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Cópia de PLANO DE NEGÓCIOS

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1 
PLANO DE NEGÓCIOS 
DO EMPREENDEDORISMO AO PLANO DE 
NEGÓCIOS 
 
 Michele Munhoz Guerrero¹ 
Flávio Santos Gonçalves² 
 RESUMO 
Este trabalho apresenta um plano negócio para estabelecer uma empresa. Um plano de 
negócio bem elaborado é fundamental para o sucesso da nova empresa, pois o empreendedor 
pode avaliar o novo empreendimento do ponto de vista mercadológico, da concorrência, 
técnico, do planejamento financeiro, jurídico e organizacional ainda no papel e ao mesmo 
tempo poder adaptar as exigências do ambiente empresarial. Podem também avaliar a 
evolução do empreendimento ao longo de sua implantação, para cada um dos aspectos 
definidos no plano de negócio, o empreendedor poderá comparar o previsto com o realizado, 
facilitar a obtenção de empréstimos e financiamento junto a instituições financeiras para nova 
empresa ou para expansão do negócio. 
 
 Palavra-chave​: plano de negócios, planejamento estratégico, empreendedorismo. 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Um plano de negócio é um documento que descreve quais os objetivos de um negócio e 
quais passos devem ser dados para que esses objetivos serem alcançados ,diminuindo os riscos 
e as incertezas. 
Permite identificar e restringir seus erros no papel ,ao invés de cometê-los no mercado. 
Tem por objetivo contribuir com empreendedor a analisar e estruturar as suas principais ideias e 
opções quanto a viabilidade da criação de uma empresa. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 Conceito de Empreendedorismo 
 
 
 2 
O empreendedorismo faz parte da índole brasileira. Segundo estudo publicado pelo 
jornal americano ​US Today "Global Entrepreneurship Monitor” o Brasil é considerado o país 
mais empreendedor do mundo, sendo o brasileiro um empreendedor nato. 
O termo Empreendedorismo é oriundo da tradução do termo ​Entrepreneurship​, 
utilizado especificamente para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas 
origens, seu sistema de atividades, enfim, todo o seu universo de atuação. Conforme afirma 
Dolabela (1999), o empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem se antecipa aos fatos 
e tem uma visão futura da organização. 
Quando analisamos as várias denominações para o termo empreendedorismo, 
verificamos que todas elas têm em comum alguns aspectos, que são; Estar sempre à busca de 
oportunidades; Iniciativa, pro atividade; Persistência; Comprometimento; Saber correr riscos 
calculados; Saber estabelecer metas; Buscar informações; Planejar e monitorar 
sistematicamente; Capacidade de persuasão e de formar rede de contatos; Independência e 
autoconfiança; Ser criativo na solução de problemas; Alta capacidade de análise; Ser otimista e 
auto motivado; Ser flexível; Saber administrar suas necessidades e frustrações; Manter a 
autoestima, mesmo em situações de fracasso; Ter prazer em realizar o trabalho e em observar o 
seu próprio crescimento empresarial; Ser capaz de administrar bem o tempo, e acima de tudo; 
Conhecer muito bem o ramo que atua. 
O lado negativo do Empreendedorismo é que os índices de mortalidade das Pequenas 
e Médias Empresas no Brasil são elevadíssimos: segundo relatório do SEBRAE/SP (2003), o 
número de empresas que fecham suas portas chega a 31% no primeiro ano de operação, 
passando para 37% no segundo, 49% no terceiro, 53% no quarto e 60% no quinto ano de 
operação. Entre as principais razões, destaca-se a falta de preparação do empreendedor para 
gerenciar com eficiência a sua empresa, insuficiência de capital, além de dificuldades pessoais 
do candidato a empresário. 
 Em geral, busca-se através do Empreendedorismo desenvolver um projeto acerca de 
uma oportunidade de mercado percebida, nem sempre com muita clareza, pelo empreendedor 
em questão. 
 
