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BASES MORFOFUNCIONAIS DOS PROCESSOS NORMAIS E ALTERADOS ❖ Morfofuncionalidade: Estuda de um ponto de vista biológico as relações entre as células, tecidos, órgãos e sistemas para explicar melhor a fisiologia humana. Se preocupa com a forma, estrutura e função. • Exemplo: Um ovo é arredondado para ter um maior volume e é duro para proteger o embrião. As frutas são coloridas para atrair seus predadores. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO BIOLÓGICA, CICLO, MORTE E ALTERAÇÕES CELULARES ❖ Níveis de organização biológica: Átomo → molécula → organoide → célula → tecido → órgão → sistema → organismo. CÉLULAS CÉLULA EUCARIÓTICA ❖ Célula eucariótica: Com membrana nuclear. CÉLULA PROCARIÓTICA ❖ Célula procarionte: Sem membrana nuclear. CICLO CELULAR ❖ Ciclo celular: São os eventos que acontecem e preparam a célula para o processo de síntese celular. ❖ Fases: G1 (crescimento) → interfase (crescimento e duplicação do DNA) → G2 (crescimento e preparação para a divisão) → mitose (divisão celular originando novas células) → reinício do ciclo. ❖ Destino celular: Morte celular (reprodutiva ou fisiológica) ou sobrevivência celular. MORTE CELULAR ❖ Morte por apoptose: “Morte morrida”. A célula entende que precisa morrer, para não passar para as outras os problemas e defeitos que ela está tendo e se programa para morrer gradativamente. Seus restos serão fagocitados por outra célula, sendo uma morte energética. • Características morfológicas: Sem perda da integridade da membrana. Agregação e marginalização da cromatina. Diminuição do volume citoplasmático. Condensação do núcleo. Fragmentação da célula em corpos apoptóticos. Aumento da permeabilidade mitocondrial. • Características bioquímicas: Processo altamente regulado. Depende de ATP. Digestão não aleatória do DNA. Alterações na assimetria da membrana plasmática. • Características fisiológicas: Afeta as células individuais. Induzida por estímulos fisiológicos. Fagocitadas por células adjacentes ou por macrófagos. Sem resposta inflamatória. ❖ Morte por necrose: “Morte matada”. Morte de maneira inesperada e inadequada (temperatura; insulto químico; assassinada por um agente externo). Seus restos não são fagocitados por outras células, gerando inflamação. • Características morfológicas: Perda da integridade da membrana. Lise total da célula. Não há formação de vesículas. Desintegração dos organitos celulares. • Características bioquímicas: Perda da regulação da homeostasia iônica. Não requer ATP. Digestão aleatória do DNA. • Características fisiológicas: Afeta grupos de células. Iniciadas por estímulos não fisiológicos. Fagocitada por macrófagos. Resposta inflamatória. DIFERENCIAÇÃO CELULAR ❖ Célula tronco: Forma as células epiteliais, sanguíneas, nervosas, musculares, imunológicas, sexuais, ósseas. ALTERAÇÕES CELULARES ❖ Crescimento: Atrofia. Hipertrofia. Hiperplasia. ❖ Diferenciação: Metaplasia. Displasia . Anaplasia. ❖ Desenvolvimento: Agenesia. Aplasia. Hipoplasia. Atresia. ❖ Desenvolvimento tumoral: Célula normal → hiperplasia → displasia → câncer. ❖ Hiperplasia: Aumento no número de células. ❖ Displasia: Alteração no formato das células. ❖ Neoplasia: Crescimento celular anormal em número e morfologia. INTRODUÇÃO À ANATOMIA ❖ Anatomia: Estuda forma, função e estrutura. ❖ Tipos de anatomia: Macroscópica; microscópica; do desenvolvimento e embriologia; comparada; antropológica; radiológica; de superfície; topográfica; sistêmica. ❖ Níveis de organização do corpo humano: Químico (átomos e moléculas) → celular (células) → tecidual (tecidos) → orgânico (órgãos) → sistêmico (sistemas) → organizacional (organismo). ❖ Variação anatômica: Diferenças morfológicas entre indivíduos sem prejuízo da função. Pode ser anatômica externa ou interna. ❖ Anomalia: Desvio do padrão anatômico com prejuízo de função. ❖ Fatores gerais da variação: De acordo com idade, sexo, etnia, biotipo e evolução. ❖ Biótipo: É a soma dos caracteres herdados ou adquiridos, por influência do meio e da sua inter- relação. • Brevilíneo: Indivíduos atarracados, baixos, pescoço curto, tórax grande no diâmetro ântero-posterior, membros curtos em relação ao tronco. • Mediolíneo/normolíneo: Indivíduos intermediários. • Longilíneo: Indivíduos altos, magros, pescoço longo, membros longos em relação ao tronco, tronco achatado no sentido ântero-posterior. ❖ Divisão do corpo humano: Cabeça, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores. ❖ Cavidades do corpo humano: Craniana, vertebral, torácica (pericárdica e pleural) e abdominopélvica. POSIÇÕES ANATÔMICAS ❖ Padrão: Homem em pé olhando para frente com a palma das mãos voltadas para frente. ❖ Decúbito lateral esquerdo ou direito: Homem deitado de lado. ❖ Decúbito ventral: Homem deitado de barriga para baixo/de bruços. ❖ Decúbito dorsal: Homem deitado de costas. ❖ Posição de Fowler: Homem deitado em uma cama de hospital com a cabeceira levantada. ❖ Posição de Tredelendburg: Homem deitado com as pernas para cima. ❖ Posição de Sims: Homem deitado de lado com as pernas encolhidas. PLANOS ANATÔMICOS EIXOS/PLANOS DE SECÇÃO ❖ Mediano: Corta ao meio gerando duas partes iguais. ❖ Sagital: Corta no sentido longitudinal, gerando duas partes (uma direita e outra esquerda). Paralelo ao plano mediano. ❖ Frontal ou coronal: Divide o corpo em plano anterior e posterior. ❖ Transversal: Corta o plano em superior e inferior. PLANOS DE DELIMITAÇÃO ❖ Dorsal ou ventral: Trás ou frente. ❖ Lateral esquerdo ou direito: Esquerda ou direita. ❖ Superior ou inferior: Cima ou baixo. TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO ❖ Superior: Parte de cima. ❖ Inferior: Parte de baixo. ❖ Frontal/anterior/ventral: Parte da frente do corpo. ❖ Dorsal/posterior: Parte de trás do corpo. ❖ Mediano: Localizado na linha média. ❖ Lateral direito ou esquerdo: Parte lateral direita ou esquerda. Afastadas do plano mediano. ❖ Medial: Situado próximo ao plano mediano. ❖ Intermédio: Situado entre o medial e o lateral. ❖ Interno: Próximo ao centro de uma cavidade. ❖ Externo: Afastado do centro de uma cavidade. ❖ Superficial: Próximo à superfície do corpo. ❖ Profundo: Afastado da superfície do corpo. ❖ Proximal: Próximo à raiz de um membro. ❖ Distal: Afastado da raiz de um membro. ❖ Homolateral/ipsilateral: Do mesmo lado. ❖ Contralateral: De lado oposto. SISTEMA ESQUELÉTICO/ÓSSEO ❖ Osso: É uma estrutura viva, muito resistente, eu tem capacidade de se regenerar quando sofre uma fratura. Funciona em conjunto com os outros tecidos. Formado por tecido ósseo e cálcio. Se formam a partir das 6 primeiras semanas de vida e terminam no início da fase adulta. ❖ Funções: Auxilia na sustentação e forma do corpo. Permite a locomoção quando associado ao sistema muscular e articular. Protege os órgãos internos. Armazena sais minerais (cálcio e fósforo). Produz células sanguíneas na medula óssea. HISTOLOGIA DE TECIDO ÓSSEO ❖ Característica: Tecido conjuntivo especializado cuja matriz está mineralizada. DIVISÃO DO ESQUELETO ❖ Axial: 80 ossos. É a parte central do corpo humano. Constituído por crânio, caixa torácica, coluna vertebral. ❖ Apendicular: 126 ossos. Une-se com o esqueleto axial. Constituído pelos membros superiores e inferiores. ARQUITETURA ÓSSEA ❖ Substância compacta: Área dos ossos constituída por uma série de lamelas concêntricas que apresentam canais no seu interior. Responsável pela resistência dos ossos. ❖ Substância esponjosa: Área dos ossos constituída por traces ósseas dispostas em forma de rede. Responsável por uma certa elasticidade do osso. ❖ Diáfise: Corpo do osso. ❖ Epífase: Extremidade do osso. ❖ Periósteo: Arquitetura mais externa. Membrana fina e fibrosa que envolve o osso, exceto nas regiões de articulação. É ondese inserem os músculos e tendões. ❖ Canal medular: Cavidade onde se encontra a medula óssea. Geralmente presente nos ossos longos. ❖ Medula óssea: Medula vermelha (tecido sanguíneo que produz células sanguíneas) e medula amarela (tecido adiposo que armazena gordura). CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS ❖ Ossos longos: Comprimento maior que a largura. Constituídos por um corpo e duas extremidades. Apresentam curvatura, o que lhes confere maior resistência, pois absorve o estresse mecânico do peso do corpo em vários pontos, levando a uma melhor distribuição do mesmo. Têm suas diáfises formadas por tecido ósseo compacto e apresentam grande quantidade de tecido esponjoso em suas epífises. Exemplo – fêmur, úmero, rádio, ulna, fíbula e falanges. ❖ Ossos curtos: São parecidos com um cubo, tendo seu comprimento praticamente igual à sua largura. São compostos por osso esponjoso, exceto na superfície, onde há uma fina camada de tecido ósseo compacto. Exemplo – ossos do carpo e tarso. ❖ Ossos laminares (planos): São finos e compostos por duas lâminas paralelas de tecido ósseo compacto, com camada de osso esponjoso entre elas. Garantem proteção e geram grandes áreas para inserção de