Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ARQUITETURA E URBANISMO
PATRIMÔNIO E RESTAURO
DOCENTE
Jeanne Almeida da 
Trindade
jeanne.trindade@ulife.com.br
Arquiteta Urbanista
AVALIAÇÃO DE N1
INTRODUÇÃO AO PROJETO DE URBANISMO E PAISAGISMO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Prova teórica da disciplina
A prova será composta por 10 (dez) questões objetivas e 02 (duas) questões dissertativas que deverão ser respondidas 
com texto elaborado pelo o próprio aluno. Não serão aceitas as respostas em itens, somente as respostas 
com textos contendo, no mínimo, 4 linhas e no máximo 8 linhas. 
• 10 (dez) Questões objetivas – 0,70 (cada); total 7,0 (sete) pontos
• 2 (duas) Questões dissertativas – 1,5 (cada); total 3,0 (três) pontos
• Elaboração do texto (0,5) - Texto de autoria do estudante, organizado de forma coerente e bem 
estruturado. Apresenta sentido e articulação em sua integralidade. Apresenta domínio da norma 
padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e 
nominal, ortografia ou acentuação gráfica.
• Conteúdo (1,0) – Apresenta plenamente os aspectos de correlação teórico-prática solicitados.
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que é identidade social?
A identidade é um processo de identificações 
apropriadas pela história que dão sentido ao grupo 
(CRUZ, 1993). Ou seja, ela implica um sentimento de 
pertencimento a um determinado grupo étnico, 
cultural ou religioso, em relação à percepção da 
diferença e semelhança entre “nós” e os “outros”. A 
construção da identidade, seja individual ou social, 
não é estável e unificada — é mutável, se reinventa; 
a identidade vai se transformando, se reconstrói ao 
longo do tempo. 
(Carvalho, A. M. et al., 2019 - adaptado) 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que é memória social?
A memória pode ser resumida como processos sociais e 
históricos que narram ou contam acontecimentos 
importantes, que legitimam e dão força à identidade do 
grupo (CRUZ, 1993). 
A memória, quando considerada fenômeno social, é 
construída de forma coletiva. A memória social é 
dinâmica, mutável e, principalmente, seletiva. Como 
nem tudo o que é importante para o grupo fica 
“gravado na memória”, algumas delas são esquecidas, 
por escolha dos indivíduos, sem registro para as 
próximas gerações. 
(Carvalho, A. M. et al., 2019 - adaptado)
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que é patrimônio?
É o patrimônio que expressa as vivências de um 
povo e sua identidade histórica, além de 
contribuir para preservar a identidade de uma 
nação. Patrimônio é a herança cultural do 
passado que vivemos no presente e que, como 
será transmitida às futuras gerações.
Entretanto, definir o que é ou não patrimônio 
depende de uma legitimação social e política. 
(Carvalho, A. M. et al., 2019) 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que diz a Constituição Federal (1988) sobre patrimônio?
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e 
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à 
identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade 
brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão; (bem imaterial)
II - os modos de criar, fazer e viver; (bem imaterial)
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; (bem material)
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às 
manifestações artístico-culturais; (bem material)
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, 
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. (bem material)
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Quinta da Boa Vista
Palácio de Manguinhos
Chafariz do Mestre ValentimConfeitaria Colombo
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Capoeira
Bossa Nova
Vendedor Ambulante de Mate, Limonada e 
Biscoito de Polvilho nas praias
Umbanda
Feira da Praça XV (RJ)
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que diz a Constituição Federal (1988) sobre patrimônio?
§ 1º O poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o 
patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento 
e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
§ 2º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação 
governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.
§ 3º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores 
culturais.
§ 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências 
históricas dos antigos quilombos.
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
DECRETO-LEI Nº 25, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937
Organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional
O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL
Art. 1º Constitue o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e
cuja conservação seja de interêsse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu
excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
§ 1º Os bens a que se refere o presente artigo só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico o
artístico nacional, depois de inscritos separada ou agrupadamente num dos quatro Livros do Tombo, de que trata o art. 4º
desta lei.
