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ARQUITETURA E URBANISMO PATRIMÔNIO E RESTAURO DOCENTE Jeanne Almeida da Trindade jeanne.trindade@ulife.com.br Arquiteta Urbanista AVALIAÇÃO DE N1 INTRODUÇÃO AO PROJETO DE URBANISMO E PAISAGISMO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Prova teórica da disciplina A prova será composta por 10 (dez) questões objetivas e 02 (duas) questões dissertativas que deverão ser respondidas com texto elaborado pelo o próprio aluno. Não serão aceitas as respostas em itens, somente as respostas com textos contendo, no mínimo, 4 linhas e no máximo 8 linhas. • 10 (dez) Questões objetivas – 0,70 (cada); total 7,0 (sete) pontos • 2 (duas) Questões dissertativas – 1,5 (cada); total 3,0 (três) pontos • Elaboração do texto (0,5) - Texto de autoria do estudante, organizado de forma coerente e bem estruturado. Apresenta sentido e articulação em sua integralidade. Apresenta domínio da norma padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia ou acentuação gráfica. • Conteúdo (1,0) – Apresenta plenamente os aspectos de correlação teórico-prática solicitados. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que é identidade social? A identidade é um processo de identificações apropriadas pela história que dão sentido ao grupo (CRUZ, 1993). Ou seja, ela implica um sentimento de pertencimento a um determinado grupo étnico, cultural ou religioso, em relação à percepção da diferença e semelhança entre “nós” e os “outros”. A construção da identidade, seja individual ou social, não é estável e unificada — é mutável, se reinventa; a identidade vai se transformando, se reconstrói ao longo do tempo. (Carvalho, A. M. et al., 2019 - adaptado) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que é memória social? A memória pode ser resumida como processos sociais e históricos que narram ou contam acontecimentos importantes, que legitimam e dão força à identidade do grupo (CRUZ, 1993). A memória, quando considerada fenômeno social, é construída de forma coletiva. A memória social é dinâmica, mutável e, principalmente, seletiva. Como nem tudo o que é importante para o grupo fica “gravado na memória”, algumas delas são esquecidas, por escolha dos indivíduos, sem registro para as próximas gerações. (Carvalho, A. M. et al., 2019 - adaptado) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que é patrimônio? É o patrimônio que expressa as vivências de um povo e sua identidade histórica, além de contribuir para preservar a identidade de uma nação. Patrimônio é a herança cultural do passado que vivemos no presente e que, como será transmitida às futuras gerações. Entretanto, definir o que é ou não patrimônio depende de uma legitimação social e política. (Carvalho, A. M. et al., 2019) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que diz a Constituição Federal (1988) sobre patrimônio? Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; (bem imaterial) II - os modos de criar, fazer e viver; (bem imaterial) III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; (bem material) IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; (bem material) V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. (bem material) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Quinta da Boa Vista Palácio de Manguinhos Chafariz do Mestre ValentimConfeitaria Colombo PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Capoeira Bossa Nova Vendedor Ambulante de Mate, Limonada e Biscoito de Polvilho nas praias Umbanda Feira da Praça XV (RJ) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que diz a Constituição Federal (1988) sobre patrimônio? § 1º O poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação. § 2º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. § 3º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. § 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. § 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade DECRETO-LEI Nº 25, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937 Organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, DECRETA: CAPÍTULO I DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL Art. 1º Constitue o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interêsse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. § 1º Os bens a que se refere o presente artigo só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico o artístico nacional, depois de inscritos separada ou agrupadamente num dos quatro Livros do Tombo, de que trata o art. 4º desta lei. § 2º Equiparam-se aos bens a que se refere o presente artigo e são também sujeitos a tombamento os monumentos naturais, bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pelo natureza ou agenciados pelo indústria humana. Art. 2º A presente lei se aplica às coisas pertencentes às pessôas naturais, bem como às pessôas jurídicas de direito privado e de direito público