músculos. Exemplo – ossos do crânio (frontal e parietal), escápula, costelas. ❖ Ossos alongados: Longos, porém achatados e não apresentam canal central. Exemplo – costelas. ❖ Ossos pneumáticos: Ossos ocos, com cavidades cheias de ar e revestidas por mucosa, apresentando pequeno peso em relação ao seu volume. Exemplo – esfenóide, maxilar e temporal. ❖ Ossos irregulares: Apresentam formas complexas e não podem ser agrupados em nenhuma das categorias previas. Possuem quantidades variáveis de osso esponjoso e compacto. Exemplo – vértebras é calcâneo. ❖ Ossos sesamoides: Presentes no interior de alguns tendões onde há considerável fricção, tensão e estresse físico. Exemplo – patela. ❖ Ossos suturais: Pequenos ossos localizados dentro de articulações, chamadas de suturas. Exemplo – ossos do crânio. ELEMENTOS DESCRITIVOS DAS SUPERFÍCIES ÓSSEAS ❖ Saliências ósseas: Articulares ou não articulares. ❖ Depressões ósseas: Articulares ou não articulares. ❖ Acidentes ósseos: Surgem em qualquer lugar onde haja inserção de tendões, ligamentos, fáscias, artérias adjacentes ou penetração de ossos. COMPOSIÇÃO DO SISTEMA ÓSSEO OSSOS DO CRÂNIO E DA FACE ❖ Neurocrânio/ossos do crânio: 8 ossos. Etmóide, esfenoide, temporal, frontal, parietal, occipital. ❖ Viscerocrânio/ossos da face: 14 ossos. Nasal, palato, mandíbula, zigomático, maxilar, vômer, lacrimal, concha nasal. OSSOS DO TRONCO ❖ Tórax: Constituído pelas costelas e esterno. • Costelas: 7 pares de verdadeiras (articuladas diretamente ao esterno), 3 pares de falsas (articuladas indiretamente pelas cartilagens), 2 pares de flutuantes (livres). • Esterno: Dividido em manúbrio, corpo e processo xifoide. Osso chato, plano e ímpar articulado com as clavículas e cartilagens. ❖ Coluna vertebral: 33 vértebras → 7 cervicais (as duas primeiras ‘atlas e axis’ ajudam no movimento do crânio), 12 torácicas (articuladas com as costelas), 5 lombares (suportam peso), 5 sacrais (apoio da cintura pélvica), 4 coccígenas. MEMBROS SUPERIORES ❖ Cintura escapular: Constituída pela escápula e clavícula. ❖ Braço: Constituído pelo úmero. ❖ Antebraço: Constituído pelo rádio e ulna. ❖ Ossos da mão: Divididos em carpo, metacarpo e falanges. • Carpo: 8 ossos → Escafoide, semilunar, piramidal, pisiforme (proximais). Trapézio, trapezoide, capitato, hamato (distais). • Metacarpo: 5 metacarpos. • Falanges: 14 falanges → 5 proximais, 4 mediais, 5 distais. MEMBROS INFERIORES ❖ Cintura pélvica: Ilíaco (dividido em ílio, ísquio, púbis). ❖ Coxa: Fêmur (maior e mais pesado osso do corpo humano) e patela. ❖ Perna: Tíbia e fíbula. ❖ Ossos do pé: Divididos em tarso, metatarso e falanges. • Tarso: 7 ossos → Tálus, calcâneo (proximais). Cuboide, navicular, cuneiforme medial, cuneiforme intermédio, cuneiforme lateral (distais). • Metatarso: 5 metatarsos. • Falanges: 14 falanges → 5 proximais, 4 mediais, 5 distais. SISTEMA ARTICULAR ❖ Articulação: Região de união entre dois ossos, entre cartilagens e ossos ou entre dentes e ossos. Fazem parte do sistema esquelético. Nem todas permitem movimento. ❖ Função: Permitir a movimentação do corpo, protegendo as extremidades dos ossos. HISTOLOGIA DAS ARTICULAÇÕES ❖ Características: O tecido cartilaginoso é predominante. CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES ARTICULAÇÕES FIBROSAS (SINARTROSES) ❖ Movimentação: Inexistente/imóvel. ❖ São: As articulações onde a superfície dos ossos estão quase em contato direto. ❖ Suturas: Extremidades ósseas com interdigitações ou sulcos, mantendo-os intimamente e firmemente unidos. Encontradas somente entre os ossos planos do crânio. Na maturidade, essas suturas começam a ser substituídas completamente e os ossos se tornam firmemente unidos. Podem ser planas (entre os ossos nasais), escamosas (entre o parietal e o temporal) ou serreadas (entre os ossos parietais). ❖ Sindesmoses: Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso, mas não ocorre nos ossos do crânio. ❖ Gonfoses: Articulação fibrosa entre os dentes e os alvéolos dentários. Sua função é amortecer os impacto da mastigação. ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS (ANFIARTROSES) ❖ Movimentação: Limitada. ❖ São: As cartilagens presentes entre a união dos ossos permitindo pequenos movimentos. ❖ Sincondroses (cartilagem hialina): A maioria dessas articulações são temporárias, em que a cartilagem vai ser substituída por osso com o passar do tempo, como nos ossos longos e ossos do crânio. Já, as articulações entre as dez primeiras costelas e as cartilagens costais, são permanentes. ❖ Sínfises (cartilagem fibrosa): Articulação que une as duas metades da mandíbula durante o seu desenvolvimento e, na fase adulta, ossifica-se. Presente entre os ossos púbicos e entre os corpos vertebrais. ARTICULAÇÕES SINOVIAIS (DIARTROSES) ❖ Movimentação: Ampla. ❖ Sínfises: A grande maioria das articulações do corpo. Articulação que recobre a superfície óssea. Para que haja movimento, em muitas articulações sinoviais, precisa-se do líquido sinovial entre as articulações. SISTEMA MUSCULAR ❖ Miologia: Estudo do sistema muscular. ❖ Músculos: Representam 50 a 60% do peso corpóreo. Existem aproximadamente 600 músculos no nosso corpo. Constituídos por inúmeros feixes musculares. • Feixe muscular: Conjunto de fibras musculares (células alongadas e finas). ❖ Funções: Movimentação do corpo. Unir as peças ósseas determinando a postura e a estabilidade das posições corporais. Regular o volume dos órgãos. Regular a temperatura corporal produzindo calor. Mover substâncias (sangue, alimentos, urina, gametas, fezes, linfa) dentro do corpo. CLASSIFICAÇÃO DAS FIBRAS MUSCULARES MÚSCULO LISO OU VISCERAL ❖ Características: Contração involuntária mediada pelo sistema nervoso vegetativo. ❖ Exemplo: Pele, órgãos internos, aparelho reprodutor, grandes vasos sanguíneos e aparelhos excretor. MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO ❖ Características: Contração voluntária (controlado pelas vontades do indivíduo). Inervado pelo sistema nervoso central. Está conectado com os ossos e cartilagens e quando se contrai, permite o movimento. MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO ❖ Características: Contração involuntária. Tecido que forma a maior parte do coração dos vertebrados. Inervado pelo sistema nervoso vegetativo. COMPONENTES ANATÔMICOS DA MUSCULATURA ESTRIADA ❖ Ventre muscular: Constitui o corpo do músculo. Porção carnosa do músculo, constituída por fibras musculares que se contraem. ❖ Extremidades musculares: Tendão ou aponeurose. • Tendão: Se parece com fitas ou de cilindros. Composto por tecido conjuntivo,rico em fibras colágenas. Fixa o ventre nos ossos, pele e articulações. • Aponeurose: Se parece com lâminas ou leques. Composto por tecido conjuntivo. Membrana que envolve os grupos musculares. ❖ Fáscia muscular: Membrana que reveste o músculo externamente. Separa os músculos dos feixes musculares. Fixa os músculos em suas origens e inserções. Bainha de contenção para os músculos e bainha fibrosa para os tendões. Via de passagem de vasos e nervos. Permite o deslizamento de uma estrutura sobre a outra (miosina e actina). Separa os músculos em compartimentos. Pode limitar secreções como pus, controlando sua difusão. Tem inervação (percepção cinestésica e mecânica). CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS QUANTO À POSIÇÃO DAS FIBRAS MUSCULARES ❖ Fibras paralelas: Retas ou fusiformes. • Exemplo: Inserção mais larga, tendão afunilado. ❖ Penados: Unipenado, bipenado ou multipenado. • Exemplo: Tendão periférico, tendão central, múltiplas unidades miotendineas. QUANTO À SITUAÇÃO ❖ Superficiais ou cutâneo: Localizados abaixo da pele. Apresentam, no mínimo, uma de suas inserções na camada profunda da derme. • Exemplo: Plastima. ❖ Profundos: Não apresentam inserções na camada profunda da derme e, na maioria das vezes, se inserem em ossos. • Exemplo: Supinador. QUANTO À FORMA ❖ Longos: Encontrados nos membros superiores e inferiores. Os mais superficiais são os mais longos. • Exemplo: Bíceps. ❖ Largos: São laminares. Encontrados nas paredes das grandes cavidades como tórax e abdome. • Exemplo: Diafragma. QUANTO À ORIGEM ❖ Origem: Quando se originam em mais de um tendão. • Exemplo: Bíceps, tríceps, quadríceps. QUANTO AO MOVIMENTO ❖ Agonistas: São os músculos principais que ativam um movimento específico do corpo. Se contraem para produzir o movimento desejado. • Exemplo: Ao pegar uma chave sobre a mesa, o músculo agonista é o flexor do dedo. ❖ Antagonistas: São os músculos que se opõem a ação dos agonistas (quando o agonista se contrai o antagonista relaxa). • Exemplo: Ao pegar uma chave sobre a mesa, o músculo antagonista é o extensor do dedo. ❖ Sinergistas: São aqueles que estabilizam as articulações para que não ocorra movimentos indesejáveis durante a ação principal. • Exemplo: Ao pegar uma chave sobre a mesa, o músculo sinergista estabiliza o punho, cotovelo e ombro. GRUPOS MUSCULARES ❖ Grupos: Cabeça, pescoço, tórax, abdômen, região posterior, membros