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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS MESTRADO ACADÊMICO EM EDUCAÇÃO CURSO: Mestrado em Educação LINHA DE PESQUISA: Estado, Sociedade e Práticas Educativas ACADÊMICA: Césio Silva Pinho CAMPUS: UFT de Palmas 1. TÍTULO: PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: o desenvolvimento da Escola Família Agrícola Zé de Deus. 2. PROBLEMA DE PESQUISA: • Quais foram as influências externas que contribuíram para melhoria e conhecimento técnicos para produção do campo na Escola Família Agrícola Zé de Deus em Colinas do Tocantins? 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral • Analisar se a Pedagogia da Alternância desenvolvida na Escola Família de Colinas do Tocantins realiza a integração do tempo escola com o tempo comunidade, aprimorando os conhecimentos técnicos na qualificação profissional dos alunos. 3.2 Objetivos Específicos • Descrever o processo histórico da pedagogia da alternância no Brasil; • Discutir sobre a pedagogia da alternância ofertada no ensino médio na educação profissional na Escola Família Zé de Deus em Colinas do Tocantins • Narrar a interpretação de membros da comunidade da Escola Família Agrícola Zé de Deus sobre a pedagogia da alternância na educação profissional. 4. JUSTIFICATIVA No estado do Tocantins encontramos as Famílias Agrícolas (EFAs), onde o foco é que a alternância aconteça na própria família e no meio rural onde vive. No espaço escola em regime de internato, dando importância primordial à formação integral do aluno. Quando o Projeto Político Pedagógico e os funcionários da escola, referem-se a formação integral é no sentido de preparar o aluno, que ele possa ser um cidadão que saiba respeitar o seu colega, partilhar as atividades do dia a dia, colaborar com a limpeza dos espaços utilizados por eles, organizar as salas de aula, os alojamentos, cuidar de suas roupas, cumprir os horários das aulas, prestar serviços nas unidades tecnológicas da escola, auxiliar no custeio dos gastos da escola, respeitar o meio ambiente e saber utilizar o seu maior bem, a terra que lhe dá o sustento. O presente estudo despontou refletir sobre a pedagogia da alternância e os seus desafios de ser implantada e implementada nas escolas famílias agrícolas. Justifica-se a pesquisa em conhecer os desdobramentos para que essa modalidade de ensino para que possa ser cumprida conforme a Lei 14.767/2003, uma proposta educativa voltada para o homem do campo, entre os seus pilares, o desenvolvimento do meio e a formação integral do educando. 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A educação do campo, concebida como uma modalidade de ensino de ensino voltada para os povos que vivem no e do campo, vem conquistando espaços nas últimas décadas nas discussões sobre políticas públicas, bem como suscitando inúmeras pesquisas na tentativa de repensar essa modalidade de ensino. No entanto, mesmo com esse crescente interesse na área, há muito que se pesquisar e discutir sobre a real situação das escolas do campo e do ensino nelas praticado. Pensar em Educação do Campo exige que compreendamos as características do espaço cultural e necessidades próprias do estudante que vive no e do campo, sem abrir mão da pluralidade de saberes como fonte de conhecimento prévio para a aprendizagem. Portanto, nesse sentido: A Educação do Campo, construída num espaço de lutas dos movimentos sociais e sindicais do campo, é traduzida como uma concepção política pedagógica, voltada para dinamizar a ligação dos seres humanos com a produção das condições de existência social, na relação com a terra e o meio ambiente, incorporando os povos e o espaço da floresta, da pecuária, das minas, da agricultura, os pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, extrativistas. (BRASIL, 2002). No entanto, essa modalidade de ensino, seguindo essa acepção, especificidades e nomenclatura, mesmo possuindo uma luta de movimentos há certo tempo que apenas teve seu reconhecimento, menos de duas décadas. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, nº 9394/96 onde mencionava o artigo 28 a oferta da educação básica para a população rural. Que em seu artigo 28, retrata que na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação as peculiaridades da vida e de cada região. Compreende que a terminologia “Educação do Campo somente tecida em 1997 ganhando assim o reconhecimento nacional após isso e sua previsão como modalidade de ensino. Portanto, apenas em 2014, inclui-se na LDB o parágrafo único que traz o termo escola do campo pela primeira vez na LDB. É nesse contexto de Educação do Campo – vista como modalidade de ensino com especificidades que garantam as condições para uma educação de qualidade para os campesinos, indígenas e quilombolas – que