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LESÕES POR HIPÓXIA, 
ANÓXIA - ISQUEMIA
Índice de estudo
✓ Mecanismos moleculares da falta de 
oxigenação celular e tecidual;
✓ Causas da falta do aporte de oxigênio;
✓ Lesão celular isquêmica;
✓ Morte isquêmica;
Conceito: 
A redução do fornecimento de oxigênio às 
células é chamada de hipóxia, enquanto a 
parada total desse suprimento é denominada 
de anóxia.
 Isquemia é a obstrução de um vaso, 
geralmente artéria.
 Hipóxia e anóxia são causas muito 
frequentes e importantes de lesões celulares. 
Privação de 
oxigênio nos 
tecidos.
A sensibilidade 
de cada célula 
depende da 
capacidade em 
resistir a falta de 
oxigênio. Por ex.
– Neurônio: 3-5 min. 
– Miocárdio, 
hepatócitos: 10 
min/2horas 
– Fibroblastos, 
músculo esquelético, 
epiderme: 
muitas horas.
Pequena quantidade de Oxigênio
Ausência de Oxgênio
Eptélio de um vaso é composto pelas celulas epteliais.
O oxigênio chega nos tecidos através do sangue, sendo:
10% - plasma
90% - ligado na hemoglobina dentro das hemácias.
Quanto mais hemoglobina, mais oxigênio é transportado.
Ao chegar nos capilares sanguíneos, o O2 se solta da hemoglobina e atravessa a mebrana plasmática e vai para os tecidos. 
Refere-se a qualquer estado que existe uma redução do oxigênio 
disponível.
A adaptação celular se dá na forma da célula a utilizar energia.
ATP passa a ser consumido sobretudo nas atividades de bombas 
iônicas e nas sínteses celulares;
A redução de ATP está frequentemente associada à hipóxia. 
HIPOXIA
Diversas causas produzem obstrução vascular que leva à 
redução do fluxo sanguíneo (oligoemia, com hipóxia) ou a 
sua parada (isquemia, com anóxia).
 Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno e 
da sua suscetibilidade à privação de O2 e nutrientes, as 
células degeneram ou morrem. 
HIPÓXIA, ANÓXIA E ISQUEMIA
Uma célula submetida à hipóxia apresenta modificações 
metabólicas progressivas, dando origem a lesões 
reversíveis ou, dependendo da intensidade e duração, 
irreversíveis
As principais alterações da redução no 
fornecimento de oxigênio à célula são:
Diminuição da síntese de ATP
Alteração da bomba de íons na 
membrana celular
Diminuição das sínteses celulares
Redução do pH 
Condensação da cromatina
Quando há depleção do ATP (por hipóxia, anóxia, isquemia 
ou envenenamento), a falta de energia produz falha das 
bombas de Na+ e K+, que são localizadas na membrana 
celular. 
 Com isto há entrada de Na+ e água e saída de K+, 
produzindo edema intracelular. 
HIPÓXIA, ANÓXIA E ISQUEMIA
A célula então inicia 
glicólise anaeróbia, que é 
menos eficiente, gerando 
menos energia, 
produzindo substâncias 
ácidas (ácido lático, 
fosfatos inorgânicos) e 
exaurindo os depósitos 
celulares de glicogênio.
 Com isto há queda do 
pH intracelular. 
HIPÓXIA E ANÓXIA
A falha na bomba de Ca2+ faz com que o cálcio comece a se 
acumular no citosol, ativando enzimas tais como as proteases, 
ATPases, endonucleases e outras, que causam destruição de 
componentes importantes da célula (proteínas, ATP, ácidos 
nucléicos, membranas), podendo decolar os ribossomos do RER, 
rompimento do citoesqueleto e rompimento da membrana 
lisossmoal liberando enzimas lisossomais e por fim levar à morte 
celular. 
HIPÓXIA E ANÓXIA
O retículo endoplasmático começa a perder os seus 
ribossomos, ocorrendo prejuízo ou parada da 
produção de proteínas (estruturais e funcionais), o 
que pode culminar na morte da célula. 
HIPÓXIA E ANÓXIA
HipóxiaCélula
– A diminuição da síntese de ATP 
leva a:
 1) acumulo de FADH2 e NADH2 
que reduzem a atividade do ciclo 
de Krebs causando elevação de 
acetil-Coa o que favorece a 
síntese de ácido graxo, 
2) acúmulo de ADP e AMP que 
estimulam a glicólise anaeróbica. 
Produção excessiva de ác. Lático 
que reduz o pH intracelular, 
3) desligamento das bombas 
eletrolíticas principalmente Na+/K+ 
ATPase. O que ocasiona a entrada 
maciça de Na+ concomitante a 
H2O levando a tumefação da 
célula e de suas organelas 
(degeneração hidrópica).
Hipóxia
– A redução do pH intracelular 
provoca condensação da 
cromatina, principalmente junto da 
membrana nuclear, dificultando a 
transcrição gênica.
– Aumento da síntese de 
triglicerídeos devido ao excesso 
de acetil-Coa disponível para a 
síntese de ácido graxos. Isso pode 
levar a esteatose.
