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FORMAS: CONFECÇÃO 
E COLOCAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APRESENTAÇÃO 
 
O concreto armado é a solução mais utilizada na indústria da construção 
civil brasileira. As características estruturais do empreendimento definem o melhor 
sistema a ser utilizado, porém, ao se optar pela utilização de concreto armado, a 
maioria das obras ainda utiliza forma de madeira com escoramento metálico para a 
sua execução. Apesar de existirem no mercado, as formas industrializadas ainda 
não são usadas em larga escala no Brasil. Sua maior vantagem está na diminuição 
da mão de obra do canteiro, o que é possível obter de forma abundante e barata. 
Os sistemas de formas metálicas, mais caros, garantem uma produtividade 
potencial alta em condições ideais, ou seja, quando há grandes panos de lajes sem 
vigas ou quando o número de repetições é muito elevado, já que o material permite 
reutilização. Nesta Unidade de Aprendizagem, devido a essa importância e 
demanda, você, assim como todo engenheiro civil ou arquiteto, vai conhecer a 
técnica de confecção, montagem e escoramento de formas em madeira, processos 
que consomem, em média, 26% do prazo total de execução de uma obra. 
 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes 
aprendizados: 
 Identificar os materiais necessários para formas em madeira. 
 Expressar as técnicas de confecção, colocação e escoramento e 
desmoldagem de formas. 
 Relacionar novas tecnologias, alternativas à madeira. 
 
 
 
INFOGRÁFICO 
Você sabia que a resistência da forma é fundamental? Dependendo do tipo de 
concreto a ser utilizado, as formas deverão atender com mais ênfase a quesitos 
como estanqueidade, inexistência de reação química, etc. Devemos lembrar que 
uma concretagem bombeada exerce esforço maior sobre as formas do que uma com 
grua. As formas devem ser escolhidas para que seus materiais atendam às 
solicitações de cada processo. Vale o mesmo raciocínio com relação ao tipo de 
adensamento. 
As formas respondem diferentemente às solicitações de um adensamento com 
vibradores de imersão em comparação a, por exemplo, vibradores de placa. O 
correto dimensionamento e os cuidados operacionais rígidos são fundamentais para 
preservar as características de desempenho da estrutura – alinhamento e formato 
da seção transversal. Qualquer falha causará microfissuramento no concreto, 
comprometendo a sua rigidez para sempre. 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
O concreto armado é a solução mais utilizada na indústria da construção 
civil brasileira. As características estruturais do empreendimento definem o melhor 
sistema a ser utilizado, porém, ao optar pela utilização de concreto armado, a 
maioria das obras ainda utiliza forma de madeira, com escoramento metálico para 
sua execução. Apesar de existirem no mercado, as formas industrializadas, estas 
ainda não são usadas em larga escala no Brasil. Sua maior vantagem está na 
diminuição da mão de obra do canteiro, o que é possível obter de forma abundante 
e barata. 
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Os sistemas de formas metálicas mais caros garantem uma produtividade 
potencial alta em condições ideais, ou seja: quando se têm grandes panos de lajes 
sem vigas ou quando o número de repetições é muito elevado, visto que o material 
permite reutilização. 
Assim, todo Engenheiro Civil ou Arquiteto deve dominar a técnica de 
confecção, montagem e escoramento de formas em madeira, processos que 
consomem, em média, 26% do prazo total de execução de uma obra. 
 
 
Formas: confecção e colocação 
Forma é o elemento que dá forma à peça estrutural, indispensável na 
execução da técnica de concreto armado, que é a mais tradicional e utilizada no 
Brasil. 
 
