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RELATÓRIO_-_ESTÁGIO_SUPERVISIONADO Lindalva

Relatório de Estágio Supervisionado I em Enfermagem (Brasília, 2024) que descreve estágio na UBS Camping Club. Contém introdução, contextualização, objetivos, atividades em programas da atenção básica (Tuberculose, Hanseníase, PNI, Hiperdia, puericultura, saúde da mulher), estudo de caso, visitas domiciliares, figuras e anexos.

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GRUPO SER EDUCACIONAL
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
Lindalva Silva Nonato
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO I
BRASÍLIA 2024
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Atuação da equipe e estagiarias na campanha de vacinação	07
Figura 2 – Estagiária realizando o sonar em consulta pré-natal	09
Figura 3 – Aferição dos sinais vitais da paciente do sexo feminino.	10
Figura 4- Análise e limpeza da ferida operatoria do paciente do sexo masculino.	11
Figura 5 - Retirada dos pontos da ferida operatoria do paciente do sexo masculino...11
Figura 6 - Lesão pós operatoria antes do curativo........................................................12
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO........................................................................................................................4
CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO...................................................................	.5
OBJETIVOS.............................................................................................................................6
3.1 Objetivo Geral......................................................................................................................6
3.2 Objetivos Específicos...........................................................................................................6
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS........................................................................................7
	4.1 Atuação nos Programas de Tuberculose e Hanseníase..........................................................7
	4.2 Atuação no Programa Nacional De Imunização....................................................................7
	4.3 Atuação no Programa Hiperdia.............................................................................................8
	4.4 Atuação no Programa Saúde da Criança (Puericultura) ........................................................8
	4.5 Atuações Gerenciais..............................................................................................................8
	4.6 Atuação No Programa Saúde Da Mulher (Pré-Natal e Planejamento Familiar, Programa de Combate ao Câncer de Colo Uterino) ............................................................................................8
	4.7 Estudo de Caso .....................................................................................................................9
	4.8 Desenvolvimento de Ações em Educação em Saúde (Saúde e Grupos, Interação com a Comunidade) ................................................................................................................................10 
	4.9 Atuação nas Visitas Domiciliares........................................................................................10
 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................13
REFERÊNCIAS	14
ANEXOS - DOCUMENTOS....................................................................................................15
1. INTRODUÇÃO
Os alunos têm a oportunidade de aprender na vida real com a disciplina de Estágio Supervisionado 1. Ao longo dessa disciplina, o aluno atua em um ambiente de trabalho sob a supervisão de um professor especialista em seu campo. O objetivo principal é aplicar os conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula e ganhar experiência na área. A formação orientada oferece aos alunos a oportunidade de experimentar situações práticas, lidar com problemas e aprimorar suas habilidades técnicas e comportamentais. 
A Atenção Básica é a principal porta de entrada para os usuários da saúde pública que procuram a UBS para atendimento e acompanhamento de seu tratamento. supervisionando a varredura da saúde da família, incluindo recém-nascidos, mulheres grávidas, jovens adultos e idosos, além de promover a promoção, prevenção e assistência à saúde. 
O UBS Camping Club, que faz parte do PSF/SUS, foi o local onde o Estágio Supervisionado 1 foi realizado. Esta Unidade criou atendimento de consulta marcada e de demanda espontânea, e manteve uma sala de soroterapia para pacientes com sintomas de dengue clássica durante a epidemia de dengue em Goiás e no Distrito Federal. 
De 18 de março a 12 de junho, aprendemos na sala de triagem, consulta de enfermagem na demanda espontânea, pré-natal, puericultura, saúde da mulher e sala de medicação, onde atendíamos em dupla sob supervisão da preceptora. Os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos durante o curso foram essenciais para o desenvolvimento das habilidades profissionais de enfermagem nessa área de atuação. 
