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A sistemática da petição inicial
Você vai analisar aspectos teóricos e práticos da petição inicial, tomando o Código de Processo Civil como
premissa para o seu estudo.
Prof. Rodrigo Farias
1. Itens iniciais
Propósito
A adequada compreensão acerca da petição inicial é basilar para o profissional do direito, pois esta é a peça
inaugural de todo processo judicial civil; por isso, é fundamental dominar o conteúdo básico-procedimental
sobre sua elaboração. De igual modo, na posição de magistrado, caberá ao julgador aferir a correção da
petição inicial, com vistas a eventualmente determinar sua emenda e/ou seu ajuste, se necessário.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, tenha em mãos o Código de Processo Civil.
Objetivos
Analisar os requisitos básicos da petição inicial.
Identificar as principais características do aditamento, da emenda e do indeferimento da petição inicial.
Reconhecer os requisitos da petição inicial em espécie.
Introdução
A petição inicial é a peça que inaugura o processo. Serve de instrumento à postulação e tem a importante
função de veicular a demanda em juízo. Sem sombra de dúvidas, é o ato processual mais importante a cargo
das partes. Neste conteúdo, pretende-se apresentar as noções essenciais à teoria e à prática da petição
inicial.
Os requisitos da petição inicial serão apresentados, tomando como base as disposições do art. 319 do Código
de Processo Civil. 
Na sequência, o intuito será o de examinar a emenda à petição inicial, tomando como base as disposições do
art. 321 do CPC.
Por fim, um modelo de peça inaugural será veiculado, a fim de sintetizarmos os aprendizados trazidos.
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1. A petição inicial
Noções introdutórias sobre a petição inicial
Confira, neste vídeo, a petição inicial no processo civil e uma breve introdução sobre seus requisitos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A petição inicial é o ato inaugural da fase postulatória do procedimento comum. Tal conclusão é extraída do
art. 312 do Código de Processo Civil, segundo o qual, com o protocolo da petição inicial, considera-se
proposta a ação. Preliminarmente ao estudo específico sobre a petição inicial, é necessário relembrar as fases
do procedimento comum.
Em síntese, tal procedimento é integrado por quatro fases. Vamos conhecê-las!
Postulatória
Destinada à apresentação dos pedidos principais. Manifesta-se, essencialmente, por meio da petição
inicial, da contestação e da réplica.
Saneadora
Voltada à organização do processo, visando ao início da fase instrutória e materializada pela decisão
de saneamento e de organização do processo (art. 357 do CPC). Destaca-se que somente
demandam saneamento os feitos que não comportam julgamento antecipado de mérito, total ou
parcial.
Instrutória
Tem como objeto a produção de provas necessárias à solução do mérito do processo, tendo em vista
os fatos controvertidos.
Decisória
É a fase na qual o juiz põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, com ou sem resolução do
mérito. 
Neste conteúdo, o estudo é voltado à petição inicial, tanto sob o aspecto teórico quanto sob a ótica prática. O
ponto de partida é o art. 319 do CPC, que inaugura o capítulo destinado à petição inicial no CPC. 
Requisitos da petição inicial (art. 319 do CPC)
O art. 319 do CPC contém o que se costumou chamar de requisitos da petição inicial. Trata-se de elementos,
pois sua omissão injustificada pode ocasionar o indeferimento da petição inicial, disciplinado pelo art. 330 do
CPC e sobre o qual se tratará mais adiante. Daí por que, na sequência, as expressões “requisitos” e
“elementos” serão tratadas como sinônimos.
Antes de discorrer sobre tais requisitos, é importante ter uma premissa em mente: a petição inicial é integrada
pelos elementos da demanda. Em outras palavras, exige-se que as partes, o pedido e a causa de pedir
estejam inseridos na petição inicial, instrumentalizando a postulação do autor em juízo. Disso se extrai que o
art. 319 do CPC explicita de que forma tais elementos merecem exposição.
Requisitos da petição inicial em espécie
Cada um dos incisos do art. 319 do CPC será tratado em item separado, de modo a tornar mais didático o
entendimento do assunto. Do mesmo modo, aspectos práticos de cada um deles serão trazidos quando de
seu respectivo estudo. 
Atenção
Antes de prosseguirmos, é importante assinalar que a petição inicial deve ser instruída com os
documentos indispensáveis à propositura da ação, como prevê o art. 320 do CPC. Tais documentos são
o documento de identificação do autor, o comprovante de residência, o instrumento de mandato
(procuração) e as provas documentais (art. 434 do CPC). 
Algumas espécies de ações têm exigências documentais específicas: por exemplo, a ação reivindicatória
demanda a juntada da certidão de ônus reais do imóvel objeto da lide, destinada a provar sua propriedade; e a
ação possessória deve ser acompanhada dos documentos que comprovam a posse do autor e o esbulho
sofrido (art. 561 do CPC).
Destrinchando os requisitos da petição inicial
Confira, neste vídeo, alguns dos requisitos da petição inicial, como o endereçamento, as partes e os fatos,
além dos fundamentos jurídicos do pedido.
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O juízo a quem é dirigida (inciso I)
O primeiro requisito da petição inicial é o juízo a quem é dirigida, conforme art. 319 do CPC, porque, dado o
princípio da unidade de jurisdição, a pretensão autoral precisa ser manifestada perante órgão do Poder
Judiciário. Tal indicação depende da obediência às normas de distribuição de competência jurisdicional,
contidas, essencialmente, na Constituição Federal e no Código de Processo Civil.
A omissão na indicação do juízo ao qual a
petição inicial é direcionada, dado o atual
estado da arte — no qual o processo eletrônico
impera —, não costuma causar grandes
transtornos, pois, quando da distribuição, o
advogado poderá sanar tal omissão por meio
da indicação, via sistema, do órgão julgador
para onde a petição inicial é dirigida. Por tal
motivo, determinações para emenda à petição
inicial por desatendimento ao art. 319, inciso I
não são comuns.
Igualmente, a errônea indicação de juízo poderá
ensejar consequências diversas. Como regra, o
julgador determinará a redistribuição do processo para o órgão que considerar competente para apreciar a
demanda, naquilo que a praxe forense costuma denominar como declínio de competência.
Qualificação das partes (inciso II)
É o segundo requisito da petição inicial, conforme o art. 319, II, do CPC. O adequado cumprimento a tal
previsão é relevante de modo a evitar a ocorrência de homonímia — indicação de pessoa física ou jurídica com
o mesmo nome civil ou razão social de outra —, bem como viabilizar a citação do réu, apontando-se em que
endereço poderá ser encontrado.