Dicionário executivo para formas em madeira 
Painéis: elementos planos que formam os tablados das formas. Podem ser de 
chapas compensadas (2,2 x 1,1 m), tábuas (0,3 x 5,4 m, com espessura mínima de 
2,5 cm) ou guias (0,15 x 1,4 m). Não é recomendável misturar tábuas e chapas no 
mesmo painel de laje ou viga. 
Travessas: (2,5 x 7,0 cm) feitas de madeira de pinho, pregadas de cutelo nos 
painéis. Podem também ser usados caibros de 5,0 x 7,0 cm ou 7,0 x 7,0 cm (ver 
Figura 1). 
Gravatas (ou colarinhos): elemento formado por três (em formas de vigas) ou 
quatro travessas (em formas de pilares), com a finalidade de impedir que os painéis 
se abram por ocasião do lançamento e adensamento do concreto. 
Face da viga: são os painéis laterais da forma da viga. Normalmente podem 
ser retirados três dias após a concretagem. 
Fundo de viga: são os painéis que formam a parte inferior da forma da viga. 
Deve ser colocado entre os painéis que formam as faces da viga. Podem ser 
retirados 21 dias após a concretagem (ver Figura 1). 
Pontaletes: também chamados de prumos ou pés-direitos. São os elementos 
de apoio da forma. Devem ter diâmetro mínimo de 8,0 cm ou 5,0 x 7,0 cm. As 
emendas, quando necessárias, devem ser feitas fora do terço médio da peça, que é 
a região mais solicitada à flambagem (escoramento simples). 
Escoramento: elemento de sustentação das formas de vigas e lajes. Podem 
ser em madeira bitolada, de 8,0 x 8,0cm (pinho, cedrinho, etc.) ou circular, com no 
mínimo 8,0 cm de diâmetro (eucalipto, bambu, etc.). Atualmente usa-se muita 
escora metálica, peças tubulares com 5,0 cm de diâmetro, altura regulável, com 
parte inferior fixa e superior móvel (ver Figura 1). 
Cunhas: colocada aos pares na base do escoramento. Servem para 
nivelamento (ajuste entre escoramento e forma) e para facilitar a desmoldagem (ver 
Figura 1). 
Pranchas: são colocadas abaixo do par de cunhas, servindo para distribuir 
as tensões nas bases, principalmente na anulação do efeito do puncionamento. São 
feitas de tábuas: 2,5 x 15,0 cm ou 2,5 x 10,0 cm. 
Chapuz: elemento de ligação entre uma travessa horizontal em um pontalete 
vertical (ver Figura 1). 
Barrotes: apoiam o painel da laje. São colocados de 50,0 em 50,0 cm. Servem 
para evitar que o painel deforme por flexão (flecha). Dimensões: 2,5 x 5,0 ou 5,0 x 
5,0 cm. Também chamados caibros. 
Guias: elementos sobre os quais se apoiam os barrotes. O espaçamento entre 
as guias é de 80 cm a 1,0 m. Dimensões: 2,5 x 15,0 cm. 
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Travamento: ligação horizontal a meia altura, num só sentido, nos pon- 
taletes. Tem por finalidade evitar a flambagem dos mesmos. Dimensões: 2,5 x 10,0 
cm. 
Contravento: são ligações inclinadas em forma de “X”. Usado quando o pé-
direito for superior a 3,0 m. Dimensões: 2,5 x 7,0 cm. 
Características que as formas (em madeira) devem apresentar 
 
a) Resistência: devem suportar toda a carga acidental a que forem submetidas. 
b) Contra-flecha (sobre-elevação): recomendável para cada metro de vão, que 
haja 0,5 cm de contra-flecha. Serve para fazer com que a viga ou laje fique 
perfeitamente horizontal após ocorrer a total deformação (flexão por deformação 
brusca, no ato da desmoldagem, mais a deformação lenta, que ocorre ao longo da 
vida útil da estrutura). Para marquises deve-se calcular a flecha, não aplicando a 
regra prática anterior, con- forme recomenda a ABNT NBR 6118:2003. 
 
c) Estanqueidade: as formas devem ser completamente vedadas, para que não 
surjam falhas como fuga de argamassa. A vedação pode ser feita com plástico, 
papel de saco de cimento ou papelão. Obs.: deve-se molhar a forma até a saturação 
antes da concretagem, para evitar a absorção de água, o que acarreta em alteração 
do fator água/ cimento e diminuição da resistência do concreto. 
d) Reaproveitamento: o material utilizado deve permitir o maior 
reaproveitamento possível tendo-se o cuidado de usar pregos de duas cabeças, 
para facilitar a desmontagem. Também deve ser utilizado desmoldador 
(lubrificante), para impedir a aderência do concreto à forma, de modo que as 
mesmas possam ser retiradas inteiras. Obs.: o desmoldador deve ser colocado 
antes da armadura e nãodeve ser usado óleo queimado, pois provoca manchas 
escuras no concreto, podendo também aderir à armadura, prejudicando sua 
aderência ao concreto. 
 
