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Unidade 1 Conceitos e Princípios Gerais da Gestão de Riscos Gestão de Riscos Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria DANIELE MELO DE OLIVEIRA AUTORIA Daniele Melo de Oliveira Sou formada em Administração de Empresas, possuo especializações nas áreas de Gestão de Negócios Empresariais, Gestão Educacional, Logística Empresarial e da Qualidade. Sou Mestre em Ciência, tecnologia e Sociedade, pelo Instituto Federal do Paraná. Atualmente atuo como docente na Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!. ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: OBJETIVO: para o início do desenvolvimento de uma nova competência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de apresentar um novo conceito; NOTA: quando necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento; REFLITA: se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido; ACESSE: se for preciso acessar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando uma competência for concluída e questões forem explicadas; SUMÁRIO Evolução do homem e seus conflitos .................................................12 Principais conceitos e natureza dos riscos ......................................23 Gerenciamento de riscos e sua importância .................................. 38 Princípios gerais da gestão de riscos................................................. 48 7 UNIDADE 01 Gestão de Riscos 8 INTRODUÇÃO Caro aluno, aqui começamos a primeira etapa dos estudos sobre gestão de riscos, por meio de um breve preâmbulo histórico introdutório. Desde os primórdios da civilização, o homem sempre esteve sujeito a correr riscos físicos, psíquicos ou materiais para sua sobrevivência. Os riscos sempre estiveram relacionados às atividades de execução: busca e conservação de alimentos, segurança, moradia ou por status social, na detenção de terras na sobreposição de poder. Todo o cidadão, qualquer que seja a área em que desenvolve suas atividades sociais, de estudo ou trabalho, está sujeito a correr riscos, ou seja, seu planejamento de execução pode não dar certo! Com isso o risco está diretamente ligado à frustração. Mas você sabe o que é um risco? Risco é tudo aquilo que pode causar um dano, acidente ou mesmo diminuir a potencialidade humana de execução. O grande problema é que muitas vezes os riscos não estão visíveis aos olhos, estão ocultos. Esses são os riscos mais perigosos! Cabe à área de gestão empresarial nas organizações, desenvolver mecanismos para eliminar ou controlar os riscos nas atividades operacionais e estratégicas. Podemos classificar os riscos em: Pessoais – relacionados a atos inseguros em que o cidadão sofre por ação de outra pessoa; Materiais – Ocorrem no ambiente físico, inerente ao contato com máquinas, equipamentos, ferramentas, insumos etc. Os riscos materiais normalmente estão relacionados à condição insegura em que o homem está inserido. Riscos Administrativos – Relativos à negligência ou à imprudência de administração, gerência, supervisão ou representante das atividades desenvolvidas pelo cidadão. Normalmente são os riscos mais críticos de uma organização, pois estão relacionados à competência ou incompetência na forma de administrar. Quanto maior a eficiência da gestão, menores são os riscos, e quanto maior a ineficiência de gestão, maiores serão os riscos que um homem pode sofrer. Muitos acidentes de trabalho em empresas, numericamente, por exemplo, significam que a gestão está falha ou até mesmo é inexistente. Um dos grandes desafios da gestão é desenvolver a previsibilidade dos riscos. Achou interessante? Ao longo das unidades você vai aprender muito mais sobre gestão de riscos. Vamos lá! Gestão de Riscos 9 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos: 1. Compreender como se deu a evolução do homem e seus conflitos. 2. Sintetizar os principais conceitos dos riscos e sua natureza. 3. Discutir a importância do gerenciamento de riscos. 4. Analisar os princípios gerais da gestão de riscos. Você sabia que todo risco está relacionado a uma causa? Isso mesmo! As causas são os potenciais transformadores de um risco em acidente, por exemplo. As principais causas de acidentes classificam- se em: • Pessoais – quando uma pessoa ou grupo provoca um acidente. • Materiais – quando um acidente é provocado por equipamento ou patrimônio; • Administrativas – quando um ato administrativo, de gestão, provoca um acidente. Está curioso? Preparado para ampliar ainda mais seus conhecimen- tos sobre gestão de riscos? Vamos lá! Continue conosco e bons estudos! Gestão de Riscos 10 Evolução do homem e seus conflitos OBJETIVO: Caro aluno, ao término deste capítulo você será capaz de identificar os principais riscos e conflitos no processo histórico de desenvolvimento das sociedades no mundo. Esse capítulo apresenta de forma cronológica os principais fatos mundiais que marcaram a luta do homem pela sobrevivência, bem como seus conflitos na conquista de poder, pela detenção de terras, na grande maioria marcado por guerras até a gestão dos riscos e conflitos organizacionais enfrentados pelo homem moderno. Você já parou para pensar nos riscos que estão presentes em nossas vidas diariamente? Desde o momento em que nascemos já estamos expostos a riscos. No decorrer do nosso crescimento ficamos mais conscientes dos riscos que nos circundam, gerando até mesmo alguns conflitos para minimizá-los e mesmo evitá-los. Nesse momento, no seu entorno, você consegue visualizar algum risco? A Figura 1 remete aos riscos e conflitos recorrentes na história do homem. Figura 1 – Riscos e conflitos Fonte: @pixabay Gestão de Riscos 11 É certo que desde os primórdios da civilização o homem sempre correu algum tipo de risco, normalmente inerentes à necessidade de sobrevivência como caça, pesca e até mesmo na garantia de sua moradia. O homem pré-histórico já passava por inúmeros conflitos de equipe, na necessidade de proteção andava em bando, utilizando-se de recursos da natureza como madeira e pedra para criar instrumentos, ainda que rudimentares, para se proteger e se alimentar. A construção de tais artefatos e o modo de vida adquirido visavam a diminuir os conflitos inerentes à sobrevivência. Ao longo do tempo o homem foi adquirindo novas habilidades físicas e intelectuais, sempre acompanhadas de conflitos. Mas foi nas disputas travadas pelas conquistas de terra, na detenção do poder que o homem mais se destacou em conflitos armados, correndo sempre riscos, ainda que tivesse em situação militar privilegiada. Boa parte da cultura ocidental, por exemplo, ainda que conflituosa e dos