superiores, membros inferiores, órgãos do sentidos, períneo. ❖ Músculos do rosto: Responsáveis pela mastigação e expressões faciais → orbicular dos olhos, masseter e temporal. ❖ Músculos do tronco: Contribuem para a respiração e os movimentos do tronco → peitoral maior, intercostais, latíssimo do dorso. ❖ Músculos dos membros superiores: Permitem a flexão, extensão e rotação do braço e da mão → bíceps braquial, tríceps braquial, músculos do antebraço. ❖ Músculos do abdome: Suportam os órgãos internos e contribuem para movimentos do tronco, como flexão e rotação → reto abdominal, oblíquo e transverso abdominal. ❖ Músculos dos membros inferiores: Essenciais para a locomoção → quadríceps femoral, bíceps femoral e gastrocnêmio. SISTEMA NERVOSO ❖ Neurônio: Converte um estímulo em impulso nervoso, devido a sua alta condutividade e excitabilidade. ❖ Percurso do impulso nervoso: Dendrito → corpo celular → axônio. ❖ Sinapses: Ponto de encontro entre dois neurônios que permite a transmissão do impulso nervoso de um neurônio para o outro. Não há contato direto entre os neurônios, pois eles estão separados por um pequeno espaço chamado fenda sináptica. ❖ Curiosidades: O sistema nervoso é o primeiro a se formar e não para de se desenvolver até a morte do indivíduo. Ao nascer, não possuímos bainha de mielina, por isso os bebês não têm controle total sobre seu corpo e se contorcem. Devemos preservar nosso sistema nervoso de emoções ruins, vícios e sempre o proteger. ❖ Saltos de desenvolvimento do sistema nervoso: 0 a 7 anos (1°), 7 a 14 anos (2°) e 14 a 21 anos (3°). Exemplos de desenvolvimento → Falar, engolir, abraçar, escrever, desenhar, andar, nadar, equilibrar. DIVISÃO DO SISTEMA NERVOSO ❖ Sistema nervoso central (SNC): Composto pelo encéfalo e medula espinhal. • Encéfalo: Cavidade craniana. Dividido em cérebro, cerebelo e tronco encefálico. • Medula espinhal: Preenche o espaço da coluna vertebral. ❖ Sistema nervoso periférico (SNP): Composto pelos nervos, gânglios e terminações nervosas. COMPONENTES DO SISTEMA NERVOSO MENINGES ❖ Características: Tecido que protege o sistema nervoso central junto com o crânio, barreira hemato encefálica e líquido cerebroespinhal. ❖ Tipos de meninge: • Dura máter: A mais externa, resistente e espessa. Aderida aos ossos. Tecido conjuntivo fibroso. Possui seios venosos. • Aracnoide: A do meio. Aderida a parte interna da dura máter. É delicada. • Pia máter: A mais interna e delicada. Aderida ao encéfalo. Tecido conjuntivo frouxo. ❖ Espaço entre as meninges: • Entre a dura máter e aracnoide: Espaço subdural. • Entre a aracnoide e pia máter: Espaço subaracnoide (contém o líquido cefalorraquidiano). LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO, CEREBROESPINHAL OU LÍQUOR ❖ Características: Encontrado no espaço subaracnoide e nos ventrículos encefálicos, envolvendo o encéfalo e a medula. Fluido semelhante ao plasma sanguíneo. Produzido nos plexos coroides. ❖ Função: Proteger o sistema nervoso central contra choques, amortecendo suas estruturas. ❖ Para fins diagnósticos: O líquido cefalorraquidiano é coletado entre a terceira e quarta vértebras da lombar e serve para detectar agentes infecciosos. ❖ Granulações aracnoides: Finas projeções da aracnoide que reabsorvem o líquido no sangue na mesma quantidade em que é formado. ❖ Hidrocefalia: Quando ocorre acúmulo do líquido, exercendo pressão suficiente para comprimir e danificar o encéfalo. Se a sua circulação é bloqueada durante a infância, antes da união dos ossos do crânio, a cabeça aumenta de tamanho à medida que a pressão no interior do encéfalo aumenta. CÉREBRO ❖ É: O principal órgão do sistema nervoso. ❖ Função: Controlar todo o corpo, por meio da coordenação das ações voluntárias e atos inconsistentes. Conter os sentidos, memórias, pensamentos e inteligência. TELENCÉFALO ❖ Lobos: Occipital, frontal, parietal, temporal. ❖ Corpo caloso: Transfere informações entre o hemisfério direito e o esquerdo, fazendo com que eles atuem harmonicamente. ❖ Substância branca: Grande centro medular branco, formado por fibras axonais. ❖ Substância cinzenta: Região superficial que acomoda bilhões de corpos celulares de neurônios. Constitui o córtex cerebral (responsável pela tomada de decisões). DIENCÉFALO ❖ Tálamo: Relacionado com a motricidade. Retransmite os impulsos da porção inferior do encéfalo e da medula espinhal para as áreas sensitivas do cérebro. ❖ Hipotálamo: Relacionado a atividade visceral. Controla o sistema nervoso