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Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Metformina INDICAÇÕES: A metformina é indicada como tratamento de primeira linha para diabetes mellitus tipo 2, especialmente em pacientes com sobrepeso. Além disso, é utilizado em pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP) para melhorar a sensibilidade à insulina e regular os ciclos menstruais. FARMACOCINÉTICA: Quando administrada por via oral, a metformina é completamente absorvida no trato gastrointestinal, com uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 50% a 60% em jejum. A metformina liga-se de forma insignificante às proteínas plasmáticas e apresenta um volume de distribuição médio que varia entre 63 a 276 L. Este medicamento não é metabolizado no fígado e é excretado inalterado na urina, com uma depuração renal de 400 a 500 mL/ min. A meia-vida de eliminação da metformina é de 4 a 9 horas, e sua eliminação depende exclusivamente da função renal. Pacientes com insuficiência renal podem apresentar acúmulo do medicamento, aumentando o risco de acidose láctica. MECANISMO DE AÇÃO: A metformina atua principalmente reduzindo a produção hepática de glicose (gliconeogênese), aumentando a sensibilidade à insulina em tecidos periféricos e melhorando a captação e utilização da glicose pelas células. Ela também retarda a absorção de glicose no intestino. Diferentemente de outros antidiabéticos, a metformina não estimula a estimulação da insulina, o que resulta em um baixo risco de hipoglicemia. Além disso, a metformina tem se mostrado eficaz na redução do risco de complicações associadas ao diabetes, contribuindo para a prevenção de eventos microvasculares e macrovasculares. Isso torna uma opção terapêutica eficaz tanto para o controle glicêmico quanto para a saúde cardiovascular dos pacientes. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Comprimidos revestidos de liberação imediata; comprimidos de liberação prolongada CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: Comprimidos: 500 mg, 850 mg, 1000 mg Comprimidos de liberação prolongada: 500 mg, 750 mg, 1000 mg MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Glifage Merck S.A. Comprimidos revestidos de 500 mg, 850 mg, 1000 mg MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Dimefor Metformax EMS Medley Comprimidos revestidos de 500 mg, 850 mg, 1000 mg Observações de Prescrição: Efeitos colaterais: A metformina pode causar desconforto gastrointestinal, incluindo náusea , vômito , diarreia e dor abdominal , especialmente no início do tratamento. Além disso, pode ocorrer uma alteração no paladar e uma leve deficiência de vitamina B12 com o uso prolongado. Em casos raros, a metformina pode levar à acidose láctica , uma condição ambientalmente grave que pode se manifestar em pacientes com insuficiência renal ou outras condições que afetam a função renal. Os sintomas de acidose láctica incluem fraqueza extrema, dor muscular, dificuldade para respirar e sensação de frio. Precauções: A metformina deve ser utilizada com cautela em pacientes com disfunção renal, e a função renal deve ser monitorada regularmente. O uso do medicamento em pacientes com doenças hepáticas ou insuficiência cardíaca também deve ser cuidadosamente avaliado, pois essas condições aumentam o risco de efeitos adversos. Contraindicações: A metformina é contra-indicada em pacientes com insuficiência renal grave , acidose metabólica aguda ou crônica , ou hipersensibilidade conhecida à metformina. Pacientes que apresentam uma taxa de filtração glomerular abaixo de 30 mL/min devem interromper o uso do medicamento, pois isso aumenta o risco de acidose láctica. Além disso, a metformina não deve ser utilizada por pessoas que consomem álcool em excesso ou que se preparam para cirurgias eletivas que podem afetar a função renal. Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Glibenclamida INDICAÇÕES: A glibenclamida é indicada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, quando as alterações na dieta, atividade física e redução de peso não são suficientes para controlar os níveis de glicose no sangue. Pode ser utilizada isoladamente ou em combinação com outros antidiabéticos orais ou insulina. FARMACOCINÉTICA: A glibenclamida é rapidamente absorvida após administração oral, com pico de concentração plasmática ocorrendo entre 2 e 4 horas. A biodisponibilidade varia de 50% a 85%. Liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (cerca de 99%). O volume de distribuição é de aproximadamente 0,2 L/kg. A glibenclamida é amplamente metabolizada no fígado em metabólitos inativos e excretada principalmente pela urina (50%) e pelas fezes (40%). A meia-vida de eliminação é de 4 a 6 horas, podendo ser prolongada em pacientes com insuficiência hepática ou renal. MECANISMO DE AÇÃO: A glibenclamida é uma sulfonilureia que estimula a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas. Atua bloqueando os canais de potássio dependentes de ATP nas células beta, o que leva à despolarização da membrana e à abertura dos canais de cálcio. A entrada de cálcio promove a liberação de insulina. Como resultado, a glibenclamida reduz os níveis de glicose no sangue. Seu efeito depende da presença de células beta funcionais. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Comprimidos de liberação imediata CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: Comprimidos: 2,5 mg, 5 mg MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Daonil Sanofi-Aventis Comprimidos de 2,5 mg, 5 mg MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Glibendex Glibetrex EMS Medley Comprimidos de 2,5 mg, 5 mg Observações de Prescrição: Efeitos colaterais: Hipoglicemia é o efeito colateral mais comum, especialmente em pacientes idosos, com doenças renais ou que consomem álcool. Outros efeitos incluem ganho de peso, náusea, dor abdominal e reações alérgicas cutâneas. ● Precauções: Pacientes com insuficiência renal ou hepática devem usar a glibenclamida com cautela, com ajuste de dose. O uso em pacientes idosos também requer cuidado devido ao risco aumentado de hipoglicemia. ● Contraindicações: A glibenclamida é contraindicada em pacientes com diabetes tipo 1, cetoacidose diabética, insuficiência renal ou hepática grave, e em casos de hipersensibilidade à glibenclamida ou a outras sulfonilureias. Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Glicazida INDICAÇÕES: A glicazida é indicada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, sendo especialmente útil em pacientes idosos, obesos e aqueles que apresentam complicações vasculares associadas à doença. FARMACOCINÉTICA: A glicazida é um antidiabético oral da classe das sulfoniluréias, utilizado principalmente para o controle do diabetes tipo 2. Sua farmacocinética inclui aspectos importantes como absorção, distribuição, metabolização e eliminação. Absorção: Após a administração oral, a glicazida é completamente absorvida. A concentração plasmática máxima (C_max) é geralmente alcançada entre 8 a 9 horas após a ingestão em jejum. Os níveis plasmáticos aumentam progressivamente nas primeiras 6 horas, atingindo um platô entre a 6ª e 12ª hora. A presença de alimentos não altera significativamente os táxons ou o grau de absorção do medicamento. Distribuição: Após a amostragem, a glicazida apresenta uma alta ligação às proteínas plasmáticas, cerca de 95%, e um volume de distribuição de aproximadamente 30 litros. Isso indica que o medicamento é amplamente distribuído em tecidos. A administração diária única permite manter concentrações plasmáticas eficazes ao longo de 24 horas. Metabolização: A glicazida é predominantemente metabolizada no fígado. Nenhum metabólito ativo foi detectado no plasma, indicando que os efeitos terapêuticos são indicados à forma inalterada do medicamento. A eliminação dos metabólitos ocorre principalmente por via renal, com menos de 1% da dose administrada sendo excretada inalterada na urina. Eliminação: A meia-vida de eliminação da glicazida varia entre 12 a 20 horas, permitindo uma dosagem única diáriapara um controle eficaz da glicemia. Administração: A glicazida deve ser administrada em jejum, preferencialmente durante o café da manhã, para melhorar sua eficácia e minimizar o risco de hipoglicemia. É crucial seguir as orientações médicas quanto à dosagem e ao horário de administração para garantir um controle adequado dos níveis de açúcar no sangue. MECANISMO DE AÇÃO: A glicazida atua diretamente nas células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas. Ao se ligar a receptores específicos na membrana dessas células, a glicazida aumenta a liberação de insulina em resposta à presença de glicose no sangue. Esse efeito é particularmente importante após as refeições, quando os níveis de glicose tendem a aumentar. A glicazida ajuda a restaurar o pico inicial e a segunda fase da aprovação da insulina, frequentemente comprometida em pacientes com diabetes tipo 2. Além de sua ação sobre a administração de insulina, a glicazida possui propriedades hemovasculares que podem ajudar a reduzir o risco de complicações vasculares associadas ao diabetes, como eventos microvasculares e macrovasculares. Isso é especialmente relevante em pacientes com risco elevado devido ao controle inadequado dos níveis de glicose. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Comprimidos de Liberação Prolongada CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: 30mg: Disponível em embalagens com 15, 30 ou 60 comprimidos. Também há embalagens fracionáveis contendo 100 comprimidos e embalagens hospitalares com 500 comprimidos. 60mg: Disponível em embalagens com 30, 60 e 500 comprimidos.z MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Diamicron Servier 30 ou 60 comprimidos de 30 mg ou 60 mg MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Azukon MR Glicaron Torrent Cifarma Comprimidos de Liberação Prolongada 30mg: embalagem com 20, 30, 60 e 100 comprimidos Comprimido de Liberação Prolongada 30mg: 30 a 60 comprimidos Comprimidos de Liberação Prolongada 60mg: embalagens com 30, 60 e 500 comprimidos (embalagens hospitalares) Observações de Prescrição: A glicazida possui várias contraindicações que devem ser rigorosamente observadas: Hipersensibilidade: Contraindicada em pacientes alérgicos à glicazida, outras sulfonilureias ou sulfonamidas. Diabetes Tipo 1: Não deve ser utilizada em pacientes que dependem de insulina. Cetoacidose Diabética: Não é indicada em casos de pré-coma ou coma diabético. Doenças Renais ou Hepáticas Graves: Recomenda-se o uso de insulina nesses casos. Uso de Miconazol: A associação é contraindicada devido ao risco aumentado de hipoglicemia. Gravidez e Lactação: Não é recomendado durante a gravidez e a amamentação sem orientação médica. Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Repaglinida INDICAÇÕES: A repaglinida é um medicamento indicado para pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, especialmente quando a dieta, a redução de peso e a prática de exercícios físicos não são suficientes para controlar ou diminuir os níveis de glicose no sangue. Este antidiabético oral atua como um secretago de insulina, estimulando o pâncreas a produzir mais insulina durante as refeições. Além de ser utilizada isoladamente, a repaglinida pode ser administrada em combinação com metformina para otimizar o controle glicêmico em pacientes que não estão fornecidos controlados apenas com metformina. O tratamento com repaglinida deve ser iniciado como um complemento à dieta e ao exercício físico, reduzindo os níveis de glicose relacionados às refeições. O efeito hipoglicemiante da repaglinida ocorre rapidamente, geralmente dentro de 30 minutos após a administração oral, tornando-o particularmente eficaz para o controle da glicemia pós-prandial. É importante que os pacientes sejam monitorados regularmente para ajustar as doses conforme necessário e garantir a eficácia do tratamento. FARMACOCINÉTICA: A repaglinida é rapidamente absorvida pelo trato gastrointestinal, com uma biodisponibilidade média absoluta de 63%. O pico de concentração plasmática (C_max) ocorre aproximadamente 1 hora após a administração. A absorção não é significativamente afetada pela ingestão de alimentos, podendo ser administrada entre 30 minutos antes até imediatamente antes das refeições. Distribuição: A repaglinida apresenta um baixo volume de distribuição, cerca de 30 litros, e é altamente ligada às proteínas plasmáticas, com mais de 98% da substância se ligando a elas. Isso indica que a maior parte do fármaco permanece no plasma, o que é consistente com sua distribuição no fluido intracelular. Metabolização: A metabolização da repaglinida ocorre principalmente no fígado, sendo metabolizada pelo sistema enzimático do citocromo P450, especialmente pelo CYP2C8 e CYP3A4. Não foram identificados metabólitos com efeito hipoglicemiante clinicamente relevante. A repaglinida é quase completamente metabolizada antes de ser eliminada. Eliminação: A meia-vida de eliminação da repaglinida é de aproximadamente 1 hora, e a eliminação ocorre principalmente através da bile. Menos de 8% da dose administrada aparece na urina como metabólitos, e menos de 1% é excretado inalterado nas fezes. A eliminação do fármaco do plasma acontece em um intervalo de 4 a 6 horas após a administração. Administração: Embora a repaglinida possa ser tomada em qualquer momento em relação às refeições, para otimizar seu efeito hipoglicemiante, recomenda-se que seja administrada em jejum ou imediatamente antes das refeições. MECANISMO DE AÇÃO: A repaglinida é um segredo oral de curta ação utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, promovendo a circulação de insulina pelo pâncreas. Seu mecanismo de ação envolve uma interação com o canal de potássio dependente de ATP (K_ATP) nas células beta das ilhotas de Langerhans. Fechamento dos Canais de Potássio: A repaglinida se liga ao canal K_ATP, resultando no seu fechamento. Isso provoca a despolarização da membrana celular das células beta. Abertura dos Canais de Cálcio: A despolarização leva à abertura dos canais de cálcio dependentes de voltagem, permitindo a entrada de cálcio nas células beta. Liberação de Insulina: O aumento do cálcio intracelular induz a cartilagem de insulina, que é crucial para a redução dos níveis de glicose no sangue, especialmente após as refeições. Esse efeito insulinotrópico ocorre rapidamente, geralmente dentro de 30 minutos após a administração oral da repaglinida, tornando-o ideal para o controle da glicemia pós-prandial. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Comprimido CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: 0,5mg (Comprimido Branco) - Embalagem de 15, 30, 60, 90 e 100cps 1mg (Comprimido Amarelo) - Embalagem de 15, 30, 60, 90 e 100cps 2mg (Comprimido Pêssego) - Embalagem de 15, 30, 60, e 120cps MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Genfibrozila Germed Farma Aché Medley 30 comprimidos e 600mg MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Nateglinida Novartis Farma S.p.A Comprimidos separados em 30 com as concentrações de 60, 120 e 240mg Observações de Prescrição: A repaglinida não deve ser utilizada nas seguintes situações: Hipersensibilidade: Em caso de alergia conhecida à repaglinida ou a qualquer excipiente do medicamento. Diabetes Tipo 1: Não é indicada para pacientes com diabetes mellitus insulinodependente (DMID). Cetoacidose Diabética: Com ou sem coma, pois não é eficaz nessas condições. Gravidez e Lactação: Não há estudos suficientes sobre seu uso em grávidas ou lactantes; recomenda-se evitar seu uso sem orientação médica. Crianças: A segurança e eficácia em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Disfunções Renais ou Hepáticas Graves: O uso em pacientes com comprometimento severo da função renal ou hepática é contraindicado devido ao risco aumentado de efeitos adversos.