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Profa. Ma. Mônica Bortolassi UNIDADE II Direito nas Organizações 1930 - Criação do Ministério do Trabalho: O “Ministério da Revolução", criado em 26 de novembro de 1930 por Getúlio Vargas, surgiu para concretizar o projeto de interferir sistematicamente no conflito entre capital e trabalho. Durante a gestão de Lindolfo Collor, o ministério conheceu intensa atividade legislativa, referente à organização sindical e aos direitos trabalhistas. O objetivo era trazer as organizações sindicais para a órbita do novo ministério, controladas pelo Estado. 1943 - A CLT (Decreto-Lei n. 5.452) entrou em vigor em 1º de maio de 1943, regulando as relações individuais e coletivas do trabalho. Proteção do trabalho no Brasil Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. No Brasil, a proteção ao trabalhador emana da Constituição Federal, que determina que o trabalho tem valor social e é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme consta do artigo 1º, inciso IV. A livre-iniciativa também é considerada um valor social e fundamento republicano, permitindo que trabalhador e empregador atuem em conjunto na busca dos melhores resultados, de forma que o Estado brasileiro alcance seus objetivos fundamentais determinados no artigo 3º da CF. Uma sociedade só será justa e solidária, com garantia de desenvolvimento nacional e com erradicação da pobreza e redução das desigualdades, se as pessoas tiverem oportunidade de trabalhar e receber um salário justo, que lhes permita viver com dignidade. Direito do trabalho: conceitos e princípios Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/carteira- de-trabalho-trabalho-7461817/: Legislação trabalhista O artigo 7º da Constituição Federal estabelece os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de estabelecer que outros possam ser criados sempre com objetivo de melhorar as condições sociais dos trabalhadores. Arcabouço legal trabalhista brasileiro CLT - Consolidação das Leis do Trabalho: regula relações individuais e coletivas de trabalho Constituição Federal: estabelece os direitos fundamentais dos trabalhadores urbanos e rurais Lei n. 13.467/2017: introduziu a reforma trabalhista no Brasil Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. O Direito Individual do Trabalho regula as relações entre o empregado, individualmente considerado, e seu empregador. Direito individual do trabalho Empregado: O artigo 3º da CLT define empregado como toda “pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário” (Brasil, 1943). Dependência deve ser interpretada como subordinação, ou seja, o empregado é aquele que está sob as ordens do empregador. Empregador: a “empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige prestação pessoal de serviço” (artigo 2º CLT). (Brasil, 1943). Pessoalidade: o contrato de trabalho exige uma relação entre empregador e empregado que deve ser pessoa física, como define a CLT. O trabalho deve ser desempenhado pela própria pessoa física contratada, ou seja, não pode ser substituída por outra. Não eventualidade ou habitualidade: esse elemento se refere à continuidade da prestação de trabalho pela pessoa física a seu empregador, ou seja, há exigência de trato sucessivo na relação entre as partes, que ela se prolongue no tempo. Principais elementos que caracterizam uma relação de emprego Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. Subordinação: significa que o empregado recebe ordens do empregador e deve cumpri-las na execução do trabalho. Onerosidade: o empregado deve receber salário pelos serviços prestados ao empregador. É um direito do trabalhador e um dever do empregador. Alteridade: quem assume os riscos da atividade econômica é o empregador. A remuneração não poderá ser integralmente dependente dos resultados da atividade empresarial porque, dessa forma, não estará caracterizada a relação de emprego. Principais elementos que caracterizam uma relação de emprego Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. O empregador tem a responsabilidade de dirigir as atividades exercidas pelo empregado e esse poder é habitualmente dividido em três modalidades complementares: Para todas essas práticas, os limites são a legislação trabalhista e a Constituição Federal, que protegem a dignidade da pessoa humana em todos os momentos da vida, inclusive nas relações de trabalho. Poderes do empregador Poder de organização: estabelecer a estrutura organizacional da empresa Poder de fiscalização: fiscalizar e controlar as atividades dos empregados Poder disciplinar: aplicar sanções como advertência e suspensão disciplinar Aprendiz: o contrato de aprendizagem é de trabalho especial, destinado ao maior de 14 (catorze) anos e menor de 24 (vinte e