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Introdução Olá, aluno(a)! A contabilização do patrimônio da entidade impõe diversas particularidades aos profissionais da contabilidade. Por isso, se faz necessário que muitos cuidados sejam tomados considerando todas as especificidades de cada tipo de bem, direito ou obrigação que será contabilizada. A contabilidade, enquanto ciência e principal responsável por estudar o patrimônio na sociedade, tem como função primordial o acompanhamento de toda a evolução desse patrimônio ao longo dos períodos. Dessa forma, os profissionais que atuam na contabilidade devem buscar aprimorar seus conhecimentos para que todos os processos relacionados a sua função sejam realizados da melhor forma possível. Neste material, abordaremos as principais características relacionadas aos ativos imobilizados que uma entidade possui. Abordaremos, também, os processos que são relacionados e que ocorrem somente na entidade a partir desses ativos. Entre esses processos, o principal, e de grande destaque e importância, é a depreciação. Ao longo deste material, apresentaremos todas as especificidades relacionadas aos processos de amortização e exaustão, bem como todos os impactos que eles ocasionam na mensuração, evidenciação e contabilização dos ativos da entidade. A apuração do resultado da entidade, a finalização do ciclo contábil, as contas que compõem o resultado de uma entidade e as possíveis destinações que são possíveis do lucro de uma entidade também são conteúdos relevantes deste material. É importante considerar, ainda, que tais processos são regulamentados por normas e legislações que tratam diretamente da forma como as organizações devem contabilizar seu patrimônio ao longo do período contábil. Bons estudos!!! Elaboração das Demonstrações Financeiras Johny Henrique Magalhães Casado Autor Objetivos de Aprendizagem Compreender o processo de contabilização do ativo imobilizado e seus impactos no patrimônio das empresas. Contextualizar o processo de apuração e encerramento contábil. Elaborar demonstrações financeiras que são utilizadas como fontes de informação pelos usuários da contabilidade. Ativo Imobilizado O grupo de contas classificado como ativo imobilizado corresponde aos recursos que são aplicados em bens corpóreos destinados à entidade para que ela possa manter as suas atividades. Também podem ser aplicados para que seja possível garantir a produção de itens ou a prestação de serviços. O conceito de ativo imobilizado, anteriormente denominado de “ativo fixo técnico”, advém do fato de que os bens e os direitos utilizados pela empresa em suas operações não são destinados à venda. Ou seja, eles ficam “parados”, por isso, ativo imobilizado. Em uma entidade, o ativo imobilizado pode, ainda, ser considerado o tipo de ativo que: Em uma organização, podem ser apontados diversos exemplos de ativos imobilizados, que são caracterizados por serem variados e também por serem utilizados em mais de um período contábil. Entre os principais exemplos, temos: Instalações utilizadas no processo fabril, na área administrativa e na prestação de serviços; edificações que a empresa possua e que estejam a sua atividade operacional; móveis e utensílios que a organização possua em seu processo produtivo; ferramentas; máquinas utilizadas em seu processo produtivo; equipamentos utilizados em seu processo produtivo; veículos que sejam utilizados exclusivamente em sua atividade operacional; terrenos que estejam relacionados ao processo produtivo; obras em andamento. Os ativos imobilizados podem ser ainda ser entendidos a partir de uma subdivisão em quatro tipos, que podem ser observados na figura a seguir. Os ativos imobilizados que são considerados operacionais corpóreos, também chamados de tangíveis, são aqueles conhecidos por serem compostos pelas contas que representam os recursos, em valores financeiros, e que possuem a característica de estarem aplicados em bens de uso da empresa em suas atividades operacionais. Esses são os mais comuns tipos de ativo imobilizado que uma empresa pode apresentar em suas demonstrações financeiras. Portanto, os profissionais contábeis devem tomar muito cuidado no processo de mensuração e apresentação desses ativos, evitando, assim, que eles sejam alocados em outros tipos de ativo. Entre os tipos de ativo que se enquadram como operacionais corpóreos, temos os computadores, móveis e utensílios e veículos. Veja a figura a seguir. FIGURA 1 Tipos de ativo imobilizado. FONTE: Elaborada pelo autor. Os tipos de ativo imobilizado denominados de operacionais, e que estão relacionados aos recursos naturais da empresa, são aqueles compostos pelas contas que representam os valores investidos em recursos naturais que sejam explorados pela empresa em sua atividade operacional. Poucas empresas possuem recursos como esse, pois, geralmente, a atividade desse tipo de empresa está ligada à mineração ou à exploração de recursos