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Universidade Federal Fluminense Instituto de Química- Departamento de Química Analítica Análise Instrumental I Experimental Aluno: Daniel Alves Cabral Professor: Marco Antônio Martins de Oliveira Turma: AB Prática: Espectrofotometria de absorção em chama I e II 1. INTRODUÇÃO A espectrofotometria de absorção atômica é um método que utiliza da atomização e absorção de radiação eletromagnética pelos átomos. Esses átomos em solução são convertidos em átomos gasosos livres em seu estado fundamental[1]. Após isso, esses átomos absorvem energia de uma fonte externa e são submetidos ao salto quântico, ou seja, vão a um estado mais energético que o inicial por meio da excitação dos elétrons para camadas eletrônicas mais externas. Assim, pode-se determinar a concentração de um analito uma vez que a energia absorvida é diretamente proporcional a concentração desse íon na amostra[1], [2]. O equipamento pode ser descrito por partes como diferentes funções, sendo elas[1]: Tubo capilar: tudo que por pressão insere a amostra no equipamento. Fonte de emissão: dependem de cada amostra, por exemplo lâmpada de cobre(Cu² ) e cálcio(Ca² ).⁺ ⁺ Atomizador: onde reside a chama usada. Monocromador: isola o comprimento de onda desejado. Detector: analisa potência transmitida pós-absorção. Processador e leitor de sinais: traduz os valores obtidos para o analista. Essa técnica tem influência da chama usada, onde chamas apresentam características diferentes dependendo do seu gás combustível e oxidante. Um exemplo é a combinação de gás combustível acetileno com gás oxidante ar temos temperaturas menores que se o gás oxidante fosse óxido nitroso, interferindo, por exemplo em certos casos, na atomização do processo e, portanto, eu sua efetividade[1]. Nesse caso, usou-se a combinação acetileno e ar. Outro ponto importante é a identificação de possíveis interferência na realização desse processo. Interferências físicas e químicas podem ocorrer modificando os resultados, eficácia e rendimento do processo. Dessa forma, as interferências físicas podem estar relacionadas com discrepâncias entre o padrão usado para a calibração do método e a amostra, variáveis como viscosidade, densidade e tensão superficial. De maneira semelhante, as interferências químicas estão relacionadas a formação de compostos químicos secundários refratários levando a mudanças na energia necessária em relação da amostra ao padrão utilizado. 2. OBJETIVO A realização dessa prática tem por objetivo plotar uma curva de calibração para o Cu² para⁺ encontrar a equação de correlação linear. Além disso, também tem por objetivo encontrar a concentração de Cu² em amostras de aguardente⁺ fornecidas em aula. Outro objetivo é entender o papel dos interferentes físicos e químicos na absorção atômica dos elementos Cu² e Ca² e⁺ ⁺ propor possíveis correções para minimizar esses efeitos. 3. MATERIAL E MÉTODOS Vide apostila. Os dados foram tratados pelo aplicativo LibreOffice 7.5 Writer e Calc. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Inicialmente separou-se 5 balões volumétricos de 10,00 mL onde adicionou-se 0,1; 0,2; 0,3; 0,4 mL de uma solução padrão de Cu² 100⁺ ppm em cada um deles e em outro nada dessa solução para obtenção do padrão analítico. Após isso, adicionou-se em todos eles 5,00 mL de etanol PA e foram avolumados com água destilada. Dessa forma, os balões apresentaram as seguintes características: Tabela 1- Concentração de cobre e suas absorbâncias Balão Concentração (mg/L) Absorbância 1 1 0,0307 2 2 0,0477 3 3 0,0676 4 4 0,1048 A partir desses valores, plotou a curva de calibração obtendo a equação de correlação linear e o coeficiente de determinação. A partir do coeficiente de determinação podemos inferir que os pontos obtidos na curva não estão homogêneos, obtendo um R² não