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Introdução
Olá, aluno(a)! A contabilização do patrimônio da entidade impõe diversas
particularidades aos profissionais da contabilidade. Por isso, se faz necessário que
muitos cuidados sejam tomados considerando todas as especificidades de cada
tipo de bem, direito ou obrigação que será contabilizada. A contabilidade, enquanto
ciência e principal responsável por estudar o patrimônio na sociedade, tem como
função primordial o acompanhamento de toda a evolução desse patrimônio ao
longo dos períodos. Dessa forma, os profissionais que atuam na contabilidade
devem buscar aprimorar seus conhecimentos para que todos os processos
relacionados a sua função sejam realizados da melhor forma possível.
Neste material, abordaremos as principais características relacionadas aos ativos
imobilizados que uma entidade possui. Abordaremos, também, os processos que
são relacionados e que ocorrem somente na entidade a partir desses ativos. Entre
esses processos, o principal, e de grande destaque e importância, é a depreciação.
Ao longo deste material, apresentaremos todas as especificidades relacionadas
aos processos de amortização e exaustão, bem como todos os impactos que eles
ocasionam na mensuração, evidenciação e contabilização dos ativos da entidade.
A apuração do resultado da entidade, a finalização do ciclo contábil, as contas que
compõem o resultado de uma entidade e as possíveis destinações que são
possíveis do lucro de uma entidade também são conteúdos relevantes deste
material. É importante considerar, ainda, que tais processos são regulamentados
por normas e legislações que tratam diretamente da forma como as organizações
devem contabilizar seu patrimônio ao longo do período contábil.
Bons estudos!!!
Elaboração das Demonstrações Financeiras
Johny Henrique Magalhães Casado
Autor
Objetivos de Aprendizagem
Compreender o processo de contabilização do ativo imobilizado e seus
impactos no patrimônio das empresas.
Contextualizar o processo de apuração e encerramento contábil.
Elaborar demonstrações financeiras que são utilizadas como fontes de
informação pelos usuários da contabilidade.
Ativo Imobilizado
O grupo de contas classificado como ativo imobilizado corresponde aos recursos
que são aplicados em bens corpóreos destinados à entidade para que ela possa
manter as suas atividades. Também podem ser aplicados para que seja possível
garantir a produção de itens ou a prestação de serviços. O conceito de ativo
imobilizado, anteriormente denominado de “ativo fixo técnico”, advém do fato de
que os bens e os direitos utilizados pela empresa em suas operações não são
destinados à venda. Ou seja, eles ficam “parados”, por isso, ativo imobilizado.
Em uma entidade, o ativo imobilizado pode, ainda, ser considerado o tipo de ativo
que:
Em uma organização, podem ser apontados diversos exemplos de ativos
imobilizados, que são caracterizados por serem variados e também por serem
utilizados em mais de um período contábil. Entre os principais exemplos, temos:
Instalações utilizadas no processo fabril, na área administrativa e na
prestação de serviços;
edificações que a empresa possua e que estejam a sua atividade
operacional;
móveis e utensílios que a organização possua em seu processo produtivo;
ferramentas;
máquinas utilizadas em seu processo produtivo;
equipamentos utilizados em seu processo produtivo;
veículos que sejam utilizados exclusivamente em sua atividade operacional;
terrenos que estejam relacionados ao processo produtivo;
obras em andamento.
Os ativos imobilizados podem ser ainda ser entendidos a partir de uma subdivisão
em quatro tipos, que podem ser observados na figura a seguir. 
Os ativos imobilizados que são considerados operacionais corpóreos, também 
chamados de tangíveis, são aqueles conhecidos por serem compostos pelas
contas que representam os recursos, em valores financeiros, e que possuem a
característica de estarem aplicados em bens de uso da empresa em suas
atividades operacionais. Esses são os mais comuns tipos de ativo imobilizado que
uma empresa pode apresentar em suas demonstrações financeiras. Portanto, os
profissionais contábeis devem tomar muito cuidado no processo de mensuração e
apresentação desses ativos, evitando, assim, que eles sejam alocados em outros
tipos de ativo. Entre os tipos de ativo que se enquadram como operacionais
corpóreos, temos os computadores, móveis e utensílios e veículos. Veja a figura a
seguir.
FIGURA 1 Tipos de ativo imobilizado.
FONTE: Elaborada pelo autor.
Os tipos de ativo imobilizado denominados de operacionais, e que estão
relacionados aos recursos naturais da empresa, são aqueles compostos pelas
contas que representam os valores investidos em recursos naturais que sejam
explorados pela empresa em sua atividade operacional. Poucas empresas
possuem recursos como esse, pois, geralmente, a atividade desse tipo de empresa
está ligada à mineração ou à exploração de recursos florestais.