e) Material apropriado: quando se tratar de concreto aparente, deve-se utilizar 
chapas compensadas à prova d’água, ou tábuas aplainadas na face que entra em 
contato com o concreto. Devem ser utilizadas madeiras secas (para que não se 
deformem e originem o surgimento de vãos). As madeiras não devem ser muito 
duras e pesadas e apresentar módulo de elasticidade razoável (por isso dá-se 
preferência às chapas de compensado, em vez das tábuas). 
f) Escoramento: não devem ser feitas emendas no terço médio, sendo que o 
número de escoras emendadas não deve ser superior a 1/3 do total de escoras. 
Escoras com mais de 3,0 m de altura devem ser contraventadas (ver Figura 1). 
g) Nivelamento e prumagem: antes da concretagem, deve ser feito um novo 
nivelamento das formas (com mangueira d’água), pois devido ao trânsito de 
pessoas, ação de ventos etc., as cunhas podem sair do lugar; por isto recomenda-
se fixar as cunhas com pregos, para evitar que se desloquem. 
Não se costuma fazer o dimensionamento dos painéis das formas e do 
escoramento de obras corriqueiras, porém, é indispensável em obras especiais, 
como vigas e lajes de pontes e viadutos, grandes vãos. 
 
 
PRAZOS MÍNIMOS PARA DESMOLDAGEM (ABNT NBR 6118:2003 – NB 01) 
 3 dias (sem aditivos) para faces de pilares e faces laterais das vigas e 
fundações. 
 7 dias para lajes até 10 cm de espessura. 
 14 dias para faces inferiores de vigas com reescoramento. 
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 21 dias para painéis de fundo de vigas normais de até 10 m de vão e lajes 
com mais de 10 cm de espessura. 
 28 dias para o restante (arcos, vigas de grande vão). 
 
 
 
 
 
Tipos de formas 
Neste item serão descritos os tipos de formas para cada aplicação. 
 
Formas de sapatas e blocos de fundações 
Para sapata isolada, as formas podem ser executadas de duas maneiras. São 
elas: 
 
a) Sapata solada 
b) Escalonada (ver Figura 2): 
 Etapa 1: consiste em colocar sobre o concreto magro uma caixa sem fundo e 
sem tampa. Colocar estroncas e pranchas (para o travamento da caixa, 
pregadas na caixa e escoradas no terreno). Colocar a armadura da sapata, a 
armadura de espera do pilar e, por fim, concretar. 
 Etapa 2: colocar a segunda caixa sem fundo e sem tampa e escorar 
 lateralmente. Concretar. 
 Etapa 3: repetir a segunda etapa. 
 Etapa 4: forma do pilar. 
 
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c) Sapata com faces inclinadas (ver Figura 3): 
 Etapa 1: colocar a caixa e a ferragem. Esta etapa pode ou não ser concretada. 
 Etapa 2: quatro painéis em forma de trapézio apoiados sobre a primeira 
etapa. Colocar duas gravatas para que a segunda etapa não se movimente 
sobre a primeira. Escorar as gravatas lateralmente. 
 Etapa 3: pilar. 
 
 
 
d) Bloco de capeamento: os blocos de capeamento servem para fazer o 
arremate da fundação tipo estaca. São executados a partir da cota de 
arrasamento das estacas; sua forma é feita de modo análogo à técnica das 
formas de pilares, veja a Figura 4. 
 
 
 
Formas de pilares 
São compostas, normalmente, por quatro painéis de chapas (12 mm) ou 
tábuas (25 mm), conforme ilustrado na Figura 5. 
 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
Reforços: 
 
a) Gravatas duplas: devem ser colocadas com 30 a 50 cm de espaçamento, 
principalmente no terço médio, onde são maiores os esforços. Dimensões das 
gravatas: 2,5 x 7,0 cm (menor seção utilizada), 2,5 x 10 cm, 5 x 7cm, 7 x 7cm 
(maior seção utilizada), sendo que devem ser pregadas de cutelo para 
resistirem melhor aos esforços de flexão a que ficam submetidas. 
b) Amarração com arame queimado (3,4 mm): depois da colocação da 
armadura. 
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c) Parafusos: reforço de gravatas. Agem como tirantes. Os parafusos devem ser 
colocados dentro de mangueiras plásticas para, posteriormente, poderem ser 
retirados. 
 