§ 2º Equiparam-se aos bens a que se refere o presente artigo e são também sujeitos a tombamento os monumentos
naturais, bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido
dotados pelo natureza ou agenciados pelo indústria humana.
Art. 2º A presente lei se aplica às coisas pertencentes às pessôas naturais, bem como às pessôas jurídicas de direito
privado e de direito público interno
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O tombamento é o instrumento de reconhecimento e proteção do patrimônio
cultural mais conhecido, e pode ser feito pela administração federal, estadual e municipal.
O patrimônio material protegido pelo Iphan é composto por um conjunto de bens culturais
classificados segundo sua natureza, conforme os quatro Livros do Tombo:
• arqueológico, paisagístico e etnográfico;
• histórico;
• belas artes;
• e das artes aplicadas.
A Constituição Federal de 1988, ao estabelecer outras formas de preservação – como o
Registro e o Inventário – além do Tombamento. Os bens tombados de natureza material
podem ser imóveis como os cidades históricas, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens
individuais; ou móveis, como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais,
bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/608
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial é um instrumento legal de preservação, reconhecimento e
valorização do patrimônio imaterial do Brasil, composto por bens que contribuíram para a formação da
sociedade brasileira.
Ao serem registrados, os bens recebem o título de Patrimônio Cultural Brasileiro e são inscritos em um dos
quatro Livros de Registro, de acordo com a categoria correspondente.
O IPHAN fará a reavaliação dos bens culturais registrados, pelo menos a cada dez anos, e a encaminhará ao
Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural para decidir sobre a revalidação do título de "Patrimônio Cultural
do Brasil"
• dos Saberes - reúne conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades;
• das Celebrações - reúne os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade,entretenimento e
outras práticas da vida social;
• das Formas de Expressão - criado para registrar as manifestações artísticas em geral;
• dos Lugares - nele são inscritos os mercados, feiras, santuários e praças onde se concentram e/ou se
reproduzem práticas culturais coletivas.
Mais informações: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/122
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O que é Paisagem Cultural?
Em 1992, a Convenção do Patrimônio Mundial se tornou o primeiro instrumento jurídico
internacional a reconhecer e proteger as paisagens culturais. O Comitê reconheceu que as
paisagens culturais representam as "obras conjuntas da natureza e do homem".
São ilustrativas da evolução da sociedade humana e assentamento ao longo do tempo, sob a
influência das restrições físicas e/ou oportunidades apresentadas por seu ambiente natural e
de sucessivas forças sociais, econômicas e culturais, externas e internas. O termo "paisagem
cultural" abrange uma diversidade de manifestações da interação entre a humanidade e seu
ambiente natural.
(http://whc.unesco.org/en/culturallandscape#1)
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Esferas de patrimônio
• Individual
• Familiar
• Grupo
• Região
• Município
• Estado
• País
• Humanidade
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O QUE É A UNESCO?
UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Busca 
construir a paz por meio da cooperação internacional em Educação, Ciências e Cultura, 
fundada em 1945, por representantes de quarenta e quatro países que decidiram criar uma 
organização que incorporasse uma genuína cultura de paz.
Atualmente, a Organização tem 193 Membros e 11 Membros Associados e a sede principal 
está localizado na Place de Fontenoy, em Paris.
A Representação da UNESCO no Brasil, localizada em Brasília, é um escritório nacional da região da América Latina, que, 
oficialmente, iniciou seu trabalho em 19 de junho de 1964. Seu principal objetivo é auxiliar a formulação e a 
operacionalização de políticas públicas que estejam em sintonia com as estratégias acordadas entre os Estados-
membros da UNESCO.
A atuação da UNESCO ocorre por intermédio de projetos de cooperação técnica em parceria com diversas instâncias 
governamentais e com setores da sociedade civil, na medida em que seus propósitos venham a contribuir para as 
políticas públicas que estejam alinhadas com o desenvolvimento sustentável.