quatro) anos, firmado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico (art. 428 CLT). Ao aprendiz são assegurados todos os direitos trabalhistas e previdenciários, a exemplo da anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (art. 428, §1º CLT). Modalidades de contratação: aprendiz Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. O aprendiz deve comprovar sua matrícula e frequência na escola, caso não tenha concluído o Ensino Médio, e inscrição em programa de aprendizagem sob orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica (art. 428, §1º CLT). O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de aprendiz com deficiência (art. 428, § 3º CLT). Os empregadores poderão ter um número de aprendizes equivalente a no mínimo 5% e no máximo 15%, em relação ao número de trabalhadores, e somente para funções que demandem formação profissional (art. 429 CLT). Modalidades de contratação: aprendiz Fonte: imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft. Qual dos elementos abaixo não é considerado um dos principais elementos que caracterizam uma relação de emprego, segundo a legislação trabalhista brasileira? a) Pessoalidade. b) Habitualidade (não eventualidade). c) Subordinação. d) Onerosidade. e) Lucro compartilhado entre empregado e empregador. Interatividade Qual dos elementos abaixo não é considerado um dos principais elementos que caracterizam uma relação de emprego, segundo a legislação trabalhista brasileira? a) Pessoalidade. b) Habitualidade (não eventualidade). c) Subordinação. d) Onerosidade. e) Lucro compartilhado entre empregado e empregador. Resposta Empregado em regime de teletrabalho: O teletrabalho foi introduzido pela Lei n. 13.467/2017 e não se limita ao trabalho em casa, podendo ser realizado em outros locais, como coworkings. É caracterizado pela prestação de serviços fora das dependências do empregador, utilizando tecnologias de informação e comunicação, conforme artigo 75-B da CLT. A Lei n. 14.442/2022 atualizou o regime jurídico do teletrabalho, ampliando sua definição para incluir o regime híbrido (parte presencial, parte teletrabalho). Modalidades de contratação: teletrabalho Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/teletrabalho-e-learning-garota-5906362/ “A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individualde trabalho” (Brasil, 2022a). Não há presunção sobre a modalidade de trabalho pela qual o empregador é contratado, o que significa que deverá constar expressamente no contrato de trabalho que se trata de teletrabalho, sob pena de não ser aceita essa alegação posteriormente. Mudanças entre regimes presencial e teletrabalho exigem acordo mútuo entre empregado e empregador e registro em aditivo contratual. O empregador pode determinar a alteração do regime de teletrabalho para o presencial, garantido o prazo de transição mínimo de 15 (quinze) dias, com correspondente registro em aditivo contratual. O comparecimento, ainda que de modo habitual, às dependências do empregador para atividades específicas não descaracteriza o regime de teletrabalho. Modalidades de contratação: teletrabalho Trabalhador temporário: é a pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário (agência) para atender necessidades transitórias de substituição de pessoal permanente ou demandas complementares de serviços. Não há vínculo empregatício com a empresa tomadora do serviço. O contrato de trabalho temporário tem duração máxima de 180 dias, podendo ser prorrogado por até 90 dias, consecutivos ou não. Se ultrapassar esse prazo, caracteriza-se vínculo empregatício com a empresa tomadora, que deverá registrar o empregado. A empresa de trabalho temporário deve ser registrada no Ministério do Trabalho e é responsável por colocar trabalhadores à disposição de outras empresas temporariamente. O contrato entre a agência e a tomadora deverá ser escrito, conter o motivo da contratação temporária e ficar disponível para fiscalização, evitando contratações irregulares para burlar encargos sociais. Modalidades de contratação: trabalhador temporário Trabalhador por tempo parcial: esse regime de trabalho também foi modificado pela entrada em vigor da Reforma Trabalhista de 2017. O artigo 58-A da CLT, alterado pela reforma, determina que: Art. 58-A Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais (Brasil, 2017). Jornada: terá as seguintes opções: se a jornada for de até 30 horas semanais, a jornada mensal será de 150 horas; mas se for de até 26 horas semanais, a jornada mensal será de 130 horas. Modalidades de contratação: tempo parcial Férias: serão concedidas em períodos que vão de 12 a 30 dias, a depender do número de faltas do empregado durante o período aquisitivo: serão de 30 dias corridos se o empregado não tiver mais de 5 faltas; de até 24 dias corridos se