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Enfermagem em Saúde Mental
Parte 2
Prof.ª Renata Reis
Não existe uma causa definida para esse tipo de distúrbio. 
Os avanços científicos, porém, já permitem estabelecer uma relação entre fatores genéticos e a incidência desses casos. Também existem questões que podem desencadear um distúrbio mental, como luto, traumas ou uma situações de estresse intenso.
FATORES DESENCADEANTES DE UMA DOENÇA MENTAL
ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL
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 São os estímulos, como: insolação, frio, sede, fome, que podem alterar o psiquismo pela alteração do sistema nervoso. 
Fatores Físicos
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Fatores Biológicos
 São os estímulos, como: insolação, frio, sede, fome, que podem alterar o psiquismo pela alteração do sistema nervoso. 
Fatores Psicológicos, econômicos e sociais
Fatores Sociais
 São os fatores de ordem afetiva que influenciam a formação da personalidade e são sementes de futuros desajustamentos, choques afetivos (catástrofe e guerra); choques individuais (decepção financeira, sentimental). 
São as organizações e fatos da vida social que podem causar alterações do psiquismo, como por exemplo, guerra, migrações e uso de drogas. 
 Ocorrem grande número de retardos mentais nesta fase decorrente de fadiga, traumas, infecções, hereditariedade. 
Gestação
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Parto
 Acidentes no parto podem lesar o cérebro de modo definitivo (fórceps e circular de cordão).
Herediateriedade
Fator importante que intervém antes do parto os pais transmitem a criança características de modo que chega ao mundo com bagagem de disposição que chamamos de “terreno” (constituição e temperamento).
É a perda do domínio de uma situação, é um desequilíbrio emocional que pode ser momentâneo ou não. Existem dois tipos de crise:
Crise
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	Crise de crescimento ou crise evolutiva	Crise de crescimento ou crise evolutiva
	São crises previsíveis que ocorrem na vida desde o nascimento até a morte. Ingresso na escola pela primeira vez, a adolescência, o casamento, o primeiro filho, a menopausa, outros.
	 São crises imprevisíveis no decorrer da vida. 
Doença grave, morte familiar, separação do casal, perda do emprego, falência, outros. 
As reações diante da crise são influenciadas por hábitos, costumes, normas, família, regras e leis da sociedade. 
Reações diante a Crise
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	REAÇÃO POSITIVA DIANTE DA CRISE 	REAÇÃO NEGATIVA DIANTE DA CRISE
	Significa vivê-la intensamente, superando-a e ao mesmo tempo tirando uma lição de vida. Aprendendo com o sofrimento os nossos limites e as nossas potencialidades. 
A reação positiva leva ao crescimento pessoal, fortalecimento emocional e amadurecimento.	Consiste em fugir, criar uma ideia ilusória da situação. 
A reação negativa pode levar a uma doença mental. 
Cada crise não vivenciada plenamente é igual a emoções e/ou sentimentos não experimentados.
O termo resiliência veio da física para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver o impacto e retornar à forma original. 
Resiliência frente a reação positiva
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RESILIÊNCIA: É utilizado para caracterizar a atitude de adaptação à mudança, superação de problemas e dificuldades ou a capacidade de resistir à pressão de situações adversas, sem que isso cause impacto psicológico, emocional ou físico.
Já se tratando de comportamento humano, resiliência está ligada à capacidade, bem como à habilidade que cada pessoa tem de lidar e superar as adversidades.
O paciente em crise exigirá uma urgência de ação. 
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Por esta razão o profissional atuante na Saúde Mental deve servir como junção no processo de restabelecimento do equilíbrio emocional. 
Atendimento a Crise
A angústia que nos mostra um paciente diante de uma situação que ultrapassa o limiar de contenção, demanda alguma intervenção de forma iminente. 
Um dos maiores conhecimentos que Freud trouxe à psicologia foi quando mencionou que a experiência da infância tem uma forte influência sobre a personalidade adulta.