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Esferas de preservação no Brasil
Federal – INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL/IPHAN
É uma autarquia federal, criada em 13 de janeiro de 1937 e vinculada ao Ministério do
Turismo, que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cabe ao Iphan proteger e
promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações
presentes e futuras, além de estabelecer as formas de preservação desse patrimônio: o registro,
o inventário e o tombamento.
O Iphan também responde pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais
brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista o Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade, conforme convenções da Unesco, respectivamente, a Convenção do Patrimônio
Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003.
Maiores informações: http://portal.iphan.gov.br
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/687/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/685/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/126
http://whc.unesco.org/en/list/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/71
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/71
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Convencao1972%20-%20br.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Convencao1972%20-%20br.pdf
http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/ConvencaoSalvaguarda.pdf
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Esferas de preservação no Brasil
Estadual – INSTITUTO ESTADUAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL/INEPAC
Criado em 1975, o Instituto dedica-se à preservação do patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro,
elaborando estudos, fiscalizando e vistoriando obras e bens tombados, emitindo pareceres técnicos,
pesquisando, catalogando, inventariando e efetuando tombamentos e, ainda, presta assessoria técnica às
prefeituras municipais em caso de elaboração de inventários de bens culturais móveis e imóveis ou no
desenvolvimento de projetos e obras de restauração arquitetônica e artística nos municípios.
Sua Missão é preservar o patrimônio cultural fluminense e, para tanto, desenvolve estudos sobre os bens
culturais do Estado. Detentor de um grande e diversificado acervo, o Inepac procura ampliar o acesso à
informação disponível com a criação de um Portal no qual podem ser acessados os bancos de dados: Bens
Culturais Tombados pelo Estado do Rio de Janeiro; Bens Móveis e Integrados; Arte Sacra; Bens Procurados e
Bens Imateriais.
Maiores informações: http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/home
http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/home
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Esferas de preservação no Brasil
Municipal – INSTITUTO RIO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE/IRPH
Criado em Dezembro de 2012, o Instituto tem como finalidade:
• gerir o sítio reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade;
• proteger e promover o Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro;
• fiscalizar e autorizar o licenciamento de obras relativas ao Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro e sua
ambiência;
• planejar, coordenar, desenvolver e supervisionar programas, projetos e demais ações técnicas necessárias para a
proteção, a conservação e a preservação dos bens tangíveis e intangíveis que integram o Patrimônio Cultural do Município
do Rio de Janeiro, respeitada a legislação em vigor;
• tratar, gerar e manter atualizado o banco de dados sobre o Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro e
proporcionar os meios de acesso às informações;
• promover ações que vissem a impedir a evasão, a destruição e descaracterização de bens e documentos de valor cultural
do Município do Rio de Janeiro;
• manter intercâmbio com os órgãos públicos, privados ou pessoas físicas e jurídicas, visando a preservação da memória e
a proteção do Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro.
Maiores informações: http://www.rio.rj.gov.br/web/irph
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Alguns conceitos importantes....
(Carvalho, A. M. et al., 2019)
Preservação
Preservação, segundo Kühl (2006), em artigo publicado baseado na Carta de 
Veneza, é o termo mais abrangente, que abarca métodos e procedimentos 
de intervenção nos bens, incluindo a manutenção, a conservação e a 
restauração. Preservação tem a ver com uma mentalidade política, seja ela 
individual ou coletiva, particular ou institucional, a fim de proteger o 
patrimônio. Preservar é cuidar da saúde da edificação e evitar que ela 
adoeça, por meio de técnicas preventivas que envolvem manuseio, 
acondicionamento e exposição (SARMENTO, 2003).
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Manutenção 
O termo manutenção designará a proteção contínua da substância, do
conteúdo e do entorno de um bem e não deve ser confundido com o termo
reparação. A reparação implica a restauração e a reconstrução, e assim será
considerada.
(Carta de Burra, Austrália/1980, ICOMOS)
Alguns conceitos importantes....
