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1
Guia prático para o planejamento de 
voluntariado da sua empresa
V2V 
Canvas
Introdução
Por que planejar? 
Aonde chegar 
Como chegar 
Acompanhando a caminhada
A metodologia Canvas
O V2V Canvas Volunteering Model 
O que é o V2V Canvas? 
Quando devo usar essa metodologia? 
Preparando a reunião de planejamento 
É hora de começar
A tabela na prática – debatendo quadro a quadro 
Área 1: Por quê? 
Área 2: Como? 
Área 3: Com quem? 
Área 4: Quanto?
Conclusão
03
04 
05 
06 
07
09
12 
13 
14 
15 
17
18 
19 
21 
25 
29
31
Índice
3
Introdução:
Neste guia, apresentamos o V2V Canvas Volunteering 
Model, uma metodologia simples que te ajudará a 
planejar seu programa de voluntariado. Trata-se de uma 
adaptação do Canvas Business Model, uma ferramenta 
largamente utilizada para o desenvolvimento de 
modelos de negócios nas empresas. Com a adaptação 
feita pelo V2V e explicada passo a passo neste material, 
esta metodologia pode ser utilizada por qualquer 
empresa para planejar o início de seu programa de 
voluntariado ou para reestruturar e aprimorar um 
programa existente. 
Por que 
planejar?
O planejamento é uma etapa imprescindível 
para se atingir um objetivo de forma eficiente. 
Planejar é organizar um plano, traçar um 
roteiro. Mas um roteiro para onde? É preciso 
saber o destino.
5
Aonde chegar
Como na célebre frase do Coelho em Alice no País das 
Maravilhas: “para quem não sabe aonde vai, qualquer 
caminho serve”. Uma empresa que inicia um programa 
de voluntariado sem fazer essa reflexão e estabelecer 
missão, valores e objetivos, pode até ter um orçamento 
robusto e promover uma série de ações, mas corre 
grandes riscos de se perder no caminho e não agregar 
valor nenhum à comunidade, à empresa nem a seus 
colaboradores.
Por isso, a etapa de planejamento 
exige uma visão de futuro: aonde eu 
quero chegar? Para uma empresa que 
está iniciando um programa de voluntariado, 
saber aonde se quer chegar com ele é uma reflexão 
importante para traçar por qual caminho seguir, ou 
seja, qual modelo de programa de voluntariado é mais 
pertinente para a empresa no momento. Isso também 
vale para programas já existentes que devem ter seu 
planejamento periodicamente revisitado.
6
Como chegar
Uma vez escolhido o destino, é preciso 
traçar o roteiro. É durante a etapa de 
planejamento que se verificam quais as 
atividades e recursos necessários para se chegar 
lá. Por exemplo, num programa de voluntariado, 
uma vez conhecidos os objetivos, a missão e os 
valores, é preciso pensar como colocar o programa 
em prática: como serão feitas as ações? Como será 
coordenada a gestão do programa? O apoio de quais 
áreas é imprescindível? Quais parcerias são necessárias? 
Como serão feitas? Quais recursos – financeiros ou não 
– são necessários?
Um bom planejamento permite enxergar 
exatamente o que se tem disponível e qual a melhor 
maneira de utilizar esses recursos para se chegar 
ao objetivo. Uma empresa que planeja seu programa 
de voluntariado permite que, por exemplo, as pessoas 
saibam exatamente o seu papel e responsabilidades 
dentro do programa. Ou que saibam quais atividades 
precisam ser executadas para a construção e o bom 
funcionamento do programa de 
voluntariado. Isso facilita algo muito 
importante: o monitoramento. 
