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MemóriaeAprendizado
Dr Jose Benedito Jaime
Disciplina de Fisiologia Humana I
Cursos de Farmacia
Memória
seu comportamento em• Capacidade de um organismo alterar 
decorrência de experiências prévias.
Aprendizado
• É uma modificação relativamente estável do comportamento ou do 
conhecimento, que resulta do exercício, experiência, treino ou estudo.
Memória x Aprendizado
Anatomia Fisiológica do Córtex
Cerebral
I. Camada Molecular
II. Camada Granular Externa
III. Camada de Células Piramidais
IV. Camada Granular Interna
V. Camada das Grandes Células Piramidais
VI. Camada de Células Fusiformes ou polimórficas
GUYTON & HALL, Tratado de Fisiologia Médica, 12ª Edição.
Relações Anatômicas e Funcionais do Córtex Cerebral com o Tálamo
• Quando o tálamo é danificado juntamente com o córtex, a perda da função cerebral é 
muito maior do que quando apenas o córtex é danificado.
• Conexões talâmicas cortadas = área cortical correspondente comprometida.
• Sistema talamocortical
http://www.psiquiatriageral.com.br/psicossomatica/imagens/neuro_ue.jpg
http://www.psiquiatriageral.com.br/psicossomatica/imagens/neuro_ue.jpg
• Áreas de Associação
Funções de Áreas Corticais Específicas
• Área de Associação Pré-frontal
• “Memória de Trabalho”
• Planejamento motor
• Processos mentais da razão
• Área de Broca
Áreas associativas
• Circuito neural necessário para 
formação da palavra.
• Área pré-motora da fala: 
Planejamento dos padrões 
motores para expressão da palavra 
e frases curtas.
• Estreita associação com a Área de 
Wernicke (compreensão da 
linguagem).
Área de Broca
• “Memória de trabalho”:
• Manter presente, 
simultaneamente, diversos 
fragmentos de 
informações, 
sequencialmente 
apresentados, e resgatar 
essa informação, assim 
que ela for necessária.
• Combinando todos os 
fragmentos temporários de 
memória de trabalho, temos 
capacidade de:
Memória de Trabalho
Retardar a ação em 
resposta a sinais 
sensoriais, até decidir 
qual a melhor forma de 
resposta
Considerar as 
consequências de ações 
motoras, antes de serem 
executadas
Correlacionar vias e
informações
Planejar o futuro
Fazer prognósticos
Controlar atividades, de 
acordo com as leis morais
Lesões na Área Associativa Pré-frontal
• Perda da capacidade de resolver problemas complexos;
• Incapacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo e sequenciais;
• Nível de agressividade diminuída e em geral, perda de ambição;
• Respostas sociais inapropriadas;
• Incapacidade de acompanhar longos raciocínio;
• Alteração de humor frequente;
• Padrões motores sem propósito.
• Emoções Aprendizado
• Ativação de outras áreas do encéfalo.
Área de Associação Límbica
1. Análise das coordenadas espaciais do corpo;
2. Área para compreensão da linguagem (Wernicke);
3. Área para o processamento inicial da linguagem visual (leitura);
4. Área para nomeação de objetos.
Área associativa parieto-occiptotemporal
• Área interpretativa geral, área gnóstica, área de conhecimento, área associativa
terciaria.
• Associação do lobo temporal, occipital, parietal.
• Papel mais importante de todo o córtex cerebral: Inteligência.
• Reativar padrões complicados de memória.
•Experiências sensoriais são convertidas em em seu
equivalente linguístico antes de ser armazenado nas
áreas de memória.
Área de Wernicke
• Prosefonosia
• Incapacidade de reconhecer faces.
• Dano: superfícies inferiores mediais 
de ambos os lados occipitais, 
conjuntamente com as superfícies 
médio-ventrais dos lobos 
temporais.
Área para reconhecimento de faces
• Hemisfério esquerdo dominante (95%).
• Funções interpretativas gerais: fala e 
controle motor.
• Área de Wernicke é 50% maior no 
hemisfério esquerdo que no direito em 
neonatos.