Tal qualificação também é importante para fins
de verificação de eventual identidade de ações,
em especial, a caracterização de litispendência
(art. 337, §§ 1º e 2º, do CPC) e continência (art.
56). Tais fenômenos têm como uma das razões
de ser, justamente, a coincidência de partes
entre demandas.
Além de ser um elemento da petição inicial, é
dever das partes atualizar o endereço
residencial ou profissional onde receberão
intimações sempre que ocorrer qualquer
modificação temporária ou definitiva, com base no art. 77, V, do CPC. A consequência da falta de comunicação
a respeito da mudança de endereço é a presunção de validade da intimação dirigida ao endereço constante
dos autos, conforme art. 274, parágrafo único, do mesmo Código.
Atenção
Caso o autor não disponha de determinadas informações, poderá requerer ao juiz diligências
necessárias à sua obtenção (art. 319, § 1º, do CPC). Igualmente, não haverá indeferimento da peça
exordial se o atendimento ao art. 319, II, do CPC tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso
à justiça, tampouco, se, apesar da falta de informações, for possível a citação do réu (art. 319, §§ 2º e 3º,
do CPC). 
A título de exemplo, o demandantepode requerer a consulta a sistemas informatizados com a finalidade de
identificar o CPF da parte ré. Se, apesar de tal ausência de dados a citação for possível, não haverá o
indeferimento da petição inicial unicamente por tal fundamento. Trata-se de medida comum na praxe forense
e que prestigia os princípios da cooperação e da instrumentalidade das formas.
Fatos e fundamentos jurídicos do pedido (inciso III)
O terceiro elemento da petição inicial é a causa de pedir, a qual é constituída pelos fatos e fundamentos
jurídicos do pedido (art. 319, III, do CPC). Tal inciso consagra a adoção da teoria da substanciação pelo
Código de Processo Civil, pela qual a causa de pedir é formada pelas alegações de fato (causa de pedir
remota) e respectivas consequências jurídicas (causa de pedir próxima).
Atenção
A exigência de indicação dos fundamentos jurídicos do pedido não se confunde com a fundamentação
legal, ou seja, dispositivo de lei que dá suporte à pretensão. Além disso, dado o princípio do iura novit
curia – a Corte conhece o Direito –, nada impede que o juízo extraia efeitos jurídicos diversos daqueles
afirmados pelo autor em sua petição inicial. 
Assim como se passa em relação às partes, a correta formulação da causa de pedir é relevante para fins de
verificação de eventual identidade de ações, principalmente a caracterização de litispendência (art. 337, §§ 1º
e 2º, do CPC) e continência (art. 56). Tais fenômenos têm como uma das razões de ser, justamente, a
coincidência de causas de pedir entre demandas.
De igual maneira, a identidade de causas de
pedir tem aptidão para modificar a competência
diante da conexão de ações e da possibilidade
de reunião de ações conexas para julgamento
conjunto no juízo prevento, determinada pelos
arts. 55 e 58 do CPC. Também haverá
distribuição por dependência de ações conexas
(art. 286, III, do CPC). 
Relembre-se que, quando duas ações têm em
comum a causa de pedir, reputam-se conexas.
Por fim, ressalta-se que a importância da causa de pedir é tamanha que, ausente causa de pedir, a petição
inicial será tida como inepta, a teor do art. 330, § 1º, do CPC. 
O pedido
Confira, neste vídeo, o pedido, juntamente com suas especificações, e as espécies de cumulação. Não perca!
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Suas especificações (inciso IV)
O pedido é a providência pleiteada pelo autor no Poder Judiciário: o dar, o fazer, o não fazer ou a entrega de
coisa. Em outras palavras, é a pretensão movida; aquilo que se quer por meio do processo.
Em doutrina, costuma-se classificar o pedido em duas espécies, vejamos!
Pedido imediato
É a providência jurisdicional requerida (por
exemplo, a condenação do réu ao pagamento
de indenização a título de danos morais).
Pedido mediato
É o bem da vida que se quer obter (por
exemplo, o dinheiro fruto da indenização.
O Código de Processo Civil disciplina o pedido entre os arts. 322 a 329 da seguinte forma:
Arts. 322 e 324
Os requisitos do pedido.
Arts. 325 a 327
As regras sobre cumulação de pedidos.
Art. 329
O aditamento e a modificação do pedido.
Inicialmente, expõe-se acerca dos requisitos do pedido, a teor dos arts. 322 e 324. Esse deve ser certo e 
determinado. A certeza diz respeito ao que o autor busca, enquanto a determinação é relacionada ao quanto
se quer. Tais exigências são fundamentais para a fixação do objeto litigioso, assim como para verificação
acerca da congruência da sentença. 
É vedado ao juiz proferir decisão de natureza
diversa da pedida, bem como condenar a parte
em quantidade superior ou em objeto diverso
do que lhe foi demandado, como dispõe o art.
492 do CPC. Por isso, é relevante estabelecer
os limites do pleito autoral.
No que tange à certeza, vale mencionar as
previsões dos parágrafos do art. 322 do CPC.
Inicialmente, o § 1º indica que se compreendem
no principal os juros legais, a correção
monetária e as verbas de sucumbência,
inclusive os honorários advocatícios. Esses são os pedidos implícitos, os quais dispensam menção expressa
na petição inicial: o legislador presume que o demandante pretende obtê-los. 
Por sua vez, o § 2º prevê que a interpretação do pedido considerará o conjunto da postulação e observará o
princípio da boa-fé. O Código visa conferir interpretação teleológica ao pedido, intentando extrair exatamente
aquilo que o autor quer, independentemente de menção expressa ao arrolar seus pleitos ao término da petição
inicial.
Por sua vez, o § 2º prevê que a interpretação do pedido considerará o conjunto da postulação e observará o
princípio da boa-fé. O Código visa conferir interpretação teleológica ao pedido, intentando extrair exatamente
aquilo que o autor quer, independentemente de menção expressa ao arrolar seus pleitos ao término da petição
inicial.
Tomemos como exemplo a ação indenizatória
movida por vítima de atropelamento em face do
proprietário do veículo automotor. Ao longo da
petição inicial, são narrados o evento danoso,
assim como a extensão das lesões, o prejuízo
financeiro e moral sofrido, e a necessidade de
condenação do réu a recompor o patrimônio
lesado.
É evidente, em tal hipótese, que o demandante
quer ser indenizado pelos danos materiais e
morais sofridos em razão do acidente, ainda
que não o indique integralmente ao formular seu pedido. Tal colocação deriva da análise do conjunto da
postulação, autorizada pelo art. 322, § 2º, do CPC.
