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EBD - ESCOLA DE LÍDERES
EVANGELHOS E ATOS
CICLO – 4
O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS
MANUAL PARA UMA IGREJA MISTA SOB PERSEGUIÇÃO
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o 
teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como 
no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, 
assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos conduzas à 
tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, 
para sempre. Amém.
 (Mateus 6.9-13)
INTRODUÇÃO
Mateus se concentra no relacionamento de Jesus com a fé judaica. Ele mostra como Jesus 
veio para cumprir o Antigo Testamento, mas ao mesmo tempo para julgar os judeus por serem 
infiéis à sua religião. Nenhum outro Evangelho denuncia com tanto vigor a postura hipócrita dos 
fariseus. Os judeus são convidados a verem em Jesus o Messias prometido, o Filho de Davi; e o 
juízo é pronunciado sobre eles pelo fato de tantos se recusarem a crer.
Mateus apresenta Jesus, em grande parte, como um mestre. Ele nos deu um relato 
sistematizado dos ensinamentos de Jesus para a instrução da própria igreja e seu trabalho de 
evangelização. O Evangelho de Mateus enfatiza o ensino de Jesus.
ESBOÇO
1. A revelação do Rei (caps. 1 – 10)
A) A pessoa do Rei (caps. 1–4)
i. Seus ancestrais e seu nascimento (1–2)
ii. Seu mensageiro (3)
iii. Sua tentação e seu ministério (4)
B) Os princípios do Rei (caps. 5–7)
C) O poder do Rei (caps. 8–10)
2. A rebelião contra o Rei (caps. 11 – 13)
A) A rejeição de seus mensageiros (11.1-19)
B) A negação de suas obras (11.20-30)
C) A recusa de seus princípios (12.1-21)
D) Os ataques à sua pessoa (12.22-50)
E) O resultado (13)
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3. A saída do Rei (caps. 14 – 20)
A) Antes da confissão de Pedro (14.1 – 16.12)
B) A confissão de Pedro: a igreja (16.13-28)
Primeira menção à crucificação (16.21)
C) Após a confissão de Pedro (17 – 20)
4. A rejeição do Rei (caps. 21 – 27)
A) Sua apresentação pública aos judeus (21.1-16)
B) Seu conflito com os líderes religiosos (21.17 – 23.39)
C) Suas profecias do reino futuro (24–25)
D) Seu sofrimento e morte (26–27)
5. A ressurreição do Rei (cap. 28)
AUTOR
O Evangelho não diz quem é seu autor, mas desde o início foi atribuído a Mateus, o 
apóstolo e ex-coletor de impostos a serviço dos romanos. Pouco se sabe sobre ele. 
DATA E LOCAL
Não se sabe ao certo quando e onde foi escrito o Evangelho de Mateus, apenas o fato deste 
Evangelho se encaixar no período entre 50 e 100 d.C.
Boa parte do material deste livro é quase idêntico ao Evangelho de Marcos, e Marcos obteve 
informações junto ao apóstolo Pedro. Atualmente a maioria dos estudiosos acredita que Mateus se 
inspirou em Marcos (e não vice-versa) e datam o Evangelho do período após 80 d.C, talvez 
escrevendo em Antioquia da Síria.
TEMA
O tema principal em Mateus é de que Jesus Cristo veio estabelecer seu reino na Terra. 
Mateus mencionou “o reino dos céus” inúmeras vezes e ele é o único autor dos evangelhos a incluir 
ensinamentos de Jesus que mencionam a “igreja” (Mateus 16.18; 18.17)
Este evangelho parece mostrar com mais força que foi escrito, também, para fortalecer os 
cristãos judeus que sofriam perseguição, para adverti-los contra a frouxidão e a apostasia e 
encorajá-los a aproveitar a perseguição como oportunidade para o evangelismo de todas as nações.
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DESTINATÁRIO
O autor é um cristão de origem judaica que escreve para uma igreja composta 
principalmente de cristãos como ele. Ele se esforça por apresentar Jesus como o tão esperado 
Messias, o Cristo prometido no Antigo Testamento. Ele registra cuidadosamente o que Jesus disse 
sobre o seu reino, um conceito radicalmente diferente de ideia de Messias corrente naqueles dias, 
quando a maior parte dos judeus esperava um líder político que livraria o povo do domínio romano.
CONTEXTO HISTÓRICO
Algumas características deste livro conferem um forte tom cristão-judaico, como o destaque 
dado ao cumprimento do Antigo Testamento, o retrato de Jesus como legislador semelhante a 
Moisés e a necessidade de boas obras em obediência consciente às ordens de Jesus. Dadas as 
ênfases de Mateus, podemos deduzir que o público-alvo intencionado pelo autor consistia em uma 
igreja (ou igrejas) povoada(s) por discípulos falsos, bem como por discípulos verdadeiros de Jesus, 
os quais eram tentados por causa da perseguição a fazer concessões em seu testemunho cristão, a 
renegar sua profissão de fé cristã e até a entregar seus irmãos discípulos aos perseguidores.