• Se o lado esquerdo for lesado, lado oposto 
desenvolve características dominantes.
Hemisfério Dominante
Teoria da dominância
Atenção mental parece ser direcionada a um pensamento principal 
por vez;
Devido ao fato do lobo temporal posterior esquerdo ser ligeiramente 
maior que o direito, ele começa a ser usado em maior grau;
A tendência de direcionar a atenção para à região mais desenvolvida, 
faz com que a intensidade do aprendizado seja maior do lado 
esquerdo.
• Entender e interpretar música.
• Experiências visuais não verbais.
• Relações espaciais entre a pessoa e 
seus arredores.
• Linguagem corporal.
• Entonação de voz.
• Experiências somáticas relacionadas 
ao uso de membros e mãos.
Funções do Córtex Parieto-occiptotemporal no Hemisfério não Dominante
http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved= 
0CAgQjRw&url=http%3A%2F%2Famavc.com.br%2Fentendendo-o-
funcionamento-do-cerebro
http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd&cad=rja&uact=8&ved
Lesão grande na área de Wernicke: totalmente incapacitado para compreensão 
da linguagem ou comunicação
AFASIA GLOBAL
Entendendo melhor a função do cérebro na comunicação: um breve resumo
• Aspectos sensoriais da comunicação Aspectos aferentes da linguagem
Entender a palavra falada e a palavra escrita interpretar pensamentos
AFASIA DE WERNICKE
• Aspectos motores da comunicação -> aspectos eferentes da 
linguagem
O processo mental da fala envolve:
(1) Formação dos pensamentos, escolha das palavras
(2) Controle motor da vocalização e o ato de vocalizar em si mesmo
Perda da área de Broca AFASIA MOTORA
Entendendo melhor a função do cérebro na comunicação: um breve resumo
https://books.google.com.br/books?id=vFlJYPy
Entendendo melhor a função do cérebro na 
comunicação: um breve resumo
Experimento:
(1) Macaco tem seu corpo caloso 
seccionado, dividindo o quiasma 
óptico longitudinalmente.
(2) Ensina-se ao macaco a reconhecer 
diferentes objetos no olho direito 
(olho esquerdo coberto).
(3) O olhos direito é coberto, testa-se 
se o olho esquerdo é capaz de 
reconhecer os mesmos objetos.
(4) O olho esquerdo NÃO pode 
reconhecer os objetos.
Função do corpo caloso e comissura 
anterior (pensamentos, memórias,
treinamento )
• Exemplos importantes da cooperação entre os dois hemisférios (secção do 
corpo caloso):
• Bloqueio da transferência de informações da área de Wernicke do hemisfério 
dominante ao córtex motor do lado oposto.
Consequência: funções intelectuais da área de Wernicke do lado esquerdo perdem o 
controle do córtex motor do lado direito (inicia funções motoras voluntarias da mão
e do braço esquerdos).
• Impede a transferência de informações somáticas e visuais do hemisfério direito à 
área de Wernicke no hemisfério dominante esquerdo.
Consequência: Informações somáticas e visuais do lado esquerdo do corpo 
frequentemente deixam de chegar a esta área interpretativa geral do cérebro. Não 
podem ser usadas para tomar decisões.
Função do corpo caloso e comissura anterior (pensamentos, memórias, treinamento )
• Caso: adolescente com o corpo caloso seccionado.
• Lado esquerdo: entendia tanto a palavra escrita quanto a palavra falada
• Lado direito: conseguia entender a palavra escrita, mas não a palavra falada. 
Além disso, obtinha uma resposta de ação motora á palavra escrita sem que o 
córtex esquerdo jamais soubesse porque a resposta foi feita.
• As duas metades do cérebro tem capacidades independentes de consciência, 
armazenamento de memórias, comunicação e controle de atividades 
motoras. O corpo caloso faz com que elas ajam de forma cooperativa ao nível 
subconsciente superficial, e a comissura anterior unifica as respostas 
emocionais dos dois lados do cérebro.
Função do corpo caloso e comissura anterior (pensamentos, memórias, treinamento )
• Como você sabe que aprendeu alguma coisa?
