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PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E SUAS REPERCUSSÕES NA ODONTOLOGIA AÇÃO DE INTERVENÇÃO EM SAÚDE DESENVOLVIDO POR GRADUANDOS DO CURSO DE ODONTOLOGIA Este projeto visa educar alunos do terceiro ano do ensino médio sobre as principais ISTs e suas implicações para a saúde bucal e sistêmica. Pretende-se conscientizar sobre a importância dos métodos de prevenção. Desenvolvido por: Bruna Marques; Gabriell Real; Hadassa Vitória; Leonardo Barbosa; Marcela Cavalcante; Priscila Paiva; Paulo lira; Suzanne Sales. ✔ Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem ser causadas por mais de 30 agentes etiológicos diferentes (vírus, bactérias, fungos, protozoários) principalmente por contato sexual desprotegido; ✔ Contato sanguíneo, gestação, amamentação e parto também podem transmitir; ✔ Qualquer pessoa pode ter uma IST; ✔ Algumas IST são assintomáticas; ✔ Podem gerar complicações e surgir em órgãos genitais (vagina, pênis e ânus) ou não (olhos, palmas das mãos, língua); ✔ A falta de tratamento pode resultar em esterilidade, câncer, maior risco de contrair HIV e desenvolver aids, entre outros desdobramentos. O QUE SÃO IST´S? FERIDAS CORRIMENTOS VERRUGAS HIV/AIDS HEPATITES VIRAIS As IST são transmitidas por relação sexual desprotegida (oral, vaginal ou anal) com uma pessoa infectada. Podem aparecer feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, principalmente na vagina, pênis ou ânus. As manifestações bucais são as primeiras a se manifestarem, em muitos casos, o que destaca a importância da odontologia no diagnóstico de ISTS. Feridas • Aparecem principalmente nos órgãos genitais, mas tam- bém em outras partes do corpo, como na boca, com ou sem dor. • Podem ser manifestações da sífilis, cancro duro, herpes tipo 1. Corrimentos • Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados, dependendo da IST. • Podem ter cheiro forte e/ou causar coceira. • Causam dor ao urinar ou durante a relação sexual. • Nas mulheres, quando o corrimento é pouco, só é visto em exames ginecológicos. Verrugas orais / faciais /anogenitais • São causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) e podem aparecer em forma de couve-flor, quando a infecção está em estágio avançado. • Em geral, não doem, mas pode ocor- rer irritação ou coceira. → importância da prevenção com o uso da camisinha masculina ou feminina e da realização do tratamento completo e adequado. O tratamento pode curar, dependendo da IST. Como é uma IST PALAVRAS-CHAVE → Feridas → Corrimentos → Verrugas anogenitais Como é uma IST FERIDAS CORRIMENTOS VERRUGAS SÍFILIS: Pode haver transmissão congênita (teste dever ser feito no pré-natal); É de fácil prevenção e tem cura; Não tratar pode resultar em parto pré- maturo, má-formação congênita e outras complicações; Quanto antes iniciar o tratamento, melhor para a prevenção da transmissão vertical; Uso de preservativos. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO INFECÇÃO BACTERIANA GERALMENTE TRANSMITIDA PELO CONTATO SEXUAL QUE COMEÇA COMO UMA FERIDA INDOLOR. FIG. 1.: INCISIVOS DE HUTCHINSON FIG. 2.: PRIMEIROS MOLARES EM FORMATO DE AMORA MANIFESTAÇÕES BUCAIS DA SÍFILIS CONGÊNITA SÍFILIS: sífilis primária (cancro duro): A lesão inicial da sífilis primária manifesta-se como uma pequena elevação na pele, que em poucas horas se transforma em uma úlcera, geralmente não dói, não coça, não arde e não tem pus- com bordas endurecidas e base limpa. Em caso de transmissão por sexo oral, o cancro duro pode surgir na boca ou língua. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO ÚLCERA GENITAL – SÍFILIS PRIMÁRIA O CANCRO DURO É UMA LESÃO QUE DURA 3 A 6 SEMANAS E DESAPARECE MESMO SEM TRATAMENTO, O QUE LEVA À FALSA IMPRESSÃO DE CURA ESPONTÂNEA DA DOENÇA. SÍFILIS: Entre seis semanas e seis meses, sem intervenção, a sífilis secundária se manifesta pelo aparecimento de manchas no corpo, principalmente palmas das mãos e plantas dos pés, que não coçam mas podem surgir ínguas no corpo; Também são sintomas comuns: febre, mal-estar, perda do apetite, dor nas articulações, queda de cabelo, lesões oculares e aumento dos linfonodos difusamente pelo corpo. SÍFILIS SECUNDÁRIA – LESÕES NO PALATO DURO (CÉU DA BOCA) SÍFILIS SECUNDÁRIA NA LÍNGUA MESMO SEM TRATAMENTO, AS LESÕES DA FASE SECUNDÁRIA TAMBÉM PODEM DESAPARECER ESPONTANEAMENTE. QUANDO ISSO OCORRE, O PACIENTE ENTRA NA FASE LATENTE DA DOENÇA- NÃO HÁ SINTOMAS, MAS OS TESTES LABORATORIAIS PARA SÍFILIS CONTINUAM SENDO POSITIVOS. SÍFILIS TERCIÁRIA A sífilis terciária pode surgir de dois a quarenta anos e pode resultar em morte. A fase terciária apresenta três tipos de manifestações: Goma sifilítica: grandes lesões ulceradas que podem acometer pele, ossos e órgãos internos. Sífilis cardiovascular: acometimento da artéria aorta, causando aneurismas e lesões da válvula aórtica. Neurosífilis: acomete o sistema nervoso, lavando à demência, meningite, AVC e problemas motores por lesão da medula e dos nervos. GOMA SIFILÍTICA NA FACE E MÃO – SÍFILIS TERCIÁRIA PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO EFEITOS DA SÍFILIS TERCIÁRIA NO CRÂNIO DE UM PACIENTE MANIFESTAÇÕES BUCAIS https://www.mdsaude.com/neurologia/demencia/ https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/meningite/ https://www.mdsaude.com/neurologia/avc/ CONDILOMA ACUMINADO (HPV): Papilomavírus humano (HPV) causa o condiloma acuminado que é também conhecido como verruga anogenital, cavalo de crista ou crista de galo; As verrugas não doem e podem aparecer isoladas ou agrupadas. Quanto mais visíveis, maior o risco de transmissão. Propaga-se por contato sexual, mas pode ser transmitido mesmo quando não há penetração; Podem aparecer no pênis, ânus, vagina, vulva, colo do útero, boca e garganta; Existe vacina contra o HPV tipos 6, 11, 16 e 18, disponíveis no SUS para meninas de 9 a 13 anos ou mulheres vivendo com HIV entre 9 e 26 anos. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO Infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus. Infecção crônica: pode durar anos ou a vida inteira Muitas pessoas com HPV não desenvolvem nenhum sintoma, mas ainda podem infectar outros indivíduos pelo contato sexual. . O PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA O CANCÊR DO COLO DO ÚTERO É A INFECÇÃO POR HPV. HPV - verrugas Verrugas comuns Verrugas planares PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HPV Verrugas orais PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO Verrugas orais /faciais PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HPV Verrugas anais Papulose Bowenóide Carcinoma de células escamosas PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO Idade: 17 Idade: 26 Verrugas pigmentadas HPV Genital Condilomas acuminados PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HPV - Verrugas PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO O vírus HPV é altamente contagioso e a contaminação pode se dar a part ir de uma única exposição ao vírus por meio do contato direto com uma pele ou mucosa infectada. CONDILOMA VAGINAL CONDILOMA PENIANO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HERPES SIMPLES TIPO 1 (HSV-1) O herpes é uma infecção viral comum, causada pelos vírus Herpes simplex (HSV) e Varicela-zoster (VZV). Existem três formas principais de herpes que afetam os seres humanos: Herpes simples tipo 1 (HSV-1) Herpes simples tipo 2 (HSV-2) Herpes zoster (HZ) HERPES (TIPOS; CAUSAS; MODO DE TRANSMISSÃO E PREVENÇÃO) Causa: O HSV-1 é um vírus da família Herpesviridae, geralmente associado à infecção oral. Modo