Por sua vez, o art. 323 do Código dispõe que o pedido deve ser determinado. Em síntese, o autor deve trazer
uma pretensão dotada de liquidez, donde se identifique a dimensão precisa do direito que alegadamente
possui. Para fins de ilustração, não basta requerer a condenação do réu ao pagamento de valores
inadimplidos, resultantes do descumprimento de um contrato; a indicação do valor pugnado é necessária. 
O § 1º do art. 323, excepcionando a regra do caput, elenca hipóteses nas quais é lícito formular pedido
genérico. É importante destacar o seguinte: ainda que indeterminada, a certeza é indispensável para o pedido!
Vejamos, a seguir, os casos trazidos pelo dispositivo.
1
Nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados
Por exemplo, considere a ação de petição de herança. Nela, o autor requer a atribuição de parcela
do monte deixado pelo falecido; todavia, nem sempre tem conhecimento do acervo hereditário.
Assim, pode formular pedido genérico.
 
2
Quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato
O inciso cuida de situações em que, quando da propositura da demanda, a extensão do pedido não
pode ser determinada. É o caso das ações indenizatórias, pois é comum que as lesões não estejam
consolidadas no momento da distribuição do processo.
 
3
Quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que
deva ser praticado pelo réu
Mais comum quanto às ações que buscam a entrega de coisa e cuja escolha do objeto dependam
de conduta do réu (por exemplo, obrigação de dar coisa incerta, que exige a concentração).
 
Feitas as considerações sobre os requisitos do pedido, passa-se a tratar sobre a cumulação de pedidos. O
Código de Processo Civil veicula três casos de cumulação. Vamos estudá-los! 
Pedidos alternativos (art. 325)
Com efeito, a cumulação alternativa de pedidos é uma hipótese de cumulação imprópria, pois o autor
pretende apenas uma providência jurisdicional, apesar da existência de diversos pedidos.
Por exemplo, nas ações que visam à
condenação do réu a cumprir obrigação de
entrega de coisa indeterminada, é possível que
o demandante pugne pela condenação do réu a
fornecer o bem X ou, alternativamente, o bem
Y.
Pedidos subsidiários (art. 326)
Tal como a cumulação alternativa, a cumulação
de pedidos subsidiários é caso de cumulação
imprópria de pedidos porque o pedido
subsidiário é formulado para a eventualidade de não acolhimento do pedido principal, havendo relação de
interdependência entre os pleitos.
Para fins de ilustração, o autor pode requerer a
condenação do fornecedor a lhe indenizar
pelosdanos materiais sofridos caso o juízo
entenda descabida a imposição do dever de
trocar um veículo defeituoso.
Pedidos cumulados (art. 327)
Aqui, o demandante formula diversas
pretensões em face do réu, ainda que inexista
conexão entre os pedidos. É a hipótese da
conhecida cumulação de pedidos de
indenização a título de dano material e moral, bem como em razão de dano moral e estético. Essa última
indicada pelo verbete 387 da súmula de jurisprudência do STJ.
Conforme o art. 327, § 1º, são requisitos de admissibilidade da cumulação que:
I - “os pedidos sejam compatíveis entre
si.”
II - “seja competente para conhecer
deles o mesmo juízo.”
III - “seja adequado para todos os
pedidos o tipo de procedimento.”
Quanto à última exigência, destaca-se que o § 2º do art. 327 permite a cumulação de pedidos de
procedimentos diversos se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas
processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos
cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
Por exemplo, o autor pode pleitear o depósito
de parcela incontroversa para fins de se
exonerar dos efeitos da mora em caso de
recusa do credor em receber tal valor, bem
como pugnar pela declaração de nulidade de
determinada cláusula contratual que repute
abusiva em processo que tramite pelo
procedimento comum.
O primeiro pedido, típico da ação de
consignação em pagamento, não é adequado
para a pretensão referente ao segundo pedido;
relembre-se que tal procedimento especial somente visa à obtenção de efeitos típicos de pagamento, não se
prestando à discussão sobre a dívida em si. Assim, a cumulação de pretensões é possível se utilizado o
procedimento comum, sem prejuízo do uso de técnicas procedimentais adequadas à ação de consignação em
pagamento.
Apesar da ausência de disciplina expressa, doutrina e jurisprudência consideram os pedidos sucessivos como
hipótese de cumulação de pedidos. Conceitualmente, os pedidos serão sucessivos quando o acolhimento do
pedido posterior tiver como pressuposto a procedência do anterior. É o caso da cumulação de pedidos de
anulação de negócio jurídico em razão de coação e de indenização a título de danos morais. Somente há de
se reconhecer a existência de dano indenizável se o vício de consentimento existir.
O valor da causa (inciso V)
Entenda, neste vídeo, o que é o valor de uma causa e conheça os critérios para a sua atribuição.
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Principais características
A exigência de atribuição de valor à causa deriva não apenas do art. 319, V, do CPC mas também do art. 291
do mesmo Código. Lá, é dito que a toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo
econômico aferível. A exigência de indicação do valor da causa é relevante, pois o valor atribuído à ação
possui implicações práticas diversas, como é o caso da competência e da determinação do valor da taxa
judiciária.
Nesse sentido, a competência dos Juizados Especiais tem como um de seus critérios definidores o valor da
causa: quarenta salários mínimos no caso de Juizados Especiais Cíveis (art. 3º, I, da Lei nº 9.099/1995) e
sessenta salários mínimos no que concerne aos Juizados Especiais Federais e de Fazenda Pública (art. 3º da
Lei nº 10.259/2001 e art. 2º da Lei nº 12.153/2009). Igualmente, em muitos estados, o valor da taxa judiciária é
fixado a partir de um percentual incidente sobre o valor da causa.
O art. 292 do CPC elenca critérios (tipo de demanda) para cálculo do valor da causa. Confira, a seguir, os
incisos do dispositivo.
Ação de cobrança
Soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se
houver, até a data de propositura da ação.
Ação que tiver por objeto existência, validade, cumprimento, modificação, resolução, resilição ou
rescisão de ato jurídico
Valor do ato ou o de sua parte controvertida.
Ação de alimentos
Soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor.
Ação de divisão, demarcação e reivindicação
Valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido.
Ação indenizatória
Valor pretendido.
Ação em que há pedidos cumulados
Quantia correspondente à soma dos valores de todos eles.
Ação em que há pedidos alternativos
Valor do pedido mais valioso.
Ação em que há pedido subsidiário
Valor do pedido principal.
Vale destacar duas hipóteses nas quais a jurisprudência definiu qual será o valor da causa: a primeira é a ação
que questiona apenas parte do contrato. Confira!
