Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 Tutoria 
3.1-Geriatria 
Idoso 
QAS 1- Defina caquexia no idoso (dados clínicos, exames complementares, diagnósticos 
diferencial e medidas terapêuticas) 
 Definição: Em 2009, Bozetti et al., definiram a caquexia como um “processo no qual há perda 
de peso e massa celular, em concomitância à redução da ingestão”. 
Considerando isso, o paciente com caquexia pode apresentar sintomas como anorexia, 
inflamação, resistência insulínica e a proteólise. 
Pensando em um paciente com uma doença grave e risco de vida, como no câncer, a perda 
de peso é um achado comum. No entanto, os pacientes com caquexia não perdem peso 
apenas pela menor ingestão calórica. Isso fica claro quando, em oposição à inanição 
simples, mesmo com com suplementação de calorias, o quadro não é revertido na 
caquexia. 
Apesar de a caquexia vir sendo descrita há muitos anos, ainda se desconhece a sua 
etiologia ou uma terapia que a reverta. 
Fisiopatologia 
Ela pode ser conduzida por uma inflamação sistêmica, devido à um aumento da 
concentração tecidual de fatores pró-inflamatórios. 
Um outro mecanismo fisiopatológico é o aumento do metabolismo de proteínas, o que 
explica a proteólise. Além dele, uma aumento do turnover e a inibição do transporte de 
aminoácidos na musculatura esquelética. 
Quanto ao metabolismo lipídico, tem-se uma queda brusca da tecido gorduroso, de 
maneira similar ao que acontece com a massa magra do paciente com caquexia. Ainda, a 
doença conta com uma diminuição de captação e oxidação de gordura no cérebro, fígado 
e músculo. 
A neoglicogênese aumentada associada à resistência insulínica e degradação do 
glicogênio hepático, tem-se alterações severas no metabolismo dos carboidratos. 
Avaliação 
Quando associada ao câncer, os critérios diagnósticos para definir a caquexia incluem a 
perda de peso, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC), ou presença de sarcopenia. 
Ainda, o grupo que preconizou os estágios da doença a dividiram em pré-caquexia, 
caquexia e a caquexia refratária. Como abaixo: 
 
Para a inclusão dos pacientes, é determinada a concentração de proteína C-reativa no 
soro, avaliação da anorexia e fatores correlatos. Tais fatores são: 
• Redução do apetite; 
• Alterações na percepção gustativa e olfativa; 
• Motilidade gastrointestinal reduzida; 
• Dor, entre outros. 
Outros pontos a serem avaliados são os metabólitos indicadores de catabolismo, massa e 
força muscular (dinamometria dos membros superiores), bem como manifestações 
psicossociais. 
 
2 Tutoria 
 
Entender a classificação do seu paciente é fundamental para ofertar o melhor tratamento 
para ele. Assim, considerando um paciente com caquexia do câncer, tem-se: 
 
Orientação nutrológica para a caquexia 
Estimulantes de apetite 
Como exemplos de estimulantes de apetite que podem ser ofertados para os pacientes 
nessa condição, tem-se: 
• Progestágenos: o Acetato de Megestrol é capaz de inibir o neuropeptídeo Y no 
hipotálamo e modula os canais de cálcio no núcleo ventro medial (NVM) do 
hipotálamo – centro da saciedade. 
• Corticóides: Age inibindo as proteínas pró inflamatórias IL-1 e TNF-∂. Essas 
diminuem a ingestão e atuam sobre os receptores anorexígenos como a leptina, o 
fator de liberação de corticotropina e a serotonina, em também aumentando o 
nível do neuropeptídeo Y que é responsável pelo aumento de apetite. 
• Anabolizantes: promovem o acúmulo de proteína e impede a perda progressiva 
de nitrogênio associada à caquexia. 
Medidas dietéticas na caquexia 
Considerando a caquexia como uma doença associada ao risco de vida do paciente, nesse 
momento é importante conhece hábitos alimentares e preferências dele. Assim, é possível 
que estratégias que preservem uma melhor qualidade de vida sejam traçadas. 
 