interno PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O tombamento é o instrumento de reconhecimento e proteção do patrimônio cultural mais conhecido, e pode ser feito pela administração federal, estadual e municipal. O patrimônio material protegido pelo Iphan é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza, conforme os quatro Livros do Tombo: • arqueológico, paisagístico e etnográfico; • histórico; • belas artes; • e das artes aplicadas. A Constituição Federal de 1988, ao estabelecer outras formas de preservação – como o Registro e o Inventário – além do Tombamento. Os bens tombados de natureza material podem ser imóveis como os cidades históricas, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais; ou móveis, como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos. http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608 PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial é um instrumento legal de preservação, reconhecimento e valorização do patrimônio imaterial do Brasil, composto por bens que contribuíram para a formação da sociedade brasileira. Ao serem registrados, os bens recebem o título de Patrimônio Cultural Brasileiro e são inscritos em um dos quatro Livros de Registro, de acordo com a categoria correspondente. O IPHAN fará a reavaliação dos bens culturais registrados, pelo menos a cada dez anos, e a encaminhará ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural para decidir sobre a revalidação do título de "Patrimônio Cultural do Brasil" • dos Saberes - reúne conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades; • das Celebrações - reúne os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade,entretenimento e outras práticas da vida social; • das Formas de Expressão - criado para registrar as manifestações artísticas em geral; • dos Lugares - nele são inscritos os mercados, feiras, santuários e praças onde se concentram e/ou se reproduzem práticas culturais coletivas. Mais informações: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122 PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O que é Paisagem Cultural? Em 1992, a Convenção do Patrimônio Mundial se tornou o primeiro instrumento jurídico internacional a reconhecer e proteger as paisagens culturais. O Comitê reconheceu que as paisagens culturais representam as "obras conjuntas da natureza e do homem". São ilustrativas da evolução da sociedade humana e assentamento ao longo do tempo, sob a influência das restrições físicas e/ou oportunidades apresentadas por seu ambiente natural e de sucessivas forças sociais, econômicas e culturais, externas e internas. O termo "paisagem cultural" abrange uma diversidade de manifestações da interação entre a humanidade e seu ambiente natural. (http://whc.unesco.org/en/culturallandscape#1) PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Esferas de patrimônio • Individual • Familiar • Grupo • Região • Município • Estado • País • Humanidade PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O QUE É A UNESCO? UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Busca construir a paz por meio da cooperação internacional em Educação, Ciências e Cultura, fundada em 1945, por representantes de quarenta e quatro países que decidiram criar uma organização que incorporasse uma genuína cultura de paz. Atualmente, a Organização tem 193 Membros e 11 Membros Associados e a sede principal está localizado na Place de Fontenoy, em Paris. A Representação da UNESCO no Brasil, localizada em Brasília, é um escritório nacional da região da América Latina, que, oficialmente, iniciou seu trabalho em 19 de junho de 1964. Seu principal objetivo é auxiliar a formulação e a operacionalização de políticas públicas que estejam em sintonia com as estratégias acordadas entre os Estados- membros da UNESCO. A atuação da UNESCO ocorre por intermédio de projetos de cooperação técnica em parceria com diversas instâncias governamentais e com setores da sociedade civil, na medida em que seus propósitos venham a contribuir para as políticas públicas que estejam alinhadas com o desenvolvimento sustentável. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Esferas de preservação no Brasil Federal – INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL/IPHAN É uma autarquia federal, criada em 13 de janeiro de 1937 e vinculada ao Ministério do Turismo, que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras, além de estabelecer as formas de preservação desse patrimônio: o registro, o inventário e o tombamento. O Iphan também responde pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista o Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções da Unesco, respectivamente, a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003. Maiores informações: http://portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/687/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/685/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/126 http://whc.unesco.org/en/list/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/71 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/71 http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Convencao1972%20-%20br.