Logo Passei Direto
Buscar
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

Conteudista: Prof.ª Rosa Maria Zantedeschi Berzghal
Revisão Textual: Aline Gonçalves
 
Objetivos da Unidade:
Analisar a reabilitação na insu�ciência de convergência e de acomodação;
Estudar sobre a retina periférica – expansão da percepção do campo visual.
QUESTION B AN KS
˨ Material Teórico
˨ Material Complementar
˨ Referências
Reabilitação Visual nas Vergências e
Acomodação
Reabilitação na Insu�ciência de Convergência 
A habilidade de realizar uma boa convergência é fundamental para a leitura em visão próxima.
Sendo a convergência o movimento sincrônico em adução dos olhos.
Figura 1
Fonte: Getty Images
TEMA 1 de 3
˨ Material Teórico
Os sintomas da insu�ciência de convergência são: cefaleia frontal, temporal ou occipital,
sonolência, troca ou omissão de palavras, perda da linha, necessidade de acompanhar a leitura
com o dedo, di�culdades na memorização, necessidade de retornar várias vezes ao mesmo
parágrafo para tentar compreender o que leu, pensamentos dispersos repentinos durante a
leitura, fotofobia, lacrimejamento excessivo etc. 
Pacientes com insu�ciência de convergência apresentam a maioria dos sintomas descritos.
Alguns deles possuem a síndrome visual do computador por utilizarem a visão por muitas
horas em frente ao tablet, celular ou computador. Todos esses pacientes se bene�ciam com o
treinamento e reabilitação visual. 
Caro aluno, você já estudou o teste de Ponto Próximo de Convergência (PPC) em outras
disciplinas, assim como o teste de cobertura (teste de cover), para veri�car a existência ou não
de tropias manifestas ou forias. Caso necessite, é interessante rever como se executam esses
testes. 
Treinamento para Insu�ciência de Convergência – Miçangas e Fio
de Nylon 
Esse exercício de treinamento visual para insu�ciência de convergência é muito fácil de ser
realizado e apresenta resultados bastante satisfatórios. 
Figura 2 – Miçangas e �o de nylon
Fonte: Reprodução
Na Pratica!
Materiais:
Métodos:
Miçangas coloridas; 
Fio de nylon. 
Ambiente bem iluminado; 
Paciente sentado, bem posicionado, sem posição viciosa de cabeça; 
Duração:
Treinamento para Insu�ciência de Convergência – Cordão de Brock
– Exercício I
O cordão de Brock permite realizar o treinamento para insu�ciência de convergência para
diferentes distâncias. É um cordão com bolinhas coloridas, conforme Figura 3. O
comprimento do cordão de Brock é variável, alguns medem 50 cm, em média, mas existem de
outros comprimentos. É utilizado para o treinamento de �xação visual para diferentes
distâncias, de acordo com a necessidade da reabilitação visual de cada paciente. 
Pedir ao paciente que encaixe as miçangas coloridas no �o de nylon.
Dois minutos. 
Figura 3 – Cordão de Brock
Fonte: Reprodução
A quantidade das bolinhas coloridas posicionadas no cordão pode variar em número. Em
média, o cordão de Brock pode apresentar de 3 a 4 bolinhas, de cores diferentes, geralmente,
azul, amarela, vermelha e azul. 
O cordão de Brock sugerido para o exercício proposto a seguir é de 50 cm, com três bolinhas
coloridas, por exemplo: amarelo, vermelho e azul. 
O treinamento visual com o cordão de Brock é bastante difundido nos centros de realização de
treinamento e reabilitação visual. 
Esse exercício é bastante fácil de ser realizado e apresenta excelentes resultados na
recuperação da convergência. 
Na Pratica!
Materiais:
Métodos:
Cordão de Brock. 