tiver entre 6 e 14 faltas; de 18 dias corridos, se tiver entre 15 e 23 faltas; e de 12 dias corridos, caso tenha tido entre 24 e 32 faltas. Os empregados contratados em tempo parcial também poderão converter 1/3 do período de férias em abono pecuniário. Horas extras: os trabalhadores em regime de até 30 horas semanais não poderão realizá- las e os em jornada de 26 horas poderão realizar no máximo 6 horas extras por semana. Salários: O art. 58-A, §1º da CLT dispõe que: “o salário a ser pago aos empregados sob o regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada, em relação aos empregados que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral” (Brasil, 2017). Modalidades de contratação: tempo parcial Trabalhador intermitente: é uma inovação introduzida pela Reforma Trabalhista de 2017 e está regulado pelo artigo 443, parágrafo 3º da CLT, que determina: § 3o Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria (Brasil, 2017). Contrato de trabalho intermitente: deve ser celebrado por escrito e deve conter, especificamente, o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário-mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. Obrigações trabalhistas: férias, descanso semanal remunerado, 13º salário deverão ser calculados proporcionalmente aos dias trabalhados. Modalidades de contratação: trabalhador intermitente Empregado doméstico: é a pessoa física que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal para pessoa ou família, no âmbito residencial, por mais de 2 dias da semana, nos termos da Lei Complementar n. 150, de 2015. A finalidade do trabalho prestado pela pessoa física não pode ser com fins lucrativos, ou seja, caso a residência seja utilizada pela família como empresa, ainda que informal, o trabalhador terá direito ao regime normal da CLT porque não será doméstico e sim regular. É vedada a contratação de menor de 18 (dezoito) anos para o trabalho doméstico, sendo essa determinação emanada da Convenção n. 182, de 1999, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotada no Brasil pelo Decreto n. 6.481, de 2008 (Brasil, 2008a). Modalidades de contratação: trabalhador doméstico A duração normal do trabalho doméstico não poderá exceder 8 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) horas semanais. As horas excedentes serão consideradas horas extras e remuneradas, no mínimo, 50% superior ao valor da hora normal. A EC n. 72, de 2013, estabeleceu igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores urbanos e rurais e os trabalhadores domésticos. Os direitos do trabalhador doméstico estão regulados pela LC n. 150/2015, que assegurou direitos como adicional noturno, seguro-desemprego, salário-família, entre outros, e por todas as medidas da Reforma Trabalhista que se aplicarem ao trabalho doméstico. Modalidades de contratação: trabalhador doméstico Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/limpeza-empregada- dom%c3%a9stica-mant%c3%a9m-2799459/ Empregado rural: pessoa física que presta serviços contínuos a empregador rural, regulado por legislação específica (Lei n. 5.889/1973 e Decreto n. 73.626/1974). Os direitos trabalhistas e previdenciários foram equiparados aos dos trabalhadores urbanos pela Constituição de 1988. Trabalhador autônomo: Não é caracterizado como empregado pela CLT, uma vez que não estão presentes os elementos caracterizadores do vínculo empregatício. O autônomo organiza seu tempo e serviços de forma independente. O artigo 442-B da CLT, também modificado pela Reforma Trabalhista de 2017, estabeleceu que a contratação do autônomo, cumpridas por ele todas as formalidades legais, com ou sem exclusividade, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º da CLT. Modalidades de contratação Estagiário: não é considerado empregado, mas sua atividade é regulada pela Lei n. 11.788/2008, segundo a qual o estágio é um ato educativo supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, fazendo parte do projeto pedagógico do curso, visando ao aprendizado e desenvolvimento do educando. Não há vínculo empregatício decorrente da atividade de estagiário. O estagiário tem direitos como recesso de 30 (trinta) dias após um ano de trabalho; hora de trabalho limitada a 6 (seis) horas por dia e 30 (trinta) horas semanais; e direito a receber bolsa de estudos ou outra forma de contraprestação pelo trabalho. É obrigatória a contratação de seguro de acidentes pessoais para o estagiário. Modalidades de contratação Fonte: imagem gerada por IA-Copilot Sobre as modalidades de contratação previstas na legislação trabalhista brasileira, assinale a alternativa correta: a) O trabalho doméstico pode ser prestado por pessoas físicas,a partir dos 16 (dezesseis) anos. b) O trabalhador temporário possui vínculo empregatício direto com a