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Resumo do capítulo 6 e 7

Resumo do capítulo 6 (Aronson et al.) de Psicologia Social sobre dissonância cognitiva: como justificamos atos. Contém discussão sobre autoimagem, justificações após decisões, irrevogabilidade, mudança de valores e justificação externa e interna.

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Psicologia Social – Terça – 19 às 22h
Nome do aluna Simone Aparecida dos Santos Silva
Matrícula:
ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Capítulo 6: A Necessidade de Justificar nossos atos – Os Custos e Benefício da Redução da Dissonância Psicologia Social. Rio de Janeiro: LTC, 2015.
RESUMO DO CAPÍTULO
O capítulo 6 nos intiga a pesssar em como justificamos os nossos ato. Assim, imaginemos que você se orgulha de ser uma pessoa honesta, mas um dia, por uma razão qualquer, acaba contando uma mentira. Como você se sente? Um tanto desconfortável, certo? Esse mal-estar é o que a psicologia chama de dissonância cognitiva. É quando nossas atitudes, crenças e comportamentos entram em conflito, criando uma sensação desagradável.
A grande questão aqui, que o cpítulo 6 nos trás é: como lidamos com isso? Nós, seres humanos, somos mestres em nos justificar. Quando fazemos algo que não bate com o que acreditamos ser certo, encontramos maneiras de ajustar nossas crenças ou de inventar boas razões para explicar o que fizemos. Tudo para que possamos continuar nos vendo como boas pessoas.
Resumindo os tópicos temos;
1- A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM
Um dos principais motivos pelos quais sentimos essa dissonância é porque gostamos de nos sentir bem sobre quem somos – nossa autoestima. Quando nossas ações contradizem a imagem que temos de nós mesmos, surge a necessidade de resolver essa contradição. E, em vez de corrigirmos o comportamento, o mais comum é buscarmos maneiras de justificar o que fizemos. Isso pode incluir coisas como minimizar o impacto de nossas ações ou até culpar fatores externos.
Por exemplo, imagine que você decidiu furar a fila em um lugar cheio de gente. Ao fazer isso, você pode até se sentir mal no início, mas rapidamente começa a encontrar 
desculpas: “Ah, eu estava com pressa” ou “Todo mundo faz isso de vez em quando”. Essas desculpas ajudam a suavizar o desconforto que você sentiria por quebrar uma norma social.
2- JUSTIFICAÇÕES APÓS DECISÕES DIFÍCEIS
Outro ponto interessante discutido aqui é como as pessoas lidam com as decisões importantes que tomam. Quando fazemos uma escolha, especialmente quando ela é difícil, a dissonância aparece. Afinal, escolher uma coisa significa deixar outra de lado. Então, para aliviar essa tensão, as pessoas começam a focar nos aspectos positivos da scolha feita e nos negativos da opção que foi rejeitada. É uma forma de se convencer de que fez a escolha certa.
Vamos pegar um exemplo simples: você compra um celular novo, mas logo em seguida vê que outro modelo, que você quase comprou, está em promoção. Em vez de ficar remoendo essa “oportunidade perdida”, você começa a lembrar de todas as razões pelas quais o seu celular é, de fato, melhor: a câmera é incrível, a bateria dura mais, o design é mais elegante... Assim, a dissonância diminui e você se sente bem com a compra.
3- IRREVOGABILIDADE: QUANDO NÃO HÁ VOLTA
A ideia de que uma decisão não pode ser desfeita – ou pelo menos parece que não pode – faz com que a necessidade de justificar essa escolha aumente. Isso é o que chamamos de ilusão de irrevogabilidade. Quando acreditamos que uma decisão é final, nos esforçamos ainda mais para encontrar razões que provem que fizemos a escolha certa, porque a ideia de voltar atrás simplesmente não parece uma opção.
4- COMPORTAMENTOS IMORAIS E MUDANÇA DE VALORES
Às vezes, nossas ações contradizem nossos valores de maneira tão intensa que, em vez de mudarmos o comportamento, preferimos ajustar os valores. É como se disséssemos: “Se o que eu fiz foi errado, talvez o conceito de certo e errado precise ser revisado”. Isso pode acontecer em situações onde as pessoas agem de forma imoral, como trair ou prejudicar alguém.
Pior ainda, quando cometemos um ato cruel, como desumanizar ou maltratar alguém, podemos começar a desvalorizar a outra pessoa para justificar o que fizemos. Esse é um mecanismo de defesa poderoso – se eu conseguir convencer a mim mesmo que a outra pessoa “merecia”, então eu não me sinto tão mal pelo que fiz.
