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SEMANA 02 - 29/01 PREVENTIVA SUMÁRIO TEMA PÁGINA STRIKE: VIOLÊNCIAS 1 STRIKE: PREVENÇÃO QUATERNÁRIA 6 DISCURSIVA MASTER: URETRITE 8 1 PREVENTIVA STRIKE: VIOLÊNCIAS DEFINIÇÃO Violência doméstica é uma grave violação dos direitos humanos e pode assumir diversas formas. Negligência: caracterizada pela falta de cuidados e atenção necessários para garantir a proteção, desenvolvimento e bem-estar de uma criança ou adolescente. Pode ser intencional ou não intencional e pode ocorrer em diversas áreas, como saúde, educação, alimentação, higiene e segurança. Acidente: Ocorrência imprevista e indesejada que pode resultar em lesões ou morte. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns em crianças e adolescentes devido à sua curiosi- dade, impulsividade e falta de experiência. TIPOS DE VIOLÊNCIA • Física: Causar dor ou lesão corporal, como socos, chutes, queimaduras ou qualquer outro meio que cause dano à saúde ou integridade física. • Psicológica: Ações que causam danos emocionais e diminuição da autoestima ou que prejudicam e perturbam o pleno desenvolvimento da mulher, como ameaças, humilhações, e isolamento social. • Sexual: Qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força. • Patrimonial: Retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. • Moral: Calúnia, difamação ou injúria. VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A violência contra a mulher é uma das mais persistentes violações dos direitos humanos. No Brasil, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) foi um marco legislativo significativo na luta contra a violência doméstica e familiar contra as mulheres. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher realizada pelo DataSenado em 2023 revelou que 30% das mulheres no Brasil sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. Dentre elas, uma grande proporção foi de violência física, e os índices variam conforme a renda das mulheres. LEI MARIA DA PENHA A Lei Maria da Penha foi nomeada em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu duas tentativas de assassinato por parte de seu marido e lutou por muitos anos para que ele fosse punido. A lei tem como objetivo proteger as mulheres da violência doméstica e familiar e estabelece medidas de prevenção e punição para os agressores. A Lei Maria da Penha é um instrumento legal importante na luta contra a violência doméstica, mas sua efetividade depende do comprometimento de toda a sociedade e do sistema de justiça, bem como da implementação de políticas públicas integradas e continuadas. 2 PREVENTIVA Alguns direitos das mulheres vítimas de violência: MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA: A lei prevê medidas protetivas de urgência que podem ser aplicadas imediatamente após a denúncia ou constatação de risco à mulher. Estas incluem: • Afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima. • Proibição de aproximação da vítima e de seus familiares. • Restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. • Restrição do porte de armas do agressor. • Encaminhamento da mulher e de seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento. LEMBRE-SE O PROFISSIONAL DE SAÚDE deve ORIENTAR a paciente a fazer um Boletim de Ocorrência, mas essa decisão deve ser tomada pela vítima. Ela não deve ser coagida ou julgada caso não registrar o ocorrido as autoridades policiais, e seu atendimento e acolhimento deve ocorrer normalmente, mesmo que ela não tenha feito o B.O MAS O QUE É VIOLÊNCIA DOMÉSTICA? A violência doméstica é um padrão de comportamento abusivo que é utilizado por um membro da família contra outro para ganhar ou manter o controle. Ela transcende raça, religião, classe social e orientação sexual, afetando tanto homens quanto mulheres de todas as idades. Embora os tipos mais conhecidos de violência doméstica sejam o abuso físico e sexual, outras formas incluem abuso emocional, psicológico, e a privação econômica ou financeira. É importante destacar que a violência pode ser manifestada de forma sutil e manipulativa, como através do isolamento social da vítima, chantagem emocional, e destruição da autoestima. ATUAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE Profissionais de saúde são orientados a identificar sinais de violência e a atuar de forma a garantir a segurança e o atendimento integral às necessidades de saúde da mulher. Devem, ainda, notificar os casos de violência, conforme previsto em lei, e orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre como acessar as redes de apoio social e jurídico. A atuação do Ministério da Saúde também inclui campanhas de conscientização, capacitação profissional e integração com redes de apoio a mulheres em situação de violência. CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO: A Lei Maria da Penha também busca promover a conscientização para prevenir a violência contra a mulher. Campanhas educativas e políticas públicas são desenvolvidas para disseminar informações sobre os direitos das mulheres e para alterar padrões socioculturais de aceitação da violência. APOIO E RECURSOS: O Brasil possui uma rede de apoio