É importante saber que muitos pacientes nessa condição possuem uma alteração do 
paladar e olfato, o que limita o consumo de alimentos via oral. Medidas que podem 
favorecer caso essa seja a circunstância do seu paciente são: 
• Alimentação em ambiente agradável; 
• Boa apresentação da refeição; 
• Evitar isolamento do paciente durante as refeições, a fim de tornar o momento 
mais agradável; 
• Refeições menores e mais vezes ao longo do dia. 
É importante ressaltar que a manutenção da ingesta energética favorece a sobrevida e 
qualidade de vida dos pacientes em cuidados paliativos. 
Terapia nutricional 
Aderir ou não à terapia nutricional deve ser muito bem avaliada por você e pela equipe que 
acompanha seu paciente. 
Considerando um paciente com câncer, por exemplo, fazer o uso de via enteral ou 
parenteral é raramente indicado. Por esse motivo, quando é indicada a terapia nutricional a 
melhor opção é a Terapia Nutricional Oral (TNO), por meio de complementos nutricionais. 
 
3 Tutoria 
 
Ainda assim, alguns estudos sugerem que apesar da reposição nutricional, a velocidade da 
perda de peso chega a ser maior. Ou seja, ainda é mantido um déficit calórico significativo. 
Por esse motivo, a família e o paciente devem ser esclarecidos sobre isso previamente. 
Perguntas frequentes 
1. Quais são as doenças mais relacionadas ao quadro de caquexia? 
Doenças como câncer, insuficiência renal, hepatopatia, AIDS e DPOC estão 
associadas ao desenvolvimento da caquexia. 
2. O que explica o desenvolvimento da caquexia? 
O desenvolvimento da caquexia é multifatorial, estando o fator hormonal 
associado, como a diminuição da leptina, grelina e a proteólise. 
3. Existe alguma expectativa de abordagem mais preventiva da caquexia no 
futuro? 
Futuramente é pensada a utilização de agonistas b2 (formoterol), antagonistas da 
melanocortina e de SARM’S, pensando em seu tratamento. 
https://sanarmed.com/caquexia-orientacoes-nutrologicas-cuidados-paliativos-posnut/ 
 
 
QAS 2- Fatores etiológicos, faixa etária, gênero e condição social das síndromes 
consumptivas. 
A Síndrome Consumptiva pode também ser encontrada como “emagrecimento 
involuntário” em diversas literaturas. Ambos podem ser definidos como o estado 
patológico resultante de absoluta ou relativa deficiência de proteína e energia. 
Caso a balança pese mais no gasto de energia, ocorre o emagrecimento. 
• A caquexia é a perda de peso associada à perda de massa muscular, podendo 
haver ou não perda de gordura. É o estado mais grave do emagrecimento. 
• A desnutrição, por sua vez, é a deficiência de nutrientes específicos ou globais, 
associada ou não com a perda de peso. 
• A sarcopenia é usualmente uma síndrome geriátrica, caracterizada por perda de 
massa muscular, de força e de desempenho, gerando um déficit funcional no 
idoso. 
• desnutrição energético-proteica (DEP) ocorre por aporte inadequado de energia 
associado ou não ao déficit de proteínas 
Definição: Para definição da síndrome consumptiva, devemos ter em mente que tanto o 
grau de emagrecimento, bem como o tempo em que ele ocorreu, devem ser avaliados 
sempre de acordo com o seu peso basal anterior ao quadro de emagrecimento 
involuntário. 
 
