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Carmílio Lourenço Relatório das Práticas Pedagógicas do Ensino Básico 1 Planificação e assistência de aulas na Escola Primaria do 1º e 2º Graus de Navela Licenciatura em Ensino Básico Universidade Save Massinga 2024 Carmílio Lourenço Relatório das Práticas Pedagógicas de Ensino Básico 1 Planificação e assistência de aulas na Escola Primaria do 1º e 2º Graus de Navela Relatório das Praticas Pedagógicas do Ensino Básico I, a ser apresentados ao docente da cadeira de Práticas Pedagógicas de Ensino Básico 1 para efeitos de avaliação. Docente: Alifo Artur Ayuba Universidade Save Massinga 2024 35 Índice Lista de abreviaturas iii Declaração iv Dedicatória v Agradecimentos vi Resumo vii Objectivos 8 Geral: 8 Específicos: 9 Metodologias 9 Apresentação e início das actividades das práticas pedagógicas 9 CAPÍTULO I – DESENVOLVIMENTO DAS AULAS TEÓRICAS 10 1.1.Manuis de ensino 10 1.1.1.Funções do manual de ensino no processo de ensino – aprendizagem 11 1.2.Programas de ensino 11 1.2.1.Objectivos dos programas de ensino em Moçambique 12 1.3.Plano de aula 13 1.3.2.Importância do plano de aula no processo de ensino e aprendizagem 13 1.4.Planificação de Aula 14 1.4.2.Etapas de planificação 14 1.5.Assistência de aulas 15 1.5.1.Etapas de observação de aulas 15 1.5.2.Finalidades da observação de aulas 16 CAPÍTULO II – DESCRIÇÃO FÍSICA DA ÁREA DE ESTÁGIO 17 2.1.Localização geográfica da escola 17 2.1.1.Descrição da Escola 17 2.2.Organização Escolar 18 2.4.Gestão da escola 19 2.5.Regulamento Interno da escola 21 2.6.Plano de Estudos e Circulares 21 CAPÍTULO III – ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS NO LOCAL DE ESTÁGIO 23 3.1.Planificação e assistência das aulas 23 3.2.Decurso das Práticas Pedagógicas 23 3.3.Recepção do estudante na escola 24 3.4.Planificação da Aula 24 3.5.Decurso da Aula 24 3.6.Comprimento do programa de ensino 25 3.7.Avaliação do Processo de Ensino Aprendizagem 26 3.8.Relação Professor-Aluno 26 3.9.Outros aspectos observados 27 3.10.Sugestões 27 3.11.Problematização 28 Conclusão 31 Bibliografia 32 Lista de abreviaturas PPEBI Práticas Pedagógicas do Ensino Básico I PPG Práticas Pedagógicas Gerais EP1/2 Escola Primaria do 1º e 2º Graus de Navela PEA Processo de Ensino e Aprendizagem ADE Apoio Directo as Escolas OE Orçamento do Estado Declaração Eu, Carmílio Lourenço declaro por minha honra que o presente relatório das Práticas Pedagógicas do Ensino Básico 1 é resultado da investigação pessoal, e das orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na bibliografia final. Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para um grau académico. Massinga, aos 21 de Junho de 2024 _____________________________________________ Carmílio Lourenço Dedicatória Dedico o presente relatório à minha família Agradecimentos Agradecer primeiramente a Deus, Senhor do universo por ter-nos dado o dom de vida, e nos ter criado nesta face da terra. Em seguido estendo a minha gratidão ao meu supervisor e docente da cadeira Alifo Artur Aiuba, pelo apoio, orientação em todos momentos académicos enfrentados. À minha família que sempre manifestou o apoio necessário no percurso das aulas e até a materialização deste relatório das PPEBI. Também aos colegas da turma pela interacção e compartilha dos materiais necessários para vencer o desafio proposto. À Direcção da Escola Primaria do 1º e 2º Graus de Navela pela boa recepção e colaboração nas actividades propostas. A professora (tutora) Juvência Gabriel Guiamba pela colaboração e empenho no que tange a transmissão dos conhecimentos sobre a planificação e assistência de aulas. A todos que directa ou indirectamente contribuíram para a materialização deste, são gratos. Resumo Pressupõe que o processo de ensino e aprendizagem é a preocupação essencial da educação no nosso quotidiano, sendo assim pretende-se com este relatório das PPEBI, que versa sobre a planificação e assistência de aulas na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela mostrar os passos de recolha de informações essenciais para a realização deste relatório, tendo em conta que o estudante apresentou o seu credencial junto a secretaria da escola e foi recebido. As Práticas pedagógicas são actividades de formação inicial de professores e profissionais de educação adequando-os às situações reais do processo de ensino e aprendizagem e dotando-os de ferramentas para o contínuo desenvolvimento e aprendizagem, através a interacção da teoria e prática; e proporcionam um espaço de aprendizagem com variadas e ricas situações da realização educativa que possibilitam ao estudante consolidar os seus saberes teóricos aprendidos durante as aulas e compara-las com a realidade e para depois tirar as ilações para o melhor contributo para o processo de ensino e aprendizagem. Desta feita, fez-se a planificação das aulas e que procedeu com a assistência das aulas para tirar o melhor proveito na consolidação da teoria com a prática que é mais essencial para a formação dos alunos. E este relatório está organizado de capítulos para o melhor manuseio e para a compreensão usou-se uma linguagem clara e objectiva no tratamento dos conteúdos em alusão. Palavras-chave: Planificação; Assistência de aulas, Recolha de dados atinentes a planificação e assistência de aulas à tutora. Introdução O presente relatório, em cumprimento com o programa da cadeira de Praticas Pedagógicas de Ensino Básico I, do curso de Licenciatura de Ensino Básico que tiveram lugar na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela, que visa fazer prevalecer um bom senso do processo de ensino e aprendizagem. Entretanto, as Práticas Pedagógicas é uma cadeira que permite o aperfeiçoamento da arte de leccionar, visto que esta apresenta elementos adequados para o efeito. Sendo uma cadeira apropriada para a formação do professorado, ela circunscreve na medida que cada ano passa tendo começada pelas PPG respectivamente, como é do conhecimento que esta é gradual na sua preparação progressiva, trazendo deste modo um conhecimento científico sobre os fenómenos de educação. Para a concretização deste