algo ou alguém.</p><p>É exatamente no sentido da ação de “estar com” ou “próximo de” que queremos afirmar o</p><p>acolhimento como uma das diretrizes de maior relevância política, ética e estética da Política</p><p>Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS.</p><p>Política porque implica o compromisso coletivo de envolver-se neste “estar com”,</p><p>potencializando protagonismos e vida nos diferentes encontros. Ética no que se refere ao</p><p>compromisso com o reconhecimento do outro, na atitude de acolhê-lo em suas diferenças,</p><p>dores, alegrias, modos de viver, sentir e estar na vida.</p><p>Essa política de acolhimento veio para reativar nossa capacidade de cuidar e de estar</p><p>atentos para acolher, tendo como princípios norteadores o coletivo como plano de produção</p><p>da vida, o cotidiano como plano ao mesmo tempo de reprodução, de experimentação e de</p><p>invenção de modos de vida e a indissociabilidade entre o modo de nos produzirmos como</p><p>sujeitos e os modos de estarmos nos “verbos da vida” (trabalhar, viver, amar, sentir, produzir</p><p>saúde, etc).</p><p>É preciso restabelecer no cotidiano o princípio da universalidade/equidade para o</p><p>acesso e a responsabilização das instâncias públicas pela saúde dos cidadãos.</p><p>Quando falamos em acesso, é preciso entende-lo em suas várias dimensões, quais</p><p>sejam: acesso às unidades e serviços (garantia do cuidado); acesso à qualidade da/na</p><p>assistência (escuta/vínculo/ responsabilização/resolutividade); acesso à continuidade do</p><p>cuidado; acesso à participação nos projetos terapêuticos e de produção de saúde (autonomia</p><p>e protagonismo do cidadão – usuário e sua rede social); acesso à saúde como bem com “valor</p><p>de uso” e não como mercadoria (formas dignas/potentes de viver a vida com autonomia).</p><p>O acolhimento no campo da saúde deve ser entendido, ao mesmo tempo, como</p><p>diretriz ético/estético/política constitutiva dos modos de se produzir saúde e como</p><p>ferramenta tecnológica relacional de intervenção na escuta, na construção de vínculo, na</p><p>garantia do acesso com responsabilização e na resolutividade dos serviços.</p><p>Colocar em ação o acolhimento requer uma atitude de mudança que implica na</p><p>análise e revisão cotidiana das práticas de atenção e gestão implementadas nas unidades do</p><p>SUS, com:</p><p>• Reconhecimento do protagonismo dos sujeitos envolvidos no processo de produção</p><p>de saúde;</p><p>• Valorização e abertura para o encontro entre profissional de saúde, usuário e sua rede</p><p>social como liga fundamental no processo de produção de saúde;</p><p>• Reorganização do serviço de saúde a partir da problematização dos processos de</p><p>trabalho, de modo a possibilitar a intervenção de toda a equipe multiprofissional</p><p>encarregada da escuta e resolução do problema do usuário;</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>13</p><p>• Elaboração de projeto terapêutico individual e coletivo com horizontalização por</p><p>linhas de cuidado;</p><p>• Mudanças estruturais na forma de gestão do serviço de saúde, ampliando os espaços</p><p>democráticos de discussão, de escuta, de trocas e de decisões coletivas. A equipe,</p><p>neste processo, pode também garantir acolhimento para seus profissionais e para as</p><p>dificuldades de seus componentes na acolhida à demanda da população;</p><p>• Postura de escuta e compromisso em dar respostas às necessidades de saúde trazidas</p><p>pelo usuário, que inclua sua cultura, saberes e capacidade de avaliar riscos;</p><p>• Construção coletiva de propostas com a equipe local e com a rede de serviços e</p><p>gerências de todos os níveis do sistema. O funcionamento do acolhimento se</p><p>multiplica em inúmeras outras ações, e traz a possibilidade de analisar:</p><p>• A adequação da área física, o dimensionamento das equipes e a compatibilização</p><p>entre a oferta e a demanda por ações de saúde;</p><p>• As formas</p><p>de organização dos serviços e os processos de trabalho;</p><p>• A governabilidade das equipes locais;</p><p>• A humanização das relações em serviço;</p><p>• Os modelos de gestão vigentes na unidade de saúde;</p><p>• O ato da escuta e a produção de vínculo como ação terapêutica;</p><p>• A multi/interdisciplinaridade nas práticas.</p><p>Acolher com a intenção de resolver os problemas de saúde das pessoas que procuram</p><p>uma unidade de urgência pressupõe que todos serão acolhidos por um profissional da equipe</p><p>de saúde. Este profissional vai escutar a queixa, os medos e as expectativas, identificar risco</p><p>e vulnerabilidade, e acolher também a avaliação do próprio usuário; vai se responsabilizar</p><p>pela resposta ao usuário, a para isso vai necessariamente colocar em ação uma rede</p><p>multidisciplinar de compromisso coletivo com essa resolução.