Em regra, se a ação proposta tiver por objetivo questionar um negócio jurídico, o valor da causa será o
valor econômico deste contrato. Entretanto, a jurisprudência entende que, se estiver sendo impugnada
apenas uma parte do negócio ou determinada cláusula contratual, o valor da causa não será o valor
integral do contrato, mas tão somente o benefício econômico daquilo que está sendo questionado no
processo. 
STF. Plenário. ACO 664 Impugnação ao Valor da Causa-AgR/RJ, rel. Min. Cármen Lúcia, 24/4/2013 (Info 703)
A segunda hipótese em que a jurisprudência definiu qual será o valor da causa é a da ação de reintegração de
posse por força de comodato. Observe!
O valor da causa em ação de reintegração de posse que objetive a retomada de bem objeto de contrato
de comodato que tenha sido extinto deve corresponder à quantia equivalente a doze meses de aluguel
do imóvel. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1230839-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 19/3/2013 (Info 519)
É possível que o valor atribuído à causa seja equivocado por parte do autor. Não se trata de acontecimento
incomum, considerando a multiplicidade de pretensões passíveis de serem apresentadas em juízo e a
insuficiência de tais critérios em alguns casos. Da mesma forma, com o intuito de reduzir o valor da taxa
judiciária, litigantes apresentam valores da causa muito baixos.
Nessa hipótese, como determina o art. 292, § 3º, do CPC o juiz poderá corrigi-lo, de ofício e por arbitramento,
quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico
perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes.
De igual maneira, o réu também poderá impugnar o valor da causa em preliminar de contestação, conforme
art. 293 e art. 337, III, do CPC. Acolhida a impugnação, se for o caso, deverá haver a complementação das
custas processuais.
Provas
Confira, neste vídeo, dois requisitos da petição inicial: a indicação das provas a produzir e a manifestação de
interesse na conciliação.
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Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados
(inciso VI)
O procedimento comum encerra com a prolação de uma decisão a respeito do acertamento das alegações
das partes, a qual poderá ser uma sentença ou decisão interlocutória, a depender se o mérito está sendo
julgado total ou parcialmente (art. 356 do CPC). Nela, caberá ao juízo dizer quem tem razão, o que é feito a
partir do exame das afirmações e provas carreadas aos autos. Por tal motivo, é ônus do autor indicar, na
petição inicial, as provas com que pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados, como dispõe o art. 319,
VI, do CPC.
Dado o princípio da atipicidade dos meios de prova e o teor do art. 369 do CPC, todos os meios
legais, bem como os moralmente legítimos, poderão ser empregados em tal tarefa.
Na prática forense, com vistas tão apenas a cumprir o art. 319, VI, do CPC, é comum que a petição inicial
contenha um protesto genérico de produção de provas. Posteriormente, quando da fase de saneamento, o juiz
permite às partes a especificação do pedido de produção de provas, o que é essencial em razão da
delimitação das questões de fato sobre as quais recairá a atividade instrutória (art. 357 do CPC).
Opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de
mediação (inciso VII)
O Código de Processo Civil prestigiou o uso dos meios consensuaisde solução de conflitos. Assim, o art. 3º,
§§ 2º e 3º impôs ao Estado e a todos que participem do processo o dever de promoção e de estímulo da
conciliação, da mediação e de outros métodos de solução consensual de litígios.
Entre outros meios de promoção, o CPC criou a figura da audiência de conciliação e de mediação, disciplinada
pelo art. 334. Como regra, estando a petição inicial em ordem e não sendo caso de improcedência liminar do
pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação, a depender da espécie de conflito de
interesses em confronto. A providência visa incentivar a utilização dos referidos meios.
Por tal motivo, o art. 319, VII exige que o autor
indique a opção pela realização ou não da
audiência de conciliação ou de mediação.
Afinal, se ambas as partes manifestarem,
expressamente, desinteresse na composição
consensual, a audiência não será realizada, a
teor do art. 334, § 4º, do CPC. A omissão do
autor presume a escolha pela realização da
audiência.
Na praxe forense, é rotina que juízes e tribunais
dispensem a audiência de conciliação ou de
mediação, dado o baixíssimo índice de êxito na solução consensual. Sem prejuízo, permite-se a designação da
audiência a pedido dos litigantes. Com o incremento no uso de tais mecanismos, espera-se que o número de
pleitos com tal conteúdo aumente com o passar dos anos.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O Código de Processo Civil (CPC) estabelece os requisitos que devem ser observados na petição inicial e que
devem ser observados por você ao elaborar tal peça processual. Quais são esses requisitos?
Chave de resposta
Você deve indicar que os requisitos da petição inicial são estabelecidos no art. 319 do CPC, a saber:
O juízo a que é dirigida.
Os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço
eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu.
O fato e os fundamentos jurídicos do pedido.
O pedido com as suas especificações.
O valor da causa.
As provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados.
A opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
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2. Aditamento, emenda e indeferimento da petição inicial
Aditamento e emenda à petição inicial
Confira, neste vídeo, as diferentes possibilidades de modificação da petição inicial por meio do aditamento e
da emenda.
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Aditamento e alteração da petição inicial
A petição inicial não é um documento imune a modificações. De igual maneira, é possível que, tendo
imperfeições e/ou óbices intransponíveis ao trâmite processual, haja o seu indeferimento após determinação
ao autor para correção do vício, se viável. Sob o título de modificações, engloba-se o estudo do aditamento,
da alteração e da emenda. Na sequência, será feito o estudo de ambos os institutos e, por fim, do
indeferimento da petição inicial.
Conceitualmente, o aditamento é o acréscimo
do pedido e/ou da causa de pedir: inclui-se um
ou mais pedidos ou a causa de pedir. Sua
disciplina é realizada pelo art. 329 do CPC, ao
lado da alteração de ambos os elementos da
demanda. Essa, por sua vez, é relacionada à
modificação do que já está contido no
processo.
Em suma, as referidas alterações na petição
inicial podem ser feitas até o saneamento do
processo, momento no qual ocorre a
estabilização da demanda (objetiva e subjetiva). A distinção diz respeito à necessidade de consentimento do
réu porque, até a citação, tal anuência é dispensada; após, é exigida.
Confira o teor do art. 329 do CPC!
Art. 329. O autor poderá: I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir,
independentemente de consentimento do réu; II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o
pedido e a causa de pedir, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a
possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de
prova suplementar. Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva
causa de pedir. (original não grifado)
(Lei nº 13.105/2015)
Na praxe forense, é altamente recomendável que, tão logo identifique-se a necessidade de aditar ou de
modificar o pedido ou a causa de pedir, o advogado aja antes da citação, pois é raro que o réu permita tal
providência.
