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Troca de selo d’água e 
curativo de dreno de 
tórax.
• Mas antes ...
• Na cavidade torácica a pressão é menor que a do ar atmosférico, o que 
possibilita a entrada de ar. 
• Sempre que o pulmão perde essa pressão negativa, seja por abertura do 
tórax devido à cirurgia, trauma ou por presença de ar, pus, ou sangue no 
tórax ocorrerá o colapso pulmonar.
• Na presença desse colapso faz-se necessária a realização de drenagem 
torácica para a reexpansão pulmonar pela restauração da pressão negativa
• Drenagem de tórax
• É a introdução de um dreno em uma das três cavidades do tórax 
(cavidade pleural, cavidade pericárdica ou mediastino).
Troca de selo d’água
Troca de selo d’água
• Conceito:
• Consiste no procedimento de troca do conteúdo drenado 
e/ou selo d’água do frasco coletor do dreno de tórax 1. 
• Finalidade:
• Controlar a substância secretada quanto a volume, aspecto 
e prevenir infecções.
Situações de uso
• As principais indicações da drenagem torácica são:
• Pneumotorax: quando há acúmulo de ar na cavidade pleural;
• Hemotórax: quando há acúmulo de sangue na cavidade 
pleural;
• Epiema pleural: quando há acúmulo de pus na cavidade 
pleural;
• Hidrotórax: quando há acúmulo de líquido na cavidade 
pleural;
• Quilotórax: quando há acúmulo de linfa na cavidade pleural.
Troca de selo d’água
Troca de selo d’água
Troca de selo d’água
Troca de selo d’água
Cuidados de Enfermagem na troca do 
sistema de drenagem do dreno de tórax
• Se estiver trocando o sistema de drenagem, solicitar ao paciente 
para inspirar profundamente, segurar o ar e abaixar-se levemente 
enquanto o sistema está sendo trocado de modo rápido;
• Pinçar o dreno por alguns minutos enquanto realiza a troca;
• Se a indicação da drenagem for devido a presença de 
pneumotórax, pinçar o dreno por período mínimo, apenas para a 
troca do frasco;
• Se for indicado, conectar o tubo de controle de aspiração da câmara 
para a fonte de aspiração;
• Ajustar o regulador de fluxo de aspiração até notar um suave 
borbulhamento na câmara de controle de aspiração;
• Desprezar as luvas e materiais descartáveis;
Cuidados de Enfermagem na troca do 
sistema de drenagem do dreno de tórax
• Administrar analgésico prescrito;
• Colocar o paciente em uma posição confortável;
• Checar se a posição dos sistemas de drenagem e do sistema de 
aspiração estão abaixo do nível do tórax;
• Não fixar a extensão do dreno no berço ou na cama do paciente;
• Cuidar e orientar a família para que o frasco de drenagem seja 
mantido em nível inferior ao tórax da criança;
• Observar a oscilação da câmara de selo d’água;
• Suspeitar de vazamento de ar se houver borbulhamento e o 
paciente não apresentar pneumotórax.
Cuidados de Enfermagem na troca do 
sistema de drenagem do dreno de tórax
• Checar a segurança das conexões do dreno;
• A cada seis horas marcar a drenagem na coleta da 
câmara/frasco;
• Monitorar o sistema de drenagem por oscilação no controle 
de aspiração da câmara;
• Checar a flutuação do selo na câmara de água com as 
respirações.
Cuidados de Enfermagem na 
desobstrução do sistema de drenagem do 
dreno de tórax
• Para ordenhar, segurar o dreno próximo ao tórax e ordenhá-
lo entre os dedos e a palma da mão.
• Mover a outra mão para a próxima porção mais baixa do 
dreno e ordenhar.
• Soltar a primeira mão e mover para a próxima porção do 
dreno. Continuar em direção ao frasco de drenagem.
• Para comprimir colocar lubrificante nos dedos de uma 
mão e apertar com força o dreno de tórax com os dedos 
da outra mão.
Cuidados de Enfermagem na 
desobstrução do sistema de drenagem do 
dreno de tórax
• Apertar o dreno abaixo da porção comprimida, com os dedos 
lubrificados e escorregar os dedos para baixo em direção ao sistema 
de drenagem.
• Lentamente soltar o pressionamento dos dedos não lubrificados e 
então fazer o mesmo com os dedos lubrificados.
• Repetir uma ou duas vezes, notificar se não conseguir limpar os 
coágulos do dreno.
• A cada seis horas monitorar: curativo do dreno, adequação do tipo 
de fita, quantidade e característica dos sons respiratórios, sinais 
de enfisema subcutâneo.