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Convencao1972%20-%20br.pdf http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/ConvencaoSalvaguarda.pdf PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Esferas de preservação no Brasil Estadual – INSTITUTO ESTADUAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL/INEPAC Criado em 1975, o Instituto dedica-se à preservação do patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro, elaborando estudos, fiscalizando e vistoriando obras e bens tombados, emitindo pareceres técnicos, pesquisando, catalogando, inventariando e efetuando tombamentos e, ainda, presta assessoria técnica às prefeituras municipais em caso de elaboração de inventários de bens culturais móveis e imóveis ou no desenvolvimento de projetos e obras de restauração arquitetônica e artística nos municípios. Sua Missão é preservar o patrimônio cultural fluminense e, para tanto, desenvolve estudos sobre os bens culturais do Estado. Detentor de um grande e diversificado acervo, o Inepac procura ampliar o acesso à informação disponível com a criação de um Portal no qual podem ser acessados os bancos de dados: Bens Culturais Tombados pelo Estado do Rio de Janeiro; Bens Móveis e Integrados; Arte Sacra; Bens Procurados e Bens Imateriais. Maiores informações: http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/home http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/home PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Esferas de preservação no Brasil Municipal – INSTITUTO RIO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE/IRPH Criado em Dezembro de 2012, o Instituto tem como finalidade: • gerir o sítio reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade; • proteger e promover o Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro; • fiscalizar e autorizar o licenciamento de obras relativas ao Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro e sua ambiência; • planejar, coordenar, desenvolver e supervisionar programas, projetos e demais ações técnicas necessárias para a proteção, a conservação e a preservação dos bens tangíveis e intangíveis que integram o Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro, respeitada a legislação em vigor; • tratar, gerar e manter atualizado o banco de dados sobre o Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro e proporcionar os meios de acesso às informações; • promover ações que vissem a impedir a evasão, a destruição e descaracterização de bens e documentos de valor cultural do Município do Rio de Janeiro; • manter intercâmbio com os órgãos públicos, privados ou pessoas físicas e jurídicas, visando a preservação da memória e a proteção do Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro. Maiores informações: http://www.rio.rj.gov.br/web/irph PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Alguns conceitos importantes.... (Carvalho, A. M. et al., 2019) Preservação Preservação, segundo Kühl (2006), em artigo publicado baseado na Carta de Veneza, é o termo mais abrangente, que abarca métodos e procedimentos de intervenção nos bens, incluindo a manutenção, a conservação e a restauração. Preservação tem a ver com uma mentalidade política, seja ela individual ou coletiva, particular ou institucional, a fim de proteger o patrimônio. Preservar é cuidar da saúde da edificação e evitar que ela adoeça, por meio de técnicas preventivas que envolvem manuseio, acondicionamento e exposição (SARMENTO, 2003). PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Manutenção O termo manutenção designará a proteção contínua da substância, do conteúdo e do entorno de um bem e não deve ser confundido com o termo reparação. A reparação implica a restauração e a reconstrução, e assim será considerada. (Carta de Burra, Austrália/1980, ICOMOS) Alguns conceitos importantes.... PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade (Carvalho, A. M. et al., 2019) Reconstrução A reconstrução ocorre em situações em que a preservação de aspectos pré- existentes é inviável, seja por condições naturais (abandono, problemas estruturais) ou por um desejo de recuperar alguma edificação irrecuperável (muitos casos ocorreram após as grandes guerras mundiais, em que vários edifícios importantes foram destruídos). Valereforçar que essa recriação, mesmo que copie todos os elementos, não deve se omitir da história, e só deve ocorrer se a edificação trouxer novo significado à região ou tiver grande valor turístico (GIESELER, 2009). PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Remontagem Arquitetura que pode ser remontada, associando-se a uma atitude que é típica da sociedade industrial: a transportabilidade dos bens, ou, no linguajar projetual, da criação de uma arquitetura efêmera. Desta forma, na remontagem é utilizada as mesmas peças do edifício anterior, que foi planejado de modo a permitir sua desmontagem e posterior montagem em um sítio diferente do original. Para facilitar essa ação, geralmente, a estrutura do edifício é metálica. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade REVITALIZAÇÃO “... entendemos o termo revitalização em consonância com o pensamento desenvolvido por VAZ & JACQUES (2001) que associam vitalidade a capacidade de atração e permanência de pessoas em determinados locais e não somente como referência às condições físicas ou econômicas do lugar. ”. TRINDADE, Jeanne Almeida da. Parques históricos nas cidades contemporâneas: uma análise da Quinta da Boa Vista. (UFRJ, 2013). REFORMA RETROFIT REARQUITETURA RESTAURO PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade REFORMA Chamamos de reforma todo projeto que usa a pré-existência, prédio, casa ou o que seja, como matéria-prima reaproveitável para um novo objetivo. Não há preocupação em buscar ou respeitar significados arquitetônicos anteriores. A maior parte das vezes, nem mesmo a autoria do projeto original é conhecida ou reconhecida. Quando muito, e de forma louvável, pressupostos ambientais de reciclagem de materiais e de preservação de energia humana despendida na obra são levados em conta. A reforma pressupõe a substituição da autoria do projeto. Um arquiteto ou equipe assume a nova autoria, enquanto a antiga desaparece e deixa de fazer parte do resultado final. É uma atividade livre de qualquer tipo de amarras e exige bastante argúcia, pois tem como maior objetivo minimizar o volume de intervenções e maximizar resultados funcionais, estéticos e construtivos. KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade RETROFIT É realizado em edifícios que são considerados ultrapassados em atender as condições de vida contemporânea, mas que podem sofrer uma atualização para manterem o valor de uso e de mercado. Tem foco na valorização patrimonial da edificação, em seu sentido monetário, comercial. O retrofit pressupõe a complementação da autoria do projeto. Preserva a autoria original, já que tem o propósito de uma atualização temporal da edificação e apesar de não haver substituição da autoria de projeto, não há diálogo ou compromisso com o autor original do edifício. O retrofit tem dois objetivos fundamentais: inserir contemporaneidade plástica, entendida aí como uma substituição de fachadas e revestimentos internos e atualizar tecnologicamente a infraestrutura do edifício, normalmente por substituição radical dos sistemas pré-existentes. Há uma variação muito grande do nível de intervenção em um retrofit. Muitas vezes, se for exagerado, ele pode chegar a se transformar em uma reforma, quando se perde a referência do autor original e um novo autor se apresenta. KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade REARQUITETURA Nos casos em que haja a necessidade de chamar um novo arquiteto para assumir a autoria da solução de problemas contemporâneos, como forma de reanimar um prédio histórico condenado a obsolecência, que a rearquitetura se apresenta como solução. Solução feita através do diálogo entre diferentes autores sobre o mesmo objeto arquitetônico, ainda que praticado por interlocutores de épocas distintas. Aqui há uma complementação da autoria, com o novo arquiteto estabelecendo uma conversa com o primeiro autor. Ao arquiteto tardio cabe a leitura atenta e sensível daquilo que foi deixado pelos seus antecessores, já que é dele a responsabilidade pela conciliação de interesses pretéritos e contemporâneos. Nunca esquecer que “o fator mais importante e significativo do projeto é – é claro – o prédio original e que o que é mais importante na hora de projetar é conseguir estabelecer uma relação entre o antigo e o novo. O novo não poderia existir sem o original” (STONE, 2005). KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade RESTAURAÇÃO Restauração é o conjunto de intervenções feitas em um patrimônio para preservar suas características originais. Dessa forma, a identidade da época é mantida, apenas se adaptando ao contexto atual, se necessário. A intenção da restauração é preservar um patrimônio inteiro para as próximas gerações, garantindo que o original se mantenha, a fim de não cometer falso testemunho histórico, sempre respeitando ao máximo a integridade e as características históricas, estéticas e formais do bem cultural (SARMENTO, 2003). O restauro não admite a adição criativa, individual ou social, sobre um bem patrimonial. O que rege no projeto de restauro é o cuidado com a permanência de valores e significados do bem. Preserva a autoria original, já que tem apenas o propósito de uma atualização temporal