a Pedagogia da Alternância se caracteriza como um modo de promover a educação com características próprias para o atendimento da população do campo. Nesse sentido, a educação por alternância está vinculada a ideia de movimento pedagógico dinâmico que se tem apresentado como meio para atingir a finalidade de reflexão e ação e no e com o contexto do tempo. Diante disso, é relevante conhecer a educação que está sendo oferecida as pessoas que vivem no e do campo e nela, a concepção de educação que está sendo praticada, com propósito de ampliar a compreensão sobre a efetivação dessa proposta educacional nas Escolas Famílias Agrícolas (EFA). O eixo condutor de nossa conversa: a pedagogia da alternância A modalidade por alternância é um processo de ensino e aprendizagem acontece em espaços e territórios diferenciados e alternativos. Esta é uma possibilidade de valorização dos saberes produzidos pelos povos num processo de interação entre escola- família – comunidade. A pedagogia da alternância valoriza as especificidades do povo camponês, na medida em que considera indissociável a formação em ambiente escolar e na comunidade na qual estão inseridos. Dessa forma, busca a preparação do discente para viver dignamente através da formação. Em defesa do reconhecimento da pedagogia da alternância como proposta que atenda a articulação entre escolarização e trabalho, tem destaque os Centros Familiares de Formação por Alternância ( CEFFAs) e dentre várias experiências de formação em alternância dos CEFFAs, é possível destacar as Escolas Famílias Agrícolas ( EFAs), Casas Familiares Rurais (CFRs) e Escola de Assentamento ( EA), sendo organizações que seguem o proposto pelos CEFFAs e se diferenciam na denominação de acordo com a região que se inserem, conhecidas no Estado do Maranhão por CFR. A Pedagogia da Alternância se apresenta como uma possibilidade de formação escolar e humana de acordo com as especificidades do campo, podendo ser definida como “mais que um simples método, devendo ser considerada como um verdadeiro sistema educativo” (GIMONET, 2007). Finalidades: formação integração projeto pessoal; desenvolvimento do meio socioeconômico, humano e político. Meios: alternância: um método pedagógico; associação: pais, famílias, profissionais e instituições. Assim sendo, as finalidades e os meios são eixos presentes em quaisquer CEFFAs, não sendo possível atingir as finalidades da formação integral dos estudantes, tal como o desenvolvimento do meio, sem a existência do método pedagógico da alternância e a presença das associações. A educação vivenciada pelo povo camponês deve oferecer capacidade de entendimento das particularidades do campo, ao tempo em que garanta a oferta de conhecimentos científicos e o preparo para o desenvolvimento do trabalho no contexto do campo. A educação opõe-se, portanto, ao modelo ofertado nos centros urbanos, onde é comum a supervalorização do conhecimento científico. (RODRIGUES, 2020).6. METODOLOGIA A metodologia aplicada será por meio de pesquisa documental e de campo, utilizou-se o método história são em história oral temática, com entrevistas semiestruturadas com pessoas ligadas ao objeto de estudo registrar a memória viva, as emoções, as paixões, o olhar, a perspectiva peculiar e os sentimentos de indivíduos das mais diversas origens socioculturais. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARCAFAR NORDESTE E NORTE. Regimento das Casas Familiares Rurais do Maranhão filiadas à Associação Regional das Casas Associação das Casas Familiares Rurais do Norte e Nordeste do Brasil. São Luís, 2012. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB 1, de 3 de abril de 2002. Institui Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Diário Oficial da União, Brasília, 9 abr. 2002. BRASIL. Lei no 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. GIMONET, Jean-Claude. Praticar e compreender a pedagogia da alternância dos CEFFAs. Petrópolis: Vozes; Paris: AIMFR, 2007. NOSELLA, Paolo. Educação no campo: origens da pedagogia da alternância no Brasil. Vitória: EDUFES, 2014. P. 288 PINHO, C.S. Projeto de Intervenção Pedagógica na Educação Profissional. Pós- Graduação Latos-Senso em Docência para Educação Profissional e Tecnológica, 2023. RODRIGUES, A.C.L. Conhecendo a Pedagogia da Alternância. Programa de Pós- Graduação em Educação Profissional e Tecnológica, 2020. TOCANTINS. Projeto Político Pedagógico da Escola Família Agrícola de Zé de Deus, Colina do Tocantins, 2024. MILLHOMEM, P.C.S; SANTOS, J.S. História, memórias e narrativas do Instituto Federal de Palmas/Tocantins. Repositório UFT BDTD - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFT Pós-Graduação em Educação - PPGE Mestrado em Educação, 2021. UNEFAB (2018). Pedagogia da Alternância e da Sustentabilidade. Arizona, Goiás.