Ambiente bem iluminado; 
Realizar com a visão binocular;
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça;
Deverá posicionar o cordão na altura do nariz com uma mão, e com a outra mão
deverá esticar o cordão de Brock;
Figura 4 – Exercício com cordão de Brock
Fonte: Reprodução
No primeiro momento, peça ao paciente que olhe para a primeira bola próxima ao
nariz; o paciente deverá reportar uma bola, no ponto de �xação, e que as outras
bolas posicionadas mais posteriormente aos olhos duplicarão (diplopia); 
Figura 5 – Cordão de Brock I – percepção do paciente ao
olhar a primeira bola
No segundo momento, peça ao paciente que olhe para a segunda bolinha colorida;
agora deverá reportar que vê duas bolinhas próximas ao nariz, uma bolinha no
ponto de �xação e duas bolinhas mais à frente; 
Figura 6 –  Cordão de Brock I – percepção do paciente ao
olhar para a segunda bola
No terceiro momento, peça ao paciente que �xe o olhar na bolinha mais distante
dos olhos; ele deverá reportar uma bolinha no ponto de �xação, e deverá reportar
diplopia nas duas bolinhas mais próximas aos olhos; 
Figura 7 – Cordão de Brock I – percepção do paciente ao
olhar para a segunda bola
Duração:
Treinamento para Insu�ciência de Convergência – Cordão de Brock
– Exercício II 
Como você sabe, ao aproximarmos um objeto de �xação na direção dos olhos do paciente, se
ele ultrapassar o seu ponto próximo de máxima convergência, verá duas imagens desse
objeto; isto se deve ao fato de que, a partir desse ponto, o paciente não consegue realizar a
fusão dessas imagens. Isso é possível veri�car no teste de Ponto Próximo de Convergência
(PPC). 
Algumas pessoas apresentam esse ponto próximo de convergência mais distante medido em
centímetros. Exemplo: ao invés de apresentar 9 cm de PPC, o paciente apresenta 14 cm e
relata como sintomas: cefaleias visuais, lacrimejamento excessivo no esforço visual etc. 
O treinamento de insu�ciência de convergência Cordão de Brock – exercício II nos permite
trabalhar a convergência do paciente, fazendo com que essa convergência se torne o mais
próximo da normalidade possível para esse paciente e, consequentemente, eliminando os
sintomas. 
Materiais:
O paciente deverá realizar o exercício �xando o olhar da bolinha mais próxima à
mais distante, e da bolinha mais distante à mais próxima. 
Dois minutos.
Cordão de Brock de 50 cm; 
As bolinhas do cordão de Brock devem estar livres para movimento no cordão.
Métodos:
Ambiente iluminado; 
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça; 
Peça ao paciente que posicione o cordão de Brock com uma das mãos em frente ao
nariz. A outra ponta deve ser esticada com a outra mão;
O optometrista deverá aproximar a bolinha mais próxima do paciente em direção
aos olhos;
Figura 8 – Cordão de Brock II – treinamento da
convergência
Após, deverá retornar essa mesma bolinha a uma posição mais distante; 
Figura 9 – Cordão de Brock II – treinamento da
divergência
Duração:
Treinamento para Insu�ciência de Convergência – Cordão de Brock
– Exercício III 
Esta terceira modalidade da técnica do cordão de Brock trabalhará a convergência e os
movimentos sacádicos. 
Na Pratica!
Material:
Esse exercício pode ser realizado somente com o olho direito; depois, com o olho
esquerdo e, por último, binocularmente. 
Dois minutos cada variação. 
Cordão de Brock de 50 cm ou de comprimento maior, a ser de�nido de acordo
com a necessidade de treinamento visual do paciente; quanto maior o cordão de
Brock, mais nos possibilita trabalhar a condição visuoespacial do paciente e os
movimentos sacádicos;
Figura 10 – Cordão de Brock III – treinamento da
insu�ciência de convergência
Métodos:
Duração:
Treinamento para Insu�ciência de Convergência – Cartão de
Convergência de Três Bolas e Cartão de Barrel (Barrel Card) 
Ambiente iluminado; 
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça; 
Peça ao paciente que posicione o cordão de Brock com uma das mãos em frente ao
nariz. A outra ponta deve ser esticada com a outra mão; 
Posicione as bolas distanciadas umas das outras;
Peça ao paciente para visualizar uma bolinha de cada vez, de acordo com o seu
comando, por exemplo: bolinha verde, vermelha, amarela, vermelha, amarela,
verde, e assim por diante;
Pedir que realize somente com o olho direito; depois, com o olho esquerdo, e, por
�m, com os dois olhos.
Dois minutos. 
Para uma boa visão binocular, os olhos devem trabalhar em conjunto. Esse exercício é
também
muito fácil de ser realizado. Ele permitirá que os olhos realizem a convergência,
facilitando a visão de objetos próximos com conforto e e�ciência visual.
Permitirá, também, que sejam alcançados os padrões de normalidade esperados para o ponto
próximo de convergência, eliminando, assim, os sintomas indesejados, conforme já
mencionados.
