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IMUNIZAÇÃO
• A imunização é o processo pelo qual uma pessoa se torna imune ou resistente a uma doença
infecciosa, normalmente pela administração de uma vacina. As vacinas estimulam o próprio
sistema imunológico do corpo a proteger a pessoa contra infecções ou doenças posteriores.
• A imunização evita doenças, incapacidade e mortes por enfermidades preveníveis por
vacinas, tais como câncer do colo do útero, difteria, hepatite B, sarampo, caxumba,
coqueluche, pneumonia, poliomielite, doenças diarreicas por rotavírus, rubéola e tétano.
• O êxito das Campanhas de Vacinação contra a varíola na década dos anos sessenta mostrou
que a vacinação em massa tinha o poder de erradicar a doença. O último caso de varíola
notificado no Brasil foi em 1971, e no mundo em 1977 na Somália.
• Em 1973 foi formulado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), por determinação do
Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se
caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área
de cobertura. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por
técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde)
e da Central de Medicamentos (CEME - Presidência da República), foi aprovada em reunião
realizada em Brasília, em 18 de setembro de 1973, presidida pelo próprio Ministro Mário
Machado Lemos e contou com a participação de renomados sanitaristas e infectologistas,
bem como de representantes de diversas instituições.
• Em 1975 foi institucionalizado o PNI, resultante do somatório de fatores, de âmbito nacional e
internacional, que convergiam para estimular e expandir a utilização de agentes imunizantes,
buscando a integridade das ações de imunizações realizadas no país. O PNI passou a coordenar,
assim, as atividades de imunizações desenvolvidas rotineiramente na rede de serviços e, para tanto,
traçou diretrizes pautadas na experiência da Fundação de Serviços de Saúde Pública (FSESP), com
a prestação de serviços integrais de saúde através de sua rede própria. A legislação específica
sobre imunizações e vigilância epidemiológica (Lei 6.259 de 30-10-1975 e Decreto 78.231 de 30-12-
76) deu ênfase às atividades permanentes de vacinação e contribuiu para fortalecer
institucionalmente o Programa.
• Em seguimento à erradicação da varíola, inicia-se em 1980 a 1ª Campanha Nacional De Vacinação
Contra A Poliomielite, com a meta de vacinar todas as crianças menores de 5 anos em um só dia. O
último caso de poliomielite no Brasil ocorreu na Paraíba em março de 1989. Em setembro de 1994 o
Brasil junto com os demais países da região das Américas, recebeu da Comissão Internacional para
a Certificação da Ausência de Circulação Autóctone do Poliovírus Selvagem nas Américas, o
Certificado que a doença e o vírus foram eliminados de nosso continente.
• Ao longo do tempo, a atuação do PNI alcançou consideráveis avanços ao consolidar a estratégia de
vacinação nacional. As metas mais recentes contemplam a eliminação do sarampo e do tétano
neonatal. A essas, se soma o controle de outras doenças imunopreveníveis como Difteria,
Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, formas graves da
Tuberculose, Rubéola e Caxumba em alguns Estados, bem como, a manutenção da erradicação da
Poliomielite.
• O PNI adquire, distribui e normatiza também o uso dos imunobiológicos especiais, indicados
para situações e grupos populacionais específicos que serão atendidos nos Centros de
Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). É também de responsabilidade desta
coordenação a implantação do Sistema de Informação e a consolidação dos dados de
cobertura vacinal em todo o país. São destinados para uma população especial: usuário que
apresenta contraindicação á utilização dos imunobiológicos disponíveis na rede pública,
individuo imunocompetente (capacidade do organismo de produzir uma resposta
imunobiologica eficiente contra substancias estranhas) e imunodeprimido (uma pessoa que
tem o sistema imunológico enfraquecido), portador de doenças crônicas e aquele que
apresenta outra condição de risco.
• Destacamos que o objetivo principal do Programa é de oferecer todas as vacinas com
qualidade a todas as crianças que nascem anualmente em nosso país, tentando alcançar
coberturas vacinais de 100% de forma homogênea em todos os municípios e em todos os
bairros.
• O PNI é, hoje, parte integrante do Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio
técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O que é uma vacina ? 
• As vacinas são substâncias produzidas em laboratório que estimulam o nosso sistema imunológico
a produzir anticorpos contra determinadas doenças antes de termos contato com elas.
• Elas atuam com o objetivo de criar uma memória imunitária no nosso organismo. Geralmente, esse
mesmo processo aconteceria no corpo do indivíduo que entra em contato com o vírus.
• Só que com a vacina, é possível apenas desenvolver os anticorpos sem desenvolver a doença e as
complicações causadas por ela.
• Quando o organismo entrar em contato com o vírus para o qual a vacina foi criada, ele vai saber
como se proteger.
• Há diferentes tipos de vacina que podem ser aplicados tanto por injeção quanto de forma oral,
entretanto o segundo caso é uma minoria e o exemplo mais comum é a VOP, que são as gotinhas
contra a poliomielite.
Tipos de vacinas:
• Vacinas de microrganismos atenuados
-Este tipo de vacina é feito com o microrganismo enfraquecido em laboratório, a partir de um indivíduo ou animal infectado.