</p><p>Assim, o acolhimento deixa de ser um ato isolado para ser um dispositivo de</p><p>acionamento de redes internas, externas, multidisciplinares, comprometidas com as</p><p>respostas às necessidades dos cidadãos.</p><p>Muitos serviços de atendimento às urgências convivem com grandes filas onde as</p><p>pessoas disputam o atendimento sem critério algum a não ser a hora da chegada. A não-</p><p>distinção de riscos ou graus de sofrimento faz com que alguns casos se agravem na fila,</p><p>ocorrendo às vezes até a morte de pessoas pelo não-atendimento no tempo adequado.</p><p>O acolhimento como dispositivo tecno-assistencial permite refletir e mudar os modos</p><p>de operar a assistência, pois questiona a clínica no trabalho em saúde, os modelos de atenção</p><p>e gestão e o acesso aos serviços. A avaliação de risco e vulnerabilidade não pode ser</p><p>considerada prerrogativa exclusiva dos profissionais de saúde: o usuário e sua rede social</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>14</p><p>devem também ser considerados neste processo. Avaliar riscos e vulnerabilidade implica</p><p>estar atento tanto ao grau de sofrimento físico quanto psíquico, pois muitas vezes o usuário</p><p>que chega andando, sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode</p><p>estar mais necessitado de atendimento e com maior grau de risco e vulnerabilidade.</p><p>Sendo assim, os processos de acolhimento e triagem nos serviços de urgência</p><p>objetivam:</p><p>• A melhoria do acesso dos usuários, mudando a forma tradicional de entrada por filas</p><p>e ordem de chegada;</p><p>• A mudança das relações entre profissionais de saúde e usuários no que se refere à</p><p>forma de escutar este usuário em seus problemas e demandas;</p><p>• O aperfeiçoamento do trabalho em equipe com a integração e complementaridade</p><p>das atividades exercidas pelas categorias profissionais;</p><p>• O aumento da responsabilização dos profissionais de saúde em relação aos usuários</p><p>e a elevação dos graus de vínculo e confiança entre eles;</p><p>• A abordagem do usuário para além da doença e suas queixas;</p><p>• A pactuação com o usuário da resposta possível à sua demanda, de acordo com a</p><p>capacidade do serviço.</p><p>É importante acentuar que todos os profissionais de saúde fazem acolhimento;</p><p>entretanto, nas “portas de entrada”, os serviços de saúde podem demandar a necessidade de</p><p>um grupo de profissionais de saúde preparado para promover o primeiro contato com o</p><p>usuário, identificando sua demanda, orientando-o quanto aos fluxos internos do serviço e</p><p>quanto ao funcionamento da rede de saúde local.</p><p>A classificação de risco é uma ferramenta que, além de organizar a fila de espera e</p><p>propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada, tem também outros</p><p>objetivos importantes, como: garantir o atendimento imediato do usuário com grau de risco</p><p>elevado; informar o paciente que não corre risco imediato, assim como a seus familiares,</p><p>sobre o tempo provável de espera; promover o trabalho em equipe por meio da avaliação</p><p>contínua do processo; dar melhores condições de trabalho para os profissionais pela</p><p>discussão da ambiência e implantação do cuidado horizontalizado; aumentar a satisfação dos</p><p>usuários e, principalmente, possibilitar e instigar a pactuação e a construção de redes internas</p><p>e externas de atendimento.</p><p>É importante ressaltar que a realização da classificação de risco isoladamente não</p><p>garante uma melhoria na qualidade da assistência. É necessário construir pactuações internas</p><p>e externas para a viabilização do processo, com a construção de fluxos claros por grau de</p><p>risco, e a tradução destes na rede de atenção.</p><p>E nesse sentido, quando se tem o Acolhimento com Classificação de Risco como</p><p>guia orientador para a atenção e gestão na urgência, outros modos de estar, ocupar e trabalhar</p><p>se expressarão e solicitarão arranjos espaciais singulares, com fluxos adequados que</p><p>favoreçam os processos de trabalho.</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>15</p><p>Para a organização dos espaços e seus usos e para a clareza no entendimento, a</p><p>composição espacial aqui sugerida é composta por eixos e áreas que evidenciam os níveis</p><p>de risco dos pacientes. A proposta de desenho se desenvolve pelo menos em dois eixos: o</p><p>do paciente grave, com risco de morte, que chamaremos de eixo vermelho, e o do paciente</p><p>aparentemente não-grave, mas que necessita ou procura o atendimento de urgência, que</p><p>chamaremos de eixo azul.