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WBA0657_v2.0
Criação de storyboard
e storytelling
Criando narrativas 
Os fundamentos de uma história 
Bloco 1
Guaracy Carlos da Silveira 
Vamos refletir?
Você já reparou como os filmes, em 
especial nas produções de 
Hollywood, embora mudem os 
personagens e cenários, têm 
histórias muito semelhantes?
Isso em especial quando tratamos 
de filmes do mesmo gênero, como 
terror, suspense, aventura? 
O DNA da História 
Uma vez que 
determinamos que toda 
história tem um 
esqueleto básico, nos 
aprofundamos no 
processo de colocar 
músculo e pele nesse 
esqueleto.
Começamos tratando de 
elementos que 
compõem o DNA da 
história. 
Figura 1 – A estrutura da história
Fonte: Shuterstock.com.
Premissa 
A premissa não é a 
história, mas a semente 
que plantamos para fazer 
a história germinar. 
Pode ser uma frase, um 
tema, um problema, uma 
pergunta...
Uma forma simples de 
criar premissas é 
perguntar: e se?
Figura 2 – E se? 
Fonte: Shuterstock.com.
História anterior 
É o nome dado a tudo 
aquilo que se passou antes 
de começarmos nossa 
narrativa. 
Serve como uma forma 
rápida e fácil de fazer com 
que o público se prenda à 
narrativa. 
Em roteiros mais 
complexos, pode ser 
administrada em doses. 
Figura 3 – Simbad, o marujo
Fonte: Shuterstock.com.
Tema
Se refere à principal ideia 
pela qual faremos nossa 
história fluir. 
Uma mesma história terá 
diferentes versões, de 
acordo com o tema. 
Embora na literatura, 
possamos ter mais de um 
tema e temas complexos, no 
cinema, costuma-se 
trabalhar com um único 
tema. 
Figura 4 – Lidando com a morte 
Fonte: Shuterstock.com.
Cenário 
Em seu sentido mais 
estrito, é o local onde a 
trama se passa. 
Contudo, tem uma função 
mais ampla, podendo ser 
entendido como o 
contexto, o mundo a ser 
explorado.
Nesta perspectiva, fornece 
a base para ações e 
comportamentos. 
Figura 5 – Seriado Lost
Fonte: Shuterstock.com.
Criando narrativas 
Pontos-chave da narrativa 
Bloco 2
Guaracy Carlos da Silveira 
Pontos-chave do roteiro 
Proposto por Ross Berger.
Dialoga com a Jornada do 
Herói. 
Estruturado na forma de 
três atos. 
Baseado nos roteiros mais 
comuns.
Guia de boas práticas.
Figura 6 – A Jornada 
Fonte: Shuterstock.com.
Apresentação (Ato I) 
• Incidente inicial.
• Propósito do 
protagonista.
• Recusa ao chamado.
• Piora da situação.
• Aceitando a situação 
(gota d’agua).
• Ponto sem retorno. 
Figura 7 – Vida comum 
Fonte: Shuterstock.com.
Arco do Herói (Ato II) 
• Ajuste ao novo mundo.
• Desafios crescentes.
• Aliados e parceiros.
• Exposição da fraqueza 
e perda de confiança. 
• Ponto mais baixo.
• Nas entranhas da besta 
(morte do herói). 
Figura 8 – Mito de Sísifo 
Fonte: Shuterstock.com.
Arco do Herói (Ato II para Ato III) 
• Introdução da 
bomba-relógio.
• Intensificação do 
desafio.
Figura 9 – Bomba-relógio
Fonte: Shuterstock.com.
Arco do Herói (Ato III) 
• Trilha para a 
redenção 
(ressuscitar).
• Clímax.
• Desarmando a 
bomba.
• Desfecho. 
Figura 10 – Renascer 
Fonte: Shuterstock.com.
Criando narrativas 
Sequência lógica do enredo
Bloco 3
Guaracy Carlos da Silveira 
Sequência de Doc Comparato
• A ideia.
• O conflito essencial.
• Os personagens.
• A ação dramática.
• O tempo dramático .
• Unidade dramática.
Figura 11 – Colocando no papel 
Fonte: Shuterstock.com.
A ideia e o conflito essencial 
• Isolar, encontrar e definir 
as ideias dramaticamente 
pertinentes. 
• Premissa.
• Conflito (forças humanas, 
não humanas ou 
psicológicas).
• Storyline (alguma coisa 
acontece, alguma coisa 
deve ser feita, algo se faz). 
Figura 12 – A ideia 
Fonte: Shuterstock.com.
O personagem
• Protagonista (pensar = 
falar, sentir = atuar). 
• Determinação (física, 
social, psicológica). 
• Veracidade, 
verossimilhança e realismo.
• Sinopse: o que (conflito 
essencial), quando 
(temporalidade), onde 
(localização), quem 
(personagens), qual 
(história vamos contar). 
Figura 13 – O protagonista 
Fonte: Shuterstock.com.
Ação dramática 
• Trama (núcleo da ação 
dramática). 
• Quebra da história em 
momentos dramáticos 
(cenas). 