tão satisfatório. Esse acontecimento pode ter sido por erros de manipulação na hora de pipetar as amostras, obtendo soluções com concentrações diferentes das desejadas para a prática. Isso tem potencial de interferir no final do processo de análise de Cu² na⁺ aguardente pois a equação de regressão linear deriva desses pontos na curva, sendo crucial que estes estejam em conformidade com o desejado. No entanto, para o continuar da prática e entender o processo de análise, usaremos essa equação obtida para analisar as amostras de aguardente. Na equação explicitada na Figura 1, o valor de X corresponde a concentração do Cu² a partir de⁺ uma absorbância. Dessa forma, com as absorbâncias das aguardentes obtidas, chegou-se aos seguintes resultados para a concentração de Cu² das amostras⁺ analisadas. Tabela 2- Absorbâncias obtidas na análise de aguardente e concentrações de Cu²⁺ Produto Absorbância Concentração de Cu² (mg/L)⁺ Caninha 0,0200 0,07355 Barril 0,0006 - Praianinha -0,0129 - Os valores acima corresponde a concentração do cátion presente na aguardente Caninha. Os demais valores como para a Praianinha, não pode ser calculado por apresentar absorbância negativa, caracterizando que essa amostra absorve menos radiação que o padrão utilizado. Já para a Barril, o valor para a concentração se revela negativo, sendo impossível nesse caso. Esse resultado pode ter acontecido devido ao erro no preparo das amostras interferindo na equação de regressão linear. Maneiras de se ter resultados mais confiáveis seriam refazer o processo de confecção das soluções e ,assim, obtendo novos pontos no gráfico ou excluindo pontos já existentes no gráfico, visando aumentar o coeficiente de determinação. No entanto, tais atitudes não foram realizadas, seguindo com a equação presente na figura 1. Dessa forma, esse é o valor achada para a concentração de cobre na aguardente. Esse valor de cobre é estabelecido pela Portaria nº339, de 28 de Junho de 2021 publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Secretaria de Defesa Agropecuária que regulamenta os valores de cobre presente nas aguardentes. Elas são fabricadas em alambiques feitos de cobre, sendo liberadas este cátion no produto final. Esse cobre liberado apresenta o valor máximo de 5mg/, segundo a portaria[3]. Portanto, a amostra que foi possível ser analisada esta dentro do parâmetro especificado, podendo ser comercializada em conformidade com o exigido para esse cátion. Após esse processo, para entender a importância das interferências no processo de espectrofotometria de absorção, foram realizados alguns experimentos. Em três balões de 25,00 mL, adicionou-se 500 uL de solução padrão de Cu² e em⁺ seguidas eles foram avolumados com água, ácido sulfúrico(50%) e etanol. Após isso, analisou-se as amostras obtendo os valores de absorbância. Tabela 3- Amostras com diferentes interferentes químicos para o Cu²⁺ Solução Amostra Absorbância A Cu² + H⁺ 2O 0,0851 B Cu² + H⁺ 2SO4 0,0076 C Cu² + EtOH⁺ 0,0378 Uma possível explicação para esses valores discrepante é a densidade desses compostos, podendo ser visualizada abaixo. Tabela 4- Densidade dos compostos em solução. Solução Amostra Densidade (g/cm3) A H2O 0.9950 B Cu² + H⁺ 2SO4 1.8302 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 0 0,02 0,04 0,06 0,08 0,1 0,12 f(x) = 0,0242 x + 0,0022 R² = 0,9631 Figura 1- Gráfico de concentração de Cu² vs Absorbância⁺ Concentração (mg/L) A b so rb â n ci a C Cu² + EtOH⁺ 0.7893 Valores retirados do Pubchem[4],[5],[6]. A maior densidade do ácido sulfúrico, quando comparada aos outros, pode alterar o tempo que ocorre a vaporização na chama levando a uma diminuição da absorbância. De forma semelhante, o mesmo ocorre com oetanol, devido a sua menor densidade quado comparada aos outros, leva a uma maior vaporização, também interferência na absorbância do