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SISTEMA DE ENSINO
NOÇÕES DE DIREITO 
AMBIENTAL
Noções de Direito Ambiental – Parte II
Livro Eletrônico
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
Nilton Coutinho
Sumário
Noções de Direito Ambiental – Parte II ..............................................................................................................3
1. Princípios Gerais de Direito Ambiental ...........................................................................................................3
1.1. Princípio do Ambiente Ecologicamente Equilibrado e Sadia Qualidade de Vida ................3
1.2. Princípio da Natureza Pública da Proteção Ambiental .....................................................................4
1.3. Princípio do Controle do Poluidor pelo Poder Público ......................................................................5
1.4. Princípio da Consideração da Variável Ambiental no Processo Decisório de 
Políticas de Desenvolvimento ..................................................................................................................................6
1.5. Princípio da Participação Comunitária ........................................................................................................7
1.6. Princípio do Poluidor Pagador .........................................................................................................................7
1.7. Princípio da Reparação .........................................................................................................................................8
1.8. Princípio da Precaução .........................................................................................................................................9
1.9. Princípio da Prevenção ...................................................................................................................................... 10
1.10. Da Função Social da Propriedade ...............................................................................................................11
1.11. Princípio da Função Socioambiental da Propriedade ......................................................................12
1.12. Princípio do Direito ao Desenvolvimento Sustentável ..................................................................13
1.13. Princípio da Cooperação entre os Povos ...............................................................................................14
1.14. Princípio da Informação ...................................................................................................................................15
1.15. Princípio do Usuário-Pagador ......................................................................................................................16
2. Responsabilidade por Danos Ambientais .................................................................................................38
2.1. Responsabilidade Civil ......................................................................................................................................39
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
Nilton Coutinho
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL – PARTE II
Saudações meus amigos.
Nesta aula iremos tratar dos princípios de direito ambiental e da responsabilidade civil na 
área ambiental.
É importante que o aluno consiga diferenciar os princípios, uma vez que as questões de 
concurso costumam trazer uma situação hipotética e indagar qual o princípio a ela relacionado.
Espero que esta aula seja bastante prazerosa para todos.
Abraços e bons estudos a todos!!!
Princípios do direito ambiental
1. PrincíPios Gerais de direito ambiental
Nesse módulo vamos falar um pouco acerca dos princípios de direito ambiental.
É importante que o aluno tenha em mente que os princípios gerais do direito ambiental 
estão relacionados à ideia de proteção do meio ambiente, tendo em vista sua essencialidade 
para a vida na Terra.
Vamos relembrar o texto constitucional:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de de-
fendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
No entanto, novas leis vêm surgindo ao longo dos anos e, com elas, novos princípios vão 
sendo incorporados ao nosso ordenamento jurídico.
Neste item queremos destacar alguns aspectos teóricos sobre tais princípios, lembrando 
que a maioria deles encontra previsão expressa na Constituição Federal.
Passemos a eles:
1.1. PrincíPio do ambiente ecoloGicamente equilibrado e sadia 
qualidade de Vida
Foi o primeiro princípio previsto na declaração de Estocolmo e proclama que:
“o homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida 
adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar 
de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações 
presentes e futuras1”.
1 Princípios extraídos da biblioteca virtual de direitos humanos da Universidade de São Paulo. Disponível em http://www.
direitoshumanos.usp.br/counter/Onu/ Confere_cupula/texto/ texto_1.html (tradução livre).
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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Segundo Luís Roberto Gomes2, o ambiente ecologicamente equilibrado traduz-se em um 
desdobramento da proteção do direito à vida, uma vez que: “a salvaguarda das condições am-
bientais adequadas à vida depende logicamente da proteção dos valores ambientais”.
Tal princípio foi reafirmado pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e De-
senvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992. Segundo deliberado naquela oportunidade:
“os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável. Têm 
direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza3”.
Para Paulo Affonso Leme Machado4, há nessa hipótese a existência do Princípio do direito 
à sadia qualidade de vida. Aduz o autor: “não basta viver ou conservar a vida. É justo buscar e 
conseguir a ‘qualidade de vida’”.
1.2. PrincíPio da natureza Pública da Proteção ambiental
O princípio da natureza pública da proteção ambiental fundamenta-se no fato de que, em 
razão do meio ambiente constituir-se como um bem de uso comum do povo, sua proteção 
ambiental deve ser feita visando o bem-estar da coletividade.
Ademais, segundo Lise Vieira da Costa Tupiassa5, “o meio ambiente é um bem que perten-
ce à coletividade e não integra o patrimônio disponível do Estado”.
O princípio da natureza pública da proteção ambiental foi expressamente previsto na Cons-
tituição Federal de 1988, a qual estabeleceu que o meio ambiente se constitui como “bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Tal princípio, assim como outros, a 
serem vistos oportunamente, fundamenta a obrigatoriedade da intervenção do Estado, eis que 
se trata de direito relacionado ao interesse público.
Para vários autores, poder-se-ia falar na existência de um princípio da obrigatoriedade da 
intervenção estatal.6 Logo, quando se fala em proteção ambiental, há que se ter em mente a 
indisponibilidade de tal interesse,e a qualquer título,
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d) O princípio da participação comunitária na defesa do meio ambiente pressupõe o direito de 
informação.
e) O princípio do usuário-pagador caracteriza-se pela imposição ao usuário do conjunto dos 
custos destinados a tornar possível a utilização do recurso ambiental e os custos advindos de 
sua utilização com fins econômicos, evitando-se que sejam suportados pelo Poder Público e 
tampouco por terceiros.
a) Certa. A preservação ambiental calha beneficiar, em condições de igualdade, tanto as gera-
ções atuais (solidariedade sincrônica — vínculos cooperativos “com as gerações presentes”, 
quanto as gerações futuras da humanidade (solidariedade diacrônica — vínculos cooperativos 
relativos às gerações futuras). trata-se de solidariedade intergerencial (vínculos cooperativos 
entre as gerações presentes e vindouras).
b) Certa. Tendo em vista o impacto em nosso meio de cada decisão tomada, tanto pública 
quanto privada, este princípio, consagrado a partir do final dos anos 60, versa sobre a obriga-
ção de se analisar as variáveis ambientais, respeitando com isso o inciso V, do parágrafo 1º, do 
artigo 225 (status constitucional). Isso porque, dependendo da decisão, pode haver impacto 
negativo para o meio. Somente à guisa de histórico, esse princípio, em nível internacional, foi 
ratificado pela Declaração do Rio de Janeiro, em seu princípio.
c) Errada. É ADMITIDO o tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos 
e serviços e de seus processos de elaboração e prestação
d) Certa. Segundo este princípio, que não é aplicado somente no direito ambiental, para que 
sejam instituídas políticas ambientais, bem como os assuntos discutidos de forma salutar, é 
fundamental a cooperação entre o Estado e a comunidade. E o sucesso nos resultados de-
monstra que tanto a população quanto a força sindical tem se envolvido ativamente em definir 
e realinhar tais políticas. Esse princípio está calcado o caput do artigo 225, bem como objeto o 
princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro. Além disso, está ligado ao direito à participação, 
pois aqueles da sociedade que tem acesso às informações, podem disseminá-las, articulando 
assim soluções plausíveis, principalmente porque este assunto os interessa pessoalmente.
e) Certa. Neste princípio, os agentes econômicos devem contabilizar o custo social da poluição 
por eles gerada, e este deve ser assumido, ou internalizado. Isso acontece porque, junto com o 
processo produtivo, também são produzidas externalidades negativas. Dá-se esse nome pelo 
fato de que os resíduos da produção, são recebidos pela coletividade, enquanto o lucro é rece-
bido somente pelo produtor.
Letra c.
006. (VUNESP/2014/TJ-SP/JUIZ) Novamente quanto ao tema dos princípios do Direito Am-
biental, o que determina que aquele que se utiliza ou usufrui de algum recurso natural deve 
arcar com os custos necessários para possibilitar tal uso configura o princípio
a) do usuário-pagador.
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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b) da função socioambiental da propriedade.
c) do poluidor-pagador.
d) do desenvolvimento sustentável.
�a) Certa. USUÁRIO-PAGADOR: As pessoas que utilizam recursos naturais devem pagar pela 
sua utilização, especialmente com finalidades econômicas, mesmo que não haja poluição, a 
exemplo do uso racional da água.
�b) Errada. FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE: um dos requisitos para que a pro-
priedade rural alcance a sua função social é o respeito à legislação ambiental (art. 186, II, 
CRFB/1988), bem como a propriedade urbana, pois o plano direto deverá necessariamente 
considerar a preservação ambiental, a exemplo da instituição de áreas verdes.
�c) Errada. POLUIDOR-PAGADOR: deve o poluidor responder pelos custos sociais da degrada-
ção causada por sua atividade impactante, devendo-se agregar esse valor no custo produtivo 
da atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos ambientais.
�d) Errada. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: decorre de uma ponderação que deverá ser 
feita casuisticamente entre o direito fundamental ao desenvolvimento econômico e o direito à 
preservação ambiental. É aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer 
a possibilidade de existência digna das gerações futuras. Aplica-se aos recursos naturais re-
nováveis.
Letra a.
007. (FUNDEP (GESTÃO DE CONCURSOS)/2014/TJ-MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) 
Com relação aos princípios do direito ambiental, analise as afirmativas, assinalando com V as 
verdadeiras com F as falsas.
(  )	� O estudo prévio de impacto ambiental constitui exigência feita pelo poder público em 
cumprimento ao princípio da prevenção, de ordem constitucional.
(  )	� O princípio da reparação tem por fundamento a responsabilidade subjetiva do agente. 
Logo, se afastada a ilicitude administrativa de um ato lesivo ao meio ambiente, não ha-
verá a correspondente responsabilidade civil pelos danos causados.
(  )	� Na aplicação do princípio do poluidor-pagador, a cobrança de um preço pelos danos 
causados ao meio ambiente só pode ser efetuada sobre fatos que tenham respaldo em 
lei, sob pena de se outorgar ao agente o direito de poluir.
(  )	� O princípio da função socioambiental da propriedade determina que o seu uso seja 
condicionado ao bem-estar social, sem, contudo, impor comportamentos positivos ao 
proprietário para o exercício de seu direito.
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NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a) F F V V.
b) V V F F.
c) F V F V.
d) V F V F.
(V) Está na Constituição que é dever do Poder Público “exigir, na forma da lei, para instalação 
de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, 
estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade” (art. 225, § 1º, IV). Indubita-
velmente, este é um dos reflexos do princípio da prevenção, segundo o qual é impossível ou 
extremamente difícil a reconstituição do meio ambiente, daí a necessidade de adoção de me-
didas que previnam a possibilidade de danos ao meio ambiente.
(F) No âmbito da responsabilidade civil objetiva por dano ambiental prepondera o princípio da 
reparação integral, eis que o escopo último é a recomposição do meio ambiente degradado. 
Neste sentido:
JURISPRUDÊNCIA
“a responsabilidade civil pelo dano ambiental, qualquer que seja a qualificação jurídica 
do degradador, público ou privado, é de natureza objetiva, solidária e ilimitada, sendo 
regida pelos princípios poluidor-pagador, da reparação in integrum, da prioridade da 
reparação in natura e do favor debilis, este último a legitimar uma série de técnicas de 
facilitação do acesso à justiça, entre as quais se inclui a inversão do ônus da prova em 
favor da vítima ambiental” (STJ, REsp 1.454.281/MG, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, 
SEGUNDA TURMA, DJe de 09/09/2016).
(V) Honestamente, não considero esta redação das mais felizes. Da leiturade sua primeira 
parte, é possível concluir que o princípio do poluidor-pagador só seria aplicável em hipóteses 
taxativas, previstas previamente em lei. Não é verdade. Não poderia o legislador prever todas 
as situações possíveis de dano ao meio-ambiente. Na parte final, de fato, não se pode se ou-
torgar ao agente o direito de poluir. Contudo, a frase me pareceu sem nexo, autodiscordante. 
Respondi por exclusão.
(F) Na realidade, considerando que o direito de propriedade deva atender a sua função social 
e ambiental, é legítima a imposição ao proprietário de comportamento positivo visando à rea-
bilitação dos processos ecológicos e à conservação da biodiversidade. O princípio da função 
socioambiental da propriedade significa que se pode exigir do proprietário tanto prestações 
negativas (não fazer), quanto positivas (obrigação de fazer). No entanto, a assertiva afirma o 
contrário, que não podem ser cobradas prestações positivas, o que a torna falsa.
Letra d.
