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Portanto, que a abolição da pena de morte, começaria pelos assassinos com a ausência de crimes de morte. C. favorável, argumentando que ela não deve ser abolida quando houver mais assassinos; ERRADO A alternativa está errada, não se trata de argumentar que a pena de morte será abolida quando houver mais assassinos, tal pensamento além de não apresentar coesão, não reflete a intenção comunicativa do autor. Ao afirmar :“Querendo abolir a pena de morte, que comecem os senhores assassinos!”, o autor prega que sua abolição deveria começar pela ausência de crimes de morte. D. contrário, mostrando que ela também é uma forma de assassinato; ERRADO A alternativa está errada, o pensamento do autor é favorável, pregando que a abolição da pena de morte deve começar pela ausência de crimes de morte. Não se trata de discutir o fato da pena de morte também ser uma forma de assassinato, mas de levar em consideração que sua abolição deve começar pelos "senhores assassinos", isto é, pela ausência dos crimes de morte. E. contrário, indicando a sua abolição, começando pelo fato de os assassinos deixarem de matar. ERRADO A alternativa está errada, o pensamento do autor é FAVORÁVEL ao afirmar “Querendo abolir a pena de morte, que comecem os senhores assassinos!”, ou seja, a abolição deveria começar pela ausência de crimes de morte. A alternativa em tela se aproxima muito da alternativa correta visto que indica a abolição da pena de morte, começando pelo fato de os assassinos deixarem de matar, no entanto, percebe-se que é esboçada uma posição contrária do autor, quando de fato, o mesmo é favorável. Pontuei essa análise para que o aluno perceba a sutileza do processo interpretativo, tomando consciência da intenção comunicativa do autor para resolução satisfatória da questão. QUESTÃO 27 – 32% DE ACERTOS Órgão: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro | Cargo: Oficial (MP RJ) | Ano: 2019 ENUNCIADO DA QUESTÃO “O livro acompanha a humanidade há tempos. Sua história é complexa e envolve inúmeras mudanças; do livro em rolo ao formato atual, lá se vão 4,5 séculos. Ao longo dessa trajetória, porém, uma característica perdurou: o livro sempre foi um repositório de conhecimento que circulava na época – e foi dessa forma que entrou na sala de aula”. Ao dizer que o livro sempre foi um repositório de conhecimento que circulava na época, a leitura do texto nos permite concluir que: A. há sempre uma necessidade de renovação do livro em razão da contínua evolução dos conhecimentos; B. permanece a procura por um livro didático ideal, já que todos são, por definição, deficientes; C. continua a valorização do livro didático antigo e já experimentado por se ter mostrado útil através dos tempos; D. se trata de um material didático que se caracteriza por seu conservadorismo, por veicular conhecimentos estabelecidos; E. traz a marca histórica de ter veiculado conhecimentos através dos tempos e, por isso, deve preservar seus conteúdos. SOLUÇÃO DA QUESTÃO A questão exigiu do aluno conhecimento acerca das temáticas interpretação textual e intertextualidade. Na língua portuguesa, a interpretação de texto se refere ao ato de compreender um determinada linguagem contida em um texto, por meio do discurso que representa a mensagem que aquele texto quer transmitir. Para que esta interpretação seja feita da melhor maneira, são necessárias algumas particularidades e requisitos no texto, como coesão, coerência, paragrafação e relações semânticas bem delimitadas, para que o leitor tenha uma compreensão plena do texto. A. há sempre uma necessidade de renovação do livro em razão da contínua evolução dos conhecimentos; CERTO A alternativa está correta, pois ao dizer que o livro sempre foi um repositório de conhecimento que circulava na época, nos permite concluir que há sempre uma necessidade de renovação do livro em razão da contínua evolução dos conhecimentos; B. permanece a procura por um livro didático ideal, já que todos são, por definição, deficientes; ERRADO A alternativa está errada, pois a intenção do autor não é explicitar que todos os livros são deficientes. C. continua a valorização do livro didático antigo e já experimentado por se ter mostrado útil através dos tempos; ERRADO A alternativa está errada, pois o texto não restringe a valorização do livro ao antigo. O texto afirma que o livro, ao