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1 Tutoria 3.1-Geriatria Idoso QAS 1- Defina caquexia no idoso (dados clínicos, exames complementares, diagnósticos diferencial e medidas terapêuticas) Definição: Em 2009, Bozetti et al., definiram a caquexia como um “processo no qual há perda de peso e massa celular, em concomitância à redução da ingestão”. Considerando isso, o paciente com caquexia pode apresentar sintomas como anorexia, inflamação, resistência insulínica e a proteólise. Pensando em um paciente com uma doença grave e risco de vida, como no câncer, a perda de peso é um achado comum. No entanto, os pacientes com caquexia não perdem peso apenas pela menor ingestão calórica. Isso fica claro quando, em oposição à inanição simples, mesmo com com suplementação de calorias, o quadro não é revertido na caquexia. Apesar de a caquexia vir sendo descrita há muitos anos, ainda se desconhece a sua etiologia ou uma terapia que a reverta. Fisiopatologia Ela pode ser conduzida por uma inflamação sistêmica, devido à um aumento da concentração tecidual de fatores pró-inflamatórios. Um outro mecanismo fisiopatológico é o aumento do metabolismo de proteínas, o que explica a proteólise. Além dele, uma aumento do turnover e a inibição do transporte de aminoácidos na musculatura esquelética. Quanto ao metabolismo lipídico, tem-se uma queda brusca da tecido gorduroso, de maneira similar ao que acontece com a massa magra do paciente com caquexia. Ainda, a doença conta com uma diminuição de captação e oxidação de gordura no cérebro, fígado e músculo. A neoglicogênese aumentada associada à resistência insulínica e degradação do glicogênio hepático, tem-se alterações severas no metabolismo dos carboidratos. Avaliação Quando associada ao câncer, os critérios diagnósticos para definir a caquexia incluem a perda de peso, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC), ou presença de sarcopenia. Ainda, o grupo que preconizou os estágios da doença a dividiram em pré-caquexia, caquexia e a caquexia refratária. Como abaixo: Para a inclusão dos pacientes, é determinada a concentração de proteína C-reativa no soro, avaliação da anorexia e fatores correlatos. Tais fatores são: • Redução do apetite; • Alterações na percepção gustativa e olfativa; • Motilidade gastrointestinal reduzida; • Dor, entre outros. Outros pontos a serem avaliados são os metabólitos indicadores de catabolismo, massa e força muscular (dinamometria dos membros superiores), bem como manifestações psicossociais. 2 Tutoria Entender a classificação do seu paciente é fundamental para ofertar o melhor tratamento para ele. Assim, considerando um paciente com caquexia do câncer, tem-se: Orientação nutrológica para a caquexia Estimulantes de apetite Como exemplos de estimulantes de apetite que podem ser ofertados para os pacientes nessa condição, tem-se: • Progestágenos: o Acetato de Megestrol é capaz de inibir o neuropeptídeo Y no hipotálamo e modula os canais de cálcio no núcleo ventro medial (NVM) do hipotálamo – centro da saciedade. • Corticóides: Age inibindo as proteínas pró inflamatórias IL-1 e TNF-∂. Essas diminuem a ingestão e atuam sobre os receptores anorexígenos como a leptina, o fator de liberação de corticotropina e a serotonina, em também aumentando o nível do neuropeptídeo Y que é responsável pelo aumento de apetite. • Anabolizantes: promovem o acúmulo de proteína e impede a perda progressiva de nitrogênio associada à caquexia. Medidas dietéticas na caquexia Considerando a caquexia como uma doença associada ao risco de vida do paciente, nesse momento é importante conhece hábitos alimentares e preferências dele. Assim, é possível que estratégias que preservem uma melhor qualidade de vida sejam traçadas. É importante saber que muitos pacientes nessa condição possuem uma alteração do paladar e olfato, o que limita o consumo de alimentos via oral. Medidas que podem favorecer caso essa seja a circunstância do seu paciente são: • Alimentação em ambiente agradável; • Boa apresentação da refeição; • Evitar isolamento do paciente durante as refeições, a fim de tornar o momento mais agradável; • Refeições menores e mais vezes ao longo do dia. É importante ressaltar que a manutenção da ingesta energética favorece a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes em cuidados paliativos. Terapia nutricional Aderir ou não à terapia nutricional deve ser muito bem avaliada por você e pela equipe que acompanha seu paciente. Considerando um paciente com câncer, por exemplo, fazer o uso de via enteral ou parenteral é raramente indicado. Por esse motivo, quando é indicada a terapia nutricional a melhor opção é a Terapia Nutricional Oral (TNO), por meio de complementos nutricionais. 