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Unidade 1
Conceitos e Princípios Gerais da 
Gestão de Riscos 
Gestão de Riscos
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
DANIELE MELO DE OLIVEIRA
AUTORIA
Daniele Melo de Oliveira
Sou formada em Administração de Empresas, possuo 
especializações nas áreas de Gestão de Negócios Empresariais, Gestão 
Educacional, Logística Empresarial e da Qualidade. Sou Mestre em Ciência, 
tecnologia e Sociedade, pelo Instituto Federal do Paraná. Atualmente atuo 
como docente na Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Sou 
apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida 
àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidada 
pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e 
trabalho. Conte comigo!.
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Evolução do homem e seus conflitos .................................................12
Principais conceitos e natureza dos riscos ......................................23
Gerenciamento de riscos e sua importância .................................. 38
Princípios gerais da gestão de riscos................................................. 48
7
UNIDADE
01
Gestão de Riscos
8
INTRODUÇÃO
Caro aluno, aqui começamos a primeira etapa dos estudos sobre 
gestão de riscos, por meio de um breve preâmbulo histórico introdutório. 
Desde os primórdios da civilização, o homem sempre esteve sujeito 
a correr riscos físicos, psíquicos ou materiais para sua sobrevivência. Os 
riscos sempre estiveram relacionados às atividades de execução: busca 
e conservação de alimentos, segurança, moradia ou por status social, na 
detenção de terras na sobreposição de poder. Todo o cidadão, qualquer 
que seja a área em que desenvolve suas atividades sociais, de estudo ou 
trabalho, está sujeito a correr riscos, ou seja, seu planejamento de execução 
pode não dar certo! Com isso o risco está diretamente ligado à frustração.
Mas você sabe o que é um risco? Risco é tudo aquilo que pode 
causar um dano, acidente ou mesmo diminuir a potencialidade humana 
de execução. O grande problema é que muitas vezes os riscos não estão 
visíveis aos olhos, estão ocultos. Esses são os riscos mais perigosos! 
Cabe à área de gestão empresarial nas organizações, desenvolver 
mecanismos para eliminar ou controlar os riscos nas atividades 
operacionais e estratégicas. Podemos classificar os riscos em: Pessoais – 
relacionados a atos inseguros em que o cidadão sofre por ação de outra 
pessoa; Materiais – Ocorrem no ambiente físico, inerente ao contato com 
máquinas, equipamentos, ferramentas, insumos etc. Os riscos materiais 
normalmente estão relacionados à condição insegura em que o homem 
está inserido. Riscos Administrativos – Relativos à negligência ou à 
imprudência de administração, gerência, supervisão ou representante 
das atividades desenvolvidas pelo cidadão. Normalmente são os riscos 
mais críticos de uma organização, pois estão relacionados à competência 
ou incompetência na forma de administrar. Quanto maior a eficiência da 
gestão, menores são os riscos, e quanto maior a ineficiência de gestão, 
maiores serão os riscos que um homem pode sofrer. Muitos acidentes de 
trabalho em empresas, numericamente, por exemplo, significam que a 
gestão está falha ou até mesmo é inexistente. 
Um dos grandes desafios da gestão é desenvolver a previsibilidade 
dos riscos. 
Achou interessante? Ao longo das unidades você vai aprender 
muito mais sobre gestão de riscos. Vamos lá!
Gestão de Riscos
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término 
desta etapa de estudos:
1. Compreender como se deu a evolução do homem e seus conflitos.
2. Sintetizar os principais conceitos dos riscos e sua natureza.
3. Discutir a importância do gerenciamento de riscos.
4. Analisar os princípios gerais da gestão de riscos.
Você sabia que todo risco está relacionado a uma causa? Isso 
mesmo! As causas são os potenciais transformadores de um risco em 
acidente, por exemplo. As principais causas de acidentes classificam-
se em: 
 • Pessoais – quando uma pessoa ou grupo provoca um acidente. 
 • Materiais – quando um acidente é provocado por equipamento ou 
patrimônio; 
 • Administrativas – quando um ato administrativo, de gestão, 
provoca um acidente.
Está curioso? Preparado para ampliar ainda mais seus conhecimen-
tos sobre gestão de riscos? Vamos lá! Continue conosco e bons estudos!
Gestão de Riscos
10
Evolução do homem e seus conflitos
OBJETIVO:
Caro aluno, ao término deste capítulo você será capaz 
de identificar os principais riscos e conflitos no processo 
histórico de desenvolvimento das sociedades no mundo. 
Esse capítulo apresenta de forma cronológica os principais 
fatos mundiais que marcaram a luta do homem pela 
sobrevivência, bem como seus conflitos na conquista 
de poder, pela detenção de terras, na grande maioria 
marcado por guerras até a gestão dos riscos e conflitos 
organizacionais enfrentados pelo homem moderno.
Você já parou para pensar nos riscos que estão presentes em 
nossas vidas diariamente? Desde o momento em que nascemos já 
estamos expostos a riscos. No decorrer do nosso crescimento ficamos 
mais conscientes dos riscos que nos circundam, gerando até mesmo 
alguns conflitos para minimizá-los e mesmo evitá-los.
Nesse momento, no seu entorno, você consegue visualizar algum risco?
A Figura 1 remete aos riscos e conflitos recorrentes na história do 
homem.
Figura 1 – Riscos e conflitos
Fonte: @pixabay
Gestão de Riscos
11
É certo que desde os primórdios da civilização o homem sempre 
correu algum tipo de risco, normalmente inerentes à necessidade de 
sobrevivência como caça, pesca e até mesmo na garantia de sua moradia. 
O homem pré-histórico já passava por inúmeros conflitos de equipe, na 
necessidade de proteção andava em bando, utilizando-se de recursos 
da natureza como madeira e pedra para criar instrumentos, ainda que 
rudimentares, para se proteger e se alimentar. A construção de tais artefatos 
e o modo de vida adquirido visavam a diminuir os conflitos inerentes 
à sobrevivência. Ao longo do tempo o homem foi adquirindo novas 
habilidades físicas e intelectuais, sempre acompanhadas de conflitos. Mas 
foi nas disputas travadas pelas conquistas de terra, na detenção do poder 
que o homem mais se destacou em conflitos armados, correndo sempre 
riscos, ainda que tivesse em situação militar privilegiada. Boa parte da 
cultura ocidental, por exemplo, ainda que conflituosa e dos riscos, advém 
dos gregos, que devido às inúmeras guerras, lutas e conquistas travadas 
disseminaram seus valores e costumes.
IMPORTANTE:
O conflito podeser entendido como a falta de compreensão 
ou entendimento entre as partes.