7
Acompanhando a caminhada
Já se sabe que avaliar os resultados do programa de 
voluntariado é uma etapa importantíssima para que se 
demonstre o valor e impacto do mesmo para a empresa 
e a comunidade. Um bom planejamento, além de 
facilitar a avaliação final do programa, permite que 
ele seja monitorado. Ou seja, não é preciso chegar 
ao destino final para verificar se algo deu errado ou 
ficou aquém do esperado. No caso de um programa 
de voluntariado, não é preciso esperar a avaliação no 
fim do ano, por exemplo, para verificar que o objetivo 
não foi atingido. Um programa de voluntariado com 
um planejamento bem feito permite verificar se as 
atividades e etapas estão sendo cumpridas, se as 
receitas estão disponíveis como esperado, se os 
recursos estão sendo alocados da forma como se 
previa, se alguma situação não planejada pode 
comprometer o programa. Identificar tudo isso ao 
longo do processo permite que o planejamento 
seja reajustado, se necessário, para que o 
objetivo não seja comprometido. 
8
Ou até mesmo que um objetivo que se mostre 
não factível ao longo do tempo seja repensado e o 
programa de voluntariado possa atingir o melhor 
resultado possível, trazendo benefícios reais à 
comunidade, à empresa e aos colaboradores. 
Enfim, planejar é uma etapa importante que 
facilita tanto o caminho quanto a chegada. Por 
isso, neste guia, vamos te dar o passo a passo para 
planejar o programa de voluntariado da sua empresa 
de maneira prática e simples.
A metodologia 
Canvas
10
A metodologia Canvas
Canvas em português significa tela, quadro. O Canvas 
Business Model (ou Quadro de Modelo de Negócios) 
é uma metodologia de gerenciamento estratégico 
criada pelo consultor suíço Alexander Osterwalder, 
como fruto da sua tese de doutorado, em 2004. 
É uma ferramenta largamente utilizada 
para o desenvolvimento do modelo de 
negócios em empresas, uma vez que é 
simples e de fácil aplicabilidade. Trata-
se de um mapa visual pré-formatado, 
dividido em nove blocos, como na 
ilustração abaixo. Esse modelo garante 
uma visão sistêmica do negócio, fazendo 
com que cada bloco dê sentido ao todo.
11
Além disso, é um modelo de cocriação que permite 
que pessoas de diferentes áreas e conhecimentos 
possam colaborar em seu desenvolvimento.
Ao fim de uma reunião com as pessoas certas, é possível 
ter bem definido o modelo de negócios da empresa.
O V2V 
Canvas 
Volunteering 
Model
13
O que é o V2V Canvas?
Nós da V2V utilizamos o Canvas Business Model 
internamente e percebemos que, com algumas 
adaptações, ele poderia ser perfeitamente utilizado para 
o planejamento de programas de voluntariado. Assim 
nasceu o V2V Canvas Volunteering Model, que você 
pode ver na imagem a seguir: 
14
A ideia é imprimir o quadro em tamanho 
grande ou copiá-lo numa cartolina e levá-lo à 
reunião de planejamento para que seja preenchido 
com as ideias discutidas.
Os presentes escrevem suas ideias em post its coloridos, 
que são colados nos blocos correspondentes, conforme 
cada um vai sendo discutido. Ao final da reunião, é 
possível visualizar de maneira sistematizada a 
estrutura do programa de voluntariado.
Quando devo utilizar essa metodologia?
Abaixo listamos algumas oportunidades para utilizar o 
V2V Canvas:
• Para dar início a um programa de voluntariado
• Quando o programa precisar passar por uma 
reestruturação
• Durante o planejamento periódico (ex: anual ou 
semestral)
• Com a entrada de uma nova consultoria parceira
• Com mudanças de marca ou estratégia da empresa 
que impactem o programa
• Com a entrada de um novo gerente ou equipe de 
gestão do programa
15
Preparando a reunião de planejamento
A utilização do V2V Canvas acontecerá em uma reunião 
de planejamento. Então, vamos começar marcando essa 
reunião. 
Mas quem deve ser convidado?
Um bom número costuma ser de 3 a 6 pessoas -chave, 
para garantir um debate de qualidade e ao mesmo 
tempo evitar que a reunião se alongue demais.
