Prévia do material em texto
0 1 COMITÊ CIENTÍFICO Adriana Woichinevski Viscardi Aline Silva Corrêa Maia Lima Ana Flávia Ramos Cruz Anna Paula Gomes Bruno Dore Rodrigues Carla Cardi Nepomuceno de Paiva Denise Rocha Raimundo Leone Emerson Rodrigues Duarte Fabiana Coelho Couto Rocha Correa Fernanda Barcellos Mathiasi Francisca Cristina De Oliveira E Pires Giovanna Barros Gonçalves Guilherme Madeira Martins Henrique da Silva Pizzo Ingrid De Souza Costa Jocimara D. F. De Almeida Campos Karla Aparecida Gabriel Leandro Hermisdorff Bernardo Leonardo Ramos de Toledo Luiza Vieira Ferreira Luiz Fernando Laguardia Campos Maira Leon Ferreira Mayanna de Lourdes Ferreira Rodrigues Patrícia R. Ferreira Paula Campos de Castro Renata Prado Alves Silva Saulo Yamim Novelino Tâmara Lis Reis Umbelino Seminário Acadêmico e Científico da Estácio Juiz de Fora (9. : 2022 : Juiz de Fora, MG). Anais do IX Seminário Acadêmico e Científico da Estácio Juiz de Fora, 26 e 27 de outubro de 2022 [recurso eletrônico] / organizado por Aline Maia. Juiz de Fora, MG: Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, 2022. 361 p. Modo de acesso: Internet. Disponível em: https://portal.estacio.br/unidades/centro- universit%C3%A1rio-est%C3%A1cio-juiz-de-fora/semin%C3%A1rio- acad%C3%AAmico-e-cient%C3%ADfico/ ISSN: 2357-982X Diagramação: Aline Maia e João Xavier Capa: Ezidras Farinazzo | Escritório Modelo de Design da Estácio Juiz de Fora https://portal.estacio.br/unidades/centro-universit%C3%A1rio-est%C3%A1cio-juiz-de-fora/semin%C3%A1rio-acad%C3%AAmico-e-cient%C3%ADfico/ https://portal.estacio.br/unidades/centro-universit%C3%A1rio-est%C3%A1cio-juiz-de-fora/semin%C3%A1rio-acad%C3%AAmico-e-cient%C3%ADfico/ https://portal.estacio.br/unidades/centro-universit%C3%A1rio-est%C3%A1cio-juiz-de-fora/semin%C3%A1rio-acad%C3%AAmico-e-cient%C3%ADfico/ 2 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 03 ADMINISTRAÇÃO 04 CIÊNCIAS JURÍDICAS E POLÍTICAS 23 COMUNICAÇÃO 37 DESIGN 58 EDUCAÇÃO 81 EDUCAÇÃO FÍSICA 100 ENFERMAGEM 119 ENGENHARIAS 212 ESTÉTICA E COSMÉTICA 236 FISIOTERAPIA 241 NUTRIÇÃO 264 ODONTOLOGIA 286 PSICOLOGIA 314 TECNOLOGIA 358 3 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Apresentação O Seminário Acadêmico e Científico da Estácio Juiz de Fora visa proporcionar à comunidade acadêmica um espaço privilegiado para apresentação e discussão de pesquisas, práticas extensionistas e relatos de vivência profissional nas mais diversas áreas do conhecimento. Uma das mais longevas atividades do nosso Centro Universitário, o evento chegou à nona edição em 2022, com programação presencial e remota, reunindo estudiosas e estudiosos da Instituição e externos: da Estácio Brasília, Estácio Curitiba, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São Carlos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro e também da Universidad Autónoma de Occidente e Universidad Autónoma de Sinaloa, ambas situadas no México. Por sua trajetória e abrangência, firma-se como relevante celebração da pesquisa, da extensão e da internacionalização na Estácio Juiz de Fora. É realizado ininterruptamente, desde sua criação. Mesmo nos anos de 2020 e 2021, quando a pandemia de Covid-19 levou ao isolamento social com a suspensão de atividades presenciais nas instituições de ensino, o Seminário Acadêmico e Científico ocorreu de modo virtual, via Microsoft Teams. Foi em 2020, inclusive, que o evento passou a ser correalizado com o Seminário de Extensão, Pesquisa e Internacionalização – SEPESQI –, que tem como uma de suas diretrizes a oferta de ampla programação integrada, remota, de palestras e debates congregando outras unidades da Estácio e ampliando o intercâmbio de ideias, pensamentos e propostas. Nas páginas a seguir, estão publicados os resumos expandidos de trabalhos apresentados nas 37 salas da edição de 2022 do Seminário Acadêmico e Científico, fomentando reflexões no campo das Ciências Jurídicas, Comunicação, Design, Educação, Engenharias, Negócios, Saúde e Tecnologia. É a necessária e relevante contribuição da nossa IES à sociedade, reforçando o compromisso prioritário com a educação para a transformação. Boa leitura! Pró-Reitoria de Pesquisa, Extensão e Internacionalização Centro Universitário Estácio Juiz de Fora - MG 4 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ADMINISTRAÇÃO 5 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A IMPORTÂNCIA DO PROCESSO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO PARA A INSERÇÃO DE ESTUDANTES AO MERCADO DE TRABALHO Gabriel Moraes de Oliveira1 Victor Douglas da Silva Santos 2 A contratação de estagiários é de grande utilidade para as empresas por ser a forma de ter um colaborador regular de maneira mais econômica; com isso, cabe ao agente de integração ajudar a encontrar e selecionar o estudante que melhor se enquadra ao perfil desejado pela empresa, evitando assim que o candidato se frustre ao ser dispensado em sua primeira oportunidade dentro da área escolhida para carreira e consiga adquirir a experiência necessária para encontrar um emprego. Por isso o presente trabalho busca responder à seguinte questão problema: Qual a importância do processo seletivo no recrutamento e seleção de pessoas? O objetivo do mesmo é discutir sobre as técnicas utilizadas no processo seletivo dentro da instituição, visando ter maior sucesso na contratação. Entende-se que o recrutamento é a maneira como os candidatos serão identificados e capitados para o processo seletivo, trata-se, por tanto, da forma como a oportunidade é divulgada, a fim de captar o maior número possível de pessoas que se encaixem no perfil desejado e assim formando um processo de seleção (ROCHA; BAYLÃO, 2014). Por essa razão sofre influência direta das condições de trabalho disponíveis no mercado. A seleção é o processo que escolhe entre os indicados pelo recrutamento quais os que mais se aproximam do perfil solicitado para a vaga. Através da comparação, a seleção separa quem deverá ser aprovado ou reprovado no processo seletivo, indicando qual perfil se aproxima mais do considerado ideal. Cada etapa da seleção é algo decisivo para permitir a quem está analisando o perfil, conhecer melhor o candidato, sabendo quais são suas experiências, motivações e habilidades. Durante esta etapa algumas metodologias podem ser utilizadas, como: análise curricular, testes de aptidão, dinâmica de grupo, entrevista individual e verificação de referências. O estudo em questão buscou avaliar como o recrutamento e a seleção ocorrem em uma empresa que atua como agente de comunicação entre o mercado e as empresas. O recrutamento pela Empresa X é feito através de inscrições com cadastro em seu portal. Pelo site os estudantes fazem cadastro 1 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: moraes_75_@hotmail.com 2 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: santos.victor@estacio.br. 6 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X para que possam ter acesso as vagas ofertadas por empresas da região. O próprio programa filtra quem poderá visualizar a oportunidade de acordo com os atributos necessários pré- definidos pela empresa contratante. Os estudantes cadastrados que foram aceitos pelo filtro inicial do site e aprovados pela equipe pedagógica são encaminhadas as empresas requerentes, normalmente, são enviados 3 currículos para uma primeira seleção, e observa- se uma retençãoOs memes são antigos como a história da humanidade e estão diretamente relacionados à evolução cultural. Os memes são informações que se repetem como um vírus, infectam nossos pensamentos, afetam nossos comportamentos e, também, formam nossa cultura (GABRIEL, 2012). Nesta sequência, desde os primórdios da internet, passando pelo contexto histórico da Guerra Fria e atingindo meados de 1990, parte dos computadores dos EUA tinha capacidade de entrar na rede, provedores de internet e estabelecer suas portas de comunicação (CASTELLS, 2003). Os primeiros vestígios de democracia datam de antes da Grécia Antiga. Porém, foi na Grécia Antiga que a democracia se tornou parte do pensamento político e filosófico. Os cidadãos de Atenas dedicavam-se aos encontros para discutir e definir leis. Nas atuais democracias, principalmente, democracia digital, o objetivo é garantir a atuação do cidadão na internet (ANGELO, PAGAN, GUDWIN, 2014). Os memes políticos têm uma posição privilegiada, por meio de apelo emocional (CHAGAS, 2018). Consequentemente, tornou-se comum seu uso como estratégia do marketing e recursos da comunicação para favorecer ou prejudicar candidatos (TORQUATO, 2014). Como metodologia, este artigo usou a pesquisa 33 Pedro Ritti Dias. Graduado em Jornalismo no Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: pedrodiascompany@gmail.com. 34 Docente – Doutora em Comunicação. E-mail: pradorenata@gmail.com 42 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X bibliográfica em artigos científicos, monografias e matérias jornalísticas relacionadas a este tema. O resultado da pesquisa exemplifica como os memes podem ser usados como tática e mecanismo para atacar adversários políticos. Isso pode ser feito para produzir publicações em tom de humor ou posicionamentos críticos. Palavras-chave: mamaefalei; facebook-mamaefalei, são-paulo-eleições-2020, brasil- eleições. REFERÊNCIAS: ANGELO, Tiago Novaes; PAGAN, Cesar Bonjuani; GUDWIN, Ricardo Ribeiro. Das Praças gregas à àgora virtual: um panorama histórico da democracia digital. Universidade Estadual de Campinas, 2014. CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: Reflexões sobre Negócios e Sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. CHAGAS, Viktor. A Febre dos Memes de Política. Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: . Acesso em out 2022. GABRIEL, Martha. Uma brevíssima História do Meme. 2012. Disponível em: Acesso em out 2022. TORQUATO, Gaudêncio. Novo Manual de Marketing Político: campanhas eleitorais, marketing de governantes e parlamentares, gestão de crises, marketing no estado-espetáculo e mudanças. São Paulo: Summus Editorial, 2014. 43 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MÍDIA E REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO DA POLÍTICA: UMA ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO DA PERSONA DE DILMA ROUSSEFF PELA FOLHA DE S. PAULO ENTRE 2014 E 2019 Gabriela Calazans Lopes35 Paulo Roberto Figueira Leal36 A pesquisa tem o objetivo de, por meio da metodologia de análise de conteúdo, verificar de que forma a Folha de S.Paulo construiu suas narrativas sobre a ex-presidenta Dilma Rousseff em distintos períodos, que compreendem as semanas seguintes às eleições de 2014, o impeachment em 2016, a campanha para o Senado de Minas Gerais em 2018 e os primeiros sete dias de 2019. A análise busca identificar se, na cobertura, houve rastros discursivos com valorações relativas à temática de gênero. Tendo em vista a centralidade da mídia para a política, a presente pesquisa faz um estudo sobre o tensionamento de forças entre os dois campos, recuperando de que forma a comunicação se estruturou na modernidade, dando corpo a essa arena de disputa no cenário político. Observando a ascensão do número de plataformas utilizadas para aumentar a visibilidade de atores políticos, a dissertação retoma o debate sobre uma sociedade midiatizada. Acompanhado do cenário comunicacional, o trabalho faz o esforço de compreender como se dá a representação de gênero na política. Para tanto, utiliza de estudos feministas para compreender de que forma a estrutura patriarcal se mantém até a atualidade e suas implicações na vida de mulheres que entram na política – e o caso de Dilma é paradigmático para a discussão. A representação de gênero na política, enquadrada pelo campo midiático, é avaliada nos 49 conteúdos da Folha de S. Paulo que compreendem o corpus de análise. Buscou-se testar a hipótese inicial de que o jornal tivesse operado seus materiais a respeito de Dilma Rousseff ressaltando implicações de gênero, tal como expressões machistas, em diferente número durante os períodos de análise. Entre os principais achados da pesquisa, aponta-se que a Folha de S.Paulo optou por enquadramentos distintos que possuem variação de acordo com o momento. Se, em 2014, a ex-presidenta foi 35 Gabriela Calazans Lopes. Mestranda em Comunicação. Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: calazanslopes.gabriela@gmail.com 36 Gabriela Calazans Lopes. Mestranda em Comunicação. Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: calazanslopes.gabriela@gmail.com 44 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X tratada como inabilitada para atividade política, em 2016, após o impeachment, o delineamento predominante foi o de coadjuvante, caminhando para um possível apagamento. Palavras-chave: Mídia; Política; Gênero; Dilma Rousseff; Folha de S.Paulo. REFERÊNCIAS: AGUIAR, Neuma. (2015), "Patriarcado". In: F L E U R Y -T E IX E IR A , Elizabeth (org.) Dicionário feminino da infâmia. Rio de Janeiro, Editora Fundação Oswaldo Cruz. ARAÚJO, C. Incongruências e dubiedades, deslegitimação e legitimação: o golpe contra Dilma Rousseff. In: RUBIM, L.; ARGOLO, F. (Orgs.). O Golpe na perspectiva de gênero. Salvador: Edufba, 2018, p. 33-50. ÁVILA, Maria Betânia et al. Textos e imagens do feminismo: mulheres construindo a igualdade. Recife: SOS Corpo, 2001. ÁVILA, Maria Betânia. Feminismo e sujeito político. In: Revista Proposta, nº 84-85. Rio de Janeiro: Fase, Mar.-Ago. 2000. Disponível em: Acesso em: 17/07/2022. AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas. Papirus, 1994. BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016. BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 9ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. CARVALHO, Carlos Alberto. O enquadramento como conceito desafiador à compreensão do jornalismo. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2009/resumos/R14-0206-1.pdf CARVALHO, Silvio Augusto. Comunicação e Política. Rio de Janeiro. SESES, 2017. CASTRO, Mary G.; LAVINAS, Lena. Do feminino ao gênero: a construção de um objeto. In: COSTA, Albertina de Oliveira; BRUSCHINI, Cristina. Uma questão de gênero. Rio de http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2009/resumos/R14-0206-1.pdf http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2009/resumos/R14-0206-1.pdf http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2009/resumos/R14-0206-1.pdf 45 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X DANTAS, Fernanda Argolo. “DILMA ROUSSEFF, UMA MULHER FORA DO LUGAR”, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/29934/1/dilma-rousseff-uma- mulher-fora-do-lugar-WEB.pdf DELPHY, Christine. Le patriarcat, le féminisme et leurs intellectuelles. Nouvelles Questions Féministes, n 2, Féminisme: quelles politiques? p. 58-74, out. 1981. GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide: para umateoria marxista do jornalismo. Porto Alegre, 1987. GIDDENS, Antony. As consequências da Modernidade. 2 ed. São Paulo. UNESP, 1991. GIDDENS, Antony. Modernidade e Identidade. 1 ed. Rio de Janeiro. Zahar, 2002. GOFFMAN, Erving . Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro. LTC Editora, 1988. Perspectivas. São Paulo, v.31, jan/jun. 2007 HALL, Stuart. A identidade cultural na Pós-Modernidade. 6 ed. Rio de Janeiro. DP&A, 1998. HAN. Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 1 ed. Petrópolis. Vozes, 2015. Impeachment de Dilma Rousseff marca o ano de 2016 no Congresso e no Brasil. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/12/28/impeachment-de-dilma- rousseff-marca-ano-de-2016-no-congresso-e-no-brasil. Acesso em 25/07/2022. JOHNSON, Richard. In: SILVA, Tomaz (org). O que é, afinal, Estudos Culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 1999, p. 9-131. LIMA, V. A. de. “Os Mídia e a Política”, in M. das G. Rua e M. I. Carvalho, O Estudo da Política – Tópicos Selecionados. Brasília, Paralelo 15, 1998. LIMA, V. A. Mídia. Crise política e poder no Brasil. São Paulo: Perseu Abramo, 2006 Lima,Elizabeth Christina de Andrade; Oliveira. Jessica Thais Pereira. Relações de gênero e misoginia na construção da imagem pública de Dilma Rousseff. 2015. Disponível em https://periodicos.ufpe.br/revistas/reia/article/viewFile/229999/24184 LOBO, Elisabeth Souza. O trabalho como linguagem: o gênero do trabalho. In: COSTA, Albertina de Oliveira; BRUSCHINI, Cristina. Uma questão de gênero. Rio de Janeiro: Rosados tempos, 1992. https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/29934/1/dilma-rousseff-uma-mulher-fora-do-lugar-WEB.pdf https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/29934/1/dilma-rousseff-uma-mulher-fora-do-lugar-WEB.pdf https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/12/28/impeachment-de-dilma-rousseff-marca-ano-de-2016-no-congresso-e-no-brasil https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/12/28/impeachment-de-dilma-rousseff-marca-ano-de-2016-no-congresso-e-no-brasil https://periodicos.ufpe.br/revistas/reia/article/viewFile/229999/24184 46 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MACHADO, Lia Zanotta. Perspectivas em confronto: relações de gênero ou patriarcado contemporâneo? In: Sociedade Brasileira de Sociologia (Ed.) Simpósio Relações de Gênero ou Patriarcado Contemporâneo, 52ª Reunião Brasileira para o Progresso da Ciência. Brasília: SBP, 2000. MIGUEL, L. F. Capital político e carreira eleitoral: algumas variáveis na eleição para o congresso brasileiro. Rev. Sociologia Política, Curitiba, v. 20, p. 115-134, jun. 2003. MISOGINIA. In: MICHAELIS, Dicionário Online. Editora Melhoramentos, 2015. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=misoginia . Acesso em: 17/07/2022 MORGANTE, Mirela Marin; NADER, Maria Beatriz. O patriarcado nos estudos feministas: um debate teórico. Disponível em: http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1399953465_ARQUIVO_textoA NPUH.pdf MOSCOVICI, S. Representações Sociais: Investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 2013. MOTTA, Luiz Gonzaga. Enquadramentos lúdico-dramáticos no jornalismo: mapas culturais para organizar narrativamente os conflitos políticos. Porto Alegre. Intexto, 2007. MOUILLAUD, Maurice. “A Informação ou a Parte da Sombra”. In: PORTO, Sérgio Dayrell (org.). O Jornal: da forma ao sentido. 2a ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002. (Coleção Comunicação, 2). NÓRA, Gabriela. Segmentação no jornalismo impresso: representação e fragmentação do real. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0010- 1.pdf Oliveira; BRUSCHINI, Cristina. Uma questão de gênero. Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, PATEMAN, Carole. O contrato sexual. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. PENA, F. Teoria do Jornalismo. São Paulo. Contexto, 2005. PESQUISA BRASILEIRA DE MÍDIA: https://www.abap.com.br/wp- content/uploads/2021/06/pesquisa-brasileira-de-midia-2016.pdfACESSO EM 26/07/2022 https://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=misoginia http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0010-1.pdf http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0010-1.pdf http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0010-1.pdf https://www.abap.com.br/wp-content/uploads/2021/06/pesquisa-brasileira-de-midia-2016.pdf https://www.abap.com.br/wp-content/uploads/2021/06/pesquisa-brasileira-de-midia-2016.pdf 47 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PESQUISA PERFIL DO LEITOR DA FOLHA DE S.PAULO: http://www.publicidade.folha.com.br/folha/perfil_do_leitor_nacional.shtml ACESSO EM: 13/10/2022 PORTO, Maria Stela Grossi. Mídia, segurança pública e representações sociais. Revista Tempo Social, Vol. 21, n° 2, São Paulo, 2009. RODRIGUES, A. D. Estratégias da Comunicação. Lisboa: Presença Editorial, 1990. RODRIGUES, A.D > http://bocc.ubi.pt/pag/rodrigues-adriano-expcampmedia.pdf acesso em 28/07/2022 SAFFIOTI, Heleieth I. B. Rearticulando gênero e classe social. In: COSTA, Albertina de O.; BRUSCHINI, Cristina (Orgs.). Uma questão de gênero. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos; São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1992. SCOTT, Joan. Gênero, uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1995. SHEUFELE, D.A. Framing as a theory of media effects. Journal of Communication, New York, v. 49, n. 1, p. 103-122, mar. 1999. SILVA, Marlon Garcia. Concepção materialista e dialética da história desde A Ideologia Alemã. Disponível em: http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/v11_marlon_GX.pdf SINGER, A. Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. SOUZA SILVA, Rafael. O zapping jornalístico: da sedução visual ao mito da velocidade. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica). São Paulo. PUC-SP, 1996. STASIAK, D. Sociedade midiatizada: as afetações do campo dos media na contemporaneidade. Comunicação & Informação, v. 12, n. 2, p. 75-88, 2009. DOI: 10.5216/c&i.v12i2.12271 Acesso em: 28 jul. 2022. THOMPSON, John B. 1995. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes. TIBURI, Márcia. A máquina misógina e o fator Dilma Rousseff na política brasileira. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/maquina-misogina-e-o-fator-dilma- rousseff-na-politica-brasileira/. Acesso em 13/08/2022. http://www.publicidade.folha.com.br/folha/perfil_do_leitor_nacional.shtml http://bocc.ubi.pt/pag/rodrigues-adriano-expcampmedia.pdf http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/v11_marlon_GX.pdf http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/v11_marlon_GX.pdf http://dx.doi.org/10.5216/c&i.v12i2.12271 https://revistacult.uol.com.br/home/maquina-misogina-e-o-fator-dilma-rousseff-na-politica-brasileira/ https://revistacult.uol.com.br/home/maquina-misogina-e-o-fator-dilma-rousseff-na-politica-brasileira/ 48 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X TUCHMAN, Gaye. Contando ‘estórias’. In: TRAQUINA, Nelson (org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”. Lisboa. Vega, 1993 TUCHMAN, Gaye. Making News: a Study in the Construction of Reality. Nova Iorque. Free Press, 1978. WEBER, Max. A Ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. WEBER, Max. Sociologia da dominação. In: WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 1991. p. 187-223. WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, Tomaz Tadeu (org.). Identidade e diferença - a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis. Vozes, 2000. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.BORBA, Mário Pereira; BALDISSERA, Rudimar. Das Mídias à Midiatização: Reflexões Sobre Opinião Pública. In: Anais do III ABRAPCORP, São Paulo: UFRGS, 2009. BORELLI, Viviane. Midiatização, dispositivo e os novos contratos de leitura geram uma outra religião. Universidade Federal de Santa Maria, 2007. Disponível em: . COSTA, Rogerio da. A Cultura Digital. São Paulo: Publifolha, 2003 (Folha Explica) FAUSTO NETO, Antonio. Fragmentos de uma «analítica» da midiatização. Revista Matrizes. São Paulo: ECA/USP, ano 1, nº 1, 2008. Disponível em: http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/88/136. GOMES, Pedro Gilberto. Midiatização: um conceito, múltiplas vozes. Revista Famecos, Porto Alegre, v. 23, n. 2, maio, junho, julho e agosto de 2016. Disponível em. 49 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X HALL. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais. SOVIK, Liv (Org.); RESENDE, Adelaine La Guardia (Trad.) Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da Unesco no Brasil, 2003. HJAVARD, Stig. Matrizes. Ano 5 – nº 2 jan./jun. 2012 - São Paulo - Brasil –p. 53-91 online http://www.periodicos.usp.br/matrizes/article/view/38327/0 LASTA, Elisângela. A práxis reflexiva das Relações Públicas na Sociedade Midiatizada: mediação estratégica comunicacional nos blogs corporativos. Tese (Doutorado em Comunicação) – Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, 2015. Disponível em: . MARTINO, Luis Mauro. Matrizes, Midiatização da religião e Estudos Culturais: uma leitura de Stuart Hall* V.10 - Nº 3 set/dez. 2016 São Paulo - Brasil p. 143-156 https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/download/124655/121884 SODRÉ, Muniz. “Eticidade, campo comunicacional e midiatização”. In: MORAES, Denis. Sociedade Midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006. VERÓN, Eliseo. Teoria da midiatização: uma perspectiva semioantropológica e algumas de suas consequências. Matrizes, São Paulo, nº 1, janeiro/junho de 2014. Disponível em: . WOLTON, Dominique. Informar não é comunicar. Porto Alegre: Sulinas, 2010. 50 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO: COMO O CINEMA PODE SER USADO COMO MÉTODO DE FORMAÇÃO Sabrina Araujo Garcia37 Eduardo Antônio de Jesus38 A lei nº 13.006 de 26 de junho de 2014, altera diretrizes e bases da educação nacional, tornando obrigatória a exibição de filmes de produção nacional para estudantes da educação básica. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho é desenvolver uma metodologia para exibir filmes brasileiros no Ensino Médio. Para o desenvolvimento do método, propõe-se a análise do longa “Temporada” (André Novais, 2018), realizado pela Filmes de Plástico39. O filme escolhido conta a história de Juliana - uma mulher negra, gorda e periférica – que deixa a cidade de Itaúna para assumir um novo emprego como Agente de Saúde em um dos bairros da periferia de Contagem. Aos poucos, de forma delicada e sensível, somos apresentados à periferia e aos muitos desencontros da vida de Juliana, que revelam sutilmente o tom mais monótono de seu cotidiano, como o abandono do marido, os poucos amigos e outros desafios de construir uma vida nova. Essas questões nos permitem ver o filme como um potente recurso para refletir questões que atravessam a vida de inúmeros sujeitos. Formas de representação, a condição da mulher negra, as formas de vida nos territórios periféricos, e naturalmente, as questões ligadas ao domínio da imagem. A análise do filme fundamenta-se primordialmente na ação de “ver-junto”. Segundo Desanti, este ato parte de uma significação subjetiva, que busca convocar os repertórios culturais de cada sujeito para completar as lacunas presentes nas imagens, uma vez que elas são assimétricas em relação ao real e, justamente por isso, mostram-se incapazes de representar algo que seja completamente fiel à realidade. Ou seja, é justamente esta falta, esta cópia incompleta do real que impede que a ação de “ver-juntos” possa ser considerada simples, uma vez que é a convocação dos repertórios individuais que completa esta imagem de maneiras diferentes. Desta forma, 37 Discente - Jornalismo - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - UFMG. E-mail: sabrinagarcia.sag@gmail.com 38 Docente - Departamento de Comunicação Social - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - UFMG. E- mail: edujesus2010@gmail.com 39 A Filmes de Plástico foi criada em 2009, na periferia de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, justamente para produzir filmes que criam outras representações dos bairros mais pobres, para além das narrativas de violência e pobreza que são frequentemente retratadas nas manchetes dos jornais e em muitos outros filmes. 51 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X quando o público de um filme é formado por mulheres negras, parte dessa bagagem cultural acionada pelo filme surge através do olhar opositor, definido por bell hooks como o prazer de assistir aos filmes não com base na representação e no reconhecimento, como foi pautado por Laura Mulvey em 1973 em relação à cinefilia de mulheres brancas, mas fundamentado na percepção crítica, que tensiona os discursos colocados em tela, sejam eles ligados às questões de gênero, raça, sexualidade, dentre outros. A execução da metodologia proposta articulou-se em duas etapas. A primeira se deu a partir da escolha dos materiais audiovisuais que foram trabalhados em sala de aula, bem como do recorte pelo qual a análise foi desenvolvida. Neste sentido, o conceito de “Constelação Fílmica", definido por Mariana Souto como um dispositivo para colocar em relação diferentes produtos audiovisuais, foi adotado como base para a articulação do longa e outras obras. Como o filme “Temporada” foi abordado de acordo com as perspectivas feminista e da territorialidade urbana, foram escolhidas outras produções que fossem capazes de abarcar pelo menos um destes temas. Para analisar o filme sob a ótica do feminismo, foram escolhidas produções para compor a constelação “Feminismos” e para analisar as questões do filme ligadas ao território, foram escolhidas produções que formaram a constelação ‘Territorialidades”. A segunda etapa do projeto foi desenvolver presencialmente na oficina extracurricular “Cinema, Feminismo e Territorialidades", junto ao COLTEC - UFMG40. Ao todo, foram realizados três encontros, sendo o primeiro dedicado às produções da constelação Feminismos, o segundo dedicado às produções da constelação Territorialidades e o último, a exibição do “Temporada”. Ainda que a adesão dos estudantes tenha sido baixa, uma vez que apenas seis estudantes participaram dos encontros propostos, aqueles que estavam presentes participaram intensamente, propondo questões ligadas aos temas apresentados. Em alguns momentos - especialmente no encontro destinado à constelação Territorialidades - foi importante que a pesquisadora direcionasse o debate, especialmente abordando a definição de território41 adotada no trabalho. Outra intervenção importante realizada foi no último encontro, na qual a pesquisadora precisou apontar como as demais produções relacionavam-se ao longa. A avaliação dos estudantes com relação à metodologia foi positiva. Alguns apontaram que a ausência dos colegas acontecesse em outras atividades do colégio, de forma que tal fato indicaria falta desinteresse dos próprios estudantes acerca dos temas propostos. 40 Colégio Técnico da Universidade Federal de MinasGerais. 41 O território foi abordado no trabalho sob a sua perspectiva relacional, como foi definido pelo geógrafo Milton Santos no livro “A Natureza do Espaço”. 52 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: feminismo negro; geografia urbana; territorialidades; cinema brasileiro; filmes de plástico REFERÊNCIAS: BRASIL. Lei Federal n° 13.006, de 26 de junho de 2014, acesso realizado em: 11.10.2022-http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2014/lei/l13006.htm DESANTI, Jean-Toussanit. Ver-juntos. Tradução Iara Lucia Ribeiro Evangelista. No prelo. HOOKS, bell. O olhar opositor: mulheres negras espectadoras. In: HOOKS, bell. Olhares Negros: Raça e representação. São Paulo: [s. n.], 2019. cap. 7, p. 182-204. MULVEY, Laura. Prazer Visual e cinema narrativo. In: XAVIER, Ismail (org.). A Experiência do Cinema. São Paulo: [s. n.], 1983. p. 437-454. SANTOS, Milton. Técnica espaço tempo: Globalização e meio técnico-científico- informacional. São Paulo: [s. n.], 1994. SOUTO, Mariana. Constelações fílmicas: um método comparatista no cinema. Galáxia. São Paulo, n. 45, p. 153-165, dezembro 2020. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/44673. Acesso em: 5 set. 2022. 53 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X JUVENTUDES E REPRESENTAÇÕES MIDIÁTICAS: ESTUDO SOBRE A CULTURA DO SKATE EM JUIZ DE FORA - MG Yuri Gomes42 Aline Maia43 O presente artigo tem como objeto privilegiado jovens e a cultura do skate, compreendendo o universo de símbolos e práticas que revelam uma estreita relação entre os sujeitos e a cidade por eles percorrida sobre rodas. Na perspectiva teórica, esta discussão sustenta-se em três eixos: na sociologia da juventude, na tradição dos estudos culturais e nas teorias das representações sociais. Assume-se, ainda, que os jovens precisam ser compreendidos como atores sociais e suas mediações como produtoras legítimas de cultura. A partir de projeto de iniciação científica em fase inicial de execução sobre esta temática, pretende-se criar um espaço de interlocução entre a pesquisa acadêmica e ações afirmativas ligadas à cultura urbana que vêm sendo realizadas em comunidades periféricas das cidades – em nosso estudo, especificamente, em Juiz de Fora, município no interior de Minas Gerais. O objetivo é discutir a construção social das juventudes a partir das representações midiáticas de suas culturas urbanas, buscando compreender o que se toma como valor positivo e o que se silencia no processo de elaboração de tais formas representacionais. Metodologicamente, serão desenvolvidas imersões etnográficas tradicionais e online, análise interpretativa de conteúdo midiático, particularmente jornalístico e publicitário, e pesquisas exploratórias de natureza qualitativa. Entre os resultados esperados, destacam-se algumas possíveis direções para políticas públicas relacionadas às juventudes, além da realização de palestras e oficinas voltadas para jovens moradores de comunidades periféricas juiz-foranas. Palavras-chave: Representações Sociais e Midiáticas. Juventudes. Skate. Juiz de Fora – MG. 42 Discente – Curso de Jornalismo. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: yurikruschswky@hotmail.com 43 Docente – Doutora em Comunicação – Curso de Jornalismo - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: aline.maia@estacio.br 54 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS: BECKER, H. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. BOURDIEU, P. A juventude é apenas uma palavra. In: Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. ____________. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. CLARKE, J. et al. Subcultures, cultures and class: a theoretical overview. In: HALL, S., JEFFERSON, T. (eds.). Resistance through rituals: youth subcultures in post-war Britain. Routledge, 2006. FEIXA, C. De la Generación@ a la #Generación: La juventud en la era digital. Barcelona: NED, 2016. GROPPO, L. Juventude: ensaios sobre sociologia e história das juventudes modernas. Rio de Janeiro: DIFEL, 2000. HALL, S. Cultura e representação / Stuart Hall; Organização e Revisão Técnica: Arthur Ituassu;. Rio de Janeiro: Editora PUC; Apicuri, 2016. HAENFLER, R. Subcultures: the basics. New York, Routledge, 2014. HEBDIGE, D. Subculture: the meaning of style. London and New York: Routledge, 2008. HODKINSON, P.; DEICKE, W. Youth Cultures Scenes, Subcultures and Tribes. Routledge, 2007. MARTÍN-BARBERO, J. Jóvenes entre el. palimpsesto y el hiper texto. Barcelona: NED. Ediciones, 2017. ____________. Dos meios às mediações: comunicação, cltura e hegemonia. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2009. MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Ed. Vozes, 2011. PAIS, J. M. Culturas juvenis. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1993. PEREIRA, C. Juventude como conceito estratégico para a publicidade. In: Revista Comunicação, Mídia e Consumo. São Paulo: ESPM, v o l . 7 n . 1 8 p. 3 7 - 5 4, mar. – 2010. SAVAGE, J. A criação da juventude: como o conceito de teenage revolucionou o século XX. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. WHYTE, W. F. Sociedade de esquina. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. 55 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ESQUADRÃO DA MODA: REFLEXÕES SOBRE REPRESENTAÇÕES DO CORPO E “PADRÃO” DE BELEZA Bruno Lara44 Aline Maia45 Os meios de comunicação são potentes difusores de informação, entretenimento e de representações na atualidade. Partindo desta premissa, compreendemos o lugar, a agilidade e a facilidade das mídias em fazer chegar, a distintas pessoas, conteúdos dos mais diversos. Visando especificamente a televisão, encontramos este veículo ainda presente na maioria dos lares brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019). A TV ligada na sala das casas (ou, na palma da mão das pessoas) significa uma numerosa gama de “modelos ideais” de ser, ter, agir propostos aos telespectadores via programas apresentados. Programas de TV aberta, por exemplo, podem entrar nas casas sem pedir licença, vendem determinada imagem de “perfeição” de vida, de comportamento, de corpo, mostram o que é ser “belo”, “ensinam” o que é “bom, bonito, aceitável”. Instigados por este panorama, construímos, então, a presente reflexão que tem como objetivos: a) discutir representações midiáticas sobre corpo e padrão de beleza e b) refletir sobre como um programa popular de TV atua na construção e difusão de tais representações. Para tanto, tomamos como objeto de investigação o programa Esquadrão da Moda, no ar desde 2009, no SBT – emissora considerada de programação popular. Apresentado como um reality show, propõe a mudança no visual de pessoas “comuns”, a fim de (re)apresentá-las como “estrelas”. Para este estudo, utilizamos como metodologias a revisão bibliográfica - para buscar embasamento e relacionar mídia, corpo e representação - e a análise de conteúdo – que, de acordo com Rosana Mendes e Rosana Miskulin (2016), é útil para “captar o universo das percepções, das emoções e das interpretações dos informantes em seu contexto” (MENDES, MISKULIN, 2016, p.04 apud CHIZZOTTI, 1991, p.82). Voltamos nossa atenção a cinco programas exibidos no mês de abril de 2022, escolhidos por amostragem. Observamos a estrutura do programa, a narrativa dos apresentadores, os principais quadros e a abordagem aos personagens a fim de compreender as representações propostas para corpo e beleza. Assim, desenvolvemos a nossa reflexão em quatro partes: a primeira contempla a revisão bibliográficasobre mídia, corpo e representação, de forma que recorremos a autores da 44 Graduado em Jornalismo. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: brunolarasilva02@gmail.com 45 Docente – Doutora em Comunicação – Curso de Jornalismo. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: aline.maia@estacio.br 56 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Comunicação, da Sociologia e da Psicologia Social para compreendermos as temáticas-chave deste estudo. A segunda parte apresenta um breve histórico do programa analisado, o Esquadrão da Moda. Em um terceiro momento temos nossa análise do reality. Por fim, elencamos aquilo que encontramos de recorrências entre os episódios analisados, apontando para uma representação do corpo e do padrão de beleza enquanto elementos distantes de pessoas “comuns”, mas sempre atrelada à ideia de ser/ter determinados atributos físicos e materiais. Concluímos que o corpo modelo é construído culturalmente e socialmente – e a mídia exerce importante papel nesta construção -, pois ele é como um objeto que se transforma em cartão de visita, valorizado e apreciado pela maioria das pessoas, desconsiderando quaisquer outros aspectos a não ser o físico. Quando o corpo é diferente do que é considerado “belo, saudável, magro, jovem, tonificado”, começa a ser o inimigo primordial das pessoas, a falta de aceitação e a necessidade da padronização afeta negativamente nossas vidas. Palavras-chave: Comunicação. Representações Sociais e Midiáticas. Corpo. Esquadrão da Moda. REFERÊNCIAS: ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. Comum- Rio de Janeiro, v.6, n.17, p. 111 a 125, 2001. ANDRADE, Sandra. Saúde e beleza do corpo feminino- algumas representações no Brasil do século XX. Movimento, Porto Alegre, v.9, n.1, p.119-143, 2003. BERTOLINI, Jeferson. Jornalismo e corpo: um estudo sobre a representação do corpo no jornalismo de tv e na percepção de telespectadores. Revista Pauta Geral- Estudos em jornalismo, Ponta Grossa, v.5, n.2, p.255-270, 2018. BERTOLINI, Jeferson. O corpo na esfera da mídia: entre representações sociais e biopoder. Ação midiática, n.11, Curitiba, 2016. FORT, Mônica. SKURA, Ivania. BRISOLARA, Cristina. Corpos jovens e magros: imposições midiáticas, pressões sociais, angústias pessoais. Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, PR, 2016. 57 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MAIA, Aline. AZEVEDO, Marcella. PEREIRA, Cláudia. Celebridades do Passinho: mídia, visibilidade e reconhecimento dos jovens da periferia. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2014. MAIA, Aline. Rabisca e Publica: juventudes e estratégias de visibilidade social e midiática do passinho carioca ao ativismo de Nova Orleans. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Comunicação Social, 2017. PEDRO, Ana Carolina. Adequando Mulheres, Produzindo “vítimas”: Uma análise sobre o discurso do Esquadrão da Moda. São Carlos, 2018. SANTIAGO, Leonéa. OLIVEIRA, Noêmia. BULHÕES, Alexandre. SIMÕES, Antonio. Representações sociais do corpo: Um estudo sobre as construções simbólicas em adolescentes. Rev. bras. Educ. Esporte, São Paulo, v.26, n.4, p.627-43, 2012. SOUZA, Carolina. A mídia como pilar para a gordofobia- Análise da revista Boa Forma. Centro Universitário Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, 2017. 58 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X DESIGN 59 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A ESTIGMATIZAÇÃO DA MONKEYPOX EM RELAÇÃO A COMUNIDADE LGBTQIA+ Arthur de Mello Souza46 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho47 Leonardo Ramos de Toledo48 O presente trabalho tem a finalidade de mostrar como a Monkeypox, popularmente conhecida como varíola dos macacos, vem sendo retratada nas mídias com uma linguagem estigmatizante e os efeitos que isso tem sobre a comunidade LGBTQIA+. Após o surto, a rede de televisão e rádio americana NBC publicou uma matéria informando sobre os riscos e quais precauções devem ser tomadas perante o vírus, porém a forma como a notícia foi construída, enfatizando que os casos mais comuns são entre homens homossexuais e bissexuais, entende-se que a Monkeypox afeta exclusivamente indivíduos da comunidade, mesmo que haja informações dizendo que qualquer indivíduo pode ser contaminado. (BROOKS, 2022) Em um outro exemplo, o tabloide britânico Daily Mail sugeriu que homens homossexuais fossem os primeiros a receber a vacina contra a varíola, já que ela é eficaz contra a Monkeypox. Observa-se em ambas as notícias que o foco da atenção está na comunidade LGBTQIA+ por serem o maior grupo de risco de contaminação, porém essa atenção tem sido interpretada de forma errônea e indivíduos desinformados passam a ver a Monkeypox como a “doença dos gays”. Com toda essa repercussão, pesquisadores e médicos têm percebido uma relação entre ao surto de Mpnkeypox e epidemia de HIV, ambos têm a comunidade LGBTQIA+ como maior foco de propagação fazendo assim que indivíduos da comunidade sejam tratados como párias da sociedade. O estigma dirigido a um determinado 46Arthur de Mello Souza. Graduando em Design Gráfico. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: arthurmellosouza@gmail.com 2Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: ezidras@hotmail.com ³Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com mailto:arthurmellosouza@gmail.com mailto:ezidras@hotmail.com mailto:leodetoledo@yahoo.com 60 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X grupo de indivíduos alimenta o medo e impede seriamente a investigação de surtos, identificação de casos e intervenções de saúde pública. As repercussões de rotular a infecção pelo HIV como uma doença homossexual levaram a um sofrimento incalculável nas comunidades gays na década de 1980, que foram culpadas pela epidemia (TITANJI, MAKOFANE, DR. NEURO, 2022). Um detalhe que se repete em ambos os surtos, é a desinformação por parte da própria mídia que mesmo com o objetivo de informar a população, acaba criando esse estigma, causando medo e pânico na população em geral. Com todas essas informações em pauta, este trabalho tem o foco em mostrar a responsabilidade social que o designer tem perante as construções de notícias com temas sensíveis e as possíveis consequências caso essa falta de cuidado chegue à população geral. Palavras-chave: monkeypox; estigma; hiv; lgbtqia+; REFERÊNCIAS: “UNAIDS alerta sobre linguagem estigmatizante relacionada à varíola dos macacos”, unaids.org.br, 2022. Disponível em: https://unaids.org.br/2022/05/comunicado-a- imprensa_variola_dos_macacos/ Acesso em: 24 mai 2022 Titanji, Boghuma; Makofane, Keletso; @neurofourier; “Monkeypox is Not a Gay Disease”, plos.org. 2022. Disponível em: https://speakingofmedicine.plos.org/2022/05/19/monkeypox-is-not-a-gay-disease/ Acesso em: 29 mai, 2022 Goffman, Erving; “Estigma – notas sobre a manipulação da identidade deteriorada.” Brasil: LTC, 1981. https://unaids.org.br/2022/05/comunicado-a-imprensa_variola_dos_macacos/ https://unaids.org.br/2022/05/comunicado-a-imprensa_variola_dos_macacos/ https://speakingofmedicine.plos.org/2022/05/19/monkeypox-is-not-a-gay-disease/ 61 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X NARRATIVA GRÁFICA: DO HUMOR À TRAGÉDIA Francisco Roque Moroni Junior49Ezidras Farinazzo Lacerda Filho50 Leonardo Ramos de Toledo51 Com o objetivo de discorrer sobre o impacto que a arte sequencial em conjunto com a narrativa gráfica tem sobre o leitor, este artigo se propõe a uma análise comparativa de duas obras de mangá com demografias e gêneros literários opostos, o mangá Berserk de Kentaro Miura, atualmente publicado pela Monthly Animal House, um quadrinho com narrativa densa e ilustração de mesmo teor, proporciona ao leitor momentos de agonia e desespero. Já Dr. Slump de Akira Toriyama, publicado pela renomada revista Shonen Jump, possui trama episódica e voltada para o humor nonsense, que possui ilustrações mais simples e um arranjo de quadros descompromissado, focando principalmente nas ações das personagens do que na narrativa em si. O visual da obra é parte fundamental para a narrativa gráfica, é ela a responsável por conduzir o leitor entre os quadros, chocá-lo e instigar curiosidade e atenção, sendo de forma mais próxima da realidade, ou de forma cartunesca.Como Will Eisner chega à conclusão no livro Comics and Sequential Art, o processo do leitor com a arte sequencial não é só como espectador, ele, com sua bagagem até o prévio momento da leitura da obra, a absorve a narrativa, tanto visual quanto verbal de forma única, tornando assim a narrativa gráfica uma forma de leitura dinâmica, contrastando muito com a literatura usual. Visa-se com esse artigo destrinchar a maneira com que essas obras, que possuem temas e demografias divergentes se comunicam com o leitor, e também fazer o questionamento de como a ilustração e a forma que ela é empregada no contexto do quadrinho influência no momento da leitura, assim mostrando que uma narrativa visual agrega de formas diversas a públicos diversos. 