Rodrigues (2007) aponta que por volta dos anos (310. a.C.) Alexandre 
o Grande ou Magno, também conhecido por Alexandre da Macedônia, 
correu grandes riscos organizando tropas, impetrando seu exército pelo 
mundo para a conquista de terras, desde que foi declarado rei aos vinte 
anos de idade. Alexandre é considerado um dos grandes conquistadores 
de terra da história antiga, conquistou toda a Grécia e aos vinte e dois 
anos de idade partiu para conquistar a Ásia, impetrou o antigo império 
persa e o continente indiano. Em todas as batalhas, certamente Alexandre 
correu inúmeros riscos enfrentando oscilações climáticas, doenças 
e principalmente exércitos tão grandes ou maiores do que o seu. Na 
expectativa de diminuir os riscos para com os exércitos inimigos, o pai 
de Alexandre idealizou um tipo de lança chamada de “sarissa”, que é 
uma espécie de lança longa, eficaz na guerra contra homens armados 
com espadas. Um grande conflito sofrido pelo exército de Alexandre foi 
Gestão de Riscos
12
o emocional, causado pelo distanciamento do lar, por longos anos de luta 
armada. 
A Figura 2 remete aos conflitos armados travados por Alexandre o 
Grande por disputas territoriais.
Figura 2 – Conflitos armados
Fonte: @pixabay
Thierry Lentz apud Martinez 2010, aponta que o século XIX, foi 
o século de Napoleão”. Bonaparte, líder e político militar da Revolução 
Francesa, correu grandes riscos avançando por vilas e cidades russas 
até ser derrotado. Antes dos seus trinta anos de idade Napoleão liderou 
tropas francesas pela corrida na conquista da Áustria. Vale ressaltar que 
nessa época a situação econômica da França era bastante precária, com 
constante risco de invasão das potências monarquistas. Mas as vitórias 
sob lutas armadas foram capazes de levar Napoleão ao poder, sendo 
considerado por muitos como um ditador comprometido com os ideais 
revolucionários. 
Gestão de Riscos
13
Parafraseando Hobsbawm (1991), as duas grandes guerras mundiais 
colocaram em risco toda a sobrevivência da humanidade por disputas 
de poder, territoriais e econômicas. Vale ressaltar que a primeira guerra 
mundial nasceu pelo conflito da paz armada, pois toda a sociedade da 
época sabia que a qualquer momento um conflito de caráter mundial 
iria acontecer, pelas disputas imperialistas, no descontentamento de 
países como a Itália, Japão e Alemanha. Os países com maior gestão 
estratégica começam a se organizar quanto a armas e medicamentos 
para uma guerra na disputa de território e hegemonia econômica. A 
segunda grande guerra mundial, por sua vez, envolveu mais de trinta 
países. Considerada uma das grandes catástrofes humanas, com milhões 
de mortos, dentre eles judeus pelo regime nazista. O grande conflito 
que exaltou a figura de Hitler foi culminado pelo conflito dos alemães na 
assinatura do Tratado de Versalhes. Devido ao curto espaço de tempo 
entre a primeira e segunda guerra a população europeia enfrentava o 
conflito emocional de não querer correr os riscos de uma nova guerra, 
ainda que fosse para a garantia territorial, dando maior espaço aos ideais 
racistas de Hitler. Desde sua infância Hitler passou por inúmeros conflitos 
de caráter familiar, profissional, moral, psicológico e ideológico, além das 
frustrações de não conseguir destacar sua personalidade durante grande 
parte da sua infância, adolescência e fase adulta. Nesse momento, a hoje 
extinta União Soviética invadiu o parlamento alemão, o que mudou todos 
os planos traçados pelo ditador nazista. 
IMPORTANTE:
Um risco pode ser entendido como violação. Na 
administração o risco é entendido como a probabilidade 
de um planejamento ou ato concreto dar errado, ou não 
se realizar.
A figura 3 remete aos campos de concentração idealizados por 
Adolf Hitler, como o de Auschwitz, na Polônia, onde mais de dois milhões 
de pessoas foram executadas por envenenamento a gás, além da fome e 
doenças acometidas aos doentes. 
Gestão de Riscos
14
Figura 3 – Campo de concentração
Fonte: @pixabay
IMPORTANTE:
URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, 
formada por: Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, 
Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão e parte 
do Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e 
Turcomenistão. Fonte: Ramos 1994.
Parafraseando Santos Jr. (2012), no período de 1939 a 1945 o 
mundo passou pela Guerra Fria, marcada pela disputa de poder entre os 
ideais capitalistas americanos e os socialistas russos, naquele momento 
conhecidos como soviéticos. Nesse momento da história, os demais 
países passaram pelo conflito de ter que escolher um dos lados do poder 
imposto pelas duas grandes potências mundiais. Outro grande conflito que 
marcou esse período histórico foi que Estados Unidos e União Soviética 
nunca se enfrentaram formalmente, travando uma disputa ideológica, daí 
o nome Guerra Fria. 
Gestão de Riscos
15
Ao longo da história, percebe-se a consciência do homem de que a 
organização é a melhor forma de minimizar os riscos e conflitos. Por isso 
sempre buscou aproximar-se de grupos, por semelhança ou afinidade.
Na antiguidade, quando ser humano precisou satisfazer suas 
vontades e necessidades básicas, organizava-se com grupos de 
mesmo interesse. Ainda que as primeiras formas de organização sejam 
consideradas rudimentares, comparadas à gestão o mundo moderno, 
naquela época era a melhor alternativa de segurança e sobrevivência.
O ser humano tende a se unir a outros indivíduos, idênticos ou 
similares a ele. Os grupos de afinidade física, emocional ou intelectual 
nada mais são do que um mecanismo de proteção dos indivíduos que 
se sentem mais seguros em participar de ambientes favoráveis às suas 
características e opiniões. Atualmente as ferramentas de tecnologia 
da informação auxiliam nesse processo de interação de grupos com 
interesses similares, ainda que em muitos momentos sejam necessárias 
ações de gestão para a mediação de conflitos gerados em meio virtual. 
Pode-se citar os grupos de WhatsApp, Instagram, Facebook, entre outros.
A Figura 4 remete à interação do homem moderno em grupos pelo 
advento das ferramentas de comunicação nas redes sociais]].
Gestão de Riscos
16
Figura 4 – Interação do homem por redes
Fonte: @pixabay
As organizações, por sua vez, investem em processos de 
recrutamento e seleção, na busca de perfis profissionais adequados às 
necessidades empresariais, na expectativa de diminuir riscos e conflitos 
internos à organização, entre os colaboradores no ambiente de trabalho, 
e externos, com clientes e fornecedores. Alinhar as competências 
profissionais aos objetivos de negócios das empresas é considerado um 
risco, pois muitas vezes gera conflitos de interesses entre empregador e 
empregado. 