 “O desenvolvimento da personalidade envolve uma série de conflitos entre o indivíduo, que quer satisfazer os seus impulsos instintivos, e o mundo social (principalmente a família), que restringe este desejo.” (CLONINGER, 1999). 
ETAPAS DA PERSONALIDADE 
Por Sigmund Freud
Existem cinco fases universais do desenvolvimento que são chamadas de fases psicossexuais. 
Freud acreditava que a personalidade estaria essencialmente formada ao fim da terceira fase, por volta dos cinco anos de idade, quando o indivíduo possivelmente já desenvolveu as estratégias fundamentais para a expressão dos seus impulsos, estratégias essas que estabelecem o núcleo da personalidade.
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Na fase oral, o desenvolvimento ocorre desde o nascimento aos doze meses de vida. 
Nesta fase a zona de erotização é a boca, as atividades prazerosas são em torno da alimentação (sucção). 
Fase Oral
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Uma fixação nessa fase provoca o desenvolvimento de um tipo de personalidade de caráter oral, do qual os traços fundamentais são o otimismo, a passividade e a dependência. 
Para Freud, os transtornos alimentares poderiam se dar às dificuldades na fase oral.
Quando o bebê aprende a associar a presença da mãe à satisfação da pulsão da fome, a mãe vem a ser um objeto à parte, ou seja, o bebê começa a diferenciar entre si próprio e os outros.
A fase anal ocorre durante o segundo e o terceiro ano de vida, onde o prazer está no ânus.
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Nessa fase a criança tem o desejo de controlar os movimentos esfincterianos e começa também a entrar em conflito com a exigência social de adquirir hábitos de higiene. 
Uma fixação nessa fase pode causar conflitos para o resto da vida em torno de questões de controle, de guardar para si ou entregar. O caráter anal é caracterizado por três traços que são: ordem, parcimônia (econômico) e teimosia.
Fase Anal
Na fase fálica que ocorre dos três aos cinco anos, a área erógena fundamental do corpo é a zona genital. 
Freud sustenta que nessa fase o pênis é o órgão mais importante para o desenvolvimento, tanto dos homens quanto das mulheres, por isso Freud é fortemente criticado e acusado de ser falocêntrico. 
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Fase Fálica
Uma não resolução nessa fase pode ser considerada como a causa de grande parte das neuroses. 
O desejo de prazer sexual expressa-se por meio da masturbação, acompanhada de importantes fantasias. Nessa fase fálica também ocorre o complexo de Édipo, que consiste no menino desejar a própria mãe, mas por medo da castração abandona esse desejo, igualmente ocorre com a menina mudando apenas os papéis, onde o pai seria o seu objeto de desejo.
A psicanálise certifica que a fixação na fase fálica tem como consequência dificuldades na formação do superego (regras sociais), na identidade do papel sexual e até mesmo na sexualidade, envolvendo inibição sexual, promiscuidade sexual e homossexualismo. Dificuldades como a identificação de papéis sexuais podem derivar de dificuldades nesta fase. 
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A Freud propôs que os homens homossexuais têm uma forte angústia de castração, mas Freud é novamente criticado por não levar em conta as questões sociais que mudam de uma cultura para a outra e que influenciam o desenvolvimento das preferências sexuais.
Fase Fálica
Ele acreditava também que a tendência homossexual poderia ser de caráter hereditário. 
Freud declara que em grande parte a personalidade se forma durante esses primeiros três estágios psicossexuais, quando são estabelecidos os mecanismos essenciais do ego para lidar com os impulsos libidinais. 
A fase de latência que ocorre desde os 5 anos e vai até a puberdade é considerado um período de relativa calma na evolução sexual, sendo que pouco é colocado por Freud com relação a tensão libidinal. 
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Fase Genital
Na fase genital que tem início na puberdade, o indivíduo desenvolve a capacidade de obter satisfação sexual com um parceiro do sexo oposto.