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008. (CESPE/2013/TJ-MA/JUIZ) Considerando os princípios fundamentais que regem o direi-
to ambiental, assinale a opção correta.
a) O princípio do poluidor-pagador determina a incidência do regime jurídico da responsabilida-
de civil objetiva por danos ambientais.
b) Uma aplicação estrita do princípio da prevenção inverte o ônus da prova e impõe ao poluidor 
provar, com anterioridade, que sua ação não causará degradação ambiental.
c) Segundo o princípio do desenvolvimento sustentável, é proibida a instalação de indústria 
que, conforme o EIA/RIMA, cause poluição.
d) A ação popular, ao contrário da ação civil pública, é instrumento de efetivação do princípio 
da participação democrática no direito ambiental.
a) Certa.
Erros nas demais alternativas:
b) Errada. Na hipótese dada, o correto seria a aplicação do princ. da precaução, posto que este 
incide na dúvida quanta a existência de um futuro dano ambiental, ou seja, uma probabilidade. 
Já o princ. da prevenção, partimos de uma certeza científica da degradação, assim não há 
como se provar o contrário, já que estamos tratando de algo certo.
c) Errada. Considerando o princ. do desenvolvimento sustentável se baseia no tripé econômi-
co, social e ambiental. Assim, nas hipóteses de atividade poluidora, cabe ao EIA, estabelecer 
medidas/ações mitigadoras da degradação, a fim de permitir o licenciamento ambiental. As-
sim, não necessariamente deve ser barrada pelo fato de ser poluidora
d) Errada. Ação civil pública também é instrumento de participação democrática
Letra a.
009. (FCC/2014/TJ-AP/JUIZ) Uma indústria emissora de gases poluentes possui projeto para 
se instalar em zona industrial cuja capacidade de suporte de poluição já está saturada. Nesse 
caso, em obediência ao princípio
a) do protetor-recebedor, o projeto deverá ser rejeitado pelo órgão ambiental.
b) do usuário pagador, o projeto deverá ser aprovado pelo órgão ambiental.
c) da participação comunitária, o projeto deverá ser rejeitado pelo órgão ambiental.
d) da prevenção, o projeto deverá ser rejeitado pelo órgão ambiental.
e) do poluidor pagador, o projeto deverá ser aprovado pelo órgão ambiental.
Com a informação de que a capacidade de suporte de poluição já está saturada, elimina-se, 
por óbvio, todas as assertivas que dizem respeito ao princípio do poluidor pagador, já que por 
esse princípio o poluidor só pode degradar o meio ambiente dentro dos limites de tolerância 
previstos em lei, após o devido licenciamento.
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PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO X PRECAUÇÃO. DIFERENÇAS:
O princípio da prevenção, tem o objetivo de evitar ou mitigar a concretização de danos ambientais
Sua aplicação, ocorre quando há certeza cientifica do impacto da atividade
O Princípio da Precaução, tem objetivo de mitigar a concretização de dano ambiental.
Sua aplicação( objetivo ), ocorre quando há falta de certeza cientifica do impacto da atividade.
Gabarito letra (D), Princípio da prevenção, o projeto deverá ser rejeitado pelo órgão ambiental.
Letra d.
010. (VUNESP/2019/TJ-RO/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Determinada indústria química 
elimina seus rejeitos no rio que abastece uma cidade, alterando as características do meio 
ambiente e prejudicando a segurança e o bem-estar da população. Nesse caso, o princípio 
ambiental que visa à internalização das externalidades ambientais negativas e busca impedir 
a socialização dos custos ambientais é o princípio
a) do poluidor-pagador.
b) da participação social.
c) da ubiquidade.
d) da precaução.
e) do usuário-pagador
O poluidor deve PAGAR pelos custos de sua degradação e SUPORTAR as consequências de 
sua atividade, de forma a evitar a privatização do lucro e socialização das perdas.
Trata-se de uma dever imposto ao poluidor-pagador de internalizar os custos das externalida-
des negativas.
SOBRE AS DEMAIS ALTERNATIVAS:
a) Certa. Do poluidor-pagador.: Aquele que polui deve ser responsabilizado pelo seu ato. No 
caso narrado pela questão houve efetivo dano e, portanto, o poluidor dever ser responsabili-
zado pelo prejuízo ambiental.
b) Errada. Da participação social.: Significa que o cidadão não depende apenas de seus re-
presentantes políticos para participar da gestão do meio ambiente. Pode atuar ativamente no 
que toca a preservação do meio ambiente, por exemplo, nas audiências públicas.
b) Errada. Da ubiquidade.: O princípio ubiquidade ou transversalidade visa demonstrar qual 
é o objeto de proteção do meio ambiente quando tratamos dos direitos humanos. Esse prin-
cípio dispõe que o objeto de proteção do meio ambiente, localizado no epicentro dos direito 
humanos, deve ser levado em consideração toda vez que uma política, atuação, legislação 
sobre qualquer tema, atividade, obra, etc., tiver que ser criada.
d) Errada. Da precaução.: Foi proposto na conferência Rio 92 com a seguinte definição: “O 
Princípio da precaução é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado 
atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados.”. Portanto, trata-se do perigo abs-
trato, diferentemente da prevenção em que o perigo é concreto e conhecido.
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e) Errada. Do usuário-pagador: Busca-se evitar que o “custo zero” dos serviços e recursos 
naturais acabe por conduzir o sistema de mercado a uma exploração desenfreada do meio 
ambiente. Não é uma punição, mas apenas um meio econômico de estimular o uso conscien-
te dos recursos ambientais.
Letra a.
011. (FCC/2019/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) No Direito Ambiental, o 
dever de recompor o meio ambiente lesado ou de indenizar pelos danos causados refere-se 
ao princípio
a) do poluidor-pagador.
b) do desenvolvimento sustentável.
c) do equilíbrio.
d) do limite.
e) da prevenção.
a) Certa. do poluidor-pagador: Deve o poluidor responderpelos custos sociais da degradação 
causada por sua atividade impactante, devendo-se agregar esse valor no custo produtivo da 
atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos.
b) Errada. Do desenvolvimento sustentável: Decorre de uma ponderação que deverá ser feita 
casuisticamente entre o direito fundamental ao desenvolvimento econômico e o direito à preser-
vação ambiental. É aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possi-
bilidade de existência digna das gerações futuras. Aplica-se aos recursos naturais renováveis.
c) Errada. Do equilíbrio:
“... os aplicadores da política ambiental e do Direito Ambiental devem pesar as consequências pre-
visíveis da adoção de uma determinada medida, de forma que esta possa ser útil à comunidade e 
não importar em gravames excessivos aos ecossistemas e à vida humana. Através do mencionado 
princípio, deve ser realizado um balanço entre as diferentes repercussões do projeto a ser implan-
tado, isto é, devem ser analisadas as consequências ambientais, as consequências econômicas, as 
consequências sociais, etc. A legislação ambiental deverá ser aplicada de acordo com o resultado 
da aplicação de todas estas variantes.” (citação de Paulo de Bessa Antunes no site Jurisway)
d) Errada. Do limite: Explicita o dever estatal de editar padrões máximos de poluição a fim de 
manter o equilíbrio ambiental.
e) Errada. Da prevenção: É preciso que o ente ambiental faça o poluidor reduzir ou eliminar os 
danos ambientais, pois estes normalmente são irreversíveis em espécie. Este princípio traba-
lha com o risco certo, pois já há base científica, uma vez que o empreendimento é amplamente 
conhecido.
Letra a.
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012. (INSTITUTO CONSULPLAN/2019/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/VESPERTINA) O 
princípio ambiental da prevenção não se confunde com o princípio ambiental da precaução. 
O princípio da prevenção se aplica quando existem elementos seguros para afirmar que uma 
determinada atividade é perigosa, sendo que têm por objetivo impedir a ocorrência de danos 
ao meio ambiente, por meio da imposição de medidas acautelatórias antes da implantação de 
empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras.
Princípio da prevenção: Trabalha com o risco conhecido (há certeza científica). Ex.: mineração.
Princípio da precaução: Trabalha com o risco desconhecido (incerteza científica). Ex.: Radio-
frequência; aquecimento global.
Certo.
013. (INSTITUTO CONSULPLAN/2019/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/VESPERTINA) O 
princípio ambiental do poluidor-pagador prevê a obrigação do agente responsável pela degra-
dação ambiental de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao meio ambiente.
Pelo princípio do poluidor-pagador, deve o poluidor responder pelos custos sociais da degrada-
ção causada por sua atividade impactante (as chamadas externalidades negativas); caberá ao 
poluidor compensar ou reparar o dano causado. Como exemplo da aplicação desse princípio, 
pode-se citar a reposição florestal (art. 33 do Cod. Florestal) e a indenização prevista no art. 
36, §1º, da Lei n. 9.985/2005
Certo.
014. (CESPE/2019/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) Uma associação de moradores de um bairro 
de determinado município da Federação propôs uma ação civil pública (ACP) em desfavor da 
concessionária de energia local, para que seja determinada a redução do campo eletromagnéti-
co em linhas de transmissão de energia elétrica localizadas nas proximidades das residências 
dos moradores do bairro, alegando eventuais efeitos nocivos à saúde humana em decorrência 
desse campo eletromagnético. Apesar de estudos desenvolvidos pela Organização Mundial 
da Saúde afirmarem a inexistência de evidências científicas convincentes que confirmem a 
relação entre a exposição humana a valores de campos eletromagnéticos acima dos limites 
estabelecidos e efeitos adversos à saúde, a entidade defende que há incertezas científicas so-
bre a possibilidade de esse serviço desequilibrar o meio ambiente ou atingir a saúde humana, 
o que exige análise dos riscos.
Nessa situação hipotética, o pedido da associação feito na referida ACP se pauta no princí-
pio ambiental
a) da precaução.
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NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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b) da proporcionalidade.
c) da equidade.
d) do poluidor-pagador.
e) do desenvolvimento sustentável.
Princípio da prevenção: Perigo concreto, antevisto e comprovado.
Princípio da precaução: Perigo abstrato, incerteza científica.
Letra a.
015. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Sobre os princípios constitucio-
nais ambientais, é correto afirmar que
a) o princípio da responsabilização integral envolve o dever do poluidor, pessoa física ou jurí-
dica, de arcar com as consequências de sua conduta lesiva contra o meio ambiente, tanto na 
seara civil e administrativa, quanto na penal.
b) as entidades privadas não estão sujeitas ao princípio da informação no que se relaciona à 
matéria ambiental.
c) o princípio da função socioambiental da propriedade possui caráter de dever individual, es-
tando o direito à propriedade garantido se sua função social for cumprida.
d) o princípio da prevenção implica a adoção de medidas previamente à ocorrência de um dano 
concreto, embora ausente a certeza científica, com o fim de evitar a verificação desses danos.
Sua fundamentação está prevista no artigo 225, §3 da CF, vejamos:
As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas 
físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de repa-
rar os danos causados.
Sobre as demais alternativas:
b) Errada. O princípio da informação pode ser definido como o direito de todo cidadão ter as 
informações que julgar necessárias sobre o ambiente em que vive e a ninguém é dado o direi-
to de sonegar informações que possam gerar danos irreparáveis à sociedade, prejudicando o 
meio ambiente, que além de ser um bem de todos, deve ser sadio e protegido pela coletividade. 
E, ao contrário do que fora dito pela questão, as entidades privadas estão sujeitas ao princípio 
da informação no que se relaciona à matéria ambiental, podendo elas tanto solicitar informa-
ções para a proteção do meio ambiente, como ser acionadas por qualquer cidadão que vise ter 
acesso a tais dados.
c) Errada. Princípio da função socioambiental da propriedade possui caráter de dever coletivo.
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d) Errada. O erro da questão é dizer que o princípio da prevenção implica a adoção de medidas 
previamente à ocorrência de um dano concreto, mesmo que ausente a certeza científica. Na 
verdade, o princípio da PREVENÇÃO incide naquelas hipóteses em que os riscos são conheci-
dos e PREVISÍVEIS, gerando o dever de o Estado exigir do responsável pela atividadea adoção 
de providências buscando ou eliminar ou minimizar os danos causados ao meio ambiente.
Letra a.
016. (VUNESP/2018/TJ-MT/JUIZ SUBSTITUTO) A internalização do custo ambiental, trans-
formando a externalidade negativa, ou custo social, num custo privado, visa impedir a sociali-
zação do prejuízo e a privatização dos lucros. Este é o objetivo do princípio
a) do poluidor-pagador.
b) da função social da propriedade.
c) da prevenção.
d) da precaução.
e) da cooperação.