• A cada quatro a seis horas, monitorizar sinais vitais.
Complicações
• Hemorragias – lesão de vasos intercostais, sangramento no local 
de inserção do dreno
• Lesão do nervo intercostal
• Laceração ou punção de vísceras sólidas, ex.: pulmão, fígado
• Obstrução do dreno de tórax
• Enfisema subcutâneo
• Ausência de drenagem e flutuação de ar no sistema
• Ausência de borbulhamento no frasco – quando o último orifício 
do dreno não se encontra totalmente no espaço pleural ou por 
mau posicionamento no selo d’água
• Infecções: empiema, pneumonia
O que fazer se ocorrer saída 
acidental do dreno
• Ocluir rapidamente o orifício do dreno – use o que 
estiver à mão (compressa de gase, toalha, etc), não 
fique esperando material de curativo
• Avisar o médico responsável e fazer curativo 
compressivo
• Monitorar o paciente – não deixá-lo sozinho
• Administrar oxigênio se apresentar desconforto 
respiratório
• Se o paciente piorar descomprima o orifício – é 
preferível um pneumotórax total do que um 
pneumotórax hipertensivo
Atuação do enfermeiro
• Manter a permeabilidade do sistema e monitorar a 
drenagem – se o dreno borbulhar excessivamente pode ser 
uma fístula aérea de alto débito, a última abertura do 
dreno pode estar fora da cavidade pleural, haver 
vazamento ou perfuração nas conexões – comunique o 
médico. Se a coluna de líquido parar de oscilar, o sistema 
pode estar ocluído ou pode ser decorrente da ventilação 
mecânica – o paciente respira pela pressão positiva do 
respirador e não por “aumento” na pressão negativa do 
espaço pleural
• Realizar uma avaliação respiratória completa – sinais vitais 
basais, oximetria, ausculta pulmonar, radiografia de tórax, 
presença de desconforto respiratório
Atuação do enfermeiro
• Verificar níveis de hemoglobina e hematócrito –
parâmetros que demonstram perda sanguínea, 
afetando a oxigenação
• Evitar clampear o dreno no transporte do paciente e 
não elevar o frasco selo d’água ao nível do tórax do 
paciente – pois o líquido drenado irá refluir para a 
cavidade pleural.
• Evitar ordenhar o dreno – esse procedimento é 
pouco efetivo e pode gerar uma pressão negativa 
muito alta (com exceção dos drenos 
mediastinais).
Atuação do enfermeiro
• Nunca clampear um dreno que estiver borbulhando quando 
for trocar ou elevar o frasco – se possível usar apenas os 
dedos para pinçar a extensão. Lembre-se: um dreno 
clampeado pode provocar um pneumotórax 
hipertensivo, com balanço do mediastino e parada 
cardíaca.
• Nunca conectar a rede de vácuo direto no respiro do frasco 
selo d’água. Usar sempre um sistema regulador (frasco de 
aspiração ou tubo regulador de vácuo)
• Anotar rigorosamente os controles realizados –
quantidade drenada por unidade de tempo – ex.: 
300ml/6h, a coloração e a consistência.
Atuação do enfermeiro
• Manter o paciente em posição Semi-Fowler – posição 
ideal – e movimentá-lo a cada 2 horas – estimula a 
saída de ar e líquido.
• Encorajar o paciente a tossir, respirar profundamente e 
deambular, quando possível – facilita a drenagem e 
previne obstrução do dreno
• Monitorar e aliviar a dor – a permanência do dreno 
ocasiona dor, que inibe a tosse e, consequentemente, 
facilita o acúmulo de secreções
• Realizar troca diária de curativo – previne infecção
Critérios para a remoção do 
dreno torácico
• Um dia após a cessação de saída de ar – 24 horas 
sem borbulhar
• Radiografia de tórax com pulmão totalmente 
expandido
• Volume da drenagem entre 50 a 100 ml em 24h
• Drenagem de aspecto claro
• 1 a 3 dias após cirurgia cardíaca
• 2 a 6 dias após cirurgia torácica
Critérios para a remoção do 
dreno torácico
• Parecer no.001/2016 – COFEN – conclui que, o 
Enfermeiro é profissional habilitado para a realização 
da retirada do dreno pleural tubular, e menciona: “Os 
profissionais devem possuir conhecimentocientífico e 
habilidade para prestar assistência embasada em 
evidência científica ao portador desse tipo de dreno, a 
fim de prevenir potenciais complicações relativas ao 
procedimento e promover a segurança do paciente”.