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
(Carvalho, A. M. et al., 2019)
Reconstrução
A reconstrução ocorre em situações em que a preservação de aspectos pré-
existentes é inviável, seja por condições naturais (abandono, problemas 
estruturais) ou por um desejo de recuperar alguma edificação irrecuperável 
(muitos casos ocorreram após as grandes guerras mundiais, em que vários 
edifícios importantes foram destruídos). Valereforçar que essa recriação, 
mesmo que copie todos os elementos, não deve se omitir da história, e só 
deve ocorrer se a edificação trouxer novo significado à região ou tiver grande 
valor turístico (GIESELER, 2009). 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Remontagem
Arquitetura que pode ser remontada, associando-se a uma atitude que é 
típica da sociedade industrial: a transportabilidade dos bens, ou, no linguajar 
projetual, da criação de uma arquitetura efêmera.
Desta forma, na remontagem é utilizada as mesmas peças do edifício 
anterior, que foi planejado de modo a permitir sua desmontagem e posterior 
montagem em um sítio diferente do original.
Para facilitar essa ação, geralmente, a estrutura do edifício é metálica.
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
REVITALIZAÇÃO
“... entendemos o termo revitalização em consonância com o 
pensamento desenvolvido por VAZ & JACQUES (2001) que 
associam vitalidade a capacidade de atração e permanência 
de pessoas em determinados locais e não somente como 
referência às condições físicas ou econômicas do lugar. ”.
TRINDADE, Jeanne Almeida da. Parques históricos nas cidades contemporâneas: uma análise da Quinta da Boa Vista. (UFRJ, 2013).
REFORMA RETROFIT REARQUITETURA RESTAURO
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
REFORMA
Chamamos de reforma todo projeto que usa a pré-existência, prédio, casa ou o que seja, como matéria-prima 
reaproveitável para um novo objetivo. 
Não há preocupação em buscar ou respeitar significados arquitetônicos anteriores. 
A maior parte das vezes, nem mesmo a autoria do projeto original é conhecida ou reconhecida. 
Quando muito, e de forma louvável, pressupostos ambientais de reciclagem de materiais e de preservação de 
energia humana despendida na obra são levados em conta. 
A reforma pressupõe a substituição da autoria do projeto. Um arquiteto ou equipe assume a nova 
autoria, enquanto a antiga desaparece e deixa de fazer parte do resultado final. 
É uma atividade livre de qualquer tipo de amarras e exige bastante argúcia, pois tem como maior objetivo 
minimizar o volume de intervenções e maximizar resultados funcionais, estéticos e construtivos.
KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
RETROFIT
É realizado em edifícios que são considerados ultrapassados em atender as condições de vida contemporânea, 
mas que podem sofrer uma atualização para manterem o valor de uso e de mercado. 
Tem foco na valorização patrimonial da edificação, em seu sentido monetário, comercial. 
O retrofit pressupõe a complementação da autoria do projeto. Preserva a autoria original, já que 
tem o propósito de uma atualização temporal da edificação e apesar de não haver substituição da autoria de 
projeto, não há diálogo ou compromisso com o autor original do edifício. 
O retrofit tem dois objetivos fundamentais: inserir contemporaneidade plástica, entendida aí como uma 
substituição de fachadas e revestimentos internos e atualizar tecnologicamente a infraestrutura do edifício, 
normalmente por substituição radical dos sistemas pré-existentes.
Há uma variação muito grande do nível de intervenção em um retrofit. Muitas vezes, se for exagerado, ele 
pode chegar a se transformar em uma reforma, quando se perde a referência do autor original e um novo 
autor se apresenta.
KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
REARQUITETURA
Nos casos em que haja a necessidade de chamar um novo arquiteto para assumir a autoria da solução de 
problemas contemporâneos, como forma de reanimar um prédio histórico condenado a obsolecência, que a 
rearquitetura se apresenta como solução. 
Solução feita através do diálogo entre diferentes autores sobre o mesmo objeto 
arquitetônico, ainda que praticado por interlocutores de épocas distintas. Aqui há uma 
complementação da autoria, com o novo arquiteto estabelecendo uma conversa com o primeiro autor.