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Estágio supervisionado I – Enfermagem
2. CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
A UBS Camping Clube em Águas Lindas de Goiás foi o local para o Estágio Supervisionado. O clube tinha uma recepção, uma triagem de pacientes marcados e não marcados, dois consultórios de enfermagem e médico, uma sala de vacina, um Núcleo de Atendimento de Saúde da Família, um consultório odontológico, um almoxarifado e uma sala de soroterapia, que estava aberta durante a endemia de dengue do estado. Pacientes marcados e pacientes de demanda espontânea podem ser atendidos nessa unidade. 
Os dois bairros são atendidos pela unidade, que possui um enfermeiro e um médico, além de ACS para cada um. Fizemos atendimento no segundo horário porque um bairro é atendido das 07:00 às 15:00 e outro de 14:00 às 22:00. 
A atividade foi supervisionada pela Professora Maria Izanilda da Silva Rodrigues, COREN 297010DF/GO, e foi realizada de 18 de março de 2024 a 12 de junho de 2024, no horário das 13:00 às 19:00 horas (6 horas diárias), com um total de 360 horas de trabalho. 
3. OBJETIVOS 
Desenvolver trabalhos práticos baseados em estudos, teóricos e práticos, formando assim especialistas capazes de atender às necessidades do mercado de trabalho. Formar estudantes universitários de enfermagem nas diversas áreas de atuação profissional, desenvolvendo competências e sua preparação para o mercado de trabalho, além de promover competências e experiência para a nossa vida profissional. 
3.1 OBJETIVO GERAL
Compreender o cuidado prestado aos pacientes atendidos em uma unidade de saúde da família de forma integral, numa perspectiva de cuidado global e de assistência multidisciplinar. Demonstrar a importância da enfermagem neste contexto, observar, avaliar e intervir para a promoção, prevenção e cura deste indivíduo e o aprofundamento das condutas de enfermagem, bem como trocar ideias entre colegas profissionais, colegas de prática e a preceptora.
3.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS
· Conhecer o papel do enfermeiro; 
· Expor a prática aos conhecimentos teóricos obtidos ao longo do curso; 
· Compreender como funciona a saúde pública; 
· Descrever e resumir o conhecimento e o trabalho desenvolvido neste período; 
· Demonstrar e conhecer os trabalhos e atividades realizadas durante o estágio.
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
As atividades realizadas nesse período foram: consulta aos enfermeiros, atendimento à demanda espontânea, desenvolvimento de ações preventivas e de controle de doenças e supervisão da administração de medicamentos intravenosos. 
Todas essas atividades fazem parte das competências do enfermeiro da USF, que segundo o Ministério da Saúde são: 
· Prestar assistência direta de enfermagem em órgãos clínicos e emergências, demonstrando continuidade do cuidado prestado; 
· Realizar consultas de enfermagem, solicitar exames complementares, prescrever/transcrever medicamentos, de acordo com os protocolos definidos nos programas do Ministério da Saúde e nas disposições legais da profissão; 
· Planear, gerir, coordenar, executar e avaliar a Unidade de Saúde Familiar (NFSH), tendo em conta as atuais necessidades de saúde da população designada; 
· Realizar ações integrais de atendimento a crianças, mulheres, adolescentes, adultos e idosos; 
· Unir a prestação clínica e a prática de saúde coletiva; 
· Realizar atividades correspondentes às áreas prioritárias de intervenção nos cuidadosprimários, definidas na NOAS 2002; 
· Supervisiona e conduz atividades de capacitação de ASC e auxiliares de enfermagem para o desempenho de suas funções.
4.1 – Atuação nos Programas de Tuberculose e Hanseníase.
A UBS onde foi realizada a prática não possui programa específico para hanseníase e tuberculose, mas o município possui protocolo específico para esses casos, conforme protocolo do Ministério da Saúde. 
4.2 – Atuação no Programas Nacional de Imunização.
Tivemos a oportunidade de acompanhar a evolução do programa. sala de vacinação, bem como cadastro no sistema, além de participação no dia “d” da campanha da gripe. Neste dia preparamos e administramos a vacina contra a gripe à população em geral. 
Figura 1- Atuação da equipe e estagiarias na campanha de vacinação
4.3 – Atuação no Programas Hiperdia.