Cuidados no Transporte
• Cuidado na passagem entre macas, pois o dreno 
pode ficar preso e/ou ser arrancado;
• Atenção para que a extremidade do sistema de 
drenagem não fique fora d’água;
• Não ocluir o dreno durante o transporte.
Realização da troca
Troca de selo d’água
• Materiais:
• Bandeja contendo:
• 01 par de luvas de procedimento não estéril;
• Óculos de proteção e máscara;
• Fita adesiva;
• 01 cálice graduado;
• 01 frasco de água destilada (500 ml);
• Compressa estéril;
• Caneta e etiqueta para identificação.
Troca de selo d’água
Descrição do procedimento
• Higienizar as mãos;
• Reunir o material e levá-lo;
• Checar o nome e leito do paciente;
• Orientar o cliente quanto ao procedimento;
• Dispor o material sobre mesa auxiliar ou carrinho de 
curativo;
• Colocar óculos de proteção e máscara cirúrgica 
descartável;
Troca de selo d’água
• Calçar as luvas de procedimento não estéril;
• Posicionar o cálice graduado sobre a mesa 
auxiliar/carrinho de curativo
• Abrir o frasco de água destilada e inserir o dispositivo de 
transferência de volume (Transofix ou agulha de grande 
calibre);
• Após observar a oscilação do dreno de tórax na extensão, 
fechar o clamp da extensão;
Troca de selo d’água
• Soltar o frasco de drenagem da fixação da cama, abrir a 
tampa e segurá-la firmemente com cuidado para não 
contaminar sua parte interna; ou
• Abrir o pacote de compressa e colocar a tampa sobre ela;
• Desprezar o conteúdo do dreno no cálice graduado e 
observar a quantidade e aspecto do volume drenado;
• Colocar parte da água destilada no frasco, agitar levemente 
para remover micropartículas ou sujidades e desprezar a 
água com resíduos no cálice graduado;
Troca de selo d’água
• Colocar água destilada no frasco coletor até assegurar 
a imersão de 2 cm da extremidade do dreno 
(aproximadamente 500 ml) e fechar a tampa com 
cuidado;
• Proceder a identificação do volume do selo d’água 
com a fita adesiva na posição vertical, ao lado da 
graduação contida no frasco de drenagem;
Troca de selo d’água
• Retirar as luvas de procedimento e fazer a etiqueta de 
identificação do frasco (com data, hora, solução 
utilizada, volume contido e nome do profissional que 
executou o procedimento) e na régua de controle do 
volume do selo d’água, marcando com um risco o 
nível de água;
• Fixar o frasco no leito, evitando a formação de alças 
ou acotovelamentos da extensão, protegendo o 
frasco de quedas;
Troca de selo d’água
• Abrir o clamp da extensão do dreno de tórax;
• Organizar a unidade e os materiais utilizados;
• Higienizar as mãos;
• Realizar a anotação de enfermagem do procedimento 
executado.
Troca de selo d’água
Cuidados Importantes
• Em relação à manutenção do sistema fechado, a 
equipe de enfermagem deve observar e realizar 
algumas ações específicas para impedir a entrada 
de ar no sistema pois, caso isto ocorra, o ar pode 
entrar nas pleuras (colabamento pulmonar) e 
comprimir os pulmões, provocando dispneia e 
desconforto respiratório para o cliente. 
Troca de selo d’água
Cuidados Importantes
• Visando evitar o colabamento pulmonar a equipe deve adotar os 
seguintes cuidados: 
• certificar-se de que as tampas e os intermediários do dreno estejam 
corretamente ajustados e sem presença de escape de ar, o que 
prejudicaria a drenagem; 
• manter o frasco coletor sempre abaixo do nível do tórax do cliente – o 
qual, durante a deambulação, poderá utilizar uma sacola como suporte para o 
frasco coletor. 
• O cliente deve ser orientado para manter o frasco coletor sempre 
abaixo do nível de seu tórax, e atentar para que não quebre - caso 
isto ocorra, deve imediatamente pinçar com os dedos a extensão 
entre o dreno e o frasco, o que evitará a penetração de ar na 
cavidade pleural.
Troca de selo d’água
• Observações: 
• Avaliar a oscilação do líquido na extensão e o selo d’água 
do frasco coletor; 
• Avaliar o débito e aspecto da secreção drenada e o padrão 
respiratório do paciente. 
• Cuidados para evitar o tracionamento e remoção acidental 
do dreno.
