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Trabalho sobre Auditoria em Saúde – RESUMO A AUDITORIA NO MUNDO E NO BRASIL Resumo da Caren: No Brasil, a profissão de auditor cresceu devido à presença de empresas estrangeiras, especialmente: - Multinacionais dos EUA, Japão, França, Alemanha, Suécia e Suíça. - Mais recentemente, da Coreia e Espanha. Essas empresas enviavam e ainda enviam auditores para verificar a precisão dos relatórios financeiros de suas filiais no Brasil. Em 1965, o governo brasileiro criou uma lei (Lei nº 4.728/65) que tornou obrigatória a auditoria governamental no Brasil. Isso ajudou a garantir que as empresas brasileiras tivessem a mesma confiabilidade que as empresas estrangeiras. Além disso, em 1971, foi criado o Instituto Brasileiro de Contadores (IBRACON), resultado da fusão de dois institutos, sendo eles: - Instituto dos Contadores Públicos do Brasil (fundado em 26 de março de1957). - Instituto Brasileiro de Auditores Independentes (fundado em 2 de janeiro de 1968). Em 1972 O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) estabeleceu regras para os auditores, onde divulgou os princípios a serem seguidos no cumprimento da profissão de auditor, incluindo: Ética e confidencialidade; Independência e Normas para relatórios de auditoria. Em 1976: com a Lei nº 404, das Sociedades por Ações , foram Regulamentadas práticas e relatórios de auditoria. No mesmo ano foi realizada a Criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Fiscaliza e normatiza contabilidade e auditoria de empresas de capital aberto. E em 1985 O Banco Central emitiu normas gerais de auditoria, com ajuda do IBRACON e CFC. Essas mudanças ajudaram a Disciplinar o mercado; Melhorar a qualidade da auditoria e Proteger os investidores. A análise da literatura sobre a avaliação de serviços de saúde mostra que sempre houve formas de avaliar a qualidade dos serviços de saúde e da prática médica. Isso acontece desde o início desses serviços. A Organização Panamericana de Saúde (OPS) fez um estudo sobre a eficácia e segurança das tecnologias médicas. Ele mostrou que: O uso de estatística e avaliação científica nos cuidados médicos evoluiu lentamente. Pois, em geral não era considerado fundamental para a medicina. Há registros de que os primeiros prontuários médicos foram encontrados no Antigo Egito, comprovando que os prontuários existem há cerca de 2000 anos. Na Grécia antiga, o médico Hipócrates (460 a.C.) fez os primeiros registros detalhados sobre as doenças de seus pacientes. No entanto, foi apenas em 1910 que surgiu um estudo importante que avaliou a educação médica e a prática médica. O Relatório Flexner, coordenado por Abraham Flexner, destacou a necessidade de Controle do exercício profissional, de Melhoria nas condições de trabalho, e foi um marco importante na história da medicina. No Brasil, muitos pensam que auditoria em saúde é apenas sobre contabilidade e finanças. Mas não é só isso. A história do controle de qualidade em saúde começa com Florence Nightingale, uma enfermeira inglesa. Em 1854, durante a Guerra da Crimeia ela criou um modelo para melhorar a qualidade da saúde e usou dados e gráficos para reduzir a taxa de mortalidade de 40% para 2% em apenas 6 meses. Isso aconteceu graças a padrões sanitários rigorosos e mudanças no atendimento e nos cuidados em saúde estabelecidos. Com os crescentes custos da atenção médica, especialmente nos países desenvolvidos, surge uma necessidade de avaliar a qualidade e os custos da atenção médica. Um modelo de avaliação, baseado nas ideias de Flexner, analisa três aspectos: 1. Estrutura (recursos e infraestrutura) 2. Processo (como a atenção é prestada) 3. Resultado (efeitos da atenção médica) No Brasil, a auditoria em saúde avançou inegavelmente, mas ainda há muito para melhorar. É importante oferecer maior controle de qualidade neste processo, considerando a educação permanente como uma de suas principais funções. O AUDITOR E A AUDITORIA Bom, vimos anteriormente que o auditor deve preservar a integridade, o sigilo, o zelo profissional e a responsabilidade, ratificando que os auditores são responsáveis não só perante a administração da organização a que prestam serviço, mas também perante os usuários. Os que atuam nesta área devem conduzir-se de modo a justificar a confiança individual e institucional que lhes é depositada. De acordo com o manual do Ministério da Saúde (2016), um auditor deve seguir princípios básicos, que são eles: 1. a Independência: O auditor deve ser imparcial e não ter vínculos com a área sendo auditada. 2. a Soberania: O auditor tem liberdade para tomar decisões profissionais, sem interferências. 3. a Imparcialidade: O auditor não deve ter conflitos de interesse e deve manter neutralidade. 4. a Objetividade: O auditor deve basear suas conclusões em fatos e evidências. Conhecimento técnico e capacidade profissional: O auditor deve ter - Conhecimento técnico específico nas áreas relacionadas à auditoria - Experiência prática para tomar decisões informadas e distinguir entre situações comuns e especiais - Capacidade de atualização profissional, onde é necessário estar sempre atualizado sobre as últimas normas, procedimentos e técnicas. O manual ainda recomenda que o auditor Seja calmo, educado e paciente; Faça perguntas claras; Evite julgamentos pessoais; Mantenha mente aberta; Se baseie em evidências objetivas, não em suposições; Atue de acordo com as necessidades da auditoria; Dê oportunidade ao auditado de explicar e melhorar, e Guarde documentos e registros em local seguro e confidencial. O Ministério da Saúde define quatro objetivos para a auditoria, sendo eles: 1. Verificar se os padrões de saúde estão sendo seguidos e coletar dados sobre qualidade, quantidade, custos e gastos. 2. Avaliar processos e procedimentos para melhorá-los. 3. Avaliar a qualidade e eficácia dos serviços de saúde prestados à população. 4. Fornecer informações para melhorar o SUS e atender melhor os usuários. O manual de normas de auditoria do Ministério da Saúde ainda ressalta que para o cumprimento de suas finalidades, a auditoria será realizada por meio do desenvolvimento de atividades de auditoria analítica e operativa, objetivando: Verificar se os serviços de saúde seguem as normas e requisitos estabelecidos; Analisar a eficácia dos serviços e seus objetivos; Verificar a aplicação correta dos recursos públicos; Avaliar a qualidade da assistência à saúde e sugerir melhorias; Verificar a execução de programas e contratos de saúde; Verificar o cumprimento das leis e normas de saúde; Verificar se os órgãos de saúde seguem princípios fundamentais; Avaliar o desempenho das unidades de saúde do SUS e Dar oportunidade para melhorar processos. Segundo Pinheiro, grande parte dos clientes e usuários de serviços de saúde estão insatisfeitos com a qualidade da assistência em saúde. Isso porque a cada dia que passa eles estão mais conscientes de seus direitos e exigem o melhor atendimento. Para atender essa demanda, os serviços de saúde precisam oferecer qualidade e resultados positivos. Quando falamos em qualidade na saúde, devemos considerar o quanto os pacientes estão satisfeitos, ás variáveis presentes no ambiente da saúde e seus prováveis impactos na credibilidade da instituição. Para resolver esses problemas, alguns serviços de saúde estão usando auditorias para melhorar a qualidade do atendimento.