Abaixo damos algumas sugestões para te ajudar na hora 
de enviar os convites:
• É imprescindível a presença da equipe de 
gestão do programa (coordenador[a], analistas, 
estagiários, etc) ou do comitê responsável
• Se houver consultoria parceira, pelo menos um 
representante deve estar presente
• Se possível, inclua uma liderança da área 
responsável pelo voluntariado (por exemplo, 
Gerente de Sustentabilidade, se o voluntariado 
pertencer a essa área)
• Considere convidar pessoas de áreas que serão (ou 
já são) importantes parceiras do programa, como 
RH e Comunicação
• Se sua empresa possui uma plataforma de 
voluntariado V2V, pode ser interessante chamar 
sua gerente de contas para contribuir com ideias
16
Pronto! Convites enviados!Agora é hora de preparar a reunião. 
O que devo levar? 
Confira a listinha abaixo para não esquecer nada:
• O V2V Canvas impresso em folha A3 ou uma 
cartolina com o modelo reproduzido
• Muitos post its
• Canetas para todos
Com os materiais em mãos, é hora de preparar a sala: 
• Cole o quadro num local visível ou deixe sobre uma 
mesa no centro 
• Faça um semicírculo ao redor de onde está o 
quadro, no qual todos possam ver tanto o quadro 
quanto seus colegas. 
17
É hora de começar
Ao iniciar, explique aos participantes 
como funcionará a dinâmica: vocês 
passarão por cada bloco respondendo 
às perguntas. As ideias que forem surgindo 
devem ser escritas em post its e coladas no quadro. 
Ao final, vocês conseguirão visualizar a estrutura do 
programa de voluntariado. 
Na metodologia Canvas não existe regra por qual bloco 
começar. Recomendamos que caso haja alguma questão 
sobre o programa que já esteja definida, vocês devem 
começar pelo bloco correspondente a isso e ir passando 
para os outros. Por exemplo, uma empresa que já tem 
definido os motivos para a existência do programa de 
voluntariado e/ou seus objetivos, deve começar pela 
Proposta de Valor. Ou então, se já possui um orçamento 
definido, pode começar pela área “Quanto”.
A fim de evitar que as discussões de cada bloco se 
alonguem demais ou que o assunto saia do foco, é 
preciso um bom trabalho de moderação. Por isso, 
nas páginas a seguir, colocamos algumas perguntas 
norteadoras. Vale a pena imprimi-las para usar como 
guia na reunião.
A tabela 
na prática: 
debatendo 
bloco a bloco
Imprima as páginas a seguir e utilize-as como 
guia para o debate durante a reunião
19
Área 1: Por quê?
Nessa parte central do quadro estará a visão geral e a estratégia do 
programa. Lembra quando falamos que para traçar o caminho é preciso 
saber aonde se quer chegar? Pois é nessa parte do quadro que essa 
pergunta será respondida.
Proposta de Valor
Um programa de voluntariado pode surgir por demanda da diretoria, por 
ter sido identificada alguma necessidade na comunidade, por pressão dos 
colaboradores, como parte de um programa de recuperação de imagem, 
pelo despertar da consciência da responsabilidade da empresa com sua 
comunidade, etc. Aqui estará o “coração” do programa de voluntariado, 
com a definição de seus objetivos, missão e valores. Separamos algumas 
perguntas orientadoras para te ajudar a preencher este bloco:
Quais valores da 
empresa podem 
ser aplicados ao 
programa?
Como e por que o 
programa surgiu?
De que forma 
o programa 
deverá beneficiar 
a comunidade, 
a empresa e os 
colaboradores?
Quais os seus objetivos?
Aonde o programa 
pretende chegar? 
Ou seja, qual sua 
visão?
20
Qualquer tipo de 
causa permite 
o atingimento 
dos objetivos do 
programa?
Causas
Com o bloco acima respondido, definidos os objetivos e a visão geral do 
programa, fica mais fácil escolher as causas sobre as quais o programa 
atuará. Pensando numa questão estratégica, pode ser escolhida uma causa 
que esteja alinhada aos negócios da empresa. Isso pode ser uma vantagem 
por conta da expertise e do mercado que a empresa já possui. Outra opção 
é fazer uma pesquisa com os voluntários para escolherem a causa que 
eles mais gostariam de atuar – afinal, não há voluntariado sem voluntários 
engajados. Ou ainda deixar para que a cada ação, eles escolham livremente 
o tipo de causa. 