autônomo, a temperatura corporal, o comportamento emocional, sono-vigília, a ingestão de alimentos e água, a diurese, o sistema endócrino e os ritmos circadianos. ❖ Epitálamo: Possui a glândula endócrina pineal que secreta melatonina, promovendo o sono e ajustando o nosso relógio biológico do corpo. TRONCO ENCEFÁLICO ❖ Mesencéfalo: Possui um sistema de conexão dos sistemas auditivos e visuais. ❖ Ponte: Participa da regulação da respiração. Contém neurônios que retransmitem informações dos hemisférios cerebrais para o cerebelo, garantindo a coordenação dos movimentos pretendidos e reais. ❖ Bulbo: Controla o coração, a respiração, a pressão sanguínea, o reflexo da tosse, da deglutição e do vômito, devido a presença de núcleos motores de nervos cranianos e centros autônomos. CEREBELO ❖ Características: Situadoacima do forame magno, dorsalmente ao tronco encefálico, repousando na fossa cerebelar do osso occipital. Ligado ao tronco por meio dos pedúnculos cerebelares. ❖ Função: Formar o teto do IV Ventrículo. Controlar a motricidade, coordenação e equilíbrio do corpo. VENTRÍCULOS ENCEFÁLICOS ❖ Características: Expansões do tubo neural primitivo, preenchidas pelo líquido cefalorraquidiano. ❖ Funções: Produzir o líquido cefalorraquidiano nos plexos coroides e ajudar na circulação dele. MEDULA ESPINHAL ❖ Características: Massa cilindroide de tecido nervoso com aproximadamente 40cm, situada dentro do canal vertebral (do atlas até a segunda vértebra lombar). ❖ Funções: Conduzir impulsos nervosos para o encéfalo. Processar informações sensitivas de forma limitada, tornando possível o início de ações reflexas, sem ação dos centros superiores do encéfalo. ❖ Intumescência cervical C4 a T1: Origem dos nervos que entram e saem dos membros superiores. ❖ Intumescência lombar T9 a T12: Origem dos nervos que entram e saem dos membros inferiores ❖ Cone medular: Região terminal da medula espinhal (a partir da terceira vértebra lombar). ❖ Cauda equina: Raízes nervosas lombares e sacrais semelhantes a um rabo de cavalo, no final da medula espinhal. NERVOS ❖ Nervos cranianos: 12 pares. ❖ Nervos espinhais: 31 pares → 8 pares cervicais, 12 pares dorsais, 5 pares lombares e 6 pares sacrais. SISTEMA CIRCULATÓRIO / CARDIOVASCULAR ❖ É: Um sistema fechado responsável pela condução, distribuição e remoção das mais diversas substâncias, essencial à comunicação entre vários sistemas orgânicos. ❖ Funções: Comunicar os diversos tecidos do corpo. Transportar resíduos, hormônios, hemácias, gases e nutrientes (aminoácidos, eletrólitos e linfa) para as células. Regular a temperatura corporal. ❖ Divisão do sistema circulatório: Sistema sanguíneo (sangue e vasos sanguíneos); sistema linfático e órgãos hematopoiéticos. ❖ Obs: Exercícios aeróbicos ajudam na flexibilidade dos vasos sanguíneos. ❖ Ciclo: O sangue chega ao coração por meio da veia cava → cai no átrio direito → passa pela válvula tricúspide → cai no ventrículo direito → vai pela artéria pulmonar → chega aos pulmões, onde faz a hematose (troca de CO2 por O2) → vai pela veia pulmonar → cai no átrio esquerdo → passa pela válvula mitral → cai no ventrículo esquerdo → é distribuído no corpo por meio da artéria aorta. SISTEMA SANGUÍNEO CIRCULAÇÃO PULMONAR E SISTÊMICA ❖ Circulação pulmonar (circulação pequena): Leva o sangue do coração para o pulmão (rico em CO2) e do pulmão para o coração (sangue oxigenado que vai para a circulação sistêmica). Do ventrículo direito até o átrio esquerdo. ❖ Circulação sistêmica (circulação grande): Leva sangue do coração para o corpo (oxigenado) e do corpo para o coração (rico em CO2). Responsável por levar oxigênio e nutrientes vitais para as células, além de captar o CO2 delas. Do ventrículo esquerdo até o átrio direito. CORAÇÃO ❖ Coração: Órgão muscular oco que trabalha como uma bomba propulsora. Bombeia sangue para os pulmões e órgãos periféricos. Composto por tecido muscular estriado cardíaco. ❖ Irrigação do coração: O coração tem o seu próprio sistema de irrigação e drenagem, composto por veias e artérias. • Artérias coronárias direita e esquerda: Levam sangue ao miocárdio. • Veias cardíacas: Levam sangue ao átrio direito. ❖ Inervação do coração: O músculo cardíaco é inervado pelo sistema nervoso autônomo. • Inervação extrínseca: Vinda de nervos situados fora do coração. • Inervação intrínseca: Vinda de um sistema localizado no interior do coração. ESTRUTURA EXTERNA ❖ Divisões: Pericárdio, epicárdio, miocárdio e endocárdio. ❖ Pericárdio: Membrana que