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DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÂO DE ENGENHARIA ELECTROMECÂNICA DADOS DO ESTUDANTE Nome: António Manuel dos Santos Matias Nome: João Sebastião Neto Nº. do bilhete identidade: 003924877KS036 Nº. do bilhete identidade: 000582128LA033 Nº. de Processo: 20170028 Nº. de Processo: 20170441 País de origem: Angola Nacionalidade: Angolana Naturalidade: Gabela Amboim Naturalidade: Cazenga Estado Civil: Casado Estado Civil: Casado Telefone número: 946 146 143 / Número de WhatsApp: 916 634 298 Telefone número: 924 055 170 / Número de WhatsApp: 924 055 170 Correio eletrónico: antoniomanuel25@live.com Correio eletrónico: joaosebastiaon@gmail.com Orientador: Eng.º Fortunato Figueira, Lic. Número de WhatsApp: (+244) 923 287 280 ANALISE DAS FALHAS E AVARIAS DO EQUIPAMENTO ELÉCTRICOS EM SUBESTAÇÕES DISTRIBUIDORAS Um estudo de caso no Transformador de Potência INTRODUÇÃO A energia eléctrica proporciona à sociedade trabalho, produtividade e desenvolvimento, e aos seus cidadãos conforto, comodidade, bem-estar e praticidade, o que torna a sociedade moderna cada vez mais dependente de seu fornecimento e mais suscetível às falhas do sistema eléctrico. (Leão, 2009). E, uma falha dessa rede pode desencadear a interrupção do fornecimento de energia. Essa interrupção pode gerar um maior custo repassado ao consumidor, ou mesmo desencadear acidentes na rede de distribuição. mailto:antoniomanuel25@live.com mailto:joaosebastiaon@gmail.com Segundo Projecto de Elaboração do Plano Director de Desenvolvimento da Electricidade na República de Angola, (MINEA 2018), a República de Angola após o término da sua guerra civil em 2002, apresentou um crescimento económico estável com taxa média anual de crescimento de 10,7% entre 2002 a 2013. Neste contexto o governo de Angola elaborou a política de desenvolvimento a longo prazo denominada visão 2025 e o PND 2013-201 a fim de sair da dependência excessiva ao petróleo e diversificar a sua economia de modo a realizar um crescimento económico sustentável, cada vez mais o consumo de energia eléctrica utilizada pelas diversas áreas da sociedade como residências, comércios e indústrias crescem em paralelo a esse desenvolvimento, qual se inicia na geração, passando pela transmissão e chegando a distribuição. Consequentemente, novas subestações são também incluídas nesse processo na medida que são parte integrante do sistema energético, no auxílio ao controlo e distribuição da energia aos centros consumidores. A eficácia de um sistema elétrico deve atender alguns requisitos. • Segurança: O fornecimento de energia elétrica não deve causar riscos de acidentes. • Continuidade: Disponibilizar energia elétrica de forma contínua. • Conformidade: Fornecer energia seguindo padrões pré-estabelecidos pelas agências reguladoras. • Flexibilidade: Adaptação as mudanças contínuas de topologia. • Confiabilidade: capacidade de responder sempre convenientemente quando solicitado, dentro de um programa preestabelecido. • Sensibilidade: capacidade de detectar pequenas grandezas de defeito ou anormalidade. A Figura 1 mostra os pontos de interconexão de subestações: instalações eléctricas que agrupam equipamentos e condutores designados para a proteção, medição, manobra e transformação de grandezas eléctricas. Figura 1 Interconexão entre os sistemas de geração, transmissão e distribuição. Nota. Fonte: Adaptado a Castro, 2017 como citado em Paxe, 2022 PROBLEMATIZAÇÃO A falha na rede de distribuição pode ter impacto negativo não só na ENDE, mas também em vários quadrantes da sociedade. As falhas e avarias dos equipamentos de uma subestação causam interrupção do fornecimento de energia eléctrica, grandes despesas na empresa gestora, bem como aos consumidores e, no pior cenário, causam damos humanos. Tudo isto é consequência das falhas e avarias desses equipamentos e de outros factores. Por esta razão surge a questão: Como à analise as falhas e avarias dos equipamentos eléctricos na subestação distribuidora pode mitigar o impacto negativo gerado no seu funcionamento? JUSTIFICATIVA Usinas e subestações são formados por diversos equipamentos, tais como disjuntores, transformadores de potência, relés, cabos, isoladores, torres, geradores dentre outros. Estes equipamentos estão sujeitas as falhas e avarias, que é um facto irrefutável, logo, devemos nos preparar para esse tipo de fenómeno, buscando investir em técnicas que visam mitigar as mesmas. E, com a evolução das falhas, tornou-se imprescindível abordar essa temática de modo a eliminar ou minimizar os impactos