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Resposta: AS DUAS! Não só porque ela é mesmo maravilhosa (beijo, D.Clélia!) mas, principalmente, porque o artigo antes do pronome possessivo é facultativo. Fale bem alto: “Meu trauma com Português foi superado!” ou “O meu trauma com Português foi superado” (repita 20 vezes, em voz alta!!! Não estou ouvindo!!!) Viu só? Não só resolvemos um (possível) bloqueio psicológico (que talvez você esteja carregando desde a sua 2ª série do 1º grau), como constatamos que, antes de pronome possessivo, o artigo é facultativo. Então, usaremos a nossa técnica para verificar a ocorrência da crase: “... faz com que elas se submetam à sua ação.” O termo regente, o verbo submeter, exige a preposição a (“Alguém se submete a alguma situação”). O termo regido (pronome possessivo + substantivo) admite o artigo definido feminino – a sua ação. No encontro da preposição com o artigo, haverá crase: à sua ação. Ocorre que é facultativa a colocação desse artigo definido antes do pronome possessivo [(a) sua ação]. Caso não haja artigo, não haverá também crase, uma vez que o único “a” será a preposição – (a sua ação). Essa assertiva, portanto, está INCORRETA ao afirmar que o acento é obrigatório em “à sua”. Não. Ele é facultativo, porque é facultativo o emprego do artigo antes do pronome possessivo. CUIDADO quando houver, em construções com pronomes possessivos, mais de um termo regido. Neste caso, devemos respeitar o paralelismo sintático, ou seja, o que acontecer com um elemento deve acontecer também com todos os demais que exercem a mesma função sintática. Exemplo: “Preciso pedir dinheiro ..... minha mãe”. Termo regente – pedir – exige preposição a Termo regido – (a) minha mãe – como o emprego do artigo é facultativo, se houver artigo, há crase (pedir dinheiro à minha mãe); se não houver artigo, não há crase (pedir dinheiro a minha mãe). Assim, a lacuna pode ser preenchida com a ou com à. Com dois termos regidos: “Preciso pedir dinheiro ..... minha mãe e ao meu pai.” – nesse 26 caso, se houve o emprego do artigo antes do segundo elemento (ao meu pai), deve-se empregar também no outro (à minha mãe), já que ambos exercem a mesma função sintática: “Preciso pedir dinheiro à minha mãe e ao meu pai”. A lacuna, agora, só poderia ser preenchida com à. Caetano Veloso disse uma vez que “ao” é o masculino de “à”. Esta troca é plenamente válida para análise: substituir uma palavra no feminino por outra no masculino e verificar se o “à” virou “ao”. 23 - (ACE/2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando é, sem dúvida, um dos mais sérios, sobretudo porque dele decorrem inúmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comércio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilícitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que estão sujeitas, favorecem e intensificam a formação de verdadeiras quadrilhas, até mesmo com participação de empresas estrangeiras. São organizações de caráter empresarial, estruturadas para promover tais práticas nos mais variados ramos de atividade. (Adaptado de www.unafisco.org.br, 30/10/2000) Julgue a assertiva abaixo. d) Em “a que estão sujeitas”(l.7), “a” admite o uso de sinal indicativo de crase. Item INCORRETO Comentário. Na passagem “aliados ao baixo risco a que estão sujeitas”, o pronome relativo que substitui baixo risco (“estão sujeitas a baixo risco”). Assim, percebe-se que o termo regente da preposição a é o adjetivo sujeitas. O termo regido é o pronome relativo. Como o pronome relativo não aceita artigo definido feminino antes de si, não ocorre crase, o que nos leva a afirmar que a assertiva está incorreta. 24 - (AFC CGU 2003/2004) O que leva um compositor popular consagrado, uma glória da MPB, a escrever romances? Para responder a essa pergunta, convém 27