No exercício de convergência, quando solicitado ao paciente que mude a posição dos olhos de
um ponto ao outro, permitirá o desenvolvimento de algumas habilidades adicionais, por
exemplo: ensinará ao paciente como mudar os olhos de posição, trabalhando os dois olhos
simultaneamente e o desenvolvimento dos movimentos sacádicos. 
Figura 11 – Cartão de Barrel e Cartão de bolas
Fonte: SCHEIMAN; WICK, 2014
Na Prática!
Materiais:
Métodos:
Cartão de convergência de três bolas: cartão branco com bolas verdes em um
verso do cartão e bolas vermelhas no outro verso do cartão. As bolas estão
posicionadas proporcionalmente e na mesma distância de alinhamento, conforme
�gura anterior, à direita; 
Ou utilizar o Cartão de Barrel: este possui �guras geométricas verdes em um verso
e �guras geométricas semelhantes às verdes, mas em vermelho, no outro verso
do cartão, conforme Figura anterior, à esquerda. 
Ambiente iluminado;
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça; 
Peça ao paciente que realize o exercício binocularmente; 
Posicionar o cartão de três bolas em frente aos olhos, de modo que o olho direito
observe as bolas do lado direito e o olho esquerdo observe as bolas do lado
esquerdo do cartão;
No primeiro momento, o paciente deverá observar, com os dois olhos, as bolas
mais próximas; deverá convergir os olhos de forma que as bolas se sobreponham.
Manter a �xação nesse ponto por três segundos; 
Figura 12 – Cartão de convergência – três bolas.
Convergência das bolas mais próximas
No segundo momento, peça que o paciente �xe as bolas intermediárias; da mesma
forma, ele deverá convergir os olhos de maneira que as bolas se sobreponham;
manter a �xação nesse ponto por três segundos;
Figura 13 – Cartão de convergência – três bolas.
Convergência das bolas do centro
No terceiro momento, o paciente deverá observar as bolas mais distantes; deverá
convergir os olhos de forma que as bolas se sobreponham; manter a �xação
nesse ponto por três segundos; 
Figura 14 – Cartão de Convergência – três bolas.
Convergência das bolas mais distantes
O paciente deverá repetir esse processo, sempre iniciando a �xação do olhar nas
bolas mais próximas para a mais distante; 
Se preferir, os três momentos do exercício anterior poderão ser realizados com o
cartão de Barrel (Barrel Card).
Figura 15 – Cartão de Barrel
Fonte: Reprodução
Duração
Reabilitação na Insu�ciência de Acomodação
Nosso cristalino deve nos permitir enxergar nitidamente para visão próxima e, ao relaxar, que
a imagem continue nítida para longe. 
Dois minutos. 
Pessoas com insu�ciência de acomodação relatarão que, quando estão lendo um livro, por
exemplo, ao olharem para a lousa, no primeiro momento, percebem a imagem não nítida, e ao
retornarem os olhos no livro, percebem as letras impressas embaçadas. Outra possibilidade é
quando a pessoa, ao ler um livro, inicia uma ótima leitura, mas na continuidade da leitura
sente que a visão começa a embaçar, então ela passa a piscar muitas vezes para tentar voltar à
nitidez da imagem. 
Isso se dá devido à falta de �exibilidade do cristalino em manter a nitidez para a leitura de
perto e relaxar o su�ciente para que a imagem de longe se torne também nítida. 
O teste de amplitude de acomodação Sheard, Donders e Ponto Próximo de Acomodação (PPA),
vistos na disciplina de Testes Preliminares em Optometria, são excelentes indicadores da
condição de acomodação do paciente. 
Veja, na sequência, alguns exercícios de treinamento e reabilitação para a acomodação. 
Leitura em Saltos (Perto e Longe) 
Este exercício auxiliará a restaurar a amplitude de acomodação de forma rápida e e�caz.
Uma forma muito utilizada de exercitar o cristalino é pedir para o paciente realizar o exercício
visual de leitura para perto e para longe. 
É importante que o paciente, ao alternar a visão para diferentes distanciamentos, mantenha as
imagens sempre nítidas. 
Para esse exercício, utilizamos cartões de Hart, um para leitura próxima, com letras menores,
e outro para leitura de longe, letras maiores. 
Figura 16 – Tabelas de Hart, longe e perto
Na Prática!
Materiais:
Métodos:
Cartão de Hart para leitura de perto; 
Cartão de Hart para leitura de longe.