florestais. Como exemplos de empresas que possuem um grande volume de recursos minerais e florestais, temos as mineradoras e as indústrias de papel. No Brasil, a Vale S.A. é considerada uma das maiores mineradoras do mundo, possui inúmeros recursos minerais representados em jazidas de minerais, como manganês, ferroliga, cobre, bauxita, potássio, caulim, alumina e alumínio. Em relação a recursos florestais, temos as empresas que produzem papel e, para isso, possuem reservas de madeira para extrair, produzir e executar a sua atividade operacional. Como exemplo desse tipo de empresa, temos a Klabin S.A., que se dedica à produção de celulose e papel no Brasil. Os profissionais da contabilidade que atuam em empresas como a Vale S.A. e a Klabin S.A. devem realizar a correta avaliação desse tipo de ativo imobilizado, para que os valores possam, de fato, refletir os valores exatos que a empresa apresenta em suas demonstrações financeiras. Na figura abaixo, é possível ver um tipo de mina de exploração de minérios caracterizada como recursos naturais. FIGURA 2 Tipos de ativo imobilizado. FONTE: Photoconnexion / 123RF. O terceiro tipo de ativo imobilizado é “composto pelas contas representativas dos bens que estão sendo utilizados pela empresa, mas que não são de sua propriedade” (RIBEIRO, 2020, p. 34). Esse tipo de bem é utilizado pelas empresas em sua atividade operacional e geralmente é caracterizado por ser arrendado de terceiros, ou seja, a empresa estabelece um contrato com uma outra empresa e faz o arrendamento dos bens. Esse tipo de bem pode ou não ser adquirido pelas empresas ao final do contrato de arrendamento. As companhias aéreas geralmente fazem uso do arrendamento para que possam ter aeronaves novas e modernas em suas atividades operacionais. Sendo assim, elas devem alocar as aeronaves no grupo de conta do ativo imobilizado. A compra de um ativo imobilizado depende de grandes investimentos financeiros, o que demandaria um desembolso muito grande em comparação com a capacidade da empresa de gerar caixa. O arrendamento é uma forma de manterem ativos imobilizados em suas operações. A atividade área demanda sempre aviões novos e modernos e, com o arrendamento, é possível manter a economia de recursos e também uma maior segurança de passageiros e tripulantes. FIGURA 3 Exploração de minério de ferro. FONTE: Sanphet Pruksaritanon / 123RF. Outro exemplo é que para adquirir uma aeronave é necessário investimento da ordem de milhões de dólares. Nesse caso, o uso do arrendamento é válido para manutenção de uma frota moderna, sem a necessidade de comprar tais aeronaves. Na figura acima, é possível ver aeronaves que representam ativos imobilizados que são arrendados pelas empresas aéreas. O último tipo de ativo imobilizado trata-se das contas que representam os valores aplicados em obras que ainda não estão prontas. Esse ativo imobilizado são “bens que, a partir do momento em que se encontrarem concluídos ou em condições de operar, serão utilizados pela empresa no desenvolvimento de suas atividades operacionais normais” (RIBEIRO, 2020, p. 35). As empresas, apartir do momento que optam por expandir suas atividades operacionais, necessitam investir recursos financeiros na construção de novas plantas industriais, ou abertura de novas lojas, que possibilite ampliar a sua capacidade produtiva ou área de venda. O grupo de conta do ativo imobilizado garante, ainda, que as empresas consigam registrar as obras e também as construções que estejam promovendo, o que garante o registro correto da forma como os recursos estão sendo gastos no período. Na figura a seguir, é possível observar um tipo de construção em que a empresa visa à expansão da sua atividade operacional. FIGURA 4 Aeronaves como ativos imobilizados. FONTE: William Perugini / 123RF. Os tipos de ativo imobilizado dentro das empresas são fáceis de observar, já que eles possuem a característica de serem corpóreos. Entretanto, há um segundo tipo de ativo, denominado de ativo intangível, que a sua característica principal é o fato de não possuir forma nem substância. Os ativos intangíveis são aqueles que “não possuem existência física, mas são apenas percebidos e sabidos que existem dentro e para fora de uma entidade. Uma marca, um software, uma patente e os direitos autorais são alguns tipos de ativos intangíveis” (ALMEIDA, 2015, p. 129). Na figura a seguir, é possível observar duas características básicas que os ativos intangíveis necessitam possuir, para que sejam classificados como tal nas demonstrações financeiras: FIGURA 5 Obras para aumento da capacidade operacional da empresa. FONTE: Vasin Leenanuruksa / 123RF. Os ativos intangíveis são reconhecidos como direitos pertencentes a uma pessoa física ou jurídica. Esse direito, por sua vez, foi conquistado, pois o proprietário realizou os investimentos necessários para que fosse possível registrá-lo, portanto, seus direitos sobre o ativo intangível foram reconhecidos. Segundo