</p><p>Cada um desses eixos possui diferentes áreas, de acordo com a clínica do paciente e</p><p>os processos de trabalho que nele se estabelecem, sendo que essa identificação também</p><p>define a composição espacial por dois acessos diferentes.</p><p>EIXO VERMELHO: Este eixo está relacionado à clínica do paciente grave, com</p><p>risco de morte, sendo composto por um agrupamento de três áreas principais: a área</p><p>vermelha, a área amarela e a área verde.</p><p>a. Área Vermelha: é nesta área que está a sala de emergência, para atendimento</p><p>imediato dos pacientes com risco de morte, e a sala de procedimentos especiais</p><p>invasivos;</p><p>b. Área Amarela: composta por uma sala de retaguarda para pacientes já estabilizados,</p><p>porém que ainda requerem cuidados especiais (pacientes críticos ou semicríticos).</p><p>Hoje, na maioria das vezes, esses pacientes permanecem na sala vermelha, criando</p><p>dificuldades para o atendimento dos pacientes que chegam com risco de morte, assim</p><p>como situações muito desagradáveis para os pacientes já estabilizados;</p><p>c. Área Verde: composta pelas salas de observação, que devem ser divididas por sexo</p><p>(feminino e masculino) e idade (crianças e adultos), a depender da demanda.</p><p>Nas salas amarela e verde, além da adequação dos espaços e dos mobiliários a uma</p><p>funcionalidade que facilite o processo de trabalho, é importante que se considere questões</p><p>relativas a som, cheiro, cor, iluminação, etc., uma vez que o tempo de permanência do</p><p>paciente nestas áreas é mais prolongado que na área vermelha.</p><p>Na sala vermelha, mesmo o paciente não permanecendo por um período prolongado,</p><p>também é importante observar os elementos acima apontados, modificadores e</p><p>qualificadores do espaço, de modo a propiciar um ambiente confortável e agradável para os</p><p>trabalhadores, além da funcionalidade necessária à realização do trabalho.</p><p>É indispensável que o posto de enfermagem nestas salas possa propiciar uma visão</p><p>ampla de todos os leitos e que áreas de apoio para os profissionais (conforto, copa, etc.)</p><p>sejam planejadas na proximidade das áreas de trabalho.</p><p>Questões relativas à privacidade e individualidade também devem ser observadas,</p><p>pois repercutem</p><p>positivamente no processo terapêutico do paciente. A privacidade diz</p><p>respeito à proteção da intimidade do paciente e, muitas vezes, pode ser garantida com o uso</p><p>de divisórias, cortinas ou outros elementos móveis que permitam tanto a integração e a</p><p>facilidade de monitoramento pela equipe como momentos de privacidade dos pacientes e</p><p>seus acompanhantes.</p><p>EIXO AZUL: é o eixo dos pacientes aparentemente não graves. O arranjo do espaço</p><p>deve favorecer o acolhimento do cidadão e a classificação do grau de risco. Esse eixo é</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>16</p><p>composto por ao menos três planos de atendimento, sendo importante que tenha fluxos</p><p>claros, informação e sinalização.</p><p>a. Plano 1: espaços para acolhimento, espera, recepção, classificação do risco e</p><p>atendimento administrativo. A diretriz principal, neste plano, é acolher, o que</p><p>pressupõe a criação de espaços de encontros entre os sujeitos. Espaços de escuta e de</p><p>recepção que proporcionem a interação entre usuários e trabalhadores, entre</p><p>trabalhadores e trabalhadores – equipes – e entre os próprios usuários, que sejam</p><p>acolhedores também no sentido de conforto, que pode ser produzido pelo uso de</p><p>vegetação, iluminação e ventilação naturais, cores, artes, entre outros exemplos</p><p>possíveis.</p><p>b. Plano 2: área de atendimento médico, lugar onde os consultórios devem ser</p><p>planejados de modo a possibilitar a presença do acompanhante e a individualidade</p><p>do paciente.</p><p>c. Plano 3: áreas de procedimentos médicos e de enfermagem (curativo, sutura,</p><p>medicação, nebulização). É importante que as áreas de procedimentos estejam</p><p>localizadas próximas aos consultórios, ao serviço de imagem e que favoreçam o</p><p>trabalho em equipe.</p><p>Unidade 4 – Processo de Classificação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>17</p><p>04</p><p>PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO</p><p>O protocolo de classificação de risco é uma ferramenta útil e necessária, porém não</p><p>suficiente, uma vez que não pretende capturar os aspectos subjetivos, afetivos, sociais,</p><p>culturais, cuja compreensão é fundamental para uma efetiva avaliação do risco e da</p><p>vulnerabilidade de cada pessoa que procura o serviço de urgência. O protocolo não substitui</p><p>a interação, o diálogo, a escuta, o respeito, enfim, o acolhimento do cidadão e de sua queixa</p><p>para a avaliação do seu potencial de agravamento.