Organizações são constituídas de relações coordenadas 
cognitiva e intencionalmente, para produzir determinados 
bens. Se a organização estiver apenas centrada no aspecto 
intencional, tem se a gestão tradicional, com sua ênfase 
no planejamento e controle. Se ela estiver centrada no 
Gestão de Riscos
17
aspecto cognitivo, tem-se os novos modelos de gestão, 
com sua ênfase no uso e permanente renovação do 
conhecimento. Por um lado, essa cognição relacional é 
incorporada pela organização, transformando-se na sua 
estrutura. Por outro lado, essa cognição se estende para o 
ambiente externo, requerendo um permanente processo 
de prospecção do ambiente, através do qual a organização 
constrói o sentido de sua existência e se renova a cada dia 
(DRUCKER 1994, p. 61).
A Figura 5 remete à relação entre organização, riscos e conflitos. 
Quanto maior a organização, menores são os riscos e conflitos, e quanto 
menos eficaz for a organização, maiores serão os riscos e conflitos.
Figura 5 – Organização, riscos e conflitos
.Fonte: Elaborado pela Autora.
De um lado tem-se o colaborador com suasmetas pessoais, 
individuais, e do outro a empresa, com objetivos organizacionais focados 
na sobrevivência da organização, em competitividade, produtividade e 
qualidade. Para diminuir esse conflito, que pode se transformar num “caos”, 
a área de Recursos Humanos nas empresas tem o desafio de desenvolver 
critérios para recrutar, selecionar, treinar, desenvolver e avaliar pessoas. 
O gerenciamento do conflito pode ser efetivado por meio 
de diferentes estratégias utilizadas, entre elas: estabelecer 
regras e procedimentos, possibilitando melhores 
resultados se for aderido antes do conflito; apelo aos 
superiores, que decidem qual a melhor forma de atender 
às necessidades; posições de contato, formando um elo 
de comunicação entre grupos; a negociação, utilizando 
a discussão como forma de interação; e as equipes, que 
atuam na análise do problema conflitante. (PERANTE 
VECCHIO 2008, APUD MALAKOWSKY; KASSICK, 2014).
Gestão de Riscos
18
IMPORTANTE:
O caos também pode ser entendido como confusão, 
desorganização ou alienação da realidade.
A Figura 6 remete aos conflitos que muitas vezes são gerados pelas 
diferenças entre os objetivos organizacionais e individuais do colaborador. 
Figura 6 – Objetivos organizacionais e individuais
 
Fonte: Elaborado pela Autora.
Um ambiente empresarial, por exemplo, é cercado de variáveis 
internas e externas que irão influenciar nos conflitos interpessoais de seus 
colaboradores. Isso acontece porque todo o homem possui características 
implícitas no seu processo de formação moral, originados da sua infância 
e alimentados pelas experiências ao longo da sua vida. Todo o homem 
traz consigo valores e normas originados da sua família, seja ela biológica 
ou adotiva. Com isso, traumas e violências física e psíquica causam tantos 
Gestão de Riscos
19
conflitos internos que influenciam ao longo de toda a vida do cidadão, 
podendo transformar-se num caos organizacional.
Pode ocorrer que o caos seja criado independentemente 
da filosofia da alta administração. Um membro da 
organização pode estabelecer uma meta desafiadora 
para elevar-se a si mesmo ou a equipe à qual pertence. 
Quando estabelecido pela alta administração, as metas 
elevadas aumentam o compromisso individual (NONAKA; 
TAKEUCHI, 1997, p. 48).
A Figura 7 remete à necessidade de interfaces positivas entre 
colaboradores, na relação entre gestão de pessoas, riscos e conflitos nas 
organizações empresariais. 
Figura 7 – Gestão de pessoas
Fonte: @pixabay
O desenvolvimento das sociedades foi marcado por inúmeros 
conflitos traçados pelas lutas físicas e armadas em prol de segurança, 
alimentação e poder. Contudo, o homem moderno continua conflituoso, 
pois precisa adquirir diversos bens e serviços para suprir suas 
necessidades de conforto, lazer e bem-estar, as quais são conquistadas 
pela força do trabalho. Para atender à crescente demanda do mercado 
globalizado foi necessária a organização dos recursos humanos para 
obter o maior rendimento possível dos colaboradores com os menores 
conflitos possíveis, pois toda a empresa visa à sobrevivência e à obtenção 
de lucros, e isso só será possível com a participação de pessoas. 
Gestão de Riscos
20
Vale ressaltar que os conflitos são considerados situações normais 
na evolução do homem para a interface sadia do ambiente onde ele 
interage, mas o equilíbrio do conflito é de extrema importância para a 
restauração da comunicação e do relacionamento entre as pessoas. 
Em todo o ambiente, seja ele social ou de trabalho, sempre haverá 
algum tipo de risco. Desde os primórdios da civilização o homem gerencia 
riscos e conflitos, ainda que de forma rudimentar, para sua sobrevivência. 
Na atualidade, as organizações desenvolvem mecanismos de gestão 
por meio de ferramentas para o gerenciamento dos riscos e conflitos em 
nível profissional, buscando profissionais capacitados para bem exercer 
as atividades necessárias à sobrevivência da empresa. O tema é tão 
expressivo que nos processos de recrutamento e seleção buscam-se 
candidatos com capacidade técnica e intelectual, mas acima de tudo 
capacidade emocional, aptos à gestão de riscos e conflitos. 
RESUMINDO:
Neste capítulo fizemos um breve resgate dos principais 
momentos históricos em que houve movimentações 
pontuais ou até mesmo luta física e armada do homem 
na gestão de conflitos. Muitos momentos históricos que 
abalaram a humanidade, como as duas primeiras guerras 
mundiais, foram causados pelos conflitos de supremacia 
política e detenção de poder. O homem pré-histórico 
também passou por conflitos na gestão de equipes devido 
às necessidades de segurança e de sobrevivência física. 
Identificamos que, por mais vantajosa que pareça ser a 
posição do homem frente a uma situação, sempre há riscos 
e conflitos que precisam ser gerenciados. Esse é um dos 
grandes desafios das organizações empresariais modernas.
Gestão de Riscos
21
Principais conceitos e natureza dos riscos 
OBJETIVO:
Você sabia que na natureza há diversos riscos aos quais 
o ser humano está exposto? Isso mesmo! E os principais 
riscos dividem-se nas seguintes categorias: químicos, 
físicos e biológicos. Há também os riscos ergonômicos. Os 
riscos no ambiente de trabalho, por exemplo, podem existir 
de acordo com o ramo de produção e serviço e da atividade 
exercida pelos profissionais. Todavia, a legislação brasileira 
prevê limites aos quais o ser humano pode se expor a esses 
agentes, pois as consequências de muitos deles podem ser 
irreversíveis à saúde. Curioso para aprender ainda mais os 
conceitos e natureza dos riscos? O que você acha? Vamos 
em frente! Fique conosco!