 “O caráter genital é o ideal freudiano do desenvolvimento pleno, que se desenvolve na ausência de fixações ou depois da sua resolução por meio de uma psicanálise.” (CLONINGER, 1999). 
Fase Latência
Contudo, o indivíduo livre de conflitos pré-edípicos significativos, aprecia uma sexualidadesatisfatória preocupando-se com a satisfação do companheiro sexual, evitando assim a manifestação de um narcisismo egoísta. Assim sua energia psíquica sublimada fica disponível para o trabalho, que é prazeroso.
Feridas visíveis são relativamente fáceis de reconhecer.
É diferente quando uma criança começa a ter problemas na escola ou com amigos, ou quando ela não coopera e tem explosões de raiva inexplicáveis. 
Tais ocorrências muitas vezes deixam os pais confusos e inseguros sobre o que fazer.
Quase uma em cada cinco crianças é afetada por um distúrbio emocional ou comportamental. 
DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS
Principais distúrbios Psiquiátricos da Criança
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Você reconhecer que algo não está certo, e faz parte da ação dos profissionais da enfermagem realizar esse reconhecimento precocemente. 
Alguma preocupação é uma parte normal da experiência de cada criança, muitas vezes mudando de um estágio de desenvolvimento para o seguinte.
No entanto, quando a preocupação ou o estresse dificultam o funcionamento normal de uma criança, um transtorno de ansiedade deve ser considerado.
Os transtornos de alimentação podem ser divididos em dois grupos:
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A ingestão persistente de substâncias não nutritivas, inadequadas para o desenvolvimento infantil e que não fazem parte de uma prática aceita culturalmente é sim considerado um transtorno alimentar. 
Distúrbios Alimentares
O primeiro grupo são os distúrbios do comportamento alimentar, em que não há a preocupação excessiva com o peso e/ou forma corporal, mas podem interferir no desenvolvimento infantil. 
Já o segundo grupo está associado diretamente a problemas físicos e biológicos.
As substâncias mais frequentemente consumidas são: terra, barro, cabelo, alimentos crus, cinzas de cigarro e fezes de animais. 
Atrasos no desenvolvimento, retardo mental e história familiar são condições que podem estar associadas. 
O transtorno da alimentação da primeira infância inicia-se antes dos seis anos de idade. 
Trata-se de uma dificuldade em se alimentar adequadamente levando à perda ponderal ou à falha em ganhar peso de forma apropriada.
Os sintomas geralmente não são devidos a alguma condição médica geral, a outro transtorno psiquiátrico ou à falta de alimentos. 
O tratamento objetiva a melhora do estado nutricional do paciente, para isso devendo-se realizar avaliação dos pais e de fatores psicossociais que estejam contribuindo para o desenvolvimento e a manutenção do problema. 
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A compulsão alimentar pode iniciar em qualquer fase da infância, porém aproximadamente com dois anos a criança já possui autopercepção e possui uma certa autonomia. 
É considerado compulsão quando não existe um controle sobre o que se come, come-se em excesso sem nunca ficar satisfeito, causando obesidade.
Tanto a enurese (falta do controle de urina) quanto a encoprese (falta de controle das fezes) implicam deficiência no controle de esfíncteres, respectivamente vesical e anal, em uma idade em que a maioria das crianças já têm esse domínio. 
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O controle fecal é, em geral, obtido antes do vesical independentemente do sexo da criança, embora as meninas tendem a alcançar qualquer um dos dois controles antes dos meninos. 
Distúrbios da Eliminação
Assim, são consideradas enuréticas ou encopréticas as crianças acima de cinco e quatro anos respectivamente, que ainda não urinam ou defecam nos locais destinados à eliminação. 
Bragado (1998) sugere reações inadequadas dos familiares durante o treino de toalete como um dos fatores de riscos de encoprese. 
A incidência da encoprese em função da entrada da criança na escola, tem menos a ver com os pais e mais a ver com a criança e seus padrões de evitar banheiros escolares em função de vergonha ou medo.
