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TRANSTORNO BIPOLAR: Definição: • O transtorno bipolar (THB) é um transtorno potencialmente grave, caracterizado por alternância entre fases de humor normal (eutimia) e fases de humor anormal (episódios maníacos, hipomaníacos, depressivos ou com características mistas). É um distúrbio químico. Normalmente inicia-se com episódio depressivo maior. • Nos quadros mais graves de humor pode ocorrer: psicose (mania), delírios e alucinações. • Alterações: humor, energia, atividades, sono, cognição e comportamento. Deve existir mania ou hipomania, a depressão nem sempre é obrigatória pra fechar dx. Epidemiologia: • No Brasil, a prevalência é semelhante à observada no restante do mundo, afetando, ao longo da vida, 2,1% da população, sendo 0,9 e 0,2% referentes, respectivamente, aos tipos I e II • Entre os subtipos, o tipo I tem prevalência ao longo da vida estimada em 0,6%, já o tipo II, em 0,4%, enquanto 1,4% são referentes ao transtorno subsindrômico. Idade de início: Sensitização → piora do quadro e prognóstico a cada momento que não trata. • Final da adolescência e início da fase adulta é o pico: doença de início precoce (25 anos) • A prevalência de TB 1 é semelhante em homens e mulheres e já no TB II é mais comum em mulheres. • Doença pode começar na infância. Ex.: muitos TDAH são, na verdade, bipolares. • Quanto mais precoce o início, maior atraso no início do tratamento, sintomas depressivos mais graves, taxas mais altas de comorbidades, como ansiedade e abuso de substâncias, e maior impacto na cognição (dano neuronal). Ps: mais risco de demência, por exemplo. • 1o episódio maníaco com mais de 50 anos: investigar mania orgânica. • O risco de recorrência aumenta com o número de episódios anteriores → o número de episódios está associado a diminuição do limiar para o desenvolvimento de novos episódios e risco aumentado de demência em longo prazo (neuroprogressão) Fatores de risco: • Genético: Risco 10 vezes maior entre parentes adultos de indivíduos com TB tipo I e TB tipo II. Herdabilidade genética de 58%. Gêmeos monozigóticos ocorre em 40-80%. • Trauma: O trauma precoce → trauma na infância 2,63 vezes mais que indivíduos saudáveis. Trauma, como abuso sexual e emocional, afetam a performance cognitiva (memória visual e verbal, fluência verbal e flexibilidade cognitiva) em pessoas com TB. • Gravidez: Fatores pré-natais e perinatais → parto cesáreo, infecção materna durante a gravidez, fumo durante a gravidez e elevada idade paterna. • Substância: O uso e o abuso de substâncias psicoativas é outro fator de risco ambiental relacionado ao TB. • Sexo: THB I em homens e THB II em mulheres. Consequências da doença: • Incapacidade laboral 30% ou mais do tempo de suas vidas • O primeiro estágio afetará: Físico, sono, comportamento, cognição, social, espiritual, financeiros, independência, identidade, trabalho e educação. • Passam metade de suas vidas doentes, sendo que a maioria dos dias, em depressão → segundo estágio é episódios depressivos inespecíficos e terceiro estágio TDM. • Diminuição de expectativa de vida por suicídio e comorbidades médicas: o 12-20 anos em homens. o 1-17 anos em mulheres. • Aumento de asma, DPOC, problemas cardiovasculares (HAS), DM → doenças autoimunes principalmente. • 6a principal causa de incapacidade médica entre paciente de 15 a 44 anos. Fisiopatologia: Mais cedo o transtorno aparece, pior é os sintomas e o prognóstico. • Genes e suscetibilidade: Neurotransmissão (falha na degradação ou transporte): o Transportador da serotonina (5- HTTR); o Catechol-O-methyltrasnferase (COMT); o Monoamina oxidase (MAOA). • Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF): mantém a maturação, sobrevivência e plasticidade neuronal. Quanto mais alto seus níveis, mais protegido o cérebro. • Maior impacto em reduzir BDNF: bipolar em fase maníaca, criança abusada sexualmente e mãe que perde filho. Ps.: redução importante, principalmente no THB I. Ou seja perde a neuroplasticidade. • Estresse