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Projeto de Pesquisa Mestrado atualizado

Projeto de pesquisa de mestrado em Educação (UFT) sobre a Pedagogia da Alternância na Escola Família Agrícola Zé de Deus, em Colinas do Tocantins, com problema, objetivos geral e específicos, justificativa e fundamentação teórica sobre Educação do Campo e menção à LDB nº 9.394/96.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS 
MESTRADO ACADÊMICO EM EDUCAÇÃO 
 
CURSO: Mestrado em Educação 
LINHA DE PESQUISA: Estado, Sociedade e Práticas Educativas 
ACADÊMICA: Césio Silva Pinho 
CAMPUS: UFT de Palmas 
 
1. TÍTULO: PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: o desenvolvimento da Escola 
Família Agrícola Zé de Deus. 
 
2. PROBLEMA DE PESQUISA: 
 
• Quais foram as influências externas que contribuíram para melhoria e 
conhecimento técnicos para produção do campo na Escola Família Agrícola Zé 
de Deus em Colinas do Tocantins? 
 
3. OBJETIVOS 
 
3.1 Objetivo Geral 
 
• Analisar se a Pedagogia da Alternância desenvolvida na Escola Família de 
Colinas do Tocantins realiza a integração do tempo escola com o tempo 
comunidade, aprimorando os conhecimentos técnicos na qualificação profissional 
dos alunos. 
 
 
3.2 Objetivos Específicos 
 
• Descrever o processo histórico da pedagogia da alternância no Brasil; 
• Discutir sobre a pedagogia da alternância ofertada no ensino médio na educação 
profissional na Escola Família Zé de Deus em Colinas do Tocantins 
• Narrar a interpretação de membros da comunidade da Escola Família Agrícola Zé 
de Deus sobre a pedagogia da alternância na educação profissional. 
 
4. JUSTIFICATIVA 
 
No estado do Tocantins encontramos as Famílias Agrícolas (EFAs), onde o foco 
é que a alternância aconteça na própria família e no meio rural onde vive. No espaço 
escola em regime de internato, dando importância primordial à formação integral do 
aluno. Quando o Projeto Político Pedagógico e os funcionários da escola, referem-se a 
formação integral é no sentido de preparar o aluno, que ele possa ser um cidadão que 
saiba respeitar o seu colega, partilhar as atividades do dia a dia, colaborar com a limpeza 
dos espaços utilizados por eles, organizar as salas de aula, os alojamentos, cuidar de suas 
roupas, cumprir os horários das aulas, prestar serviços nas unidades tecnológicas da 
escola, auxiliar no custeio dos gastos da escola, respeitar o meio ambiente e saber utilizar 
o seu maior bem, a terra que lhe dá o sustento. 
O presente estudo despontou refletir sobre a pedagogia da alternância e os seus 
desafios de ser implantada e implementada nas escolas famílias agrícolas. Justifica-se a 
pesquisa em conhecer os desdobramentos para que essa modalidade de ensino para que 
possa ser cumprida conforme a Lei 14.767/2003, uma proposta educativa voltada para o 
homem do campo, entre os seus pilares, o desenvolvimento do meio e a formação integral 
do educando. 
 