3 Tutoria Ainda assim, alguns estudos sugerem que apesar da reposição nutricional, a velocidade da perda de peso chega a ser maior. Ou seja, ainda é mantido um déficit calórico significativo. Por esse motivo, a família e o paciente devem ser esclarecidos sobre isso previamente. Perguntas frequentes 1. Quais são as doenças mais relacionadas ao quadro de caquexia? Doenças como câncer, insuficiência renal, hepatopatia, AIDS e DPOC estão associadas ao desenvolvimento da caquexia. 2. O que explica o desenvolvimento da caquexia? O desenvolvimento da caquexia é multifatorial, estando o fator hormonal associado, como a diminuição da leptina, grelina e a proteólise. 3. Existe alguma expectativa de abordagem mais preventiva da caquexia no futuro? Futuramente é pensada a utilização de agonistas b2 (formoterol), antagonistas da melanocortina e de SARM’S, pensando em seu tratamento. https://sanarmed.com/caquexia-orientacoes-nutrologicas-cuidados-paliativos-posnut/ QAS 2- Fatores etiológicos, faixa etária, gênero e condição social das síndromes consumptivas. A Síndrome Consumptiva pode também ser encontrada como “emagrecimento involuntário” em diversas literaturas. Ambos podem ser definidos como o estado patológico resultante de absoluta ou relativa deficiência de proteína e energia. Caso a balança pese mais no gasto de energia, ocorre o emagrecimento. • A caquexia é a perda de peso associada à perda de massa muscular, podendo haver ou não perda de gordura. É o estado mais grave do emagrecimento. • A desnutrição, por sua vez, é a deficiência de nutrientes específicos ou globais, associada ou não com a perda de peso. • A sarcopenia é usualmente uma síndrome geriátrica, caracterizada por perda de massa muscular, de força e de desempenho, gerando um déficit funcional no idoso. • desnutrição energético-proteica (DEP) ocorre por aporte inadequado de energia associado ou não ao déficit de proteínas Definição: Para definição da síndrome consumptiva, devemos ter em mente que tanto o grau de emagrecimento, bem como o tempo em que ele ocorreu, devem ser avaliados sempre de acordo com o seu peso basal anterior ao quadro de emagrecimento involuntário. Considera-se emagrecimento involuntário se houve perda de > 2% do peso basal em 1 semana, >5% em 1 mês, >7,5% em 3 meses e > 10% em 6 a 12 meses. Algumas situações devem ser avaliadas de forma específicas, como em idosos, nos quais considera-se síndrome consumptiva em perdas maiores que 5% em 6 a 12 meses e em pacientes portadores de anorexia nervosa, nos quais considera-se emagrecimento involuntário em perdas maiores que 15% em 6 meses. Etiologia: A síndrome consumptiva possui incidência semelhante entre homens e mulheres. Seus principais fatores de risco são o tabagismo, a idade avançada e um autorrelato de “mal estado de saúde”, ou seja, uma saúde prejudicada basalmente. Esses fatores supracitados também são associados a um pior prognóstico no emagrecimento, assim como o fator idade (pacientes idosos), deficientes físicos e pacientes com doença sistêmica crônica. https://sanarmed.com/caquexia-orientacoes-nutrologicas-cuidados-paliativos-posnut/ 4 Tutoria Se estima que 15 a 20% de todosadultos com mais de 65 anos terão emagrecimento involuntário se acompanhados e observados por um período de 5 a 10 anos. • neoplasias malignas, a causa mais comum entre elas, ocorrendo em cerca de 15 a 37% dos pacientes com emagrecimento involuntário. • Em seguida, existem as causas gastrointestinais não malignas e as causas psiquiátricas, ambas representando cerca de 10 a 20% do total. Mais de 25% dos casos de emagrecimento involuntário não apresentam uma causa definida. Fisiopatologia Para compreender o mecanismo fisiopatológico da síndrome consumptiva, devemos lembrar da balança que falamos ali em cima. A perda de peso só ocorrerá se houver uma diminuição do aporte de energia e/ou um aumento do gasto energético e/ou a perda de energia por via urinária ou intestinal. Em cada patologia predisponente um desses componentes vai predominar, ou eles podem estar associados em uma mesma doença. Cada doença ou grupo de doenças associadas ao