5- JUSTIFICAÇÃO EXTERNA E INTERNA
Aqui entra outra distinção importante: justificação externa e interna. A justificação externa ocorre quando encontramos uma razão fora de nós para justificar nossas ações. Por exemplo, você pode justificar ter feito algo por causa de uma recompensa ou para evitar uma punição.
Já a justificação interna acontece quando ajustamos nossas próprias crenças para que elas fiquem em sintonia com nossas ações. Vamos supor que você tenha mentido para um amigo sem receber nada em troca. Como não há uma boa razão externa para isso, você pode acabar alterando sua visão sobre a situação para reduzir a dissonância, talvez dizendo a si mesmo que “não foi uma mentira tão grave” ou que “foi pelo bem dele”.
6- O PARADIGMA DA HIPOCRISIA
Esse conceito fala sobre o poder de fazer as pessoas confrontarem suas próprias contradições para promover mudanças de comportamento. Por exemplo, se você é uma pessoa que prega sobre a importância de economizar água, mas desperdiça água em casa, ao ser confrontado com essa contradição, você pode ser levado a mudar seu comportamento para alinhar suas ações com suas palavras.
7- EFEITO BEN FRANKLIN E DESUMANIZAÇÃO
Outro ponto interessante é o efeito Ben Franklin. Esse efeito diz que, quando você faz um favor para alguém, acaba gostando mais dessa pessoa, pois seu cérebro busca justificar a ação. "Eu ajudei essa pessoa, então devo gostar dela", pensa você. Isso também acontece no lado oposto – quando prejudicamos alguém, tendemos a desvalorizar essa pessoa para justificar o mal que fizemos, como uma maneira de nos sentir menos culpados.
Por fim, podemos concluir que o capítulo 6, fecha com uma reflexão poderosa: reconhecer quando estamos tentando justificar nossos erros é um passo essencial para crescermos e aprender com essas situações. Quanto mais consciência temos sobre os mecanismos que usamos para proteger nossa autoestima, mais podemos trabalhar para sermos honestos conosco mesmos e evitar cair nas armadilhas da autojustificação.
Resumo do Capítulo 7
ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Capítulo 7: Atitudes E Mudança De Atitude – Influência Nos Pensamentos E Sentimentos Psicologia Social. Rio de Janeiro: LTC, 2015.
O capítulo 7 nos refletir que todos nós temos opiniões sobre as coisas, e essas opiniões – sejam sobre pessoas, objetos ou ideias – são chamadas de atitudes. Esse capítulo 7 é sobre como essas atitudes se formam, como podem mudar e, mais importante, como influenciam a forma como pensamos e sentimos sobre o mundo ao nosso redor.
Em resumo temos:
1- DE ONDE VÊM AS ATITUDES?
As atitudes não surgem do nada. Elas são construídas a partir de três partes principais:
Cognitivo – O que pensamos sobre algo.
Afetivo – Como nos sentimos sobre esse algo.
Comportamental – Como agimos em relação a isso.
Por exemplo, imagine que você gosta de exercícios físicos. O componente cognitivo seria o que você pensa sobre o exercício, como “é bom para minha saúde”. O componente afetivo seria como você se sente em relação a isso, como “me sinto bem quando estou ativo”. E o componente comportamental é a ação em si – você realmente se exercita.
As atitudes podem ser formadas por experiências diretas, como fazer algo e gostar ou não gostar, ou indiretamente, através daquilo que ouvimos dos outros ou vemos na mídia.
2- ATITUDES EXPLÍCITAS E IMPLÍCITAS
Uma coisa importante sobre as atitudes é que elas podem ser explícitas ou implícitas. As atitudes explícitas são aquelas que estamos cientes e podemos expressar. Por exemplo, você pode facilmente dizer: “Eu gosto de música clássica”. Já as atitudes implícitas são aquelas que nem sempre estamos conscientes, mas que influenciam nosso comportamento. Elas podem ter sido formadas por experiências passadas e podem afetar a maneira como agimos sem que a gente perceba.
Por exemplo, você pode não se dar conta, mas pode ter uma atitude negativa em relação a algo com base em experiências passadas, como sempre evitar um determinado tipo de comida porque,sem saber exatamente o porquê, sente que não vai gostar.