riscos, advém dos gregos, que devido às inúmeras guerras, lutas e conquistas travadas disseminaram seus valores e costumes. IMPORTANTE: O conflito podeser entendido como a falta de compreensão ou entendimento entre as partes. Rodrigues (2007) aponta que por volta dos anos (310. a.C.) Alexandre o Grande ou Magno, também conhecido por Alexandre da Macedônia, correu grandes riscos organizando tropas, impetrando seu exército pelo mundo para a conquista de terras, desde que foi declarado rei aos vinte anos de idade. Alexandre é considerado um dos grandes conquistadores de terra da história antiga, conquistou toda a Grécia e aos vinte e dois anos de idade partiu para conquistar a Ásia, impetrou o antigo império persa e o continente indiano. Em todas as batalhas, certamente Alexandre correu inúmeros riscos enfrentando oscilações climáticas, doenças e principalmente exércitos tão grandes ou maiores do que o seu. Na expectativa de diminuir os riscos para com os exércitos inimigos, o pai de Alexandre idealizou um tipo de lança chamada de “sarissa”, que é uma espécie de lança longa, eficaz na guerra contra homens armados com espadas. Um grande conflito sofrido pelo exército de Alexandre foi Gestão de Riscos 12 o emocional, causado pelo distanciamento do lar, por longos anos de luta armada. A Figura 2 remete aos conflitos armados travados por Alexandre o Grande por disputas territoriais. Figura 2 – Conflitos armados Fonte: @pixabay Thierry Lentz apud Martinez 2010, aponta que o século XIX, foi o século de Napoleão”. Bonaparte, líder e político militar da Revolução Francesa, correu grandes riscos avançando por vilas e cidades russas até ser derrotado. Antes dos seus trinta anos de idade Napoleão liderou tropas francesas pela corrida na conquista da Áustria. Vale ressaltar que nessa época a situação econômica da França era bastante precária, com constante risco de invasão das potências monarquistas. Mas as vitórias sob lutas armadas foram capazes de levar Napoleão ao poder, sendo considerado por muitos como um ditador comprometido com os ideais revolucionários. Gestão de Riscos 13 Parafraseando Hobsbawm (1991), as duas grandes guerras mundiais colocaram em risco toda a sobrevivência da humanidade por disputas de poder, territoriais e econômicas. Vale ressaltar que a primeira guerra mundial nasceu pelo conflito da paz armada, pois toda a sociedade da época sabia que a qualquer momento um conflito de caráter mundial iria acontecer, pelas disputas imperialistas, no descontentamento de países como a Itália, Japão e Alemanha. Os países com maior gestão estratégica começam a se organizar quanto a armas e medicamentos para uma guerra na disputa de território e hegemonia econômica. A segunda grande guerra mundial, por sua vez, envolveu mais de trinta países. Considerada uma das grandes catástrofes humanas, com milhões de mortos, dentre eles judeus pelo regime nazista. O grande conflito que exaltou a figura de Hitler foi culminado pelo conflito dos alemães na assinatura do Tratado de Versalhes. Devido ao curto espaço de tempo entre a primeira e segunda guerra a população europeia enfrentava o conflito emocional de não querer correr os riscos de uma nova guerra, ainda que fosse para a garantia territorial, dando maior espaço aos ideais racistas de Hitler. Desde sua infância Hitler passou por inúmeros conflitos de caráter familiar, profissional, moral, psicológico e ideológico, além das frustrações de não conseguir destacar sua personalidade durante grande parte da sua infância, adolescência e fase adulta. Nesse momento, a hoje extinta União Soviética invadiu o parlamento alemão, o que mudou todos os planos traçados pelo ditador nazista. IMPORTANTE: Um risco pode ser entendido como violação. Na administração o risco é entendido como a probabilidade de um planejamento ou ato concreto dar errado, ou não se realizar. A figura 3 remete aos campos de concentração idealizados por Adolf Hitler, como o de Auschwitz, na Polônia, onde mais de dois milhões de pessoas foram executadas por envenenamento a gás, além da fome e doenças acometidas aos doentes. Gestão de Riscos 14 Figura 3 – Campo de concentração Fonte: @pixabay IMPORTANTE: URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, formada por: Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão e parte do Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão. Fonte: Ramos 1994. Parafraseando Santos Jr. (2012), no período de 1939 a 1945 o mundo passou pela Guerra Fria, marcada pela disputa de poder entre os ideais capitalistas americanos e os socialistas russos, naquele momento conhecidos como soviéticos. Nesse momento da história, os demais países passaram pelo conflito de ter que escolher um dos lados do poder imposto pelas duas grandes potências mundiais. Outro grande conflito que marcou esse período histórico foi que Estados Unidos e União Soviética nunca se enfrentaram formalmente, travando uma disputa ideológica, daí o nome Guerra Fria. Gestão de Riscos 15 Ao longo da história, percebe-se a consciência do homem de que a organização é a melhor forma de minimizar os riscos e conflitos. Por isso sempre buscou aproximar-se de grupos, por semelhança ou afinidade. Na antiguidade, quando ser humano precisou satisfazer suas vontades e necessidades básicas, organizava-se com grupos de mesmo interesse. Ainda que as primeiras formas de organização sejam consideradas rudimentares, comparadas à gestão o mundo moderno, naquela época era a melhor alternativa de segurança e sobrevivência. O ser humano tende a se unir a outros indivíduos, idênticos ou similares a ele. Os grupos de afinidade física, emocional ou intelectual nada mais são do que um mecanismo de proteção dos indivíduos que se sentem mais seguros em participar de ambientes favoráveis às suas características e opiniões. Atualmente as ferramentas de tecnologia da informação auxiliam nesse processo de interação de grupos com interesses similares, ainda que em muitos momentos sejam necessárias ações de gestão para a mediação de conflitos gerados em meio virtual. Pode-se citar os grupos de WhatsApp, Instagram, Facebook, entre outros. A Figura 4 remete à interação do homem moderno em grupos pelo advento das ferramentas de comunicação nas redes sociais]]. Gestão de Riscos 16 Figura 4 – Interação do homem por redes Fonte: @pixabay As organizações, por sua vez, investem em processos de recrutamento e seleção, na busca de perfis profissionais adequados às necessidades empresariais, na expectativa de diminuir riscos e conflitos internos à organização, entre os colaboradores no ambiente de trabalho, e externos, com clientes e fornecedores. Alinhar