que inclui serviços como o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAMs), centros de referência, e casas-abrigo que oferecem acolhimento temporário para mulheres em situação de risco. STRIKE: VIOLÊNCIAS 3 PREVENTIVA VIOLENCIA CONTRA CRIANÇA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE: De acordo com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, no primeiro semestre de 2021, foram registradas 50.098 denúncias de violência contra esta população, das quais 81% ocorreram dentro do próprio lar das vítimas. A maior parte das violações foi praticada por pessoas próximas ao convívio familiar, sendo as mães e os pais frequentemente citados como os principais agressores. Índice de agressão: pai, 25% dos casos e mãe, 50% dos casos relatados. Quanto ao perfil dos casos reportados, mais de 93% das denúncias apontam para violações contra a integridade física ou psíquica das crianças e adolescentes, e mais de 70% desses casos ocorriam todos os dias. A situação é ainda mais alarmante quando se considera que muitas dessas violações já ocorriam há mais de um ano antes de serem reportadas. A residência das vítimas é o local mais comum de ocorrência desses abusos, especialmente em relação à violência sexual. O Ministério da Saúde, em sua campanha de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, apontou que entre 2015 e 2021, foram notificados quase 203 mil casos de violência sexual, com um número crescente de notificações a cada ano. A maioria dos agressores são do sexo masculino e conhecidos das vítimas, e há uma predominância de vítimas do sexo feminino, embora se acredite que exista um sub-registro de casos entre meninos. QUANDO SUSPEITAR? Em casos suspeitos ou confirmados de violência contra crianças e adolescentes, o profissional de saúde deve estar atento aos sinais e sintomas presentes no exame físico que possam sugerir violência: • hematomas de diferentes idades; • fraturas em diferentes estágios de cicatrização; • queimaduras; • comportamento excessivamente retraído ou agressivo; • atraso no desenvolvimento; • entre outros. Diante de qualquer suspeita, é imperativo realizar uma notificação compulsória e acionar o conselho tutelar, as quais são as medidas uma medida de proteção e está prevista em lei. O sigilo deve ser mantido, exceto em relação às autoridades competentes, e o acompanhamento interdisciplinar – com equipe eMulti - é fundamental para o suporte integral à criança ou adolescente vítima de violência. STRIKE: VIOLÊNCIAS 4 PREVENTIVA RESUMO DO MANEJO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE 1. Acolhimento —> criança pode estar assustadaou confusa com o ocorrido. 2. Se houver lesões visíveis, é importante registrar fotograficamente cada lesão. 3. Avaliação de forma completa o estado físico e mental da criança. 4. Comunicar o caso às autoridades competentes, como o Conselho Tutelar ou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), conforme as políticas locais. 5. Durante todo o processo, é importante manter a confidencialidade e privacidade da criança e da família. 6. Suporte Psicológico. 7. Documentar todas as informações relevantes do atendimento. SÍNDROME DO BEBÊ SACUDIDO A Síndrome do Bebê Sacudido (SBS), também conhecida como trauma craniano abusivo, é uma forma grave de abuso infantil que resulta em lesão cerebral traumática. Esta síndrome ocorre quando um bebê é violentamente sacudido, causando um movimento acelerado do crânio. Esta ação pode levar a lesões cerebrais devastadoras ou mesmo fatais. O mecanismo de lesão na SBS é atribuído à inércia cerebral. O cérebro do bebê, desproporcionalmente grande e pesado em relação ao corpo, e com musculatura cervical ainda fraca, move-se dentro do crânio quando a cabeça é sacudida. Isso pode causar hemorragias subdural e subaracnóide, edema cerebral e lesões axonais difusas devido à força de cisalhamento gerada pelas acelerações e desacelerações rápidas. Bebês com SBS podem apresentar um espectro de sinais clínicos, variando de irritabilidade e letargia a convulsões e coma. Alguns podem apresentar dificuldade de alimentação, vômitos, rigidez ou flacidez dos membros, dificuldade respiratória, ou alterações no estado de consciência. STRIKE: VIOLÊNCIAS 5 PREVENTIVA TRÍADE SUGESTIVA DE SBS: Por fim, é essencial que se estabeleça um plano de cuidados contínuos, incluindo o agendamento de consultas de acompanhamento e a avaliação da necessidade de intervenções adicionais. A atenção à segurança da vítima ao sair da unidade de saúde também deve ser considerada, planejando-se estratégias para minimizar o risco de retaliação pelo agressor. A notificação do caso é obrigatória e deve ser feita de maneira a proteger a identidade da vítima. • SEMPRE compartilhar consulta com equipe e-MULTI • Em casos envolvendo criança ou adolescente – ACIONAR o Conselho Tutelar além da notificação via SINAN • No caso de violência doméstica – o B.O não é obrigatório para se realizar o atendimento médico. STRIKE: VIOLÊNCIAS 6 PREVENTIVA STRIKE: PREVENÇÃO QUATERNÁRIA Prevenção quaternária é um conceito relativamente recente na área da saúde, que se refere a um conjunto de medidas destinadas a