trabalho recorreu-se a várias consultas bibliográficas e na consulta oral que serviram de auxílio, da instituição até a escola em estudo que é EP1/2 de Navela. E ainda, no concerne a estrutura física do trabalho, para além da parte introdutória do relatório, temos o primeiro capitulo que debruça sobre a descrição e localização da escola em analise; o segundo capítulo fala sobre a fundamentação teórica; no terceiro versa sobre planificação e assistência de aulas também falar-se-á das recomendações dadas para a melhoria das actividades e ainda das conclusões chegadas ao longo da produção. De referir que consta ainda neste relatório a bibliografia final, os anexos e apêndices para mostrar a veracidade do trabalhão feito na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela no âmbito das PPEBI. As práticas pedagógicas constituem um processo na promoção dos indivíduos em habilita-los de conhecimentos e experiencias culturais que os tornam hábitos a actuar no meio sócio e a transforma-los em função das necessidades económicas, sociais e politicas das colectividades servindo desta feita de elo ligação aparte teórica e conciliada a prática. Objectivos Geral: · Analisar a planificação e assistência das aulas em contexto real do ensino e aprendizagem no Ensino Básico. Específicos: · Apresentar a localização e descrição da Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela; · Descrever a assistência de aulas e as actividades do professor – aluno na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela; · Utilizar de forma adequada as técnicas e instrumentos de observação da aula. Metodologias Gil (2002), metodologia é a lógica dos procedimentos científicos em sua génese e em seu desenvolvimento, e a metodologia deve ajudar a explicar não apenas os produtos da investigação, mas também seu próprio processopois suas exigências não são de submissão estrita a procedimentos rígidos. Para produção deste relatório recorreu-se ao uso de observação que consistiu na deslocação do estudante junto a escola em estudo para trazer a veracidade. E também usou-se a pesquisa bibliográfica para aliar com as opiniões já trazidas pelos vários autores em matérias relacionada com a planificação e assistência de aulas. Como salienta Fonseca (2002, p. 32), a pesquisa bibliográfica é realizada a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e electrónicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Apresentação e início das actividades das práticas pedagógicas As Práticas Pedagógicas de Ensino Básico I foram realizadas na EP1/2 de Navela, que procedeu com a apresentação do credencial à secretaria da escola o que isso foi feito no dia 01 de Abril do mês de Junho do ano em curso de 2024. E daí o estudante ficou a perceber sobre a forma de funcionamento da escola na base de planificação e assistências de aulas, onde foi cedido a classe e o período que esta tem aulas para puder participar. CAPÍTULO I – DESENVOLVIMENTO DAS AULAS TEÓRICAS Aranha (2007), pré-observação caracteriza-se pelo treino e preparação para o ato de observar, onde se exige ao docente a tarefa de planear o que pretende observar, as formas e os momentos da aplicação. Neste caso, este processo decorreu na sala de aulas da Universidade Save, como forma de instruir os estudantes naquilo que vão realizar no campo. Após a apresentação da cadeira de Práticas Pedagógicas de Ensino Básico I aos estudantes, foram leccionadas as seguintes aulas, manuais de ensino, programas de ensino, plano de aula, planificação de aula e assistência de aula. 1.1.Manuis de ensino Segundo Gérard & Roegiers (1998, p.19), um manual escolar pode ser definido como sendo um instrumento impresso, intencionalmente estruturado para se inscrever num processo de aprendizagem, com o fim de lhe melhorar a eficiência. Na perspectiva de Séguin (1989, p. 18-19), hoje em dia, o papel do manual escolar é enfatizado ao nível da sua acção pedagógica quanto ao: · Papel informativo, pela apresentação sequencial e progressiva de conhecimentos que já foram alvo do “efeito de filtragem”; · Papel de estruturação e organização de aprendizagem, sugerindo uma progressão do processo de ensino-aprendizagem mediante organização em “Unidades de aprendizagem” e “Sequências de Aprendizagem”; · Papel de guia da aprendizagem, guiando o aluno no processo de compreensão e percepção do mundo. Isto acontece, por exemplo, proporcionando actividades abertas e criativas para que o aprendente possa fazer uso das suas próprias experiências e observações. De acordo com Gérard & Roegiers (1998, p. 91), genericamente, o manual do professor tem de assegurar uma: a) Informação científica e geral; b) Formação pedagógica ligada à disciplina; c) Ajuda nas aprendizagens e na gestão das aulas; e d) Apoio na avaliação das aquisições 1.1.1.Funções do manual de ensino no processo de ensino – aprendizagem Na era da globalização, em que o acesso ao saber passa inevitavelmente pela escola, a actualização desta ferramenta pedagógica implicou novas funções para o manual escolar através do qual se tenta fomentar a autonomia pedagógica do aluno incentivando o “aprender a aprender” ao longo da vida. Como salienta Gérard & Roegiers (1998, p. 87), considera que existem sete funções essenciais do manual que são a: · Função de transmissão de conhecimentos; · Função de desenvolvimento de capacidades e de competências; · Função de consolidação das aquisições e aprendizagens; · Função de avaliação das aquisições; · Função de ajuda na integração das aquisições; e a · Função de educação social e cultural. 1.2.Programas de ensino Segundo Bloom (1956), um programa de ensino é uma série planejada de experiências educacionais, com um resultado claro e específico em mente, que é projectado para ajudar o aprendiz a alcançar um nível definido de comportamento, habilidade ou conhecimento. Portanto, os programas de ensino são os alicerces pedagógicos nas escolas, pois orientam as actividades de planificação de aulas, de reflexão sobre as práticas educativas, de selecção e análise de material didáctico, entre outras actividades inerentes ao processo de ensino-aprendizagem. Com isso, um programa de ensino é um conjunto de actividades e recursos planejados e organizados para promover a aprendizagem de um determinado conteúdo. Ele é utilizado em diversos contextos educacionais, como escolas, universidades, cursos online e treinamento corporativos. 