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CLT- Consolidação das leis trabalhistas Matheus Queiroz, Priscila Duarte¹ Adila Verônica² 1. INTRODUÇÃO Nesse contexto, temos como objetivo, analisar as principais normas trabalhistas que são aplicáveis na relação de trabalho ou emprego. Iniciaremos com a de maior importância, a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988. É fundamental entender que nenhum trabalhador pode manter um contrato de trabalho que contenha previsões inferiores às estabelecidas. Abordaremos, o acordo a convenção, o acordo e o dissídio coletivo de trabalho, igualmente, serão abordadas as fontes do Direito do trabalho, formais e informais. Ao término serão mencionadas as diferenças entre Relação de trabalho e Relação de emprego, que geralmente são estabelecidas como similares. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O trabalho assalariado surgiu somente com a revolução Industrial, que iniciou em 1775, banindo as corporações de ofício. Alguns autores, como Martins (2008, p.5). Houve a percepção de que unidos poderiam ter seus direitos reconhecidos, surgindo assim o sindicato. Neste momento, o direito de se associar foi tolerado pelo Estado. Martins (2008ª, p.6). O sindicalismo nasceu como um movimento espontâneo dos trabalhadores que estavam concentrados em torno das cidades industriais e, movidos pelo instinto comunitário, percebendo que sua união os fortalecia na luta contra as condições desumanas de trabalho que eram impostas (CARVALHO,2018). 2 Direito do trabalho é o conjunto de princípios, regras e instituições atinentes às relações de trabalho subordinado e situações análogas, visando assegurar melhores condições de trabalho e sociais do trabalhador, de acordo com as medidas de proteção que lhe são destinadas (Martins, 2008). A comissão encarregada de elaborar o projeto da CLT era integrada por: Rêgo Monteiro, Dorival Lacerda, Arnaldo Süssekind e Segadas Vianna. Este projeto foi consolidado com a intervenção 1 Nome dos acadêmicos: Matheus Queiroz, Priscila Daiane de arruda Duarte 2 Nome do Professor tutor: Ádila Verônica Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso FLC3046CTB – Prática do Módulo IV - 28/11/22 do Ministro Marcondes, autorizado pelo governo Getúlio Vargas, havendo a junção de diversas normas trabalhistas que existiam na época, surgindo o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, intitulado: Consolidação das leis trabalhistas. A convenção coletiva do trabalho (CCT) estabelece condições de trabalho que serão aplicadas aos contratos individuais dos trabalhadores, possuindo efeito de norma. A reforma trabalhista dada pela lei nº 13.467/2017 acresceu o art.611-A à CLT para inovar que a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho terão prevalência sobre a lei, sobre jornada de trabalho, banco de horas, intervalo intrajornada, entre outros (CARVALHO,2018). Dissídio Coletivo consiste no procedimento de solução de conflitos coletivos de trabalho e jurisdição. Os dissídios coletivos podem possuir duas naturezas: econômica ou jurídica. Os dissídios de natureza econômica têm por objetivo criar novas regras normas, condições de trabalho que regem os contratos individuais. Exemplos: reajuste salarial ou estabilidade provisória do emprego, entre outras. Os dissídios de natureza jurídica têm por finalidade a interpretação ou aplicação de normas preexistentes, que incluem a interpretação da lei, dos acordos coletivos, das convenções coletivas e das sentenças normativas dentre as atividades jurisdicionais (DELGADO,2010). Portanto, compreende-se por fonte do direito do trabalho, faz com que o empregador e empregado tenham conhecimento das obrigações existentes além daquelas previstas nos contratos de trabalho firmados. Claude Du Pasquier (1978, p. 47 apud MARTINS, 2008a, p.36) afirma que fonte da regra jurídica “é o ponto pelo qual ele sai das profundezas da vida social para aparecer à superfície do Direito”. As fontes formais do direto são sua forma de exteriorização, de manifestação, sendo a sua principal lei, seguidas pelos usos, costumes e analogias. As fontes materiais do direito nascem do meio social, dos valores que envolvem aqueles que precisam ser protegidos, que podem ser históricas, religiosas, econômicas, naturais, políticas, morais etc. Estes fatores reais interferem na criação de normas jurídicas, que serão objeto do Direito. Relação de trabalho x Relação de emprego, estas dúvidas são utilizadas como expressões similares, o que se fasta da realidade. Veja a seguir. Relação de Trabalho: se definem como relações de emprego quando existem os sujeitos de direitos: empregador e empregado respaldados pela legislação contida na CLT. Relação de Emprego: é uma espécie de Relação do Trabalho, ela pressupõe o Contrato de trabalho, é em torno dessa relação laboral que se construiu o Direito do Trabalho pátrio. José Affonso Dallegrave Neto (2005, p.241) afirma: “por relação de trabalho pode-se dizer qualquer liame jurídico que tenha por objeto a prestação de serviço a um determinado destinatário” 3 3. METODOLOGIA Pesquisa realizada de Exploratória e Descritiva; metodologia que costuma envolver levantamento bibliográfico, visam proporcionar uma visão geral de um determinado fato, com objetivo identificar as características de algo, sem aprofundar nos motivos. Foi utilizado a abordagem Qualitativa, é um tipo de método de investigação de base linguístico-semiótica. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Foram abordadas as contribuições das constituições para garantias dos direitos dos trabalhadores, e da mesma forma a Consolidação das Leis Trabalhistas. As normas coletivas foram abrangidas com as descrições das convenções Coletivas de trabalho, acordos Coletivos de trabalho e Dissídios coletivos e suas características e pressupostos. As fontes formais e materiais do Direito do trabalho foram identificados, além da diferenciação da relação de trabalho para com a relação de emprego, sendo a relação de emprego vinculada diretamente ao contrato de trabalho. REFERÊNCIAS CARVALHO, Augusto César Leite. DIREITO DO TRABALHO: curso e discurso. 2. Ed. São Paulo: LTr,2018. DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 9 ed. São Paulo: LTR, 2010. MARTINS, Sérgio Pinto. DIREITO DO TRABALHO.24. ed. São Paulo: Atlas, 2008b. NETO, José Affonso Dallegrave. Revista TST, Brasília, v. 71, n. 2, p. 241, maio/ago. 20 4