Sempre que forem usados painéis de chapas de compensado, deve-se colocar 
na face maior, duas ripas de 2,5 x 5,0 cm, sendo que a travessa da gravata deve ser 
colocada sobre essas ripas. As ripas normalmente são necessárias para faces com 
largura maior que 25 cm, caso em que devem ficar espaçadas de 15 a 20 cm. 
 
Montagem dos painéis 
Os painéis são unidos com as gravatas, não havendo elemento de união 
painel com painel. 
Em pilares de menores dimensões, onde possam ser utilizados painéis de 
tábuas sem que sejam necessárias emendas, recomenda-se o uso dos painéis. 
Exemplo: pilar 25 x 30 cm – 2 tábuas de 30 e duas de 25 cm. 
Para dimensões maiores, em que sejam necessárias emendas, deve-se dar 
preferência ao uso de chapas de compensado. Para concreto aparente, sempre usar 
chapas de compensado, pois a tábua nunca fornece uma superfície perfeitamente 
plana e lisa. 
Em pilares altos com ferragem densa, recomenda-se, ao executar a forma, 
deixar uma das laterais abertas para colocação das ferragens. A forma será 
ajustada e prumada depois da colocação da ferragem. 
 
 
Contraventamento e travamento 
Os pilares devem ser contraventados em duas direções perpendiculares, 
sendo o contravento (2,5 x 10,0 cm ou 2,5 x 15,0 cm) fixado nos painéis e em tacos 
de madeira previamente chumbados na laje. 
O travamento horizontal, que também deve ser pregado nos painéis, deve ser 
feito nos pilares externos em apenas uma direção. Os pilares internos são travados 
com os externos. 
O primeiro colarinho (gravata de fixação do pilar – também chamado 
gastalho) pode ser fixado na laje, através de pregos anteriormente chumbados. 
 
 
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As formas para pilares com mais de 3,0 m de altura devem ser dotadas de 
janela de concretagem, o mesmo devendo acontecer quando há grande densidade 
de armadura. 
Na base do pilar, as formas devem apresentar uma janela de inspeção (altura 
aproximadamente de 30 cm), para que possa ser feita a amarração da armadura do 
pilar e a armadura de espera, para verificação da posição correta da armadura e 
também para limpeza do fundo do pilar. 
 
 
Pilares circulares 
As formas para pilares circulares podem ser feitas de várias maneiras (veja a 
Figura 7): 
 Forma metálica com dobradiças. 
 Tubos de concreto emendados. 
 Chapas de compensado para diâmetros grandes. 
 Moldes de madeira (cambotas) com ripas de 2,0 x 2,0 cm ou 2,5 x 2,5 cm. 
 
As formas metálicas apresentam as seguintes características: 
 Desmoldagem em menor tempo (24h). 
 Dispensa o revestimento (superfície lisa para concreto à vista). 
 Facilita a mão de obra. 
 Rapidez de montagem. 
 Reaproveitamento ilimitado. 
 Alto custo inicial. 
 Limitação de seção (não é possível fazer pilares com seção variável). 
 
As formas compostas por moldes de madeira com ripas, também muito 
utilizadas, trazem como desvantagens: 
 Quantidade de material. 
 Mão de obra especializada. 
 O pilar fica com estrias salientes depois de pronto, devendo ser revestido para 
melhor acabamento. 
 
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Pilares com formas mistas 
São compostas por painéis de compensado à prova d’água (50 cm de altura e 
80 cm a 1,0 m de comprimento), dotados de cantoneiras metálicas com pinos e 
reentrâncias para o encaixe de um painel no outro (veja a Figura 8). 
Podem ser utilizados para pilares com seção desde 20 x 20 cm até 1,0 x 1,0 
m. Características: 
 Menor tempo de reutilização da forma. 
 Utilizável para pilares de quaisquer dimensões. 
 Desmoldagem em 24 h. 
 Dispensa travamento, pois este é feito através da colocação alternada dos 
painéis. 
 Custo elevado. 
 Altura limitada a múltiplos de 50 cm (altura dos painéis). 
 
 
 
 
Formas de vigas 
As formas de vigas não devem ser apoiadas sobre o painel da forma do pilar, 
para que seja possível fazer a desmoldagem dos painéis laterais da viga. 
 
Viga interna 
São vigas que possuem lajes de ambos os lados (a viga fica entre as lajes – veja 
a Figura 9). 
 