as competências profissionais aos objetivos de negócios das empresas é considerado um risco, pois muitas vezes gera conflitos de interesses entre empregador e empregado. Organizações são constituídas de relações coordenadas cognitiva e intencionalmente, para produzir determinados bens. Se a organização estiver apenas centrada no aspecto intencional, tem se a gestão tradicional, com sua ênfase no planejamento e controle. Se ela estiver centrada no Gestão de Riscos 17 aspecto cognitivo, tem-se os novos modelos de gestão, com sua ênfase no uso e permanente renovação do conhecimento. Por um lado, essa cognição relacional é incorporada pela organização, transformando-se na sua estrutura. Por outro lado, essa cognição se estende para o ambiente externo, requerendo um permanente processo de prospecção do ambiente, através do qual a organização constrói o sentido de sua existência e se renova a cada dia (DRUCKER 1994, p. 61). A Figura 5 remete à relação entre organização, riscos e conflitos. Quanto maior a organização, menores são os riscos e conflitos, e quanto menos eficaz for a organização, maiores serão os riscos e conflitos. Figura 5 – Organização, riscos e conflitos .Fonte: Elaborado pela Autora. De um lado tem-se o colaborador com suasmetas pessoais, individuais, e do outro a empresa, com objetivos organizacionais focados na sobrevivência da organização, em competitividade, produtividade e qualidade. Para diminuir esse conflito, que pode se transformar num “caos”, a área de Recursos Humanos nas empresas tem o desafio de desenvolver critérios para recrutar, selecionar, treinar, desenvolver e avaliar pessoas. O gerenciamento do conflito pode ser efetivado por meio de diferentes estratégias utilizadas, entre elas: estabelecer regras e procedimentos, possibilitando melhores resultados se for aderido antes do conflito; apelo aos superiores, que decidem qual a melhor forma de atender às necessidades; posições de contato, formando um elo de comunicação entre grupos; a negociação, utilizando a discussão como forma de interação; e as equipes, que atuam na análise do problema conflitante. (PERANTE VECCHIO 2008, APUD MALAKOWSKY; KASSICK, 2014). Gestão de Riscos 18 IMPORTANTE: O caos também pode ser entendido como confusão, desorganização ou alienação da realidade. A Figura 6 remete aos conflitos que muitas vezes são gerados pelas diferenças entre os objetivos organizacionais e individuais do colaborador. Figura 6 – Objetivos organizacionais e individuais Fonte: Elaborado pela Autora. Um ambiente empresarial, por exemplo, é cercado de variáveis internas e externas que irão influenciar nos conflitos interpessoais de seus colaboradores. Isso acontece porque todo o homem possui características implícitas no seu processo de formação moral, originados da sua infância e alimentados pelas experiências ao longo da sua vida. Todo o homem traz consigo valores e normas originados da sua família, seja ela biológica ou adotiva. Com isso, traumas e violências física e psíquica causam tantos Gestão de Riscos 19 conflitos internos que influenciam ao longo de toda a vida do cidadão, podendo transformar-se num caos organizacional. Pode ocorrer que o caos seja criado independentemente da filosofia da alta administração. Um membro da organização pode estabelecer uma meta desafiadora para elevar-se a si mesmo ou a equipe à qual pertence. Quando estabelecido pela alta administração, as metas elevadas aumentam o compromisso individual (NONAKA; TAKEUCHI, 1997, p. 48). A Figura 7 remete à necessidade de interfaces positivas entre colaboradores, na relação entre gestão de pessoas, riscos e conflitos nas organizações empresariais. Figura 7 – Gestão de pessoas Fonte: @pixabay O desenvolvimento das sociedades foi marcado por inúmeros conflitos traçados pelas lutas físicas e armadas em prol de segurança, alimentação e poder. Contudo, o homem moderno continua conflituoso, pois precisa adquirir diversos bens e serviços para suprir suas necessidades de conforto, lazer e bem-estar, as quais são conquistadas pela força do trabalho. Para atender à crescente demanda do mercado globalizado foi necessária a organização dos recursos humanos para obter o maior rendimento possível dos colaboradores com os menores conflitos possíveis, pois toda a empresa visa à sobrevivência e à obtenção de lucros, e isso só será possível com a participação de pessoas. Gestão de Riscos 20 Vale ressaltar que os conflitos são considerados situações normais na evolução do homem para a interface sadia do ambiente onde ele interage, mas o equilíbrio do conflito é de extrema importância para a restauração da comunicação e do relacionamento entre as pessoas. Em todo o ambiente, seja ele social ou de trabalho, sempre haverá algum tipo de risco. Desde os primórdios da civilização o homem gerencia riscos e conflitos, ainda que de forma rudimentar, para sua sobrevivência. Na atualidade, as organizações desenvolvem mecanismos de gestão por meio de ferramentas para o gerenciamento dos riscos e conflitos em nível profissional, buscando profissionais capacitados para bem exercer as atividades necessárias à sobrevivência da empresa. O tema é tão expressivo que nos processos de recrutamento e seleção buscam-se candidatos com capacidade técnica e intelectual, mas acima de tudo capacidade emocional, aptos à gestão de riscos e conflitos. RESUMINDO: Neste capítulo fizemos um breve resgate dos principais momentos históricos em que houve movimentações pontuais ou até mesmo luta física e armada do homem na gestão de conflitos. Muitos momentos históricos que abalaram a humanidade, como as duas primeiras guerras mundiais, foram causados pelos conflitos de supremacia política e detenção de poder. O homem pré-histórico também passou por conflitos na gestão de equipes devido às necessidades de segurança e de sobrevivência física. Identificamos que, por mais vantajosa que pareça ser a posição do homem frente a uma situação, sempre há riscos e conflitos que precisam ser gerenciados. Esse é um dos grandes desafios das organizações empresariais modernas. Gestão de Riscos 21 Principais conceitos e natureza dos riscos OBJETIVO: Você sabia que na natureza há diversos riscos aos quais o ser humano está exposto? Isso mesmo! E os principais riscos dividem-se nas seguintes categorias: químicos, físicos e biológicos. Há também os riscos ergonômicos. Os riscos no ambiente de trabalho, por exemplo, podem existir de acordo com o ramo de produção e serviço e da atividade exercida pelos profissionais. Todavia, a legislação brasileira prevê limites aos quais o ser humano pode se expor a esses agentes, pois as