2.2 Conceito de Planejamento Estratégico 
 3 
A importância da realização do planejamento nas empresas traduz-se na necessidade 
da organização transcrever idéias sobre uma oportunidade identificada. Para que este 
planejamento seja realizado com segurança, é necessário que se faça um levantamento e uma 
análise das informações e previsões que influenciarão na concretização destas idéias. 
Conforme Oliveira (2004, p. 35), “o planejamento estratégico corresponde ao 
estabelecimento de um conjunto de providências a serem tomadas pelo executivo para a 
situação em que o futuro tende a ser diferente do passado; entretanto, a empresa tem condições 
e meios de agir sobre variáveis e fatores de modo que possa exercer alguma influência; o 
planejamento é, ainda, um processo contínuo, um exercício mental que é executado pela 
empresa independentemente da vontade específica de seus executivos”. 
Definindo-se o planejamento do negócio, o mercado deverá ser determinado e 
segmentado, de forma que o esforço de marketing a ser utilizado seja bem dimensionado para 
ter o impacto correto com o seu respectivo público alvo, o qual já deverá ser determinado 
durante a pesquisa de mercado. 
 
Para analisar o processo de elaboração de estratégia de negócios, Hax e Majluf (2000) 
sugerem levar em conta os seguintes aspectos: 
 
⌘ Estratégia explícita x implícita​: diz respeito ao grau de 
clareza que a estratégia é comunicada internamente dentro da 
organização e externamente, aos agentes interessados; 
⌘ Processo analítico formal x abordagens comportamentais​: 
discute até que ponto o processo de formação da estratégia pode ser 
formalizado, baseado em ferramentas analíticas e metodologias ou, por 
outro lado, ser baseado no comportamento de múltiplos objetivos da 
organização; 
⌘ Estratégia como um padrão de ações passadas x planos 
futuros: ​a estratégia moldando exclusivamente a direção futura da 
organização em oposição a um padrão de ações proveniente de 
decisões passadas da organização; 
⌘ Estratégia deliberada x emergente: a realização segue um 
curso intencionado de ação ou é identificada em padrões ou 
consistências observadas em comportamento passados, sejam estes 
intencionados ou não. 
 
 4 
Resumindo, o planejamento estratégico é de relevante importância para o sucesso 
presente e futuro do empreendimento, pois e baseado nele que a empresa buscará atingir seus 
objetivos e também saberá quais caminhos deverá tomar. Uma empresa sem um planejamento 
estratégico não terá seus objetivos traçados e consequentemente não saberá claramente qual 
será o melhor caminho a ser seguido para atingi-los. Num ambiente competitivo pode 
significar a diferença entre estar no jogo ou estar fora dele, ou seja, falindo. Como diz um 
ditado chinês “se você não sabe onde pretende chegar, qualquer caminho serve”. 
De acordo com o SEBRAE/SP (2003)​, uma das principais razões das pequenas e 
médias empresas falirem, é a falta de planejamento no negócio antes e durante a gestão do 
empreendimento. 
No Brasil isso ocorre principalmente por causa da cultura do imediatismo em 
detrimento do planejamento de longo-prazo, fato que contribui para o alto índice de 
mortalidade de empresas. 
 