Schmidt, Santos e Gomes (2011, p. 300): Os valores da marca construídos pela entidade não são ativados na contabilidade, e alguns estudiosos, a exemplo de Hendriksen, têm sugerido que as marcas sejam reconhecidas como ativos intangíveis identificados, minimizando, nesse contexto, o goodwill, pois as mesmas possuem muitas características de ativos tangíveis, tais como: possuem um mercado (em virtude da existência de usos alternativos); são separáveis (podem ser compradas ou vendidas separadamente); possuem segurança razoável de retorno. Além disso, como as marcas são ativos por definição e alguns especialistas alegam que são capazes de medir seu valor, deve-se reconhecê-las como tal. Uma vez desenvolvida a marca, deve cessar sua capitalização e começar sua amortização, deslocando-se a despesa com propaganda do período em que é realizada (uma vez que o valor da marca é consequência do gasto realizado com propaganda) para um período futuro em que serão recebidos os benefícios futuros. FIGURA 6 Característica do ativo intangível.2011). FONTE: Adaptado de CPC PME (2011). Em relação aos exemplos de ativos intangíveis, uma empresa poderá apresentar os seguintes tipos: Capital intelectual que ela possua em relação a algum tipo de produto, serviço ou forma de produção. Desenvolvimento de tecnologia que ela tenha em suas operações ou tenha adquirido. Direitos autorais sobre obras que ela possua — um exemplo são as editoras, que possuem direitos autorais sobre livros, ou grandes estúdios, que possuem direitos autorais sobre filmes e séries. Direitos de propriedade industrial e de serviços geralmente estão atrelados ao sistema produtivo e à atividade operacional da empresa. Franquias são tipos de ativo intangível que necessitam de registro nas demonstrações financeiras das empresas. Um exemplo de registro de franquia é uma empresa que atua em uma cidade “X”, mas que comprou o direito de abrir uma franquia em uma cidade “Y”. Esse direito garantido de abertura de uma empresa em uma nova cidade deve ser registrado como um ativo intangível. Fundo de comércio adquirido para que a empresa possa ter direito de adquirir algum tipo de serviço. Licenças para utilizar alguma marca ou patente de terceiros. Como exemplo, existem as empresas que licenciam uma marca para que outra possa atrelar seu produto ou serviço a essa marca. Marcas são um dos principais exemplos de ativos intangíveis, pois as empresas realizam vultosos investimentos em suas marcas, que assumem um enorme valor. Quando as marcas estão em processo de desenvolvimento, a entidade deve efetuar o registro apenas dos gastos que obteve para que a marca se tornasse conhecida do grande público. Na maioria dos casos, esse valor representa parcela insignificante em relação ao real valor que uma marca possui efetivamente. Modelos, projetos e protótipos são também exemplos de ativos intangíveis, sendo possível comercializá-los. Patente para o desenvolvimento de novos produtos também é um tipo de ativo intangível, pois garante direitos futuros às empresas e podem gerar inúmeros recursos para ela no futuro. Softwares são tipos importantes de ativo intangível. Hoje é impossível que médias e grandes empresas trabalharem sem efetuar a compra de softwares de gestão para suas operações, e essas compras precisam ser registradas de alguma forma em suas demonstrações financeiras. As empresas realizam a divulgação das suas demonstrações financeiras respeitando a legislação em vigor. As empresas que possuem ações em bolsa de valores necessitam efetuar essa divulgação seguindo, também, todas as regras relacionadas ao mercado aberto. Na tabela 3.1, é possível observar os ativos apresentados no balanço patrimonial da empresa Vale S.A. em 31 de março de 2020. Veja: ATIVO Valores em R$ (mil) Ativo total R$ 395.886.605 Ativo circulante R$ 42.416.470 Ativo não circulante R$ 353.470.135 Ativo realizável a longo prazo R$ 59.092.245 Investimentos R$ 172.436.142 Imobilizado R$ 105.791.008 Intangível R$ 16.150.74 Tabela 1 – Dados extraídos do balanço patrimonial da Vale S.A. em 31/03/2020. Fonte: Elaborada pelo autor. Devido à atividade de exploração de jazidas de minério, a Vale S.A. possui um volumoso saldo em sua conta de ativos imobilizados. Em 31 de março de 2020, a companhia apresentou um saldo superior a R$ 105 bilhões em ativos imobilizados. Em relação aos ativos intangíveis da empresa, eles apresentam um valor menor em comparação ao valor do ativo imobilizado. Em 31 de março de 2020, a empresa apresentou o valor de R$ 16.150.740,00. Considerando os dados apresentados nas notas explicativas divulgadas pela empresa, a Vale S.A. possui, entre os seus ativos intangíveis, concessões, que se referem aos direitos de explorar jazidas de minérios pertencentes ao governo das nações onde atua. A empresa possui também direitos que são garantidos por contratos estabelecidos entre ela e terceiros; possui valores de investimentos em softwares, que