49 Francisco Roque Moroni Junior. Discente de graduação. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E- mail: narutoroquegaiden@gmail.com 50 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 51 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 62 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-Chave: arte sequencial; narrativa gráfica; quadrinho; visual; ilustração. REFERÊNCIAS: EISNER, Will. COMICS AND SEQUENTIAL ART. 1ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 63 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A IMPORTANCIA DA GERÊNCIA DENTRO DO DESIGN Joao Henrique de Matos Nascimento52 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho53 Leonardo Ramos de Toledo54 Neste resumo fala-se sobre a gerência dentro do design e o porquê de ela impactar tanto nos processos, desde o primeiro esboço até a finalização e a entrega para o cliente. A gerência é ato administrativo de pensar de decidir e agir, para que os processos consigam progredir e serem executados da melhor forma possível, lidando com as pessoas explorando seus potenciais, analisando os comportamentos, extraindo o melhor de cada um. Esses pontos são de extrema importância para o design, como é uma área muito ampla com vários profissionais trabalhando dentro de um projeto ou vários projetos, no meio desse processo a gerência é constantemente. Para que todos os profissionais que estão trabalhando fiquem centrados e sem dúvidas, com todas as dúvidas sanadas é importante uma gerência detalhada, muito explicativa, comunicativa, para passar esses projetos da melhor forma possível para cada um e não ficar ter que ficar voltando várias vezes em um único ponto. Uma gerência malfeita atrasa projetos, a perca de capital é muito alta com grande, desperdício grande de tempo pois os profissionais sem informações importantes não conseguem desenvolver os projetos necessários e acabam fazendo coisas desconexas. Por estas questões uma das áreas que a gerência mais impactada é a área do design pois a relevância que ela tem com a parte de relação com as pessoas externas é muito grande e importante para que sejam coletadas informações de forma correta e que passam ser passadas para a produção. Como dito anteriormente reconhecer os potenciais é muito importante dentro dos projetos, saber em qual área do design o profissional domina faz toda diferença para um projeto bom e rápido, muitas vezes por melhor que você seja como administrador não conhecer a equipe pode gerar sérios danos. Saber lidar com todos é o que faz a gerência funcionar de forma tranquila, sem conhecimento não a gerência não dá para tocar uma música sem saber o ritmo que vai tocá- 52 Joao Henrique de Matos Nascimento. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail:joaohenriquematos89@gmail.com 53 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 54 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 64 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X la. A relevância que a gerência tem dentro do design é muito grande porque ela precisa ser tratada de uma forma diferente de outras áreas profissionais pois ela está atrelada a todo o processo, coordenando a equipe passando os trabalhando, tirando as dúvidas analisando a equipe e os indivíduos daquela equipe tudo isso a gerência tem que estar atenta e cada dia, e sempre buscando e pesquisando inovações para que a sua equipe se desenvolva melhor e evoluam constantemente. Palavras-chave: Gerencia; Design Gráfico; Equipe; Desenvolvimento; Gestão. 65 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X OUTSIDE FESTIVAL: BRANDING COM FOCO NA CRIAÇÃO DE IDENTIDADE VISUAL DE UM FESTIVAL DE MÚSICA FICTÍCIO Julia Pinto Bicalho de Abreu55 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho56 Leonardo Ramos de Toledo57 Na década de 1960 e 70, os festivais de música desempenharam um importante papel na circulação de ideias liberais, portanto, muitos desses eventos acabaram em violência por conta dos militares, visto que centenas de jovens reunidos podendo ter ideias “perigosas” eram uma ameaça ao governo da época. O Rock in Rio foi o primeiro festival brasileiro em grande escala e ocorreu no ano em que os militares desistiram do poder, em janeiro de 1985. Durante a década de 90, com a estabilização do sistema monetário que ocorreu durante estes anos, além de gerar um importante aumento no poder de compra de grande parte da população, também permitiu uma maior circulação de ideias e estilos musicais, com artistas nacionais e internacionais. (AUGUSTO, 2015) Tendo em mente o parágrafo anterior, a criação desse projeto, além de levar diversão e boas memórias para os moradores de Juiz de Fora e região, também tem como objetivo revolucionar, aos poucos, a economia da cidade. De acordo com o G1 (GIMENEZ, 2022), o Rock in Rio 2022 gerou um impacto de R$1,7 bilhão para a cidade, além disso, gerou cerca de 28 mil empregos e trouxe 360 mil turistas para o Rio de Janeiro. Levando em consideração os dados anteriores e trazendo para a realidade de um festival inicialmente pequeno e não sediado em uma capital, pode-se contar com um impacto relativamente menor, porém bom para Juiz de Fora. O projeto será a criação de um branding para o festival fictício chamado Outside Festival, fazendo referência ao nome da cidade. Contará com um estudo de público-alvo, posicionamento e voz da marca e com o design da identidade visual, área que será maisaprofundada durante este projeto. Ficticiamente, o festival ocorrerá durante alguns dias, tendo um mix de estilos musicais diferentes. Será dada preferência para estilos que atraem maior parte da população jovem, entre eles o hip hop, o pop e para representar os estilos de origem brasileira, poderá contar 55 Julia Pinto Bicalho de Abreu. Graduanda em Design Gráfico. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: juliapbicalho@gmail.com 56 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 57 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 66 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X também com MPB, funk e pagode. O público-alvo desse projeto é definido por um grupo de pessoas que possuem características em comum, dentre elas, sexo e idade, e que compartilham do mesmo interesse pela música. O Outside Festival tem como público-alvo, jovens adultos, homens e mulheres, entre 18 a 35 anos, de classe média, que possuem gosto pelas músicas e artistas brasileiros da atualidade que fazem parte dos estilos musicais que foram citados anteriormente. O branding do festival será apresentado como jovial, alegre, comunicativo e extrovertido. Para representar de forma visual essas características, a paleta de cores foi escolhida a partir de uma análise da autora Eva Heller (A Psicologia das Cores: Como as cores afetam a emoção e a razão, 2014, p.32), onde as cores verde, amarelo, rosa e branco em conjunto representam a juventude. Além dessa análise, dentre a seleção de cores também possui as duas principais da bandeira do Brasil e que também representam a vitalidade e energia, sensações que o festival deseja transmitir para quem o frequentar. A identidade visual do projeto irá ser responsável por todo o universo da marca que será apresentado para o seu público. Irá contar com logos e variações do mesmo, paleta de cores, tipografia e elementos visuais de apoio da marca. Além disso, serão construídos os designs para divulgação do evento, tanto para as mídias sociais quanto impressos e a cenografia do evento. Para explicar como deve ser feita a aplicação dessa identidade, será criado um manual da marca onde será especificado a utilidade de cada item entregue. Palavras-chave: festival; identidade visual; branding. REFERÊNCIAS: Costa, A. F., Alves, D. P., , Martins, G. R. C., da Silva, I. G., Gomes, T. M. (2009). Tipografia: panorama evolutivo histórico e tecnológico, v. 5, n. 9. Disponível em . Acesso em 12 nov. 2022. GIMENEZ, Elza. Rock in Rio gerou impacto de R$ 1,7 bilhão para a cidade. G1 GLOBO, G1, p. 1, 12 set. 2022. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2022. HELLER, Eva. A Psicologia das Cores: Como as cores afetam a emoção e a razão. Local: p.32. Editora: Olhares, Ano: 2014. 67 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X KLEON, Austin. Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade. Local: p.46. Editora: Rocco, Ano: 2012. KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. [S. l.: s. n.], 2019. Liburd, J., & Derkzen, P. (2009). Emic perspectives on quality of life: The case of the Danish Wadden Sea Festival. Tourism and Hospitality Research, 9(2), p. 132–146. Acesso em 20 out. 2022 Think with Google. Documento eletrônico. Disponível em . Acesso em 20 out. 2022. WONDERLAND In Rave. Documento eletrônico. Disponível em . Acesso em 07 de out. 2022. Zago, A. P., de Sales, G. A. F., & de Oliveira, P. F. (2013). Eventos culturais e stakeholders: a gastronomia como fator promocional do turismo no Festival Revelando São Paulo, SP. Rosa dos Ventos, 5(2), p. 333-348. Disponível em: . Acesso em 20 out. 2022. 68 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A HISTÓRIA DO CHEVROLET OPALA E SEU REDESIGN FUTURO Matheus Marangon Ferraz58 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho 59 Leonardo Ramos de Toledo60 O trabalho de conclusão de curso aborda o projeto, em nível conceitual e estrutural, o redesign de um automóvel, o Chevrolet Opala, um automóvel fabricado pela General Motors do Brasil, com o intuito de recriar o do projeto deste automóvel. O projeto chamado de 676 foi apresentado no ano de 1966, levou cerca de dois anos para a conclusão do projeto, sendo apresentado no salão do automóvel em São Paulo no ano de 1968, já como linha 1969. A composição do Opala teve inspirações na carroceria alemã do Opel Rekord C, com a mecânica do norte-americano Chevrolet Impala (Douglas Mendonça, 2021). Foi fabricado ao longo de 23 anos, na cidade de São Paulo, passando por atualizações estéticas e mecânicas, mas sempre mantendo o projeto original, até o fim de sua produção em 1992 com mais de um milhão de unidades vendidas sendo considerado um veículo robusto e confortável, com um bom espaço aos ocupantes, um veículo que teve diversos usos, como veículo particular, táxi e viatura de polícia. Sendo eleito o carro do Ano em 1972 (Revista Auto Esporte, 1972). Tinha duas opções de motorização, com quatro ou seis cilindros, sempre carburados, tanto para as versões básicas, luxuosas ou esportivas, foram disponibilizadas as versões standard, versão mais básica da categoria, a partir de 1971 teve o nome modificado para Especial, a versão luxo, uma versão mais cara, com acabamento superior e com cromados exteriores, sendo oferecido como opcionais, freios a disco, teto de vinil e melhorias na motorização, posteriormente foi lançada uma versão melhor, colocando esta como intermediária. Lançada em 1971, a Gran Luxo era posicionada como a versão topo de linha, com acabamento superior ao Luxo. Com duas opções de carroceria, a versão coupe ou sedan, em 1971, a versão esportiva SS, foi lançada para disputar o mercado de carros esportivos, vindo com acabamento diferenciado, como volante de 3 raios, rodas esportivas, painel com conta-giros de escala até 6 mil rpm e faixas esportivas com a inscrição SS nos para-lamas, sendo o 58 Matheus Marangon Ferraz. Graduando em Design Gráfico. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: matheusmarangonferraz@hotmail.com 59 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 60 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 69 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X destaque da versão o então novo motor 4100, bancos individuais e câmbio de quatro marchas no assoalho (Fernando Garcia, 2021). A General Motors do Brasil poderia produzir novamente o Opala? (Revista Auto Esporte, 2009). De acordo com as projeções isso não é só possível, como já deveria ter acontecido. Para celebrar os 60 anos do Chevrolet opala em 2028, será produzido um redesign atual, um modelo cheio de especulações e curiosidades. O novo design do Chevrolet Opala tem como base nas versões SS, uma versão com apelo mais esportivo da marca. Com faróis largos e estreitos, setas separadasornando com o farol, a logo da Chevrolet foi colocada no centro da grade junto com um emblema SS em vermelho no canto inferior direto da grade, os frisos cromados da grade contará com LEDS contornando o formato dela com extensão para o farol, o para-choque dianteiro inclui uma grande entrada central com formato de colmeia. O novo conceito mantém as coisas limpas e simples, com uma carroceria curvilínea enfatizando o formato antigo do Opala, o famoso “Fastback”, A lateral é enfatizada por vincos que remetem aos “Muscle Cars” enquanto os contornos das janelas e frisos são feitos em cromo. A placa de identificação do Opala SS 2028 pode ser encontrada na parte inferior da porta, enquanto o emblema SS foi adicionado a pilar posterior. A traseira do novo Opala SS 2028 é quadrada para oferecer um porta-malas grande e espaçoso, a lanterna traseira é de formato longo e retangular semelhantes aos Opalas produzidos nos anos 80 e 90. O conceito apresentado terá pintura preta, dando ao Chevrolet Opala moderno uma estética clássica, as rodas são aro 17 inspiradas nos modelos da marca Cragar e também nos modelos originais dos Opala SS. Este trabalho tem como finalidade, representar para o público, o design clássico, com novidades contendo melhorias na sua construção, combinando a segurança da atualidade, baixo emissão de poluentes, mesclando a esportividade deste novo automóvel. Palavras-chave: Chevrolet; General Motors do Brasil; Opala; Redesign. REFERÊNCIAS: SANDLER, Paulo Cesar. Clássicos do Brasil – Opala, 2ª edição. Rio de Janeiro – RJ, Editora: Alaúde, 14 julho 2022. SANDRO, Sylvio. Opala O Chevrolet Mais Amado Do Brasil, 1ª edição. Rio de Janeiro, 2000. 70 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O BOM SEVIÇO A DESINFORMAÇÃO Rodrigo Bispo Luz Raimundo61 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho62 Leonardo Ramos de Toledo63 Na opinião popular, tem-se o entendimento de que a cannabis é proibida por ser potencialmente viciante e por ser um risco totalmente letal à saúde. Separando esses populares em dois grupos; uma massa mais conservadora acredita que a repreensão ostensiva das forças de segurança pública no combate as drogas têm gerado resultado. Por outro lado, ativistas defendem que a descriminalização ou legalização de alguns entorpecentes exclusivamente a cannabis, seria uma forma mais eficiente de se gerenciar a crise social instalada. Tendo isso em vista, o objetivo deste é mostrar através de análise fotográfica, que o conhecimento que se se tem sobre a planta é um conhecimento deturpado e que elementos gráficos veiculados por grandes organizações podem ter ajudado a reforçar uma filosofia que demonizava a planta e seus usuários. Serão abordados assuntos sobre a cannabis, um resumo de a sua história, os primeiros usos, o contexto brasileiro e sua proibição ao redor do mundo. Depois de entendermos o que é a planta, para que e por quem era usada e como realmente se deu a parte legislativa, começaremos a entender o porquê foi sentida da necessidade de moldar o pensamento da sociedade sobre o assunto. E então veremos quais elementos do design ajudaram a formar a opinião e todo o repudio que a sociedade emprega sobre o assunto atualmente por memória sociocultural. Palavras-chave: cannabis; cannabis medicinal; propaganda anti-cannabis; propaganda. 61 Rodrigo Bispo Luz Raimundo Graduando em Design Gráfico pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Email: rodrigobispo20z@gmail.com 62 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 63 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com mailto:ezidras@hotmail.com 71 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS: CUNHA, Tatiane. Cannabis: Remédio ou Droga?: Malefícios da cannabis. [S. l.], 8 fev. 2020. Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2020/02/08/cannabis-maconha- diferenca/ . Acesso em: 21 set. 2022. DONAHUE, Michelle. Maconha já era fumada há pelo menos 2,5 mil anos, revela nova pesquisa: Vestígios de maconha altamente potente foram encontrados em artefatos de madeira de 2,5 mil anos atrás enterrados com pessoas que viveram ao longo da Rota da Seda na China.. 05/11/2020. [S. l.], 13 jun. 2019. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2019/06/encontradas-evidencias-de- fumo-de-maconha-ha-25-mil-anos . Acesso em: 12 set. 2022. GODLASKI, Theodore. Shiva, Lord of Bhang. Lexington, Kentucky, 10 ago. 2012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22742944/ . Acesso em: 29 set. 2022. CARLINI, Elisaldo. A história da maconha no Brasil: Resumos. São Paulo, Brasil: SciELO - Scientific Electronic Library Online, 13 jul. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/xGmGR6mBsCFjVMxtHjdsZpC/ . Acesso em: 5 set. 2022. ACERVO ESTADÃO (SP, Brasil) (org.). Remédio com maconha era vendido livremente no Brasil e anunciado em jornal no século 19: Droga era comercializada legalmente no Brasil para tratamento de doenças respiratórias. São Paulo, Brasil: SciELO - Scientific Electronic Library Online, 4 dez. 2019. Disponível em: https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,remedio-com-maconha-era-vendido- livremente-no-brasil-e-anunciado-em-jornal-no-seculo-19,70003113349,0.htm . Acesso em: 14 set. 2022. RUTHE, Aline. Guerra às drogas: origem, características e consequências!. Disponível em: https://www.politize.com.br/guerra-as-drogas/ . Acesso em: 15 set. 2022. MARASCIULO, MARÍLIA. Guerra às drogas: origem, características e consequências! Por Aline Ruthe: Entenda por que a maconha foi proibida ao redor do mundo. [S. l.], 31 jul. 2019. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/entenda- por-que-maconha-foi-proibida-ao-redor-do-mundo.html . Acesso em: 12 set. 2022. https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2020/02/08/cannabis-maconha-diferenca/ https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2020/02/08/cannabis-maconha-diferenca/ https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2019/06/encontradas-evidencias-de-fumo-de-maconha-ha-25-mil-anos https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2019/06/encontradas-evidencias-de-fumo-de-maconha-ha-25-mil-anos https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22742944/ https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/xGmGR6mBsCFjVMxtHjdsZpC/ https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,remedio-com-maconha-era-vendido-livremente-no-brasil-e-anunciado-em-jornal-no-seculo-19,70003113349,0.htm https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,remedio-com-maconha-era-vendido-livremente-no-brasil-e-anunciado-em-jornal-no-seculo-19,70003113349,0.htm https://www.politize.com.br/guerra-as-drogas/ https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/entenda-por-que-maconha-foi-proibida-ao-redor-do-mundo.html https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/entenda-por-que-maconha-foi-proibida-ao-redor-do-mundo.html 72 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ROBERTO, Seabra. Comissão aprova proposta para legalizar no Brasil o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais: Projeto tramita em caráter conclusivo e poderia seguir para o Senado, mas haverá recurso para análise em Plenário. [S. l.]: Câmara dos Deputados, 8 jun. 2021. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/769630- comissao-aprova-proposta-para-legalizar-no-brasil-o-cultivo-de-cannabis-sativa-para-fins- medicinais . Acesso em: 19 set. 2022. SFGATE (San Francisco, California) (org.). 'Reefer Madness' and other anti-marijuana films of the 30s, 40s and 50s: Movie Poster Image Art/Getty Images. San Francisco,California: SFGATE, 20 abr. 2016. Disponível em: https://www.sfgate.com/news/slideshow/Movies-about-marijuana-128417.php . Acesso em: 21 out. 2022. https://www.camara.leg.br/noticias/769630-comissao-aprova-proposta-para-legalizar-no-brasil-o-cultivo-de-cannabis-sativa-para-fins-medicinais https://www.camara.leg.br/noticias/769630-comissao-aprova-proposta-para-legalizar-no-brasil-o-cultivo-de-cannabis-sativa-para-fins-medicinais https://www.camara.leg.br/noticias/769630-comissao-aprova-proposta-para-legalizar-no-brasil-o-cultivo-de-cannabis-sativa-para-fins-medicinais https://www.sfgate.com/news/slideshow/Movies-about-marijuana-128417.php 73 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A COMUNIDADE LGBTQIA+ EM UM JOGO E SUA IMPORTÂNCIA PARA O APRENDIZADO Thalya Aparecida de Almeida64 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho65 Leonardo Ramos de Toledo66 Este projeto se trata de um jogo de cartas nomeado como Jogay, onde foi criado com base no tema LGBTQIA+, um tema de grande importância a ser abordado pela sociedade. A inclusão da comunidade nos dias de hoje é rasa, e não aborda muitas questões importantes que fizeram parte da história, pouco se sabe sobre o movimento e como se originou, e este projeto foi criado com o objetivo de ser usado como ferramenta de aprendizado, não por instituições de ensino, mas sim por famílias e amigos que buscam incluir o conhecimento da comunidade LGBTQIA+ em seu âmbito familiar e social, tudo isso de maneira descontraída através de um jogo. Com o seu design projetado para sempre buscar referencias dentro da comunidade, nomes de grande importância e movimentos históricos integram o design do projeto, como, a Rebelião de Stonewall, que foi um movimento que datou o que hoje conhecemos como “Dia internacional do orgulho LGBTQIA, e temos o jornal Lampião da Esquina, um jornal homossexual com publicações dentre os períodos de 1978 e 1981, logo após a censura da ditadura militar, e o design conta também com a presença de Willian Dorsey Swann, o primeiro homem a se auto titular uma drag queen por volta de 1880. O nome Jogay foi desenvolvido antes mesmo de iniciar a criação da parte estrutural do projeto, e esse processo deu início com as cores da bandeira e as siglas tendo obrigatoriedade de estarem presentes nas cartas, logo após foi atribuído a cada uma das cartas o seu significado e sua ação dentro do jogo, a jogabilidade não possui uma relação direta com a comunidade, apenas o design, os nomes e as referências. Com as cartas e as regras prontas, foi criado o design das cartas e da embalagem possuindo total referência a comunidade, com termos culturais e históricos, e com a embalagem contendo o objetivo de ser usado também como objeto de decoração. 64 Thalya Aparecida de Almeida. Graduanda em Design Gráfico pela Universidade Estácio de Juiz de Fora. E- mail: Thalyalmeidadesigner@gmail.com 65 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 66 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 74 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Durante as partidas foi possível perceber grande curiosidade da parte dos jogadores sobre o significado real das cartas, querendo buscar um conhecimento além do que se utilizava durante o jogo, não buscando apenas jogá-lo, mas também entender a história que se passa por trás de cada letra presente, e além de tudo isso, com as regras e reviravoltas o jogo passa a ser um jogo divertido e cheio de intrigas causadas durante a partida. Este projeto procurou relatar a escassez de informação que existe sobre este tema e como é importante ele ser entendido por todos, e conclui-se que foi assertivo nas referências e na inclusão de uma parte do movimento dentro do jogo. A jogabilidade fez o seu papel principal de unir jogadores para discutirem pautas e conhecimentos que poucos detêm, agregando assim gradativamente, o conhecimento sobre a comunidade LGBTQIA+ mesmo que de forma involuntária. Palavras-chave: inclusão; lgbtqia+; jogo; comunidade. REFERÊNCIAS: BLAKEMORE, Erin. Revolta de Stonewall deu origem ao movimento atual pelos direitos LGBTQIAP+. National Geographic Brasil, 2021. Disponível em: . Acesso em: 25 de jun. de 2021. LAMPIÃO da Esquina, um alternativo entre os alternativos. Cedem Unesp, 2020. Disponível em: . Acesso em: 21 de set. de 2020. WILLIAM Dorsey Swann, o ex-escravo que se tornou a primeira drag queen autointitulada. Aventuras na história Uol, 2020. Disponível em: . Acesso em: 04 de jun. de 2020. https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2021/06/gay-lgbt-revolta-de-stonewall-movimento-atual-pelos-direitos-lgbtqia https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2021/06/gay-lgbt-revolta-de-stonewall-movimento-atual-pelos-direitos-lgbtqia https://www.cedem.unesp.br/#!/noticia/458/lampiao-da-esquina-um-alternativo-entre-os-alternativos/ https://www.cedem.unesp.br/#!/noticia/458/lampiao-da-esquina-um-alternativo-entre-os-alternativos/ https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/william-dorsey-swann-o-ex-escravo-que-se-tornou-a-primeira-drag-queen-autointitulada.phtml https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/william-dorsey-swann-o-ex-escravo-que-se-tornou-a-primeira-drag-queen-autointitulada.phtml 75 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X SURGIMENTO DA ARTERAPIA Matheus Arouca de Oliveira67 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho68 Prof. Dr. Leonardo Ramos de Toledo69 A compreensão da arte na dedicação ao estudo e intervenção do comportamento e emoções. Arte como facilitadora da concepção para o público e o impacto que ela pode causar, podendo ajudar no desenvolvimento do sentimento com a capacidade de desenvolver algo simbólico para o ser humano. Deste modo, mostrou o quanto a arteterapia pode ajudar no tratamento de pacientes, de maneira mais respeitosa e diminuindo pensamentos negativos. O uso da arte promove bem-estar podendo ser aplicado em vários grupos de pacientes, como adultos, idosos e crianças. Com base em algumas informações, a arteterapia continua sendo utilizada no contexto hospitalar, no auxílio a saúde integral do paciente, não só o psiquiátrico, mas também, em outros tipos de questões. A arte na área terapêutica e psicológica proporciona a possibilidade de procurar um equilíbrio entre a inovação e compreensão do ser humano. Promovendo um bem-estar integral das pessoas, usando a criatividade como forma de controle e reconhecimento de emoções, sentimentos e situações cognitivas mesmo no contexto hospitalar. Com o impacto dado na potencialização da confiança do ser humano ao perceber que a criação de algo em cunho artístico fortalece a autoestima, podendo assim transmitir essa confiança para outros aspectos da vida cotidiana. A arte e o design se apresentam durante todo a humanidade como ferramenta essencial, possuindo inúmeras funções, mas principalmente a de comunicação. Antigamente, sua principal função era auxiliar o ser humano a se expressar, função que ainda persiste, mas que foi modificada com a evolução do ser. Dessa forma, o presente artigo procurou demonstrarcomo a arte influencia na sociedade, mas principalmente no ser humano em si. Trazendo, sua evolução histórica, o surgimento do design, suas principais funções e 67 Matheus Arouca de Oliveira. Discente de Graduação. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: matheusarouca2008@gmail.com 68 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 69 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 76 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X principalmente o uso da arte como forma de terapia, auxiliando pacientes a se desenvolver através do uso das cores. Demonstrando a relevância que a arte sempre tem como ferramenta facilitadora para expressar os sentimentos mais íntimos possuídos, mas principalmente de pessoas que possuem certa dificuldade de expressá-los. Palavras-chaves: arte; design; arteterapia; comunicação. REFERÊNCIAS: ANDRADE, Liomar Quinto de. Quinto de terapias expressivas arte-terapia, arte- educação, terapia-artística. São Paulo: Vetor; 2000. CHORA, Sofia Raquel da Costa Paulo. Arte e design: a história de uma relação. 2012. Dissertação (Mestrado) – Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, 2021. Disponível em: . Acesso em 15 out. 2022. 77 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O DESIGN EDITORIAL E A PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE: VAMOS FAZER UMA CASA NA ÁRVORE Milena Paula Nogueira70 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho71 Leonardo Ramos de Toledo72 O presente estudo aborda o contexto atual relacionado às publicações de livros independentes, que são formas cada vez mais comuns e procuradas por autores de todo o mundo. Conforme a teoria “cauda longa” apresentada por Anderson (2006), como sendo uma estratégia que visa a distribuição de vários produtos de nichos variados e com baixa procura, em vez de focar apenas em poucos produtos de um nicho específico e que possuem alto índice de procura. Na área editorial as publicações de livros independentes são fundamentais e muito utilizadas por autores que ainda não conseguiram se destacar no meio editorial, sendo frequentes os casos de escritores dos mais variados gêneros literários, apresentarem publicações independentes para versões de livros físicos e digitais (LUPTON, 2011). De acordo com Mattar (2020), através das publicações independentes, torna-se viável a atuação fora do círculo das grandes editoras e, deste modo, os autores assumem total autonomia e liberdade para publicarem da forma que desejarem. Ao projetar um livro o designer se torna o responsável por influenciar e transmitir aos leitores os sentimentos que o autor deseja despertar. Ele leva em consideração todas as escolhas para o desenvolvimento do livro, que são extraídas de técnicas de design e não somente de escolhas pessoais e aleatórias (HENDEL, 2003). O designer responsável por um projeto editorial precisa ter um olhar estético e sensível aos detalhes, para que as escolhas do formato, tipografia, cores e imagens estejam de acordo com o projeto e, então, consigam destacar ainda mais os textos (TSCHICHOLD, 2007). Este estudo, ainda em desenvolvimento, em sua versão final apresentará todo o processo de criação utilizado para a produção do livro de poesia “Vamos 70 Milena Paula Nogueira. Tecnólogo em Design Gráfico. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: milenanogueira.dg@gmail.com. 71 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 72 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com 78 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X fazer uma casa na árvore” e os passos empregados para a sua impressão. Serão especificadas a escolha tipográfica, a divisão capitular e as demais informações que foram utilizadas para a sua diagramação final. Baseando-se nas experiências adquiridas até o momento com o desenvolvimento deste estudo, conclui-se que o designer possui um papel muito importante em meio a diagramação de livros para publicações independentes, pois através dos seus conhecimentos técnicos e visuais, o designer auxiliará o autor durante todo o percurso para a publicação, desde a diagramação de uma página ao processo da impressão do livro. Palavras-chave: design editorial; livro; diagramação; publicações independentes. REFERÊNCIAS: ANDERSON, Cris. A Cauda Longa: Do mercado de massa para o mercado de nicho. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2006. LUPTON, Ellen. A Produção de Um Livro Independente - Indie Publishing: Um guia para autores, artistas e designers. 1. ed. São Paulo: Editora Rosari, 2011 MATTAR, Luciana Lischewski. O design de livro das editoras independentes paulistanas. São Paulo. DOI: 10.11606/D.16.2020.tde-27032021-162103. Dissertação (Mestrado em Design) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16140/tde- 27032021-162103/pt-br.php. Acesso em: 24 set. 2022. TSCHICHOLD, Jan. A Forma do Livro: Ensaios sobre a tipografia e estética do livro. 1. ed. Cotia - SP: Ateliê Editorial, 2007. 79 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ELABORAÇÃO DE UM PERSONAL BRANDING NA PERSPECTIVA DO DESIGN THINKING Sthela Regina Lacerda Severino73 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho74 Leonardo Ramos de Toledo75 O presente relatório buscou discorrer como a abordagem do Design Thinking pode colaborar para um eficaz desenvolvimento de um personal branding, tendo como objetivo gerar uma maior relação com o público-alvo e melhor posicionamento no mercado. Para tal, passou-se por todas as etapas comuns desse método, sendo elas: imersão, ideação e prototipação. O principal papel do branding está em criar esta ponte de comunicação entre empresa-cliente, gerando identificação e afinidade com este, de modo que, a marca fique gravada em sua mente e crie uma conexão (DAVID A. AAKER 2015). Escolhemos a metodologia do Design Thinking para nos guiar neste trabalho por se tratar de um recurso centrado no ser humano e que enxerga nas nossas vivências e nas interações com o outro um campo fértil para criar este contato mais próximo com o consumidor e consolidar a marca com um posicionamento forte e bem direcionado. Objetiva-se, em um primeiro momento, entendermos um pouco mais o conceito de Design thinking e todas as suas etapas, recorrendo a autores que deram suas importantes contribuições na área como Tim Brow (2020) e aqui no Brasil Maurício Vianna et al (2012). Em seguida, buscou-se debruçar sobre as noções básicas de branding e a sua importância para a elaboração de uma marca forte e bem estruturada. Para isso, citaremos autores como Cecilia Consolo (2015) que nos emprestará sua visão do design dentro campo de gestão de marca e David Aaker (2015), já mencionado. Por fim, apresentam- se as conclusões a respeito do tema e os possíveis caminhos que se percorreu para o que se considera a melhor hipótese para solucionar o problema apresentado. Ademais procura-se com este trabalho fomentar um pouco mais sobre a importância dos profissionais da área de design se posicionarem de forma estratégica e mostrando o quanto a esta área tem para contribuir no desenvolvimento deste processo.muito pequena dentro das empresas que fizeram este processo de recrutamento tão simplificado. A metodologia utilizada no estudo foi uma revisão bibliográfica com cunho descritivo, além de um estudo de caso com levantamento documental. Foi observado através de estudos e comprovado mediante análise feita com dados colhidos na empresa estudada, que o processo de recrutamento e seleção realizado de forma mais completa, tendem a aumentar a probabilidade de sucesso para uma futura contratação. Empresas que se aprofundam mais em identificar as habilidades e características, conseguem absorver os estudantes com maior frequência suprindo necessidades de contratação e inserindo-o de fato ao mercado de trabalho. Palavras-chave: Seleção; Recrutamento e Processo Seletivo. REFERÊNCIAS: ROCHA. A. P.de S; BAYLÃO; A. L. da S. A importância do processo de recrutamento e seleção de pessoal na organização empresarial, XI Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia-SEGeT, Resende/RJ, 2014. 7 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A LIDERANÇA COMO FERRAMENTA DE OBTENÇÃO DE MELHORES RESULTADOS Marcelo Aquino Lewer 3 Victor Douglas da Silva Santos 4 As organizações são movidas por pessoas e elas têm inúmeros fatores que podem resultar nas suas entregas e impactar no clima organizacional da empresa, sendo esses fatores externos ou internos. Entende-se que os internos já são de conhecimento da organização, já os externos não são de total conhecimento dos líderes. Neste sentido observa-se a importância de abordar o estudo sobre a importância de uma boa liderança e como ela pode beneficiar a organização. Este relatório tem como objetivo compreender os aspectos que implicam no resultado das suas tarefas contribuindo para os líderes uma análise e tomada de decisão. Para isso fez-se necessário um estudo para entende-se que os fatores que possam contribuir para os liderados atingirem os objetivos estabelecidos na organização e visa responder à seguinte questão problema: O líder contribui para a motivação da equipe e influencia a entrega de resultados? A revisão de literatura utilizada para o desenvolver do estudo perpasse inicialmente pela discussão do conceito de liderança, que é o processo pelo qual uma pessoa influencia outras a terem um propósito e dirigir uma organização de forma mais eficaz. Os líderes realizam esse processo aplicando seus atributos de liderança, como suas crenças, valores e suas soft skills e hard skills (HIRIYAPPA, 2018). Neste contexto um dos papéis do líder é trabalhar a motivação dos seus liderados, entendendo que a motivação é vista como um processo que envolve intensidade, direção e perseverança em seus esforços para alcançar um objetivo, estando a motivação ligada às necessidades pessoais. Entretanto de nada adianta o entendimento a respeito da liderança e da motivação se o clima organizacional não tiver sido trabalho e desenvolvimento com foco nestes aspectos e que culminem numa gestão de resultados mais eficaz, focada na resiliência e na inteligência emocional. Para a concretização desta pesquisa, a metodologia a ser utilizada se fez em uma classificação de um estudo de caso exploratório com base em revisões bibliográficas, através de uma pesquisa aplicada e intervencionista com abordagem qualitativa. A pesquisa avaliou a liderança dentro uma 3 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marcelewer@gmail.com. 4 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: santos.victor@estacio.br. 8 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X organização do setor supermercadista diante de uma pandemia. As lideranças observaram o cenário e ampliaram a comunicação com seus liderados, através das ferramentas online, foram utilizadas mensagens em programa de comunicação interno, aplicação da ferramenta Trello, com a finalidade de termos feedbacks e controle de check list. A partir disto, pode-se concluir a respeito da importância de uma boa liderança nas organizações visto que, o líder tem um grande papel na motivação de seus liderados e contribuem para um melhor desempenho do time. Em busca de respostas a questão problema, chegou-se à conclusão de que a empresa em estudo propicia bom ambientes paro os líderes, contribuindo para um bom relacionamento com seus liderados. Palavras-chave: Liderança; Gestão por resultados; Motivação. REFERÊNCIAS: HIRIYAPPA, B.. Gestão de Motivação e Suas Teorias. Rio de Janeiro: Ph.D., 2018. 9 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: AÇÕES PARA A OTIMIZAÇÃO DE SERVIÇOS PRESTADOS PELA STI Igor Mendes Viana de Castro 5 Victor Douglas da Silva Santos 6 Sabe-se atualmente que a Tecnologia da Informação – TI, vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. A interação entre os recursos lógicos, físicos e humanos geram uma situação complexa à uma área que se move de forma a atender sempre aos objetivos da organização. O presente trabalho visa apresentar a importância de uma Central de Serviços de Tecnologia da Informação, em uma organização, tendo em vista o acelerado processo de inovações tecnológicas nos dias atuais. Como estudo, será observado juntamente com o Gestor de TI, as rotinas de atividades da Seção de TI, envolvendo a organização militar Patente Brasil S.A., situada na cidade de Juiz de Fora, MG, a fim de encontrar possíveis oportunidades de melhorias na Gestão. Neste sentido, é levantado a seguinte questão problema: “Como a implantação de uma Central de Serviços de Tecnologia de Informação pode contribuir para a Gestão de TI na otimização de serviços prestados pelo departamento de informática?” Por isso torna-se importante entender que a Tecnologia da Informação (TI), é considerada um conjunto de sistemas de informação de uma organização, composta pela infraestrutura, arquitetura e gestão de TI. Ela tem como principal papel fornecer os serviços que servirão de apoio para alcançar os objetivos da organização (VERAS, 2019); cada sistema de informação é importante para o contexto geral, uma vez que tem a função de coletar, processar, analisar e disseminar as informações para um objetivo específico. Em relação à metodologia, será apresentada em forma de pesquisa de natureza qualitativa e quantitativa, com carácter descritivo e exploratório. A aplicação a ser utilizada é o GLPI – Gestão Livre de Parque de Informática e será adaptada com base na observação de todo o funcionamento e necessidades da organização, sendo utilizada para a automação e acompanhamento de requisições, controle e gerenciamento de ativos de rede, medição de produtividade da equipe de TI, além de prover informações sobre recursos físicos, lógicos e humanos, em tempo real aos gestores de TI. A empresa utilizada no estudo é do ramo militar 5 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mendesigor206@gmail.com 6 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: santos.victor@estacio.br. 10 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X e a Seção de Tecnologia da Informação (STI) dentre tantas atividades, tem como principais funções: Realizar a segurança da informação e dos servidores, efetuar a manutenção e correção dos equipamentos de informática, configurar, ampliar e reestruturar a rede de dados, planejar aquisições, ampliar/modernizar o parque computacional, garantir a conectividade da rede interna e externa e prestar suporte ao usuário. Após uma análise da área em questão visualizou-se a necessidade de implantação de uma central de serviços utilizando o GLPI.73 Graduanda em Design Gráfico pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Email: sthela.severino@gmail.com 74 Ezidras Farinazzo Lacerda Filho. Mestrando em Cinema pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora e. E-mail: ezidras@hotmail.com 75 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leodetoledo@yahoo.com mailto:sthela.severino@gmail.com mailto:ezidras@hotmail.com 80 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: Design Thinking; branding; personal brannding; gestão de marca; desenvolvimento de marca. REFERÊNCIAS: AAKER, David. On Branding: 20 princípios que decidem o sucesso das marcas. Bookman, Porto Alegre, 2015. BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Alta Books, Rio de Janeiro, 2021. CARDOSO, Rafael. Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify, 2001 CONSOLO, Cecilia. Marcas: Design Estratégico. São Paulo: Blucher, 2015. KOTLER, Philip; KELLER, Kevin L. Administração de Marketing. 14 ed. – Pearson Education do Brasil, São Paulo, 2012. OLIVEIRA, Geísa Gainder de; NUÑEZ, Gustavo Javier Zani. Design em pesquisa: vol.4. Porto Alegre: Marcavisual, 2021. VIANNA, Maurício, et al. Design Thinking: Inovação em Negócios. Rio de Janeiro: MJV Press, 2012 81 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EDUCAÇÃO 82 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ACESSIBILIDADE, INCLUSÃO E ESCOLA: UMA REVISÃO DA LITERATURA Emerson Rodrigues Duarte76 Jessyka de Castro Marinho77 Tem-se observado uma crescente mobilização e discussão a respeito dos direitos e necessidades de indivíduos com deficiência (THIENGO, 2021). A Convenção da ONU, em Nova York, em 2006, assegurou que pessoas com deficiência desfrutassem dos mesmos direitos humanos de qualquer outra pessoa. Nesta Convenção foi apresentado o texto que abordava os Direitos das pessoas com deficiência, fundamentados nos direitos humanos e na cidadania, visando a inclusão social. A Convenção assegura a capacidade de viver suas vidas como cidadãos plenos, que podem dar contribuições valiosas à sociedade, se tiverem as mesmas oportunidades. Mais especificamente, o artigo 24, deste documento, aborda a Educação como um direito de oportunidades, para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida. Tendo em vista a questão inicial, essa pesquisa teve como objetivo investigar as normas e diretrizes e sobre a condição de acessibilidade das escolas de Educação Básica. Metodologicamente, optou-se pela revisão de literatura explorando o que autores e documentos oficiais destacam sobre as condições de acessibilidade. Essa forma foi escolhida principalmente pelo objeto de estudo ser um tema pouco explorado, apesar da grande necessidade de ações para modificação de situações reais. Para Neves (2013) revisão de literatura é definida como um levantamento de trabalhos de um determinado tema, processado em bases de dados nacionais e internacionais que contêm artigos de revistas, livros, teses e outros documentos. Como resultados percebeu-se nos documentos oficiais que no Brasil, a legislação sobre o assunto é clara, e está regulamentada por leis federais e municipais. Apesar das leis que o protegem, a pessoa com deficiência continua tendo um enorme desafio da sua inclusão, principalmente nas escolas, esta, alimentada por preconceitos. Permanecem muitas vezes mantidos dentro dos lares privando-os da realização de atividades, uma vez que encontram dificuldades com 76 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 77 Jessyka de Castro Marinho. Graduada em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: jessyka.marinho@outlook.com 83 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X meios de transportes adaptados, escolas sem rampas, com grandes empecilhos para cadeiras de rodas e faltam-lhes elevadores nos prédios (NASCIMENTO; MIRANDA, 2007). Assim, a escola inclusiva implica uma nova escola, trivial na sua organização e funcionamento, pois adota os princípios democráticos da educação de igualdade, equidade, liberdade e respeito à decência que fortificam a tendência de garantir acesso e permanência de alunos com deficiência na escola regular. Os estudos concluem que existem políticas consistentes quanto à acessibilidade, no entanto, no que tange ao universo escolar, as barreiras não estão restritas somente aos aspectos arquitetônicos, de comunicação ou de infraestrutura, sendo necessário o estabelecimento de adaptações curriculares e atitudinais, bem como a formação profissional. Palavras-chave: Educação. Escola. Inclusão. Acessibilidade. Pessoas Com Deficiência. REFERÊNCIAS: BRASIL. Senado Federal. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência): nº 13.146/15. Brasília: 2015. Disponível em: Acesso em: 03 out. 2018. NASCIMENTO, E. S.; MIRANDA, T. G. O trabalho e profissionalização das pessoas com deficiência. Salvador: Revista Faced, n.12, jul./dez. 2007. p.169-186. NEVES, Lilia Maria Bitar. Tutorial de Pesquisa Bibliográfica. Universidade Federal do Paraná. 2013. Disponível em:. Acesso em: 07 abr. 2019. THIENGO, Edmar Reis et al. Acessibilidade na escola, a chave para preservar a saúde mental do aluno com deficiência. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 1, p. e5373-e5373, 2021. 84 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A UTILIZAÇÃO DAS MÍDIAS DIGITAIS NA CRIAÇÃO DE ATIVIDADES LÚDICAS PARA O EDUCANDO João Victor Xavier Oliveira78 Karla Aparecida Gabriel79 As mídias digitais compõem uma nova realidade trazida para a sociedade e principalmente para a educação no século XXI. Tendo isso em vista, esse trabalho busca relatar uma experiência de sala de aula, junto aos docentes e discentes do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. O presente trabalho, pensado em uma aula voltada para a disciplina de Metodologia das Ciências da Natureza e suas Tecnologias na educação básica, tem como objetivo trazer aos alunos e professores a aplicação de um conteúdo voltado a esta área de conhecimento, utilizando para isso, mecanismos e recursos digitais. É interessante pensar a aplicação deste método junto aos estudantes, visto que, podem-se trabalhar diferentes áreas de conhecimento da BNCC por meio da gamificação, promovendo uma metodologia ativa e pensando no protagonismo do educando com a disciplina de Ciências da Natureza, em parceria com as disciplinas de Geografia e Língua Portuguesa, fazendo assim uma rica interdisciplinaridade. Dentro desse contexto, autores como Hack e Guedes (2013) e Meira e Blikstein (2020) destacam a importância do uso de recursos digitais em contextos educacionais, que muito auxiliam no ensino. Diante disso, pretende-se que o aluno trabalhe com criatividade na elaboração de histórias em quadrinhos, correlacionando com outras disciplinas que a educação básica abrange, realizando a resolução de situações-problema por meio de suas habilidades e competências. Como metodologia e instrumento de trabalho, utilizou-se o aplicativo de artes e designchamado “CANVA”. O público-alvo são alunos do 5° ano do Ensino Fundamental, podendo expandir para séries sucessoras. A escolha da gamificação estrutural por meio do aplicativo “CANVA” se deu pela possibilidade de se poder obter diferentes possibilidades e estilos de histórias. Esta gamificação visa trabalhar a Ciências da Natureza, tendo como objetivo deixar o conteúdo mais lúdico e mais dinâmico ao educando. Dessa forma, trabalham-se as estações do ano, intercalando ao ensino da geografia, buscando compreender as causas e consequências que atingem a natureza e o 78 João Victor Xavier Oliveira. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: joaovitorxoliveira1710@gmail.com 79 Karla Aparecida Gabriel. Mestre em Educação. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: karlagabriel67@gmail.com 85 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X mundo. Além disso, a história em quadrinhos visa trabalhar os gêneros textuais, incluindo no método o ensino da língua portuguesa. Em suma, como se trata de um relato de experiência ainda em andamento, como resultados parciais tem-se a potencialidade do uso das mídias digitais junto aos alunos da educação básica no primeiro seguimento do ensino fundamental, e ainda, espera-se atingir de forma lúdica os conhecimentos propostos pela Base Nacional Comum Curricular, além do fomento da socialização e do trabalho em equipe. Palavras-chave: interdisciplinaridade; gamificação; metodologia ativa; ensino de Ciências da Natureza; ensino de Geografia. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. HACK, Josias Ricardo; GUEDES, Olga. Digital storytelling, educação superior e literacia digital. Roteiro, v. 38, n. 1, p. 09-31, 2013. MEIRA, Luciano; BLIKSTEIN, Paulo. Ludicidade, jogos digitais e gamificação na aprendizagem. Penso Editora, 2020. 86 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O USO DA METODOLOGIA ATIVA NO ENSINO DA MATEMÁTICA Isabela da Silva80 João Victor Xavier Oliveira81 Júlia Silva de Aquino82 Laiza Mattos de Freitas83 Simone Spatin Cardozo84 Thaís Círico dos Santos85 A disciplina matemática é, por muitas vezes, vista como algo de difícil aprendizado e compreensão, o que despertou o grupo de pesquisadores para essa temática. Atendendo ao que foi proposto em uma das disciplinas do curso de Pedagogia do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, o presente trabalho, fruto da disciplina de Mídias Digitais e Metodologias Ativas, tem a intenção de relatar sobre a aplicação da metodologia ativa no ensino da matemática, uma vez que há a intenção de promover o protagonismo do aluno e o seu comprometimento com a aprendizagem, além de instigar a curiosidade e o interesse da criança por meio da gamificação. Visando trabalhar nessa perspectiva, autores como Pires Ramos e Pereira Marques (2017), buscam trazer a gamificação como aliada no processo de ensino e aprendizagem do educando, destacando a utilização desses recursos lúdicos no desenvolvimento dentro de sala de aula. Pretende-se fazer, a partir dessa prática, com que o aluno entenda e aplique a matemática em seu cotidiano; resolva situações-problemas por meio das habilidades e competências de acordo com a Base Nacional Comum Curricular; trabalhe as relações interpessoais através do comportamento estimulando a gamificação. Portanto, como metodologia de trabalho, será utilizado um jogo, o “Super Trunfo”, pelo qual se dará enfoque nas relações interpessoais, no comportamento em disputas, no uso da matemática básica em situações-problemas. O público-alvo serão alunos do 3º ano do ensino 80 Isabela da Silva. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: isabelaprofessora20@gmail.com 81 João Victor Xavier Oliveira. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: joaovitorxoliveira1710@gmail.com 82 Júlia Silva de Aquino. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: aquinojulia394@gmail.com 83 Laiza Mattos de Freitas. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: laizamattos61025@gmail.com 84 Simone Spatin Cardozo. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: sibaspatin1@gmail.com 85 Thaís Círico dos Santos. Discente em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaisciricojf98@gmail.com 87 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X fundamental, podendo expandir para séries sucessoras. A escolha da gamificação estrutural se deu por ela se basear na utilização de um jogo pronto com o intuito de promover a aprendizagem por meio dele, adaptando os conhecimentos propostos pelo docente. Esta gamificação será utilizada para trabalhar a matemática básica do corpo discente e as relações interpessoais, visando na apreensão dos conhecimentos de matemática e socioemocionais. Como se trata da proposição de uma prática, não temos os resultados finais, mas o que é esperado é a ampliação dos conhecimentos propostos pela Base Nacional Comum Curricular, além do fomento da socialização, da integração e do comportamento social. Palavras-chave: gamificação; metodologia ativa; ensino da matemática. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Pires Ramos, V. P., & Pereira Marques, J. J. (2017). Dos jogos educativos à gamificação. Revista de Estudios e Investigación en Psicología y Educación, (01), 319-323. 88 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X DESENVOLVER TALENTOS EM ESTUDANTES Emerson Rodrigues Duarte86 Carolina Bahia Benício87 João Victor Xavier Oliveira88 Isabela da Silva89 Andreza Cristina Miguel90 Mariana Aparecida Barroso da Silva91 Silvana da Silva Netto92 Raiany Azevedo 93 Esse resumo aborda o Projeto de Iniciação Científica (PIC 2022/2023) “Desenvolver talentos em estudantes”. Sabe-se que a identificação e o desenvolvimento de alunos com dotação e talento ou, como denominados pelo Ministério da Educação (MEC, 2014), com altas habilidades/superdotação, não constituem uma prioridade para parcela expressiva dos sistemas educacionais, sejam eles públicos ou privados (PEREIRA; BARBOSA, 2011; BRASIL, 2021). O baixo interesse dos professores pelo tema, o entendimento errôneo de que a escola não precisa propiciar métodos e oportunidades para o desenvolvimento desses estudantes (PEREIRA; BARBOSA, 2011) e a pequena quantidade de alunos com dotação e talento que aparecem nas sinopses estatísticas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (BRASIL, 2021), ainda que neste caso seja observado um aumento ao longo dos anos, representam uma amostra de fatos que corroboram que essa necessidade educacional especial tem sido negligenciada no Brasil. Ademais, reconhece-se a falta de oportunidades para os estudantes desenvolverem seus talentos. Assim, todas as ações no caminho da identificação, devem privilegiar o reconhecimento de habilidades cognitivas, atributos de personalidade, habilidades interpessoais, interesses, estilos de aprendizagem e de expressão, potencialidades e limitações, com vistas a sinalizar 86 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 87 Carolina Bahia Benício. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 88 João Victor Xavier Oliveira. Graduando em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 89 Isabela da Silva. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora.90 Andreza Cristina Miguel. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 91 Mariana Aparecida Barroso da Silva. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 92 Silvana da Silva Netto. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 93 Raiany Azevedo. Graduanda em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 89 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X possibilidades de encaminhamentos e intervenções (FLEITH; PRADO, 2022). Desta forma, o ensino superior com seus atributos de ensino, pesquisa e extensão, pode ser um elo importante para o oferecimento de oportunidades para o desenvolvimento do talento em estudantes da Educação Básica. Para tanto, o objetivo desse projeto de iniciação científica será de oferecer oportunidade para o desenvolvimento do talento em estudantes da educação básica. Participarão desta pesquisa cerca de 10 crianças ou adolescentes da Escola Municipal Gabriel Gonçalves que tiveram seus talentos, interesses e possibilidades identificados pelos professores através da análise dos resultados da aplicação de instrumentos de rastreio de dotação e talento. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferecido pela escola, bem como sua professora, serão o elo do encaminhamento dos estudantes ao Laboratório de Aprendizagem do curso de licenciatura em Pedagogia. Assim, os estudantes serão acompanhados pelos alu/nos(as) bolsistas e encaminhados às diversas possibilidades para o seu desenvolvimento que possam ser oferecidos pela Estácio JF como, participar de atividades de mentoria, pesquisa e extensão, em sala de aula ou em laboratórios dos cursos de diversas áreas e de acordo com seu plano de desenvolvimento. Espera-se assim, oferecer oportunidades de desenvolvimento do talento em estudantes da Educação Básica. Palavras-chave: Altas habilidades/superdotação. Desenvolvimento. Talento. Escola. Educação. REFERÊNCIAS: BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Resumo Técnico: Censo Escolar da Educação Básica 2021. FLEITH. D. S.; PRADO, R. M. Avaliação de estudantes com altas habilidades no contexto escolar. In: HUTZ, C. S. et. al Avaliação psicológica no contexto escolar e educacional, Porto alegre: Artmed, 2022. MEC. Secretaria de educação continuada, alfabetização diversidade e inclusão. 2014. Disponível em: Acesso em: 01 Jan 2015. PEREIRA, C.E.S.; BARBOSA, A.J.G. Identificar talentos: questões epistemológicas e implicações para a prática. In: BARBOSA, A.J.G, Atualizações em psicologia social e desenvolvimento humano, Juiz de Fora: EDUFJF, 2011. 90 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UM OLHAR PEDAGÓGICO Larissa Gontijio Simas94 O presente relato de experiência se inscreve no contexto do projeto de Extensão “Projeto Arteirinhos: Intervenções artísticas para crianças com Transtornos do Espectro Autista” da Universidade Federal de Juiz de Fora. O projeto tem como objetivo atuar no ambulatório de atenção a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista de forma a favorecer o desenvolvimento de crianças e adolescentes enquanto aguardavam para serem atendidas. O projeto que contou com uma equipe multiprofissional, teve como metodologia a interação e a brincadeira junto a crianças e adolescentes com TEA. Vê-se, que pesquisas recentes como a de (OLIVEIRA; SILVA; FANTACINI , 2016), (MATOS; FREITAS MUGIATTI, 2017) e (SOUZA; ROLIM, 2019) demonstram a potencialidade da atuação da pedagoga em ambientes hospitalares, essa, pode favorecer a ludicidade que acarreta desenvolvimento em diversas áreas da vida do paciente através de processos educativos que envolvem fala, brincadeira, arte, ensino e aprendizagem. Como resultados, obteve-se melhora nos fatores estressores advindos da espera e a comunicação e orientação aos pais, que contribuiu com uma educação menos violenta e mais bem orientada, com vista ao aprendizado integral do infanto. Considera-se, que a atuação dessa profissional da educação, de forma colaborativa com a equipe, tende a alcançar melhores resultados no cuidado aos sujeitos envolvidos. Palavras-chave: autismo; pedagogia hospitalar; ambulatório; ludicidade. REFERÊNCIAS: OLIVEIRA, Éllen Fuga de; SILVA, Verônica Meiri da; FANTACINI, Renata Andrea Fernandes. Pedagogia hospitalar: a brinquedoteca em ambientes hospitalares. Research, Society and Development, v. 1, n. 1, p. 88-104, 2016. 94 Discente – Pedagogia – Universidade Federal de Juiz de Fora. larissagontijio@outlook.com 91 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MATOS, Elizete Lúcia Moreira; FREITAS MUGIATTI, Margarida Maria Teixeira de. Pedagogia Hospitalar: a humanização integrando educação e saúde. Editora Vozes Limitada, 2017. SOUZA, Zilmene Santana; ROLIM, Carmem Lucia Artioli. As vozes das professoras na pedagogia hospitalar: descortinando possibilidades e enfrentamentos. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 25, p. 403-420, 2019. 92 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O DUA NA PERSPECTIVA DAS PROFESSORAS DO ENSINO COLABORATIVO E AEE DOS PRIMEIROS ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I DA REDE MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA/MG NO ENSINO REMOTO Karla Aparecida Gabriel95 Ranielle de Assis Silva96 Larissa Gontijio Simas97 Por volta do dia 18 de março de 2020 o cenário brasileiro mudou. Diante disso, as escolas suspenderam o ensino presencial e consequentemente, surgiram muitos desafios para aquele momento. As escolas, professores, famílias e estudantes precisaram se reinventar. Os alunos com deficiência ou transtorno de aprendizagem que enfrentavam barreiras arquitetônicas e de aprendizagem passaram a enfrentar também a exclusão digital e/ou barreiras de acessibilidade a comunicação, a metodologia, ao uso de recursos e de adaptações. Essa pesquisa pretendeu investigar e evidenciar de que forma as professoras do ensino colaborativo e as professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Rede Municipal de Juiz de Fora/MG, do primeiro segmento do Ensino Fundamental (1º a 5º ano), no contexto da pandemia, realizaram as mediações e intervenções para garantir uma educação inclusiva e com minimização das barreiras pedagógicas e digitais. Para tanto, utilizou-se como base o Desenho Universal para aprendizagem (DUA), uma metodologia coerente e potente para se construir uma educação inclusiva, ainda que em tempos adversos. Sabe-se, que a escola presencial ainda traz em seu bojo a necessidade de se tornar cada vez mais inclusiva e para tanto, necessita de transformações na arquitetura, em seu currículo, em suas práticas pedagógicas e na formação de professores. (DALL´ACQUA E VITALIANO, 2010). Assim, o DUA tem a proposta de oferecer acessibilidade a serviços ou soluções educacionais de forma que todos possam aprender (ZERBATO; MENDES, 2018). Diante disso, essa pesquisa foi desenvolvida em cinco etapas metodológicas: Construção do questionário para compreender a realidade das metodologias utilizadas durante a pandemia pelas professoras do ensino colaborativo e do AEE e do questionário para conhecer a realidade do aluno com deficiência, pesquisa documental envolvendo a Secretaria Municipal de Educação (SE) no que diz respeito as orientações perante a docência e a discência durante a pandemia, revisão 95 Docente – Pedagogia – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Karlagabriel67@gmail.com 96 Discente – Pedagogia – Centro Universitário EstácioJuiz de Fora. raniellesilva2122@gmail.com 97 Discente – Pedagogia – Universidade Federal de Juiz de Fora. larissagontijio@outlook.com 93 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X bibliográfica de artigos e periódicos sobre a acessibilidade curricular e Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e análise do uso das metodologias e recursos utilizados para realizar a mediação e intervenção nas aulas síncronas e assíncronas. Como resultados finais ressaltasse o papel da Secretaria de Educação (SE), que através de espaços virtuais de formação e auxilio junto aos profissionais atuantes, favoreceu o processo de oferta de ensino de qualidade junto aos alunos 98PCD. O vínculo e a articulação entre professores e famílias foi apontado como aparato que contribuiu para continuação do processo de ensino. Considerou-se o WhatsApp o recurso mais utilizado e aponta-se que o que mais afetou as práticas foram as dificuldades com as tecnologias. Além disso, todas as participantes apresentaram dificuldades para desenvolver metodologias durante o ensino remoto. As análises mostraram ainda, que mais de 80% das participantes conheciam o DUA, entretanto, isso não resultou em sua utilização. Por fim, considera-se a execução da pesquisa bastante fragilizada, pois devido a falta de engajamento do público alvo na coleta dos dados, não foi coletada a porcentagem estimada, sendo o formulário dos alunos anulado por falta de envolvimento das famílias que pareceram apresentar certo receio ou medo de responder, ainda que evidenciado a confidencialidade. Palavras-chave: desenho universal para aprendizagem; inclusão escolar; ensino colaborativo; ensino remoto; AEE. REFERÊNCIAS: DALL´ACQUA, M. J. C; VITALIANO, C. R. Algumas reflexões sobre o processo de inclusão em nosso contexto educacional. In: VITALIANO; C.R. (Org.) Formação de professores para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Londrina: EDUEL, 2010. ZERBATO, A. P; MENDES, E.G. Desenho universal para a aprendizagem como estratégia de inclusão escolar. Educação Unisinos, 2018. 94 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O TRIPÉ UNIVERSITÁRIO NA BRINQUEDOTECA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Karla Aparecida Gabriel99 Jessyka de Castro Marinho100 A compreensão do Tripé Ensino, Pesquisa e Extensão enquanto aparato transformador e indispensável na formação docente é um princípio que permeia o espaço da Brinquedoteca da Estácio/JF, esse, que vem contribuindo fortemente para tornar a vivência discente uma experiência mais significativa, social e acolhedora se constitui um espaço de trocas e aprendizado na trajetória formativa. Diante disso, o ambiente cumpre com o objetivo de fornecer meios para o desenvolvimento de pesquisa, ensino e extensão através da parceria dos docentes, discentes e comunidade. Para se alcançar tais objetivos têm se utilizado como metodologia diversos espaços-tempos de formação através de dinâmicas, diálogos, oficinas, palestras e agora também com o Projeto de Reforço escolar junto aos sujeitos da comunidade. Autores como (JURDI; AMIRALIAN, 2013), (MARQUES; MARANDINO, 2019) e (DIOGO, 2022) já tem avaliado que ambientes como esse pode formar profissionais mais sensibilizados com as demandas que lhe surgirem em espaços escolares ou não. Como resultados, ainda em andamento, sabe-se que o engajamento dos discentes e a busca por esse espaço tem aumentado, o que tem contribuído sobremaneira no processo de ensino e aprendizagem das disciplinas curriculares, que têm entendido esse ambiente como enriquecedor das metodologias. Dessa maneira, considera-se a brinquedoteca um espaço ainda em construção, que tem favorecido e enriquecido o caminho formativo de toda comunidade pedagógica desse Campus. Sabe-se ainda, que novos projetos virão e para isso se tem percorrido. Palavras-chave: brinquedoteca; formação docente; ensino; pesquisa; extensão. REFERÊNCIAS: DIOGO, Maria Fernanda. Análise das dimensões social e acadêmica de uma brinquedoteca em uma instituição de ensino superior. Educação e Pesquisa, v. 48, 2022. 99 Docente – Pedagogia – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Karlagabriel67@gmail.com 100 Docente – Pedagogia – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Jessyka.marinho@outlook.com 95 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X JURDI, Andrea Perosa Saigh; AMIRALIAN, Maria Lucia Toledo Moraes. Ética do cuidado: a brinquedoteca como espaço de atenção a crianças em situação de vulnerabilidade. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 17, p. 275-286, 2013. MARQUES, Amanda Cristina Teagno Lopes; MARANDINO, Martha. Alfabetização Científica e criança: análise de potencialidades de uma brinquedoteca. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), v. 21, 2019. 96 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X UTILIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO ASSISTIDA EM ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA: UM ESTUDO DE CASO Emerson Rodrigues Duarte101 Jessyka de Castro Marinho102 A avaliação assistida, segundo Linhares (1995 apud Pereira, 2017), é um processo mais interativo de avaliação que inclui o ensino durante o procedimento. Assim, trata-se da utilização de uma série de estratégias durante o processo avaliativo como forma de garantir a disponibilização de ajuda necessária para que o avaliando possa apresentar o seu melhor desempenho e, ao mesmo tempo, para a obtenção de níveis crescentes de autonomia. Entende-se que a avaliação promove mudanças de acordo com a intervenção aplicada e a avaliação assistida tem grande potencialidade de melhores resultados. Assim como para Lidz (1991 apud Pereira, 2017) que define a avaliação assistida “como uma abordagem cujo foco é verificar a modificabilidade do aprendiz e, com base nesse conhecimento, produzir intervenções que possam melhorar o desempenho do avaliando”. Portanto, o objetivo desse estudo foi investigar a utilização da avaliação assistida no processo de inclusão de um aluno com deficiência física e intelectual. Foram entrevistados a família, a professora, a coordenadora e a direção da escola do aluno foco do estudo de caso. As entrevistas foram gravadas e transcritas na integra, após analisadas individual e conjuntamente visando captar os pontos de convergência e divergência entre os discursos, criando assim três temas norteadores baseados na temática pesquisada. Sobre o processo de inclusão percebeu-se que tanto a família quanto a professora reconhecem sua importância no desenvolvimento do aluno, ressaltam o desenvolvimento social propiciado ao mesmo na escola e o trabalho desenvolvido com ele. No entanto, a coordenação/direção expõe que esse é um processo extremamente falho, pois falta formação específica para os docentes, material e estrutura adequados para propiciar a verdadeira inclusão deste aluno, tornando o processo de inclusão mais como um cuidar do que educar, mas consideram positiva a socialização. No processo de avaliação, a família salienta que ajuda muito o aluno, porém não demonstra saber profundamente sobre como é feito. A professora revela que a avaliação do aluno é feita de 101 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 102 Jessyka de Castro Marinho. Graduada em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: jessyka.marinho@outlook.com 97 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X forma contínua e, quando possível, o aluno realiza avaliação com alguma intervenção e certo grau de autonomia. Sobre outras formas de avaliação a família e a professoraafirmam desconhecer. Já a coordenação e direção afirmam que não existe um processo de avaliação de alunos com deficiência intelectual, ressaltando novamente a falta de material/recursos diferenciados para o trabalho com esse aluno. Avaliação assistida: tanto a família quanto a professora a consideram positiva, pois é capaz de medir a aprendizagem do aluno de outra forma, não se valendo apenas da avaliação tradicional com provas. Além disso, salienta que essa forma de avaliação da oportunidade para o aluno com deficiência igual aos demais, considerando suas potencialidades. A coordenação/direção consideram que é uma forma de avaliação interessante, no entanto ressalta novamente que é necessário materiais que possibilitem sua implementação, e devido às atuais condições da educação pública considera difícil a implementação desse tipo de avaliação ou outros projetos citando que ficam “só no papel”. Assim, percebeu-se como conclusão de que a avaliação assistida é desconhecida, pode ser uma estratégia a ser utilizada com pessoas com deficiência intelectual, mas que merece melhor entendimento para a sua aplicação na educação. Palavras-chave: Educação. Inclusão. Acessibilidade. Pessoas Com Deficiência. Avaliação. REFERÊNCIA: PEREIRA, Carlos Eduardo de Souza. Avaliação assistida: conceito, tipos e uso no processo de identificação de dotação intelectual. Tese (Doutorado em Psicologia) – Faculdade de Psicologia, Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, p. 80, 2017. 98 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ACESSO E PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: UM MAPEAMENTO SISTEMÁTICO Pamella Carolina de Sousa Pacheco Carvalho 103 Daniela Auad104 O presente estudo pretende apresentar a busca por contribuições advindas de artigos científicos sobre o tema acesso e permanência no ensino superior. O trabalho apresenta o resultado parcial de um Mapeamento Sistemático, que se desenvolve em consequência da necessidade de buscarmos informações atuais e relevantes dentro de estudos sobre o tema, no sentido de apontarmos o caminho dos aprendizados até agora realizados, de forma a contribuir com a dissertação de mestrado cujo tema será: os conceitos de justiça no ensino superior e seus desdobramentos na prática. No sentido de vislumbrar possibilidades que possam vir a contribuir com tais reflexões, o estudo tem por finalidade levantar e apresentar dados, sobre as produções acadêmicas e científicas, no campo do acesso e permanência dos alunos no ensino superior, com foco na utilização ou não de políticas públicas, a exemplo: FIES, PROUNI E SISU (formas de financiamento estudantil que também apoiam o acesso) e também identificar as formas de permanência ou não desses estudantes. Utilizou-se como procedimento metodológico o Mapeamento Sistemático, sob um protocolo de pesquisa que visou identificar lacunas no campo e possibilidades para futuras pesquisas, com o intuito de prover uma visão de forma geral e identificar informações relevantes para outros estudos subsequentes. No sentido de mapear estudos mais recentes dentro do campo, definiu-se por limitar os textos estudados aos últimos 10 anos, ou seja, de 2012 à 2022. Os estudos utilizados nesta análise parcial dos resultados foram selecionados a partir do banco de dados SCIELO e foram consideradas nas análises as seguintes publicações: artigos provenientes prioritariamente do campo educacional, pautadas prioritariamente nos termos acesso, permanência, ensino superior, programas de financiamento estudantil e justiça. O planejamento e o protocolo para o string de busca foram os seguintes: , considerando a indexação dos artigos. Foram também utilizados os strings , , 103 Pamella Carolina de Sousa Pacheco Carvalho. Especialização/MBA. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: pamcarolina@hotmail.com 104 Daniela Auad. Doutora em Pedagogia. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: daniela.auad@hotmail.com 99 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X e . Após todos os filtros de inclusão e exclusão serem aplicados, os periódicos foram selecionados para leitura e análise e com a delimitação, selecionamos um total de 09 (nove) trabalhos. Podemos de forma objetiva concluir que ainda há muito a ser feito para que a igualdade de oportunidades e a permanência desses estudantes no Ensino Superior sejam garantidas. Reiteramos que é necessário analisar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes na educação superior, bem como identificar as reais necessidades materiais e didáticos-pedagógicas que garantam a permanência do estudante nesse nível de ensino. (PENA, MATOS, COUTRIN, 2020). Além disso, o processo de democratização do Ensino Superior está intrinsecamente relacionado, não só ao acesso, mas também, à garantia das condições materiais e simbólicas capazes de assegurar a permanência do público estudantil ingressante pelas Políticas de Assistência Estudantil das IES. Logo, compreender melhor as normas, os programas e os orçamentos financeiros destinados às Políticas de Assistência Estudantil das IES, de fato, é fundamental. (SILVA, SANTOS E REIS, 2021). Palavras-chave: ensino superior; acesso; permanência; justiça. REFERÊNCIAS: FALBO, Ricardo de Almeida. Mapeamento Sistemático. Retrieved October, v.7, 2018. PENA, Mariza Aparecida Costa, MATOS, Daniel Abud Seabra e COUTRIM, Rosa Maria da Exaltação. Percurso de estudantes cotistas: ingresso, permanência e oportunidades no ensino superior. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) [online]. 2020, v. 25, n. 01 [Acessado 31 Agosto 2022], pp. 27-51. Disponível em: . SILVA, Natalino Neves da, SANTOS, Adilson Pereira dos e REIS, Jane Maria dos Santos. ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E AÇÕES AFIRMATIVAS: UM ESTUDO DAS CONDIÇÕES MATERIAIS E SIMBÓLICAS. Educação & Sociedade [online]. 2021, v. 42 [Acessado 31 Agosto 2022], e254841. Disponível em: 100 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EDUCAÇÃO FÍSICA 101 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A INFLUÊNCIA DA PRESENÇA DE TORCIDA NO DESEMPENHO DO TIME COM MANDO DE CAMPO NOS JOGOS DA SÉRIE A DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL PROFISSIONAL MASCULINO Anderson Mateus Rodrigues de Souza105 Frederico de Souza Ferreira106 Rafael da Silva Schneider107 Weslei Vasconcelos da Silva108 Emerson Rodrigues Duarte109 A pandemia do novo coronavírus (SARS COV 2) afetou os desdobramentos das competições de futebol no ano de 2020 e 2021 no Brasil e no mundo. Em 2021, os clubes da série A do campeonato Brasileiro de Futebol Masculino, juntamente com a CBF decidiram por proibir a presença de público em jogos do campeonato Brasileiro a fim de inibir a transmissão do vírus durante as partidas de futebol (CBF, 2020). No entanto, no ano de 2021 a CBF juntamente com os clubes da série A decidiram, após a redução de mortes por COVID 19 e o aumento do número de vacinados, por liberar mediante protocolo de segurança a volta do público aos estádios conforme condições sanitárias locais (CBF, 2021). A ausência de torcedores em campo pode ter influência na motivação e no desempenho dos atletas para os jogos de tal forma que os clubes buscaram estratégias para mudar isso. De acordo com Stephani (2004), Medeiros Filho (2008) e Couto Junior, (2007) a torcida é considerada um fator de influência para os jogadores e técnicos nas tomadas de decisõese na motivação dos jogadores. Assim, esse estudo teve como objetivo analisar a influência da presença da torcida no desempenho do time com mando de campo nos jogos de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro de futebol profissional masculino. Foram incluídas nessa pesquisa os dados como quantidade de jogos, número de gols a favor e contra número de vitórias dos mandantes e se havia presença de público publicados online no site da CBF referentes ao 105 Anderson Mateus Rodrigues de Souza. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 106 Frederico de Souza Ferreira. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 107 Rafael da Silva Schneider. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 108 Weslei Vasconcelos da Silva. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 109 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 102 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Campeonato brasileiro de futebol profissional masculino da série A dos anos 2019, 2020 e 2021. Analisaram-se dois aspectos, número de vitórias dos mandantes e número de gols feitos pelos mandantes de campo. Assim, comparando o número final de gols feitos por ano, observou-se que no ano de 2020 apresenta o maior número de gols com 536 gols feitos pelo mandante de campo. Já o ano de 2021 apresentou o pior resultado entre os três anos comparados, com 483 gols feitos, contra 525 gols feitos pelo mandante no ano de 2019. Realizando a análise por número total de vitórias do mandante entre os anos de 2019, 2020 e 2021 percebeu-se uma boa vantagem de 2019 em comparação com os demais anos. No ano de 2019 com 186 vitórias de times com mando de campo, 2020 com 171 vitórias de times com mando de campo e 2021 com 178 vitórias de times com mando de campo. De 2020 para 2021 observa-se um aumento no número de vitórias de times com mando de campo. Pode-se concluir que a presença de torcida tem sim um papel importante no desempenho nos jogos do campeonato brasileiro de futebol masculino da série A. Palavras-chave: Futebol. Esporte. Pandemia. Torcedores. Desempenho. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência. Protocolo de manejo clínico da Covid- 19 na Atenção Especializada. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: Acesso em: 10 de abr. de 2022. COUTO JUNIOR, J. M., et al. A influência da torcida na performance de jogadores Brasileiros de Futsal: um viés da Psicologia do Esporte. Motriz, Rio Claro, v.13 n.4 p.259-265, out./dez. 2007. Disponível em: Acesso em: 10 de jun. de 2022. CBF e Clubes da Série A mantêm proibição à presença de público em jogos do Brasileirão. Site CBF, 26 de set. de 2020 Disponível em: Acesso em: 16 de nov. de 2021. Confederação Brasileira de Futebol tem como principal objetivo liderar e promover a prática esportiva do futebol no Brasil. Site CBF, 21 de maio de 2018. Disponível em: . Acesso em: 16 de nov. de 2021. http://www.cbf.com.br/futebol-brasileiro/noticias/campeonato-brasileiro-serie-a/cbf- http://www.cbf.com.br/a-cbf/institucional/index/a-cbf 103 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MEDEIROS FILHO, Edson Soares, HADDAD, João Paulo Amaral. Futebol Profissional: “Campo cheio” não ajuda a ganhar jogo. Rev. Bras. Cien. Esporte, Campinas, v.30, n.1, pág. 123-135, conjunto. 2008. Disponível em: Acesso em: 10 de jun. de 2022. STEPHANI, Marcelo. O papel da torcida: opiniões dos jogadores e de seu técnico. Centro Universitário Anhanguera - Campus Leme, São Paulo, Brasil, 2004. Disponível em Acesso em: 10 de abr. de 2022. http://www.researchgate.net/publication/262564219_Futebol_Profissional_Campo_c 104 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ADESÃO À PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS POR PROFISSIONAIS LIBERAIS, EMPREENDEDORES E EMPRESÁRIOS: UM ESTUDO QUASE-EXPERIMENTAL Diego de Souza Santos110 Pedro Henrique Nunes Lopes111 Emerson Rodrigues Duarte112 Sabe-se que sair de uma vida sedentária para um nível mínimo de atividade física já promove diversos benefícios significativos (POLLOCK, et al. 1998), quanto mais a manutenção de uma rotina de exercícios físicos à longo prazo. Estima-se que 6% das doenças cardiovasculares e 7% dos casos de diabetes mellitus (DM2) no mundo são causados por inatividade física (LEE, et al. 2012). Em contrapartida, o exercício físico contribui para a prevenção da doença coronariana (MORRIS, et al. 1980), diminuição da mortalidade por todas as causas (PAFFENBARGER, et al. 1986), melhora o perfil lipídico do sangue (GRÉGORIS, 2018), mantem a pressão arterial dentro dos limites seguros, ajuda a controlar o diabetes mellitus (DM2) e contribui para a manutenção da densidade óssea no idoso. Relacionando a saúde do trabalhador com a prática do exercício físico, foi observada uma relação do empreendedorismo com o risco de obesidade, a qual está intimamente associada a vários riscos à saúde, como hipertensão, diabetes, doença coronariana e acidente vascular cerebral (FIELD, 2001). De acordo com Wang (2021), os empreendedores são mais propensos a estar acima do peso ou obesos do que os não empreendedores. Além disso, os trabalhadores autônomos apresentaram maior morbidade do que os empregados (GRÉGORIS, 2018), devido ao enfrentamento de maior pressão e associação a longas jornadas de trabalho. Assim, a presente pesquisa teve como objetivo investigar variáveis para a adesão à prática de exercícios físicos por profissionais liberais, empreendedores e empresários. Participaram da pesquisa 24 pessoas, sendo que 54,2% se consideram empreendedores, 25% profissionais liberais e 20,8% empresários que responderam questionário enviado por meio eletrônico através de formulário para coletar os dados 110 Diego de Souza Santos. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: diegotorrada@gmail.com 111 Pedro Henrique Nunes Lopes. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. phnumeslopes@icloud.com 112 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. Em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 105 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X demográficos e específicos de pessoas que se consideram profissionais autônomos, liberais, empreendedores ou empresários. Foram excluídos da pesquisa pessoas que se declararam CLT, que fossem empregados em empresa privada ou servidores públicos. Resultados: A maioria (87,5%) considera que seus horários de trabalho variam e 12,5% possuem um horário fixo. Quanto à prática de exercício físico, 79,2% da amostra afirma praticar uma ou mais modalidades, enquanto 20,8% não praticam nenhuma atividade física. As maiores dificuldades em manter o hábito de praticar exercício físico, elegidas pelos participantes foram relacionadas ao tempo, sendo que 61,9% deles citou a faltade tempo ou de organização do tempo como um problema. O grande desafio dos profissionais liberais na adesão ao exercício físico está relacionado à falta de tempo ou ao gerenciamento dele, assim, os profissionais de Educação Física devem considerar essas variáveis na prescrição do exercício físico. Palavras-chave: Exercício Físico. Saúde dos Trabalhadores. Hábito Saudável. Estilo de Vida Saudável. REFERÊNCIAS: FIELD, Alison E. et al. Impact of overweight on the risk of developing common chronic diseases during a 10-year period. Archives of internal medicine, v. 161, n. 13, p. 1581- 1586, 2001. Disponível em: Acesso em: 01 de jun. 2022 GRÉGORIS, Marina et al. Health assessment of self-employed in the food service industry. International Journal of Occupational and Environmental Health, v. 23, n. 3, p. 234-242, 2017. Disponível em: Acesso em: 01 de jun. 2022. LEE, I.-Min et al. Effect of physical inactivity on major non-communicable diseases worldwide: an analysis of burden of disease and life expectancy. The lancet, v. 380, n. 9838, p. 219-229, 2012.Disponível em Acesso em: 30 de maio 2022. MORRIS, J. N. et al. Vigorous exercise in leisure-time: protection against coronary heart disease. The Lancet, v. 316, n. 8206, p. 1207-1210, 1980. Disponível em: Acesso em: 07 de jun. 2022 PAFFENBARGER JR, Ralph S. et al. Physical activity, all-cause mortality, and longevity of college alumni. New England journal of medicine, v. 314, n. 10, p. 605-613, 1986. Disponível em: Acesso em: 30 de maio 2022 106 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X POLLOCK, Michael L. et al. Suporte de posição ACSM: a quantidade recomendada e a qualidade do exercício para desenvolver e manter a aptidão cardiorrespiratória e muscular, e flexibilidade em adultos saudáveis. Medicine and Science in Sports and Exercise. v.30; p. 975-991, 1998. Disponível em: Acesso em: 30 de mai. 2022. WANG, Yibing; QU, Xueling; WANG, Haitao. Are Entrepreneurs More Likely to Be Obese?. Iranian Journal of Public Health, v. 50, n. 4, p. 780, 2021. Disponível em: Acesso em: 01 de jun. de 2022 107 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO JUIZ DE FORA NO PROGRAMA “JF LAZER”: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Pedro Augusto de Carvalho Mira113 O JF Lazer é um programa realizado pela Secretaria de Esportes e Lazer da prefeitura de Juiz de Fora que busca desenvolver ações no campo do lazer em bairros da zona urbana e rural, além de creches e escolas da cidade. São desenvolvidas diversas brincadeiras como tiro ao alvo, perna de pau, escorregadores, pebolim, cama elástica, minitrampolim, mini sinuca entre outros. Tal projeto é de grande relevância social que atinge dezenas de milhares de pessoas por ano. No primeiro semestre de 2022, alunos do curso de graduação em educação física do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora tiveram a oportunidade de participar do Programa JF Lazer. O presente estudo teve como objetivo relatar a experiência vivida por esses alunos junto à equipe de profissionais e às pessoas atendidas pelo referido programa. Trata-se de um relato de experiência baseado na fala dos alunos de educação física que participaram do projeto. A equipe do JF Lazer conta com supervisor, profissionais graduados e estagiários de educação física. A receptividade desta equipe para com os alunos de educação física foi excelente, tanto que muitos ressaltaram tal recepção. Dentre os pontos positivos apontados pelos alunos, destacaram-se a alegria no rosto das crianças que participaram do JF Lazer e a grande dedicação dos profissionais que compões a equipe e o prazer que eles sentem por fazerem parte desse projeto. Além disso, outros pontos positivos foram levantados, porém com menor frequência. São eles: grande variedade de brinquedos, gratuidade do projeto, estímulo a um momento de interação da família, interação social entre crianças e adultos da comunidade e interação saudável entre profissionais e participantes do projeto. Como sugestão de aprimoramento, os alunos relataram que deveria ser feita maior divulgação do projeto, pois em alguns dias do evento o número de participantes não era grande. Além disso, os alunos indicaram que poderiam ser feitas melhorias em alguns brinquedos. No entanto, compreendem as dificuldades financeiras de um serviço público. Nesse sentido, indicaram 113 Pedro Augusto de Carvalho Mira. Doutor em Saúde. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: pedro.mira@estacio.br. 108 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X que, devido à extensão do projeto e sua relevância social, o mesmo merece ser agraciado com outros patrocínios que poderiam ser do setor privado. Por fim, destaca-se que, após conhecer e participar do projeto, uma aluna do curso de educação física se candidatou à uma vaga de estágio e, atualmente, integra a equipe do JF Lazer como estagiária bolsista. Conclui-se que a participação dos alunos do curso de educação física no JF Lazer foi importante para uma formação ampliada e de qualidade desses futuros profissionais. Tal fato é evidenciado nos inúmeros pontos positivos apontados por eles. Além disso, ressalta-se a compreensão, por parte dos alunos, da grande relevância e impacto social exercido pelo Programa JF Lazer. Palavras-chave: Lazer; educação física; projeto social 109 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EFEITOS DE DIFERENTES TIPOS DE TREINAMENTO NA RECUPERAÇÃO APÓS CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR Paulo Matias Portela Solano114 Mariana Fernandes Almada115 Judson Carlos Silva França116 Pedro Augusto de Carvalho Mira117 O ligamento cruzado anterior (LCA) é uma estrutura de muita importância no joelho, e devido as altas cargas impostas nos jogos, acaba sendo um ligamento que fica bastante comprometido, acarretando assim em uma possível lesão. Podendo assim acabar gerando alterações biomecânicas que afetam a estabilidade do joelho. Esse tipo de lesão normalmente necessita de cirurgia, a mais conhecida atualmente e a de reconstrução ligamentar. Logo após a cirurgia vem a reabilitação que necessita de treinamentos físicos direcionados aos atletas. Nesse contexto, alguns tipos de treinamento físico têm sido estudados na literatura com o intuito de otimizar a recuperação após ruptura do LCA. Os treinamentos resistidos, funcionais e proprioceptivos foram eficazes na reabilitação, e se realizados em alta intensidade e com uma base instável parecem ser melhores. Concluiu-se que todos os treinamentos foram eficientes em acelerar o processo de recuperação e que se os treinamentos forem realizados com uma alta intensidade pode ser mais eficaz que treinando em baixa intensidade. E os exercícios unilaterais geram um aumento de força muscular e na simetria de força muscular nos membros inferiores se comparado com os bilaterais, porém é preciso ter cuidado na afirmação que um método é melhor que o outro, uma vez que poucos estudos foram analisados na presente revisão. 