Esse exercício deverá ser realizado separadamente, primeiro com o olho direito,
depois, com o esquerdo, e por �m, binocularmente;
Ambiente iluminado;
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça;
Peça ao paciente que segure o cartão de Hart para leitura de perto a uma distância
de 40 cm, e o cartão de Hart para longe a uma distância que o paciente ainda
possa identi�car as letras, por exemplo: 4 metros;
O paciente deverá olhar a primeira linha do cartão de Hart para longe; se as letras
estiverem nítidas, ele deverá ler essas letras em voz alta;
Figura 17 – Leitura em saltos – perto e longe
Fonte: Reprodução
Em seguida, ele deverá olhar a primeira linha do cartão de Hart para perto, quando
estiverem nítidas, então ele deverá iniciar a leitura, lendo em voz alta;
O paciente deverá continuar alternando sua leitura, mudando de linha tanto para a
leitura de perto quanto para a leitura para longe. 
Duração
Leitura em Aproximação para Perto e em Saltos (Perto e Longe)
Este exercício é uma variação do exercício, conforme Figura 14, leitura em saltos (perto e
longe), mas com grau maior de di�culdade. Ele exercitará a amplitude de acomodação de duas
formas: ao aproximar o cartão de Hart para perto enquanto lê e no ato de saltar a leitura (para
perto e para longe). 
Dois a três minutos. 
Figura 18 – Leitura para longe e em aproximação de perto
Fonte: Reprodução
Na Prática!
Materiais:
Métodos:
Duração
Cartão de Hart para leitura de perto; 
Cartão de Hart para leitura de longe. 
Este exercício deverá ser realizado primeiro com o olho direito, e depois somente
com o olho esquerdo; 
Ambiente iluminado; 
Paciente preferencialmente em pé, bem posicionado, sem posição viciosa de
cabeça;
Peça ao paciente que segure o cartão de Hart para leitura de perto e estique
totalmente o braço para aumentar o distanciamento;
Ele deverá iniciar a leitura para perto em voz alta, aproximando vagarosamente o
cartão de Hart para perto até a distância em que ele relatar visão embaçada, sem
possibilidade de recuperação da nitidez;
Em seguida, o paciente deverá olhar a primeira linha do cartão de Hart para longe,
se as letras estiverem nítidas, ele deverá ler essas letras em voz alta;
Depois, ele deverá, da mesma forma, esticar o braço que segura o cartão de Hart
para a leitura de perto e aproximar vagarosamente o cartão dos olhos à medida
que lê, até o ponto em que não puder recuperar a nitidez das letras;
O paciente deverá repetir esses procedimentos de leitura para longe e para perto
por alguns minutos.
Para crianças que não reconhecem letras, podemos utilizar os cartões de Hart para longe e
para perto com �guras, conforme a seguir
Figura 19 – Cartão de Hart para crianças – leitura para
longe e perto
Fonte: Divulgação
Dois a três minutos. 
Leitura para Perto com Flippers
O Flipper é um suporte contendo quatro lentes esféricas, sendo duas positivas e duas
negativas, do mesmo valor dióptrico. Geralmente, os �ippers vão de ±0,50 até ±3,00.
Os �ippers são utilizados para realizar o teste de �exibilidade acomodativa, conforme estudado
na disciplina de Testes Preliminares em Optometria. 
Mas os �ippers são também amplamente utilizados para se exercitar e reabilitar a capacidade
binocular acomodativa. 
Figura 20 – Flippers
Fonte: Divulgação
Na Prática!
Materiais:
Métodos:
Flippers: ±0,50 a ±3,00;
Cartão de Hart para perto.
Ambiente bem iluminado; 
Paciente sentado, bem posicionado, sem posição viciosa de cabeça; 
Realizar esse exercício binocularmente, mas existe a opção de ser realizado de
forma monocular, primeiro com o olho direito; depois, com o olho esquerdo;
O cartão de Hart para leitura de perto a distância de leitura do paciente, ou sobre a
mesa;
Pegue o Flipper com as lentes de menor poder dióptrico em frente aos olhos do
paciente, ±0,50D;
Coloque em frente aos olhos do paciente as lentes positivas de +0,50D do Flipper e
peça para que ele inicie a leitura em voz alta;
Figura 21 – Exercício de acomodação com Flippers
Fonte: Reprodução
Duração: 
Lembre-se de pedir ao paciente que, durante todo o exercício, ele aguarde as
imagens das letras �carem nítidas; 
Assim que ele ler uma linha, alterne para que agora ele leia com as lentes de
-0,50D; ele deve prosseguir com a leitura sempre em voz alta; 
À medida que ele continue sua leitura em voz alta, você, a cada linha, deverá
mudar o poder dióptrico das lentes do Flipper, aumentando gradativamente, até
que ele, caso consiga, leia com as lentes ±3,00D. 
