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Questões resolvidas

No que se refere à composição de Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho, a regra segundo a qual um quinto dos juízes será escolhido dentre advogados e membros do Ministério Público aplica-se
a) a todos.

Considere a seguinte afirmação, extraída do voto proferido pelo Ministro Relator, em julgamento realizado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho: O panorama constitucional atual alberga o sistema sindical confederativo, estruturado em sindicatos, federações e confederações, e impõe a todas essas entidades a unicidade sindical. Refere-se o excerto à norma constitucional segundo a qual
a) é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município.

Decreto editado pelo Presidente da República promove a reorganização de diferentes Ministérios da Administração federal, sem que haja criação de novos órgãos ou aumento de despesa, bem como extingue centenas de cargos vagos até então existentes nos quadros dos órgãos em questão. Nessa hipótese, o Presidente da República
a) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Constituição Federal, competindo ao Congresso Nacional sustar integralmente os efeitos do Decreto.

Ocupante de cargo público efetivo de médico estadual pretende prestar concurso para o cargo de médico promovido pela Prefeitura do Município em que reside. Na hipótese de ser aprovado no concurso em questão, à luz da Constituição Federal, o médico
a) poderá acumular os cargos, desde que haja compatibilidade de horários.

À luz da Constituição Federal, processo disciplinar em face de magistrado poderá
Está correto o que consta APENAS em
I – ser revisto, de ofício, pelo Conselho Nacional de Justiça, desde que julgado há menos de um ano.
II – acarretar a perda do cargo, nos três primeiros anos de exercício, mediante deliberação do Tribunal a que o juiz estiver vinculado.
III – acarretar sua aposentadoria, por interesse público, mediante decisão por voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça.
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.

Determinado Estado da federação promulga lei que autoriza o Poder Executivo a conceder prêmio em dinheiro, como forma de estímulo à cultura regional, a artistas nascidos no Estado que preencham determinadas condições, relativamente à produção e participação em eventos culturais no ano imediatamente anterior à concessão do prêmio.
Nessa hipótese, considerados os destinatários da norma, há ofensa aos princípios constitucionais da
a) legalidade e publicidade.
b) igualdade e impessoalidade.
c) moralidade administrativa e eficiência.
d) impessoalidade e separação de poderes.
e) moralidade administrativa e publicidade.

Proposta de emenda à Constituição subscrita por 27 Senadores, visando acabar com a obrigatoriedade do voto para os cidadãos de 18 a 70 anos de idade, obtém a aprovação, em dois turnos de votação em cada Casa do Congresso Nacional, de dois terços de seus membros.
À luz das regras constitucionais do processo legislativo, referida proposta
a) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o número mínimo de assinaturas necessárias para a propositura de emenda à Constituição por parlamentares.
b) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o quórum mínimo para aprovação de emendas à Constituição.
c) é incompatível com a Constituição Federal, que estabelece que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir o voto.
d) será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
e) deverá ser submetida ao Presidente da República, que poderá sancioná-la ou vetá-la por motivo de contrariedade ao interesse público ou por inconstitucionalidade.

Nos termos da Constituição Federal, a aplicação de recursos da União por entidades de direito privado
a) é situação ofensiva aos princípios da legalidade e moralidade administrativa e, por isso, vedada.

Suponha que a mesa do Senado Federal ajuíze ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal – STF, em face de dispositivos do Código de Processo Civil segundo os quais tramitam em segredo de justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade, restringindo, ainda, às partes e aos seus procuradores o direito de consultar os autos de processo nessas condições e de pedir certidões de seus atos.
À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do STF, referida ação direta de inconstitucionalidade será
a) inadmissível, por faltar legitimidade ativa ao proponente, embora provida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, assegurado a todos o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, bem como de obter certidões, independentemente do pagamento de taxas.
b) inadmissível, por inexistir pertinência temática entre o objeto da ação e as atividades da proponente, ainda que esta figure no rol de legitimados para sua propositura, além de desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição admite que lei restrinja o acesso a atos do processo, na situação descrita, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
c) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
d) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
e) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, e provida de fundamento, quanto ao mérito, no que se refere ao direito de obter certidões, que não pode ser restrito, uma vez que a Constituição o assegura a todos, independentemente do pagamento de taxas.

A determinado juiz é imposta penalidade de aposentadoria, por interesse público, em sede de processo administrativo disciplinar em que lhe é assegurada ampla defesa, tomada a decisão motivadamente, em sessão pública, por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal. Inconformado com a decisão, por entender nulo o processo, o magistrado requer sua revisão pelo Conselho Nacional de Justiça − CNJ, sete meses após a decisão. Nessa hipótese, considerados os elementos ora fornecidos, à luz da Constituição Federal,
a) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente para esse fim, dispondo o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, já que julgado há menos de um ano.
b) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente para esse fim, embora não disponha o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, por ter sido julgado há mais de seis meses.
c) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada em sessão pública, ao passo que a Constituição determina que as disciplinares devam ser sigilosas, dispondo o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, já que julgado há menos de um ano.
d) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, embora em tese seja atribuída ao CNJ competência para rever processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano, como o do caso em tela.
e) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, e tampouco dispõe o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, por ter sido julgado há mais de seis meses.

Em procedimento tendo por objeto a decretação de intervenção do Estado em determinado Município de seu território, o Tribunal de Justiça estadual respectivo deu provimento a representação, com vistas a prover a execução de decisão judicial descumprida pelo Município em questão. Inconformado, o Município interpôs recurso extraordinário em face da referida decisão. Diante da disciplina da matéria na Constituição Federal e da jurisprudência correlata do Supremo Tribunal Federal, o procedimento adotado para a intervenção estadual sob comento
a) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, sendo admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, desde que comprovada a repercussão geral da questão constitucional subjacente.
b) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo, contudo, admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de caráter jurisdicional.
c) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível, contudo, a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, e sim de reclamação perante o Supremo Tribunal Federal, que teve usurpada sua competência para prover a representação em caso de decretação de intervenção.
d) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, embora em tese seja admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, desde que comprovada a repercussão geral da questão constitucional subjacente.
e) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de caráter jurisdicional.

Projeto de lei de iniciativa de Deputado Federal, tendo por objeto o estabelecimento de hipótese de prisão civil do depositário infiel de bens penhorados em juízo, é aprovado pela maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados e, na sequência, sem alterações, pelo Senado Federal, por maioria simples dos presentes, em sessão de votação a que compareceram 60 dos 81 de seus membros. O projeto é, assim, encaminhado à sanção presidencial. Nessa hipótese, consideradas as normas constitucionais pertinentes e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, referido projeto de lei
a) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por versar sobre matéria de iniciativa privativa do Presidente da República, vício esse que não se convalida, ainda que haja posterior sanção presidencial.
b) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por inobservância do quórum de aprovação nas Casas legislativas, devendo ser vetado pelo Presidente da República, por motivo de inconstitucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de seu recebimento.
c) padece de vício de inconstitucionalidade material, por ofensa a garantia de direito fundamental assegurada em tratado internacional com status de norma constitucional, devendo ser vetado pelo Presidente da República, por motivo de inconstitucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de seu recebimento.
d) contraria teor de súmula vinculante, sendo passível de impugnação mediante reclamação perante o Supremo Tribunal Federal.
e) não apresenta vício formal no processo legislativo, ainda que venha a ser sancionado expressa ou tacitamente pelo Presidente da República, embora, no mérito, estabeleça hipótese de prisão ilícita, por contrariedade a norma de tratado internacional em matéria de direitos fundamentais.

Nos termos da Constituição Federal, ação previdenciária em que se pleiteie a concessão de benefício de aposentadoria por idade, proposta por segurado em face do Instituto Nacional do Seguro Social, será processada e julgada perante a justiça
a) estadual, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
b) federal, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
c) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, cabendo, nesta situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
d) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, cabendo, em qualquer situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
e) estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.

Indivíduo originário de país asiático requereu e obteve a nacionalidade brasileira em 2010, quinze anos depois de ter fixado e mantido ininterruptamente residência no país. Foi condenado no exterior, pelo seu comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes praticado no ano de 2012, por sentença criminal transitada em julgado em 2017, tendo sido então requerida sua extradição. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o indivíduo em questão é considerado
a) brasileiro nato, não podendo ser extraditado, embora possa vir a perder seus direitos políticos, em virtude da condenação criminal, enquanto durarem os efeitos desta.
b) estrangeiro, que não goza de direitos políticos no Brasil, podendo ser extraditado, já que não se trata de condenação por crime político ou de opinião.
c) brasileiro naturalizado, que pode ser extraditado, em virtude da natureza da atividade em que comprovado seu envolvimento, bem como ter sua naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que perderá seus direitos políticos após o respectivo trânsito em julgado.
d) brasileiro nato, que pode vir a ter seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal, bem como ser extraditado, já que não se trata de condenação por crime político ou de opinião.
e) brasileiro naturalizado, não podendo ser extraditado, em virtude de ter sido condenado por crime praticado após a naturalização, embora possa vir a ter sua naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que terá seus direitos políticos suspensos, enquanto durarem os efeitos da condenação criminal.

Considere as afirmacoes abaixo à luz da disciplina constitucional da reforma agrária.
I – São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
II – A pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra, é insuscetível de desapropriação para fins de reforma agrária.
III – As benfeitorias úteis não serão indenizadas na desapropriação para fins de reforma agrária.
IV – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, não utilize adequadamente os recursos naturais disponíveis e não preserve o meio ambiente.
V – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, explore de forma a prejudicar o bem-estar dos trabalhadores.
a) I, II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e V.
e) IV e V.

Sobre a possibilidade de adentrar no imóvel de Fernando, assinale a alternativa correta.
a) estarão autorizados a adentrar no imóvel de Fernando, assim que chegarem, já que para a prestação de socorro pode-se penetrar na casa do morador, sem o seu consentimento, a qualquer hora.
b) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela pode penetrar sem o consentimento do morador.
c) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, apenas se pode nela penetrar sem o consentimento do morador, durante o dia, em caso de flagrante delito.
a
b
c

Inconformado com determinado ato lesivo à moralidade administrativa praticado pelo prefeito de seu município, o cidadão Roberto, sócio majoritário da empresa X, pretende que seja anulado o ato por meio de ação popular, o que é:
a) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
b) cabível, se proposta por Roberto, ficando ele, salvo comprovada má-fé, isento do pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
c) cabível, se proposta pela empresa da qual Roberto é sócio majoritário, ficando ela, salvo comprovada má-fé, dispensada do pagamento de custas judiciais.
a
b
c

Considere as situações abaixo. Quem são brasileiros natos?
a) Anthony, pois apesar de ter nascido em território brasileiro, é filho de estrangeiros.
b) Klaus, por ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasileira competente.
c) Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
a
b
c

À luz da Constituição Federal, na situação de Leiza, canadense naturalizada brasileira, que teve cancelada sua naturalização, por sentença judicial transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional, o que ocorrerá?
a) não há que se falar na suspensão dos seus direitos políticos, pois esta se dá apenas nos casos de improbidade administrativa e de recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.
b) dar-se-á a suspensão dos seus direitos políticos, que serão readquiridos 8 anos após o trânsito em julgado da decisão que cancelou sua naturalização.
c) dar-se-á a perda dos seus direitos políticos.
a
b
c

A admissão de Jerome, francês, graduado e pós-graduado em instituição de ensino de seu país de origem, para ministrar aulas em uma universidade brasileira, é:
a) inviável, pois é permitido às universidades admitir apenas cientistas estrangeiros, na forma da lei.
b) viável, pois o corpo docente das universidades deve ser formado por no mínimo 1/3 de professores, técnicos e cientistas estrangeiros.
c) viável, pois é facultado às universidades admitir professores estrangeiros, na forma da lei.
a
b
c

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Questões resolvidas

No que se refere à composição de Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho, a regra segundo a qual um quinto dos juízes será escolhido dentre advogados e membros do Ministério Público aplica-se
a) a todos.

Considere a seguinte afirmação, extraída do voto proferido pelo Ministro Relator, em julgamento realizado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho: O panorama constitucional atual alberga o sistema sindical confederativo, estruturado em sindicatos, federações e confederações, e impõe a todas essas entidades a unicidade sindical. Refere-se o excerto à norma constitucional segundo a qual
a) é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município.

Decreto editado pelo Presidente da República promove a reorganização de diferentes Ministérios da Administração federal, sem que haja criação de novos órgãos ou aumento de despesa, bem como extingue centenas de cargos vagos até então existentes nos quadros dos órgãos em questão. Nessa hipótese, o Presidente da República
a) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Constituição Federal, competindo ao Congresso Nacional sustar integralmente os efeitos do Decreto.

Ocupante de cargo público efetivo de médico estadual pretende prestar concurso para o cargo de médico promovido pela Prefeitura do Município em que reside. Na hipótese de ser aprovado no concurso em questão, à luz da Constituição Federal, o médico
a) poderá acumular os cargos, desde que haja compatibilidade de horários.

À luz da Constituição Federal, processo disciplinar em face de magistrado poderá
Está correto o que consta APENAS em
I – ser revisto, de ofício, pelo Conselho Nacional de Justiça, desde que julgado há menos de um ano.
II – acarretar a perda do cargo, nos três primeiros anos de exercício, mediante deliberação do Tribunal a que o juiz estiver vinculado.
III – acarretar sua aposentadoria, por interesse público, mediante decisão por voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça.
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.

Determinado Estado da federação promulga lei que autoriza o Poder Executivo a conceder prêmio em dinheiro, como forma de estímulo à cultura regional, a artistas nascidos no Estado que preencham determinadas condições, relativamente à produção e participação em eventos culturais no ano imediatamente anterior à concessão do prêmio.
Nessa hipótese, considerados os destinatários da norma, há ofensa aos princípios constitucionais da
a) legalidade e publicidade.
b) igualdade e impessoalidade.
c) moralidade administrativa e eficiência.
d) impessoalidade e separação de poderes.
e) moralidade administrativa e publicidade.

Proposta de emenda à Constituição subscrita por 27 Senadores, visando acabar com a obrigatoriedade do voto para os cidadãos de 18 a 70 anos de idade, obtém a aprovação, em dois turnos de votação em cada Casa do Congresso Nacional, de dois terços de seus membros.
À luz das regras constitucionais do processo legislativo, referida proposta
a) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o número mínimo de assinaturas necessárias para a propositura de emenda à Constituição por parlamentares.
b) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o quórum mínimo para aprovação de emendas à Constituição.
c) é incompatível com a Constituição Federal, que estabelece que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir o voto.
d) será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
e) deverá ser submetida ao Presidente da República, que poderá sancioná-la ou vetá-la por motivo de contrariedade ao interesse público ou por inconstitucionalidade.

Nos termos da Constituição Federal, a aplicação de recursos da União por entidades de direito privado
a) é situação ofensiva aos princípios da legalidade e moralidade administrativa e, por isso, vedada.

Suponha que a mesa do Senado Federal ajuíze ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal – STF, em face de dispositivos do Código de Processo Civil segundo os quais tramitam em segredo de justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade, restringindo, ainda, às partes e aos seus procuradores o direito de consultar os autos de processo nessas condições e de pedir certidões de seus atos.
À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do STF, referida ação direta de inconstitucionalidade será
a) inadmissível, por faltar legitimidade ativa ao proponente, embora provida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, assegurado a todos o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, bem como de obter certidões, independentemente do pagamento de taxas.
b) inadmissível, por inexistir pertinência temática entre o objeto da ação e as atividades da proponente, ainda que esta figure no rol de legitimados para sua propositura, além de desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição admite que lei restrinja o acesso a atos do processo, na situação descrita, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
c) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
d) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
e) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, e provida de fundamento, quanto ao mérito, no que se refere ao direito de obter certidões, que não pode ser restrito, uma vez que a Constituição o assegura a todos, independentemente do pagamento de taxas.

A determinado juiz é imposta penalidade de aposentadoria, por interesse público, em sede de processo administrativo disciplinar em que lhe é assegurada ampla defesa, tomada a decisão motivadamente, em sessão pública, por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal. Inconformado com a decisão, por entender nulo o processo, o magistrado requer sua revisão pelo Conselho Nacional de Justiça − CNJ, sete meses após a decisão. Nessa hipótese, considerados os elementos ora fornecidos, à luz da Constituição Federal,
a) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente para esse fim, dispondo o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, já que julgado há menos de um ano.
b) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente para esse fim, embora não disponha o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, por ter sido julgado há mais de seis meses.
c) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a decisão tomada em sessão pública, ao passo que a Constituição determina que as disciplinares devam ser sigilosas, dispondo o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, já que julgado há menos de um ano.
d) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, embora em tese seja atribuída ao CNJ competência para rever processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano, como o do caso em tela.
e) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, e tampouco dispõe o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, por ter sido julgado há mais de seis meses.

Em procedimento tendo por objeto a decretação de intervenção do Estado em determinado Município de seu território, o Tribunal de Justiça estadual respectivo deu provimento a representação, com vistas a prover a execução de decisão judicial descumprida pelo Município em questão. Inconformado, o Município interpôs recurso extraordinário em face da referida decisão. Diante da disciplina da matéria na Constituição Federal e da jurisprudência correlata do Supremo Tribunal Federal, o procedimento adotado para a intervenção estadual sob comento
a) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, sendo admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, desde que comprovada a repercussão geral da questão constitucional subjacente.
b) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo, contudo, admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de caráter jurisdicional.
c) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível, contudo, a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, e sim de reclamação perante o Supremo Tribunal Federal, que teve usurpada sua competência para prover a representação em caso de decretação de intervenção.
d) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, embora em tese seja admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, desde que comprovada a repercussão geral da questão constitucional subjacente.
e) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de caráter jurisdicional.

Projeto de lei de iniciativa de Deputado Federal, tendo por objeto o estabelecimento de hipótese de prisão civil do depositário infiel de bens penhorados em juízo, é aprovado pela maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados e, na sequência, sem alterações, pelo Senado Federal, por maioria simples dos presentes, em sessão de votação a que compareceram 60 dos 81 de seus membros. O projeto é, assim, encaminhado à sanção presidencial. Nessa hipótese, consideradas as normas constitucionais pertinentes e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, referido projeto de lei
a) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por versar sobre matéria de iniciativa privativa do Presidente da República, vício esse que não se convalida, ainda que haja posterior sanção presidencial.
b) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por inobservância do quórum de aprovação nas Casas legislativas, devendo ser vetado pelo Presidente da República, por motivo de inconstitucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de seu recebimento.
c) padece de vício de inconstitucionalidade material, por ofensa a garantia de direito fundamental assegurada em tratado internacional com status de norma constitucional, devendo ser vetado pelo Presidente da República, por motivo de inconstitucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de seu recebimento.
d) contraria teor de súmula vinculante, sendo passível de impugnação mediante reclamação perante o Supremo Tribunal Federal.
e) não apresenta vício formal no processo legislativo, ainda que venha a ser sancionado expressa ou tacitamente pelo Presidente da República, embora, no mérito, estabeleça hipótese de prisão ilícita, por contrariedade a norma de tratado internacional em matéria de direitos fundamentais.

Nos termos da Constituição Federal, ação previdenciária em que se pleiteie a concessão de benefício de aposentadoria por idade, proposta por segurado em face do Instituto Nacional do Seguro Social, será processada e julgada perante a justiça
a) estadual, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
b) federal, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
c) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, cabendo, nesta situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
d) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, cabendo, em qualquer situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
e) estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.