ambiental: epigenética (sequência de base é a mesma, porém há mudança na expressão do gene/fenótipo). Muito frequente no bipolar e é HERDÁVEL, ou seja, passado para outras gerações. • Neurotransmissão: o Aumento nível de dopamina (geralmente) na mania e depressão diminuição. o Aumento nível glutamatérgico e desregula receptores NMDA: disfunção mitocondrial por dificuldade de tamponar o excesso de cálcio → alta excitabilidade. Cálcio regula metabolismo celular. Neurodegeneração do metabolismo. o Inibição das vias gabaérgicas o Estresse oxidativo: estado pró inflamatório que ocorre, aumenta radicais livres → degeneração celular • Alterações estruturais: o Sistema córtico- límbico: disfunção na regulação do humor. HIPOCAMPO e AMÍGDALA (começo) o CPF: córtex pré-frontal. o Queda da resiliência pela perda da plasticidade neuronal → sem resposta adaptativa. • Disfunção na via de sinalização celular: via AMPc, proteína quinase C (PCR) e sistema de segunda mensageiro são importantes para a atividade neuronal e resposta ao estresse (oxidativo) • Disfunção do eixo HHA (inflamação): Excesso de cortisol (mania e depressão) → neurotoxicidade. Atrofia hipocampal e hiperatividade da amígdala (raiva e medo). Muita irritabilidade. Neurodegeneração. • N ACETIL ASPARTATO Podrômico: Sono, ansiedade, TDAH, transtornos depressivos. Avaliação Clínica inicial: • História Clínica e psiquiátrica • Exame físico e mental • Labs: TSH, hemograma completo, eletrólitos, toxicológico para screening de substâncias de abuso. • Checar uso de corticoides História médica geral e psiquiátrica: • Avaliar: depressão, mania/hipomania, pensamentos e ideação suicida, fatores de risco para suicídio, sintomas psicóticos, comorbidades psiquiátricas e clínicas. • Episódios prévios: número, frequência, intensidade e duração. Ps.: episódio maníaco é mais marcante que o depressivo. • Entrevista com familiares: mania/hipomania/psicose; paciente tem dificuldade de relatar a história (realmente não lembra). DIAGNÓSTICO: Mania • A. Humor eufórico, expansivo ou irritado. Aumento persistente das atividades ou nível de energia. • B. Mais 3 dos seguintes (4 se humor irritado): o Autoestima exagerada ou grandiosidade. o Necessidade de sono diminuída. o Pressão por falar. Fala rápida. Taquilalia o Pensamento acelerado ou fuga de ideias. Taquipsiquismo. o Distratibilidade. o Aumento da psicomotricidade. o Procura por atividades prazerosas. C. A perturbação do humor é suficientemente grave a ponto de causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional ou para necessitar de hospitalização a fim de prevenir dano a si mesmo ou a outras pessoas, ou existem características psicóticas. D. Sem uso de substância, medicamento ou condição médica. Nota: Um episódio maníaco completo que surge durante tratamento antidepressivo. Hipervigilância: distração com estímulos exteriores ao foco. SE TIVER PSICOSE É MANIA E NÃO HIPOMANIA!!!!! Hipomania: • Mesmos critérios acima com mudanças de humor e reconhecida por outros, porém ≥ 4 dias, sem hospitalização. • Intensidade: hipomania é mais leve, o psicossocial é levemente prejudicado, sem psicose ou hospitalização. O episódio não é suficientemente grave a ponto de causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional ou para necessitar de hospitalização. • O episódio está associado a uma mudança clara no funcionamento que não é característica do indivíduo quando assintomático. ≥ 7 dias com grave prejuízo psicossocial, psicose ou hospitalização Episódio depressivo: • Humor deprimido. • Anedonia. • Peso: aumento/diminuição. • Sono: aumento/diminuição. • Psicomotricidade: aumento/diminuição. • Fadiga ou perda de energia. • Sentimentos de inutilidade ou culpa. • Prejuízo na concentração. • Ideação suicida. Em criançase adolescentes em vez do humor deprimido podemos ter o humor irritável. Ps.: igual o episódio depressivo unipolar. Se paciente teve PELO MENOS 1 EPISÓDIO MANÍACO/HIPOMANÍACO na vida, o diagnóstico é Transtorno Bipolar. Do mesmo jeito, se