emagrecimento involuntário possui seu mecanismo fisiopatológico específico, que será explicado em seguida. Neoplasias As neoplasias culminam em emagrecimento normalmente secundário a anormalidades metabólicas. Devemos lembrar que o câncer é uma doença eminentemente inflamatória, portanto há uma grande produção e liberação de citocinas, como a TNF alfa, IL-1, IL-6, as quais são anorexígenas e geram saciedade precoce. Além disso, podem promover a perda de massa magra, através do estímulo aos processos de lipólise e proteólise. O sítio específico acometido pela neoplasia também pode gerar mecanismos para o emagrecimento. Em exemplo, cânceres de cabeça e pescoço podem gerar anosmia, ageusia, hiporexia, disfagia, bem como em neoplasias do trato gastrointestinal (TGI) pode ocorrer náuseas, vômitos, diarreia e má absorção intestinal. HORA DA REVISÃO: Vamos relembrar alguns importantes conceitos semiológicos? • Anosmia = Perda do olfato • Ageusia = Perda do paladar • Hiporexia = Redução parcial do apetite • Disfagia = Dificuldade para deglutir O paciente portador de uma neoplasia não consegue restabelecer o seu peso basal justamente pela conjuntura anorexígena da doença, associada ao estado metabólico de gasto energético acelerado (estímulos de proteólise, lipólise, entre outros). https://sanarmed.com/sindrome-consumptiva/ QAS 3- O que são os Nove D´s? Segundo Robbins17, podem-se resumir as causas de perda de peso em idosos com o mnemônico dos nove “Ds”: • dentição (próteses dentárias mal-adaptadas, dor ao mastigar, diminuição do paladar, lesões gengivais); • disgeusia (perda do olfato e do paladar com a idade, efeito de drogas); • disfagia; diarreia; doença; depressão; demência (perda progressiva dos instintos de sede e fome); • disfunção (perda de ente querido, condições socioeconômicas precárias, dependência); • drogas. Estão envolvidos, muitas vezes, um ou mais fatores. O câncer é a causa identificável isolada mais comum de perda de peso nos idosos (Morley et al.19), responsável por menos de 20% dos casos. O subgrupo isolado mais frequente nessa população (Marton et al. 15; Rabinovitz et al.12) é o de causas indefinidas, incluindo-se psiquiátricas, particularmente a depressão. O câncer, nesses cinco estudos, é, isoladamente, a causa orgânica mais comum da perda de peso; entretanto, as doenças não-malignas predominam em seu conjunto, sendo as que acometem o trato gastrointestinal as de particular relevância, por constituírem a causa orgânica não-maligna mais frequente. A avaliação negativa situou-se em torno de 25% nos três primeiros estudos, sendo menor nos dois últimos. As causas psiquiátricas apresentaram variação mais ampla. Na mais recente dessas investigações, de BilbaoGaray et al.16, as variáveis preditivas, negativa ou positiva de uma doença orgânica foram: idade > 50 anos (OR:8,6; IC:95%:1,7-43,6); sintomas psiquiátricos (OR: 0,2; IC95%: 0,1-0,8); tabagismo (OR: 14,3; IC95%: 2,3- 74); presença de “sintomas-guia”, isto é, os que apontam para uma doença específica, como sintomas respiratórios ou gastrointestinais (OR: 8,0; IC95%: 1,8- 34,4); e anemia (OR: 3,1; IC95%: 2,5-387). Leduc et al. 8 e Huerta et al. 9 revelaram maior prevalência de transtornos psiquiátricos (sobretudo estresse e depressão) e de causas orgânicas em 60 e 42%; e 29 e 34% em suas casuísticas, respectivamente. https://sanarmed.com/sindrome-consumptiva/ 5 Tutoria Artigo científico! file:///C:/Users/Usuario/Downloads/v20n1a15%20(1).pdf QAS 4- Quais as repercussões da síndrome idoso frágil? Embora ainda não exista concordância sobre esse conceito na literatura gerontológica, é unânime a compreensão de que a fragilidade atinge os domínios físico, biológico, psicológico e social, resultando no desequilíbrio das reservas homeostáticas e aumento da vulnerabilidade a estressores, o que gera inúmeras consequências prejudiciais para a vida da pessoa idosa, tais como a ocorrência de quedas, incapacidades e limitações, institucionalização, hospitalização e comorbidade, ou mesmo morte(3). A vulnerabilidade fisiológica desses indivíduos promovem maior risco de eventos adversos, como dependência, incapacidade, lesões, quedas, doenças agudas, lenta recuperação, maiores taxas de hospitalização, institucionalização de longa permanência e mortalidade elevada. Portanto, o entendimento de que se trata de uma síndrome biológica de reserva funcional reduzida e diminuição de resistência aos