-O vírus passa por mutações dentro do laboratório até ficar extremamente fraco ao ponto de não causar a doença.
-Entretanto, apesar de não desenvolver a doença, ele consegue fazer com que o corpo desenvolva a imunidade.
-De forma geral, a vacina atenuada é contraindicada para grávidas e imunodeprimidos.
-São exemplos de vacinas com microrganismos atenuados: BCG, febre amarela, tríplice viral, catapora e a vacina para
herpes zoster e a nova vacina contra herpes.
• Vacinas de microrganismos inativados ou mortos
-A vacina inativada é feita com bactérias e vírus mortos, ou fragmentos desses microrganismos.
-Para que fiquem inativos, eles passam por processo químicos ou de calor, controlados em laboratório.
-Quando eles entram em contato com o organismo, nosso corpo entende que precisa se proteger e passa a desenvolver
anticorpos.
-Diferente do imunizante com vírus atenuado, neste tipo de vacina, ela apenas engana o organismo para que passe a
desenvolver apenas os anticorpos, sem desenvolver a doença.
-São exemplos de vacinas inativadas: hepatite, vacina meningocócica, Haemophilus influenzae e febre tifóide.
-Essas vacinas são extremamente seguras, mas podem perder eficácia com o tempo e precisar de reforço.
• À base de RNA
-Este é um tipo de vacina novo criado a partir do RNA mensageiro das nossas células.
-O RNA faz parte das nossas células e é responsável por carregar as instruções para a síntese proteica.
-Quando a vacina é aplicada, ela introduz nas células do organismo a sequência de RNA mensageiro com a fórmula
para que essas células produzam uma proteína específica do agente que se quer imunizar.
-Ou seja, ela ensina as células a desenvolverem a proteína exata que faz o corpo produzir anticorpos.
-A partir daí, o corpo passa a reconhecer essas substâncias como estranhas e a se proteger delas.
-O imunizante é capaz de produzir respostas rápidas em surtos e epidemias.
-A vacina da Pfizer contra a Covid-19 é um exemplo deste tipo de vacina.
• Vetores virais
-A vacina de vetor viral é feita com determinados genes do vírus que são incapazes de se replicar no organismo.
-Esse vírus (modificado), funciona como um alerta para que o sistema imunológico comece a trabalhar contra os
invasores.
-A atuação deste tipo de vacina é parecida com ade RNA, e também é uma tecnologia nova, desenvolvida em
vacinas como a Astrazeneca e a Janssen, contra a Covid-19.
Imunizantes que fazem parte do Programa 
Nacional de Imunizações (PNI)
• BCG – Protege contra formas graves de tuberculose: meníngea e miliar. É composta 
por uma bactéria viva atenuada e deve ser administrada uma dose única ao nascer.
• Hepatite B – Imuniza contra a hepatite B. É composta por antígeno recombinante 
de superfície do vírus purificado. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma 
dose ao nascer, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, 
preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na 
maternidade.
• DTP+Hib+HB (Penta) – Utilizada no combate à difteria, ao tétano, à coqueluche, 
à Haemophilus influenzae B e à hepatite B. Três doses devem ser administradas, 
por via intramuscular, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as 
doses, mínimo de 30 dias.
• Poliomielite 1,2,3 (VIP – inativada) – É administrada em três doses e é 
composta pelo vírus inativado tipos 1, 2 e 3 no combate à poliomielite. A primeira 
dose dever ser administrada aos 2 meses, a segunda aos 4 meses e a terceira 
dose aos 6 meses de vida da criança. A orientação é aplicar injeção em intervalo 
máximo de 60 dias e o mínimo de 30 entre uma e outra por via intramuscular.
• Pneumocócica 10 valente (Pncc 10) – Administrada no combate a 
pneumonias, meningites, otites e sinusites pelos sorotipos que compõem a 
vacina. O esquema vacinal consiste na administração de duas doses e um 
reforço. A primeira deve ser administrada aos 2 meses de idade, a segunda aos 
4 e o reforço aos 12 meses. A administração é realizada por via intramuscular.
• Rotavírus humano G1P1 (VRH) – Protege contra a diarreia causada pelo 
rotavírus. Devem ser administradas duas doses, aos 2 e 4 meses de idade, por 
via oral. Não deve repetir a dose se a criança vomitar.
• Meningocócica C (conjugada) – Protege contra a meningite meningocócica tipo C. 
Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, aos 3 e 5 meses de 
idade e um reforço aos 12 meses.
• Febre amarela (atenuada) – Protege contra a febre amarela. Deve ser 
administrada, por via subcutânea, uma dose aos 9 meses de vida e uma dose de 
reforço aos 4 anos de idade.
• Poliomielite 1 e 3 (VOP – atenuada) – Protege contra o poliovírus tipo 1 e 3 e é 
administrada como reforço, por via oral, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e 
o segundo aos 4 anos de idade.
• Difteria, tétano, pertussis (DTP) – Protege contra a difteria, o tétano e a 
coqueluche e é administrada como reforço, por via intramuscular, sendo o primeiro 
realizado aos 15 meses e o segundo aos 4 anos de idade. 