são utilizados em suas atividades administrativas e operacionais; e, por fim, a Vale S.A. tem em seus ativos intangíveis o item “Projeto de pesquisa e desenvolvimento e patentes”, em que é possível observar todos os valores que a empresa tem em patentes no período. Ao analisar o balanço patrimonial de uma grande empresa, como no caso da Vale S.A., é possível observar como o correto registro dos fatos contábeis e como todas as atividades e tarefas desempenhadas pelos profissionais da contabilidade são de extrema importância para o processo de elaboração das demonstrações financeiras das empresas. Todos os profissionais da contabilidade devem buscar constante atualização sob os aspectos relacionados às atividades contábeis, pois qualquer alteração que ocorra na forma de registro de seus ativos pode influenciar nos valores que serão representados nas demonstrações financeiras da empresa. Depreciação, Amortização e Exaustão O processo denominado de depreciação ocorre quando há o reconhecimento de que um ativo está sendo consumido devido ao seu uso na atividade operacional da empresa. Sendo assim, a depreciação ocorre e deve ser registrada à medida que o ativo está sendo usado, ou seja, conformeele está sendo desgastado ou consumido. Considerando que a depreciação é o processo em que se registra o consumo do ativo, ela deve representar um valor financeiro para que possa ser registrada nas demonstrações financeiras da empresa e também para que seja possível incorporar a depreciação e seu respectivo valor aos custos dos bens que estão sendo produzidos. Segundo Ribeiro (2017, p. 219): Depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. (...) Alocar sistematicamente o valor depreciável de um bem consiste em “transferir” periodicamente uma parcela do valor gasto na aquisição, fabricação ou construção do bem de uso para o resultado do período. Essa transferência, que é feita apenas contabilmente durante o tempo de vida útil econômica do bem, não implica na redução do valor original do custo do respectivo bem. Contabilmente, ainda é possível definir a depreciação como uma perda de valor do bem devido ao seu uso, sendo assim, ela está intimamente ligada à avaliação dos ativos. Por isso, a natureza da depreciação é ser redutora de ativos. Em relação aos aspectos financeiros, pode-se considerar que a depreciação é uma forma que as empresas possuem de recuperar os valores que foram investidos e gastos nos ativos. Entende-se que, dessa forma, quando máquinas estiverem obsoletas, por exemplo, a empresa já disponha de recursos para substituí-las. Quando uma empresa adquire um bem para o seu uso, ela estará efetuando um gasto. Segundo Ribeiro (2019. p. 71), “esse gasto, considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa quando a compra foi efetuada, porque os bens adquiridos não serão consumidos imediatamente, mas ao longo de vários anos”. A literatura contábil apresenta três causas que justificam depreciar um bem. Elas estão apresentadas no quadro a seguir. Causas que justificam a depreciação Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. Daqui a cinco ou seis anos, esse automóvel, sendo usado diariamente, não terá o mesmo desempenho de quando era novo Ação da natureza: o próprio automóvel já citado, por ficar exposto ao sol ou à chuva, sofre essas influências climáticas (calor e umidade) e se desgasta Obsolescência: os bens tornam-se obsoletos em decorrência dos novos inventos. Antigamente, existiam as calculadoras manuais, grandes, de difícil manejo e transporte. Atualmente, com os novos inventos, temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores Quadro 1 – Causas da realização de um depreciação. Fonte: Adaptado de Ribeiro (2019, p. 71). Em relação à forma de depreciação de um bem, os profissionais da contabilidade responsáveis por esse processo devem considerar que os prazos não podem ser utilizados por livre vontade, mas devem ser buscados por normativas divulgadas pelos órgãos regulamentadores da contabilidade, como a Secretaria da Receita Federal do Brasil, o principal deles. Em geral, cada tipo de bem possui um prazo de depreciação específico. Isso ocorre porque, dependendo do bem, ele poderá ser mais ou menos utilizado pela empresa, o que influencia diretamente na forma como ele deverá ser depreciado. Ultimamente, quando os profissionais da contabilidade estão depreciando bens, eles fazem uso de uma tabela padrão que apresenta os tipos de bens e a respectiva quantidade de anos que cada um deles poderá ser depreciado. Assim, essa tabela acabou sendo adotada por apresentar uma estimativa real e factível de depreciação para variados tipos de bens. Nos últimos tempos, a vida útil, principalmente de máquinas, está sendo determinada pelo próprio fabricante. Fatores como horas trabalhadas, capacidade total de processamento de matéria- prima (kg ou volume) e duração são levados em consideração para determinar quanto tempo uma máquina pode ter de vida útil. Na tabela a seguir, é possível observar os dados referentes aos percentuais e aos prazos das depreciações. Bens Vida útil Taxa Computadores 5 anos. 20% ao ano. Imóveis (exceto terrenos) 25 anos. 4% ao ano. Instalações 10 anos. 10% ao ano. Móveis e utensílios 10 anos. 10% ao ano. Veículos 5 anos. 20% ao ano. Máquinas e equipamentos 10 anos. 10% ao ano. Ferramentas 6 anos e 8 meses. 