Qual é o negócio 
da empresa? 
Quais causas 
estariam 
alinhadas a ele?
Como poderia ser 
utilizada a expertise 
da empresa através 
de uma causa?
A empresa está 
espalhada em vários 
lugares? Os comitês/
unidades teriam 
autonomia para 
adaptarem a causa à 
sua realidade local? 
De que forma?
A causa teria adesão em todos os 
lugares onde a empresa atua?
Que tipo de 
instituições 
trabalham com esse 
tipo de causa?
Como a empresa 
e a comunidade se 
beneficiariam com 
a causa alinhada 
ao negócio? Como 
a empresa e a 
comunidade se 
beneficiariam caso 
não tivesse uma causa 
específica?
Quais as vantagens 
e os riscos de 
deixar a causa ser 
escolhida pelos 
voluntários?
21
Área 2: Como?
Você já conhece a visão geral e a estratégia do programa. Agora é o 
momento de discutir como ele será colocado em prática.
Modelo de Ações
Existem empresas nas quais a gestão do programa organiza ações para os 
colaboradores participarem como voluntários. Em outros casos, a gestão 
oferece orientações gerais para que os próprios voluntários planejem e 
articulem suas ações. Em algumas empresas, por exemplo, o programa 
de voluntariado se estrutura em torno de uma gincana entre equipes de 
uma mesma unidade ou uma gincana nacional, com equipes de diferentes 
unidades. Enfim, são várias as opções. Essa é a hora de definir qual modelo 
faz mais sentido para a sua empresa no momento.
A gestão do 
programa 
contará com 
ajuda de alguma 
consultoria para 
o planejamento 
e articulação de 
ações?
A gestão do 
programa tem 
condições de 
organizar ações? 
De que tipo 
seriam?
Como a gestão do 
programa pode 
incentivar e apoiar 
ações criadas pelos 
colaboradores?
Será feito algum 
tipo de gincana ou 
premiação? Qual 
seria a estrutura 
geral?
A gestão do programa pretende criar materiais 
de apoio como um Manual do Voluntário ou 
sugestões de ação com passo a passo?
A gestão do 
programa considera 
criar um calendário 
de ações ao longo 
do ano?
Quais as vantagens 
e desvantagens de 
ações organizadas 
pela gestão do 
programa? E pelos 
colaboradores?
22
Relacionamento com voluntários
É hora de pensar como os voluntários serão sensibilizados, formados 
e engajados no seu programa. Abaixo listamos alguns tópicos a serem 
pensados neste bloco com algumas dicas, sugestões e perguntas 
orientadoras:
Sensibilização de voluntários: antes de atuar, o voluntário precisa 
entender a importância do programa, a relevância da causa e o seu papel 
nisso tudo. Por isso, promover momentos de sensibilização contribui muito 
para o sucesso do programa.
Comunicação do programa: Programas de voluntariado de sucesso 
precisam ser parceiros da área de comunicação da empresa. Por isso, 
se for possível, chame um representante da área para participar desse 
planejamento.
Qual será o formato da minha ação de 
sensibilização? Existe a possibilidade 
de promover (palestras, rodas de 
conversa, exibição de filmes, ou 
dinâmicas de grupo?)
Como posso atingir os voluntários 
de diferentes localidades? Há alguma 
plataforma que possa ser usada para 
promover um quiz ou um concurso de 
fotos online, por exemplo?
Como eles podem 
ser atingidos? 
Existe um público 
“chão de fábrica”, ou 
seja, que não acessa 
o computador no 
trabalho?
Quais meios internos 
de comunicação podem 
ser explorados, como 
intranet, TV Corporativa, 
jornal, newsletter, etc.? 
A empresa possui um 
portal de voluntariado? 
Qual a 
periodicidade da 
comunicação? 
Serão previstas 
campanhas ao 
longo do ano? 