Emenda à petição inicial
É destinada à correção de vícios sanáveis, os quais dificultam o julgamento de mérito do processo. Seu
tratamento é realizado pelo art. 321 do CPC. Em doutrina, aponta-se que a emenda é direito subjetivo do
autor, não cabendo ao juízo verificar a pertinência e a oportunidade entre indeferir a inicial ou determinar a
emenda.
Vejamos o que dizem alguns autores! 
Quando a petição inicial pode ser emendada, é proibido ao juiz indeferi-la sem dar ao autor o direito de
emendá-la. Há direito da parte à emenda da inicial. [...] Não intimação para correção e nulidade da
decisão. Presentes as circunstâncias do art. 321 do CPC, é dever do órgão jurisdicional [...] a intimação
do autor para corrigir o defeito.
(Marinoni; Arenhart; Mitidiero, 2021, p. 449)
Ao disciplinar a emenda à petição inicial, o CPC cuida de duas medidas distintas. Vamos conhecê-las!
Correção
A correção diz respeito à correção de uma impropriedade, por exemplo, corrigir a qualificação do réu.
Complementação
A complementação inclui elementos não contidos, por exemplo, a juntada de documentos
indispensáveis à propositura da demanda. 
Em relação ao que pode ser objeto de emenda, existe um pressuposto básico: o vício deve ser sanável. Em
outras palavras, tal providência é destinada ao ajuste de meras irregularidades processuais, que, embora
aptas a dificultar o julgamento do mérito, não constituem óbice intransponível à sua realização.
Como exemplos de irregularidade remediável,
há a incorreção do valor da causa e a
necessidade de inclusão de litisconsorte
passivo necessário. Em ambos os casos, o
exame do mérito é possível, porém tal
prestação jurisdicional será imperfeita. Daí
porque a emenda é necessária para viabilizar
tal saneamento.
É importante destacar que, falecendo o réu
antes da citação, o autor poderá emendar a
petição inicial para fins de inclusão dos
herdeiros. Lembre-se que estamos falando de uma falha corrigível. Veja o que foi decidido pelo STJ! 
Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve ser facultada ao autor a
emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou os herdeiros, nos termos do art. 329, I,
do CPC/2015 (Art. 329. O autor poderá: I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir,
independentemente de consentimento do réu). Caso concreto: em 27/06/2011, o banco ajuizou ação
monitória contra João. O juiz recebeu a petição inicial e determinou a citação. O Oficial de Justiça deixou
de citar o requerido porque, segundo informações da viúva, ele teria falecido em 16/02/2001. À vista
dessa certidão, o autor requereu a substituição do polo passivo da demanda para espólio de João.
STJ. 4ª Turma. REsp 2.025.757-SE, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 2/5/2023 (Info 775)
Vícios insanáveis, por outro lado, não são passíveis de eliminação por meio de emenda à inicial. À guisa de
ilustração, a ausência de legitimidade ou de interesse processual carece de solução via emenda à inicial, pois
está intimamente ligada ao regular desenvolvimento do processo.
Da mesma forma, o órgão julgador tem o dever de indicar, com precisão, o que precisa ser corrigido ou
completado, como o art. 321, parte final, do CPC dispõe. Trata-se de medida voltada à boa-fé processual e
que prestigia a solução do mérito; norma fundamental do processo civil, conforme o art. 5º do CPC. Confira o
que decidiu O STJ!
O indeferimento da petição inicial, quer por força do não-preenchimento dos requisitos exigidos nos arts.
319 e 320do CPC/2015, quer pela verificação de defeitos e irregularidades capazes de dificultar o
julgamento de mérito, reclama a concessão de prévia oportunidade de emenda pelo autor, nos termos
do art. 321 do CPC/2015.
STJ. 2ª Seção. REsp 2.013.351-PA, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 14/09/2022 (Info 751)
Em relação ao prazo, o art. 321 do CPC o estabelece como de quinze dias. O Superior Tribunal de Justiça
entende que o referido prazo é dilatório, de sorte que o juiz poderá aceitar a emenda mesmo fora desse
prazo. Além disso, poderá haver sua redução ou ampliação por convenção das partes ou por determinação do
juiz (STJ. 2ª Seção. REsp 1133689-PE, Rel. Min. Massami Uyeda, julgado em 28/3/2012 (recurso repetitivo)
(Info 494).
Todavia, descumprida a determinação para emenda da petição inicial, o juiz a indeferirá, conforme art. 321,
parágrafo único, do CPC. Em razão da especialidade do indeferimento, bem como diante da existência de
outros fundamentos além da falta de emenda à inicial, sua análise será feita na sequência, em item à parte.
Indeferimento da petição inicial
Confira, neste vídeo, o que é o indeferimento da petição inicial e quais são as suas hipóteses. Além disso,
entenda o procedimento de inépcia. 
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Características e hipóteses do indeferimento da petição inicial
O indeferimento da petição inicial é disciplinado pelos arts. 330 e 331 do CPC. O Código trata o tema sob três
óticas:
 
Inépcia (inciso I).
Falta de legitimidade e interesse processual (incisos II e III).
Descumprimento de determinação para emenda à inicial ou do dever do advogado de declinar seus
dados quando postular em causa própria (inciso IV).
O indeferimento da inicial somente é cabível antes da citação. Depois, o caso é de se extinguir o processo sem
resolução do mérito. Veja o que diz Fredie Didier Júnior sobre o tema!
O indeferimento da petição inicial somente ocorre no início do processo: só há indeferimento liminar
antes da ouvida do réu. Após a citação, o juiz não mais poderá indeferir a petição inicial. De resto já
admitida, devendo, se vier a acolher alguma alegação do réu, extinguir o feito por outro motivo. A
inépcia, por exemplo, pode ser reconhecida a qualquer tempo, mesmo após a contestação, mas, nesse
caso, não implicará indeferimento da petição, e, sim, extinção do processo sem análise do mérito.
(Didier Júnior, 2017, p. 629)
É importante mencionarmos que o indeferimento da petição inicial não se confunde com o cancelamento da
distribuição, previsto pelo art. 290 do CPC. Neste, em razão da falta de recolhimento das custas iniciais, o
órgão julgador cancela a distribuição do processo. Sequer há juízo de delibação acerca da petição inicial.
Confira como se manifestou o STJ sobre o cancelamento da distribuição!
O cancelamento da distribuição, a teor do art. 290 do CPC, prescinde da citação ou intimação da parte
ré, bastando a constatação da ausência do recolhimento das custas iniciais e da inércia da parte autora,
após intimada, em regularizar o preparo.
STJ. 3ª Turma. REsp 1906378/MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11/05/2021 (Info 696)
A conclusão não poderia ser diversa; afinal, sequer há demanda de proposta. E, após tais considerações,
passa-se a tratar da inépcia da petição inicial.