Como exemplos de empresas que possuem um grande volume de recursos
minerais e florestais, temos as mineradoras e as indústrias de papel. No Brasil, a
Vale S.A. é considerada uma das maiores mineradoras do mundo, possui inúmeros
recursos minerais representados em jazidas de minerais, como manganês, ferroliga,
cobre, bauxita, potássio, caulim, alumina e alumínio. Em relação a recursos
florestais, temos as empresas que produzem papel e, para isso, possuem reservas
de madeira para extrair, produzir e executar a sua atividade operacional. Como
exemplo desse tipo de empresa, temos a Klabin S.A., que se dedica à produção de
celulose e papel no Brasil.
Os profissionais da contabilidade que atuam em empresas como a Vale S.A. e a
Klabin S.A. devem realizar a correta avaliação desse tipo de ativo imobilizado, para
que os valores possam, de fato, refletir os valores exatos que a empresa apresenta
em suas demonstrações financeiras. Na figura abaixo, é possível ver um tipo de
mina de exploração de minérios caracterizada como recursos naturais.
FIGURA 2 Tipos de ativo imobilizado.
FONTE: Photoconnexion / 123RF.
O terceiro tipo de ativo imobilizado é “composto pelas contas representativas dos
bens que estão sendo utilizados pela empresa, mas que não são de sua
propriedade” (RIBEIRO, 2020, p. 34). Esse tipo de bem é utilizado pelas empresas em
sua atividade operacional e geralmente é caracterizado por ser arrendado de
terceiros, ou seja, a empresa estabelece um contrato com uma outra empresa e faz
o arrendamento dos bens. Esse tipo de bem pode ou não ser adquirido pelas
empresas ao final do contrato de arrendamento.
As companhias aéreas geralmente fazem uso do arrendamento para que possam
ter aeronaves novas e modernas em suas atividades operacionais. Sendo assim,
elas devem alocar as aeronaves no grupo de conta do ativo imobilizado.
A compra de um ativo imobilizado depende de grandes investimentos financeiros, o
que demandaria um desembolso muito grande em comparação com a
capacidade da empresa de gerar caixa. O arrendamento é uma forma de
manterem ativos imobilizados em suas operações.
A atividade área demanda sempre aviões novos e modernos e, com o
arrendamento, é possível manter a economia de recursos e também uma maior
segurança de passageiros e tripulantes.
FIGURA 3 Exploração de minério de ferro.
FONTE: Sanphet Pruksaritanon / 123RF.
Outro exemplo é que para adquirir uma aeronave é necessário investimento da
ordem de milhões de dólares. Nesse caso, o uso do arrendamento é válido para
manutenção de uma frota moderna, sem a necessidade de comprar tais
aeronaves. Na figura acima, é possível ver aeronaves que representam ativos
imobilizados que são arrendados pelas empresas aéreas.
O último tipo de ativo imobilizado trata-se das contas que representam os valores
aplicados em obras que ainda não estão prontas. Esse ativo imobilizado são “bens
que, a partir do momento em que se encontrarem concluídos ou em condições de
operar, serão utilizados pela empresa no desenvolvimento de suas atividades
operacionais normais” (RIBEIRO, 2020, p. 35). As empresas, apartir do momento que
optam por expandir suas atividades operacionais, necessitam investir recursos
financeiros na construção de novas plantas industriais, ou abertura de novas lojas,
que possibilite ampliar a sua capacidade produtiva ou área de venda.
O grupo de conta do ativo imobilizado garante, ainda, que as empresas consigam
registrar as obras e também as construções que estejam promovendo, o que
garante o registro correto da forma como os recursos estão sendo gastos no
período. Na figura a seguir, é possível observar um tipo de construção em que a
empresa visa à expansão da sua atividade operacional.
FIGURA 4 Aeronaves como ativos imobilizados.
FONTE: William Perugini / 123RF.
Os tipos de ativo imobilizado dentro das empresas são fáceis de observar, já que
eles possuem a característica de serem corpóreos. Entretanto, há um segundo tipo
de ativo, denominado de ativo intangível, que a sua característica principal é o fato
de não possuir forma nem substância. Os ativos intangíveis são aqueles que “não
possuem existência física, mas são apenas percebidos e sabidos que existem
dentro e para fora de uma entidade. Uma marca, um software, uma patente e os
direitos autorais são alguns tipos de ativos intangíveis” (ALMEIDA, 2015, p. 129).
Na figura a seguir, é possível observar duas características básicas que os ativos
intangíveis necessitam possuir, para que sejam classificados como tal nas
demonstrações financeiras:
FIGURA 5 Obras para aumento da capacidade operacional da empresa.
FONTE: Vasin Leenanuruksa / 123RF.