</p><p>É a identificação dos pacientes que necessitam de intervenção médica e de cuidados</p><p>de enfermagem, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento,</p><p>usando um processo de escuta qualificada e tomada de decisão baseada em protocolo e aliada</p><p>à capacidade de julgamento crítico e experiência do enfermeiro.</p><p>Para a análise e construção do protocolo de classificação de risco, deve-se levar em</p><p>conta os seguintes fatores:</p><p>• Capacidade instalada de acordo com o número de atendimentos diários a serem</p><p>prestados nestas unidades;</p><p>• Horários de pico de atendimentos;</p><p>• Fluxos internos, movimentação dos usuários, locais de espera, de consulta, de</p><p>procedimentos, de reavaliação e “caminhos” entre eles;</p><p>• Análise da rede e do acesso aos diferentes níveis de complexidade;</p><p>• Tipo de demanda, necessidades dos usuários, perfil epidemiológico local;</p><p>• Pactuação interna e externa de consensos entre as equipes médicas, de enfermagem</p><p>e outros profissionais;</p><p>• Capacitação técnica dos profissionais.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>18</p><p>Sendo assim, a finalidade da classificação de risco é a definição da ordem do</p><p>atendimento em função do potencial de gravidade ou de agravamento da queixa apresentada.</p><p>O protocolo se configura como uma ferramenta para auxiliar a avaliação da gravidade e do</p><p>risco de agravamento.</p><p>A classificação de risco é atividade realizada por profissional de enfermagem de nível</p><p>superior, preferencialmente com experiência em serviço de urgência, e após capacitação</p><p>específica para a atividade proposta. Contudo o protocolo deve ser apropriado por toda a</p><p>equipe que atua na urgência: enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, psicólogos,</p><p>assistentes sociais, funcionários administrativos;</p><p>Recomenda-se que o protocolo tenha no mínimo quatro níveis de classificação de</p><p>risco, realizando, preferencialmente, o sistema de cores, e não de números, para essa</p><p>classificação de risco (exemplo no caso de quatro níveis de classificação, do mais grave ao</p><p>menos grave: vermelho, amarelo, verde, azul).</p><p>A identificação da classificação pode ser feita na ficha de atendimento, e não</p><p>diretamente no usuário (pulseira, por exemplo), uma vez que a classificação não é</p><p>permanente e pode mudar em função de alterações do estado clínico e de reavaliações</p><p>sistemáticas.</p><p>A classificação de risco é dinâmica, sendo necessário que, periodicamente, se</p><p>reavalie o risco daqueles que ainda não foram atendidos ou mesmo daqueles cujo tempo de</p><p>espera após a classificação é maior do que aquele que foi estabelecido no protocolo. É muito</p><p>importante que a organização do atendimento na urgência por meio do acolhimento com</p><p>classificação de risco seja divulgada com clareza para os usuários.</p><p>Unidade 5 – Critérios de Classificação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>19</p><p>05</p><p>CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO</p><p>Os critérios para a classificação de riscos estão relacionados com:</p><p>• Apresentação usual da doença;</p><p>• Sinais de alerta (choque, palidez cutânea, febre alta, desmaio ou perda da</p><p>consciência, desorientação, tipo de dor, etc.);</p><p>• Situação – queixa principal;</p><p>• Pontos importantes na avaliação inicial:</p><p>• Sinais vitais</p><p>• Saturação de oxigênio</p><p>• Escala de dor</p><p>• Escala de Glasgow</p><p>• Doenças preexistentes</p><p>• Idade</p><p>• Dificuldade de comunicação (droga, álcool, retardo mental, etc.);</p><p>• Reavaliar constantemente poderá mudar a classificação.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>20</p><p>5.1 AVALIAÇÃO DO PACIENTE</p><p>(Dados coletados em ficha de atendimento)</p><p>• Queixa principal</p><p>• Início (evolução e tempo de doença)</p><p>• Estado físico do paciente</p><p>• Escala de dor e de Glasgow</p><p>• Classificação de gravidade</p><p>• Medicações em uso, doenças preexistentes, alergias e vícios</p><p>• Dados vitais: pressão arterial, temperatura, saturação de O2</p><p>Unidade 6 – Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>21</p><p>06</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>Segundo Nascimento et al, (2011), as dificuldades encontradas no setor de classificação de</p><p>risco é a falta de conhecimento da sociedade, alta demanda, precariedade do setor público,</p><p>recursos e número de profissionais insuficientes, falta de estrutura física, instalações e</p><p>equipamentos hospitalares, e falhas na gestão do serviço.