• Alguém que observa você lendo seu livro poderia dizer se você esta ou não 
aprendendo alguma coisa?
• O aprendizado pode ser dividido em dois tipos:
1. Associativo
2. Não associativo
O Aprendizado é a Aquisição do Conhecimento
• Problema: Falta de informações dos mecanismos neurais do 
pensamento e memória.
• O que sabemos:
• Papel do córtex na profundidade
do pensamento
• Pensamentos envolvem diversas estruturas
Pensamentos, Consciência e Memória
Córtex Tálamo
Sistema 
límbico
Formação 
reticular
Pensamentos básicos
Envolvem exclusivamente centros 
inferiores.
Pensamentos complexos
Envolvem áreas corticais mais 
associação com outras estruturas.
Exemplo: Visão.
Pensamentos, Consciência e Memória
O que são Pensamentos?
Resultado de um “padrão” 
de estimulação de muitas 
partes do sistema nervoso 
ao mesmo tempo e com 
uma sequência definida.
Córtex, Sistema Límbico, 
Tálamo e Formação 
Reticular.
O que é 
Consciência?
Fluxo contínuo de alerta, 
do conhecimento, tanto de 
nosso ambiente quanto de 
nossos pensamentos 
sequenciais.
Pensamentos, Consciência e Memória
• Teoria holística do pensamento
Sistema Límbico 
Tálamo
Formação Reticular
Pensamentos, Consciência e Memória
Natureza geral dos pensamentos, qualidades
(prazer, dor, conforto, desprazer).
Determinam características discretas; 
Localização das sensações na superfície corporal; 
Sensação de textura;
Reconhecimento visual de padrões geométricos.
Áreas corticais
• As memórias são causadas por variações da sensibilidade da transmissão sináptica 
entre neurônios, como consequência de atividade neural prévia.
• Vias facilitadas = Traços de memória  podem ser ativados pela mente pensante 
com a finalidade de reproduzir as memórias.
• A maior parte da memória é associativa  Baseia-se nos traços de memória 
mnêmicos.
Memória
• Memória positiva:
• Informações que causam consequências importantes - dor ou prazer;
• Cérebro realça e armazena essas informações como traços mnêmicos;
• Sistema límbico determina a importância da informação;
• Facilitação das vias sinápticas = Sensibilização da memória.
• Memória negativa:
• Maior parte;
• Informações sem importância COMO?
• Descarte dessas informações.
Memória Positiva e Negativa
Habituação:
Inibição de vias 
sinápticas para 
memorias negativas
Por quê?
Capacidade do 
cérebro em ignorar 
informações para não 
sobrecarregá-lo.
Memória Positiva e Negativa
Classificação das Memórias
• Memória a Curto Prazo
• Dura segundos, ou minutos; somente duram enquanto a pessoa continuar 
a pensar sobre os números ou fatos.
• Teorias para os mecanismos fisiológicos:
• Circuito de Neurônios Reverberativos Temporários.
• Facilitação ou Inibição pré-sináptica – neurotransmissores estimulam 
ou inibem a via
Classificação das Memórias
Circuito de Neurônios Reverberativos
http://163.178.103.176/Fisiologia/neurofisiologia/pract_bas_8/Houssay923a.jpg
http://163.178.103.176/Fisiologia/neurofisiologia/pract_bas_8/Houssay923a.jpg
Classificação das Memórias
• Memória a Curto Prazo
http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf
http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf
Classificação das Memórias
• Memória Intermediária a Longo Prazo
• Podem durar muitos minutos, ou mesmo semanas.
• Eventualmente, essas memórias serão perdidasmas podem ser consolidadas 
em memórias a longo prazo.
tanto nas
• Fisiologia:
• Resultado de alterações químicas ou físicas, ou ambas, 
terminações pré-sinápticas quanto na membrana pós-sináptica.
Classificação das Memórias
Memória Baseada em Alterações 
Químicas na Terminação Pré-
sináptica ou na Membrana 
Neuronal Pós-Sináptica
Habituação
Facilitação (co-estimulação)
GUYTON & HALL, Tratado de Fisiologia Médica, 12ª Edição.