Assim, Mateus adverte acerca de tais concessões, retrocessos e traições e encoraja à fuga da 
perseguição como oportunidade para fazer discípulos de todas as nações.
PRINCIPAIS PASSAGENS E HISTÓRIAS MAIS CONHECIDAS
• Emanuel (1.23)
• A vista dos magos (2.1-12)
• O Sermão do Monte (caps. 5-7)
• A regra de ouro (7.12)
• As parábolas do reino (cap. 13)
• A confissão de Pedro (16.13-20)
• Jesus é transfigurado (cap. 17)
• Jesus e as crianças (19.13-15)
• O jovem rico (19.16-22)
• O tributo a César (22.15-22)
• O grande mandamento (22.34-40)
• Acontecimentos futuros e o juízo (caps. 24-25)
• A última semana de Jesus: sofrimento, morte e ressurreição (caps. 26-28)
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OBJETIVO
Mateus se concentra no ensino de Jesus, fazendo uma cuidadosa organização do seu 
material e alternando entre narrativa e ensino. O ensino de Jesus aparece em cinco seções 
principais:
• caps. 5-7 (o famoso “Sermão do Monte”): discipulado
• cap. 10: missão
• cap. 13: parábolas de Jesus
• cap. 18: o relacionamento entre seus discípulos
• caps. 24-25: o futuro
Mas Mateus não dá a entender que a “boa nova” se destina exclusivamente a seu próprio 
povo, os judeus. A maioria dos judeus a havia rejeitado e continuava a rejeitar (algo tão doloroso 
para o autor que muitas vezes ele soa antijudaico). Assim, este Evangelho, que começa olhando 
para trás, para o Antigo Testamento, termina com a grande comissão de Jesus: “Ide, fazei discípulos 
de todas as nações”.
CONTEÚDO DA CARTA
Os dez primeiros capítulos do relato de Mateus trazem a revelação do Rei. Ele revela-se 
para os judeus: a sua pessoa (1 – 4), os seus princípios (5 – 7) e o seu poder (8 – 10). Lembre-se 
que Mateus tenta provar que Jesus é o Rei, o “filho de Davi”. Nesse primeiro capítulo, ele apresenta 
os ancestrais humanos de Cristo (1.1-17), depois descreve seu nascimento (1.18-25). Por isso, Jesus 
é “Raiz e a Geração de Davi” (Apocalipse 22.16). Ele é a “Raiz”, pois é o Deus eterno e deu vida a 
Davi; ele é a “Geração”, pois seu nascimento humano liga-se a Davi (Romanos 1.1-4).
Mateus relata a revelação do Rei para a nação de Israel. Nos capítulos 1 e 2 ele apresentou 
os ancestrais e o nascimento do Rei, mostrando para os profetas que Jesus Cristo é o Rei de Israel. 
No capítulo 3, ele apresenta Jesus por intermédio de seu “precursor”, João Batista.
Um rei tem que provar que pode se governar antes de governar pessoas. Foi por isso que o 
rei Saul perdeu seu reinado – ele não conseguiu se controlar e obedecer a Deus. Mateus mostra o 
Rei se encontrando com o “príncipe do mundo”, e derrotando-o, resistindo às tentações no deserto.
Os primeiros 16 versículos de Mateus 5 descrevem o cristão verdadeiro e tratam do caráter. 
O resto do Sermão do Monte fala da conduta que brota do caráter. O caráter sempre antecede a 
conduta, porque o que somos determina como agimos. Em Mateus 5.1-16, Jesus mostra que a 
justiça verdadeira é interior e, em 5.17-48, menciona que o pecado também é interior. Por isso, ele 
expõe a falsa justiça dos fariseus que ensina que a santidade consiste em atos de devoção, e que o 
pecado é o ato exterior. Muitas pessoas cometem esse erro hoje! Para decidir o destino da vida, 
Deus considera o coração dos homens.
O 6° capítulo trata da prática da justiça verdadeirana vida do crente. Na verdade, essa seção 
se estende até 7.12 e se divide em três seções: o crente e a adoração (6.1-18); o crente e a riqueza 
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(6.19-34); e o crente e seu caminhar (7.1-12). A primeira seção envolve o relacionamento com 
Deus; a segunda, com o mundo; e a terceira, com a espécie humana.