</p><p>6.1 PRIORIDADE ZERO</p><p>Prioridade zero (vermelha), deve-se:</p><p>• Encaminhar diretamente para a sala de ressuscitação e avisar a equipe médica,</p><p>acionamento de sinal sonoro.</p><p>• Não perder tempo com classificação</p><p>• Atendimento de imediato</p><p>• Situação de morte iminente (exemplo: parada cardiorrespiratória, infarto, politrauma,</p><p>choque hipovolêmico, etc.)</p><p>6.2 PRIORIDADE UM</p><p>Prioridade I (amarela), deve-se:</p><p>• Encaminhar para consulta médica imediata;</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>22</p><p>• Situação de urgência, avaliação em, no máximo, 30 minutos.</p><p>• Elevado risco de morte (exemplo: trauma moderado ou leve, TCE sem perda da</p><p>consciência, queimaduras menores, dispnéia leve a moderada, dor abdominal,</p><p>convulsão, cefaléias, idosos e grávidas sintomáticos, etc.)</p><p>6.3 PRIORIDADE DOIS</p><p>Prioridade II (verde), deve-se:</p><p>• Encaminhar para consulta médica;</p><p>• Situação com urgência menor;</p><p>• Avaliação em, no máximo, 1 hora;</p><p>• Reavaliar periodicamente.</p><p>• Sem risco de morte (exemplo: ferimento craniano menor, dor abdominal difusa,</p><p>cefaléia menor, doença psiquiátrica, diarréias, idosos e grávidas assintomáticos, etc.)</p><p>Unidade 7 – Avaliação Inicial</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>23</p><p>07</p><p>AVALIAÇÃO INICIAL</p><p>Essa Avaliação requer uma postura rápida e dinâmica, ancorada no A, B, C, D, onde o A diz</p><p>respeito a avaliação das VIAS AÉREAS; no B objetiva-se a visualização da RESPIRAÇÃO;</p><p>o C determina os fatores que integram a CIRCULAÇÃO e o D direciona a avaliação</p><p>NEUROLÓGICA do indivíduo.</p><p>Diante dessa avaliação o paciente pode encontrar-se:</p><p>7.1 COMPENSADO</p><p>A. CONVERSA</p><p>B. TAQUIPNÉIA LEVE FR: 20-30 IRPM</p><p>C. TAQUICARDIA LEVE FC: 100-120 BPM, PULSO RADIAL NORMAL.</p><p>D. NORMAL, CONFUSO, RESPONDE AO COMANDO VERBAL.</p><p>7.2 DESCOMPENSADO</p><p>A. ANSIOSO, CONVERSA POUCO.</p><p>B. TAQUIPNÉIA LEVE FR: 30-35 IRPM, ESFORÇO RESPIRATÓRIO, CIANOSE.</p><p>C. TAQUICARDIA LEVE, FC: 120-140 BPM, PULSO RADIAL FINO, PULSO</p><p>CAROTÍDEO NORMAL.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>24</p><p>D. NORMAL, CONFUSO, AGITADO, RESPONDE À DOR.</p><p>7.3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA IMINENTE</p><p>A. RESPIRAÇÃO COM RUÍDOS</p><p>B. TAQUIPNÉIA OU BRADIPNÉIA, FR MAIOR 35 IRPM OU MENOR QUE 10</p><p>IRPM, GRANDE ESFORÇO RESPIRATÓRIO, CIANOSE.</p><p>C. TAQUICARDIA OU BRADICARDIA, FC MAIOR 140 BPM OU MENOR QUE</p><p>60 BPM, PULSO RADIAL NÃO PALPÁVEL, PULSO CAROTIDEO FINO.</p><p>D. LETÁRGICO, EM COMA, NÃO RESPONDE A ESTÍMULOS.</p><p>Nos casos relacionados a parada cardiorrespiratória deve-se iniciar prontamente as</p><p>manobras de reanimação cardiopulmonar conforme protocolo especifico da unidade, não</p><p>podendo perder tempo diante de tal situação.</p><p>Unidade 8 – Sinais de Alerta de em Caso de Trauma</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>25</p><p>08</p><p>SINAIS DE ALERTA EM CASO DE</p><p>TRAUMA</p><p>Em todos os casos, deve se manter alerta diante das possíveis alterações dos quadros de</p><p>saúde do paciente, podendo haver piora no prognostico dos mesmos, principalmente, nas</p><p>situações relacionadas a seguir:</p><p>• Acidentes com veículos motorizados acima de 35 km/h</p><p>• Forças de desaceleração, tais como quedas ou explosões</p><p>• Perdas de consciência, mesmo que momentâneas após acidentes</p><p>• Acidentes com ejeção do veículo</p><p>• Negação violenta das óbvias injúrias graves, pensamentos de fuga e alteração do</p><p>discurso, respostas inapropriadas</p><p>• Fraturas de 1ª e 2ª costelas</p><p>• Fraturas da 9ª, 10ª e 11ª costela ou mais de 3 costelas</p><p>• Possível aspiração</p><p>• Possível contusão pulmonar</p><p>• Acidentes com óbito no local</p><p>• Atropelamento de pedestre ou ciclista</p><p>• Acidente com motociclista</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>26</p><p>Estudos têm mostrado que o STM tem boa confiabilidade e validade para a triagem</p><p>de pacientes em serviços de urgência e emergência, embora ainda existam episódios de</p><p>subtriagem ou supertriagem (PARENTI, 2014; AZEREDO, 2015).</p><p>Pesquisas realizadas no Brasil revelaram o STM como bom preditor para os</p><p>desfechos clínicos de pacientes admitidos em serviços de urgência e emergência, uma vez</p><p>que os pacientes evoluem com níveis de gravidade diferentes entre os grupos de cores de</p><p>classificação (GUEDES, 2016; PINTO, 2012). Quando comparado com um protocolo</p><p>institucional brasileiro, estudo mostrou que o STM aumentou o nível de prioridade dos</p><p>pacientes, sendo esse sistema considerado mais inclusivo (SOUZA, 2011).