Indivíduo originário de país asiático requereu e obteve a nacionalidade brasileira em 2010, quinze anos depois de ter fixado e mantido ininterruptamente residência no país. Foi condenado no exterior, pelo seu comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes praticado no ano de 2012, por sentença criminal transitada em julgado em 2017, tendo sido então requerida sua extradição. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o indivíduo em questão é considerado
a) brasileiro nato, não podendo ser extraditado, embora possa vir a perder seus direitos políticos, em virtude da condenação criminal, enquanto durarem os efeitos desta.
b) estrangeiro, que não goza de direitos políticos no Brasil, podendo ser extraditado, já que não se trata de condenação por crime político ou de opinião.
c) brasileiro naturalizado, que pode ser extraditado, em virtude da natureza da atividade em que comprovado seu envolvimento, bem como ter sua naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que perderá seus direitos políticos após o respectivo trânsito em julgado.
d) brasileiro nato, que pode vir a ter seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal, bem como ser extraditado, já que não se trata de condenação por crime político ou de opinião.
e) brasileiro naturalizado, não podendo ser extraditado, em virtude de ter sido condenado por crime praticado após a naturalização, embora possa vir a ter sua naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que terá seus direitos políticos suspensos, enquanto durarem os efeitos da condenação criminal.

Considere as afirmacoes abaixo à luz da disciplina constitucional da reforma agrária.
I – São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
II – A pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra, é insuscetível de desapropriação para fins de reforma agrária.
III – As benfeitorias úteis não serão indenizadas na desapropriação para fins de reforma agrária.
IV – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, não utilize adequadamente os recursos naturais disponíveis e não preserve o meio ambiente.
V – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, explore de forma a prejudicar o bem-estar dos trabalhadores.
a) I, II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e V.
e) IV e V.

Sobre a possibilidade de adentrar no imóvel de Fernando, assinale a alternativa correta.
a) estarão autorizados a adentrar no imóvel de Fernando, assim que chegarem, já que para a prestação de socorro pode-se penetrar na casa do morador, sem o seu consentimento, a qualquer hora.
b) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela pode penetrar sem o consentimento do morador.
c) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, apenas se pode nela penetrar sem o consentimento do morador, durante o dia, em caso de flagrante delito.
a
b
c

Inconformado com determinado ato lesivo à moralidade administrativa praticado pelo prefeito de seu município, o cidadão Roberto, sócio majoritário da empresa X, pretende que seja anulado o ato por meio de ação popular, o que é:
a) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
b) cabível, se proposta por Roberto, ficando ele, salvo comprovada má-fé, isento do pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
c) cabível, se proposta pela empresa da qual Roberto é sócio majoritário, ficando ela, salvo comprovada má-fé, dispensada do pagamento de custas judiciais.
a
b
c

Considere as situações abaixo. Quem são brasileiros natos?
a) Anthony, pois apesar de ter nascido em território brasileiro, é filho de estrangeiros.
b) Klaus, por ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasileira competente.
c) Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
a
b
c

À luz da Constituição Federal, na situação de Leiza, canadense naturalizada brasileira, que teve cancelada sua naturalização, por sentença judicial transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional, o que ocorrerá?
a) não há que se falar na suspensão dos seus direitos políticos, pois esta se dá apenas nos casos de improbidade administrativa e de recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.
b) dar-se-á a suspensão dos seus direitos políticos, que serão readquiridos 8 anos após o trânsito em julgado da decisão que cancelou sua naturalização.
c) dar-se-á a perda dos seus direitos políticos.
a
b
c

A admissão de Jerome, francês, graduado e pós-graduado em instituição de ensino de seu país de origem, para ministrar aulas em uma universidade brasileira, é:
a) inviável, pois é permitido às universidades admitir apenas cientistas estrangeiros, na forma da lei.
b) viável, pois o corpo docente das universidades deve ser formado por no mínimo 1/3 de professores, técnicos e cientistas estrangeiros.
c) viável, pois é facultado às universidades admitir professores estrangeiros, na forma da lei.
a
b
c