evitar a medicalização excessiva e a sobreutilização de intervenções médicas desnecessárias. O objetivo da prevenção quaternária é proteger os pacientes dos danos causados por intervenções médicas excessivas, desnecessárias ou inapropriadas, que podem levar a diagnósticos equivocados, tratamentos excessivos e desnecessários, exames invasivos ou desnecessários, hospitalizações prolongadas e outras consequências negativas. A prevenção quaternária é um conceito relativamente recente na área da saúde, que surgiu na década de 1980, na Europa, como uma resposta à medicalização excessiva e à crescente preocupação com os efeitos adversos dos tratamentos médicos. O termo foi cunhado pelo médico belga Marc Jamoulle, em 1995, e popularizado pelo médico brasileiro Luis Carlos Silva Ayres, que o utilizou em uma publicação sobre prevenção de doenças cardiovasculares. Desde então, a prevenção quaternária vem ganhando importância e reconhecimento em todo o mundo, como uma estratégia essencial para proteger os pacientes dos danos causados por intervenções médicas desnecessárias ou excessivas, e promover uma abordagem mais cuidadosa e individualizada da saúde. Atualmente, a prevenção quaternária é amplamente reconhecida como uma abordagem ética e eficaz para evitar a medicalização excessiva e promover a saúde dos pacientes, e é promovida por diversas organizações e profissionais de saúde em todo o mundo. Um exemplo de aplicação da prevenção quaternária pode ser visto na prescrição de medicamentos para idosos com múltiplas comorbidades. Muitas vezes, esses pacientes são submetidos a uma grande quantidade de medicamentos, muitas vezes desnecessários ou que podem interagir negativamente entre si, aumentando o risco de efeitos adversos e prejudicando a qualidade de vida. Nesse contexto, a prevenção quaternária pode ser aplicada através da redução do número de medicamentos prescritos, priorizando aqueles que são realmente necessários e evitando os que podem causar mais prejuízos do que benefícios. Além disso, a prevenção quaternária também pode ser aplicada através da promoção de mudanças no estilo de vida e na alimentação, que podem ajudar a controlar as comorbidades e reduzir a necessidade de medicamentos. Essa abordagem, que prioriza a individualização do tratamento e a preservação da saúde dos pacientes, é um exemplo concreto de como a prevenção quaternária pode ser aplicada na prática clínica, promovendo uma medicina mais cuidadosa e consciente. 7 PREVENTIVA EM RESUMO: • A prevenção quaternária é uma estratégia destinada a evitar a medicalização excessiva e a sobreutilização de intervenções médicas desnecessárias. • O objetivo da prevenção quaternária é proteger os pacientes dos danos causados por intervenções médicas excessivas, desnecessárias ou inapropriadas. • A prevenção quaternária busca promover intervenções médicas somente quando realmente necessárias e justificadas, e sempre respeitando a autonomia e a dignidade dos pacientes. • A prevenção quaternária pode ser aplicada em diversas áreas da saúde, como na prescrição de medicamentos, na realização de exames e procedimentos invasivos, e na promoção de mudanças no estilo de vida e na alimentação. • A prevenção quaternária é uma abordagem ética e eficaz para evitar a medicalização excessiva e promover a saúde dos pacientes, e é promovida por diversas organizações e profissionais de saúde em todo o mundo. STRIKE: PREVENÇÃO QUATERNÁRIA 8 PREVENTIVA DISCURSIVA MASTER: URETRITE URETRITES NO HOMEM As uretrites são caracterizadas por inflamação e corrimento uretral. Os agentes microbianos das uretrites podem ser transmitidos por relação sexual vaginal, anal e oral. O corrimento uretral costuma ter aspecto de mucoide a purulento, com volume variável, estando associado a dor uretral (independentemente da micção), disúria, estrangúria (micção lenta e dolorosa), prurido uretral e eritema de meato uretral. Os agentes etiológicos mais frequentes das uretrites são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. Outros agentes, como Trichomonas vaginalis, Ureaplasma urealyticum, enterobactérias (nas relações anais insertivas), Mycoplasma genitalium, vírus do herpes simples (HSV, do inglês Herpes Simplex Virus), adenovírus e Candida sp. são menos frequentes. Causas traumáticas (produtos e objetos utilizados na prática sexual) devem ser consideradas no diagnóstico diferencial das uretrites. Fatores relevantes para a história clínica: • Práticas sexuais • Uso de preservativos • Parcerias sexuais • Comportamento sexual de risco • História de Ist’s • Utilização de Objetos • Presença de corrimento e aspecto • Presença de lesões • Sintomas associados (disúria, estrangúria, prurido, secreção) • Febre • Idade • Tempo de evolução Frente a qualquer situação sexual de risco: 1) Verificar vacinação: HEPATITE B, HEPATITE A, HPV. 2) Solicitar testes rápidos: HIV, Hep. B e C e Sífilis. 3) Orientar práticas sexuais seguras. 9 PREVENTIVA DISCURSIVA MASTER: URETRITE 10 PREVENTIVA FLUXOGRAMA PCDT DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DISCURSIVA MASTER: URETRITE STRIKE: VIOLÊNCIAS STRIKE: PREVENÇÃO QUATERNÁRIA DISCURSIVA MASTER: URETRITE