processo. Isso pode ser burlado com a obtenção do padrão de análise usando o mesmo composto que se usou para avolumar o balão em todas as amostras ou pela técnica de adição do analito[7]. De modo semelhante, em dois balões de 25,00 mL, adicionou-se 500 uL de solução padrão de Ca² e em seguidas eles foram avolumados com⁺ ácido nítrico e ácido fosfórico, em concentrações iguais de 0,1 mol/L. Após isso, analisou-se as amostras obtendo os valores de absorbância. Tabela 5- Amostras com diferentes interferentes químicos para o Ca²⁺ Solução Amostra Absorbância D Ca² + H⁺ NO3 0,1064 E Ca² + ⁺ H3PO4 0,0035 Essa discrepância na absorção pode ser explicada pela formação do pirofosfato de cálcio, que é um sólido refratário, necessitando de muita energia para ser quebrado. Isso diminui a absorção do cálcio pela formação de compostos secundários. Isso pode ser diminuído pelo uso de agentes sequestrantes que formam compostos estáveis com os interferentes, impedindo que o analito seja usado na formação de compostos secundários, ficando livre, e sendo possível ser atomizado corretamente. 5. CONCLUSÃO Por meio dos experimentos, foi possível encontrar a equação de correlação linear para o Cu²⁺ e assim analisar as amostras de aguardente. Um ponto importante a ser levado em conta é a acurácia dessa equação dado que o coeficiente de determinação não se apresentou tão satisfatório. No entanto, usando essa equação foi possível visualizar que elas estavam dentro da conformidade com a legislação, sendo aceitas para comercialização. Também foram analisadas as formas de interferências e como burlá-las sendo necessária essas habilidades para o andamento correto da experimentação. Assim, todos os objetivos propostos nessa prática de espectrofotometria atômica foram alcançados. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1].HARRIS, Daniel;LUCY, Charles. Quantitative Chemical Analysis 9th. New York.W. H. Freeman and Company. (2016) [2]. Kuchler, I.; Rodrigues, S.; Moreira, S.; Lepri, F. G. Apostila de Análise Instrumental. Universidade Federal Fluminense. 2023 [3].PORTARIA Nº 339, DE 28 DE JUNHO DE 2021. Disponível em: https://in.gov.br/web/dou/-/portaria- n-339-de-28-de-junho-de-2021-328538616. Acesso em 3 de novembro de 2023. [4]. Water. Disponível em: https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Water. Acesso em 4 de novembro de 2023 ás 9:00 h. [5]. Sulfuric Acid. Disponível em: https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Sulfuri c-Acid. Acesso em 4 de novembro de 2023 ás 9:02 h. [6]. Ethanol. Disponível em: https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Ethano l. Acesso em 4 de novembro de 2023 ás 9:05 h. [7]. Schiavo, Daniela. Espectrometria de absorção atômica: Fundamentos, figuras de mérito, otimização do instrumento e aspectos práticos. Disponível em: https://silo.tips/download/espectrometria-de- absorao-atomica-fundamentos-figuras-de-merito- otimizaao-do-ins. Acesso em 4 de novembro de 2023 ás 9:42 h. https://in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-339-de-28-de-junho-de-2021-328538616 https://in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-339-de-28-de-junho-de-2021-328538616 https://silo.tips/download/espectrometria-de-absorao-atomica-fundamentos-figuras-de-merito-otimizaao-do-ins https://silo.tips/download/espectrometria-de-absorao-atomica-fundamentos-figuras-de-merito-otimizaao-do-ins https://silo.tips/download/espectrometria-de-absorao-atomica-fundamentos-figuras-de-merito-otimizaao-do-ins https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Ethanol https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Ethanol https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Sulfuric-Acid https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Sulfuric-Acid https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Water