consequências de muitos deles podem ser irreversíveis à saúde. Curioso para aprender ainda mais os conceitos e natureza dos riscos? O que você acha? Vamos em frente! Fique conosco! Os ambientes de trabalho, em seus diversos ramos de atuação e funções, podem conter inúmeros riscos à saúde do homem, e se não forem controlados com gestão eficaz, focada na responsabilidade, podem causar danos físicos e psicológicos irreversíveis a empregadores e empregados. Os principais agentes nocivos são conhecidos como riscos ambientais, os quais exigem medidas preventivas e corretivas específicas no ambiente organizacional de gestão e produção, para que não ocorram as tão temidas doenças do trabalho. No Brasil, a norma regulamentadora NR 1 dispõe do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e a PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) entrou em vigor em agosto de 2022. Antigamente, a NR-9 estabelecia o PPRA, mas atualmente, não estabelece mais o documento, que perdeu a validade com a vinda do PGR da NR-1. Essa norma objetiva antecipar, identificar e avaliar os fatores de risco no ambiente de trabalho, prejudiciais à vida do homem, pois os riscos ambientais podem causar acidentes com sequelas até mesmo irreversíveis ou levar o trabalhador à morte, tais como: irritação de olhos, perda de audição, irritação de nariz e garganta, frieiras nos pés, inalação de pó, dentre outros. Gestão de Riscos 22 Quadro 1– Sequelas dos riscos Fonte: Adaptado da NR 9. A figura 8 se refere aos programas de prevenção aos riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes nos diversos ambientes de trabalho. Gestão de Riscos 23 Figura 8 – programas de prevenção aos riscos Fonte: @pixabay O uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s), tais como capacetes, luvas e protetores auriculares, são de extrema importância para minimizar os riscos de acidentes de trabalho, mas sobretudo devem- se aplicar técnicas de gestão eficazes. A NR 9 classifica os conceitos de riscos ambientais em: químicos, físicos, biológicos e os ergonômicos. IMPORTANTE: Os riscos ergonômicos estão previstos especificamente na NR 17 e os riscos de acidentes na NR 5. A Figura 9 remete aos diferentes ambientes de trabalho que podem conter riscos ambientais danosos à saúde humana. Os riscos podem estar Gestão de Riscos 24 presentes em ambientes que vão desde um escritório convencional até nos diversos ramos de produção industrial química, mecânica,alimentícia, de montagem etc. Figura 9 – Ambientes de trabalho Fonte: @pixabay Os riscos químicos podem estar presentes em diversas classificações de trabalho, mas normalmente encontram-se em ambientes de produção de classificação pesada ou de base, na transformação de matéria-prima bruta em matérias-primas processadas, indústrias de equipamentos, hospitais ou laboratórios. Eles descrevem-se por substâncias químicas, por exemplo: dióxido de carbono, ácidos como a soda cáustica, pó de serragem, solventes como o benzol, álcoois, cetonas etc. Os principais riscos químicos podem estar presentes em poeiras, névoas ou neblinas, causadas por algum tipo de produção. Uma vez absorvido pelo organismo humano, normalmente através da pele, vias respiratórias ou até mesmo ingestão, pode causar inúmeros danos à saúde. O Quadro 2 discrimina os principais agentes químicos com classificações e exemplos. Gestão de Riscos 25 Quadro 2 – Riscos químicos Fonte: Adaptado de Santos (2012). As vias de entrada dos riscos químicos no corpo humano podem ocorrer principalmente pela boca ou pelo nariz, na inalação de elementos nocivos quando um ambiente está contaminado. No contato com a pele ou via cutânea, pode também haver absorção de substâncias tóxicas em poucos instantes, atingindo a corrente sanguínea e por ingestão, engolindo acidentalmente o material inapropriado. É por essa razão que em muitas empresas é proibido ofertar refeições no ambiente de trabalho aos colaboradores. Visando a minimizar riscos à saúde, muitas organizações alocam o refeitório em ambiente externo aos serviços e à produção. É importante ressaltar que em muitos casos as substâncias maléficas à saúde humana são invisíveis aos olhos, sendo necessário reforço na assepsia das mãos e demais mecanismos de higiene pessoal, como a troca de vestimentas para realizar a refeição. Gestão de Riscos 26 Segundo Barbosa (2011), as principais reações à saúde em relação aos contatos com elementos químicos no organismo humano são: • Irritação de olhos, nariz e garganta, em casos mais graves pulmões e pele, podem ser causadas por elementos químicos diversos. • Asfixia, caracterizada pela falta de oxigênio no organismo, na grande maioria causada por monóxido de carbono, gás carbônico e acetileno. • Anestesia, ação sobre o sistema nervoso central, podendo causar sonolência ou tontura, causadas na grande maioria por substâncias como o éter etílico, acetona, nas formas líquidas ou gasosas. • Intoxicação e alteração na capacidade respiratória, afetando diretamente os pulmões. Pode ser causada pela inalação ou ingestão de substâncias nocivas nas formas líquidas ou gasosas. Os principais agentes químicos da intoxicação são: tolueno, tricloroetileno, metanol, gasolina, inseticidas, fumos, chumbo dentre outros. Outros elementos danosos aos pulmões, que devem ser extremamente controlados se necessário manuseio humano são: poeira de sílica, pó de mármore, areia de fundição, amianto e pó de algodão. A Figura 10 remete aos riscos químicos e danos à saúde pela ingestão ou inalação de materiais e substâncias químicas não controladas. Gestão de Riscos 27 Figura 10 – Riscos à saúde Fonte: @pixabay IMPORTANTE: O tolueno é considerado uma matéria-prima utilizada como solvente. Pode também ser adicionado a combustíveis. O tricloroetileno é um solvente não inflamável, bastante utilizado em indústrias. A Figura 11 remete aos riscos químicos que o homem pode sofrer nos diversos ambientes. Gestão de Riscos 28 Figura 11 – Riscos químicos Fonte: @pixabay Os riscos físicos referem-se às diferentes formas de energia como o calor e frio, em que o homem está exposto no seu ambiente social ou de trabalho. O calor em excesso utilizado em sistemas de produção, por exemplo, como em fundições, indústrias siderúrgicas, de cerâmicas, manipulação de vidros dentre outros, podem ser extremamente danosos à saúde, podendo causar: cãimbras, insolação, irritação dos olhos e queimaduras de primeiro, segundo e terceiros graus. O frio excessivo também pode ser maléfico à saúde, na queda brusca da temperatura corpórea, causando lesões externas e internas inicialmente a pele, podendo atingir órgãos vitais do corpo humano