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2017 – FCC
Direito Constitucional
DIREITO CONSTITUCIONAL
488. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) No que se refere à com-
posição de Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Supe-
rior do Trabalho, a regra segundo a qual um quinto dos juízes será escolhido dentre 
advogados e membros do Ministério Público aplica-se
a) a todos.
b) ao Superior Tribunal de Justiça e ao Tribunal Superior do Trabalho, apenas.
c) ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça, apenas.
d) ao Superior Tribunal de Justiça, apenas.
e) ao Tribunal Superior do Trabalho, apenas.
489. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Considere a seguinte 
afirmação, extraída do voto proferido pelo Ministro Relator, em julgamento reali-
zado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho: O panorama constitucional atual 
alberga o sistema sindical confederativo, estruturado em sindicatos, federações e 
confederações, e impõe a todas essas entidades a unicidade sindical. Refere-se o 
excerto à norma constitucional segundo a qual
a) é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, 
representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, 
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo 
ser inferior à área de um Município.
b) ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da 
categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas.
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Direito Constitucional
c) é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.
d) a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, res-
salvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência 
e a intervenção na organização sindical.
e) é livre a associação profissional ou sindical, observado que ninguém será obri-
gado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato.
490. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Pessoa jurídica, referi-
da em depoimento prestado no âmbito de processo administrativo que tramita em 
determinado Ministério da Administração federal, que tem por objeto a apuração 
de irregularidades em execução contratual, pretende obter acesso aos autos, para 
extração de cópias. Na hipótese de lhe ser negado administrativamente o reque-
rimento, por ato do Ministro de Estado respectivo, poderá a interessada, em tese, 
valer-se judicialmente de
a) habeas corpus, de competência originária do Superior Tribunal de Justiça.
b) habeas data, de competência originária do Superior Tribunal de Justiça.
c) habeas data, de competência originária do Supremo Tribunal Federal.
d) mandado de segurança, de competência originária do Superior Tribunal de Justiça.
e) mandado de segurança, de competência originária do Supremo Tribunal Federal.
491. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Decreto editado pelo 
Presidente da República promove a reorganização de diferentes Ministérios da Ad-
ministração federal, sem que haja criação de novos órgãos ou aumento de despesa, 
bem como extingue centenas de cargos vagos até então existentes nos quadros 
dos órgãos em questão. Nessa hipótese, o Presidente da República
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Direito Constitucional
a) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Cons-
tituição Federal, competindo ao Congresso Nacional sustar integralmente os efeitos 
do Decreto.
b) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Cons-
tituição Federal, competindo ao Congresso Nacional revogar o Decreto.
c) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Consti-
tuição Federal, no que se refere apenas à extinção de cargos, competindo ao Con-
gresso Nacional sustar parcialmente os efeitos do Decreto.
d) extrapolou dos limites do poder regulamentar que lhe é assegurado pela Cons-
tituição Federal, no que se refere apenas à reorganização dos Ministérios, compe-
tindo ao Congresso Nacional sustar parcialmente os efeitos do Decreto.
e) agiu em conformidade com as competências que lhe são atribuídas pela Cons-
tituição Federal.
492. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Ocupante de cargo pú-
blico efetivo de médico estadual pretende prestar concurso para o cargo de médico 
promovido pela Prefeitura do Município em que reside. Na hipótese de ser aprovado 
no concurso em questão, à luz da Constituição Federal, o médico
a) poderá acumular os cargos, desde que haja compatibilidade de horários.
b) poderá acumular os cargos, desde que renuncie à remuneração de um deles.
c) estará impossibilitado de acumular os cargos, por pertencerem aos quadros de 
entes diferentes da Federação, de modo que deverá requerer exoneração do cargo 
atual, caso pretenda tomar posse no municipal.
d) poderá acumular os cargos, apenas enquanto não adquirida a estabilidade no 
cargo municipal, ocasião em que deverá optar por um deles.
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e) estará impossibilitado de acumular os cargos, o que somente seria admitido se 
um fosse de professor, de modo que deverá requerer exoneração do cargo atual, 
caso pretenda tomar posse no municipal.
493. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) À luz da Constituição 
Federal, processo disciplinar em face de magistrado poderá
I – ser revisto, de ofício, pelo Conselho Nacional de Justiça, desde que julgado 
há menos de um ano.
II – acarretar a perda do cargo, nos três primeiros anos de exercício, mediante 
deliberação do Tribunal a que o juiz estiver vinculado.
III – acarretar sua aposentadoria, por interesse público, mediante decisão por 
voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional de 
Justiça.
Está correto o que consta APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.
494. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Determinado Estado da 
federação promulga lei que autoriza o Poder Executivo a conceder prêmio em di-
nheiro, como forma de estímulo à cultura regional, a artistas nascidos no Estado 
que preencham determinadas condições, relativamente à produção e participação 
em eventos culturais no ano imediatamente anterior à concessão do prêmio. Ocor-
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re que, ao se apurarem as circunstâncias fáticas, verifica-se que apenas um artista, 
em todo o Estado, preenche as condições em questão. Nessa hipótese, considera-
dos os destinatários da norma, há ofensa aos princípios constitucionais da
a) legalidade e publicidade.
b) igualdade e impessoalidade.
c) moralidade administrativa e eficiência.
d) impessoalidade e separação de poderes.
e) moralidade administrativa e publicidade.
495. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Proposta de emenda à 
Constituição subscrita por 27 Senadores, visando acabar com a obrigatoriedade do 
voto para os cidadãos de 18 a 70 anos de idade, obtém a aprovação, em dois turnos 
de votação em cada Casa do Congresso Nacional, de dois terçospúblico de provas e títulos, com a participa-
ção da Ordem dos Advogados do Brasil apenas na fase da prova oral que consiste 
na arguição pública dos candidatos a ela admitidos, exercerão a representação ju-
dicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas.
d) aos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal é assegurada estabilidade 
após dois anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os 
órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.
e) a representação da União, na execução da dívida ativa de natureza tributária, 
cabe à Procuradoria-Geral da República, observado o disposto em lei.
534. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) À luz da discipli-
na normativa e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca das ações cons-
titucionais destinadas à tutela de direitos fundamentais,
a) a decisão proferida em mandado de injunção terá eficácia erga omnes, poden-
do, no entanto, excepcionalmente, ter sua eficácia subjetiva limitada às partes, 
quando restar comprovado que a eficácia erga omnes causaria grave lesão à or-
dem, economia e segurança públicas.
b) a decisão proferida em mandado de injunção terá eficácia erga omnes, poden-
do, no entanto, excepcionalmente, ter sua eficácia subjetiva limitada às partes, 
quando restar comprovado que a eficácia erga omnes causaria grave lesão à or-
dem, economia e segurança públicas.
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Direito Constitucional
c) a decisão proferida em mandado de injunção determinará prazo razoável para 
que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora e estabelecerá as 
condições em que se dará o exercício dos direitos, liberdades ou prerrogativas re-
clamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover 
ação própria visando a exercê-los, caso não suprida a mora legislativa no prazo de-
terminado, salvo se comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado 
de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma, quando então 
se deixará de fixar prazo, estabelecendo-se de imediato as condições de exercício 
do direito, liberdade ou prerrogativa reclamado.
d) a decisão proferida em mandado de injunção determinará prazo razoável para 
que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora e estabelecerá as 
condições em que se dará o exercício dos direitos, liberdades ou prerrogativas re-
clamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover 
ação própria visando a exercê-los, caso não suprida a mora legislativa no prazo de-
terminado, salvo se comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado 
de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma, quando então 
se deixará de fixar prazo, estabelecendo-se de imediato as condições de exercício 
do direito, liberdade ou prerrogativa reclamado.
e) o mandado de injunção será admissível sempre que ato de autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público tornar 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.
535. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Entendendo tra-
tar-se de hipótese que se mostra relevante e urgente, o Presidente da República 
editou medida provisória disciplinando a compra e venda de imóveis no Brasil, por 
meio da qual impôs uma série de requisitos e formalidades a serem observados 
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na realização de negócios jurídicos dessa natureza. No prazo de 60 dias, a medida 
provisória não foi apreciada pelo Congresso Nacional, razão pela qual o seu período 
de vigência foi prorrogado por mais 60 dias. Ao término do novo prazo, porém, o 
Congresso Nacional não a converteu em lei. As relações jurídicas decorrentes da 
referida medida provisória, constituídas durante o seu período de vigência,
a) deverão ser disciplinadas por decreto legislativo do Congresso Nacional em até 
60 dias da perda da eficácia da medida provisória, conservando-se por ela regidas 
caso não editado o decreto legislativo dentro desse prazo.
b) passarão a ser regidas pela legislação que anteriormente disciplinava a matéria, 
uma vez que as medidas provisórias que não forem convertidas em lei no prazo 
de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período, perderão eficácia desde a sua 
edição.
c) deverão ser disciplinadas por resolução da Câmara dos Deputados, em até 45 
dias da perda da eficácia da medida provisória, passando a ser regidas pela legis-
lação anteriormente vigente caso não observado esse prazo.
d) permanecerão regidas pela medida provisória, não obstante tenha esta perdido 
sua eficácia por decurso do prazo, em virtude das garantias fundamentais do res-
peito ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
e) permanecerão regidas pela medida provisória, não obstante tenha esta perdido 
sua eficácia por decurso do prazo, em virtude das garantias fundamentais do res-
peito ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito.
536. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Entendendo que 
uma determinada lei municipal, editada no ano de 1986 com a finalidade de dis-
ciplinar a jornada de trabalho dos empregados de indústrias situadas no território 
do município, confronta preceito fundamental da Constituição da República, o Con-
selho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil propõe Ação Direta de Inconsti-
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tucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. À luz dos sistemas de controle 
de constitucionalidade previstos no ordenamento jurídico brasileiro, bem como da 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal na matéria, a ação proposta
a) deverá ser remetida ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma vez 
que, em se tratando de lei municipal, ainda que o parâmetro de controle seja a 
Constituição Federal, a competência para analisar a questão é do Tribunal de Justi-
ça do Estado onde se situa o município responsável pela edição da lei impugnada.
b) deverá ser extinta, uma vez que não preenchido o requisito da “pertinência te-
mática”, na medida em que a norma impugnada não diz respeito às atividades da 
OAB, tampouco dos advogados que a entidade representa, mas apenas aos inte-
resses da União.
c) poderá ser julgada procedente, caso a inconstitucionalidade seja reconhecida 
pela maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal presentes na sessão de 
julgamento, desde que essa conte com a presença de, ao menos, 6 Ministros.
d) poderá ser indeferida liminarmente, uma vez que a Ação Direta de Inconsti-
tucionalidade somente se presta ao controle de constitucionalidade de lei ou ato 
normativo editado na vigência da atual Constituição, ou, com base no princípio da 
fungibilidade ser conhecida como arguição de descumprimento de preceito funda-
mental.
e) poderá ser julgada procedente, desde que a inconstitucionalidade seja reconhe-
cida por, pelo menos, 8 Ministros do Supremo Tribunal Federal.
537. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Tendo tomado 
ciência que diversas empresas situadas no território de um determinado Estado, 
no momento da contratação de empregadas do sexo feminino, estavam exigindo 
a realização de testes de gravidez ou a apresentação de atestado de laqueadura, 
a Assembleia Legislativa do referido Estado, entendendo que essas exigências não 
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se mostravam compatíveis com a Constituição da República, editou lei proibindo a 
adoção de tais práticas em entrevistas de emprego e determinandoa aplicação de 
diversas punições às empresas que desrespeitassem os preceitos da lei, a despeito 
da existência de lei editada pela União tratando da matéria. Eventual Ação Direta 
de Inconstitucionalidade proposta perante o Supremo Tribunal Federal, com a fina-
lidade de questionar a constitucionalidade da referida norma, seria
a) admissível, quanto ao objeto, e provida de fundamento, no mérito, uma vez 
que, de acordo com a Constituição, a competência para legislar sobre direito do 
trabalho é privativa da União, de maneira que a lei em questão é formalmente in-
constitucional.
b) admissível, quanto ao objeto, mas desprovida de fundamento, no mérito, por 
ser constitucional a aludida norma estadual, uma vez que as exigências feitas pelas 
empresas situadas no referido Estado representam discriminação desarrazoada, 
implicando flagrante ofensa ao princípio da igualdade e à norma constitucional que 
veda o estabelecimento de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou 
estado civil.
c) inadmissível, quanto ao objeto, uma vez que a ação direta de inconstitucionali-
dade não se presta ao controle de constitucionalidade de lei estadual, embora seja 
provida de fundamento, no mérito, porque a vedação que estabelece é material-
mente incompatível com a Constituição.
d) admissível, quanto ao objeto, e provida de fundamento, no mérito, por ser in-
constitucional a norma impugnada, uma vez que compete à União e aos Estados le-
gislar concorrentemente sobre direito do trabalho, de maneira que, existindo lei edi-
tada pela União disciplinando a questão, não poderia o Estado legislar na matéria.
e) inadmissível, quanto ao objeto, uma vez que a ação direta de inconstitucionali-
dade não se presta ao controle de constitucionalidade de lei estadual, e desprovida 
de fundamento, no mérito, por ser constitucional a norma estadual impugnada, 
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Direito Constitucional
uma vez que uma das características da forma federativa de Estado é a capacidade 
de autolegislação dos entes federativos, que assegura a esses o direito de discipli-
nar as relações havidas em seu território.
538. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Uma categoria 
de servidores públicos vinculados a um determinado Estado por regime jurídico 
estatutário, entendendo que os seus vencimentos não são compatíveis com o grau 
de responsabilidade envolvido nas atividades que exercem, por serem inferiores 
àqueles percebidos por outras categorias que desempenham atividades semelhan-
tes, deflagra uma greve pleiteando reajuste remuneratório. Entendendo que a gre-
ve em curso é abusiva, o Estado ajuíza dissídio coletivo perante o Tribunal Regional 
do Trabalho respectivo, requerendo entre outras coisas, que seja a greve declarada 
abusiva e determinado o retorno dos servidores ao trabalho. Nessa hipótese, à luz 
da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o Tribunal 
Regional do Trabalho deverá
a) determinar a inclusão do Ministério Público do Trabalho no polo ativo da ação 
proposta, já que, por se tratar de greve em atividade essencial, apenas esse pos-
suía legitimidade para propor o dissídio, e reconhecer sua incompetência para apre-
ciar a questão, determinando a remessa do dissídio analisado à justiça comum.
b) extinguir o dissídio sem resolução do mérito, já que a greve realizada por ser-
vidores públicos é considerada greve em atividade essencial, pelo que apenas o 
Ministério Público do Trabalho poderia ajuizar dissídio coletivo.
c) em homenagem à duração razoável do processo e à celeridade processual, inti-
mar o Ministério Público do Trabalho para que informe se deseja ingressar no polo 
ativo da ação proposta, uma vez que, por se tratar de greve em atividade essencial, 
apenas esse possui legitimidade para o ajuizamento de dissídio coletivo.
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d) conceder o reajuste pleiteado pelos grevistas, em respeito ao princípio da isono-
mia, tendo em vista a existência de outras categorias que desempenham atividades 
semelhantes e recebem vencimentos superiores.
e) reconhecer sua incompetência para conhecer da questão, cabendo ao Tribunal 
de Justiça do Estado apreciar o dissídio coletivo proposto.
539. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Após a aprova-
ção em concurso público, José, no dia 20 de outubro de 2010, foi admitido por 
empresa pública integrante da Administração indireta de determinado Estado, sob 
o regime celetista. No dia 21 de setembro de 2013, porém, José foi dispensado, 
mediante ato motivado da autoridade competente, recebendo as verbas rescisórias 
devidas. Tendo em vista o disposto na Constituição da República, assim como a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o ato de dispensa de José é
a) válido, uma vez que, tendo sido admitido para ocupar emprego público em 
empresa pública, José não preenche, ao menos, um dos requisitos impostos pela 
Constituição da República para que o servidor possa fazer jus à estabilidade, já que 
não foi nomeado para cargo de provimento efetivo.
b) válido, uma vez que José ainda não havia adquirido estabilidade.
c) inválido, uma vez que José se encontrava em período de pré-estabilidade, de 
maneira que não poderia ter sido dispensado.
d) inválido, uma vez que, por ser detentor de estabilidade, José somente poderia 
ser dispensado em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
e) inválido, uma vez que José não poderia ter sido dispensado sem a ocorrência de 
justa causa apurada através do devido processo administrativo disciplinar, na me-
dida em que era detentor de estabilidade, por ter sido admitido após a aprovação 
em concurso público.
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540. (2017/TRT 21ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) A Assembleia 
Legislativa de determinado estado, após concluir estudos técnicos, decidiu desfa-
zer-se da frota própria de veículos e, para atender às necessidades do órgão, optou 
por contratar empresa especializada na prestação de serviço de locação de veículos 
com motorista. Para tanto, realizou licitação, na modalidade leilão, para alienação 
dos veículos e, na modalidade pregão eletrônico, para contratação dos serviços. 
A decisão administrativa foi questionada em ação popular, sob a alegação de má 
gestão administrativa, causadora de prejuízo, porque implicou a venda de bens pú-
blicos e a terceirização de atividade. A ação judicial
a) não procede, porque o ato é político e exarado pelo Poder Legislativo, imune ao 
controle externo.
b) procede, pois a escolha da política pública é passível de controle judicial, inclu-
sive de mérito, em razão do princípio democrático.
c) será admitida e julgada procedente, porque as escolhas de conveniência e opor-
tunidade da Administração somente são válidas se previamente autorizadas por lei 
específica, especialmente os atos administrativos exarados pelo Poder Legislativo.
d) não procede, porque os atos administrativos discricionários submetem-se a 
controle de legalidade, mas não de mérito, sendo passíveis de anulação, pelo judi-
ciário, se contrários à lei ou ao direito.
e) não procede, porque os atos emanados pelo Poder Legislativo, mesmo que na 
função administrativa atípica, somente se submetem a controle do Tribunal de Con-
tas.
541. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Determi-
nado Município editou lei prescrevendo que o servidor público municipal titular de 
cargo público efetivo gozará de férias anuais remuneradas, acrescidas do valor de 
um quinto sobre sua remuneração normal.
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DireitoConstitucional
Considerando que até então o valor do adicional devido ao servidor público por oca-
sião das férias anuais era equivalente a um terço sobre sua remuneração normal, 
a referida lei é
a) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que, dentre os direitos tra-
balhistas assegurados pela Constituição ao servidor público nessa situação encon-
tra-se o direito ao gozo de férias remuneradas com, pelo menos, um terço a mais 
do que o salário normal.
b) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que compete privativamente 
à União legislar sobre a matéria mediante edição de lei de âmbito nacional.
c) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que se trata de matéria sujei-
ta à edição de norma geral pela União, que poderá ser suplementada pelos Estados 
e Distrito Federal, mas não pelos Municípios.
d) compatível com a Constituição Federal, uma vez que cabe à União, aos Estados, 
aos Municípios e ao Distrito Federal estabelecer o regime jurídico do respectivo fun-
cionalismo público, podendo cada qual dispor sobre o valor do adicional que será 
devido aos seus servidores públicos por ocasião das férias.
e) compatível com a Constituição Federal, desde que a nova regra seja aplicada 
apenas aos servidores públicos que forem nomeados para o exercício de cargos 
públicos após a entrada em vigor da lei, sob pena de ser violado o princípio da ir-
retroatividade das leis.
542. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Empre-
gado de certa empresa privada foi eleito membro suplente de diretoria de sindicato 
de sua categoria, tendo sido demitido de seu emprego quatro meses após o térmi-
no do mandato sindical, sem que tenha cometido qualquer falta. A demissão desse 
empregado mostra-se
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Direito Constitucional
a) incompatível com a Constituição Federal, que veda a dispensa do empregado 
sindicalizado desde a posse em cargo de direção ou representação sindical, até um 
ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
b) incompatível com a Constituição Federal, que veda a dispensa do empregado 
sindicalizado, na situação retratada, desde o registro da candidatura a cargo de di-
reção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após 
o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
c) incompatível com a Constituição Federal, que veda a dispensa do empregado 
sindicalizado, na situação retratada, desde o registro da candidatura a cargo de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até seis meses 
após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
d) compatível com a Constituição Federal, que permite a dispensa do empregado 
sindicalizado eleito membro titular ou suplente de diretoria de sindicato ou de en-
tidade de representação sindical, na situação retratada.
e) compatível com a Constituição Federal, que permite a dispensa do empregado 
sindicalizado eleito membro titular ou suplente de diretoria de sindicato ou de en-
tidade de representação sindical, na situação retratada.
543. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Determi-
nados empregados de empresa pública estadual, sujeitos ao regime jurídico tra-
balhista, tiveram seus salários majorados para ajustá-los aos valores médios pa-
gos no mercado. Em razão disso, esses empregados, que antes percebiam salário 
em valor equivalente ao subsídio do Governador, passaram a perceber em valor 
superior ao do subsídio pago aos Ministros do Supremo Tribunal Federal – STF. 
O aumento, todavia, não impactou os cofres do Tesouro, uma vez que a referida 
empresa não recebe recursos do Estado para arcar com suas despesas de pessoal 
e de custeio em geral. Nessa situação, a nova remuneração paga aos referidos em-
pregados mostra-se
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Direito Constitucional
a) inconstitucional, uma vez que os empregados de empresas públicas estaduais 
não podem perceber salário acima do subsídio pago aos Ministros do STF, que cons-
titui o limite remuneratório máximo a ser observado pela Administração pública 
em geral, ainda que possam perceber remuneração superior ao subsídio pago ao 
Governador.
b) inconstitucional, uma vez que os empregados de empresas públicas estaduais 
não podem perceber salário acima do subsídio pago ao Governador, que constitui o 
limite remuneratório máximo a ser observado pela Administração pública estadual.
c) constitucional, uma vez que, embora os salários a serem pagos superem o sub-
sídio dos Ministros do STF, que é o limite remuneratório máximo a ser observado 
pela Administração pública em geral, os empregados de empresas públicas não 
estão sujeitos a esse limite porque são sujeitos ao regime jurídico trabalhista.
d) constitucional, uma vez que, embora os salários a serem pagos superem o li-
mite remuneratório máximo a ser observado pela Administração pública estadual, 
não estão sujeitos a esse limite os empregados de empresa pública que não receba 
recursos financeiros do Estado para arcar com suas despesas de pessoal e de cus-
teio em geral.
e) constitucional, uma vez que, embora os salários a serem pagos superem o sub-
sídio do Governador, que é o limite remuneratório máximo a ser observado pela 
Administração pública estadual, esse limite aplica-se apenas aos cargos públicos, 
inclusive aos eletivos, mas não aos empregos públicos.
544. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Com a 