114 Paulo Matias Portela Solano. Graduando em educação física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: paulomatiasportela0@gmail.com 115 Mariana Fernandes Almada.Graduada em educação física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: Mariana.almada19@gmail.com 116 Judson Carlos Silva França. Graduado em educação física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: Judsoncsf22@gmail.com 117 Pedro Augusto de Carvalho Mira. Doutor em Saúde. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: pedro.mira@estacio.br 110 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; cirurgia; recuperação; treinamento físico. REFERÊNCIAS: OLIVEIRA, M. et al. “Exercício de resistência unilateral versus bilateral na reabilitação pós-operatória após reconstrução do LCA com enxerto osso-tendão patelar-osso: um estudo controlado randomizado.” The Orthopaedic Journal of Sports Medicine, v. 10, n. 4, abril.2022. ZHANG, F. et al. “Efeitos do treinamento funcional hospitalar no pós-operatório do cruzado anterior em atletas.” Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 28, n. 5, p. 528-531, sep-oct.2022. 111 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ESTRATÉGIAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO ADOTADAS POR PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM ESTUDO TRANSVERSAL Ana Caroline de Souza Crovatto118 Lucas Ferreira Pimentel119 Rodrigo Bahia de Assis 120 Yago Luiz de Almeida Marques121 Emerson Rodrigues Duarte122 A chegada do novo milênio trouxe mudanças e novos desafios. Um novo padrão de consumo se instala, exigindo novos saberes, competências e uma nova forma de gestão e atuação de empresas, organizações e instituições (LASTRES, et al, 2002). Favoretto e Carvalho (2021) reforçam que a aquisição de conhecimento nas empresas passa a ser crucial para melhores tomadas de decisões e menores riscos de erro. É possível compreender que o segmento fitness é um setor que, desde a sua criação, passou por mudanças e inovações. Segundo Farias (2019), o processo assertivo na seleção de profissionais para empresas do mercado fitness passa a ser um fator de sobrevivência, fazendo com que as empresas sejam mais rigorosas no processo de contratação. Qualidade nos relacionamentos, boa comunicação, conhecimentos abrangentes, são algumas das características essenciais para colocação no mercado de trabalho do mundo fitness. O crescimento nos empreendimentos que visam Qualidade de Vida (QV) e bem-estar não se caracterizam somente por estrutura física, equipamentos sofisticados, tecnologia, ou outros bens tangíveis, mas sim, entendendo que pessoas precisam de pessoas, pessoas vendem para pessoas, pessoas resolvem problemas de pessoas, ou seja, o profissional do segmento fitness passa a ser o protagonista dessa história. Assim exposto, o objetivo da pesquisa foi identificar as estratégias relacionadas à gestão do conhecimento que os profissionais de Educação Física do setor de fitness utilizam para se capacitar e ampliar suas visões em relação à atuação profissional. Participaram da pesquisa 08 (oito) professores do sexo masculino entre 21 e 40 anos, graduados em Educação Física (bacharelado), 03 (três) com especialização (37,5 %), 05 (cinco) com 01 a 05 anos de 118 Ana Caroline de Souza Crovatto. Graduada em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 119 Lucas Ferreira Pimentel. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 120 Rodrigo Bahia de Assis. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 121 Yago Luiz de Almeida Marques. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 122 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 112 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X formação (62,5 %) e, 03 (três) entre 06 a 10 anos de formação (37,5 %). O tempo de atuação na empresa variou de 01 a 05 anos (n=5; 62,5 %) e 06 a 10 anos (n=3; 37,5 %). Como critérios de inclusão, foram considerados o registro profissional válido e a atuação regular no centro fitness. Os participantes foram entrevistados a partir de um roteiro de entrevista semiestruturado adaptado de Borges (2006). Como resultados, verificou-se que a aplicação de estratégias de treinamento profissional é uma prática esporádica, não sistematizada e desprovida de alinhamento em relação as estratégias de negócio voltadas a era do conhecimento. Quando ocorrem são feitos de forma incompleta, sem mensuração dos resultados e sem objetivos claros ou mesmo de forma aleatória, sem definição de critérios para a escolha, visando basicamente o conhecimento técnico, inviabilizando assim, na maioria das vezes, uma visão mais ampla da profissão, embora todos tenham enfatizado que atribuem importância ao capital intelectual. Pode-se concluir que os profissionais de Educação Física são falhos nas estratégias de gestão do conhecimento e que ações nesse campo devem ser inseridos na formação de forma mais precoce possível afim de garantir melhor atuação professional. Palavras-chaves: Gestão do conhecimento. Capital intelectual. Competências profissionais. REFERÊNCIAS: LASTRES, Helena Maria Martins et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento. São Paulo em Perspectiva [online]. 2002, v. 16, n. 3 Disponível em: . Epub 16 Jan 2003. ISSN 1806- 9452. https://doi.org/10.1590/S0102-88392002000300009. FAVORETTO, Camila; CARVALHO, Marly Monteiro. An analysis of the relationship between knowledge management and project performance: literature review and conceptual framework. Gestão & Produção [online]. 2021, v. 28, n. 1 [Accessed 27 September 2022] , e4888. Available from: . Epub 13 Jan 2021. ISSN 1806-9649. https://doi.org/10.1590/0104-530X4888-20. FARIAS, Edvaldo Antunes. Treinamento corporativo nas empresas do bem- estar. Revista Empresário Fitness & Health. Rio de Janeiro, Brasil, 2021. 113 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A PRÁTICA DO GOALBALL POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL Emerson Rodrigues Duarte123 Luiza Laguardia Alves de Oliveira 124 Thais Lelis Braga125 Weslei Vasconcelos da Silva126 Atualmente, não se discute mais sobre os benefícios da prática dos exercícios físicos e esportivos, mas sim a forma mais correta de realizá-la para alcançar ou manter a saúde, já que a falta e o excesso podem ser danosos ao organismo, especialmente em se tratando de pessoas com deficiência (HAIACHI, 2018). Em documentos com reconhecimento internacional, como a Conferência Internacional dos direitos da pessoa com deficiência (BRASIL, 2007) destaca-se a prática da Educação Física como um direito fundamental para todos com o oferecimento de oportunidades especiais desta prática às pessoas muito jovens, ou idosas ou com algum tipo de deficiência ou enfermidade limitante, a fim de fazer possível o desenvolvimento integral de sua personalidade, por meio de programas de educação física e desportos adaptados às suas necessidades (ROSSI JÚNIOR; SILVA; PEREIRA, 2021). Portanto, é nessa perspectiva que este projeto se pautará, ou seja, atuar de forma sistematizada e científica no reconhecimento do direito da pessoa com deficiência à atividade física e esportiva e seus benefícios e ainda na importância do reconhecimento destes valores para a formação do profissional de Educação Física. O objetivo desse Projeto de Extensão Acadêmica é oferecer prática orientada da modalidade esportiva goalball a pessoa com deficiência visual por bolsista de Iniciação Científica orientado por profissional de Educação Física. Atualmente, atende-se com o projeto a equipe masculina e feminina de goalball do Instituto Jesus de Juiz deFora participantes do campeonato brasileiro da série A da modalidade. Além da participação nos treinos os alunos bolsistas participaram em eventos regionais e nacionais da modalidade. Palavras-chaves: Esporte. Inclusão. Pessoa com deficiência. Direito. 123 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 124 Luiza Laguardia Alves de Oliveira. Graduada em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 125 Thais Lelis Braga. Graduada em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 126 Weslei Vasconcelos da Silva. Graduado em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 114 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS: BRASIL. Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Brasília, 2007. ROSSI JÚNIOR, Renildo; SILVA, Roselene Alencar; PEREIRA, Antonino. Sport and social inclusion in contexts of vulnerability: an ethnographic approach. Editora Dialética, 2021. HAIACHI, Marcelo de Castro, et al. Different views on sport for people with disabilities: challenges, innovations and reality. Cadernos de Educação Tecnologia e Sociedade, v. 11, n. 1, p. 3-13, 2018. 115 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X INFLUÊNCIA DA PRÁTICA DA HIDROGINÁSTICA NA DIMINUIÇÃO DA PERCEPÇÃO DA DOR EM IDOSOS Emerson Rodrigues Duarte127 Natasha dos Santos Pinheiro128 Rodrigo Bahia de Assis129 Esse resumo trata-se do relatório final do Projeto de Iniciação Científica (PIC) 2021/2022 do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Observa-se que a hidroginástica é uma prática de exercício físico que na terceira idade proporciona múltiplos efeitos benéficos para sua saúde (CARVALHO, et al. 2022). A modalidade hoje vem sendo um grande aliado para a melhoria da saúde corporal visando sempre que cada idoso apresenta doenças diferentes uns dos outros (RAMOS; NOVAES; SANTOS, 2022). Como aliada, a prática da hidroginástica pode contribuir para promoção e prevenção em saúde em seus aspectos biopsicossociais. Assim, a dor é um aspecto importante a ser considerado no envelhecimento. Ademais, a prática regular de atividade física contribui para a minimização das sensações de dores como as musculares ou articulares (BECKMAN, et al. 2022). Tal cuidado com a diminuição das sensações de dores também pode ser importante para a melhoria da qualidade de vida de pessoas idosas. Essa pesquisa teve como objetivo analisar a influência da prática da hidroginástica na diminuição da percepção da dor em pessoas idosas. Projeto aprovado por um Comitê de ética em pesquisa com seres humanos sob CAAE nº 47437121.0.0000.5284. Participaram desse estudo 15 idosos (mulheres= 12; média de idade= 67,58 anos; DP= 5,99; DP= 5,41 meses; homens= 3; média de idade= 64,33 anos; DP= 3,21; DP= 4,04 meses;). O critério de escolha destes participantes foi de estarem praticando hidroginástica no período maior de 3 meses e na faixa etária entre 60 anos e 80 anos. Para a coleta de dados utilizou-se de questionário demográfico para obtenção de informações pertinentes ao sexo e à idade, tempo de prática e doenças crônicas, por exemplo, e a Escala Visual Analógica de dor (EVA) com intuito de medir a percepção da dor. Essa escala é gradua de 0 a 10, sendo “0 “significa ausência de dor e “10” a pior dor já sentida. A dor é classificada em ausência de dor (0), dor leve (1-2), moderada (3-7) e intensa (8-10). Após análise dos resultados obtidos pelo questionário 127 Emerson Rodrigues Duarte. Dr. em Psicologia UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: emerson.duarte@estacio.br 128 Natasha dos Santos Pinheiro. Graduada em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 129 Rodrigo Bahia de Assis. Graduada em Educação Física. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 116 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X relacionado a escala visual analógica (EVA), observou-se que no período em que praticaram a modalidade houve diminuição do relato de dores moderadas e intensas e que houve diminuição da média da intensidade da percepção da dor. Assim, é possível concluir que a prática da hidroginástica pode ser uma estratégia para a diminuição da percepção da dor em pessoas idosas. Palavras-chaves: Hidroginástica. Idosos. Envelhecimento. Dor. REFERÊNCIAS: BECKMAN, Felipe Henrique Sardinha et al. Equilíbrio, mobilidade e capacidade funcional de idosas praticantes de hidroginástica. Revista Neurociências, v. 30, p. 1-15, 2022. CARVALHO, Mateus Benedito et al. Relação da hidroginástica com o desempenho ocupacional e aspectos psicológicos em indivíduos da terceira idade: revisão sistemática. Biomotriz, v. 16, n. 1, p. 129-139, 2022. RAMOS, Evódio Maurício Oliveira; NOVAES, Amanda Leite; DOS SANTOS, Vénete Vieira. Os benefícios da hidroginástica na visão dos participantes do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade/UEFS–BA. Concilium, v. 22, n. 2, p. 343-357, 2022. 117 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO PARA CRIANÇAS E JOVENS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA Fabiana Coelho Couto Rocha Corrêa130 Thais Lelis Bragra131 Cristiana Cristina Rodrigues da Silva132 Isabela Silva Santos133 Gustavo Caldi D Ornellas Caçador134 A natação para crianças com TEA é um possível tratamento complementar na sua qualidade de vida. O uso da natação na reabilitação física decorre dos movimentos dos nados. Os movimentos realizados pela criança autista durante a aula de natação geram uma semelhança com os movimentos diários, exemplo (andar) (YUPAN, 2010). O presente estudo tem como objetivo analisar os benefícios da natação na vida de crianças e jovens com transtorno do aspecto autista, através de uma revisão sistemática da literatura. A pesquisa se constitui em uma revisão sistemática da literatura, utilizando as seguintes bases de dados: SCIELO, PEDro, PubMed e BVS, empregamos as seguintes combinações de descritores: natação e autismo, natação e qualidade de vida, atividades aquáticas e autismo, nos idiomas inglês, espanhol e português. Tendo como critério de inclusão artigos com pontuação acima de cinco na tabela PEDro, buscando a qualidade dos estudos selecionados e artigos que abordassem como tema natação em crianças e jovens do espectro autista e como critério de exclusão, artigos duplicados, estudos não randomizados, metanálise e fuga ao tema. Foram encontrados 64 artigos nas bases de dados no total, sendo 29 na PubMed, 33 na BVS e 2 na PEDro, após as exclusões restaram três artigos para análise desta revisão. Os estudos incluídos apresentaram um consenso satisfatório sobre os benefícios da natação em crianças e jovens no espectro Autista, adaptação ao meio líquido, desenvolvimento e progressão quanto aos movimentos de nado e principalmente interação social. Obtiveram evoluções, seja na parte motora, cognitiva, afetiva e no processo de socialização, deixando claro a importância desta 130 Doscente – Curso de Educação Física e Fisioterapia – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: fabicoelhocouto@hotmail.com. 131 Profissional de Educação Física – E-mail: thaslelis.braga@gmail.com 132 Profissional de Educação Física – E-mail: criscris362@gmail.com. 133 Profissional de Educação Física – E-mail: isabelesantos341@gmail.com. 134 Profissional de Educação Física – E-mail: gusavocacador123@gmail.com. 118 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS| ISSN 2357-982X prática na melhoria da qualidade de vida geral destes indivíduos (SOUSA, 2014). Os resultados mostraram que houve uma melhora nas habilidades aquáticas (respiração e nados, como Crawl, Costas, Peito e Borboleta) e também a diminuição do comportamento antissocial dos participantes. Após a revisão sistemática da literatura, constatou-se que a prática da natação é um esporte que traz benefícios para crianças e jovens com TEA. Palavras-chave: Exercício Subaquático; Natação; Exercício Aquático; Transtorno Do Espectro Autista. REFERÊNCIAS: LOURENÇO, Carla et al. Avaliação dos Efeitos de Programas de Intervenção de Atividade Física em Indivíduos com Transtorno do Espectro do Autismo. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v. 21, n. 2, p. 319-328, Abr-Jun., 2015. OLIVEIRA, Karina Griesi; SERTIÉ, Andréa Laurato. Transtornos do espectro autista: um guia atualizado para aconselhamento genético. Einstein. 2017. SOARES, Juliana. Teoria e Prática da Natação. Rio de Janeiro, SESES, 2016. SOUSA, F. G. Educação especial e natação inclusiva. São Paulo: Manole, 1ª edição, p. 19, 2014. YUPAN, Chien. Efeitos do programa de exercícios aquáticos de natação nas habilidades aquáticas e comportamentos sociais em crianças com transtornos do espectro do autismo. Univ of Chicago Biblioteca. Kaohsiung, Taiwan, ano. 2014, p.10-11 02/Fevereiro. 2010 119 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ENFERMAGEM 120 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM: ESPAÇO DE VIVÊNCIA ACADÊMICA Luiza Vieira Ferreira135 A consulta de enfermagem realizada em Consultórios de Enfermagem nas Instituições de Ensino proporciona o atendimento à população de forma humanizada, uma vez que o tempo de duração de cada consulta, por ser maior, possibilita a coleta de dados robustos e melhor compreensão do indivíduo que busca pela assistência de enfermagem. Práticas de saúde que ultrapassam os limites dos Serviços de Saúde proporcionam uma melhor orientação a respeito de práticas de saúde e busca pelo cuidado na Rede de Atenção à Saúde. Objetiva-se apresentar o Consultório de Enfermagem do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Realizar a Consulta de Enfermagem é um ato privativo do Enfermeiro que está assegurado pela Lei nº 7.498/1986 (BRASIL, 1986) e pelas Resoluções COFEN nº 568/2018 e nº 606/2019 (BRASIL, 2018; BRASIL, 2019) se configurando cada vez mais como novas possibilidades de atuação profissional além de proporcionar autonomia e o desenvolvimento do empreendedorismo. Trata-se de um relato de experiência acerca da implementação de atividades extensionistas no Consultório de Enfermagem. A utilização do Consultório de Enfermagem como possibilidade de desenvolvimento do ensino-aprendizagem possibilita que o aluno vivencie a lógica da integralidade do cuidado ao mesmo tempo que realize o atendimento de saúde ao usuário alinhada aos pressupostos da clínica ampliada. Alunos do estágio realizam atendimento à população com foco na Consulta à Mulher, da forma sistematizada, no período noturno. A estratégia de abertura da agenda para o período noturno foi para possibilitar que a mulher que trabalha durante o horário do dia, tenha a possibilidade de cuidar-de-si no turno da noite e os atendimentos são realizados de forma gratuita a população. Os alunos estagiários que atuam no Consultório de Enfermagem contam com a atuação de uma Enfermeira Preceptora. Neste contexto, o Consultório de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora favorece o processo ensino-aprendizagem dos alunos além de ser mais um dispositivo do cuidado direcionado à saúde da mulher na Rede de Atenção à Saúde. 135 Luiza Vieira Ferreira. Mestre em Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: luiza.luvieira@hotmail.com. 121 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: enfermagem; consulta de enfermagem; prática profissional. REFERÊNCIAS: BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Brasília, 1986. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 606/2019. Regulamento dos Consultórios de Enfermagem. Brasília, 2019. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 568 de 9 de fevereiro de 2018. Dispõe sobre a regulamentação do funcionamento dos Consultórios e Clínicas de Enfermagem. Brasília, 2018. 122 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X O HIV NOS TEMPOS ATUAIS Arthur Ribeiro dos Santos136 Bruno Rodrigo Macedo Almeida137 Evandro Timóteo da Rocha138 João Victor Hagen Lavall139 Leonardo Severino da Silva140 Lívia Lauren de Carvalho Almeida141 Luiza Vieira Ferreira142 O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae e é uma Infecção Sexualmente Transmissível. Esses vírus compartilham algumas propriedades em comum, como por exemplo: o período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença; a infecção das células do sangue e do sistema nervoso e a supressão do sistema imune. Objetiva-se ressaltar os tipos de transmissão, a prevenção e o tratamento nos tempos atuais. A Aids/HIV, epidemia que surgiu numa época em que as autoridades sanitárias mundiais acreditavam que as doenças infecciosas estavam controladas pela tecnologia e saber médicos modernos, suscitou comportamentos e respostas coletivos, nos quais estão inseridas as estratégias políticas oficiais em seus diversos contextos. No Brasil, como um problema de saúde que evoluiu demonstrando as contradições sociais, econômicas e culturais, a Aids/HIV constitui-se como um espaço metodológico relevante na busca de respostas sobre como o poder público brasileiro organiza e estabelece as políticas de saúde pública. Sendo muitas as dificuldades para manter a sustentabilidade das ações a longo prazo. Além das questões orçamentárias, o cuidado das pessoas vivendo com HIV/AIDS envolve grandes desafios. 136 Arthur Ribeiro dos Santos. Acadêmico de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: arthurribeirotrove9996@hotmail.com. 137 Bruno Rodrigo Macedo Almeida. Acadêmico de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E- mail: brunorodrigomacedodealmeida@gmail.com 138 Evandro Timóteo da Rocha. Acadêmico de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: evandrorocha106@gmail.com 139 João Victor Hagen Lavall. Acadêmico de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: joaov2006@hotmail.com 140 Leonardo Severino da Silva. Acadêmico de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leonardossjf78@gmail.com 141 Lívia Lauren de Carvalho Almeida. Acadêmica de Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: liviabj84501037@gmail.com 142 Luiza Vieira Ferreira. Mestre em Enfermagem. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: luiza.vieira@estacio.br 123 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Para a adoção de um estudo abrangente sobre o tema foi utilizado a pesquisa exploratória, a partir de fontes bibliográficas e secundárias, formadas por artigos científicos. Sendo transmitido através de relações sexuais desprotegidas com pessoas soropositivas, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, ou através de mães soropositivas que não estejam em tratamento para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. Não há tratamento definitivo, sendo que, nos dias atuaisApós a implementação dele foi constatado o quanto a ferramenta pôde contribuir na otimização dos serviços prestados pelo departamento de informática da organização. Observou-se o quanto é difícil para o setor de TI, atuar sem um sistema de monitoramento de ativos de rede e de suportes de TI, o qual desta forma, não se tem um controle afinco das atividades realizadas pela TI. A implantação da aplicação, atuou de forma construtiva para a criação de melhores hábitos e processos, desde o atendimento ao usuário, ao apoio em tomadas de decisão pela Chefia. De modo geral concluiu-se que a Central de Serviços trouxe inúmeras melhorias tanto para a Gestão de TI, quanto para a organização ao todo, servindo de grande apoio no dia a dia. Palavras-chave: Tecnologia da Informação; Central de Serviços; GLPI. REFERÊNCIAS: VERAS, Manoel. Gestão da Tecnologia da Informação: sustentação e inovação para a Transformação Digital. Rio de Janeiro, BRASPORT, 2019. 11 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GERENCIAMENTO DE EQUIPES DA LINHA DE FRENTE DA COVID 19: ESTUDO DE CASO EM UM HOSPITAL NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA MG Fernando Antônio Gonçalves da Rocha7 Mayanna de Lourdes Ferreira Rodrigues Marinho 8 Em casos extremos, os funcionários podem desenvolver estresse e sintomas físicos e emocionais, como ansiedade, depressão e até mesmo Síndrome de Burnout. As situações capazes de contribuir com esses sintomas foram intensificadas com o surgimento da pandemia de COVID-19. Neste contexto, o objetivo deste estudo é apontar as contribuições do gerenciamento de equipes, no que se refere ao enfrentamento da COVID 19, em um hospital de grande porte da cidade de Juiz de Fora/MG. Assim sendo, procura-se responder ao seguinte questionamento: como a gestão de pessoas podem contribuir para o trabalho dos profissionais na linha de frente da Covid-19? Sabe-se que o sistema de gestão de pessoas é um processo sistemático, situacional e contingencial, motivado por forças externas e internos. Portanto, há mais de uma maneira de gerenciar pessoas. Nesse sentido, o processo de gestão de pessoas foca na formulação de políticas de gestão que conduzam ao controle, o papel da política de gestão é garantir que isso aconteça (BITENCOURT, 2011). Desta forma entende-se que a gestão de pessoas age em todas as áreas, devendo então não se limitar às funções operacionais requeridas, mas expandindo para uma participação ativa dos gestores no que tange ao entendimento de equipe e acompanhamento. É neste contexto que começam os estudos relacionados à Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), permeando três aspectos principais: a subjetividade, que é a análise do bem-estar do indivíduo; a realidade objetiva, a qual ele se encontra será capaz de afetar sua condição de vida e visão e, finalmente, a multidimensionalidade, uma vez que a qualidade de vida inclui os aspectos ambientais, espirituais, intelectuais, ocupacionais, emocionais, sociais e físicos. E a importância se dá principalmente porque de acordo com Soboll e Ferraz (2014), a inexistência de um direcionamento estratégico e a criação de metas desumanas e utópicas têm levado ao aumento da exploração dos colaboradores, rebaixamento da jornada de trabalho e acentuação de 7 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: fernando.rochajf@yahoo.com.br. 8 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mayanna.rodrigues@estacio.br. 12 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X atividades que geram doenças e prejudicam o trabalho coletivo. Em geral, as estratégias para remunerar os colaboradores, não têm sido levadas a sério, que se tornariam uma forma de incentivo que, além de contribuir para a subsistência, permite aos trabalhadores uma vida fora do trabalho saudável, segura e satisfatória. Neste contexto a metodologia do estudo é caracterizada como um estudo de caso, com abordagem quanti-qualitativa, aplicada, sendo uma pesquisa exploratória. Os resultados confirmam que a maioria dos profissionais se encontram da mesma forma que antes da pandemia, ou mais estressados. Além disso, a maioria afirma não ter conhecimento sobre os Programas de Qualidade de Vida no Trabalho presentes na organização. Neste cenário, pode-se concluir que há uma necessidade de informar e conscientizar os colaboradores sobre a existência de programas de QVT existentes na instituição a qual trabalham, principalmente o programa “conte comigo” que oferece um suporte psicológico aos colaboradores, sendo de grande necessidade, principalmente neste tempo de pandemia. Palavras-chave: QVT; Gestão de Equipes; Saúde. REFERÊNCIAS: BITENCOURT, C. Gestão contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. 2ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. SOBOLL, L. A.; FERRAZ, D. L. D. S. Gestão de pessoas: Armadilhas da organização do trabalho. 1ª. ed. São Paulo: Atlas, v. I, 2014. 289 p. 13 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EXCLUSÃO DIGITAL FINANCEIRA Isabela Natália da Silva Lopes9 Bruno Dore Rodrigues10 A exclusão digital está diretamente relacionada com a falta de acesso aos benefícios do uso das novas tecnologias, e nesse sentido, pessoas que utilizam a internet consegue obter resultados e oportunidades melhores em relação àqueles que não utilizam, seja por questões sociais, ou por saber utilizar o mesmo, ou seja, não são todas as pessoas beneficiários dessa abundância de informações. Em função disso o presente trabalho visa responder a seguinte questão problema: “A falta de acesso e conhecimento digital do cliente pessoa física, dificulta o uso do internet banking do banco?”. Tem como objetivo, encontrar respostas sobre a exclusão digital financeira, em relação a segregação e separação entre pessoas e grupos, entre aqueles que possuem acesso ou não. Por o referencial teórico desenvolvido discutiu inicialmente acerca do conceito de exclusão digital, que é entendido como sendo uma série de fatores que impedem um indivíduo de usar a tecnologia da informação, e quando o termo financeira entra para a discussão, este conceito se amplia chegando ao público que não tem acesso aos serviços financeiros digitalmente. Entendendo aqui que estes serviços englobam o que se chama de internet banking e mobile banking, que são na verdade um serviço bancário fornecido por meio de um acesso bancário online. Graças ao desenvolvimento tecnológico o ambiente digital permitiu o desenvolvimento dos bancos digitais, sejam no conceito mais reduzido dos bancos físicos que ofertam serviços digitais ou dos bancos que já nasceram digitalmente (fintechs). Para concretização desta pesquisa, a metodologia utilizada se fez em uma classificação de um estudo de caso exploratório com base em revisões bibliográficas. Realizou-se uma pesquisa de campo com uma amostra por conveniência com 75 usuários bancários, para tanto utilizou-se um questionário com 15 perguntas. A maior parte dos respondentes é do sexo feminino, com idade entre 24 e 40 anos, ensino superior incompleto e renda até 3.000,00. Através da pesquisa pode-se entender que 9 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: Isanatbela89@outlook.com. 10 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: bruno.dore@estacio.br. 14 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X que embora a maioria dos clientes utilizem a internet como ferramenta e conheça o internet banking dos bancos, percebeu-se que, apesar dos avanços tecnológicos, os clientes ainda têm dificuldades em acessar apenashá muitos avanços científicos nessa área que possibilitam que a pessoa com o vírus tenha qualidade de vida. O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização de exames. Uma das importantes conquistas em termos globais refere-se ao aumento da perspectiva de vida das pessoas vivendo com HIV/Aids, decorrente do acesso ao tratamento e da diminuição global de novos casos. Todavia, nos contextos regionais, existem barreiras socioculturais, políticas e econômicas que reforçam o estigma vinculado ao HIV/Aids e comprometem o controle da epidemia. Isso significa dizer que o diagnóstico positivo do HIV ainda é associado ao medo do isolamento social, do afastamento de familiares, parceiros/as e amigos e da perda do emprego. Segundo essa perspectiva, ao diferenciar o indivíduo/grupo portador do estigma e colocá-lo numa posição desvantajosa, os processos de estigmatização cumprem a função de produzir e manter as desigualdades e hierarquias sociais. O HIV/AIDS é principalmente uma doença transmitida por via sexual, e a maior parte da comunicação para a prevenção ao HIV/AIDS, tanto passada quanto atual, trabalha na tentativa de modificar exatamente isso: o comportamento sexual. Tais campanhas têm abordado rituais de iniciação, prostituição, abuso infantil, negociação de práticas sexuais e desigualdade de gênero, entre outros assuntos. Frequentemente as práticas sexuais têm sido vistas e interpretadas principalmente como práticas culturais que se contrapõem ao sexo seguro e, portanto, tinham de mudar. O acesso universal à terapia antirretroviral (TARV) resultou em uma redução significativa nas taxas de morbidade e mortalidade. Cabe aos profissionais de saúde ampliar seus conhecimentos e repassá-los para os pacientes e seus familiares e adotarem medidas preventivas para aumentar o tempo de sobrevivência de um paciente portador da Imunodeficiência Humana. Como desafios para o futuro das políticas públicas em relação à Aids no Brasil apresentam-se principalmente aqueles relacionados com a manutenção dos princípios éticos e de direito à saúde presentes nas propostas dessas políticas, igualmente frutos de incessante luta da sociedade brasileira através das Ongs, da mídia e de instituições públicas de saúde. Para tanto, se faz necessário, antes de mais nada, que os serviços de saúde reconheçam a complexidade do fenômeno e se estruturem de forma a levar em conta os 124 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X diferentes aspectos da vida dos portadores de HIV/AIDS, promovendo intervenções conjuntas que atuem sob um olhar biopsicossocial. Palavras-chave: vírus da imunodeficiência humana; relações sexuais; tratamento. REFERÊNCIAS: BRASIL. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde; 2020. CABRAL J. D. R.; CABRAL, L. D. R.; ANGELIM, R. C. D. M; BORBA, A. K. O. T.; VASCONCELOS, E. M. R. D.; RAMOS, V. P. Tecnologia educativa para promoção da qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV. Rev Min Enferm.2016; 20:e941. FALCÃO, C. B.; VERAS, J. F.; MACEDO, M. M. K. Destinos do Édipo, Destinos do Sujeito. In: Macedo, Mônica M. K. (org.). Neurose: Leituras Psicanalíticas. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002 GRANGEIRO, A.; ESCUDER, M. M. L.; SILVA, S. R.; CERVANTES, V.; TEIXEIRA, P. R. Características da Resposta à Aids de Secretarias de Saúde, no Contexto da Política de Incentivo do Ministério da Saúde. Revista Saúde e Sociedade, v. 21, n. 4, p. 954-975, 2012. MAGALHÃES, H. M. Redes de Atenção à Saúde: rumo à integralidade. Divulg Saúde Debate, v. 52, p. 15-37, 2014. PIMENTA, B. J. F.; SANTOS, C. R.; VIEIRA, L. F.; MARQUES, I. A qualidade de vida e o comportamento otimista de pessoas com HIV/AIDS. Rev Bras de Qual de Vida, v. 7, n. 3, 2015. 125 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A MONITORIA NAS AULAS PRÁTICAS DA DISCIPLINA DE SAÚDE DA MULHER: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO Beatriz Machado Cabral 143 Evilaine de Castro Fernandes 144 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 145 A monitoria no ensino superior é um processo de apoio pedagógico e de ensino- aprendizagem, regulamentada tanto pelas leis do ensino superior quanto pelas diretrizes curriculares do curso de graduação em Enfermagem, que permite ao aluno desempenhar funções de mentoria no processo de ensino/aprendizagem e de atuar junto ao docente no planejamento pedagógico (BRASIL,1968; BRASIL,1996; BRASIL,2001). Na graduação em enfermagem a monitoria possibilita o desenvolvimento das habilidades de comunicação e de relações interpessoais, aplicação do processo de enfermagem com conhecimentos teóricos e técnicos assistenciais, administrativos e educativos, além do preparado para o mercado de trabalho também proporciona o aprimoramento da capacidade de liderar. Desse modo, diante das possibilidades de atuação do enfermeiro na saúde da mulher, o presente trabalho teve como objetivo relatar a experiência das atividades da monitoria na disciplina ensino clínico da saúde da mulher prática, realizado em um município da Zona da Mata Mineira. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por uma acadêmica de enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora sob a orientação da docente e da preceptora responsáveis pelas atividades da disciplina. Adicionalmente, esse relato apresenta algumas reflexões sobre a contribuição da monitoria vinculada as práticas da disciplina da saúde da mulher para a formação do enfermeiro. O estudo sobre termos técnicos e procedimentos aplicadas a consulta de enfermagem à mulher foi a primeira atividade da monitoria, na sequência foi realizado a preparação de atividades educativas no formato de 143 Beatriz Machado Cabral. Acadêmica do curso de enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: beatrizmachado546@gmail.com 144 Evilaine de Castro Fernandes. Mestranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Preceptora do curso de Enfermagem. E-mail: evilaine.fernandes@estacio.br 145 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com 126 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X sala de espera para promoção da saúde da mulher nas Unidades de Atenção Primária à Saúde que recebem as práticas das disciplinas, sobre os seguintes temas: vacinação do HPV, direitos sexuais e reprodutivos, amamentação, saúde mental e autocuidado, direitos da gestante, prevenção da Sífilis/ HIV e de outras IST, orientação sobre fatores de risco e prevenção do câncer do colo do útero e da mama, dentre outros. Adicionalmente a monitora também auxiliou na preparação das atividades educativas para adolescentes estudantes, pois nessa disciplina os alunos também tiveram a oportunidade de executar ações de promoção da saúde em escolas do munícipio. O monitor em sala de aula além de ser um elo entre professor e aluno, também atuou na preparação de todo o processo das atividades de promoção da saúde, incluindo o treino e a simulação em sala de aula até na execução das práticas, algo que permitiu identificar as dificuldades dos alunos em relação aos conteúdos teóricos e de reforçar o estudo e a autonomia na busca de conhecimento (FERNANDES, et al. 2015). Conclui-se que as vivências da monitoria ampliaram a visão do acadêmico de enfermagemsobre as competências, práticas e possibilidades de atuação profissional na área da saúde da mulher, além disso possibilitou a troca de experiências entre profissionais, acadêmicos e entre as mulheres e adolescentes participantes das atividades educativas. Palavras-chave: Saúde da Mulher; Mentores; Educação em Saúde; Enfermagem. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 3, de 7 de novembro de 2001. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial da União 09, Poder Executivo, Brasília, DF, 7 de novembro de 2001. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, e dá outras providências. Diário Oficial da União - Seção 1 - 29/11/1968. p.10369. BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 23 de dezembro de 1996.Seção I, p. 27.833 a 27.841. 127 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X FERNANDES, Nayara Cavalcante et al. Monitoria acadêmica e o cuidado de pessoa com ostomia: relato de experiência. Revista Mineira de Enfermagem, v.19, n.2, 2015, p 238-241. Disponível em: 10.5935/1415-2762.20150038 Acesso em: 25 set.2022. 128 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ABORDAGENS E PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DE PESSOAS LGBTQIA+: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Mariana Guimarães Bastos 146 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha 147 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 148 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio149 Elisa Brito Azzi 150 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 151 As recomendações governamentais reforçam que as práticas educativas para promoção da saúde sexual e reprodutiva estão incluídas no rol das atividades de assistência à saúde no contexto da atenção primária (BRASIL, 2013). Tais ações devem ser ofertadas de forma inclusiva além de contemplar todas as pessoas, englobando um conjunto de temas e ações direcionadas ao fortalecimento do exercício dos direitos sexuais e reprodutivos, dentre as quais destacam-se prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, acesso as orientações sobre métodos contraceptivos e conceptivos para o planejamento reprodutivo, serviços e orientação sobre prevenção do câncer do colo do útero e de mama, assistência pré- concepcional, atenção ao pré-natal com profissionais qualificados, dentre outras (PAIVA; CAETANO, 2022). Contudo, observa-se uma incoerência entre as recomendações e as práticas implementadas, cujas ações educativas cis heteronormativa da sexualidade, possuem uma abordagem limitada com foco na prevenção da gravidez, valorizando somente o desejo da contracepção e, portanto, não favorecem a adesão e a participação das pessoas Lésbicas, 146 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 147 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 148 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com 149 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 150 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 151 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 129 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers, Intersex, Agêneros, Assexuados e mais (LGBTQIA+) (ALBUQUERQUE; BOTELHO; RODRIGUES, 2019). Diante disso, o objetivo deste estudo de revisão, em andamento, é identificar evidências científicas produzidas sobre as práticas educativas para a promoção da saúde sexual e reprodutiva da população LGBTQIA+ no cenário nacional. Trata-se de uma revisão integrativa, tendo por base a seguinte questão norteadora “Quais são os temas e as principais características dos estudos publicados nos últimos 10 anos, sobre as práticas educativas voltadas para a promoção da saúde sexual e reprodutiva da população LGBTQIA+ no cenário brasileiro? Destaca-se que a busca dos estudos será realizada em três bases de dados: MEDLINE, Biblioteca eletrônica SCIELO e Web of Science, a seleção da amostra encontra- se em andamento no momento da elaboração deste resumo. Serão excluídos resumos de congresso, editoriais, cartas, teses e dissertações. Projeta-se a análise descritiva e a categorização dos estudos através de um quadro síntese e a extração das informações dos trabalhos revisados com o auxílio de uma planilha construída no software Excel com as variáveis a serem analisadas. Por tratar-se de estudos com dados secundários, a aprovação do comitê de ética não foi necessária. Espera-se que os resultados deste estudo forneçam recomendações para o fortalecimento das práticas educativas embasadas na abordagem interseccional. Essa abordagem congrega a perspectiva da equidade e justiça social, onde as diferenças não são estereotipadas e muito menos classificadas, tornando tais práticas mais inclusivas (HANKIVSKY, 2012). Conclui-se que para além de fomentar discussões sobre a promoção da saúde sexual e reprodutiva das pessoas LGBTQIA+, esse estudo poderá contribuir em prol da visibilidade tanto das lacunas e quanto das práticas produzidas e publicadas no contexto brasileiro sobre a saúde sexual e reprodutiva destas pessoas que por vezes possuem seus direitos violados por conta de preconceitos, estigmas e ou pela falta de conhecimento dos profissionais de saúde. Palavras-chave: Educação em Saúde; Minorias Sexuais e de Gênero; Saúde Sexual e Reprodutiva. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, M. R. T. C. de; BOTELHO, N. M.; RODRIGUES, C. C. P. Atenção integral à saúde da população LGBT: Experiência de educação em saúde com agentes 130 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X comunitários na atenção básica. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rio de Janeiro, v. 14, n. 41, p. 1758, 2019. doi: 10.5712/rbmfc14(41)1758. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva. 1 ed. 2013. 300 p. HANKIVSKY O. Women's health, men's health, and gender and health: implications of intersectionality. Soc Sci Med. 2012 Jun; v.74, n.11, p.1712-20. PAIVA, C.C.N.; CAETANO, R. Theoretical model of sexual and reproductive health care: subsidies for evaluative research. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2022, v. 43, e20200425. doi: 10.1590/1983-1447.2022.20200425. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2022.20200425 131 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X CUIDADOS PALIATIVOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO: UMA REVISÃO DE LITERATURA Arthur Gonçalves dos Santos 152 Cláudio Vitorino Pereira 153 Rayane Vithoria Ferreira Francisco 154 Thamyris Silva da Cunha Farina155Ana Carolina Tales Nogueira Dutra 156 INTRODUÇÃO: O Brasil vivencia um processo transição demográfica e epidemiológica caracterizadas pelo envelhecimento populacional e aumento nas condições crônicas em saúde (DANTAS, et al., 2017). Projeções realizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que mais de 40 milhões de pessoas necessitarão de cuidados paliativos no final da vida a cada ano (OMS, 2020). OBJETIVO: Compreender aspectos relacionados a formação do enfermeiro para atuação paliativista. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada nas bases de dados Medical Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE); Scientific Eletronic Library (SciELO), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs) e Base de Dados de Enfermagem (Bdenf). Foram incluídos artigos publicados entre agosto de 2017 a julho de 2022, completos e disponíveis eletronicamente nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que respondiam à questão norteadora do estudo. Para a seleção dos artigos foi realizada a busca na qual combinaram-se os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Cuidados paliativos” AND “educação em enfermagem” AND “educação continuada”. REFERÊNCIAL TEÓRICO: O termo Cuidados Paliativos pode trazer a ideia de finitude e ocasionar ao paciente e a família a sentimentos negativos como ansiedade, isolamento, dificuldade do enfrentamento e perda do apoio social (ESPÍNDOLA et al., 2018). Por isso, é necessário propiciar recursos emocionais para lidar com possíveis crises 152 Arthur Gonçalves dos Santos. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: santosarthur92@gmail.com 153 Cláudio Vitorino Pereira. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: claudio.pereira89@hotmail.com 154 Rayane Vithoria Ferreira Francisco. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: rayanevithoria12@gmail.com 155 Thamyris Silva da Cunha Farina. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thamyrisfarina5336@gmail.com 156 Ana Carolina Tales Nogueira Dutra. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: anadutra54958@gmail.com 132 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X decorrentes da doença e da finitude da vida e, por fim, para enfrentar o período de luto (ZHU et al., 2021). Devido a sua importância e representatividade nas diversas esferas de Saúde, a Enfermagem possui o papel de prestar assistência holística e intervir precocemente para permitir a prevenção complicações, promover do alívio da dor e atuar em questões biopsicossociais. Sendo essencial esses cuidados para proporcionar bem- estar e redução de sintomas e aflições para a família e o paciente (SILVA et al., 2020). RESULTADOS: Foi percebido lacunas no processo de formação dos enfermeiros para atuação em situações de finitude da vida. A abordagem insuficiente do tema durante a graduação, e ausência de educação continuada nas Instituições de Saúde repercutem na falta de preparo e ou insegurança para lidar com essa realidade cada vez mais presente em nossa população. Por outro lado, intervenções com estratégias educacionais e a formação de profissionais de enfermagem especialistas em oncologia demonstraram ser efetivos para aumento do conhecimento sobre a temática CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebe-se a necessidade de ampliar a capacitação para que os enfermeiros obtenham maior habilidade e segurança para lidar com o processo de finitude da vida e propiciar melhor assistência a pacientes e familiares que vivenciam tal processo. Sugere-se maior abordagem da temática nos cursos de graduação em Enfermagem, a fim de que os futuros profissionais saibam gerenciar suas emoções e assim desempenhar suas atividades com empatia e segurança. Palavras-chave: Cuidados paliativos, Educação em Enfermagem, Educação continuada REFERÊNCIAS: DANTAS, I. C.; PINTO JUNIOR, E. P.; MEDEIROS, K. K. A. S.; SOUZA, E. DE A. Perfil de morbimortalidade e os desafios para a atenção domiciliar do idoso brasileiro. Revista Kairós Gerontologia, 20(1), pp. 93-108, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.23925/2176- 901X.2017v20i1p93-108 ESPÍNDOLA, A.V; QUINTANA M.A; FARIAS P.C.; et al Relações familiares no contexto dos cuidados paliativos. Rev. Bioét. 26 (3), 2018. Disponível em https://doi.org/10./1590/1983- 80422018263256 https://doi.org/10.23925/2176-901X.2017v20i1p93-108 https://doi.org/10.23925/2176-901X.2017v20i1p93-108 133 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X SILVA, R.M; BRAVO D.S; VALVERDE V.R.L; et al. A importância da assistência de enfermagem nos cuidados paliativos. Brazilian Journal Of Surgery And Clinical Research. São Paulo Vol.32, n.1, pp.83-87, 2020. ZHU.S, ZHU.H, ZHANG X,; et al. Care needs of dying patients and their family caregivers in hospice and palliative care in mainland China: a meta-synthesis of qualitative and quantitative studies. BMJ Open. Nov 5;11(11): e051717, 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Palliative care: [Internet], 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care 134 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PERCEPÇÕES DOS USUÁRIOS DE UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL SOBRE O ACESSO RESOLUTIVO NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE MENTAL Aline Fregulia Lomar157 Patrícia Rodrigues Braz158 O movimento pela Reforma Psiquiátrica teve início no Brasil em meados de 1970, e elaborou propostas visando à transição do modelo asilar psiquiátrico para a assistência comunitária e o processo de desinstitucionalização (AMARANTE, NUNES, 2018). Tal movimento serviu como alicerce para a criação da Lei Federal nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental (BRASIL,2004). Com os novos paradigmas emergentes do processo da Reforma Psiquiátrica, surgiram possibilidades de organização de uma rede substitutiva ao hospital psiquiátrico. (AMARANTE, NUNES, 2018). Dentre os serviços substitutivos pertencentes à Rede de Atenção Psicossocial estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituições de referência e tratamento para pessoas que possuem algum tipo de sofrimento mental. Estudos demonstram que os CAPS contribuíram para a redução do número de internações em setores de urgência psiquiátrica, e para a socialização dos usuários frequentes, através da comunicação e integração com o meio social, auxiliando na resolutividade da assistência em saúde mental (ONOCKO-CAMPOS, 2019, OMS, 2020). Um serviço pode ser considerado resolutivo quando a assistência disponibilizada é capaz de responder às necessidades apresentadas pelo corpo social, incluindo a organização do fluxo assistencial, os recursos financeiros destinados, os saberes e tecnologias disponíveis, o acolhimento, as relações traçadas com a equipe e a resolução dos problemas (ONOCKO- CAMPOS, 2019). Ante o exposto, o estudo refere-se à uma pesquisa de abordagem qualitativa que visa compreender as percepções de usuários sobre a atenção em saúde mental, com foco no acesso resolutivo a um CAPS III que funciona diariamente, durante 24 horas e está situado em área central no Município de Juiz de Fora. Serão realizadas entrevistas 157 Aline Fregulia Lomar – Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: fregulialine@outlook.com. 158 Patricia Rodrigues Braz – Enfermagem - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: patriciaenfbraz@gmail.com mailto:fregulialine@outlook.commailto:patriciaenfbraz@gmail.com 135 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X direcionadas por roteiros previamente elaborados com 20 usuários maiores de 18 anos de ambos os sexos, não curatelados, que estejam lúcidos, orientados, ativos e apresentem adesão ao tratamento medicamentoso e às atividades de reabilitação psicossocial individual e coletiva, e que concordem em participar da pesquisa assinando um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo ilegíveis os que não se enquadrarem em um dos critérios citados. Mediante a autorização dos participantes, as entrevistas serão gravadas em mídia digital, para que se obtenha total fidedignidade dos relatos, e, posteriormente, serão transcritas. Os dados coletados serão apreciados a partir da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011) com auxílio do software Open Logos para categorização. Espera-se, com os resultados da pesquisa, contribuir com a literatura ainda lacunar sobre esse tema e fomentar possíveis melhorias no que se refere ao acompanhamento e assistência à saúde mental oferecido. Palavras-chave: acesso aos serviços de saúde; acesso efetivo aos serviços de saúde; assistência à saúde mental; serviços de saúde mental; serviços comunitários de saúde mental. REFERÊNCIAS: AMARANTE, Paulo; NUNES, Mônica de Oliveira. “A reforma psiquiátrica no SUS e a luta por uma sociedade sem manicômios”. Ciência & Saúde Coletiva, 2018. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. 1. ed. Almedina, 2011. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília (DF), p.86. 2004. BRASIL, Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n.º 3.588, de 21 de dezembro de 2017. Altera as Portarias de Consolidação no 3 e nº 6, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Rede de Atenção Psicossocial, e dá outras providências. Brasília (DF) 2017. ONOCKO-CAMPOS, Rosana Teresa. “Saúde mental no Brasil: avanços, retrocessos e desafios”. Caderno de Saúde Pública, v. 35, 2019. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. OMS pede aumento maciço nos investimentos em saúde mental. Organização Mundial de Saúde, 2020. 136 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ASSISTÊNCIA À MULHER SURDA NA GESTAÇÃO, PARTO E PUERPÉRIO NO CENÁRIO BRASILEIRO: UMA REVISÃO DE ESCOPO Ana Carolina Ferreira Marques 159 Larissa Vianelle de Morais 160 Isabella Araujo Baldutti 161 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 162 A mulher surda no ciclo gravídico puerperal, possui tripla vulnerabilidade, que as acometem por serem mulheres, portarem deficiência e pelas modificações impostas pela gravidez na vida social, física, familiar, emocional e econômica. Tal realidade torna-se ainda mais grave, principalmente no âmbito da saúde, dada a ausência das condições básicas para acesso ao atendimento integral, capacitado, resolutivo e equânime no período gestacional (THOMAZ et al., 2021). Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde em 2022, alertam que 2,5 bilhões de pessoas viverão com algum grau de perda auditiva em 2050. Diante da invisibilidade deste tema e da escassez de iniciativas no âmbito da saúde materna destas mulheres, objetivou-se identificar e sumarizar as evidências disponíveis na literatura nacional sobre a atenção à saúde da mulher surda no ciclo gravídico puerperal. Trata-se de uma revisão de escopo, cujos preceitos teóricos contemplaram as seis etapas metodológicas estabelecidas pelo instituto Joanna Briggs Institute (PETERS et al., 2020). A busca foi realizada em cinco bases: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde; Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem via Pubmed; Biblioteca eletrônica SCIELO, Web of Science e na Cumulative Index to Nursing and Allied Health, acessadas via periódicos CAPES em março de 2022. Os resultados foram sumarizados e apresentados no formato de tabelas. Por se tratar de um estudo que utilizou informações bibliográficas de acesso público, não foi necessária aprovação ética prévia por comitês de ética em pesquisa envolvendo seres 159 Ana Carolina Ferreira Marques. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: anacarolina96marques@gmail.com 160 Larissa Vianelle de Morais. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora E-mail: larissavianellm@gmail.com 161 Isabella Araujo Baldutti. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: 201802323651@alunos.estacio.br 162 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Orientadora do trabalho. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com 137 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X humanos. A utilização dessa estratégia adaptada, segundo as particularidades e idiomas de cada uma das bases utilizadas possibilitou a recuperação de 1.831 estudos, após exclusão de 131 duplicações no software Endnote web. De 1.700 estudos, somente 121 foram incluídos após a leitura do título e resumo, destes 110 foram excluídos com justificativa e após a leitura do texto completo 11 estudos foram incluídos para análise do texto completo, sendo recuperado uma referência de um dos estudos incluídos, assim a amostra final fechou em 12 artigos os quais possibilitaram responder a seguinte questão norteadora: quais os desafios para implementação do cuidado integral à saúde da mulher surda no ciclo gravídico puerperal segundo a literatura científica nacional?. Observou-se uma escassez de publicações sobre o tema, principalmente no âmbito nacional, algo que sugere uma lacuna de conhecimentos sobre a saúde materna das mulheres surdas, cuja sexualidade e os direitos reprodutivos são violados e invisibilizados diante da ausência de normativas e de profissionais de saúde capacitados em LIBRAS (COSTA et al., 2018), falta de acessibilidade nas maternidades (THOMAZ et al., 2021), ausência de intérpretes de LIBRAS (BERNARDO et al.,2021). Conclui-se que a produção do conhecimento no âmbito nacional sobre a assistência à mulher surda ao período gravídico puerperal ainda é incipiente. Foi observado a necessidade de melhorias na assistência, estrutura e a capacitação dos profissionais de saúde que atuam nas maternidades. Espera-se que os resultados deste estudo fomentem a discussão do tema e contribua para a produção de iniciativas e futuras pesquisas que dialoguem sobre a autonomia e o fortalecimento do exercício dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher surda no Brasil. Palavras-chave: Saúde da Mulher; Surdez; Pessoas com deficiência auditiva; Gestação. REFERÊNCIAS BERNARDO, Lucas Andreolli et al. Potências e limites no cotidiano da formação acadêmica no cuidado à saúde da pessoa surda. Escola Anna Nery, v. 25, 2021. COSTA, Amanda Andrade et al. Acolher e escutar o silêncio: o cuidado de enfermagem sob a ótica da mulher surda durante a gestação, parto e puerpério. Rev Fund Care Online. v.10, n.1, p.123-129. 2018. THOMAZ, Erika Barbara Abreu Fonseca et al. Acessibilidade no parto e nascimento a pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva: estrutura de estabelecimentos do SUS vinculados à Rede Cegonha. Ciência & Saúde Coletiva. 2021, v. 26, n. 3, p.897-908. 138 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PETERS, M. D. J., et al. Chapter 11: Scoping Reviews (2020 version). In: Aromataris, E. & Munn Z (Editors). Joanna Briggs Institute Reviewer's Manual. 2020. 139 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PROMOÇÃO DA SAÚDE NADOENÇA RENAL CRÔNICA POR MEIO DE UM PROJETO DE EXTENSAO SOCIAL Deborah Monteiro da Silva 163 Denise Rocha Raimundo Leone 164 Ghiovana Baruzi Weitzel 165 Isabela das Graças Almeida Rodrigues166 Lívia da Silva Pereira 167 Ranna Dias Deolindo da Silva 168 A Doença Renal Crônica (DRC) é considerada mundialmente como um problema de saúde pública. Caracterizada pela lesão na estrutura e/ou função renal em sua fase mais avançada os rins não conseguem manter a homeostase do corpo, sendo necessária a terapia de substituição renal. Ela acomete cerca de 10% dos adultos, 12% das pessoas com hipertensão arterial, 15% daquelas com diabetes mellitus e 30% dos idosos. Nesse contexto, nota-se a necessidade de serem instituídas medidas capazes de diminuir a prevalência da DRC. Dentre essas, estão as atividades educativas que se tornaram um meio eficaz para prevenir doenças, e é por esse processo que os profissionais de saúde têm maior interação com a comunidade (SAMMAN et al., 2022; SILVA, 2020). A educação em saúde é definida pelo Ministério da Saúde como um processo educativo de conhecimentos em saúde que visa a conscientização de uma temática pela população, das pessoas no seu cuidado e na discussão com os profissionais e os gestores a fim de alcançar uma atenção à saúde de acordo com suas necessidades (MELO et al., 2022). Objetivo: Relatar as atividades de um projeto de extensão social por meio de uma educação em saúde em uma rede social. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado por meio das descrições das atividades desenvolvidas pelo projeto de extensão social: “Doença Renal Crônica: conhecer para melhor 163 Deborah Monteiro da Silva. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: deborahmonteiro312@gmail.com 164 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 165 Ghiovana Baruzi Weitzel. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: ghiovana.w@gmail.com 166 Isabela das Graças Almeida Rodrigues. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: isabelaalmeidapoh@gmail.com 167 Lívia da Silva Pereira. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: livia.sjn@hotmail.com 168 Ranna Dias Deolindo da Silva. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: rannadeolindo@gmail.com 140 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X viver” no período de março de 2021 a janeiro de 2022. Resultados: Contribuem para esse projeto de extensão social uma docente do curso de Enfermagem e cinco discentes dos cursos da área da saúde do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Sendo, duas discentes do curso de Enfermagem, uma de Fisioterapia e duas de Odontologia. No decorrer do projeto de extensão social foram realizadas publicações na página do Instagram @conhecerrenal envolvendo as seguintes temáticas: o que é, os fatores de risco como hipertensão e diabetes, estágios e o tratamento da DRC; atuação de cada profissional da saúde na DRC; alimentação; entre outras. Além disso, houve a realização de três lives abordando temas como a "Alimentação na DRC”, “A saúde bucal e a DRC; o que você precisa saber e o compartilhamento da experiência da uma paciente que havia realizado transplante renal devido a DRC. Proporcionando também as discentes do projeto oportunidades de realizar apresentações em eventos científicos. Considerações finais: O projeto de extensão propiciou informação científica, porém com linguagem acessível, à sociedade acerca da DRC; viabilizou que as discentes e membros do projeto ampliem seus conhecimentos sobre a temática e as qualificam para buscas científicas. Palavras-chave: Doença renal crônica; Educação em Saúde; Projeto de Extensão. REFERÊNCIAS: MELO, T.T et al. Educação e saúde em dispositivos de atenção à saúde na formação do enfermeiro: um relato de experiência. Revista Enfermagem. 2022. SARMMAN, F. et al. Razão oferta/necessidade de consultas médicas, exames de diagnóstico e acompanhamento da doença renal crônica no Sistema Único de Saúde: estudo descritivo, estado de São Paulo, 2019. Epidemiologia e Serviços de Saúde. Brasília, 31(2):e20211050, 2022 SILVA, Gessianny Emanuelly de Lima. Educação em saúde para a prevenção da doença renal crônica na comunidade: relato de experiência. Revista Caravana - Diálogos entre Extensão e Sociedade. v.5 n.2, p.05-21, 2020. 141 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PANDEMIA DO COVID-19 E A UTILIZAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO SUPERIOR DA ÁREA DA SAÚDE Deborah Monteiro da Silva 169 Denise Rocha Raimundo Leone 170 Ana Carolina Teles Nogueira 171 Thamyris Silva da Cunha Farina172 Devido a pandemia do Covid-19 houve a necessidade de distanciamento social e suspensão das aulas presenciais. Assim, tornou-se necessário o uso de metodologias ativas no ensino remoto como um recurso para evitar a total paralização das aulas (APPENZELLER et al., 2020). Referencial teórico: O uso de metodologias ativas é apontado como uma tática que deve ser utilizada nos cursos da área da saúde, por meio das Diretrizes Curriculares. Estas favorecem a autonomia do discente, por meio de um ambiente ativo e dinâmico no qual o estudante é o principal responsável por adquirir seu conhecimento e o professor atua como facilitador no processo aprendizagem (FARIAS; MARTIN; CRISTO, 20,15; MEC, 2001). Embora o uso da metodologia ativa esteja consolidado, é necessário esclarecer como se deu o uso destas em cursos superiores da área de saúde através do ensino presencial remoto. Objetivo: Analisar o uso de metodologias ativas através do ensino remoto ocasionado pela pandemia do Covid-19, pelos professores de ensino superior de cursos da saúde. Metodologia: Trata de uma revisão integrativa de literatura que buscou responder à questão norteadora: Como foram utilizadas as metodologias ativas na educação superior durante o ensino remoto no contexto da Covid-19? Foram realizadas buscas nas bases de dados Lilacs, Scielo, BDENF. Pubmed, Science Direct e Scopus. Foram incluídos artigos disponíveis na integra, de forma gratuita, nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola e foram excluídos estudos de revisão e dentre os 133 artigos encontrados, 11 compuseram a amostra final. Resultados: As estratégias educacionais adotadas no ensino remoto foram a realização de palestras, sessões PBL, tutoriais e apresentações de seminários transmitidos ao vivo para os 169 Deborah Monteiro da Silva. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: deborahmonteiro312@gmail.com 170 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 171Ana Carolina Teles Nogueira. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 172 Thamyris Silva da Cunha Farina. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thamy_farina@hotmail.com 142 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X discentes, exercícios de role-playing, uso de debates clínicos, apresentações e estudo de caso sobre as temáticas da disciplina em questão. Assim, observa-se que as atividades remotas possibilitaram a continuidade dos estudos que estavam suspensos devido a restrição de isolamento social. Porém, também se encontra desafios no processo de aprendizagem dos discentes como falha na comunicação com paciente/família e com profissionais de equipe interdisciplinar, a avaliaçãodos discentes pelo professor pode ser limitada devido a limitação de tempo para observar as interações realizadas e o desafio para o corpo docente que nem sempre estava preparado para essa nova realidade. Considerações finais: O uso de metodologias ativas mostrou-se adequado e oportuno para que os discentes pudessem tornar- se ativos no seu processo de ensino aprendizagem. Mas, para uma aprendizagem significativa é necessário um preparo por parte dos docentes ao planejarem e executarem suas aulas. Palavras-chave: Aprendizado ativo; Métodos; Educação Médica. REFERÊNCIAS: APPENZELLER, S. et al. Novos Tempos, Novos Desafios: Estratégias para Equidade de Acesso ao Ensino Remoto Emergencial. Revista Brasileira de Educação Médica. 12 set. 2020, v. 44, supl. 1, e0155. FARIAS, P.A.M; MARTIN, A.L.A.R; CRISTO, C.S. Aprendizagem Ativa na Educação em Saúde: Percurso Histórico e Aplicações. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro , v. 39, n. 1, p. 143-150, Mar. 2015 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de educação. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Enfermagem, Medicina e Nutrição. 2001 143 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PERFIL DE PACIENTES EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO: IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM Denise Rocha Raimundo Leone 173 Karine Martins Ferreira 174 A doença renal crônica (DRC) é definida pela disfunção renal, por um período maior que três meses, e provoca alterações metabólicas, hidroeletrolíticas e nutricionais aos pacientes acometidos. Em sua maioria, estes são submetidos a um programa de hemodiálise (HD) realizado três vezes por semana por um período de quatro horas. Estes fatores estão diretamente relacionados às complicações cardiovasculares, que é a principal causa de mortalidade desta população (KDOQI, 2015). Conhecer o perfil desta clientela possibilita a prevenção de danos cardiovasculares. Referencial Teórico: Considerando a importância epidemiológica da DRC no Brasil e no mundo e a necessidade de ofertar um atendimento de qualidade, ratifica-se a importância de estudos que descrevam o perfil, ou seja, as características das pessoas que convivem com essa doença, pois com os resultados destes é possível conhecer as necessidades específicas dessa clientela, além de identificar as principais pessoas em risco do desenvolvimento de complicações, o que pode contribuir de maneira efetiva para reduzir o sofrimento das pessoas em tratamento hemodialítico e dos custos financeiros associados à doença (PICCIN et al., 2018). Objetivo: Traçar o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas em tratamento hemodialítico. Metodologia: Estudo transversal de caráter exploratório e descritivo, realizado em uma clínica de HD na Zona da Mata mineira. Amostra por seleção completa, participaram do estudo 225 pessoas, maiores de 18 anos, e em tratamento por HD há pelo menos 3 meses. Os dados secundários foram coletados no prontuário por meio de questionário estruturado, no período de fevereiro de 2019. Análise dos dados por meio da estatística descritiva através do software SPSS 20.0. Resultados: A maioria (56,7%) era do gênero masculino, 54,5 % eram adultos, ou seja, tinham a idade entre 18 e 64 anos. As etiologias mais prevalentes foram o diabetes mellitus (36%) e hipertensão arterial sistêmica (52%). Considerando a hipervolemia, 83% dos pacientes apresentavam o ganho de peso do intervalo interdialítico menor que 5%. Já 173 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 174Ana Carolina Teles Nogueira. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: karinemartinsenf@gmail.com 144 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X relacionado aos exames laboratoriais, 83% apresentavam nível sérico de potássio adequado, 63% o de fósforo e 74% o de albumina. As classificações de IMC mais prevalentes foram: eutróficos (46%), pré obesidade (29%), obesidade grau I (10%), obesidade grau II (7%), e obesidade grau III (1%). Considerações finais: as doenças que se apresentaram como as mais prevalentes são importantes causadoras da doença cardiovascular. Os IMC que se apresentaram com maior risco para doença cardiovascular são aqueles relacionados a pré obesidade e obesidades. Um número expressivo de pacientes apresentam-se com IMC elevados e com os exames laboratoriais fora dos padrões da normalidade. Conhecer o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes em HD possibilita a equipe interdisciplinar, sobretudo a Enfermagem, a traçar um plano de cuidado que atenda efetivamente as necessidades dos pacientes com DRC e assim diminuir os fatores de risco para a doença cardiovascular. Palavras-chave: Perfil epidemiológico, Hemodiálise, Enfermagem. REFERÊNCIAS: KDOQUI. National Kidney Foundation. Clinical practice guideline for hemodialysis adequacy: 2015 update. Am J Kidney Dis. 2015, [s.l.], v. 66, n. 5, p.884-930. PICCIN, Catiele et al. Perfil sociodemográfico e clínico de pacientes renais crônicos em hemodiálise. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 12, n. 12, p. 3212-3220, 2018. 145 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ACOMPANHAMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO EM VISITA DOMICILIAR DE USUÁRIA COM SEQUELA DE AVE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Thamyris Silva da Cunha Farina175 Vanessa Vieira da Motta176 O acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de incapacidade na pessoa idosa, evoluindo com sequelas que variam de gravidade de acordo com a extensão da isquemia e a região do cérebro afetada (SILVA et al., 2022). Em casos mais graves o indivíduo pode apresentar perda total da capacidade de realizar suas atividades, ficando restrito ao leito. Esse paciente requer cuidados e intervenções de enfermagem de forma a prevenir agravos como o desenvolvimento de lesão por pressão (LPP) (BRASIL, 2018). Objetivo: Mostrar a importância da assistência de enfermagem na visita domiciliar (VD) para o acompanhamento de LPP em idoso com sequela de AVE. Referencial teórico: Caracterizado como déficit neurológico focal e/ou global, o AVE tem desenvolvimento repentino, podendo ser isquêmico ou hemorrágico. Dentre as principais sequelas apresentadas estão a hemiplegia, alterações na marcha e equilíbrio, fala arrasta, distúrbios visuais, déficit de memória, incontinência urofecal (MARQUES et al., 2019; SCHMIDT et al., 2019). Em alguns casos, indivíduos pós-AVE podem ficar restritos ao leito e tornar-se suscetíveis ao desenvolvimento de LPP, as quais são caracterizadas por danos cutâneos ou de locais flácidos resultantes de pressão prolongada (MATOS et al., 2020). É essencial que a assistência de enfermagem na VD seja voltada à avaliação de riscos, planejando e participando dos cuidados com foco na prevenção e recuperação da integridade da pele. A avaliação do risco de desenvolver LPP pode ser feita pela escala de Braden como forma do enfermeiro realizar ações preventivas (CORREIA; SANTOS, 2019). Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência de VDs realizadas durante o estágio curricular supervisionado na UBS de Santa Luzia no segundo semestre de 2022. Resultados: Foram realizadas VDs a uma paciente de 83 anos, acamada, apresentando disartria, afasia e hemiplegia à direita como sequela de AVE isquêmico, classificada como grau 5 na escala de 175 Thamyris Silva da Cunha Farina. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thamy_farina@hotmail.com 176 Vanessa Vieira da Motta. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: Mottavanessa.vm@gmail.com146 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Rankin e com risco severo de desenvolver LPP pela escala de Braden. Durante o atendimento foi identificada uma LPP infectada de grau III na região sacrococcígea, cavitaria, medindo 5cm de extensão, secretiva e com odor fétido, sendo prescrito como cobertura primária o uso de cetoconazol e neomicina, posteriormente ocluída com gaze IV. Foi definida pela equipe de saúde na unidade básica a necessidade de VDs semanais visando avaliar a LPP e orientar a família sobre a importância da mudança de decúbito, hidratação da pele, nutrição, realização de curativo diário e adesão aos medicamentos de uso contínuo. Após cinco semanas de acompanhamento, houve melhora do aspecto da lesão apresentando tecido de granulação, sem secreção ou odor fétido, sendo mantidas as VDs. Considerações finais: A assistência da enfermagem na VD tem grande valor na prevenção de LPP em pacientes restritos ao leito, caracterizando-se como ferramenta na prevenção do surgimento de lesões. A realização da VD é crucial no processo de educação em saúde e assistência humanizada e individualizada ao paciente e à família. Palavras-chave: acidente vascular encefálico; paciente acamado; lesão por pressão; visita domiciliar REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para o cuidado com o paciente no ambiente domiciliar [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Hospital Alemão Oswaldo Cruz. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. 96p. CORREIA, Analine de Souza Bandeira; SANTOS, Iolanda Beserra da Costa. Lesão por pressão: medidas terapêuticas utilizadas por profissionais de enfermagem. RBCS [Internet], v. 23, n. 1, p. 33- 42, 2019. MARQUES, Jéssica Carla et al. Perfil de pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral internados em um centro de reabilitação. Acta Fisiátrica , v. 26, n. 3, p. 144- 148, 2019. 147 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MATOS, Suellen et al. Úlcera por pressão em idosos institucionalizados: escores de risco e determinantes clínicos. Revista ROL de Enfermería,v. 43, n. 1, p. 493-499, 2020. SCHMIDT, Michelle Hillig et al. Acidente vascular cerebral e diferentes limitações: uma análise interdisciplinar. Arq Ciênc Saúde UNIPAR, v. 23, n. 2, p. 139-44, 2019. SILVA, Cleane Rosa Ribeiro da et al. Funcionalidade, estresse e qualidade de vida de sobreviventes de acidente vascular encefálico. Acta Paulista de Enfermagem, v. 35, 2022. 148 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHER PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Mariana Lupatini Miranda177 Vanessa Vieira da Motta178 A atenção primária à saúde faz parte da rede de assistência à saúde, como um sistema local de cuidados constantes para população. O enfermeiro como membro da equipe multiprofissional é muito importante no desenvolvimento de ações de educação em saúde que é um dos principais dispositivos para promover a promoção da saúde na atenção básica, evitando assim agravos de doença e identificando doenças precocemente (GUIMARÃES et al., 2013). Objetivo: Conhecer a atuação do enfermeiro na consulta de enfermagem à mulher para a realização do exame preventivo. Referencial teórico: O exame do preventivo ou Papanicolau, é uma das ações realizadas na prevenção primária do câncer do colo do útero sendo a principal estratégia para identificação de lesões e alterações celulares precocemente possibilitando o diagnóstico da doença em estágios iniciais melhorando o prognóstico. É recomendado pelo Ministério da Saúde que o preventivo seja realizado a partir de 25 anos em todas as mulheres que iniciaram atividade sexual, sendo encerrado aos 64 anos. Após dois exames anuais sem alterações, deve-se repetir a cada três anos (GOUVEIA; BEZERRA; BARBOSA, 2021). Para garantir um resultado confiável as mulheres devem ser orientadas quanto à abstinência sexual e não utilização duchas ou medicamentos vaginais dois dias antes do exame, além de não estar menstruada (BRASIL, 2011). A enfermagem deve proporcionar uma assistência de qualidade olhando a mulher como um todo, através da consulta de enfermagem, promovendo a educação em saúde de modo a prevenir problemas de saúde. Na presença de sinais e sintomas deve-se procurar o serviço de saúde para atendimento (MACIEL; KUNS; MORTARI, 2010). Metodologia: Estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado durante o estágio obrigatório supervisionado de enfermagem do Centro Universitário Estácio de Sá em Juiz de Fora na Unidade Básica de Saúde do Cruzeiro do Sul no segundo semestre de 2022. Resultados: A vivência durante o estágio na atenção primária 177 Mariana Lupatini Miranda. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marilupatinimiranda@hotmail.com 178 Vanessa Vieira da Motta. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: Mottavanessa.vm@gmail.com 149 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X à saúde permitiu reconhecer a importância da consulta de enfermagem voltada à mulher com a realização do exame preventivo como um meio de acolhimento, educação em saúde e detecção precoce de fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo de útero e de mama. Além de reconhecer a autonomia do enfermeiro na identificação e tratamento de algumas infecções vigentes como candidíase, gonorreia e tricomoníase. Ficou clara também a importância da busca ativa de mulheres que realizam o exame, mas não retornam à unidade para buscar o resultado podendo este apresentar alteração importante com necessidade de intervenção. Conclusão: A consulta de enfermagem à mulher é uma oportunidade rica para que o enfermeiro realize ações de educação em saúde de forma a possibilitar assistência de enfermagem de qualidade e continuidade do cuidado, sendo multiplicador em conhecimento e informações. Palavras-chave: Exame Papanicolau; Enfermagem; Consulta de Enfermagem. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Sáude. Papanicolau (exame preventivo de colo de útero). Biblioteca Virtual da Sáude, 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 230 p.: il. ISBN 978-85-334-2360-2 GOUVEIA, R. B.; BEZERRA, S. S.; BARBOSA, M. S. N. A contribuição do enfermeiro na realização do exame Papanicolau como método de rastreamento do câncer do colo uterino: Uma revisão integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 11, Vol. 08, pp. 55-65. Novembro 2021. GUIMARÃES, J.A.F. et al. Pesquisa brasileira sobre prevenção do câncer de colo uterino: uma revisão integrativa. Rev Rene. v.13, n. 1, 2013. MACIEL, I.; KUNZ, J.Z.; MORTARI, C.L.H.; Assistência de enfermagem à mulher na promoção e prevenção do câncer do colo uterino e mama (fundamentando na teoria de Dorothea Elizabeth Orem). Chapecó-SC, 2010. 150 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO APH: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ACADÊMICO NO PERÍODO DE ESTÁGIO Jefferson Ubirajara de Moraes Menezes179 Tiago Antonio de Souza180 O atendimento pré-hospitalar (APH) é aquele que envolve ações e cuidados, que podem reduzir as taxas de morbimortalidade, antes da chegada do usuário/paciente a uma unidade hospitalar. Para isso é fundamental uma assistência qualificada, um meio de transporte e uma chegada imediataao hospital para que aumente a taxa de sobrevida (MARTINS e PRADO, 2003). Nesse contexto, há a necessidade do atendimento pré-hospitalar móvel, que trata de um serviço de assistência prestado fora do âmbito hospitalar, como em residências, locais de trabalho ou em vias públicas (BRASIL, 2002). Neste sentido, o presente estudo objetivou descrever a experiência enquanto estagiário em uma unidade de atendimento pré-hospitalar móvel. O presente estudo trata-se de um relato de experiência, no qual é descrito a inserção de um acadêmico do curso de Enfermagem da Universidade Estácio Juiz de Fora em seu período de estágio em uma unidade de atendimento pré-hospitalar móvel sediada na cidade de Juiz de Fora/ MG. As vivências teórico-práticas do acadêmico foram realizadas no turno da noite ao longo do segundo semestre de 2022, sob a supervisão direta do enfermeiro socorrista de uma unidade de atendimento pré-hospitalar móvel e supervisão indireta do preceptor de estágio da instituição de ensino. A observação e a análise teórico-prática se deram entre os meses de setembro de 2022 até a presente data, com carga horária aproximada de 22 horas semanais. Durante o período de inserção do acadêmico, foi observado e analisado a atuação do enfermeiro no APH móvel. Tais vivências foram registradas por meio de um relatório de atividades práticas diárias, o qual possibilita descrever diariamente o que foi realizado e aprendido durante o período de estágio. Foi de grande importância os atendimentos prestados e presenciados para que desta forma enquanto acadêmico venhamos a construir nossos conhecimentos e colocar em pratica as capacitações que o ensino superior nos proporcionam, foi visto ainda importância de cada membro da equipe, pois quando 179 Jefferson Ubirajara de Moraes Menezes. Discente. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: jejefee@hotmail.com 180 Tiago Antonio de Souza. Docente. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tiago.souza@estacio.br 151 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X falamos em APH sempre devemos voltar nosso pensamento para pluralidade, pois não conseguimos prestar um atendimento eficaz se não estamos alinhados com a equipe, e caso não estejamos alinhados iremos impactar diretamente na assistência prestada ao usuário, fazendo com que desta forma aumente os riscos de mortalidade. Foi uma grande experiência, que mostrou o quanto é necessário e importante o papel do enfermeiro no atendimento pré- hospitalar, exercendo sua função com domínio da prática e humanização em cada atendimento prestado. Foi possível concluir que o papel do enfermeiro é de extrema importância, sobretudo na humanização do atendimento. Concluindo esse breve relato de experiência pude verificar enquanto estagiário que falta implementação de treinamentos e checklist da ambulância afim de otimizar os atendimentos e garantir um serviço de qualidade ao usuário. Ressalvo ainda que citei o treinamento, pois ocorreu um acidente com uma usuária por falta de conhecimento de manuseio da cadeira de transporte a qual era de uma nova viatura “ambulância”, o que acarretou um quase decepamento da ponta do dedo anelar da mão direita, causando dor e desconforto a paciente a qual teve que levar três pontos no referido dedo. Palavras-chave: APH; URGÊNCIA; ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da saúde. Portaria nº 2048, de 05 de novembro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. MS, Brasília: 2002. MARTINS, P. P. S.; PRADO, M. L. Enfermagem e serviço de atendimento pré-hospitalar: descaminhos e perspectivas. Rev Bras Enferm, v. 56, n. 1, p. 71-75, 2003 152 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X AUDITORIA EM ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DE LITERATURA Igor Lopes Mariano da Silva 181 Cláudio Vitorino Pereira 182 Maria Alice Martins da Silva 183 Lara Cristina Silva Coelho184 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 185 A auditoria em saúde é um processo sistemático que estabelece o cumprimento de objetivos e metas proposto dentro de um Serviço. Utiliza-se métodos analíticos para implementar ações de prevenção e correção, e diz respeito a associação de qualidade e assistência, com foco na experiência e satisfação do cliente, e da gestão dos encargos financeiros (FABRO, CHAVES, TEIXEIRA, et al, 2020). Portanto, possui papel fundamental para qualidade assistencial quer seja em Instituições Públicas ou Privadas (VERONEZI, LOPES, 2021). No âmbito da Enfermagem, a auditoria tem a função de controlar o processo administrativo e propiciar elementos para a consolidação da Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE) (SANTOS, SANTANA, VIEIRA, et al., 2012). Após relatório avaliativo inicial e levantamento de indicadores torna-se de fundamental importância a instalação de processos educativos a fim de estabelecer processos para melhor compreensão dos resultados e capacitação profissional (BITENCOURT, PINHEIRO, PERCISI, et al., 2020). OBJETIVO: Compreender aspectos relacionados a atuação de enfermeiros na Auditoria em Enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura, realizada nas bases de dados Medical Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE); Literatura Latino- americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs) e Base de Dados de Enfermagem (Bdenf). Foram incluídos artigos publicados entre setembro de 2017 a setembro de 2022, completos e disponíveis eletronicamente nos idiomas português, inglês ou espanhol, e que 181 Igor Lopes Mariano da Silva. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: igorlopesjf33@gmail.com 182 Cláudio Vitorino Pereira. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: claudio.pereira89@hotmail.com 183 Maria Alice Martins da Silva. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mariaalice2912@hotmail.com 184 Lara Cristina Silva Coelho. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: laracrsilva2000@outlook.com 185 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa@hotmail.com 153 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X respondiam à questão norteadora do estudo. A busca dos artigos foi realizada através da combinação dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Auditoria de Enfermagem AND Educação em Enfermagem AND Educação Continuada. REFERÊNCIAL TEÓRICO: Os enfermeiros auditores apresentam importante papel dentro das categorias profissionais, são responsáveis por consolidar a educação em saúde, e manter a efetividade das práticas assistências, intencionando alcançar melhorias em potencial nos cuidados prestados e utilização dos recursos (FABRO, CHAVES, TEIXEIRA, et al, 2020). RESULTADOS: Este levantamento encontrou 50 artigos, desses permaneceram 11 estudos que compuseram amostra para elaboração da revisão. 4 artigos foram excluídos por se tratarem de revisões de literatura, 11 por não estarem disponíveis na íntegra e 24 por não terem relação com o objetivo de estudo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebe-se a necessidade de maior capacitação para que os profissionais de enfermagem obtenham melhores indicadores ao serem submetidos a auditoria, pode-se verificar fragilidades no registro de enfermagem, checagem de medicamentos, e não utilização de todas as barreiras de segurança dos pacientes. Logo, sugere-se que ocorra intervenções através de ações de educação continuada para que se obtenha melhores indicadores assistenciais e como consequência da melhoria da gestão docuidado e recursos disponíveis. Palavras-chaves: Auditoria de Enfermagem, Educação em Enfermagem, Educação Continuada. REFERÊNCIAS: BITENCOURT, J. V. O. V.; PINHEIRO, L. J.; PERCISI, A. R.; et al. Auditoria: uma tecnologia de gestão para qualificação do Processo de Enfermagem. Rev baiana enferm, 34:e36251, 2020. DOI 10.18471/rbe.v34.36251. FABRO, G. C. R., CHAVES, L. D. P., TEIXEIRA, K. R., et al. Auditoria em saúde para qualificar a assistência: uma reflexão necessária. Cuid Enferm.; 14 (2) : 147-155, 2020. SANTOS, C. A.; SANTANA, E. J. S.; VIEIRA, R. P.; et al. A auditoria e o enfermeiro como ferramentas de aperfeiçoamento do SUS. Revista Baiana de Saúde Pública. 36 (02) : 539 – 559, 2012. VERONEZI, L.; LOPES, A. Auditoria como ferramenta para melhoria contínua da assistência em Enfermagem. Revista nursg. 24 (283) 6806 – 6815, 2021. 154 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X DESAFIOS E LACUNAS NA ATENÇÃO À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA PARA PESSOAS LGBTQIA+: SCOPING REVIEW Carla Cardi Nepomuceno de Paiva186 Mariana Guimarães Bastos187 Elisa Brito Azzi188 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio189 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha190 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins191 A assistência à Saúde Sexual e Reprodutiva das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo e Assexuais ou mais (LGBTQIA+), ainda possui lacunas em relação a implementação, cuja ações de promoção da saúde são inexistentes e em alguns casos incipiente, pois observa-se que a noção de promiscuidade e de perversão ainda está erroneamente vinculada a esse público, cuja assistência se resumo a orientação para prevenção do HIV e das demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (DE ARAUJO et al., 2019). Objetivou-se com esse estudo mapear as evidências científicas sobre atenção à saúde sexual e reprodutiva das pessoas LGBTQIA+ no cenário brasileiro, para isso foi realizada uma scoping review ou revisão de escopo, seguindo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (PETERS et al, 2020). O protocolo da revisão produzido segundo as diretrizes do PRISMA Extension for Scoping Reviews está registrado no Open Science Framework (doi:10.17605/OSF.IO/Y3RVN). A busca realizada em maio de 2022, nas respectivas bases de dados: Medline via PubMed; Scopus; Web Of Science; Scientific Electronic Library Online, Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde, Biblioteca Virtual de Saúde via Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, 186 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Bolsista do Programa Pesquisa Produtividade. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com 187 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 188 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 189 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 190 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 191 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com 155 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X recuperou um total de 5.643 produções publicadas em revistas internacionais e nacionais. As 274 duplicações foram excluídas no gerenciador de referência Endnote web. Foram incluídos estudos produzidos no Brasil que versam sobre o tema e que possuem como público pessoas LGBTQIA+. Por se tratar de um estudo que utilizará informações bibliográficas disponíveis publicamente, não será necessária aprovação ética prévia por comitês de ética em pesquisa envolvendo seres humanos. Somente 15 estudos compuseram a amostra final. Destes observou-se que mais de 50% deles foram publicados entre 2020 e 2022, fato que pode suscitar uma possível acessão de pessoas e pesquisadores interessadas no tema. Outro dado que chama atenção é o público-alvo dos estudos, oito estudos foram realizados com foco nas pessoas lésbicas, ou seja, a saúde sexual e reprodutiva ainda possui a mulher como foco na mulher, assim tal responsabilidade torna-se algo inerente a identidade e aos atributos de gênero. A saúde sexual e reprodutiva das pessoas transsexuais foi observada em menor número, e a escassez de estudos realizados com as pessoas Gays, Bissexuais, Travestis, Queer, Intersexo e Assexuais. A barreira de acesso aos serviços de saúde, seja pela ausência de serviços ou ainda pela falta de profissionais capacitados em gênero e sexualidade, o pré- julgamento e a noção errônea de promiscuidade, alienação, valores morais baseados em argumentos do senso comum, com cunho religioso, pela invisibilidade, ignorância e preconceito se impõem como práticas LGBTfóbicas e limitam para a promoção da autonomia, segurança e liberdade na vivência reprodutiva e sexual destas pessoas. Sendo assim, que a valorização da saúde sexual e reprodutiva enquanto direito de todas as pessoas, perpassa pela noção do respeito, visibilidade das diferenças, pela melhoria do acesso e da inclusão, oferta de ações, serviços e recursos seguros para vivência da sexualidade e reprodução em sua plenitude. Os resultados evidenciam uma necessidade de se pensar políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva para pessoas LGBTQIA+, considerando seus direitos, singularidades e necessidades, para isso faz-se imprescindível capacitar os profissionais de saúde para que os mesmos sejam um o elo entre esta população e os serviços de saúde. Palavras-chave: Saúde Sexual e Reprodutiva; Minorias Sexuais e de Gênero; Sexualidade. 156 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS DE ARAUJO, Luciane Marques et al. O cuidado às mulheres lésbicas no campo da saúde sexual e reprodutiva. Revista Enfermagem UERJ, [S.l.], v. 27, p. e34262, maio 2019. ISSN 2764-6149. PETERS MDJ, et al. Chapter 11: Scoping Reviews (2020 version). In: Aromataris E, Munn Z (Editors). JBI Manual for Evidence Synthesis, JBI, 2020. Doi:10.46658/JBIMES-20-12. TRICCO A.C. et al. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR): Checklist and Explanation. Ann Intern Med. 2018 Oct 2;169(7):467-473. doi: 10.7326/M18-0850. Epub 2018 Sep 4. PMID: 30178033. 157 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA ESCOLA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Igor Lopes Mariano da Silva 192 Lara Cristina Silva Coelho193 Lorena Pereira de Lima 194 Rafael de Castro Frederico195 Valéria Franco 196 Denise Rocha Raimundo Leone 197 A alta incidência e prevalência das Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente entre adolescentes, tem gerado preocupações para a saúde pública brasileira. Neste contexto, é necessária a realização de atividades de educação em saúde a fim de conscientizar esse público para as formas de prevenção e onde buscar assistência caso necessário. Referencial teórico: As ISTs são causadas por micro-organismos como vírus, bactérias entre outros. Essas são transmitidas, principalmente, por meio de contato sexual sem o uso de camisinhas masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. Vale ressaltar que todas as formas de sexo (oral, vaginal, anal)podem transmitir IST. Além disso, as ISTs podem acontecer de forma congênita, ou seja, passar da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não integra com secreções corporais contaminadas. Vale ressaltar que muitas dessas infecções têm cura e todas requerem tratamento, sendo assim conhecer sobre as principais ISTs pode auxiliar os adolescentes na busca de um diagnóstico precoce e assim ter um melhor prognóstico (BRASIL, 2022). Objetivo: Relatar a experiência, na perspectiva das discentes do curso de 192 Igor Lopes Mariano da Silva. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: igorlopesjf33@gmail.com 193 Lara Cristina Silva Coelho. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: laracrsilva2000@outlook.com 194 Lorena Pereira de Lima. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: lorenapereiralimab@gmail.com 195 Rafael de Castro Frederico. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: rafaelcastr860@gmail.com 196Valéria Franco. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: valeriacamposfranco@gmail.com 197 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 158 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X enfermagem, do preparo e participação na atividade de educação em saúde intitulada: Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) na escola. Metodologia: Trata de um relato de experiência acerca da vivência de cinco acadêmicos de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Essa prática foi realizada através da disciplina Ensino clínico em saúde da mulher prático e foi efetivada em dois dias. No primeiro dia, em sala de aula, os alunos junto com a docente planejaram como seria desenvolvida esta prática educativa, além disso, fizeram uma apresentação teste para que a docente pudesse nos auxiliares em relação postura, linguagem adequada e conteúdo. No segundo dia, fomos a uma Escola Estadual e realizamos a atividade educativa para cerca de 30 alunos do terceiro ano do ensino médio. Resultados: O projeto foi apresentado na forma de dinâmica com perguntas e respostas, afim de promover a interação dos alunos, possibilitando um diálogo em que eles se sentissem à vontade para sanar todas as suas dúvidas. Estabelecemos com êxito uma relação de confiança com os alunos, fomos ouvidos com bastante receptividade e interesse, o que tornou o projeto ainda mais agradável. A experiência contribuiu para nossa formação, pois ampliou visões e conhecimentos sobre as ISTs quanto a forma de transmissão, prevenção, promoção e cuidados. No final da apresentação, utilizamos como método avaliativo sobre o conteúdo aplicado, um questionário em pesquisa de opinião como feedback, obtemos um retorno positivo. Considerações Finais: O tema abordado e os relatos dos alunos, permitiu ampliar o conhecimento na formação dos discentes e planejar o seu futuro no campo de trabalho. Palavras-chave: Educação em saúde; Infecções sexualmente transmissíveis; Enfermagem. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 159 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X FAZER DIÁLISE PERITONEAL TEM IMPLICAÇÕES NA OCUPAÇÃO? Denise Rocha Raimundo Leone 198 Edna Aparecida Barbosa de Castro 199 A diálise peritoneal (DP) é um tipo de terapia renal substitutiva utilizada no tratamento da doença renal crônica (DRC), que pode ser realizada em domicílio e apresenta como vantagens: a não necessidade de deslocamento até um centro de diálise, a ausência de acesso vascular e menor instabilidade hemodinâmica, quando comparada a hemodiálise. Entretanto, realizar este tipo de terapia altera a dinâmica social do indivíduo o que pode impactar negativamente em sua qualidade de vida e na ocupação. Referencial teórico: Há evidências que a incapacidade para a atividade laborativa, determinada pela necessidade diária de realizar a DP causa a sensação de limitação e de inutilidade (BRANCO LISBOA, 2015). Embora o trabalho se mostre um importante faceta na vida das pessoas cem DP, muitos destes não trabalham e merecem especial atenção dos trabalhadores do serviço de nefrologia, pois essa situação pode levar ao desenvolvimento de quadros como a ansiedade e a depressão (OLIVEIRA et al., 2012). Objetivo: Compreender a relação entre fazer DP domiciliar e ter uma ocupação. Metodologia: Resulta da dissertação intitulada “Diálise peritoneal no domicílio: aprimorando as habilidades para a realização do ritual terapêutico”. Investigação qualitativa com o método da grounded theory realizada com 19 pessoas em tratamento por DP. Dados coletados através de 23 entrevistas abertas e observações participantes por meio de visitas domiciliares. Os participantes constituíram três grupos amostrais, segundo o critério de amostragem discriminada e saturação teórica. Análise em profundidade segundo codificação aberta, axial e seletiva. Resultados: A ocupação foi relatada pelos entrevistados como uma maneira de sentir-se útil, atenuar o convívio com a DP, tornar o dia mais produtivo e desviar-se de preocupações relacionadas ao tratamento. Realizar a DP a noite possibilitava aos entrevistados ficar livres durante o dia para realização de atividades que variavam conforme sua situação de saúde. Atividades como cuidar da casa e quintal, desenvolver atividades na igreja e trabalhar foram apontadas pelos entrevistados como ocupação. Relatos de atividades como cuidar da casa e quintal, desenvolver atividades na igreja e trabalhar 198 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 199 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do programa de pós graduação Stricto Sensu - mestrado em Enfermagem da UFJF. E-mail: ednadecastro@aol.com 160 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X foram apontadas como provedoras da sensação de sentir-se útil. Ademais, a realização de atividades lhes possibilita desviar das preocupações acerca da doença e faz parte do processo de “higiene mental”. Destaca-se que os entrevistados relatam que avaliam sua situação de saúde para resolver qual ocupação irão ter, isso faz com que os mesmos se mostram mais preparados para o autocuidado, pois conhecem os seus limites e, quando não conseguem fazer determinadas atividades, solicitam ajuda Considerações finais: Realizar a DP traz implicações para o cotidiano da pessoa. Neste contexto, a atuação do enfermeiro é determinante para estimular o indivíduo a ter uma ocupação, além de orientá-lo sobre a melhor opção conforme sua situação de saúde. Desta forma o enfermeiro favorece a adaptação ao processo de cuidar e contribui para autonomia e satisfação dessa população. Palavras-chave: status ocupacional; diálise renal; enfermagem. REFERÊNCIAS: BRANCO, Joyce Martins Arimatea; LISBOA, Marcia Tereza Luz. Tratamento com diálise peritoneal: a prática do autocuidado no contexto familiar. Rev. Enferm. Uerj, Rio de Janeiro, v. 23, n. 3, p.344-349, 29 jul. 2015. Universidade de Estado do Rio de Janeiro. OLIVEIRA, Marília Pilotto et al. Trabalho e qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes em diálise peritoneal. Acta Paulista Enfermagem, v. 25, n. 3, p. 352-7, 2012 161 IX SEMINÁRIOrecursos digitais. Além disso nem todos possuem acesso a internet. Todavia, conclui-se que o setor bancário continua sendo considerado como um dos que mais investem em TI e com isso, os bancos que oferecem serviços via Internet e mantêm um padrão relativamente semelhante de atividades oferecidas. Porém, há uma diferença significativa no que tange ao uso da internet e a habilidade informacional, por influências de classe, educação, gênero, raça, etnia e localização geográfica. Palavras-chave: Exclusão digital financeira; Internet Banking; Bancos Digitais. 15 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GESTÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO: um estudo de caso SELTRC Dylan Alves da Costa11 Mayanna de Lourdes Ferreira Rodrigues Marinho12 Sabe-se que o contexto atual tem exigido das empresas uma mudança de comportamento, no que tange principalmente a análise e o planejamento da gestão. Por isso cada vez mais um olhar para a gestão de curto prazo dentro das organizações ganhou força. Com isso, observa- se a importância de se discutir e entender a temática acerta do quanto a gestão de curto prazo pode ser eficientemente boa para os lucros de um negócio. Neste sentido, o presente trabalho se faz em um estudo de caso envolvendo uma empresa de transportes rodoviários de cargas, localizada na cidade de Juiz de Fora e visa responder à seguinte questão problema: “Como se deu a gestão financeira de curto prazo na empresa SELTRC no período da pandemia Covid-19?”. Tem como objetivo, discutir sobre de que forma a gestão de curto prazo foi gerenciada e como esta ajudou a manter de forma positiva o caixa da empresa. Para a concretização desta pesquisa, a metodologia a ser utilizada se fez em uma classificação de um estudo de caso exploratório com base em revisões bibliográficas, através de uma pesquisa aplicada e intervencionista com abordagem qualitativa. O estudo apoiou-se em discussões teóricas em torno da gestão financeira, aqui caracterizada como sendo uma área ampla e complexa, envolvendo ações de planejamento que visem a sustentabilidade de um negócio; nesta, o gestor deve ser capaz de compreender e ao mesmo tempo modificar o cenário que sustenta os objetivos e metas desejados (GITMAN, 2017). Neste contexto, contribuindo com a discussão apresenta-se a importância da gestão financeira de curto prazo que também é conhecido como plano operacional, promove o detalhamento das tomadas de decisões financeiras de curto prazo bem como os efeitos oriundos dessas ações. Decisões estas, que se baseiam no levantamento de informações, confrontando resultados projetados através das demonstrações financeiras, orçamento de caixa e operacional (ROSS, 2015). Por isso a importância do entendimento acerca das demonstrações contábeis e dos indicadores de desempenho financeiro. Conforme apresentado o estudo apoiou-se no estudo de caso de uma empresa do setor de transportes, num primeiro momento foi feito um estudo do cenário da 11 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: dylan.alves2014@gmail.com. 12 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mayanna.rodrigues@estacio.br. 16 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X empresa, que havia perdido muitos negócios em função do lockdown imposto pela pandemia, neste contexto houve uma ação direto do gestor da empresa no que tange a gestão do fluxo de caixa dos compromissos com seus principais credores. Nesta análise observou-se que o grande desafio enfrentado foi a oscilação dos recebimentos além das despesas variáveis, uma vez que, os fretes prestados variam conforme a demanda do mercado. Todavia, conclui-se que a gestão de curto prazo se apresenta como uma estratégia financeira eficiente e alcança bons resultados através da manutenção dos ativos e passivos circulantes, igualmente a manter os prazos sempre em dia, coordenar atividades de crescimento e ou mesmo conter as dívidas em determinados períodos econômicos. Palavras-chave: Gestão financeira; Análise de indicadores; Gestão de curto prazo. REFERÊNCIAS: GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 14.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2017. ROSS, SA; WESTERFIELD, RW; JAFFE, J.; AL., E. Administração financeira. 10. ed. Porto Alegre 2015. 17 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GESTÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO DE MICROEMPRESAS Thais Montorse de Oliveira13 Mayanna de Lourdes Ferreira Rodrigues Marinho 14 Ao longo dos anos, a demanda por uma gestão eficiente se torna crescente devido aos avanços tecnológicos, as constantes mudanças de mercado e consequentemente o aumento dos custos. A área financeira vem sofrendo com a instabilidade do mercado, o que dificuldade a efetiva Gestão Financeira gestão financeira da empresa, sendo este o tema central do estudo. Desta forma, o presente trabalho tem como questão problema: Como é feita a Gestão Financeira de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte? Possui como objetivo avaliar a percepção dos gestores acerca da Gestão Financeira e das ferramentas de Gestão Financeira essenciais ao negócio. É de conhecimento que no tocante à gestão financeira, há por parte das microempresas uma maior dificuldade no uso das ferramentas (LEMES, 2019). Além disso, pouco se discute acerca da gestão de capital de giro, uma vez que até mesmo este se encontra escasso para este grupo. Por isso é importante o real entendimento de como este grupo de empresas lida com sua gestão financeira a fim de que seja possível tratar o assunto de forma diferenciada. Por isso, o presente trabalho apresenta a seguinte classificação metodológica pesquisa explicativa com orientação qualitativa. Além disso, caracteriza-se como uma pesquisa de campo e para auxiliar o assunto, utilizou-se de pesquisa bibliográfica, observação e questionário estruturado aplicado às empresas. A pesquisa foi realizada na cidade de São João Nepomuceno com 16 empresas, amostra esta por conveniência, através dos dados levantados pode-se perceber que algumas das empresas possuem ferramentas da GF tais como, fluxo de caixa e balanço patrimonial, que facilitam a gestão, sendo ela de curto ou longo praz; mas que muitas dessas empresas necessitam de outras ferramentas como as de controle de custos e de sistema de cobrança. Como resultado da pesquisa, conclui-se que o uso das ferramentas e do programa citado, é de grande importância para a gestão financeira de curto prazo, pois ajudarão os gestores a tomar decisões na empresa, cabíveis para cada situação. 13 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaismontorssi@gmail.com. 14 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mayanna.rodrigues@estacio.br. 18 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: Gestão financeira; Micro e Pequenas empresas; Curto prazo. REFERÊNCIAS: LEMES, Antonio. Administrando Micro e Pequenas Empresas - Empreendedorismo e Gestão. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. 19 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REVOLUÇÃO DIGITAL BANCÁRIA: AS FINTECHS E BANCOS DIGITAIS Brendha Karoline Martins Siva15 Mayanna de Lourdes Ferreira Rodrigues Marinho 16 As fintechs surgiram no Brasil em 2016 e reestruturam o sistema financeiro, com processos baseados em tecnologia, trazendo inovações no processo de oferta de serviços bancários. Assim, tem-se como tema do presente trabalho: as fintechs e bancos digitais como proposta do mercado financeiroACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GRAU DE IMPLANTAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DO MUNÍCIPIO DE JUIZ DE FORA Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 200 Rosângela Caetano 201 A atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) contempla um conjunto de serviços e ações direcionadas à promoção da autonomia, segurança e liberdade nas decisões reprodutivas e sexuais. A implementação desta atenção no contexto do Sistema Único de Saúde brasileiro ocorre prioritariamente na Atenção Primária à Saúde (APS) (BRASIL,2013). Nesta pesquisa avaliativa, objetivou-se examinar o grau da implementação das ações de SSR na Estratégia de Saúde da Família (ESF), no município de Juiz de Fora – Minas Gerais, assim como a conformidade da atenção à SSR neste cenário municipal e os fatores contextuais limitantes e facilitadores que interferem na sua implementação. Nesta avaliação de implementação do tipo normativa (HARTZ,1997; CHAMPAGNE et al., 2011), teve por foco a estrutura e o processo, considerando as recomendações dos referenciais teóricos metodológicos das pesquisas avaliativas optou-se por utilizar uma abordagem quali-quantitativa. Construiu-se um modelo teórico da atenção à SSR na APS com base nas normativas governamentais, estruturado em dois componentes, promoção da SSR e assistência clínica à SSR, com 62 e 47 parâmetros, respectivamente (PAIVA; CAETANO, 2022). Para coleta de dados, foram utilizados de dois questionários autorrespondíveis, com questões fechadas e abertas, direcionados aos gestores e aos profissionais que atuam na SSR. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, cujo parecer nº 3.686.260 e CAEE nº 23878719.0.0000.5260, emitido no dia 18/10/2019. Reitera-se que tanto a secretaria de saúde do município de prefeitura de Juiz de Fora, quanto os gestores das Unidades de Saúde participantes autorizaram a realização do estudo. Participaram da pesquisa 24 gestores e 46 profissionais atuantes em 24 das 43 unidades de saúde que possuem ESF no município estudado. Documentos municipais foram analisados para complementar as informações 200 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com 201 Rosângela Caetano. Doutora em Saúde Coletiva. Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: caetano.r@gmail.com mailto:caetano.r@gmail.com 162 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X sobre o contexto do estudo. No software EpiData, realizou-se uma análise estatística descritiva simples, e as respostas abertas foram analisadas com base na análise de conteúdo temática categorial. Os resultados do componente promoção da SSR em relação à conformidade evidenciaram melhor desempenho da estrutura em comparação ao processo; em contrapartida, a avaliação do processo obteve melhor desempenho no componente assistência clínica. Nenhuma unidade de saúde alcançou a implantação adequada: 17 apresentaram implantação avaliada como parcial e sete incipiente, corroborando a hipótese de que a implantação da SSR na ESF ainda é um desafio. As descrições das respostas abertas foram organizadas em quatro categorias que expressaram limitações relacionadas à estrutura e ao processo. Conclui-se que é necessário investir na capacitação dos profissionais e em melhorias relacionadas à organização do processo de trabalho; pactuar fluxos de referência e contrarreferência para melhoria da comunicação na rede de atenção; e estabelecer parcerias com os gestores e profissionais da APS para construção de protocolos que dialoguem com as recomendações governamentais sobre SSR e que sejam coerentes com a realidade e necessidades da população. Palavras-chave: Avaliação em Saúde; Avaliações de Processos; Saúde sexual e reprodutiva; Atenção Primária à Saúde. REFERÊNCIAS PAIVA, Carla Cardi Nepomuceno; CAETANO, Rosângela. Theoretical model of sexual and reproductive health care: subsidies for evaluative research. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2022, v. 43, e20200425. Doi:10.1590/1983-1447.2022.20200425. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva. 1ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. HARTZ, Z.M.A. Avaliação em Saúde: dos modelos conceituais à prática na análise da implantação de programas. Hartz, Z.M.A (Org.). Rio de Janeiro: Fiocruz, 1997. 163 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X CHAMPAGNE, F.; BROUSELLE, A.; HARTZ, Z.; CONTANDRIOPOULOS, AP.; DENIS, JL. A Análise de Implantação. In: BROUSSELLE et al (Org.) Avaliação: Conceitos e métodos. Rio de Janeiro; Editora Fiocruz, 2011. 164 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Ana Carolina Tales Nogueira Dutra 202 Vanessa Vieira da Motta203 A pré-eclampsia é uma condição multifatorial e multissistêmica específica da gestação considerada uma repercussão grave para a mãe e o bebê podendo levar a morte materna e infantil (PERAÇOLI; FILHO, 2019). O rastreio depende da assistência de qualidade no pré- natal de baixo risco e a enfermagem possui um papel importante no acompanhamento e referenciamento da gestante para o alto risco caso verifique a necessidade dentro da avaliação (NOGUEIRA; OLIVEIRA, 2017). Objetivos: Relatar a experiência vivenciada na consulta de enfermagem à uma gestante em pré-natal de baixo risco e mostrar a importância de uma assistência de qualidade na prevenção de complicações na gestação. Referencial Teórico: No período gestacional podem ocorrer complicações e a pré-eclampsia é uma delas, sendo considerada uma situação grave (SILVA et al., 2021). Para o diagnóstico dessa condição clínica são avaliados fatores que compõe a tríade da pré-eclampsia sendo eles: hipertensão arterial sistêmica, com níveis pressóricos >140x90mmHg; edema, especialmente em membros inferiores com ganho de peso >1kg/semana; e proteinúria (>300 mg/dl). A gestante diagnosticada deve ser encaminhada ao pré-natal de alto risco para acompanhamento criterioso e sistemático de forma a prevenir o desenvolvimento de agravos e mortalidade materno-infantil. (FERREIRA et al., 2016). Metodologia: Estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado durante o estágio obrigatório supervisionado de enfermagem do Centro Universitário Estácio de Sá em Juiz de Fora na Unidade Básica de Saúde de Santa Luzia no segundo semestre de 2022. Resultados: Durante a consulta de enfermagem de pré-natal de uma parturiente de 35 anos, IG 36s1d, G1P0A0, foram identificados sinais, sintomas e alterações laboratoriais compatíveis com a clínica de pré-eclampsia. A gestante apresentava valores alterados de proteinúria isolada (13,4 mg/dl) e proteinúria de 24 horas (372,52 mg/dl). Além disso, durante o exame físico apresentou edema em MMII bilateralmente com sinal de 202 Ana Carolina Tales Nogueira Dutra. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: anadutra54958@gmail.com 203 Vanessa Vieira da Motta. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: Mottavanessa.vm@gmail.com 165 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X cacifo +++/4+, associado ao aumento de 2,9 kg em 7 dias. A paciente era acompanhada no pré-natal de baixo risco quando apresentou esses dois fatores da tríadeda pré-eclampsia, apenas não possuindo o aumento pressórico. Para garantir a segurança da gestação, a equipe multidisciplinar responsável referenciou a gestante para o pré-natal de alto risco na Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (ACISPES), além de encaminhá-la à maternidade de referência para avaliação das alterações. Após permanecer 7 dias internada a gestante teve alta e retornou a unidade para controle com 38 semanas apresentando melhora do edema (+/4+), foi recomendado manter o repouso e retornar sempre que necessário, além da continuidade do pré-natal de alto risco na unidade especializada. Com uma resolutiva positiva a paciente seguiu com o seu plano de parto realizando uma cesárea, sem intercorrências para a mãe e o bebê. Puérpera e recém-nascido seguem sendo acompanhados na Estratégia Saúde da Família. Considerações finais: A enfermagem na atenção básica tem grande relevância na estratificação de riscos no período gravídico durante o pré-natal, sendo capaz de identificar riscos precocemente evitando complicações que possam levar a mãe e o bebê ao óbito. Perante a realização de um pré-natal de qualidade, exame físico completo e avaliação correta de exames complementares é garantida a assistência de qualidade. Palavras-chave: cuidado pré-natal; pré-eclâmpsia; cuidados de enfermagem. REFERÊNCIAS: FERREIRA, M. B. G. et al. Nursing care for women with pre-eclampsia and/or eclampsia: integrative review. Revista da Escola de Enfermagem da Usp, [S.L.], v. 50, n. 2, p. 324- 334, abr. 2016. NOGUEIRA, L. D. P; OLIVEIRA, G. S. Assistência pré-natal qualificada: as atribuições do enfermeiro. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde. [S.I], v. 6, n. 1, 31 jul. 2017. PERAÇOLI, J. C. et al. Pré-eclâmpsia/Eclampsia. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia/ Rbgo Gynecology And Obstetrics, [S.L.], v. 41, n. 05, p. 318-332, maio 2019. SILVA, M. B. G. et al. Atualizações sobre a abordagem da pré-eclâmpsia e o manejo dessa síndrome. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research. Belo Horizonte-BH, Vol.37,n.1,pp.70-78, Nov 2021. 166 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MONITORIA ACADÊMICA NA DISCIPLINA DE FARMACOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Igor Lopes Mariano da Silva 204 Cláudio Vitorino Pereira 205 A monitoria acadêmica, como atividade de ensino e extensão universitária, é uma ferramenta por meio da qual os discentes têm a oportunidade de aprofundar conhecimentos, melhorar habilidades teóricas e práticas, solucionar dúvidas e ampliar o desenvolvimento pessoal, ético e profissional sob a supervisão de um docente. Enfatiza-se que deve ser planejada e adaptada com foco de ampliar os conhecimentos dos conteúdos explorados durante a graduação, favorecendo o aprendizado efetivo de forma proativa. Conduzindo o discente monitor a atuar como mediador e colaborador na aprendizagem dos demais estudantes. Tal atividade possibilita ao monitor aproximação com as atividades docentes, analisando o contexto do processo de educar e estimula o despertar para docência. Salienta nesta perspectiva, a monitoria acadêmica como momento de socialização de conhecimento através de metodologias ativas, com intuito de facilitar o processo de apreensão e construção do conhecimento (CAVALCANTE et al, 2021). OBJETIVO: Relatar as atividades de monitoria acadêmica desenvolvidas por um estudante de Enfermagem frente a disciplina Farmacologia e Administração de Medicamentos. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido pelo monitor de enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de fora, referente as atividades de monitoria acadêmica da disciplina Farmacologia e Administração de Medicamentos no período letivo de 2022.2. REFERÊNCIAL TEÓRICO: Assim como todas as disciplinas com suas teorias e técnicas para o exercício de enfermagem, a farmacologia tem um lugar de destaque e pode ser definida como o estudo das substâncias que interagem com sistemas vivos por meio de processos químicos, especialmente através de sua ligação a moléculas reguladoras e ativação ou inibição dos processos corporais normais (CARNEIRO, et al., 2009). O cuidado com a terapia farmacológica é parte importante da atenção à saúde, pois não apenas salva vidas e previne doenças, mas também, promove a qualidade de vida (MICHEL, et al., 2021). O Enfermeiro deve possuir conhecimentos sobre efeitos de uma droga, e é responsável pela administração correta, controle da resposta do cliente e pelo auxílio ao mesmo na auto-administração (POTTER, et al., 2001). RESULTADOS: A experiência exigiu a preparação do 204 Igor Lopes Mariano da Silva. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: igorlopesjf33@gmail.com 205 Cláudio Vitorino Pereira. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: claudio.pereira89@hotmail.com 167 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X discente-monitor para o emprego da função na referida disciplina. A busca constante por novas estratégias pedagógicas, junto ao docente, possibilitou refletir sobre a maneira como a teoria tem sido articulada à prática para ressignificar a formação do Enfermeiro. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Evidencia que a formação em Enfermagem tem requerido, cada vez mais, fundamentação técnica e científica necessária à prática, algo que deve ser pensado e trabalhado durante toda a graduação. A integração entre teoria e prática, constituindo espaço de diálogo e construção do conhecimento, por meio de metodologias ativas, oportunizando o protagonismo discente no processo de ensino- aprendizagem, mediante a criatividade, proatividade e interatividade. Palavras-chave: Tutoria, Educação permanente, Farmacologia. REFERÊNCIAS: Carneiro LV, Fontes WD. Ensino da Farmacologia no Curso de Graduação em Enfermagem: Implicações a Administração de Drogas Cardiovasculares e Renais.R bras ci Saúde 13(2):27-34, 2009 Cavalcante FML, Menezes ACV, Alves DGS et al. Monitoria acadêmica em enfermagem: construção de conhecimentos por meio de metodologias ativas.Rev enferm UFPE on line. 2021;14:e244462. Michel NC, Schwartz E,Santos BPD, et al. O uso dos fármacos na doença renal crônica pelos pacientes em hemodiálise.Saúde em Redes. 2021; 7(1). Potter PA, Perry AG. Grande tratado de Enfermagem: clínica e prática hospitalar. São Paulo: Santos, 2001. 168 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO REMOTO: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES Ana Carolina Tales Nogueira Dutra 206 Denise Rocha Raimundo Leone 207 Deborah Monteiro da Silva 208 Thamyris Silva da Cunha Farina209 Dentro do processo de aprendizagem a metodologia ativa é uma forma de desenvolver os discentes, na qual os professores buscam conduzi-los a uma formação crítica, despertando autonomia, curiosidade e tomada de decisões sendo protagonista do seu aprendizado. Dessa forma, iniciou-se o projeto de iniciação cientifica (PIC) com o intuito de analisar como estava sendo utilizada a metodologia ativa no ensino remoto procedente o isolamento social advindo da pandemia (FREITAS et al., 2015). Referencial teórico: A iniciação científica (IC) é uma estratégia para despertar a vocação científica nos discentes de graduação. Vivenciar esta traz contribuições para o acadêmico, quando se considera seu processo de ensino e aprendizagem. Há evidências de que a participação na IC contribui substancialmente para a formação moral, intelectual, criativa e crítica do aluno e além de contribuir na formação de futuros pesquisadores, faz comque os acadêmicos deslumbrem a realização de pós-graduação. É também é relevante para a instituição de ensino, sociedade e para a ciência que ter um aluno na IC (SANTOS; ANJO; ALMEIDA, 2015; PINHO, 2017). Objetivo: Relatar as atividades de uma iniciação científica sobre a utilização de metodologias ativas no ensino remoto durante a pandemia do covid-19 em cursos de ensino superior da área da saúde. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado por meio das descrições das atividades desenvolvidas pela iniciação científica no período de agosto de 2021 a julho de 2022. Resultados: Participam dessa iniciação científica três acadêmicas da área da saúde do 206 Ana Carolina Tales Nogueira Dutra. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: anadutra54958@gmail.com 207 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 208 Deborah Monteiro da Silva. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: deborahmonteiro312@gmail.com 209 Thamyris Silva da Cunha Farina. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thamy_farina@hotmail.com 169 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Dentre as acadêmicas, duas são do curso de Enfermagem e uma de Fisioterapia. Durante a iniciação científica foram feitas entrevistas presenciais no período de março a julho de 2022, sendo no total de quinze entrevistas realizadas com professores das graduações de Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, as entrevistas eram gravadas e com a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido, na qual constava o anonimato das respostas e que em a qualquer momento o professor(a) poderia desistir de responder as perguntas. A abordagem das perguntas seguia os seguintes temas: se conhecia a aplicabilidade das metodologias ativas no ensino e quais tipos conhecia; se utilizaram e quais metodologias ativas usaram nas aulas de ensino de educação remota e quais foram suas expectativas para voltar ao ensino presencial. A participação na iniciação científica também possibilitou o desenvolvimento da escrita científica, além de possibilitar a apresentação e publicação de resumos em eventos científicos, além da possibilidade de escrever um artigo científico. As discentes relatam que foi uma experiência importante para o desenvolvimento acadêmico e científico, na qual proporcionou diálogo, conhecimento sobre outros tipos de metodologias ativas e ouvir experiências dos professores com relação ao ensino na pandemia, quais foram os benefícios e dificuldades. Considerações finais: A experiência do projeto de incitação cientifica proporcionou aos discentes o aperfeiçoamento na área cientifica e no desenvolvimento de pesquisa. Além, de conhecer mais a temática e a aplicabilidade da mesma. Palavras-chave: Aprendizado ativo; Métodos; Educação Médica. Referências: FREITAS, Cilene Maria et al. Uso de metodologias ativas de aprendizagem para a educação na saúde: análise da produção científica, Trab. Educ. Saúde. Rio de Janeiro, 30 mar. 2015, v. 13, supl. 2, p. 117-130. Pinho, Maria José de. Ciência e ensino: contribuições da iniciação científica na educação superior. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, v. 22, n. 3, p. 658-675, 2017 SANTOS, VANESSA CRUZ; ANJOS, Karla Ferraz; ALMEIDA, Obertal Silva. Iniciação Científica a partir de Estudantes de Enfermagem. Rev Bras Ci Saúde, v. 19, n. 4, p. 255-60, 2015. 170 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO NA ATENÇÃO BÁSICA PELO ENFERMEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Victória Caroline Souza Gomes210 Vanessa Vieira da Motta211 O exame preventivo também conhecido como Papanicolau é preconizado em mulheres entre 25 e 60 anos e, após dois exames anuais negativos, deve ser realizado de 3 em 3 anos na atenção básica à saúde (BRASIL, 2006). A sua realização faz parte das ações de prevenção secundária para o câncer de colo de útero, além de identificar infecções vigentes como cândida e gardnerella. Durante a consulta de enfermagem à mulher também é realizado o exame físico das mamas em busca de alterações que gerem suspeita de câncer de mama (SILVEIRA; MAIA; CARVALHO, 2018). O exame ocorre de forma rápida e muitas vezes indolor, podendo causar leve incômodo em algumas mulheres. Na atenção primária à saúde é realizado em grande parte pelos enfermeiros (ROCHA, 2011). Objetivos: Relatar a experiência vivenciada na consulta de enfermagem à mulher para realização do exame preventivo. Referencial teórico: O enfermeiro na estratégia Saúde da Família é primordial na realização de ações educativas em saúde utilizando instrumentos como salas de espera, campanhas e realização de grupos educativos (SANTOS et al., 2015). Durante a consulta de enfermagem à mulher para a realização do preventivo é feito o acolhimento à usuária tornando-se uma oportunidade de identificação de fragilidades e demandas, realizando assim uma assistência individualizada e de qualidade. O profissional deve estimular o autoconhecimento e autocuidado dando orientações em saúde, sendo compromissado e empático (SILVEIRA; MAIA; CARVALHO, 2018). Metodologia: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir das vivências em consultas de enfermagem de exame preventivo durante o estágio curricular do Centro de Universitário Estácio de Sá na cidade de Juiz de Fora no segundo semestre de 2022. Resultados: Durante a consulta de enfermagem à mulher, uma usuária relatou ter procurado a UBS, pois seu parceiro apresentou nódulos na genitália. A paciente apresentava corrimento vaginal leve e histórico de infecção por gardnerella e candidíase de repetição. Estava em tratamento para hipotireoidismo e diabetes 210 Victória Caroline Souza Gomes. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: victoriagomesj@hotmail.com 211 Vanessa Vieira da Motta. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: Mottavanessa.vm@gmail.com 171 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X sendo insulinodependente. Ao exame: estática pélvica preservada, nega incontinência urinária, abdome globoso, indolor à palpação, som timpânico à percussão, função intestinal preservada, colo uterino de difícil visualização, observado muco amarelado de média quantidade e inodor. A paciente estava em uso metronidazol sem orientação médica e foi orientada a dar continuidade ao tratamento completando os 7 dias de aplicação, além de ser instruída sobre o uso correto da medicação. Devido às infecções de repetição a usuária foi referenciada à atenção secundária para o acompanhamento com um ginecologista. Conclusão: O enfermeiro como educador tem o papel fundamental de dar orientações em saúde às mulheres visando a autonomia e o autoconhecimento sobre questões de saúde além de ressaltar a importância da periodicidade do exame preventivo. Palavras-chave: Câncer de Colo do Útero; Exame Papanicolau; Enfermagem. REFERÊNCIAS: BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama / Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006. ROCHA, A. C. A. Atuação do enfermeiro na estratégia de saúde da família na prevenção do câncer do colo do útero. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, Universidade Federal de Minas Gerais. Orientadora: Profa. Dra Eulita Maria Barcelos TEÓFILO OTONI - MG 2011. SANTOS, Carla Monteiro, et al. O enfermeiro na assistência à mulher com câncer de colo uterino. São Paulo: Revista Recien.; 5(14):19-24, 2015. SILVEIRA, Bruna Leticia; MAIA, Rafaela Cristina Bandeira; CARVALHO, Mariana Ferreira Alves de. Câncer do colo do útero: papel do enfermeiro na estratégia e saúde da família. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente. Ariquemes: FAEMA, v. 9, n. 1, jan./jun., 2018. 172 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REVISTA ESTAÇÃO CIENTÍFICA UMA OPORTUNIDADE PARA O DIÁLOGO ACADÊMICO – CIENTÍFICO Ghiovana Baruzi Weitzel 212 Silvia Naraiane Oliveira de Souza Lopes 213 Denise Rocha Raimundo Leone 214 O Centro Universitário Estácio Juiz de Fora possui uma revista para divulgação científica da produção realizada na instituição, trata da Revista Estação Científica que objetiva “contribuir para a divulgação de produções inéditas de pesquisadores nacionais e estrangeiros em sua área de abrangência – Saúde, Direito, Tecnologia, Gestão e Negócios e Comunicação e Artes” (PORTAL ESTÁCIO, 2022). O conhecimento do histórico de publicações torna-se importante para aventar a possibilidade de indexação da Revista a alguma base de dados, que por sua vez, amplia a visibilidade. Referencial teórico: Nos últimos anos, tem se observado uma expansão da produção de periódicos que atualmente são a principal forma de divulgação da produção científica no Brasil e no mundo. As revistas científicas têm como intuito a ampliação da comunicação científica e por serem utilizados para fundamentação teórica de profissionais e estudantes, os periódicos precisam passar por processos rigorosos de avaliação da qualidade (BORREGO, 2017). A divulgação científica apresenta uma dimensão inclusiva, pois permite a democratização da ciência, agindo como um potente instrumento de transformação social (NATAL; ALVIM, 2019). Objetivo: Conhecer o histórico de publicações da Revista Estação Científica. Metodologia: Trata de um estudo quantitativo, descritivo, transversal. Os dados secundários foram coletados de artigos publicados na Revista Estação Científica, no período de 2005 a 2021. A coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2021, com o auxílio de um formulário estruturado e criado pelas pesquisadoras. De pose dos dados, foram realizadas análises de estatística descritiva com auxílio de planilha criada em Excel, para identificar as áreas de maior publicação, os principais autores, tipos de artigos e métodos utilizados. Após a análise dos dados, os mesmos foram separados por categorias e enumerados. Resultados: primeira edição da Revista foi publicada em julho de 212 Ghiovana Baruzi Weitzel. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: ghiovana.w@gmail.com 213 Silvia Naraiane Oliveira de Souza Lopes Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: silvianaraiane@gmail.com 214 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 173 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X 2005, sendo a última publicada em dezembro de 2021. A mesma possui periodicidade semestral e publica, principalmente, artigos oriundos de docentes e discentes da instituição. Durante os 16 anos de existência da Revista, ao todo, foram publicados 340 artigos em 33 edições, destas sete eram edições especiais, sendo uma edição de fisioterapia, uma do VII Seminário de Pesquisa da Estácio, quatro de Direito e uma da área da saúde. Houve predomínio de publicações de artigos de revisão (n=119), das áreas da saúde (n=120) e administração (n=32). Foram encontradas algumas dificuldades referentes a coleta de dados e análise dos mesmos. A maioria dos artigos publicados não contavam com o tipo de método utilizado (qualitativa, quantitativa ou exploratória) e o tipo de artigo (pesquisa, revisão ou relato de experiência). Os artigos cuja informações não estavam descritas tiveram que ser lidos por completo para que fosse possível sua classificação Considerações Finais: A Revista Estação Cientifica possui um amplo histórico de publicações, o que potencializa a qualidade da mesma e justifica a importância de sua indexação. Palavras-chave: Comunicação acadêmica, publicação periódica, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico. REFERÊNCIAS: BORREGO, A. La revista científica: un breve recorrido histórico. Revistas científicas: situación actual y retos de futuro. Universidad de Barcelona, Barcelona. NATAL, C.B.; ALVIM, M.H. A divulgação científica e a inclusão social. Revista do Edicc, [S.L.], v. 5, n. 1, p. 76-86, out. 2018. Disponível em: https://revistas.iel.unicamp.br/index.php/edicc/article/view/5964/7309. Acesso em: 11 outubro 2022 PORTAL ESTÁCIO: Revista Estação Científica. Revista Estação Científica. 