de transmissão: Contato direto com lesões ativas ou saliva de uma pessoa infectada. Causa: O HSV-2 é mais frequentemente associado a infecções genitais. Modo de transmissão: Contato sexual com uma pessoa infectada, seja com lesões visíveis ou em momentos de infecção assintomática. HERPES SIMPLES TIPO 2 (HSV-2) HERPES ZOSTER (VZV) Causa: O herpes zoster é causado pelo vírus Varicela-zoster, o mesmo vírus que causa a varicela (catapora). Modo de transmissão: O VZV é transmitido por contato direto com as lesões de uma pessoa com herpes zoster ou por gotículas respiratóriasdurante a varicela. Higiene oral adequada: Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia e usar fio dental regularmente. Uso de próteses dentárias: Garantir a limpeza diária e a remoção das próteses à noite. Controle de condições de saúde subjacentes: Como diabetes bem controlada e redução de medicamentos imunossupressores, quando possível. Evitar o uso desnecessário de antibióticos: A menos que seja indicado por um profissional de saúde. Evitar o uso excessivo de corticosteroides orais ou inalados sem orientação médica. MÉTODOS DE PREVENÇÃO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO O mais comum, causando lesões na região da boca, nariz e olhos. HERPES TIPO 1 Afeta principalmente a região genital, ânus e nádegas. É contraído por meio do ato sexual. HERPES TIPO 2 HERPES SIMPLES *Não tem cura, mas é possível controlar a reativação da doença. FASES: Ardência e coceira: No início, pode haver coceira e ardência no local onde as lesões surgirão. Bolhas: Formação de pequenas bolhas agrupadas, avermelhadas e inchadas. Rompimento das bolhas: As bolhas rompem-se, liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. Formação de crostas: As feridas secam e formam crostas. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HERPES SIMPLES HERPES TIPO 1 PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HERPES SIMPLES HERPES TIPO 2 PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO O herpes zoster só se reativa uma vez na vida. Também conhecido como cobreiro, é causado pelo mesmo vírus que provoca a catapora. Surge quando o vírus da catapora se reativa, geralmente em adultos acima de 50 anos. Pode se manifestar em qualquer parte do corpo, mas é mais grave quando localizado na cabeça. HERPES ZOSTER AS LESÕES DO HERPES SÃO CARACTERIZADAS POR UM AGRUPAMENTO DE PEQUENAS BOLHAS COM LÍQUIDO QUE COSTUMAM DOER. OS PACIENTES TAMBÉM PODEM SENTIR MAL-ESTAR. PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HERPES ZOSTER PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO HIV/AIDS HIV/aids • O HIV (Vírus da Imunodeficiência Adquirida) é o vírus da aids. • Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. • O HIV ataca o sistema imunológico (células de defesa do organismo), podendo levar à doença (aids). • A infecção pelo HIV pode ser prevenida com o uso de cami- sinha nas relações sexuais. Conversar sobre sinais e sintomas: • 1ª fase - Infecção aguda → Entre a 1ª e 3ª semana após o contato com o vírus – tempo entre a infecção e o surgimento dos primei- ros sinais e sintomas (febre, dor de cabeça, diarreia, náuseas, vômitos, perda de peso e aparecimento de ínguas pelo corpo). → Por ter sinais e sintomas inespecíficos, pode deixar de ser diagnosticada, porque lembra outras infecções por vírus. → Recomendar vacina para hepatite B, independentemente da idade e/ ou condições de vulnerabilidade. A SAÚDE É UM DIREITO DE TO- DAS AS PESSOAS → O estigma, o preconceito e a discriminação con- tra as PVHA limitam as possibilida- des de acesso aos serviços de saúde. • 2ª fase - Fase assintomática → Pode durar anos sem sinais e sintomas. • 3ª fase - Fase sintomática → Ocorre com o aparecimento de infecções oportunistas, que caracterizam a aids (ex.: tuber- culose, neurotoxoplasmose e alguns tipos de câncer). É importante lembrar: • Diagnóstico → realizar testagem para HIV no serviço de saúde. • Se a pessoa tiver uma IST (por exem- plo, ferida ou corrimento), o risco de infecção pelo HIV aumenta. • Tratamento → está disponível no SUS, sendo indicado para todas as pessoas que têm HIV/aids, inde- pendentemente da contagem de células de defesa. • O tratamento precoce e a adesão aos medicamentos reduzem as complicações da infecção e a trans- missão do vírus na comunidade, melhoram a qualidade de vida e diminuem a morbimortalidade. • Pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA) → devem receber apoio e atendimento específico quan- do desejarem ter filhos, quando apresentarem lipodistrofia (alte- ração na distribuição e/ou perda de gordura em partes do corpo), entre outros. HIV/aids HIV/AIDS HIV/aids O HIV PODE SER TRASMITIDO POR: • Sexo oral, vaginal e anal sem camisinha. • Instrumentos perfurocortantes, agulhas e seringas com sangue infectado pelo HIV. • Transfusão de sangue infectado. • Mãe infectada para a criança durante a gestação, parto ou amamentação. O HIV NÃO PODE SER TRANSMITIDO POR: • Saliva, suor, beijo, abraço, aperto de mão, banhos de pis- cina, vasos sanitários, sabonete, toalha, talheres, copos, maçanetas, bancos de ônibus, picadas de inseto etc. • Pré-natal→ o teste de HIV deve ser realizado na primeira consulta e no terceiro trimestre da gestação. • Parto → o teste rápido de HIV deve ser realizado, quando não tiver sido feito no pré-natal. • Tratamento → deve ser iniciado nas gestantes o mais precocemente pos- sível, se ainda não iniciado. Não deve ser suspenso durante a gestação. PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP) • É uma forma de prevenção do HIV/aids e não substitui outros méto- dos preventivos. • Consiste no uso de antirretrovirais por uma pessoa que se expôs ao HIV. • São exemplos de exposições: relações sexuais desprotegidas (falha, rompimento ou não uso de camisinha), violência sexual, acidente ocupacional com agulhas e outros objetos perfurocortantes. • Dura 28 dias e deve ser iniciada imediatamente, no máximo em até 72 horas. • Está disponível no SUS, sendo fundamental o acompanhamento pela equipe de saúde. • Sobre a amamentação → a mãe com HIV/aids não deve amamentar, de- vido ao risco de transmissão verti- cal. O leite materno deve ser subs- tituído por fórmula láctea infantil. • Serviço especializado → a mãe e a criança devem ser acompanhadas pela equipe de saúde. Prevenção da transmissão vertical de HIV/aids: Prevenção → usar camisinha nas relações sexuais (oral, va- ginal, anal); não compartilhar agulhas ou seringas; receber somente transfusão de sangue que tenha sido testado para o HIV; evitar contato com objetos perfurocortantes não esteri- lizados. HIV/aids PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO IMPORTANTE Toda prática sexual que envolve compartilhamento de objetos se- xuais exige cuidados. É importante higienizar os objetos, colocar cami- sinha e trocá-la antes de penetrar outra pessoa ou outro canal (oral, anal, vaginal). Uma das formas de prevenção mais fáceis e eficazes é usar a camisinha masculina ou feminina. Pode ser retirada gratuitamente nas unidades de saúde, de acordo com a disponibilidade. É importante lembrar: • Evita a transmissão das IST, incluindo o HIV (vírus da aids), hepatites virais B e C. • Serve também para evitar gravidez. DIÁLOGO SOBRE PREVENÇÃO Quem faz sexo desprotegido pode contrair IST. Não importa idade, es- tado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. É importante conversar sobre o uso do preservativo em to- das as relações sexuais (pessoas sol- teiras, casadas, sexo casual, primeira transa) e sobre a realização de testes. Camisinha masculina e feminina