como coração e pulmão, além de interferir no sistema circulatório. O Quadro 3 exemplifica os principais riscos físicos que envolvem baixas temperaturas, umidade e suas consequências ao homem. Gestão de Riscos 29 Quadro 3 – Riscos físicos e consequências Fonte: Adaptado de Santos (2012). Os ruídos também estão na categoria de riscos físicos à saúde, caracterizado por todo o som capaz de alterar o bem-estar físico ou psicológico do homem. As alterações no organismo humano podem ir desde a irritabilidade, ansiedade, estresse até a surdez. Todavia, quanto maior for o tempo de exposição aos ruídos, maiores serão as possibilidades de danos à saúde. Os ruídos e barulhos ocorrem em todas as organizações, nos diversos ambientes de produção. A unidade de medição de ruído e administrado pelo número de decibéis (db). A norma regulamentadora NR 15 estabelece limites de tolerância para ruídos contínuos e intermitentes, que não sejam de impacto, que vão desde 85 db para uma exposição diária de até oito horas a 117 db para exposição diária de sete minutos em média. A exposição a radiações caracteriza-se como atividades insalubres no ambiente de trabalho, sendo regulamentadas pela NR 15. Elas dividem- se em: radiações não ionizantes, micro-ondas, violeta e laser. Gestão de Riscos 30 A Figura 12 remete aos elementos químicos radioativos danosos à saúde humana. Figura 12 – Elementos químicos radioativos Fonte: @pixabay IMPORTANTE: Radiações não ionizantes são aquelas com frequência menor ou igual à luz violeta. As radiações por exposição a micro-ondas, por exemplo, podem causar desde queimaduras até danos no sistema reprodutor. Os riscos causados por pressões anormais são aqueles em que o homem é submetido a condições atmosféricas diferentes da sua normalidade. As principais atividades de trabalho submetidas a condições anormais de pressão são: náuticas, tais como nos trabalhos desenvolvidos em submarinos, mergulhos, em tubulações e ambientes pneumáticos. Essas atividades devem ter controles de gestão rígidos, principalmente na fase de descompressão, que é a volta à situação normal de pressão. Gestão de Riscos 31 A Figura 13 remete às atividades exercidas com diferenças de pressão, que exigem cuidados para descompressão. Figura 13 – Atividades com diferenças de pressão Fonte: @pixabay Os principais danos à saúde por condições anormais de pressão podem ir desde dores nas articulações até paralisias musculares e cerebrais, além dos riscos de acidentes fatais pela oscilação ou falta de oxigênio. IMPORTANTE: A atividade de descompressão para o ser humano exige inúmeros cuidados na redução gradativa da pressão, pois caso ocorra descompressão abrupta ocorre formação de bolhas de nitrogênio nos vãos sanguíneos. Essas bolhas podem causar além dos principais danos descritos anteriormente, instabilidade, vertigem e até o óbito, também conhecido como mau de descompressão, doença do caixão ou doença dos mergulhadores. Gestão de Riscos 32 Os riscos físicos causados por vibrações ocorrem principalmente pelo uso de máquinas pesadas e algumas ferramentas de trabalho motorizadas. Os problemas provenientes das vibrações normalmente acontecem pelo uso contínuo de materiais tais como motosserras, tratores, escavadeiras, britadeiras, dentre outros. A Figura 14 remete às atividades de trabalho que exigem aparelhos e equipamentos que causam vibrações e consequentes danos à saúde. Figura 14 – Instrumentos que causam vibrações Fonte: @pixabay Os principais danos das vibrações à saúde vão desde problemas de articulação, circulação sanguínea até ortopédicos, envolvendo membros comobraços, ombros, pés. Também são bastante comuns danos à coluna. A iluminação inadequada dos ambientes também é bastante danosa à saúde, principalmente nos ambientes organizacionais, pois podem fomentar acidentes de trabalho, doenças oftalmológicas, aumento ou perda de grau de visão, além da influência na perda de qualidade nos produtos e serviços prestados. A Figura 15 remete à necessidade de iluminação adequada nos ambientes de convívio social, mas principalmente nos lugares que envolvem atividades de trabalho. Gestão de Riscos 33 Figura 15 – Necessidade de iluminação adequada nos ambientes Fonte: @pixabay Os riscos biológicos à saúde podem ser causados por diversos microrganismos, tais como: vírus, bactérias, fungos, protozoários e bacilos. As principais atividades de trabalho inerentes aos riscos biológicos são: serviços de limpeza, alimentação, hospitalar e laboratoriais. O Ministério da Saúde e do Trabalho seguem as diretrizes das normas regulamentadoras, de forma que possíveis doenças de caráter biológico para essas atividades profissionais sejam controladas e evitadas. A Figura 16 remete aos riscos biológicos danosos à saúde. Figura 16 – Riscos biológicos Fonte: @pixabay Gestão de Riscos 34 As principais formas de contaminação biológica ocorrem pela exposição cutânea, com lesões causados por agulhas, vidros, mordidas e picadas de animais, dentre outros contatos de caráter perfurante. Os riscos ergonômicos referem-se ao ajustamento físico inadequado do homem no seu ambiente. Normalmente estão relacionados a postura, ritmo de locomoção, transporte de peso, dentre outras situações que exigem esforço físico aplicados, em ambientes sociais e de trabalho, fora dos limites do corpo humano. A Figura 17 remete às atividades que exigem esforço físico e que podem causar problemas ergonômicos ao homem. Figura 17 – Ergonomia Fonte: @pixabay Conforme a Portaria MTPS nº 3.751, de 23 de novembro de 1990, e parafraseando Wisner (1994), a ergonomia é um estudo que surge para alinhar a utilização correta do ser humano às necessidades de trabalho. As normas regulamentadoras dos riscos ergonômicos são regidas pela NR 17, objetivando respeitar os limites do corpo humano e o bem-estar do trabalhador. Segundo Abergo (2000), “a Ergonomia objetiva modificar os sistemas de trabalho para adequar a atividade nele existente às características, Gestão de Riscos 35 habilidades e limitações das pessoas com vistas ao seu desempenho eficiente, confortável e seguro”. A ergonomia física estuda as relações físicas e psicológicas do corpo humano e do ambiente físico de trabalho. Esses estudos contemplam a manipulação pelo homem de materiais, layout, ritmo, repetição, vibração, força e postura. Segundo Lents e Santos (2012), a ergonomia cognitiva estuda as relações mentais do homem, reflexos, atenção, coordenação motora, memória e atenção. Iida (2005) aponta a ergonomia organizacional, que estuda o planejamento das atividades organizacionais com foco na melhoria contínua pautadas na ética das relações de