• Mecanismo de Habituação
Fechamento progressivo
de canais de Ca++
Menor liberação
neurotransmissor
Perda de estímulo!
Mecanismo Molecular da Memória Intermediária
Mecanismo Molecular da Memória Intermediária
• Mecanismo de Facilitação
Liberação de serotonina
Ativação da enzima 
adenil ciclase
Formaçao de AMPc
Ativaçao de 
proteinocinase que 
fosforila canais de K+
Diminuição da
condutância de K+
Prolonga o PA, já que a 
saída de K é necessária 
para a recuperação 
rápida do PA
PA prolongado
Maior influxo de Ca++
Liberação mais 
neurotransmissores
Classificação das Memórias
• Memória a Longo Prazo
• É a consequência de alterações estruturais reais, em vez de apenas mudanças
químicas nas sinapses que realcem ou suprimem a condução do sinal.
• O desenvolvimento da memória a longo prazo depende da reestruturação física
das sinapses de forma que mude a sua sensibilidade para a transmissão dos
sinais.
Classificação das Memórias
• Alterações Estruturais Ocorrem nas Sinapses Durante o Desenvolvimento da 
Memória a Longo Prazo
1 Aumento do 
número de 
sítios de 
liberação de 
vesículas para 
a secreção de 
substância 
transmissora.
2 Aumento do 
número de 
vesículas 
transmissoras.
3 Aumento do 
número de 
terminações 
pré-sinápticas.
4 Alterações das 
estruturas das 
espinhas 
dendríticas.
Consolidação da Memória
Repetição mental 
(potencialização)
Mais tempo de memória 
a curto prazo
Formação de memória a 
longo prazo
Consolidação da Memória
Consolidação da Memória
• Novas Memórias são comparadas durante a Consolidação
• Novas memórias são comparadas as memórias antigas;
• Essa comparação que é armazenada em zonas específicas do cérebro;
• As novas memórias são armazenadas em associação direta com outras memórias do 
mesmo tipo  Necessário para facilitar o processo de resgate da memória.
Princípio do Uso ou Perda
• Regula o número final de neurônios e suas conectividades no SN;
• Degeneração de neurônios corticais não estimulados;
• Tipo de aprendizado;
• Exemplo: cegueira permanente.
Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização
• Hipocampo
• Ajuda no armazenamento de memórias;
• Área de recompensa x Área de punição;
• Não é importante para o aprendizado reflexivo*
* São habilidades motoras que não envolver verbalização ou formas simbólicas de 
inteligência.
Exemplo: aprendizado requerido em esportes, repetição física.
Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização
As amnésias retrógradas e anterógrada podem ocorrer simultaneamente por lesões
hipocampicas. Entretanto, lesões em algumas áreas talâmicas podem causar especificadamente
amnésia retrógrada sem causar anterógrada.
Amnésia 
anterógrada:
Incapacidade de 
armazenar novas 
memórias
Amnésia 
retrógrada:
Incapacidade de 
recordar memórias do 
passado (mais 
recentes).
Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização
• Tálamo
• Importante papel ao procurar as memórias;
• Causa amnésia retrógrada;
• O processo de memória não somente requer sua armazenagem, mas, 
também, a capacidade de buscar essas memórias.
• GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 12ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier Ed., 2011.
• http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf, acessado em abril/2015.
• http://www.anato.ufrj.br/material/NeuroIbro_11AprendizagemMemoria.pdf, acessado em abril/2015.
• http://www.ib.usp.br/~rpavao/memoria.pdf, acessado em abril/2015.
• http://www.webartigos.com/artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de-
aprendizagem/83381/, acessado em abril/2015
Referências
Aula de 
Bruna Campos, Gabriela Pimenta, Hortência Gomes, 
Isabela Gontijo, Isabella Brum, Jéssica Marques Rebeca
Furtado.
Centro Universitário de Belo Horizonte Faculdade 
de Medicina
http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf
http://www.anato.ufrj.br/material/NeuroIbro_11AprendizagemMemoria.pdf
http://www.ib.usp.br/~rpavao/memoria.pdf
http://www.webartigos.com/artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de-

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