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Viga externaou de contorno 
São vigas que possuem lajes apenas de um lado. A laje não possui armadura 
negativa, pois não é contínua, a não ser no caso de marquises (veja a Figura 10). 
 
 
 
Viga isolada 
São vigas que não possuem lajes ao seu redor. 
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Viga invertida 
Viga que, ao invés da laje estar na parte superior, ela está na parte inferior, 
ou seja, o painel de fundo da viga é o próprio painel da laje. Para escoramento dos 
painéis da viga, podemos colocar gravatas com pontas, preenchendo 
posteriormente os furos deixados na laje. Na parte inferior da forma, amarra-se 
com arame, para que esta não se abra (depois de pronta a viga, cortam-se os 
arames – veja a Figura 11). 
 
 
 
 As formas das vigas podem ser feitas com painéis de tábuas ou de chapas 
de compensado à prova d’água. Quando forem utilizados painéis de 
compensado, devem ser colocados reforços (ripões) para o painel não flambar. 
 Quando houver madeira sobrando, podem ser utilizados pontaletes maiores, 
que já servem também como gravatas (mas somente quando os pontaletes 
forem de pinho). 
 As escoras da viga não devem coincidir com as gravatas. 
 O painel de fundo da viga deve ser sempre colocado entre os painéis laterais 
para facilitar a desmoldagem. 
 Para garantir o recobrimento das armaduras, devem ser utilizados 
espaçadores (normalmente rapaduras de argamassa), amarrados na 
armadura. 
 
A desmoldagem de vigas pode ser feita em 3 dias para laterais de vigas e 
pontas de marquises e, aos 28 dias para desmoldagem da marquise propriamente 
dita e balanços, sempre vindo do ponto de maior para o de menor flecha. 
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Formas de lajes 
Recomenda-se painéis de chapas compensadas à prova d’água, com 
espessura mínima de 12 mm, colocando-se caibros, normalmente, a cada 50 cm, 
sendo que esta distância pode variar de acordo com a espessura da laje – entre 8 e 
9 cm, 80 cm de espaçamento; acima disto, 1,0 m de espaçamento. Em vez de 
chapas, podem ser usadas tábuas (2,5 cm) na confecção dos painéis, dispensando, 
assim, o caibramento, porém, os painéis de chapas podem ser reaproveitados mais 
vezes. Para manter uniforme a altura da laje, são pregadas duas tábuas nas 
extremidades do painel da laje, nivelando-se o concreto com uma régua de madeira. 
Quando o painel ultrapassar 3 m de largura, deve ser colocada mais uma guia no 
centro, para facilitar o nivelamento – veja a Figura 13. 
 
 
 
Formas de escadas 
As escadas devem, antes de tudo, oferecer conforto aos seus usuários. Para 
que isto seja possível, devem ser dimensionadas e executadas seguindo algumas 
regras básicas (veja a Figura 14): 
 
Sendo “h” a altura dos degraus e “b” a largura da base: 
2h + b = 63 (64 cm), com hmáx = 19 cm e bmín = 25 cm. 
 
 Em escada helicoidal, os degraus devem ter uma base mínima de 25 cm na 
linha de trânsito, que fica a 1/3 da face interna da escada. Degraus em leque 
não devem terminar em zero, mas sim com uma largura mínima de 7,0 cm. 
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 Não devem ser colocados degraus no patamar, a não ser quando não for 
possível outra solução. 
 A altura da escada é dada pelo pé direito mais a espessura da laje acabada, 
com revestimento. 
 O número de degraus obrigatoriamente deve ser inteiro. 
 O número máximo de degraus sem interrupção é 19. 
 Quando possível, o número de degraus deve ser par. 
 O patamar deve ter largura mínima de 1,20 m. 
 A escada deve ter largura mínima de 80 cm. 
 A execução das formas, em escadas com mais de 1,0 m de largura, deve 
contemplar a colocação de caibros de fixação nos espelhos, para evitar que se 
desloquem no momento da concretagem. 
 