Inépcia
• 
• 
• 
A petição inicial inepta contém vícios graves, os quais impedem, em absoluto, o exame do mérito. Em tal
hipótese, existe óbice intransponível, pelo que a extinção do processo amparada no art. 485, I, do CPC é
medida impositiva.
O § 1º do art. 330 do CPC expõe os casos nos quais o Código entende que a petição inicial é inepta. Vejamos!
Falta de pedido ou causa de pedir
Inciso I
A respeito dos elementos da demanda. Na praxe forense, não raro, juízos indeferem petições iniciais
por tal fundamento sem oportunizar a emenda. Por isso, é preciso ter cuidado extra antes de ajuizar o
processo, diante do risco de indeferimento.
O pedido é indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico
Inciso II
O pedido deve ser certo e determinado. A indeterminação do pedido, portanto, enseja a inépcia da
petição inicial. Aqui, por se tratar de vício sanável, o órgão julgador tem a obrigação de permitir ao
demandante que ajuste seu pedido antes de indeferir a peça inaugural.
Da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão
Inciso III
Os fatos são narrados pelo autor na causa de pedir. Apesar disso, os pedidos devem derivar
diretamente daquilo que foi indicado. Por exemplo, se o autor indicar que sofreu danos morais
resultantes de negativação indevida, pedido de anulação de contrato não resulta da narração.
Conter pedidos incompatíveis entre si
Inciso IV
O pedido de rescisão contratual cumulado com pleito, por exemplo, para condenar o réu a cumprir a
obrigação, é incompatível.
Quanto ao procedimento, o indeferimento da petição inicial é instrumentalizado por meio de sentença de
extinção do processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 485, I, do CPC.
Indeferida a inicial, o autor poderá apelar a teor da previsão do art. 331 combinado com o art. 1.009 do CPC. A
hipótese, inclusive, permite o exercício do juízo de retratação por parte do juízo, sendo um dos casos de
aplicação de efeito regressivo à apelação porque, em cinco dias, o juízo poderá se retratar da decisão de
indeferimento.
Interposta a apelação e não havendo retratação, o réu será citado para responder ao recurso. Com a reforma
da decisão pelo indeferimento, o prazo para contestação terá início a partir da intimação acerca da baixa dos
autos à primeira instância. Sobre tal possibilidade, vejamos o que Humberto Theodoro Júnior indica!
O Código atual reformou a orientação da lei anterior, que não mais permitia a citação do réu para
acompanhar a apelação contra o indeferimento da inicial. Isto porque, se ele não integrava, ainda, a
relação processual ao tempo do ato recorrido, era natural que não se visse compelido a ter de participar
da tramitação recursal que, até então, só dizia respeito ao autor. Somente, pois, após o eventual
provimento do recurso, é que, baixando os autos à comarca de origem, haveria a normal citação do
demandado para responder à ação. Atualmente, portanto, o réu, sendo de logo citado, participa do
processamento e julgamento do recurso, de modo que o acórdão que manda prosseguir o feito ser-lhe-á
oponível. Por isso, não lhe caberá reabrir, em contestação, discussão sobre o tema decidido no recurso.
(Theodoro Júnior, 2018, p. 802)
Por fim, sem interposição de apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado. Tais disposições estão nos
parágrafos do art. 331 do CPC.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O que são aditamento, emenda e indeferimento da petição inicial? Quais são as diferenças entre eles?
Chave de resposta
Você deve saber que o aditamento é o ato de emendar, reformar ou realizar o acréscimo do pedido e/ou da
causa de pedir. Sua disciplina encontra-se prevista no art. 329 do CPC, ao lado da alteração de ambos os
elementos da demanda.
A emenda à petição inicial possui a finalidade de correção de vícios sanáveis, que dificultam o julgamento
de mérito do processo. Está prevista no art. 321 do CPC.
O indeferimento da petição inicial é a decisão do juiz de não admitir a petição inicial, o que significa que o
processo não será iniciado. Tem cabimento nas hipóteses dos arts. 330 e 331 do CPC.
3. Petição inicial em espécie
Modelo de petição inicial
Entenda, neste vídeo, como você deve elaborar uma petição inicial cível com a explicação concreta da
aplicação prática dos seus requisitos.
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Como elaborar uma petição inicial?
EXCELENTÍSSIMO JUÍZO DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL DA COMARCA X
FULANO DE TAL, (qualificação completa), vem, por seu advogado regularmente constituído (mandato anexo à
presente), propor AÇÃO ORDINÁRIA em face de BELTRANO, (qualificação completa), pelas razões de fato e de
direito quea seguir expõe, pugnando pelo regular prosseguimento do feito.
Termos em que,
Pede deferimento.
Local, data
Assinatura do advogado
(Espaço para alegação de questões preliminares: concessão do benefício da gratuidade de justiça, prioridade
de tramitação do processo e afins)
I – DOS FATOS
Veicular sua causa de pedir: que fatos deram origem ao seu direito? Que relação jurídica surge a partir da
narrativa? 
Confira aqui uma possível situação
O autor celebrou com o réu contrato de prestação de serviços educacionais, mais especificamente a
contratação de curso preparatório para concursos públicos. O preço estipulado foi de R$ 2.000,00, a
serem pagos em cinco parcelas de R$ 400,00 cada. A íntegra do curso deveria ser disponibilizada em
cinco dias, contados do pagamento da primeira parcela.
Apesar do pagamento integral do preço, passados seis meses o estabelecimento de ensino não
disponibilizou as aulas do primeiro módulo. Por tal motivo, o demandante busca a tutela jurisdicional,
com vistas a compelir o réu a prestar o serviço contratado.
II – DO DIREITO
Qual a fundamentação jurídica dos fatos que você narrou? O que você quer obter?
Confira aqui uma possível situação
O Código Civil dispõe que o inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui
de pleno direito em mora o devedor (art. 397 do Código Civil). No caso em tela, o fornecedor não
cumpriu a obrigação de disponibilizar o curso; por isso, o autor busca o Poder Judiciário para compelir
o réu a prestar o serviço, com acréscimo das perdas e danos cabíveis (art. 402 do Código Civil).
III – DOS PEDIDOS
O que você quer? Qual a providência jurisdicional que você quer? Não se esqueça de especificar as provas
com as quais pretende demonstrar suas alegações!
Confira aqui um a possível situação
À luz do exposto, o autor requer a Vossa Excelência a condenação do réu a fornecer o curso jurídico
contratado, no prazo de cinco dias, contados da intimação da sentença, nos moldes contratados
pelas partes.