1.2.1.Objectivos dos programas de ensino em Moçambique Parte a pressuposto de que o Programa de Ensino ser um documento curricular que contém os temas e os conteúdos, a sequência de unidades de ensino-aprendizagem e avaliação, organizada em função de objectivos precisos, de limites de tempo e de recursos de execução. Segundo o INDE/MINED (2003), os programas de ensino são os fundamentos pedagógicos das escolas pois tem objectivos a alcançar, tais como: · Mover o acesso à educação, garantindo que todas as crianças tenham acesso à educação básica e que haja oportunidades para o ensino secundário e superior. · Melhorar a qualidade da educação e da aprendizagem em todas as áreas do currículo, garantindo que os alunos adquiram as habilidades necessárias para o sucesso académico e profissional. · Promover a igualdade de género na educação, garantindo que meninas e meninos tenham as mesmas oportunidades de acesso e sucesso escolar. · Desenvolver competências relevante para o mercado de trabalho, preparando os alunos para enfrentar os desafios do mundo profissional. · Preservar a identidade cultural e promover a rica diversidade cultural de Moçambique, integrando o conhecimento tradicional e local nos currículos educacionais. · Fomentar o desenvolvimento sustentável, promovendo a consciência ambiental e social entre os alunos e preparando-os para contribuir para um futuro mais sustentável. A Lei nº 18/2018, de 28 de Dezembro, preconiza um Ensino Primário de seis (6) classes, organizadas em dois ciclos de aprendizagem: a) I ciclo, de 1ª a 3ª classe; e b) II ciclo, de 4ª a 6ª classe. Os ciclos são unidades de aprendizagem em que o aluno desenvolve competências específicas. O professor deve criar condições para que o ensino esteja centrado no aluno e nas aprendizagens, providenciando a recuperação daqueles que tenham dificuldades de aprendizagem e garantir que todos atinjam as competências previstas no ciclo, através de uma avaliação predominantemente formativa. 1.3.Plano de aula Soares (2020), aula é um período de tempo vivido entre o professor e a turma em que ele a orienta, tendo em vista levá-los a alcançar certos objectivos pré-determinados ou previamente determinados. Para Libâneo (1998), plano de aula é um documento elaborado pelo professor para definir o tema da aula, seu objectivo, o que exactamente será ensinado, a metodologia a ser utilizada e a avaliação a ser aplicada para analisar a assimilação do que foi ensinado, dentre outras coisas. 1.3.1.Componentes do plano de aula Segundo Martins (2019), os planos de aula são a melhor maneira para organizar uma aula eficaz e envolvente. Além disso, eles te ajudam a se manter no caminho certo para garantir que seus alunos atinjam seus objectivos e metas de acordo com o currículo do curso. Geralmente, um plano de aula inclui os seguintes componentes: · Objectivos de Aprendizagem; · Conteúdo; · Materiais e Recursos; · Estratégias de Ensino. 1.3.2.Importância do plano de aula no processo de ensino e aprendizagem O plano de aula é de fundamental importância para que se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como consequência, aulas monótonas e desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as aulas desestimulantes (Martins, 2019). Portanto, o plano de aula é um instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conformeo objectivo a ser alcançado, tendo que ser criteriosamente adequado para as diferentes turmas, havendo flexibilidade caso necessite de alterações. 1.4.Planificação de Aula Segundo Bento (2003), a planificação é o elo de ligação entre as pretensões, imanentes ao sistema de ensino e aos programas das respectivas disciplinas, e a sua realização prática. 1.4.1.Tipos de planificação Segundo Rey e Santa Maria (1992), a planificação pode definir-se: pela duração; pela sua amplitude; pelo seu âmbito; pelas suas características. Quanto ao período de tempo a que se reporta, a planificação poderá ser: de longo prazo, de médio prazo, de curto prazo. No que respeita à sua amplitude, a planificação poderá ser classificada como: · Integral: sempre que abrange todos os aspectos e define todo o processo; · Sectorial: desde que abrange apenas algum ou alguns aspectos ou sectores que vão estar sujeitos à planificação. 1.4.2.Etapas de planificação · Principio para a selecção do conteúdo, ou, o que se deve ensinar e aprender; · Princípios para o desenvolvimento de uma estratégia de ensino e aprendizagem, ou como e que se deve ensinar e aprender; · Princípios de tomada de decisões sobre as sequências; · Princípios para orientar a tarefa de diagnóstico do aluno; · Princípios para estudar e avaliar o progresso dos alunos. 1.4.3.Classificação da planificação A planificação pode classificar-se com as suas características, ou seja, segundo o grau de comparticipação que exige por parte de quem a aplica (professor). Tem-se então uma planificação: · Centralizada, aquela em que cumpre algo que é decidido em outra instância; · Descentralizada, sempre que acontece a situação contraria da anterior; · Fechada, quando as decisões têm um carácter prescritivo ou obrigatório para quem tem que as aplicar na prática; está intimamente ligada à planificação centralizada; · Aberta, quando as propostas têm um carácter meramente indicativo para quem tem que as aplicar na prática. 1.5.Assistência de aulas A assistência de aulas deve ser um processo colaborativo entre o docente e o supervisor. Assim, estes devem desempenhar papéis importantes, antes, durante e após a observação, de modo a assegurar benefícios mútuos no desenvolvimento pessoal e profissional. 