 
 
Formas de reservatórios, muros e piscinas 
a) Reservatórios elevados: necessitam de formas para os pilares, forma da viga 
de ligação, forma da viga de fundo e forma da laje de fundo do reservatório (veja 
a Figura 15): 
 A partir da viga intermediária, monta-se uma plataforma que permite o 
escoramento da viga, da laje de fundo e das paredes do reservatório. 
 Laje de fundo e inclinada: formas de compensado à prova d’água de 20 mm, 
com caibramento de 7,0x7,0cm a cada 45cm, escoramento com pontaletes de 
10 cm de diâmetro cada 80 cm. 
 Paredes: igual às lajes, porém com o painel interno fixado após a colocação 
da armadura, com arames que atravessam os painéis e são amarrados nas 
escoras verticais que substituem a guia de escoramento. 
 Tampa: a forma da tampa é constituída por uma forma de laje plana ou em 
arco, montada após a desmoldagem das paredes. 
 
 
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b) Reservatórios, piscinas e muros de arrimo: 
 Nivela-se o fundo com uma camada de concreto magro de 8 cm. 
 Monta-se a forma dos painéis externos de acordo com o desenho seguinte. 
 Coloca-se a ferragem lateral. 
 A seguir, a ferragem de fundo que é constituída por duas malhas, uma que 
suporte a pressão de cima para baixo e outra devido ao empuxo. 
 Painéis externos vão até a altura da laje. 
 Espaçadores plásticos: servem para evitar que a ferragem encoste na 
forma. 
 Fungerband: colocado nas juntas de concretagem do fundo do re- 
servatório ou piscina. Só é solicitado quando se enche a piscina e depois a 
esvazia, pois do contrário o fundo fica estável. 
 
 
 
SISTEMAS ESPECIAIS DE FORMAS 
 
Formas racionalizadas de madeira compensada 
São formadas por componentes pré-cortados pelos fabricantes conforme o 
projeto apresentado pelo cliente. Sua montagem reduz ao mínimo o uso de pregos, 
evitando quebras e perdas de madeira; os componentes são fixados por meio de 
parafusos, cunhas e acessórios metálicos. 
Utilização quase irrestrita, em estruturas verticais ou horizontais. Exigem, 
todavia, alguma repetição na geometria da estrutura, de forma que as reutilizações 
compensem o investimento realizado. 
 
Equipamentos necessários: escoramentos metálicos ou de madeira, além 
dos acessórios para solidarização das formas. 
 
Formas leves 
Sistema modular formado por painéis de dimensões variadas que são 
articulados conforme o projeto para compor diversas medidas de formas. Os painéis 
são estruturados em perfis de aço galvanizado revestidos com chapas de laminado 
melamínico ou fenólico. Acessórios especiais garantem o esquadro, o prumo e a 
conexão entre os painéis, que podem ser montados manualmente. Os componentes 
mais pesados não atingem 40 kg. 
Aplicação sem limites em estruturas retilíneas. Alguns fornecedores 
trabalham com projetos de seção circular, desde que os diâmetros sejam maiores 
que 6,0 metros. Podem ser utilizados em sistemas trepantes ou “voadores”. Sua 
vocação principal é para obras rápidas. 
 
Equipamentos necessários: todos os equipamentos e acessórios necessários 
são fornecidos pela locadora. 
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Sistemas metálicos leves 
Painéis de chapas metálicas estruturados com tubos de aço. Esses 
componentes básicos podem ser combinados entre si, formando variada gama de 
desenhos geométricos. O sistema combina vantagens das formas leves com a 
precisão e o acabamento superficial proporcionado pelas metálicas. 
Dirigido a superfícies retas e verticais, como cortinas, paredes e blocos de 
fundação. O sistema apresenta melhor relação de custo benefício em obras de prazo 
curto. 
Equipamentos necessários: todos os equipamentos e acessórios são 
fornecidos pela locadora. 
 
Sistema deslizante 
Formas feitas em metal ou madeira revestida em chapa metálica que 
deslizam verticalmente impulsionadas por um sistema de macacos hidráulicos. As 
plataformas de trabalho dos operários sobem também solidariamente à forma. O 
processo exige concretagem contínua, 24 horas por dia. 
Aplica-se especialmente a obras verticais com mais de 10,0 m de altura. 
Silos, torres, pilares, caixa de escadas e de elevadores são bons exemplos de 
aplicação do sistema. Permite a concretagem rápida de estruturas circulares, 
retangulares ou piramidais. 
Equipamentos necessários: Os equipamentos necessários – macacos, 
andaimes especiais, barras desustentação – integram o “pacote” de serviços. 
 