Ao arquiteto tardio cabe a leitura atenta e sensível daquilo que foi deixado pelos seus antecessores, já que é 
dele a responsabilidade pela conciliação de interesses pretéritos e contemporâneos. 
Nunca esquecer que “o fator mais importante e significativo do projeto é – é claro – o prédio 
original e que o que é mais importante na hora de projetar é conseguir estabelecer uma relação entre o 
antigo e o novo. O novo não poderia existir sem o original” (STONE, 2005).
KIEFER, Flávio. As especificidades da rearquitetura em contraposição ao restauro, reforma e retrofit. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/processos/c731dab06a0949c7ae58.pdf
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
RESTAURAÇÃO
Restauração é o conjunto de intervenções feitas em um patrimônio para preservar suas características 
originais. Dessa forma, a identidade da época é mantida, apenas se adaptando ao contexto atual, se 
necessário. A intenção da restauração é preservar um patrimônio inteiro para as próximas gerações, 
garantindo que o original se mantenha, a fim de não cometer falso testemunho histórico, sempre 
respeitando ao máximo a integridade e as características históricas, estéticas e formais do bem cultural 
(SARMENTO, 2003).
O restauro não admite a adição criativa, individual ou social, sobre um bem patrimonial. O 
que rege no projeto de restauro é o cuidado com a permanência de valores e significados 
do bem. Preserva a autoria original, já que tem apenas o propósito de uma atualização temporal da 
edificação e apesar de não haver substituição da autoria de projeto, não há diálogo ou compromisso com o 
autor original do edifício. (KIEFER, 2020).
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Eugène Viollet-le-Duc - Desenvolveu a teoria de que o monumento ideal precisa ser recriado, buscando uma 
solução ideal fundamentada em critérios técnicos e estilísticos. 
John Ruskin - Defendia a não intervenção nos monumentos antigos, por considerar que qualquer 
interferência gera novo caráter à obra, maculando sua autenticidade.
Camillo Boito – Defendia uma teoria de restauração moderada e intermediária. Tinha por objetivo conservar 
acréscimos que haviam sido feitos nas obras, identificando seus períodos e respeitando-os. 
Alois Riegl - Definiu valores diferentes aos monumentos: os valores de memória e os valores de atualidade, 
sendo estes últimos subdivididos em valor de arte e valor de uso, e reconhece o valor das contribuições do 
homem comum.
Cesare Brandi - Considerava que o restauro é um ato crítico, ou seja, antes de qualquer tipo de intervenção 
em um bem cultural, é necessário ancorar a ação ao pensamento crítico e às ciências nos campos 
disciplinares afeitos à restauração, como história, filosofia, sociologia, etc.
Gustavo Giovanonni - Enfatizou a importância do tema do “ambiente” dos monumentos e dos “conjuntos” de 
arquitetura “secundária” ou “menor” e de “interesse ambiental”, atribuindo valor a dimensão urbanística dos 
agrupamentos da mesma forma que os elementos arquitetônicos isolados. Incluiu os espaços paisagísticos 
“como obras monumentais” apesar da predominância de elementos naturais.
GRANDES TEÓRICOS DO RESTAURO
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Atenas (1931)
A primeira Carta Patrimonial, denominada de Carta de Atenas, foi elaborada em Atenas, durante o I 
Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos em Monumentos Históricos (1931). Constitui um primeiro 
documento internacional, referente ao patrimônio cultural e à restauração.
III - A valorização dos monumentos 
A Conferência recomenda o respeito, na construção dos edifícios, pelo carácter ea fisionomia das cidades, 
sobretudo na vizinhança de monumentos antigos cuja envolvente deve ser objeto de cuidados 
particulares.
Também alguns conjuntos e certas perspectivas particularmente pitorescas, devem ser preservadas. 
Há também necessidade de estudar as plantas e ornamentações vegetais adequadas a certos monumentos 
ou conjuntos de monumentos para lhes conservar o seu carácter antigo. 