A primeira parte do capítulo sete complementa a segunda seção do Sermão do Monte – “A 
justiça verdadeira exercida pelo crente” (6.1 – 7.12). Em 6.1-18, a ênfase estava na adoração; em 
6.19-34, na riqueza; e 7.1-12 lida com o caminhar cristão no relacionamento com os outros. A seção 
final do Sermão do Monte (7.13-29) intitula-se “A justiça verdadeira comprovada por meio de 
testes”.
Mateus agora apresenta uma nova seção, em que o Rei revela o seu poder (caps. 8 – 10). O 
autor agrupa 10 milagres para provar a seus leitores que Jesus Cristo possui os poderes do Rei que 
o Antigo Testamento prometeu que o Messias teria. Em seu primeiro sermão (Lucas 4.18-19), ele 
anunciou que provaria que o Espírito estava sobre ele ao curar e ajudar as multidões. Isaías 35 
promete que, na era do reino, os cegos enxergariam, os coxos andariam, etc. (vs. 5-6). Esses 
milagres são as credenciais de Cristo que provam que ele foi enviado por Deus. Cristo tem o poder 
sobre doenças (8.1-17), sobre a natureza (8.18-27) e sobre Satanás (8.28-34). O Messias também 
tem o poder sobre o pecado (9.1-17), sobre a morte (9.18-26), sobre as trevas (9.27-31) e sobre os 
demônios (9.32-38).
O capítulo 10 apresenta o fim da primeira seção de Mateus, “a revelação do Rei” (caps. 1-
10). Nos capítulos 8-9, Cristo revela o seu poder por meio da série de milagres que realiza, e nesse 
capítulo ele envia seus embaixadores para fazer milagres e levar a mensagem do reino. Tenha em 
mente que, sempre que há sinais, estamos lidando com os judeus e a mensagem do reino (I 
Coríntios 1.22). Esse capítulo dá instruções aos apóstolos do passado (vs. 1-15), aos do futuro 
período da tribulação (vs. 16-23) e aos servos de Deus de hoje (vs. 24-42). 
O capítulo 11 apresenta um ponto de mudança no ministério de Cristo a partir da forma 
como Mateus o apresenta. Completou-se “a revelação do Rei” (caps. 1 – 10). Agora, começa a 
aparecer a “rebelião contra o Rei” (caps. 11 – 13). Nessa seção, os judeus rebelam-se contra cada 
revelação que Cristo apresenta de si mesmo:
• Ele foi anunciado por João Batista.
Eles permitem que João vá preso (11.1-19)
• Ele faz vários milagres.
As cidades recusam a se arrepender (11.20-30)
• Ele anuncia seus princípios.
Eles discutem com o Senhor sobre eles (12.1-21)
• Ele revela quem é.
Eles dizem que ele trabalha com Satanás (12.22-50)
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Claro, o resultado é que Jesus se afasta da nação (caps. 14 – 20), olha em direção à cruz. O 
que se iniciou como rebelião, mais tarde se torna rejeição declarada. A rebelião contra o Rei adquire 
mais e mais força. Os fariseus rejeitaram seu mensageiro, João Batista (11.1-19), e não se 
arrependeram, apesar das obras poderosas de Jesus (11.20-30). Agora, eles discutem com Jesus a 
respeito de seus princípios (a questão do sábado) e até acusam-no de ter ligação com Satanás! O 
capítulo 12 é cheio de conflitos: a respeito do sábado (12.1-21); a respeito de Satanás (12.22-37); e 
a respeito dos sinais (12.38-50).
O capítulo 13 é um capítulo crucial da Bíblia que todo crente deve tentar compreender 
totalmente. A rejeição a Cristo atinge seu ápice, e ele se afasta da nação e se aproxima de todos os 
que vêm para ele (Mateus 11.28-30). A grande pergunta agora é: “O que acontecerá ao reino agora 
que o Rei foi rejeitado?”. Mateus 13 apresenta a resposta a essa pergunta. Nesse capítulo, Jesus 
delineia os “mistérios do reino” e explica como é o “reino dos céus” na presente era.
No capítulo 14 passamos para uma nova e importante seção do evangelho de Mateus: “A 
saída do Rei” (caps. 14 – 20). Nessa seção, Jesus “retira-se” para longe das multidões e passa um 
tempo sozinho com seus discípulos, preparando-os para a vinda da crise em Jerusalém. Lembre-se 
que, nessa fase, mesmo os discípulos pensavam em termos de um reino terreno, e os ensinamentos 
de Cristo a respeito da cruz os deixavam perplexos. Era necessário que ele os preparasse para essa 
experiência de teste de fé. Os três eventos desse capítulo ilustram as características dessa época em 
que o rei é rejeitado:
• Perseguição (14.1-12): os servos de Cristo sofrerão e morrerão por ele;
• Provisão (14.13-21): os servos de Cristo ministram o pão da vida ao homem; e
• Proteção (14.22-36): Cristo ora por seus servos e os salva.