negativos gerados nas subestações, proporcionando o bom funcionamento e conservação dos equipamentos. OBJECTIVOS OBJECTIVO GERAL • O trabalho tem como objectivo geral análise das falhas e avarias do equipamento na subestação distribuidora para efectivar o funcionamento adequado dos equipamentos. OBJECTIVOS ESPECÍFICO • Descrever os conceitos fundamentais teóricos e práticos sobre os elementos da subestação distribuidora. • Caracterizar as falhas e avarias no transformador de potência da subestação garantindo o bom funcionamento; • Propor soluções para mitigar estas ocorrências. DELIMITAÇÃO DO TEMA Este trabalho está delimitado no estudo de analise das falhas e avarias do equipamento eléctrico na subestação distribuidora no transformador de potencia, com a finalidade de analisar, monitorar e descobrir os parâmetros que falham em um transformador durante o processo de fornecimento de energia eléctrica, resultando o aumento da produtividade. ESTRUTURA DE TRABALHO O presente trabalho foi desenvolvido em diferentes secções, de acordo a sequência abaixo: Introdução: Uma abordagem desde a definição do tema até a sua delimitação, a problematização, os objectivos e delimitação de estudos a serem alcançados ou não. Capítulo I – Fundamentação teórica: São apresentados os aspectos teóricos baseados em diferentes literaturas, que mostra os diferentes conceitos de subestação, a sua constituição e avaria e falhas nestes elementos. Capítulo II - Refere-se ao capítulo do estudo de caso, aonde é apresentada todas informações levantadas durante a visita, também iremos mostrar as nossas contribuições para a resolução do caso de estudo. Capítulo II - Refere-se ao capítulo de analise e discussões, E por fim será apresentada uma conclusão, bem como algumas sugestões com vista a melhorar. BREVE FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Falhas dos equipamentos eléctricos Segundo Franco (2005), as falhas são definidas como qualquer alteração que impeça a entrega de energia eléctrica de qualidade ao cliente final. A crescente demanda por rapidez e precisão na emissão de diagnóstico sempre que uma falha ou indicativo de falha esteja identificado em algum equipamento da subestação tem contribuído para o surgimento de diversos sistemas auxiliares para tomada de decisão. Estas anomalias podem acontecer desde a geração de energia até as instalações internas da unidade consumidora, podendo provocar inúmeros constrangimentos no sistema. A forma de determinar o tempo de vida dos equipamentos, é por meio de dados obtidos da análise de falha. A partir disso, pode-se criar medidas de prevenção a fim de evitar possíveis falhas que possam ocorrer devido o envelhecimento e o desgaste, logo importante realçar ou descrever os tipos de falhas. Tipos de falhas Falhas Relacionadas a Idade De acordo Franco (2005), os equipamentos aparentemente iguais podem ter variáveis resistência às cargas, visto que a resistência a carga diminui consoante o tempo de maneira diferente mesmo para equipamentos idênticos. Falhas Aleatórias Componentes Simples De acordo Garrido (2017), equipamentos aparentemente iguais podem ter variáveis resistência às cargas, visto que a resistência a carga diminui consoante o tempode maneira diferente mesmo para equipamentos idênticos. Componentes Complexos O motivo em trazer o aumento da complexidade é de criar uma performance e a segurança através de: aplicação de novas tecnologias, inserção de redundância, melhores equipamentos de protecção, (Garrido 2017). Avarias dos equipamentos eléctricos De acordo com a NP EN13306 (2007, p.16), define avaria por cessação da capacidade de um bem para realizar a sua função específica, ou seja, é qualquer situação que como altera ou interrompe a capacidade de um bem desempenhar a função para qual foi criado. Numa subestação, existem diversos acessórios de controlo, medição e proteção que permitem monitorizar o seu funcionamento e detectar situações anómalas. Tipos de Avarias As principais avarias em equipamentos eléctricos estão fundamentalmente associados a falhas mecânicas e eléctricas (causas internas). (Toliyat, Nandi, Choi e Meshgin-Kelk, 2013 como citado em Melo 2019, p. 4). Estas avarias são classificadas por diversos tipos. Porém, com base no trabalho iremos destacar; • Avarias eléctricas • Avarias mecânicas • Avarias com origem exterior Subestação de Energia Uma subestação de energia (SE) é definida como um conjunto de transformação, controle (manobras) e proteção. Além disso, ainda eventualmente de compensação de reactivos usados para dirigir o fluxo de energia eléctrica em sistema de