Subsidiariamente, na remota hipótese de não ser possível o cumprimento da obrigação, requer a
condenação do estabelecimento demandado ao pagamento de indenização, a título de danos
materiais, no valor de R$ 2.000,00, acrescidos de juros de mora e correção monetária.
Pede, ainda, a condenação do réu ao reembolso das custas e ao pagamento de honorários
advocatícios, na forma do art. 85 do Código de Processo Civil.
Protesta pela produção de todas as provas admitidas em direito, em especial, prova documental.
VALOR DA CAUSA
Atentar para as disposições do art. 292 do CPC. Não precisa fazer em tópico separado; pode incluir logo após
os pedidos.
FECHAMENTO (LOCAL/DATA, ASSINATURA)
Verificando o aprendizado
Questão 1
Djane adquiriu, na Toldos Bonitos, um toldo para instalar na varanda de sua casa, pagando por ele o valor de
R$ 1.600,00, à vista, no ato de instalação do produto. Vinte dias após a instalação do equipamento, depois de
uma ventania, o toldo se desprendeu e ficou pendurado por um único parafuso.
 
No mesmo dia, Djane entrou em contato com a Toldos Bonitos, solicitando o reparo do toldo. Porém, passados
dois meses, a empresa nada fez.
 
Na qualidade de advogado de Djane, elabore a peça processual cabível para defesa de seus interesses,
considerando que sua cliente deseja obter o conserto do equipamento, bem como a indenização por danos
morais.
Chave de resposta
A peça processual correta é uma petição inicial. Aqui, você verá um modelo aplicado da petição inicial para
que tenha uma ideia de como produzi-la:
EXMO. JUÍZO DE DIREITO DA X VARA CÍVEL DA COMARCA Y
DJANE, brasileira, CPF nº..., com endereço à rua..., por seu advogado, com endereço à rua ..., vem
apresentar AÇÃO ORDINÁRIA em face de TOLDOS BONITOS, CNPJ nº ..., com sede à rua ..., pelos fatos e
direito que a seguir expõe.
1 – DOS FATOS
A autora adquiriu junto à ré um toldo para instalar na varanda de sua casa, pagando o valor de R$ 1.600,00,
à vista, no ato de instalação do produto, conforme comprovante de pagamento anexo.
Todavia, meros vinte dias após a instalação do equipamento, depois de uma ventania, o toldo se
desprendeu e ficou pendurado por um único parafuso.
Na mesma data, a postulante entrou em contato com a demandada, solicitando o reparo do toldo. Porém,
passados dois meses, nenhuma providência foi adotada pela pessoa jurídica.
Por tal motivo, a autora bate às portas do Poder Judiciário, pugnando pela condenação da ré a efetuar o
conserto necessário, bem como a indenização por danos morais pertinente.
2 – DO DIREITO
De início, convém ressaltar que a presente ação versa sobre a relação de consumo, tendo como escopo o
Código de Defesa do Consumidor, pois a demandante se enquadra no conceito de consumidor, à luz do
art. 2º do CDC.
A Lei nº 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor) desempenha, com eficiência, as funções
educativas e transformadoras, diploma baseado em princípios e em cláusulas gerais. Inegavelmente, a
hipótese dos autos versa acerca de notória relação de consumo, considerando o enquadramento da parte
ré no conceito de fornecedor, previsto no art. 3º do Código de Defesa do Consumidor, e do serviço
prestado naquele conceito do § 2º do mesmo art. 3º. Portanto, aplicáveis os preceitos da lei consumerista,
em especial os inerentes à proteção contratual e às cláusulas abusivas.
Fixada a premissa supra, em linha de princípio há de se dizer que o Código de Defesa do Consumidor
pauta a relação de consumo pelos princípios da boa-fé objetiva e da transparência, positivados no art. 4º
do Diploma Consumerista.
O primeiro traduz-se na necessidade de atuação refletida das partes contratuais, respeitando, cada um, os
interesses legítimos do outro, bem como suas expectativas razoáveis, agindo com lealdade, sem abuso,
sem causar lesão ou desvantagem excessiva, cooperando para atingir o bom fim das obrigações.
O segundo encontra-se encartado no dever do fornecedor de garantir informações claras e precisas sobre
o conteúdo do contrato, a fim de que o consumidor tenha plena consciência das obrigações assumidas.
Tais princípios, somados aos deveres anexos da boa-fé, tais como lealdade e cooperação, atuam
diretamente na manutenção do equilíbrio contratual e da equivalência das prestações, diante da
vulnerabilidade do consumidor, impondo-se, assim, aplicação contundente do Código de Defesa do
Consumidor, a fim de coibir as indigitadas práticas abusivas, causadoras de desequilíbrio contratual em
desfavor do usuário.
2.1 - DO DANO MORAL
Dano moral é configurado pela lesão ao princípio nuclear do ordenamento jurídico brasileiro, qual seja, o da
dignidade da pessoa humana (CRFB, art. 1º, III). Sendo certo que os princípios, assim como as regras,
também são normas jurídicas, em uma perspectiva pós-positivista, que coloca a Constituição como norma
fundamental do ordenamento jurídico, o princípio da dignidade da pessoa humana é o imponderável fiel da
balança, norte interpretativo, que precisa ser a lanterna que trará luz para o caso concreto, no qual serão
ponderados quatro princípios, a saber: o princípio da liberdade, o princípio da solidariedade (social e
familiar), o princípio da igualdade e o princípio da integridade psicofísica.
No que concerne ao fundamento jurídico do dano moral e do dever de indenizar, reza o art. 5º, X da
Constituição da República de 1988 que “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem
das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.
Consoante doutrina do professor Caio Mário da Silva Pereira, “[...] a par do patrimônio, como complexo de
relações jurídicas de uma pessoa economicamente apreciáveis, o indivíduo é titular de direitos integrantes
de sua personalidade, o bom conceito de que desfruta na sociedade, os sentimentos que exoneram a sua
consciência, os valores afetivos merecedores todos de igual proteção da ordem jurídica” (Responsabilidade
Civil. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1991. n. 49).
Destarte, a atitude da ré apresenta-seextremamente ofensiva à dignidade da autora, violando direitos
constitucionalmente assegurados, mormente o da dignidade da pessoa humana, impondo-se a reparação a
título de danos morais, haja vista que não se pode admitir que direitos da personalidade, com sede
constitucional, sejam violados sem qualquer forma de repressão.
2.2 – DO DEVER DE CORREÇÃO DAS FALHAS NO TOLDO
Uma questão muito séria a ser considerada é o que trata o art. 18 do CDC. Preambularmente, importa
esclarecer que no polo passivo dessa relação de responsabilidade se encontram todas as espécies de
fornecedores, coobrigados e solidariamente responsáveis pelo ressarcimento dos vícios de qualidade ou
quantidade eventualmente apurados no fornecimento de produtos ou serviços.