2022. Disponível em: https://portal.estacio.br/quem-somos/revista-estacao- cientifica/apresentacao.aspx. Acesso em: 10 outubro 2022. 174 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X SINTONIA EM VIVER “SOBREVIVENDO” E HEMODIÁLISE Josilene Sobreira Rodrigues 215 Larissa Gracioso Teixeira 216 Nossos rins, filtram e trabalham por 24h, quando começam a falhar, ou param de funcionar, o corpo necessita de uma máquina que realize esse processo. Esse procedimento é vivenciado por muitos, um tratamento imperativo para manter sua vida. A rotina consiste em chegar, pesar, avaliar sinais vitais, dirigir-se para a sala de hemodiálise, posicionar-se, ser puncionado quando não está com cateter, e iniciar a filtragem, a qual o técnico já deixa preparado e separado o material do cliente. Alguns chegam animados, comunicativos, alegres, com boa saúde apesar dos agravos e a necessidade constante de atenção, outros, no entanto, chegam depressivos, apáticos, sem motivação, exibindo total falta aceitação ao diagnostico. A periodicidade varia de 2 a 4 vezes na semana, por duas até quatro horas de diálise. Referencial teórico: Difundir a rotina diária dos pacientes, e a importância de manter uma mente sadia enquanto faz o tratamento, com ênfase no cuidado de enfermagem frente a esse paciente. Objetivo: Conscientizar a importância do autocuidado, ingesta hídrica e boa alimentação, para não se tornar um paciente renal crônico. Metodologia: vivência e observância da rotina dos pacientes durante estágio do 10º período na clínica de hemodiálise. Resultado: uma jovem de 25 anos, realizando hemodiálise 3 vezes na semana, com seu período da dialise em torno de 4 horas, somado ao tempo de transporte, totalizando 8 horas dedicadas ao tratamento no dia, durante a dialise ela dormia, lia, mexia no telefone, e tudo se repetia durante o percurso para chegar até a clínica. Assim como ela, outros seguiam a mesma rotina, com a anotação do peso de suas roupas e sapatos para subtrair na hora da pesagem, e resultar em um peso seco mais fidedigno. O fato de chupar um gelo no lugar de um copo cheio d’água, é menosprezado por muitos, porém para os pacientes de hemodiálise é algo mais que aprazível, aproveitando estar próximo do procedimento muitos deles após a pesagem tomavam um copo d’água, antes de ir para “sala branca” assim chamada a sala de dialise. Ela, no entanto, não demonstrava interesse pelo copo d’água ou o chup-chup que passaram vendendo, e alguns degustavam enquanto aguardavam ser chamados, séria, atenta 215 Josilene Sobreira Rodrigues – Discente do Curso de Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: josilenesobreira@gmail.com 216 Larissa Gracioso Teixeira – Preceptora do Curso de Enfermagem – Centro Universitário EstácioJuiz de Fora. E-mail: larissa.gracioso@estacio.br 175 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X a tudo ao seu redor. Havia começado a hemodiálise há uns meses, seu pensamento seria de levar a sério o tratamento, ou de nada mais importava? Ia sozinha para a clínica, sem companhia de familiar ou amigo assim como muitos outros também chegam sozinhos. Considerações finais: o impacto da diálise na vida desses merecedores de solicitude, reverbera em todas as áreas de sua vida, ou seja, conciliar vida social, pessoal, amorosa, estudo e família, é uma tarefa complexa e incompreensível, acarretando e corroborando para distúrbios como depressão, ansiedade e outros, os sintomas depressivos muitas vezes associados à carga de comorbidades, complicações da doença, complicações da hemodiálise e dependência funcional. Praticar atividade física, pode ser uma estratégia de saída eficaz, leituras instrutivas, jogos interativos e cognitivos, podendo ser virtual ou de papel, tais atividades proporcionam a produção de hormônios positivos ao organismo, e evitar estressores que aumentam o nível de cortisol. Palavras-chave: hemodiálise; enfermagem; saúde. REFERÊNCIAS: PRETTO, Carolina Renz; Rosa, Marina Brites Calegaro da; Dezordi, Cátia Matte; Benetti, Sabrina Azevedo Wagner; Colet, Christiane de Fátima; Stumn, Eniva Miladi Fernandes. Depression and chronic renal patients on hemodialysis: associated factors, Rev. Bras. Enferm. 73 (Suppl 1), 2020 LINHARES, Maria Beatriz Martins. Estresse precoce no desenvolvimento: impactos na saúde e mecanismos de proteção. Estud. psicol. (Campinas) 33 (04) • Oct-Dec 2016 176 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X VIVÊNCIA DA PRÁTICA DE GRUPO DE DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO ACADÊMICA Ana Paula Oliveira 217 Brenda Braz 218 Douglas Gomes 219 Izabela Emidio 220 Denise Rocha Raimundo Leone 221 A saúde sexual e reprodutiva é um componente prioritário no Sistema Único de Saúde, pois a partir desta se estabelecem as diretrizes para garantir os direitos sexuais e reprodutivos (PARMEJIANI et al., 2021). Para tanto a realização de grupos de direitos sexuais e reprodutivos (GDSR) visam a ampliação dos conhecimentos da população acerca de seus direitos, fundamentam as condutas a serem tomadas por essa e possibilita acesso gratuito à algum método de contracepção (BRASIL, 2013). No âmbito do docente, é uma oportunidade de experimentar uma prática educativa em saúde. Sendo assim, é relevante relatar como se deu a vivência num GDSR. Referencial teórico: As atividades educativas são essenciais para a qualidade da atenção a saúde ofertada. Estas visam oferecer às pessoas os conhecimentos necessários para a escolha livre e informada. Ademais, proporciona a reflexão sobre os temas relacionados à sexualidade e à reprodução. Para a realização de um GDSR é preciso considerar o saber do indivíduo e a partir desse, se necessário, desmistificar o (pré)conceito que este tem sobre determinados métodos e emponderá-lo para que o mesmo faça escolhas conscientes. Objetivo: Relatar a experiência da realização de um GDSR. Metodologia: Trata de um relato de experiência da realização de um GDSR organizado por seis discentes e uma docente da disciplina de ensino clínico em saúde da mulher do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. O grupo ocorreu no mês de 217 Ana Paula Oliveira - Discente do Curso de Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: igorlopesjf33@gmail.com 218 Brenda Braz- Discente do Curso de Enfermagem - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: laracrsilva2000@outlook.com 219 Douglas Gomes - Discente do Curso de Enfermagem - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. 220 Izabela Emidio - Discente do Curso de Enfermagem - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: rafaelcastr860@gmail.com 221 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 177 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X setembro com os usuários cadastradas na área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Município de Juiz de Fora. Como a UBS não funciona no horário noturno foi feito uma parceria com uma associação espírita para realização do grupo nas dependências físicas desta. Resultados: Além dos alunos, seis pessoas participaram do GDSR. A dinâmica realizada permitiu que as pessoas ali presentes participassem dessa conversa. No primeiro momento, foi permitido a conversa entre os participantes para a dinâmica de apresentação, posteriormente um contrato foi firmado entre os participantes visando, sobretudo, o respeito entre estes e o sigilo com as informações ali mencionadas. Posteriormente houve um sorteio dos métodos contraceptivos. Casa pessoa sorteava um método e a partir do tema sorteado conversávamos sobre conhecimentos prévios, verdades, mitos e efeitos colaterais. Para nós discentes foi uma experiência interessante, pois fizemos educação em saúde, proporcionando liberdade e espaço para que os participantes se empoderassem e escolhessem o melhor método para eles naquele momento. Ao término do grupo, todos saíram com o cartão do homem ou mulher e encaminhados para o serviço de referência para ter acesso ao método escolhido. Considerações Finais: O incentivo a educação em saúde se propõe a esclarecer dúvidas e é uma das formas que ajuda a promover o conhecimento, convidando sempre os indivíduos a ajudar a transformar práticas errôneas em atitudes corretas. Palavras-chave: Educação em saúde, Enfermagem, Saúde sexual e reprodutiva. REFERÊNCIAS: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde sexual e saúde reprodutiva. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. PARMEJIANI, Elen Petean et al. Sexual and reproductive health in riverine communities: integrative review. Revista da Escola de Enfermagem da Usp, São Paulo, v. 55, p. 1-12, 2021. 178 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X VIVENCIANDO O PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA: REVISTA ESTAÇÃO CIENTÍFICA OPORTUNIZANDO O DIÁLOGO ACADÊMICO – CIENTÍFICO Silvia Naraiane Oliveira de Souza Lopes 222 Ghiovana Baruzi Weitzel 223 Denise Rocha Raimundo Leone 224 A iniciação científica (IC) é uma das primeiras portas de entrada do discente para a pesquisa e produção científica, contribuindo para o desenvolvimento de competências e habilidades como autonomia, comunicação e pensamento crítico (DE QUEIROZ; DANTAS; ANDRADE, 2020). Descrever acerca da participação das discentes na IC é relevante para dar visibilidade e estímulo a demais discentes para participação neste processo. Referencial teórico: Possibilitar uma educação de qualidade pressupõe proporcionar aos discentes uma ampla gama de conhecimentos para além do adquirido em sala de aula. É fundamental a inserção na pesquisa e social, para melhor compreensão e atuação no mundo em que vivemos. Neste sentido, a formação superior deve articular as atividades de pesquisa, ensino e extensão (LEITE; PEREIRA; BARBOSA, 2022). Há evidências de que a participação na IC ratifica a responsabilidade, dedicação, torna o aluno mais criativo e aumenta o conhecimento adquirido em sua formação acadêmica (DE QUEIROZ; DANTAS; ANDRADE, 2020). Objetivo: Relatar a experiência, na perspectiva das discentes, da participação em um projeto de iniciação científica. Metodologia: Trata de um relato de experiência acerca da vivência de duas acadêmicas de Enfermagem no projeto de iniciação científica (PIC) “Revista Estação Científica oportunizando o diálogo acadêmico – científico”. Este PIC teve vigência de agosto de 2021a julho de 2022. O mesmo foi prorrogado até julho de 2023. Resultados: O PIC teve como um de seus objetivos realizar uma série histórica das publicações da revista, para isso, foi construído pelas discentes, um instrumento de coleta de dados para colher informações referentes a todas as publicações realizadas na revista estação científica da Estácio. De posse desses dados, foram realizadas análises de estatística descritiva para identificar as áreas de 222 Silvia Naraiane Oliveira de Souza Lopes Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: silvianaraiane@gmail.com 223 Ghiovana Baruzi Weitzel. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: ghiovana.w@gmail.com 224 Denise Rocha Raimundo Leone. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: denise.leone@estacio.br 179 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X maior publicação, os principais autores, tipos de artigos e métodos utilizados. Após a análise dos dados, os mesmos foram separados por categorias e enumerados. Esses dados foram utilizados para a produção de resumos científicos e será utilizado para a produção de um artigo ao final do projeto. Simultaneamente com essa coleta de dados as discentes também foram encarregadas de ampliar a visibilidade da revista através da criação de um site que se encontra em fase de construção. O site irá trazer informações sobre o corpo editorial, pareceristas, fluxo de publicação e normas de submissão. Diante da importância da indexação de uma revista, ao final do projeto as discentes com o auxílio da coordenadora do projeto buscarão por bases de dados que realizem a indexação de periódicos. Outra atividade desenvolvida pelas discentes foi a conferência da formatação dos artigos submetidos, e da documentação necessária. Foram encontradas algumas dificuldades referentes a coleta de dados e análise dos mesmos. Considerações Finais: A inserção de discentes nesse PIC incentiva a pesquisa científica e colabora para a formação de profissionais autônomos, determinados e responsáveis. O projeto busca justamente aguçar o desenvolvimento de conhecimento a partir da pesquisa científica. Palavras-chave: Comunicação acadêmica, publicação periódica, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico. REFERÊNCIAS: DE QUEIROZ, Ana Cláudia; DANTAS, Maria Clara Soares; DE ANDRADE, Luciana Dantas Farias. A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA VIDA ACADÊMICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Educação, Ciência e Saúde, v. 7, n. 2, p. 11, 2020. LEITE, Evandro Gonçalves, PEREIRA, Regina Celi Mendes e BARBOSA, Maria do Socorro Maia Fernandes. A iniciação científica nos contextos da educação básica e superior: dos documentos oficiais aos aspectos formativos. Alfa: Revista de Linguística, 2022, v. 66: e13679. 180 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X RASTREIO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E DA MAMA EM MULHERES LÉSBICAS, BISSEXUAIS E HOMENS TRANSSEXUAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 225 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha 226 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio 227 Mariana Guimarães Bastos 228 Elisa Brito Azzi 229 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 230 Somente em 2020 foram notificados 4,60 óbitos por 100 mil mulheres, ocupando o terceiro lugar nas causas de morte de mulheres no país, já o câncer de mama figura entre a primeira causa de morte por câncer nesta população em todas as regiões do brasil (BRASIL,2022a; BRASIL,2022b). Embora o Ministério da Saúde promova a campanha do “Outubro Rosa” e disponibilize a oferta da consulta para rastreio do câncer do colo do útero e da mama na Atenção Primária à Saúde, esses dois tipos de cânceres ainda possuem alta incidência e são considerados um problema de saúde pública. Neste atendimento o profissional de enfermagem ou médico também realizam o exame clínico das mamas e solicitam a mamografia de rastreamento ou de diagnóstico, sendo indicada a rotina bianual para mulheres com idade de 50 a 69 anos. Os homens transexuais que não realizaram cirurgias para exérese da glândula mamária, histerectomia, ooforectomia e cirurgia de redesignação sexual, além do exame clínico das mamas e da mamografia, também necessitam de acompanhamento ginecológico (CHRISOSTOMO et al., 2021). No geral esse atendimento é rápido, indolor, 225 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com 226 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 227 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 228 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 229 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 230 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 181 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X de baixo custo e eficaz cujo acesso deve ser garantido para todas as pessoas que possuem útero e mama, contudo, as pessoas não binárias, homens transsexuais, e as mulheres lésbicas e bissexuais possuem dificuldade de adesão a esse atendimento, pois enfrentam estigmas, preconceitos e a falta de preparo dos profissionais (RODRIGUES; FALCÃO, 2021). Trata- se de uma revisão integrativa, que terá como objetivo principal identificar as principais informações publicadas na literatura nacional e internacional sobre a prevenção do câncer colo do útero e mama na População Lésbicas Bissexuais e Homens Transsexuais (LBT). A revisão teve início com a realização da busca em três bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde, Medline e LILACS via portal de periódicos CAPES. Serão incluídos estudos disponíveis para acesso completo online, que possuem como público-alvo pessoas LBT e possui como tema central consulta ginecológica para rastreamento do câncer do colo do útero e mama. Estudos que não estejam disponíveis nos idiomas, inglês, português ou espanhol, ou que tenham o foco em doenças do sistema genital e reprodutivo foram excluídos. Será utilizado o recorte temporal de 2011 até 2022, tendo como justificativa para tal a instituição da portaria MS/GM nº 1.473, de 24 de junho de 2011, que institui o fortalecimento das ações para a prevenção e qualificação do diagnóstico e tratamento dos cânceres do colo do útero e da mama, como um dos quatro compromissos prioritários da Rede de Atenção à Saúde no SUS. A seleção dos estudos está em andamento e a amostra final dos artigos incluídos para análise serão organizadas e apresentadas no formato tabelas, uma com dados dos estudos e outra com informações sobre as especificidades a serem consideradas na consulta ginecológica oferecida para pessoas LBT. Por tratar-se de estudos com dados secundários, a aprovação do comitê de ética não será necessária. Espera-se com os resultados deste estudo fomentar a discussão sobre o acesso das pessoas LBT a consulta ginecológica, respeito a identidade de gênero na prática clínica e melhoria no acolhimento destas pessoas. Palavras-chave: Teste de Papanicolaou; Minorias Sexuais e de Gênero; Homem Transexual; Prevenção Secundária. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional deCâncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Dados e Números sobre Câncer do Colo do Útero - Relatório Anual 2022a. 182 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Dados e Números sobre Câncer de Mama - Relatório Anual 2022b. CHRISOSTOMO, K. R.; et al. O que o profissional da saúde precisa saber a respeito do atendimento às pessoas transexuais ou transgênero. Medicina (Ribeirão Preto), [S. l.], v. 54, n. 4, p. e-180051, 2021. DOI: 10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2021.180051. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/180051. Acesso em: 10 out. 2022. RODRIGUES, J.L.; FALCÃO, M.T.C. Vivências de atendimentos ginecológicos por mulheres lésbicas e bissexuais: (in)visibilidades e barreiras para o exercício do direito à saúde. Saúde e Sociedade. 2021, v. 30, n. 1, e181062. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-12902021181062. Acesso em: 10 out.2022. https://doi.org/10.1590/S0104-12902021181062 183 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X RELATO DE EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA PARA ADOLECENTES E PESSOAS EM VULNERABILIDADE Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha 231 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 232 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio 233 Mariana Guimarães Bastos 234 Elisa Brito Azzi 235 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 236 Atenção à saúde sexual e reprodutiva contempla um conjunto de ações e serviços que incluem assistência clínica, aconselhamento e atividade educativa (PAIVA; CAETANO, 2022). Através desta última as pessoas são informadas sobre seus direitos, recursos e meios disponíveis para o planejamento reprodutivo. O Ministério da Saúde recomenda que tais atividades sejam oferecidas não só na Atenção Primária à Saúde (APS), mas também em escolas e em locais da comunidade que facilite o acesso das pessoas às informações sobre seus direitos sexuais e reprodutivos (BRASIL, 2013). Todavia, apesar de tal recomendação a implantação desta atividade ainda é fragmentada e relegada a segundo plano, e em muitos contextos a mesma se restringe somente a APS com uma abordagem limitada aos métodos contraceptivos e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (PAIVA et al.,2019). Assim, o objetivo deste trabalho é relatar a experiência de cinco alunas do curso de enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, nas atividades do projeto de extensão, que tem como proposta potencializar a promoção de saúde sexual e reprodutiva para as pessoas em 231 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 232 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com 233 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 234 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 235 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 236 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 184 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X vulnerabilidade, que por diferentes motivos não procuram por tal atividade no serviço de saúde. Trata-se de um relato de experiência de atividades extensionistas, que tiveram início em abril de 2022, com o estudo e elaboração dos roteiros das rodas de conversa, essa abordagem possibilita encontros dialógicos, contextualizados e participativos, onde os participantes são considerados em suas necessidades e enquanto sujeitos de direitos, algo que possibilita a produção e ressignificação de sentido – saberes – sobre as experiências compartilhadas (SAMPAIO et al., 2018). Atualmente as atividades do projeto de extensão acontecem em um dos CURUMINS do Município de Juiz de Fora, vinculado a Associação Municipal de Apoio Comunitário. Das atividades realizadas, destacam-se a roda de conversa com mulheres, na qual foi realizada dinâmicas para fortalecer a autoestima, autonomia e a importância de observar o próprio corpo em sua totalidade, ao final da roda de conversa as participantes são convidadas para um café como forma de agradecimento. Outras atividades estão programadas para serem realizadas ainda em 2022, considerando temas que inclui promoção dos direitos da gestante, promoção da saúde de mulheres no climatério, direitos sexuais e reprodutivos para adolescentes, dentre outras temáticas. Observou-se que a roda de conversa facilitou participação das pessoas e favoreceu a escuta, algo que suscitou nas discentes a reflexão sobre o processo de educação em saúde a importância do papel social da enfermagem. A aproximação do espaço comunitário permitiu o contato direto do discente com diferentes tipos de vulnerabilidades e de realidades sociais distintas. Destaca-se que apesar de alguns entraves para adesão, a proposta do projeto de extensão teve uma boa receptividade por parte da comunidade. Para além dos impactos positivos na comunidade, espera-se que as discentes e extensionistas desenvolvam habilidades de comunicação e do trabalho em equipe, criatividade e a escrita científica, além da aquisição do conhecimento sobre a promoção da saúde sexual e reprodutiva. Palavras-chave: Educação em Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos; Promoção da Saúde; Vulnerabilidade social. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva. 2013. 185 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X PAIVA, C.C.N.; CAETANO, R. Theoretical model of sexual and reproductive health care: subsidies for evaluative research. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2022, v. 43, e20200425. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2022.20200425. Acesso em: 10 out. 2022. PAIVA, C.C.N et al. Atividades educativas do planejamento reprodutivo sob a perspectiva do usuário da Atenção Primária à Saúde. Rev. APS.; v.22, n.1, 2019, p: 23–46. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/16675/20740 Acesso em: 10 de out. 2022. SAMPAIO, Juliana et al. Limites e potencialidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no sertão pernambucano. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2014, v. 18, suppl 2, pp. 1299-1311. Disponível em:https://doi.org/10.1590/1807-57622013.0264. Acesso em: 05 de out.2022. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2022.20200425 https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/16675/20740 186 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X DESAFIOS DA MONITORIA ACADÊMICA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19, ANSIEDADE E INCERTEZA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Arthur Gonçalves dos Santos 237 Claudio Vitorino Pereira 238 As atividades no ensino superior durante a pandemia da Sars-CoV2 foram desafiantes para discentes, docentes, coordenadores e Instituições de Ensino Superior com curso na área da saúde. O retorno a modalidade presencial de ensino após ter sido declarado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a pandemia do novo coronavírus foi marcado por receio, incertezase mudanças de hábitos corriqueiros devido à necessidade de barreiras sanitárias impostas pelos órgãos regulatórios. Desta forma, destaca-se a contribuição da monitoria, com suas finalidades de cooperação junto ao docente para despertar nos acadêmicos maior interesse pela disciplina, aprimorar habilidades adquiridas durante as aulas práticas e fomentar a busca por novos conhecimentos através das trocas de experiências entre o acadêmico-monitor e os demais discentes. Além de aproximar o discente-monitor das práticas relacionadas a docência. OBJETIVO: Relatar a vivência do discente-monitor no retorno presencial das aulas práticas durante a pandemia da Sars- CoV2. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência de um discente-monitor da disciplina de Fundamentos do Cuidar em Enfermagem, ofertada para acadêmicos do 4° período do Curso de Graduação em Enfermagem do Centro de Ensino Superior Estácio Juiz de Fora no 1° semestre de 2022. REFERÊNCIAL TEÓRICO: O retorno ao ensino presencial foi marcado por ansiedade (MERTENS G., 2020), medo (ARORA A., 2020), e insegurança por parte dos acadêmicos, quer seja pela necessidade diante da realização e novos procedimentos e ainda pela necessidade de readaptação no processo de relacionamento enquanto sociedade. O medo da COVID-19 tem sido descrito como um preditor importante de transformações comportamentais e de proteção à saúde, bem como de desfechos deletérios ao processo de aprendizagem dos discentes e monitor-discente (MODENA CF. et al., 2021). Logo, instigar o interesse pela prática docente e ampliar o horizonte como futura atividade profissional 237 Arthur Gonçalves dos Santos. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Monitor da disciplina Fundamentos do Cuidar em Enfermagem E-mail: arthur_goncalvessantos@hotmail.com 238Claudio Vitorino Pereira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. mailto:arthur_goncalvessantos@hotmail.com 187 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X torna-se ainda mais desafiador (FERNANDES, D C. A. et al., 2021). RESULTADOS: A experiência exigiu a preparação do discente-monitor para o emprego da função na disciplina de Fundamentos do Cuidar em Enfermagem. A atualização dos conhecimentos relacionados aos conteúdos programáticos, auxílio no desenvolvimento e execução de estudos clínicos junto ao docente e acadêmicos, favoreceram maior segurança para realização das atividades e alcance de melhor desempenho. O estabelecimento de protocolos baseados em medidas de distanciamento pessoal, higienização das mãos e uso adequado de equipamentos de proteção individual possibilitou executar as atividades no laboratório de simulação em situações mais próximas da realidade e com máximo de segurança. A prática da monitoria fomentou maior estímulo e interesse pela carreira docente, uma vez que proporcionou o desenvolvimento de atividades vinculadas ao ensino e à pesquisa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A atividade de monitoria possibilitou aprimorar os conhecimentos em enfermagem, e ampliar o conhecimento sobre a vivência docente. Logo, tal atividade foi de suma relevância para o processo de ensino e aprendizagem teórico- prático, que refletiu positivamente para aquisição de novas habilidades para atuação nos diversos campos da Enfermagem. Palavras-chave: Educação em enfermagem; bacharelado em Enfermagem; Tutoria REFERÊNCIAS: ARORA, A; JHA, A, K; ALAT, P; et al. Understanding coronaphobia. Asian J Psychiatr. 2020; 54:102384. https://doi.org/10.1016/j.ajp.2020.102384 FERNANDES, D. C. A.; FERNANDES, H. M. A.; BARBOSA, E. DA S.; et al. Contribuições da monitoria acadêmica na formação do aluno-monitor do curso de Enfermagem: relato de experiência. Debates em Educação. [S. l.], v. 12, n. 27, p. 316– 329, 2020. DOI: 10.28998/2175-6600.2020v12n27p316-329. MERTENS, G; GERRITSEN, L; DUIJNDAM, S; et al. Fear of the coronavirus (covid19): predictors in an online study conducted in march 2020. J Anxiety Disord. 74:102258. 2020. https://doi.org/10.1016/j.janxdis.2020.102258 MODENA, C, F; KOGIEN, M; MARCON, S, R; et al. Factors associated with the perception of fear of COVID-19 in university students. Rev Bras Enferm. 75(Suppl 1): e 188 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X 20210448. 2022. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2021-0448 HAAG, G.S; KOLLING, V.; SILVA, E.; et al. Contribuições da monitoria no processo ensino- aprendizagem em enfermagem. Rev Bras Enferm., [12 ago 2022]. v.61, n.2, p. 215-20. 2008 https://doi.org/10.1590/S0034-71672008000200011 World Health Organization. Coronavirus disease (COVID-19) outbreak [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2020 [12 ago 2022]. Available from: Available from: https://www.who.int/health-topics/coronavirus#tab=tab_1 https://doi.org/10.1590/S0034-71672008000200011 http://www.who.int/health-topics/coronavirus#tab%3Dtab_1 http://www.who.int/health-topics/coronavirus#tab%3Dtab_1 189 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DA POPULAÇÃO LGBTQIA+ NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE DOCUMENTOS GOVERNAMENTAIS Elisa Brito Azzi 239 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha 240 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 241 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio242 Mariana Guimarães Bastos 243 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 244 No Brasil, os serviços de atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) estão vinculados à atenção básica de saúde, espaço privilegiado de práticas de cuidado integral, lócus de maior proximidade do viver dos sujeitos, que desenvolve ações de promoção à saúde, prevenção de doenças, recuperação, tratamento e reabilitação. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), essa atenção possui um escopo amplo de ações e serviços, contemplando atividades educativas, aconselhamento e atividades clínicas e que devem ser ofertadas para todas as pessoas, incluindo as necessidades e especificidades das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Assexuais (LGBTQIA+) (BRASIL,2013a). A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, tem como um dos seus objetivos garantir os direitos sexuais e reprodutivos destas pessoas no âmbito do SUS (BRASIL, 2013b). Contudo, essa garantia ainda não é uma realidade na prática, que por vezes heteronormativa não contemplam essa população (PAIVA et al., 2019), seja por falta de capacitação em relação a gênero e sexualidade, ou pelas limitações dos profissionais que reproduzem condutas homofóbicas, julgamentos e práticas não inclusivas, desinformação, falta de privacidade e confidencialidade que distanciam essas pessoas dos serviços de saúde (COSTA-VAL, 2022). Assim, o objetivo deste estudo é identificar nos 239 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 240 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 241 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com 242 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 243 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 244 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro UniversitárioEstácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 190 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X documentos governamentais que versam sobre a atenção à saúde sexual e reprodutiva, quais são as recomendações e as lacunas de informações sobre a oferta desta atenção para as pessoas LGBTQIA+ no SUS. Trata-se de um estudo teórico apoiada no referencial de análise documental (CELLARD,2008). A busca dos documentos será realizada na Biblioteca Virtual em Saúde - Ministério da Saúde (https://bvsms.saude.gov.br/), considerando os descritores Saúde Sexual e Reprodutiva. A análise crítica e reflexiva terá como base estudos publicados sobre diversidade, pluralidade, sexualidade e gênero, conceitos indispensáveis para a garantia da saúde sexual e reprodutiva enquanto um direito de todos. Nesse sentido, espera-se que esse estudo teórico produza argumentos e reflexões sobre inclusão e a implementação da atenção à saúde sexual e reprodutiva de pessoas LGBTQIA+ no cenário brasileiro. Palavras-chave: Minorias Sexuais e de Gênero; Educação em Saúde; Saúde Reprodutiva; Saúde Sexual. REFERÊNCIA BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de atenção básica: saúde sexual e saúde reprodutiva. 2013a. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.2013b COSTA-VAL, Alexandre et al. O cuidado da população LGBT na perspectiva de profissionais da Atenção Primária à Saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 2022, v. 32, n. 2, e320207. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-73312022320207 Acesso em: 10 out. de 2022. CELLARD, André. Análise documental. In: A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Tradução de Ana Cristina Nasser. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. PAIVA, C.C.N et al. Atividades educativas do planejamento reprodutivo sob a perspectiva do usuário da Atenção Primária à Saúde. Rev. APS.; v.22, n.1, 2019, p: 23–46. Disponível https://bvsms.saude.gov.br/ https://doi.org/10.1590/S0103-73312022320207 191 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/16675/20740 Acesso em: 10 de out. 2022. https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/16675/20740 192 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X UMA PROPOSTA DE FICHA CLÍNICA APLICADA À CONSULTA DE ENFERMAGEM PARA RASTREIO DO CÂNCER DE MAMA E DO COLO DO ÚTERO COM FOCO NAS MULHERES LÉSBICAS, BISSEXUAIS E HOMENS TRANSSEXUAIS Tassiene Aparecida de Farias Sampaio 245 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha 246 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins 247 Mariana Guimarães Bastos 248 Elisa Brito Azzi 249 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 250 A consulta para o rastreio do câncer do colo do útero pode ser realizada pelo enfermeiro na Atenção Primária à Saúde, direcionada para pessoas que tem útero de 25 a 64 anos com vida sexual ativa, sendo que após dois exames anuais consecutivos sem alteração é recomendado a rotina trienal. O rastreio do câncer de mama também é realizado neste atendimento, onde o profissional realiza o exame clínico das mamas e faz a solicitação da mamografia para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos a cada dois anos, fatores de risco também são considerados para a solicitação do referido exame para diagnóstico precoce (BRASIL, 2013). Contudo, apesar das recomendações governamentais a adesão da população ainda está aquém do que é preconizado, algo que se agrava ainda mais considerando as pessoas Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais (LBT), uma vez que, a invisibilidade, a falta de capacitação dos profissionais sobre gênero e sexualidade, os preconceitos e a discriminação distanciam essa população dos serviços de saúde e impacta negativamente no acesso as ações de prevenção 245 Tassiene Aparecida de Farias Sampaio. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tassienefaria@gmail.com 246 Tíssia Diniz Soares Ribeiro da Cunha. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: tissiadiniz02@gmail.com 247 Thaynara Barbosa Loures Dorneles Martins. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: thaynabarbosa99@hotmail.com 248 Mariana Guimarães Bastos. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: marianaguimaraesbastos@gmail.com 249 Elisa Brito Azzi. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: elisabazzi.br@gmail.com 250 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Doutora em Saúde Coletiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:marianaguimaraesbastos@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 193 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X de doenças e promoção da saúde (RODRIGUES; FALCÃO, 2021). Nesse sentido, objetivou- se com esse este estudo a elaboração de uma ficha clínica aplicada à consulta de enfermagem de rastreio do câncer do colo do útero e da mama com foco nas mulheres que lésbicas, bissexuais e homens transsexuais, visando contemplar as necessidades especificas dessas pessoas. Trata-se de um estudo teórico, que tem como base a análise de protocolos governamentais de instituições de saúde disponíveis na internet, com foco na consulta de enfermagem à mulher para rastreio do câncer do colo do útero e da mama. Para complementar a fundamentação teórica da ficha clínica será utilizado o instrumento proposto por Gerk, Freitas e Nunes (2013) de consulta à mulher, adicionalmente um estudo de revisão integrativa sobre o rastreio do câncer do colo do útero e de mama em mulheres lésbicas, bissexuais e homens transsexuais, realizado em paralelo a essa pesquisa teórica também será considerado para direcionar a construção da ficha clínica com foco na saúde e nas singularidades destas mulheres. O estudo teve início em agosto de 2022, cujos protocolos encontram-se em fase inicial de análise. Após a finalização do estudo, as autoras planejam uma atividade educativa com foco nestas mulheres para que elas possam avaliar o instrumento construído, cuja avaliação do mesmo será anônima e voluntária, posteriormente após as adequações na ficha clínica, a mesma poderá ser utilizado no consultório de enfermagem da Estácio Juiz de Fora. Espera-se captar as necessidades e particularidades das pessoas LBT e com isso favorecer a adesão a consulta de enfermagem para rastreio do câncer do colo do útero e da mama, além de conscientizar profissionais e estudantes de enfermagem quanto a necessidade rever algumas práticas naturalizadas pelo viés heteronormativo, e de implementar ações inclusivas de promoção da saúde e prevenção de doença em prol da melhoria do acesso das pessoas LBT, algo que envolve a desconstrução de estereótipos e preconceitos em prol do fortalecimento do acolhimento vínculo nos serviços de saúde. Palavras-chave: Lésbica; Bissexualidade; Pessoas Transgênero; Teste de Papanicolaou; Neoplasias da Mama. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica. Controle dos Cânceres de Colo de Útero e da Mama. Cadernos de Atenção Básica, n.13: Série A. Normas e Manuais Técnicos. 2013. 194 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GERK, Maria Auxiliadora de Souza, FREITAS Sandra L. Félix de; NUNES,Cristina Brandt. Consulta de Enfermagem à Mulher. In: Enfermagem e Saúde da Mulher (org). Fernandes, Rosa Áurea Quintella - Narchi, Nádia Zanon. Editora Manole. 2ªEd. p.110-40. RODRIGUES, Julliana Luiz. FALCÃO, Marcia Thereza Couto. Vivências de atendimentos ginecológicos por mulheres lésbicas e bissexuais: (in)visibilidades e barreiras para o exercício do direito à saúde. Saúde e Sociedade [online]. 2021, v. 30, n. 1 e181062. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-12902021181062. Acesso em: Acesso em: 20 set.2022. https://doi.org/10.1590/S0104-12902021181062 195 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X VISITA TÉCNICA AO BANCO DE LEITE HUMANO EM JUIZ DE FORA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE DISCENTES DO CURSO DE ENFERMAGEM Marcia Maria Lino Valadares 251 Josilene Sobreira Rodrigues 252 Douglas de Matos Filho 253 Ágnes Alvarenga Rosendo254 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva 255 O Banco de Leite Humano (BLH) é um serviço especializado, responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta da produção lática da nutriz, do seu processamento, controle de qualidade e distribuição (BRASIL,2017). No Brasil a implantação desse serviço teve início em 1946 no Instituto Nacional de Puericultura, atual Instituto Fernandes Figueira e tinham por objetivo coletar e distribuir leite humano (LH), mas somente a partir da década de 80 com o desenvolvimento do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno atrelado ao impacto positivo do aleitamento na redução da mortalidade infantil por desnutrição, os BLH passaram a assumir um novo papel no cenário da saúde pública, avançando com em 1990 com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano que opera por meio da articulação do Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano com cada Centro de Referência Estadual, que são responsáveis por capilarizarem as ações para os BLH municipais (BRASIL,2017). Trata-se de um relato de experiência cujo objetivo é relatar a vivência de discentes do curso de enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora em uma visita técnica no BLH realizada em setembro de 2022, como uma atividade complementar a prática da disciplina ensino clínico saúde da mulher. Atualmente o BLH configura-se como uma importante política pública em favor da amamentação no Brasil, cuja expansão e consolidação são 251 Marcia Maria Lino Valadares. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: 201808162455@alunos.estacio.br 252 Josilene Sobreira Rodrigues. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: josilenesobreira@gmail.com 253 Douglas de Matos Filho. Acadêmico do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: 201708211454@alunos.estacio.br 254 Ágnes Alvarenga Rosendo. Acadêmica do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: agnes.alvarenga@hotmail.com 255 Carla Cardi Nepomuceno de Paiva. Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. Doutora em Saúde Coletiva. E-mail: carlacardiufjf@gmail.com mailto:carlacardiufjf@gmail.com 196 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X favorecidas tanto pelos trabalhos de pesquisa e de desenvolvimento científico e tecnológico quanto pelo nível de rigor em relação à qualidade e processos. Destaca-se que até agosto de 2022 o país conta com 225 BLH em funcionamento, sendo que 91 (40%) são localizados na região sudeste. Nesta experiência foi possível compreender toda organização, a estrutura do BLH e o fluxo de trabalho. O processo de trabalho da equipe engloba atividades assistenciais (Promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno em BLH), e atividades de processamento e controle de qualidade. A profissional que foi responsável por conduzir a visita técnica compartilhou sua experiência e seus conhecimentos sobre os equipamentos e instrumentos utilizados no controle de qualidade microbiológico e na pasteurização do leite e no processo de seleção do leite cujas etapas contemplam: condições da embalagem, presença de sujidades, cor, off-flavor e acidez Dornic, já a classificação do leite compreende a verificação de: período de lactação, acidez Dornic e conteúdo energético – crematócrito (ALMEIDA, 2008). Observou-se que na folha de registro que grande parte dos leites doados são descartados nesse processo de seleção por conta da sujidade, algo que reforça a importância das orientações sobre os cuidados para não contaminação do leite ordenhado. O processo de controle, rotulagem da embalagem para acondicionamento do leite humano ordenhado, e os requisitos e o cadastramento de doadoras também foi visualizado na visita. Conclui-se que essa visita consolidou o conhecimento teórico dos discentes e permitiu ampliar a compreensão sobre os procedimentos técnicos aplicados na recepção e distribuição do leite humano, além disso foi possível identificar a complexidade das etapas e o rigor do trabalho realizado pela equipe de enfermagem e de farmácia que garantem a qualidade do leite doado, algo que exige estudo, dedicação e organização. Ademais, reitera-se que a visita técnica ao BLH proporcionou a compreensão da indissociabilidade entre as práticas de promoção da amamentação, o aleitamento e a doação do leite materno, para o fortalecimento da saúde da mãe e do recém-nascido, algo que estimulou o interesse dos discentes sobre as possibilidades de formação, capacitação e atuação do enfermeiro no banco de leite humano. Palavras- chave: Banco de Leite Humano; Enfermagem; Saúde Materno-Infantil. 197 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS ALMEIDA, João Aprígio Guerra de. Seleção e Classificação. In: Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Banco de leite humano: funcionamento, prevenção e controle de riscos. Brasília: Anvisa, 2008. 