estressores, resultante de um declínio cumulativo de múltiplos sistemas fisiológicos e causando vulnerabilidade a desfechos adversos. Entre os acometimentos podemos citar a perda cumulativa de massa muscular que gera perda de força muscular, fraqueza, fadiga e diminuição da capacidade de realizar tarefas do cotidiano. Além disso, a sarcopenia gera diminuição da taxa metabólica, alteração da termorregulação, eixo da insulina e regulação de hormônios anabólicos. No sistema imune podemos observar comprometimento das imunidades celular e humoral, gerando aumento de vulnerabilidade à infecções e redução da capacidade de resposta às demandas, além de mecanismos de inflamação generalizados com elevação de citocinas inflamatórias. A fragilidade física deve ser diferenciada da fraqueza física que pode ser prevenida e tratada com exercícios, suplementação, vitamina D, redução de polifarmácia e rastreios que permitem a identificação precoce para intervenção. Já a incapacidade é definida como a limitação física ou cognitiva, como a dependência para mobilidade e realização de atividades básicas. Idosos nessas condições constituem grupo de risco para a síndrome de fragilidade quando comparados a outros idosos que não apresentam os mesmos problemas funcionais. Outro marcador indicativo de fragilidade é a presença de múltiplas doenças crônicas por aumentar a associação a desfechos negativos, porém não pode, por si só, identificar indivíduos frágeis. Para a Clinical Fraity Scale, todos os déficits potenciais presentes no indivíduo (sinais, sintomas, condições geriátricas, alterações laboratoriais, incapacidades) devem ser listados e somados, sendo o somatório em diferentes condições de saúde e distintos níveis (clínico, fisiológico, funcional) o preditor de mortalidade. O resultado da perda de reserva agregada em múltiplos sistemas conduziria então a um declínio global, gerando a uma espiral negativa de declínio. Identificação do Idoso Frágil No Brasil, os profissionais de saúde na atenção primária tendem a considerar um idoso como frágil baseando-se em sua aparência geral, ou quando tal indivíduo apresenta múltiplas doenças ou comorbidades. Para esses profissionais, a identificação adequada de idosos frágeis ou em risco de fragilização necessita ser simples e rápida. Alguns estudos testaram a eficácia de alguns instrumentos na identificação de fragilidade em idosos na atenção primária de saúde, mas nenhum destes instrumentos foi especificamente concebido para identificação do idosofrágil, segundo a concepção de maior vulnerabilidade ao declínio funcional 10-12. Além disso, estudos em países em desenvolvimento, com o propósito de encontrar um instrumento para tal identificação, são escassos. O IVCF-20 O IVCF-20 (Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional – 20) foi desenvolvido e validado no Brasil, a partir de outros instrumentos de triagem rápida amplamente citados na literatura. É um instrumento simples e de rápida aplicação (5 a 10 minutos), que avalia as principais dimensões consideradas preditoras de declínio funcional e/óbito em idosos: a idade, a file:///C:/Users/Usuario/Downloads/v20n1a15%20(1).pdf 6 Tutoria auto-percepção da saúde, as atividades de vida diária, a cognição, o humor, a mobilidade, a comunicação e a presença de comorbidades múltiplas. Portanto, O IVCF-20 pode ser considerado uma metodologia de Avaliação Geriátrica Ampla, que pode ser realizada por profissionais não especialistas em Geriatria e Gerontologia. Pode ser utilizado por qualquer profissional de saúde ou até mesmo pelo próprio idoso e seus familiares. O IVCF-20 é um questionário que contempla aspectos multidimensionais da condição de saúde do idoso, sendo constituído por 20 questões distribuídas em oito seções: idade (1 questão), auto-percepção da saúde (1 questão), incapacidades funcionais (4 questões), cognição (3 questões), humor (2 questões), mobilidade (6 questões), comunicação (2 questões) e comorbidades múltiplas (1 questão). Cada seção tem pontuação específica que perfazem um valor máximo de 40 pontos. Quanto mais alto o valor obtido, maior é o risco de vulnerabilidade clínico-funcional do idoso. A pontuação máxima obtida no IVCF-20 compõe o seu próprio nome: 20 pontos. Idosos que atingem até 6 pontos são classificados como idosos “robustos”. Aqueles com pontuação maior ou igual a 15 pontos são idosos frágeis ou de alta vulnerabilidade. Aqueles com pontuação