O art. 18 do CDC faz referência a duas espécies de vícios: qualidade e quantidade, e seus parágrafos e
incisos disciplinam a responsabilidade pelos vícios dos produtos, ou seja, por aqueles vícios capazes de
torná-los impróprios, inadequados ao consumo ou que lhes diminuam o valor.
O dispositivo concede ao fornecedor a oportunidade de acionar o sistema de garantia do produto e reparar
o defeito no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Não sendo sanado o vício, no prazo legal, o consumidor
poderá exigir, à sua escolha, três alternativas: a substituição do produto por outro da mesma espécie em
perfeitas condições de uso; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem
prejuízo de eventuais perdas e danos; ou o abatimento proporcional do preço.
A autora teme, apesar de ter reforçado com parafusos bem mais resistentes, pelo serviço realizado por
outra empresa, que novos eventos danosos possam se repetir e vir a causar danos, inclusive a terceiros, o
que lhe acarretará a reparação de tais danos por culpa do fornecedor do produto, ora ré.
Assim, pugna pela condenação da ré a efetuar os reparos necessários no referido toldo.
DO PEDIDO
Diante do exposto, requer a V. Exa.:
a) a inversão do ônus da prova, com base no art. 6º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor;
b) a condenação da ré a efetuar os reparos necessários no toldo adquirido, no prazo de cinco dias a contar
da sentença condenatória, sob pena de multa diária;
c) a condenação da ré a indenizar a autora no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a título de danos
morais.
Informa possuir interesse na audiência de conciliação e mediação.
Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito, em especial a prova documental.
Dá-se à causa o valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Termos em que,
Pede deferimento.
Local, data.
Advogado
4. Conclusão
Considerações finais
Neste conteúdo, conferimos a análise da teoria e da prática da petição inicial. O objetivo foi preparar você
para elaborar uma petição inicial completa, que preencha integralmente o que o Código de Processo Civil
exige.
Vimos que a exordial possui requisitos, disciplinados pelo art. 319 do CPC. Trata-se dos elementos mínimos
necessários à apreciação do mérito e que o autor possui o ônus de cumprir. No primeiro momento desse
conteúdo, o foco foi o estudo detalhado de cada um dos incisos do art. 319 do Código.
De igual modo, analisamos a emenda, o aditamento e o indeferimento da petição inicial. Aqui, os arts. 329 a
331 do Código de Processo Civil foram objeto de exame mais aprofundado.
Por fim, um modelo de petição inicial foi trazido. A ideia é você ter um ponto de partida para preparar suas
próprias petições iniciais, sem a pretensão de esgotar um modelo predefinido sobre todas as causas.
Espera-se que, com este estudo teórico e jurisdicional veiculado, você possa dominar a petição inicial, tanto
no que refere à disciplina do Código de Processo Civil quanto naquilo que diz respeito à prática da petição
inicial. 
Explore +
Acesse o site do Supremo Tribunal Federal e leia a petição inicial de uma ação direta de inconstitucionalidade.
Para isso, basta acessar o portal e fazer a busca na aba “Jurisprudência”.
 
Além de contribuir para a sua prática forense, com essa leitura, você verá certas distinções para um processo
chamado objetivo, de controle de normas.
Referências
 
ARENHART, S. C.; MARINONI, L. G.; MITIDIERO, D. Código de Processo Civil comentado. 7. ed. São Paulo: RT,
2021.
 
ARENHART, S. C.; MARINONI, L. G.; MITIDIERO, D. Código de Processo Civil comentado. 7. ed. São Paulo: RT,
2021.
 
DIDIER JÚNIOR, F. Curso de Direito Processual Civil. 17. ed. Salvador: JusPodivm, 2017. v. I.
 
DIDIER JÚNIOR, F. Curso de Direito Processual Civil. 17. ed. Salvador: JusPodivm, 2017. v. I.
 
THEODORO JÚNIOR, H. Curso de Direito Processual Civil. 52. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
 
THEODORO JÚNIOR, H. Curso de Direito Processual Civil. 52. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
	A sistemática da petição inicial
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A petição inicial
	Noções introdutórias sobre a petição inicial
	Conteúdo interativo
	Postulatória
	Saneadora
	Instrutória
	Decisória
	Requisitos da petição inicial (art. 319 do CPC)
	Requisitos da petição inicial em espécie
	Atenção
	Destrinchando os requisitos da petição inicial
	Conteúdo interativo
	O juízo a quem é dirigida (inciso I)
	Qualificação das partes (inciso II)
	Atenção
	Fatos e fundamentos jurídicos do pedido (inciso III)
	Atenção
	O pedido
	Conteúdo interativo
	Suas especificações (inciso IV)
	Pedido imediato
	Pedido mediato
	Arts. 322 e 324
	Arts. 325 a 327
	Art. 329
	Nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados
	Quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato
	Quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu
	Pedidos alternativos (art. 325)
	Pedidos subsidiários (art. 326)
	Pedidos cumulados (art. 327)
	I - “os pedidos sejam compatíveis entre si.”
	II - “seja competente para conhecer deles o mesmo juízo.”
	III - “seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.”
	O valor da causa (inciso V)
	Conteúdo interativo
	Principais características
	Ação de cobrança
	Ação que tiver por objeto existência, validade, cumprimento, modificação, resolução, resilição ou rescisão de ato jurídico
	Ação de alimentos
	Ação de divisão, demarcação e reivindicação
	Ação indenizatória
	Ação em que há pedidos cumulados
	Ação em que há pedidos alternativos
	Ação em que há pedido subsidiário
	Provas
	Conteúdo interativo
	Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados (inciso VI)
	Opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação (inciso VII)
	Verificando o aprendizado
	2. Aditamento, emenda e indeferimento da petição inicial
	Aditamento e emenda à petição inicial
	Conteúdo interativo
	Aditamento e alteração da petição inicial
	Emenda à petição inicial
	Correção
	Complementação
	Indeferimento da petição inicial
	Conteúdo interativo
	Características e hipóteses do indeferimento da petição inicial
	Inépcia
	Falta de pedido ou causa de pedir
	O pedido é indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico
	Da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão
	Conter pedidos incompatíveis entre si
	Verificando o aprendizado
	3. Petição inicial em espécie
	Modelo de petição inicial
	Conteúdo interativo
	Como elaborar uma petição inicial?
	Confira aqui uma possível situação
	Confira aqui uma possível situação
	Confira aqui um a possível situação
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Explore +
	Referências

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