160 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Bases para a discussão da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 198 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ORIENTAÇÕES E ACOLHIMENTO AO TABAGISTA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE Daiana Sudré Belo 256 Larissa Gracioso Teixeira 257 O trabalho realizado pelo enfermeiro da Unidade Básica de Saúde sobre os efeitos negativos que o fumo oferece é educativo, esclarecedor e fundamental, através do aconselhamento, apoio a população, e incentivo a mudança do estilo de vida, tendo em vista que o tabaco compromete seriamente a saúde do fumante ativo (quem fuma) e passivo (quem convive com o fumante). Referencial teórico: Buscando informar as pessoas acerca do assunto, prevenir o tabagismo e as complicações geradas por ele (HALLAL; CAMPOS, 2016). Objetivo: Apresentar as relevâncias positivas das orientações do enfermeiro nas Unidades Básicas de Saúde, referente os malefícios do uso do tabaco, promovendo a qualidade de vida dos usuários das unidades básicas de saúde. Metodologia: Um relato de experiência em estágio do 10° período do curso de Enfermagem, na Unidade Básica de Saúde (UBS), no setor de acolhimento de demandas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019). Resultados : Recebemos na unidade paciente que relatou que tem passado os dias cansado, com falta de ar ao realizar alguma atividade que exige esforço, como uma simples caminhada. Fumante desde os 13 anos de idade, consumindo atualmente em torno de 20 a 30 cigarros por dia. Relatou ter tentado parar de fumar sem auxílio de qualquerpara promoção da conectividade cliente/consumidor e suas mudanças nos bancos tradicionais. O objetivo é demonstrar como a evolução tecnológica no sistema financeiro por meio das fintechs e bancos digitais promove, aos usuários, maior acessibilidade aos variados serviços ofertados pelo sistema bancário. Diante o exposto questiona-se: quais as dificuldades dos bancos tradicionais frente aos bancos digitais e fintechs e como os mesmos estão se adaptando ao serviço digital e como as fintechs vem modificando o mercado financeiro? É importante ressaltar que o mercado financeiro é o responsável por movimentar a economia do país, e é formado por instituições e instrumentos financeiros, onde por meio dos mesmos se regulamenta e fiscaliza as transferências de recursos entre poupadores e tomadores, sendo constituído o mesmo de quatro segmentos como o mercado monetário, mercado de câmbio, mercado de capitais e mercado de crédito (PESENTE, 2019). As fintechs são empresas que usam plataformas digitais para ofertar melhor relação entre custo e eficiência aos clientes, diante das ofertas de serviços dos bancos tradicionais. Elas permitiram que os usuários possuam uma maior conectividade e acesso a serviços financeiros de forma virtual, sem a necessidade de se locomover a uma agência bancária. O crescimento delas tem obrigados os bancos tradicionais a se adaptarem ao mundo digital. Observa-se ainda que o sistema de digitalização fez com o que o cliente modificasse sua forma de consumo dos serviços bancários, muitos migraram os serviços que utilizavam para o digital, exigindo uma mudança de comportamento do mercado financeiro como um todo. Neste contexto a metodologia utilizada no decorrer do estudo foi um levantamento bibliográfico descritivo, bem como uma pesquisa de campo, com 77 pessoas por meio de um 15 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: karolinebrendha@yahoo.com.br. 16 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: mayanna.rodrigues@estacio.br. 20 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X questionário eletrônico, a fim de analisar como os usuários veem os serviços fintechs versus bancos tradicionais. Através da pesquisa observou-se junto aos pesquisados que o perfil de usuários das fintechs é de jovens entre 18 e 30 anos com uma porcentagem de 57,1% seguido de pessoas com faixa etária entre 31 e 40 na porcentagem de 39,0%. Muitos dos respondentes ressaltaram a importância do desenvolvimento digital dentro do mercado financeiro e que muitos confundem os serviços digitais ofertados pelos bancos com as fintechs. Os dados mostram que a tecnologia promoveu evolução no sistema bancário e que a digitalização dos usuários, dos serviços prestados pelos bancos tradicionais são uma realidade e estas mudanças promovem maior acessibilidade, conectividade e facilidade no acesso a serviços bancários. Desta forma, pode-se concluir que o surgimento das fintechs e dos serviços digitais agregados aos bancos tradicionais é uma modelagem que exprime bem a evolução do sistema financeiro, tendo por objetivo ofertar ao cliente e consumidor uma melhor comunicação, acessibilidade aos serviços e produtos bancários; permitindo ao cliente ter acesso mesmo que de forma digital a todos os processos que são ofertados no modelo financeiro tradicional. Palavras-chave: Tecnologia; Fintechs; Bancos Digitais. REFERÊNCIAS: PESENTE, Ronaldo. Mercados Financeiros. Disponível em:. Acesso em: 25 mar. 2022. 21 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X GESTÃO DE PROCESSOS E AS MELHORIAS OBTIDAS ATRAVÉS DO TREINAMENTO: UM ESTUDO DE CASO CENTER CAR Hiram Coimbra da Silva 17 Victor Douglas da Silva Santos 18 O cenário atual tem exigido das organizações um olhar mais crítico para o desenvolvimento das atividades internas, o que abre espaço para uma discussão relacionada à gestão de processos, bem como sobre a importância do treinamento relacionado ao mesmo. Neste contexto, quando se trata de um shopping de automóveis que conta com o serviço de uma conservadora espera que ela atenda a expectativa para que os clientes se sintam satisfeito com o serviço prestado. Foi observado que não havia o acompanhamento das tarefas, para o funcionário as atividades não estavam sendo transmitidos de forma clara e objetiva, conflitos interpessoais afetavam a entrega dos colaboradores. Desta forma, o presente trabalho procurou responder à seguinte questão problema: Qual a importância da gestão de processos e o treinamento para a melhoria dos processos? O objetivo é identificar as melhorias nos processos que a gestão de processos e o treinamento dos colaboradores podem trazer para eles. Neste contexto é importante entender que segundo Oliveira (2019) é uma coleção estruturada de atividades sequenciais que têm uma relação lógica entre si com o objetivo de reunião e, idealmente, excedendo as necessidades e expectativas dos clientes externos e internos. Por isso faz-se necessária a padronização dos processos internos de uma empresa, a fim de que se promova eficiência, economia e melhora nos serviços prestados. Para que isso ocorra acontece dentro da organização o que se chama de mapeamento de processos e que acarreta uma gestão de processos, entendida neste estudo como sendo as etapas de entendimento, aprendizado, documentação e melhoria. Mas de nada adianta ter estes pontos em mente se atrelado a eles não se trabalhar o treinamento e o desenvolvimento. Neste contexto a metodologia utilizada caracteriza-se como uma pesquisa dedutiva com orientação quantitativa-qualitativa, de natureza descritiva e intervencionista; além de um estudo de caso com pesquisa bibliográfica, observação e questionário estruturado aplicado aos colaboradores da empresa em estudo. Para atuação direta dentro da empresa inicialmente foi 17 Discente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: hirancoinbra2014@hotmail.com 18 Docente – Curso Administração – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: santos.victor@estacio.br. 22 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X feito um questionário com os colaboradores a fim de verificar se eles percebiam que mapear os processos faria diferença. Como resultado, elaborou-se um mapeamento dos processos dos setores e foi realizado junto aos colaboradores um treinamento, onde encontrou-se dificuldade na comunicação das atividades que são executadas por eles. Além disso, foi realizado uma pesquisa aos funcionários, onde buscou saber se a melhora nos processos contribuiu para execução das tarefas reduzindo reclamações dos usuários. Ao final do estudo pode-se concluir que é um desafio dentro das organizações propor estas mudanças se não há um entendimento de todos a respeito do assunto bem como não é há um direcionamento para tal. Palavras-chave: Processos; Treinamento; Gestão. REFERÊNCIAS: OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças D. Administração de Processos, 6ª edição. Grupo GEN, 2019. 9788597021301. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597021301/. Acesso em: 06 jun. 2022. 23 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X CIÊNCIAS JURÍDICAS E POLÍTICAS 24 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REGIMES HÍBRIDOS E CULTURA: OS CASOS DO MÉXICO E DO BRASIL (ATITUDES, COMPORTAMENTOS E INSTITUIÇÕES) Manuel Ángel Rodríguez Edeza19 Alma Mayrén Martínez Pérez20terapia há alguns anos, mas não obteve sucesso, sente sintomas como tontura e mal estar, agitação, acompanhada de ansiedade. Neste sentido, a orientação do enfermeiro é indispensável para que aconteça uma educação permanente sobre a importância de diminuir e erradicar o uso de cigarro pela população. O aconselhamento deve ser feito sem julgar a pessoa pelo vício que possui, de forma empática e positiva, motivando os fumantes a parar de fumar para beneficiar e preservar a saúde e da qualidade de vida de si próprio e das pessoas com quem convive. Temos a seguinte orientação: que para o cessar é necessária uma mudança de comportamento na qual o paciente é o sujeito ativo de sua própria mudança, deve persistir rumo ao seu objetivo. Considerações Finais: Foi prestado ao paciente todas as instruções e orientações, 256 Daiana Sudré Belo – Graduanda Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: daianasudre@ymail.com 257 Larissa Gracioso Teixeira – Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: larissa.gracioso@estacio.br 199 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X destacando os malefícios do uso do tabaco não somente para si próprio como também para todos aqueles com quem ele convive diariamente. Entre as sugestões ressaltamos a diminuição lenta e gradual do consumo; procurar um pneumologista; determinar um dia D, em que irá parar de fumar; procurar uma psicoterapia; usar medicamentos: adesivos, chicletes de nicotina etc. Foi elaborado um plano de ação com o paciente, avaliando os motivos que o levam a fumar e traçando estratégias para que ele resista ao desejo e aprenda a viver sem o cigarro. Para combater a fissura orientamos sobre manter-se ocupado com coisas saudáveis, a beber líquidos, chupar gelo, mascar algo como balas e chicletes específicos para o tabagismo. Ademais, sugere-se a realização de novas pesquisas na Unidade Basica de Saude para se aprofundarem na criação de linhas de cuidado para pessoas tabagistas. Podendo-se optar por cartases/folders que chamem a atenção para campanhas contra o tabaco. Nessa abordagem, o enfermeiro deve ter consciência de que muitas vezes apenas motivar o fumante a pensar em parar de fumar já é uma grande conquista, que pode surtir no resultado almejado. Através de orientações corretas sobre os malefícios a saúde, ampliação deste conhecimento e elaboração de ações e medidas eficazes de prevenção e conscientização nas unidades básicas de saúde, conseguiremos uma educação permanente sobre a importância de diminuição e erradicação do uso de cigarro pela população. Palavras-chave: Tabagismo, Malefícios, Saúde, orientações de Enfermagem. REFERÊNCIAS: HALLAL, Ana; CAMPOS, Renata. SERIE FORMAÇÃO PARA ATENÇÃO BASICA CONTROLE DO TABAGISMO NA ATENÇÃO BASICA, p. 31, 53 e 58. Florianopólis, UFSC, 2016. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Biblioteca Virtual. https://bvsms.saude.gov.br/, 2019. 200 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM QUEIMADO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE Isabella Araujo Baldutti 258 Larissa Gracioso Teixeira 259 A lesão em queimados é toda aquela provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros, podendo ser classificadas em 1°, 2° e 3° grau. Referencial teórico: Importância do atendimento primário como conduta primordial na evolução de uma lesão, assim como enfatizar a atuação de enfermagem no acolhimento, orientação, revelando à população o vislumbre do profissional na unidade. Objetivo: Relato de caso para demonstrar as condutas tomadas pela equipe e os cuidados de Enfermagem em uma paciente com queimaduras de 2º a 3º grau. Metodologia: Um relato de experiência em estágio do 10° período do curso de Enfermagem, na Unidade Básica de Saúde (UBS), no setor de acolhimento de demandas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019). Resultado: Foi recebida na unidade uma mulher de 52 anos, vítima de acidente doméstico devido a óleo sobre seu membro superior esquerdo, por morar nas proximidades, compareceu a unidade logo após o ocorrido e foi atendida pela equipe multidisciplinar, sendo classificada sua lesão como 2° a 3º grau. Paciente estava com o membro hiperemiado e apresentava um flictema extenso. Devido ao foco de atendimento da unidade e a gravidade da lesão, a vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu cuidados mais intensivos. Após 2 dias, retornou a UBS com o membro hiperemiado, com desbridamento do flictema, foi realizado higiene e novo desbridamento ao redor da lesão, sendo orientado o uso de cobertura de hidrocoloide e retorno em 5 dias. Após a primeira troca da cobertura, foi verificado a melhora da evolução da lesão, sendo utilizada ao total por 10 dias. Ao final, verificado a melhora da evolução da lesão, sendo utilizada ao total por 10 dias. Ao final, identificamos uma melhora significativa, com isso suspendemos o uso da placa de hidrocoloide, orientamos ao uso de óleo de girassol e protetor solar na região afetada e realizamos a alta da paciente (PROTO; GOZZANO; BRASILEIRO. 2012). Conclusão: Foi 258 Isabella Araujo Baldutti – Graduanda de Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: araujoisabellaba@gmail.com 259 Larissa Gracioso Teixeira – Enfermagem – Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: larissa.gracioso@estacio.br 201 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X constatado que a unidade necessita de maior suporte com matérias e recursos que possa atender a população em situações de queimadura para atendimento imediato, dando maior suporte até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Palavras-chave: Queimadura; Enfermagem; curativo; lesão. REFERÊNCIAS: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Biblioteca Virtual. https://bvsms.saude.gov.br/queimaduras/, 2019. PROTO, Rafael; GOZZANO, Ricardo; BRASILEIRO, Filipe; MOREIRA, Silvia; GONELLA, Hamilton. http://www.rbqueimaduras.com.br/details/111/pt-BR, 2012. 202 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRONTO ATENDIMENTO EM PACIENTE COM CRISE HIPERTENSIVA Letícia Moreira Bonfá 260 Larissa Gracioso Teixeira 261 Problema de Pesquisa: A Hipertensão Arterial Sistêmica é a mais frequente das doenças cardiovasculares. No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de hipertensão arterial, 35% da população de 40 anos e mais. Referencial teórico: A crise hipertensiva associada ao tabagismo, obesidade, sedentarismo, dieta inadequada, raça negra, idade avançada e baixo nível sócio- econômico e um dos fatores que contribuem para o agravamento clínico do paciente. E seu aparecimento está cada vez mais precoce e estima-se que cerca de 4% das crianças e adolescentes também sejam portadoras (MARCIANO; et al, 2020). Objetivo: Este arquivo tem como objetivo mostrar a importância da assistência de enfermagem ao paciente com crise hipertensiva em uma unidade de pronto atendimento. Metodologia: Estudo descritivo do tipo relato de experiência referente às atividades realizadas ao pronto atendimento (PA) que ocorreu entre agosto e outubro de 2022, onde foram desempenhados procedimentos de enfermagem além da observação na atuação e tarefas competentes ao enfermeiro. Resultado: A crise hipertensiva se divide em dois tipos: emergência hipertensiva e urgência hipertensiva. A urgência hipertensiva apresenta- se com a pressão arterial (PA) de 120 mmhg ou com valores maiores, mas o paciente encontra-se com estabilidade clínica sendo possível ser tratado em um nível ambulatorial utilizando antihipertensivos porO trabalho retoma o conceito de Morlino (2008) de regimes híbridos, para o México e o Brasil, mas com uma variante, são regimes híbridos porque apresentam culturas políticas paroquiais ou subjetivas (ALMOND Y VERBA, 1963) provenientes de contextos históricos, culturais e políticos legados, independentemente de terem ou não alternâncias ou dez anos de transição (MORLINO, 2008). Para isso, baseia-se na obra do autor (MORLINO, 2008) e analisa os legados históricos dos países, enquanto os estudos que a organização Latinobarômetro apresentou sobre a cultura política na América Latina entre 1995 e 2018, que inclui o estudo. Parte de uma premissa e questão fundamental: “México e Brasil realizaram eleições presidenciais em 2018; um aparentemente saiu da direita para entrar pela esquerda; o outro, da esquerda, para entrar pela direita. Ainda que no fundo, o que assistimos são três coisas ou denominadores comuns: um nacionalismo, um voto de fartura ou castigo e uma cultura política paroquial ou no máximo sujeita, sobretudo, em termos de conhecimento e informação política (atitudes, comportamentos e instituições). O que aconteceu? O que vai acontecer? O que virá? Supõe-se que sejam regimes híbridos, que não conseguiram superar sua fase de autoritarismo, embora também não o sejam totalmente (MORLINO, 2008), e onde a cultura desempenhou um papel fundamental, gerando culturas políticas paroquiais ou sujeitas que não permitiu uma transição para a democracia, mais do que por questões de tempo ou alternâncias políticas, como refere Morlino (2018). Ao final, verifica-se que, de fato, tanto o México quanto o Brasil apresentam traços autoritários de uma cultura política paroquial ou subjugada, com pouca incidência sobre as instituições democráticas, ao contrário daquelas que não a garantem, como o exército, o clero ou a grande empresa 19 Manuel Ángel Rodríguez Edeza. Doctor en Ciencias Sociales. Universidad Autónoma de Occidente. maredeza@hotmail.com 20 Alma Mayrén Martínez Pérez. Licenciada en Artes Plásticas. Universidad Autónoma de Sinaloa. mayren_ml@hotmail.com 25 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X Palavras-chave: Regimes híbridos; Cultura; Cultura política; México; Brasil REFERÊNCIAS: ALMOND, Gabriel; VERBA, Sidney. La cultura cívica. Estudio sobre la participación política democrática en cinco naciones. Madrid, España: Fundación Foesa, 1963. LATINOBAROMETRO, (1995-2018). https://www.latinobarometro.org/ MORLINO, Leonardo. Cambios hacia la democracia: Actores, estructuras, procesos. México: Siglo XXI editores, 2008. RODRÍGUEZ-EDEZA, Manuel Ángel. “La relación entre el conocimiento político y la democracia: una experiencia desde el Estado de Sinaloa, México, Debates. Brasil: UFRGS, 2016, Vo. 10, n.2, pp. 149-170. STUMPF, Rodrigo y RODRIGUEZ-EDEZA, Manuel Ángel. “Constreñimientos a la reforma política en Brasil y México: el rol de la Cultura Política”, ABCP. Brasil: 10º Encontro, Associação Brasileira de Ciência Política, 2016. https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/6534 https://www.latinobarometro.org/ https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/6534 26 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X LOS REGÍMENES HÍBRIDOS Y LA CULTURA: CASOS MÉXICO Y BRASIL (ACTITUDES, COMPORTAMIENTOS E INSTITUCIONES) Manuel Ángel Rodríguez Edeza21 Alma Mayrén Martínez Pérez22 El trabajo retoma el concepto de Morlino (2008) de regímenes híbridos, para México y Brasil, pero con una variante, son regímenes híbridos debido a que presentan culturas políticas parroquiales o súbditas (ALMOND Y VERBA, 1963) venidas de legados culturales y políticos históricos, independentemente de si hayan tenido o no alternancias o diez años en transición (MORLINO, 2008). Para ello, se apoya em la obra del autor (MORLINO, 2008), y analisa los legados históricos de los países, al tiempo que los estúdios que sobre cultura política en América Latina ha presentado la organización Latinobarómetro entre 1995 y 2018, que comprende el estúdio. Parte de una premissa y pregunta fundamental: “México y Brasil celebraron elecciones presidenciales en el 2018; uno, aparentemente salió de la derecha para entrar a la izquierda; el otro, de la izquierda, para entrar a la derecha. Aunque en el fondo, lo que presenciamos son tres cosas o común denominadores: un nacionalismo, un voto de hartazgo o de castigo y una cultura política parroquial o a lo más de súbdito, sobre todo, en cuanto a conocimiento e información política se refiere (actitudes, comportamentos e instituciones)”. ¿Qué sucedió? ¿Qué sucederá? ¿Qué vendrá? Se asume que son regímenes híbridos, que no han logrado superar su etapa de autoritarismo, aunque tampoco lo son ya totalmente (MORLINO, 2008), y donde la cultura há jugado um papel fundamental, generando culturas políticas parroquiales o súbditas que no han permitido una transición a la democracia, más que por asuntos de tiempos o alternacias políticas, como refiere Morlino (2018). Al final, se puede comprobar que, efetivamente tanto México como Brasil, presentan rasgos autoritários de una cultura política parroquial o súbdita, con poca afección sobre las 21 Manuel Ángel Rodríguez Edeza. Doctor en Ciencias Sociales. Universidad Autónoma de Occidente. maredeza@hotmail.com 22 Alma Mayrén Martínez Pérez. Licenciada en Artes Plásticas. Universidad Autónoma de Sinaloa. mayren_ml@hotmail.com 27 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X instituciones democráticas, contrariamente, a las que no la garantizan, como el ejército, el clero o las grandes empresas. Palavras-chave: Regímenes híbridos; Cultura; Cultura política; México; Brasil REFERÊNCIAS: ALMOND, Gabriel; VERBA, Sidney. La cultura cívica. Estudio sobre la participación política democrática en cinco naciones. Madrid, España: Fundación Foesa, 1963. LATINOBAROMETRO, (1995-2018). https://www.latinobarometro.org/ MORLINO, Leonardo. Cambios hacia la democracia: Actores, estructuras, procesos. México: Siglo XXI editores, 2008. RODRÍGUEZ-EDEZA, Manuel Ángel. “La relación entre el conocimiento político y la democracia: una experiencia desde el Estado de Sinaloa, México, Debates. Brasil: UFRGS, 2016, Vo. 10, n.2, pp. 149-170. STUMPF, Rodrigo y RODRIGUEZ-EDEZA, Manuel Ángel. “Constreñimientos a la reforma política en Brasil y México: el rol de la Cultura Política”, ABCP. Brasil: 10º Encontro, Asociación Brasileira de Ciencia Política, 2016. https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/6534 https://www.latinobarometro.org/ https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/6534 28 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MEDINDO A PRECARIEDADE DO MERCADO DE TRABALHO PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA Fernanda Barcelos Mathiasi23 Ana Cistina Fortes Melo Pires24 A partir da construção teórica sobre o conceito de Trabalho Decente da OIT (2022) os objetivos desta pesquisa científica é compreender e medir a precariedade do mercado de trabalho em Juiz de Fora, para pessoas trans e travestis, assim como entender como estão as condições de trabalho a partir de uma discussão teórico-bibliográfica em uma pesquisa de método qualitativo, que realizará entrevistas com estas pessoas para buscando identificar as maiores dificuldades enfrentadas por elas ao ingressarem no mercado de trabalho. O presente projeto de investigação visa responder a seguinte pergunta: Como é o mercado de trabalho para pessoal trans e travestis no município de Juiz de Fora? Como medir a precariedade no trabalho para estas pessoas aqui na cidade? Estas pessoasestão inseridas no mercado formal de trabalho¿ As perguntas serão estruturadas para que se possa compreender as dificuldades enfrentadas por estas pessoas no município. Em um primeiro momento o projeto de pesquisa desenvolverá a ideia do conceito de dignidade da pessoa humana, que se desdobram em liberdade, igualdade, solidariedade e integridade psicofísica, a ideia dos direitos humanos do trabalho, englobando o “trabalho decente” e suas características segundo a OIT. Num segundo momento, será construída através de indicadores nacionais, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Em seguida passaremos a construção do survey através da plataforma GoogleForms para aplicar a pesquisa em diversos trabalhadores da cidade. Será uma pequena amostragem local do município de Juiz de Fora. Metodologicamente será feita uma pesquisa qualitativa que partirá de um estudo bibliográfico, para ao final aplicar uma entrevista com parcela de trans e travestis trabalhadores de Juiz de Fora, utilizando os 14 indicadores do Trabalho Decente, para concluir quais dos elementos é necessário desenvolver a fim de se promover o Trabalho Decente na cidade. Palavras-chave: Dignidade da Pessoa Humana-Direitos Humanos do Trabalho- Trabalho Decente-Precarização do trabalho-Trans e Travestis 23 Doutora em Ciências Sociais e professora de Direito pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 24 Aluna do Projeto de Pesquisa de Direitos Humanos pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 29 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X REFERÊNCIAS: MIRAGLIA, Lívia Mendes Moreira. O Direito do trabalho e a dignidade da pessoa humana – pela necessidade de afirmação do trabalho digno como direito fundamental. FORTALEZA: Anais XIX CONPEDI, junho 2010. Disponível em: http://www.publicadireito.com.br/conpedi/manaus/ arquivos/anais/fortaleza/3828 COSTA, Angelo Brandelli. Experiences of discrimination and inclusion of brazilian transgender people in the labor market. REVISTA PSICOLOGIA: ORGANIZAÇÕES E TRABALHO, 2020. DE SOUZA, Eloisio Moulin; DE PÁDUA CARRIERI, Alexandre. When invisibility is impossible: Body, subjectivity, and labor among travestis and transsexuals. SAGE Open, v. 5, n. 2, p. 2158244015585406, 2015. CALDAS, Ana Lúcia. Mercado de trabalho ainda discrimina pessoas trans. EBC, jan. 2017. Disponível em: http://radioagencianacional.ebc.com.br/direitos-humanos/audio/2017- 01/mercadode-trabalho-ainda-discrimina-pessoas-trans. CAMPOS, André Gambier. Direito ao trabalho: Considerações Gerais e Preliminares. Brasília: Instituto de Pesquisa Aplicada, março 2011. [Texto para discussão 1587]. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=975. CASTRO, Davi de. Visibilidade Trans: a realidade do mercado de trabalho para transexuais. TV BRASIL EBC, 2017. Disponível em: http://tvbrasil.ebc.com.br/estacaoplural/post/visibilidadetrans-a-realidade-do-mercado-de- trabalho-para-transexuais. CUNHA, Taís. Não há vagas... Para trans. Correio Braziliense. Disponível em: http://especiais.correiobraziliense.com.br/transexuais-sao-excluidos-do-mercado-de- trabalho DE MORAES, Maria Celina Bodin. Danos à pessoa humana: uma leitura civil-constitucional dos danos morais. Maria Celina Bodin de Moraes, 2003. DE TEJADA MUÑOZ, Victoria Fernández. Derechos humanos y relaciones laborales. Netbiblo, 2010. OIT (2022). Trabalho Decente. Disponível em : https://simtd.bsb.ilo.org/ https://simtd.bsb.ilo.org/ 30 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X COMO ESTÃO OS INDICADORES DO TRABALHO DECENTE EM JUIZ DE FORA? Fernanda Barcellos Mathiasi25 Cesar Temponi26 Yulla Calina27 Yasmin Almeida28 O objetivo desta pesquisa científica é entender como estão as condições de trabalho no Município de Juiz de Fora a partir de uma discussão teórico-bibliográfica autores nacionais e internacionais, principalmente do conceito definido pela Organização Internacional do Trabalho, pelo Relatório “Trabalho Decente” sobre os municípios brasileiros lançados recentemente pela OIT (2022) e pelos indicadores estabelecidos na tese doutoral da proponente docente. A partir desta ideia o presente projeto de investigação visa responder a seguinte pergunta: Como estão os indicadores de trabalho decente no município de Juiz de Fora? Como medir a precariedade no trabalho? Quais são os elementos estruturantes? Quais são as características que determinam um trabalho como sendo “bom”, “ruim” ou “precário”? Para desenvolver a investigação e responder esta pergunta os alunos trabalharão com pesquisa bibliográfica da Constituição Federal, leis e normas internacionais ratificadas pelo Brasil, assim como jurisprudências dos tribunais, sobre cada indicador que a Organização Internacional do Trabalho estabelece como trabalho decente. A ideia é desenvolver a teoria dos Direitos Humanos do Trabalho no Brasil através dos 14 indicadores do Trabalho Decente desenvolvidos pela autora embasado no Relatório da OIT (2022), explicando cada característica fundamental neste conceito, e a partir daí realizar um survey através da plataforma GoogleForms com trabalhadores da cidade. As perguntas serão estruturadas para que possam ser medidos os 14 indicadores de Direitos Humanos no Trabalho que foram desenvolvidos na tese doutoral da autora e do Trabalho Decente da OIT: 1) salários mais baixos que dos trabalhadores contratados formal ou sindicalizados; 2) salário mais baixo que o mínimo; 3) sem garantias de salários pelo tempo trabalhado; 4) sem garantia de 25 Doutora em Ciências Sociais e professora de Direito pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 26 Aluno do Projeto de Pesquisa pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 27 Aluna do Projeto de Pesquisa pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 28 Aluna do Projeto de Pesquisa pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora/MG 31 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X continuidade no trabalho ou de receber o salário no futuro; 5) contrato sem benefícios (férias, 13°, INSS); 6) contratos diferentes entre trabalhadores; 7) discriminação e abuso no trabalho; 8) jornada de trabalho flexível (menor que 15 horas ou maior que 44 horas semanais); 9) dificuldade de capacitação, estudos ou formação profissional; 10) desigualdade de gênero; 11) desigualdade de raça; 12) desigualdade em razão da pessoa ser estrangeiro, imigrante; 13) participação em organização coletiva de trabalho e representado por ela; 14) dificuldade de buscar os direitos trabalhistas em caso de não cumprimento. Para desenvolver o projeto num primeiro momento uma reconstrução histórica dos direitos humanos até a ideia dos direitos humanos do trabalho, englobando o “trabalho decente” e suas características segundo a OIT. Num segundo momento, será apresentada os 14 indicadores do Trabalho Decente, explicando cada um deles, conceitos, objetivo e dados estatísticos. Em seguida passaremos a construção do survey através da plataforma GoogleForms para aplicar a pesquisa em diversos trabalhadores da cidade. Será uma pequena amostragem local do município de Juiz de Fora. Metodologicamente a pesquisa parte de um estudo bibliográfico, apresentando alguns dados qualitativos e quantitativos de relatórios da OIT, para construção do conceito dos 14 indicadores do Trabalho Decente e dos Direitos Humanos do Trabalho, para ao final aplicar uma entrevista com parcela de trabalhadores no município de Juiz de Fora, para concluir quais dos elementos é necessário desenvolver a fim de se promover o Trabalho Decente na cidade. Palavras-chave: Direitos Humanos do Trabalho-Direito do Trabalho-Trabalho Decente REFERÊNCIAS: ALBORNOZ, Suzana. O que é trabalho. Brasiliense,1994. GHAI, D. Trabajo decente. Concepto e indicadores. Revista internacional del trabajo, 122(2), 125-160, 2003. GIL, Jose Luis. Trabajo decente y reformas laborales. Revista Derecho social y empresa, (7), 21-78, 2017. KALLENBERG, Arne. O crescimento do trabalho precário: um desafio global. Rev. bras. Ci. Soc., São Paulo , v. 24, n. 69, p. 21, 2009. 32 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X OIT (2022). Trabalho Decente. Disponível em : https://simtd.bsb.ilo.org/ OIT. (2018). Informe mundial sobre salarios 2018/2019. Los salarios y el crecimiento equitativo. SEN, Amartya. Trabajo y derechos. Revista internacional del trabajo, 119(2), 129-139, 2000. STANDING, Guy. O precariado e a luta de classes. Revista Crítica de Ciências Sociais,103, 2014. https://simtd.bsb.ilo.org/ 33 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X LICITAÇÃO E COMPETÊNCIA LEGISLATIVA: COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO OU COMPETÊNCIA CONCORRENTE? Guilherme Madeira Martins29 Qual é a natureza da competência para criar leis sobre licitação: a de competência privativa da União ou a de competência concorrente? Caso levemos em consideração o texto constitucional (a vontade expressa do legislador constituinte originário), a natureza é a de competência privativa da União – já que o art. 22, XXVII da Constituição Federal dispõe que “compete privativamente à União legislar sobre normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios (...)”. Entretanto, o uso do termo “normas gerais” causa estranheza – pois dois motivos: primeiro, porque em todos os demais incisos do art. 22 o legislador constituinte originário atribuiu à União competência integral (ou seja, competência para criar tanto normas gerais quanto normas específicas) para regular tais matérias; segundo, porque o uso do termo “normas gerais” em relação à União implica que os demais entes federativos poderão editar normas específicas sobre licitação – e essa é uma “dinâmica” característica das competências concorrentes previstas no art. 24 da Constituição Federal (vide, em especial, o art. 24, § 1º da CF/88). Em razão dessa estranheza, parcela majoritária da doutrina (no âmbito do direito administrativo) entende que o legislador constituinte originário “errou”, incluindo, equivocadamente, o inciso XXVII no art. 22 – quando o correto, na verdade, seria a sua inclusão no art. 24. Mas tal situação não deixa de ser paradoxal, pois não é possível jogar para debaixo do tapete o fato de que, textualmente, tal competência está inserida no art. 22 da Constituição Federal. Esse paradoxo é sintetizado por Alexandre Mazza (2022, p. 841) quando afirma que, segundo a Constituição Federal, a competência para licitar sobre licitações é privativa da União, mas que, segundo a doutrina, tal competência é concorrente. Afinal, o legislador constituinte originário “errou”? Entendemos que não, e o objetivo da presente pesquisa é defender essa posição (indo, portanto, na contramão do que afirma parcela majoritária da doutrina) ao mesmo tempo em que aprofunda o estudo da “dinâmica” das competências concorrentes. Para tanto, fará uso 29 Docente – Curso de Direito – Centro Universitário Estácio JF. Doutor em Direito (PUC-Rio). E-mail: guilherme.madeira@gmail.com. mailto:guilherme.madeira@gmail.com 34 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X de análise doutrinária e jurisprudencial sobre o tema, em especial da pesquisa levada à cabo por Lôbo (1989), Ferraz Jr. (1995) e Gonzales (2011). Confirmando sua hipótese, o resultado da presente pesquisa “socorre” o legislador constituinte originário das críticas recebidas, argumentando que a inclusão do inciso XXVII no art. 22 foi uma decisão consciente (e acertada), tendo como finalidade afastar um determinado tema (a licitação) da “dinâmica” das competências concorrentes, especialmente no tocante à possibilidade dos Estados- membros (e do Distrito Federal) legislarem mesmo diante da ausência de lei federal geral. Palavras-chave: licitação; repartição constitucional de competências; competências privativas da União; competências concorrentes. REFERÊNCIAS: FERRAZ JR., Tercio Sampaio. Normas gerais e competência concorrente – uma exegese do art. 24 da Constituição Federal. REVISTA DA FACULDADE DE DIREITO, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, v. 90, 1995, p. 245-251. GONZALES, Douglas Camarinha. Competência legislativa dos entes federados: conflitos e interpretação constitucional. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Direito da Universidade de São Paulo, 2011. LÔBO, Paulo Luiz Netto. Competência legislativa concorrente dos Estados-Membros na Constituição de 1988. Revista de informação legislativa, v. 26, n. 101, jan./mar. 1989, p. 87-104. MAZZA, Alexandre. Manual de Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva, 2022. 35 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X OS PREDICADOS COMUNS ÀS LEIS: DIFERENCIANDO VIGÊNCIA E VIGOR Guilherme Madeira Martins30 São quatro os predicados comuns às leis: validade, vigência, eficácia e vigor. Não há, em relação aos três primeiros, qualquer divergência (seja ela doutrinária ou jurisprudencial). O mesmo, entretanto, não pode ser dito em relação ao quarto predicado – o vigor –, já que ele é constantemente confundido com outro predicado – a vigência. Essa confusão não é injustificada; ao contrário, não são poucos os fatores que os acabam aproximando: o legislador que usa a cláusula “essa lei entra em vigor na data da sua publicação” para informar o momento de início da vigência de uma lei; os conceitos que não são de fácil demarcação; e a dificuldade de exprimir, em termos simples, qual é a diferença que reside entre esses dois predicados. Apesar de tais fatores justificarem a confusão, isso não implica que ela (a confusão que equipara vigência e vigor) possa ser normalizada: apesar da proximidade, vigência e vigor são predicados distintos e que, portanto, não podem ser confundidos. Esse é um ponto pacífico na doutrina referente à teoria do direito – e não é o objetivo da presente pesquisa contrariar esse ponto. O objetivo da presente pesquisa é mais humilde (mas que não deixa de ser importante): explicar, de forma simples e, esperamos, convincente, a diferença entre vigência e vigor. Para tanto, aprofundamos os estudos realizados por Ferraz Jr. (2019), Dimoulis (2019) e Sgarbi (2021), encontrando, a partir de investigação doutrinária em teoria do direito, o seguinte resultado: a distinção entre vigência e vigor encontra respaldo em um terceiro predicado – a eficácia. A distinção entre vigência e vigor não é necessária somente do ponto de vista conceitual – ela é necessária do ponto vista prático. Ao perguntarmos se uma norma revogada ainda pode produzir efeitos, iremos nos deparar com uma resposta positiva (vide, à título de exemplo, o art. 2.041 do CC/02: “as disposições deste Código relativa à ordem da vocação hereditária não se aplicam à sucessão aberta antes da sua vigência, prevalecendo o disposto na lei anterior”). Como explicar a produção de efeitos de uma norma revogada (isto é, de uma norma sem validade e vigência)? A partir do vigor – 30 Docente – Curso de Direito – Centro Universitário Estácio JF. Doutor em Direito (PUC-Rio). E-mail: guilherme.madeira@gmail.com. mailto:guilherme.madeira@gmail.com 36 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X entendido, conforme demonstramos, como a imperatividade de uma norma em determinado caso concreto, específico.Palavras-chave: teoria das normas jurídicas; predicados comuns às leis; vigência; eficácia; vigor. REFERÊNCIAS: DIMOULIS, Dimitri. Manual de Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2019. FERRAZ JR., Tercio Sampaio. Introdução ao Estudo do Direito – técnica, decisão, dominação. São Paulo: Atlas, 2019. SGARBI, Adrian. Curso de Teoria do Direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2021. 37 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X COMUNICAÇÃO 38 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X A CIDADE NO INSTAGRAM: VIVÊNCIAS URBANAS NO CIBERESPAÇO Leonardo Ramos de Toledo31 A experiência física do indivíduo em relação ao espaço urbano parece estar sendo substituída por outros modos de vivência da cidade. Diante de uma aderência cada vez maior ao ciberespaço, seria possível identificar uma espécie de habitação atópica, em que a percepção sensorial da cidade depende cada vez menos da presença física nas ruas e mais de fluxos de informação que trafegam pela internet (DI FELICE, 2009). Nesse contexto, torna- se possível transitar por ruas através de mapas com representação panorâmica, visitar museus e outros pontos turísticos por meio de dispositivos de realidade aumentada, assistir a shows realizados a milhares de quilômetros de distância em tempo real ou acessar incontáveis registros de uma determinada paisagem por meio do compartilhamento de fotos e vídeos em plataformas como o Instagram. Protagonistas nesse processo de desterritorialização da experiência urbana, as redes sociais podem abrigar, entretanto, ações que parecem se movimentar em sentido contrário. Acredita-se que a rede também possa ser usada como instrumento de mobilização pela vivência da cidade, no sentido de sensibilizar os usuários da rede para monumentos e itinerários distintivos de lugares antropológicos (AUGÉ, 2012), espaços urbanos marcados por uma construção simbólica de valores identitários. Diante disso, questiona-se como o Instagram seria capaz favorecer a ocupação da cidade em sua dimensão cultural. Esse propósito é investigado a partir do mapeamento e análise de perfis dedicados às quatro capitais brasileiras com maior número de imagens postadas na ferramenta e identificadas por meio de localização na bio ou através de hashtag equivalente: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife. Tal levantamento foi realizado na expectativa de compreender como esse tipo de conteúdo pode proporcionar uma experiência cultural da cidade que colabora com as formas tradicionais de fruição do espaço urbano; sendo que, por vezes, tais postagens podem atuar como incentivo à visita presencial de tais localidades. 31 Leonardo Ramos de Toledo. Doutor em Estudos Literários pela UFJF. Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: leonardo.toledo@estacio.br. 39 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X De maneira geral, foi possível identificar mais de cem perfis que, de alguma forma, contribuem para a vivência e/ou ocupação do espaço urbano. As referidas páginas divergem nas estratégias de engajamento, mas parecem convergir para algumas modalidades principais de conteúdo, incluindo postagens referentes ao resgate da memória urbana, fotografias que valorizam a paisagem local, sugestões de itinerários, divulgação de ações e de elementos da cultura local. Também foi possível registrar a ocorrência de eventos presenciais organizados pelos perfis pesquisados, o que corrobora com a premissa inicial deste trabalho de que as vivências virtuais dos espaços urbanos podem colaborar na ocupação física da cidade. Nesse contexto, seria possível afirmar que os meios de comunicação interferem na ordenação da cidade, enquanto espaço urbanisticamente e politicamente organizado, e também na maneira com que seus cidadãos interagem com ela: ou seja, nos modos com que ela é habitada. Na visão de Benjamin, a vivência de uma cidade está relacionada a uma percepção sensorial da cidade, o que inclui o compartilhamento de sentidos atribuídos à topografia, à arquitetura, aos hábitos tradicionais e a especificidades no modo dos cidadãos se comunicarem. (BENJAMIN, 1996) Palavras-chave: Instagram; cibercultura; comunicação e cidade REFERÊNCIAS: AUGÉ, Marc. Não-lugares: Introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 2012. BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Trad. Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1996. CASTELLS. Manuel. Redes de indignação e de esperança: Movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. DI FELICE, Massimo. Paisagens pós-urbanas: O fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar. São Paulo: Annablume, 2009. 40 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X “O MISTÉRIO DA 51”: A EXPERIÊNCIA INVESTIGATIVA DE UM ESTAGIÁRIO DE JORNALISMO Manfrini Lucas Gonçalves Calmona de Andrade32 A experiência do estágio é fundamental para o crescimento pessoal e profissional do graduando. Melhor ainda, é quando o estudante tem a oportunidade de estagiar dentro da sua área de pretensão e atuação. É o caso da experiência do estudante de jornalismo, Manfrini Lucas, no estágio livre na Fundação Pio XII de Radiodifusão. Este artigo analisa a série de reportagens produzidas por Manfrini sobre a história da Locomotiva 51, sendo esta produzida com base na curiosidade do estagiário ao descobrir a história de um dos patrimônios de sua terra natal, a mineira Além Paraíba. Após a apuração dos fatos, descobre-se que a locomotiva histórica foi esquecida e, por pouco, quase derretida. Entretanto, recuperada e restaurada com verbas públicas e financiamento coletivo, essa máquina à vapor, mesmo pronta, é impedida de vagar sobre os trilhos devido a burocracias impostas pela empresa responsável pelo trecho da via férrea. Esta apresentação também destaca as partes técnica e teórica a respeito dos métodos jornalísticos adotados pelo estagiário na produção da série. Palavras-chave: Locomotiva 51; estágio; rádio; TV; portal na web. REFERÊNCIAS: LUCAS, Manfrini. “O mistério da 51: A maria fumaça que pode voltar a apitar sobre os trilhos de Além Paraíba”, ISN PORTAL, Juiz de Fora, 9 de agosto de 2021. Disponível em: https://isnportal.com.br/zona-da-mata/minas-gerais/2021/08/09/o-misterio-da-51-a-maria- fumaca-que-pode-voltar-a-apitar-sobre-os-trilhos-de-alem-paraiba 32 Manfrini Lucas Gonçalves Calmona de Andrade. Graduando em Jornalismo no Centro Universitário Estácio Juiz de Fora. E-mail: manfrisandrade@gmail.com. 41 IX SEMINÁRIO ACADÊMICO E CIENTÍFICO DA ESTÁCIO JUIZ DE FORA | ANAIS | ISSN 2357-982X MEMES NO FACEBOOK NA CAMPANHA ELEITORAL DE ARTHUR DO VAL 2020 Pedro Ritti Dias 33 Renata Prado34 Esta pesquisa é uma análise de conteúdo no Facebook de Arthur do Val e o uso dos memes na campanha eleitoral para prefeitura de São Paulo em 2020. Ela tem como objetivo analisar o conteúdo publicado no Facebook de Arthur do Val, conhecido como “mamãefalei”, durante sua campanha eleitoral para prefeito de São Paulo, em 2020, bem como o uso dos memes em época de eleição e a influência dos memes na vida das pessoas. Esta análise mostra o impacto da utilização dos memes na internet e na política. Para tanto, foram estabelecidos dois períodos de análise: a primeira etapa foi na pré-candidatura, e depois, na candidatura oficial até o primeiro turno. Sob este escopo, a pesquisa fez uma breve introdução da história dos memes, da internet, da democracia tradicional para a democracia digital ao envolvimento dos memes na política e em campanhas eleitorais.