Considera-se emagrecimento involuntário se houve perda de > 2% do peso basal em 1 
semana, >5% em 1 mês, >7,5% em 3 meses e > 10% em 6 a 12 meses. Algumas situações devem 
ser avaliadas de forma específicas, como em idosos, nos quais considera-se síndrome 
consumptiva em perdas maiores que 5% em 6 a 12 meses e em pacientes portadores 
de anorexia nervosa, nos quais considera-se emagrecimento involuntário em perdas 
maiores que 15% em 6 meses. 
Etiologia: A síndrome consumptiva possui incidência semelhante entre homens e mulheres. 
Seus principais fatores de risco são o tabagismo, a idade avançada e um autorrelato de 
“mal estado de saúde”, ou seja, uma saúde prejudicada basalmente. 
Esses fatores supracitados também são associados a um pior prognóstico no 
emagrecimento, assim como o fator idade (pacientes idosos), deficientes físicos e 
pacientes com doença sistêmica crônica. 
https://sanarmed.com/caquexia-orientacoes-nutrologicas-cuidados-paliativos-posnut/
 
4 Tutoria 
Se estima que 15 a 20% de todosadultos com mais de 65 anos terão emagrecimento 
involuntário se acompanhados e observados por um período de 5 a 10 anos. 
• neoplasias malignas, a causa mais comum entre elas, ocorrendo em cerca de 15 
a 37% dos pacientes com emagrecimento involuntário. 
• Em seguida, existem as causas gastrointestinais não malignas e as causas 
psiquiátricas, ambas representando cerca de 10 a 20% do total. Mais de 25% dos 
casos de emagrecimento involuntário não apresentam uma causa definida. 
Fisiopatologia 
Para compreender o mecanismo fisiopatológico da síndrome consumptiva, devemos 
lembrar da balança que falamos ali em cima. 
A perda de peso só ocorrerá se houver uma diminuição do aporte de energia e/ou 
um aumento do gasto energético e/ou a perda de energia por via urinária ou intestinal. 
Em cada patologia predisponente um desses componentes vai predominar, ou eles podem 
estar associados em uma mesma doença. 
Cada doença ou grupo de doenças associadas ao emagrecimento involuntário possui seu 
mecanismo fisiopatológico específico, que será explicado em seguida. 
Neoplasias 
As neoplasias culminam em emagrecimento normalmente secundário a anormalidades 
metabólicas. Devemos lembrar que o câncer é uma doença eminentemente inflamatória, 
portanto há uma grande produção e liberação de citocinas, como a TNF alfa, IL-1, IL-6, as 
quais são anorexígenas e geram saciedade precoce. 
Além disso, podem promover a perda de massa magra, através do estímulo aos processos 
de lipólise e proteólise. O sítio específico acometido pela neoplasia também pode gerar 
mecanismos para o emagrecimento. Em exemplo, cânceres de cabeça e pescoço podem 
gerar anosmia, ageusia, hiporexia, disfagia, bem como em neoplasias do trato 
gastrointestinal (TGI) pode ocorrer náuseas, vômitos, diarreia e má absorção intestinal. 
HORA DA REVISÃO: Vamos relembrar alguns importantes conceitos semiológicos? 
• Anosmia = Perda do olfato 
• Ageusia = Perda do paladar 
• Hiporexia = Redução parcial do apetite 
• Disfagia = Dificuldade para deglutir 
O paciente portador de uma neoplasia não consegue restabelecer o seu peso basal 
justamente pela conjuntura anorexígena da doença, associada ao estado metabólico de 
gasto energético acelerado (estímulos de proteólise, lipólise, entre outros). 
https://sanarmed.com/sindrome-consumptiva/ 
QAS 3- O que são os Nove D´s? 
Segundo Robbins17, podem-se resumir as causas de perda de peso em idosos com o 
mnemônico dos nove “Ds”: 
• dentição (próteses dentárias mal-adaptadas, dor ao mastigar, diminuição do 
paladar, lesões gengivais); 
• disgeusia (perda do olfato e do paladar com a idade, efeito de drogas); 
• disfagia; diarreia; doença; depressão; demência (perda progressiva dos instintos 
de sede e fome); 
• disfunção (perda de ente querido, condições socioeconômicas precárias, 
dependência); 
• drogas. 
Estão envolvidos, muitas vezes, um ou mais fatores. 
O câncer é a causa identificável isolada mais comum de perda de peso nos idosos (Morley 
et al.19), responsável por menos de 20% dos casos. O subgrupo isolado mais frequente nessa 
população (Marton et al. 15; Rabinovitz et al.12) é o de causas indefinidas, incluindo-se 
psiquiátricas, particularmente a depressão. 
O câncer, nesses cinco estudos, é, isoladamente, a causa orgânica mais comum da perda 
de peso; entretanto, as doenças não-malignas predominam em seu conjunto, sendo as que 
acometem o trato gastrointestinal as de particular relevância, por constituírem a causa 
orgânica não-maligna mais frequente. A avaliação negativa situou-se em torno de 25% nos 
três primeiros estudos, sendo menor nos dois últimos. As causas psiquiátricas apresentaram 
variação mais ampla. Na mais recente dessas investigações, de BilbaoGaray et al.16, as 
variáveis preditivas, negativa ou positiva de uma doença orgânica foram: idade > 50 anos 
(OR:8,6; IC:95%:1,7-43,6); sintomas psiquiátricos (OR: 0,2; IC95%: 0,1-0,8); tabagismo (OR: 14,3; 
IC95%: 2,3- 74); presença de “sintomas-guia”, isto é, os que apontam para uma doença 
específica, como sintomas respiratórios ou gastrointestinais (OR: 8,0; IC95%: 1,8- 34,4); e 
anemia (OR: 3,1; IC95%: 2,5-387). Leduc et al. 8 e Huerta et al. 9 revelaram maior prevalência 
de transtornos psiquiátricos (sobretudo estresse e depressão) e de causas orgânicas em 60 
e 42%; e 29 e 34% em suas casuísticas, respectivamente. 
https://sanarmed.com/sindrome-consumptiva/
 