Os ativos intangíveis são reconhecidos como direitos pertencentes a uma pessoa
física ou jurídica. Esse direito, por sua vez, foi conquistado, pois o proprietário
realizou os investimentos necessários para que fosse possível registrá-lo, portanto,
seus direitos sobre o ativo intangível foram reconhecidos. Segundo Schmidt, Santos
e Gomes (2011, p. 300):
Os valores da marca construídos pela entidade não são
ativados na contabilidade, e alguns estudiosos, a exemplo de
Hendriksen, têm sugerido que as marcas sejam reconhecidas
como ativos intangíveis identificados, minimizando, nesse
contexto, o goodwill, pois as mesmas possuem muitas
características de ativos tangíveis, tais como: possuem um
mercado (em virtude da existência de usos alternativos); são
separáveis (podem ser compradas ou vendidas
separadamente); possuem segurança razoável de retorno.
Além disso, como as marcas são ativos por definição e alguns
especialistas alegam que são capazes de medir seu valor,
deve-se reconhecê-las como tal. Uma vez desenvolvida a
marca, deve cessar sua capitalização e começar sua
amortização, deslocando-se a despesa com propaganda do
período em que é realizada (uma vez que o valor da marca é
consequência do gasto realizado com propaganda) para um
período futuro em que serão recebidos os benefícios futuros.
FIGURA 6 Característica do ativo intangível.2011).
FONTE: Adaptado de CPC PME (2011).
Em relação aos exemplos de ativos intangíveis, uma empresa poderá apresentar os
seguintes tipos:
Capital intelectual que ela possua em relação a algum tipo de produto,
serviço ou forma de produção.
Desenvolvimento de tecnologia que ela tenha em suas operações ou tenha
adquirido.
Direitos autorais sobre obras que ela possua — um exemplo são as editoras,
que possuem direitos autorais sobre livros, ou grandes estúdios, que possuem
direitos autorais sobre filmes e séries.
Direitos de propriedade industrial e de serviços geralmente estão atrelados ao
sistema produtivo e à atividade operacional da empresa.
Franquias são tipos de ativo intangível que necessitam de registro nas
demonstrações financeiras das empresas. Um exemplo de registro de
franquia é uma empresa que atua em uma cidade “X”, mas que comprou o
direito de abrir uma franquia em uma cidade “Y”. Esse direito garantido de
abertura de uma empresa em uma nova cidade deve ser registrado como um
ativo intangível.
Fundo de comércio adquirido para que a empresa possa ter direito de adquirir
algum tipo de serviço.
Licenças para utilizar alguma marca ou patente de terceiros. Como exemplo,
existem as empresas que licenciam uma marca para que outra possa atrelar
seu produto ou serviço a essa marca.
Marcas são um dos principais exemplos de ativos intangíveis, pois as
empresas realizam vultosos investimentos em suas marcas, que assumem
um enorme valor. Quando as marcas estão em processo de desenvolvimento,
a entidade deve efetuar o registro apenas dos gastos que obteve para que a
marca se tornasse conhecida do grande público. Na maioria dos casos, esse
valor representa parcela insignificante em relação ao real valor que uma
marca possui efetivamente.
Modelos, projetos e protótipos são também exemplos de ativos intangíveis,
sendo possível comercializá-los.
Patente para o desenvolvimento de novos produtos também é um tipo de
ativo intangível, pois garante direitos futuros às empresas e podem gerar
inúmeros recursos para ela no futuro.
Softwares são tipos importantes de ativo intangível. Hoje é impossível que
médias e grandes empresas trabalharem sem efetuar a compra de softwares
de gestão para suas operações, e essas compras precisam ser registradas de
alguma forma em suas demonstrações financeiras.
As empresas realizam a divulgação das suas demonstrações financeiras
respeitando a legislação em vigor. As empresas que possuem ações em bolsa de
valores necessitam efetuar essa divulgação seguindo, também, todas as regras
relacionadas ao mercado aberto. Na tabela 3.1, é possível observar os ativos
apresentados no balanço patrimonial da empresa Vale S.A. em 31 de março de
2020. Veja:
ATIVO
Valores em R$
(mil)
Ativo total R$ 395.886.605
Ativo circulante R$ 42.416.470
Ativo não circulante R$ 353.470.135
Ativo realizável a
longo prazo
R$ 59.092.245
Investimentos R$ 172.436.142
Imobilizado R$ 105.791.008
Intangível R$ 16.150.74
Tabela 1 – Dados extraídos do balanço patrimonial da Vale S.A. em 31/03/2020.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Devido à atividade de exploração de jazidas de minério, a Vale S.A. possui um
volumoso saldo em sua conta de ativos imobilizados. Em 31 de março de 2020, a
companhia apresentou um saldo superior a R$ 105 bilhões em ativos imobilizados.