Sistema trepante 
Sistemas de concretagem por etapas. Dois jogos de formas iguais são 
alternadamente elevados para um patamar superior de concretagem. Essa 
ascensão pode ser feita mecanicamente, no caso de painéis pesados, ou 
manualmente, quando utilizados painéis leves. O sistema permite a interrupção da 
concretagem. 
Permite a construção de estruturas verticais, sendo uma opção as formas 
deslizantes. Paredes também podem ser executadas com o sistema. 
Equipamentos necessários: os equipamentos necessários integram o 
“pacote” de serviços. 
 
Sistemas voadores 
São grandes painéis, montados ao nível do chão e depois transportados até 
os pontos de concretagem por meio de guindastes ou gruas. As peças podem ser 
feitas de vários materiais (metálicos, plásticos, laminados), mas geralmente são 
montadas com chapas de compensado resinado ou plastificado. 
Servem tanto para a execução de estruturas verticais como horizontais: 
paredes, lajes, vigas e pilares. São dirigidas também a obras rápidas. 
Equipamentos necessários: exige a locação de uma grua ou guindaste 
durante todo o tempo de execução. 
 
 
MATERIAIS UTILIZADOS PARA FORMAS 
Tábuas 
 Aplicações: painéis de vigas, de lajes, de pilares, escadas, reservatórios, 
muros, etc. 
 Nível de reutilização: variável, dependendo do projeto de forma e dos 
cuidados na montagem e desmoldagem (2 a 3 vezes). 
 Acabamento obtido: textura grossa, que pode ser usada arquitetonicamente 
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para a composição de fachadas em estruturas de concreto aparente. 
 Dimensões: 2,5 x 30 x 540 cm; 2,5 x 20 x 540 cm; 2,5 x 15 x 540 cm; 
 2,5 x 10 x 540 cm. 
 
Compensado de madeira (resinado ou plastificado) 
 Aplicações: painéis de viga, escadas, lajes, pilares, reservatórios, muros, 
etc. 
 Nível de reutilização: depende do projeto e dos cuidados na montagem e na 
desmoldagem. O resinado suporta de 6 a 8 reutilizações; o compensado 
plastificado pode chegar a 30 reutilizações. 
 Acabamento obtido: resinado – acabamento liso nas primeiras aplicações, 
ganhando porosidade nas reutilizações. Plastificado – acabamento muito 
liso, semelhante ao obtido com formas metálicas. 
 Dimensões: 220 x 110 cm. 
 Espessuras: 8, 10, 12, 14, 16, 18 e 20 mm. 
 
Poliestireno expandido 
 Aplicações: lajes nervuradas e estruturas com caixão perdido. 
 Nível de reutilização: muito variável, dependendo dos cuidados na etapa de 
desmoldagem. 
 Acabamento obtido: acabamento liso quando as caixas do material são 
protegidas com plástico. 
 
Fibra de vidro 
 Aplicações: lajes nervuradas. 
 Nível de reutilização: até 30 vezes, exigindo manutenção durante a obra. 
 Acabamento obtido: muito liso nas primeiras aplicações. Depois, exige 
manutenção na fábrica. 
 
Tubos de papelão 
 Aplicações: pilares de seção circular e estruturas com caixão per- dido. 
 Nível de reutilização: material descartável, possibilita uma única utilização. 
 Acabamento obtido: os tubos imprimem marcas sobre o concreto que 
podem ser aproveitadas pela arquitetura. 
 
Têxteis 
 Aplicações: contenção de encostas, controle de erosão, execução de diques, 
cabeceira de pontes, proteção de margens de rios, estruturas submersas. 
 Nível de reutilização: material descartável, fica incorporado à estrutura. 
 Acabamento obtido: aplicável a obras não prediais, resulta em muros 
semelhantes a pilhas de sacos. 
 
Formas metálicas 
 Aplicações: na execução de formas de vigas, lajes, pilares, os painéis 
podem ser de chapas metálicas em substituição aos de madeira, sendo 
hoje sua maior utilização na confecção de pré-moldados. Com este sistema 
os painéis são encaixados entre si, eliminando a necessidade de reforços 
tais como: gravatas, arames, parafusos, etc., reduzindo-se também a 
intervenção da mão de obra de carpinteiro. 
 Nível de reutilização: desde que haja limpeza e manutenção do equipa- 
mento, chega-se ao nível de utilização de até 1.000 vezes. 
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 Acabamento: o acabamento obtido é muito superior ao obtido com formas 
de madeiras, dispensando normalmente a necessidade de revestimento. 
 Desvantagem: o seu elevado custo inicial pode ser considerado o ponto 
negativo deste tipo de formas. 
 