• dTpa – ( não são feita com células inteiras por isso é acelular )protege contra a 
difteria, tétano e a coqueluche, gestantes a partir da 20º semana de gestação, 
pessoas que moram junto com essa mãe e profissionais da UTI neonatal e 
maternidades.
• Sarampo, caxumba, rubéola (SCR) – Composta pelo vírus vivo atenuado do 
sarampo, da caxumba e da rubéola. A primeira dose deve ser administrada, por via 
subcutânea, aos 12 meses de idade e o esquema de vacinação deve ser 
completado com a administração da vacina tetra viral aos 15 meses de idade 
(corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina 
varicela).
• Sarampo, caxumba, rubéola, varicela (SCRV) – Composta pelo vírus vivo 
atenuado do sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Corresponde a segunda dose 
da vacina tríplice viral e deve ser administrada aos 15 meses de idade por via 
subcutânea.
• Hepatite A (HA) – Combate a doença de mesmo nome e é um antígeno do vírus da 
hepatite A, inativada. Deve ser administrada uma dose aos 15 meses de idade por 
via intramuscular.
• Varicela – Composta do vírus vivo atenuado da varicela. Deve ser administrada, por via subcutânea, 
uma dose aos 4 anos de idade. Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a 
dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
• Difteria, tétano (dT) – Protege contra a difteria e o tétano. Deve ser administrada, por via 
intramuscular, a partir de 7 anos de idade. Se a pessoa estiver com esquema vacinal completo (três 
doses) para difteria e tétano, administrar uma dose a cada 10 anos após a última dose.
• Papilomavírus humano (HPV) – Responsável por combater o papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 
(recombinante). Duas doses devem ser administradas, por via intramuscular, com intervalo de seis 
meses entre as doses, nas meninas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) e nos 
meninos de 11 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias).
• Pneumocócica 23-valente (Pncc 23) – É indicada no combate a meningites bacterianas, 
pneumonias, sinusite, etc. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose em todos os 
indígenas a partir de 5 anos de idade sem comprovação vacinal com as vacinas pneumocócicas 
conjugadas, crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos que tenham algum problema de 
saúde que aumenta o risco para doenças pneumocócicas, ou seja, são aqueles que possuem 
sistema imunológico comprometido, ficando mais suscetíveis a doenças potencialmente perigosas e 
a partir de 60 anos, administrar uma única dose adicional, respeitando o intervalo mínimo de 5 anos 
da dose inicial
• Influenza – Protege contra a influenza. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma ou 
duas doses durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, conforme os grupos 
prioritários definidos no Informe da Campanha.
Indicações da vacina influenza: 
- Crianças entre 6 meses e 5 anos
- Gestantes e puérperas
- Professores
- Pessoas >60 anos
- Trabalhadores da saúde
- População privada de liberdade
- Indivíduos com comorbidades
- Povos indígenas > 6 meses
1) bebe de cinco meses é levada á unidade básica de saúde pela mãe, para 
realização de consulta de puericultura com a enfermeira. Na ocasião, a enfermeira 
verificou que as vacinas a serem administradas no quarto mês de vida da criança 
estavam em atraso. Essas vacinas correspondem á:
• A) pentavalente, vacina inativada poliomielite, pneumocócica 10 valente, 
rotavírus
• B) pentavalente, vacina oral poliomielite, pneumocócica 10 valente, rotavírus.
• C) pentavalente vacina inativada poliomielite, meningocócica C, rotavírus
• D) vacina oral poliomielite, meningocócica C, rotavírus, febre amarela
• E) vacina inativada poliomielite, pneumocócica 10 valente, meningocócica C, 
rotavírus
1) bebe de cinco meses é levada á unidade básica de saúde pela mãe, para realização de 
consulta de puericultura com a enfermeira. Na ocasião, a enfermeira verificou que as vacinas a 
serem administradas no quarto mês de vida da criança estavam em atraso. Essas vacinas 
correspondem á:
• A) pentavalente, vacina inativada poliomielite, pneumocócica 10 valente, rotavírus
• B) pentavalente, vacina oral poliomielite, pneumocócica 10 valente, rotavírus.
• C) pentavalente vacina inativada poliomielite, meningocócica C, rotavírus
• D) vacina oral poliomielite, meningocócica C, rotavírus, febre amarela
• E) vacina inativada poliomielite, pneumocócica 10 valente, meningocócica C, rotavírus
2) A partir de junho de 2017, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da 
vacina HPV quadrivalente para meninos e passou a disponibilizar essa vacina 
para a população masculina de:
• A) 09 anos a 13 anos, 11 meses e 29 dias
• B) 09 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias
• C) 10 anos a 12 anos, 11 meses e 29 dias
• D) 10 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias
2) A partir de junho de 2017, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da 
vacina HPV quadrivalente para meninos e passou a disponibilizar essa vacina 
para a população masculina de:
• A) 09 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias
• B) 09 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias
• C) 10 anos a 12 anos, 11 meses e 29 dias
• D) 10 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias

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