Prévia do material em texto
Sepse e Choque séptico 1 Sepse e Choque séptico preconizado 1 hora para realizar todo o atendimento septicemia → infecção no sangue - infecção generalizada: conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, deve ter infecção como gatilho → síndrome clínica infecção da sepse ? desencadeadora do processo, pode ser por bactéria, fungo vírus ou protozoário, vai chegar na célula hospedeira → ativando os mecanismos pró-inflamatórios com transcrição de citocinas → estimulação imunológica (estimulação resposta imune humoral e celular) → ativação de céls endoteliais vasculares e liberação de mediadores inflamatórios → vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular , quimiotaxia e ativação de demais céls imunes → status pró-coagulante → tendência a coagulação e formação de microtrombos no sistema microvascular. quando temos um choque séptico? infecção que inicia em um foco específico , cujo efeito (inflamatório) se estende para todo o organismo , provocando ações deletérias. → quando o processo clínico atinge a instabilidade hemodinâmica chamamos de choque séptico status pró-coagulante → aumento da coagulação e diminuição da fibrinólise choque: instabilidade hemodinâmica falência circulatória do organismo como um todo → hipóxia e lesões / disfunções celulares → desequilíbrio entre OFERTA x demanda tissular de O2 classificação choque : cardiogênico → insuficiência miocárdica hipovolêmico → perda de sangue/plasma ou fluidos extracelulares Sepse e Choque séptico 2 distributivo → neurogênico (redução do tônus vascular), anafilático (reação alérgica a substâncias) séptico (reação a endotoxinas vasodilatadoras) pq o choque se torna uma emergência? se torna emergência clínica pelas oscilações da PA sepse o que é : via final comum de doenças infecciosas exacerbando o sistema imunológico, pode evoluir para lesão de tecidos e órgãos 80% das infecções são adquiridas fora do hospital (identificar os que têm para desenvolver sepse) mortalidade ALTA dentro do hospital (próximo de 50-a 55% quem está suscetível a sepse : crianças e idosos pacientes com alteração do sistema imunológico pacientes com doenças crônicas DM, HIV, SIDA Pacientes esplenectomizados todas as infecções podem evoluir pra choque séptico? a maioria das infecções podem evoluir para choque séptico ou sepse (broncopneumonia, ITU, infecções de pele, pós-op, infecções de dispositivos , gripe sazonal, COVID choque séptico o que é : síndrome clínica heterogênea em resposta a uma exacerbação imune que evolui com efeitos nocivos ao organismo desafio → luta contra o tempo → identificação precoce do paciente com infecção com potencial para sepse até 2015 as definições eram para adultos de choque séptico: infecção suspeita ou confirmada associada a disfunção de PAS 90 /PAM menor ou igual a 65mmHg OU Sinais de hipoperfusão → oligúria , alteração da perfusão tecidual ou estado mental e hiperlactatemia , hoje temos condutas voltadas para a pediatria Sepse e Choque séptico 3 ano de 2016 para sepse, como era definida : sepse → infecção suspeita ou confirmada → em 3 horas e tempo de 3 horas há mais para fazer a definição de choque séptico → sepse refratária a reposição volêmica, com necessidade de DVA e dosagem de lactato 2 2018 pacote de 1 hora BUNDLE na sepse : 1 hora para a identificação e tto da sepse ou do choque séptico medir nível de lactato coletar hemocultura preferencialmente antes de adm o ATB iniciar ATB de amplo espectro → o que a instituição define ressuscitação volêmica 30ml /kg , para hipotensão ou lactato 4mmol vasopressores se persistência de hipotensão ou após ressuscitação volêmica 2020 diretrizes específicas para a pediatria na sepse : após o dx de choque séptico é avaliado a presença ou não de UTP (uti pediátrica) no local, mas os cuidados devem ser os mesmos independentes disso. se sinais de sobrecarga hídrica → não fazer adm em bolus de fluidoterapia , só faz bolus de volume se não tem sinais de sobrecarga. se c/ UTP ou NÃO e perfusão anormal com ou sem hipotensão → sem sinais de sobrecarga volêmica → adm em bolus de cristaloide 1020 ml ou máx de 60ml, reavaliação frequente de sinais de sobrecarga volêmica e perfusão tecidual, avaliar função cardíaca, considerar drogas vasoativas se persistência do choque / hipotensão perfusão anormal sem hipotensão → não adm em bolus, iniciar fluidos de manutenção, monitorar hemodinâmica e considerar medicações vasoativas Sepse e Choque séptico 4 perfusão tecidual , como é feita avaliação? avaliação da perfusão tecidual → fluxo sanguíneo , associado ao conteúdo de O2 disponibilizado, podemos avaliar pela pele, extremidades e órgãos no geral, métodos para a avaliação : saturação venosa central de O2 débito urinário débito cardíaco diferenças arteriais de pCO2 tempo de enchimento capilar como é o volume no choque séptico? com suporte ou sem → com retaguarda até 60ml/kg de volume do paciente na primeira hora, e sem retaguarda até 40 ml/kg para não exacerbar em volume. sempre cristaloides → solução salina 0,9% ou ringer lactato e plasma-lyte. tempo de enchimento capilar no choque ? normal de 1 a 2 seg avalia a perfusão periférica