finalidade de conter as despesas da Administração pública, o Presidente da Repúbli-
ca editou decreto extinguindo Ministério e os cargos públicos vagos e preenchidos 
a ele vinculados, colocando em disponibilidade, com remuneração proporcional ao 
tempo de serviço, os servidores públicos estáveis ocupantes dos cargos que foram 
extintos. Considerando a Constituição Federal, o Presidente da República NÃO po-
deria ter editado decreto para
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Direito Constitucional
a) extinguir o Ministério e os cargos públicos, vagos ou não, nem para determinar 
que os servidores públicos estáveis ficassem em disponibilidade.
b) determinar que os servidores públicos estáveis ficassem em disponibilidade, 
uma vez que a extinção de seus cargos enseja aposentadoria compulsória com 
proventos proporcionais ao tempo de contribuição, embora o decreto pudesse ex-
tinguir o Ministério e os cargos públicos, vagos ou não.
c) determinar que os servidores públicos colocados em disponibilidade percebes-
sem remuneração proporcional ao tempo de serviço, uma vez que deveriam rece-
ber o equivalente ao valor da última remuneração percebida no exercício do cargo, 
embora o decreto pudesse extinguir o Ministério e os cargos públicos, vagos ou 
não.
d) extinguir o Ministério, embora o decreto pudesse extinguir os cargos públicos, 
vagos ou não, bem como determinar que os servidores públicos estáveis ficassem 
em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
e) extinguir o Ministério e os cargos públicos preenchidos, embora o Decreto pu-
desse extinguir os cargos públicos vagos.
545. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A União 
pretende cobrir déficit apresentado por empresa pública federal mediante utiliza-
ção de recursos do orçamento fiscal. A realização dessa despesa, todavia, não foi 
prevista na lei orçamentária vigente. Considerando as disposições da Constituição 
Federal, a União
a) não poderá cobrir o déficit tal como pretendido, uma vez que a despesa não foi 
prevista na lei orçamentária, excedendo, portanto, os créditos orçamentários, sen-
do inconstitucional eventual autorização legislativa que permita a execução dessa 
medida.
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Direito Constitucional
b) não poderá cobrir o déficit tal como pretendido, uma vez que é vedado à União 
cobrir o déficit de empresas públicas, sendo inconstitucional eventual autorização 
legislativa que permita a execução dessa medida.
c) não poderá cobrir o déficit tal como pretendido, uma vez que é vedada a utili-
zação de recursos do orçamento fiscal para a finalidade desejada pela União, sen-
do inconstitucional eventual autorização legislativa que permita a execução dessa 
medida.
d) poderá cobrir o déficit tal como pretendido, mediante edição de decreto de 
abertura de crédito suplementar, independentemente de autorização legislativa es-
pecífica.
e) poderá cobrir o déficit tal como pretendido, mediante autorização legislativa 
específica.
546. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Em junho 
de 2014, empresa pública federal contratou, mediante concurso público, emprega-
dos públicos que iniciaram o exercício de suas funções naquele mês. Em julho de 
2017 houve denúncia de que um desses empregados praticou ato de improbidade 
administrativa. O fato ensejou o ajuizamento de ação civil por improbidade admi-
nistrativa, proposta pelo Ministério Público, na qual se pleiteou, entre outras medi-
das, a condenação do empregado na perda da função pública. À luz da Constituição 
Federal, em tese, a sentença proferida na ação civil por improbidade administrativa
a) não poderá impor a perda da função pública ao empregado, que poderá, to-
davia, ser demitido mediante avaliação especial de desempenho executada pela 
empresa contratante, assegurada a ampla defesa, podendo, ainda, perder a função 
em razão de sentença penal transitada em julgado.
b) não poderá impor a perda da função pública ao empregado, que apenas poderá 
ser demitido por ato privativo da Administração pública, estando essa medida fora 
das atribuições do Poder Judiciário.
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Direito Constitucional
c) poderá impor a perda da função pública ao empregado.
d) não poderá impor a perda da função pública ao empregado, uma vez que já 
adquiriu estabilidade no emprego, podendo perdê-lo apenas em razão de sentença 
penal transitada em julgado.
e) não poderá impor a perda da função pública ao empregado, uma vez que já 
adquiriu estabilidade no emprego, podendo perdê-lo apenas em razão de sentença 
penal transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada a ampla defesa.
547. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Sindica-
to constituído regularmente em janeiro de 2017 impetrou mandado de segurança 
coletivo em julho do mesmo ano, perante a Justiça Federal, a fim de garantir o 
direito líquido e certo de empresas a ele filiadas de não serem compelidas ao paga-
mento da contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários com base 
em alíquota que foi majorada para as empresas em geral, e não apenas para as 
empresas do ramo daquelas filiadas ao Sindicato. A petição inicial foi instruída por 
documentos que comprovavam a regularidade da constituição e do funcionamento 
do sindicato, mas não por autorização expressa de seus filiados para que o pleito 
fosse deduzido judicialmente. À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do 
STF, a impetração do mandado de segurança pelo sindicato é
a) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o sindicato não estava 
constituído há, pelo menos, um ano.
b) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o sindicato não apresen-
tou autorização expressa de seus filiados para que a ação fosse proposta.
c) compatível com a Constituição Federal.
d) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que sindicato não tem legiti-
midade para representar seus filiados em demanda que pretende o afastamento de 
obrigação tributária imposta às empresas de modo geral.
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Direito Constitucional
e) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que a ação deveria ter sido 
proposta perante a Justiça do Trabalho.
548. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Lei de determinado 
Estado, de iniciativa parlamentar, prescreve que o Estado é solidariamente respon-
sável pelo pagamento de verbas trabalhistas devidas por empresa por ele contra-
tada, quando o valor pleiteado pelo empregado for decorrente de relação jurídica 
mantida entre a contratada e empregado que ocupa posto de trabalho em órgão 
público estadual. Considerando que não há delegação da União para que o Estado 
disponha sobre a matéria, a referida lei estadual é
a) incompatível com a Constituição Federal, por vício de iniciativa legislativa e por 
tratar de matéria de competência privativa da União, podendo por essa razão ser 
objeto de reclamação constitucional proposta perante o Supremo Tribunal Federal.
b) incompatível com a Constituição Federal, por vício de iniciativa legislativa e por 
tratar de matéria de competência privativa da União, podendo ser objeto de ar-
guição de descumprimento de preceito fundamental perante o Supremo Tribunal 
Federal, uma vez que a lei viola o princípio federativo.
c) incompatível com a Constituição Federal, por vício de iniciativa legislativa, po-
dendo, por esse motivo, ser declarada inconstitucional, incidentalmente no pro-
cesso, pela maioria absoluta dos membros do Tribunal de Justiça do Estado ou dos 
membros de seu órgão especial, embora possa o Estado legislar sobre o tema de 
que trata a lei estadual, independentemente de delegação da União.
d) incompatível com a Constituição Federal, tendo violado à competência privativa 
da União para legislar na matéria, podendo ser objeto de ação direta de inconstitu-
cionalidade em face da Constituição Federal, proposta perante o Supremo Tribunal 
Federal.
e) compatível com a Constituição Federal, sendo desnecessária delegação legisla-
tiva da União para que os Estados possam disciplinar a matéria, inclusive por ini-
ciativa parlamentar, a fim de instituir tratamento benéfico em favor do empregado.
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Direito Constitucional
549. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Em 2016, o Presi-
dente da República editou medida provisória disciplinando o ingresso na Polícia 
Federal e nas carreiras de juiz federal e do trabalho, tendo fixado idade máxima 
para que o candidato tome posse nesses cargos. A medida provisória foi aprovada 
na Câmara dos Deputados, sendo, após, encaminhada ao Senado, que deixou de 
apreciá-la no prazo constitucional.
Embora a medida provisória não tenha sido convertida em lei, houve, ainda no ano 
de 2016, o transcurso do prazo para a edição de decreto legislativo para discipli-
nar as relações jurídicas dela decorrentes. Diante dessa situação, o Presidente da 
República, entendendo que havia urgência, não aguardou a próxima legislatura e 
editou, em 2017, medida provisória fixando idade máxima para ingresso na Polícia 
Federal. Considerando a Constituição Federal,
a) as medidas provisórias não poderiam fixar limite máximo de idade para ingres-
so na Polícia Federal e nas carreiras de juiz federal e do trabalho, uma vez que a 
Constituição Federal veda que a lei institua limite máximo de idade para qualquer 
carreira pública.
b) a primeira medida provisória perdeu os efeitos desde a sua edição, motivo pelo 
qual as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua 
vigência não poderão ser por ela regidas.
c) a perda da eficácia da primeira medida provisória não constitui impedimento 
constitucional para a edição da segunda medida provisória.
d) as medidas provisórias disciplinaram matéria permitida pela Constituição Fede-
ral, qualseja, ingresso na Polícia Federal e nas carreiras de Juiz Federal e Juiz do 
Trabalho.
e) caso se vislumbre inconstitucionalidade na edição da segunda medida provisó-
ria, poderá ser arguida, no âmbito do controle concentrado e abstrato de constitu-
cionalidade, apenas após sua eventual conversão em lei pelo Congresso Nacional.
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550. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Indivíduo titular de 
emprego público de médico junto à Administração estadual prestou concurso para 
emprego público de médico junto à administração municipal, vindo a ser contra-
tado. Posteriormente, o mesmo indivíduo foi eleito vereador. Considerando essa 
situação, à luz da Constituição Federal, o médico
a) não poderia ter cumulado o exercício de dois empregos públicos de médico, 
podendo, todavia, cumular o exercício de qualquer um dos empregos públicos de 
médico com o cargo eletivo, se houver compatibilidade de horários.
b) não poderia ter cumulado o exercício de dois empregos públicos de médico, po-
dendo, todavia, cumular o exercício do emprego público de médico estadual com o 
cargo eletivo municipal, se houver compatibilidade de horários, mas não o emprego 
público de médico municipal com o cargo eletivo.
c) poderia ter cumulado o exercício de dois empregos públicos de médico, não 
podendo, todavia, exercer os empregos públicos de médico municipal e estadual 
juntamente com o cargo eletivo, devendo afastar-se daqueles e optar pela remu-
neração, caso queira exercer a vereança.
d) poderia ter cumulado o exercício de dois empregos públicos de médico, não 
podendo, todavia, exercer os empregos públicos de médico municipal e estadual 
juntamente com o cargo eletivo, devendo exonerar-se daqueles caso queira exer-
cer a vereança.
e) poderia ter cumulado o exercício de dois empregos públicos de médico, podendo 
exercê-los juntamente com o cargo eletivo, se houver compatibilidade de horários.
551. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Compatibiliza-se com 
as normas da Constituição Federal em matéria orçamentária:
a) a suspensão dos repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Dis-
trito Federal e aos Municípios que não adequarem sua despesa com pessoal ativo e 
inativo aos parâmetros estabelecidos em lei complementar, no prazo legal.
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Direito Constitucional
b) a alteração, pelo Presidente da República, das propostas orçamentárias encami-
nhadas pelos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, 
ainda que tenham sido enviadas no prazo e elaboradas em conformidade com os 
limites estipulados conjuntamente com os demais poderes na Lei de Diretrizes Or-
çamentárias.
c) o início de programa ou projeto sem que a respectiva despesa tenha sido incluí-
da na Lei Orçamentária Anual, quando houver relevância e urgência, sendo desne-
cessária, nesse caso, a abertura de créditos adicionais.
d) a abertura de créditos suplementares por ato do Chefe do Poder Executivo, in-
dependentemente de prévia autorização legislativa, desde que mediante indicação 
dos recursos correspondentes.
e) a instituição de fundo de qualquer natureza, por ato do Chefe do Poder Execu-
tivo, independentemente de autorização legal.
552. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Servidores públicos 
grevistas, titulares de cargos públicos efetivos estaduais, ocuparam parte de prédio 
público do respectivo Estado para realizar manifestação a fim de que sua reivindi-
cação fosse atendida. Em vista disso, o Estado ajuizou ação possessória perante a 
Justiça do Trabalho, a fim de obter decisão judicial que determinasse a desocupa-
ção do próprio público pelos servidores. O juiz de primeiro grau, todavia, proferiu 
sentença em que reconheceu não ter competência para julgar o feito. À luz da 
Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a referida 
sentença está
a) correta, uma vez que a Justiça do Trabalho não é competente para processar e 
julgar essa ação possessória, embora seja competente para julgar as ações oriun-
das da relação jurídica mantida entre o Estado e os seus servidores titulares de 
cargos públicos em comissão.
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Direito Constitucional
b) correta, uma vez que a Justiça do Trabalho não é competente para processar e 
julgar essa ação possessória, embora seja competente para julgar as ações oriun-
das da relação jurídica mantida entre o Estado e os seus servidores titulares de 
cargos públicos efetivos.
c) correta, uma vez que a Justiça do Trabalho não é competente para processar e 
julgar essa ação possessória, nem para julgar as ações envolvendo o Estado e os 
seus servidores que lhe sejam vinculados por relação jurídico-estatutária.
d) incorreta, uma vez que a Justiça do Trabalho é competente para processar e 
julgar essa ação possessória, assim como para julgar as ações oriundas da relação 
jurídica mantida entre o Estado e os seus servidores públicos titulares de cargos 
públicos efetivos, podendo a sentença ser impugnada mediante reclamação consti-
tucional proposta perante o Supremo Tribunal Federal, bem como mediante inter-
posição do recurso cabível perante o Tribunal competente.
e) incorreta, uma vez que a Justiça do Trabalho é competente para processar e 
julgar essa ação possessória, assim como para julgar as ações oriundas da relação 
jurídica mantida entre o Estado e os seus servidores públicos titulares de cargos 
públicos efetivos, podendo a sentença ser impugnada apenas mediante interposi-
ção de recurso ordinário perante o Tribunal Regional do Trabalho competente.
553. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Determinado in-
divíduo requer, perante Secretaria Municipal de Educação, que lhe seja informado 
o número de faltas ao trabalho, nos últimos 12 meses, dos servidores públicos 
ocupantes de cargos efetivos lotados na escola junto à qual funciona Associação de 
Pais e Mestres de que faz parte. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, cabe 
ao órgão da Administração
a) exigir que o pedido seja justificado pelo requerente, antes de fornecer a res-
posta, a fim de averiguar se os motivos oferecem risco à segurança do Estado ou à 
intimidade e vida privada dos servidores.
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Direito Constitucional
b) recusar-se a prestar a informação, sob a justificativa de se tratar de informação 
cujo sigilo é imprescindível à segurança do Estado e de seus agentes.
c) recusar-se a prestar a informação, a que somente se assegura acesso se disser 
respeito ao próprio interessado, sob pena de ofensa ao direito à intimidade e à vida 
privada.
d) atender ao pedido, que pode ser formulado independentemente de justificativa, 
por se tratar de informação de interesse geral, a que todos têm acesso assegurado.
e) atender ao pedido, ficando o requerente, no entanto, sujeito ao ônus da sucum-
bência, se comprovada má-fé.
554. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) O Conselho Su-
perior da Justiça do Trabalho
a) possui, entre seus membros, três Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, 
eleitos pelo Tribunal Pleno, para cumprirem mandatos de dois anos, vedada a re-
condução.
b) funciona junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe a supervisão ad-
ministrativa, orçamentária, financeira e jurisdicional dos órgãos de primeira e se-
gunda instância da Justiça do Trabalho, possuindo suas decisões efeito vinculante.
c) funciona junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe a supervisão ad-
ministrativa, orçamentária, financeira e jurisdicional dos órgãos de primeira e se-
gunda instânciada Justiça do Trabalho, possuindo suas decisões efeito vinculante.
d) possui, dentre outras funções previstas em lei, competência estabelecida pela 
Constituição Federal para regulamentar os cursos oficiais para ingresso e promoção 
na carreira da magistratura do trabalho.
e) poderá instalar a justiça itinerante e funcionar descentralizadamente, consti-
tuindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à 
Justiça do Trabalho em todas as fases do processo.
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555. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Lei ordinária fe-
deral que disponha sobre as condições para concessão de seguro-desemprego aos 
empregados domésticos, em caso de desemprego involuntário, será
a) incompatível com a Constituição Federal, que não assegura aos empregados 
domésticos direito ao seguro-desemprego.
b) incompatível com a Constituição Federal, por cuidar de matéria que não se in-
sere dentre as competências legislativas privativas da União.
c) incompatível com a Constituição Federal, por versar sobre matéria reservada à 
lei complementar.
d) incompatível com a Constituição Federal, por versar sobre direito que é asse-
gurado aos empregados domésticos independentemente de regulamentação legal.
e) compatível com a Constituição Federal.
556. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Nos termos da 
Constituição Federal, contrato para prestação de serviços terceirizados celebrado 
por órgão da Administração federal está sujeito a controle externo, exercido pelo
a) Ministério Público, a quem compete sustar sua execução na hipótese de ilega-
lidade, comunicando a decisão ao Congresso Nacional, para adoção das medidas 
cabíveis.
b) Ministério Público, a quem compete sustar sua execução na hipótese de ilegali-
dade, solicitando de imediato ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
c) Poder Judiciário, a quem compete sustar sua execução na hipótese de ilegalida-
de, mediante ação popular promovida por cidadão, partido político, associação ou 
sindicato.
d) Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, competindo 
a este sustar sua execução, na hipótese de ilegalidade, comunicando a decisão à 
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.
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Direito Constitucional
e) Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, competindo 
àquele sustar sua execução, na hipótese de ilegalidade, solicitando
557. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere as 
seguintes situações: 
I – Ação ajuizada pelo Ministério Público com vistas a obter a devolução ao erá-
rio de valores correspondentes a despesas efetuadas com recursos públicos 
para custear viagens pessoais de familiares de servidores públicos. 
II – Ação ajuizada por cidadão para anular autorização administrativa concedida 
para a realização de empreendimento imobiliário em desacordo com a legis-
lação ambiental pertinente. 
III – Ação ajuizada por pessoa jurídica interessada em obter acesso a dados cons-
tantes a seu respeito de cadastro de inadimplentes mantido por órgão da 
Administração pública. 
À luz da Constituição Federal, os itens I, II e III cuidam, respectivamente, de:
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
558. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) O Supremo Tri-
bunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho pos-
suem competência para processar e julgar, originariamente,
a) a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, quando a falta de norma 
regulamentadora de atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal disser res-
peito a matérias sujeitas à sua jurisdição.
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Direito Constitucional
b) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade 
de suas decisões.
c) os conflitos de atribuição entre órgãos da Administração federal e órgãos juris-
dicionais nas matérias sujeitas à sua jurisdição.
d) seus próprios membros, nas infrações penais comuns e nos crimes de respon-
sabilidade.
e) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas 
rogatórias nas matérias sujeitas à sua jurisdição.
559. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Servidores pú-
blicos ocupantes de cargos efetivos em órgão legislativo de determinado Estado, 
reunidos em praça pública para se manifestarem contra a falta de ética na política, 
deliberaram constituir um sindicato, bem como promover uma paralisação de suas 
atividades, tão logo organizados em associação sindical. Nos termos da Constitui-
ção Federal, referidos servidores públicos
a) não poderiam estar reunidos para a manifestação, sem autorização prévia, mas 
estão autorizados a constituir sindicato e a realizar greve.
b) não poderiam estar reunidos para a manifestação, sem autorização prévia, nem 
estão autorizados a constituir sindicato, mas sim a realizar greve.
c) poderiam estar reunidos para a manifestação, independentemente de autoriza-
ção, desde que pacífica e mediante aviso prévio à autoridade competente, mas não 
estão autorizados a constituir sindicato, nem a realizar greve.
d) poderiam estar reunidos para a manifestação, independentemente de autoriza-
ção ou aviso prévio à autoridade competente, desde que pacífica, mas não estão 
autorizados a constituir sindicato, nem a realizar greve.
e) poderiam estar reunidos para a manifestação, independentemente de autoriza-
ção, desde que pacífica e mediante aviso prévio à autoridade competente, assim 
como estão autorizados a constituir sindicato e, observados os termos e limites 
definidos em lei, a realizar greve.
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Direito Constitucional
560. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Alegando difi-
culdades decorrentes da situação econômica enfrentada pelo país, empresa de 
determinado setor privado propõe a seus empregados que sejam revistas as con-
dições relativas à possibilidade de compensação de horas, redução de jornada de 
trabalho e de salário, previstas em acordo coletivo. O sindicato da categoria, acio-
nado pelos empregados, toma a frente das negociações, que, no entanto, restam 
infrutíferas, resultando na paralisação das atividades laborais, por período indeter-
minado. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, 
I – é lícita a negociação coletiva quanto à compensação de horas e à jornada 
de trabalho, mas não quanto ao salário, cuja irredutibilidade é assegurada 
constitucionalmente. 
II – é lícito o sindicato negar-se à negociação proposta, bem como os emprega-
dos se valerem do direito de greve para defesa de seus interesses, compe-
tindo-lhes ainda decidir sobre a oportunidade de exercê-lo, sujeitando-se, no 
entanto, os responsáveis às penas da lei, por abusos eventualmente come-
tidos. 
III – em se tratando de greve em atividade essencial, definida em lei, e havendo 
possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho 
poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o 
conflito. 
Está correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) III.
d) II.
e) I e III.
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Direito Constitucional
561. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) No tocante 
ao Poder Judiciário, à luz da Constituição Federal,
a) todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e funda-
mentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, sendo vedado à lei limitar a 
presença, em determinados atos, às partes e a seus advogados.
b) o Poder Executivonão poderá reduzir unilateralmente, na fase de consolidação 
do projeto de Lei Orçamentária Anual, o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, 
desde que esse tenha sido elaborado e enviado com observância de limites, forma 
e prazo estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
c) ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa, 
jurisdicional e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcio-
nais dos juízes.
d) a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas em 
quaisquer juízos e tribunais, funcionando, nos dias em que não houver expediente 
forense normal, juízes em plantão permanente.
e) ao Supremo Tribunal Federal compete homologar sentenças estrangeiras e con-
ceder exequatur às cartas rogatórias.
562. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Dois sin-
dicatos distintos, ambos com base territorial no município de São Paulo, conside-
ram-se legítimos representantes de uma determinada categoria profissional, invo-
cando o direito de atuar em nome dessa, em questões judiciais e administrativas. 
Considerando o disposto na Constituição Federal, o conflito entre os sindicatos em 
questão poderá ser resolvido mediante
a) propositura de ação perante a Justiça federal, com a finalidade de ver declarado 
o legítimo representante da categoria.
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Direito Constitucional
b) celebração de acordo entre os sindicatos envolvidos na disputa, por meio do 
qual seja pactuado que ambos são legítimos representantes da categoria, desde 
que no acordo fiquem delimitadas com precisão as áreas do município que repre-
sentarão as bases territoriais de cada uma das entidades contendentes.
c) propositura de ação perante a Justiça do Trabalho com a finalidade de ver de-
clarado o legítimo representante da categoria.
d) livre escolha dos empregadores dos integrantes da categoria profissional em 
questão, que poderão decidir com qual das entidades em disputa desejarão nego-
ciar, vedada no entanto a negociação de um único empregador com dois sindicatos 
distintos que possuam a mesma base territorial.
e) edição de lei específica que defina o legítimo representante da categoria em 
questão, bem como sua base territorial.
563. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) João foi 
contratado por tempo determinado, mediante processo seletivo simplificado, para 