Como o programa e as ações 
serão divulgadas?
23
Capacitação e orientações: Capacitações podem ser tanto presenciais 
quanto à distância, aproveitando os recursos internos (videoconferências ou 
materiais disponibilizados na intranet). Outra possibilidade é a formação de 
líderes que ficam responsáveis por repassar o aprendizado a seus colegas. 
No eBook “Formação de Voluntários” você pode conhecer 9 diferentes 
formatos de capacitação.
O programa terá 
uma Política de 
Voluntariado 
validada pelo jurídico 
da empresa?
Alguém da gestão 
do programa ficará 
responsável por obter 
essas informações junto 
aos voluntários? Ou os 
próprios voluntários 
serão responsáveis 
por reportar essas 
informações? Qual será 
a periodicidade?
A gestão fará algum 
manual para os 
líderes e voluntários? 
Haverá materiais de 
capacitação? 
De que forma os dados 
serão reportados? 
Haverá um formulário 
na intranet ou 
plataforma de 
voluntariado? Se for 
por e-mail, terá alguma 
planilha específica?
Onde isso tudo será 
disponibilizado, de modo que 
seja encontradofacilmente 
pelos voluntários? Haverá uma 
pasta na intranet ou um portal 
de voluntariado?
A coordenação 
do Programa irá 
consolidar os dados 
manualmente ou 
haverá uma ferramenta 
que automatize este 
processo?
Reporte de resultados: um bom programa de voluntariado precisa medir 
seus resultados. Nesse bloco é importante pensar como será feito esse 
processo.
24
Reconhecimento interno: reconhecer o trabalho dos voluntários é uma 
prática importante para o estímulo e engajamento constante. Ações simples 
como entrevistas com o voluntário no jornal da empresa, oferecimento de 
café da manhã com a diretoria, homenagem num evento da companhia 
ou, selos de reconhecimento no Portal do Voluntário V2V, já fazem toda a 
diferença. O eBook “Ações de Reconhecimento” traz cases e ideias para você 
se inspirar.
Como serão 
homenageados os 
voluntários mais 
atuantes? Quais os 
critérios?
Haverá algum tipo de 
premiação oficial, por 
exemplo, anual?
25
Área 3: Com quem?
Um programa de voluntariado consolidado precisa atuar em rede, fazendo 
parcerias internas e externas para atingir seus objetivos e ter seu impacto 
potencializado. Neste bloco é a hora de pensar quais são essas parcerias e 
como serão feitas.
Parceiros
Abaixo listamos algumas perguntas e orientações para definir os parceiros 
e sua relação com o Programa:
Instituições sociais: Procure instituições próximas que trabalhem com a 
causa escolhida. Você pode fazer um mapeamento pela internet e entrar 
em contato com elas para marcar uma visita e conhecer melhor. Além 
disso, a gestão do programa pode procurar por instituições que já oferecem 
um “cardápio” de ações para empresas participarem, como a Júnior 
Achiviement, Cidadão Pró-Mundo, TETO Brasil, Rede Cidadã, etc.
Quais serão os 
principais critérios 
para escolher as 
instuições parceiras 
do Programa? Ex: 
localização, causa 
abraçada, porte, etc.
O que você espera da 
instituição parceira? Elas 
deverão ter um leque 
de ações prontas para 
a empresa contratar, 
ou as atividades serão 
alinhadas entre a ONG e 
os voluntários?
Os voluntários de outras 
cidades poderão escolher 
as ONGs com quem irão 
trabalhar localmente? 
Quais serão as diretrizes 
da empresa para a 
escolha de instituições 
confiáveis?
Os colaboradores poderão indicar 
organizações parceiras? Através de 
qual canal? 
26
Áreas internas: para fazer o programa acontecer, quais áreas dentro da 
empresa precisam ser parceiras? É a hora de listá-las e definir como cada 
uma ajudará e como será beneficiada. Lembre-se: quanto mais alinhado o 
Programa estiver com as outras áreas, mais valorizado ele será na empresa.