Princípios importantes no manuseio do sistema de drenagem torácica
• Trocar o frasco a cada 24 horas da seguinte maneira:
• Pinçar o dreno 15 cm acima da inserção no frasco
• O frasco a ser colocado deve ser estéril, graduado em ml e composto 
por um selo de água de maneira que o tubo extensor de vidro fique 
submerso
• Deve estar identificado com data e horário da troca
• Conectar a extensão de látex no vidro
• Despinçar o dreno
Troca de selo d’água
• CUIDADOS
• Jamais o dreno torácico deve ser separado do sistema de 
drenagem, antes de ser grampeado, isto é fechado.
• Jamais levante o sistema de drenagem, acima da cintura sem
antes grampear o sistema .
• O sistema estéril, então ao manuseá-lo deve-se tomar as 
precauções de manuseio de material estéril.
• O selo d água deve ser verificado se está no nível coletor antes 
de abrir o sistema novamente
• Adicinar água destilada até a marca apropriada, caso nível de 
líquido esteja abaixo do padrão.
• Deve-se instruir o cliente para deambular com o sistema
Troca de selo d’água
Troca de selo d’água
• Ao desprezar o conteúdo não esquecer de medi-lo 
diminuindo o valor ao selo d água, descrever o aspecto e 
característica do líquido drenado
• Examinar diariamente o local de inserção do dreno torácico, 
averiguando se está corretamente preso e apalpando o local a 
procura de edema subcutâneo.
• Verificar se o selo d água apresenta movimentos de acordo 
com a respiração
• Jamais grampeie o dreno torácico durante um longo período.
• Manter o curativo do local do dreno seco e intacto.
Troca de selo d’água
• Recomendações do COFEN para Anotações de 
Enfermagem Dreno de Tórax.
• Data e hora do procedimento;
• Local da inserção do dreno;
• Aspecto da pele no local da inserção;
• Aspecto e característica da secreção drenada – serosa, 
hemática, purulenta, com sedimentos;
• Volume drenado;
• Volume do selo d’água;
Troca de selo d’água
• Oscilação;
• Troca e tipo do curativo;
• Troca do frasco;
• Intercorrências e/ou providências adotadas –
contaminação do material e/ou sistema, desconexão 
acidental, etc.;
• Nome completo e Coren do responsável pelos 
procedimentos.
Curativo dreno de tórax
Troca de curativo de dreno de 
tórax
• Finalidade:
• Diminuir risco de infecção.
• Retirar a sujidade.
• Materiais:
• Luvas (procedimento e estéril)
• Solução antisséptica (clorexidina).
• Tesoura.
• Micropore ou esparadrapo. 
	Slide 1: Troca de selo d’água e curativo de dreno de tórax.
	Slide 2: Troca de selo d’água
	Slide 3: Troca de selo d’água
	Slide 4: Situações de uso
	Slide 5: Troca de selo d’água
	Slide 6: Troca de selo d’água
	Slide 7: Troca de selo d’água
	Slide 8: Troca de selo d’água
	Slide 9: Cuidados de Enfermagem na troca do sistema de drenagem do dreno de tórax
	Slide 10: Cuidados de Enfermagem na troca do sistema de drenagem do dreno de tórax
	Slide 11: Cuidados de Enfermagem na troca do sistema de drenagem do dreno de tórax
	Slide 12: Cuidados de Enfermagem na desobstrução do sistema de drenagem do dreno de tórax 
	Slide 13: Cuidados de Enfermagem na desobstrução do sistema de drenagem do dreno de tórax 
	Slide 14: Complicações 
	Slide 15: O que fazer se ocorrer saída acidental do dreno 
	Slide 16: Atuação do enfermeiro 
	Slide 17: Atuação do enfermeiro 
	Slide 18: Atuação do enfermeiro 
	Slide 19: Atuação do enfermeiro 
	Slide 20: Critérios para a remoção do dreno torácico 
	Slide 21: Critérios para a remoção do dreno torácico 
	Slide 22: Cuidados no Transporte
	Slide 23: Realização da troca
	Slide 24: Troca de selo d’água
	Slide 25: Troca de selo d’água Descrição do procedimento
	Slide 26: Troca de selo d’água
	Slide27: Troca de selo d’água
	Slide 28: Troca de selo d’água
	Slide 29: Troca de selo d’água
	Slide 30: Troca de selo d’água
	Slide 31: Troca de selo d’água Cuidados Importantes
	Slide 32: Troca de selo d’água Cuidados Importantes
	Slide 33: Troca de selo d’água
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36: Troca de selo d’água
	Slide 37: Troca de selo d’água
	Slide 38: Troca de selo d’água
	Slide 39: Curativo dreno de tórax
	Slide 40: Troca de curativo de dreno de tórax
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43

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