1.5.1.Etapas de observação de aulas A pré-observação tem como objectivo apresentar a aula e definir os objectivos da observação. É neste encontro onde pode antecipar se alguns problemas de aprendizagem que poderão levar à análise e reformulação da planificação apresentada. Poder-se-á também seleccionar o tipo de observação. Este encontro deverá acima de tudo criar um clima de colaboração e de espírito de interajuda entre observador e observado. A observação representa o momento de recolha de informação de acordo com os objectivos traçados no encontro de pré-observação. Dever-se-á descrever a aula tal como ela aconteceu, sendo mais importante do que registar inferências sobre a mesma. Esta descrição será o ponto de partida para a discussão da aula no encontro de pós-observação. Embora o observador se possa centrar em aspectos que lhe despertem atenção, deverá focalizar-se, preferencialmente, nos objectivos previamente estabelecidos. O encontro de pós-observação será o momento em que o observador e o observado reflectem sobre a aula observada. O objectivo é analisar os dados recolhidos, confrontá-los com observações anteriores, analisá-los em função dos objectivos estabelecidos, questionar a relação entre o ensino efectuado e a aprendizagem realizada pelos alunos e por último reflectir sobre o ciclo de observação. 1.5.2.Finalidades da observação de aulas Reis, (2011) apresenta algumas finalidades da observação de aulas: · Adequar o processo de supervisão às características e necessidades específicas de cada professor. · Estabelecer as bases para uma tomada de decisão fundamentada sobre o processo de ensino e aprendizagem. · Avaliar a adequação das decisões curriculares efectuadas pelos professores e, eventualmente, suscitar abordagens ou percursos alternativos. · Proporcionar o contacto e a reflexão sobre as potencialidades e limitações de diferentes abordagens, estratégias, metodologias e actividades. · Desenvolver diferentes dimensões do conhecimento profissional dos professores. CAPÍTULO II – DESCRIÇÃO FÍSICA DA ÁREA DE ESTÁGIO Aranha (2007), afirma que, a observação como acção real no espaço de uma aula, identifica-se a observação directa ou indirecta quando resultante de um registo de vídeo ou similar. Como principal e crucial momento para registar e consequentemente avaliar em função dos dados recolhidos, deverão ser respeitados três princípios: a) objectividade; b) fidelidade e; c) validade. 2.1.Localização geográfica da escola A escola está localizada a noroeste da vila municipal de Massinga, a uma distância de 47 km, ou seja, para quem usa a via de Funhalouro e chegado em Sitila desvia-se a direita, fazendo limites a Sul com Tiane, a norte com Pelene, a este com Bambatela e a oeste com Maquengene. Entretanto, a escola está situada no círculo de Navela. 2.1.1.Descrição da Escola A EP1/2 de Navela possui uma área de 90000m2, e é composta por 4 salas e 3 construídas de material misto e a outra de material convencional. Sendo que, uma destas dispõe de porta e que funciona como bloco administrativo. Estas salas referenciadas acima não dispõe de passeios, mas de janelas para permitir a entrada do ar, apesar de que o material usado para a construção das salas não ajuda muito principalmente no verão pois aquece de forma demasiada sem deixar de lado o risco que as crianças corem, pois podem muito bem serem alvejados pelas chapas. Devido a sua estrutura a escola não dispõe de passeios, pois tem uma vasta área plana usada para momentos de lazer dos alunos. Por ser obrigação de todas escolas o canto do hino nacional, a escola dispõe de um mastro para a colocação da bandeira nacional, ainda de um campo de futebol em boas condições que acolhe jogos entre turmas e intercâmbios entre escolas. Possui ainda uma vitrina para a fixação de informações a serem consumidas pelos professores e ou alunos, dependendo da informação. Sendo claro que o aluno passa necessidades maiores assim como menores durante a sua estadia na escola, existem casas de banhos e latrinas organizados em função do sexo que estão operacionais todo dia, feitas em material misto. 2.2.Organização Escolar A escola em análise funciona sob dois turnos, sendo de manhã com 2ª, 3ª e 5ª classes e de tarde com 1ª, 4ª e 6ª classes, com uma duração média de 5 horas por turno e 9 meses durante o ano lectivo. Para permitir entreter as crianças planifica-se nesta escola actividades extra-escolares como é o caso do desporto e cultura, construção e manutenção escolar que decorem durante todo o ano. Estas actividades são planificadas e cumpridas pelos professores das áreas e a direcção da escola com vista a por o aluno a praticar. Na área administrativa a escola na dispõe de um corpo administrativo, apenas conta com um gestor de fundos escolar ADE e OE. Por se um processo complexo da gerência dos fundos, esta actividade é feita quase todo o ano, mas o seu andamento sem se feito muitas das vezes nas sextas-feiras. A escola conta com um corpo docente de 6 professores formados, 1 com nível básico e 5 com nível médio. Dos professores mencionados 3 encontram-se em formação (continuação dos estudos), 1 em formação do ensino media e 2 em formação superior. A planificação, organização e implementação dessas actividades é da inteira responsabilidade dos Serviços Distrital de Educação. Para um bom funcionamento de uma instituição há necessidade de visitas com vista a apurar o nível do cumprimento das actividades programadas, e estas são feitas pelo Ministério, Direcção Provincial, Serviço Distrital de Educação e Zona de Influencia Pedagógica que tem acontecido anualmente, mensalmente e semanalmente e outras visitas dos membros do conselho da escola. A direcção da escola tem criado campanhas nas reuniões de forma a envolvero pais e ou encarregados da escola nas catividades exercidas na mesma e outros serviços como o caso de acompanhar o seu educando aproximando ao professor para averiguar o seu desempenho ou no que se refere ao pedido de certificados e muito mais, sempre que necessário. A escola dispõe de documentos normativos para dar directrizes o funcionamento do estabelecimento de ensino, exemplo destes é o plano anual de actividades, Regulamento Interno, Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes de Estado, Programas de Ensino para permitir a melhor planificação das aulas. Durante a minha estadia na escola pude ver um plano para a leitura de documentos normativos. 