• Estrutura determinada 
pelo meio (novela, série 
etc.). 
• Emocionar o público. 
• Suspense. 
Figura 14 – A cena 
Fonte: Shuterstock.com.
Tempo dramático e unidade dramática 
Tempo dramático versus 
tempo real.
Cada cena ocorre no 
tempo dramático. 
Tempo da cena relaciona-
se aos diálogos (locução, 
narração, monólogos). 
Unidade dramática: como 
tudo se amarra. 
Figura 15 – Tempo comprimido
Fonte: Shuterstock.com.
A
B
C
D
Quiz
O que significa o termo enredo? 
Significa a principal ideia de uma história. 
Significa a forma como uma história é contada. 
Significa a localização onde a história se passa. 
Significa a ideia que estimulará a imaginação do autor. 
A
B
C
D
Quiz
O que significa o termo enredo? 
Significa a principal ideia de uma história. 
Significa a forma como uma história é contada. 
Significa a localização onde a história se passa. 
Significa a ideia que estimulará a imaginação do autor. 
Quiz - Resolução
Resposta correta: a) Significa a principal ideia 
de uma história. 
O enredo se refere a forma como a história é 
contada. O enredo, às vezes, é chamado de 
trama, que é onde apresentamos as situações 
de conflito vividas pelos personagens, que são 
criadas com o objetivo de obtermos tensão 
dramática. 
Criando narrativas 
Teoria em Prática
Bloco 4
Guaracy Carlos da Silveira 
Reflita sobre a seguinte situação
• Vamos colocar em prática tudo o que aprendemos 
neste tema? É chegada a hora de você elaborar a 
sinopse de sua história.
• Toda sinopse tem conteúdos muito bem-definidos e 
devem abordar: a temporalidade da história, sua 
localização, o perfil dos personagens e como a ação 
dramática se dará.
Norte para a resolução
Figura 16 - Escreva sua resposta
Fonte: Shuterstock.com.
• Não conseguimos criar 
uma sinopse sem termos 
ideia de qual é o conflito 
essencial. Ela deve ser 
curta. 
• Para isso determine 
primeiro o conflito 
essencial e com base nele 
faça a sinopse apresenta o 
quando (temporalidade), 
o onde (localização), 
quem (personagens) e 
qual é a história que 
vamos contar. 
Exemplo 
O filme Pantera Negra se passa no tempo atual, no 
reino fictício de Wakanda, um país africano rico em 
vibranium, um metal precioso e altamente avançado. 
Segue a jornada do príncipe T'Challa, que se torna o 
lendário super-herói conhecido como Pantera Negra. 
Após a morte de seu pai, o rei de Wakanda, T'Challa
retorna à sua terra natal para assumir o trono. No 
entanto, ele enfrenta desafios internos e externos, pois 
um poderoso inimigo, Erik Killmonger, ameaça a 
estabilidade de Wakanda e busca vingança. Ao longo do 
caminho, ele descobre segredos de sua própria família 
e enfrenta decisões difíceis sobre o futuro de sua 
nação.
Criando narrativas 
Dicas do(a) Professor(a)
Bloco 5
Guaracy Carlos da Silveira 
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login
por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites 
acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional.
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Leitura Fundamental
Indicação de leitura 1
Este livro divide com o leitor, o amplo 
conhecimento baseado em uma vivência 
prolongada do ato de escrever roteiros para o 
cinema, o teatro e a televisão no Brasil e na 
Europa. O escritor, roteirista, dramaturgo e 
professor, Doc Comparato,reúne, aqui, todas as 
informações necessárias para quem quer 
compreender as diversas áreas criativas do 
universo audiovisual e trabalhar nesse meio 
(disponível em sua Biblioteca Virtual). 
COMPARATO, D. Da criação ao roteiro: teoria e prática. São 
Paulo: Summus, 2018. 
Indicação de leitura 2
A linguagem do cinema explora os meios pelos 
quais o cinema comunica sentido para seu 
público, ajudando o leitor a fazer a transição 
de um consumidor de filmes para um 
profissional que utiliza ativamente a 
linguagem do cinema (disponível em sua 
Biblioteca Virtual).
EDGAR-HUNT, R. A linguagem do cinema.
Porto Alegre: Bookman, 2013.
Dica do(a) Professor(a)
Dicas do roteirista Bebeto Abrantes, membro da Academia 
Internacional de Cinema.
Nome do vídeo: 9 passos para escrever um roteiro impecável.
Canal: Catraca Livre.
Disponível no YouTube.
Figura 17 - 9 passos para escrever um roteiro impecável
Fonte: Youtube
BERGER, R. Dramatic Storytelling & Narrative Design. A Writer 
Guide to videogames and transmedia. New York: CRC Press, 
2020.
COMPARATO, D. Da criação ao roteiro: teoria e prática. São 
Paulo: Summus, 2018. 
EDGAR-HUNT, R. A linguagem do cinema. Porto Alegre: 
Bookman, 2013.
MCKEE, R. Story: substância, estrutura, estilo e os princípios da 
escrita de roteiro. São Paulo: Arte e Letra, 2017.
Referências
Bons estudos!