</p><p>Entretanto, mesmo com resultados satisfatórios em termos de validade e</p><p>confiabilidade, o STM, por si só, parece não ser capaz de garantir qualidade e eficiência no</p><p>serviço de urgência e emergência.11 A literatura constatou que o tempo de espera foi mais</p><p>bem distribuído entre os níveis de urgência após a implantação do STM, porém sem redução</p><p>no tempo para atendimento (STORM-VERSLOOT, 2014).</p><p>Pesquisas demonstrando a performance do STM em relação ao tempo de espera por</p><p>atendimento são escassas, principalmente abordando a realidade dos serviços de saúde</p><p>brasileiros.</p><p>Na explicação para o Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), o Ministério</p><p>da Saúde determina que esse instrumento constitui em uma diretriz operacional que uni as</p><p>ações de acolhimento com as de classificação de risco do usuário. Isso significa que, no</p><p>ACCR, o usuário que entra no Serviço Hospitalar de Emergência (SHE) é acolhido, ouvido,</p><p>guiado à consulta de enfermagem, classificado de acordo com o grau de risco de seu agravo</p><p>e atendido pelo médico segundo a urgência do caso (BELLUCCI JR, MATSUDA 2012).</p><p>Unidade 9 – Entenda a Classificação de Risco pela Cor</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>27</p><p>09</p><p>ENTENDA A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>PELA COR</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>28</p><p>10</p><p>ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO</p><p>A atuação do enfermeiro no acolhimento “ultrapassados conhecimentos técnicos científicos</p><p>à capacidade de liderança, ao mesmo tempo em que desenvolve o senso crítico para avaliar,</p><p>ordenar e cuidar”. (ALBINO, GROSSEMAN, RIGGENBACH, 2010, p.72).</p><p>No Brasil, o papel do enfermeiro no acolhimento com classificação de risco está</p><p>previsto nas portarias do Ministério da Saúde que regulamentam os serviços de urgência e</p><p>emergência (CAVALCANTE, RATES & SILVA, 2012)</p><p>Segundo Mackaway-Jones (2010), o enfermeiro tem outras atividades previstas no</p><p>STM, como a prestação dos primeiros atendimentos em casos de reanimação, administração</p><p>de alguns medicamentos, conforme o protocolo individual de cada hospital, prestar</p><p>informações sobre encaminhamentos do serviço, o direcionamento para especialidades</p><p>conforme as conexões do serviço de emergência e a administração da sala de espera.</p><p>Segundo Souza (2010), a função do enfermeiro vem se destacando das demais por</p><p>sua autonomia nas tomadas de decisões, na capacidade de avaliar, ordenar e cuidar, tendo</p><p>como meta o acolhimento e a satisfação do usuário, garantindo a assistência resolutiva e o</p><p>comprometimento do bem-estar da equipe e do usuário.</p><p>Oliveira et al(2013), afirmam que a carga de trabalho aumentada para os profissionais</p><p>do serviço de emergência, em decorrência do número elevado de usuários não urgentes,</p><p>também contribui para a má qualidade do atendimento oferecido. Esforços para triar usuários</p><p>com pequenos agravos podem consumir o mesmo tempo gasto no seu tratamento, como</p><p>também se ressalta que esta grande demanda na emergência pode expor a equipe a acidentes</p><p>ocupacionais.</p><p>Observa-se que o profissional enfermeiro mesmo sendo capacitado para o trabalho,</p><p>encontra adversidades embutidas no cenário, dentre eles a dificuldade de adaptação dos</p><p>usuários e profissionais médicos ao novo protocolo, quadro de profissionais diminuídos,</p><p>falta de recursos, alta demanda, jornada de trabalho excessiva gerando estresse, desconforto</p><p>e por vezes desentendimentos por parte dos usuários</p><p>Unidade 11 – Conclusão</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>29</p><p>11</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Um serviço de triagem pode resgatar os princípios e diretrizes do SUS e também garantir o</p><p>direito à cidadania, na medida em que realiza o acolhimento, orienta e encaminha o usuário</p><p>para o serviço adequado, atende necessidades do indivíduo e da instituição, ou seja, triagem</p><p>é muito mais que classificar doentes</p><p>Prestar atendimento digno, por meio de política de saúde descentralizadora,</p><p>estabelecendo as condições necessárias para melhorar o acesso, a qualidade da assistência,</p><p>a participação e a equidade nos campos da saúde, deve ser visto como pressuposto básico</p><p>para fazer valer os princípios do SUS.