OUTROS MATERIAIS 
Laminado melamínico, chapa fenólica e metais. 
 Aplicações: aplicações em sistemas específicos de formas. 
 Nível de reutilização: o laminado melamínico e a chapa fenólica permitem 
centenas de reutilizações. As formas metálicas podem ser usadas milhares de 
vezes. 
 Acabamento obtido: os três materiais garantem extrema precisão da 
estrutura e acabamento das superfícies concretadas. 
 
Check list para controle de execução da forma 
 Concretagem do pilar. 
 Eixos de referência – Transporte. 
 Locação do pilar – Gastalho. 
 Nivelamento do pilar – Referência de Nível 
 Prumo (encontro viga-pilar). 
 Amarração e travamento – Pilar. 
 Locação do pilar – Conferência. 
 Concretagem de viga e laje. 
 Amarração de vigas – cunhas. 
 Alinhamento das vigas. 
 Nivelamento das vigas. 
 Nivelamento das lajes. 
 Travamentos. 
 Fase final. 
 Reescoramento – Pavimento inferior. 
 Cuidados na desforma. 
 Manutenção e limpeza. 
 
DESAFIO 
Você, como engenheiro responsável pela execução de um edifício, sabe da 
importância das formas para o desempenho estrutural das peças em concreto 
armado. Durante um processo de inspeção rotineiro, examinando a instalação das 
formas para concretagem de pilares, você tirou uma fotografia para análise 
detalhada no escritório. 
Sabendo que o pé-direito é de 3,0 m, descreva o nome de cada item da forma 
(de pilar), apontados na foto, diga em que estágio está a montagem e se, 
aparentemente, falta algo ou já é possível iniciar a concretagem. 
 
 
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Padrão de resposta esperado 
Elementos apontados na foto: 
1) Painel lateral; 
2) Gravata; 
3) Gastalho (gravata da base, chumbada à laje); 
4) Painel de fechamento – pode-se notar que a armadura é densa. Neste caso, 
recomenda-se deixar uma das laterais abertas para a colocação das ferragens 
– a forma deve ser ajustada e prumada depois da colocação da ferragem. 
 
Obs.: não existe elemento de fixação "painel x painel"; 
5) Taco de contravento (chumbado à laje); 
6) Contravento – repare, em duas direções perpendiculares; 
7) Reforço – recomendável em painéis em chapa compensada com largura 
superior a 25 cm. 
 
A montagem está em estágio final. 
Na perspectiva, não podem ser vistas as janelas de concretagem (pilar com 3 
m ou mais) e inspeção, porém, a princípio, bastaria finalizar as gravatas, incluindo 
as peças duplas no terço médio do pilar na maior dimensão, verificar a limpeza do 
fundo do pilar e iniciar a concretagem. 
 
 
Na prática 
O objetivo principal do estudo de formas consiste na otimização dos custos 
por meio da melhoria da produtividade e do menor consumo de materiais, com 
aumento no número de seu reaproveitamento. Atualmente, as empreiteiras 
procuram estabelecer "seções características" para as estruturas em concreto de 
todas as suas obras, para que as peças de madeira que compõem a forma passem a 
ser pré-confeccionadas na sua dimensão definitiva mediante um desenho 
específico, com a sequência de montagem definida passo a passo. 
Isso permite a criação de um procedimento de inspeção e controle da 
qualidade geométrica, apenas com observação cuidadosa, sem a necessidade de 
utilização de qualquer instrumento de medição durante a montagem. A utilização 
de escoras estrategicamente distribuídas é fundamental, não apenas sustentando o 
concreto durante o processo de cura, mas permitindo a retirada da maior parte da 
forma (entre 80 e 90%) o quanto antes. 
A retirada de grande quantidade de escoramento e formas com idade entre 
três e cinco dias permite a utilização do material na concretagem dos andares 
superiores, resultando em ganhos econômicos na manutenção dos prazos de 
execução. Os resultadosobtidos com essas atitudes melhoram a produtividade, 
reduzindo o retrabalho na montagem, otimizando o uso dos materiais. Com apenas 
um jogo de formas e três (máximo quatro) jogos de escoras, é possível implantar um 
ciclo de produção de uma laje por semana.

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