2.3 Conceito de Plano de Negócios 
 Conforme já comentamos, o Plano de Negócios é a ferramenta que permite planejar em 
detalhes o novo negócio antes de colocá-lo em prática. Complementando este raciocínio, 
Dornelas (2012, p. 97) conceitua o Plano de Negócios como uma ferramenta de gestão "que 
pode e deve ser usada por todo e qualquer empreendedorque queira transformar seu sonho em 
realidade, seguindo o caminho lógico e racional que se espera de um bom administrador”. Para 
Dolabela (2008, p. 244), o Plano de Negócios: 
 É um documento que descreve a oportunidade de um negócio: por que a oportunidade 
existe e por que o empreendedor e sua equipe têm condições de aproveitá-la; como o 
empreendedor e sua equipe pretendem fazê-lo. É um instrumento de negociação interna e 
externa para ministrar a interdependência com sócios, empregados, financiadores, 
incubadoras, clientes, fornecedores, bancos etc. 
O ideal é que o próprio empreendedor construa o seu Plano de Negócios com as 
informações que ele coletou (pesquisa de mercado), pois apenas ele tem a visão clara do que 
realmente deseja. É importante que o empreendedor, ao montar o Plano de Negócios, seja fiel 
aos dados coletados e realista em relação aos fatores do ambiente, pois somente assim ele terá 
uma visão precisa sobre a viabilidade ou não do novo negócio. Esta visão precisa vem ao 
encontro do conceito que Dolabela propõe. Ele descreve que o Plano de Negócios: 
 5 
Mostra todos os detalhes: quem são os empreendedores, qual é o produto/serviço, 
quais e quantos serão os clientes, qual é o processo tecnológico de produção e vendas, qual a 
estrutura de gerenciamento, quais as projeções financeiras: fluxo de caixa, receitas, despesas, 
custos, lucros etc. (DOLABELA, 2008, p. 241). 
Com todas estas particularidades do negócio colocadas formalmente no papel, 
fica muito mais fácil para o empreendedor avaliar se, efetivamente, seu negócio é viável 
ou não. Assim como o empreendedor pode constatar que o seu negócio é viável e 
altamente rentável, ele pode também descobrir que o negócio é inviável. A inviabilidade 
pode ser decorrente de diversos fatores, como "obstáculos jurídicos ou legais 
intransponíveis, que os riscos são incontroláveis ou que a rentabilidade é aleatória ou 
insuficiente para garantir a sobrevivência do novo negócio” 
(DOLABELA,2008, p. 241).Os fatores que tornam o negócio inviável 
devem ser analisados cuidadosamente pelo empreendedor. Talvez um pequeno 
ajuste em algum detalhe seja suficiente para torná-lo viável. Outras vezes, 
talvez, será necessário começar do zero. Talvez você esteja pensando: "Investi 
tanto tempo para escrever meu Plano de Negócios e agora descubro que o 
negócio não é viável". Isto não é motivo para desanimar. Imagine se você não 
tivesse gasto este tempo com o planejamento do negócio, pulasse esta etapa para 
abrir o negócio sem a elaboração do plano. Investiria dinheiro e não obteria 
retorno. Pense bem: você prefere perder algum tempo com planejamento ou 
perder dinheiro? Aqui, chegamos a um dos principais motivos pelos quais é 
importante elaborar o Plano de Negócios, que é a minimização de riscos. Os três 
fundamentais Motivos da elaboração do plano, apontados por Dolabela (2008), 
São: 
1. Minimização de riscos: o empreendedor pode verificar se o seu projeto é viável em todos os 
aspectos. 
2. Instrumento de comunicação: o empreendedor pode facilmente apresentar seu negócio a 
outras pessoas, além de deixar claro para ele próprio os detalhes do seu negócio. 
3. Exercício da liderança: saber exatamente o que se quer facilita a relação com outras pessoas 
envolvidas, fomentando o potencial de liderança do empreendedor. 
 6 
Já falamos da importância da minimização de riscos. Não menos importante é o uso do 
Plano de Negócios para a comunicação da ideia para investidores, sócios ou bancos para a 
obtenção de recursos para a abertura do negócio. Mesmo após aberto o negócio, o Plano de 
Negócios não perde sua utilidade. Ele é a ferramenta adequada para comunicar aos 
colaboradores e parceiros o que a empresa realmente é e onde pretende chegar. Dornelas (2012, 
p. 97) complementa este conceito citando o Plano de Negócios como a "ferramenta para o 
empreendedor expor suas ideias em uma linguagem que os leitores do Plano de Negócios 
entendam e, principalmente, que mostre a viabilidade e probabilidade de sucesso em seu 
mercado". Por fim, o exercício da liderança será aprimorado com o Plano de Negócios. 
Quando o indivíduo sabe exatamente o que quer e onde pretende chegar, ele se comunica 
melhor e facilita o relacionamento com as pessoas que o rodeiam. O Planejamento e a 
comunicação são habilidades essenciais para um bom líder. 
Reforçando esta lista de motivos para a escrita de um Plano de Negócios, Dornelas 
(2012) acrescenta os seguintes pretextos: 
• Entender e estabelecer o rumo que se pretende seguir. 
•Verificar a viabilidade do negócio. 
•Transmitir credibilidade junto a instituições de crédito, investidores, instituições 
Governamentais, entre outros. 
• Atrair recursos financeiros. 
• Encontrar oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo. 
• Assegurar uma comunicação eficaz com o público interno e externo. 
• Montar a equipe de gestão. 
• Monitorar o dia a dia, exercer controle e ações corretivas quando necessário. 
• Gerenciar de maneira eficaz e tomar decisões acertadas. 
 Veja que os últimos itens indicam também a importância do Plano de Negócios depois 
que a empresa já está em funcionamento. O plano indicará corretamente quais profissionais são 
necessários contratar e com qual perfil, auxiliando na montagem da equipe. O plano também 
indica onde queremos chegar. Dessa forma, auxilia no controle do dia a dia, nas ações 
corretivas que Devem ser tomadas e contribui para uma tomada de decisão mais eficaz. 
 