5 Tutoria 
 
Artigo científico! 
file:///C:/Users/Usuario/Downloads/v20n1a15%20(1).pdf 
QAS 4- Quais as repercussões da síndrome idoso frágil? 
Embora ainda não exista concordância sobre esse conceito na literatura gerontológica, é 
unânime a compreensão de que a fragilidade atinge os domínios físico, biológico, 
psicológico e social, resultando no desequilíbrio das reservas homeostáticas e aumento da 
vulnerabilidade a estressores, o que gera inúmeras consequências prejudiciais para a vida 
da pessoa idosa, tais como a ocorrência de quedas, incapacidades e limitações, 
institucionalização, hospitalização e comorbidade, ou mesmo morte(3). 
A vulnerabilidade fisiológica desses indivíduos promovem maior risco de eventos adversos, 
como dependência, incapacidade, lesões, quedas, doenças agudas, lenta recuperação, 
maiores taxas de hospitalização, institucionalização de longa permanência e mortalidade 
elevada. 
Portanto, o entendimento de que se trata de uma síndrome biológica de reserva funcional 
reduzida e diminuição de resistência aos estressores, resultante de um declínio cumulativo 
de múltiplos sistemas fisiológicos e causando vulnerabilidade a desfechos adversos. 
Entre os acometimentos podemos citar a perda cumulativa de massa muscular que gera 
perda de força muscular, fraqueza, fadiga e diminuição da capacidade de realizar tarefas 
do cotidiano. Além disso, a sarcopenia gera diminuição da taxa metabólica, alteração da 
termorregulação, eixo da insulina e regulação de hormônios anabólicos. No sistema imune 
podemos observar comprometimento das imunidades celular e humoral, gerando aumento 
de vulnerabilidade à infecções e redução da capacidade de resposta às demandas, além 
de mecanismos de inflamação generalizados com elevação de citocinas inflamatórias. 
A fragilidade física deve ser diferenciada da fraqueza física que pode ser prevenida e 
tratada com exercícios, suplementação, vitamina D, redução de polifarmácia e rastreios que 
permitem a identificação precoce para intervenção. Já a incapacidade é definida como a 
limitação física ou cognitiva, como a dependência para mobilidade e realização de 
atividades básicas. Idosos nessas condições constituem grupo de risco para a síndrome de 
fragilidade quando comparados a outros idosos que não apresentam os mesmos 
problemas funcionais. 
Outro marcador indicativo de fragilidade é a presença de múltiplas doenças crônicas por 
aumentar a associação a desfechos negativos, porém não pode, por si só, identificar 
indivíduos frágeis. 
Para a Clinical Fraity Scale, todos os déficits potenciais presentes no indivíduo (sinais, 
sintomas, condições geriátricas, alterações laboratoriais, incapacidades) devem ser 
listados e somados, sendo o somatório em diferentes condições de saúde e distintos níveis 
(clínico, fisiológico, funcional) o preditor de mortalidade. O resultado da perda de reserva 
agregada em múltiplos sistemas conduziria então a um declínio global, gerando a uma 
espiral negativa de declínio. 
Identificação do Idoso Frágil 
No Brasil, os profissionais de saúde na atenção primária tendem a considerar um idoso 
como frágil baseando-se em sua aparência geral, ou quando tal indivíduo apresenta 
múltiplas doenças ou comorbidades. Para esses profissionais, a identificação adequada de 
idosos frágeis ou em risco de fragilização necessita ser simples e rápida. Alguns estudos 
testaram a eficácia de alguns instrumentos na identificação de fragilidade em idosos na 
atenção primária de saúde, mas nenhum destes instrumentos foi especificamente 
concebido para identificação do idosofrágil, segundo a concepção de maior 
vulnerabilidade ao declínio funcional 10-12. Além disso, estudos em países em 
desenvolvimento, com o propósito de encontrar um instrumento para tal identificação, são 
escassos. 
O IVCF-20 
O IVCF-20 (Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional – 20) foi desenvolvido e validado no 
Brasil, a partir de outros instrumentos de triagem rápida amplamente citados na literatura. 
É um instrumento simples e de rápida aplicação (5 a 10 minutos), que avalia as principais 
dimensões consideradas preditoras de declínio funcional e/óbito em idosos: a idade, a 
file:///C:/Users/Usuario/Downloads/v20n1a15%20(1).pdf
 