Os ambientes de trabalho, em seus diversos ramos de atuação 
e funções, podem conter inúmeros riscos à saúde do homem, e se 
não forem controlados com gestão eficaz, focada na responsabilidade, 
podem causar danos físicos e psicológicos irreversíveis a empregadores e 
empregados. Os principais agentes nocivos são conhecidos como riscos 
ambientais, os quais exigem medidas preventivas e corretivas específicas 
no ambiente organizacional de gestão e produção, para que não ocorram 
as tão temidas doenças do trabalho. 
No Brasil, a norma regulamentadora NR 1 dispõe do Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais e a PGR (Programa de Gerenciamento 
de Riscos) entrou em vigor em agosto de 2022. Antigamente, a NR-9 
estabelecia o PPRA, mas atualmente, não estabelece mais o documento, 
que perdeu a validade com a vinda do PGR da NR-1. Essa norma objetiva 
antecipar, identificar e avaliar os fatores de risco no ambiente de trabalho, 
prejudiciais à vida do homem, pois os riscos ambientais podem causar 
acidentes com sequelas até mesmo irreversíveis ou levar o trabalhador à 
morte, tais como: irritação de olhos, perda de audição, irritação de nariz e 
garganta, frieiras nos pés, inalação de pó, dentre outros.
Gestão de Riscos
22
Quadro 1– Sequelas dos riscos
Fonte: Adaptado da NR 9.
A figura 8 se refere aos programas de prevenção aos riscos 
químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes nos diversos 
ambientes de trabalho.
Gestão de Riscos
23
Figura 8 – programas de prevenção aos riscos 
Fonte: @pixabay
 O uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s), tais como 
capacetes, luvas e protetores auriculares, são de extrema importância 
para minimizar os riscos de acidentes de trabalho, mas sobretudo devem-
se aplicar técnicas de gestão eficazes. A NR 9 classifica os conceitos de 
riscos ambientais em: químicos, físicos, biológicos e os ergonômicos. 
IMPORTANTE:
Os riscos ergonômicos estão previstos especificamente na 
NR 17 e os riscos de acidentes na NR 5.
A Figura 9 remete aos diferentes ambientes de trabalho que podem 
conter riscos ambientais danosos à saúde humana. Os riscos podem estar 
Gestão de Riscos
24
presentes em ambientes que vão desde um escritório convencional até 
nos diversos ramos de produção industrial química, mecânica,alimentícia, 
de montagem etc.
Figura 9 – Ambientes de trabalho
Fonte: @pixabay
Os riscos químicos podem estar presentes em diversas classificações 
de trabalho, mas normalmente encontram-se em ambientes de produção 
de classificação pesada ou de base, na transformação de matéria-prima 
bruta em matérias-primas processadas, indústrias de equipamentos, 
hospitais ou laboratórios. Eles descrevem-se por substâncias químicas, 
por exemplo: dióxido de carbono, ácidos como a soda cáustica, pó de 
serragem, solventes como o benzol, álcoois, cetonas etc. 
Os principais riscos químicos podem estar presentes em poeiras, 
névoas ou neblinas, causadas por algum tipo de produção. Uma vez 
absorvido pelo organismo humano, normalmente através da pele, vias 
respiratórias ou até mesmo ingestão, pode causar inúmeros danos à 
saúde.
O Quadro 2 discrimina os principais agentes químicos com 
classificações e exemplos.
Gestão de Riscos
25
Quadro 2 – Riscos químicos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
As vias de entrada dos riscos químicos no corpo humano podem 
ocorrer principalmente pela boca ou pelo nariz, na inalação de elementos 
nocivos quando um ambiente está contaminado. No contato com a pele 
ou via cutânea, pode também haver absorção de substâncias tóxicas 
em poucos instantes, atingindo a corrente sanguínea e por ingestão, 
engolindo acidentalmente o material inapropriado.
É por essa razão que em muitas empresas é proibido ofertar 
refeições no ambiente de trabalho aos colaboradores. Visando a minimizar 
riscos à saúde, muitas organizações alocam o refeitório em ambiente 
externo aos serviços e à produção. É importante ressaltar que em muitos 
casos as substâncias maléficas à saúde humana são invisíveis aos olhos, 
sendo necessário reforço na assepsia das mãos e demais mecanismos 
de higiene pessoal, como a troca de vestimentas para realizar a refeição. 
Gestão de Riscos
26
Segundo Barbosa (2011), as principais reações à saúde em relação 
aos contatos com elementos químicos no organismo humano são:
 • Irritação de olhos, nariz e garganta, em casos mais graves pulmões 
e pele, podem ser causadas por elementos químicos diversos. 
 • Asfixia, caracterizada pela falta de oxigênio no organismo, na 
grande maioria causada por monóxido de carbono, gás carbônico 
e acetileno. 
 • Anestesia, ação sobre o sistema nervoso central, podendo causar 
sonolência ou tontura, causadas na grande maioria por substâncias 
como o éter etílico, acetona, nas formas líquidas ou gasosas.
 • Intoxicação e alteração na capacidade respiratória, afetando 
diretamente os pulmões. Pode ser causada pela inalação ou 
ingestão de substâncias nocivas nas formas líquidas ou gasosas. 
Os principais agentes químicos da intoxicação são: tolueno, 
tricloroetileno, metanol, gasolina, inseticidas, fumos, chumbo 
dentre outros. Outros elementos danosos aos pulmões, que 
devem ser extremamente controlados se necessário manuseio 
humano são: poeira de sílica, pó de mármore, areia de fundição, 
amianto e pó de algodão. 
A Figura 10 remete aos riscos químicos e danos à saúde pela 
ingestão ou inalação de materiais e substâncias químicas não controladas.
Gestão de Riscos
27
Figura 10 – Riscos à saúde
Fonte: @pixabay
IMPORTANTE:
O tolueno é considerado uma matéria-prima utilizada como 
solvente. Pode também ser adicionado a combustíveis. 
O tricloroetileno é um solvente não inflamável, bastante 
utilizado em indústrias.
A Figura 11 remete aos riscos químicos que o homem pode sofrer 
nos diversos ambientes.
Gestão de Riscos
28
Figura 11 – Riscos químicos
Fonte: @pixabay
Os riscos físicos referem-se às diferentes formas de energia como 
o calor e frio, em que o homem está exposto no seu ambiente social ou 
de trabalho. O calor em excesso utilizado em sistemas de produção, por 
exemplo, como em fundições, indústrias siderúrgicas, de cerâmicas, 
manipulação de vidros dentre outros, podem ser extremamente danosos 
à saúde, podendo causar: cãimbras, insolação, irritação dos olhos e 
queimaduras de primeiro, segundo e terceiros graus. 
O frio excessivo também pode ser maléfico à saúde, na queda 
brusca da temperatura corpórea, causando lesões externas e internas 
inicialmente a pele, podendo atingir órgãos vitais do corpo humano como 
coração e pulmão, além de interferir no sistema circulatório.