15% ao ano. Tratores 4 anos. 25% ao ano. Tabela 2 – Principais prazos de depreciação. Fonte: Adaptado de Secretaria da Receita Federal (2019). A tabela acima, apresenta as taxas que são admitidas pela Secretaria da Receita Federal no ano de 2019 para os tipos de ativos apresentados. Esses percentuais foram calculados e consideram o período de oito horas de uso por dia na atividade operacional da empresa. Caso a empresa utilize os itens em turmas superiores às oito horas utilizadas como base, se faz importante considerar que os valores poderão sofrer alterações, pois os bens se desgastam com mais celeridade. Segundo Padoveze (2015, p. 288): No aspecto financeiro, cada empresa tem entendimentos particulares de prazos de retorno de investimento. Provavelmente, ao considerar a depreciação dos imobilizados, a empresa não fará distinção entre bens e direitos sujei- tos contabilmente/legalmente à depreciação ou não. Ela simplesmente quer reaver todos os investimentos do ativo permanente no número estipulado de anos que considera viável como retorno do investimento. Em relação aos tipos de depreciação, a empresa pode optar por um dos cinco métodos disponíveis, que são: método linear ou cotas constantes, método da soma dos dígitos decrescentes, método da soma dos dígitos crescentes, método das horas trabalhadas e método das unidades produzidas. O profissional de contabilidade deverá verificar a especificidade de cada um desses métodos para que seja possível utilizá-lo da melhor forma. Método linear ou cotas constantes (linha reta): esse método é o mais utilizado pelas empresas, dada a sua simplicidade, pois basta dividir o valor a ser depreciado pela vida útil do bem. Como exemplo, temos a compra de uma máquina pelo valor de R$ 100.000,000, que possui um valor recuperável para venda após o uso, ou seja, após sua vida útil, na ordem de R$ 20.000,00. Considerando tais informações e que a máquina será utilizada pelo período de 8 horas por dia, temos os seguintes cálculos: Cálculo da depreciação anual = (Custo – Valor Residual) / nº de anos de vida útil Cálculo da depreciação anual = (100.000,00 – 20.000,00) / 10 anos = 80.000,00 / 10 = 8.000,00 ao ano Método da soma dos dígitos decrescentes: a utilização desse método para cálculo da depreciação estabelece uma fração em que o denominador é o resultado da soma dos algarismos da vida útil estimada do bem, e o numerador será sempre o número de anos de vida útil do bem que está sendo depreciado. Para os anos seguintes, o numerador será “n - 1”, e assim sucessivamente, até que o numerador seja “1”, representando o último ano em que o bem está sendo depreciado. O resultado obtido com a operação do método da soma dos dígitos decrescentes é multiplicado pelo valor depreciável (valor total – valor residual) do bem. Esse método considera, ainda, que os gastos com a manutenção das máquinas e equipamentos são menores no início, quando o bem foi recém-adquirido, e maiores com o passar do tempo. Método da soma dos dígitos crescentes: nesse método, a depreciação é obtida com o mesmo procedimento do método decrescente, somente há uma alteração: aqui, inverte-se a fração de cálculo aplicada, pois esse método considera que o bem terá custos menores de depreciação quando mais velho ele for, por isso, a inversão. Método das horas de trabalho: nesse método, o cálculo da depreciação considera o total de horas que são estimadas para o funcionamento da máquina que está sendo depreciada, sendo assim, se estabelece uma fração, na qual esse número será o denominador, e o numerador será o total de horas de trabalho da máquina naquele período em que se está buscando o cálculo da depreciação. Após encontrado o coeficiente, o valor deverá ser multiplicado pelo valor depreciável, obtendo, dessa forma, o valorda depreciação para o período desejado. Esse método pode, ainda, ser calculado encontrando o valor por hora e multiplicando pelo número de horas trabalhadas. Método das unidades produzidas: esse método se assemelha ao método das horas de trabalho, tendo uma única diferença: aqui, em vez de se utilizar as horas trabalhadas, é utilizado o valor das unidades produzidas no período em questão. Os métodos de depreciação apresentados podem ser utilizados pelas empresas e profissionais da contabilidade, bastando apenas verificar qual o melhor método que se aplica ao negócio e às atividades da empresa. Saiba mais! Lei das S/A A Lei nº 6.404, editada em 15 de dezembro de 1976, é a principal lei que apresenta dispostos e regras para as empresas enquadradas como