Em relação aos ativos intangíveis da empresa, eles apresentam um valor menor em
comparação ao valor do ativo imobilizado. Em 31 de março de 2020, a empresa
apresentou o valor de R$ 16.150.740,00. Considerando os dados apresentados nas
notas explicativas divulgadas pela empresa, a Vale S.A. possui, entre os seus ativos
intangíveis, concessões, que se referem aos direitos de explorar jazidas de minérios
pertencentes ao governo das nações onde atua. A empresa possui também direitos
que são garantidos por contratos estabelecidos entre ela e terceiros; possui valores
de investimentos em softwares, que são utilizados em suas atividades
administrativas e operacionais; e, por fim, a Vale S.A. tem  em seus ativos intangíveis
o item “Projeto de pesquisa e desenvolvimento e patentes”, em que é possível
observar todos os valores que a empresa tem em patentes no período.
Ao analisar o balanço patrimonial de uma grande empresa, como no caso da Vale
S.A., é possível observar como o correto registro dos fatos contábeis e como todas
as atividades e tarefas desempenhadas pelos profissionais da contabilidade são de
extrema importância para o processo de elaboração das demonstrações
financeiras das empresas.
Todos os profissionais da contabilidade devem buscar constante atualização sob os
aspectos relacionados às atividades contábeis, pois qualquer alteração que ocorra
na forma de registro de seus ativos pode influenciar nos valores que serão
representados nas demonstrações financeiras da empresa.
Depreciação, Amortização e Exaustão
O processo denominado de depreciação ocorre quando há o reconhecimento de
que um ativo está sendo consumido devido ao seu uso na atividade operacional da
empresa. Sendo assim, a depreciação ocorre e deve ser registrada à medida que o
ativo está sendo usado, ou seja, conformeele está sendo desgastado ou
consumido.
Considerando que a depreciação é o processo em que se registra o consumo do
ativo, ela deve representar um valor financeiro para que possa ser registrada nas
demonstrações financeiras da empresa e também para que seja possível
incorporar a depreciação e seu respectivo valor aos custos dos bens que estão
sendo produzidos. Segundo Ribeiro (2017, p. 219):
Depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de
um ativo ao longo da sua vida útil. (...) Alocar sistematicamente
o valor depreciável de um bem consiste em “transferir”
periodicamente uma parcela do valor gasto na aquisição,
fabricação ou construção do bem de uso para o resultado do
período. Essa transferência, que é feita apenas contabilmente
durante o tempo de vida útil econômica do bem, não implica
na redução do valor original do custo do respectivo bem.
Contabilmente, ainda é possível definir a depreciação como uma perda de valor do
bem devido ao seu uso, sendo assim, ela está intimamente ligada à avaliação dos
ativos. Por isso, a natureza da depreciação é ser redutora de ativos.
Em relação aos aspectos financeiros, pode-se considerar que a depreciação é uma
forma que as empresas possuem de recuperar os valores que foram investidos e
gastos nos ativos. Entende-se que, dessa forma, quando máquinas estiverem
obsoletas, por exemplo, a empresa já disponha de recursos para substituí-las.
Quando uma empresa adquire um bem para o seu uso, ela estará efetuando um
gasto. Segundo Ribeiro (2019. p. 71), “esse gasto, considerado investimento, não
pode ser contabilizado como despesa quando a compra foi efetuada, porque os
bens adquiridos não serão consumidos imediatamente, mas ao longo de vários
anos”.
A literatura contábil apresenta três causas que justificam depreciar um bem. Elas
estão apresentadas no quadro a seguir.
Causas que justificam a depreciação
Desgaste pelo uso: você
compra um automóvel
hoje. Daqui a cinco ou seis
anos, esse automóvel,
sendo usado diariamente,
não terá o mesmo
desempenho de quando
era novo
Ação da natureza:
o próprio automóvel já
citado, por ficar exposto ao
sol ou à chuva, sofre essas
influências climáticas
(calor e umidade) e se
desgasta
Obsolescência: os bens
tornam-se obsoletos em
decorrência dos novos
inventos. Antigamente,
existiam as calculadoras
manuais, grandes, de difícil
manejo e transporte.
Atualmente, com os novos
inventos, temos
calculadoras muito mais
eficientes e em tamanhos
incomparavelmente
menores
Quadro 1 – Causas da realização de um depreciação.
Fonte: Adaptado de Ribeiro (2019, p. 71).
Em relação à forma de depreciação de um bem, os profissionais da contabilidade
responsáveis por esse processo devem considerar que os prazos não podem ser
utilizados por livre vontade, mas devem ser buscados por normativas divulgadas
pelos órgãos regulamentadores da contabilidade, como a Secretaria da Receita
Federal do Brasil, o principal deles.