atuar junto a órgão da Administração direta, integrante do Poder Executivo de certo 
Estado, a fim de atender a necessidade temporária de excepcional interesse públi-
co. À luz do disposto na Constituição, a remuneração de João
a) não poderá exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, embora possa ser superior ao do Governador do Estado respectivo.
b) não poderá exceder o subsídio mensal do Governador do Estado respectivo.
c) não estará sujeita ao limite aplicável aos servidores ocupantes de cargos efeti-
vos, uma vez que foi contratado por tempo determinado, para atender a necessi-
dade temporária de excepcional interesse público.
d) terá como limite o subsídio mensal dos Desembargadores do Tribunal de Justiça 
do Estado respectivo, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por 
cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
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e) não poderá exceder o subsídio mensal, em espécie, do Presidente da Repúbli-
ca, que funciona como limite para a remuneração e o subsídio dos ocupantes de 
cargos, funções e empregos públicos da Administração direta, autárquica e funda-
cional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios.
564. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Diante da 
disciplina dos Direitos e Garantias fundamentais na Constituição Federal,
a) somente são assegurados direitos fundamentais às pessoas físicas, uma vez 
que esses decorrem diretamente do princípio da dignidade da pessoa humana.
b) o rol de direitos e garantias fundamentais é taxativo, não sendo admitida a 
existência de direitos e garantias que não estejam expressamente previstos na 
Constituição, ainda que decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, 
ou previstos em tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte.
c) os direitos fundamentais podem sofrer limitações impostas pela própria Consti-
tuição, assim como pelo legislador ordinário, quando autorizado a tanto por aquela.
d) somente são assegurados direitos individuais e coletivos aos brasileiros, sejam 
eles natos ou naturalizados, e não aos estrangeiros.
e) os direitos assegurados pela Constituição aos trabalhadores urbanos e rurais 
não se aplicam aos domésticos, uma vez que as atividades desempenhadas por 
essa categoria se encontram disciplinadas por legislação própria.
565. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) De acordo 
com a disciplina constitucional atinente às matérias sujeitas à competência legisla-
tiva concorrente,
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a) a competência da União limitar-se-á ao estabelecimento de normas gerais, ca-
bendo aos Estados o exercício da competência suplementar, por meio da expedição 
de normas específicas, editadas em face das peculiaridades regionais. Inexistindo, 
porém, lei federal sobre normas gerais, os Estados não poderão exercer a sua com-
petência suplementar.
b) União, Estados e Distrito Federal possuem competência para discipliná-las ple-
namente, prevalecendo a norma que for editada por último, tendo em vista que 
essa revogará as demais, naquilo em que for com elas incompatível, independen-
temente do ente que a tenha editado.
c) os Estados somente terão competência para discipliná-las caso a União não o 
faça em prazo razoável, quando então poderão editar normas específicas, aplicá-
veis unicamente nos limites dos respectivos territórios, as quais serão automatica-
mente revogadas na superveniência de lei federal.
d) a competência da União limitar-se-á ao estabelecimento de normas gerais, ca-
bendo aos Estados o exercício da competência suplementar, por meio da expedição 
de normas específicas, editadas em face das peculiaridades regionais. Inexistindo, 
porém, lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legis-
lativa plena, para atender a suas peculiaridades, ficando, no entanto, revogada a 
lei estadual na superveniência de lei federal sobre normas gerais.
e) a competência da União limitar-se-á ao estabelecimento de normas gerais, ca-
bendo aos Estados o exercício da competência suplementar, por meio da expedição 
de normas específicas, editadas em face das peculiaridades regionais. Inexistindo, 
porém, lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legis-
lativa plena, para atender a suas peculiaridades. A superveniência de lei federal 
sobre normas gerais, no entanto, suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe 
for contrária.
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566. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) À luz do dis-
posto na Constituição da República e do quanto já decidido pelo Supremo Tribunal 
Federal, considere: 
I – João, por residir em cidade não abrangida pela jurisdição de nenhuma Vara 
do Trabalho, ingressou com reclamação trabalhista perante a Vara Cível local, 
à qual a lei havia atribuído a jurisdição trabalhista. Proferida a sentença, João 
não se contentou com o conteúdo dessa. Assim, pretendendo impugná-la, 
deverá apresentar recurso dirigido ao Tribunal Regional Federal, competentepara rever as decisões dos juízes que integram a sua estrutura. 
II – Tendo sido prejudicada por decisão de natureza precária proferida por Tri-
bunal Regional do Trabalho em ação que deveria ter sido proposta perante o 
Tribunal Superior do Trabalho − TST, a União poderá buscar desconstituir a 
decisão em questão mediante a apresentação de reclamação perante o TST. 
III – José, que mantém vínculo empregatício com entidade autárquica integrante 
da Administração indireta de determinado Estado, regido pelo regime celetis-
ta, entende que as verbas a que faz jus não estão sendo corretamente pagas. 
Desejando propor ação com a finalidade de questionar o comportamento da 
autarquia, deverá fazê-lo perante a Justiça do Trabalho. 
IV – No curso de uma greve, os empregados de empresa do setor automobilístico 
que aderiram ao movimento paredista deflagrado, no intuito de pressionar 
seu empregador pelo atendimento de suas reivindicações, invadem e ocu-
pam as instalações da linha de montagem dessa empresa, paralisando com-
pletamente suas atividades produtivas. Objetivando retomar sua produção, 
assim como a posse de suas instalações, a empresa deverá ajuizar ação 
possessória perante a Justiça Comum. 
Está correto o que consta APENAS em
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a) I e IV.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) II e IV.
567. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Em face da 
disciplina constitucional do direito de greve, bem como à luz da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria,
a) a greve realizada por servidores públicos estatutários vinculados à Administra-
ção direta poderá ser encerrada mediante a celebração de convenção coletiva que 
conceda o reajuste pleiteado pela categoria em greve.
b) aos servidores públicos é vedado o exercício do direito de greve, uma vez que 
ainda não restou editada lei específica definindo os termos e limites em que tal di-
reito poderá ser exercido.
c) por se tratar de um direito fundamental, o direito de greve deve ser considerado 
cláusula pétrea e, portanto, não pode sofrer nenhuma espécie de restrição imposta 
pelo legislador ordinário.
d) a Constituição, ao definir como essenciais as atividades relacionadas à assistên-
cia médica, à educação, ao transporte coletivo, à segurança pública, às telecomuni-
cações e à guarda de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares, 
veda o exercício do direito de greve por parte dos trabalhadores que desempenham 
tais atividades.
e) o direito de greve não é ilimitado, podendo sofrer restrições impostas pelo le-
gislador ordinário, a quem cabe definir os serviços ou atividades essenciais e dispor 
sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
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568. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Alegando 
a necessidade de reduzir custos, o Presidente da República promove a extinção 
de 10.000 funções e cargos públicos da Administração direta federal que estavam 
vagos, por meio de decreto, sem que existisse lei autorizando-o a tanto. Referido 
decreto é
a) compatível com a Constituição, uma vez que, estando as funções e cargos pú-
blicos vagos, o Presidente da República possui competência para extingui-los me-
diante decreto.
b) incompatível com a Constituição, pois a criação, a transformação e a extinção 
de cargos e empregos públicos são medidas inseridas na competência do Congres-
so Nacional, exercida por meio de lei.
c) incompatível com a Constituição, na medida em que o Presidente da República, 
para que pudesse adotar tal medida, dependeria de autorização do Congresso Na-
cional, concedida por meio de resolução.
d) compatível com a Constituição, uma vez que são de iniciativa privativa do Pre-
sidente da República as leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou 
empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua re-
muneração, de maneira que ele pode dispor livremente acerca de tais matérias, 
inclusive por decreto.
e) incompatível com a Constituição, uma vez que é vedada a edição de decreto 
sem amparo em lei anterior.
569. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
05/01/2017, um ente público promulgou e publicou dispositivo legal que compre-
endia, entre outros conteúdos, o orçamento fiscal e o orçamento de investimento 
das empresas em que detinha a maioria do capital social com direito a voto. Estes 
orçamentos foram apresentados com as funções de reduzir desigualdades inter-re-
gionais, segundo critério populacional, conforme dispõe a Constituição Federal de 
1988. O dispositivo legal promulgado e publicado corresponde
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a) ao Plano Plurianual.
b) ao Relatório de Gestão Fiscal.
c) ao Relatório Resumido de Execução Orçamentária.
d) à Lei Orçamentária Anual.
e) à Lei de Diretrizes Orçamentárias.
570. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALIDA-
DE: SEGURANÇA JUDICIÁRIA) Considere a situação hipotética descrita. Veridiana, 
de religião x, ao tentar matricular seu filho Nelson, também de religião x, no 6º ano 
do ensino fundamental, em tradicional Colégio particular com ênfase na religião y, 
tem a matrícula recusada pela Diretora daquele estabelecimento que demonstra 
claro menosprezo à religião professada por Veridiana e Nelson e alega que Nelson 
não se enquadraria no perfil de alunos daquele colégio, pois, pelo regulamento in-
terno da escola, é vedada a matrícula de alunos não praticantes da religião y. Neste 
caso,
a) será necessário analisar administrativamente a validade do regulamento interno 
da instituição de ensino particular para fins de aplicação de sanção, pelo MEC, de 
descredenciamento definitivo.
b) será necessário, analisar a validade do regulamento interno da instituição de 
ensino particular para fins de aplicação de sanção, pelo MEC, de suspensão das 
atividades por até 1 ano.
c) é punível a recusa da inscrição do aluno no 6º ano do Ensino Fundamental, 
baseado no preconceito à religião x, sob a alegação de que o perfil de alunos da 
escola é somente de religião y, independentemente de se tratar de estabelecimento 
público ou privado de ensino.
d) trata-se apenas de afronta ao princípio da isonomia, não se assemelhando em 
nada ao crime de preconceito ou discriminação.
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e) é punível a recusa da inscrição do aluno no 6º ano do Ensino Fundamental, ba-
seado no preconceito à religião x, sob a alegação de que o perfil de alunos da escola 
é somente de religião y, somente se for em estabelecimento público de ensino.
571. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Um deter-
minado Tribunal pretende iniciar o desenvolvimento de um software, para ser uti-
lizado na execução de suas atividades, que não está previsto no Plano Plurianual 
e cujo prazo de conclusão é estimado em dois anos. Assim, de acordo com as 
determinações da Constituição Federal de 1988, para que o desenvolvimento do 
software seja realizado, um projeto de lei para alteração do Plano Plurianual deve 
ser encaminhado pelo Poder
a) Executivo ao Poder Legislativo, por tratar-se de inversão financeira, cuja execu-
ção ultrapassa o período de seis meses.
b) Executivo ao Poder Legislativo, por tratar-se de investimento, cuja execução 
ultrapassa um exercício financeiro.
c) Legislativo ao Poder Executivo, por tratar-se de investimento, cuja execução 
ultrapassa um exercício financeiro.
d) Legislativo ao Poder Executivo, por tratar-se de inversão financeira, cuja execu-
ção ultrapassao período de seis meses.
e) Legislativo ao Poder Judiciário, por tratar-se de inversão financeira, cuja execu-
ção ultrapassa um exercício financeiro.
572. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) A Constituição Fe-
deral, no Capítulo I de seu Título VI, estabelece as regras relativas ao Sistema Tri-
butário Nacional. De acordo com as regras deste Capítulo,
a) os Estados federados têm competência para instituir o ICMS, o ISS e o IPVA.
b) parte do produto da arrecadação do ITCMD, do ITR e do IPI será entregue a 
outros entes federados, conforme estabelecido no texto constitucional.
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c) estão sujeitos aos princípios da anterioridade de exercícios e da anterioridade 
nonagesimal (noventena), o IR, o IOF e o ITBI.
d) a competência para instituir e cobrar a contribuição de melhoria, a contribuição 
para o custeio do serviço de iluminação pública e a contribuição para custeio de 
regime de previdência próprio de seus servidores, e em benefício deles, é, apenas, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
e) a União tem competência para instituir contribuições sociais, de intervenção no 
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas.
573. (2017/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Consti-
tuição Federal dita a tramitação de projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, Lei 
de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e créditos adicionais e dispõe 
que
a) cabe ao Senado examinar e emitir parecer sobre esses projetos.
b) as emendas devem ser apresentadas no Plenário das duas casas do Congresso 
Nacional e serão apreciadas na Comissão Mista permanente de Senadores e Depu-
tados.
c) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para 
propor modificação nos projetos enquanto não iniciada a votação, na Comissão 
mista, da parte cuja alteração é proposta.
d) as emendas aos projetos somente podem ser aprovadas com a indicação dos 
recursos necessários, requisito dispensado no caso de despesa para educação e 
saúde.
e) a anulação de despesa não é considerada fonte de recursos para fins de apro-
vação de emendas.
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574. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Em uma situa-
ção de crise fiscal, um dos efeitos mais sentidos é a queda da arrecadação tributá-
ria, fato que atinge todas as esferas de poder dos entes federativos. Diante dessa 
situação, a Administração promoveu a alteração da legislação tributária por meio 
da lei orçamentária anual. Essa medida contrariou formalmente a Constituição Fe-
deral que determina que
a) o instrumento de planejamento correto para dispor acerca dessa espécie de al-
teração é o Plano Plurianual.
b) déficit de arrecadação não é fundamento legal para essa alteração.
c) o instrumento de planejamento correto para dispor acerca dessa espécie de al-
teração é a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) a alteração na legislação tributária somente seria possível no caso de criação de 
novo tributo.
e) o instrumento de planejamento correto para dispor acerca dessa espécie de al-
teração é o Demonstrativo da Execução Orçamentária.
575. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) O Governo da 
União promoveu isenção, anistia, remissão e subsídios para estimular a economia. 
Nesse caso, a Constituição Federal estabelece como condição prévia
a) elaboração de demonstrativo regionalizado do efeito sobre as receitas e despe-
sas, que deve acompanhar o projeto da Lei Orçamentária Anual.
b) o limite de 0,5% da receita corrente líquida para isenção e anistia e de 1% para 
remissão e subsídios.
c) a espera de 180 dias para a entrada em vigor dessa medida.
d) ter como beneficiários imediatos micro e pequenas empresas.
e) o limite de 1000 salários mínimos nacionais para a concessão dos benefícios.
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576. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere:
I – O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e 
entidades da Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas 
e mantidas pelo Poder Público.
II – O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indi-
retamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
Conforme estabelecido na Constituição Federal, uma das funções desses orçamen-
tos, compatibilizados
a) estabelecer benefícios fiscais aos entes federativos com menor arrecadação.
b) promover o orçamento sustentável dos órgãos da Administração direta e indi-
reta da União.
c) priorizar a alocação de verbas a fundos e fundações instituídas e mantidas pelo 
Poder Público.
d) indicar parâmetros para o estabelecimento de metas fiscais.
e) reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.
577. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) O princípio or-
çamentário da exclusividade determina que a Lei Orçamentária Anual não conterá 
dispositivo estranho à previsão da receita e fixação da despesa. Todavia, a Consti-
tuição Federal estabelece que são EXCEÇÕES a esse princípio:
a) os conteúdos dos anexos de metas e riscos fiscais.
b) autorização para a abertura de créditos adicionais suplementares e contratação 
de operação de crédito.
c) as regras de contingenciamento da despesa pública e as despesas consideradas 
irrisórias.
d) medidas para a evolução do patrimônio líquido e a reestruturação da previdên-
cia social.
e) medidas para o alcance dos resultados primário e nominal.
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578. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Vários princí-
pios orçamentários estão dispostos na Constituição Federal. O texto constitucional 
estabelece que, segundo o princípio da
a) legalidade, lei de iniciativa do Poder Legislativo estabelecerá o orçamento anual.
b) anualidade, lei de iniciativa do Poder Executivo estabelecerá o orçamento anual.
c) exclusividade, todas as receitas e despesas deverão ser incluídas na Lei Orça-
mentária Anual.
d) universalidade, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à 
previsão da receita e à fixação da despesa.
e) exclusividade, a Lei Orçamentária Anual poderá conter autorização para abertu-
ra de crédito adicional suplementar.
579. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constituição 
Federal, ao tratar dos projetos de lei para os instrumentos de planejamento orça-
mentário, estabelece que devem ser apreciados pelas duas Casas do Congresso 
Nacional. Essa norma constitucional abrange, expressamente, a Lei Orçamentária 
Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Plano Plurianual e os projetos de lei 
referentes a
a) restos a pagar.
b) gastos com assistência social.
c) créditos adicionais.
d) suprimento de fundos.
e) dívida ativa.
580. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) O projeto 
da Lei Orçamentária Anual é um instrumento de planejamento aditável, ou seja, 
pode ser alterado por meio de emendas, que somente podem ser aprovadas se 
houver a indicação dos recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
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a) operação de crédito.
b) anulação de despesa.
c) antecipação da receita orçamentária.
d) recebimento de dívida ativa.
e) renegociação de precatórios.
581. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Conforme 
o estabelecido na Constituição Federal, os recursos que, em decorrência de veto, 
emenda ou rejeição do projetode Lei Orçamentária Anual, ficarem sem despesas 
correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, desde que haja prévia e 
específica autorização legislativa, mediante créditos adicionais
a) especiais, suplementares ou extraordinários.
b) especiais, apenas.
c) suplementares, apenas.
d) especiais ou suplementares, apenas.
e) extraordinários, apenas.
582. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constitui-
ção Federal permite a apresentação de emendas individuais ao projeto de lei orça-
mentária, limitadas a 1,2% da receita corrente líquida, sendo que metade desse 
percentual será para ações e serviços públicos de saúde, VEDADA a destinação para
a) pagamento de pessoal ou encargos sociais.
b) acordos com entidades do terceiro setor.
c) pagamento de restos a pagar.
d) aquisição de equipamentos.
e) locação de imóveis.
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583. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Em uma si-
tuação hipotética, um TRT realizou despesas no exercício de 2016, mas que não 
foram pagas até 31 de dezembro desse mesmo ano. Essas despesas devem ser 
classificadas contabilmente nos balanços de 2016 como
a) dívida ativa.
b) restos a pagar.
c) antecipação da receita orçamentária.
d) postergação da despesa orçamentária.
e) operação de crédito atípica.
584. (2017/TRT 21ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A verifica-
ção que tem por fim apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância 
exata a pagar e a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação, é
a) a fixação de dotação de despesa.
b) a reserva de dotação.
c) o empenhamento da despesa.
d) a liquidação da despesa.
e) o pagamento da despesa.
585. (2017/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) São objetivos a se-
rem alcançados pelo Poder Público na organização da Seguridade Social previstos 
na Constituição Federal de 1988:
a) Irredutibilidade no valor dos benefícios e proporcionalidade na forma de parti-
cipação no custeio.
b) Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.
c) Diversidade da base de financiamento e isonomia na prestação dos benefícios 
e serviços.
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Direito Constitucional
d) Equidade na forma de participação no custeio e gestão tripartite na administra-
ção dos recursos.
e) Universalidade da cobertura e do atendimento e centralização da administração 
dos recursos pela União Federal.
586. (2017/FUNAPE/ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) Considerando a clas-
sificação das constituições quanto a sua mutabilidade, a Constituição Federal vi-
gente é
a) analítica, uma vez que é minuciosa, extensa, dispondo não somente sobre a 
organização do Estado brasileiro, mas também sobre matérias que seriam próprias 
da legislação ordinária, o que dificulta a alteração do ordenamento jurídico brasi-
leiro.
b) aberta, uma vez que é principiológica, acolhendo normas de conteúdo amplo, 
favorecendo a ocorrência de mutações constitucionais mediante atuação do Poder 
Judiciário.
c) flexível, uma vez que sua carga principiológica permite ao legislador interpre-
tá-la e dar-lhe significado por intermédio da legislação ordinária, o que permite a 
evolução da Constituição sem que ela seja formalmente alterada.
d) rígida, uma vez que apenas pode ser alterada por procedimento específico di-
verso do previsto para a elaboração das leis ordinárias e complementares, dificul-
tando sua modificação.
e) dirigente, uma vez que estabelece diretrizes e metas ao legislador, demandando 
que seja reformada quando alcançados os objetivos do constituinte.
587. (2017/FUNAPE/ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) De acordo com o sis-
tema de controle de constitucionalidade adotado pela Constituição Federal vigente,
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a) os juízes singulares não podem exercer o controle de constitucionalidade, uma 
vez que a Constituição Federal determina que somente pelo voto da maioria abso-
luta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os 
“tribunais” declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.
b) o Supremo Tribunal Federal não pode exercer o controle de constitucionalidade 
de leis e atos normativos municipais, cabendo apenas aos Tribunais de Justiça dos 
Estados fazê-lo.
c) o Superior Tribunal de Justiça não pode exercer o controle de constitucionali-
dade de leis e atos normativos, uma vez que lhe compete o controle da legalidade 
dos atos jurídicos.
d) súmula vinculante editada pelo Supremo Tribunal Federal não pode ser objeto 
de ação direta de inconstitucionalidade.
e) o Governador do Estado tem legitimidade para ajuizar ação declaratória de 
constitucionalidade, em face de lei estadual, perante o Supremo Tribunal Federal.
588. (2017/FUNAPE/ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) De acordo com o sis-
tema de repartição de competências entre os entes federativos acolhido na Cons-
tituição Federal vigente,
a) à União compete editar normas gerais em matéria de previdência social, caben-
do aos Estados a competência suplementar.
b) à União compete editar normas gerais em matéria de trânsito e transporte, ca-
bendo aos Estados a competência suplementar.
c) leis ordinárias federais podem fixar normas para a cooperação entre a União e 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios no exercício de competências mate-
riais comuns, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bemestar em 
âmbito nacional.
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d) na ausência de normas gerais federais em matéria de proteção e defesa da 
saúde, os Estados e o Distrito Federal não podem exercer a competência legislativa 
plena.
e) a União pode delegar aos Estados e ao Distrito Federal a competência para le-
gislar sobre questões específicas em matéria de educação, cultura, ensino, despor-
to, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação.
589. (2017/FUNAPE/ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) Professora ingressou 
no serviço público em 2010, quando tomou posse no cargo efetivo de professor 
de ensino médio junto à rede pública estadual e no cargo efetivo de professor de 
universidade pública estadual, tendo, a partir de então, contribuído regularmente 
para o regime oficial de previdência social. De acordo com as regras constitucionais 
vigentes, caso a professora continue no efetivo exercício dos cargos, em funções de 
magistério, até completar os requisitos para sua inatividade, a professora poderá 
aposentar-se voluntariamente,
a) em cada um dos cargos, apenas em 2040, desde que conte com 55 anos de 
idade, podendo cumular o recebimento das aposentadorias.
b) em ambos os cargos, apenas em 2035, desde que conte com 50 anos de idade, 
podendo cumular o recebimento das aposentadorias.
c) no cargo de professor de ensino médio, apenas em 2035, desde que conte com 
50 anos de idade e, no cargo de professor universitário, apenas em 2040, desde 
que conte com 55 anos de idade, podendo cumular o recebimento de ambas apo-
sentadorias.
d) no cargo de professor de ensino médio, apenas em 2035, desde que conte com 
55 anos de idade e, no cargo de professor universitário, apenas em 2040, desde 
que conte com 60 anos de idade, não podendo cumular o recebimento de ambas 
aposentadorias.
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Direito Constitucional
e) no cargo de professor de ensino médio, apenas em 2035, desde que conte com 
