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Ano Letivo: 2017
Códigos: ingLês – 31002 | espAnhoL – 31202
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Adão Iturrusgarai – Aline Folha de S. Paulo, 31 ago. 2008.
As variações e as mudanças nas línguas estão correlacionadas a 
fatores sociais. Na tira, a dedução do pai da garota é confirmada 
e gera o efeito de humor, pois seu interlocutor apresenta um 
vocabulário
A urbano, típico de quem nasce nas grandes metrópoles 
brasileiras. 
B formal, relativo a quem frequenta a escola por muitos anos. 
C elitizado, encontrado entre falantes de classe socioeconômica 
alta. 
D especial, restrito a quem frequenta os espaços da juventude. 
E conservador, representado por uma fala arcaica para a geração 
atual.
 51 TexTo I
(...)
Comunicação não se faz somente com palavras. Gestos, 
toques, imagens visuais e sonoras, até sensações olfativas ou 
gustativas fazem parte dos recursos de que se dispõem para a 
comunicação. Como as palavras, os sentidos também adaptam 
o ser humano ao meio sócio-ambiental, constituindo fontes de 
conhecimentos. 
Segundo Maria Helena Cozzolino, na obra Metodologia da 
Linguagem, “para compreender o mundo de forma plena e se 
comunicar, o ser humano usa as duas formas de expressão: verbal 
e não verbal, que são muitas vezes campos complementares e 
simultâneos”. 
A comunicação verbal e a não verbal se complementam, 
tornando mais rica, compreensível e acessível a comunicação 
humana. Em outras palavras, quando se expressa pela palavra, 
usa-se o raciocínio e a compreensão. A partir daí avança-se no 
conhecimento, etapa por etapa. Quando se usa uma linguagem 
não-verbal, como o mapa, a apreensão é imediata e global, já nas 
explicações verbais há uma sequência organizada e imediata. As 
duas formas de expressão são importantes e funcionais para a 
comunicação humana. (...)
Disponíve em: www.faculdadefar.edu.br. (adaptado).
TexTo II
Disponivel em: www.ivancabral.blogspot.com.
No texto I, discorre-se sobre a linguagem verbal e a não verbal, 
qualificando-as como igualmente relevantes no processo 
comunicativo e apontando-as como representativas, muitas vezes, 
de “campos complementares e simultâneos”.
A esse respeito, o texto II
A contraria as ideias desenvolvidas no texto II, por dispensar, 
para seu entendimento, os elementos verbais. 
B objetiva formular crítica voltada para o âmbito político, 
percebida justamente pela interação dos elementos verbais 
e não verbais.
C tem o seu sentido garantido pela comunicação não verbal, 
que, sozinha, é capaz de esclarecer os objetivos do chargista.
D apresenta lacuna na linguagem verbal (marcada pelas 
reticências), que inibe a possibilidade de entendimento dos 
propósitos autorais.
E contém elementos do campo não verbal que não estão em 
consonância com a linguagem verbal.
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Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
Oswald de Andrade
A linguagem das manifestações artísticas do âmbito literário conta 
com o recurso da conotação, por meio do qual as palavras agregam 
valores significativos expressivos, diferentes dos que usualmente 
apresentam no chamado “estado de dicionário”.
No texto acima, esse emprego conotativo se revela
A no fato de o autor atribuir ao português conquistador uma 
lamentável atitude predatória em relação à terra conquistada.
B no uso do verbo “vestir”, indicando a imposição, aos índios, 
de valores dos portugueses. 
C na utilização do verbo “chegar” para designar a presença dos 
portugueses em terras brasileiras.
D no uso do verbo “despir”, indicando a vantagem do convívio 
do homem com a natureza. 
E pela presença das expressões “bruta chuva” e “manhã de sol” 
para indicar, pela ordem, ações positivas e negativas.

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