A duração é sempre relativa ao grau de di�culdade do paciente, mas, em média,
tem duração de três minutos.
Leitura para Perto com Flippers, Óculos Verde e Vermelho e Cartões
de Hart para Leituras de Perto e Longe, Verde e Vermelho 
Outra modalidade de treinamento binocular para a acomodação é realizada com �ippers, óculos
verde e vermelho e cartão do Hart para leitura de perto (verde e vermelho). 
Esse exercício reabilitará a acomodação binocular, aumentando a velocidade da resposta
acomodativa. 
Na Prática!
Materiais:
Figura 22 –
Barras e óculos
verde/vermelho –
Hart para longe e
perto
Fonte: Reprodução
Figura 23 –
Óculos verde e
vermelho  
Fonte: Divulgação
Óculos verde e vermelho; 
Cartões de Hart para perto e para longe 
Métodos:
Barras verde e vermelho; 
Obs.: existem cartões de Hart para perto e para longe já com o �ltro vertical nas
cores verde e vermelho                          
Flippers com lentes esféricas ±0,50D a ±3,00D.
Ambiente bem iluminado; 
Paciente sentado, bem posicionado, sem posição viciosa de cabeça; 
Realizar esse exercício binocularmente; 
O paciente deve colocar os óculos verde e vermelho;
Posicionar o cartão de Hart para leitura de perto a distância de leitura do paciente,
ou sobre a mesa;
Segure o Flipper com as lentes de menor poder dióptrico em frente aos olhos do
paciente, ±0,50D;
Coloque em frente aos olhos do paciente as lentes positivas de +0,50D do Flipper;
peça que ele inicie a leitura em voz alta;
Lembre-se de pedir ao paciente que, durante todo o exercício, ele deverá aguardar
a imagem das letras �carem nítidas;
Assim que ele ler uma linha, alterne a posição do Flipper para que leia com as
lentes de -0,50D. Ele deve prosseguir com a leitura para perto sempre em voz alta;
Em seguida, peça que ele direcione o olhar para o cartão de Hart verde e vermelho
para longe;
Duração:
Retina Periférica – Expansão da Percepção do Campo
Visual
A retina periférica (bastonetes) é tão importante quanto a retina central (cones – fóvea).
Da mesma forma que trabalhamos a retina central (fóvea), para que não haja supressão,
devemos trabalhar a retina periférica – expansão da percepção do campo visual. 
Se no dia a dia o paciente tiver o hábito visual de trabalhar mais a retina central do que a
retina periférica, ele poderá perder a percepção de vários acontecimentos que ocorrem em seu
campo visual periférico em ambientes abertos. 
Com o Flipper posicionado em frente aos olhos, ele deverá ler para longe, em voz
alta, primeiro com as lentes +0,50D e, depois, deve ler a linha nitidamente; alterne
para as lentes de -0,50D;
A distância entre o paciente e o cartão de Hart para longe é geralmente de 4
metros, mas obedeceremos sempre à maior distância em que o paciente consiga
ler as letras;
À medida que ele continuar a leitura para perto e para longe em voz alta, você, a
cada linha, deverá mudar o poder dióptrico das lentes dos Flippers, aumentando
gradativamente, até que ele leia, caso consiga, com as lentes ±3,00 e ±300;
O paciente, portanto, deverá sempre estar com os óculos verde e vermelho, com as
lentes do Flipper posicionadas em frente aos olhos, e alternando a leitura ora para
perto, ora para longe, sempre lendo em voz alta, após a imagem �car nítida.
A duração é sempre relativa ao grau de di�culdade do paciente, mas, em média,
dura três minutos.
O paciente que apresentar supressão na retina periférica poderá informar que, em ambientes
fechados, como passeio pelos corredores dos shopping centers, ao perceber o movimento
lateral de pessoas se movimentando do seu lado direito e esquerdo, em sentido contrário,
sente-se muito mal. 
Por exemplo, um paciente pode relatar que, na plataforma da estação do trem, quando o trem
se aproxima, o movimento dos vagões o faz sentir vertigem e desequilíbrio. No entanto, após
realizar treinamento para a expansão da percepção do campo visual periférico, esse sintoma
deixou de existir.
Nos esportes, a expansão da percepção do campo visual – retina periférica – é bastante
trabalhada. 
Lembre-se, necessitamos estimular a retina como um todo, não somente a retina central. 