Recomenda sobretudo a supressão de toda a publicidade, de toda a presença abusiva de postes ou fios 
telefônicos, de toda a indústria ruidosa, incluindo as chaminés altas, na vizinhança dos monumentos 
artísticos ou históricos. 
IPHAN. Carta de Atenas de outubro de 1931. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2021.
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Atenas (1931)
VI - A técnica de conservação 
Quando se trata de ruínas impõe-se uma conservação 
escrupulosa, recolocando no seu lugar os elementos originais 
encontrados (anastilose) sempre que o caso o permita; os 
materiais novos necessários a este efeito deverão ser sempre 
identificáveis. 
“Todo trabalho de reconstrução deverá, portanto, ser excluído a 
priori, admitindo-se apenas a anastilose, ou seja, a recomposição 
de partes existentes, mas desmembradas. Os elementos de 
integração deverão ser sempre reconhecíveis e reduzir-se ao 
mínimo necessário para assegurar as condições de conservação do 
monumento e restabelecer a continuidade de suas formas” (Carta 
de Veneza, 1964).
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Veneza (1964)
DEFINIÇÕES
Artigo 1. O conceito de monumento histórico abrange não só os trabalhos de simples arquitetura, mas também o
enquadramento urbano ou rural onde se encontram as evidências de uma civilização em particular, um
desenvolvimento significativo ou um acontecimento histórico. Isto aplica-se não só às grandes obra de arte, mas
também a obras mais modestas do passado que adquiriram significado cultural com a passagem do tempo.
Artigo 5. A conservação dos monumentos antigos é sempre facilitada se os fizermos utilizáveis para qualquer
finalidade socialmente útil. Tal utilização é, portanto, desejável mas não deve alterar a disposição interna ou a
decoração do edifício. É dentro destes limites que as modificações necessárias para a alteração de funções devem
ser encaradas e podem ser permitidas.
Artigo 6. A conservação de um monumento implica a preservação de um enquadramento que não esteja fora de
escala. Sempre que o enquadramento tradicional exista, ele deve ser conservado. Não deve ser aprovada
nenhuma construção nova, demolição ou modificação que vá alterar a relação de massas e de cores.
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Veneza (1964)
Artigo 11. Devem ser respeitadas as contribuições válidas de todos os períodos feitas ao edifício ou
monumento, uma vez que o objetivo do restauro não é a unidade de estilo. Quando um edifício inclui obras
sobrepostas de diferentes períodos, a revelação do estado subjacente só pode ser justificada em circunstâncias
excepcionais e quando o que for removido tiver pouco interesse e o material que for posto a descoberto for de
grande valor histórico, arqueológico ou estético, e o seu estado de preservação suficientemente bom para
justificar esta ação. A avaliação da importância dos elementos envolvidos e a decisão sobre o que pode ser
destruído não podem ser apenas da competência do indivíduo responsável pela obra.
Artigo 12. As substituições de partes em falta devem-se integrar harmoniosamente no conjunto mas, ao mesmo
tempo, devem ser distinguíveis do original, para que o restauro não falsifique a evidência artística ou histórica.
Artigo 13. Não podem ser autorizadas adições, exceto até ao ponto em que não desfigurem as partes
interessantes do edifício, a sua envolvente tradicional, o equilíbrio da sua composição e a sua relação com as suas
proximidades.
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Veneza (1964)
DEFINIÇÕES
Artigo 1. O conceito de monumento histórico abrange não só os trabalhos de simples arquitetura, mas
também o enquadramento urbano ou rural onde se encontram as evidências de uma civilização em particular,
um desenvolvimento significativo ou um acontecimento histórico. Isto aplica-se não só às grandes obra de arte,
mas também a obras mais modestas do passado que adquiriram significado cultural com a passagem do tempo.
Artigo 5. A conservação dos monumentos antigos é sempre facilitada se os fizermos utilizáveis para qualquer
finalidade socialmente útil. Tal utilização é, portanto, desejável mas não deve alterar a disposição interna ou a
decoração do edifício. É dentro destes limites que as modificações necessárias para a alteração de funções devem
ser encaradas e podem ser permitidas.
