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HUMBOLD (1767-1835): A finalidade do Estado é apenas a segurança. Entendida como a certeza da liberdade no âmbito da lei.
LIBERALISMO: Embora o liberalismo englobe tanto o conceito de estado de direito e estado mínimo, pode ocorrer um estado de direito que não seja mínimo (estado social contemporâneo) como também pode ocorrer um estado mínimo que não seja de direito (Chile de Pinochet, por exemplo).
LIBERDADE CONTRA PODER:
*Na acepção liberal, liberdade e poder são dois termos antitéticos, portanto INCOMPATÍVEIS. Entende que, à medida que o poder do Estado cresce a liberdade do indivíduo DIMINUI e vice-versa.
*Thomas Paine (1737-1809): A sociedade é produzida por nossas carências e o governo por nossa perversidade, a primeira promove a nossa felicidade positivamente mantendo juntos os nossos afetos, o segundo negativamente mantendo sob o freio os nossos vícios. Uma encoraja as relações, o outro cria distinções. A primeira protege, o segundo pune. A sociedade é sob qualquer condição uma benção; o governo, inclusive na sua melhor forma, nada mais é do que um mal necessário na sua pior forma é insuportável. 
*A concepção liberal contrapõe-se as várias formas de paternalismo, segundo as quais o Estado deveria tomar conta de seus súditos tal como o pai toma conta dos seus filhos, posto que seus filhos são considerados menores de idade.
O ANTAGONISMO É FECUNDO
A tradicional concepção orgânica da sociedade estima a harmonia, a concórdia mesmo que forçada, a subordinação regulada e controlada das partes são todo, condenando o conflito como elemento de desordem e desagregação social.
A concepção individualista liberal afirma a ideia de que contrataste em indivíduos e em grupos em concorrência entre si (inclusive entre Estados, donde o elogio da guerra como formatura da virtude dos povos) é benefício e condição necessária ao progresso técnico e moral da humanidade.
Humboldt: “Mas o que o homem persegue e deve perseguir é algo completamente diverso, é variedade e atividade.”
Kant: “Sem a insocialidade, todos os talentos permanecem fechados numa pastoral arcádica,,,, sem ela os homens, tal como as boas ovelhas conduzidas ao pastoreio, não dariam valor algum à existência.”
DEMOCRACIA
Termo originário do pensamento político grego (demos: povo e kratos: força, potência), democracia quer dizer “poder do povo” ou “governo do povo”, “da maioria” ao contrário de “ governo de uma minoria”.
· A democracia dos Antigos: Em Atenas no final do século VI a.c até os anos 430 a.c o êxito da democracia foi grande. Instituiui leis que promoveu direitos de cidadania à totalidade dos habitantes livres, masculinos, maiores de 20 anos nascidos atenienses, assegurando-lhes igualdade diante da lei e o acessos às magistraturas.
O poder central era exercido pela Assembleia Popular, que se reunia periodicamente na praça pública, onde todos possuíam direito à palavra e as decisões eram tomadas pelo critério da maioria. O objetivo dos gregos era librar-se dos tiranos e governos de castas ou elites separadas da sociedade.
DEMOCRACIA ANTIGA E MODERNA: Em ambas compreende-se que o poder emana do povo. A diferença é que, na democracia moderna o povo escolhe diretamente seus governantes através do voto. Esses governam em nome do povo. 
*Democracia antiga: De acordo com os Federalistas, a democracia antiga carecia de estabilidade, agitava-e facilmente ao sabor das facções; 
Tais críticas revelam o antigo e sempre recorrente desprezo pelo povo ou crença na incapacidade do mesmo, por parte de grupos oligárquicos. 
*Democracia moderna: O motivo para existência do governo representativo é a extensão dos estados modernos. Tanto os autores do Federalista como constituintes franceses estavam convencidos de que o único governo democrático adequados às condições modernas, seria a democracia representativa.
Comum entre eles também a convicção de que os representantes eleitos pelos cidadãos estariam em condições de avaliar quais seriam os próprios cidadãos, fechados na demais contemplação de seus próprios interesses particulares. Para tanto, tais representantes não poderiam possuir mandatos vinculados, isto é, não poderiam representar grupos de interesses corporativos, estamentos ou afins, mas toda a nação.
É ao indivíduo enquanto tal, não ao membro de uma corporação, que cabe o direito de eleger os representantes da nação – os quais são chamados pelos indivíduos singulares para representar a nação em seu conjunto e devem, portanto, desenvolver a sua ação e tomr suas decisões sem qualquer vínculo de mandato. 
Pressupõe a atomização da nação e a sua recomposição num nível mais elevado e ao mesmo tempo mais restrito que é o das assembleias parlamentares. Tal processo de atomização corresponde com o processo que gera o Estado liberal que foi a afirmação dos direitos naturais e invioláveis do indivíduo. 
DEMOCRACIA E IGUALDADE
O liberalismo dos modernos e a democracia dos antigos foram frequentemente considerados antiéticos, no sentido de que os antigos não conheciam a doutrina dos direitos naturais nem o dever do Estado de limitar a sua própria atividade ao mínimo necessário para a convivência da comunidade. 
Por sua parte, os liberais nasceram exibindo uma extrema desconfiança para com os governos populares, tendo sustentado e defendido o sufrágio restrito durante todo o século XIX e também posteriormente.

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