sociedade anônima. Dada sua importância, ela é conhecida como Lei das S.A. e apresenta uma série de informações e regras que devem ser seguidas pelas empresas, sendo fundamental para todos os profissionais que atuam nesse ramo. Fique por dentro, acesse: Clique Aqui . Fonte: elaborado pelo autor. Os processos de exaustão e amortização possuem fundamental importância para a contabilização dos ativos das empresas. O processo de exaustão pode ser compreendido como “o processo onde ocorre a perda do valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais, florestais ou bens aplicados nessa exploração” (RIBEIRO, 2019, p. 217). O processo de cálculo da exaustão é muito semelhante ao cálculo da depreciação, entretanto, a exaustão somente é calculada para os ativos imobilizados relacionados aos recursos minerais e florestais que a empresa possui. Os bens ou ativos exauríveis são todos aqueles que, ao serem explorados ou extraídos pela empresa, deixam de existir, ou ainda, são aqueles que, após serem utilizados, têm o seu potencial reduzido. Segundo Iudícibus e Marion (2019, p. 217): Ao contrário das propriedades que se deterioram física ou economicamente, os recursos naturais esgotam-se. O esgotamento é a extinção dos recursos naturais e a exaustão é a extinção do custo ou do valor desses recursos naturais (mina, floresta, poço petrolífero, pedreira etc.). Assim, à medida que se extingue o recurso natural, registra-se a exaustão do valor desse recurso. O cálculo do valor da exaustão é apurado a partir do volume extraído ou explorado, dividindo-o pelo seu potencial. Esse potencial, para ser descoberto, necessita de laudos técnicos que permitam conhecer as informações corretas para utilização nesse cálculo. Saiba mais! CPC 26 As entidades também podem denominar as suas demonstrações financeiras de forma diferente das preconizadas pelo CPC 26 (2011), entretanto, em hipótese alguma, elas podem fazer uso de qualquer nomenclatura que contraria a determinação regulamentar ou qualquer legislação previamente estabelecida pelos órgãos contábeis. Saiba mais em: Clique Aqui Fonte: elaborado pelo autor. O resultado obtido do cálculo da exaustão deverá ser multiplicado pelo valor da aquisição ou do contrato de exploração que a empresa possui para aquele bem. O processo de amortização “é a diminuição do valor dos bens imateriais classificados no ativo intangível, em razão do tempo” (IUDÍCIBUS, MARION, 2019, p. 74). Pela legislação brasileira, “a amortização é a perda do valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade comercial ou industrial, ou outros ativos quaisquer, cuja existência ou tempo de duração é limitada” (BRASIL, 1976, on-line), ainda que o bem, objeto da compra, tenha prazo de utilização limitado por meio legal ou contratual. Os recursos financeiros aplicados pela empresa na aquisição de bens e direitos podem ser amortizados, de acordo com Greco, Gärtner e Arend (2009, p. 337), nas situações apresentadas a seguir. O registro contábil da amortização deve ser realizado todos os meses ou sempre que a empresa julgar necessário avaliar a recuperabilidade dos valores amortizáveis constantes em seu imobilizado ou em seu intangível. Em relação ao cálculo, ele é normalmente realizado pelo método de cotas constantes ou linha reta, assim como acontece na depreciação. Contabilização de Contas de Resultado A contabilidade tem como uma de suas principais funções gerar informações sobre o patrimônio da entidade e fornecê-las para que os tomadores de decisão da empresa possam fazer as melhores escolhas possíveis. Sendo assim, a maior expressão dessa função da contabilidade é a apresentação dessas informações por meio das demonstrações financeiras. Atenção! Notas explicativas As notas explicativas são fundamentais para apresentar informações qualitativas que complementam as demonstrações financeiras. Dessa forma, todos os profissionais contábeis devem ficar atentos quando estiverem elaborando essas demonstrações. Quais são as principais características que as notas explicativas devem possuir para que atendam à necessidade dos usuários dessas informações? Fonte: Adaptado de CPC 26 (2011). Os profissionais que atuam ou almejam trabalhar com a contabilidade devem voltar as suas atenções às necessidades dos usuários em relação aos tipos de informação que eles necessitam, bem como sobre quais dispositivos legais e regimentais apresentam as regras para a geração das demonstrações necessárias ao processo de tomada de decisão. O encerramento do exercício é a data escolhida pelo departamento contábil da empresa para finalizar a representatividade dos dados das suas demonstrações financeiras. Segundo Iudícibus e Marion (2019, p. 137): Conforme exigência legal, pelo menos uma vez por ano, as empresas estão obrigadas a encerrar todas as contas de resultado. Esse encerramento ocorre no momento do confronto das despesas com as receitas para apurar o resultado. No encerramento de