Princípio do Poluidor-pagador: deve o poluidor responder pelos custos sociais da degradação 
causada por sua atividade impactante (internalização dos prejuízos ambientais), devendo-se 
agregar esse valor no custo produtivo da atividade, para evitar que se privatizem os lucros e 
se socializem os prejuízos ambientais, voltando-se principalmente aos grandes poluidores.
Sobre as demais alternativas:
b) Errada. Vice Art. 186, II, da CF/1988. O uso da propriedade será condicionado ao bem es-
tar social. Ainda o legislador previu, como condição para o cumprimento da função social da 
propriedade rural, a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a preservação do 
meio ambiente.
c) Errada. O enunciado da questão não está tratando desse princípio.
Princípio da prevenção: É um dos princípios mais importantes do Direito Ambiental, sendo seu 
objetivo fundamental. Foi lançado à categoria de mega princípio do direito ambiental, cons-
tando como princípio n. 15 da ECO-92. O princípio da prevenção relaciona-se com o perigo 
concreto de um dano, ou seja, sabe-se que não se deve esperar que ele aconteça, fazendo-se 
necessário, portanto, a adoção de medidas capazes de evitá-lo.
d) Errada. O enunciado da questão não está tratando desse princípio.
Princípio da precaução: Trata-se do perigo abstrato, ou seja, há mero risco, não se sabendo 
exatamente se o dano ocorrerá ou não. É a incerteza científica, a dúvida, se vai acontecer ou 
não. Foi proposto na conferência Rio 92 com a seguinte definição:
e) Errada. O enunciado da questão não está tratando desse princípio.
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Princípio da cooperação internacional: Trata-se do esforço conjunto empreendido pela “aldeia 
global” na busca pela preservação do meio ambiente numa escala mundial.
Obs.: � O inc. IV, do art. 1º – A, do Novo Código Florestal, em atenção a este princípio, consa-
gra o compromisso do Brasil com o modelo de desenvolvimento ecologicamente sus-
tentável, com vistas a conciliar o uso produtivo da terra e a contribuição de serviços 
coletivos das flores e demais formas de vegetação nativa provadas.
Letra a.
017. (MPE-MS/2018/MPE-MS/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Considere as asser-
tivas a seguir:
I – Uma das facetas do princípio do poluidor-pagador é evitar as externalidades negativas.
II – Para a maioria da doutrina que faz a diferenciação entre estes dois princípios, o princípio 
da precaução é aplicável aos casos em que os impactos ambientais são conhecidos e devem 
ser evitados ou mitigados, enquanto o princípio da prevenção é aplicável aos casos em que 
não há certeza científica sobre os riscos e os impactos ambientais da atividade a ser exercida.
III – As Resoluções do CONAMA que tratam de padrões máximos de emissão de poluentes 
têm por fundamento o princípio do limite ou controle.
IV – O princípio da Ubiquidade é aquele segundo o qual as presentes gerações não podem 
utilizar os recursos ambientais de maneira irracional, de modo a privar as gerações futuras de 
um ambiente ecologicamente equilibrado.
V – A cobrança pelo uso da água prevista na Lei de Recursos Hídricos e a compensação am-
biental prevista na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação são exemplos de 
aplicação prática do princípio do usuário-pagador.
Em atenção aos princípios do Direito Ambiental, assinale a alternativa correta:
a) Todas as assertivas estão corretas.
b) Somente as assertivas I, III e V estão corretas.
c) Somente as assertivas I, II, IV e V estão corretas.
d) Somente as assertivas II, III, IV e V estão corretas.
e) Somente as assertivas II, III e IV estão corretas.
PRINCÍPIO DO POLUIDOR (OU PREDADOR)-PAGADOR OU DA RESPONSABILIDADE: deve o po-
luidor responder pelos custos sociais da degradação causada por sua atividade impactante 
(as chamadas externalidades negativas), devendo-se agregar esse valor no custo produtivo da 
atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos.
PRINCÍPIO DO LIMITE OU CONTROLE: Cuida-se do dever estatal de editar e efetivar normas 
jurídicas que instituam padrões máximos de poluição, a fim de mantê-la dentro de bons níveis 
para não afetar o equilíbrio ambiental e a saúde pública. Realmente, o estabelecimento de pa-
drões de qualidade ambiental é um dos instrumentos para a execução da Política Nacional do 
Meio Ambiente, conforme determinado pelo artigo 9º, I, da Lei n. 6.938/1981.
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Princípio da Ubiquidade: o objeto de proteção do meio ambiente, localizado no epicentro dos 
direitos humanos, deve ser levado em consideração toda vez que uma política, atuação, legis-
lação sobre qualquer tema, atividade, obra etc. tiver que ser criada e desenvolvida. Realmente, 
a ubiquidade é a qualidade do que está em toda a parte, a onipresença, de modo que o direito 
fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado deverá nortear a atuação dos três 
Poderes na tomada de suas decisões, a fim de buscar a real efetivação do desenvolvimento 
sustentável.
�I – Certo: O princípio do poluidor pagador engloba o princípio da verdade real dos preços na 
medida em que prevê a internalização das externalidades ambientais negativas. A adequada 
alocação de custos na cadeia produtiva a que pretende o princípio do poluidor-pagador faz 
com que o produto ou serviço tenha um preço de mercado que reflita seus custos ambientais 
e coaduna-se com o princípio da verdade real dos preços. (SILVA FILHO, Carlos da Costa. O 
princípio do poluidor-pagador, p.86)
II – Errado: é o oposto do que consta no enunciado:
“(...)o princípio da precaução pode ser aplicado quando os dados científicos do risco da atividade a 
ser realizada são insuficientes ou contraditórios. O risco de perigo, nesse caso, pode ser meramente 
potencial, ou seja, configura-se com a possibilidade verossímil de nocividade da atividade, embora 
não se possa qualificar e nem quantificar os efeitos do risco. Assim, o princípio da prevenção visa a 
evitar o risco conhecido, e o princípio da precaução visa a evitar o risco potencial.”
III – Certo: Princípio do Limite: Também voltado para a Administração Pública, cujo dever é 
fixar parâmetros mínimos a serem observados em casos como emissões de partículas, ruídos, 
sons, destinação final de resíduos sólidos, hospitalares e líquidos, dentre outros, visando sem-
pre promover o desenvolvimento sustentável.
De acordo com Paulo de Bessa Antunes, a manifestação mais palpável da aplicação do princí-
pio do limite ocorre com o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental concretizados 
na forma de limites de emissões de partículas, de limites aceitáveis de presença de determina-
das substâncias na água etc.
IV – Errado: o princípio descrito pelo enunciadonão é o da Ubiquidade, mas o da solidariedade 
ou responsabilidade intergeneracional:
Letra b.
018. (CESPE/2017/TRF/5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO) A Lei que instituiu o Sis-
tema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei n. 9.985/2000), em seu art. 
36, estabelece a seguinte modalidade de compensação ambiental: nos casos de licencia-
mento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, o empreendedor 
é obrigado a apoiar a implantação e a manutenção de unidade de conservação do grupo de 
proteção integral.
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Considerando essa informação, assinale a opção que apresenta o princípio que embasa tal 
previsão legal, conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).
a) função social da propriedade
b) usuário-pagador
c) preponderância do interesse público
d) solidariedade intergeracional
e) Precaução
O art. 36 da Lei n. 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pagador, este a significar um meca-
nismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados 
da atividade econômica..
(ADI 3378, Relator(a): Min. CARLOS BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/04/2008, DJe-112 
DIVULG 19-06-2008 PUBLIC 20-06-2008 EMENT VOL-02324-02 PP-00242 RTJ VOL-00206-
03 PP-00993)
Letra b.
019. (CESPE/2016/PC-PE/DELEGADO DE POLÍCIA) Conforme previsto na CF, é necessária a 
realização de estudo prévio de impacto ambiental antes da implantação de empreendimentos 
e de atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de degradação ambiental, 
que constitui exigência que atende ao princípio do(a)
a) prevenção.
b) poluidor-pagador.
c) proibição do retrocesso ambiental.
d) participação comunitária.
e) usuário-pagador.
O princípio da prevenção apoia-se na certeza científica do impacto ambiental. Assim, ado-
tam-se todas as medidas para mitigar ou eliminar os impactos conhecidos sobre o ambiente. 
É com base nesse princípio que nós temos o licenciamento e o monitoramento ambiental, que 
buscam evitar ou minimizar possíveis danos ao ambiente
Já o Princípio da Precaução é uma garantia contra os riscos potenciais, incertos, que de acordo 
com o estágio atual do conhecimento não podem ser ainda identificados. Apoia-se na ausência de 
certeza científica, ou seja, quando a informação científica é insuficiente, incerta ou inconclusiva.
Uma aplicação do princípio da prevenção e da precaução seria o Estudo de Impacto Ambiental 
(EIA). Quando da realização de um EIA poderá haver a necessidade de aplicação de um ou de 
outro princípio, que determinará a concessão ou não da licença ambiental. Assim, se o risco é 
conhecido, certo, a análise pode indicar medidas preventivas no intuito de mitigar os impactos 
ou até mesmo a não aprovação da obra ou empreendimento.
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Veja o art. 225, §1º:
IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará 
publicidade;
Letra a.
020. (PUC-PR/2015/PREFEITURA DE MARINGÁ – PR/PROCURADOR MUNICIPAL) Ao in-
cumbir o Poder Público de exigir, na forma da lei, o estudo prévio de impacto ambiental para 
a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do 
meio ambiente, a Constituição Federal de 1988 aplicou quais princípios do Direito Ambiental?
a) Poluidor-pagador e educação ambiental.
b) Prevenção e precaução.
c) Taxatividade e vedação do retrocesso.
d) Usuário-pagador e autonomia da vontade.
e) Cooperação e protetor-recebedor.
�a) Prevenção – trabalha com o risco certo (efetivo ou potencial). Procura-se evitar que o dano 
ambiental ocorra, através de mecanismos extrajudiciais e judiciais. É, portanto, a atuação an-
tecipada para evitar danos, que, em regra, são irreversíveis;
�b) Precaução – há risco incerto ou duvidoso, porém há a necessidade de adotar medidas de 
precaução para elidir ou reduzir os riscos ambientais. Aqui está a inversão do ônus da prova, 
na qual é necessário que ao suposto poluidor demonstrar que sua atividade não é perigosa 
nem poluidora;
Letra b.
021. (FUNIVERSA/2015/PC-DF/DELEGADO DE POLÍCIA) Acerca dos princípios de direito 
ambiental, assinale a alternativa correta.
a) O princípio da prevenção é aplicável ao risco conhecido, ou seja, aquele que já ocorreu an-
teriormente ou cuja identificação é possível por meio de pesquisas e informações ambientais.
b) O princípio da participação comunitária possui aplicabilidade apenas na esfera administrati-
va, impondo a participação popular na formulação das políticas públicas ambientais desenvol-
vidas pelos órgãos governamentais.
c) O princípio do desenvolvimento sustentável não tem caráter constitucional, mas encontra as-
sento em normas infraconstitucionais que tratam da ocupação racional dos espaços públicos.
d) O princípio do poluidor-pagador impõe ao empreendedor a responsabilidade subjetiva, ou 
seja, o dever de arcar com os prejuízos que sua atividade cause ao meio ambiente na medida 
de seu envolvimento direto com o dano.
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e) O princípio da precaução refere-se à necessidade de o poder público agir de forma a evitar 
os riscos que são de conhecimento geral, adotando medidas de antecipação por meio de ins-
trumentos como o estudo e o relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA).
O princípio da prevenção é aplicável ao risco conhecido, ou seja, aquele que já ocorreu ante-
riormente ou cuja identificação é possível por meio de pesquisas e informações ambientais.
Sobre as demais alternativas:
b) Errada. O princípio da participação comunitária busca inserir a participação da população na 
proteção ambiental em todas as esferas do direito.
c) Errada. O STF reconhece o caráter constitucional do princípio do desenvolvimento sustentá-
vel. É o que se abstraí do art. 225 da CF – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se 
ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futu-
ras gerações.
d) Errada. A responsabilidade é objetiva.
e) Errada. Princípio da prevenção.
Letra a.