O Quadro 3 exemplifica os principais riscos físicos que envolvem 
baixas temperaturas, umidade e suas consequências ao homem. 
Gestão de Riscos
29
Quadro 3 – Riscos físicos e consequências
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
Os ruídos também estão na categoria de riscos físicos à saúde, 
caracterizado por todo o som capaz de alterar o bem-estar físico ou 
psicológico do homem. 
As alterações no organismo humano podem ir desde a irritabilidade, 
ansiedade, estresse até a surdez. Todavia, quanto maior for o tempo de 
exposição aos ruídos, maiores serão as possibilidades de danos à saúde.
Os ruídos e barulhos ocorrem em todas as organizações, nos 
diversos ambientes de produção. A unidade de medição de ruído e 
administrado pelo número de decibéis (db). 
A norma regulamentadora NR 15 estabelece limites de tolerância 
para ruídos contínuos e intermitentes, que não sejam de impacto, que vão 
desde 85 db para uma exposição diária de até oito horas a 117 db para 
exposição diária de sete minutos em média.
A exposição a radiações caracteriza-se como atividades insalubres 
no ambiente de trabalho, sendo regulamentadas pela NR 15. Elas dividem-
se em: radiações não ionizantes, micro-ondas, violeta e laser.
Gestão de Riscos
30
A Figura 12 remete aos elementos químicos radioativos danosos à 
saúde humana.
 Figura 12 – Elementos químicos radioativos
Fonte: @pixabay
IMPORTANTE:
Radiações não ionizantes são aquelas com frequência 
menor ou igual à luz violeta.
As radiações por exposição a micro-ondas, por exemplo, podem 
causar desde queimaduras até danos no sistema reprodutor.
Os riscos causados por pressões anormais são aqueles em que 
o homem é submetido a condições atmosféricas diferentes da sua 
normalidade. As principais atividades de trabalho submetidas a condições 
anormais de pressão são: náuticas, tais como nos trabalhos desenvolvidos 
em submarinos, mergulhos, em tubulações e ambientes pneumáticos. 
Essas atividades devem ter controles de gestão rígidos, principalmente 
na fase de descompressão, que é a volta à situação normal de pressão.
Gestão de Riscos
31
A Figura 13 remete às atividades exercidas com diferenças de 
pressão, que exigem cuidados para descompressão. 
Figura 13 – Atividades com diferenças de pressão
Fonte: @pixabay
Os principais danos à saúde por condições anormais de pressão 
podem ir desde dores nas articulações até paralisias musculares e cerebrais, 
além dos riscos de acidentes fatais pela oscilação ou falta de oxigênio.
IMPORTANTE:
A atividade de descompressão para o ser humano exige 
inúmeros cuidados na redução gradativa da pressão, pois 
caso ocorra descompressão abrupta ocorre formação de 
bolhas de nitrogênio nos vãos sanguíneos. Essas bolhas 
podem causar além dos principais danos descritos 
anteriormente, instabilidade, vertigem e até o óbito, 
também conhecido como mau de descompressão, doença 
do caixão ou doença dos mergulhadores.
Gestão de Riscos
32
Os riscos físicos causados por vibrações ocorrem principalmente 
pelo uso de máquinas pesadas e algumas ferramentas de trabalho 
motorizadas. Os problemas provenientes das vibrações normalmente 
acontecem pelo uso contínuo de materiais tais como motosserras, 
tratores, escavadeiras, britadeiras, dentre outros.
A Figura 14 remete às atividades de trabalho que exigem aparelhos 
e equipamentos que causam vibrações e consequentes danos à saúde. 
Figura 14 – Instrumentos que causam vibrações
Fonte: @pixabay
Os principais danos das vibrações à saúde vão desde problemas de 
articulação, circulação sanguínea até ortopédicos, envolvendo membros 
comobraços, ombros, pés. Também são bastante comuns danos à coluna.
A iluminação inadequada dos ambientes também é bastante danosa 
à saúde, principalmente nos ambientes organizacionais, pois podem 
fomentar acidentes de trabalho, doenças oftalmológicas, aumento ou 
perda de grau de visão, além da influência na perda de qualidade nos 
produtos e serviços prestados. 
A Figura 15 remete à necessidade de iluminação adequada nos 
ambientes de convívio social, mas principalmente nos lugares que 
envolvem atividades de trabalho. 
Gestão de Riscos
33
Figura 15 – Necessidade de iluminação adequada nos ambientes
Fonte: @pixabay
Os riscos biológicos à saúde podem ser causados por diversos 
microrganismos, tais como: vírus, bactérias, fungos, protozoários e bacilos. 
As principais atividades de trabalho inerentes aos riscos biológicos são: 
serviços de limpeza, alimentação, hospitalar e laboratoriais. O Ministério da 
Saúde e do Trabalho seguem as diretrizes das normas regulamentadoras, 
de forma que possíveis doenças de caráter biológico para essas atividades 
profissionais sejam controladas e evitadas.
A Figura 16 remete aos riscos biológicos danosos à saúde. 
Figura 16 – Riscos biológicos
Fonte: @pixabay
Gestão de Riscos
34
As principais formas de contaminação biológica ocorrem pela 
exposição cutânea, com lesões causados por agulhas, vidros, mordidas e 
picadas de animais, dentre outros contatos de caráter perfurante.
Os riscos ergonômicos referem-se ao ajustamento físico inadequado 
do homem no seu ambiente. Normalmente estão relacionados a postura, 
ritmo de locomoção, transporte de peso, dentre outras situações que 
exigem esforço físico aplicados, em ambientes sociais e de trabalho, fora 
dos limites do corpo humano.
A Figura 17 remete às atividades que exigem esforço físico e que 
podem causar problemas ergonômicos ao homem. 
Figura 17 – Ergonomia
Fonte: @pixabay
Conforme a Portaria MTPS nº 3.751, de 23 de novembro de 1990, e 
parafraseando Wisner (1994), a ergonomia é um estudo que surge para 
alinhar a utilização correta do ser humano às necessidades de trabalho. 
As normas regulamentadoras dos riscos ergonômicos são regidas pela 
NR 17, objetivando respeitar os limites do corpo humano e o bem-estar 
do trabalhador. 
Segundo Abergo (2000), “a Ergonomia objetiva modificar os sistemas 
de trabalho para adequar a atividade nele existente às características, 
Gestão de Riscos
35
habilidades e limitações das pessoas com vistas ao seu desempenho 
eficiente, confortável e seguro”. A ergonomia física estuda as relações 
físicas e psicológicas do corpo humano e do ambiente físico de trabalho. 