 ​2.3.1 A importância do Plano de Negócios 
 7 
Segundo SAHLMAN (1998), importante professor da Harvard Business School, 
pouca área tem atraído tanto interesse e atenção dos homens de negócios nos Estados Unidos 
como os planos de negócios. Esse tema tem gerado os Estados Unidos inúmeras publicações, 
que tratam deste tema. No Brasil, começa também a aparecer devido o advento da internet e 
pela importância que as universidades estão dando ao assunto ao colocar em sua grade 
curricular disciplinas voltadas ao empreendedorismo empresarial. 
A elaboração de um Plano de Negócios ou ​Business Plan é uma etapa fundamental 
para o empreendedor que deseja criar uma empresa, não somente pela sua utilidade na busca de 
recursos, mas principalmente, como forma de sistematizar suas ideias e planejar de forma mais 
eficiente o seu negócio. Um plano de negócios bem feito aumentará muito as chances de 
sucesso do empreendimento. 
O Plano de Negócio auxilia o empreendedor encontrar o caminho certo para o futuro 
da empresa, pois por meio da sua elaboração adquirimos conhecimento suficiente do tipo de 
negócio, serviços que serão oferecidos, os objetivos perseguidos, quais tipos de clientes serão 
atingidos, o ambiente do mercado, os preços, a concorrência, os recursos financeiros 
necessários para abrir ou aumentar negócio bem como suas fontes de financiamento. 
A existência de um Plano de Negócios reduz a probabilidade de morte precoce do das 
empresas, uma vez que uma parte dos riscos e as situações operacionais adversas serão 
previstas no seu processo de elaboração, bem como a elaboração de planos de contingência. 
Para Salim et al. (2001, p. 127): “É indispensável que a formatação da empresa esteja 
feita de modo correto: isto quer dizer, que o negócio esteja completamente descrito e que seu 
funcionamento esteja muito bemcompreendido e, mais que tudo, fique muito bem evidenciado 
que o mercado vai acolher bem o produto ou o serviço ou a solução da empresa que está sendo 
imaginada.”. 
De acordo com SEBRAE/SP (2003), o Plano de Negócio é uma ferramenta 
fundamental para minimizar os riscos inerentes ao processo do estabelecimento de um novo 
empreendimento ou da sua ampliação, pois não basta apenas sonhar, deve-se transformar esse 
sonho em ações reais e mensuráveis para construir um empreendimento, é por meio do Plano de 
Negócios é que se consegue atingir tal objetivo. 
O ambiente competitivo no qual as empresas estão inseridas, está sujeito a grandes 
transformações e repleto de oportunidades e riscos. Para Hampton (1999) é exatamente nesta 
 8 
nova forma de conduzir uma empresa, baseada no aproveitamento das tendências emergentes 
do ambiente, que surgem as futuras direções da administração de uma empresa, uma vez que a 
diferença entre reagir a uma ação ou prevê-la pode significar a própria sobrevivência da 
empresa. 
É importante ser capaz de conviver e sobreviver neste cenário de instabilidade. Os 
riscos fazem parte de qualquer atividade e o empreendedor só precisa aprender a 
administrá-los. Para Quadros (2004) é fundamental que o empreendedor, antes de qualquer 
coisa, identifique-se com o seu modelo de negócio, pois assim seu grau de comprometimento 
será substancialmente maior, fazendo com que ele reflita de maneira mais consciente a 
respeito destes riscos. O empreendedor precisará saber para onde quer ir e o que se deseja 
fazer realmente. 
O Plano de Negócios deve ajudar a responder questões importantes relativas ao 
negócio antes mesmo de seu lançamento, que são: 
• Quem são as pessoas envolvidas? 
• Qual é a oportunidade? 
• Qual o contexto onde estará inserido o negócio? 
• Quais os riscos? 
Não são incomuns mudanças profundas no projeto ou até mesmo o abandono da idéia 
inicial, quando se começa a pesquisar e checar as suposições iniciais para a montagem do Plano 
de Negócios. É justamente aí que reside o valor de um bom plano, é muito mais fácil modificar 
negócios que estão apenas no papel do que negócios que já estejam em pleno funcionamento, 
com o comprometimento de parcela expressiva de seus recursos. 
O Plano de Negócios pode também levar à conclusão de que o empreendimento deve 
ser adiado ou suspenso por apresentar alta probabilidade de fracasso. O desenvolvimento do 
Plano de Negócios permitirá avaliar a viabilidade da implantação do empreendimento. 
Neste sentido, caso o negócio seja inviável, por motivos econômicos, financeiro, 
técnico ou de mercado, o empreendedor verificará esta conclusão “no papel” e não na prática, 
após alguns meses de funcionamento da empresa, quando já investiu todo ou parte do seu 
capital disponível para o empreendimento. 
 