</p><p>Promover assim a tão sonhada humanização e respeito ao usuário do serviço público</p><p>de saúde faz parte de todo o processo de saúde como direito de todos. A satisfação do usuário</p><p>quanto ao atendimento está relacionada com as características facilitadoras do atendimento</p><p>e pela qualidade dos serviços prestados. A responsabilidade, vínculo e abordagem dos</p><p>indivíduos como sujeitos participantes de todo o processo de recuperação, resolução e</p><p>integração ao sistema de saúde são dimensões assistenciais que devem ser desenvolvidas no</p><p>serviço com intuito de buscar a melhoria da qualidade de vida e resgatar a saúde como direito</p><p>de todos.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>30</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Responda a avaliação abaixo em sua conta, no site</p><p>www.enfermagemadistancia.com.br. Você precisa atingir um aproveitamento igual ou</p><p>superior a 60% para poder emitir o seu certificado.</p><p>1. O acolhimento com classificação de risco vem sendo cada vez mais realizada nos</p><p>serviços de saúde que prestam atendimentos de urgência e que organizam o atendimento</p><p>com base nos níveis de prioridade. O modelo proposto pelo Ministério da Saúde divide o</p><p>serviço em eixos e áreas, identificados por cores que irão determinar o tipo de atendimento</p><p>prestado. Com base nesse modelo assinale a alternativa que corresponde às características</p><p>da área amarela.</p><p>a. Área na qual está a sala de emergência para atendimento imediato dos pacientes com</p><p>risco de morte e a sala de procedimentos especiais invasivos.</p><p>b. Área das salas de observação, que devem ser divididas por sexo (feminino e</p><p>masculino) e idade (crianças e adultos), a depender da demanda.</p><p>c. Área de consultas, procedimentos médicos e de enfermagem (curativo, sutura,</p><p>medicação e nebulização).</p><p>d. Área composta por uma sala de retaguarda para pacientes já estabilizados, mas que</p><p>ainda requerem cuidados especiais (pacientes críticos ou semicríticos).</p><p>2. Analise as afirmativas relacionadas aos objetivos da classificação de risco:</p><p>I. Avaliar o paciente logo na sua chegada ao pronto socorro humanizando o</p><p>atendimento.</p><p>II. Determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser encaminhado</p><p>diretamente às especialidades.</p><p>III. Informar o tempo de espera.</p><p>IV. Retornar informações a familiares.</p><p>Avaliação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>31</p><p>São verdadeiras:</p><p>a. I e II</p><p>b. I, III e IV</p><p>c. SOMENTE III</p><p>d. Todas As Alternativas</p><p>3. São pacientes que recebem classificação verde segundo o protocolo humaniza SUS</p><p>do Sistema Único de Saúde, exceto:</p><p>a. Retorno inferior a 24 horas devido a não melhora do quadro</p><p>b. Deficientes físicos</p><p>c. Cefaleia intensa de início súbito</p><p>d. Pacientes escoltados</p><p>4. A Classificação de Risco é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que</p><p>necessitam de tratamento imediato, de acordo como potencial de risco, agravos à saúde ou</p><p>grau de sofrimento. Dessa maneira assinale a alternativa que justifique a utilização da</p><p>Classificação de Risco:</p><p>a. Ampliar o acesso sem sobrecarregar as equipes, sem prejudicar a qualidade das</p><p>ações, e sem transformar o serviço de saúde em excelente produtor de procedimentos.</p><p>b. Superar a prática tradicional, centrada na exclusividade da dimensão biológica, de</p><p>modo que amplie a escuta e que recoloque a perspectiva humana na interação entre</p><p>profissionais de saúde e usuários.</p><p>c. Reconfigurar o trabalho médico no sentido de superar o papel central que ele vem</p><p>ocupando e integrá-lo no trabalho da equipe.</p><p>d. Deve ser um instrumento para melhor organizar o fluxo de pacientes que procuram</p><p>as portas de entrada de urgência/emergência, gerando um atendimento resolutivo e</p><p>humanizado.</p><p>5. Há muitas condições, que se deve manter alerta casos que deverão ser levados em</p><p>consideração, pois podem representar condições em que o paciente poderá piorar</p><p>repentinamente. Assinale abaixo a alternativa que não caracteriza essas situações:</p><p>a. Acidentes com veículos motorizados acima de 35 km/h.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência</p><p>e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>32</p><p>b. Forças de desaceleração tais como quedas ou em explosões.</p><p>c. Fraturas fechadas de MMSS e MMII.</p><p>d. Perda de consciência, mesmo que momentânea, após acidente.</p><p>6. O acolhimento tem como objetivo, exceto:</p><p>a. Priorizar o atendimento aos pacientes mais graves.</p><p>b. Classificar os pacientes de acordo com a decisão de prioridades e intervenções</p><p>terapêuticas individualizadas</p><p>c. Garantia dos direitos dos usuários.