reveste e protege o coração. Formado por uma parede externa e outra interna. • Pericárdio fibroso: Protege e sustenta o coração no mediastino. Evita distensões excessivas. • Pericárdio seroso: Produz o líquido pericárdico, que lubrifica e protege contra atritos. Ocupa a cavidade do pericárdio. ESTRUTURA INTERNA ❖ Veia cava superior e veia cava inferior: Veias grandes e grossas que chegam ao coração pelo lado direito e desembocam no átrio direito. Elas trazem sangue venoso de todo o corpo. ❖ Veias pulmonares: Veias de calibre médio. Chegam ao coração pelo lado esquerdo, trazendo sangue arterial dos pulmões, desembocam no átrio esquerdo. ❖ Artéria pulmonar: Vaso grosso que sai do ventrículo direito e se ramifica em dois. Transporta sangue venoso do coração para os pulmões. É a única artéria que carrega sangue venoso. ❖ Artéria aorta: É um vaso grande e grosso. Sai do ventrículo esquerdo e leva sangue arterial a todo o corpo. ❖ Átrios: Cavidades superiores por onde são conectadas as veias do coração. ❖ Ventrículos: Cavidades inferiores por onde são conectadas as artérias. É por onde sai o sangue. ❖ Válvula tricúspide: Impede o refluxo de sangue do átrio direito para o ventrículo direito a cada bombeamento. ❖ Válvula mitral: Impede o refluxo de sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo cada vez que o coração bombeia. FLUXO SANGUÍNEO ❖ Fluxo sanguíneo: Sua correta orientação ajuda no bombeamento cardíaco. Acontece devido as valvas atrioventriculares (tricúspide e bicúspide) e semilunares (aórtica e pulmonar). ❖ Sístole: Contração do músculo cardíaco. Na sístole atrial, as valvas atrioventriculares estão abertas e as semilunares fechadas. Na sístole ventricular, as valvas atrioventriculares estão fechadas e as semilunares abertas. ❖ Diástole: Relaxamento do músculo cardíaco. As valvas atrioventriculares estão abertas e as semilunares fechadas. SANGUE ❖ É: Impulsionado pelo coração. ❖ Funções: Transportar gases respiratórios e nutrientes. Trocas de substâncias. Coagulação sanguínea. Defesa do organismo. ❖ Hematopoiese: Na medula óssea, ocorre o processo de formação e desenvolvimento das células sanguíneas. As células-tronco pluripotentes dão origem aos diferentes tipos de células sanguíneas, processo essencial para o funcionamento do sistema sanguíneo. VASOS SANGUÍNEOS ❖ Vasos sanguíneos: Tubulação com diversos calibres que possibilitam o transporte de nutrientes, hormônios, gases e o recolhimentos dos produtos do metabolismo celular. ❖ Veia: Leva ao coração sangue vindo do corpo. Suas paredes são mais finas que as das artérias. ❖ Artéria: Leva sangue do coração a todo corpo. Suas paredes são espessas e dilatáveis. ❖ Capilar: Leva sangue aos tecidos para fornecer oxigênio às células. Ele liga artérias a veias. SISTEMA LINFÁTICO ❖ Sistema linfático: Rede de órgãos linfoides, ductos linfáticos, tecidos, capilares e vasos linfáticos que produzem e transportam o fluido linfático dos tecidos para o sistema circulatório. Possui vasos semelhantes a veias, que se distribuem pelo corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea. ❖ Funções: Equilíbrio do meio interno (transporte de substâncias e drenagem de líquidos). Defesa do organismo (presença de glóbulos brancos que assegura a defesa contra microorganismos e outros corpos estranhos). Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais. Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório. Produção de células imunes (linfócitos, monócitos e plasmócitos). CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA ❖ Constituição do sistema linfático: Linfa, vasos linfáticos, gânglios linfáticos, timo, baço, amígdalas (tonsilas). ❖ Vasos linfáticos: Vasos semelhantes a veias. Transportam a linfa das células à corrente sanguínea. ❖ Capilares linfáticos: Juntos formam os vasos linfáticos de maiores dimensões, que se ligam às veias perto do coração. ❖ Gânglios linfáticos: Filtram a linfa,removendo resíduos celulares, vírus e bactérias que esta transporta. Locais de proliferação e acumulação de glóbulos brancos. ❖ Baço: Destrói as hemácias desgastadas. Armazena as células sanguíneas. ❖ Timo: Produz os linfócitos (importantes na defesa do organismo). ❖ Linfa: Fluido levemente esbranquiçado constituído por plasma e glóbulos brancos, que atravessam as paredes dos capilares sanguíneos por diapedese. Representa a parte entre o sangue e as células. Formada a partir do sangue dos capilares. Fica em contato direto com as células, permitindo a troca