Em geral, cada tipo de bem possui um prazo de depreciação específico. Isso ocorre
porque, dependendo do bem, ele poderá ser mais ou menos utilizado pela empresa,
o que influencia diretamente na forma como ele deverá ser depreciado.
Ultimamente, quando os profissionais da contabilidade estão depreciando bens,
eles fazem uso de uma tabela padrão que apresenta os tipos de bens e a
respectiva quantidade de anos que cada um deles poderá ser depreciado. Assim,
essa tabela acabou sendo adotada por apresentar uma estimativa real e factível
de depreciação para variados tipos de bens. Nos últimos tempos, a vida útil,
principalmente de máquinas, está sendo determinada pelo próprio fabricante.
Fatores como horas trabalhadas, capacidade total de processamento de matéria-
prima (kg ou volume) e duração são levados em consideração para determinar
quanto tempo uma máquina pode ter de vida útil.
Na tabela a seguir, é possível observar os dados referentes aos percentuais e aos
prazos das depreciações.
Bens Vida útil Taxa
Computadores 5 anos.
20% ao
ano.
Imóveis (exceto
terrenos)
25 anos. 4% ao ano.
Instalações 10 anos.
10% ao
ano.
Móveis e utensílios 10 anos.
10% ao
ano.
Veículos 5 anos.
20% ao
ano.
Máquinas e
equipamentos
10 anos.
10% ao
ano.
Ferramentas
6 anos e 8
meses.
15% ao
ano.
Tratores 4 anos.
25% ao
ano.
Tabela 2 – Principais prazos de depreciação.
Fonte: Adaptado de Secretaria da Receita Federal (2019).
A tabela acima, apresenta as taxas que são admitidas pela Secretaria da Receita
Federal no ano de 2019 para os tipos de ativos apresentados. Esses percentuais
foram calculados e consideram o período de oito horas de uso por dia na atividade
operacional da empresa.
Caso a empresa utilize os itens em turmas superiores às oito horas utilizadas como
base, se faz importante considerar que os valores poderão sofrer alterações, pois os
bens se desgastam com mais celeridade.
Segundo Padoveze (2015, p. 288):
No aspecto financeiro, cada empresa tem entendimentos
particulares de prazos de retorno de investimento.
Provavelmente, ao considerar a depreciação dos imobilizados,
a empresa não fará distinção entre bens e direitos sujei- tos
contabilmente/legalmente à depreciação ou não. Ela
simplesmente quer reaver todos os investimentos do ativo
permanente no número estipulado de anos que considera
viável como retorno do investimento.
Em relação aos tipos de depreciação, a empresa pode optar por um dos cinco
métodos disponíveis, que são: método linear ou cotas constantes, método da soma
dos dígitos decrescentes, método da soma dos dígitos crescentes, método das
horas trabalhadas e método das unidades produzidas. O profissional de
contabilidade deverá verificar a especificidade de cada um desses métodos para
que seja possível utilizá-lo da melhor forma.
Método linear ou cotas constantes (linha reta): esse método é o mais
utilizado pelas empresas, dada a sua simplicidade, pois basta dividir o valor a
ser depreciado pela vida útil do bem. Como exemplo, temos a compra de uma
máquina pelo valor de R$ 100.000,000, que possui um valor recuperável para
venda após o uso, ou seja, após sua vida útil, na ordem de R$ 20.000,00.
Considerando tais informações e que a máquina será utilizada pelo período
de 8 horas por dia, temos os seguintes cálculos:
Cálculo da depreciação anual = (Custo – Valor Residual) / nº de anos de vida útil
Cálculo da depreciação anual = (100.000,00 – 20.000,00) / 10 anos
     = 80.000,00 / 10 
         = 8.000,00 ao ano
Método da soma dos dígitos decrescentes: a utilização desse método para
cálculo da depreciação estabelece uma fração em que o denominador é o
resultado da soma dos algarismos da vida útil estimada do bem, e o
numerador será sempre o número de anos de vida útil do bem que está sendo
depreciado. Para os anos seguintes, o numerador será “n - 1”, e assim
sucessivamente, até que o numerador seja “1”, representando o último ano em
que o bem está sendo depreciado. O resultado obtido com a operação do
método da soma dos dígitos decrescentes é multiplicado pelo valor
depreciável (valor total – valor residual) do bem. Esse método considera,
ainda, que os gastos com a manutenção das máquinas e equipamentos são
menores no início, quando o bem foi recém-adquirido, e maiores com o
passar do tempo.
Método da soma dos dígitos crescentes: nesse método, a depreciação é
obtida com o mesmo procedimento do método decrescente, somente há
uma alteração: aqui, inverte-se a fração de cálculo aplicada, pois esse
método considera que o bem terá custos menores de depreciação quando
mais velho ele for, por isso, a inversão.