6 Tutoria 
auto-percepção da saúde, as atividades de vida diária, a cognição, o humor, a mobilidade, 
a comunicação e a presença de comorbidades múltiplas. 
 
Portanto, O IVCF-20 pode ser considerado uma metodologia de Avaliação Geriátrica Ampla, 
que pode ser realizada por profissionais não especialistas em Geriatria e Gerontologia. Pode 
ser utilizado por qualquer profissional de saúde ou até mesmo pelo próprio idoso e seus 
familiares. 
 
O IVCF-20 é um questionário que contempla aspectos multidimensionais da condição de 
saúde do idoso, sendo constituído por 20 questões distribuídas em oito seções: idade (1 
questão), auto-percepção da saúde (1 questão), incapacidades funcionais (4 questões), 
cognição (3 questões), humor (2 questões), mobilidade (6 questões), comunicação (2 
questões) e comorbidades múltiplas (1 questão). Cada seção tem pontuação específica 
que perfazem um valor máximo de 40 pontos. Quanto mais alto o valor obtido, maior é o 
risco de vulnerabilidade clínico-funcional do idoso. 
A pontuação máxima obtida no IVCF-20 compõe o seu próprio nome: 20 pontos. Idosos que 
atingem até 6 pontos são classificados como idosos “robustos”. Aqueles com pontuação 
maior ou igual a 15 pontos são idosos frágeis ou de alta vulnerabilidade. Aqueles com 
pontuação intermediária, ou seja, que pontuam entre 7 e 14 pontos, são classificados como 
de “média vulnerabilidade” e necessitam de uma avaliação mais apurada se são ou não 
considerados como idosos frágeis. 
 