trabalho. Essa divisão de estudo engloba o trabalho em turnos, a satisfação profissional, o trabalho à distância, em equipe, dentre outras formas de exercício profissional. A aplicação dos estudos ergonômicos nas empresas visa à qualidade tanto do empregador quanto do empregado. A ergonomia busca entender as melhores formas de se realizar as atividades de trabalho com foco na humanização dos processos. RESUMINDO: Neste capítulo estudamos o conceito e a natureza dos riscos, que se classificam em químicos, físicos, biológicos e ergonômicos. Vimos que o ser humano, em seu ambiente social ou de trabalho, está constantemente exposto a riscos, para os quais devem haver estudos de gestão para minimizá-los e preferencialmente evitá-los, pois os riscos ambientais podem causar inúmeros males à saúde e ocasionar até mesmo a morte do indivíduo. O uso dos equipamentos de proteção individual de segurança é extremamente importante e a gestão eficaz dos ambientes. No Brasil as normas regulamentadoras (NRs) direcionadas pelo Ministério do Trabalho estipulam regras de tolerância e controle de riscos. Gestão de Riscos 36 Gerenciamento de riscos e sua importância OBJETIVO: Você sabia que devido à grande possibilidade de os riscos ambientais causarem mal à saúde, acidentes e até mesmo levar o indivíduo a morte é que eles devem ser gerenciados e controlados? Isso mesmo! A gestão de riscos envolve os estudos sobre a probabilidade de ocorrência do risco acontecer bem como dos seus impactos. A legislação brasileira exige que as empresas implantem o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), por meio de documentos, em relação ao ambiente em que atuam. O mapa de risco é o instrumento de maior propagação dentre as organizações, sendo obrigatória sua exposição. O gerenciamento de riscos empresariais no planejamento e alcance de metas também é de extrema importância para a sobrevivência das empresas. Curioso para aprender um pouco mais? Vamos em frente! Siga conosco e bons estudos! Diariamente corremos algum tipo de risco, pois é muito comum nos envolvermos em situações arriscadas. Então, pode-se entender que o risco nada mais é do que a combinação entre a probabilidade de que um evento ocorra e que isso cause impactos. A todo o momento pode haver maior ou menor probabilidade de o risco ocorrer. Então podemos afirmar que se não há probabilidade e impacto, não há riscos. E se não gerar um impacto, não é risco, é apenas um evento. Não havendo a probabilidade, é possível somente ter uma noção do que pode acontecer. A partir do estudo das probabilidades há efetiva gestão de riscos, visando à diminuição dos impactos que possam vir a ocorrer e, se possível, evitar que os riscos venham a acontecer. Por mais que seja difícil a possibilidade de alguns riscos virem a ocorrer, principalmente quando envolvem vidas, um gestor eficaz não pode descartar as probabilidades para as ações de prevenção e correção. Gestão de Riscos 37 EXPLICANDO MELHOR: Existe a probabilidade de um avião cair? Existe a probabilidade de um barco afundar? Existe a probabilidade de a corda estourar? Existem riscos de incêndios? Existem riscos de inundações? Existe a probabilidade de um raio cair? A Figura 18 remete à gestão de riscos que trabalha com estudos de que quanto maiores a probabilidade e o impacto, maiores são os riscos. Figura 18 – Crescimento dos riscos Fonte: Elaborado pela Autora. A Figura 19 remete à gestão de riscos, que é a soma da probabilidade de ocorrência do risco, adicionando seus impactos. Figura 19 – Gestão de riscos Fonte: Elaborado pela Autora. Gestão de Riscos 38 IMPORTANTE: Se já aconteceu uma vez, há a probabilidade. Na gestão empresarial, o risco pode ter um impacto positivo ou negativo. Negativo, também conhecido na administração como ameaça, é quando um evento pode vir a impedir que objetivos e metas sejam alcançados. Positivos são os riscos que podem trazer novas oportunidades de negócio e parcerias. Contudo, a gestão de riscos pode ajudar o gestor empresarial a desenvolver melhor seu negócio, qualificando e quantificando os eventos de maior impacto, aumentando a produtividade, dando respostas para os riscos. As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados (GIL, 2010, p. 35). A Figura 20 remete à necessidade de qualificação e quantificação dos riscos para as respostas a eles. Figura 20 – Qualificação e quantificação dos riscos Fonte: Elaborado pela Autora. Para identificar os riscos empresariais o gestor pode utilizar diversas ferramentasda administração, dentre elas a Análise de SWOT. Gestão de Riscos 39 A análise de SWOT pode ser usada como uma ferramenta de gerenciamento de riscos. Utilizada pelas empresas para análise tanto do ambiente interno quanto externo das organizações. SWOT é uma ferramenta considerada pelos administradores como simples, mas com alto grau de assertividade para a tomada de decisões. Com ela é possível identificar os pontos fortes e fracos relacionados ao ambiente interno à empresa, bem como oportunidades e ameaças relacionadas ao ambiente externo, em que a empresa pode ser influenciada. Essa é uma base para a tomada de decisão dos gestores. IMPORTANTE: SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças) O Quadro 4 exemplifica a ferramenta de SWOT na construção de um quadro comparativo para a análise dos pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças da empresa. Quadro 4 – Análise de SWOT Fonte: Elaborado pela Autora. O monitoramento e controle de todas as áreas da empresa por meio de outras ferramentas do conhecimento administrativo, tais como: cronogramas, planilhas de custos e de qualidade, são de extrema importância para que os controles de riscos empresariais sejam previstos, comunicados e se possível evitados. Quanto maior a previsibilidade, maior serão os índices de assertividade nas decisões empresariais. Gestão de Riscos 40 É evidente que o negócio não precisa corrigir todas as suas fraquezas, nem deve se vangloriar de todas as suas forças. A grande pergunta é se o negócio deve se limitar às oportunidades para as quais dispõe dos recursos necessários ou se devem examinar melhores oportunidades, para as quais pode precisar adquirir ou desenvolver maiores forças (KOTLER; KELLER, 2006, p. 50). Em se tratando de riscos ambientais, o mapa de risco é um instrumento que possibilita o levantamento dos riscos nos diferentes setores físicos das empresas, objetivando identificar os locais de maior ou menor grau de possibilidades de acidentes de trabalho e do desenvolvimento de doenças. O elaborador do mapa de risco deve partir da planta baixa da empresa, analisando tecnicamente