60 anos de idade e, no cargo de professor universitário, apenas em 2040, desde 
que conte com 65 anos de idade, podendo cumularde seus membros. 
À luz das regras constitucionais do processo legislativo, referida proposta
a) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o número 
mínimo de assinaturas necessárias para a propositura de emenda à Constituição 
por parlamentares.
b) é incompatível com a Constituição Federal, por não ter sido observado o quórum 
mínimo para aprovação de emendas à Constituição.
c) é incompatível com a Constituição Federal, que estabelece que não será objeto 
de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir o voto.
d) será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, 
com o respectivo número de ordem.
e) deverá ser submetida ao Presidente da República, que poderá sancioná-la ou 
vetá-la por motivo de contrariedade ao interesse público ou por inconstitucionali-
dade.
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496. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) Nos termos da Cons-
tituição Federal, a aplicação de recursos da União por entidades de direito privado
a) é situação ofensiva aos princípios da legalidade e moralidade administrativa e, 
por isso, vedada.
b) submete-se ao sistema de controle externo, a cargo do Tribunal de Contas da 
União e exercido com o auxílio do Congresso Nacional, sob os aspectos da legalida-
de, legitimidade e economicidade.
c) submete-se ao sistema de controle interno da Administração, sob os aspectos 
da legalidade e da avaliação de resultados, quanto à eficácia e eficiência.
d) sujeita os responsáveis, em caso de ilegalidade ou irregularidade, à respon-
sabilização administrativa, civil ou penal, vedada a cumulação de penalidades em 
diferentes esferas.
e) submete-se ao controle externo exercido pelo Ministério Público, ao qual com-
pete promover, privativamente, a ação civil pública para defesa do patrimônio pú-
blico, na hipótese de ilegalidade ou irregularidade.
497. (2017/TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA 
APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: TAQUIGRAFIA) À Defensoria Pública da 
União
a) compete, diretamente ou através de órgão a ela vinculado, representar a União, 
judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei, as atividades de con-
sultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
b) compete, ao lado das Defensorias Públicas estaduais e do Distrito Federal, a 
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os 
graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral 
e gratuita, aos necessitados.
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c) são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua pro-
posta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentá-
rias, diferentemente das Defensorias Públicas estaduais e do Distrito Federal.
d) cabe exercer o controle externo da atividade policial, na forma estabelecida em 
lei complementar.
e) são asseguradas, como princípios institucionais, a unidade, a indivisibilidade e 
a independência funcional, dando-se o ingresso na carreira, que tem como chefe o 
Advogado-Geral da União, mediante concurso público de provas e títulos.
498. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Suponha que a mesa do Senado Federal ajuíze ação direta de 
inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal – STF, em face de dis-
positivos do Código de Processo Civil segundo os quais tramitam em segredo de 
justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional 
à intimidade, restringindo, ainda, às partes e aos seus procuradores o direito de 
consultar os autos de processo nessas condições e de pedir certidões de seus atos. 
À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do STF, referida ação direta de 
inconstitucionalidade será
a) inadmissível, por faltar legitimidade ativa ao proponente, embora provida de 
fundamento, quanto ao mérito, na medida em que todos os julgamentos dos ór-
gãos do Poder Judiciário serão públicos, assegurado a todos o direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou 
geral, bem como de obter certidões, independentemente do pagamento de taxas.
b) inadmissível, por inexistir pertinência temática entre o objeto da ação e as ati-
vidades da proponente, ainda que esta figure no rol de legitimados para sua pro-
positura, além de desprovida de fundamento, quanto ao mérito, na medida em que 
a Constituição admite que lei restrinja o acesso a atos do processo, na situação 
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descrita, não havendo, ademais, ofensa ao direito a obter certidões em repartições 
públicas, assegurado para defesa de direitos e esclarecimento de situações de in-
teresse pessoal.
c) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fun-
damento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar 
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em 
casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não 
prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao di-
reito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos 
e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
d) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, embora desprovida de fun-
damento, quanto ao mérito, na medida em que a Constituição permite à lei limitar 
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, em 
casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não 
prejudique o interesse público à informação, não havendo, ademais, ofensa ao di-
reito a obter certidões em repartições públicas, assegurado para defesa de direitos 
e esclarecimento de situações de interesse pessoal.
e) admissível, quanto à legitimidade ativa e ao objeto, e provida de fundamento, 
quanto ao mérito, no que se refere ao direito de obter certidões, que não pode ser 
restrito, uma vez que a Constituição o assegura a todos, independentemente do 
pagamento de taxas.
499. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) A determinado juiz é imposta penalidade de aposentadoria, por 
interesse público, em sede de processo administrativo disciplinar em que lhe é as-
segurada ampla defesa, tomada a decisão motivadamente, em sessão pública, por 
voto da maioria absoluta do respectivo tribunal. Inconformado com a decisão, por 
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entender nulo o processo, o magistrado requer sua revisão pelo Conselho Nacional 
de Justiça − CNJ, sete meses após a decisão. Nessa hipótese, considerados os ele-
mentos ora fornecidos, à luz da Constituição Federal,
a) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a deci-
são tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente 
para esse fim, dispondo o CNJ de competência para rever o processo disciplinar 
referido, já que julgado há menos de um ano.
b) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a deci-
são tomada por quórum inferior ao de dois terços estabelecido constitucionalmente 
para esse fim, embora não disponha o CNJ de competência para rever o processo 
disciplinar referido, por ter sido julgado há mais de seis meses.
c) assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, por ter sido a deci-
são tomada em sessão pública, ao passoo recebimento de ambas apo-
sentadorias.
590. (2017/FUNAPE / ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) A Constituição Fe-
deral assegura 
I – aos Tribunais a competência para elaborar suas propostas orçamentárias, 
cabendo ao Poder Executivo ajustá-las caso estejam em desacordo com os 
limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na Lei de Diretri-
zes Orçamentárias.
II – às Defensorias Públicas estaduais autonomia funcional e administrativa, mas 
não a iniciativa de sua proposta orçamentária.
III – às Procuradorias Gerais dos Estados a autonomia administrativa, mas não a 
iniciativa de sua proposta orçamentária.
IV – ao Ministério Público a autonomia funcional e administrativa, podendo, ob-
servados os limites orçamentários, propor ao Poder Legislativo a criação e 
extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política remuneratória e os 
planos de carreira.
V – aos Tribunais, às Defensorias Públicas e às Procuradorias Gerais dos Estados 
a iniciativa de projetos de lei que disponham sobre a criação de cargos de, 
respectivamente, juízes, defensores públicos e procuradores do estado, 
bem como sobre sua remuneração.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) IV e V.
c) II, III e IV.
d) II, III e V.
e) I e V.
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591. (2017/FUNAPE / ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) O Congresso Nacio-
nal aprovou projeto de lei federal, de iniciativa parlamentar, concedendo ao servi-
dor público efetivo vinculado ao Poder Executivo, titular de cargo público provido 
mediante concurso público, o direito ao recebimento de abono de permanência no 
valor de sua remuneração, ao completar os requisitos para a aposentadoria volun-
tária e optar por permanecer em atividade. Embora o Presidente da República te-
nha vetado o projeto de lei, o veto foi rejeitado por maioria simples dos deputados 
e senadores reunidos em sessão conjunta. Diante disso, o Presidente da República 
ajuizou, perante o Supremo Tribunal Federal, ação direta de inconstitucionalidade 
contra a referida lei federal, que foi julgada inconstitucional pela Corte. Ciente da 
decisão judicial, o Congresso Nacional aprovou nova lei federal, nos mesmos ter-
mos daquela julgada inconstitucional pelo STF. Analisando essa situação à luz da 
Constituição Federal, o 
I – projeto de lei não poderia ter sido proposto por parlamentar, tendo em vista 
que a iniciativa legislativa é exclusiva do Presidente da República.
II – abono não poderia ter sido fixado no valor previsto no projeto, ainda que te-
nha o propósito de incentivar a permanência do servidor na atividade.
III – veto não poderia ter sido rejeitado apenas por maioria simples dos deputa-
dos e senadores.
IV – Congresso Nacional não poderia ter aprovado outra lei de igual teor àquela 
declarada inconstitucional pelo STF, tendo em vista os efeitos vinculantes 
produzidos pela decisão proferida pela Suprema Corte.
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I e IV, apenas.
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592. (2017/FUNAPE/ANALISTA JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO) A Constituição Fede-
ral assegura aos ocupantes de cargos públicos alguns dos direitos dos trabalhado-
res urbanos e rurais, dentre os quais se encontra o direito
a) à jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva.
b) ao reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.
c) ao seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a 
indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.
d) ao seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
e) ao salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda 
nos termos da lei.
593. (2017/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Sobre o poder normativo da 
Justiça do Trabalho, em conformidade com a Constituição Federal, a Consolidação 
das Leis do Trabalho e o entendimento dominante do Tribunal Superior do Trabalho, 
considere: 
I – A primeira Constituição Federal que autorizou e delegou à Justiça do Trabalho 
competência normativa para solução dos conflitos coletivos do trabalho foi a 
de 1934. 
II – A Emenda Constitucional no 45/2004 inclui na Constituição Federal de 1988 a 
exigência às partes do “comum acordo” para ajuizamento do dissídio coletivo 
de natureza jurídica. 
III – O dissídio coletivo é o instrumento hábil para que determinado sindicato 
obtenha o reconhecimento de que a categoria que representa se trata de 
categoria diferenciada. 
IV – Em face de pessoa jurídica de direito público que mantenha empregados, 
cabe dissídio coletivo exclusivamente para apreciação de cláusulas de natu-
reza social. 
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Direito Constitucional
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) IV.
594. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Considerando as 
ideias de supremacia constitucional e de controle de constitucionalidade das leis 
em face da Constituição, pode-se afirmar que o direito constitucional brasileiro
a) acolhe ambas, mas permite que o controle de constitucionalidade de leis seja 
exercido apenas pelos Poderes Legislativo e Executivo, e não pelo Poder Judiciário, 
em razão do princípio democrático.
b) acolhe ambas, mas apenas admite o controle de constitucionalidade de leis pelo 
Poder Judiciário desde que também seja exercido pelo poder Executivo através do 
veto.
c) acolhe a ideia de supremacia constitucional, mas não permite o controle de 
constitucionalidade das leis.
d) não acolhe ambas ideias, uma vez que vigem os princípios da legalidade e da 
supremacia da lei.
e) acolhe ambas ideias, permitindo que o Poder Judiciário deixe de aplicar a lei 
inconstitucional.
595. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) As normas consti-
tucionais a respeito da organização do Estado brasileiro prescrevem que
a) os Municípios não são dotados de autonomia, uma vez que a Constituição Fede-
ral não lhes garante o poder de dar-se uma Constituição própria.
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b) os Municípios não são dotados de autonomia, uma vez que não possuem Poder 
Judiciário, mas apenas Poder Legislativo e Poder Executivo.
c) os Municípios são dotados de autonomia, mas as Câmaras de Vereadores devem 
limitar-se a regulamentar as leis federais e estaduais para a sua fiel execução.
d) a União, os Estados e os Municípios são autônomos, mas não o Distrito Federal, 
que tem a natureza de autarquia federal.
e) os Estados-membros são dotados de autonomia, tendo a Constituição Federal 
assegurado-lhes, inclusive, o exercício de competências legislativas exclusivas.
596. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Um deputado es-
tadual propôs projeto de lei instituindo regime de previdência complementar aos 
servidores titulares de cargos públicos estaduais efetivos, por intermédio de enti-
dade fechada de previdência complementar, de natureza pública, que ofereceria 
aos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição de-
finida. O mesmo projeto ainda alterou as normas do regime oficial de previdência 
obrigatória e fixou limite máximo para o pagamento de aposentadoria a servidores 
titulares de cargos públicos estaduais efetivos e para o pagamento de pensão a 
seus dependentes. A propositura determinou que o referido limite, que se aplicaria 
imediatamente a todos os servidores efetivos, inclusive àqueles titulares de cargos 
públicos anteriormente à aprovação daLei, seria o valor máximo estabelecido para 
os benefícios do regime geral da previdência social. Nesse contexto, à luz da Cons-
tituição Federal, considere: 
I – O projeto de lei não poderia ter sido proposto por deputado estadual, uma 
vez que a matéria é de iniciativa exclusiva do Poder Executivo. 
II – É juridicamente admissível a instituição do limite previsto no projeto para 
pagamento de benefícios pelo regime obrigatório de previdência oficial e sua 
aplicação compulsória a todos os titulares de cargos públicos efetivos. 
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III – É juridicamente inadmissível a instituição do regime de previdência comple-
mentar através de entidade de natureza pública, uma vez que a Constituição 
Federal prescreve a instituição por intermédio de natureza privada. 
Está correto o que se afirma em
a) III, apenas.
b) I, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
597. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Por força das nor-
mas constitucionais a respeito da estabilidade dos servidores públicos, o servidor 
público titular de
a) cargo público em comissão, após três anos de efetivo exercício, apenas poderá 
perder o cargo (I) em razão de sentença judicial transitada em julgado, (II) me-
diante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa e (III) 
mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa.
b) cargo público de provimento efetivo em virtude de concurso público, após três 
anos de sua posse, apenas poderá perder o cargo (I) em razão de sentença judi-
cial transitada em julgado, (II) mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa e (III) mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
c) cargo público de provimento efetivo em virtude de concurso público, que já te-
nha adquirido estabilidade após três anos de efetivo exercício, poderá ser posto em 
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço, caso seu cargo 
seja extinto ou declarada sua desnecessidade.
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d) cargo público de provimento efetivo em virtude de concurso publico, após três 
anos de efetivo exercício, pode ser exonerado, sem remuneração proporcional ao 
tempo de serviço, caso o respectivo cargo seja extinto ou declarado desnecessário.
e) emprego público em virtude de concurso público deve, como condição para ad-
quirir estabilidade após dois anos de efetivo exercício, ser submetido à avaliação 
especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.
598. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Um deputado fede-
ral apresentou projeto de lei dispondo sobre aumento da remuneração de servido-
res públicos vinculados ao Poder Executivo.
Aprovada a proposta, o projeto de lei foi encaminhado ao Presidente da República 
que, no entanto, expressou sua negativa em sancioná-lo, vetando o projeto por 
motivo de inconstitucionalidade da iniciativa legislativa. O Presidente do Congresso 
Nacional, ao ser comunicado do veto presidencial, rejeitou-o e promulgou a Lei. 
Nessa situação e considerando as disposições da Constituição Federal: 
I – O projeto de lei não poderia ter sido apresentado por deputado federal, uma 
vez que trata de matéria de iniciativa exclusiva do Presidente da República. 
II – O Presidente da República não poderia vetar o projeto de lei por motivo de 
inconstitucionalidade, uma vez que apenas o Poder Judiciário pode apreciar 
a inconstitucionalidade das leis.
III – O Presidente do Congresso Nacional agiu de acordo com o direito ao rejeitar 
o veto presidencial e promulgar a lei aprovada pelo Poder Legislativo. 
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) III.
c) I e III.
d) I.
e) I e II.
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599. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Considere os se-
guintes atos administrativos: 
I – Admissão de servidor público ocupante de cargo público efetivo junto à Ad-
ministração direta. 
II – Admissão de empregado público junto a fundação instituída e mantida pelo 
Poder Público. 
III – Concessão de aposentadoria a servidor público titular de cargo público efeti-
vo junto à Administração autárquica.
De acordo com as disposições da Constituição Federal, compete ao Tribunal de Con-
tas da União apreciar a legalidade
a) de todos os atos, podendo assinar prazo para que o órgão ou entidade adminis-
trativa adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verifica-
da ilegalidade.
b) apenas do ato I, podendo aplicar aos responsáveis, se houver ilegalidade de 
despesa, as sanções previstas em lei.
c) apenas dos atos I e II, podendo sustá-los, hipótese em que deverá comunicar 
sua decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.
d) apenas dos atos I e III, mas não poderá sustá-los, nem aplicar penas aos res-
ponsáveis se houver ilegalidade de despesa.
e) apenas dos atos II e III, podendo assinar prazo para que o órgão ou entidade 
administrativa adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se 
verificada ilegalidade.
600. (2017/FUNAPE/ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA) Foi editada lei esta-
dual majorando a remuneração dos cargos públicos vinculados ao Poder Executivo, 
equiparando-a ao valor da remuneração dos cargos públicos equivalentes junto ao 
Poder Legislativo. A mesma lei estadual determinou que a remuneração dos cargos 
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vinculados ao Poder Executivo seria automaticamente majorada sempre que hou-
vesse aumento dos vencimentos dos cargos equivalentes junto ao Poder Legislati-
vo. De acordo com as disposições da Constituição Federal, a lei estadual é
a) compatível com a Constituição Federal, uma vez que o Poder Legislativo é livre 
para fixar o modelo de reajuste da remuneração dos servidores públicos, podendo 
a lei estadual ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade perante o Su-
premo Tribunal Federal.
b) compatível com a Constituição Federal, uma vez que, em razão do princípio da 
isonomia, a remuneração dos cargos públicos vinculados ao Poder Executivo deve 
ser igual à remuneração dos cargos públicos a eles equivalentes junto ao Poder 
Legislativo, mas a lei estadual não pode ser objeto de ação declaratória de consti-
tucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.
c) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é vedada a vinculação ou 
equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração 
de pessoal do serviço público, podendo a lei estadual ser objeto de ação direta de 
inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.
d) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é permitida a vinculação 
ou equiparação remuneratória desde que seja determinada aos servidores públicos 
vinculados aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, podendo a lei estadual 
ser objeto de arguição de descumprimento de preceito fundamental perante o Tri-
bunal de Justiça do Estado.
e) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é vedada a vinculação ou 
equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração 
de pessoal do serviço público, podendo a lei estadual ser objeto de arguição de 
descumprimento de preceito fundamental perante o Tribunal de Justiça do Estado.
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Direito Constitucional
601. (2017/ARTESP/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DETRANSPORTE I – ÁREA 
ECONOMIA) Nos termos da Constituição Federal, a competência para legislar sobre 
trânsito e transporte é
a) comum da União, Estados e Distrito Federal.
b) privativa dos Estados e Distrito Federal.
c) concorrente entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
d) exclusiva dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
e) privativa da União.
602. (2017/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Avizinhando-se o período de 
eleições para governador, policiais civis e auditores fiscais de um determinado es-
tado-membro promovem greve, com a finalidade de influenciar a não reeleição do 
candidato da situação. Diante de tais fatos, segundo o entendimento do Supremo 
Tribunal Federal − STF,
a) a Lei de Greve aplicável ao setor privado deve balizar o movimento paredista de 
servidores públicos, enquanto o Poder Legislativo não normatiza a matéria, deven-
do a greve de servidores públicos ser avisada com antecedência mínima de noventa 
e seis horas.
b) o exercício do direito de greve, muito embora seja vedado, sob qualquer forma 
ou modalidade, a policiais militares, é admitido aos policiais civis e aos auditores 
fiscais.
c) caso seja instaurada mediação pelos órgãos classistas das carreiras de seguran-
ça pública, para vocalização dos interesses da categoria, será obrigatória a partici-
pação do Poder Público na tentativa de solução consensual de conflito.
d) a Administração pública não pode proceder ao desconto dos dias de paralisação 
decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, porque es-
tes possuem uma relação estatutária com o Estado, a qual não é interrompida pela 
greve.
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e) a supremacia do interesse público gera a necessidade de continuação do serviço 
público, que não poderá ser prejudicado, interrompido ou paralisado por policiais 
militares, por auditores fiscais nem por policiais civis, sendo-lhes vedado o exercí-
cio de greve.
603. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA ECONOMIA) Fazer com que o orçamento pú-
blico considere todas as receitas e todas as despesas e que nenhuma instituição 
governamental fique afastada do orçamento caracteriza o princípio
a) do orçamento bruto.
b) da exclusividade.
c) do equilíbrio.
d) da transparência.
e) da universalidade.
604. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Acórdão de órgão fracionário de 
Tribunal de Justiça que, ao conferir intepretação conforme à Constituição Federal a 
determinado diploma legal, afasta sua incidência no caso concreto, sem que exista 
prévia decisão do colegiado ou órgão especial do Tribunal sobre a matéria, será
a) compatível com a Constituição Federal, não havendo que se falar em ofensa à 
cláusula de reserva de plenário, na medida em que a técnica da interpretação con-
forme à Constituição não implica declaração de inconstitucionalidade da norma sob 
análise.
b) compatível com a Constituição Federal, não havendo que se falar em ofensa à 
cláusula de reserva de plenário, na medida em que o afastamento da incidência da 
norma legal em um caso concreto não implica declaração de inconstitucionalidade 
em abstrato sujeita a quórum qualificado.
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Direito Constitucional
c) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a cláusula 
de reserva de plenário, estando sujeito a reclamação perante o Supremo Tribunal 
Federal.
d) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a cláusula 
de reserva de plenário, estando sujeito a arguição de descumprimento de preceito 
fundamental perante o Supremo Tribunal Federal.
e) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a cláusula 
de reserva de plenário, não estando sujeito, no entanto, a impugnação perante o 
Supremo Tribunal Federal, senão por meio de recurso extraordinário, desde que 
preenchidos os demais requisitos constitucionais e legais para seu cabimento.
605. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Lei municipal que, na defesa dos 
interesses do consumidor, fixe o horário de funcionamento de estabelecimentos 
que comercializem medicamentos será
a) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a compe-
tência legislativa suplementar do Estado, para atender a suas peculiaridades, em 
matéria de defesa do consumidor, estando sujeita a reclamação perante o Supremo 
Tribunal Federal.
b) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a compe-
tência legislativa concorrente atribuída à União e aos Estados para legislar sobre 
produção e consumo, estando sujeita a ação direta de inconstitucionalidade peran-
te o Supremo Tribunal Federal.
c) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a compe-
tência privativa da União para legislar sobre direito civil, estando sujeita a reclama-
ção perante o Supremo Tribunal Federal.
d) incompatível com a Constituição Federal, na medida em que ofende a compe-
tência privativa da União para legislar sobre direito civil, estando sujeita a reclama-
ção perante o Supremo Tribunal Federal.
e) compatível com a Constituição Federal, por se tratar de exercício regular de 
competência do Município para legislar sobre assuntos de interesse local.
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606. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Decreto Legislativo editado pela 
Assembleia Legislativa de determinado Estado estabeleceu que os subsídios do Go-
