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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE PEDAGOGIA Valéria de Sousa Faria Moutinho A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DO AUTISTA NA REDE REGULAR DE ENSINO BELO HORIZONTE 2026 Valéria de Sousa Faria Moutinho A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DO AUTISTA NA REDE REGULAR DE ENSINO Projeto apresentado como requisito para aprovação da disciplina Pesquisa e Prática em Educação - Projeto. Orientador(a): Rafael Galli BELO HORIZONTE 2026 LINHA DE PESQUISA: EDUCAÇÃO INCLUSIVA TÍTULO: A APRENDIZAGEM DO ALUNO AUTISTA TEMA: A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DO AUTISTA NA REDE REGULAR DE ENSINO 1. INTRODUÇÃO A inclusão escolar é uma prática que possibilita a todas as crianças o acesso à educação, de maneira que possam alcançar o desenvolvimento cognitivo, intelectual e social de que tanto necessitam. Por esse ângulo, entende-se que a inclusão dos alunos autistas é um fenômeno atual, que necessita de maior atenção, pois são crianças que não possuem as mesmas características que outros al unos da classe regular. Parte-se, então, da premissa de que o ambiente da sala de aula deve ser adaptado para receber o aluno autista, com materiais didáticos e metodologias de aulas diferenciadas. Pois, sabe-se que são crianças que demonstram dificuldades de adaptação a certos ambientes e às atividades, apresentando comportamentos repetitivos e, na maioria das vezes não se sentem à vontade em compartilhar conhecimentos com os colegas de classe. Nesse sentido, a pergunta norteadora levantada por este estudo é: De que forma os professores podem contribuir para amenizar as dificuldades de aprendizagem apresentadas por alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? No decorrer deste trabalho, será possível alcançar alguns objetivos, como por exemplo: o objetivo geral deste estudo visa analisar a eficácia das principais estratégias pedagógicas inclusivas implementadas na educação de alunos autistas. Os objetivos específicos se propõem a discutir sobre a história da educação inclusiva, conhecendo as legislações existentes que embasam a inclusão de pessoas com deficiência no sistema regular de ensino. Além de estudar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus sintomas, causas e tratamento. O processo de inclusão de qualquer criança que possui algum tipo de necessidade educacional é desafiador, conforme enfatizam grandes autores da área, considerando que é um processo que não envolve apenas materiais e métodos, mas ambiente e pessoas. Nesse sentido, o tema em questão se justifica pela relevância de se conhecer mais sobre o aluno autista, promovendo significativas reflexões a respeito desta temática no meio acadêmico, bem como na sociedade. Portanto, por meio de um estudo bibliográfico será possível explorar diversos aspectos concernentes a inclusão e aprendizagem do aluno autista, para tanto, serão consultados materiais de autores importantes que discutem o tema de uma forma esclarecedora. Os sites visitados serão Scielo, CAPES, além de livros físicos, teses e artigos que foram publicados em portais de periódicos, tudo isso na intenção de aprofundar melhor o conhecimento. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O foco da pesquisa será explorar a visão de vários autores sobre a temática, como por exemplo, Aguiar (2015) que enfatiza sobre os princípios norteadores da inclusão, pois de acordo com seus estudos esse tema surgiu por volta da década de 1980, porém, no Brasil apenas na década de 1990 através da Declaração de Salamanca, foi possível a implementação da ideia de inclusão. De acordo com Aguiar (2015) a inclusão de alunos com deficiência ainda levanta muitas discussões no cenário educacional. Esse autor alerta para o fato de que, as atividades lúdicas são ótimas estratégias que podem ser implementadas em sala de aula a fim de sanar problemas de aprendizagem de alunos com NEE[footnoteRef:0]. Pois, constituem-se como umas das propostas metodológicas de ensino mais relevantes, visto que envolvem a educação psicomotora numa relação com o desenvolvimento cognitivo. [0: Aluno com Necessidade Educativa especial] Díaz et al. (2009), por sua vez, ao discorrer sobre as questões contemporâneas que envolvem a inclusão social, defende que é necessário que os educadores estejam muito bem informados sobre os processos educacionais no âmbito da inclusão, de maneira que eles possam saber lidar com esses alunos em sala de aula. O autor alerta para o fato de que a melhor maneira de integrar alunos com NEE é facilitando o desenvolvimento de condições para o seu aprendizado, mantendo um relacionamento saudável com a família desse aluno. Através de tal afirmação foi possível refletir que a inclusão de alunos no sistema regular de ensino representa uma das maiores áreas de pesquisa no mundo contemporâneo e, devido a inexperiência e falta de conhecimento da maioria dos professores, esta classe ainda é alvo de muitas críticas no contexto educacional. De fato, alguns ainda relatam sentir dificuldades em lidar com alunos com necessidades educativas especiais, ou por falta de experiência ou porque não receberam a capacitação necessária. Conforme explica Mittler (2000) a maioria dos educadores se sentem despreparados para lidar com as diferenças na sala de aula, para trabalhar com uma gama de materiais novos e diversificados, especialmente quando esses devem ser implementados no ensino de alunos com deficiência. Assim, pode-se refletir que vários estudos comprovam que os professores mais bem preparados e mais competentes e que demonstram atitudes positivas em relação a inclusão escolar, são aqueles que receberam a formação continuada ou a capacitação na área da inclusão. Para Mantoan (2003, p. 16) “[...] é preciso expulsar a exclusão de nossas escolas e mesmo de fora delas e que os desafios são necessários, a fim de que possamos avançar, progredir, evoluir em nosso empreendimento.” Parte-se, então, da concepção de que existe uma correlação entre as atitudes dos professores e seus conhecimentos sobre as deficiências numa sequência lógica, pois se o educador persistir em atitude negativa em relação a inclusão escolar, consequentemente não saberá como implementá-la. No que concerne a inclusão do aluno com Transtorno do Espectro Autista, Mello (2001) traz grandes reflexões, pois para essa autora é importante que primeiro se conheça as características desse distúrbio do desenvolvimento humano, para que somente então após esse conhecimento seja possível implementar práticas educativas que venham a contribuir com a aprendizagem desse educando. De acordo com essa autora, ultimamente não somente vem aumentando o número de diagnósticos de crianças com TEA, mas também esse distúrbio em crianças vêm sendo diagnosticados em idades cada vez mais precoces. Nesse sentido, o papel da escola é vital, haja vista que pode contribuir de maneira direta no desenvolvimento intelectual e cognitivo dessa criança. Torna-se, então, necessário que as escolas adotem um novo modelo de inclusão que não segregue os alunos, uma escola empenhada em tratar a todos com igualdade, mas direcionando as metodologias adequadas às necessidades de cada educando, seja ele especial, ou não. REFERÊNCIAS AGUIAR, João Serapião de. S. Educação Inclusiva: Jogos para o ensino de conceitos. Campinas, SP: Papirus. 1º edição. 2015. – (Coleção papiros educação). DÌAZ, Félix. Et al. (Org). Educação Inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas. Salvador. EDUFBA, 2009. 354p. MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 1º edição. 2003. MELLO, Ana Maria. Autismo: Guia prático. 2º edição. Brasília. 2001. MITTLER, P. Trabalhando a educação inclusiva em contextos sociais. Ltd., 2000. image1.png