– as membranas se alteram pela 
perda estrutural e pela 
incapacidade de recomposição.
– Os lisossomos tornam-se 
tumefeitos e liberam hidrolases 
que iniciam o processo de 
autólise.
Célula
Mapa mental 
da Hipóxia 
celular
↓ [ O2]
↓ ATP
↓Bomba de Na+/K+
Degeneração 
hidrópica intracelular 
Edema celular e Degeneração 
vacuolar (lisossomos)
Destruição lisossmoal 
(liberação de hidrolases)
MORTE 
CELULAR
↑ NADH2 e FADH2
↑ Acetil CoA
↑ Síntese de 
ácidos graxos
Esteatose
↓ pH intracelular
↑ ADP e AMP
↑ Ácido lático
↓ ciclo Krebs
Glicólise Anaeróbica 
C
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↑ [ Ca+2]↓ síntese proteica
↓
 S
ín
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s
e
 
p
ro
te
ic
a
É a falta de fornecimento sanguíneo para um 
tecido devido a obstrução causada por um trombo, seja 
ele formado por placas gordurosas ou por coágulos 
sanguíneos. 
ISQUEMIA
Como o sangue, através das 
hemácias (glóbulos vermelhos), 
leva o oxigênio às células, a 
isquemia resulta em falta de 
glicose e de oxigenação nas 
células. O local mal oxigenado 
tende a ficar roxo e se não for 
tratado com urgência pode 
causar a morte.
Esse é o tipo mais comum de 
lesão celular em medicina 
clínica.
Ao contrário da hipóxia, 
durante a qual a produção 
glicolítica de energia continua, 
a isquemia compromete o 
transporte de substratos para 
glicólise. 
ISQUEMIA
Principais isquemias
Isquemia mesentérica causada pela diminuição do fluxo 
sanguíneo intestinal devido a trombose, embolia ou 
vasoconstrição.
Isquemia cardíaca é caracterizada pela diminuição da 
passagem de sangue pelas artérias coronárias.
Isquemia cerebral é a falta de irrigação sanguínea e 
consequentemente de oxigênio no cérebro que se 
manifesta através de sintomas como sonolência, 
paralisias dos braços e pernas e/ou alterações da fala e 
da visão (AVC isquêmico).
Principais isquemias
Isquemia mesentérica causada pela diminuição do fluxo 
sanguíneo intestinal devido a trombose, embolia ou 
vasoconstrição.
Isquemia cardíaca é caracterizada pela diminuição da 
passagem de sangue pelas artérias coronárias.
Isquemia cerebral é a falta de irrigação sanguínea e 
consequentemente de oxigênio no cérebro que se 
manifesta através de sintomas como sonolência, 
paralisias dos braços e pernas e/ou alterações da fala e 
da visão (AVC isquêmico).
Síndrome do desfiladeiro torácico (compressão do plexo braquial);
✓Aterosclerose (placas de gordura obstruindo as artérias);
✓Hipoglicemia (baixa do que o nível normal de glicose);
✓Taquicardia (batimento anormalmente rápido do coração);
✓Hipotensão (pressão arterial baixa, por exemplo, em séptico insuficiência cardíaca, 
choque);
✓Tromboembolismo venoso (coágulos nas veias);
✓Compressão do lado de fora de um vaso sanguíneo, por exemplo, por um tumor ou 
por síndrome da artéria mesentérica superior;
✓Embolia (corpos estranhos na circulação embolia de líquido, por exemplo líquido 
amniótico;
✓Anemia falciforme (glóbulos vermelhos com forma de foice);
Induzida pela força-g (aceleração do organismo) a restringir o fluxo sanguíneo e forçar 
o sangue para as extremidades do corpo, tal como exagerando em acrobacias e ou 
pilotando aviões militares a grande velocidade;
✓Garroteamento/Torniquete;
✓Um aumento do nível de estimulação do receptor de glutamato;
✓Malformações arteriovenosas;
✓Doença arterial periférica oclusiva;
✓Anemia pode levar o organismo a dar preferência a órgãos vitais causando isquemia 
nos pés e mãos.
CAUSAS DA ISQUEMIA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aterosclerose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipoglicemiahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Taquicardia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipotens%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tromboembolismo_venoso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Embolia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anemia_falciforme
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anemia_falciforme
https://pt.wikipedia.org/wiki/G_(f%C3%ADsica)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torniquete
https://pt.wikipedia.org/wiki/Glutamato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_arterial_perif%C3%A9rica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anemia
Fatores controláveis:
✓ Grandes concentrações de Colesterol circulante;
✓ Hipertensão arterial;
✓ Tabagismo;
✓ Excesso de peso;
✓ Sedentarismo;
✓ Diabetes Mellitus;
✓ Apneia do sono - aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias 
e infarto;
✓ Transtornos de ansiedade;
✓ Transtornos alimentares. 
Fatores não controláveis:
Idade (Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos ou após a 
menopausa). História familiar de isquemias ou predisposição genética.