de produtos indispensáveis à atividade celular, sendo depois recolhida por uma rede de capilares linfáticos. • Linfa intersticial: Fluido encontrado nos tecidos, entre as células. • Linfa circulante: Fluido encontrado no interior dos vasos linfáticos. SISTEMA RESPIRATÓRIO ❖ Função: Responsável pela respiração (essencial para a sobrevivência; realiza as trocas gasosas). ❖ Obs: O pulmão é o último órgão que está preparado para o nascimento, por isso crianças prematuras possuem mais chance de ter problemas respiratórios crônicos. O primeiro contato que um bebê tem com o meio ambiente é por meio da respiração. ❖ Agressores: Matéria particulada provenientes da construção civil, espaço agrícola, carros. Vírus que estavam adormecidos em um ambiente extremamente gelado. PORÇÃO CONDUTORA ❖ Composição: Serviço mecânico. Nariz, cavidade nasal, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos. FOSSAS NASAIS ❖ São: Principal via de passagem de ar. ❖ Funções: Filtrar, umedecer e aquecer o ar. ❖ Anatomia: Começam nas narinas e terminam na faringe. Separadas uma da outra pelo septo nasal (parede cartilaginosa). Revestidas por células ciliadas e produtoras de muco. Possuem em seu teto, células sensoriais (responsáveis pelo olfato). ❖ Cornetos: Dobras nas conchas nasais que forçam o ar a turbilhonar. FARINGE ❖ É: Um canal comum entre o sistema digestório e respiratório. Comunica-se com a boca e as fossas nasais. ❖ Função: Passagem de ar. LARINGE ❖ É: Um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas. Situada na parte superior do depois da faringe. ❖ Válvulas: Glote (entrada da laringe). Epiglote (impede que os alimentos entrem nas vias respiratórias). ❖ Cordas vocais: Epitélio que reveste a laringe. São pregas capazes de produzir sons. CARTILAGENS ❖ Três ímpares: Tiróidea. Cricoide. Epiglote. ❖ Três pares: Aritenoide. Cuneiforme. Corniculada. TRAQUEIA ❖ É: Um tubo com 1,5 cm de diâmetro e 10-12 cm de comprimento, com paredes reforçadas por anéis cartilaginosos. Bifurca-se originando os brônquios. ❖ Função: Por meio do muco, aderir partículas de poeira e bactérias do ar, que serão posteriormente engolidas ou expelidas. ❖ Obs: Quando ocorre a obstrução da traqueia a pessoa engasga. BRÔNQUIOS ❖ São: Vias que levam o ar para dentro e para fora dos pulmões. Se ramificam formando os alvéolos. ❖ Função: Permitir a entrada de oxigênio nos pulmões e saída de dióxido de carbono. BRONQUÍOLOS ❖ São: Ramificações dos brônquios que dão origem aos ductos alveolares. ❖ Árvore brônquica/respiratória: Formada por um conjunto altamente ramificado de bronquíolos. PORÇÃO RESPIRATÓRIA ❖ Composição: Pulmão (ductos alveolares e alvéolos pulmonares) e pleura. DUCTOS ALVEOLARES ❖ São: Estruturas que terminam nos alvéolos. ALVÉOLOS ❖ É: Cada um é envolvido por um capilar pulmonar. ❖ Função: Trocar oxigênio e gás carbônico, por meio da membrana capilar alvéolo-pulmonar. PULMÕES ❖ São: Órgãos esponjosos envolvidos pela pleura. ❖ Lobos: Esquerdo (superior e inferior). Direito (superior, médio, inferior). PLEURAS ❖ São: Membranas serosas de dupla camada que envolvem e protegem cada pulmão. ❖ Líquido pleural: Localizado entre a pleura visceral e a parietal. Lubrifica o pulmão. ❖ Pleura visceral: Membrana em contato com o pulmão. ❖ Pleura parietal: Membrana mais externa. DIAFRAGMA ❖ É: Localizado logo acima do estômago e tem seus movimentos controlados pelo nervo frênico. ❖ Função: Apoiar os pulmões. Separar o tórax do abdômen. ❖ Inalação/inspiração: Quando respira o diafragma se contrai (move-se para baixo). A caixa torácica se expande. Os músculos intercostais externos se contraem. ❖ Exalação/expiração: Quando expira. O diafragma relaxa (move-se para cima). A caixa torácica se contrai. Os músculos intercostais externos se expandem. RESPIRAÇÃO ❖ Controle: Voluntário e involuntário. ❖ Processo: Os sinais nervosos são transmitidos do centro nervoso por meio da medula espinhal → chegam aos músculos respiratórios → o diafragma recebe os sinais pelo nervo frênico. TROCAS GASOSAS ❖ Hematose: O oxigênio que foi inalado é transferido dos alvéolos pulmonares para os capilares sanguíneos, onde se liga a hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. Ao mesmo tempo, o dióxido de carbono produzido pelas células, é liberado dos capilares sanguíneos para os alvéolos e, posteriormente, exalados durante a expiração. ❖ Obs: O que conhecemos como respiração é na verdade uma ventilação dos pulmões, já a respiração em si são as trocas gasosas.