2.3.2 Etapas para a Elaboração de um Plano de Negócios 
 
 9 
Sabendo que direção seguir, o empreendedor deve avaliar profundamente os riscos e 
oportunidades envolvidas na criação de seu negócio. 
De acordo com Degen (1989), existem basicamente dois tipos distintos de Planos de 
Negócios: o Plano de Negócios operacional, para ordenamento, análise e viabilidade do 
empreendimento, e o Plano de Negócios para captar investidores. No primeiro caso, ele 
representa uma oportunidade única para o empreendedor pensar e analisar o seu negócio de 
vários ângulos, permitindo uma visão total da operacionalização do negócio. No caso de uma 
empresa nascente em busca de investidores, o Plano de Negócios tem grande importância 
tendo em vista que quase sempre, este tipo de documento é requerido por estes possíveis 
investidores como uma forma de avaliar um novo empreendimento, para só então tomarem a 
decisão de participar ou não dele. 
O detalhamento do Plano de Negócios, para Degen (1989), depende do tipo do novo 
empreendimento. Se o novo negócio basear-se em um novo produto, mercado ou processo, ele 
precisará ser mais bem explicado do que se estivesse baseado em produtos, mercados ou 
processos já existentes e bem-sucedidos. 
 
3 Detalhamento da Estrutura 
3.1 ​Capa 
Na capa, primeira página do seu Plano de Negócios, devem constar alguns dados que 
identificam a empresa, tais como: nome, endereço, site e endereço de e-mail da empresa, 
logomarca da empresa, informações sobre os empreendedores, data de elaboração do plano e 
número da cópia. Veja na figura a seguir como deve ser a apresentação da capa do seu Plano de 
Negócios. 
3.2 Suminário 
O sumário deve conter o título das seções e subseções do Plano de Negócios e o 
respectivo número de página. O sumário é bastante importante para que o leitor consiga 
localizar facilmente a seção de seu interesse, além de deixar o plano organizado, causando boa 
impressão. Você pode fazer o sumário manualmente ou elaborá-lo automaticamente com o seu 
editor de textos. Um exemplo de estrutura de sumário é a seguinte: 
 10 
1. Sumário Executivo ...............................................................................................2 
 2. Aspectos legais......................................................................................................4 
3. Análise do mercado..............................................................................................5 
 4. Plano de​ marketing​ ................................................................................................7 
 4.1 Produtos e serviços.........................................................................................8 
4.2 Praça .................................................................................................................9 
 4.3 Preço.................................................................................................................10 
 4.4 Propaganda e promoção................................................................................11 
 5. Plano operacional .................................................................................................12 
6. Plano financeiro ....................................................................................................15 
7. Plano estratégico...................................................................................................22 
8. Anexos....................................................................................................................25 
3.3 SUMÁRIO EXECUTIVO 
O Sumário Executivo é a principal seção do seu Plano de Negócios, pois será a primeira 
coisa lida pelo seu público-alvo para entender do que trata o seu negócio. Apesar de ser 
apresentado no início do Plano de Negócios, ele deve ser escrito por último, pois contém 
informações resumidas sobre o conteúdo das seções do plano. Deve ser objetivo, claro e com 
informações-chave, não ultrapassando mais do que duas páginas (DORNELAS, 2012). 
 O conteúdo do Sumário Executivo deve ser apresentado em forma de texto corrido, sem 
subseções, da maneira mais lógica possível. Deve abranger as seguintes informações: 
 ​• Dados do empreendimento​: Nome fantasia, razão social, endereço, forma jurídica, 
enquadramento tributário, visão, missão e valores. 
 11 
 • Visão geral do negócio​: breve resumo de cada um dos itens descritos no Plano de Negócios. 