022. (CS-UFG/2010/PREFEITURA DE APARECIDA DE GOIÂNIA – GO/PROCURADOR DO 
MUNICÍPIO) Constituiu princípio do direito ambiental:
a) o princípio da precaução, segundo o qual diante da ameaça de danos sérios ou irreversíveis, 
a ausência de absoluta certeza científica não pode ser utilizada como razão para postergar 
medidas pelo poder público, ainda que estas sejam economicamente inviáveis
b) o princípio do desenvolvimento sustentável, que compreende conjuntamente a noção de 
solidariedade intergeracional e de acesso equitativo aos recursos naturais.
c) o princípiodo poluidor-pagador, que exige que o poluidor arque com os custos da poluição 
produzidos por sua atividade nos casos em que este agir com dolo ou culpa
d) o princípio da informação, em que o poder público é obrigado a promover a publicação de 
todos os atos relacionados à gestão ambiental
Sobre as demais alternativas:
a) Errada. Princípio da precaução = regula a adoção de medidas de proteção ao meio ambiente 
em casos envolvendo ausência de certeza científica e ameaças de danos sérios ou irreversí-
veis. A alternativa, por sua vez, falava na existência de ameaça de danos sérios ou irreversíveis.
c) Errada. A responsabilidade civil do poluidor é objetiva.
d) Errada. A alternativa faz referência ao princípios da publicidade (e não ao princípio da 
informação)
Letra a.
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023. (MPE-SC/2014/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/VESPERTINA) Texto associado
Analise o enunciado da Questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado.
Admitindo-se a existência de distinção entre os princípios da precaução e da prevenção, pode-se 
afirmar que uma Ação Civil Pública visando a proibição do comércio de determinado produto 
transgênico, sobre o qual ainda paira incerteza científica a respeito das consequências de seu 
uso à saúde humana e ao equilíbrio do meio ambiente, estaria fundamentada no princípio da 
prevenção.
Como ainda não há certeza sobre o efeito danoso do alimento transgênico, aplica-se o princí-
pio da precaução.
Errado.
Dano ambiental
2. resPonsabilidade Por danos ambientais
Consoante estabelece o art. 225 § 3º da Constituição Federal, as condutas e atividades 
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídi-
cas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os da-
nos causados.
Assim, tem-se que foi adotada a teoria da responsabilidade objetiva em matéria ambiental, 
ou seja, independentemente de culpa e pelo simples fato da atividade1.
A responsabilização decorrente de atos e omissões relacionados a questões ambientais 
funda-se no princípio da responsabilização. Segundo tal princípio o poluidor deverá responder 
por condutas praticadas em detrimento da preservação do meio ambiente.
Tal responsabilização pode se dar no âmbito civil, penal ou administrativo e tem como 
objetivo desestimular a prática de condutas prejudiciais ao bem jurídico ambiental, além de 
impedir que os prejuízos advindos da ocorrência de danos ambientais venham a ser suporta-
dos por toda a coletividade.
Sobre o tema, observe-se que a jurisprudência do STJ está firmada no sentido da viabili-
dade, no âmbito da Lei n. 7.347/1985 e da Lei n. 6.938/1981, de cumulação de obrigações de 
fazer, de não fazer e de indenizar. Isso porque, nas demandas ambientais (por força dos prin-
cípios do poluidor-pagador e da reparação in integrum) admite-se a condenação do réu, simul-
tânea e agregadamente, em obrigação de fazer, não fazer e indenizar. Caracteriza-se, portanto, 
como típica obrigação cumulativa ou conjuntiva.51
51 Neste sentido, veja-se: REsp 1198727/MG e REsp 1.145.083/MG, Rel. Ministro Herman Benjamin; REsp 1.178.294/MG, 
Rel. Ministro Mauro Campbell Marques; AgRg nos EDcl no Ag 1.156.486/PR, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima; REsp 
1.120.117/AC, Rel. Ministra Eliana Calmon; REsp 1.090.968/SP, Rel. Ministro Luiz Fux; REsp 605.323/MG, Rel. Ministro José 
Delgado, Rel. p/ Acórdão Ministro Teori Albino Zavascki; REsp 625.249/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, entre outros.
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2.1. resPonsabilidade ciVil
A responsabilidade civil constitui-se como um dos temas mais instigantes na órbita jurí-
dica. Isso porque, cotidianamente, o ser humano pratica atos e omissões que podem trazer 
consequências danosas para outras pessoas. Nessas hipóteses, surge a discussão acerca 
da possibilidade (ou não) de se atribuir a uma pessoa (ou ente) a responsabilidade por algum 
dano sofrido, bem como os limites da indenização subsequente.52
Segundo estabelece o código civil, a regra geral é a de que aquele que, por ação ou omissão 
voluntária, negligência ou imprudência, viole direito e cause dano a outrem, ainda que exclusi-
vamente moral, comete ato ilícito53 (art. 186). Trata-se, portanto, de responsabilidade com base 
na existência de culpa por parte do agente.
Contudo, em razão da relevância do bem jurídico ambiental, doutrina e jurisprudência tem 
entendido que o dano ao meio ambiente rege-se pela aplicação da teoria do risco integral (art. 
14, §1º da Lei n. 6.938/1981)54.
Assim, a responsabilidade civil objetiva em matéria ambiental (independentemente da exis-
tência de culpa) constitui-se como um mecanismo jurídico destinado a dar maior efetividade 
na proteção desse direito.
Aliás, observe-se que, segundo a lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, a Política Nacional 
do Meio Ambiente visará à imposição, ao poluidor ou ao predador, da obrigação de recuperar 
e/ou indenizar os danos causados, ficando o mesmo obrigado, independentemente da exis-
tência de culpa, de indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, 
afetados por sua atividade.
Em que pese não haja unanimidade neste aspecto, entende-se que a responsabilidade por 
danos ambientais é objetiva e solidária, sendo certo que a obrigação de indenizar os prejuízos 
causados pelo dano ambiental, independem da demonstração de culpa.
Características do dano ambiental
Em que pese as possibilidades existentes no caso concreto, a doutrina costuma mencionar 
que o dano ambiental possui características próprias, a saber: ampla dispersão das vítimas 
(na medida em que se, em geral, afeta um número indeterminado de pessoas – dano difuso); 
a difícil reparabilidade de tais danos (decorrente da dificuldade de se retornar ao status quo); e 
a dificuldade de valoração do ano ambiental.
52 Sobre o tema, cf. COUTINHO, Nilton Carlos de Almeida. O essencial nas procuradorias: advocacia pública em nível federal, 
estadual, distrital e municipal. Brasília: Edição do Autor, 2017.
53 Do mesmo modo, também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
54 “Sem obstar a aplicação das penalidades neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência da culpa, a 
indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade” – (art. 14, §1º da Lei n. 
6.938/1981)
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Deste modo, é possível afirmar-se que, em razão das características acima mencionadas, 
bem como em decorrência dos princípios atinentes ao direito ambiental, a responsabilidade ci-
vil nessa área do direito encontra-se sujeita a um regime jurídicopróprio e específico (fundado 
nas normas do artigo 225, § 3º, da CRFB e do artigo 14, §1º, da Lei n. 6.938/1981).55
Outro fator que contribui para a adoção da responsabilidade objetiva reside na indivisibili-
dade do dano ambiental, no seu caráter transfronteiriço e na pluralidade de agentes poluidores, 
que também contribui para dificultar o retorno ao status quo ante (reductio ad pristinum sta-
tum) do bem lesado.
024. (QUADRIX/2020/IDURB/ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO URBANO E FUNDIÁRIO/
ARQUITETO E URBANISTA) Conforme as Resoluções Conama n. 237/1997 e n. 1/1986, jul-
gue o item.
São de responsabilidade do proponente do projeto as despesas e os custos relacionados ao 
estudo de impacto ambiental (coleta de dados, trabalhos e inspeções de campo, análises labo-
ratoriais e outras), além do fornecimento obrigatório de, no mínimo, cinco cópias.
RESOLUÇAO CONAMA n. 01/1986:
Art. 8º – Correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e custos referentes à re-
alização do estudo de impacto ambiental, tais como: coleta e aquisição dos dados e informações, 
trabalhos e inspeções de campo, análises de laboratório, estudos técnicos e científicos e acompa-
nhamento e monitoramento dos impactos, elaboração do RIMA e fornecimento de pelo menos 5 
(cinco) cópias,
Certo.
025. (FGV/2014/PREFEITURA DE OSASCO – SP/AGENTE FISCAL/1ª CLASSE (MEIO AM-
BIENTE)) A empresa Madereira Power Ltda., para atender a um pedido extra de cliente impor-
tante e antigo, por decisão de seu administrador, apesar do dever de zelar pelo meio ambiente 
e observar as normas vigentes, teve que destruir parte de uma floresta de preservação per-
manente. No que se refere aos crimes ambientais e à proteção do meio ambiente, analise as 
afirmativas a seguir:
I – A empresa poderá ser responsabilizada administrativa, civil e penalmente pela sua conduta;
II – O administrador da empresa será responsabilizado criminalmente;
III – A empresa não pode ser responsabilizada criminalmente.
55 Neste sentido: BENJAMIN, Antônio Herman V. Responsabilidade civil pelo dano ambiental. Revista de Direito Ambiental. 
São Paulo, n. 9, p. 5-52; MIRRA, Álvaro Luiz Valery. Participação, processo civil e defesa do meio ambiente. São Paulo: Letras 
Jurídicas, 2011, p. 44
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
Nilton Coutinho
Assinale se:
a) somente a afirmativa I estiver correta;
b) somente a afirmativa II estiver correta;
c) somente a afirmativa III estiver correta;
d) somente as afirmativas I e II estiverem corretas;
e) todas as afirmativas estiverem corretas.
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
3º – As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pes-
soas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos
Letra d.
026. (IADES/2018/CFM/SERVIÇOS OPERACIONAIS)
No que tange à responsabilidade socioambiental, assinale a alternativa que corresponde ao 
conceito do princípio da prevenção.
a) Permite agir mesmo na ausência de toda certeza científica, ou seja, a falta de certeza cien-
tífica não deve justificar a falta de ação.
b) Devem ser facilitadas e incentivadas a conscientização e a participação dos funcionários, 
pelas organizações, mediante ampla divulgação das informações relacionadas à responsabi-
lidade socioambiental.
c) Contempla a ideia de que é melhor prevenir os danos ambientais do que remediá-los.
d) Estabelece que ao poluidor devem ser imputados os custos necessários à prevenção e ao 
combate à poluição.
e) Devem estar sujeitos à aplicação de instrumentos econômicos os usuários de recursos 
naturais, para que o uso e o aproveitamento desses recursos se processem em benefício da 
coletividade.
Princípio da prevenção
Necessariamente associada ao princípio da precaução apresenta-se o princípio da prevenção, 
como instrumento da justiça ambiental e do direito ambiental. A diferença entre os princípios 
da precaução e da prevenção está na avaliação do risco ao meio ambiente. Este se aplica aos 
impactos ambientais já conhecidos e que tenham uma história de informação sobre eles.
O princípio da prevenção supõe riscos conhecidos, seja porque previamente identificados, seja 
porque os danos já ocorreram anteriormente. Ou seja, o perigo abstrato foi reconhecido, trans-
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Noções de Direito Ambiental - Parte II
NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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formando-se em perigo concreto; a decisão pela assunção do risco já foi tomada, impondo-se 
a adoção de medidas preventivas para evitar a produção do dano ou a sua repetição. Compa-
rando-se o princípio da precaução com o da prevenção, observa-se que o princípio da preven-
ção exige que os perigos comprovados sejam eliminados. Já o princípio da precaução deter-
mina que a ação para eliminar possíveis impactos danosos ao ambiente seja tomada antes de 
um nexo causal ter sido estabelecido com evidência científica absoluta.
Letra c.
Nilton Coutinho
Doutor em Direito Político e Econômico. Procurador do Estado de São Paulo. Aprovado em diversos 
concursos públicos: Correios, Unesp, Ministério Público, Procuradoria do Estado de São Paulo. Autor de 
diversos livros jurídicos.
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	Noções de Direito Ambiental – Parte II
	1. Princípios Gerais de Direito Ambiental
	1.1. Princípio do Ambiente Ecologicamente Equilibrado e Sadia Qualidade de Vida
	1.2. Princípio da Natureza Pública da Proteção Ambiental
	1.3. Princípio do Controle do Poluidor pelo Poder Público
	1.4. Princípio da Consideração da Variável Ambiental no Processo Decisório de Políticas de Desenvolvimento
	1.5. Princípio da Participação Comunitária
	1.6. Princípio do Poluidor Pagador
	1.7. Princípio da Reparação
	1.8. Princípio da Precaução
	1.9. Princípio da Prevenção
	1.10. Da Função Social da Propriedade
	1.11. Princípio da Função Socioambiental da Propriedade
	1.12. Princípio do Direito ao Desenvolvimento Sustentável
	1.13. Princípio da Cooperação entre os Povos
	1.14. Princípio da Informação
	1.15. Princípio do Usuário-Pagador
	2. Responsabilidade por Danos Ambientais
	2.1. Responsabilidade Civil
	AVALIAR 5: 
	Página 43:bem como a supremacia do interesse público se constituem 
como fatores orientadores dessa proteção.