2.3.Condições de Segurança Interna da Escola A escola dispõe de uma vedação feita a material local e que a mesma foi e é construída pelos professores e os respectivos alunos, que compõe 4 entradas dos quais 1 permite a entrada de carros no caso de visitas ou outras situações. A falta de guarda na escola poe em risco a segurança da escola, apesar do entrevistado ter dito que a comunidade daquele círculo não tem o hábito de vandalizar. A escola não dispõe ainda de um dispositivo contra incêndio o que torna um dilema no dia que vai acontecer uma tragédia. A escola apresenta um especto impecável com uma boa aparência, ou seja, é simplesmente limpa. A localização da escola é um assunto desastroso para os funcionários da mesma porque devem percorrer longas distâncias para terem acesso ao meio de transporte. Os alunos desta escola enfrentam um problema no que tange ao enriquecimento do seu saber devido a falta biblioteca pra fazer consultas académicas. Das salas acima citadas uma foi construída de material convencional, portanto a mesma foi pintada a uma tinta branca. A escola conta ainda com espaço para a prática da agricultura e alguns materiais construídos na área do círculo de interesse. 2.4.Gestão da escola O colectivo da direcção escolar é um órgão deliberativo, composto por membros da direcção da escola, que tem como função programar, analisar e controlar todo o processo de ensino aprendizagem e a respectiva gestão escolar. A escola encontra-se organizada da seguinte forma: · Director da escolar; · Director Adjunto Pedagógico; · Conselho da escola; · Chefe da secretaria; · Director de turma. Compete ao Director da escola o seguinte: · Dirigir, coordenar e controlar a escola; · Representar no plano interno e externo; · Fazer cumprir as leis e regulamentos, orientar e controlar o processo de matrícula; · Provar o horário e planificar as turmas; · Ter assédio de convivência dos alunos. Compete ao Director Adjunto Pedagógico o seguinte: · Garantir aplicação do currículo, pelo Ministério da Educação; · Controlar a formação das turmas; · Orientar as informações da escola. São competências do Chefe da secretaria da escola abaixo: · Exercer as funções de organização e planificação; · Coordenação e controlo da sua actividade, manter actualizado; · Providenciar na organização e segurar a organização. Compete ao Conselho da escola como sendo o órgão máximo o seguinte: · Aprovar e garantir a execução de projectos de atendimento psicopedagógico e material aos alunos, quando seja a iniciativa dos alunos; · Elaborar e garantir a execução de programas especiais visando a integração da família escola comunidade; · Pronunciar-se sobre as informações cometidas e medidas disciplinares a aplicar docentes, pessoal administrativo e outros trabalhadores e alunos da escola, sem prejuízos da confidencialidade do processo disciplinar; · Aprovar os relatórios anuais da escola. 2.5.Regulamento Interno da escola O regulamento interno da escola exige que os alunos participem na concentração e na entoação do hino nacional que para tal tomou-se uma medida em que o aluno que não for pontual não entrará no pátio da escola e com risco de não participar a primeira aula mas que para os tempos subsequentes poderá entrar depois dos intervalos assim que os portões abrirem e cinco minutos depois do toque de entrada voltam a se fechar as portas e caso se atrasem novamente voltam aficar fora do pátio. Para os casos de limpeza das turmas ou salas de aulas são escalados grupos de alunos dia após dia (da semana lectiva). Nos dias em que a direcção da escola pretende transmitir alguma informação importante para os alunos dá-se um aviso previamente e consequentemente o decorrer da informação anula por conseguinte a entoação do hino nacional. Os alunos entram as 06h:45min para a concentração no período da manhã e saem as 12h:10min no fim da aula e os da tarde entram as 12h:15min e saem as 17h:30min no fim da aula. Existem grupos de professores que controlam a questão de organização como é o caso das apresentações descintes dos alunos com vista a estimular a entoação do hino nacional e para evitar as entradas de pessoas estranhas ao recinto. Os grupos que desempenham estas funções são os chefes de turma em colaboração com o chefe geral da escola que este por sua vez trabalha em estreita colaboração com os professores destacados ou seja respectivos directores de turma. 2.6.Plano de Estudos e Circulares Os planos de estudos também aparecem contidos na instrução ministerial ao calendário escolar. O ministério de educação elabora e envia programas de cada disciplina para todas as direcções os respectivos regulamentos, chegado às direcções provinciais são redistribuídos às direcções distritais e das cidades e depois são canalizadas às direcções das escolas onde são entregues aos grupos de disciplinas para: · 1° A dosificação com vista a pegar os programas e reparti-los por cada trimestre naperspectiva de saber quantas aulas deve ser leccionadas por cada um dos conteúdos; · 2° Controlar a partir do plano quinzenal onde os grupos de disciplina debatem e analisam de 15 em 15 dias de modo a evitar possíveis disparidades. A aplicação do regulamento interno da escola depende grandemente do regulamento geral produzido pelo ministério da tutela, daí que nesta escola haja uma aplicação mais rigorosa em relação as outras escolas. Quanto a questão de circulares, dizer que certas informações têm sido comunicadas quer seja de interesses sócias, quer ao nível sectorial e profissionais. CAPÍTULO III – ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS NO LOCAL DE ESTÁGIO 3.1.Planificação e assistência das aulas Tomando em conta que, a observação permite recolher dados com menor ou maior grau de precisão usados pelo professor para proceder à avaliação. O treino da capacidade de observação permite obter uma maior sensibilidade na recolha de informação, destacar os factores essenciais em detrimento de factores secundários que não são úteis para a análise das informações. Entretanto, este processo depende do nível de