exercício, há uma série de procedimentos que devem ser realizados com o objetivo de zerar o saldo das contas que são compensáveis entre si. É importante considerar, ainda, que, conforme o CPC 26 (2011), as entidades podem, no encerramento do seu exercício social, emitir as seguintes demonstrações financeiras: (a) balanço patrimonial ao final do período; (b1) demonstração do resultado do período; (b2) demonstração do resultado abrangente do período; (c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período; (d) demonstração dos fluxos de caixa do período; (e) notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas; f) balanço patrimonial do início do período mais antigo, comparativamente apresentado, quando a entidade aplicar uma política contábil retrospectivamente ou proceder à reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações contábeis, ou quando proceder à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis; (f1) demonstração do valor adicionado do período, conforme Pronunciamento Técnico CPC 09, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente. No encerramento das contas de resultado de uma empresa, se faz importante considerar que todas as contas de receitas e despesas deverão apresentar saldos zerados, pois esses saldos deverão ser transferidos/utilizados para a apuração do resultado no período. O processo de apuração do resultado do exercício de uma empresa pode ser observado de acordo com o processo de elaboração da demonstração do resultado do exercício, portanto, segundo Iudícibus e Marion (2019, p. 242), “a demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo)”. As pequenas e médias empresas geralmente elaboram a demonstração dos resultados do exercício de maneira simples, sem dados pormenorizados. Já as grandes empresas utilizam o modelo de demonstração dos resultados do exercício mais completo, em que todos os dados da empresa no período ficam mais evidentes. O modelo completo de demonstraçãodos resultados do exercício possui algumas exigências legais, por isso, os profissionais devem ficar atentos aos vários tipos de lucro, destaque dos impostos e demais informações. Para Iudícibus e Marion (2019, p. 242), “a receita bruta é o total bruto vendido no período. Nela estão inclusos os impostos sobre vendas (os quais pertencem ao governo) e dela não foram subtraídos as devoluções (vendas canceladas) e os abatimentos (descontos) ocorridos no período”. Em relação ao lucro no cálculo da demonstração dos resultados do exercício que uma empresa pode obter, existem dois principais: o lucro bruto, que é aquele obtido pela diferença entre as vendas líquidas (receitas operacionais líquidas), e o custo das mercadorias vendidas. Em relação ao modelo de uma demonstração do resultado do exercício completa, no quadro a seguir é possível observar como ela está organizada e quais são as suas contas principais. RECEITA BRUTA (–) Deduções Receita Líquida (–) Custo das Vendas (=) Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais (–) Outras Despesas Operacionais (–) Despesas com Equivalência Patrimonial (+) Receitas com Equivalência Patrimonial (+) Outras Receitas Operacionais (=) Resultado Operacional Líquido Quadro 2 - Modelo de demonstração do resultado do exercício. Fonte: Elaborado pelo autor. Como é possível observar, “o resultado operacional líquido é obtido por meio da diferença entre o lucro bruto e despesas operacionais, receitas operacionais e resultado da equivalência patrimonial (tal como previstas na legislação comercial do país), quais sejam despesas com vendas” (IUDÍCIBUS, MARION, 2019, p. 245). As despesas operacionais são aquelas que são necessárias para que se possa vender os produtos, administrar a empresa e financiar todas as suas operações. Em geral, são todas as despesas que contribuem para que a empresa possa manter a sua atividade operacional. Agora que você concluiu a leitura deste estudo, veja, nos vídeos a seguir, temas que complementarão seus estudos: Indicação de Leitura Livro: Análise das Demonstrações Contábeis Autor: José Carlos Marion Ano: 2019 Editora: Atlas ISBN: 9788597021134 Comentário: o livro tem fundamental importância para a disciplina, uma vez que apresenta uma série de conceitos de grande valia para a análise e a interpretação das demonstrações contábeis. Também constam neste livro diversos conteúdos que podem ser aproveitados tanto para profissionais quanto para acadêmicos, para que possam acompanhar a evolução e o atual estágio das ciências contábeis no Brasil e no mundo. Atividade A conta denominada de ativo não circulante tem enorme importância no momento em que as entidades estão contabilizando seu patrimônio. Atualmente, essa conta é composta das seguintes classes contábeis: ativo realizável em longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Esses quatro grupos de contas constituem todo o ativo não circulante de uma entidade de acordo com a legislação atual. Sobre o ativo não