2 GOMES, Luis Roberto. Princípios fundamentais de proteção ao meio ambiente. In revista de direito ambiental, n. 16, ano 4 
out/dez.1999, p. 172.
3 Princípio 1 da Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992.
4 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro, p.46.
5 TUPIASSA, Lise Vieira da Costa. O direito ambiental e seus princípios informativos. In: Revista de Direito Ambiental. Ano 8, 
abr/jun. 2003, n. 30, p. 173
6 Neste sentido, veja-se: PAZZAGLINI FILHO, Marino. Princípios constitucionais reguladores da administração pública: Agen-
tes Públicos. Discricionariedade Administrativa. Extensão da Atuação do Ministério Público e do Controle do Poder Judiciá-
rio. E ainda: CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito constitucional: teoria do Estado e da Constituição. Direito Constitucional 
Positivo.
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Paulo Affonso Leme Machado7, destaca que, segundo essa visão, o Poder Público passa a 
figurar não como proprietário dos bens ambientais, mas, sim, como gestor de tais bens. Deste 
modo, eficiência e prestação de contas passam a fazer parte dessa nova forma de gestão am-
biental. O mesmo autor ainda relembra que, segundo dispõe a Declaração de Johannesburgo:
“para conseguirmos nossos objetivos de desenvolvimento sustentado temos necessidade de insti-
tuições internacionais e multilaterais mais efetivas, democráticas e que prestem contas”8
Luiz Roberto Gomes9, por sua vez, associa a obrigatoriedade da intervenção estatal ao 
princípio da indisponibilidade do interesse público. Para ele, “trata-se de corolário do princípio 
da indisponibilidade do interesse púbico na proteção do meio ambiente”.
A intervenção estatal também foi expressamente prevista pela Declaração de Estocolmo 
sobre o Meio Ambiente Humano, conforme se depreende da leitura do princípio 17:
Deve-se confiar às instituições nacionais competentes a tarefa de planejar, administrar ou contro-
lar a utilização dos recursos ambientais dos Estados, com o fim de melhorar a qualidade do meio 
ambiente.
Ante todo o exposto há de se concluir que, por se tratar de um bem de uso comum do povo 
(art. 225 da CF), o meio ambiente ecologicamente equilibrado não se inscreve entre os bens 
suscetíveis de disponibilidade pelo Estado, de tal forma que a proteção ambiental deve pro-
curar assegurar a qualidade de vida e saúde de toda a sociedade, sobrepondo-se a interesses 
individuais. A natureza pública de tal direito fundamenta e justifica a atuação estatal na defesa 
do meio ambiente.
1.3. PrincíPio do controle do Poluidor Pelo Poder Público
Ao Estado foi atribuído o dever de proteger o meio ambiente. Para tanto, deve ele fiscalizar 
e orientar os cidadãos quanto aos seus limites para a adequada utilização do meio ambiente, 
o que é feito por meio das polícias administrativas.
O princípio do controle do poluidor pelo Poder Público possibilita a realização de interven-
ções estatais visando a manutenção, preservação e restauração dos recursos ambientais, de 
modo a possibilitar sua utilização nacional e disponibilidade permanente. Encontra-se previsto 
em nosso ordenamento jurídico, por meio do art. 225, § 1º, V, da Constituição Federal, o qual 
estabelece que é da incumbência do poder público “controlar a produção, comercialização e 
o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade 
de vida e o meio ambiente”.
7 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro, p. 105
8 To archieve our goals of sustainable development, we need more effective, democratic and accountable international and 
multilateral institutions
9 GOMES, Luiz Roberto. Princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente. Revista de direito ambiental, p. 175.
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Aqui, novamente, visualiza-se a presença do interesse público em relação ao meio ambien-
te e à qualidade de vida, uma vez que incumbe aos governantes o dever de controlar todos os 
tipos de poluição ambiental, utilizando-se do seu poder de polícia. Por meio de órgãos e enti-
dades públicas que limitem ou disciplinem o exercício dos direitos individuais com o objetivo 
de assegurar o bem-estar da coletividade.
Do mesmo modo, a natureza pública dos bens jurídicos em discussão justifica a atuação 
do poder público em defesa do meio ambiente.
Destaque-se, ainda, que a fixação dos limites é fundamental para que a Administração pos-
sa exercer o poder de polícia dentro da legalidade. Assim, uma vez estabelecidos tais limites, 
pode o poder público aplicar, coercitivamente, as medidas necessárias para que se evite, ou se 
minimize, a poluição e a degradação ambientais. Deste modo, sempre que houver risco para a 
preservação do meio ambiente, deve o poder público intervir, de modo a garantir a adequada 
proteção do meio ambiente e sua utilização de forma racional, em benefício da sociedade.
Ao Estado cumpre o papel de disciplinar e restringir o direito dos indivíduos a fim de possi-
bilitar a proteção efetiva do meio ambiente e, consequentemente, garantindo-se a manutenção 
da vida em sociedade, com saúde e qualidade.
1.4. PrincíPio da consideração da VariáVel ambiental no Processo 
decisório de Políticas de desenVolVimento
O princípio da consideração da variável ambiental no processo decisório de políticas de 
desenvolvimento foi previsto pela Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e De-
senvolvimento, a qual estabeleceu que:
“a avaliação do impacto ambiental, como instrumento nacional, deve ser empreendida para ativida-
des planejadas que possam vir a ter impacto negativo considerável sobre o meio ambiente, e que 
dependam de uma decisão de autoridade nacional competente10”.
Em decorrência desse princípio, sempre que a Administração Pública tenha que se posi-
cionar acerca de determinada política de desenvolvimento, deverá analisar o impacto desta 
política em relação ao meio ambiente.
Tal análise, contudo, não se aplica apenas ao setor público, mas também à iniciativa priva-
da. A observância desse princípio constitui-se como meio eficaz para impedir ou, pelo menos, 
minimizar as lesões causadas ao meio ambiente, permitindo que as ações estatais e também 
particulares se coadunem com o desenvolvimento ecologicamente sustentável.
Para isso, contudo, é necessário que exista uma política voltada para a gestão ambiental. E 
quando se fala em políticas públicas, está, na verdade, se tratando de ações do Estado em prol 
da coletividade, dentro das quais se encontra a proteção ambiental.
10 Princípio 17 da Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
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Conclui-se, muitoembora o desenvolvimento seja um objetivo perseguido por todas as so-
ciedades, deve ele ocorrer levando-se em conta os riscos e danos causados ao meio ambiente, 
o qual também deve ser protegido.
1.5. PrincíPio da ParticiPação comunitária
A participação da sociedade na proteção ambiental também foi prevista na atual Constitui-
ção Federal, a qual estabeleceu que o dever de defender e preservar o meio ambiente compete 
tanto ao Poder Público quanto à coletividade. No mesmo sentido foi a orientação seguida pela 
Declaração do Rio de Janeiro11, a qual procurou assegurar a participação de todos os cidadãos 
interessados nas questões ambientais.
Com base em tal princípio tem-se que é direito da comunidade participar na formulação e 
execução de políticas ambientais e na tomada de decisões que tragam repercussões na área. 
Desse modo, empreendimentos potencialmente poluentes ou que possam causar danos ao 
meio ambiente deverão ser apresentados previamente às populações a serem atingidas, pos-
sibilitando-lhes a participação no processo decisório.
A inclusão do princípio da participação comunitária em nosso ordenamento jurídico vem 
reforçar o mandamento constitucional segundo o qual impõe-se a todos a defesa e preserva-
ção do meio ambiente, ou seja: na busca de soluções para os problemas ambientais deve-se 
estimular a cooperação entre o Estado e a sociedade, por meio da participação dos diversos 
grupos sociais existentes, na busca de soluções para os problemas ambientais.
Destaque-se, ainda, que este princípio também se encontra relacionado ao da publicidade 
dos atos da Administração Pública, eis que, para que haja a adequada participação do parti-
cular na busca de soluções para os problemas ambientais, deve ela ter acesso a informações 
(excetuando-se nas hipóteses em que razões de segurança nacional a impedirem). O princípio 
da publicidade, entretanto, este será objeto de análise em item específico.
Por fim há que se notar que a participação da sociedade na proteção do meio ambiente 
exige acesso à informação e educação ambiental. Igualmente, a sociedade pode buscar auxílio 
junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário, mas, para isso, é necessário, conhecimen-
to e conscientização ambiental.
1.6. PrincíPio do Poluidor PaGador
Segundo Édis Milaré12, o princípio do poluidor pagador baseia-se na teoria segundo a qual 
os agentes econômicos devem levar em consideração o custo resultante dos danos ambien-
tais no momento de se elaborar os custos da produção. Deste modo, tal princípio visa impedir 
que a sociedade arque com os custos (financeiros e ambientais) decorrentes da exploração 
ambiental realizada por um poluidor identificável, que auferiu lucros com a atividade econômi-
ca por ele exercida.
11 Princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
12 MILARÉ, Édis. Direito do ambiente, p. 142.
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O princípio do poluidor pagador foi incorporado ao texto constitucional por meio do art. 225, 
§ 3º, o qual estabeleceu que as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente 
sujeitarão os infratores a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação 
de reparar os danos causados. Contudo, na visão de GERENT, tal princípio pode ser visualizado 
nos arts. 170, VI; 225, §1º, V; §2º e §3º de nossa Constituição Federal.13
No que tange à responsabilização penal da pessoa jurídica pela prática de delitos ambien-
tais, nossos tribunais já se manifestaram no sentido de que tal responsabilização “advém de 
uma escolha política, como forma não apenas de punição das condutas lesivas ao meio-am-
biente, mas como forma mesmo de prevenção geral e especial14”.
Maria Alexandra de Sousa Aragão15 afirma que os poluidores devem suportar também to-
dos os custos das medidas públicas de reposição da qualidade do ambiente perdida, ou com o 
auxílio econômico às vítimas, além dos custos administrativos conexos. Segundo ela, o princí-
pio do poluidor-pagador é um princípio normativo de caráter econômico, mas que, entretanto, 
deve ser considerado uma regra de bom senso econômico, jurídico e político.
No que se refere à intervenção concretizadora do Poder Público, torna-se fundamental que 
este estabeleça o conteúdo, a extensão e os limites das obrigações dos poluidores.
Uma observação que precisa ficar clara refere-se ao fato de que, segundo o princípio do 
poluidor pagador, este deve suportar os custos das medidas de proteção do meio ambiente 
e, também, procurar corrigir e eliminar as fontes poluidoras, sendo possível afirmar-se que 
tal princípio possui uma função preventiva, reparatória e, também, educativa. Assim, uma vez 
ocorrido o dano, deve o poluidor responsabilizar-se pela reparação do mesmo.
1.7. PrincíPio da reParação
O princípio da reparação foi expressamente previsto como 13º princípio da Conferência das 
Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 
e decorre diretamente do princípio da prevenção e, também, do princípio do poluidor pagador.
Neste aspecto, destaca-se a importância da atividade legiferante dos Estados em relação à 
responsabilidade do causador do dano e à indenização das vítimas. Assim, segundo estabele-
cido no princípio 13 da referida Declaração “os Estados devem desenvolver legislação nacional 
relativa à responsabilidade e indenização das vítimas de poluição e outros danos ambientais”. 
Tal orientação foi adotada pela Constituição de 1988, a qual estabeleceu que “aquele que ex-
plorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado” e “as condutas 
e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores a sanções penais 
e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados”.
13 GERENT, Juliana. Direito ambiental e a teoria econômica neoclássica – valoração do bem ambiental. In: Revista Jurídica 
Cesumar. Maringá: Centro Universitário de Maringá p, 284.
14 REsp 610114 / RN. RECURSO ESPECIAL 2003/0210087-0. Relator(a): Ministro GILSON DIPP. Órgão Julgador: T5 – QUINTA 
TURMA. Data do Julgamento: 17/11/2005 Data da Publicação/Fonte. DJ 19/12/2005 p. 463.
15 ARAGÃO, Maria Alexandra de Sousa. O Princípio do Nível Elevado de Proteção e a Renovação Ecológica do Direito do 
Ambiente e dos Resíduos, p. 185.
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Com base nesse princípio, aquele que causar lesão a bens ambientais deve ser responsa-
bilizado por seus atos, reparando ou indenizando os danos causados.
O princípio da reparação obteve maior efetividade em decorrência da adoção da teoria da 
responsabilidade objetiva. Neste sentido, veja-se:
3. A adoção pela lei da responsabilidade civil objetiva, significou apreciável avanço no combate à de-
vastação do meio ambiente, uma vez que, sob esse sistema, não se leva em conta, subjetivamente, a 
conduta do causador do dano, mas a ocorrência do resultado prejudicial ao homem e ao ambiente. 
Assim sendo, para que se observe a obrigatoriedade da reparação do dano é suficiente, apenas, 
que se demonstre o nexo causal entre a lesão infligida ao meio ambiente e a ação ou omissão do 
responsável pelo dano16.
A adoção daresponsabilidade objetiva demonstra o quanto a preocupação com o aspecto 
ambiental tem adquirido importância na atualidade, suscitando medidas de severa sanção e 
responsabilização, seja ela causada de forma direta ou indireta.
1.8. PrincíPio da Precaução
O princípio da precaução tem como fundamento o fato de que, em razão da dificuldade em 
se reconstituir uma área que tenha sofrido um dano ambiental, deve-se evitar, ao máximo, que 
o dano chegue a ocorrer. Isso porque, em geral, a grande maioria dos danos causados ao meio 
ambiente são irreparáveis.
É esta, aliás, a orientação traçada pela Declaração do Rio, a qual estabelece que quando 
houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis devem ser tomadas medidas eficazes e eco-
nomicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental. (Princípio 15).
O vocábulo advém do verbo precaver (do latim prae = antes e cavere = tomar cuidado). Tal prin-
cípio tem como objetivo impedir o dano ambiental, ainda que sua ocorrência futura seja incerta, ou 
seja, sua aplicação deriva do fato de não se saber, ao certo, quais as consequências e reflexos que 
determinada conduta poderá gerar ao meio ambiente, por incerteza ou imprevisibilidade.
Em trabalho específico sobre o tema Ana Gouveia e Freitas Martins17 defende que a imple-
mentação do princípio da precaução gira em torno de sete ideias fundamentais, quais sejam:
1ª) A de que perante a ameaça de danos sérios ao meio ambiente, ainda que não existam 
provas científicas que estabeleçam um nexo causal entre uma atividade e os seus efeitos, de-
vem ser tomadas as medidas necessárias para impedir a sua ocorrência.
2ª) A da necessidade acerca da inversão do ônus da prova, cabendo àquele que pretender 
exercer uma atividade que a Administração julgue potencialmente danosa ao meio ambiente, 
que demonstre que os riscos a ela associados são aceitáveis.
16 REsp 578797/RS. Recurso Especial 2003/0162662-0. Rel.: Ministro Luiz Fux. Órgão Julgador: T1 – Primeira Turma. Data do 
Julgamento: 05/08/2004. Data da Publicação/Fonte: DJ 20/09/2004 p. 196. LEXSTJ vol. 183 p. 161. RNDJ vol. 60 p. 92.
17 MARTINS, Ana Gouveia e Freitas. O princípio da precaução no direito do Ambiente, p. 54-60.
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3ª) In dubio pro ambiente, ou seja: o conflito entre interesses econômicos e interesses am-
bientais deve ser decidido em prol do ambiente.
4ª) A de que a sujeição ao desenvolvimento deve respeitar os limites de tolerância ambien-
tal, de modo a proteger os sistemas ecológicos
5ª) A de exigência de desenvolvimento e introdução das melhores técnicas disponíveis, de 
modo a possibilitar a redução da poluição e da lesão ao meio ambiente.
6ª) A da preservação de áreas e reservas naturais e a proteção de espécies
7ª) Promoção e desenvolvimento da investigação científica e realização de estudos com-
pletos e exaustivos sobre os efeitos e os riscos potenciais decorrentes de uma determinada 
atividade.
Sérgio Ribeiro Cavalcante18 ressalta que o princípio da precaução ambiental na Administra-
ção Pública se caracteriza por um sistema de estudos, devendo ser utilizado para atividades 
que possam causar significativo impacto adverso ao meio ambiente.
Para Ana Gouveia e Freitas Martins19 “o princípio da precaução deve ser assumido como 
um princípio jurídico-político orientador da política ambiental”, constituindo-se como um im-
portante argumento para a atuação estatal na hipótese de inexistência de comprovação cien-
tífica acerca do potencial de degradação em relação a determinado empreendimento ou obra. 
Nestas hipóteses, o princípio da precaução justifica-se em razão da relevância dos bens jurí-
dicos tutelados, de tal forma que qualquer ameaça (ainda que não comprovada) em relação 
a tais bens deve ser combatida antes que possa vir a causar algum dano, razão pela qual a 
atuação estatal, com vistas à proteção do meio ambiente, há de ser exigida.
Ao lado do princípio da precaução, encontra-se, também, o princípio da prevenção.
1.9. PrincíPio da PreVenção
A prevenção relaciona-se à ideia da existência de um perigo antevisto e comprovado, o qual 
deve ser evitado. Na prevenção o nexo causal entre a conduta e o dano ambiental encontra-se 
cientificamente comprovado ou é facilmente previsível.
Segundo Vicente Gomes da Silva20, tal princípio foi inserido na Declaração do Rio/92, como 
o de número 15, devendo ele ser observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades.
Apesar de muitos autores utilizarem as expressões como sinônimas, o princípio da preven-
ção não se confunde com o princípio da precaução.
Com base nesta característica, Édis Milaré traça o principal fato diferenciador do princípio 
da precaução para o princípio da prevenção. Segundo o citado autor, a prevenção trata de ris-
cos ou impactos já conhecidos pela ciência, ao passo que a precaução se destina a gerir riscos 
ou impactos desconhecidos21.
18 CAVALCANTE, Sérgio Ribeiro. Princípio da Precaução Ambiental: uma diretriz política, constitucional, administrativa e juris-
dicional nas presunções científicas, p. 87.
19 MARTINS, Ana Gouveia e Freitas. O princípio da precaução no direito do Ambiente, p. 93.
20 SILVA, Vicente Gomes da. Legislação ambiental comentada, p. 26.
21 MILARÉ, Édis. Direito do ambiente, p. 142.
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Para AMOY22, o princípio da prevenção refere-se ao perigo concreto, enquanto o da precau-
ção refere-se ao perigo abstrato. No princípio da prevenção as consequências de determinado 
ato são previamente conhecidas, devendo, portanto, ser evitadas. Já no princípio da precau-
ção, a proteção decorre do fato de não se saber quais danos poderão ser causados ao meio 
ambiente. A diferença entre tais princípios também é apontada para Tiago Fensterseifer23 para 
quem o princípio da prevenção traria consigo a ideia de conhecimento completo acerca dos 
efeitos de determinada intervenção no meio ambiente, ao passo que, o princípio da precaução 
possuiria um universo maior, por procurar atuar na proteção de um bem jurídico ambiental 
sobre o qual ainda não se sabe, com exatidão, quais serão as consequências danosas que po-
dem vir a lhe ocorrer. Porém, não são todos os autores que fazem essa diferenciação.
A aplicação do princípio da prevenção (bem como do princípio da precaução) permite que 
a Administração Pública se antecipe à lesão ambiental e realize condutas atinentes à preven-
ção do dano, permitindo uma maior efetividade na proteção ao meio ambiente.
“In dubio pro ambiente”. Registre-se, finalmente, que, com a adoção de tais princípios inver-
te-se o ônus da prova, cabendo ao empreendedor o dever de demonstrar que a atividade por ele 
almejada não apresenta risco ambiental.
Diferenças entre ambos os princípios:
O princípio da precaução trabalha dentro de uma lógica de insegurança científica, ao passo 
que a prevenção dentro da lógica de segurança científica. No princípio da precaução o risco e 
as consequências do ato são desconhecidos; no princípio da prevenção as consequências são 
conhecidas.
1.10. da Função social da ProPriedade
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabelece, no capítulo dos direitos e garantias 
fundamentais (artigo 5º, XXII) o direitode propriedade e, no inciso seguinte, determina que 
esta cumprirá a sua função social. Na sequência (inciso XXIV), estabelece procedimentos para 
desapropriação, mediante prévia e justa indenização24.
Observe-se ainda que o princípio da função social da propriedade é reiterado nos arts. 
170, inciso III e 186, incisos I a IV, da Carta Republicana, segundo os quais a função social da 
propriedade rural é cumprida quando atender, além de outros requisitos, ao da utilização ade-
quada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Nesse sentido, ao 
Poder Público incumbe o cumprimento do que dispõem os incisos I a IV, do § 1º, do art. 225.
22 AMOY, Rodrigo de Almeida. A proteção do direito fundamental ao meio ambiente no direito interno e internacional. Disponí-
vel em: Acesso: 21 dez. 2008.
23 FENSTERSEIFER, Tiago. Direitos fundamentais e proteção do ambiente: A dimensão ecológica da dignidade humana, p. 
81-82.
24 Sobre o tema, cf. NAKAMURA, André Luiz dos Santos. A Justa e Prévia Indenização na Desapropriação. Rio de Janeiro, 
LUMEN JURIS, 2013.
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1.11. PrincíPio da Função socioambiental da ProPriedade
Conforme mencionado, a CRFB garante o direito à propriedade privada (art. 5º, XXII), dei-
xando claro, entretanto, que a propriedade deverá atender a sua função social (art. 5º, XXIII). 
Com base em tal regra, João Lopes Guimarães Junior25, ensina que a função social da pro-
priedade refere-se ao “dever do proprietário de atender a finalidades relacionadas a interesses 
protegidos por lei”.
O meio ambiente possui inequívoca função social, eis que, por meio dele, possibilita-se 
uma melhoria na qualidade de vida de toda a população, destacando-se, ainda que o art. 170 
da Constituição Federal elenca a propriedade privada e sua função social como princípios da 
ordem econômica.
Jean Jacques Erenberg26 explicita que, ao contrário do que se poderia imaginar, a adoção 
do princípio da função social da propriedade não possui um viés socialista, de tal forma que 
sua existência pode ser justificada dentro de um regime capitalista, no qual a função social da 
propriedade constitui-se como um princípio da atividade econômica e um direito fundamental 
do ser humano.
Para Saint-Clair Honorato Santos27 o direito de propriedade “não pode mais ser entendido 
com um caráter absoluto; deve ter em cota a função social da propriedade visando ao bem-es-
tar de todos”.
Patrícia Faga Iglecias Lemos28 partilha do mesmo entendimento, esclarecendo que o direi-
to de propriedade evoluiu muito, “afastando-se da concepção individualista e aproximando-se 
de uma concepção social”.
Para a citada autora, “essa nova concepção envolve, além do aspecto social, a proteção do 
meio ambiente como interesse difuso” 29
Relembre-se ainda que, segundo o disposto no artigo 182 da Constituição Federal:
“a política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes 
gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da ci-
dade e garantir o bem- estar de seus habitantes”.
Consoante a doutrina HARADA30, a propriedade privada encontra-se vinculada à finalidade 
perseguida por aqueles princípios, isto é, “assegurar a todos a existência digna, conforme os 
ditames da justiça social”.
25 GUIMARÃES JUNIOR, João Lopes. Função social da propriedade. In. Revista direito ambiental, ano, 08, jan/mar/2003, n. 29, p. 124.
26 ERENBERG, Jean Jacques. Função social da propriedade urbana, p. 164.
27 SANTOS, Saint-Clair Honorato. Direito ambiental: unidades de conservação. Limitações administrativas, p.143.
28 LEMOS, Patrícia Faga Iglecias. Responsabilidade civil do proprietário diante do bem sócio ambiental. Tese de doutorado. 
Faculdade de Direito da USP, p. 165.
29 Idem, ibidem.
30 HARADA, Kiyoshi. Desapropriação: Doutrina e Prática, Prática, p. 8
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No que tange à propriedade rural Olavo Acyr de Lima Rocha31 relembra ainda, que o artigo 
2º, § 1º, da lei n. 4.504/1964, dispõe que a propriedade desempenhará integralmente sua fun-
ção social quando simultaneamente:
a) favorece o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores que nela labutam, assim como de 
suas famílias;
b) mantém níveis satisfatórios de produtividade;
c) assegura a conservação dos recursos naturais;
d) observa as disposições legais que regulam as justas relações de trabalho entre os que a possuem 
e a cultivem.
O artigo 170 da Constituição Federal elenca a propriedade privada e a função social da 
propriedade como princípios da ordem econômica.
Discorrendo acerca da função social da propriedade rural, o autor destacou entre os requisi-
tos a serem observados pelo proprietário do imóvel a utilização adequada dos recursos naturais 
disponíveis e preservação do meio ambiente (art. 186, II da CF e art. 9º, II da Lei n. 8.629, de 25 
de fevereiro de 1993). Deste modo, o proprietário deverá respeitar as características próprias do 
meio natural e da qualidade dos recursos ambientais, na medida adequada à manutenção do 
equilíbrio ecológico da propriedade e da saúde e qualidade de vida das comunidades vizinhas32.
Deste modo, a função social somente será cumprida quando houver, entre outros fatores, a 
utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente.
Feitas tais considerações conclui-se que a propriedade privada, além de possuir uma fun-
ção social deve, também, desempenhar uma função ambiental, o que significa dizer que o 
direito à propriedade não pode ser utilizado como justificativa para a realização de danos ao 
meio ambiente.
1.12. PrincíPio do direito ao desenVolVimento sustentáVel
Segundo José Adércio Leite Sampaio o desenvolvimento sustentável “consiste no uso ra-
cional e equilibrado dos recursos naturais, de forma a atender às necessidades das gerações 
presentes, sem prejudicar o seu emprego pelas gerações futuras 33”.
No plano internacional, traduz-se, nas palavras de Chris Wold34, no direito dos Estados-
-membros usarem seus recursos de acordo com suas próprias políticas nacionais. Deste 
modo, compete a cada Estado, individualmente, e segundo o poder conferido por meio de sua 
soberania, formular e implementar sua política de proteção ao meio ambiente.
31 ROCHA, Olavo Acyr de Lima. A desapropriação no direito agrário, p. 82
32 COUTINHO, Nilton Carlos de Almeida. Da desapropriação para fins de reforma agrária enquanto instrumento limitador do 
direito de propriedade e implementador da função social da propriedade. In: Revista de direito e política. FIGUEIREDO, Gui-
lherme José Purvin e MEDAUAR, Odete (coord.) Volume 16 – Janeiro a abril. 2008, ano V, p. 93
33 SAMPAIO, José Adércio Leite, et. al. Princípios de direito ambiental, p. 47.
34 Idem, p. 10.
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Do mesmo modo, “o direito ao desenvolvimento articula-se como um direito fundamental 
que os Estados têm o dever de proteger35”.
Tal princípio foi explicitado por meio dos princípios 336 e 437 da Declaração do Rio de Janeiro/92.
Segundo Paulo Affonso Leme Machado38 tal princípio foi acolhido por nossa Constituição 
Federal ao ter imposto à coletividade e ao poder púbico o dever de preservar o meio ambiente 
para as presentes e futuras gerações.
Segundo Welber Barral e Gustavo Assed Ferreira39, “desenvolvimento sustentável é o de-
senvolvimento que responde às necessidades do presente sem comprometer as possibilida-
des das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades”.
Sobre o tema, o colendo STJ já se manifestou no sentido de que:
“o confronto entre o direito ao desenvolvimento e os princípios do direito ambiental deve receber solução 
em prol do último, haja vista a finalidade que este tem de preservar a qualidade da vida humana na face 
da terra. O seu objetivo central é proteger patrimônio pertencente às presentes e futuras gerações”40.
E ainda: “Os recursos naturais devem ser utilizados com equilíbrio e preservados em inten-
ção da boa qualidade de vida das gerações vindouras”41.
Por fim, Luiz Roberto Gomes42 entende que o princípio do desenvolvimento sustentável en-
contra-se consagrado em nossa Constituição Federal, a qual obriga a coletividade a defendê-lo 
e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, por ser essencial à sadia qualidade de vida.
1.13. PrincíPio da cooPeração entre os PoVos
Desde a Conferência de Estocolmo já se encontrava premente a necessidade do livre inter-
câmbio e do mútuo auxílio entre os países, a fim de facilitar a solução dos problemas ambien-
tais. Com esse intuito, foi formulado o princípio de n. 20, o qual defendia o fomento do livre 
intercâmbio de informações e experiências científicas entre os países, a fim de facilitar a solu-
ção dos problemas ambientais. Do mesmo modo, defendeu que a tecnologia ambiental deve 
ser colocada a serviço dos países em desenvolvimento. Para Édis Milaré, a Declaração sobre o 
Ambiente Humano foi o principal documento resultante daquela Conferência43.
35 Ibidem, p. 11.
36 PRINCÍPIO 3 – O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo a permitir que sejam atendidas equitativamente as 
necessidades de gerações presentes e futuras.
37 PRINCÍPIO 4 – Para alcançar o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental deve constituir parte integrante do pro-
cesso de desenvolvimento, e não pode ser considerada isoladamente deste.
38 Art. 225, caput da Constituição Federal de 1988.
39 BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento In: Direito ambiental e desenvolvimento, p. 13.
40 Processo REsp 588022 / SC. Recurso Especial. 2003/0159754-5. Relator(a): Ministro José Delgado. Órgão Julgador: T1 – Pri-
meira Turma. Data do Julgamento: 17/02/2004. Data da Publicação/Fonte: DJ 05/04/2004 p. 217. LEXSTJ vol. 178, p. 174.
41 RMS n. 18.301/MG, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJ de 03/10/2005
42 GOMES, Luiz Roberto. Princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente. Revista de direito ambiental, p. 179.
43 Neste sentido, vide artigo 4º, IX da Constituição Federal.
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Hoje, tal princípio encontra-se consagrado em nosso texto constitucional ao estabelecer a 
cooperação entre os povos para o progresso da humanidade como um dos princípios a serem 
observados nas relações internacionais. (cf. art. 4º, IX da CRFB).
Do mesmo modo, a já mencionada Declaração do Rio incluiu entre seus princípios que:
Os Estados, de conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os princípios de Direito Inter-
nacional, têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos segundo suas próprias políticas 
de meio ambiente e desenvolvimento, e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua 
jurisdição ou controle não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos 
limites da jurisdição nacional. (Princípio 2).
A inserção de tal princípio nas Constituições dos países possui uma importância funda-
mental a fim de possibilitar a defesa do meio ambiente. Isso porque, em geral, as agressões 
ao meio ambiente não se restringem apenas a um país, podendo trazer graves prejuízos e 
problemas para as populações de países vizinhos e, até mesmo, distantes daquele no qual o 
dano tenha ocorrido.
Ora, a poluição, a diminuição das reservas de recursos naturais, o aumento da temperatura, 
o desmatamento, entre outros, trazem transtornos à população em geral, razão pela qual se 
faz necessária a adoção de medidas que permitam a união entre os países no combate à toda 
e qualquer agressão ao meio ambiente.
Tal princípio visa permitir o livre intercâmbio de experiências científicas e do mútuo auxílio 
tecnológico e financeiro entre os países, a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais.
1.14. PrincíPio da inFormação
O princípio da informação permite que toda pessoa obtenha do Estado informações rela-
tivas ao meio ambiente. Assim, qualquer interessado pode participar em questões relativas à 
defesa e/ou proteção do meio ambiente44.
O direito à informação ambiental se justifica em razão do direito conferido a todos os cida-
dãos de viver em um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Tal direito se encontra previs-
to na lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, a qual permite que qualquer pessoa legitimamente 
interessada tenha acesso aos resultados das análises efetuadas pelos órgãos responsáveis 
pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, bem como das respectivas fundamentações.
O meio ambiente constitui-se como um direito fundamental, pertencente a toda sociedade, 
de tal modo que, devem os cidadãos ter acesso a todas as informações relacionadas à prote-
ção desse bem jurídico.
44 Neste aspecto, lembre-se que a lei de ação civil pública (lei n. 7.347/1985) permite que associações, obedecidas as exigên-
cias legais, promovam ações de prevenção e reparação de atos lesivos ao meio ambiente
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O princípio da informação objetiva fazer com que toda a sociedade tenha conhecimento 
acerca da exata situação ambiental, abrangendo tanto a sua preservação quanto a sua degra-
dação. O acesso às informações relativas ao meio ambiente foi previsto pela Declaração do 
Rio em seu Princípio 1045.
Recorde-se, ainda, que a informação ambiental é um pré-requisito para que determinada 
comunidade tenha condições de se manifestar acerca de determinado evento ambiental. Por 
esta razão, Paulo Affonso Leme Machado46 destaca que a informação ambiental deve ser 
transmitida de forma a possibilitar tempo suficiente para que os interessados possam analisar 
a matéria e agir em defesa de seus direitos, procurando a Administração Pública ou mesmo o 
Judiciário.
1.15. PrincíPio do usuário-PaGador
O princípio do usuário-pagador deriva do fato de que, em razão dos recursos ambientais 
serem escassos, a apropriação deles, por parte de determinada(s) pessoa(s) – física(s) ou 
jurídica(s)– gera o dever de oferecer à coletividade o direito a uma compensação. Isto ocorre 
porque a produção e o consumo desses recursos podem gerar sua degradação ou escassez 
e a utilização gratuita de tais recursos ambientais proporciona um enriquecimento ilícito para 
aquele usuário.
Aliás, no julgamento da ADI 3378/DF47 o STF asseverou-se que o princípio do usuário-pa-
gador se constitui como um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social 
pelos custos ambientais derivados da atividade econômica.
Segundo o magistério de Paulo Bessa Antunes48, o fundamento de tal princípio reside no 
fato de que a sociedade não pode sustentar o ônus financeiro e ambiental de atividades que 
trarão retorno econômico individualizado.
Já Para Paulo Affonso Leme Machado49, o princípio do usuário-pagador significa que o utili-
zador do recurso deve suportar os custos necessários à utilização do recurso, bem como os cus-
tos advindos desta utilização. Para ele, tal princípio englobaria o princípio do poluidor pagador, 
ou seja, O princípio do usuário-pagador seria gênero e o princípio do poluidor-pagador, espécie.
45 Princípio 10. A melhor maneira de tratar as questões ambientais é assegurar a participação, no nível apropriado, de todos 
os cidadãos interessados. No nível nacional, cada indivíduo terá acesso adequado às informações relativas ao meio 
ambiente de que disponham as autoridades públicas, inclusive informações acerca de materiais e atividades perigosas em 
suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos decisórios. Os Estados irão facilitar e estimular 
a conscientização e a participação popular, colocando as informações à disposição de todos. Será proporcionado o acesso 
efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que se refere à compensação e reparação de danos.
46 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro, p. 94.
47 Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 3378 / DF – Distrito Federal. Relator(a): Min. Carlos Britto. Julgamento: 
09/04/2008. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Publicação: DJe-112 DIVULG 19-06-2008 PUBLIC 20-06-2008. EMENT VOL-
02324-02 PP-00242
48 ANTUNES, Paulo Bessa. Direito Ambiental, p. 32.
49 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro, p. 63.
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Como se vê, diversos são os princípios apresentados pela doutrina em decorrência da aná-
lise do texto constitucional e dos tratados internacionais inerentes a matéria.
Em estudo acerca do sistema constitucional brasileiro, Kildare Gonçalves Carvalho50 visu-
aliza na Constituição de 1988 os seguintes princípios: princípio da obrigatoriedade da inter-
venção estatal (caput e §1º); princípio da prevenção e precaução (caput e §1º, IV); princípio 
da informação e da notificação ambiental (caput e §1º, VI); princípio da educação ambiental 
(caput e §1º, VI); princípio da participação (caput); princípio do poluidor pagador (§3º); princí-
pio da responsabilidade da pessoa física e jurídica (§3º); princípio da soberania dos Estados 
para estabelecer sua política ambiental e de desenvolvimento com cooperação internacional 
§1º); princípio da eliminação de modos de produção e consumo e da política demográfica ade-
quada; e princípio do desenvolvimento sustentado (caput).
Tais princípios devem ser observados conjuntamente, a fim de propiciar a adequada prote-
ção ao meio ambiente, em benefício de toda sociedade.
Os princípios acima descritos e outros relacionados à atuação da Administração Pública 
justificam e orientam a intervenção estatal na área ambiental, destacando-se que tais princí-
pios devem ser observados conjuntamente, a fim de propiciar a adequada proteção ao meio 
ambiente, em benefício de toda sociedade.
PRINCÍPIOS PREVISTOS EXPRESSAMENTE EM ALGUMAS NORMAS JURÍDICAS
A título ilustrativo traremos abaixo, algumas leis que mencionam princípios de direito am-
biental em seus textos
Passemos a elas:
PNMA:
Art. 2º. A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recupe-
ração da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvol-
vimento sócioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida 
humana, atendidos os seguintes princípios:
I – ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente 
como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso 
coletivo;
II – racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
III – planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV – proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V – controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI – incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção 
dos recursos ambientais;
VII – acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII – recuperação de áreas degradadas; (Regulamento)
IX – proteção de áreas ameaçadas de degradação
50 CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito constitucional: teoria do Estado e da Constituição. Direito Constitucional Positivo, p. 753.
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POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – LEI N. 12.305/2010:
Art. 6º São princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I – a prevenção e a precaução;
II – o poluidor-pagador e o protetor-recebedor;
III – a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social, 
cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública;
IV – o desenvolvimento sustentável;
V – a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de 
bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida 
e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equi-
valente à capacidade de sustentação estimada do planeta;
VI – a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais seg-
mentos da sociedade;
VII – a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
VIII – o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de 
valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;
IX – o respeito às diversidades locais e regionais;
X – o direito da sociedade à informação e ao controle social;
XI – a razoabilidade e a proporcionalidade.
Art. 7º São objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I – proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
II – não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como 
disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
III – estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;
IV – adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar 
impactos ambientais;
V – redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;
VI – incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insu-
mos derivados de materiaisrecicláveis e reciclados;
VII – gestão integrada de resíduos sólidos;
VIII – articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, 
com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
IX – capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
X – regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos 
de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e eco-
nômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir 
sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei n. 11.445, de 2007;
XI – prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:
a) produtos reciclados e recicláveis;
b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e 
ambientalmente sustentáveis;
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XII – integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a 
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
XIII – estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
XIV – incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a 
melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recupe-
ração e o aproveitamento energético;
XV – estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.
LEI N. 12.651/2012 – CODIGO FLORESTAL:
Parágrafo único. Tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável, esta Lei atenderá aos seguin-
tes princípios: (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
I – afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais 
formas de vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da inte-
gridade do sistema climático, para o bem estar das gerações presentes e futuras; (Incluído pela Lei 
n. 12.727, de 2012).
II – reafirmação da importância da função estratégica da atividade agropecuária e do papel das 
florestas e demais formas de vegetação nativa na sustentabilidade, no crescimento econômico, na 
melhoria da qualidade de vida da população brasileira e na presença do País nos mercados nacional 
e internacional de alimentos e bioenergia; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
III – ação governamental de proteção e uso sustentável de florestas, consagrando o compromisso 
do País com a compatibilização e harmonização entre o uso produtivo da terra e a preservação da 
água, do solo e da vegetação; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
IV – responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em colaboração com 
a sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de 
suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais; (Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
V – fomento à pesquisa científica e tecnológica na busca da inovação para o uso sustentável do 
solo e da água, a recuperação e a preservação das florestas e demais formas de vegetação nativa; 
(Incluído pela Lei n. 12.727, de 2012).
VI – criação e mobilização de incentivos econômicos para fomentar a preservação e a recuperação 
da vegetação nativa e para promover o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis.
LEI N. 9.433/1997 – POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS
Art. 26. São princípios básicos para o funcionamento do Sistema de Informações sobre Recursos 
Hídricos:
I – descentralização da obtenção e produção de dados e informações;
II – coordenação unificada do sistema;
III – acesso aos dados e informações garantido à toda a sociedade.
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NOÇÕES DE DIREITO AMBIENTAL
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ETC.
Resumo:
Comentários: Alguns Princípios de Direito Ambiental
a) Prevenção – trabalha com o risco certo (efetivo ou potencial). Procura-se evitar que o 
dano ambiental ocorra, através de mecanismos extrajudiciais e judiciais. É, portanto, a atuação 
antecipada para evitar danos, que, em regra, são irreversíveis;
b) Precaução – há risco incerto ou duvidoso, porém há a necessidade de adotar medidas 
de precaução para elidir ou reduzir os riscos ambientais. Aqui está a inversão do ônus da pro-
va, na qual é necessário que ao suposto poluidor demonstrar que sua atividade não é perigosa 
nem poluidora;
c) Desenvolvimento Sustentável – atende as necessidades do presente sem comprometer 
a possibilidade de existência digna das gerações futuras;
d) Poluidor-Pagador – deve o poluidor responder pelos custos sociais da degradação cau-
sada por sua atividade impactante;
e) Protetor-Recebedor – obrigação ao poder público de criar benefícios em favor daqueles 
que protegem o meio ambiente. Exemplo é o PSA (pagamento por serviços ambientais);
f) Usuário-Pagador – mesmo que não haja poluição, o usuário deve arcar pela utilização 
dos recursos naturais. Exemplo é o do uso racional da água;
g) Cooperação entre os Povos – cooperação entre as nações, de forma a respeitar os tra-
tados globais;
h) Solidariedade Intergeracional – decorre do desenvolvimento sustentável;
i) Natureza Pública da Proteção Ambiental – decorre do poder público a proteção do 
meio ambiente;
j) Participação Comunitária – as pessoas têm o direito de participar e de se integrar nas 
decisões relativas ao meio ambiente;
k) Função Socioambiental da propriedade privada – art. 186, II da Carta Magna;
l) Informação – decorre do princípio da publicidade e da transparência;
m) Limite – Decorre da Natureza Pública da Proteção Ambiental. Deve o Estado estabele-
cer padrões máximos de poluição a fim de manter o equilíbrio ambiental;
n) Responsabilidade Comum, Mas Diferenciada – decorre da Cooperação entre os Povos, 
de forma que aqueles que gerem maior degradação ambiental arquem com mais custos. De-
corre do princípio da igualdade material.
001. (QUADRIX/2019/CRA-PR/AUXILIAR ADMINISTRATIVO I) Julgue o item a respeito dos 
princípios da Administração Pública.
O princípio da precaução privilegia medidas preventivas como forma de se evitarem danos 
irreversíveis ou de difícil reparação.
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Declaração do Rio/92 – PRINCIPIO 15:O Princípio da Precaução é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado 
atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Este Princípio afirma que a ausên-
cia da certeza científica formal, a existência de um risco de um DANO SÉRIO OU IRREVERSÍ-
VEL requer a implementação de medidas que possam prever este dano.
Obs.: � Sobre o princípio da Precaução, lembre-se que, embora haja incerteza quanto ao dano 
ambiental, o desconhecimento, por si só, não pode ser usado como empecilho para 
que sejam adotadas medidas com vistas a impedir a degradação ambiental;
Certo.
002. (CESPE/2012/IBAMA/TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Julgue os itens a seguir, acerca da 
Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA).
Dado o princípio do poluidor-pagador, para que se imponha ao poluidor e ao predador a obri-
gação de recuperar e(ou) indenizar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, é ne-
cessário que se prove a culpa do degradador. Caso ele não tenha agido com má-fé, não será 
obrigado a reparar e(ou) indenizar os danos causados.
A responsabilidade por dano ambiental é objetiva, nos termos dos artigos 225, §2 e 3 e 14, §1 
da CF e lei n. 6.938/1981, respectivamente, orientando-se pela teoria do risco integral, a qual 
não admite excludentes de ilicitude.
Lei n. 6.938/1981
Art. 14. Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação federal, estadual e municipal, 
o não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção dos inconvenientes e 
danos causados pela degradação da qualidade ambiental sujeitará os transgressores:(...) § 1º 
Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, indepen-
dentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente 
e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá le-
gitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio 
ambiente.
Ademais, o princípio do poluidor-pagador orienta a adoção da responsabilidade civil objetiva.
Errado.
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Com o intuito de aprofundar seus conhecimentos em relação ao tema, trouxemos abaixo 
questões com um nível de complexidade maior, mas que podem aparecer no seu concurso
003. (CESPE/2020/MPE-CE/PROMOTOR DE JUSTIÇA DE ENTRÂNCIA INICIAL) Ao avaliar um 
pedido de autorização do uso de determinado agrotóxico, o órgão ambiental competente, pautado 
em estudos científicos, autorizou o uso do produto. Para decidir, considerou que, no atual estágio do 
conhecimento científico, inexiste comprovação de efeitos nocivos à saúde humana decorrentes da ex-
posição ao referido agrotóxico, conforme parâmetros propostos pela Organização Mundial de Saúde.
Considerando-se que, nessa situação hipotética, o risco de exposição ao agrotóxico possa ser 
mensurado, é correto afirmar, com base na jurisprudência do STF, que a decisão do órgão am-
biental está pautada no princípio
a) da precaução.
b) da prevenção.
c) do limite.
d) da equidade.
e) do usuário-pagador.
Prevenção: risco conhecido (estudo científico existente);
Precaução: risco desconhecido (incerteza científica).
A questão fala que existe estudo científico e que este apresentou comprovação da ausência 
de efeitos nocivos.
Portanto, a questão está tratando do princípio da prevenção, uma vez que o risco é conhecido.
Sobre as demais alternativas:
�a) Errada. O princípio da precaução refere-se à proteção perante atividades de grande impacto 
ambiental, com risco incerto, mas provável. Não tem previsão constitucional (mas tem previ-
são Lei de Biossegurança)
�b) Certa.
�c) Errada. Este princípio cuida do dever estatal de editar e efetivar normas jurídicas que insti-
tuam padrões máximos de poluição, a fim de mantê-lo dentro de bons níveis para não afetar o 
equilíbrio ambiental e a saúde pública.
�d) Errada. Equidade: trata-se de um princípio ligado ao do desenvolvimento sustentável, a cha-
mada equidade intergeracional é a obrigação das presentes gerações de legar às gerações 
futuras o meio ambiente equilibrado.
�e) Errada. o princípio do Usuário-pagador versa que pessoas que usam recursos naturais de-
vem pagar pelo uso, mesmo que não haja poluição (ex.: uso racional da água). É mais abran-
gente que o Princípio do Poluidor-pagador, a fim de demonstrar a economicidade dos recursos 
naturais, racionalizando o seu uso e angariando recursos em prol do equilíbrio ambiental.
Letra b.
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004. (MPE-GO/2016/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Assinale a alternati-
va incorreta:
a) A Teoria Dinâmica de Distribuição do Ônus da Prova afasta a rigidez das regras de distribui-
ção do onus probandi, tornando-as mais flexíveis e adaptando-as ao caso concreto, valorando 
o juiz qual das partes dispõe das melhores condições de suportar o encargo respectivo.
b) Os princípios da prevenção e da precaução exercem influência na aplicação de regras ma-
teriais do Direito Ambiental, mormente no campo da responsabilidade civil, uma vez que o 
enfoque jurídico nessa área deve ser o da prudência e da vigilância no tratamento a ser dado 
a atividades potencialmente poluidoras, diante do risco de dano irreversível ao meio ambiente.
c) Cominada liminarmente pelo juiz no bojo de ação civil pública, a multa somente será exigível 
do réu após o trânsito em julgado da decisão favorável ao autor, mas será devida desde o dia 
quem se houver configurado o descumprimento.
d) O princípio da reparação integral do dano ambiental determina a responsabilização do agen-
te por todos os efeitos decorrentes da conduta lesiva, mas não permite a cumulação de pedi-
dos para condenação nos deveres de recuperação in natura do bem degradado, de compensa-
ção ambiental e indenização em dinheiro, posto que o primeiro é excludente dos demais.
Sobre a cumulação de pedidos para condenação nos deveres de recuperação in natura do bem 
degradado, o STJ, em 12/12/2018 sumulou o entendimento. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 629 do STJ: quanto ao dano ambiental, é admitida a condenação do réu à obri-
gação de fazer ou a de não fazer cumulada com a de indenizar.
Letra d.
005. (FAPEC/2015/MPE-MS/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Em atenção à prote-
ção do meio ambiente, assinale a alternativa incorreta:
a) O princípio da solidariedade intergeracional busca assegurar que não só as presentes, mas 
também as futuras gerações possam usufruir dos recursos naturais de forma sustentável.
b) O princípio da consideração da variável ambiental no processo decisório de políticas de de-
senvolvimento, com assento no art. 225, §1º, IV, da Constituição Federal, impõe seja levado em 
conta a variável ambiental em qualquer ação ou decisão, pública ou privada, que possa causar 
impacto negativo sobre o meio.
c) A defesa do meio ambiente, inadmitindo o tratamento diferenciado conforme o impacto am-
biental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação, caracteriza-se 
como princípio constitucional a ser observado pela ordem econômica nos termos do art. 170, 
VI, da Constituição Federal.
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