conhecimento da modalidade abordada sendo que, o estudante estagiário com maior conhecimento específico, potenciou a sua observação, mantendo-o afinado perceptivamente aos critérios de êxito relevantes. Igualmente, o nível de desempenho dos alunos e conhecimento dos mesmos face à tarefa poderá ser um factor influenciador da observação. Assim a observação foi efetuada para de modo que o estagiário compreende-se no espaço de intervenção pedagógica (relativamente aos conteúdos, estratégias, tarefas, actividades, clima de aula, disciplina, organização da turma). Neste caso, a observação permitiu numa recolha de informações relevantes quanto a planificação e assistência de aulas na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela. Daí, um dos resultados da observação é a sua utilização como instrumento de apoio nos momentos de avaliação formativa, tendo como objectivo corrigir os erros detectados de modo a ajustar o processo de ensino ou a verificação dos resultados da aprendizagem face às metodologias adoptadas. 3.2.Decurso das Práticas Pedagógicas Este processo das Práticas Pedagógicas que foram realizadas na EP1/2 de Navela obedeceu dois momentos, em que, uma delas foi na sala de aulas onde o docente da cadeira fazia abordagem de todas actividades que serão desenvolvidas no campo; e o outro era exactamente o própriotrabalho de campo. Durante as aulas teóricas tidas na faculdade e/ou na sala de aula abordava sobre manuais de ensino; programa de ensino; plano de aulas; planificação de aula; avaliação no PEA; e assistência de aulas. 3.3.Recepção do estudante na escola A Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela é uma instituição de ensino que tem como objectivo formar o aluno. Actividade foi feita a partir do dia 01 de Abril do ano em curso, a recepção foi excepcional pela parte da direcção da escola em receber o estudante como estagiário. Uma vez que, o sector pedagógico mostrou a sua satisfação por este acto, com isso, a observação deu aceso ao conhecimento do horário de funcionamento da instituição e também da decorrência das aulas. 3.4.Planificação da Aula Segundo Piletti (2006, p. 62), planificar ensino consiste em traduzir em termos concretos e operacionais o que o professor fará na sala de aula, para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos, nos momentos das aulas foi difícil identificar se havia sequência lógica. No momento da entrada na sala de aulas, os alunos mostraram o senso respeitoso de cumprimentar os professores e depois de marcação das presenças prosseguiam as aulas, em algumas vezes a marcação das presenças era feita depois da aula. As aulas assistidas pelo estagiário na EP1/2 de Navela, a professora afirmou que tem feito a planificação de aulas contribuindo para a melhoria da qualidade de ensino dos alunos, facilitando na sua interacção e comunicação com os alunos. 3.5.Decurso da Aula Segundo Proença (1992, p. 177), aula é um processo vivo e dinâmico permitindo a interacção humana e diversidade de interesse determinam a actuação do professor e dos alunos. Entretanto, a linguagem usada pela professora durante o decurso das aulas, verificou-se que era adequada ao nível do acesso dos alunos, os meios de ensino, métodos e os conteúdos apresentados são os que constam em qualquer plano de aula. Portanto, a professora fazia uso da explicação dos objectivos principais da aula, onde apresentou-se o tema no quadro, e pedindo com que os alunos passem o tema no caderno e dessem as suas opiniões ou ideias sobre o tema. Sendo que na disciplina de Português falou-se de Partes do corpo humano, explicada com exactidão. E na disciplina de Matemática foram Para interior e exterior; e Pesado e leve, também mostrou-se domínio da professora na apresentação dos temas e a sua explicação para o conhecimento dos alunos que estes também não mostraram dificuldades em reter os conhecimentos transmitidos na sala de aulas. g Após a explanação da aula em destaque, a professora ditou os apontamentos, e também revelou um pouco do domínio e segurança dos conteúdos abordados, nisso não necessitou apoio de nenhum material para satisfação das inquietações colocadas pelos alunos. Eles tomam em consideração as intervenções dos alunos, porque os alunos mostram-se que são capazes de desenvolverem as capacidades através de experiências anteriores e consideram como fonte da aprendizagem as experiências dos alunos, por causa das suas capacidades criativas. 3.6.Comprimento do programa de ensino Como já foi dito no capítulo anterior de que o programa de ensino serve como sendo um veículo de extrema importância como guia ao professor na transmissão ou na sua tarefa de ensinar, com vista a alcançar os objectivos traçados. E estes trazem consigo os conteúdos e objectivos que de forma geral, visam assegurar o desenvolvimento do corpo docente. Como salienta Muller (1999) “conteúdo é uma escolha consequente dos resultados duma ciência organizada pedagogicamente pelos alunos na sua vida diária” (p. 14). As noções a cerca dos conteúdos, ainda abarcam classificações; conteúdo de programa de ensino e conteúdo de processo de aquisição. Nos conteúdos programáticos notou-se orientações mitológicas, as etapas que envolvem o PEA, as obrigações de respeitar as funções didácticas entre outros componentes. Durante as observações notou-se que a professora não cumpria na sua totalidade o programa de ensino, talvez devidos alguns factores que influenciavam, devidos alguns imprevistos inesperados, verificou-se também que o tempo é muito curto. 3.7.Avaliação do Processo de Ensino Aprendizagem De acordo com Piletti (2006, p. 190), avaliação é um processo contínuo de pesquisa que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento, propostas nos objectivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planeamento do trabalho do professor e da escola como um todo. Portanto, para que os professores façam uma avaliação aos alunos usam as avaliações de continuidade com a função de controlo, no que consiste na avaliação formativa, pra se informar sobre o rendimento da aprendizagem, localizar as dificuldades dos seus alunos para o seu replaneamento. Contudo, os alunos reagiam satisfatoriamente na exposição dos materiais pelos professores, onde apresentava-se as dúvidas que procediam-se pela satisfação das mesmas, em algum momento precisando que a professora fosse estratégica na explicação destes conteúdos aos alunos. E ainda, a avaliação permite que o professor entenda o nível de assimilação dos conteúdos por parte dos alunos na sala de aulas. 