paciente tem apenas episódios maníacos, também é bipolar. Consequências da mania/hipomania: • Impulsividade/desinibição + ausência de crítica: atividades perigosas e insensatas, tais como dirigir em alta velocidade, praticar sexo inseguro, gastar absurdos, jogos, drogas. Ex.: mulher pode pegar IST, gravidez indesejada, etc. • Perda da inibição social natural: atitudes inadequadas ou extravagantes, como por exemplo, fazer compras desenfreadamente ou vestir-se de forma exuberante, agressividade, inadequação e outros comportamentos inconvenientes que, inclusive, podem ocasionar envolvimentos policiais. • Ps.: a tendência é ter episódio maníacos na infância e, com passar do tempo, mais episódios depressivos. Consequências Metabólicas: aumento de peso, resistência insulínica, obesidade abdominal. ESPECIFICADORES DO EPISÓDIO DE HUMOR Subtipos • Apresentação psicótica (ideias delirantes ou fixas), alucinações. • Catatonia: alterações psicomotoras proeminentes. • Ansioso: presença de 2 ou mais sintomas: tensão, inquietação, prejuízo na concentração devido preocupação e medo de perder o controle. Apresentação mista: Mania, hipomania e depressão com sintomas da polaridade oposta. • Episódio maníaco ou hipomaníaco (+ pelo menos 3 sintomas depressivos). Ex.: mania + anedonia, insônia, fadiga. • Episódio depressivo maior (+ pelo menos 3 sintomas [hipo] maníacos). Ex.: PERIGOSO, aumento do índice de suicídio; pois está depressivo/ideação suicida e, ainda, possui a impulsividade da mania. Apresentação atípica: • Episódio depressivo mais pelo menos 3: o Reatividade a estímulos prazerosos; o Hipersonia; o Sensação de peso/chumbo nos membros; o Sensibilidade a rejeição interpessoal de longa data que não é limitada a episódios de humor e causa prejuízos psicossociais. Ex.: depois de terminar com namorado(a). Início no período periparto: • Descompensa no pós-parto. Ex.: depressão pós-parto pode ser bipolar; alto índice de virada nesse período. 1 critério central e 5 ou + dos outros ≥ 14 dias • Gravidez ou menos de 4 semanas após o nascimento do bebê. O uso de Cannabis ou outras substâncias está associado com a exacerbação de sintomas maníacos entre indivíduos diagnosticados com transtorno bipolar TIPOS DE THB • THB tipo I: pelo menos 1 episódio maníaco. Ps.: potencialmente mais grave. O transtorno bipolar tipo I é caracterizado por um curso clínico de episódios de humor recorrentes (maníaco, depressivo e hipomaníaco), mas a ocorrência de ao menos um episódio maníaco é necessário para o diagnóstico. • THB tipo II: pelo menos 1 episódio hipomaníaco e 1 ou mais episódios depressivos (sem história de mania). Ps.: 1 episódio maníaco na vida já muda classificação para THB tipo I. • Ciclotimia: pelo menos 2 anos de sintomas hipomaníacos e depressivos subsindrômicos que NÃO chegam a fechar critérios diagnósticos para THB tipo II O transtorno ciclotímico é caracterizado por cronicidade e oscilações do humor. O diagnóstico é realizado quando, por um período de pelo menos dois anos (um ano para crianças e adolescentes), o sujeito apresenta vários períodos de sintomas hipomaníacos e depressivos, sem jamais atender a todos os critérios para um episódio de mania, hipomania ou depressão maior. Contém um prejuízo funcional. • Ciclagem rápida: Quando o paciente tem 4 ou mais episódios de humor por ano → ciclador rápido (cicla muitas vezes por ano → tratamento difícil. • THB induzido por substâncias (cocaína ou corticoides). Exame físico e achados laboratoriais • THB secundário a condição médica: esclerose múltipla, AVC, TCE, LES. A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE MANIA E HIPOMANIA É A INTENSIDADE DOS SINTOMAS. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Depressão maior unipolar • Maior procura do médico durante a fase depressiva. • Geralmente, paciente não relata fase maníaca: precisa perguntar. • Sinais que merecem atenção: o Depressão com sintomas psicóticos. o Sintomas atípicos. o Primeiro episódio muito jovem. o Ansiedade, uso de substâncias, transtorno de personalidade. o Gravidade: depressão severa, já tentou suicídio. o HMF positiva. o Depressão recorrente. o Resposta pobre com antidepressivo ou piora. TDAH • Dificuldade de atenção e concentração, distratibilidade, mudanças frequentes nas atividades ou planos, dificuldade em completar tarefas, comportamento desinibido e inapropriado. • Na mania: autoestima elevada, fuga de ideias, sono, envolvimento em atividades prazerosas. Outros • Transtorno esquizoafetivo: varia entre as fases psicose x mania/depressão. • Esquizofrenia. • Transtorno de personalidade borderline → a labilidade do humor e a impulsividade são comuns em ambas as condições. Diagnóstico de TB, os sintomas devem representar um episódio distinto e um au mento notável em relação ao comportamento habitual do indivíduo. • TAG: considerar a natureza episódica dos sintomas de bipolaridade nessa diferenciação COMORBIDADES • 65% de ter outros transtornos psiquiátricos: abuso de substância, álcool, fobia social, pânico. Ps.: atrapalha o diagnóstico, pois tem muita ansiedade associada ao bipolar. • THB 1: Mais frequente ter associado com TAG. transtorno disruptivo, TDAH, transtorno do controle de impulsos ou da conduta, e qualquer transtorno por uso de substâncias ocorrem em mais da metade dos indivíduos com TB tipo I. Síndrome metabólica e enxaqueca. • Cerca de 60% das pessoas com TB tipo II têm três ou mais transtornos mentais comórbidos; 75% têm transtorno de ansiedade; e 37%, transtorno por uso de substâncias. TRATAMENTO: • Anticonvulsivantes também atuam como estabilizadores de humor → carbamazepina e ácido valproico para tratamento de mania aguda e prevenção da sua recidiva. • A gabapentina, a oxcarbazepina e o topiramato são algumas vezes usados no tratamento do transtorno bipolar, porém não estão aprovados pela FDA para essa indicação. O aripiprazol, a clorpromazina, a olanzapina, a quetiapina, a risperidona e a ziprasidona foram aprovados pela FDA para o tratamento da fase maníaca o transtorno bipolar. A olanzapina e a fluoxetina em associação e a quetiapina foram aprovadas para o tratamento da depressão bipolar. Episódio maníaco • 1a linha: lítio, ácido valproico • Não estabilizou: antipsicóticos atípicos (quetiapina, aripiprazol, etc.). • Tratamento combinado se surto maníaco. Episódio depressivo • 1a linha: quetiapina, lurasidona, lítio, lamotrigina, etc. • Antidepressivos devem ser EVITADOS no THB, pela chance de desestabilizar o transtorno. Ps.: Lurasidona e Lamotrigina são potenciais antidepressivos = podem piorar os sintomas maníacos; portanto estão CONTRAINDICADOS na fase maníaca. • Até pode ser usado um antidepressivo na fase depressiva, porém depois de testar medicações de 1a linha e na menor dose possível e por menor tempo possível. • NUNCA usar antidepressivo em monoterapia; apenas usar em terapia combinada com estabilizador de humor em dose terapêutica e NÃO pode estar em fase maníaca. • THB que toma antidepressivo: o Pode fazer a virada maníaca, da depressão para mania; o Pode melhorar muito rápido, depois de duas semanas; porém também apresenta recaída rápida; o Pode fazer apresentação mista/fase perigosa com alto risco de suicídio. o Por isso, o diagnóstico pode ser feito a partir do tratamento. Ex.: THB com ansiedade (comorbidade associada) não melhora apenas com estabilizador de humor; usar antidepressivo com cautela. Manutenção: • Paciente estabilizado. • 1a linha: lítio e quetiapina. Ps.: Lamotrigina pode ser usada nessa fase. Porém, quando fizer depressão, retirar.MEDICAÇÕES: Lítio • Foi o primeiro agente comprovadamente útil no tratamento da fase maníaca do THB. Bem usado na fase aguda para prevenção de episódios maníacos. • Comprimidos de 300/450 mg. • Iniciar com 600/900 mg/dia. • Lítio tem propriedade antissuicídio: pode ser usado mesmo em depressão unipolar. • Antes do início do tratamento: o Exame clínico: desidratados não podem usar. o Exames laboratoriais: função tireoidiana, eletrólitos, função renal. o Cardiopatas e acima de 