Artigo 6. A conservação de um monumento implica a preservação de um enquadramento que não esteja fora de
escala. Sempre que o enquadramento tradicional exista, ele deve ser conservado. Não deve ser aprovada
nenhuma construção nova, demolição ou modificação que vá alterar a relação de massas e de cores.
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Florença (1981)
O Comitê Internacional de Jardins Históricos e Icomos/IFLA decidiram elaborar uma carta relativa à proteção dos
jardins históricos, que levará o nome desta cidade.
Definição e objetivos
Art. 1. Um jardim histórico é uma composição arquitetônica e vegetal que, sob o ponto de vista da história ou
da arte, apresenta um interesse público. Como tal é considerado monumento.
Art. 2. O jardim histórico é uma composição de arquitetura cujo material é principalmente vegetal, portanto
vivo e como tal perecível e renovável.
Art. 3. Como monumento, o jardim histórico deve ser protegido conforme o espírito da Carta de Veneza.
Todavia, como MONUMENTO VIVO sua proteção levanta regras específicas, que são objeto da presente carta.
IPHAN. Carta de Florença de outubro de 1981. Disponível em: Acesso em: 13 mar. 2021.
CARTAS PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Carta de Florença (1981)
Art. 6. A denominação de um jardim histórico aplica-se tanto aos jardins modestos quanto aos parques
ordenados ou paisagísticos.
Art. 9. A proteção dos jardins históricos exige que eles sejam identificados e inventariados. Impõe
intervenções diferenciadas que são a manutenção, a conservação, a restauração. Pode-se eventualmente
recomendar a reconstituição. A AUTENTICIDADE diz respeito tanto ao desenho e ao volume de suas partes quanto
ao seu cenário ou à escolha de vegetais ou de minerais que as constituem.
Art. 10. Toda operação de manutenção, de conservação, restauração ou reconstituição de um jardim histórico
ou de uma de suas partes deve considerar simultaneamente todos seus elementos. Separar-lhes os tratamentos
alteraria os laços que os une.
CARTAS PATRIMONIAIS
SISTEMAS CONSTRUTIVOS TRADICIONAIS
O conhecimento adequado das técnicas construtivas 
empregadas em uma determinada edificação aliado ao 
conhecimento histórico sobre as mesmas e sobre os materiais 
de construção, é extremamente valioso para a datação desta 
obra e pode prestar importantes contribuições para a filiação 
da mesma. 
A arquitetura, nos seus aspectos técnico-construtivos, é fruto 
de dois fatores predominantes: o primeiro diz respeito ao 
conhecimento das tradições construtivas e ao grau de 
dificuldades técnicas que estas apresentam, em especial na 
possibilidade de se encontrar mão de obra especializada para a 
execução da mesma; e o segundo diz respeito às possibilidades 
físico-geográficas do local que fornece o material para as 
construções. 
Ribeiro, N. P. 2003. 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeidada Trindade
TAIPA DE PILÃO
No Brasil, a taipa de pilão “foi mais difundida nos 
primeiros séculos da colonização, desaparecendo 
quase que por completo no século XVIII”. Foi o 
método utilizado desde “os muros de taipa grossa 
de defesa, como os exigidos na fundação da cidade 
do Salvador (...) - até as grandes igrejas matrizes do 
interior de Minas Gerais”.
Esta prática milenar, perdura nos dias de hoje, em 
especial em determinadas regiões do planeta onde 
praticamente é o único material disponível, ou em 
outras onde a desigualdade social empurra as 
camadas menos favorecidas da população para esta 
solução construtiva – de baixo custo e de fácil 
execução.
Ribeiro, N. P. 2003. 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Na taipa de pilão as paredes são maciças, constituídas apenas de barro socado, tornando-se monolíticas 
depois de terminadas, e raramente incluindo em sua espessura reforços longitudinais de madeira. 
“A técnica de execução consiste em armar fôrmas de madeira (denominados taipais) como se faz ainda hoje 
com o concreto, mantendo-as em sua posição por meio de travessas e paus a prumo”. 