todos os ambientes físicos e possibilidades de riscos, estipulando graus de intensidade. Após finalizado, esse documento deve ser exposto em local de grande circulação de pessoas com o objetivo de alertar quanto os riscos existentes nos ambientes e que se possível sejam tomadas ações de prevenções. A Figura 21 exemplifica uma planta empresarial com a descrição dos riscos ambientais. Figura 21 – Planta empresarial Fonte: Elaborado pela Autora. Gestão de Riscos 41 A simbologia padrão utilizada para a construção de mapas de risco é representada por tamanhos. Quanto maior o símbolo, maior o grau de risco, e quanto menor o símbolo, menor será a intensidade do risco. O Quadro 5 exemplifica os símbolos e grau de risco. Quadro 5 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). O Quadro 6 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de risco químico. Quadro 6 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). Gestão de Riscos 42 O Quadro 7 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos físicos. Quadro 7 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). O Quadro 8 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos biológicos. Quadro 8 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). Gestão de Riscos 43 O Quadro 9 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos ergonômicos. Quadro 9 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). O Quadro 10 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos de acidentes. Quadro 10 – Símbolos e riscos Fonte: Adaptado de Santos (2012). A norma regulamentadora NR 5 permite que sejam utilizados símbolos na forma de ícones, como instrumentos de gestão de riscos, que representem os agentes perigosos, por exemplo nos mapas de riscos ou visualmente em ambientes internos da empresa. A intenção é o uso da didática e pedagogia visual, alertando os usuários de determinado local dos riscos existentes à saúde. Gestão de Riscos 44 O Quadro 11 exemplifica a simbologia por ícones utilizados para instrumentos de gestão de riscos. Quadro 11 – Ícones e riscos Fonte: Elaborado pela Autora. Gestão de Riscos 45 RESUMINDO: Neste capítulo estudamos a importância do gerenciamento de riscos ambientais e empresariais, bem como de alguns instrumentos por meio de ferramentas como o mapa de risco e a análise de SWOT. Pode-se afirmar que, na área de prevenção da saúde humana, o mapa de riscos é o instrumento mais divulgado nas organizações, além de ter amparo legal junto às normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho. Todavia, esse instrumento possui regras metodológicas para sua construção no uso de símbolos e cores. No aspecto empresarial, as ferramentas de gestão de risco auxiliam na manutenção da saúde da estrutura física e financeira, bases de sua sobrevivência. Gestão de Riscos 46 Princípios gerais da gestão de riscos OBJETIVO: Você sabia que a gestão de riscos deve ser um processo contínuo nas empresas? Isso mesmo! Isso significa que ela não pode parar de acontecer. Também não pode ser episódica, ou seja, a gestão de riscos não deve atender somente aos resultados dos riscos como sequelas de acidentes, à falta ou escassez de matéria-prima para produção, aumento de preços etc. Ou seja, os riscos devem ser administrados em todos os âmbitos das organizações. Com isso existem passos fundamentais para o gerenciamento de riscos. Curioso? Vamos lá! A gestão de riscos nas empresas deve ser um processo permanente, aplicado e direcionado a qualquer área organizacional e a todo tipo de organização objetivando comunicar tratar e se possível evitar que os riscos aconteçam, considerando que toda empresa está permanentemente exposta a ameaças internas e externas. A gestão de riscos visa a apontar onde o risco está, analisar até que ponto a ameaça que está acontecendo é relevante para a organização e se ele vai impactar nos processos primários ou secundários da empresa. Se o risco estiver nos processos primários os cuidados devem ser redobrados, pois estará diretamente relacionado à missão da organização. Se o risco estiver nos processos secundários há também que ser tratado, porém com menos urgência. Porter (1992) discorre os processos como: • Processos primários – Estão ligados diretamente à missão da empresa, na entrega de produtos e serviços para a vantagem competitiva. • Processos secundários – São atividades de apoio e suporte, tais como compras e apoio em infraestruturas. Hammer e Champy (1994) apontam que “o processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem, ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes”. Gestão de Riscos 47 IMPORTANTE: A missão da empresa está relacionada com o seu propósito, encargo, compromisso ou até mesmo dever. É a razão de ser da empresa. Para um restaurante a produção de comida é um processo primário e lavar a louça é um processo secundário. Os primeiros passos para a gestão de riscos são: identificação, apontando onde realmente o risco está; análise do porquê o risco está ocorrendo e avaliação dos graus de impacto dos riscos às pessoas e à própria estrutura organizacional. A Figura 22 remete aos primeiros passos para o gerenciamento de riscos. Figura 22 – Primeiros passos para o gerenciamento de riscos Fonte: Elaborado pela Autora. IMPORTANTE: Em muitos casos os riscos podem até mesmo impedir o funcionamento de uma empresa. Gestão de Riscos 48 Após identificar, analisar e avaliar os riscos existentes para cada situação relevante, os próximos passos necessários para a gestão de risco são: decidir, planejar, executar e monitorar os riscos, para então planejaras respostas. Etimologicamente, planejamento vem de antecipação. Significa criar um plano, otimizar recursos e situações para se chegar a um objetivo. A Figura 23 remete aos próximos passos necessários para o gerenciamento de riscos. Figura 23 – Passos para o gerenciamento de riscos Fonte: Elaborado pela Autora. Gestão de Riscos 49 EXPLICANDO MELHOR: Você decide viajar de carro para um local distante, de difícil acesso, e existem duas possíveis rotas. Após identificar, analisar e avaliar os riscos da viagem, deve-se planejar e decidir a melhor rota de tráfego rodoviária, considerando os riscos de acidentes, se a rodovia é ou não pedagiada, se para o trecho escolhido é possível ou não ter acesso à internet, dentre outras situações relevantes a serem consideradas O gerenciamento para a medição de riscos engloba a gestão das probabilidades de ocorrência, acrescida da expectativa de impactos, visando a minimizá-los. Dessa forma será possível medir os riscos. A Figura 24 remete à medição de riscos, que envolve a probabilidade de um evento