3- MUDANÇA DE ATITUDES
Nossas atitudes não são fixas; elas podem mudar, e muitas vezes isso acontece quando mudamos nosso comportamento primeiro. Isso se relaciona à dissonância cognitiva que já falamos antes. Quando agimos de uma forma que não condiz com nossas crenças, sentimos um desconforto (dissonância) e, para aliviar isso, podemos ajustar nossa atitude para que ela se alinhe ao comportamento. Ou seja, se fizermos algo novo ou diferente, podemos começar a ver isso de uma forma mais positiva ou negativa.
4- A ARTE DA PERSUASÃO
Quando falamos de mudança de atitude, logo pensamos em persuasão. A maneira como as pessoas nos convencem de algo ou como somos influenciados é um ponto central aqui. Existem dois caminhos principais para a persuasão, segundo o Modelo de Probabilidade de Elaboração (ELM):
Rota central – Esse é o caminho que tomamos quando realmente estamos prestando atenção e pensamos profundamente sobre o que está sendo dito. Quando usamos a rota central, a mudança de atitude tende a ser mais duradoura, porque estamos convencidos pelos próprios argumentos e pela lógica apresentada. É como quando você assiste a um debate e muda de opinião com base nos argumentos apresentados.
Rota periférica – Aqui, somos influenciados por coisas mais superficiais, como quem está falando ou como a mensagem é apresentada de forma atraente ou emocional. Não analisamos profundamente o conteúdo. Por exemplo, uma propaganda com uma celebridade pode nos influenciar a gostar de um produto, mesmo que não saibamos exatamente o porquê. O impacto dessa rota é mais temporário, mas ainda assim pode ser muito eficaz em nos fazer agir no momento.
5- EMOÇÕES E PERSUASÃO
As emoções têm um papel gigante na mudança de atitude. Às vezes, uma comunicação emocional é muito mais poderosa do que uma argumentação lógica. Por exemplo, se uma mensagem provoca medo – como campanhas que alertam sobre os perigos de fumar – pode ser extremamente eficaz para mudar o comportamento das pessoas. Mas o medo precisa vir acompanhado de uma solução clara. Se a mensagem só assusta e não mostra o que fazer, as pessoas tendem a ignorá-la ou a negar o problema.
Outro ponto é que as emoções podem atuar como atalhos mentais. Quando estamos diante de uma decisão rápida, as emoções muitas vezes nos guiam. Se algo nos faz sentir bem ou mal, podemos basear nossas atitudes nisso, sem pensar muito. Isso é usado o tempo todo na publicidade, onde as empresas criam associações positivas com seus produtos, ligando-os a sentimentos agradáveis – como felicidade, sucesso, ou mesmo amor.
6- RESISTINDO À PERSUASÃO
Mas nem sempre somos influenciados tão facilmente. Existem maneiras de resistir à persuasão, e uma delas é chamada de imunização de atitude. A ideia aqui é que, se você for exposto a uma versão enfraquecida de um argumento contrário ao que você acredita, você estará mais preparado para resistir quando for confrontado com um argumento mais forte no futuro.
Por exemplo, pense em campanhas contra drogas que mostram argumentos fracos como "você vai parecer legal se usar drogas". Isso pode ajudar as pessoas a desenvolverem respostas mais fortes para resistir a esses tipos de pressão, tornando-as mais seguras em suas atitudes.
Outro fenômeno interessante é a reatância psicológica. Isso acontece quando sentimos que nossa liberdade de escolha está sendo ameaçada. Quanto mais uma pessoa tenta nos convencer de algo, mais resistimos. Isso pode ser visto em campanhas muito insistentes ou autoritárias, que acabam tendo o efeito oposto ao desejado.
7- O PODER DA PUBLICIDADE
O capítulo também explora o poder da publicidade na formação e mudança de atitudes. A publicidade não tenta apenas nos vender produtos – ela também molda nossas percepções e comportamentos de maneiras sutis. Uma estratégia comum é o merchandising, onde produtos são colocados em filmes ou séries de TV de forma quase imperceptível. Isso cria associações inconscientes entre a marca e o estilo de vida que a mídia está retratando, fazendo com que as pessoas queiram esses produtos sem sequer perceberem o motivo.
Por fim, podemos concluir que o capítulo 7 nos faz refletir sobre como essas mudanças de atitude afetam o comportamento no dia a dia. Se entendermos melhor como somos influenciados e como nossas próprias emoções e pensamentos funcionam, podemos não apenas resistir à persuasão de maneira mais eficaz, mas também mudar nossas atitudes de forma concreta.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Psicologia Social. Rio de Janeiro: LTC, 2015. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216- 2946-7.
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