Existe alguma 
forma de mesclar 
as atividades de 
voluntariado com 
as ações de Saúde e 
Qualidade de Vida?
Como as ações do 
Programa podem ser 
alinhadas às estratégias 
de RH referentes a 
clima organizacional, 
desenvolvimento 
de competências e 
engajamento dos 
colaboradores?
Como as atividades 
voluntárias podem 
potencializar as 
iniciativas de 
Investimento Social 
e outras ações de 
Responsabilidade 
Social da companhia?
Que serviços a consultoria deverá prestar? 
Um apoio estratégico em relação à política e 
estrutura do programa, ou um apoio operacional 
promovendo ações voluntárias?
O Jurídico será responsável por validar a Política de Voluntariado e o Termo 
de Adesão, garantindo que o programa esteja de acordo com a Lei. A 
área de Comunicação pode auxiliar com produção de materiais gráficos 
e eletrônicos? Ou é melhor contratar o apoio de uma agência? É possível 
alinhar eventos de Endomarketing com as ações de voluntariado?
Consultorias: algumas empresas não possuem experiência com 
voluntariado ou a equipe disponibilizada para a gestão do programa é 
enxuta demais. Nesses casos, é interessante contratar uma consultoria que 
ajude no planejamento e articulação das ações. Algumas ONGs, inclusive, 
fazem este tipo de trabalho, como a United Way e o Instituto da Criança.
27
Fornecedores: muitas tarefas podem ser resolvidas através de parcerias 
internas, mas para várias outras será necessário contratar um fornecedor.
Outras empresas: fazer parcerias com outras empresas para a realização 
dse ações voluntárias pode ser algo muito interessante, principalmente para 
empresas que estão começando. Sabe aquela história de “uma mão lava 
a outra”? Pois então. Exemplo: sua empresa é de transportes. Você pode 
fazer parceria com uma outra empresa que está programando uma ação de 
voluntariado para que seus colaboradores participem juntos e sua empresa 
fica responsável pelo transporte dos voluntários das duas empresas. 
Que organizações 
do mesmo ramo que 
o nosso estariam 
dispostas a fazer 
uma ação conjunta?
Pensando na estratégia do programa e 
nos modelos de ações propostos, que 
fornecedores serão necessários para o 
desenvolvimento do programa? Alguns 
exemplos mais comuns: desenvolvedor 
do portal do voluntário, agência de 
comunicação, produtora de vídeos, 
fotógrafos, fornecedor de camisetas, etc.
Que empresas de 
outros mercados 
poderiam contribuir 
com seus produtos ou 
com a experiência de 
seus colaboradores?
Dentre os clientes e 
fornecedores, que 
tipos de parcerias 
poderiam surgir?
28
Mobilizadores
Os parceiros mais importantes de um programa de engajamento social 
são os próprios voluntários. Neste bloco você deve pensar como eles serão 
organizados internamente.
Os voluntários 
serão divididos em 
grupos ou atuarão 
individualmente 
nas ações que 
desejarem? 
Esses grupos serão 
relacionados a qual 
critério? Unidades 
da empresa? Área 
interna?
Haverá uma 
pesquisa interna 
para ver quem já é 
voluntário na vida 
pessoal e gostaria 
de ajudar?
Haverá um líder 
representante de cada grupo? 
Como eles serão escolhidos? 
Os próprios voluntários 
escolhem ou serão pedidas 
indicações ao RH?
Como a gestão central do programa se relacionará com 
esses representantes? Haverá reuniões periódicas? Haverá 
alguma plataforma de voluntariado ou pasta na intranet 
para documentar as informações trocadas?
Se a empresa não 
possui outras unidades 
e tem um número 
de colaboradores 
reduzidos, será 
montado algum comitê 
de voluntários que 
atuará junto à gestão 
do programa? Qual será 
o papel do comitê?
Haverá algum 
tipo de formação 
especial para esses 
representantes? Quais 
serão exatamente as 
responsabilidades 
deles? 
29
Área 4: Quanto?
Vocês estão cheios de ideias e já sabem como querem colocá-las em 
prática. Agora é hora de falar de dinheiro. 