 ​• Dados dos empreendedores​: breve currículo dos idealizadores do negócio, apresentando a 
formação, cursos específicos, experiência profissional e atribuições. 
• Recursos:​ descrever quanto dinheiro é necessáriopara a abertura do negócio, como se dará o 
retorno do investimento e onde pretende conseguir os recursos necessários. 
 Dornelas (2012) ainda lembra que, ao redigir o Sumário Executivo, este deve ter ênfase 
no conteúdo que mais interessa ao seu leitor. Se o seu objetivo é conseguir um empréstimo, será 
importante dar ênfase à parte financeira para justificar como você conseguirá pagar o 
financiamento. 
3.4 ASPECTOS LEGAIS 
 Existem diversos aspectos legais aos quais o empreendedor deve dar extrema atenção 
antes de abrir o seu negócio. Entre eles, deve decidir a forma jurídica, o enquadramento 
tributário e a distribuição do capital social. 
 Vamos nos ater, neste material, às formas jurídicas mais comuns para micro e pequenas 
empresas, pois estas são as empresas mais abertas atualmente e que movimentam a economia 
de nosso país. O enquadramento tributário também é proposto para micro e pequenas empresas. 
Vamos detalhar cada um destes aspectos: 
• Forma jurídica:​ Conforme o SEBRAE (2013, p. 29), "a forma jurídica determina a maneira 
pela qual ela será tratada pela lei, assim como o seu relacionamento jurídico com terceiros". As 
formas jurídicas mais comuns para micro e pequenas empresas são: microempreendedor 
individual (MEI), empresário individual, empresa individual de responsabilidade limitada 
(EIRELI) e sociedade limitada. Estas formas jurídicas serão detalhadas na Unidade 3 deste 
material. 
 • Enquadramento tributário: Outro detalhe para o qual o empreendedor deve ficar atento é o 
enquadramento tributário, que pode ser simples ou normal, para as micro e pequenas empresas. 
O SEBRAE (2013, p. 31) explica que: 
 12 
O Simples Nacional destina-se às empresas que se beneficiarão da redução e 
simplificação dos tributos, além do recolhimento de um imposto único. O 
enquadramento no Simples está sujeito à aprovação da Receita Federal e 
considera a atividade e a estimativa de faturamento anual da empresa. A Lei 
também prevê benefícios quanto à desburocratização, acesso ao mercado, ao 
crédito e à justiça, o estímulo à inovação e à exportação. A Lei enquadra como 
microempresa (ME) a pessoa jurídica com receita bruta anual igual ou inferior a 
R$ 360 mil. Se a receita bruta anual for superior a R$ 360 mil e igual ou inferior 
é R$ 3,6 milhões, ela será classificada como Empresa de Pequeno Porte (EPP). 
Para as ME e EPP, o Simples Nacional abrange os seguintes tributos e 
contribuições: IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS, IPI, ICMS, ISS e a 
Contribuição para a Seguridade Social Patronal. A Lei também criou o 
Microempreendedor Individual (MEI), que é a pessoa que trabalha por conta 
própria e se legaliza como pequeno empresário optante pelo Simples Nacional, 
com receita bruta anual de até R$ 60 mil. O MEI pode ter um empregado e não 
pode ser sócio ou titular de outra empresa. O recolhimento dos impostos e 
contribuições é feito em valor fixo mensal, independente da receita bruta. 
 Empresas que não optarem pelo Simples estão sujeitas aos seguintes tributos e 
contribuições: IRPJ, PIS, COFINS, CSLL, IPI, ICMS, ISS. 
• Capital social​: o capital social é representado por todo o valor investido pelos sócios no 
negócio, valor o qual você terá em detalhes na análise financeira do negócio, e dividido em 
quotas, ou seja, o percentual de participação de cada sócio no negócio. 
• Contrato social​: Após definir estes detalhes, é necessário pensar no contrato social da sua 
empresa. O contrato social tem por objetivo: 
 Formalizar uma sociedade junto ao CNPJ. Com isso, o empreendedor 
adquire o direito de abrir uma conta corrente jurídica, obter empréstimos, emitir notas 
fiscais e mais. O registro de uma sociedade exige que os sócios elaborem e registrem o 
contrato social junto à Junta Comercial de seu estado. Se a sociedade for simples, esse 
 13 
registro é realizado por um Cartório de Registro das Pessoas Físicas 
(ENDEAVOR,2015) 
3.5 Análise de Mercado 
Deve-se mostrar que se conhece muito bem o mercado consumidor do produto/serviço 
(através de pesquisas de mercado): como está segmentado, as características do consumidor, 