Esses estudos contemplam a manipulação pelo homem de materiais, 
layout, ritmo, repetição, vibração, força e postura. Segundo Lents e Santos 
(2012), a ergonomia cognitiva estuda as relações mentais do homem, 
reflexos, atenção, coordenação motora, memória e atenção. Iida (2005) 
aponta a ergonomia organizacional, que estuda o planejamento das 
atividades organizacionais com foco na melhoria contínua pautadas na 
ética das relações de trabalho. Essa divisão de estudo engloba o trabalho 
em turnos, a satisfação profissional, o trabalho à distância, em equipe, 
dentre outras formas de exercício profissional.
A aplicação dos estudos ergonômicos nas empresas visa à qualidade 
tanto do empregador quanto do empregado. A ergonomia busca entender 
as melhores formas de se realizar as atividades de trabalho com foco na 
humanização dos processos. 
RESUMINDO:
Neste capítulo estudamos o conceito e a natureza dos 
riscos, que se classificam em químicos, físicos, biológicos e 
ergonômicos. Vimos que o ser humano, em seu ambiente 
social ou de trabalho, está constantemente exposto a 
riscos, para os quais devem haver estudos de gestão 
para minimizá-los e preferencialmente evitá-los, pois os 
riscos ambientais podem causar inúmeros males à saúde 
e ocasionar até mesmo a morte do indivíduo. O uso dos 
equipamentos de proteção individual de segurança é 
extremamente importante e a gestão eficaz dos ambientes. 
No Brasil as normas regulamentadoras (NRs) direcionadas 
pelo Ministério do Trabalho estipulam regras de tolerância 
e controle de riscos.
Gestão de Riscos
36
Gerenciamento de riscos e sua importância
OBJETIVO:
Você sabia que devido à grande possibilidade de os riscos 
ambientais causarem mal à saúde, acidentes e até mesmo 
levar o indivíduo a morte é que eles devem ser gerenciados 
e controlados? Isso mesmo! A gestão de riscos envolve 
os estudos sobre a probabilidade de ocorrência do risco 
acontecer bem como dos seus impactos. A legislação 
brasileira exige que as empresas implantem o Programa de 
Gerenciamento de Riscos (PGR), por meio de documentos, 
em relação ao ambiente em que atuam. O mapa de risco é o 
instrumento de maior propagação dentre as organizações, 
sendo obrigatória sua exposição. O gerenciamento de 
riscos empresariais no planejamento e alcance de metas 
também é de extrema importância para a sobrevivência 
das empresas. Curioso para aprender um pouco mais? 
Vamos em frente! Siga conosco e bons estudos!
Diariamente corremos algum tipo de risco, pois é muito comum 
nos envolvermos em situações arriscadas. Então, pode-se entender que 
o risco nada mais é do que a combinação entre a probabilidade de que 
um evento ocorra e que isso cause impactos. A todo o momento pode 
haver maior ou menor probabilidade de o risco ocorrer. Então podemos 
afirmar que se não há probabilidade e impacto, não há riscos. E se não 
gerar um impacto, não é risco, é apenas um evento. Não havendo a 
probabilidade, é possível somente ter uma noção do que pode acontecer. 
A partir do estudo das probabilidades há efetiva gestão de riscos, visando 
à diminuição dos impactos que possam vir a ocorrer e, se possível, evitar 
que os riscos venham a acontecer. 
Por mais que seja difícil a possibilidade de alguns riscos virem a 
ocorrer, principalmente quando envolvem vidas, um gestor eficaz não 
pode descartar as probabilidades para as ações de prevenção e correção. 
Gestão de Riscos
37
EXPLICANDO MELHOR:
Existe a probabilidade de um avião cair? Existe a probabilidade 
de um barco afundar? Existe a probabilidade de a corda 
estourar? Existem riscos de incêndios? Existem riscos de 
inundações? Existe a probabilidade de um raio cair?
A Figura 18 remete à gestão de riscos que trabalha com estudos de 
que quanto maiores a probabilidade e o impacto, maiores são os riscos. 
Figura 18 – Crescimento dos riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
A Figura 19 remete à gestão de riscos, que é a soma da probabilidade 
de ocorrência do risco, adicionando seus impactos. 
Figura 19 – Gestão de riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
Gestão de Riscos
38
IMPORTANTE:
Se já aconteceu uma vez, há a probabilidade.
Na gestão empresarial, o risco pode ter um impacto positivo ou 
negativo. Negativo, também conhecido na administração como ameaça, 
é quando um evento pode vir a impedir que objetivos e metas sejam 
alcançados. Positivos são os riscos que podem trazer novas oportunidades 
de negócio e parcerias. Contudo, a gestão de riscos pode ajudar o 
gestor empresarial a desenvolver melhor seu negócio, qualificando e 
quantificando os eventos de maior impacto, aumentando a produtividade, 
dando respostas para os riscos. 
As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação 
direta das pessoas cujo comportamento se deseja 
conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de 
informações a um grupo significativo de pessoas acerca 
do problema estudado para, em seguida, mediante análise 
quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes 
aos dados coletados (GIL, 2010, p. 35). 
A Figura 20 remete à necessidade de qualificação e quantificação 
dos riscos para as respostas a eles. 
Figura 20 – Qualificação e quantificação dos riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
Para identificar os riscos empresariais o gestor pode utilizar diversas 
ferramentasda administração, dentre elas a Análise de SWOT. 
Gestão de Riscos
39
A análise de SWOT pode ser usada como uma ferramenta de 
gerenciamento de riscos. Utilizada pelas empresas para análise tanto 
do ambiente interno quanto externo das organizações. SWOT é uma 
ferramenta considerada pelos administradores como simples, mas com 
alto grau de assertividade para a tomada de decisões. Com ela é possível 
identificar os pontos fortes e fracos relacionados ao ambiente interno à 
empresa, bem como oportunidades e ameaças relacionadas ao ambiente 
externo, em que a empresa pode ser influenciada. Essa é uma base para 
a tomada de decisão dos gestores. 
IMPORTANTE:
SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) 
ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças)
O Quadro 4 exemplifica a ferramenta de SWOT na construção 
de um quadro comparativo para a análise dos pontos fortes, fracos, 
oportunidades e ameaças da empresa. 
Quadro 4 – Análise de SWOT
Fonte: Elaborado pela Autora.
O monitoramento e controle de todas as áreas da empresa por 
meio de outras ferramentas do conhecimento administrativo, tais como: 
cronogramas, planilhas de custos e de qualidade, são de extrema 
importância para que os controles de riscos empresariais sejam previstos, 
comunicados e se possível evitados. Quanto maior a previsibilidade, maior 
serão os índices de assertividade nas decisões empresariais.
Gestão de Riscos
40
É evidente que o negócio não precisa corrigir todas as 
suas fraquezas, nem deve se vangloriar de todas as 
suas forças. A grande pergunta é se o negócio deve 
se limitar às oportunidades para as quais dispõe dos 
recursos necessários ou se devem examinar melhores 
oportunidades, para as quais pode precisar adquirir ou 
desenvolver maiores forças (KOTLER; KELLER, 2006, p. 50).