empresa tomadora do serviço desde o início do contrato. c) O teletrabalho só pode ser realizado na residência do empregado, não sendo permitido em outros locais. d) O trabalhador autônomo, mesmo cumprindo todas as formalidades legais, é considerado empregado pela CLT. e) O estagiário não possui vínculo empregatício, sendo sua atividade regulada por legislação específica. Interatividade Sobre as modalidades de contratação previstas na legislação trabalhista brasileira, assinale a alternativa correta: a) O trabalho doméstico pode ser prestado por pessoas físicas, a partir dos 16 (dezesseis) anos. b) O trabalhador temporário possui vínculo empregatício direto com a empresa tomadora do serviço desde o início do contrato. c) O teletrabalho só pode ser realizado na residência do empregado, não sendo permitido em outros locais. d) O trabalhador autônomo, mesmo cumprindo todas as formalidades legais, é considerado empregado pela CLT. e) O estagiário não possui vínculo empregatício, sendo sua atividade regulada por legislação específica. Resposta Contrato de trabalho No caso de empregados sem registro, o artigo 47 da CLT estabelece multa de R$ 3.000,00 (três mil reais) por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência. Quando se tratar de microempresa ou empresa de pequeno porte, esse valor será de R$ 800,00 (oitocentos reais) por empregado não registrado. Acordo tácito ou expresso entre empregador e empregado. Pode ser verbal ou escrito, por prazo determinado (máximo de 2 anos) ou indeterminado. Documento obrigatório para anotações de admissão, remuneração e condições especiais. Empregador tem 48 horas para anotar. Versão digital disponível. CTPSContrato de Trabalho Jornada Normal: até 8 horas diárias, podendo ser excedida em até 2 horas extras por dia (limite de 10 horas semanais). Horas Extras: será, no mínimo, 50% superior ao valor pago ao trabalhador pela hora normal. Banco de Horas: em caso de acordo individual escrito, a compensação das horas trabalhadas a mais ocorrerá em até 6 (seis) meses. Caso seja estabelecido por acordo coletivo, a compensação ocorrerá em até 1 (um) ano. Trabalho Noturno: Urbano: 22h às 5h (hora de 52min 30s, adicional 20%). Rural: 21h às 5h (hora normal, adicional 25%) Intervalo obrigatório: de 1 a 2 horas para jornadas superiores a 6 horas. A não concessão ou concessão parcial do intervalo gera pagamento indenizatório de 50% sobre o período suprimido. Jornada de trabalho e intervalo Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Descanso Semanal Remunerado (DSR): período em que o empregado não precisa prestar serviços. Deve ocorrer uma vez por semana e, preferencialmente, aos domingos e feriados. Durante o DSR, o empregado recebe a remuneração normalmente pactuada em contrato. Trabalho em domingos e feriados é permitido, desde que haja folga em outro dia da semana. Não há vedação legal, desde que respeitadas as exigências da legislação. Trabalho aos domingos e feriados, especialmente no comércio e serviços, só será permitido mediante previsão em convenção ou acordo coletivo com o sindicato da categoria (Portaria n. 3.665/2023 do Ministério do Trabalho). Descanso semanal remunerado Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Férias (artigo 130 da CLT): direito a férias após cada período de 12 meses de trabalho, na proporção dos dias que tiver faltado ao trabalho, de 30 (trinta) dias, no máximo, e, no mínimo, de 12 (doze) dias corridos. O empregador define a época das férias, priorizando o interesse da empresa, mas recomenda-se diálogo para conciliar interesses. Férias coletivas podem ser concedidas, com o mínimo de 10 (dez) dias para toda a empresa ou apenas para determinados setores. Férias do empregado Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Formas de encerramento do contrato de trabalho Pagamento das verbas rescisórias Encerramento do contrato de trabalho Por iniciativa do empregador ou do empregado. Sempre observando o art. 477 da CLT, ou seja, o empregador deverá anotar a CTPS, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e pagar as verbas rescisórias no prazo legal. Prazo: 10 dias para pagamento das verbas rescisórias e entrega de documentos. Formas: dinheiro, depósito bancário ou cheque visado. Empregado analfabeto: apenas dinheiro ou depósito. Multa por atraso: multa de mora + multa a favor do empregado equivalente ao salário corrigido. Tipos de rescisão * Tipo de Rescisão Características Principais Justa Causa Falta grave comprovada pelo empregado (Art. 482 CLT). Sem Justa Causa Decisão do empregador sem motivo específico. Por Acordo Rescisão consensual entre empregado e empregador (Art. 484-A CLT). Pedido de Demissão Iniciativa do empregado. Rescisão Indireta Falta grave do empregador. Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Tipos de rescisão: demissão por justa causa Hipóteses de Justa Causa: Improbidade; incontinência de conduta; negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. Condenação criminal transitada em julgado; desídia; embriaguez. Violação de segredo; indisciplina/insubordinação. Abandono de emprego; ato lesivo à honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa; ou ofensas físicas, nas mesmas condições; jogos de azar. Perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado; atos contra segurança nacional. Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Rescisão do contrato Tipo de Rescisão Direitos Garantidos Justa causa Saldo de salário + férias vencidas Sem justa causa Aviso prévio + saldo de salário + férias + 13º + FGTS + multa 40% Pedido de demissão Saldo de salário + férias + 13º proporcional Rescisão indireta Aviso prévio, férias proporcionais, 13º proporcional, FGTS acrescido de multa de 40% De acordo com a legislação trabalhista brasileira, qual das alternativas abaixo está correta sobre o descanso semanal remunerado? a) O descanso semanal remunerado pode ser concedido apenas aos sábados, sem exceção. b) O empregado não recebe remuneração durante o descanso semanal remunerado. c) O descanso semanal remunerado deve ocorrer uma vez por semana, preferencialmente aos domingos ou feriados. d) O trabalho aos domingos e feriados é proibido em qualquer situação. e) O descanso semanal remunerado não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Interatividade De acordo com a legislação trabalhista brasileira, qual das alternativas abaixo está correta sobre o descanso semanal remunerado? a) O descanso semanal remunerado pode ser concedido apenas aos sábados, sem exceção. b) O empregado não recebe remuneração durante o descanso semanal remunerado. c) O descanso semanal remunerado deve ocorrer uma vez por semana, preferencialmente aos domingos ou feriados. d) O trabalho aos domingos e feriados é proibido em qualquer situação. e) O descanso semanal remunerado não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Resposta Direito coletivo do trabalho: Área do Direito do Trabalho que regula atividades coletivas, como acordos e convenções coletivas, negociação salarial, direito de greve e organização sindical, entre outras possibilidades. Sindicatos: Associações que protegem interesses coletivos e individuais dos trabalhadores. Contribuição sindical: Era obrigatória, mas passou aser facultativa a partir da Reforma Trabalhista, de acordo com o art. 545 CLT. A Constituição garante liberdade de associação e proíbe mais de um sindicato representando a mesma categoria na mesma base territorial. Direito coletivo do trabalho Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-pessoas-encontro- 9927727/ A atuação dos sindicatos é decisiva na elaboração de convenções ou acordos coletivos de trabalho, os quais podem prevalecer sobre a lei quando dispuserem sobre os seguintes assuntos: Convenções ou acordos coletivos de trabalho Convenções ou acordos que prevalecem sobre a lei pacto quanto à jornada de trabalho; banco de horas anuais, intervalo interjornada, respeitando o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas plano de cargos; salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança regulamento empresarial; representante dos trabalhadores no local de trabalho; teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente; remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas recebidas pelo empregado e remuneração por desempenho individual modalidade de registro de jornada de trabalho; troca do dia de feriado enquadramento em grau de insalubridade; entre outros. As negociações ou acordos coletivos são muito importantes porque geram normas coletivas em consonância com as necessidades específicas de cada categoria profissional. O Direito do Trabalho contemporâneo deve priorizar o diálogo e os acordos entre empregados e empregadores como meio de serem alcançados os melhores resultados para os envolvidos na relação de trabalho. Dissídio Coletivo: Quando não há acordo, ou convenção coletiva negociada entre empregadores e empregados, o conflito é levado à Justiça do Trabalho, que decidirá por meio de dissídio coletivo. Direito coletivo do trabalho Fonte: Imagens geradas pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Greve e lockout Greve: direito constitucional, cabendo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam defender por meio da greve. A CF determina que, durante as greves, a lei defina quais serviços são essenciais, de modo a garantir que as necessidades inadiáveis sejam atendidas durante a greve. Lockout: Suspensão dos trabalhos por iniciativa do empregador, nos termos do que dispõe o art. 722 da CLT à prévia autorização do tribunal competente. Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/greve-amazon- disputa-trabalhista-1488148/ Assédio moral nas relações de trabalho Comportamento abusivo e humilhante praticado de forma reiterada por palavras, atitudes, gestos ou expressão corporal. Caracterizado por direcionalidade (vítima escolhida), prolongamento no tempo e conhecimento público. Cobrança por metas abusivas Apelidos ou referências pejorativas Críticas públicas ou ridicularização Brincadeiras agressivas que humilham Tarefas impossíveis ou inúteis Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Assédio Moral: O assédio sexual é tipificado como crime no Código Penal, artigo 216-A: Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos (Brasil, 1940). §2º- A pena será aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. O assédio sexual pode ocorrer de diversas formas: pelo constrangimento realizado verbalmente, por escrito e até por gestos. O uso de violências nessas circunstâncias, ou seja, com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, caracteriza o crime de estupro previsto no art. 213 do Código Penal. Assédio sexual nas relações de trabalho Com a Reforma Trabalhista, a Lei n. 13.467/2017 introduziu o dano extrapatrimonial na CLT (arts. 223-A até 223-G) decorrentes da relação de trabalho. A norma define que “causa dano de natureza extrapatrimonial a ação ou omissão que ofenda a esfera moral ou existencial da pessoa física ou jurídica, as quais são as titulares exclusivas do direito à reparação” (Brasil, 2017). Assim, os empregados que causarem danos extrapatrimoniais a seus empregadores e os empregadores que causarem danos extrapatrimoniais a seus empregados serão obrigados a indenizar os danos causados. A lei se aplica aos casos de ação ou omissão. Dano extrapatrimonial Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft. Bens juridicamente tutelados: Dano extrapatrimonial Pessoa física/empregados Pessoa jurídica Honra, imagem e intimidade Imagem e a marca Liberdade de ação Nome Autoestima, a sexualidade, a saúde Segredo empresarial Lazer e integridade física Sigilo de correspondência O pedido de reparação por danos extrapatrimoniais poderá ser cumulado com o pedido de danos patrimoniais, sempre que decorrentes do mesmo ato lesivo. Na decisão, o juiz deverá discriminar os valores de condenação para danos patrimoniais e para danos extrapatrimoniais. Sobre a negociação coletiva no Direito do Trabalho brasileiro, assinale a alternativa correta: a) A negociação coletiva só pode tratar de salários, não sendo permitida a discussão sobre jornada de trabalho ou condições de trabalho. b) Convenções ou acordos coletivos de trabalho podem prevalecer sobre a lei em temas como jornada de trabalho, banco de horas e plano de cargos. c) Apenas os empregadores participam das negociações coletivas, cabendo aos empregados apenas aceitar as decisões tomadas. d) As negociações coletivas não geram normas específicas para cada categoria profissional, sendo sempre aplicadas de forma geral. e) O Poder Judiciário sempre decide as questões trabalhistas, não havendo espaço para soluções construídas entre empregadores e empregados. Interatividade Sobre a negociação coletiva no Direito do Trabalho brasileiro, assinale a alternativa correta: a) A negociação coletiva só pode tratar de salários, não sendo permitida a discussão sobre jornada de trabalho ou condições de trabalho. b) Convenções ou acordos coletivos de trabalho podem prevalecer sobre a lei em temas como jornada de trabalho, banco de horas e plano de cargos. c) Apenas os empregadores participam das negociações coletivas, cabendo aos empregados apenas aceitar as decisões tomadas. d) As negociações coletivas não geram normas específicas para cada categoria profissional, sendo sempre aplicadas de forma geral. e) O Poder Judiciário sempre decide as questões trabalhistas, não havendo espaço para soluções construídas entre empregadores e empregados. Resposta BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://x.gd/spoh5. Acesso em: 11 jan. 2026. BRASIL. Decreto n. 6.481, de 12 de junho de 2008. Brasília, 2008a. Disponível em: https://x.gd/WwCzG. Acesso em: 25 ago. 2025. BRASIL. Emenda Constitucional n. 122, de 17 de maio de 2022. Brasília, 2022a. Disponível em: https://x.gd/l7Kal. Acesso em: 22 ago. 2025. BRASIL. Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1940. Disponível em: https://x.gd/2ezzw. Acesso em: 11 jan. 2026. BRASIL. Decreto-Lei n. 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1943. Disponível em: https://x.gd/57nhD. Acesso em: 11 jan. 2026. BRASIL. Lei n. 13.467, de 13 de julho de 2017. Brasília, DF: Presidência da República, 2017. Disponível em: https://x.gd/RVwJO. Acesso em: 11 jan. 2026. Referências ATÉ A PRÓXIMA!