Método das horas de trabalho: nesse método, o cálculo da depreciação
considera o total de horas que são estimadas para o funcionamento da
máquina que está sendo depreciada, sendo assim, se estabelece uma fração,
na qual esse número será o denominador, e o numerador será o total de horas
de trabalho da máquina naquele período em que se está buscando o cálculo
da depreciação. Após encontrado o coeficiente, o valor deverá ser
multiplicado pelo valor depreciável, obtendo, dessa forma, o valorda
depreciação para o período desejado. Esse método pode, ainda, ser calculado
encontrando o valor por hora e multiplicando pelo número de horas
trabalhadas.
Método das unidades produzidas: esse método se assemelha ao método das
horas de trabalho, tendo uma única diferença: aqui, em vez de se utilizar as
horas trabalhadas, é utilizado o valor das unidades produzidas no período em
questão.
Os métodos de depreciação apresentados podem ser utilizados pelas empresas e
profissionais da contabilidade, bastando apenas verificar qual o melhor método
que se aplica ao negócio e às atividades da empresa.
Saiba mais!
Lei das S/A
A Lei nº 6.404, editada em 15 de dezembro de 1976, é a principal lei que
apresenta dispostos e regras para as empresas enquadradas como
sociedade anônima. Dada sua importância, ela é conhecida como Lei
das S.A. e apresenta uma série de informações e regras que devem ser
seguidas pelas empresas, sendo fundamental para todos os
profissionais que atuam nesse ramo. Fique por dentro, acesse:
Clique Aqui
. 
Fonte: elaborado pelo autor.
Os processos de exaustão e amortização possuem fundamental importância para
a contabilização dos ativos das empresas. O processo de exaustão pode ser
compreendido como “o processo onde ocorre a perda do valor, decorrente da
exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais, florestais ou bens
aplicados nessa exploração” (RIBEIRO, 2019, p. 217).
O processo de cálculo da exaustão é muito semelhante ao cálculo da depreciação,
entretanto, a exaustão somente é calculada para os ativos imobilizados
relacionados aos recursos minerais e florestais que a empresa possui. Os bens ou
ativos exauríveis são todos aqueles que, ao serem explorados ou extraídos pela
empresa, deixam de existir, ou ainda, são aqueles que, após serem utilizados, têm o
seu potencial reduzido. Segundo Iudícibus e Marion (2019, p. 217):
Ao contrário das propriedades que se deterioram física ou
economicamente, os recursos naturais esgotam-se. O
esgotamento é a extinção dos recursos naturais e a exaustão é
a extinção do custo ou do valor desses recursos naturais (mina,
floresta, poço petrolífero, pedreira etc.). Assim, à medida que se
extingue o recurso natural, registra-se a exaustão do valor
desse recurso.
O cálculo do valor da exaustão é apurado a partir do volume extraído ou explorado,
dividindo-o pelo seu potencial. Esse potencial, para ser descoberto, necessita de
laudos técnicos que permitam conhecer as informações corretas para utilização
nesse cálculo.
Saiba mais!
CPC 26
As entidades também podem denominar as suas demonstrações
financeiras de forma diferente das preconizadas pelo CPC 26 (2011),
entretanto, em hipótese alguma, elas podem fazer uso de qualquer
nomenclatura que contraria a determinação regulamentar ou
qualquer legislação previamente estabelecida pelos órgãos contábeis.
Saiba mais em:
Clique Aqui
 
Fonte: elaborado pelo autor.
O resultado obtido do cálculo da exaustão deverá ser multiplicado pelo valor da
aquisição ou do contrato de exploração que a empresa possui para aquele bem. O
processo de amortização “é a diminuição do valor dos bens imateriais classificados
no ativo intangível, em razão do tempo” (IUDÍCIBUS, MARION, 2019, p. 74). Pela
legislação brasileira, “a amortização é a perda do valor aplicado na aquisição de
direitos de propriedade comercial ou industrial, ou outros ativos quaisquer, cuja
existência ou tempo de duração é limitada” (BRASIL, 1976, on-line), ainda que o bem,
objeto da compra, tenha prazo de utilização limitado por meio legal ou contratual.
Os recursos financeiros aplicados pela empresa na aquisição de bens e direitos
podem ser amortizados, de acordo com Greco, Gärtner e Arend (2009, p. 337), nas
situações apresentadas  a seguir. 
O registro contábil da amortização deve ser realizado todos os meses ou sempre
que a empresa julgar necessário avaliar a recuperabilidade dos valores
amortizáveis constantes em seu imobilizado ou em seu intangível. Em relação ao
cálculo, ele é normalmente realizado pelo método de cotas constantes ou linha
reta, assim como acontece na depreciação.         