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A enurese é entendida como um problema físico com consequências comportamentais (portanto um fenômeno biocomportamental), já que existem estudos que comprovam a imaturidade muscular e neurogênica da bexiga.
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Distúrbios do Sono
	INSÔNIA	SONAMBULISMO
	O terror noturno é uma atividade anormal do sono, bastante frequente em crianças, principalmente entre os 2 e os 5 anos de idade. 	O sonambulismo é um transtorno do sono que consiste basicamente em levantar-se da cama, andar ou praticar algum tipo de atividade enquanto ainda está dormindo. 
Depois dos 2 anos, a criança consegue reconhecer e apontar objetos em livros, começa a trabalhar com plurais simples e passa a combinar substantivos e verbos.
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Gagueira (disfemia): São a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado.
Distúrbios da Fala
Se há um atraso na construção de frases, deve-se procurar especialistas para avaliar cada caso particularmente.
A partir dos 3 anos, o desenvolvimento é ainda mais visível. A criança já consegue contar pequenas histórias e até cantar musiquinhas e falar o seu nome e sobrenome. 
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Distúrbios na Alimentação
	ANOREXIA NERVOSA	HIPERFAGIA	BULIMIA NERVOSA
	Resultado da preocupação exagerada com a imagem e peso corporal podem causar problemas psiquiátricos graves.	É a fome insaciável fazendo com que a pessoa coma compulsivamente.
	Caracteriza-se pelo ato de provocar vômitos após a ingestão descontrolada e compulsiva de grandes quantidades de alimento, em curto período de tempo.
Cuidados de enfermagem com o paciente portador de distúrbio alimentar:
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A enfermagem deverá praticar uma escuta efetiva das demandas do paciente, a fim de conhecer o perfil dos mesmos, para que previnam várias complicações relacionadas aos distúrbios alimentares. 
Também atua no acompanhamento da oferta e ingesta alimentar, ganho de peso, hidratação, cuidados com pele e higiene geral do paciente.
Em casos de tratamento medicamentoso, a enfermagem deverá administrar a medicação nos horários adequados, avaliar as reações orgânicas ao uso do medicamento, comunicar quaisquer anormalidades e documentar toda a assistência prestada.
Distúrbios na gravidez
A depressão leve é normal nos primeiros três meses de gestação. Ansiedade fóbica pode surgir devido ao medo de traumatismo do parto ou deformidades da criança.
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Fases complicadas, como a temida tensão pré-menstrual (TPM), depressão pós-parto e a menopausa, geralmente, tornam a mulher mais fragilizada e propensa a sofrer distúrbios mentais. 
Depressão pós-parto
 O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. 
A depressão pós-parto pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança. Tanto na morte, quanto no nascimento ocorre uma separação corporal definitiva. 
Este é o significado mais doído do parto e que se não for bem elaborado, pode trazer uma depressão muito mais intensa à puérpera: o parto é vida e também é morte.
Distúrbios na Mulher
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Os sintomas do estado depressivo variam quanto à maneira e intensidade com que se manifestam, pois dependem do tipo de personalidade da puérpera e de sua própria história de vida, bem como, no aspecto fisiológico, as mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto. 
As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até três meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.
Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos de memória. 
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O principal problema desta depressão está no uso das medicações. 
Enquanto os psiquiatras julgam que os antidepressivos apesar de passarem para o leite materno não causam maiores problemas para a criança, os pediatras recomendam a suspensão da amamentação caso seja introduzida alguma medicação antidepressiva, isso gera uma necessidade expressiva do auxílio da enfermagem. 
Quando amãe é psicótica, ela pode acreditar que o bebê é deficiente ou pode estar morto, também pode ter alucinações ordenando que ela mate o bebê, por este motivo, a família deve ser incluída desde o pré-natal.
Faz parte do processo de trabalho da enfermagem cultivar a confiança da paciente, observar o seu comportamento, estimular e oferecer atividades construtivas ocupando o tempo da paciente, sempre observar e anotar comportamento e queixas que surgirem. 
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