 
FATORES DE RISCO DA ISQUEMIA
Com o tempo, essas 
alterações progridem em 
intensidade, finalmente 
atingindo componentes 
estruturais e bioquímicos vitais 
e resultando em morte celular. 
PROGRESSÃO ISQUÊMICA
Visto que toda doença isquêmica 
pode originar-se de depleção celular 
de ATP, a incapacidade de gerar 
compostos de alta energia, quando se 
tem a oportunidade de fazê-lo, pode 
ser considerada um ponto sem 
retorno, quando então a reperfusão 
não consegue resgatar a célula 
lesada. 
CO primeiro ponto de ataque 
da hipóxia é a respiração 
aeróbica celular, isto é, a 
fosforilação oxidativa pelas 
mitocôndrias. 
 À medida que a tensão de 
oxigênio dentro da célula cai, 
há perda da fosforilação 
oxidativa e diminuição da 
geração de ATP. 
 A resultante depleção de 
ATP exerce efeitos difusos 
sobre muitos sistemas dentro 
da célula. 
Se a hipóxia continuar, a depleção de 
ATP crescente causa deterioração 
morfológica adicional. 
 O citoesqueleto sofre dispersão, 
resultando na perda de características 
ultra-estruturais. 
 Se o oxigênio for restaurado, todas 
essas perturbações são reversíveis 
lesada. 
PROGRESSÃO ISQUÊMICA
Diminuição do afluxo de sangue em uma região.
 O termo "isquemia" costuma ser empregado para as situações 
em que ocorre ausência total de afluxo sanguíneo em um local. 
 Para as diminuições parciais do aporte sanguíneo, costuma-se 
empregar o termo "oligoemia".
A principal consequência da isquemia para os tecidos atingidos é a 
hipóxia ou a anóxia, ou seja, a deficiência parcial ou total de oxigênio, 
respectivamente. 
PROGRESSÃO ISQUÊMICA
A diminuição da quantidade de sangue ou a sua não chegada aos 
tecidos pode provocar a morte destes. 
 Nesse caso, o processo de irreversibilidade da vitalidade tecidual é 
denominado de Infarto. 
CONSEQUÊNCIAS ISQUÊMICAS
Os fatores condicionantes ao infarto compreendem aqueles que 
predispõem ao estabelecimento da isquemia. 
 Assim, o estado geral do sistema cardiovascular, a anatomia da 
rede vascular (circulação dupla ou paralela, obstrução parcial e/ou 
venosa da circulação única, circulação colateral) e a vulnerabilidade 
do tecido a isquemia (por exemplo, o tecido nervoso e o cardíaco) 
são alguns exemplos desses fatores. 
CONSEQUÊNCIAS ISQUÊMICAS
Membranas lisossômicas são rompidas, levando ao extravasamento 
das enzimas lisossomais para o citoplasma. 
 Essas enzimas provocam digestão enzimática dos componentes 
celulares, ocasionando a morte celular por autólise. 
 Portanto, a isquemia provoca lesões reversíveis e irreversíveis, as 
quais são devidas principalmente a alteração dos níveis de ATP e de 
cálcio.
CONSEQUÊNCIAS ISQUÊMICAS
Estudo de caso clínico
Paciente masculino, 84 anos, negro, deu entrada no pronto 
atendimento com quadro de precordialgia irradiando para 
mandíbula e membro superior esquerdo, sudorese e vertigens, 
há cerca de 40 minutos. Relata também, não ter história 
familiar positiva para miocardiopatia e hipertensão, além de 
outros antecedentes pessoais, como: vegetariano, esportista, 
não tabagista e não etilista. Relata desconhecer outras 
doenças crônicas.
EXAME FÍSICO
Regular estado geral, corado, hidratado, afebril, anictérico, 
acianótico, sem turgência jugular.
PA 110×60 mmHg; FC 83 bpm; FR 17 irpm; SatO2 92%.
Ritmo cardíaco regular, com bulhas cardíacas hipofonéticas, 
com sopro diastólico em foco de base.
Estudo de caso clínico
Paciente do sexo masculino, negro, 60 anos, hipertenso, 
diabético e portador de insuficiência renal crônica (dialítico), foi 
encaminhado para o hospital por uma unidade satélite por estar 
há 14 dias cursando com edema em membro inferior direito, 
doloroso à palpação, com hiperemia e calor local. Sem demais 
queixas no momento da consulta. Nega alergias. Faz uso 
continuo apenas de Cloridrato de Clonidina (Atensina®) 0,2 
mg/dia [anti-hipertensivo].
- Exame Membros Inferiores: Membro inferior direito com 
edema até joelho, doloroso. Ausência de varizes.
- Exame de Imagem: Ultrassom com Doppler de membro 
inferior direito com veia femoral comum incompressível, sem 
fluxo ao Doppler com trombo em sua luz.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ROBBINS, S. L. Patologia Estrutural e Funcional. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo Patologia Geral. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
KUMAR, K; Abbas, A; Aster, J. Robbins & Cotran. Patologia - Bases Patológicas das Doenças. 9. Ed. 
Guanabara Koogan, 2021. 
ANGELO, I.C. Patologia geral. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016.
Quinta etapa 
concluída 
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