da edificação e apesar de não haver substituição da autoria de projeto, não há diálogo ou compromisso com o autor original do edifício. (KIEFER, 2020). PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Eugène Viollet-le-Duc - Desenvolveu a teoria de que o monumento ideal precisa ser recriado, buscando uma solução ideal fundamentada em critérios técnicos e estilísticos. John Ruskin - Defendia a não intervenção nos monumentos antigos, por considerar que qualquer interferência gera novo caráter à obra, maculando sua autenticidade. Camillo Boito – Defendia uma teoria de restauração moderada e intermediária. Tinha por objetivo conservar acréscimos que haviam sido feitos nas obras, identificando seus períodos e respeitando-os. Alois Riegl - Definiu valores diferentes aos monumentos: os valores de memória e os valores de atualidade, sendo estes últimos subdivididos em valor de arte e valor de uso, e reconhece o valor das contribuições do homem comum. Cesare Brandi - Considerava que o restauro é um ato crítico, ou seja, antes de qualquer tipo de intervenção em um bem cultural, é necessário ancorar a ação ao pensamento crítico e às ciências nos campos disciplinares afeitos à restauração, como história, filosofia, sociologia, etc. Gustavo Giovanonni - Enfatizou a importância do tema do “ambiente” dos monumentos e dos “conjuntos” de arquitetura “secundária” ou “menor” e de “interesse ambiental”, atribuindo valor a dimensão urbanística dos agrupamentos da mesma forma que os elementos arquitetônicos isolados. Incluiu os espaços paisagísticos “como obras monumentais” apesar da predominância de elementos naturais. GRANDES TEÓRICOS DO RESTAURO PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Atenas (1931) A primeira Carta Patrimonial, denominada de Carta de Atenas, foi elaborada em Atenas, durante o I Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos em Monumentos Históricos (1931). Constitui um primeiro documento internacional, referente ao patrimônio cultural e à restauração. III - A valorização dos monumentos A Conferência recomenda o respeito, na construção dos edifícios, pelo carácter ea fisionomia das cidades, sobretudo na vizinhança de monumentos antigos cuja envolvente deve ser objeto de cuidados particulares. Também alguns conjuntos e certas perspectivas particularmente pitorescas, devem ser preservadas. Há também necessidade de estudar as plantas e ornamentações vegetais adequadas a certos monumentos ou conjuntos de monumentos para lhes conservar o seu carácter antigo. Recomenda sobretudo a supressão de toda a publicidade, de toda a presença abusiva de postes ou fios telefônicos, de toda a indústria ruidosa, incluindo as chaminés altas, na vizinhança dos monumentos artísticos ou históricos. IPHAN. Carta de Atenas de outubro de 1931. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2021. CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Atenas (1931) VI - A técnica de conservação Quando se trata de ruínas impõe-se uma conservação escrupulosa, recolocando no seu lugar os elementos originais encontrados (anastilose) sempre que o caso o permita; os materiais novos necessários a este efeito deverão ser sempre identificáveis. “Todo trabalho de reconstrução deverá, portanto, ser excluído a priori, admitindo-se apenas a anastilose, ou seja, a recomposição de partes existentes, mas desmembradas. Os elementos de integração deverão ser sempre reconhecíveis e reduzir-se ao mínimo necessário para assegurar as condições de conservação do monumento e restabelecer a continuidade de suas formas” (Carta de Veneza, 1964). CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Veneza (1964) DEFINIÇÕES Artigo 1. O conceito de monumento histórico abrange não só os trabalhos de simples arquitetura, mas também o enquadramento urbano ou rural onde se encontram as evidências de uma civilização em particular, um desenvolvimento significativo ou um acontecimento histórico. Isto aplica-se não só às grandes obra de arte, mas também a obras mais modestas do passado que adquiriram significado cultural com a passagem do tempo. Artigo 5. A conservação dos monumentos antigos é sempre facilitada se os fizermos utilizáveis para qualquer finalidade socialmente útil. Tal utilização é, portanto, desejável mas não deve alterar a disposição interna ou a decoração do edifício. É dentro destes limites que as modificações necessárias para a alteração de funções devem ser encaradas e podem ser permitidas. Artigo 6. A conservação de um monumento implica a preservação de um enquadramento que não esteja fora de escala. Sempre que o enquadramento tradicional exista, ele deve ser conservado. Não deve ser aprovada nenhuma construção nova, demolição ou modificação que vá alterar a relação de massas e de cores. CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Veneza (1964) Artigo 11. Devem ser respeitadas as contribuições válidas de