Dentro delas é colocado o barro já bem amassado em camadas preenchendo toda a espessura da fôrma que 
é em seguida comprimido a pilão ou com a ajuda dos pés. 
“Os taipais se sucedem verticalmente, uns sobre os outros sendo que cada fiada se prolonga por toda a 
extensão da parede ou por toda a extensão da periferia da construção que assim sobe, concomitantemente, 
em toda sua dimensão”. 
A espessura das paredes variava de 40 a 80 cm segundo Vasconcellos, podendo chegar a 1 m segundo outros 
autores, tudo dependendo, evidentemente, da carga a suportar e da altura final da construção.
Ribeiro, N. P. 2003. 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
TAIPA DE PILÃO
TAIPA DE PILÃO
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
https://sustentarqui.com.br/taipa-de-pilao-o-
que-e-como-fazer-quais-sao-suas-vantagens/
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
TAIPA DE PILÃO
ADOBE
Ribeiro, N. P. 2003. 
Junto com a taipa, são os dois 
sistemas construtivos em terra mais 
usuais no planeta.
Consiste em elementos em 
paralelepípedos de barro com 
dimensões próximas a 0,20 x 0,20 x 
0,40, diferindo dos tijolos apenas por 
não serem cozidos em fornos.
Costuma-se ajuntar palha à pasta 
como incremento aos esforços de 
tração. A fôrma deve ser salpicada 
de areia e água para facilitar a 
desforma. Depois de desenformado, 
o adobe é seco ao sol. 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
PAU-A-PIQUE
O sistema chamado de pau-a-pique era muito próximo do 
sistema de arquitetura de terra empregado pelos indígenas da 
América, foi um sistema extremamente popular na colônia 
portuguesa, em especial em algumas regiões, como a mineira, 
de onde migrou, por exemplo, ao vale do Paraíba. Também não 
se pode esquecer que mesmo em regiões onde a pedra e a cal 
abundaram, tal como no Rio de Janeiro, o sistema de pau-a-
pique sempre esteve presente, pois era muito utilizado para 
divisórias internas. 
A rigor o pau-a-pique não é um sistema estrutural, é uma das 
técnicas de vedação dos vãos de um enquadramento - uma 
estrutura de madeira de ‘pilares’ e ‘vigas’ - similar às estruturas 
que sustentam outros materiais construtivos como adobes, 
tijolos cozidos ou mesmo cal e pedra. 
Ribeiro, N. P. 2003. 
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
O pau-a-pique consiste, basicamente, numa trama de madeira do tipo grade onde o barro é juntado 
arremessado por ambos os lados. 
Para que essa trama fique estruturada é necessário um enquadramento de peças de madeira com seções 
de maior dimensão (seção quadrada com lado aproximado de 25 cm): a peça inferior do enquadramento, 
próxima ao solo, é o baldrame; a superior, o frechal. As peças verticais, esteios, são cravadas no solo - pois 
o sistema de pau-a-pique dispensa fundações em vala corrida – e a parte da estrutura que é cravada, 
denomina-se nabo. 
Na trama reticulada, onde a terra – “muito argilosa e abundantemente misturada com palha, ou outras 
fibras vegetais locais”. Depois de argamassado e de ter as suas superfícies regularizadas o pau-a-pique 
pode receber um revestimento final de argamassa de terra aditivada com excremento bovino (o que no 
período colonial denominava-se rebocar à bosta) ou, de argamassa de cal e areia bem fina. Este último 
revestimento era o mais desejável por propiciar melhor qualidade de proteção contra as intempéries. A 
espessura final de uma parede de pau-a-pique costuma variar entre 10 e 15 cm. 
Ribeiro, N. P. 2003. 
PAU-A-PIQUE
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
PAU-A-PIQUE
PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Explore mais...
Carvalho, A. M. et al.
Técnicas retrospectivas I.
Porto Alegre: SAGAH, 2019.PATRIMÔNIO E RESTAURO
Profa. Jeanne Almeida da Trindade
Bons estudos e 
Boa prova !!!
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47

Mais conteúdos dessa disciplina