Custos
Qual o recurso financeiro necessário para fazer o programa acontecer? A 
ideia neste bloco é que vocês passem por todos os pontos que demandam 
recursos financeiros, fazendo uma estimativa do montante necessário. 
Abaixo listamos alguns dos custos mais comuns em programas de 
voluntariado para te ajudar nessa missão:
Comunicação: 
Ações: os custos podem variar bastante de uma ação para outra. Pensem 
no modelo de ações escolhido: 
Será necessário contratar alguma 
agência ou um designer para produzir 
as peças de comunicação? 
Se a própria gestão 
que vai organizar, que 
tipos de ações que 
estão sendo previstos? 
Elas envolvem 
transporte, camisetas, 
lanche, compra de 
material? 
Vão ser impressos materiais de 
comunicação? Essas peças terão custo 
de envio para outras unidades? 
Se as ações serão feitas em parceria 
com alguma ONG que já tem 
“cardápio” de ações, qual o valor 
envolvido na “compra” dessas ações? 
Se as ações serão feitas pelas 
unidades/equipes, quanta verba será 
disponibilizado para que elas planejem 
suas ações?
30
Receitas
Este é o momento de definir qual o montante e a fonte dos recursos do 
programa de voluntariado.
Reconhecimento: 
Estão previstas ações de 
reconhecimentos de voluntários? 
Quais os custos envolvidos com elas? 
Haverá brindes, prêmios ou eventos?
Qual o orçamento 
da empresa para 
o programa de 
voluntariado?
Dos custos listados 
no último bloco, quais 
podemser substituídos 
por parcerias internas 
ou com outras 
empresas? 
Como os voluntários 
podem conseguir 
arrecadar verba para 
suas ações? Sugestões: 
crowdfunding, rifa, bazar 
beneficente, venda de 
doces e bolos, festas e 
jantares beneficentes, 
etc.
É possível conseguir 
apoio de diferentes 
áreas da empresa para 
o rateio dos custos de 
uma ação? 
Dos custos com materiais 
listados no bloco anterior, o que pode ser conseguido através 
de doação? Por exemplo, os 
itens do lanche de uma ação 
poderiam ser doados por um 
mercado do bairro que se 
sensibilize com a ideia. 
31
Conclusão:
Planejar é uma etapa fundamental para um programa 
de voluntariado de sucesso, pois permite fixar objetivos 
concretos, definir as atividades e recursos necessários 
para atingi-los e acompanhar o processo, a fim de 
atingir o melhor resultado possível. 
Neste guia, te ensinamos em detalhes a utilizar o V2V 
Canvas, uma ferramenta de fácil aplicabilidade que 
permite planejar o programa de voluntariado da sua 
empresa. 
Como discutimos anteriormente, esperamos que 
esta ferramenta facilite a implementação de novos 
programas de voluntariado e o aprimoramento de 
programas já existentes. Revisitar o planejamento 
do seu programa de voluntariado periodicamente é 
uma prática importante para garantir benefícios à 
comunidade, à empresa e a seus colaboradores.
Esperamos que o V2V Canvas te 
ajude nesta jornada.
Bom trabalho!
32
V2V (Volunteer to Volunteer) é a plataforma completa 
para gestão de programas de Voluntariado Empresarial 
usada por grandes empresas como Banco do Brasil, Azul 
Linhas Aéreas, Itaú, C&A, Bradesco, Siemens, Carrefour 
e muitas outras.
Para os colaboradores, é um ambiente interativo e 
inspirador, já que possui o formato de rede social. E, 
para o gestor, é o ambiente ideial para extrair relatórios 
completos das atividades a partir das informações 
registradas pelos colaboradores.
Para entender como a plataforma pode incentivar o 
engajamento social na sua empresa, 
acesse www.2v.net.
Sobre a V2V
/ V 2 V N E T @ V 2 V N E T
W W W.V 2 V. N E T CO N TAT O @ V 2 V. N E T
V 2 V. N E T B L O G .V 2 V. N E T
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