vernador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado seriam reajustados anu-
almente, na mesma oportunidade e proporção em que reajustada a remuneração 
dos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos efetivos. Alguns meses após 
se ter promovido o primeiro reajuste dos subsídios em questão com base no De-
creto Legislativo, o Ministério Público estadual ajuizou ação civil pública, pleiteando 
que, como consequência da nulidade do aludido ato normativo, referidos agentes 
fossem condenados individualmente a restituir ao erário os valores percebidos a 
maior, em decorrência dos reajustes promovidos a partir do Decreto Legislativo. 
Nessa hipótese,
a) há inconstitucionalidade quanto ao modo de alteração dos subsídios do Gover-
nador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado, bem como quanto à vin-
culação dos subsídios à remuneração dos servidores ocupantes de cargos efetivos, 
não sendo cabível, no entanto, pleitear a nulidade do Decreto Legislativo e a res-
tituição dos valores pretendidos por meio de ação civil pública, uma vez que esta 
não se presta ao controle de constitucionalidade.
b) há inconstitucionalidade apenas quanto à vinculação dos subsídios à remunera-
ção dos servidores ocupantes de cargos efetivos, não sendo possível, no entanto, 
pleitear a nulidade do Decreto Legislativo e a restituição dos valores pretendidos 
por meio de ação civil pública, uma vez que esta não se presta ao controle de cons-
titucionalidade.
c) há inconstitucionalidade quanto ao modo de alteração dos subsídios do Gover-
nador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado, bem como quanto à vin-
culação dos subsídios à remuneração dos servidores ocupantes de cargos efetivos, 
sendo admissível que a ação civil pública tenha por objeto a restituição dos valores 
recebidos a maior, como consequência da nulidade do Decreto Legislativo.
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d) há inconstitucionalidade apenas quanto à vinculação dos subsídios à remunera-
ção dos servidores ocupantes de cargos efetivos, sendo admissível que a ação civil 
pública tenha por objeto a restituição dos valores recebidos a maior, como conse-
quência da nulidade do Decreto Legislativo.
e) não háinconstitucionalidade quanto ao modo de alteração dos subsídios do 
Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado, nem quanto à vin-
culação dos subsídios à remuneração dos servidores ocupantes de cargos efetivos, 
sendo improcedente, apesar de admissível, a ação civil pública ajuizada.
607. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Considere que determinada 
Constituição Estadual estabeleça ser cabível recurso para a Assembleia Legislativa 
em face das decisões do Tribunal de Contas do Estado que julguem as contas dos 
administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da 
Administração estadual. Nessa hipótese, referida previsão seria
a) incompatível com a Constituição Federal, que atribui competência para julga-
mento de tais contas aos Tribunais de Contas, independentemente de submissão 
prévia ou posterior ao órgão do Poder Legislativo a que auxiliem.
b) incompatível com a Constituição Federal, que atribui competência para julga-
mento de tais contas originariamente, e não em grau de recurso, à Assembleia 
Legislativa, cabendo aos Tribunais de Contas emitir parecer prévio a esse respeito.
c) compatível com a Constituição Federal, no que se refere à possibilidade de revi-
são do julgamento das contas do chefe do Poder Executivo pela Assembleia Legis-
lativa, mas não em relação aos demais responsáveis por dinheiros, bens e valores 
públicos da administração estadual.
d) compatível com a Constituição Federal, no que se refere à possibilidade de re-
visão do julgamento das contas dos responsáveis por dinheiros, bens e valores pú-
blicos da administração estadual pela Assembleia Legislativa, mas não em relação 
às do chefe do Poder Executivo.
e) compatível com a Constituição Federal.
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	Direito Constitucionalque a Constituição determina que as disci-
plinares devam ser sigilosas, dispondo o CNJ de competência para rever o processo 
disciplinar referido, já que julgado há menos de um ano.
d) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, embora em 
tese seja atribuída ao CNJ competência para rever processos disciplinares de juízes 
e membros de tribunais julgados há menos de um ano, como o do caso em tela.
e) não assiste razão ao magistrado, quanto à nulidade do processo, e tampouco 
dispõe o CNJ de competência para rever o processo disciplinar referido, por ter sido 
julgado há mais de seis meses.
500. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Em procedimento tendo por objeto a decretação de intervenção 
do Estado em determinado Município de seu território, o Tribunal de Justiça estadu-
al respectivo deu provimento a representação, com vistas a prover a execução de 
decisão judicial descumprida pelo Município em questão. Inconformado, o Município 
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interpôs recurso extraordinário em face da referida decisão. Diante da disciplina da 
matéria na Constituição Federal e da jurisprudência correlata do Supremo Tribunal 
Federal, o procedimento adotado para a intervenção estadual sob comento
a) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, sendo admissível a inter-
posição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, desde 
que comprovada a repercussão geral da questão constitucional subjacente.
b) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo, contudo, ad-
missível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de 
Justiça, por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de 
caráter jurisdicional.
c) não obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível, 
contudo, a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal 
de Justiça, e sim de reclamação perante o Supremo Tribunal Federal, que teve 
usurpada sua competência para prover a representação em caso de decretação de 
intervenção.
d) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, embora em tese seja ad-
missível a interposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal 
de Justiça, desde que comprovada a repercussão geral da questão constitucional 
subjacente.
e) obedeceu ao trâmite estabelecido na Constituição, não sendo admissível a in-
terposição de recurso extraordinário em face da decisão do Tribunal de Justiça, 
por se tratar de decisão de natureza político-administrativa, não dotada de caráter 
jurisdicional.
501. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Projeto de lei de iniciativa de Deputado Federal, tendo por ob-
jeto o estabelecimento de hipótese de prisão civil do depositário infiel de bens 
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penhorados em juízo, é aprovado pela maioria absoluta dos membros da Câmara 
dos Deputados e, na sequência, sem alterações, pelo Senado Federal, por maioria 
simples dos presentes, em sessão de votação a que compareceram 60 dos 81 de 
seus membros. O projeto é, assim, encaminhado à sanção presidencial. Nessa hi-
pótese, consideradas as normas constitucionais pertinentes e a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, referido projeto de lei
a) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por versar sobre matéria de ini-
ciativa privativa do Presidente da República, vício esse que não se convalida, ainda 
que haja posterior sanção presidencial.
b) padece de vício de inconstitucionalidade formal, por inobservância do quórum 
de aprovação nas Casas legislativas, devendo ser vetado pelo Presidente da Repú-
blica, por motivo de inconstitucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de 
seu recebimento.
c) padece de vício de inconstitucionalidade material, por ofensa a garantia de di-
reito fundamental assegurada em tratado internacional com status de norma cons-
titucional, devendo ser vetado pelo Presidente da República, por motivo de incons-
titucionalidade, no prazo de 15 dias úteis contados de seu recebimento.
d) contraria teor de súmula vinculante, sendo passível de impugnação mediante 
reclamação perante o Supremo Tribunal Federal.
e) não apresenta vício formal no processo legislativo, ainda que venha a ser san-
cionado expressa ou tacitamente pelo Presidente da República, embora, no mérito, 
estabeleça hipótese de prisão ilícita, por contrariedade a norma de tratado interna-
cional em matéria de direitos fundamentais.
502. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Será compatível com a disciplina constitucional do direito de 
propriedade
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a) o Decreto do Presidente da República que declare como de interesse social, para 
fins de reforma agrária, o imóvel rural que, por definição legal, seja média proprie-
dade rural, ainda que seu proprietário não possua outra.
b) a concessão de terra pública com área de três mil e quinhentos hectares a pes-
soas físicas, para fins de reforma agrária, independentemente de prévia aprovação 
do Congresso Nacional.
c) a aquisição do domínio de área urbana de duzentos e cinquenta metros quadra-
dos por quem a possua e utilize como moradia por cinco anos, ininterruptamente e 
sem oposição, ainda que seja proprietário de imóvel rural.
d) o Decreto de Prefeito municipal que declare de utilidade pública, para fins de 
desapropriação, imóvel urbano subtilizado, incluído no Plano Diretor, mediante pa-
gamento em títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Se-
nado Federal, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de 
sua emissão.
e) a decisão judicial que determine a penhora de imóvel que, por definição legal, 
seja pequena propriedade rural, para garantir o pagamento de débitos decorrentes 
de sua atividade produtiva, desde que trabalhada pela família.
503. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Nos termos da Constituição Federal, ação previdenciária em 
que se pleiteie a concessão de benefício de aposentadoria por idade, proposta por 
segurado em face do Instituto Nacional do Seguro Social, será processada e julga-
da perante a justiça
a) estadual, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de 
juízo federal, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na área 
de jurisdição do juiz de primeiro grau.
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b) federal, no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara de 
juízo estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal Regional Federal na 
área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
c) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de 
vara de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, 
cabendo, nesta situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de 
jurisdição do juiz de primeiro grau.
d) federal, salvo no caso em que o foro do domicílio do autor não seja sede de vara 
de juízo federal, hipótese em que será de competência da justiça estadual, caben-
do, em qualquer situação, o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área 
de jurisdição do juiz de primeiro grau.
e) estadual, cabendo o recurso respectivo para o Tribunal de Justiça na área de 
jurisdição do juiz de primeiro grau.
504. (2017/TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL/5ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – 
ÁREA JUDICIÁRIA) Indivíduo origináriode país asiático requereu e obteve a nacio-
nalidade brasileira em 2010, quinze anos depois de ter fixado e mantido ininter-
ruptamente residência no país. Foi condenado no exterior, pelo seu comprovado 
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes praticado no ano de 2012, por 
sentença criminal transitada em julgado em 2017, tendo sido então requerida sua 
extradição. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o indivíduo em questão 
é considerado
a) brasileiro nato, não podendo ser extraditado, embora possa vir a perder seus 
direitos políticos, em virtude da condenação criminal, enquanto durarem os efeitos 
desta.
b) estrangeiro, que não goza de direitos políticos no Brasil, podendo ser extradita-
do, já que não se trata de condenação por crime político ou de opinião.
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c) brasileiro naturalizado, que pode ser extraditado, em virtude da natureza da 
atividade em que comprovado seu envolvimento, bem como ter sua naturalização 
cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua ati-
vidade nociva ao interesse nacional, hipótese em que perderá seus direitos políticos 
após o respectivo trânsito em julgado.
d) brasileiro nato, que pode vir a ter seus direitos políticos suspensos enquanto 
durarem os efeitos da condenação criminal, bem como ser extraditado, já que não 
se trata de condenação por crime político ou de opinião.
e) brasileiro naturalizado, não podendo ser extraditado, em virtude de ter sido 
condenado por crime praticado após a naturalização, embora possa vir a ter sua 
naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado 
constitua atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que terá seus direitos 
políticos suspensos, enquanto durarem os efeitos da condenação criminal.
505. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considere as afirmações abaixo à luz 
da disciplina constitucional da reforma agrária. 
I – São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de 
transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. 
II – A pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu 
proprietário não possua outra, é insuscetível de desapropriação para fins de 
reforma agrária. 
III – As benfeitorias úteis não serão indenizadas na desapropriação para fins de 
reforma agrária. 
IV – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e 
graus de exigência estabelecidos em lei, não utilize adequadamente os recur-
sos naturais disponíveis e não preserve o meio ambiente. 
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Direito Constitucional
V – Compete à União desapropriar propriedade rural que, segundo critérios e 
graus de exigência estabelecidos em lei, explore de forma a prejudicar o 
bem-estar dos trabalhadores. 
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e V.
e) IV e V.
506. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDA-
DE: OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Fernando passou mal de manhã 
em sua residência e, como estava sozinho, tentou sair para buscar ajuda, mas não 
conseguiu nem abrir o portão de casa. Fernando teve tempo apenas de pedir auxílio 
ao seu vizinho, Paulo, desmaiando logo em seguida, ali mesmo no jardim. Paulo, 
desesperado, rapidamente telefonou ao Corpo de Bombeiros. Nessa situação, à luz 
da Constituição Federal, os bombeiros
a) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado 
e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, apenas se pode nela penetrar sem o 
consentimento do morador em caso de desastre.
b) deverão aguardar uma determinação judicial para penetrar no imóvel de Fer-
nando, já que apenas com referida ordem é possível adentrar em casa alheia.
c) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado 
e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela pode penetrar sem o 
consentimento do morador.
d) não poderão penetrar no imóvel de Fernando, já que ele estava desacordado 
e por ser a casa asilo inviolável do indivíduo, apenas se pode nela penetrar sem o 
consentimento do morador, durante o dia, em caso de flagrante delito.
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e) estarão autorizados a adentrar no imóvel de Fernando, assim que chegarem, já 
que para a prestação de socorro pode-se penetrar na casa do morador, sem o seu 
consentimento, a qualquer hora.
507. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Inconformado com determinado ato 
lesivo à moralidade administrativa praticado pelo prefeito de seu município, o cida-
dão Roberto, sócio majoritário da empresa X, pretende que seja anulado o ato por 
meio de ação popular, o que é
a) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à mora-
lidade administrativa, mas apenas ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e 
cultural.
b) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à mora-
lidade administrativa, mas apenas ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe.
c) cabível, se proposta por Roberto, ficando ele, salvo comprovada má-fé, isento 
do pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
d) cabível, se proposta pela empresa da qual Roberto é sócio majoritário, ficando 
ela, salvo comprovada má-fé, dispensada do pagamento de custas judiciais.
e) cabível, se proposta por Roberto ou pela empresa da qual é sócio majoritário, 
dispensado o pagamento de custas judiciais, respondendo, o autor ou a autora, 
porém, pelo pagamento das verbas decorrentes da sucumbência, salvo se compro-
vada a hipossuficiência.
508. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considere as situações abaixo. 
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I – Anny e Joseph, ambos norte-americanos, decidiram sediar uma empresa no 
Brasil e, por essa razão, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu seu 
primeiro filho – Anthony. 
II – Carlos, brasileiro e diplomata, foi convocado para representar o Brasil na 
Itália e lá conheceu sua esposa Valentina, italiana, com quem teve o filho 
Enrico, que nasceu em solo italiano. 
III – Yohanes e Natália, ambos brasileiros, após namorarem por oito anos resol-
veram se casar e morar na Alemanha, onde Yohanes possui família, e lá tive-
ram dois filhos, Hans e Klaus. Ao contrário de Hans, Klaus foi registrado em 
repartição brasileira competente. 
São brasileiros natos:
a) Enrico, por ser filho de brasileiro que estava na Itália a serviço do Brasil; e 
Klaus, por ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasi-
leira competente. Por outro lado, não são brasileiros natos: Anthony, pois apesar de 
ter nascido em território brasileiro, é filho de estrangeiros; e Hans, por não ter sido 
registrado em repartição brasileira competente, não sendo possível a opção pela 
nacionalidade brasileira originária, ainda que venha a residir no Brasil.
b) Anthony, por ter nascido em solo brasileiro, ainda que de pais estrangeiros; En-
rico, por ser filho de brasileiro que estava na Itália a serviço do Brasil; Klaus, por 
ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasileira compe-
tente; e Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, em qualquer tempo, depois de 
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
c) Klaus, por ser filho de brasileirose ter sido registrado em repartição pública 
brasileira competente; e Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, em qualquer 
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. Por outro 
lado, não são brasileiros natos: Anthony, pois apesar de ter nascido em território 
brasileiro, é filho de estrangeiros; e Enrico, pois, além de ter nascido no exterior, é 
filho de mãe estrangeira.
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d) Anthony, por ter nascido em solo brasileiro, ainda que de pais estrangeiros; En-
rico, por ser filho de brasileiro que estava na Itália a serviço do Brasil; Klaus, por 
ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasileira com-
petente, caso confirme sua opção pela nacionalidade brasileira, mediante petição 
dirigida ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro, depois de atingida a maio-
ridade; e Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, após pelo menos dois anos de 
residência em solo brasileiro, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira.
e) Anthony, por ter nascido em solo brasileiro, ainda que de pais estrangeiros; 
Klaus por ser filho de brasileiros e ter sido registrado em repartição pública brasi-
leira competente. Por outro lado, não são brasileiros natos: Enrico, pois além de ter 
nascido no exterior, é filho de mãe estrangeira; e Hans, por não ter sido registrado 
em repartição brasileira competente, não sendo possível a opção pela nacionalida-
de brasileira originária, ainda que venha a residir no Brasil.
509. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Leiza, canadense naturalizada brasilei-
ra, teve cancelada sua naturalização, por sentença judicial transitada em julgado, 
em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. À luz da Constituição Federal, 
na situação de Leiza,
a) não há que se falar na suspensão dos seus direitos políticos, pois esta se dá 
apenas nos casos de improbidade administrativa e de recusa de cumprir obrigação 
a todos imposta ou prestação alternativa.
b) não há que se falar na perda dos seus direitos políticos, pois esta se dá apenas 
nos casos de incapacidade civil absoluta.
c) dar-se-á a suspensão dos seus direitos políticos, que serão readquiridos 8anos 
após o trânsito em julgado da decisão que cancelou sua naturalização.
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d) dar-se-á a perda dos seus direitos políticos.
e) dar-se-á a suspensão, perda ou manutenção dos seus direitos políticos, alterna-
tivamente, a critério do juiz, diante das peculiaridades do caso concreto.
510. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Determinada universidade brasileira 
pretende admitir Jerome, francês, graduado e pós-graduado em instituição de en-
sino de seu país de origem, para ministrar aulas em seu campus. Nos termos da 
Constituição Federal, a admissão de Jerome é
a) inviável, pois é permitido às universidades admitir apenas cientistas estrangei-
ros, na forma da lei.
b) inviável, pois é permitido às universidades admitir apenas técnicos estrangei-
ros, na forma da lei.
c) viável, pois o corpo docente das universidades deve ser formado por no mínimo 
1/3 de professores, técnicos e cientistas estrangeiros.
d) inviável, pois é vedado às universidades admitir profissionais estrangeiros para 
integrarem seus quadros.
e) viável, pois é facultado às universidades a dmitir professores estrangeiros, na 
forma da lei.
511. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Rubens, brasileiro naturalizado, tem 34 
anos e é advogado de notório saber jurídico e reputação ilibada, exercendo efetiva-
mente a advocacia há mais de dez anos. Walter, brasileiro nato, tem 30 anos de idade 
e exerce o cargo de Juiz Federal há quatro anos. Ambos pretendem integrar o Tribunal 
Regional Federal − TRF da região em que atuam. Considerados apenas esses elemen-
tos, à luz da Constituição Federal, os requisitos para tanto são preenchidos por
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a) Rubens, pois é brasileiro, tem mais de 30 anos e os Tribunais Regionais Federais 
são compostos por um quinto dentre advogados de notório saber jurídico e reputa-
ção ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do 
Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira; assim como por Wal-
ter, pois é brasileiro, tem mais de 30 anos e já foi aprovado no período probatório 
para o exercício do cargo de Juiz Federal.
b) Walter, apenas, pois é brasileiro, tem mais de 30 anos e já foi aprovado no 
período probatório para o exercício do cargo de Juiz Federal. Rubens não poderia 
compor o TRF por ser brasileiro naturalizado.
c) Rubens, apenas, pois é brasileiro, tem mais de 30 anos e os Tribunais Regionais 
Federais são compostos por um quinto dentre advogados de notório saber jurídi-
co e reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e 
membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira. Walter 
não poderia compor o TRF, neste momento, pois exerce o cargo de Juiz Federal há 
menos de cinco anos.
d) nenhum dos dois, neste momento, por não terem atingido a idade mínima de 
35 anos.
e) Rubens, apenas, pois é brasileiro, tem mais de 30 anos e os Tribunais Regionais 
Federais são compostos por um terço dentre advogados de notório saber jurídico 
e reputação ilibada, com mais de cinco anos de efetiva atividade profissional e 
membros do Ministério Público Estadual com mais de cinco anos de carreira. Walter 
não poderia compor o TRF, neste momento, pois exerce o cargo de Juiz Federal há 
menos de cinco anos.
512. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Paula é atleta profissional e enfrentou 
um problema em uma competição da qual participou. Por ocorrência de erro técni-
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co, Paula foi classificada em terceiro lugar, quando, na verdade, deveria ter ocupa-
do o primeiro lugar do pódio. Diante do ocorrido, ela decidiu impugnar o resultado 
da prova, para, comprovando o erro, obter a colocação correta, além do prêmio 
pertinente ao vencedor da referida competição. Nos termos da Constituição Fede-
ral, Paula deverá adotar a medida cabível para atingir os fins pretendidos
a) primeiramente perante a justiça desportiva, pois o Poder Judiciário só admitirá 
ações relativas às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da 
justiça desportiva.
b) primeiramente perante o Poder Judiciário, pois a justiça desportiva só admitirá 
ações relativas às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias do 
Poder Judiciário.
c) perante a justiça desportiva, pois ao Poder Judiciário não é dado admitir ações 
relativas às competições desportivas, já que existe uma justiça especializada em 
processar e julgar tais casos.
d) perante o Poder Judiciário, pois a justiça desportiva admite apenas ações relati-
vas à disciplina desportiva.
e) primeiramente perante o Poder Judiciário, pois a justiça desportiva só admitirá 
ações relativas à disciplina e às competições desportivas após a prolação da deci-
são de primeira instância do Poder Judiciário.
513. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Nos termos da Constituição Federal, as 
terras que tradicionalmente os índios ocupam
a) são inalienáveis e indisponíveis; e, com relação aos recursoshídricos, incluídos 
os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras 
indígenas, o seu aproveitamento só pode ser efetivado com a autorização da Fun-
dação Nacional do Índio e do Ministério Público Federal, sem a necessidade da oi-
tiva das comunidades afetadas, ficando-lhes, porém, assegurada participação nos 
resultados da lavra.
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b) podem ser alienadas ad referendum do Congresso Nacional; e o aproveitamento 
dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das 
riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização 
do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada 
participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
c) são inalienáveis e indisponíveis; e o aproveitamento dos recursos hídricos, in-
cluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em 
terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, 
ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resul-
tados da lavra, na forma da lei.
d) podem ser alienadas, desde que haja um planejamento para recolocação de 
todos os membros da tribo em conformidade com a Política Indigenista realizada 
pela Fundação Nacional do Índio, com intervenção do Ministério Público Federal e 
ouvidas as comunidades atingidas; e, com relação aos recursos hídricos, incluídos 
os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras 
indígenas, o seu aproveitamento só pode ser efetivado com a autorização da Fun-
dação Nacional do Índio e do Ministério Público Federal, sem a necessidade da oi-
tiva das comunidades afetadas, ficando-lhes, porém, assegurada participação nos 
resultados da lavra.
e) podem ser alienadas ad referendum do Congresso Nacional; e, com relação aos 
recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das ri-
quezas minerais em terras indígenas, o seu aproveitamento por terceiros, mesmo 
que de boa-fé, é, em qualquer hipótese, proibido constitucionalmente.
514. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Determinada região situada no terri-
tório do Estado X pretende desmembrar-se deste para se anexar ao Estado Y, ao 
passo que os Municípios W e Z pretendem fundir-se. A Constituição Federal
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a) autoriza o desmembramento do Estado X para se anexar ao Estado Y, mediante 
aprovação da população interessada, através de referendo, e do Congresso Nacio-
nal, por lei complementar; assim como autoriza a fusão dos Municípios W e Z que 
se fará por lei municipal, dentro do período determinado por Lei Complementar Fe-
deral, e dependerá de consulta, mediante referendo, às populações dos Municípios 
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e 
publicados na forma da lei.
b) autoriza o desmembramento do Estado X para se anexar ao Estado Y, mediante 
aprovação da população interessada, através de plebiscito, e do Congresso Na-
cional, por lei complementar; assim como autoriza a fusão dos Municípios W e Z 
que se fará por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar 
Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos 
Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apre-
sentados e publicados na forma da lei.
c) não autoriza o desmembramento do Estado X para se anexar ao Estado Y, pois 
permite apenas que os Estados se incorporem entre si ou que se subdividam me-
diante aprovação da população interessada, através de plebiscito, e do Congresso 
Nacional, por lei complementar; autorizando, de outro lado, a fusão dos Municí-
pios W e Z que se fará por lei estadual, dentro do período determinado por Lei 
Complementar Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às 
populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
d) não autoriza o desmembramento do Estado X para se anexar ao Estado Y, pois 
permite apenas o desmembramento de Estados para formarem novos Estados ou 
Territórios, mediante aprovação da população interessada, através de referendo, e 
do Congresso Nacional, por lei complementar; assim como não autoriza a fusão dos 
Municípios W e Z, pois permite apenas a criação, a incorporação e o desmembra-
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mento de Municípios que se farão por lei estadual, dentro do período determinado 
por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta, mediante referendo, às 
populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade 
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
e) autoriza o desmembramento do Estado X para se anexar ao Estado Y, mediante 
aprovação da população interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacio-
nal, por lei complementar; não autoriza, de outro lado, a fusão dos Municípios W 
e Z, pois permite apenas a criação, a incorporação e o desmembramento de Muni-
cípios que se farão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Com-
plementar Federal, e dependerão de consulta, mediante referendo, às populações 
dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei.
515. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Nuno e Ma-
nuel são dois jovens adultos de nacionalidade originária portuguesa que fixaram 
residência no Brasil e, após cumpridos os requisitos pertinentes, adquiriram a na-
cionalidade brasileira. Nuno almeja um dia tornar- se Ministro do Supremo Tribunal 
Federal − STF e Manuel, seguir a carreira diplomática a serviço da República Fede-
rativa do Brasil, não possuindo qualquer dos dois a intenção de voltar a seu país de 
origem. Considerados esses elementos, à luz da Constituição Federal,
a) ambos poderão exercer os cargos pretendidos, desde que haja reciprocidade 
em favor de brasileiros na legislação portuguesa.
b) ambos poderão exercer os cargos pretendidos, pois estes podem ser ocupados 
tanto por brasileiros natos quanto por brasileiros naturalizados.
c) Nuno poderá exercer o cargo pretendido, mas Manuel não, porque os cargos da 
carreira diplomática, diferentemente do de Ministro do STF, são privativos de bra-
sileiros natos.
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d) Nuno não poderá exercer o cargo pretendido, por ser privativo de brasileiro 
nato, restrição essa que não se aplica aos cargos da carreira diplomática, podendo 
Manuel vir a exercê-los.
e) nenhum dos dois poderá exercer os cargos pretendidos, por serem estes priva-
tivos de brasileiros natos.
516. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere 
as situações abaixo. 
I – Gilberto é militar, conta com mais de dez anos de serviço, possui alistamento 
eleitoral e pretende candidatar-se a Vereador. 
II – Demétrio é conscrito e pretende, durante o período do serviço militar obriga-
tório, alistar-se como eleitor, o que não havia feito anteriormente. 
Segundo o texto constitucional, considerados apenas os dados ora fornecidos, Gil-
berto
a) poderá candidatar-se, mas será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade, ao passo que 
Demétrio não poderá alistar-se como eleitor no período pretendido.
b) poderá candidatar-se, mas será agregado pela autoridade superiore, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da posse, para a inatividade, assim como Demé-
trio poderá alistar-se como eleitor no período pretendido.
c) não poderá candidatar-se, nem Demétrio poderá alistar-se como eleitor no pe-
ríodo pretendido.
d) poderá candidatar-se, mas deverá afastar-se da atividade militar quatro meses 
antes das eleições, ao passo que Demétrio poderá alistar-se como eleitor no perí-
odo pretendido.
e) não poderá candidatar-se, vedada, em qualquer hipótese, a candidatura do mi-
litar, não importando, para esse fim, o tempo de serviço, assim como Demétrio não 
poderá alistar-se como eleitor no período pretendido.
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517. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constitui-
ção Federal, ao disciplinar direitos e garantias fundamentais, assegura gratuidade 
às ações de
a) habeas data e mandado de injunção.
b) habeas corpus, habeas data, mandado de injunção, mandado de segurança, e, 
na forma da lei, aos atos necessários ao exercício da cidadania.
c) mandado de injunção e mandado de segurança.
d) habeas data, mandado de segurança, e, na forma da lei, aos atos necessários 
ao exercício da cidadania.
e) habeas corpus, habeas data e, na forma da lei, aos atos necessários ao exercício 
da cidadania.
518. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) De acordo 
com a Constituição Federal, a remoção de grupos indígenas das terras que tradicio-
nalmente ocupam é
a) permitida apenas em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua 
população, após deliberação do Senado Federal, garantido, em qualquer hipótese, 
o retorno imediato logo que cesse o risco.
b) vedada, salvo, ad referendum do Senado Federal, em caso de catástrofe ou 
epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, 
após deliberação do Senado Federal, garantido, em qualquer hipótese, o retorno 
imediato logo que cesse o risco.
c) permitida apenas em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua 
população, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipó-
tese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
d) vedada, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe 
ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do 
País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o 
retorno imediato logo que cesse o risco.
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e) vedada, salvo, ad referendum da Câmara dos Deputados, em caso de catástrofe 
ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do 
País, após deliberação do Senado Federal, garantido, em qualquer hipótese, o re-
torno imediato logo que cesse o risco.
519. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Genésio as-
sistiu a um documentário que falava dos riscos para a humanidade dos danos cau-
sados ao meio ambiente. Curioso sobre a competência para legislar sobre esse tema 
e, como estudante de Direito e futuro defensor da causa, consultou a Constituição 
Federal e descobriu que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre responsabilidade por dano ao meio ambiente. Constatou, 
também, ainda na Constituição Federal, que no âmbito da legislação concorrente, 
a competência da União
a) limitar-se-á a estabelecer normas gerais, o que não exclui a competência su-
plementar dos Estados e, ainda que inexista lei federal sobre normas gerais, os 
Estados não poderão exercer a competência legislativa plena para atender a suas 
peculiaridades.
b) limitar-se-á a estabelecer normas gerais, o que não exclui a competência suple-
mentar dos Estados e, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exer-
cerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades, sendo 
que a superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei 
estadual, no que lhe for contrário.
c) limitar-se-á a estabelecer normas gerais, o que não exclui a competência suple-
mentar dos Estados e, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exer-
cerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades, sendo 
que a superveniência de lei federal sobre normas gerais revoga a lei estadual.
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d) limitar-se-á a estabelecer normas gerais, o que exclui a competência suplemen-
tar dos Estados.
e) não está limitada a estabelecer normas gerais, o que exclui a competência su-
plementar dos Estados.
520. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Anastácio é 
Ministro do Supremo Tribunal Federal e Anacleto, membro do Conselho Nacional de 
Justiça. A ambos é imputada a prática de crime de responsabilidade. Diante dessa 
situação hipotética, à luz da Constituição Federal, compete privativamente
a) à Câmara dos Deputados processar e julgar tanto Anastácio quanto Anacleto.
b) à Câmara dos Deputados processar e julgar Anastácio e ao Senado Federal pro-
cessar e julgar Anacleto.
c) ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar tanto Anastácio quanto Anacleto.
d) ao Senado Federal processar e julgar tanto Anastácio quanto Anacleto.
e) ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar Anastácio e ao Congresso Na-
cional processar e julgar Anacleto.
521. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere 
que ao Presidente da República seja imputada a prática de ato tipificado em lei 
federal como ato atentatório contra o livre exercício do Poder Judiciário. Nessa hi-
pótese, segundo a Constituição Federal, admitida a acusação contra o Presidente
a) por dois terços do Senado Federal, será ele submetido a julgamento perante o 
Congresso Nacional, permanecendo no exercício de suas funções, após a instaura-
ção do processo pelo Senado Federal, até julgamento final.
b) por dois quintos da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento 
perante o Senado Federal, ficando, após a instauração do processo pelo Senado 
Federal, suspenso de suas funções por até 120 dias.
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c) por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento 
perante o Senado Federal, ficando, após a instauração do processo pelo Senado 
Federal, suspenso de suas funções por até 180 dias.
d) pela maioria absoluta da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julga-
mento perante o Supremo Tribunal Federal, permanecendo no exercício de suas 
funções, após a instauração do processo pelo Senado Federal, até julgamento final.
e) por dois terços do Senado Federal, será ele submetido a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal, ficando, após a instauração do processo pelo Senado 
Federal, suspenso de suas funções por até 180 dias.
522. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) De acordo 
com a Constituição Federal, eventual ação de indenização movida por particular em 
virtude de acidente de trânsito ocorrido em Recife, envolvendo veículo de proprie-
dade da União Federal, deve ser ajuizada perante juízes
a) federais, aos quais compete processar e julgar as causas em que a União for in-
teressada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, exceto as de falência, 
as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.
b) estaduais, aos quais compete processar e julgar as causas em que a União for 
interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, exceto as de fa-
lência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do 
Trabalho.
c) federais, aos quaiscompete processar e julgar as causas em que a União for 
interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, exceto, apenas, as 
sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.
d) estaduais, aos quais compete processar e julgar as causas em que a União for 
interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente, exceto, apenas, as 
sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.
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e) federais, aos quais compete processar e julgar todas as causas em que a União 
for interessada na condição de autora, ré ou oponente.
523. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Gilson e An-
dré pretendem se tornar Procurador-Geral da República. Gilson é membro do Mi-
nistério Público Federal e tem 34 anos e Antônio é membro do Ministério Público 
Estadual e tem 50 anos. Nessas condições, de acordo com a Constituição Federal,
a) apenas André poderá ser Procurador-Geral da República, após nomeação pelo 
Presidente da República e posterior aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos 
membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.
b) apenas Gilson poderá ser Procurador-Geral da República, após nomeação pelo 
Presidente da República e posterior aprovação de seu nome pela maioria absoluta 
dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recon-
dução.
c) nenhum dos dois poderá ser Procurador-Geral da República.
d) Gilson ou André poderão ser Procurador-Geral da República, após nomeação 
pelo Presidente da República e posterior aprovação de seu nome pela maioria ab-
soluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a 
recondução.
e) apenas Gilson poderá ser Procurador-Geral da República, após nomeação pelo 
Presidente da República e posterior aprovação de seu nome pela maioria absoluta 
dos membros do Congresso Nacional, para um único mandato de quatro anos.
524. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Kleber é Mi-
nistro do Superior Tribunal de Justiça; Jaime é advogado de notável saber jurídico 
e idoneidade moral, e tem mais de dez anos de efetiva atividade profissional. Com 
base nas informações fornecidas e de acordo com a Constituição Federal, para 
compor o Tribunal Superior Eleitoral
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a) estão habilitados Kleber e Jaime, podendo, porém, ser eleito Corregedor Eleito-
ral apenas Kleber.
b) está habilitado apenas Kleber, podendo também ser eleito Corregedor Eleitoral.
c) está habilitado apenas Jaime, podendo também ser eleito Corregedor Eleitoral.
d) estão habilitados Kleber e Jaime, podendo, porém, ser eleito Presidente do Tri-
bunal Superior Eleitoral apenas Jaime.
e) está habilitado apenas Kleber, podendo também ser eleito Presidente do Tribu-
nal Superior Eleitoral.
525. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) À luz dos 
princípios gerais da atividade econômica na Constituição Federal,
a) poderão ser autorizados sob regime de permissão a pesquisa, a lavra, o enri-
quecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios e mi-
nerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja produção, 
comercialização e utilização constituem monopólio da União.
b) a pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais de 
energia hidráulica somente poderão ser efetuados mediante concessão da União, 
no interesse nacional, por brasileiros ou empresa estrangeira, independentemente 
do país em que se localize sua sede e administração, desde que tenha sido consti-
tuída sob as leis brasileiras, na forma da lei, que estabelecerá as condições espe-
cíficas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras 
indígenas.
c) a autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado, e as autoriza-
ções e concessões de exploração de jazidas e demais recursos minerais, bem como 
de potenciais de energia hidráulica, poderão ser cedidas ou transferidas totalmen-
te, com prévia anuência do poder concedente, ou parcialmente, sem a necessidade 
da referida anuência.
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d) o aproveitamento do potencial de energia renovável, mesmo que seja de capa-
cidade reduzida, dependerá de autorização ou concessão.
e) as jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de ener-
gia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração 
ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a proprieda-
de do produto da lavra.
526. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Adamastor, 
advogado, pretende ingressar com medida destinada à proteção de direito líquido 
e certo à retificação de dados a seu respeito constantes dos arquivos de repartição 
pública federal. Sabendo-se que Adamastor não tem condições de pagar custas 
processuais sem prejuízo do sustento de sua família, pode-se afirmar que para a 
retificação desejada deverá ingressar com
a) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em 
seu favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data, o mandado de 
injunção e o habeas corpus são ações gratuitas.
b) mandado de segurança e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
c) habeas data e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
d) habeas corpus, se se tratar de dados pertinentes à vida pregressa na esfera 
criminal, pleiteando os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
e) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu 
favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data e o habeas corpus 
são ações gratuitas.
527. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Fernando, um 
dos fundadores do partido político “Força e Fé”, deseja fundi- lo ao partido político 
“Força e Crença”, cuja proposta programática é complementar à sua. Visa, ainda, 
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buscar novas fontes de financiamento da atividade partidária, cogitando, para tan-
to, contar com o apoio de entidade ou governo estrangeiros. Em conformidade com 
a Constituição Federal, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, 
o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana, a
a) referida fusão é livre, sendo proibido, contudo, o recebimento de recursos finan-
ceiros de entidade ou governo estrangeiros ou a subordinação a estes.
b) referida fusão é livre, sendo permitido, ainda, o recebimento de recursos finan-
ceiros de governo estrangeiro, bem como a subordinação a este, desde que respei-
tada a legislação pátria.
c) criação, a incorporação e a extinção de partidos políticos são livres, mas é proi-
bida a referida fusão, sendo permitido o recebimento de recursos financeiros de 
entidade estrangeira, embora proibida a subordinação a esta.
d) criação e a extinção de partidos políticos são livres, mas são proibidas a referida 
fusão ou a incorporação, sendo ainda proibido o recebimento de recursos financei-
ros de entidade ou governo estrangeiros ou a subordinação a estes.
e) referida fusão é livre, sendo permitido o recebimento de recursos financeiros 
de governo estrangeiro, mas proibido o de entidades estrangeiras, assim como a 
subordinação a estas.
528. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Fiona e Gael 
são irmãos, filhos de pai e mãe estrangeiros que há muitos anos fixaram residência 
no Brasil. Fiona é a primogênita, sete anos mais velha que o irmão, nasceu em Por-
tugal, mas se naturalizou brasileira; Gael,o caçula, nasceu em terras brasileiras. 
No dia de seu aniversário de 30 anos, Gael anunciou seu desejo de candidatar-se 
ao cargo de Presidente da República, nas eleições de 2018, e de ter sua irmã como 
Vice. Fiona, entretanto, disse que pretende candidatar-se a Governadora do Estado 
em que residem.
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Considerando apenas as informações fornecidas, presentes os demais requisitos, à 
luz da Constituição Federal, Gael
a) poderá candidatar-se ao cargo de Presidente da República; Fiona não poderá 
candidatar-se ao de Vice-Presidente da República, mas poderá candidatar-se ao de 
Governadora do Estado.
b) não poderá candidatar-se ao cargo de Presidente da República; Fiona poderá 
candidatar-se tanto ao cargo de Vice- Presidente da República quanto ao de Gover-
nadora do Estado.
c) não poderá candidatar-se ao cargo de Presidente da República; Fiona não po-
derá candidatar-se ao cargo de Vice- Presidente da República, tampouco ao de 
Governadora do Estado.
d) não poderá candidatar-se ao cargo de Presidente da República; Fiona não pode-
rá candidatar-se ao cargo de Vice- Presidente da República, mas poderá candida-
tar-se ao de Governadora do Estado.
e) poderá candidatar-se ao cargo de Presidente da República; Fiona poderá candi-
datar-se tanto ao cargo de Vice-Presidente da República quanto ao de Governadora 
do Estado.
529. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Ao disciplinar 
a organização político-administrativa da República brasileira, a Constituição Federal 
estabelece que a União
a) não intervirá, jamais, nos Estados, já que adota o princípio da não intervenção.
b) não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto, dentre outras hipóte-
ses expressamente previstas, para reorganizar as finanças da unidade da Federa-
ção que suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecu-
tivos, salvo motivo de força maior.
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c) intervirá nos Estados sempre que entender necessária sua intervenção, o que 
se fará por meio de decreto do Presidente da República, que somente poderá ser 
editado mediante prévia autorização do Senado Federal e referendo do Supremo 
Tribunal Federal.
d) intervirá nos Estados e no Distrito Federal para garantir o livre exercício dos 
Poderes Executivo e Legislativo, sendo proibida, contudo, sua intervenção no Poder 
Judiciário, já que a este é atribuída a função de administração da Justiça na socie-
dade.
e) está autorizada a intervir nos Municípios dos Estados e do Distrito Federal quan-
do deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por um ano, a dívida fundada.
530. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere as 
afirmações abaixo sobre o patrimônio cultural brasileiro. 
I – Os modos de criar, fazer e viver, bem como as formas de expressão, por-
tadores de referência à identidade, ação e memória dos diferentes grupos 
formadores da sociedade brasileira constituem patrimônio cultural brasileiro. 
II – Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscên-
cias históricas dos antigos quilombos. 
III – É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fo-
mento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, 
para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação 
desses recursos no pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais, 
serviço da dívida e qualquer outra despesa corrente não vinculada direta-
mente aos investimentos ou ações apoiados. 
IV – As edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-cultu-
rais não constituem patrimônio cultural brasileiro.
À luz da Constituição Federal, está correto o que se afirma APENAS em
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a) I, III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
531. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Convenção 
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova Iorque no ano 
de 2007, foi aprovada em 2008, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois 
turnos, por quóruns superiores a três quintos dos votos dos respectivos membros 
em cada turno de votação, tendo sido no ano seguinte promulgada por Decreto do 
Presidente da República. À luz do disposto na Constituição Federal, considerando 
tratar-se de convenção internacional sobre direitos humanos, referido ato norma-
tivo é equivalente à
a) lei ordinária, pois tratados e convenções internacionais, independentemente de 
seu conteúdo, possuem esse status a partir do momento em que são promulgados 
no Brasil.
b) emenda constitucional, tendo em vista o procedimento observado para sua 
aprovação no Congresso Nacional.
c) lei complementar, pois tratados e convenções internacionais em matéria de di-
reitos humanos, que complementam a Constituição Federal, possuem esse status, 
a partir do momento em que são ratificados pelo Brasil.
d) emenda constitucional, pois os tratados e convenções internacionais, indepen-
dentemente de seu conteúdo, possuem esse status.
e) emenda constitucional, pois os tratados e convenções internacionais que ver-
sem sobre direitos humanos possuem esse status, independentemente do procedi-
mento de aprovação adotado no Congresso Nacional.
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532. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A Constitui-
ção Federal consagra hipóteses de aquisição de propriedade urbana e rural por 
usucapião, estabelecendo que, para a usucapião de área de terra em zona rural,
a) tanto quanto para a usucapião de área urbana, a posse deve ser exercida sem 
oposição pelo prazo de cinco anos ininterruptos.
b) o possuidor só não pode ser proprietário de outro imóvel rural, ao passo que, 
para a usucapião de área urbana, o possuidor só não pode ser proprietário de outro 
imóvel urbano.
c) exige-se que o possuidor a torne produtiva por seu trabalho ou de sua família, 
não sendo necessário que tenha nela sua moradia, ao passo que, para a usucapião 
de área urbana, esta deve constituir a moradia do possuidor ou de sua família, não 
sendo necessário torná-la produtiva.
d) o imóvel usucapiendo não pode ser superior a cinquenta alqueires, ao passo 
que, para a usucapião de área urbana, esta não deve ser superior a duzentos e 
cinquenta metros quadrados.
e) o possuidor deve ter como sua a área, o que não se exige na usucapião de área 
urbana.
533. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Dentre as 
funções essenciais à Justiça, inclui-se a Advocacia Pública, a respeito da qual, a 
Constituição Federal estabelece que
a) a Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre 
nomeação pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de 
trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, após a aprovação 
de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Supremo Tribunal Federal, 
para mandato de quatro anos, permitida a recondução.
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b) a Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de ór-
gão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos 
termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, 
as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
c) os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na 
qual o ingresso dependerá de concurso

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