40 anos: ECG. • Efeitos colaterais: acne, hiperfagia, edema, fezes amolecidas, ganho de peso, gosto metálico, náusea, polidpsia, poliúria, tremores finos. Contraindicações: • Absolutas: IRC grave, bradicardia sinusal, arritmias ventriculares graves, IC. • Relativas: hipotireoidismo (de difícil controle) e gravidez. Ps.: THB I que só responde ao lítio; considerar quetiapina, eletroconvulsoterapia. Litemia • Níveis terapêuticos: 0,6 a 1,2 mEq/l. • Após 5 dias do início; coletar após 12h após a última tomada; não necessita jejum. • A dose é prescrita de acordo com o metabolismo do paciente: LITEMIA; pois lítio funciona como estabilizador do humor quando sua concentração no sangue está entre 0,6 a 1,2 mEq/L. Abaixo é subterapêutico e, acima, tóxico. Ps.: ideal de 0,7 a 0,8 mEq/L; pois o valor varia quanto à ingestão hídrica. Ps2.: intoxicação por lítio MATA, portanto, pedir litemia para todos os pacientes em uso dessa medicação. • Intoxicação litêmica: tremores, sudorese, dor abdominal, ataxia, diarreia, disartria, rebaixamento de consciência, arritmais, hiperreflexia, coma, morte. • Nesse caso: suspender lítio, hidratação vigorosa, correção de possíveis alterações, controle de sinais vitais, medidas de suporte respiratório e cardíaco. Ácido valproico • Anticonvulsivante, precisa dosar função hepática. • Avaliar tolerância gástrica (náusea, pirose, etc.) e interações medicamentosas. Carbamazepina • Testado em segunda linha. • Rash cutâneo. • Diminui eficácia do ACO. • Interações medicamentosas. Lamotrigina • Anticonvulsivante com potencial antidepressivo. • Aumento risco de rash cutâneo: começar com pequenas doses, alertar para alergia ou ardência ou manchas na pele. Caso aconteça, interromper e reavaliar. Ps.: SSJ por lamotrigina. NECESSIDADE PARA TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO • Uso de forma contínua sem previsão de parada: doença NÃO tem cura. • Desafio para o psiquiatra: paciente interrompe o tratamento quando se sente bem = recorrência. • Prevenir episódios em vista da morbidade residual (alterações estruturais cerebrais = maior chance de demência por perda neuronal). • Quantidade de episódios prévios: o Associado com mais episódios futuros. o Menor qualidade de vida e funcionamento ocupacional. o Baixa resposta ao tratamento. o Hospitalizações demoradas. ADERÊNCIA • 30% dos pacientes param de tomar remédio. • Importante participação de familiares no tratamento. • Psicoterapias: interpessoal, TCC e grupo psicoeducacional. Ps.: psicoterapia melhora a resiliência. CONCLUSÃO • Privação de sono é fator de reagudização da doença. Ps.: “sistema imune” do cérebro só funciona à noite e dormindo. • Disbiose intestinal pode afetar o cérebro: eixo cérebro-intestino; precisa de alimentação equilibrada. • Atividade física mantém equilíbrio entre serotonina e dopamina. EXAMES COMPLEMENTARES: PEDIR SCRENNING DE TOXICOLÓGICO. CAPS: Perfil dos pacientes com demanda de Saúde Mental atendidos pelo SAMU 192: • Com sofrimento e transtornos mentais agudos, graves e persistentes; • Com agitação psicomotora, auto-agressividade e/ou agressividade a outros; • Comportamento violento com riscos para si, outras pessoas e/ou ao patrimônio; • Em crise psicótica; • Com necessidade de contenção química in loco; • Vítimas de violência (física e sexual); • Dependentes químicos graves em situação de vulnerabilidade; • Em situações de crise, desastres, catástrofes, calamidades, emergências, mortes inesperadas ou traumáticas, entre outros, visando uma ação preventiva para situações de estresse pós-traumático. CRITÉRIOS DE HOSPITALIZAÇÃO E DE ENCAMINHAMENTO: • Indicações claras de hospitalização: • Necessidade de procedimentos diagnósticos • Risco de suicídio ou homicídio • Capacidade reduzida de autocuidados básicos • Nos casos leves para promover o bem-estar • Nos casos graves para protegê-lo Quando o paciente apresenta-se esclarecido o suficiente para reconhecer o seu estado, e possui um bom suporte familiar, deve-se tentar o tratamento ambulatorial