3.8.Relação Professor-Aluno Considerando na relação professor-aluno que consiste na interdependência num lado o professor a ensinar e o aluno a aprender, esta relação é muito preponderante no PEA, sendo uma das técnicas de motivação, as boas relações entre professores e alunos. O bom relacionamento entre eles cria um clima que facilita os trabalhos escolares e convida o aluno a empenhar-se nas tarefas que lhe são confiadas. Como mostra Nerici (1989, p.183), os propósitos da motivação consistem em despertar o interesse, estimular o desejo de aprender e dirigir esforços para atingir metas definidas. No processo ensino a relação Professor-Aluno é bilateral na medida que existe dum lado o professor que dirige o processo, e do outro lado o aluno que desenvolve suas actividades. Neste sentido tais relações além de serem pedagógicas são também sociais mediante a comunicação e a colaboração. Isto supõe um mútuo conhecimento de ambas as partes tendo muita das vezes iniciativa o professor. Assunto que na EP1/2 de Navela verificou-se que existe uma boa relação entre professores-alunos. 3.9.Outros aspectos observados Para além do que era o objectivo da observação ou assistência de aulas na EP1/2 de Navela, ainda observou-se outros aspectos positivos assim como negativos por parte dos próprios alunos assim como para os professores, entretanto, a professora na escola em referência usava-se uma linguagem aceitável e abrangente para o nível das crianças em que lecciona as aulas, uma vez que, despertava o interesse dos alunos em aprender mais e cada vez mais estarem retidas na escola. Ainda, percebeu-se que, as aulas eram meios perturbantes pela aproximação das salas e o tipo de material de construção que facilita na propagação do ruído e ou barulho, sendo que, cria um ambiente mau para aprendizagem dos alunos. 3.10.Sugestões Todo o trabalho de campo que é realizado pelo estudante possui algumas dificuldades, e outras são originadas pela falta de material e ou acompanhamento pelas entidades competentes. E é disto que, apresentam as seguintes sugestões para a melhoria das actividades: · Para a EP1/2 de Navela sugere-se que criem condições para que as salas de aulas tenham portas e passeios; · Os professores usem adequadamente os materiais didácticos com vista a trazer efeitos positivos na formação dos alunos; · A Universidade Save sugere-se que crie condições de dar uma assistência participativa aos estagiários e os materiais necessários para permitir na recolha dos dados necessários para a produção dum Relatório das Práticas Pedagógicas de Ensino Básico I em qualquer instituição a ser observado. 3.11.Problematização Numa instituição onde verifica-se a circulação de pessoas é sempre notório a existência de atrasosque de alguma forma pode prejudicar o serviço normal desta, tendo em conta que, este termo de atraso pode ser encontrado na área de administração, sendo empregue para avaliar o comportamento de funcionários nas empresas, determinando assim o desempenho deles. Este fenómeno está associado ainda a possíveis problemas em um determinado segmento da empresa, servindo ainda para identificar as falhas e os ajustes necessários para o bom funcionamento organizacional. Monteiro (2014), relaciona o termo atraso como uma expressão utilizada para designar a chegada tardia do aluno à escola, isto é, a soma dos períodos em que o aluno de uma determinada escola se encontra atrasada, não sendo essa ausência motivada por doença prolongada ou licença legal. Sendo que, um dos factores que mais relevância apresenta na formação de um aluno, mas que, muitas vezes, acaba sendo deixado de lado é a disciplina. É somente quando ela funciona que, tanto o trabalho do professor pode ser executado de maneira eficiente, quanto o rendimento do aluno pode ser aperfeiçoado; então o grupo que não tem muita bagagem quanto ao termo desta palavra são daquelas crianças e ou alunos atrasados. Neste caso, partindo a pressuposto de que as Praticas Pedagógicas de Ensino Básico I são veiculo na formação dos estudantes numa certa área, permite a estes que tenham a oportunidade de viver na realidade aquilo que eles tiveram na sala de aulas, pois, estas foram realizadas na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela para auferir e viver na pele as actividades de planificação de aulas e a posterior a sua assistência. No que se reflecte acima, notou-se um problema que pode prejudicar os alunos na sua forma de lidar com as situações ou ocorrências pensando que é o que devem pautar, mesmo quando forem grandes e estarem no mercado de emprego, que são atrasos por estes verificados e com muita ocorrência nas aulas do período de manhã, onde os professores acabam prolongando muito tempo de modo a esperar os outros alunos da turma. Entretanto, Miguez (1979), entende atraso como sendo um conteúdo semântico e perfeitamente claro que significa o hábito que certos trabalhadores têm de se atrasar nas actividades que são propostos sem uma razão válida. Ainda, Mallada (1996), conceituou o atraso no sentido lato, para ele trata-se de considerar toda a chegada tardia no trabalho, seja ela justificada ou não, e que se mede pela diferença entre o tempo de trabalho contratado e o efectivamente realizado. Então, os atrasos são uma demonstração de desorganização na vida da pessoa, sendo ela criança ou adulta, uma falta de planeamento em sua rotina, a não ser que aconteçam por motivos que independem de nós, como acidentes, doenças, dentre outros. Em muitas instituições de ensino permitem que os alunos podem atrasar cinco minutos nas aulas do primeiro tempo, e este aluno pode entrar na sal de aula estudar. Outras trabalham com o chamado segundo sinal, quando existe uma