todos os períodos feitas ao edifício ou monumento, uma vez que o objetivo do restauro não é a unidade de estilo. Quando um edifício inclui obras sobrepostas de diferentes períodos, a revelação do estado subjacente só pode ser justificada em circunstâncias excepcionais e quando o que for removido tiver pouco interesse e o material que for posto a descoberto for de grande valor histórico, arqueológico ou estético, e o seu estado de preservação suficientemente bom para justificar esta ação. A avaliação da importância dos elementos envolvidos e a decisão sobre o que pode ser destruído não podem ser apenas da competência do indivíduo responsável pela obra. Artigo 12. As substituições de partes em falta devem-se integrar harmoniosamente no conjunto mas, ao mesmo tempo, devem ser distinguíveis do original, para que o restauro não falsifique a evidência artística ou histórica. Artigo 13. Não podem ser autorizadas adições, exceto até ao ponto em que não desfigurem as partes interessantes do edifício, a sua envolvente tradicional, o equilíbrio da sua composição e a sua relação com as suas proximidades. CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Veneza (1964) DEFINIÇÕES Artigo 1. O conceito de monumento histórico abrange não só os trabalhos de simples arquitetura, mas também o enquadramento urbano ou rural onde se encontram as evidências de uma civilização em particular, um desenvolvimento significativo ou um acontecimento histórico. Isto aplica-se não só às grandes obra de arte, mas também a obras mais modestas do passado que adquiriram significado cultural com a passagem do tempo. Artigo 5. A conservação dos monumentos antigos é sempre facilitada se os fizermos utilizáveis para qualquer finalidade socialmente útil. Tal utilização é, portanto, desejável mas não deve alterar a disposição interna ou a decoração do edifício. É dentro destes limites que as modificações necessárias para a alteração de funções devem ser encaradas e podem ser permitidas. Artigo 6. A conservação de um monumento implica a preservação de um enquadramento que não esteja fora de escala. Sempre que o enquadramento tradicional exista, ele deve ser conservado. Não deve ser aprovada nenhuma construção nova, demolição ou modificação que vá alterar a relação de massas e de cores. CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Florença (1981) O Comitê Internacional de Jardins Históricos e Icomos/IFLA decidiram elaborar uma carta relativa à proteção dos jardins históricos, que levará o nome desta cidade. Definição e objetivos Art. 1. Um jardim histórico é uma composição arquitetônica e vegetal que, sob o ponto de vista da história ou da arte, apresenta um interesse público. Como tal é considerado monumento. Art. 2. O jardim histórico é uma composição de arquitetura cujo material é principalmente vegetal, portanto vivo e como tal perecível e renovável. Art. 3. Como monumento, o jardim histórico deve ser protegido conforme o espírito da Carta de Veneza. Todavia, como MONUMENTO VIVO sua proteção levanta regras específicas, que são objeto da presente carta. IPHAN. Carta de Florença de outubro de 1981. Disponível em: Acesso em: 13 mar. 2021. CARTAS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Carta de Florença (1981) Art. 6. A denominação de um jardim histórico aplica-se tanto aos jardins modestos quanto aos parques ordenados ou paisagísticos. Art. 9. A proteção dos jardins históricos exige que eles sejam identificados e inventariados. Impõe intervenções diferenciadas que são a manutenção, a conservação, a restauração. Pode-se eventualmente recomendar a reconstituição. A AUTENTICIDADE diz respeito tanto ao desenho e ao volume de suas partes quanto ao seu cenário ou à escolha de vegetais ou de minerais que as constituem. Art. 10. Toda operação de manutenção, de conservação, restauração ou reconstituição de um jardim histórico ou de uma de suas partes deve considerar simultaneamente todos seus elementos. Separar-lhes os tratamentos alteraria os laços que os une. CARTAS PATRIMONIAIS SISTEMAS CONSTRUTIVOS TRADICIONAIS O conhecimento adequado das técnicas construtivas empregadas em uma determinada edificação aliado ao conhecimento histórico sobre as mesmas e sobre os materiais de construção, é extremamente valioso para a datação desta obra e pode prestar importantes contribuições para a filiação da mesma. A arquitetura, nos seus aspectos técnico-construtivos, é fruto de dois fatores predominantes: o primeiro diz respeito ao conhecimento das tradições construtivas e ao grau de dificuldades técnicas que estas apresentam, em especial na possibilidade de se encontrar mão de obra especializada para a execução da mesma; e o segundo diz respeito às possibilidades físico-geográficas do local que fornece o material para as construções. Ribeiro, N. P. 2003. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeidada Trindade TAIPA DE PILÃO No Brasil, a taipa de pilão “foi mais difundida nos primeiros séculos da colonização, desaparecendo quase que por completo no século XVIII”. Foi o método utilizado desde “os muros de taipa grossa de defesa, como os exigidos na fundação da cidade do Salvador (...) - até as grandes igrejas matrizes do interior de Minas Gerais”. Esta prática milenar, perdura nos dias de hoje, em especial em determinadas regiões do planeta onde praticamente é o único material disponível, ou em outras onde a desigualdade social empurra as camadas menos favorecidas da população para esta solução construtiva – de baixo custo e de fácil execução. Ribeiro, N. P. 2003. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Na taipa de pilão as paredes são maciças, constituídas apenas de barro socado, tornando-se monolíticas depois de terminadas, e raramente incluindo em sua espessura reforços longitudinais de madeira. “A técnica de execução consiste em armar fôrmas de madeira (denominados taipais) como se faz ainda hoje com o concreto, mantendo-as em sua posição por meio de travessas e paus a prumo”. Dentro delas é colocado o barro já bem amassado em camadas preenchendo toda a espessura da fôrma que é em seguida comprimido a pilão ou com a ajuda dos pés. “Os taipais se sucedem verticalmente, uns sobre os outros sendo que cada fiada se prolonga por toda a extensão da parede ou por toda a extensão da periferia da construção que assim sobe, concomitantemente, em toda sua dimensão”. A espessura das paredes variava de 40 a 80 cm segundo Vasconcellos, podendo chegar a 1 m segundo outros autores, tudo dependendo, evidentemente, da carga a suportar e da altura final da construção. Ribeiro, N. P. 2003. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade TAIPA DE PILÃO TAIPA DE PILÃO PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade https://sustentarqui.com.br/taipa-de-pilao-o- que-e-como-fazer-quais-sao-suas-vantagens/ PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade TAIPA DE PILÃO ADOBE Ribeiro, N. P. 2003. Junto com a taipa, são os dois sistemas construtivos em terra mais usuais no planeta. Consiste em elementos em paralelepípedos de barro com dimensões próximas a 0,20 x 0,20 x 0,40, diferindo dos tijolos apenas por não serem cozidos em fornos. Costuma-se ajuntar palha à pasta como incremento aos esforços de tração. A fôrma deve ser salpicada de areia e água para facilitar a desforma. Depois de desenformado, o adobe é seco ao sol. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade PAU-A-PIQUE O sistema chamado de pau-a-pique era muito próximo do sistema de arquitetura de terra empregado pelos indígenas da América, foi um sistema extremamente popular na colônia portuguesa, em especial em algumas regiões, como a mineira, de onde migrou, por exemplo, ao vale do Paraíba. Também não se pode esquecer que mesmo em regiões onde a pedra e a cal abundaram, tal como no Rio de Janeiro, o sistema de pau-a- pique sempre esteve presente, pois era muito utilizado para divisórias internas. A rigor o pau-a-pique não é um sistema estrutural, é uma das técnicas de vedação dos vãos de um enquadramento - uma estrutura de madeira de ‘pilares’ e ‘vigas’ - similar às estruturas que sustentam outros materiais construtivos como adobes, tijolos cozidos ou mesmo cal e pedra. Ribeiro, N. P. 2003. PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade O pau-a-pique consiste, basicamente, numa trama de madeira do tipo grade onde o barro é juntado arremessado por ambos os lados. Para que essa trama fique estruturada é necessário um enquadramento de peças de madeira com seções de maior dimensão (seção quadrada com lado aproximado de 25 cm): a peça inferior do enquadramento, próxima ao solo, é o baldrame; a superior, o frechal. As peças verticais, esteios, são cravadas no solo - pois o sistema de pau-a-pique dispensa fundações em vala corrida – e a parte da estrutura que é cravada, denomina-se nabo. Na trama reticulada, onde a terra – “muito argilosa e abundantemente misturada com palha, ou outras fibras vegetais locais”. Depois de argamassado e de ter as suas superfícies regularizadas o pau-a-pique pode receber um revestimento final de argamassa de terra aditivada com excremento bovino (o que no período colonial denominava-se rebocar à bosta) ou, de argamassa de cal e areia bem fina. Este último revestimento era o mais desejável por propiciar melhor qualidade de proteção contra as intempéries. A espessura final de uma parede de pau-a-pique costuma variar entre 10 e 15 cm. Ribeiro, N. P. 2003. PAU-A-PIQUE PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade PAU-A-PIQUE PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Explore mais... Carvalho, A. M. et al. Técnicas retrospectivas I. Porto Alegre: SAGAH, 2019.PATRIMÔNIO E RESTAURO Profa. Jeanne Almeida da Trindade Bons estudos e Boa prova !!! 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