Contabilização de Contas de Resultado
 A contabilidade tem como uma de suas principais funções gerar informações
sobre o patrimônio da entidade e fornecê-las para que os tomadores de decisão
da empresa possam fazer as melhores escolhas possíveis. Sendo assim, a maior
expressão dessa função da contabilidade é a apresentação dessas informações
por meio das demonstrações financeiras.
Atenção!
Notas explicativas
As notas explicativas são fundamentais para apresentar informações
qualitativas que complementam as demonstrações financeiras. Dessa
forma, todos os profissionais contábeis devem ficar atentos quando
estiverem elaborando essas demonstrações. Quais são as principais
características que as notas explicativas devem possuir para que
atendam à necessidade dos usuários dessas informações?
Fonte: Adaptado de CPC 26 (2011).
Os profissionais que atuam ou almejam trabalhar com a contabilidade devem
voltar as suas atenções às necessidades dos usuários em relação aos tipos de
informação que eles necessitam, bem como sobre quais dispositivos legais e
regimentais apresentam as regras para a geração das demonstrações necessárias
ao processo de tomada de decisão.
O encerramento do exercício é a data escolhida pelo departamento contábil da
empresa para finalizar a representatividade dos dados das suas demonstrações
financeiras. Segundo Iudícibus e Marion (2019, p. 137):
Conforme exigência legal, pelo menos uma vez por ano, as
empresas estão obrigadas a encerrar todas as contas de
resultado. Esse encerramento ocorre no momento do confronto
das despesas com as receitas para apurar o resultado. 
 No encerramento de exercício, há uma série de procedimentos que devem ser
realizados com o objetivo de zerar o saldo das contas que são compensáveis entre
si. É importante considerar, ainda, que, conforme o CPC 26 (2011), as entidades
podem, no encerramento do seu exercício social, emitir as seguintes
demonstrações financeiras:
(a) balanço patrimonial ao final do período; (b1) demonstração
do resultado do período; (b2) demonstração do resultado
abrangente do período; (c) demonstração das mutações do
patrimônio líquido do período; (d) demonstração dos fluxos de
caixa do período; (e) notas explicativas, compreendendo as
políticas contábeis significativas e outras informações
elucidativas; f) balanço patrimonial do início do período mais
antigo, comparativamente apresentado, quando a entidade
aplicar uma política contábil retrospectivamente ou proceder à
reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações
contábeis, ou quando proceder à reclassificação de itens de
suas demonstrações contábeis; (f1) demonstração do valor
adicionado do período, conforme Pronunciamento Técnico CPC
09, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou
mesmo se apresentada voluntariamente.
No encerramento das contas de resultado de uma empresa, se faz importante
considerar que todas as contas de receitas e despesas deverão apresentar saldos
zerados, pois esses saldos deverão ser transferidos/utilizados para a apuração do
resultado no período. O processo de apuração do resultado do exercício de uma
empresa pode ser observado de acordo com o processo de elaboração da
demonstração do resultado do exercício, portanto, segundo Iudícibus e Marion
(2019, p. 242), “a demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado
das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É
apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as
despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo)”.
As pequenas e médias empresas geralmente elaboram a demonstração dos
resultados do exercício de maneira simples, sem dados pormenorizados. Já as
grandes empresas utilizam o modelo de demonstração dos resultados do exercício
mais completo, em que todos os dados da empresa no período ficam mais
evidentes.
O modelo completo de demonstraçãodos resultados do exercício possui algumas
exigências legais, por isso, os profissionais devem ficar atentos aos vários tipos de
lucro, destaque dos impostos e demais informações. Para Iudícibus e Marion (2019,
p. 242), “a receita bruta é o total bruto vendido no período. Nela estão inclusos os
impostos sobre vendas (os quais pertencem ao governo) e dela não foram
subtraídos as devoluções (vendas canceladas) e os abatimentos (descontos)
ocorridos no período”.
Em relação ao lucro no cálculo da demonstração dos resultados do exercício que
uma empresa pode obter, existem dois principais: o lucro bruto, que é aquele obtido
pela diferença entre as vendas líquidas (receitas operacionais líquidas), e o custo
das mercadorias vendidas.
Em relação ao modelo de uma demonstração do resultado do exercício completa,
no quadro a seguir é possível observar como ela está organizada e quais são as
suas contas principais.
RECEITA BRUTA
(–) Deduções
Receita Líquida
(–) Custo das Vendas
(=) Lucro Bruto
(–) Despesas Operacionais
(–) Outras Despesas Operacionais
(–) Despesas com Equivalência Patrimonial
(+) Receitas com Equivalência Patrimonial
(+) Outras Receitas Operacionais
(=) Resultado Operacional Líquido
Quadro 2 - Modelo de demonstração do resultado do exercício.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Como é possível observar, “o resultado operacional líquido é obtido por meio da
diferença entre o lucro bruto e despesas operacionais, receitas operacionais e
resultado da equivalência patrimonial (tal como previstas na legislação comercial
do país), quais sejam despesas com vendas” (IUDÍCIBUS, MARION, 2019, p. 245). 