A unidade não possui dia específico para acompanhamento de hipertensos e diabéticos, mas a equipe de saúde possui protocolo municipal para esses pacientes. Alguns pacientes foram atendidos para acompanhamento dessas patologias para continuidade desses tratamentos e receberam orientações gerais, com casos específicos encaminhados para equipe multidisciplinar. 
4.4 – Atuação no Programa Saúde da Criança (puericultura).
Tivemos a oportunidade de realizar consultas de enfermagem específicas sobre questões de cuidado infantil e dúvidas espontâneas. Coletamos dados (peso, altura, perímetro cefálico, desenvolvimento sensório-motor), fazemos anotações no cartão da criança, consultamos sobre alimentação e ordem geral. Também foram feitos questionamentos para casos de resfriado, suspeita de dengue e Covid-19, tosse persistente e distúrbios gastrointestinais, onde o município tem liberdade para prescrever medicamentos pelo profissional enfermeiro, dando assim autonomia para tal atendimento. 
4.5 – Atuações Gerenciais
Não houve acesso a gerência da Unidade de Saúde.
4.6 – Atuação no Programa de Saúde da Mulher (Pré-Natal e planejamento familiar. Programa de Combate ao Câncer de Colo Uterino)
Tivemos a oportunidade de realizar diversas consultas de pré-natal em dupla, sob supervisão do preceptor, de forma independente do enfermeiro da UBS, preenchendo a ficha de pré-natal, prescrevendo medicamentos e solicitando exames conforme protocolo. O aparelho dispõe de um sonar utilizado durante as consultas, que se alternam com o médico de família. A remoção do DIU foi notada na primeira semana. Tiramos sangue da mãe para análise (protocolo municipal), que é feito no primeiro e terceiro trimestre. Na unidade também foram realizados testes rápidos de IST (triagem) – teste rápido para sífilis, HIV e hepatites. Como a unidade não possui dia fixo para atendimento pré-natal, as consultas ocorreram em dias aleatórios da semana. 
Figura 2- estagiaria realizando o sonar em consulta pré-natal
O município possui limite de 25 coletas de material citopatológico (preventivo) por mês para cada enfermaria atendida, levando em consideração a alta demanda da enfermeira responsável pela enfermaria e o baixo percentual de mulheres que realizaram triagem, sugerimos realizar uma arrecadação preventiva de “esforços coletivos”. Esses atendimentos eram oferecidos às segundas e terças-feiras, por ordem de chegada, pelos estagiários sob supervisão de um preceptor. Nesse período, conseguimos atingir a meta de exames realizados. Os resultados foram vistos pela enfermeira e pelo médico responsável pela unidade. Os formulários preenchidos são os recomendados pelo Ministério da Saúde e a maioria das mulheres optou por aguardar os resultados conforme a regulamentação municipal, enquanto outras em laboratório particular. 
Foram realizadas três visitas domiciliares, sendo duas na mesma casa. Todos os três realizados pela primeira equipe (aquela das 07h00 às 15h00) No primeiro caso, tratava-se de um casal de idosos que morava sozinho. A senhora tinha diversas comorbilidades, incluindo consequências de um acidente vascular cerebral com dificuldades motoras, e o marido tinha caído recentemente e partido a anca. Na primeira visita, esteve presente um grupo de internos, acompanhados pelo preceptor, pelo médico assistente e pelo ACS, após chamada ao ACS pela mulher que afirmou que o marido não apresentava fezes e estava com o estômago distendido. A partir da visita foi verificado o estado clínico do casal, e avaliada a ferida cirúrgica, durante a qual foi confirmada a boa cicatrização e os pontos foram retirados. Diretrizes gerais foram desenvolvidas na área de enfermagem. A segunda visita à mesma casa foi feita por um segundo grupo de estagiários, do qual não participei. 
4.7 – Estudo de Caso
Não houve ação grupal ou interação comunitária porque a área de abrangência em que atuamos era um pouco distante da UBS.
4.8 – Desenvolvimento de ações em Educação em Saúde (saúde e grupos, interação com a comunidade)
Não foi realizada nenhuma ação de grupos e interação com a comunidade, visto que o bairro de cobertura em que estávamos atuando era um pouco longe da UBS.