tolerância de quinze minutos para que o aluno entre em sala. O que deve ser claro nesta abordagem é que precisa se de colocar as regras bem definidas para que atrasos sejam evitados, quando possível, e compreendidos, quando inevitável. Para Tavares (2006), afirma que o atraso está relacionado ao meio escolar e familiar. Por um lado, no meio escolar os alunos sentem-se incapazes, com pouca auto-estima e quando regressam à escola depois do período de atrasos, estes não tem uma recepção calorosa por parte da mesma. A perda da ligação afectiva à escola também se torna um factor condicionante do atraso uma vez que, os jovens não participam nas actividades efectivamente escolares. Entende-se por um lado que para a escola possa garantir uma boa educação para os estudantes, é preciso pensar também na disciplina deles. Trata-se de um factor fundamental para que todo o processo seja realizado de maneira bem-sucedida. É essencial que os alunos saibam lidar com regras e responsabilidades, o que vai-lhes permitir a saber se relacionar positivamente com a sociedade a sua volta no futuro. Embora ainda pouco comum no contexto educacional, esta expressão vem se tornando cada vez mais frequente na literatura da área e muitas vezes o termo é utilizado como um sinónimo de “indisciplina”, entretanto, um olhar mais cuidadoso sobre o conceito revela que existem variações no entendimento do mesmo. Este fenómeno ocorre em diversos universos e ele vem sendo abordado em várias pesquisas, e em quase todas a questão central ronda em torno de como conseguir a sua redução e erradicação. No entanto, os alunos com esse problema de atrasos precisam ser observados mais de perto pela instituição para que assim seja possível identificar os motivos que levam a esse hábito. É importante que todos os entes envolvidos nesse processo, sejam pais, alunos, professores ou funcionários, estejam conscientizados da importância que a pontualidade tem para o desenvolvimento das crianças. Segundo Vasconcellos (2013), o atraso escolar é uma questão relevante no processo de escolarização, uma vez que se entende que a presença pontualmente do aluno na sala de aula é fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem escolar deste. Vasconcellos & Mattos (2011), abordam que o atraso entre os alunos e professores revela-se como uma grande dificuldade enfrentada pelas escolas. Mecanismos de controlo, tanto para os professores quanto para os alunos, não tem garantido a frequência destes, nem um maior compromisso profissional por parte dos professores em relação às suas faltas. Entretanto, enquanto o atraso entre os professores é interpretado pela escola como um problema a ser resolvido pelos sistemas de ensino a nível micro, entre os alunos ele é entendido como um problema a ser resolvido pela escola, pelos pais e por instâncias do poder público jurídico. Os problemas sérios às escolas são provocados pelo atraso, como por exemplo: a queda da qualidade institucional, desorganização das actividades, diminuição da produtividade, limitação do desempenho, ocorrência de obstáculos para os professores desempenhar suas actividades dentro do cronograma que foi planeado. Daí que, estes alunos que sempre atrasam o primeiro tempo na sala de aulas provoca o descontrolo dos colegas e da redução do nível de transmissão dos conteúdos pelo professor para este vir atender a esta criança, e também, cria um clima perturbante na sala de aulas e reduzindo assim o grau de intervenção dos outros. Mediante a esta problemática que preocupa a Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela, e o professor é visto como sendo um elemento fundamental na aprendizagem dos alunos na medida em que ele ajuda na promoção e facilitação da aquisição de aprendizagens significativas nos seus alunos, deverá ser igualmente um investigador impaciente que observe comportamentos e identifique as suas causas (método indutivo e dedutivo de resolução de problemas) procurando emitir uma resposta e uma solução adequada para os problemas e os constrangimentos detectados que condicionam o desenvolvimento e aprendizagem do aluno, de forma a ajuda-los a perceber que todos são fundamentais no arranque de cada aula e começando com as do primeiro tempo e do primeiro período. Conclusão Depois da realização do presente relatório das práticas pedagógicas de ensino básico I, foi de extrema importância na medida em que faz aproximar o estudante a realidade escolar e ficar a par das situações que o sistema educativo enfrenta. De salientar que as práticas pedagógicas permitem viver, conhecer como conduzir o processo de ensino e aprendizagem, de documentos nas instituições educativa, preparando-se uma nova realidade profissional seja brilhante. Estas práticas foram realizadas na Escola Primária do 1º e 2º Graus de Navela, com o intuito de participar na planificação e assistência de aulas, sendo que foi uma actividade que foi observada pelo estagiário trazendo ainda os aspectos positivos e negativos observados na escola acima indicada. Portanto, os alunos mostraram uma relação positiva com a sua interacção com a professorana sala e assim como fora dela. Contudo, a actividade central de qualquer instituição é manter os níveis elevados dos alunos, execução do plano ministerial do ensino do fundo permanente do estado para aquisição de bons resultados de PEA, bens e serviço valor este usado e justificado de acordo com o plano geral de ensino da função pública vigente em Moçambique. É neste contexto que o estagiário adquiriu experiencia na matéria relacionado com a planificação de aulas e a forma de leccionação tendo em conta que não termina em apenas chegar na sala de aulas ditar e falar o que tem na consciência, mas sim, discutir com os alunos e permitindo que eles coloquem as suas ideias em relação ao aspecto em debate. Bibliografia Aranha, A. (2007). Observação de aulas de Educação Física. Vila Real: Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro Bento, O. (2003). Planeamento e avaliação em educação física. Lisboa: Livros Horizonte Bloom, B. S. (Ed.) (1956). 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