</p><p>d. Avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de</p><p>prioridade para o atendimento.</p><p>7. Assinale a alternativa incorreta relacionada aos níveis de classificação de risco.</p><p>a. Vermelho: prioridade zero constitui-se emergência.</p><p>b. Amarelo: prioridade 1, o atendimento deve ser o mais rápido possível devido a</p><p>prioridade zero.</p><p>c. Amarelo: prioridade 1, o atendimento deve ser imediato dos pacientes mais graves.</p><p>d. Verde: prioridade 2, atendimento com prioridade não urgente.</p><p>8. Pacientes que são classificados como Amarelo, necessita de assistência rápida. São</p><p>situações que caracterizam a classificação amarela, exceto:</p><p>a. Politraumatizado com Glasgow entre 13 e 15; sem alterações de sinais vitais.</p><p>b. Dor abdominal intensa com náuseas e vômitos, sudorese, com alteração de sinais</p><p>vitais (taquicardia ou bradicardia, hipertensão ou hipotensão, febre).</p><p>c. Diabético apresentando sudorese, alteração do estado mental, visão turva, febre,</p><p>vômitos, taquipnéia, taquicardia.</p><p>d. Problemas de coordenação motora.</p><p>Avaliação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>33</p><p>9. De acordo com a política de humanização com classificação de risco, são pré-</p><p>requisitos necessários à implantação da Central de Acolhimento e Classificação de Risco,</p><p>EXCETO:</p><p>a. Realizar a abordagem do usuário somente para saber da doença e suas queixas;</p><p>b. Construir de relação de confiança e compromisso entre as equipes e promove avanço</p><p>na aliança entre usuários, profissionais da saúde e gestores da saúde.</p><p>c. Atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco;</p><p>d. Implementar processos de acompanhamento e avaliação</p><p>10. A Classificação de Risco com uso do Protocolo de Manchester tem sido utilizada</p><p>para otimizar a priorização do atendimento nas portas de entrada de urgências. De acordo</p><p>com as orientações do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, são verdadeiras as</p><p>afirmativas, EXCETO:</p><p>a. Disponibilizar, no mínimo, um ponto para a classificação de risco. Na hipótese de</p><p>haver mais de dez pacientes aguardando pela classificação, deve ser disponibilizado</p><p>mais um ponto para realização da classificação de risco.</p><p>b. Assegurar que os tempos alvos preconizados pelo Protocolo de Manchester para a</p><p>primeira avaliação médica estejam sendo cumpridos de acordo com a gravidade</p><p>clínica do doente.</p><p>c. Assegurar que o tempo entre a chegada do paciente ao serviço até a classificação de</p><p>risco não seja maior que trinta minutos.</p><p>d. Assegurar que apenas médicos e enfermeiros que possuam formação e registro nos</p><p>órgãos próprios (CRM e COREN, respectivamente) e com curso e treinamento no</p><p>Sistema Manchester de Classificação, atuem na Classificação de Risco com</p><p>Protocolo de Manchester.</p><p>Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>34</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda</p><p>mais o seu conhecimento.</p><p>ACOSTA AM, DURO CLM, LIMA MADS. Atividade do enfermeiro nos sistemas de</p><p>triagem/classificação de risco nos serviços de urgência: revisão integrativa. Rev Gaúcha</p><p>Enferm. 2012; 33(4):181-190</p><p>ANNEVELD M, VAN DER LINDEN C, GROOTENDORST D, GALLI-LESLIE M.</p><p>Measuring emergency department crowding in an inner city hospital in</p><p>The Netherlands. Int J Emerg Med. 2013;6(1):21.</p><p>AZEVEDO, J. M. R; BARBOSA, M, A. TRIAGEM EM SERVIÇOS DE SAÚDE:</p><p>PERCEPÇÕES DOS USUÁRIOS. Rev. Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2007 jan/mar;</p><p>15(1):33-9. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v15n1/v15n1a05.pdf. Acesso em</p><p>junho de 2019.</p><p>AZEREDO TR. 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Núcleo Técnico da Política</p><p>Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Acolhimento com Classificação de Risco: um</p><p>paradigma estético no fazer saúde [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2004</p><p>[citado 2010 set 12]. Disponível em: http://</p><p>dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/impressos/folheto/05_0050_FL.pdf.</p><p>Referência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>35</p><p>DALLAIRE C, POITRAS J, AUBIN K, LAVOIE A, MOORE L. Emergency department</p><p>triage: do experienced nurses agree on triage scores? J Emerg Med. 2012;42(6): 736-40.</p><p>DIOGO CS. Impacto da relação cidadão – Sistema de Triagem de Manchester na</p><p>requalificação das urgências do SNS [dissertação]. 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