circulante, assinale a alternativa que apresenta uma opção de ativo imobilizado. A. Marcas. B. Banco conta movimento. C. Máquinas e equipamentos. D. Reservas legais. E. Saldos de caixa. Atividade O processo de cálculo da depreciação é de grande importância para todas as entidades que desejam contabilizar o seu patrimônio corretamente. É de conhecimento geral que os bens acabam se desgastando ao longo dos anos, por isso, se faz necessário que o contador considere esse desgaste e atualize os valores desses bens nas demonstrações contábeis. Sobre os métodos de depreciação, assinale a alternativa que apresenta o método que considera a quantidade de peças que a máquina produziu. A. Método das unidades produzidas. B. Método linear. C. Método da soma dos dígitos crescentes. D. Método das horas de trabalho. E. Método da soma dos dígitos decrescentes. Atividade As entidades possuem inúmeros tipos de ativo para que possam funcionar corretamente e prestar os seus serviços. Sendo assim, cabe aos profissionais da contabilidade avaliar esses ativos e contabilizá-los corretamente. Entre os processos necessários para a correta avaliação dos ativos, temos a amortização, que está relacionada à perda do valor do capital aplicando ativos intangíveis. Em relação à amortização, assinale a alternativa que apresenta o método utilizado para o seu cálculo. A. Método da soma dos dígitos crescentes. B. Método das horas de trabalho. C. Método das unidades produzidas. D. Método da amortização temporal E. Método da linha reta. Síntese Conhecer a contabilidade e como ela vem se desenvolvendo é fundamental para todos que estão estudando ou que já estão atuando na área. A única conclusão possível que se pode chegar quando tratamos da contabilidade é que ela é uma ciência dinâmica e que está em constante movimento. Sendo assim, o único comportamento esperado de todos que estão atuando na área é que busquem os conhecimentos e se atualizem constantemente. A principal conclusão que podemos chegar ao final deste material é que o estudo sobre a importância dos ativos imobilizados se apresenta diante das regras, regulamentos e legislações que tratam do assunto. Cabe aos profissionais que atuam na área buscar conhecimento que possibilite adequar os procedimentos realizados na empresa ao que é demandado. Os processos de depreciação, amortização e exaustão que ocorrem nas empresas são de fundamental importância no processo da correta avaliação dos ativos, por isso, também é necessário que os profissionais da contabilidade busquem se atualizar sobre tais obrigações. O estudo e a atualização deve ser uma prática frequente no dia a dia do profissional contábil, portanto, todos aqueles que atuam nessa área devem se manter sempre abertos a novos conhecimentos e aprendizados. Boa sorte em seus estudos! Referências Bibliográficas ALMEIDA, J. E. F. Fundamentos de contabilidade para os negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. , BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as sociedades por ações. Diário Oficial da União. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 21 jul. 2020., COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC PME). Pronunciamento técnico PME contabilidade para pequenas e médias empresas. 2011. Disponível em: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/392_CPC_PMEeGlossario_R1_rev%2014.pdf. Acesso em: 14 jul. de 2020. , COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC 26). Apresentação das demonstrações contábeis. 2011. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos- Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57. Acesso em: 14 jul. de 2020. , GRECO, A. L.; AREND, L.; GÄRTNER, G. Contabilidade: teoria e práticas básicas. 2. ed., rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2009., IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Contabilidade comercial. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2019. , PADOVEZE, C. L. Introdução à contabilidade: com abordagem para não contadores: texto e exercícios. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. , RIBEIRO, O. M. Contabilidade comercial. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2017., RIBEIRO, O. M. Noções de contabilidade comercial. São Paulo: Érica, 2019., RIBEIRO, O. M. Noções de demonstrações contábeis. São Paulo: Érica, 2020., GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Secretaria da Receita Federal. Anexo I - Tabela de depreciação 2019. 2019 Disponível em: http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/uuid/dDocName%3AWCC20 Acesso em: 10 jul. de 2020. , SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L.; GOMES, J. M. M. Contabilidade intermediária: atualizada pela lei nº 11.941/09 e pelas normas do CPC. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011., SZUSTER, N. et al. Contabilidade geral: introdução à Contabilidade Societária. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2013.