ocorrer, mais os seus impactos. Quanto maior a probabilidade, maior serão os riscos e, consequentemente, os impactos. Figura 24 – Medição de riscos Fonte: Elaborado pela Autora. As principais medidas de controle de riscos ambientais para se evitarem acidentes, no que envolve matérias-primas, máquinas e equipamentos, são: • Substituição de produtos tóxicos por outros menos ofensivos à saúde. • Mudança no processo ou equipamentos de trabalho podem reduzir ou até mesmo eliminar os riscos. Gestão de Riscos 50 • Confinamento, que consiste em isolar de áreas de grande circulação determinado material, equipamento ou uma operação. • Ventilação, que envolve utilizar equipamentos e técnicas para retirar o ar contaminado do local de circulação de pessoas. • Umidificação, na aplicação de água ou neblina, diminuindo os índices de poeira ou partículas contaminantes. • Segregação ou comparação, em que separa-se a operação ou o equipamento das pessoas. Pode-se também alterar os horários de trabalho objetivando envolver o menor número de pessoas possível da situação de risco. • Manutenção e conservação rigorosa de máquinas e equipamentos. Todavia são complementares a todas as outras medidas. • Ordem e limpeza, boas condições de organização e higiene, eliminando todas as formas de lixo, poeira, umidade e resíduos. A Figura 25 remete às atividades de manutenção, conservação, limpeza e higiene fundamentais para a ordem dos ambientes e redução de riscos. Figura 25 – Atividades de manutenção, conservação, limpeza e higiene Fonte: @pixabay Gestão de Riscos 51 As principais medidas de controle de riscos, para se evitar acidentes, no que envolve pessoas, estão diretamente ligadas à educação e conscientização: • Uso constante e consciente dos equipamentos de proteção individual (EPI’s). Todavia, os equipamentos de proteção possuem inúmeras vantagens nos cuidados à saúde, mas também possuem limitações. • Limitação à exposição a riscos quando envolve situações essenciais de trabalho, com critérios bem definidos tecnicamente. • Controle médico por meio de exames periódicos, consultas e vacinas. A Figura 26 remete à necessidade de educação e conscientização pelas pessoas para minimizar os riscos. Figura 26 – Educação e conscientização Fonte: @pixabay Gestão de Riscos 52 O programa 5” S”, também conhecido como cinco sensos, é considerado uma filosofia de boa prática utilizada por muitas empresas para a prevenção, diminuição e até mesmo a não ocorrência de riscos. Originado no Japão, na década de 1950, e difundido no Brasil em meados da década de 1990, o programa parte de cinco premissas focadas na qualidade, as quais devem ser repetidas diariamente como se fosse uma filosofia de vida e trabalho. São elas: descarte, organização, limpeza, saúde e disciplina. O senso se disciplina é considerado o mais importante de todos os “s”, base para as demais premissas da ferramenta. A Figura 27 remete à interpretação do conceito do programa 5”S”, discriminado por senso na etimologia japonesa para o Brasil. Figura 27 – Programa 5”S” Fonte: Elaborado pela Autora. O programa 5”S” parte do princípio de que, para funcionar, a idealização do projeto deve partir de cima para baixo, ou seja, da alta gestão para os demais colaboradores. O programa requer também a participação indiscriminada de todos os membros da organização, treinamento e trabalho em equipe. Dessa forma haverá melhoria contínua e diminuição de riscos. Com a aplicação efetiva do programa 5”S” haverá ganho no espaço físico, maior facilidade de localização de máquinas e equipamentos, eliminação de materiais velhos e obsoletos e a consequente diminuição de riscos. Gestão de Riscos 53 IMPORTANTE: O senso de disciplina é o mais importante de todos. Se fizermos bem sempre as mesmas coisas, obteremos os melhores resultados. Esta é a base da filosofia 5”S”. Os dez principais mandamentos do programa 5”S” para a diminuição de riscos são: • Deixar próximo das atividades de trabalho somente o necessário. • Definir local para matérias-primas, máquinas e equipamentos. • Manter cada máquina, equipamento e matérias-primas em seu lugar. • Manter todo o ambiente, máquinas e equipamentos limpos e em condições de uso. • Identificar, comunicar e sinalizar toda e qualquer situação de risco. • Trabalhar somente com situações de segurança. • Questionar normas e padrões para bem entendê-los. • Procurar formas de melhorar o trabalho. • Honrar compromissos. As práticas impulsionadas pelos gestores de risco que usam o programa 5”S” como ferramenta de trabalho para diminuir riscos são: • Abriu portas, janelas e armários, feche-os após finalizar suas atividades. • Ligou qualquer equipamento, desligue ao finalizar as tarefas. • Arrume o ambiente de trabalho após finalizar suas tarefas. • Pegou emprestado qualquer utensílio, devolva-o assim que terminar a execução. • Quebrou qualquer máquina ou equipamento, comunique ao setor responsável. Gestão de Riscos 54 • Não desperdice nada que seja disponibilizado gratuitamente. • Prometeu executar alguma tarefa, cumpra. • Assuma todos os seus atos e desculpe-se quando necessário. Uma vez aplicadas todas as práticas citadas nos ambientes empresariais, com foco nos sensos de qualidade, as chances dos riscos à saúde, acidentes e consequente queda na produtividade tendem a cair ou até mesmo inexistir. RESUMINDO: Gostou do que lhe mostramos sobre os princípios gerais da gestão de riscos? Neste capítulo estudamos os passos fundamentais para uma gestão eficaz, para a medição, redução e até mesmo impedimento de que os riscos aconteçam. Estudamos também as principais medidas de controle de riscos ambientais no que envolve máquinas, equipamentos e pessoas. Vimos também uma das ferramentas mais disseminadas nas empresas para a prevenção de riscos, que é o Programa 5”S”, também conhecido como filosofia japonesa na aplicação de cinco sensos. Gestão de Riscos 55 REFERÊNCIAS ABERGO. A certificação do ergonomista brasileiro. Editorial do Boletim da Associação Brasileira de Ergonomia. [s.l.]:[s.n.], 2000. BENATTI, M.; NISHIDE, V. Elaboração e implantação do mapa de riscos ambientais para prevenção de acidentes do trabalho em uma unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Scielo, 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rlae/v8n5/12362.pdf. Acesso em: 15 jun. 2020. BARBOSA, A. R. A. Segurança do trabalho. Curitiba: Livro Técnico, 2011. DRUCKER, P. 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Gestão de Riscos Evolução do homem e seus conflitos Principais conceitos e natureza dos riscos Gerenciamento de riscos e sua importância Princípios gerais da gestão de riscos