potência. Elas possuem dispositivos de protecção capazes de detectar as faltas que ocorrem no sistema e de isolar os trechos onde as faltas ocorrem. (DUAILIBE, 1999). Figura 2 Subestação de energia Nota. Fonte: Adaptado a MUZY, 2012 Para Carleto (2017, p.10) as principais funções de uma subestação são: • Transformação: Alteração dos níveis de tensão para adequação aos sistemas de transmissão, distribuição e utilização; • Regulação: Ajustar os níveis de tensão para atender aos limites admissíveis de transmissão e de utilização; • Chaveamento: Comutação (liga/desliga) entre os dispositivos do SEP de acordo com a necessidade, como manutenção da subestação ou atuação de um disjuntor de protecção. Classificação das Subestações Segundo Duailibe (1999), a classificação de uma subestação pode ser realizada conforme a sua função, seu nível de tensão, seu tipo de instalação e sua forma de operação. Quanto a função, existem subestações de manobra, transformação, elevadoras, abaixadoras e de distribuição que iremos destacar no nosso trabalho. Subestações de distribuição Segundo MUZY (2012), as subestações distribuidoras têm a função de diminuir a tensão da energia elétrica, facilitando a ramificação do sistema e evitando inconvenientes como rádio interferência e campos magnéticos muito intensos nas áreas urbanas. Transformadores de Potência O Transformador de Potência (TP) é o componente vital em subestação eléctrica, responsáveis por transmitir energia eléctrica de um circuito para o outro, modificando tensões e correntes. Segundo Bolotinha (2019), o transformador é um equipamento de operação estática que por meio de indução eletromagnética transferi energia do circuito primário para um circuito secundário, mantendo a frequência, porém ajusta a tensão de entrada ou saída conforme a função que lhe é requerida se for abaixador ou elevador. Figura 3 Transformador de Potência Nota. Fonte: Adaptado a WEQ 2018 Componente do Transformador de Potência Encontramos vários componentes como: núcleo, enrolamentos, tanque principal, tanque de expansão de óleo, buchas, comutador sob carga, acionamento do comutador sob carga, radiadores/trocadores de calor, painel de controle entre outros. (Bechara 2010, p. 5). Mas de acordo o trabalho foram seleccionados os componentes como núcleo, enrolamentos, cuba, conservador, materiais isolantes sólidos (papel), materiais isolantes líquidos (óleo), comutador de tomadas em carga e travessias que fazem parte da nossa dissertação. Elaboração da FMEA Segundo Carbone e Tippett (2004), afirmam que no desenvolvimento do FMEA são evidenciadas as possibilidades que podem reduzir ou eliminar as possíveis falhas. Os dados de entrada são definidos por uma equipe multifuncional para assegurar a confiabilidade. Etapas de Organização e Preparo da FMEA Segundo Moubray (1997), a execução da FMEA pode ser realizada em seis etapas fundamentais que são: 1- Definir o sistema; 2- Determinar regras elementares; 3- Caracterizar o sistema e seus blocos funcionais; 4- Identificar os modos de falha e seus efeitos; 5- Elaborar lista de itens críticos; 6- Documentar ou registar análise. Identificar os Modos de Falha e Seus Efeitos A investigação relativa aos modos de falha em TP tem um papel importante para a melhoria de fiabilidade e gestão de risco dos equipamentos. A identificação da causa primária da falha e a sua análise permite recomendar acções correctivas para futuro que levarão a prevenir e evitar eventuais problemas. Conforme FILHO (2006), falha é término da capacidade de um item desempenhar a função requerida. Modo de Falha- São diversas maneiras que um equipamento, sistema, subsistema, conjunto, subconjunto, componente ou item pode falhar, ou seja, são condições ou evento que proporcionam uma falha funcional. (Soares, 2014). Efeito da Falha - É a consequência da falha, ou seja, o que acontece quando ocorre uma falha. (Seixas, 2014). Causa da falha - Pode ser chamado de origem da falha. Segundo (Soares, 2014)), afirma que é o meio pelo qual um elemento particular de um processo ou de um projecto resulta em um modo de falha. Avaliação de Criticidade A importância de uma análise de criticidade ao se executar a técnica da FMEA é sobrepondo os modos de falha que foram quantificados tomando como medidas seus efeitos e probabilidade de ocorrência. A Técnica RPN Segundo Lafraia (2014), a técnica RPN é utilizada para calcular o Risk Priority Number para cada falha de forma individual. Trata-se do produto entre a severidade (S), a ocorrência (O) e a detecção (D), podendo ser escrita da seguinte maneira: RPN = S × O × D Severidade - É uma graduação utilizada para classificar as consequências de um modo de falha, a partir dela consegue-se definir se um modo de falha é mais grave do que outro, (Filho, 2006). Segundo Soares (2014), ocorrência é a hipótese com que um modo de falha pode ocorrer. Segundo FILHO (2006), a detecção é uma graduação utilizada no FMEA para classificar as falhas quanto à sua facilidade de ser detectada, ou ainda, é o factor que avalia a probabilidade de a falha ser detectada antes de ter efeito no sistema, este factor é atribuído ao se olhar para o conjunto “modo de falha + efeito”. O Formulario do FMEA simplicada Apresentamos o formulário do FMEA, que inicialmente para a sua elaboração é necessário saber como funciona. Na Tabela 1 exibida a seguir, será apresentado um modelo de formulário extraído da dissertação de (Lafraia, 2014), onde os campos já possuem referências. Tabela 1 Formulário de FMEA Formulário de FMEA Página___de__ _ Nome da Empresa Data__/___/___ LOGO Equipa: Responsável: Aprovado por: Última revisão_______ Descrição: Identificação Identificação das Possíveis Falhas e Modos de Falha Índices Acções correctiv as ou preventiv as Nom e do Item Funçã o do Item Subsiste ma Falh a Mod o de Falh a Efeit o da Falh a Meios de Detecçã o S O D RP N 1 2 3 Note. Fonte: Lafraia, 2014. Análise da FMEA Análise relacionada a FMEA é aplicado a um transformador de potência. Sendo que, o equipamento selecionado é o transformador de potência por ser o mais dispendioso da subestação, além disso, é uma máquina eléctrica estática que converte os níveis de tensão de corrente de AT (60 kV) para MT (30, 15 ou10kV) garantindo a potência do circuito. ASPECTOS METODOLÓGICOS A pesquisa é de natureza aplicada, pois o objectivos é gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos as soluções de problemas específicos, envolvendo verdade e interesse locais. Do o ponto de vista de seus objectivos, o alcance do estudo trata-se de uma pesquisa explicativa, pois os factores identificados na conservação de tomate, determinam a ocorrência de um fenómeno do cotidiano, uma vez que apresentou dados sobre uma realidade pouco usada a nível local. Os métodos científicos são baseados, quanto a abordagem, no método dedutivo, pois parte da generalidade e descendo até ao particular. A partir de princípios, leis ou teórias consideradas verdadeiras e indiscutíveis, prediz a ocorrência de casos particulares com base na lógica. Seguidamente, quanto a análise, no método misto, pelo facto de numa primeira fase incorporar-se como método qualitativo. Finalmente, quanto aos procedimentos, no método observacional, pois observou o que acontece ou aconteceu na realidade. Para as técnicas e instrumentos de coleta de dados, recorreu a técnica da análise documental indirecta que abrange os instrumentos da pesquísa documental e bibliográfica, uma vez que parte da coleta de dados é concebida a partir do examinar RESULTADOS PERSPECTIVADOS No contexto de transformador de potência, com a aplicação da FMEA visamos identificar falhas previamente, avaliando riscos, o seu impacto na operação, prevenção e outras situações. Perspetivamos ainda que a presente pesquisa, uma vez implementado contibua em melhores práticas de manutenção proativa e assegura o bom funcionamento do transformador de potencia da subestação. BREVE CONCLUSÃO Concluimos que a aplicação da metodologia FMEA (Análise de Modos de Falha e Efeitos) foi essencial para identificar as principais causas das falhas no transformador de potência e seus efeitos sobre a operação da subestação. Seus resultados destacaram a importância de práticas de manutenção preventiva e o uso de tecnologias avançadas para monitoramento do equipamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anna Franzéne Sabina Karlsson. (2007). Failure Modesand Effects Analysisof Transformers. Electrical Engineering. Antony Manuel Justino Ferreira. (2015). Cálculo de índices de saúde, vida restante e probabilidade de falha de Transformadores de Potência AT/MT. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. 2015. Carleto, N. (2017). Subestações Eléctricas (1ª ed.). Brasília: NT Universidade Federal do Paraná-Departamento de Engenharia. (2003). Ensaios-Funções dos Óleos Isolantes. Eléctrica. Fernando Maciel Barbosa. (2013). 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Assinatura: ___________________________________ Discente finalista: António Manuel dos Santos Matias – 2017 00 28 Assinatura: ____________________________________ Discente finalista: João Sebastião Neto – 20170441 Assinatura: ________________________________