longo da história, é um repositório de conhecimento. D. se trata de um material didático que se caracteriza por seu conservadorismo, por veicular conhecimentos estabelecidos; ERRADO A alternativa está errada, pois não se trata de considerar o livro um material conservador, ou seja, tradicional. Interpretar dessa forma, seria o que se pode denominar extrapolação textual. E. traz a marca histórica de ter veiculado conhecimentos através dos tempos e, por isso, deve preservar seus conteúdos. ERRADO A alternativa está errada, pois ao longo da história, uma característica perdurou: o livro se mostrou um repositório de conhecimento, mas seus conteúdos não necessariamente estiveram preservados, isto é, podem ser modificados ao longo dos tempos. QUESTÃO 28 – 32% DE ACERTOS Órgão: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro | Cargo: Especialista Legislativo - Registro de Debates (ALERJ) | Ano: 2016 ENUNCIADO DA QUESTÃO Duas palavras que NÃO pertencem à mesma família por não possuírem o mesmo radical são: A. hemácia/anemia; B. decapitar/capital; C. cátedra/catedral; D. animismo/desanimado; E. depredar/pedra. SOLUÇÃO DA QUESTÃO GABARITO: ALTERNATIVA E Depredar e pedra são palavras que NÃO pertencem à mesma família por não possuírem o mesmo radical. Radical é o elemento originário (fixo) no qual se concentra a significação de uma palavra. Por exemplo, o radical capiti está associado à cabeça; o radical beli significa guerra; e o radical loco relaciona-se a lugar. Diferenciando as palavras depredar e pedra, temos: • Depredar: Radical: pred Significado: destruir, devastar, despojar Origem latina; proveniente do termo depraedare (destruir) • Pedra: Radical: pedr Significado: matéria mineral sólida Origem latina; proveniente do termo petra (rocha, rochedo) QUESTÃO 29 – 33% DE ACERTOS Órgão: Prefeitura Municipal de Niterói (RJ) | Cargo: Gestão Governamental (Pref Niterói/RJ) | Ano: 2018 ENUNCIADO DA QUESTÃO Texto 1 - Fontes murmurantes Não se trata de uma referência às fontes murmurantes cantadas por Ary Barroso em sua "Aquarela do Brasil". As fontes em questão são outras, estão atualmente em debate nos meios jornalísticos e legais: o direito de proteger o sigilo das "fontes". Contrariando a maioria, diria até a unanimidade dos colegas de ofício, sou contra este tipo de sigilo e, sobretudo, contra as fontes em causa. Tenho alguns anos de estrada, mais do que pretendia e merecia, e em minha vida profissional nunca levei em consideração qualquer tipo de informação que não fosse assumida pelo informante. Evidente que fui mais furado do que um ralador de coco. Mas não fiz minha carreira no jornalismo na base de furos, que nunca os dei e nunca os levei a sério, uma vez que a maioria dos furos são, por natureza, furados. O sigilo das fontes beneficia as fontes, e não o jornalista, que geralmente é manipulado na medida em que aceita e divulga as informações obtidas com a garantia do próprio sigilo. São fontes realmente murmurantes, que transmitem os murmúrios, as especulações e as jogadas inconfessáveis dos interessados, que são os próprios informantes. Digo "inconfessáveis" por um motivo óbvio: se fossem confessáveis, as fontes não pediriam sigilo, confessariam o que sabem ou supõem, assumindo a responsabilidade pela informação. Os defensores do sigilo das fontes se justificam com o dever de informar a sociedade, como se esse dever fosse a tábua da lei, o mandamento supremo acima de qualquer outro mandamentoou lei. No fundo, aquela velha máxima de que o fim justifica os meios, pedra angular em que se baseou a Inquisição medieval e todos os movimentos totalitários que desgraçaram a humanidade. CONY, Carlos Heitor. Folha de São Paulo. 06/12/2005. O título dado à crônica – Fontes Murmurantes – justifica-se pelo fato de A. algumas fontes de notícias não se expressarem claramente, mas por meio de murmúrios inconfessáveis B. metaforicamente, as fontes de águas soarem como murmúrios na linguagem humana. C. as fontes jornalísticas de notícias deverem ser preservadas para garantia do bom jornalismo. D. a revelação de alguns fatos trazer perigo a quem a faz, daí a necessidade de serem revelados em voz baixa. E. as fontes jornalísticas expressarem algo sigiloso que é divulgado pelos jornais. SOLUÇÃO DA QUESTÃO GABARITO: ALTERNATIVA E A questão exige do candidato conhecimentos acerca INTERPRETAÇÃO e COMPREENSÃO de textos Podemos