Em se tratando de riscos ambientais, o mapa de risco é um 
instrumento que possibilita o levantamento dos riscos nos diferentes 
setores físicos das empresas, objetivando identificar os locais de 
maior ou menor grau de possibilidades de acidentes de trabalho e do 
desenvolvimento de doenças. O elaborador do mapa de risco deve partir 
da planta baixa da empresa, analisando tecnicamente todos os ambientes 
físicos e possibilidades de riscos, estipulando graus de intensidade. 
Após finalizado, esse documento deve ser exposto em local de grande 
circulação de pessoas com o objetivo de alertar quanto os riscos existentes 
nos ambientes e que se possível sejam tomadas ações de prevenções.
A Figura 21 exemplifica uma planta empresarial com a descrição 
dos riscos ambientais. 
Figura 21 – Planta empresarial
Fonte: Elaborado pela Autora.
Gestão de Riscos
41
A simbologia padrão utilizada para a construção de mapas de risco 
é representada por tamanhos. Quanto maior o símbolo, maior o grau de 
risco, e quanto menor o símbolo, menor será a intensidade do risco.
O Quadro 5 exemplifica os símbolos e grau de risco.
Quadro 5 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
O Quadro 6 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de risco 
químico. 
Quadro 6 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
Gestão de Riscos
42
O Quadro 7 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos 
físicos. 
Quadro 7 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
O Quadro 8 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos 
biológicos. 
Quadro 8 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
Gestão de Riscos
43
O Quadro 9 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de riscos 
ergonômicos. 
Quadro 9 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
O Quadro 10 exemplifica os símbolos e as cores para o grau de 
riscos de acidentes. 
Quadro 10 – Símbolos e riscos
Fonte: Adaptado de Santos (2012).
A norma regulamentadora NR 5 permite que sejam utilizados 
símbolos na forma de ícones, como instrumentos de gestão de riscos, 
que representem os agentes perigosos, por exemplo nos mapas de riscos 
ou visualmente em ambientes internos da empresa. A intenção é o uso da 
didática e pedagogia visual, alertando os usuários de determinado local 
dos riscos existentes à saúde. 
Gestão de Riscos
44
O Quadro 11 exemplifica a simbologia por ícones utilizados para 
instrumentos de gestão de riscos.
Quadro 11 – Ícones e riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
Gestão de Riscos
45
RESUMINDO:
Neste capítulo estudamos a importância do gerenciamento 
de riscos ambientais e empresariais, bem como de alguns 
instrumentos por meio de ferramentas como o mapa de 
risco e a análise de SWOT. Pode-se afirmar que, na área 
de prevenção da saúde humana, o mapa de riscos é o 
instrumento mais divulgado nas organizações, além de ter 
amparo legal junto às normas regulamentadoras de saúde 
e segurança do trabalho. Todavia, esse instrumento possui 
regras metodológicas para sua construção no uso de 
símbolos e cores. No aspecto empresarial, as ferramentas 
de gestão de risco auxiliam na manutenção da saúde da 
estrutura física e financeira, bases de sua sobrevivência. 
Gestão de Riscos
46
Princípios gerais da gestão de riscos
OBJETIVO:
Você sabia que a gestão de riscos deve ser um processo 
contínuo nas empresas? Isso mesmo! Isso significa que 
ela não pode parar de acontecer. Também não pode ser 
episódica, ou seja, a gestão de riscos não deve atender 
somente aos resultados dos riscos como sequelas de 
acidentes, à falta ou escassez de matéria-prima para 
produção, aumento de preços etc. Ou seja, os riscos 
devem ser administrados em todos os âmbitos das 
organizações. Com isso existem passos fundamentais para 
o gerenciamento de riscos. Curioso? Vamos lá!
A gestão de riscos nas empresas deve ser um processo permanente, 
aplicado e direcionado a qualquer área organizacional e a todo tipo de 
organização objetivando comunicar tratar e se possível evitar que os riscos 
aconteçam, considerando que toda empresa está permanentemente 
exposta a ameaças internas e externas. 
A gestão de riscos visa a apontar onde o risco está, analisar até que 
ponto a ameaça que está acontecendo é relevante para a organização e se 
ele vai impactar nos processos primários ou secundários da empresa. Se o 
risco estiver nos processos primários os cuidados devem ser redobrados, 
pois estará diretamente relacionado à missão da organização. Se o risco 
estiver nos processos secundários há também que ser tratado, porém 
com menos urgência. Porter (1992) discorre os processos como: 
 • Processos primários – Estão ligados diretamente à missão da 
empresa, na entrega de produtos e serviços para a vantagem 
competitiva.
 • Processos secundários – São atividades de apoio e suporte, tais 
como compras e apoio em infraestruturas.
Hammer e Champy (1994) apontam que “o processo é um grupo de 
atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um 
bem, ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes”.
Gestão de Riscos
47
IMPORTANTE:
A missão da empresa está relacionada com o seu propósito, 
encargo, compromisso ou até mesmo dever. É a razão de 
ser da empresa.
Para um restaurante a produção de comida é um processo 
primário e lavar a louça é um processo secundário.
Os primeiros passos para a gestão de riscos são: identificação, 
apontando onde realmente o risco está; análise do porquê o risco está 
ocorrendo e avaliação dos graus de impacto dos riscos às pessoas e à 
própria estrutura organizacional. 
A Figura 22 remete aos primeiros passos para o gerenciamento de 
riscos. 
Figura 22 – Primeiros passos para o gerenciamento de riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
IMPORTANTE:
Em muitos casos os riscos podem até mesmo impedir o 
funcionamento de uma empresa.
Gestão de Riscos
48
Após identificar, analisar e avaliar os riscos existentes para cada 
situação relevante, os próximos passos necessários para a gestão de risco 
são: decidir, planejar, executar e monitorar os riscos, para então planejaras respostas.
Etimologicamente, planejamento vem de antecipação. Significa 
criar um plano, otimizar recursos e situações para se chegar a um objetivo. 
A Figura 23 remete aos próximos passos necessários para o 
gerenciamento de riscos. 
Figura 23 – Passos para o gerenciamento de riscos
 
Fonte: Elaborado pela Autora.
Gestão de Riscos
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EXPLICANDO MELHOR:
Você decide viajar de carro para um local distante, de difícil 
acesso, e existem duas possíveis rotas. Após identificar, 
analisar e avaliar os riscos da viagem, deve-se planejar e 
decidir a melhor rota de tráfego rodoviária, considerando 
os riscos de acidentes, se a rodovia é ou não pedagiada, 
se para o trecho escolhido é possível ou não ter acesso 
à internet, dentre outras situações relevantes a serem 
consideradas
O gerenciamento para a medição de riscos engloba a gestão das 
probabilidades de ocorrência, acrescida da expectativa de impactos, 
visando a minimizá-los. Dessa forma será possível medir os riscos.