intermediária, ou seja, que pontuam entre 7 e 14 pontos, são classificados como de “média vulnerabilidade” e necessitam de uma avaliação mais apurada se são ou não considerados como idosos frágeis. Além do reconhecimento do idoso frágil, que pode ser feito por qualquer profissional de saúde e até mesmo pelos cuidadores e familiares, o IVCF-20 também sinaliza algumas intervenções que podem ser implementadas independentemente de uma avaliação geriátrica-gerontológica ampla, a partir da observação de quais grandes dimensões da saúde do idoso o mesmo pontuou mais. Dessa forma, o IVCF-20 pode ajudar tanto os familiares quanto os profissionais de saúde a identificar aqueles pontos de maior fragilidade do idoso, podendo indicar aquelas funções clínico-funcionais que merecem maior atenção. Conclusão O reconhecimento do idoso de risco é fundamental para o estabelecimento de uma linha de cuidado capaz de recuperar ou manter a autonomia e a independência do idoso, como recomendado pela Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. A Avaliação Geriátrica Ampla é uma metodologia de avaliação multidimensional do idoso que deve ser realizada por equipe geriátrico-gerontológica especializada e apresenta alto custo para o sistema de saúde. Sabe-se que nem todo idoso se beneficia dessa avaliação mais complexa. O IVCF- 20 pode ser considerado uma AMI inicial, que determinará a necessidade ou não de encaminhamento para atenção secundária, conforme a necessidade do idoso e a disponibilidade local, de tempo e de equipes geriátrico-gerontológicas especializadas. Além disso, permite identificar os principais marcadores de fragilidade do idoso por profissionais de saúde e até mesmo pelos familiares e cuidadores. https://sanarmed.com/reconhecimento-rapido-do-idoso-fragil-colunistas/ https://sanarmed.com/sindrome-de-fragilidade-pgtr/ QAS 5-Importância da atuação multidisciplinar para pacientes idosos. A atuação multidisciplinar é fundamental para o cuidado de pacientes idosos, pois permite uma abordagem integrada e abrangente, atendendo às múltiplas dimensões da saúde física, mental e social que muitas vezes se apresentam de forma complexa na terceira idade. Esse modelo de atenção envolve profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, cada um contribuindo com sua expertise para a promoção de uma assistência completa e personalizada. As principais importâncias dessa abordagem incluem: 1. Avaliação Integral das Necessidades do Idoso: Profissionais multidisciplinares conseguem avaliar o idoso de maneira completa, identificando riscos e necessidades em áreas diversas como mobilidade, cognição, nutrição e suporte social, muitas vezes invisíveis em uma abordagem fragmentada. Isso melhora a identificação precoce de problemas como declínio funcional, desnutrição e risco de quedas. 2. Prevenção e Controle de Doenças Crônicas: Pacientes idosos geralmente apresentam múltiplas doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e artrite. A equipe multidisciplinar é essencial para monitorar essas condições, ajustar tratamentos e promover educação para a saúde, reduzindo complicações e hospitalizações. 3. Promoção da Autonomia e Qualidade de Vida: Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais ajudam a manter ou melhorar a autonomia funcional dos idosos, fornecendo suporte em atividades da vida diária e https://sanarmed.com/reconhecimento-rapido-do-idoso-fragil-colunistas/ https://sanarmed.com/sindrome-de-fragilidade-pgtr/ 7 Tutoria promovendo adaptações no ambiente. Isso contribui para uma melhor qualidade de vida e reduz a dependência. 4. Apoio Psicossocial e Bem-estar Emocional: Psicólogos e assistentes sociais desempenham papel importante ao ajudar os idosos e suas famílias a lidar com questões emocionais e sociais, como solidão, perda de familiares e adaptação às mudanças da idade avançada. Esse apoio é crucial para o bem-estar emocional, prevenindo transtornos como depressão e ansiedade. 5. Coordenação e Continuidade do Cuidado: A equipe multidisciplinar facilita a coordenação entre diferentes serviços de saúde e acompanhamento após alta hospitalar, o que é essencial para a continuidade do cuidado. Isso evita descontinuidade no tratamento e melhora os resultados clínicos. Essa atuação integrada é vital para garantir um cuidado centrado no idoso, que respeita suas particularidades e promove um envelhecimento mais saudável e ativo. Chat 8 Tutoria