No capítulo 15, Jesus se afasta dos fariseus e vai para a região de Tiro e Sidom (15.21), dali 
vai para a Galileia (15.29) e, por fim, parte para o território da Magadã (15.39). Nesse período ele 
evitava a confrontação aberta com os líderes judeus e também ensinava seus discípulos e 
preparava-os para sua morte na cruz.
Embora a lição-chave no capítulo 16 seja a confissão de fé de Pedro, temos de examinar o 
capítulo todo a fim de captar o cenário de forma adequada. Cristo e os discípulos estiveram em 
“retiro”, e ele preparava-os para os acontecimentos – seu sofrimento e morte – que se 
aproximavam. A confissão de Pedro nesse ponto representa a culminância dos meses de instrução. 
Desse momento em diante, Cristo fala-lhes abertamente a respeito de sua crucificação, e eles 
iniciam a viagem de volta a Jerusalém. Esse capítulo projeta quatro movimentos: Conflito: Jesus é 
tentado pelo inimigo (16.1-5); Conclusão: a descrença dos discípulos (16.6-12); Confissão: Pedro 
confessa o Cristo (16.13-20); e Correção: Pedro, a pedra de tropeço (16.21-28).
Depois de um período de ensinamentos, onde menciona por mais duas vezes sua 
crucificação, o capítulo 21 inicia com três sinais precisos para a nação de Israel (21.1-22 – A 
apresentação do Rei; A purificação do templo; e A maldição contra a figueira) que são seguidos de 
três parábolas relacionadas a Israel (21.23-22.14 – Os dois filhos; A vinha e os lavradores; e A festa 
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de casamento). O antagonismo dos fariseus e dos escribas por causa da purificação do templo traz à 
tona as parábolas. O restante do capítulo 22 trata das questões que os escribas e os fariseus 
levantaram na tentativa de “surpreender [Cristo] em alguma palavra” (vs. 15).
Após silenciar os inimigos, Cristo os expõe publicamente. No Sermão do Monte, ele disse 
que, se quiséssemos entrar no céu, nossa justiça teria de exceder a dos escribas e fariseus (Mateus 
5.20). Ele expõe a hipocrisia deles e mostra de forma contundente que a mera “religião” não pode 
nunca tornar a pessoa santa. Sem dúvida, essa exposição pública deixou os fariseus com raiva e 
teve muito a ver com a crucificação de Cristo.
Em seu discurso, Cristo responde às perguntas feitas pelos discípulos em 24.3. Eles 
perguntaram: “Quando sucederão estas coisas [a destruição do templo, vs 2]?”. Ele diz-lhes (veja 
Lucas 21.20-24), contudo Mateus não registra a resposta. Ela aconteceu em 70 d.C., quando Tito 
conquistou Jerusalém e destruiu a cidade. A passagem 24.29-44 fornece a resposta à pergunta: “Que 
sinal haverá da tua vinda?”, e 24.4-28 responde à questão sobre os sinais “da consumação do século 
[judeu]”.
Mateus 24.4-31 descreve eventos que acontecerão durante os sete anos da tribulação, que 
seguem o arrebatamento da igreja. Essa é a 70ª semana descrita em Daniel 9.20-27. Descreve-se 
esse mesmo período em Apocalipse 6-19. Esse é o tempo em que Deus derramará sua ira sobre o 
mundo rebelde.
Três pessoas sobressaem-se no relato das últimas horas do Senhor diante do Calvário: o 
próprio Cristo, Pedro e Judas Iscariotes. No capítulo 26, é interessante observar o contraste entre 
Pedro e Judas, e cada um deles nos dá lições espirituais com suas falhas. Judas é uma advertênciapara que não resistamos à Palavra de Deus e não rejeitemos a Cristo; Pedro é uma mostra de como 
o crente pode apostatar e perder seu testemunho.
Mateus encerra seu livro registrando a “ressurreição do Rei”, o ponto culminante da história 
do Evangelho.
CONCLUSÃO
Cada um dos quatro Evangelhos tem sua própria ênfase especial. Mesmo sendo o primeiro 
(na ordem canônica), Mateus é aquele que para muitos leitores é mais difícil. Mas para os primeiros 
cristãos era muito importante mostrar que a nova fé lançava raízes no judaísmo, e é exatamente isso 
que Mateus, com seu grande número de citações da Bíblia hebraica, procura fazer. Este Evangelho 
é uma “ponte”, ligando Jesus a tudo que veio antes.
Em todo o seu Evangelho, Mateus referiu-se às Escrituras dos hebreus, mostrando como 
Jesus as cumpriu. Mas não há nada de exclusivo com relação às boas novas. E as palavras finais do 
Evangelho são universais: o reino de Deus está aberto, o convite está feito, e se destina a pessoas de 
todas as nações.
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