Expansão da Percepção do Campo visual – Cartões de MacDonald
Os cartões de MacDonald permitem trabalhar o aumento da percepção do campo visual
periférico. 
Existem vários tamanhos de cartões de MacDonald, podendo ser trabalhados de formas
diferentes, conforme a seguir: 
Na Prática! 
Visão de perto; 
Visão de longe; 
Simultaneamente, para visão de perto e para a visão de longe. 
Material:
Métodos:
Figura 24 – Cartão de MacDonald  
Fonte: Reprodução
Cartão de MacDonald. 
Ambiente bem iluminado; 
Paciente preferencialmente em pé, posicionado a 30 cm do cartão de MacDonald;
Pedir ao paciente que �xe o olhar no ponto central do cartão representado por
uma letra ou por um ponto.
Duração:
Com o paciente �xando �rmemente o ponto central do cartão, mas com o foco
relaxado, peça que ele informe, em voz alta, sem olhar diretamente para as letras
mais periféricas, quais letras que ele consegue perceber/identi�car; 
Fique em frente ao paciente durante o exercício, veri�que se ele realiza
movimento com os olhos para tentar observar as letras que estão posicionadas
mais na periferia. Caso isso ocorra, instrua para que ele retorne a �xação do olhar
para o ponto central; 
Anote as letras que o paciente não conseguiu identi�car, desta forma, você terá o
controle da evolução do paciente para o treinamento da retina periférica;
Esse exercício pode ser realizado em diferentes distâncias. Você poderá iniciar o
treinamento com um cartão pequeno de MacDonald posicionado a 30 cm e ir
distanciando o cartão do paciente, gradativamente, podendo até variar para
cartões maiores à medida que a distância aumenta.
Dois a três minutos. 
Importante! 
Para qualquer exercício de treinamento visual, a duração indicada é
sempre uma estimativa, podendo variar para mais ou para menos
tempo, dependendo da necessidade visual do paciente. Caso o paciente
tenha algum sintoma durante o treinamento, é importante que ele se
sente, relaxe e, após melhorar, retorne ao exercício. 
Para crianças que não conhecem letras, existem cartões de MacDonald com �guras, conforme
a seguir:
Figura 25 – Cartão de MacDonald – infantil  
Fonte: Reprodução
Em Síntese 
O sistema visual poderá apresentar desequilíbrios na convergência,
acomodação e no campo periférico. Os sintomas são muitas vezes
debilitantes e fazem com que a pessoa evite trabalhar com o sistema
visual na convergência, na leitura prolongada e, se apresentar
problema de supressão do campo periférico, poderá relatar sintomas
indesejáveis em ambientes fechados e em transportes em movimento. 
Re�ita 
Os anaglifos variáveis são utilizados apenas para trabalhar as
vergências?
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados
nesta
Unidade:
  Vídeos  
Cómo Usar el Cordón de Brock Paso a Paso – Terapia Visual
TEMA 2 de 3
˨ Material Complementar
Cómo usar el Cordón de Brock paso a paso - Terapia Visual.
https://www.youtube.com/watch?v=t3lS_Iakj4E
Aprender a Usar las Tablas de Hart - Terapia Visual
Teste sua visão periférica
Aprender a usar las Tablas de Hart - Terapia Visual.
Teste sua visão periférica
https://www.youtube.com/watch?v=-92EiU_QaJY
https://www.youtube.com/watch?v=tc4DpWPhZD8
  Leitura  
O que é a Insu�ciência de Convergência?
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
A Acomodação e o Desconforto de Visão
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://bit.ly/36jAu4I
https://bit.ly/3oQujeC
BARRY, S. R. Ver en estéreo. Madri: Bga Asesores, 2012. 
FRIEDMAN, E; LULOW, K. Programa de treinamento da visão. São Paulo: Summus Editorial,
1987. 
GARCÍA, R. B; MARCH, E. P. Terapia Visual. Pràctques: Disfunciones de binocularidad y de
acomodación. Catalunha: Ap Euoot, 2011. Disponível em: Acesso em: 20/10/2019. 
GREGORY, R. L. Olho e cérebro: Psicologia da visão. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores,
1979. 
MEYER, P. O olho e o cérebro: Bio�loso�a da percepção visual. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2002. 
SCHEIMAN, M; WICK, B. Clinical management of binocular vision: heterophoric, accommodative,
and eye movement disorders. 4. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, A Wolters
Kluwers Business, 2014 
TEMA 3 de 3
˨ Referências

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina