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Planejamento 
e Controle da 
Produção
Aula 08
Planejamento 
Agregado
Professor Eduardo Maeda
edumaedas@gmail.com
ENGENHARIA 
DE 
PRODUÇÃO
Aula 09 – Planejamento Agregado
Objetivo da Aula: Introduzir o conceito de planejamento agregado para longo prazo e sua aplicação.
O conceito da agregação de produtos visa agrupar os
produtos de uma empresa em famílias ou tipos de produtos
para se realizar planejamentos a médio e longo prazo, dessa
forma minimizando as incertezas.
É exatamente esta ideia que é desenvolvida ao se realizar um
planejamento agregado para a produção. Como este
planejamento é realizado para horizontes médios e longos
(que trazem maior grau de incerteza), e utiliza-se do recurso
da agregação, ele é de certa forma um processo grosseiro e
aproximado, sujeito a várias influências da incerteza e da
posterior desagregação dos produtos, mas ainda assim é
essencial para organização da produção.
O Planejamento Agregado:
i) fornece a base de todo o planejamento da empresa,
levando arranjo mais assertivos;
iii) é um processo de balanceamento da produção com a demanda projetada para horizontes de tempo
em geral 6 a 12 meses;
ii) permite tomar decisões de capacidade amplas e gerais,
mas não se preocupa com todos os detalhes dos produtos
e serviços individuais oferecidos;
iv) visa compatibilizar os recursos produtivos da empresa com a demanda agregada com um horizonte de
5 a 18 meses;
v) projeta a demanda futura da empresa à médio e longo prazo e busca tomar decisões globais para
atender a demanda diante da capacidade e opções de incremento ou decréscimo de capacidade
disponíveis.
A figura a seguir ilustra a o conceito da técnica de planejamento agregado.
A linha vermelha representa a capacidade
da empresa em fabricar os produtos;
A linha azul representa a demanda pelos
produtos da empresa ao longo do tempo.
Conclusão
A capacidade da empresa é maior que
a demanda de produtos, e em outros
momentos a demanda de produtos é
maior que a capacidade da empresa.
Analisando esta situação a médio e
longo prazo, e considerando a técnica
de planejamento agregado, busca-se
conciliar a capacidade da empresa com
a demanda de produtos.
Em teoria, esta conciliação pode ser realizada basicamente de três formas:
• atuar sobre a demanda, fazendo-a aumentar ou diminuir conforme a necessidade ao longo do tempo,
para que se atinja exatamente a capacidade disponível no momento;
Dessa forma, percebe-se que:
• a atividade de influenciar a demanda é muito mais complexa
e imprecisa do que influenciar a capacidade da empresa;
• a demanda é uma variável que não está sob o controle direto
da empresa, e qualquer tentativa de influenciá-la é um tanto
quanto subjetiva, com alto grau incerteza sobre o resultado
esperado e o resultado obtido.
• atuar sobre a capacidade, fazendo-a aumentar ou diminuir conforme a necessidade ao longo do tempo
para que se atinja exatamente a demanda necessária no momento;
• realizar a combinação das duas situações anteriores.
Há quatro formas possíveis para se influenciar a demanda:
• Propaganda: geralmente utiliza-se a propaganda para aumentar a demanda em períodos de baixa ou
deslocá-la de períodos de alta para períodos de baixa onde a capacidade produtiva está disponível.
Exemplo: a empresa faz propaganda numa revista de seu
segmento para aumentar as vendas. Menos comum, mas
também possível, é se realizar propaganda para diminuir o
consumo, como é o caso de propagandas para racionamentos de
água ou energia elétrica.
• Promoções: Da mesma forma também é utilizada para
aumentar a demanda em certos períodos, ou desviá-la. Muito
utilizada por atividades de serviços, por não poderem estocar.
Exemplo: em momentos de baixa demanda a empresa pode dar um desconto
para quem comprar seu produto, assim estimulando a demanda.
• Reservas e demora de liberação: É um recurso típico
para transferir a demanda de um período a outro, e
muito utilizado no setor de serviços.
Exemplo: ao ligar para um plano de saúde para agendar
uma consulta médica, seu agendamento é postergado para
um período onde o sistema terá capacidade para atendê-lo.
• Desenvolvimento de produtos complementares:
Empresas que trabalham com produtos de sazonalidade
acentuada podem desenvolver produtos
complementares, com tendências sazonais contra-
cíclicas, de forma que, estando a demanda de um
produto em época sazonal de baixa, ele possa ser
substituído por outro de época sazonal em alta.
Exemplo: no inverno a demanda por
sorvetes pode diminuir, assim a empresa
fabrica chocolate para suprir a baixa da
demanda.
Há quatro formas principais para se influenciar a produção.
Contratação e demissão: o aumento previsto na demanda
pode ser atendido com um aumento no número de
funcionários, caso a empresa não esteja operando em sua
capacidade máxima. Quanto a demissão, a política de muitas
empresas é só adotá-la em último caso, porque sua utilização
incorre em custos trabalhistas, e podem reduzir a moral e
motivação dos empregados.
Essas técnicas são utilizadas mais comumente em
operações que demandam mão-de-obra pouco qualificada
como lojas e magazines em períodos de festas de fim de
ano. Os custos relacionados são referentes ao processo de
seleção, recrutamento e treinamento de pessoal, e é
expresso em R$/funcionário.
Hora extra ou redução da jornada: O uso de horas
extras para aumentar os níveis de produção é um
recurso muito comum nas indústrias, embora eleve o
custo unitário de produção. A redução da jornada de
trabalho (ou concessão de férias coletivas) serve para
acomodar o pessoal aos níveis mais baixos da
demanda, evitando demissões em massa.
Estocagem: Estocar produtos em fases de demanda
baixa para usá-los no atendimento da demanda em
fases de alta, é um recurso extremamente comum em
indústrias, embora virtualmente impossível em
atividades de serviços.
O uso de estoques suaviza o ritmo de produção permitindo uma utilização mais
regular da força de trabalho, entretanto implica em custos extras.
Os custos de estocagem estão geralmente relacionados ao
custo do dinheiro empatado, e o custo de armazenagem para
conservar fisicamente os produtos.
Subcontratação: Consiste em solicitar que outra empresa
faça o produto ou parte dele. Os custos dos produtos feitos
por subcontratação geralmente são maiores do que os
custos incorridos quando o produto é confeccionado
internamente.
Na prática o planejamento agregado realizado leva em consideração apenas as formas de influenciar a
capacidade, ou seja, uso de estoques, hora-extra, subcontratação e contratar e demitir.
Os métodos de se influenciar a demanda não são incluídos diretamente no planejamento, porque,
conforme já comentado, são subjetivos e difíceis de medir seus impactos quantitativamente.
Há três etapas para se realizar o processo de planejamento agregado:
• A primeira etapa é medir os níveis
agregados de demanda e capacidade para o
período de planejamento, ou seja, realizar a
previsão da demanda mais precisamente
possível, e definir exatamente quanto a
empresa consegue produzir em cada
período planejado;
• A segunda etapa será identificar as políticas alternativas de capacidade que poderiam ser adotadas
em resposta a flutuações da demanda. Este é basicamente um processo de tentativa e erro, onde se
simula cenários baseados em políticas de utilização das quatro opções de se influenciar a capacidade;
• A terceira etapa será escolher a política de capacidade mais adequada baseando-se nos cenários e
opções levantadas;
Para realizar um planejamento agregado considera-se as seguintes definições:
EIn = estoque inicial no período n;
EFn = estoque final no período n ;
EI n+1= estoque inicial no período n+1;
Pn = produção total no período n;
Dn = demanda no período n;
CP = Custo Total da Produção
EMn = Estoque Médio no período n;
Equação 01
Pn = Prod. regular + Prod. em horas extras + subcontratações
Equação 02
EFn = EIn+1
Equação 03EFn = EIn + Pn - Dn
Equação 04
EMn = (EIn + EFn)/2
A equação 1 nos diz que a produção total no período n, ou seja o período que estamos calculando no
momento, é igual a soma do que foi produzido regularmente, produzido em horas extras e subcontratado.
A equação 2 nos diz que o estoque final no período n, ou seja, o período que estamos calculando no
momento, é igual ao estoque inicial do período n+1, ou seja, o próximo período.
A Equação 3 nos diz que o estoque final do período n, é igual ao estoque inicial daquele período, mais a
produção do período, menos a demanda.
A equação 4 nos diz que o estoque médio do período n, ou seja, o período que estamos calculando no momento, é a
soma do estoque inicial com o estoque final deste mesmo período, dividido por dois;
Para aplicação do planejamento agregado vamos a um exemplo com três cenários simulados.
A FAMochila é uma indústria que produz
bolsas, mochilas e malas. O coordenador do
PCP está desenvolvendo o planejamento
agregado para os próximos 6 meses, e tem
disponível às informações da empresa
apresentadas na tabela a seguir.
Informações
Capacidade por funcionário 
por período
100 unidades
Número inicial de 
funcionários
60
Capacidade máxima de 
produção
60 func. x 100 unid. = 6000 unidades
Capacidade máxima em 
horas extras
1000 unidades
Capacidade máxima de 
subcontratação
3000 unidades
Custo de contratação R$ 600,00
Custo de demissão R$ 700,00
Custo produção regular R$ 10,00
Custo produção hora extra R$ 13,00
Custo subcontratação R$ 15,00
Custo de estocagem R$ 1,00
Na Tabela são apresentadas as
informações referentes a capacidade e
aos custos da FAMochila.
A previsão agregada da demanda já foi determinada para os seis próximos meses, e o coordenador irá
simular inicialmente três cenários:
1º cenário – Nunca utilizar estoques, não contratar nem demitir, e utilizar horas extras e subcontratações
somente quando necessário no período;
1 2 3 4 5 6
Demanda/Previsão 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Estoque Inicial 0 0 0 0 0 0
Produção Regular 6000 6000 3000 6000 6000 5000
Hora Extra 1000 0 0 1000 1000 0
Subcontratação 0 0 0 2000 1000 0
Total 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Prod.Reg - Prev. -1000 0 0 -3000 -2000 0
Estoque Final 0 0 0 0 0 0
Estoque Médio 0 0 0 0 0 0
Observe a coluna do primeiro período e acompanhe a descrição do que ocorreu ao se
simular este cenário seguindo o que foi determinado (nunca utilizar estoques, não
contratar nem demitir, e utilizar horas extras e subcontratações somente quando
necessário no período).
Demanda/Previsão: Já foi determinada previamente, e neste caso é de 7000 unidades;
Observe a coluna do primeiro período e acompanhe a descrição do que ocorreu ao se simular este
cenário seguindo o que foi determinado (nunca utilizar estoques, não contratar nem demitir, e utilizar
horas extras e subcontratações somente quando necessário no período).
Estoque inicial: Como não foi informado nenhum estoque inicial, inicia-se com zero unidades;
Produção regular: Determina-se quanto irá se produzir seguindo a limitação de capacidade e as
especificações do cenário. Neste caso precisamos atender uma demanda de 7000 unidades, mas temos a
capacidade apenas para 6000, sendo assim produzimos este máximo, mas ainda precisaremos de mais
peças para atender a demanda;
Hora-extra: Como ainda não atendemos a demanda, a primeira opção que temos é utilizar a produção
em horas extras (afinal após a produção regular é o tipo de produção com menor custo). Precisamos
ainda de 1000 unidades para tender a demanda, podemos produzir exatamente esta quantidade para
atender a demanda;
Subcontratação: Como já atendemos a demanda do período não é necessário subcontratar;
Total: O total se refere a aplicação da Equação 01, ou seja:
Pn = Prod. regular + Prod. em horas extras + subcontratações
P1 = 6000 + 1000 + 0 = 7000
Produção Regular
Previsão: Esta linha é uma equação por si só, é a produção regular menos a previsão. Neste caso a
produção regular do período foi de 6000, menos a previsão de 7000, dá um total de -1000, ou seja, minha
produção regular tem um déficit de 1000 peças, que devem ser supridas de alguma forma, e que no caso
foi por meio das horas extras;
Estoque final: Aqui aplica-se a Equação 03 conforme segue: EFn = EIn + Pn - Dn
EF1 = 0 + 7000 – 7000 = 0
Estoque médio: Aqui aplica-se a equação 4, a seguir:
EMn = (EIn + EFn)/2
EM1 = (0+0)/2 = 0
Nas colunas dos períodos 2 e 3 basicamente se atendeu a demanda com a capacidade existente. Observe que no
período três seria possível gerar algum estoque, afinal a capacidade de produção é maior do que a demanda do
período, mas não se utilizou estoque por é uma das exigências do primeiro cenário (nunca usar estoques).
Já nos períodos 4 observe que mesmo produzindo o máximo em produção regular (6000 unidades), o máximo em
horas extras (1000 unidades), ainda não se atendia a demanda, assim foi necessário subcontratar 2000 peças.
No período 5 também se trabalhou com horas extras e subcontratação, e finalmente no período 6 apenas se atendeu
a demanda sem gerar estoques.
Os conceitos iniciais da realização do planejamento agregado podemos observar que no exemplo
trabalhou-se por meio das variáveis que influenciam a capacidade (estoque, horas-extras,
subcontratação, contratação/demissão) para se atender a demanda.
O aspecto primordial de planejamento com esta ferramenta é antecipação das necessidades futuras.
Baseado neste planejamento o coordenador de PCP da FAMochilas já sabe com quatro meses de
antecedência que no período 4 a empresa irá precisar utilizar toda sua capacidade de horas-extras. Esta
não será uma condição que será conhecida “às 16:00 horas de uma sexta-feira” para requisitar que o
pessoal produtivo trabalhe também no sábado em regime de hora-extra. Uma situação assim na maioria
das vezes é incômoda para todos envolvidos.
O planejamento das horas-extras necessárias neste
período pode ser feito com muita antecedência,
verificando a disponibilidade de dias e horários do
pessoal, não será uma decisão “tomada no susto”. Da
mesma forma, já é sabido que neste mesmo período será
necessário realizar subcontratação. Pode-se planejar
previamente com o fornecedor sua disponibilidade e
capacidade neste período, ou desenvolver novos
fornecedores com antecedência. Novamente, não serão
decisões tomadas de última hora.
Mas ainda é necessário descobrir o quão bom é este
cenário de produção simulado. No planejamento
agregado esta decisão é tomada com base nos custos
envolvidos para se produzir segundo o que foi
determinado. A definição destes custos é dada pela
equação a seguir:
𝐶𝑃 =෍
𝑡=1
𝑛
𝐶𝑃𝑡 𝑬𝒒𝒖𝒂çã𝒐 05
O custo total da produção (CP) é a somatória de todos 
os custos envolvidos na produção.
Custo produção regular = 32.000 unid. x R$ 10,00 = R$ 320.000,00
Custo hora extra = 3.000 unid. x R$ 13,00 = R$ 39.000,00
Custo subcontratação = 32.0000 + 39.000 + 45.000 = R$ 404.000,00
Chegamos então que o custo
para se produzir por meio do
cenário planejado será de R$
404.000,00.
2º cenário
1 2 3 4 5 6
Demanda/Previsão 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Estoque Inicial 0 0 0 0 0 0
Nº inicial de funcionários 60 70 60 30 90 80
Contratações 10 0 0 60 0 0
Demissões 0 10 30 0 10 30
Nº final de funcionários 70 60 30 90 80 50
Produção Regular 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Hora Extra 0 0 0 0 0 0
Subcontratação 0 0 0 0 0 0
Total 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Prod.Reg - Prev. 0 0 0 0 0 0
Estoque Final 0 0 0 0 0 0
Estoque Médio 0 0 0 0 0 0
utilizaremos apenas a opção de contratar e demitir, que apesar de não ser muito comum aplicar
unicamente esta estratégia, isso pode ocorrer em indústrias onde a mão-de-obra é muito barata, e estes
custos não oneram demasiadamente a organização.
Observe que foram
adicionadas as linhas
para indicar o número
de contratações e
demissões.
Como cada funcionário produz 100 peças por período, realizou o planejamento contratando e demitindo
para se ficarcom o número de funcionários necessários para atender a demanda.
Por exemplo, inicia-se o período 1 com 60 funcionário que têm capacidade de produzir 6000 unidades.
Não sendo suficientes, contratou-se mais 10 funcionários que incrementam a capacidade em 100 peças
cada um (10 x 100 = 1000), e atingem a demanda de 7000 unidades do período.
Neste cenário os custos foram:
Custo produção regular = 38.000 x R$ 10,00 = R$ 380.000,00
Custo contratação = 70 x R$ 600,00 = R$ 42.000,00
Custo demissão = 80 x R$ 700,00 = R$ 56.000,00
Custo total (CP) = 380.000 + 42.000 + 56.000 = R$ 478.000,00
3º Cenário busca-se usar estoques sempre que possível no período, usar horas extras e subcontratação
somente quando necessário no período, não contratar nem demitir.
1 2 3 4 5 6
Demanda/Previsão 7000 6000 3000 9000 8000 5000
Estoque Inicial 0 0 0 3000 0 0
Produção Regular 6000 6000 6000 6000 6000 5000
Hora Extra 1000 0 0 0 1000 0
Subcontratação 0 0 0 0 1000 0
Total 7000 6000 6000 6000 8000 5000
Prod.Reg - Prev. -1000 0 3000 -3000 -2000 0
Estoque Final 0 0 3000 0 0 0
Estoque Médio 0 0 1500 1500 0 0
Vamos analisar a coluna do período 03. Como agora a orientação é que se faça estoques quando
possível, neste caso produziu-se 6000 unidades e o estoque final ficou em 3000 unidades.
EFn = EIn + Pn – Dn
EF3 = 0 + 6000 – 3000 = 3000
O cálculo do estoque médio (EM) neste período é realizado da seguinte forma:
EMn = (EIn + EFn)/2
EM3 = (0+3000)/2 = 1500
Agora seguindo ao período seguinte, temos que
aplicar a relação da Equação 02, conforme segue:
EFn = EIn+1
EF3 = EI3+1
EF3 = EI4
3000 = 3000
O estoque final do período 3, que foi de 3000 unidades, será o estoque inicial do período seguinte, o
período 4. Simplificando, se a empresa terminou o período 3, março, com 3000 unidades em estoques,
quando iniciar o período 4, abril, ela terá as mesmas 3000 unidades.
Baseado neste cenário tem-se os seguintes custos:
Custo produção regular = 35.000 x R$ 10,00 = R$ 350.000,00
Custo hora extra = 2.000 x R$ 13,00 = R$ 26.000,00
Custo subcontratação = 1.000 x R$ 15,00 = R$ 15.000,00
Custo estocagem = 3.000 x R$ 1,00 = R$ 3.000,00
Custo total (CP) = 350.000 + 26.000 + 15.000 + 3.000 = R$ 394.000,00
Uma observação importante aqui, o cálculo do custo de estocagem considera a somatória do estoque
médio. Neste exemplo o somatório do estoque final e do estoque médio coincidiu em 3000 unidades, mas
isso não ocorre comumente, assim para calcular o custo de estocagem considere sempre o estoque
médio.
Sendo assim, baseando nos três cenários propostos, o cenário que atingirá a produção com maior
economia será o terceiro cenário com um custo de R$ 394.000,00.
Outra informação relevante para aplicação do
planejamento agregado é como ele trata de um
planejamento a médio e longo prazo (onde as
incertezas são maiores), deve ser revisto a cada
período.
Ele deve ser um planejamento vivo, e atualizar-se
sempre. De modo algum deve-se realizá-lo uma vez
no ano, e engavetá-lo, só realizando um novo no
ano seguinte. A cada período que se passa o
planejamento realizado deve ser revisto e
replanejado com informações mais atualizadas.
Exercícios
1) Quais são as quatro formas de se influenciar a demanda?
a) Propaganda; Promoção; Reserva; Produto complementar
b) Propaganda; Promoção; Qualidade; Produto Inovador
c) Propaganda; Promoção; Reserva; Produto inovador
d) Propaganda; Qualidade; Produto Inovador; Reserva
e) Propaganda; Qualidade; Reserva; Produto complementar
2) Quais as quatro principais formas de se influenciar a capacidade no método do planejamento
agregado?
a) Hora-extra; Estoques; Entrega Rápida; Subcontratar;
b) Hora-extra; Estoque; Entrega Rápida; Confiabilidade;
c) Hora-extra; Estoques; Contratar/Demitir; Subcontratar;
d) Hora-extra; Estoques; Contratar/Demitir; Confiabilidade;
e) Hora-extra; Confiabilidade; Contratar/Demitir; Subcontratar.

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