Além do reconhecimento do idoso frágil, que pode ser feito por qualquer profissional de 
saúde e até mesmo pelos cuidadores e familiares, o IVCF-20 também sinaliza algumas 
intervenções que podem ser implementadas independentemente de uma avaliação 
geriátrica-gerontológica ampla, a partir da observação de quais grandes dimensões da 
saúde do idoso o mesmo pontuou mais. Dessa forma, o IVCF-20 pode ajudar tanto os 
familiares quanto os profissionais de saúde a identificar aqueles pontos de maior fragilidade 
do idoso, podendo indicar aquelas funções clínico-funcionais que merecem maior atenção. 
Conclusão 
O reconhecimento do idoso de risco é fundamental para o estabelecimento de uma linha 
de cuidado capaz de recuperar ou manter a autonomia e a independência do idoso, como 
recomendado pela Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. A Avaliação Geriátrica 
Ampla é uma metodologia de avaliação multidimensional do idoso que deve ser realizada 
por equipe geriátrico-gerontológica especializada e apresenta alto custo para o sistema de 
saúde. Sabe-se que nem todo idoso se beneficia dessa avaliação mais complexa. O IVCF-
20 pode ser considerado uma AMI inicial, que determinará a necessidade ou não de 
encaminhamento para atenção secundária, conforme a necessidade do idoso e a 
disponibilidade local, de tempo e de equipes geriátrico-gerontológicas especializadas. Além 
disso, permite identificar os principais marcadores de fragilidade do idoso por profissionais 
de saúde e até mesmo pelos familiares e cuidadores. 
https://sanarmed.com/reconhecimento-rapido-do-idoso-fragil-colunistas/ 
https://sanarmed.com/sindrome-de-fragilidade-pgtr/ 
QAS 5-Importância da atuação multidisciplinar para pacientes idosos. 
A atuação multidisciplinar é fundamental para o cuidado de pacientes idosos, pois permite 
uma abordagem integrada e abrangente, atendendo às múltiplas dimensões da saúde 
física, mental e social que muitas vezes se apresentam de forma complexa na terceira 
idade. Esse modelo de atenção envolve profissionais de diferentes áreas, como médicos, 
enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e 
assistentes sociais, cada um contribuindo com sua expertise para a promoção de uma 
assistência completa e personalizada. 
As principais importâncias dessa abordagem incluem: 
1. Avaliação Integral das Necessidades do Idoso: Profissionais multidisciplinares 
conseguem avaliar o idoso de maneira completa, identificando riscos e 
necessidades em áreas diversas como mobilidade, cognição, nutrição e suporte 
social, muitas vezes invisíveis em uma abordagem fragmentada. Isso melhora a 
identificação precoce de problemas como declínio funcional, desnutrição e risco 
de quedas. 
2. Prevenção e Controle de Doenças Crônicas: Pacientes idosos geralmente 
apresentam múltiplas doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e artrite. A 
equipe multidisciplinar é essencial para monitorar essas condições, ajustar 
tratamentos e promover educação para a saúde, reduzindo complicações e 
hospitalizações. 
3. Promoção da Autonomia e Qualidade de Vida: Fisioterapeutas, terapeutas 
ocupacionais e assistentes sociais ajudam a manter ou melhorar a autonomia 
funcional dos idosos, fornecendo suporte em atividades da vida diária e 
https://sanarmed.com/reconhecimento-rapido-do-idoso-fragil-colunistas/
https://sanarmed.com/sindrome-de-fragilidade-pgtr/
 
7 Tutoria 
promovendo adaptações no ambiente. Isso contribui para uma melhor qualidade 
de vida e reduz a dependência. 
4. Apoio Psicossocial e Bem-estar Emocional: Psicólogos e assistentes sociais 
desempenham papel importante ao ajudar os idosos e suas famílias a lidar com 
questões emocionais e sociais, como solidão, perda de familiares e adaptação às 
mudanças da idade avançada. Esse apoio é crucial para o bem-estar emocional, 
prevenindo transtornos como depressão e ansiedade. 
5. Coordenação e Continuidade do Cuidado: A equipe multidisciplinar facilita a 
coordenação entre diferentes serviços de saúde e acompanhamento após alta 
hospitalar, o que é essencial para a continuidade do cuidado. Isso evita 
descontinuidade no tratamento e melhora os resultados clínicos. 
Essa atuação integrada é vital para garantir um cuidado centrado no idoso, que respeita 
suas particularidades e promove um envelhecimento mais saudável e ativo. 
Chat
 
8 Tutoria

Mais conteúdos dessa disciplina