As despesas operacionais são aquelas que são necessárias para que se possa
vender os produtos, administrar a empresa e financiar todas as suas operações. Em
geral, são todas as despesas que contribuem para que a empresa possa manter a
sua atividade operacional.
Agora que você concluiu a leitura deste estudo, veja, nos vídeos a seguir, temas que
complementarão seus estudos:
Indicação de Leitura
Livro: Análise das Demonstrações Contábeis
Autor: José Carlos Marion
Ano: 2019
Editora: Atlas
ISBN:  9788597021134
Comentário: o livro tem fundamental importância para a disciplina, uma vez que
apresenta uma série de conceitos de grande valia para a análise e a interpretação
das demonstrações contábeis. Também constam neste livro diversos conteúdos
que podem ser aproveitados tanto para profissionais quanto para acadêmicos,
para que possam acompanhar a evolução e o atual estágio das ciências contábeis
no Brasil e no mundo.
Atividade
A conta denominada de ativo não circulante tem enorme importância no
momento em que as entidades estão contabilizando seu patrimônio.
Atualmente, essa conta é composta das seguintes classes contábeis: ativo
realizável em longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Esses
quatro grupos de contas constituem todo o ativo não circulante de uma
entidade de acordo com a legislação atual. Sobre o ativo não circulante,
assinale a alternativa que apresenta uma opção de ativo imobilizado.
A. Marcas.  
B. Banco conta movimento.
C. Máquinas e equipamentos.
D. Reservas legais.  
E.  Saldos de caixa. 
Atividade
O processo de cálculo da depreciação é de grande importância para todas
as entidades que desejam contabilizar o seu patrimônio corretamente. É de
conhecimento geral que os bens acabam se desgastando ao longo dos
anos, por isso, se faz necessário que o contador considere esse desgaste e
atualize os valores desses bens nas demonstrações contábeis. Sobre os
métodos de depreciação, assinale a alternativa que apresenta o método
que considera a quantidade de peças que a máquina produziu.
A. Método das unidades produzidas.
B. Método linear.
C. Método da soma dos dígitos crescentes.
D. Método das horas de trabalho.
E. Método da soma dos dígitos decrescentes.
Atividade
As entidades possuem inúmeros tipos de ativo para que possam funcionar
corretamente e prestar os seus serviços. Sendo assim, cabe aos
profissionais da contabilidade avaliar esses ativos e contabilizá-los
corretamente. Entre os processos necessários para a correta avaliação dos
ativos, temos a amortização, que está relacionada à perda do valor do
capital aplicando ativos intangíveis. Em relação à amortização, assinale a
alternativa que apresenta o método utilizado para o seu cálculo.
A. Método da soma dos dígitos crescentes.
B. Método das horas de trabalho.
C. Método das unidades produzidas.
D. Método da amortização temporal
E. Método da linha reta.
 
Síntese
Conhecer a contabilidade e como ela vem se desenvolvendo é fundamental para
todos que estão estudando ou que já estão atuando na área. A única conclusão
possível que se pode chegar quando tratamos da contabilidade é que ela é uma
ciência dinâmica e que está em constante movimento. Sendo assim, o único
comportamento esperado de todos que estão atuando na área é que busquem os
conhecimentos e se atualizem constantemente.
 A principal conclusão que podemos chegar ao final deste material é que o estudo
sobre a importância dos ativos imobilizados se apresenta diante das regras,
regulamentos e legislações que tratam do assunto. Cabe aos profissionais que
atuam na área buscar conhecimento que possibilite adequar os procedimentos
realizados na empresa ao que é demandado. Os processos de depreciação,
amortização e exaustão que ocorrem nas empresas são de fundamental
importância no processo da correta avaliação dos ativos, por isso, também é
necessário que os profissionais da contabilidade busquem se atualizar sobre tais
obrigações.
O estudo e a atualização deve ser uma prática frequente no dia a dia do
profissional contábil, portanto, todos aqueles que atuam nessa área devem se
manter sempre abertos a novos conhecimentos e aprendizados. 
Boa sorte em seus estudos!
Referências Bibliográficas
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SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L.; GOMES, J. M. M. Contabilidade intermediária: atualizada
pela lei nº 11.941/09 e pelas normas do CPC. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011.,
SZUSTER, N. et al. Contabilidade geral: introdução à Contabilidade Societária.  4. ed.
São Paulo: Atlas, 2013.

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