dizer que há níveis de interpretação: 1. A compreensão pode estar ligada apenas a conhecimentos superficiais, visíveis no texto; 2. A compreensão solicitada necessita de um conhecimento aprofundado da leitura, por meio do qual verificamos os pressupostos ideológicos do autor. Nesse segundo nível, podemos identificar duas chaves de leitura: os pressupostos e subentendidos. Os PRESSUPOSTOS são informações implícitas adicionais, facilmente percebidas devido a palavras ou expressões presentes na oração que permitem ao receptor entender essa informação. Já os SUBENTENDIDOS são alusões que dependem da interpretação do leitor. Não possuem marcas linguísticas ou avaliação de contexto. Utilizando os PRESSUPOSTOS para analisar o título Fontes Murmurantes, constatamos que: 1. Fontes, no jargão jornalístico, referem-se às pessoas que divulgam informações secretas aos jornais. 2. Murmurantes, de acordo com o Dicionário Online de Português, significa "Comentário que se faz por malícia, cheio de maledicência", "Ação ou efeito de murmurar". Desta forma, o inferimos do título que as fontes jornalísticas murmuram comentários maliciosos. Logo, Fontes Murmurantes faz uma referência aos segredos que são revelados pelas fontes aos jornais, como podemos verificar no trecho: "São fontes realmente murmurantes, que transmitem os murmúrios, as especulações e as jogadas inconfessáveis dos interessados, que são os próprios informantes." QUESTÃO 30 – 33% DE ACERTOS Órgão: Prefeitura Municipal do Salvador (BA) | Cargo: Professor de Português (Pref Salvador/BA) | Ano: 2019 ENUNCIADO DA QUESTÃO Considerando que os chamados gêneros textuais são realizações linguísticas concretas, definidas por propriedades socio-comunicativas, não deve ser incluído(a) entre os gêneros: A. cantiga de roda. B. bula de remédio. C. argumentação. D. crônica. E. entrevista. SOLUÇÃO DA QUESTÃO GABARITO: ALTERNATIVA C A questão exige conhecimentos acerca da diferença entre “Tipologia Textual” e “Gêneros Textuais”. A tipologia textual é dividida em 5 (cinco) tipos de texto, a partir de uma classificação baseada na estrutura do texto, de forma resumida: 1) texto descritivo - reproduz uma realidade estática, sem movimento; 2) texto narrativo - reproduz uma realidade dinâmica, portanto, com movimento, utiliza verbos para representar ações; 3) texto dissertativo - discorre sobre um tema, que pode ser: a) expositivo (sem opinião), ou b) argumentativo (há opinião); 4) texto injuntivo - orienta, prescreve, aconselha (ex.: lei, manual, bula de remédio) 5) texto exortativo - é uma espécie de discurso que tem o objetivo de estimular, motivar. Os “Gêneros Textuais” são “exemplos” de textos específicos que estão inseridos dentro de cada tipo textual. A cantiga de roda (canção popular) e a crônica (narrativa cotidiana) são classificadas como gêneros textuais, isso porque se relacionam com o texto narrativo, tendo em vista a presença de personagens, a contação de uma história em si (o enredo), espaço e tempo definidos. A bula de remédio também é classificada como um gênero textual, mas relacionada com o texto injuntivo, que tem como objetivo realizar orientações e/ou prescrições. E a entrevista é classificada como um gênero textual, referente ao texto dissertativo expositivo, uma vez que o objetivo principal é informar. Por sua vez, a argumentação NÃO pode ser considerada um gênero textual, por não representar um texto específico, mas sim uma ideia ampla da finalidade de um texto, que é expressar a opinião do autor, a partir da produção de uma tese com a exposição de argumentos fundamentados que visam persuadir o leitor. Atenção! O gabarito da questão é a alternativa que NÃO aponta um gênero textual. QUESTÃO 31 – 33% DE ACERTOS Órgão: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul | Cargo: Oficial de Justiça (TJ RS) | Ano: 2020 ENUNCIADO DA QUESTÃO A frase abaixo em que ocorre ambiguidade é: A. Ninguém mais os encontrou de novo; B. O cargo de oficial de justiça é importante; C. A nomeação do Ministro foi surpreendente; D. Tudo foi organizado para o julgamento; E. As folhas do caderno despencaram. SOLUÇÃO DA QUESTÃO GABARITO: ALTERNATIVA C A questão exigiu conhecimento acerca da ambiguidade. Devemos encontrar a assertiva que apresenta uma frase com esse vício de linguagem. Pessoal, a ambiguidade é um problema de construção que faz com que a frase apresente mais de um sentido.