A Figura 24 remete à medição de riscos, que envolve a 
probabilidade de um evento ocorrer, mais os seus impactos. Quanto maior 
a probabilidade, maior serão os riscos e, consequentemente, os impactos. 
Figura 24 – Medição de riscos
Fonte: Elaborado pela Autora.
As principais medidas de controle de riscos ambientais para 
se evitarem acidentes, no que envolve matérias-primas, máquinas e 
equipamentos, são:
 • Substituição de produtos tóxicos por outros menos ofensivos à 
saúde.
 • Mudança no processo ou equipamentos de trabalho podem 
reduzir ou até mesmo eliminar os riscos.
Gestão de Riscos
50
 • Confinamento, que consiste em isolar de áreas de grande 
circulação determinado material, equipamento ou uma operação.
 • Ventilação, que envolve utilizar equipamentos e técnicas para 
retirar o ar contaminado do local de circulação de pessoas.
 • Umidificação, na aplicação de água ou neblina, diminuindo os 
índices de poeira ou partículas contaminantes.
 • Segregação ou comparação, em que separa-se a operação ou o 
equipamento das pessoas. Pode-se também alterar os horários 
de trabalho objetivando envolver o menor número de pessoas 
possível da situação de risco. 
 • Manutenção e conservação rigorosa de máquinas e equipamentos. 
Todavia são complementares a todas as outras medidas.
 • Ordem e limpeza, boas condições de organização e higiene, 
eliminando todas as formas de lixo, poeira, umidade e resíduos. 
A Figura 25 remete às atividades de manutenção, conservação, 
limpeza e higiene fundamentais para a ordem dos ambientes e redução 
de riscos.
Figura 25 – Atividades de manutenção, conservação, limpeza e higiene
Fonte: @pixabay
Gestão de Riscos
51
As principais medidas de controle de riscos, para se evitar acidentes, 
no que envolve pessoas, estão diretamente ligadas à educação e 
conscientização:
 • Uso constante e consciente dos equipamentos de proteção 
individual (EPI’s). Todavia, os equipamentos de proteção possuem 
inúmeras vantagens nos cuidados à saúde, mas também possuem 
limitações.
 • Limitação à exposição a riscos quando envolve situações 
essenciais de trabalho, com critérios bem definidos tecnicamente.
 • Controle médico por meio de exames periódicos, consultas e 
vacinas.
A Figura 26 remete à necessidade de educação e conscientização 
pelas pessoas para minimizar os riscos. 
Figura 26 – Educação e conscientização
Fonte: @pixabay
Gestão de Riscos
52
O programa 5” S”, também conhecido como cinco sensos, é 
considerado uma filosofia de boa prática utilizada por muitas empresas 
para a prevenção, diminuição e até mesmo a não ocorrência de riscos. 
Originado no Japão, na década de 1950, e difundido no Brasil em meados 
da década de 1990, o programa parte de cinco premissas focadas na 
qualidade, as quais devem ser repetidas diariamente como se fosse uma 
filosofia de vida e trabalho. São elas: descarte, organização, limpeza, 
saúde e disciplina. O senso se disciplina é considerado o mais importante 
de todos os “s”, base para as demais premissas da ferramenta. 
A Figura 27 remete à interpretação do conceito do programa 5”S”, 
discriminado por senso na etimologia japonesa para o Brasil. 
Figura 27 – Programa 5”S”
Fonte: Elaborado pela Autora.
O programa 5”S” parte do princípio de que, para funcionar, a 
idealização do projeto deve partir de cima para baixo, ou seja, da alta 
gestão para os demais colaboradores. O programa requer também 
a participação indiscriminada de todos os membros da organização, 
treinamento e trabalho em equipe. Dessa forma haverá melhoria contínua 
e diminuição de riscos.
Com a aplicação efetiva do programa 5”S” haverá ganho no espaço 
físico, maior facilidade de localização de máquinas e equipamentos, 
eliminação de materiais velhos e obsoletos e a consequente diminuição 
de riscos.
Gestão de Riscos
53
IMPORTANTE:
O senso de disciplina é o mais importante de todos. Se 
fizermos bem sempre as mesmas coisas, obteremos os 
melhores resultados. Esta é a base da filosofia 5”S”.
Os dez principais mandamentos do programa 5”S” para a diminuição 
de riscos são:
 • Deixar próximo das atividades de trabalho somente o necessário.
 • Definir local para matérias-primas, máquinas e equipamentos.
 • Manter cada máquina, equipamento e matérias-primas em seu 
lugar.
 • Manter todo o ambiente, máquinas e equipamentos limpos e em 
condições de uso. 
 • Identificar, comunicar e sinalizar toda e qualquer situação de risco.
 • Trabalhar somente com situações de segurança.
 • Questionar normas e padrões para bem entendê-los.
 • Procurar formas de melhorar o trabalho.
 • Honrar compromissos.
As práticas impulsionadas pelos gestores de risco que usam o 
programa 5”S” como ferramenta de trabalho para diminuir riscos são:
 • Abriu portas, janelas e armários, feche-os após finalizar suas 
atividades.
 • Ligou qualquer equipamento, desligue ao finalizar as tarefas.
 • Arrume o ambiente de trabalho após finalizar suas tarefas.
 • Pegou emprestado qualquer utensílio, devolva-o assim que 
terminar a execução.
 • Quebrou qualquer máquina ou equipamento, comunique ao setor 
responsável.
Gestão de Riscos
54
 • Não desperdice nada que seja disponibilizado gratuitamente.
 • Prometeu executar alguma tarefa, cumpra.
 • Assuma todos os seus atos e desculpe-se quando necessário. 
Uma vez aplicadas todas as práticas citadas nos ambientes 
empresariais, com foco nos sensos de qualidade, as chances dos riscos 
à saúde, acidentes e consequente queda na produtividade tendem a cair 
ou até mesmo inexistir. 
RESUMINDO:
Gostou do que lhe mostramos sobre os princípios 
gerais da gestão de riscos? Neste capítulo estudamos 
os passos fundamentais para uma gestão eficaz, para 
a medição, redução e até mesmo impedimento de que 
os riscos aconteçam. Estudamos também as principais 
medidas de controle de riscos ambientais no que envolve 
máquinas, equipamentos e pessoas. Vimos também uma 
das ferramentas mais disseminadas nas empresas para 
a prevenção de riscos, que é o Programa 5”S”, também 
conhecido como filosofia japonesa na aplicação de cinco 
sensos.
Gestão de Riscos
55
REFERÊNCIAS
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da Associação Brasileira de Ergonomia. [s.l.]:[s.n.], 2000.
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Gestão de Riscos
	Evolução do homem e seus conflitos
	Principais conceitos e natureza dos riscos 
	Gerenciamento de riscos e sua importância
	Princípios gerais da gestão de riscos

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