4.9 – Atuações nas Visitas Domiciliares.
Foram realizadas três visitas domiciliares, sendo duas delas no mesmo domicílio. Todos os três realizados pela primeira equipe (aquela das 7h às 15h). No primeiro caso, tratava-se de um casal de idosos que morava sozinho. A mulher tinha diversas comorbilidades, incluindo consequências de um acidente vascular cerebral com dificuldades motoras, e o marido tinha caído recentemente e partido a anca. 
Na primeira visita, esteve presente um grupo de presos, acompanhados pelo preceptor, pelo médico assistente e por ACS, em homenagem à esposa chamada ACS, que afirmou que o marido não evacuava e estava com o estômago relaxado. Após a visita, foi verificado o estado clínico do casal e avaliada também a ferida cirúrgica, durante a qual foi confirmada a boa cicatrização e retirados os pontos. Diretrizes gerais foram desenvolvidas na área de enfermagem. A segunda visita à mesma casa foi feita por um segundo grupo de estagiários, do qual não participei.
Figura 3- Aferição dos sinais vitais da paciente do sexo feminino.
Figura 4- Analise e limpeza da ferida operatoria do paciente do sexo masculino
Figura 5- retirada dos pontos da ferida operatoria do paciente do sexo masculino.
A segunda paciente, também acompanhada pela primeira equipe, foi uma mulher que sofreu um infarto (acontecido em dezembro de 2023) e em março de 2024 teve uma complicação de diabetes, que a levou de volta ao hospital, onde sofreu de pneumonia bacteriana. e ele teve que ser internado e ficar lá por cerca de 15 dias. Após a alta, ele voltou para casa com SNG, marcha assistida e redução da força no hemisfério esquerdo. A equipe ofereceu orientação nutricional e o médico responsável procurou a fonoaudióloga municipal para avaliação. Os internos verificaram os sinais vitais e deram orientações gerais sobre cuidados. 
O estado de Goiás e DF vivenciavam uma epidemia de dengue, então a UBS contava com uma sala de soroterapia, onde aprendemos a administrar os medicamentos disponíveis na unidade (que, no caso, eram complexo B, vitamina C, ondasetrona e dipirona), além dos requisitos existentes. A unidade não possui uma sala de curativo, porém internam recebemos um paciente que solicitou avaliação pós-operatória de sua lesão após relatar ter batido. Improvisamos os equipamentos existentes e realizamos antissépticos no local com troca de curativo.
Figura 6- Lesão pós operatoria antes do curativo
5.CONSIDERAÇÕES FINAIS
A prática supervisionada realizada nas UBS foi de grande valia para a formação da profissão de enfermagem. Foi dada total autonomia ao atendimento ao paciente, tanto por solicitação planejada quanto espontânea, além das visitas domiciliares. A equipe docente e o professor se mostraram abertos aos alunos, demonstrando interesse em ajudar e agradecimento pela ajuda dos alunos. Durante este estágio pude descobrir o verdadeiro significado da enfermagem, acolhendo pessoas de diversas classes sociais que necessitavam de vacinação, cuidados e hospitalidade.Nossa preceptora nos mostrou uma forma humanizada de cuidar, principalmente na atenção básica, onde muitos só querem ser ouvidos, e isso ampliou a forma de “cuidar”, de algo mecanizado para algo mais humanizado, auxiliando na minha formação profissional. Por fim, conseguimos demonstrar nossos conhecimentos teóricos e colocá-los em prática com total autonomia e liberdade, o que tornou produtivo o período de estágio.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 373, de 27 de fevereiro de 2002. Aprova, na forma do anexo desta portaria, a norma operacional da Assistência à saúde - NOAS-SUS 01/2002 que amplia as responsabilidades dos municípios na atenção básica; estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca de maior equidade; cria mecanismos para o fortalecimento da capacidade de gestão do sistema único de saúde e procede a atualização dos critérios de habilitação de estados e municípios. Brasília, 2002
Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 2 v. : il.
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ANEXO – DOCUMENTOS
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