5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
A educação do campo, concebida como uma modalidade de ensino de ensino 
voltada para os povos que vivem no e do campo, vem conquistando espaços nas últimas 
décadas nas discussões sobre políticas públicas, bem como suscitando inúmeras pesquisas 
na tentativa de repensar essa modalidade de ensino. No entanto, mesmo com esse 
crescente interesse na área, há muito que se pesquisar e discutir sobre a real situação das 
escolas do campo e do ensino nelas praticado. 
Pensar em Educação do Campo exige que compreendamos as características do 
espaço cultural e necessidades próprias do estudante que vive no e do campo, sem abrir 
mão da pluralidade de saberes como fonte de conhecimento prévio para a aprendizagem. 
Portanto, nesse sentido: 
A Educação do Campo, construída num espaço de lutas dos movimentos 
sociais e sindicais do campo, é traduzida como uma concepção política pedagógica, 
voltada para dinamizar a ligação dos seres humanos com a produção das condições 
de existência social, na relação com a terra e o meio ambiente, incorporando os povos 
e o espaço da floresta, da pecuária, das minas, da agricultura, os pesqueiros, 
caiçaras, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, extrativistas. (BRASIL, 2002). 
No entanto, essa modalidade de ensino, seguindo essa acepção, especificidades 
e nomenclatura, mesmo possuindo uma luta de movimentos há certo tempo que apenas 
teve seu reconhecimento, menos de duas décadas. A Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional – LDB, nº 9394/96 onde mencionava o artigo 28 a oferta da educação 
básica para a população rural. 
Que em seu artigo 28, retrata que na oferta de educação básica para a população 
rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação as 
peculiaridades da vida e de cada região. 
Compreende que a terminologia “Educação do Campo somente tecida em 1997 
ganhando assim o reconhecimento nacional após isso e sua previsão como modalidade de 
ensino. Portanto, apenas em 2014, inclui-se na LDB o parágrafo único que traz o termo 
escola do campo pela primeira vez na LDB. 
É nesse contexto de Educação do Campo – vista como modalidade de ensino 
com especificidades que garantam as condições para uma educação de qualidade 
para os campesinos, indígenas e quilombolas – que a Pedagogia da Alternância se 
caracteriza como um modo de promover a educação com características próprias para o 
atendimento da população do campo. 
Nesse sentido, a educação por alternância está vinculada a ideia de movimento 
pedagógico dinâmico que se tem apresentado como meio para atingir a finalidade de 
reflexão e ação e no e com o contexto do tempo. 
Diante disso, é relevante conhecer a educação que está sendo oferecida as 
pessoas que vivem no e do campo e nela, a concepção de educação que está sendo 
praticada, com propósito de ampliar a compreensão sobre a efetivação dessa proposta 
educacional nas Escolas Famílias Agrícolas (EFA). 
O eixo condutor de nossa conversa: a pedagogia da alternância 
A modalidade por alternância é um processo de ensino e aprendizagem acontece 
em espaços e territórios diferenciados e alternativos. Esta é uma possibilidade de 
valorização dos saberes produzidos pelos povos num processo de interação entre escola-
família – comunidade. 
A pedagogia da alternância valoriza as especificidades do povo camponês, na 
medida em que considera indissociável a formação em ambiente escolar e na comunidade 
na qual estão inseridos. Dessa forma, busca a preparação do discente para viver 
dignamente através da formação. 
 Em defesa do reconhecimento da pedagogia da alternância como proposta que 
atenda a articulação entre escolarização e trabalho, tem destaque os Centros Familiares 
de Formação por Alternância ( CEFFAs) e dentre várias experiências de formação em 
alternância dos CEFFAs, é possível destacar as Escolas Famílias Agrícolas ( EFAs), 
Casas Familiares Rurais (CFRs) e Escola de Assentamento ( EA), sendo organizações 
que seguem o proposto pelos CEFFAs e se diferenciam na denominação de acordo com 
a região que se inserem, conhecidas no Estado do Maranhão por CFR. 
A Pedagogia da Alternância se apresenta como uma possibilidade de formação 
escolar e humana de acordo com as especificidades do campo, podendo ser definida como 
“mais que um simples método, devendo ser considerada como um verdadeiro sistema 
educativo” (GIMONET, 2007). 
Finalidades: formação integração projeto pessoal; desenvolvimento do meio 
socioeconômico, humano e político. 
Meios: alternância: um método pedagógico; associação: pais, famílias, 
profissionais e instituições. 
Assim sendo, as finalidades e os meios são eixos presentes em quaisquer 
CEFFAs, não sendo possível atingir as finalidades da formação integral dos estudantes, 
tal como o desenvolvimento do meio, sem a existência do método pedagógico da 
alternância e a presença das associações. 
A educação vivenciada pelo povo camponês deve oferecer capacidade de 
entendimento das particularidades do campo, ao tempo em que garanta a oferta de 
conhecimentos científicos e o preparo para o desenvolvimento do trabalho no contexto 
do campo. A educação opõe-se, portanto, ao modelo ofertado nos centros urbanos, onde 
é comum a supervalorização do conhecimento científico. (RODRIGUES, 2020).6. METODOLOGIA 
 
A metodologia aplicada será por meio de pesquisa documental e de campo, 
utilizou-se o método história são em história oral temática, com entrevistas 
semiestruturadas com pessoas ligadas ao objeto de estudo registrar a memória viva, as 
emoções, as paixões, o olhar, a perspectiva peculiar e os sentimentos de indivíduos das 
mais diversas origens socioculturais. 
 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
ARCAFAR NORDESTE E NORTE. Regimento das Casas Familiares Rurais do 
Maranhão filiadas à Associação Regional das Casas Associação das Casas Familiares 
Rurais do Norte e Nordeste do Brasil. São Luís, 2012. 
 
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução 
CNE/CEB 1, de 3 de abril de 2002. Institui Diretrizes Operacionais para a Educação 
Básica nas Escolas do Campo. Diário Oficial da União, Brasília, 9 abr. 2002. 
 
BRASIL. Lei no 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da 
educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. 
 
GIMONET, Jean-Claude. Praticar e compreender a pedagogia da alternância dos 
CEFFAs. Petrópolis: Vozes; Paris: AIMFR, 2007. 
 
NOSELLA, Paolo. Educação no campo: origens da pedagogia da alternância no Brasil. 
Vitória: EDUFES, 2014. P. 288 
 
PINHO, C.S. Projeto de Intervenção Pedagógica na Educação Profissional. Pós-
Graduação Latos-Senso em Docência para Educação Profissional e Tecnológica, 2023. 
 
RODRIGUES, A.C.L. Conhecendo a Pedagogia da Alternância. Programa de Pós-
Graduação em Educação Profissional e Tecnológica, 2020. 
TOCANTINS. Projeto Político Pedagógico da Escola Família Agrícola de Zé de Deus, 
Colina do Tocantins, 2024. 
 
MILLHOMEM, P.C.S; SANTOS, J.S. História, memórias e narrativas do Instituto 
Federal de Palmas/Tocantins. Repositório UFT BDTD - Biblioteca Digital de Teses e 
Dissertações da UFT Pós-Graduação em Educação - PPGE Mestrado em Educação, 2021. 
 
UNEFAB (2018). Pedagogia da Alternância e da Sustentabilidade. Arizona, Goiás.

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