análise da concorrência, a participação de mercado do empreendimento e a dos principais 
concorrentes, os riscos do negócio etc. A análise do mercado envolve pelo menos três 
dimensões: o mercado consumidor atual e potencial, os fornecedores e os concorrentes atuais e 
potenciais. Esta análise pressupõe, assim, uma análise da procura e da oferta. Com os resultados 
obtidos, opte por apresentar dados estatísticos que funcionem como indicadores para a 
viabilidade do nosso negócio, de acordo com a atuação do mercado. 
É importante:conhecer o cliente (público alvo);definir o âmbito geográfico de atuação 
da empresa;identificar os concorrentes;enunciar os pontos fracos e vantagens em relação a eles; 
estabelecer os fornecedores para dar resposta a todas as necessidades do negócio;delinear a 
estratégia de marketing. 
3.6 Plano de marketing 
Plano de marketing apresenta como você pretende vender seu produto/serviço e 
conquistar seus clientes, manter o interesse dos mesmos e aumentar a demanda. Deve abordar 
seus métodos de comercialização, diferenciais do produto/serviço para o cliente, política de 
preços, projeção de vendas, canais de distribuição e estratégias de promoção/comunicação e 
publicidade. Destaca ainda a necessidade da interação com os clientes buscando desses 
respostas para melhoria contínua do mesmo. 
3.7 PLANO OPERACIONAL 
 No Plano operacional você deverá desenvolver o layout do seu negócio e projetar a 
disposição dos espaços e equipamentos e máquinas. Deverá também descrever a necessidade de 
 14 
recursos humanos para o funcionamento do negócio. Por fim, deverá ser detalhada a capacidade 
produtiva e a projeção de vendas. 
3.8 Plano financeiro 
O Plano financeiro do Plano de Negócios reflete em números tudo o que foi escrito até 
agora. É para muitos a parte mais difícil, porém é uma das mais importantes, pois aqui iremos 
descobrir se o nosso negócio é viável financeiramente ou não. Portanto, se você tiver 
dificuldades e dúvidas, é bom procurar por uma assessoria contábil ou financeira para esta etapa 
(DORNELAS, 2012). 
 Neste passo você irá definir o investimento total, as receitas, os custos e despesas, montará um 
demonstrativo de resultados e analisará os indicadores de viabilidade. 
3.9 Planejamento Estratégico 
A secção de planejamento estratégico é onde são definidos os rumos do 
empreendimento, sua situação atual, suas metas e objetivos de negócio, uma análise ​SWOT 
(Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats), bem como a descrição da visão e missão do 
empreendimento. É a base para o desenvolvimento e implantação das demais ações do 
empreendimento. 
3.10 ANEXOS 
 Nos Anexos do seu Plano de Negócios você pode incluir diversos documentos que 
podem ser úteis para a "venda" do seu negócio. Como exemplos, você pode anexar projetos e 
plantas, fotos, modelos, regulamentações, modelo de contrato social, fotos dos protótipos dos 
produtos e/ou de suas embalagens, entre outros que você considerar importantes. 
 ​3. METODOLOGIA 
O presente trabalho sustenta-se em revisão de literatura e foi elaborado a partir de uma 
pesquisa qualitativa, que “proporciona melhor visão e compreensão do problema”, além de ser 
“apropriada ao enfrentarmos uma situação de incerteza, como quando os resultados conclusivos 
diferem das expectativas” (Malhotra, et al, 2005, p. 113). Trata-se também de um estudo de 
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/SWOT
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caso que utiliza a estrutura de plano de negócios desenvolvido pelo SEBRAE (Serviço 
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que serviu de parâmetro para a busca de 
informações acerca do mercado de atuação pretendido bem como para a organização lógica 
dessas informações. A estrutura proposta pelo SEBRAE é composta pelos seguintes tópicos: 
Sumário Executivo,Análise de Mercado, Plano de Marketing, Plano Operacional, Plano 
Financeiro, Construção de Cenários, Avaliação Estratégica e Avaliação do Plano de Negócios. 
Um estudo de caso deve ser importante, original, eficaz, detalhista, suficiente e seu 
relato deve ocorrer de maneira atraente (Martins, 2008). Em síntese, deve ser algo inovador que 
tenha sustentação teórica e dados que comprovem sua proposição, de forma a garantir a 
veracidade e validade do estudo (Martins, 2008). 
4. CONCLUSÃO 
 
Vimos nesse trabalho a importância da implantação do plano de negócio, juntamente 
com o planejamento estratégico, afim de assegurar o sucesso para qualquer tipo de 
empreendimento com finalidade de atender as necessidades de seu público alvo. 
Posteriormente, foram analisados os itens que fomentaram a construção do plano de 
negócios bem como indicadores financeiros que apontaram para a viabilidade da instalação do 
empreendimento. 
Dessa forma, fornecer informações que auxiliem a tomada de decisões no 
planejamento do novo negócio, minimizando as possibilidades de insucesso. A ideia do negócio 
nasceu da vontade de criar algo que pudesse conciliar benefícios ao meio ambiente e a geração 
de lucros da empresa tendo por base o conceito de Lavoisier “Na natureza, nada se cria, nada se 
perde, tudo se transforma”. 
 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Malhotra, et al, 2005, p. 113 
Martins, 2008 
Empreendedorismo / Adriana Giovanela; Daniele Cristine Maske; Fernando Eduardo Cardoso: 
UNIASSELVI, 2017. 200 p. 
 16 
DOLABELA, F. Oficina do empreendedor: a metodologia de ensino que ajuda a transformar 
conhecimento em riqueza. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999. 
 
DORNELAS, José C. A. Empreendedorismo: 
transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001. 
 
 OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento 
Estratégico: conceitos, metodologias e práticas. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 
 
 
. 
 SEBRAE/PR. Empreendedorismo no Brasil: Relatório Executivo. Curitiba: SEBRAE, 2005 
 SEBRAE/DF. Fatores Condicionantes e taxa de mortalidade de empresas. Disponível em: 
<​http://www.sebrae.com.br/br/mortalidade_empresas/index.asp​>​ Acessado em: 03 de nov de 
2019 . 
 
http://www.sebrae.com.br/br/mortalidade_empresas/index.asp
http://www.sebrae.com.br/br/mortalidade_empresas/index.asp

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